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Didática Prática

Nov 5, 2018 · 4 min read

A importância da disciplina de Didática na formação do


professor
O professor possui uma relevância muito magnífica, pois tem a
capacidade de transformar as vidas dos seus alunos, através da
educação. É indispensável que o docente tenha a disciplina de Didática
em sua formação acadêmica, é necessário que o discente tenha ciência
dos diferentes tipos de tendências pedagógicas, que poderá resultar no
processo do bom funcionamento do ensino aprendizagem.

A didática é responsável por estudar os processos de aprendizagem e


ensino, através de técnicas e métodos, o educador constrói o
conhecimento, possibilitando o aprendizado dos alunos.

Etimologicamente, a palavra didática surgiu do grego didaktike, que


traduzido significa “ arte de ensinar”. Segundo Vygolsky (1984, p.101) “
O aprendizado adequadamente organizado resulta em metal e põe em
movimentos vários processos de desenvolvimento…”
A didática tem como objetivo desenvolver pensamento crítico nos
formadores, e que por meio da criticidade pode-se adaptar conforme a
realidade. O termo didática foi usada primeiramente pelo filósofo
tcheco em sua obra intitulada Didática Magna, que defendia o ensino de
“ tudo para todos”. Comênio inicia um processo de sistematização da
pedagogia da didática do ocidente, racionaliza teoria e prática das
questões educativas, o processo educacional deveria levar em
consideração os processos da natureza. Comênio propôs uma quebra
radical no modelo escolar praticado pela igreja católica, queria que o
professor pudesse se visto como um profissional não como um
missionário. segundo Libâneo (1990, p.26)

A didática é o principal ramo da pedagogia, está relacionada tanto com


a psicologia da educação, quanto com as teorias dos conhecimentos.
Denominada por Libâneo (1990, p.25) como “teoria do conhecimento”,
por investigar os fundamentos, as condições e as formas de realização
do ensino.

Muitos são os problemas que surgem, quando parti-se da teoria para a


prática, e quando se chega na prática a história é outra. É por isso que
indispensável a junção de teoria e prática, é dever do professor
atualizar-se constantemente, será eficiente se conservar tanto a
competência de ensinar, quanto a de aprender. A didática é essencial
para a prática pedagógica, a partir da teoria o professor organiza a
didática, selecionando os materiais que irão facilitar no processo de
ensino aprendizagem, cabe ao professor ser flexível nas distintas formas
que cada aluno tem de aprender, observar as particularidades. O
professor deve oferecer através de sua didática, algo que deixe os alunos
interessados, comprometidos com o conhecimento.

Libâneo (2002, p. 64) clarifica que a: “educação compreende o conjunto


dos processos, influências, estruturas,ações que intervém no
desenvolvimento humano do indivíduo e grupos na sua relação ativa
com o meio natural e social, num determinado contexto de relações
entre grupos e classes sociais, visando a formação do ser humano ( … ) é
uma prática social, que modifica os seres humanos nos seus estados
físicos, mentais, espirituais, culturais, que dar uma configuração a
nossa existência individual e grupal.”

A partir desse resumo compreende-se que a didática está em constante


mudança, é que a mesma é indispensável para a formação do docente,
sempre levando em consideração as necessidades das pessoas
envolvidas, professor e aluno, e contexto onde está sendo trabalhado.

Como dizia Santos (2003): A didática passou de apêndice de


orientações mecânicas e tecnológicas para um atual (…) modo de crítico
de desenvolver uma prática educativa, forjada de um projeto histórico,
que não se fará tão somente pelo edificador, mas pelo educador,
conjuntamente, com o educando e outros membros dos diversos setores
da sociedade.
No âmbito da educação escolar não se pode ensinar de qualquer
maneira, de forma aleatória, precisa-se de orientações, subsídios, um
guia do docente, e a didática é esse suporte que veio proporcionar
eficácia e eficiência no trabalho DO EDUCADOR.

BIBLIOGRAFIA

SANTOS, A. Didática sob a ótica do pensamento complexo. Porto


Alegre: Sulina, 2003.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1990.

LIBÂNEO, José C. Ainda as perguntas: o que é pedagogia, quem é o


pedagogo, o que deve
ser o curso de pedagogia. In: PIMENTA, S. G. (Org.). Pedagogia e
pedagogos: caminhos e
perspectivas. São Paulo: Cortez, 2002. p. 59–97.
VYGOTSKY, Lev Semenovictch. A formação social da mente. 6ª ed. São
Paulo: Martins Fontes, 1987.

Samuel Castro Ferreira


Graduando de Licenciatura em Filosofia

 Filosofia
 Didatica

WRITTEN BY

Didática Prática
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A IMPORTÂNCIA DA DIDÁTICA NA FORMAÇÃO


DOCENTE
Por

Manoel de Jesus Bastos

RC: 6663 -03/01/2017

12432

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ARTIGO EM PDF

BASTOS, Manoel de Jesus [1]

BASTOS, Manoel de Jesus. A Importância da Didática na Formação


Docente. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 02, Ed.
01, Vol. 14. pp. 64-70 Janeiro de 2017. ISSN: 2448-0959

Contents [hide]
 RESUMO
 INTRODUÇÃO
 A DISCIPLINA DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DOCENTE
 A DISCIPLINA DA DIDÁTICA
 CONSIDERAÇÕES FINAIS
 REFERÊNCIAS
RESUMO

Este artigo aborda assuntos relacionados a importância da didática na formação


docente na área da pedagogia. Usá-la adequadamente, propiciará um trabalho
eficaz e exitoso do professor que além de consumar, com sucesso, as
perspectivas previamente propostas, oferecerá um trabalho qualitativo. O
trabalho docente deve levar em conta que teoria e prática são caminhos
indissociáveis, paralelos e convergentes que norteiam o ensino-aprendizagem no
contexto pedagógico. Uma vez que um depende do outro, jamais haveria
perfeição na tarefa docente, se não fossem consideradas as suas inter-relações.
A aplicabilidade da didática, ora fundamentada na teoria, realizará o papel íntegro
do professor no âmbito educacional, com direcionamento ao seu público alvo. É
um projeto saindo do papel rumo a sua efetivação. Presumimos que um dentre
tantos problemas entranhados no processo do ensino-aprendizagem é a falta da
didática, tendo em vista que muitos profissionais da área pedagógica, podem até
planejar com excelência, para atender as exigências das secretarias de educação,
mas não cumprem integralmente, com o que planejaram.

Palavras-Chave: Didática, Docente, Pedagógica.

INTRODUÇÃO

A didática, caminho programado pela teoria, tem sido considerada uma ampla e
indispensável sinalizadora na aplicabilidade dos conteúdos programáticos a que
o professor utiliza para ministrar suas aulas. No entanto, há um equívoco quando
se espera que ela seja algo definido e delimitada garantindo uma prática eficaz.
É absolutamente impossível usá-la como manual de orientação, passo a passo,
uma vez que a sua impregnação depende da necessidade à proporção que vai
surgindo. A didática do professor é considerada flexível, tendo em vista que cada
turma e cada indivíduo exigirá práticas diferenciadas.

Contudo, conhecer a didática como a concretização da teoria poderá consumar


aquilo que o professor almejou no decorrer do seu planejamento, atendendo,
assim, as diferentes formas de educar, as diversas concepções pedagógicas e as
reflexões docentes, considerando o ensinar/aprender um processo em constante
mudança.
O conhecimento sobre algo é essencial para o professor que usando dos seus
muitos métodos norteará a sua didática pedagógica, tendo em vista as
necessidades específicas em cada contexto, em cada turma e em cada aluno.
Todavia, ao se pensar na didática, surgem certas dificuldades ao longo do
planejamento, uma vez que o mesmo deve originar-se de objetos concretos e
que venham focalizar, exclusivamente, o público alvo.

Faz-se necessário levar em consideração que a didática é uma norteadora


teórica/científica, imprescindível à tarefa pedagógica cotidiana, onde há um
sinalizador do ensino-aprendizagem significativo dia após dia.

Enfim, a meu ver, a didática pedagógica não é outra coisa senão a prática docente
propriamente dita, consumadora daquilo que se objetivou previamente. Ou seja,
é um cumprimento legal da teoria e trilhamento absoluto no caminho que se
programou. Como a arte e a ciência da pedagogia, procura-se compreendê-la,
ainda, como espaço de estudos dinâmicos voltados à prática docente com base
na programação teórica, tendo como objetivo a ponte que ela faz entre ambas.

De maneira alguma, poderia fazer-se uma educação e qualidade se não for


levado em consideração a didática como objeto essencial no processo educativo.
Ela é um suporte imprescindível a prática educativa, pois oferece embasamento
para a efetivação do ensino-aprendizagem, eliminando discrepâncias existentes
entre teoria e prática.

A DISCIPLINA DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DOCENTE

Nota-se, nitidamente, que o grave problema existente na educação em trono da


didática consiste na dissociação entre teoria e prática. Uma vez que a teoria é o
caminho e a prática a ação, essa separação entre ambas impossibilita o professor
a consumar o que previamente planejou, ou seja, a ambiguidade de suas inter-
relações reduzirá, ao extremo, o praticismo.

Os profissionais da educação precisam ter um pleno domínio das bases teóricas


científicas e tecnológicas, e sua articulação com as exigências concretas do
ensino, pois é através desse domínio que ele poderá estar revendo, analisando e
aprimorando sua prática educativa. (LIBÂNEO, 2002, p. 28).
A prática da formação docente jamais poderia ser aleatória, desprovida de
planejamento, metas e ações, mas deve apontar objetivos a serem alcançados
com a impregnação da didática, pois esta guiará pelo caminho viável as
proposições que se almejou dentro das possibilidades.

Percebe-se, portanto, dentro dessa linha de raciocínio que a didática contribui,


maciçamente, para a efetivação da prática educativa de maneira correta e bem
sucedida. Ela fornece aos profissionais da educação subsídios metodológicos e
estratégias para a conclusão das metas programadas ao longo do processo
educativo.

Segundo Comênio, séc. XII, a didática identifica-se como norma técnica de


ensinar, por entrelaçar nas concepções dos docentes o melhor cominho que
conduzirá as propostas pedagógicas mais eficientes para o ensino-aprendizagem.
Devendo estar conexa com a teoria, a didática faz-se necessário no contexto dos
saberes, especialmente na área pedagógica.

Qualquer atividade que não tenha a didática como mera conscientizadora de


objetivos, abre a probabilidade de lacunas à vulnerabilidade e desnorteio do que
antes fora projetado. Considerada componente curricular desde 1930, a didática
é também considerada com um conjunto de regras organizadas e delineadoras
dos trabalhos pedagógicos buscando o seu aprimoramento e evitando os efeitos
negativos do espontaneísmo.

A didática extrapola os limites e supera as ineficiências quando impregnada


corretamente. Por isso os professores devem ampliar as suas reflexões no
sentido da relevante importância do seu papel nas atividades docentes. O seu
emprego na formação docente viabiliza melhor relação entre professor e aluno e
deve ser feito em linguagem simples para que as informações sejam assimiladas
eficazmente na qualidade, na avaliação e no planejamento pedagógico.

Deve ser levado em conta, também, a diversificação de recursos didáticos


pedagógicos, uma vez que há diferentes formas de aprender e que podem ser
encontradas nos métodos oferecidos. Todavia, não basta didatizar, é preciso
oferecer algo saboroso que gere fomentação e “apetite” nos educandos, tendo
em vista que uma boa didática depende da motivação metodológica e do dom de
ensinar.
Por ser o aluno o investigador e sujeito da aprendizagem, a didática deve
possibilitar a manifestação de suas várias atividades. Segundo Cipriano Lukesi,
é admissível que a didática vai além da técnica de ensinar. Ela auxilia na
organização do pensamento, na escolha de um método aceitável de ensino e
sinaliza o melhor caminho da aplicabilidade.

É absolutamente correto afirmar que a integração da didática na formação


docente mobiliza a inter-relação disciplinar para a reflexão sobre as atividades
pedagógicas caracterizando-se como meditação entre os conhecimentos
teóricos-científicos da área escolar. Quando o professor atua de forma
responsável e segura em relação aos conteúdos ministrados, com uso de
materiais suporte que facilitariam a compreensão dos alunos, estaria didatizando
e, consequentemente, efetivando o que realmente objetivou.

Sendo assim, podemos dizer que a didática é a ciência imprescindível que


preocupa-se de usar adequadamente suas estratégias de ensino, visando
estimular nos alunos a fomentação do aprender, despertando neles a
necessidade da crítica, da criatividade e da formação para o pleno exercício da
cidadania. É sabido que não basta a transferência de conhecimentos, mas o
oferecimento de possibilidades para a produção e/ou construção própria do
indivíduo.

“O processo de ensino-aprendizagem é uma seta de mão dupla, de um lado, o


professor ensina e aprende e, do outro, o estudante aprende e ensina.” (FREIRE,
1996).

É obvio que a mudança da sociedade depende da mudança no ensino que, por


sua vez, depende de nossa formação e da transformação das práticas docentes.
Esse efeito atingiria tanto a esfera pedagógica quanto a governamental e política.

Libâneo acredita que só podemos mudar em nós mesmos a partir do momento


em que houver mudanças no meio e nas práticas do fazer. Para ele a prática
pedagógica ultrapassa uma exigência da vida, promovendo nos indivíduos
conhecimentos e experiências em todos os ramos da ciência, tornando-os aptos
a atuar na sociedade, transformando-a.
A DISCIPLINA DA DIDÁTICA

O processo do ensino-aprendizagem avançará a partir da fundamentação da


didática na dialética, sendo que é uma área em constante mudança e isenta de
objetivos que a deixe pronta e acabada. Considerada a “arte de ensinar”, é
imprescindível no processo pedagógico com tendências distintas na visão do
homem e do mundo, flexibilizando, sempre, o papel do professor, do aluno, as
metodologias, as avaliações e a forma de ensinar. Ela converte objetivos sócio-
políticos e pedagógicos em outros de ensino, métodos e conteúdos vinculados ao
ensino-aprendizagem através das capacidades mentais dos educandos.

De modo que a didática opera na capacidade crítica e desenvolvimentista dos


docentes para que eles analisem, explicitamente, a realidade do ensino,
refletindo-o “como” ensinar, para que ensinar, o que ensinar etc. (LIBÂNEO,
1990).

Em outras palavras, a disciplina de didática institui diretrizes sinalizadoras das


atividades pedagógicas, investiga o desenvolvimento do ensino-aprendizagem e
sonda as ineficiências sujeitas a reflexões-ações por parte do professor. Isento
da didática, o professor não disporia da ferramenta essencial para a cooperação
entre professor/aluno e jamais ocorreria a delineação entre o ensinar e o
aprender.

A didática, como disciplina, é a essência nas estratégias de ensino e têm o papel


de realizar a transformação da teoria à prática pedagógica. Com base na teoria,
cabe ao professor a organização da didática, utilizando materiais que lhe deem
suporte na facilitação do ensino-aprendizagem, sujeito a reflexão-ação para o
cumprimento dos objetivos propostos. Há uma variedade de elementos que
compõem a didática pedagógica sendo a metodologia, o planejamento e a
avaliação os mais importantes. Todos sujeitos a flexibilização, uma vez que cada
indivíduo tem uma maneira diferente de entender, ao tempo em que a prática
docente encontra-se em constante processo de mudança.

Todavia, cada professor possui as suas próprias concepções e metodologias que


o nortearão em seus planejamentos e em sua didática em sala de aula.
Logicamente em cada assunto, em cada docente e em cada aluno há
necessidades específicas e à medida em que elas surgem, a didática deve
flexibilizar-se.
Torna-se necessário considerar a didática como algo que concretize a teoria nos
trabalhos pedagógicos cotidianos, tendo em vista, a importância da sua eficácia
como ponte ao acesso ensino-aprendizagem.

Há, algum tempo, a didática era interpretada como disciplina metodológica de


ensino que tinha como missão “ensinar”. Existia, inclusive, manuais ou receitas
prontas que orientavam os professores a se portarem em sala de aula. Porém a
verdadeira função da didática vai além dessas premissas, isso porque a visão
humana e de mundo modifica-se à proporção que surge a necessidade. O
conhecimento didático deixou sua estagnação e partiu em busca das melhores
estratégias de ensinar e das mais acessíveis formas de aprender.

Contudo, a didática tem a sua essência a partir do oferecimento de formas


variadas de ensinar e de compreender a construção do ensino-aprendizagem com
a aplicação diversificada de metodologias que surtam efeito para a concretização
dos seus objetivos.

No processo ensino-aprendizagem o docente deve variar, reflexivamente, suas


metodologias na busca de resultados que lhe satisfaçam, pois a tarefa de
trabalhar, de forma explícita e segura, está incumbida, exclusivamente no
professor. Se o professor deixar de preocupar-se no remanejamento dos
conteúdos e de suas estratégias, instigando e orientando os seus alunos a
respeito da importância dos estudos e da formação para a vida, certamente não
obterá êxito no seu trabalho pedagógico. A razão prática é essencial para a
conclusão da teoria que se planejou. Essa conclusão é a confirmação da sua
verdade. Quando o professor não faz com que o aluno aprenda, o induz a aceitar
uma falsa verdade e sem valor científico.

“A didática concretiza planos e credibiliza o trabalho docente, dando suporte para


a consumação da cientificidade, deixando de ser algo aleatório, mas autêntico”.
(GRIFO nosso)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Depois de fazer-se uma sondagem a respeito da didática na formação docente,


concluiu-se que ela é o enfoque principal da teoria, tornando-se imprescindível
nos trabalhos pedagógicos e tendo em vista a sua essência na consumação dos
objetivos propostos. Levando em conta a necessidade de sua flexibilização para
atender as diversidades de acordo as necessidades de cada professor, de cada
aluno e do contexto trabalhado. Ela favorece uma aprendizagem qualitativa,
tendo em vista, focalizar sempre o melhor para os alunos e viabilizar facilidades
no trabalho do professor, tornando suas ações seguras e precisas.

Em suma, a didática é a disciplina que fundamenta a prática docente. Somente


através dela é que teoria e prática se consolidam, porque ela investiga, orienta
e proporciona a realização da formação do indivíduo, construindo e reconstruindo
conhecimentos evoluindo para o novo. Isento da didática, o ramo da pedagogia
não teria oportunidades de aquisições da aprendizagem do aluno, seria um
desperdício de assuntos sem fundamentação e bases metodológicas.

A didática oferece um suporte seguro para a realização de estratégias, que visam


possibilidades para uma nova reflexão-ação, atenuando os reais empecilhos
impregnados no processo ensino-aprendizagem e consolidando teoria e prática
no trabalho docente. Jamais se trilharia um caminho de difícil acesso, chegando
no lócus desejado, sem o suporte de um meio de orientação como um mapa,
uma bússola ou coisa parecida. De forma semelhante é o trabalho pedagógico
que não deve ser conduzido de maneira aleatória, sem destino ou sem a mira
um ponto de chegada.

Enfim, a condução de um trabalho pedagógico carece de um planejamento


possível, do mapeamento de um roteiro que facilite o acesso de onde se quer
chegar. Pelo contrário, é como se estivéssemos atirando sem pontaria ou
navegando em um barco sem bússola, rumo a lugar nenhum.

REFERÊNCIAS

COMÊNIUS, João Amos. Didática Magna. São Paulo: Martins Fontes. 1996.

FREIRE, Paulo Reglus Neves (1996)

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 1990.

LUCKESI, Cipriano Carlos


[1] Formado em Normal Superior pela UESPI (Universidade Estadual do Piauí),
Pós-graduado em Supervisão Escolar pela Faculdade de Teologia Hokemãh –
Fateh e Mestrando em Educação pela Anne Sullivan University