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Capítulo Cinética química:

22 o transcorrer das
reações químicas

QUÍMICA
Capítulo 22 – Cinética química: o transcorrer das
NA ABORDAGEM
DO COTIDIANO reações químicas
Quantificando a rapidez de uma reação

SÉRGIO DOTTA JR./CID


Um pouco de alvejante doméstico (água sanitária) foi adicionado a uma solução aquosa de
corante laranja. A cor desaparece com o passar do tempo, pois o corante (reagente) é
consumido na reação com o alvejante (outro reagente).

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NA ABORDAGEM
DO COTIDIANO reações químicas
Quantificando a rapidez de uma reação

 quantidade
 m =
 tempo

 Quando essa definição é aplicada a um reagente, |  quantidade |


corresponde à quantidade, em módulo, do reagente consumido no
intervalo  tempo.
 Quando é aplicada a um produto, |  quantidade | equivale à
quantidade, em módulo, do produto formado no intervalo  tempo.

|  quantidade | = | quantidade final  quantidade inicial |

 A quantidade pode ser expressa em massa, em mols, em


concentração ou em volume.
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DO COTIDIANO reações químicas
Quantificando a rapidez de uma reação

 Experiência com amônia gasosa (NH3) em uma concentração


inicial de 8,0 mol/L num recipiente fechado. Com o passar do
tempo ocorre a reação assim equacionada:

2 NH3 (g) N2 (g) + 3 H2 (g)

[NH3] (mol/L) 8,0 4,0 2,0 1,0 Note que a concentração da amônia
decresce com o passar do tempo.
Tempo (h) 0 1,0 2,0 3,0 Ela está sendo consumida na reação.

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Quantificando a rapidez de uma reação

 [ ] representa a concentração em mol/L. [NH3] equivale a ♏NH3.

Calculemos a velocidade de decomposição da amônia:

4,0 - 8,0
 entre 0 e 1 h: m = = 4,0 mol  L-1  h-1
1,0 - 0

2,0 - 4,0 Perceba que a velocidade


 entre 1 e 2 h: m = = 2,0 mol  L-1  h-1
da reação não é constante.
2,0 -1,0

1,0 - 2,0
 entre 2 e 3 h: m = =1,0 mol  L-1  h-1
3,0 - 2,0

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Quantificando a rapidez de uma reação

H2
ADILSON SECCO

As curvas crescentes indicam


que N2 e H2 são formados
com o passar do tempo.

N2

NH3

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Quantificando a rapidez de uma reação

 As variações das concentrações, em mol/L, para um mesmo


intervalo de tempo obedecem à proporção dos coeficientes.

2 NH3 (g) 1 N2 (g) + 3 H2 (g)


Proporção estequiométrica 2 : 1 : 3
Variação da [NH3] (em módulo), da [N2] e da [H2] no intervalo:

 de 0 h a 1 h 4,0 mol/L 2,0 mol/L 6,0 mol/L


 de 1 h a 2 h 2,0 mol/L 1,0 mol/L 3,0 mol/L
 de 2 h a 3 h 1,0 mol/L 0,5 mol/L 1,5 mol/L

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Efeito da concentração sobre a rapidez

 Um pouco de alvejante doméstico (água sanitária) foi adicionado a


uma solução aquosa de corante laranja. A cor desaparece com o
passar do tempo, pois o corante (reagente) é consumido na reação
com o alvejante (outro reagente). As condições são iguais em ambos
os frascos, exceto a concentração da solução de alvejante adicionada,
que é maior no frasco da direita, o que torna a reação mais rápida.

SÉRGIO DOTTA JR./CID


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DO COTIDIANO reações químicas
Efeito da concentração sobre a rapidez
Por que a rapidez depende da concentração?

O3 (g) + NO (g) O2 (g) + NO2 (g) Aumento da


concentração dos
reagentes

acarreta

ADILSON SECCO
Aumento da
frequência das
colisões entre as
moléculas dos
 Para que a reação aconteça, é necessário que uma
reagentes
molécula de O3 colida com uma de NO. Nessa
acarreta
colisão é quebrada a ligação entre dois átomos de
oxigênio, enquanto é formada uma ligação entre
Aumento da
um átomo de oxigênio e um de nitrogênio. rapidez da reação

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Efeito da concentração sobre a rapidez

Nem toda colisão é eficaz!

 Colisão eficaz ou efetiva é aquela que conduz à formação


de produto.

 Para que uma colisão entre moléculas de reagentes seja


eficaz, é necessário que ela ocorra com geometria
adequada e energia suficiente.

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Efeito da concentração sobre a rapidez

Nem toda colisão é eficaz!

NO NO2
O3 O2
Colisão eficaz: com
geometria adequada
e energia suficiente.
ADILSON SECCO

Moléculas com Ocorreu reação


Complexo ativado
alta energia

Colisão não eficaz:


apesar de ter ocorrido
O3 NO NO
O3
na geometria
adequada, envolveu
moléculas com energia
ADILSON SECCO

Moléculas com Não há formação do cinética insuficiente.


Não ocorreu
baixa energia complexo ativado
reação

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Efeito da concentração sobre a rapidez
A energia de ativação

 Ea = energia de ativação
 H = variação de entalpia
da reação exotérmica (libera
ADILSON SECCO

energia, H < 0)

 Energia de ativação (Ea) é o valor mínimo de energia que as


moléculas de reagentes devem possuir para que uma colisão entre
elas seja eficaz. Quanto maior for a energia de ativação, mais lenta
será a reação.
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Efeito da concentração sobre a rapidez
A energia de ativação

 Cada reação possui um valor característico de energia de


ativação. Esse valor não depende da temperatura nem da
concentração dos reagentes.
ADILSON SECCO

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DO COTIDIANO reações químicas
Efeito da temperatura sobre a rapidez
 Um pouco de alvejante doméstico (água sanitária) é adicionado a uma
solução aquosa de corante laranja. A cor desaparece com o passar do
tempo, pois o corante (reagente) é consumido na reação com o alvejante
(outro reagente).
 As condições são iguais em ambos os frascos, exceto a temperatura da
solução de corante, que é maior no frasco da direita, o que faz a reação ser
mais veloz.

SÉRGIO DOTTA JR./CID


QUÍMICA
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Efeito da temperatura sobre a rapidez

 A elevação da temperatura provoca um aumento da energia


cinética das moléculas, fazendo com que haja maior
quantidade de moléculas com energia suficiente para reagir,
isto é, com energia superior à de ativação.

 Quanto maior a temperatura, maior será a velocidade de


uma reação.

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Efeito da temperatura sobre a rapidez
 Incêndios se alastram com relativa facilidade porque a energia liberada na
reação de combustão (que é exotérmica) ajuda as moléculas que ainda não
reagiram a vencer a barreira energética que separa reagentes de produtos.

RON FRANK/SHUTTERSTOCK
Regra de van’t Hoff

 “Um aumento de 10 ºC na temperatura duplica a velocidade de uma reação


química”. Hoje são conhecidas inúmeras exceções a essa regra.

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Efeito da superfície de contato
sobre a rapidez

 Se submetermos um prego de aço (o aço é uma liga de ferro e


carbono) e um pedaço de palha de aço às mesmas condições
de umidade, temperatura e exposição ao oxigênio do ar,
notaremos que a palha de aço se enferrujará muito mais
rapidamente que o prego.

 Em reações das quais participam reagentes que se encontram


em diferentes fases, a velocidade será tanto maior quanto
maior for a superfície de contato entre essas fases.

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Efeito da superfície de contato
sobre a rapidez

 A queima de fogos de
artifício é um exemplo
de reação entre
substâncias sólidas,
que são pulverizadas
para aumentar a

ALEX LARBAC/TYBA
superfície de contato.

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Efeito do catalisador sobre a rapidez
 Catalisador é uma substância que aumenta a velocidade de
uma reação química, pois abaixa a energia de ativação
(Ea). Ele não é efetivamente consumido no processo.
Bolhas de O2 (g)
(produto)

H2O2 (aq) H2O (l)


Adição de MnO2 (produto)
(reagente)

ADILSON SECCO
Vreação = zero MnO2 (s) MnO2 (s)

2 H2O2 (aq) 2 H2O (l) + O2 (g)

 Catálise é o nome dado ao aumento de


velocidade provocado pelo catalisador.

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Lei cinética
A expressão da lei cinética
aX+bY produtos
 Denomina-se lei de velocidade ou lei cinética a seguinte expressão:

 = k  [ X ]m  [Y ]n

u = velocidade (rapidez) da reação;


k = constante de velocidade (é uma constante de proporcionalidade,
característica da reação e da temperatura);
[X] e [Y] = concentração dos reagentes X e Y em mol/L;
m e n = expoentes determinados experimentalmente.

Os expoentes m e n são chamados de ordem de reação:


m = Ordem da reação em relação a X
 = k  [ X ]  [Y ]
m n
n = Ordem da reação em relação a Y
m + n = Ordem global da reação

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Lei cinética

1o exemplo da lei cinética

Decomposição de N2O5: 2 N2O5 (g) 4 NO2 (g) + O2 (g)

 A reação foi repetida algumas vezes, mudando-se a concentração


inicial do reagente e mantendo-se a temperatura constante.

[N2O5] (mol/L) Velocidade inicial (mol/L  h)


0,010 ·2
0,016 ·2
0,020 ·3 0,032 ·3
0,030 0,048

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Lei cinética

1o exemplo da lei cinética

 Quando a concentração de N2O5 duplica, a velocidade da


reação também duplica, e quando a concentração de N2O5
triplica, a velocidade também triplica.

 = k  [N2O5] (k é uma constante de proporcionalidade)

 A rapidez da reação de decomposição no N2O5 a temperatura


constante é diretamente proporcional à concentração, em
mol/L, do reagente, N2O5.

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Lei cinética

2o exemplo da lei cinética

Decomposição do NOBr: 2 NOBr (g) 2 NO (g) + Br2 (g)

 A reação foi repetida algumas vezes, mudando-se a concentração


inicial do reagente e mantendo-se a temperatura constante.

[NOBr] (mol/L) Velocidade inicial (mol/L  h)


0,010 0,085
·2 ·4
0,020 ·3 0,340 ·9
0,030 0,765

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Lei cinética

2o exemplo da lei cinética

 Quando duplicamos a concentração do reagente, a velocidade


fica multiplicada por 4 (= 22), e quando a triplicamos, fica
multiplicada por 9 (= 32).

A rapidez da reação de decomposição


do NOBr, a temperatura constante, é
 = k  [NOBr]2 diretamente proporcional ao quadrado
da concentração, em mol/L, do
reagente, NOBr.

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Lei cinética

3º exemplo da lei cinética

2 H2 (g) + 2 NO (g) N2 (g) + 2 H2O (g)

 A reação foi repetida algumas vezes, alterando-se a


concentração de um ou de ambos os reagentes e mantendo-se
a temperatura constante.

[H2] (mol/L) [NO] (mol/L) Velocidade inicial (mol/L · h)


1 · 10-3 1 · 10-3 3 · 10-5
·2 Constante ·2
2 · 10-3 1 · 10-3 6 · 10-5
Constante ·2 ·4
2 · 10-3 2 · 10-3 24 · 10-5

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Lei cinética

3o exemplo da lei cinética

A rapidez da reação entre o H2 e o NO,


à temperatura constante, é
diretamente proporcional à primeira
 = k  [H2]  [NO]2
potência da concentração, em mol/L,
do H2 e ao quadrado da concentração,
em mol/L, do NO.

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Lei cinética

Temperatura e lei cinética

 O efeito da temperatura se faz sentir sobre a constante da

velocidade da reação (k). Para a reação genérica


A + B → produtos, em que a lei cinética é  = k · [A]m · [B]n,
verifica-se que, quanto maior for a temperatura, maior será o
valor da constante de velocidade.

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Lei cinética

Energia de ativação e lei cinética

 Quanto menor for a energia de ativação de uma reação,

maior será a sua constante de velocidade (k), ou seja, quanto


menor Ea, maior .

Constante de velocidade (k)


depende da

Reação Temperatura

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Teoria das colisões

Mecanismo das reações

 Chama-se reação elementar aquela em que as moléculas


dos produtos se formam após uma única colisão eficaz entre
moléculas reagentes.

O3 + NO  O2 + NO2

Reação elementar chamada de colisão bimolecular.

2 NO + H2  N2O + H2O

Reação elementar chamada de colisão trimolecular.

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Teoria das colisões
Mecanismo das reações

 Reação não elementar é a que ocorre por meio de duas ou


mais etapas elementares.

14444244443
Cl2  2 Cl Primeira etapa
Cl + CO  COCl Segunda etapa Mecanismo de reação
COCl + Cl  COCl2 Terceira etapa
Equação de reação global não elementar que ocorre por
Cl2 + CO  COCl2 intermédio de um mecanismo de três etapas.

 É impossível dizer se uma reação é ou não elementar apenas


olhando para a equação global.

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Teoria das colisões

Lei cinética para reações elementares

 Considere as reações elementares:

A+B produtos  = k  [A][B]

A+B+C produtos  = k  [A][B] [C]

A+2B produtos  = k  [A][B] [B] = k [A][B]2

Para uma reação elementar aA + bB produtos, a lei cinética é


 = k  [A]a  [B]b , em que a e b são os números de moléculas de
A e B que sofrem a colisão eficaz.

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Teoria das colisões
Lei cinética para reações elementares

 Para uma reação não elementar, a velocidade da reação global


é igual à velocidade da etapa mais lenta do mecanismo.

HBr +NO2  HBrO + NO Etapa lenta


HBr +HBrO  H2O + Br2 Etapa rápida
2 HBr +NO2  H2O + NO + Br2 Equação da reação global

reação global = etapa lenta = k [HBr]  [NO2]

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Mecanismo de atuação do catalisador
Catálise homogênea e heterogênea

{ 2 H2O2 (aq) 2 H2O (l) + O2 (g) Catalisador e reagente na fase aquosa


I− (aq)

2 H2O2 (aq) MnO2 (s) 2 H2O (l) + O2 (g) Catalisador e reagente em fases diferentes

{
Cl2 (g)
2 N2O (g) 2 N2 (g) + O2 (g) Catalisador e reagente na fase gasosa
2 N2O (g) Au (s) 2 N2 (g) + O2 (g) Catalisador e reagente em fases diferentes

 Catálise homogênea é aquela em que o catalisador e os reagentes


estão em uma mesma fase, formando um sistema homogêneo.

 Catálise heterogênea é aquela em que o catalisador e os reagentes


estão em fases diferentes, formando um sistema heterogêneo.

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Mecanismo de atuação do catalisador
O mecanismo de uma catálise homogênea

I− é consumido na primeira
etapa mas é reposto na
H2O2 + I− H2O + IO− segunda. Assim, ele pode
tomar parte nesse
processo várias vezes, até
que a reação se complete.
H2O2 + IO− H2O + O2 + I−

2 H2O2 I− 2 H2O + O2 Equação da


reação global

 O catalisador (I‒) participa do mecanismo da reação. Ele é


consumido na primeira etapa, porém é formado na segunda.
Ele não é efetivamente consumido no processo global.

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Mecanismo de atuação do catalisador

O mecanismo de uma catálise heterogênea

Moléculas de O2 Moléculas de H2 Moléculas de H2O


Átomos de oxigênio,
adsorvidos e ligados
Superfície fracamente
da platina
metálica
ADILSON SECCO

Átomos de oxigênio são adsorvidos Na colisão de moléculas de H2


… que se desprendem
quando moléculas de O2 colidem com com esses átomos, formam-se
da superfície
a superfície da platina moléculas de H2O…

Mecanismo proposto para a reação entre hidrogênio e oxigênio catalisada por platina sólida.

 Na catálise heterogênea, tal como na homogênea,


o catalisador participa da reação, porém não é
efetivamente consumido.
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DO COTIDIANO reações químicas
ANOTAÇÕES EM AULA
Autores: Eduardo Leite do Canto e Francisco Miragaia Peruzzo
Editores: André Jun, Fabiana Eiko S. Asano e Paula Yumi Hirata
Coordenação de produção: Maria José Tanbellini
Revisão: Aline Souza, Miguel Facchini, Ramiro Morais Torres
Diagramação: Mamute Mídia

EDITORA MODERNA
Diretoria de Tecnologia Educacional

Editora executiva: Gabriela Dias


Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio
Coordenador de projetos: Cristiano Galan
Editora: Natália Coltri Fernandes
Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini
Assistente editorial: Mayra Kallás
Assistentes de arte: Adailton Brito, Ana Maria Totaro, Caroline Almeida, Valdeí Prazeres
Iconografia: Maria Clara Antonelli, Rafael Galvão
Revisão: Luiz Alberto de Andrade, Mariana Nascimento

© Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados.

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2012

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