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Ensino
Ensino

Fundamental

9

Ensino Fundamental 9 ano MATEMÁTICA PROFESSOR 2 caderno
ano MATEMÁTICA PROFESSOR
ano
MATEMÁTICA
PROFESSOR

2

caderno

Ensino Fundamental 9 ano MATEMÁTICA PROFESSOR 2 caderno
Ensino Fundamental 9 ano MATEMÁTICA PROFESSOR 2 caderno
2133178 (PR) Matemática Luiz Roberto Dante Função e Geometria Ponto de partida, 3 Capítulo 1
2133178 (PR) Matemática Luiz Roberto Dante Função e Geometria Ponto de partida, 3 Capítulo 1
2133178 (PR) Matemática Luiz Roberto Dante Função e Geometria Ponto de partida, 3 Capítulo 1
2133178 (PR) Matemática Luiz Roberto Dante Função e Geometria Ponto de partida, 3 Capítulo 1
2133178 (PR)
2133178 (PR)
2133178 (PR) Matemática Luiz Roberto Dante Função e Geometria Ponto de partida, 3 Capítulo 1 •
2133178 (PR) Matemática Luiz Roberto Dante Função e Geometria Ponto de partida, 3 Capítulo 1 •
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2133178 (PR) Matemática Luiz Roberto Dante Função e Geometria Ponto de partida, 3 Capítulo 1 •

Matemática

Luiz Roberto Dante

Função e Geometria

Ponto de partida, 3 3

Capítulo 1 • Explorando a ideia de função, 4

3 Capítulo 1 • Explorando a ideia de função, 4 1. Introdução, 4 2. Coordenadas cartesianas,

1. Introdução, 4

2. Coordenadas cartesianas, 6

3. Explorando intuitivamente a noção de função, 8

4. Função afim, 27

5. Função quadrática, 44

Capítulo 2 • Proporcionalidade em Geometria, 78

1. Introdução, 78

2. Retomando as ideias de razão e de proporção, 79

3. Razão entre segmentos de reta e segmentos de reta

proporcionais, 82

4. Feixe de retas paralelas e o teorema de Tales, 96

5. Outras situações que envolvem

proporcionalidade em Geometria, 104

Capítulo 3 • Semelhança, 114

em Geometria, 1 0 4 Capítulo 3 • Semelhança, 114 1. Introdução, 114 2. Figuras semelhantes,

1. Introdução, 114

2. Figuras semelhantes, 115

3. Transformações geométricas, 149

4. Outras situações que envolvem semelhança, 166

Ponto de chegada, 174 174

1
1

Noah K. Murray/Star Ledger/Corbis/Latinstock

2
2

Kingda Ka (Nova Jérsei - EUA), até 2015 era a montanha-russa mais alta do mundo, com 139 metros (a altura de um prédio de 40 andares), e a segunda mais rápida, chegando a uma velocidade de 206 km/h. Foto de 2015.

MÓDULO
MÓDULO

Função e Geometria

A montanha-russa, uma das atrações mais populares dos parques de diversão, destaca-se por seu tamanho e pelas emoções que provoca, divertindo alguns e aterrorizando outros. Projetada para dar a sensação de desafio à lei da gravidade, materializa-se nas formas curvas, nas íngremes quedas e elevações, nas grandes alturas e em altas velocidades. As inclinações dependem da forma geométrica de suas curvas, que podem ser, por exemplo, a de um arco de parábola.

que podem ser, por exemplo, a de um arco de parábola. Ponto de partida Sob a

Ponto de partida

Sob a orientação do professor, converse com seus colegas e responda às seguintes questões:

1. Com R $ 160,00, Alice comprou 4 ingressos para um parque de diversões. Quanto ela pagaria por 9 ingressos? (O preço do ingresso é único.)

2. Considerando o preço do ingresso obtido na questão anterior, escreva uma equação que permita calcular a quantia total que x pessoas pagarão pelos ingressos.

3
3
Objetivos: • Entender a ideia de função e suas representações. • Desenvolver o estudo formal
Objetivos: • Entender a ideia de função e suas representações. • Desenvolver o estudo formal
Objetivos:
• Entender a ideia de função e
suas representações.
• Desenvolver o estudo formal
da função afim e da função
quadrática.

Mãe e filha fazendo compras em uma mercearia.

Capítulo

1 Explorando a ideia de função

1
1

Introdução

Muitas vezes, em situações do cotidiano, identificamos os assuntos que estuda- mos em Matemática. Assim aconteceu com Gabriela. Certo dia, ela e sua mãe foram ao supermercado comprar algumas caixas de suco. Na hora de pagar, enquanto a atendente registrava o preço de cada caixa de suco, Gabriela ficou observando os números que apareciam na tela do computador. De repente, teve um estalo. Toda a aula de Matemática daquele dia passou por sua cabeça. Ali estava uma situação envolvendo a ideia de função.

Sérgio Dotta Jr./Arquivo da editora
Sérgio Dotta Jr./Arquivo da editora

Função e Geometriapassou por sua cabeça. Ali estava uma situação envolvendo a ideia de função . Sérgio Dotta

MATEMÁTICA

Gabriela foi associando os números e mentalmente montou esta tabela:

Relação entre o número de caixas de suco e o preço a pagar

Número de caixas de suco

Preço a pagar (em R $)

Número de caixas de suco Preço a pagar (em R $ )
Número de caixas de suco Preço a pagar (em R $ )

1

2,80

2

5,60

:

:

a pagar (em R $ ) 1 2,80 2 5,60 : : 5 14,00 : :
a pagar (em R $ ) 1 2,80 2 5,60 : : 5 14,00 : :

5

14,00

:

:

10

28,00

:

:

15

42,00

:

:

20

56,00

O que podemos observar nesta tabela?

Que o preço a pagar é dado em função da quantidade de caixas de suco adquiridas, ou seja, o preço a pagar depende de quantas caixas foram compradas.

Preço a pagar

número de caixas compradas

5

P

x

? 2,80

Indicamos assim:

Os dados da tabela de Gabriela também podem ser representados por um gráfico.

P 5 2,80 ? x

Relação entre o número de caixas de suco e o preço a pagar

Preço a pagar (em R $ ) 55 50 45 40 35 30 25 20
Preço a pagar (em R $ )
55
50
45
40
35
30
25
20
15
10
5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Número de caixas de suco
Paulo Manzi/Arquivo da editora

Ressalte que esse gráfico é formado por pontos isolados dados pelos pares ordenados obtidos na tabela. Não podemos ligá-los por uma linha reta, pois as quantidades de caixas de suco são números naturais.

A correspondência entre a quantidade de caixas de suco adquiridas e o preço a

pagar é um exemplo de função: o preço a pagar varia de acordo com a quantidade de caixas de suco que foram compradas. Para cada quantidade de caixas, há um e só um

preço determinado a pagar.

A fórmula

P 5 2,80 ? x

é a lei da função.

Neste capítulo, você estudará a ideia de função, uma das mais importantes da Matemática, e associará essa ideia a tabelas, fórmulas e gráficos.

Função e Geometria

5
5

Musée du Louvre, Paris, France

Musée du Louvre, Paris, France RenŽ Descartes. (eixo vertical ou eixo das ordenadas) y x O

RenŽ Descartes.

(eixo vertical ou eixo das ordenadas) y x O (origem) (eixo horizontal ou eixo das
(eixo vertical ou
eixo das ordenadas)
y
x
O
(origem)
(eixo horizontal ou
eixo das abscissas)
y b P ( a , b) (O , y ) 2 o quadrante 1
y
b
P
( a , b)
(O
, y )
2 o quadrante
1
o quadrante
x
O
a
( x , O )
3 o quadrante
4
o quadrante
6
6

Fun•‹o e Geometria

2
2

Coordenadas cartesianas

Para localizar pontos em um plano, usamos o referencial cartesiano, criado pelo matemático e filósofo francês René Descartes (1596-1650). O nome Descartes, em latim, era Cartesius. Daí o nome cartesiano. A notação (a, b) é usada para indicar o par ordenado de números reais a e b, no qual o número a é a primeira coordenada, e o número b é a segunda coordenada. Observe que os pares ordenados (3, 4) e (4, 3) são diferentes, pois a primeira coor- denada de (3, 4) é 3, enquanto a primeira coordenada de (4, 3) é 4.

Sistema de eixos ortogonais

Um sistema de eixos ortogonais é constituído por dois eixos perpendiculares, Ox e Oy, que têm a mesma origem O. Damos o nome de plano cartesiano a um plano munido de um sistema de eixos

ortogonais.

Os eixos ortogonais Ox e Oy dividem o plano cartesiano em quatro regiões cha- madas quadrantes, na ordem colocada no gráfico ao lado.

Usamos esse sistema para localizar pontos no plano. Dado um ponto P desse

plano, dizemos que os números a e b são as coordenadas cartesianas do ponto P, em que a é a abscissa e b é a ordenada.

Observe que cada par ordenado de números reais corresponde a um ponto

do plano cartesiano e, reciprocamente, a cada ponto do plano corresponde um par ordenado de números reais. Essa correspond•ncia biun’voca entre pares de

números reais e pontos do plano permite escrever conceitos e propriedades

geométricas em uma linguagem algébrica e, reciprocamente, interpretar geome- tricamente relações entre números reais. Por exemplo, vamos localizar em um plano cartesiano os pontos A(4, 1); B(1, 4); C( 22, 2 3); D(2, 2 2); E( 2 1, 0); F(0, 3); O(0, 0).

y B 4 3 F 2 A 1 E x O 0 2 4 2
y
B
4
3
F
2
A
1
E
x
O
0
2
4 2 3 2
2 2 1
1
2
3
4
2
1
2
2
D
C
2
3

Ponto A(4, 1) ponto A de coordenadas cartesianas 4 e 1

a abscissa é 4

a ordenada é 1

Ponto B(1, 4) ponto B de coordenadas cartesianas 1 e 4

a abscissa é 1

a ordenada é 4

MATEMçTICA

MATEMçTICA Exercícios Para construir: Exerc’cios 1 a 4 (abaixo) 1. D• as coordenadas cartesianas de cada

Exercícios

MATEMçTICA Exercícios Para construir: Exerc’cios 1 a 4 (abaixo) 1. D• as coordenadas cartesianas de cada

Para construir:

Exerc’cios 1 a 4 (abaixo)

Exercícios Para construir: Exerc’cios 1 a 4 (abaixo) 1. D• as coordenadas cartesianas de cada ponto

1. D• as coordenadas cartesianas de cada ponto indicado com letra no plano cartesiano abaixo.

y 4 A 3 B 2 1 C x 0 24 23 2 2 2
y
4
A
3
B
2
1
C
x
0
24 23 2
2 2 1
1
2
3
4
2
1
2
2
F
2
3
E
D
2
4

A (3, 3); B (2 3, 2); C (2, 0); D( 2 2, 24); E(4, 2 3); F (0, 22).

2. Assinale, em um plano cartesiano, os seguintes pontos:

a) A ( 2 1, 3);

b) D (4, 0);

c) B (0, 22);

d) E (3, 2 1);

e)

C

(

f) F

(

3

2

1

2

,

,

4

) ;

22

) .

y C 4 A 3 2 1 1 2 D 0 3 2 3 2
y
C
4
A
3
2
1
1
2
D
0
3
2 3
2 2
2 1
1
2
3
4
5
x
2
2
1
E
2
2
F
B
2
3

3. Um ponto P tem coordenadas (2x 2 6, 7) e pertence ao eixo das ordenadas. Determine x.

2 x 2 6 5 0 x 5 3

4. Os pares ordenados (2x, y) e (3y 2 9, 8 2 x) são iguais. Determine x e y.

{

2

y

x

5

5

8

3

y

2

2

x

9

x 5 3 e y 5 5

Função e Geometria

7
7
3
3

Explorando intuitivamente a no•‹o de fun•‹o

O conceito de função é um dos mais importantes da Matemática e ocupa lugar

de destaque em vários de seus tópicos, bem como em outras áreas do conhecimento. É muito comum e conveniente expressar fenômenos físicos, biológicos, sociais etc., por meio de funções.

A ideia de função está presente quando relacionamos duas grandezas vari‡veis.

Vejamos alguns exemplos.

1

Nœmero de litros de gasolina e pre•o a pagar Considere a tabela abaixo, que relaciona o número de litros de gasolina comprados e o preço a pagar por eles (em janeiro de 2015). Observe que o pre•o a pagar Ž dado em fun•‹o do nœmero de litros comprados, ou seja, o preço a pagar depende do número de litros comprados.

o )

Alf Ribeiro/Folhapress
Alf Ribeiro/Folhapress

Detalhe de bomba de combust’vel.

Rela•‹o entre o nœmero de litros de gasolina e o pre•o a pagar

Nœmero de litros

1

Pre•o a pagar (R $ )

2,90

2

3

4

:

40

x

5,80

8,70

11,60

:

116,00

2,90x

Preço (p) a pagar 5 2,90 vezes o número de litros comprados,

p 5 2,90x

ou seja,

lei da fun•‹o ou f—rmula matem‡tica da fun•‹o ou

regra da fun•‹o.

o )

2

Medida do comprimento do lado do quadrado e per’metro Veja agora a tabela que relaciona as grandezas medida do comprimento do lado (,) de um quadrado e seu perímetro (P).

Rela•‹o entre a medida do lado de um quadrado e seu per’metro

8
8

Fun•‹o e Geometria

Medida do lado (, )

Per’metro (P)

Medida do lado ( , ) Per’metro ( P ) 1 4 2 8
Medida do lado ( , ) Per’metro ( P ) 1 4 2 8

1

4

2

8

Medida do lado ( , ) Per’metro ( P ) 1 4 2 8 2,5 10
Medida do lado ( , ) Per’metro ( P ) 1 4 2 8 2,5 10

2,5

10

3

12

:

:

,

4

,

, ,
,
,

MATEMÁTICA

Quando variamos a medida do lado de um quadrado, seu perímetro também varia. Dizemos que o perímetro de um quadrado é dado em fun•‹o da medida de seu lado, isto é, o perímetro depende da medida do lado.

Para cada valor da medida do lado corresponde um œnico valor para o perímetro.

A f—rmula que fornece o perímetro P em função da medida do lado , de um qua-

drado é dada por:

Essa fórmula também é conhecida como lei da fun•‹o. No exemplo dado, temos duas grandezas vari‡veis: o perímetro P e a medida do lado do quadrado , . Como depende da medida do lado, o perímetro P é a vari‡vel dependente; a medida do lado, como é de livre escolha dentre os números reais positivos, é chamada vari‡vel independente.

P 5 4,
P 5 4,

3 o ) A m‡quina de dobrar Observe abaixo o desenho de uma máquina imaginária de dobrar números.

1 2 3 Entrada
1
2
3
Entrada

3,5

4,3

5

x

MçQUINA MçQUINA DE DOBRAR DE DOBRAR
MçQUINA
MçQUINA
DE DOBRAR
DE DOBRAR
Saída
Saída

2

4

6

7

8,6

10

2 x

Tanto a tabela como a fórmula mostram como o perímetro varia em função da medida
Tanto a tabela como a
fórmula mostram como
o perímetro varia em função
da medida do comprimento
do lado.

Veja que os números que saem são dados em fun•‹o dos números que entram na máquina, ou seja, os números que saem dependem dos números que entram. As- sim, a vari‡vel dependente é o número de saída, e a vari‡vel independente é o número de entrada. Neste caso, temos:

número de saída (n) é igual a duas vezes o número de entrada (x), ou seja,

regra da fun•‹o ou lei da fun•‹o ou, ainda, f—rmula matem‡tica da fun•‹o . regra da fun•‹o ou lei da fun•‹o ou, ainda, f—rmula matem‡tica da fun•‹o.

4 o ) Em uma rodovia, um carro mantém velocidade constante de 90 km/h. Veja a ta- bela que relaciona o tempo t (em horas) e a distância d (em quilômetros):

Relação entre o tempo e a distância percorrida por um carro

Tempo (h) 0,5 1 1,5 2 3 4 t Distância (km) 45 90 135 180
Tempo (h) 0,5 1 1,5 2 3 4 t Distância (km) 45 90 135 180

Tempo (h)

0,5

1 1,5

2

3

4 t

Distância (km)

45 90

135

180

270

360 90t

Observe que a dist‰ncia percorrida Ž dada em fun•‹o do tempo, isto é, a dist‰ncia percorrida depende do intervalo de tempo. Cada intervalo de tempo considerado corresponde a um único valor para a distância percorrida. Dizemos, então, que a distância é função do tempo e escrevemos:

distância 5 90 ? tempo d 5 90t variável independente variável dependente
distância 5 90 ? tempo
d 5 90t
variável independente
variável dependente

Função e Geometria

9
9

Oficina de Matem‡ticaPalitos, regularidades e fun•›es Em equipe, utilizem palitos de f—sforo usados, canetas ou l‡pis. Fa•am

Palitos, regularidades e fun•›es

Em equipe, utilizem palitos de f—sforo usados, canetas ou l‡pis. Fa•am constru•›es como as representadas abaixo:

Fa•am constru•›es como as representadas abaixo: Para aprimorar: Oficina de Matem‡tica (abaixo) Paulo

Para aprimorar:

Oficina de Matem‡tica (abaixo)

Paulo Manzi/Arquivo da editora
Paulo Manzi/Arquivo da editora

Contem o nœmero de tri‰ngulos e o nœmero de palitos em cada constru•‹o. Em seguida, completem o diagrama abaixo.

Número de triângulos

Número de palitos

1

3

2

3

2 3 5 7 9 4

5

7

9 4

9

4

Antes de fazer a pr—xima constru•‹o, respondam: quantos palitos ser‹o necess‡rios para a constru•‹o com cinco tri‰ngulos?

11 palitos.

Agora, fa•am a constru•‹o com cinco tri‰ngulos e verifiquem a resposta que voc•s deram.

Observem o padr‹o (ou seja, a regularidade) e escrevam a lei que associa o nœmero de palitos ( P ) em fun•‹o do nœ-

mero de tri‰ngulos ( t ) constru’dos.

P 5 2 t 1 1

Usem a lei que voc•s escreveram para encontrar o nœmero de palitos necess‡rios para construir:

10 tri‰ngulos;

21 palitos (2 ? 10 1 1).

15 tri‰ngulos;

31 palitos (2 ? 15 1 1).

25 tri‰ngulos.

51 palitos (2 ? 25 1 1).

Função e Geometria(2 ? 10 1 1). • 15 tri‰ngulos; 31 palitos (2 ? 15 1 1). •

MATEMÁTICA

MATEMÁTICA Exerc’cios Para construir: Exercícios 5 a 11 (p.11 a 15) 5. Qual é a variável

Exerc’cios

MATEMÁTICA Exerc’cios Para construir: Exercícios 5 a 11 (p.11 a 15) 5. Qual é a variável

Para construir:

Exercícios 5 a 11 (p.11 a 15)

Exerc’cios Para construir: Exercícios 5 a 11 (p.11 a 15) 5. Qual é a variável dependente

5. Qual é a variável dependente e qual é a variável independente no exemplo da função das páginas de introdução do capítulo (p. 4 e 5)?

Variável dependente: preço a pagar; variável independente: número de caixas de suco.

6. Rosângela estava brincando de inventar “máquinas matemáticas”. Ela inventou uma máquina programada para dobrar o nœmero de entrada e subtrair uma unidade do re- sultado. Por exemplo, se entrar o número 8, sairá o número 15 (2 ? 8 2 1). Se entrar o 20, sairá o 39. Note que o número de saída é obtido em fun•‹o do número de entrada, isto é, o número que sai depende do número que entra. Note também que, para cada número real de entrada, sai um único número real. Esta tabela indica alguns números reais de entrada e de saída da máquina inventada por Rosângela.

Paulo Manzi/Arquivo da editora
Paulo Manzi/Arquivo da editora

Nœmeros de entrada e de sa’da da m‡quina de Ros‰ngela

Nœmero de entrada

Nœmero de sa’da

–1

–3

3

4

5

6

1

2

2 1

2

1,5

5

7

9

11

22

2

0

–1

1

1

2

3

 

0

Esta máquina processa qualquer valor do conjunto dos números reais.
Esta máquina
processa qualquer valor
do conjunto dos
números reais.

a) Complete a tabela com os números que faltam.

b) Se x representa a variável nœmero de entrada, e y representa a variável nœmero de sa’da, qual é a f—rmula ou lei da fun•‹o que fornece y em função de x?

y 5 2x 2 1.

c) Nesse caso, qual é a variável dependente?

O número de saída: y.

d) Se o número de entrada for 10, qual será o número de saída?

y 5 2 ? 10 2 1 5 19

e) Se o número de saída for 29, qual será o número de entrada?

29 5 2x 2 1 x 5 15

f ) O número de saída varia de forma diretamente proporcional ao número de entrada?

Não, pois, dobrando um número de entrada, não dobra o número de saída. Por exemplo: 3 5 e 6 11.

Fun•‹o e Geometria

11
11

g) Use os dados da tabela e construa o gráfico correspondente a essa situação.

Nœmeros de entrada e de sa’da da m‡quina de Ros‰ngela

11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1

11

9

7

Nœmero

de sa’da

11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
11 9 7 Nœmero de sa’da 5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0
5 3 2 Nœmero de 1 entrada 2 1 0 1 2 3 4 5
5
3
2
Nœmero de
1
entrada
2
1
0
1
2 3 4 5 6
2
1
2
2
2
3

7. Desenhe uma máquina que transforme um número x de entrada em um número y de saída, tal que y 5 4 x 2 3 ( x y 5 4 x 2 3). Depois, responda às questões.

Multiplicar por 4 Entrada Sada e subtrair 3 x 4 x 2 3 y a)
Multiplicar por 4
Entrada
Sada
e subtrair 3
x
4
x 2 3
y
a) A cada x corresponde um único y?

Sim.

b) Qual é a lei dessa função?

y 5 4 x 2 3.

c) Qual é o valor de y para x 5 7?

y 5 4 ? 7 2 3 5 25

d) Qual deve ser o número de entrada para que o número de saída seja 77?

77 5 4 x 2 3 x 5 20

8. Em uma rodovia, um carro mantém velocidade constante de 100 km/h. Faça o que se pede.

a) Complete esta tabela, que relaciona o tempo t (em horas) e a distância d (em quilômetros) percorrida nesse tempo.

Relação entre o tempo e a distância percorrida por um carro

1 1,5

2

2,5

3

Tempo ( t ) (em horas)

Distância ( d ) (em quilômetros)

0,5

50

Tempo ( t ) (em horas) Distância ( d ) (em quilômetros) 0,5 50
Tempo ( t ) (em horas) Distância ( d ) (em quilômetros) 0,5 50

100

150

200

250

300

b) Que grandeza foi calculada em função da outra?

A distância percorrida ( d) em função do tempo ( t ), pois a distância depende do tempo.

c) A cada instante de tempo corresponde uma única distância percorrida?

Sim, pois, em meia hora, são percorridos 50 km; em 1 hora, são percorridos 100 km; etc.

d) Qual é a variável dependente?

A distância percorrida, pois depende do tempo.

e) Escreva a lei dessa função ou a equação que fornece d em função de t .

d 5 100 t.

12
12

Função e Geometria

9.

Gustavo Ž representante comercial. Ele recebe mensalmente um sal‡rio composto de duas partes: uma fixa, no valor de

MATEMçTICA

R $ 1 200,00, e uma vari‡vel, que corresponde a uma comiss‹o de 7% (0,07) sobre o total de vendas que ele faz durante o m•s. Considere S o sal‡rio mensal e x o total das vendas do m•s. Responda:

a) Qual Ž a vari‡vel dependente?

S (sal‡rio), pois depende de x (total de vendas do m•s).

b) Qual Ž a lei da funç‹o ou a equaç‹o que associa S a x?

S 5 1 200 1 0,07 x ou S 5 0,07 x 1 1 200

c) Se o total de vendas no m•s de setembro foi de R$ 10 000,00, quanto Gustavo recebeu nesse m•s?

S 5 1 200 1 0,07 ? 10 000 5 1 200 1 700 5 1 900

d) O sal‡rio de Gustavo varia de forma diretamente proporcional ao total de vendas que ele faz durante o m•s?

N‹o, pois, dobrando o valor de x , o valor de S n‹o dobra. Por exemplo, se x 5 10 000, S 5 1 900; se x 5 20 000, S 5 2 600 (e n‹o 3 800).

1 0.

A tabela abaixo relaciona a medida do comprimento do lado (x ) de uma regi‹o quadrada com sua ‡rea (A ).

Relação entre a medida do lado e a área de um quadrado

Lado (cm) çrea (cm 2 )
Lado (cm)
çrea (cm 2 )

1

1

2

3

4

4

9

16

A

x

x

a) Examine essa tabela e complete-a.

b) Observe os dados da tabela, descubra o padr‹o e escreva a equaç‹o que fornece a ‡rea A em funç‹o da medida x .

A 5 x 2 ( x ? x )

c) A ‡rea de uma regi‹o quadrada varia de forma diretamente proporcional ˆ medida de seu lado? Explique sua resposta.

N‹o, porque, por exemplo, duplicando a medida do lado, a ‡rea n‹o fica duplicada.

Função e Geometria

13
13

d)

Usando dados da tabela, construa um gráfico.

O gráfico é constituído pelos quatro pontos assinalados no plano.

Relação entre a medida do lado e a área de um quadrado

16 9 Área 4
16 9 Área 4
16 9 Área 4

16

9

Área
Área
Área

Área

4

16 9 Área 4

1

16 9 Área 4 1
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4
16 9 Área 4 1 Lado 1 23 4

Lado

1 23

4

1 23 4
Lado 1 23 4

e) Se atribuirmos a x qualquer valor real positivo (pois x é a medida do lado da região quadrada), como será o gráfico dessa

função?

O gráfico será uma curva contínua.

Relação entre a medida do lado e a área de um quadrado

çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1

çrea

16

9

çrea 16 9 4 1

4

1

çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4

Lado

çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4
çrea 16 9 4 1 Lado 1 23 4

1 23

4

1 23 4
14
14

Função e Geometria

11.

Um fabricante vende parafusos por R $ 0,80 cada um. O custo total de um lote de parafusos é formado por uma taxa fixa de

MATEMÁTICA

R $ 40,00 mais o custo de produção de R$ 0,30 por parafuso.

a) Que sentença fornece o custo total y de um lote em relação ao número x de parafusos?

 

y 5 40 1 0,3x

b) Qual é o custo da produção de um lote de 1 000 parafusos?

R

$ 340,00

40 1 0,3 ? 1 000

 

c) Quanto o comerciante arrecada na venda de um lote de 1 000 parafusos?

R

$ 800,00

1 000 ? 0,8

d) Qual é o número de parafusos de um lote para que, na venda, o fabricante não tenha lucro nem prejuízo?

80 parafusos 0,8x 5 40 1 0,3x x 5 80

e) Se vender um lote de 200 parafusos, o comerciante terá lucro ou prejuízo? De quanto?

Lucro; R $ 60,00 40 1 0,30 ? 200 5 100; 200 ? 0,8 5 160; 160 2 100 5 60

A no•‹o de fun•‹o por meio de conjuntos

Vamos, agora, estudar essa mesma noção de função usando a nomenclatura de conjuntos. Considere os exemplos a seguir. a ) Observe os conjuntos A e B relacionados da seguinte forma: em A estão alguns números inteiros e em B estão outros. Devemos associar cada elemento de A a seu triplo em B.

? 2 8 22 ? ? 2 6 ? 2 4 21 0 ? ?
? 2 8
22 ?
? 2 6
? 2 4
21
0
? ?
? 2 3
? 0
1
? 3
2
? ?
? 6
? 7
A
B
x [ A 2 2 2 1 0   1 2   y [ B
x [ A 2 2 2 1 0   1 2   y [ B

x [

A

2

2

2

1

0

 

1

2

 

y [

B

2

6

2

3

0

3

6

Note que:

todos os elementos de A têm correspondente em B;

cada elemento de A corresponde a um único elemento de B. Neste caso, temos uma fun•‹o de A em B , expressa pela fórmula y 5 3x.

b) Dados A 5 {0, 4} e B 5 {2, 3, 5}, relacionamos A e B da seguinte forma: cada ele- mento de A é menor do que um elemento de B.

? ? 2 0 ? 3 ? 5 4 ? A B
?
? 2
0
? 3
? 5
4
?
A
B

Neste caso, n‹o temos uma fun•‹o de A

em B, pois ao elemento 0 de A correspon-

dem três elementos de B (2, 3 e 5, pois

0 , 2, 0 , 3 e 0 , 5), e não apenas um único elemento de B.

Fun•‹o e Geometria

15
15

c ) Dados A 5 h 2 4, 2 2, 0, 2, 4j e B 5 h 0, 2, 4, 6, 8 j , associamos os elementos de A aos elementos de igual valor em B:

? ? 0 2 4 2 2 ? 2 0 ? ? ? 4 2
?
? 0
2
4
2
2
? 2
0
? ?
? 4
2
? 6
? ?
4
? 8
A
B

Observe que há elementos em A (os nú-

meros 24 e 22) que não têm correspon-

dente em B. Neste caso, n‹o temos uma

fun•‹o de A em B .

d) Dados A 5 h 2 2, 2 1, 0, 1, 2 j e B 5 h 0, 1, 4, 8, 16 j e a correspondência entre A e B dada pela fórmula y 5 x 4 , com x [ A e y [ B, temos:

2 2 ? ? 0 2 1 ? ? 1 0 ? ? 4 1
2
2 ?
? 0
2
1 ?
? 1
0 ?
? 4
1 ?
? 8
2 ?
? 16
A
B

2 2) 4 5 16 2 1) 4 5 1

(

(

0 4 5 0

1 4 5 1

2 4 5 16

Note que:

todos os elementos de A têm correspondente em B;

cada elemento de A corresponde a um único elemento de B. Assim, a correspondência expressa pela fórmula y 5 x 4 Ž uma fun•‹o de A em B.

Defini•‹o e nota•‹o

Dados dois conjuntos não vazios A e B, uma função de A em B é uma regra que indica como associar cada elemento x [ A a um único elemento y [ B.

Usamos a seguinte notação:

f: A B ou A

f

→

B (lê-se: f Ž uma fun•‹o de A em B )

A função f transforma x de A em y de B.

Escrevemos isso assim:

y 5 f(x) (lê-se y é igual a f de x) f ? ? x
y 5 f(x) (lê-se y é igual a f de x)
f
?
?
x
y
A
B

No item a da página anterior, escrevemos y 5 3x ou f(x) 5 3x e, no item d, es- crevemos y 5 x 4 ou f(x) 5 x 4 .

16
16

Fun•‹o e Geometria

MATEMçTICA

MATEMçTICA Para construir:     Exerc’cios 12 e 13 (abaixo) Exerc’cios     12. Quais

Para construir:

    Exerc’cios 12 e 13 (abaixo)
   

Exerc’cios 12 e 13 (abaixo)

Exerc’cios

 
 

12.

Quais dos seguintes conjuntos representam uma fun•‹o de A em B?

 

a)

X
X
2 ? ? 0 ? 1 3 ? ? 2 4 ? ? 3 5
2 ?
? 0
? 1
3 ?
? 2
4 ?
? 3
5 ?
? 4
 

c)

?0 ? 0 ? 1 ? 1 ? 2 ? 3 ? 2

0 ? 0 ? 1 ? 1 ? 2 ? 3 ? 2
0
? 0
?
1
? 1
?
2
?
3
? 2

e)

? 0 0 ? ? 2 2 4 ? ? 2 ? 2 3 9
? 0
0
?
? 2 2
4
?
? 2
? 2 3
9
?
? 3
A
B
X
1
?
? 2
3
?
? 6
?
? 8
4
A
B
A
e
B
dada
por
y
5
x 2 ,
com
ƒ fun•‹o.
 

A

B

A

B

 

b)

X
X
21 ? ? 1 0 ? ? 0 ? 1
21
?
? 1
0
?
? 0
?
1
 

d)

?2 ? 1 5 ? ? 0 10 ? ? 2 20 ?

2 ? 1 5 ? ? 0 10 ? ? 2 20 ?
2
? 1
5
?
? 0
10
?
? 2
20
?

f)

 

A

B

A

B

13.

Dados

A

5

{ 2 2,

2 1,

0,

1,

2},

B

5

{ 2 1,

0,

1,

3,

4}

e

a

correspond•ncia

entre

x [ A e y [ B, fa•a a representa•‹o desses conjuntos e diga se f Ž uma fun•‹o de A em B.

2 2 2 1 2 1 0 0 1 1 3 2 4 A B
2 2
2 1
2
1
0
0
1
1
3
2
4
A
B

Domínio, contradomínio e conjunto imagem de uma função

Dada uma fun•‹o f de A em B, o conjunto A chama-se domínio (D) da função, e o conjunto B chama-se contradomínio (CD) da função. Para cada x [ A, o elemento

y [ B chama-se imagem de x pela função f ou o valor assumido pela função f para

função f ou o valor assumido pela função f para x [ A , e o

x [

A , e o representamos por f ( x ). Assim, y 5 f(x). O conjunto de todos os y assim obtidos Ž chamado conjunto imagem da função

f e Ž indicado por Im( f ).

a )

Exemplos:

Dados os conjuntos A 5 h 0, 1, 2, 3j e B 5 h 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 j , vamos considerar a fun- •‹o f: A B que transforma x [ A em 2x [ B.

0 ? ? 0 ? 1 ? 2 1 2 3 ? ? ? ?
0
?
? 0
? 1
? 2
1
2
3 ? ? ?
? 3
? 4
? 5
? 6
A
B

Im( f )

Dizemos que f: A B Ž definida por

f(x) 5 2x ou por y 5 2x. A indica•‹o

→ 2x significa que x Ž transformado pela fun•‹o f em 2x.

x

f

f ? ? x y A B
f
?
?
x
y
A
B

Função e Geometria

17
17

Veja que para caracterizar uma fun•‹o Ž necess‡rio conhecer seus tr•s compo- nentes: o dom’nio ( A), o contradom’nio ( B ) e uma regra que associa cada elemento

de A a um œnico elemento y 5 f ( x ) de B . Neste exemplo, o dom’nio Ž A 5 h 0, 1, 2, 3j ,

o contradom’nio Ž B 5 h 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 j , a regra Ž dada por y 5 2 x e o conjunto

imagem Ž dado por Im( f ) 5 h 0, 2, 4, 6 j . Observa•‹o : Em toda fun•‹o f de A em B , o conjunto Im(f ) est‡ contido em B .

b) Vamos considerar a fun•‹o f : N N definida por f ( x ) 5 x 1 1. Neste caso, a fun•‹o f transforma todo nœmero natural x em outro nœmero natural y que Ž sucessor de x , indicado por x 1 1:

f ? ? y x N * N N
f
?
?
y
x
N *
N
N

imagem de x 5 0 Ž f (0) 5 0 1 1 5 1;

imagem de x 5 1 Ž f (1) 5 1 1 1 5 2;

imagem de x 5 2 Ž f (2) 5 2 1 1 5 3,

a

a

a

e assim por diante.

Portanto, o dom’nio Ž N (D 5 N ), o contradom’nio Ž N (CD 5 N ), a regra Ž y 5 x 1 1

e o conjunto imagem Ž N * 5 N 2 h0 j , isto Ž, Im( f) 5 N *.

c) Dada uma fun•‹o f de A em B , representada a seguir, vamos determinar:

Para construir:f de A em B , representada a seguir, vamos determinar: Exerc’cios 14 e 15 (p.

Exerc’cios 14 e 15 (p. 18 e 19)

? 0 2 ? ? 2 ? 4 3 ? ? 6 5 ? ?
? 0
2
?
? 2
? 4
3
?
? 6
5
?
? 8
? 10
A
B

o

dom’nio de f D( f ) 5 h 2, 3, 5 j ou D( f ) 5 A ;

o

contradom’nio de f CD(f) 5 h0, 2, 4, 6, 8, 10j

ou CD( f ) 5 B ;

a imagem de f Im( f ) 5 h 4, 6, 10j ;

f (3) 5 6;

f (5) 5 10;

x para f ( x ) 5 4 x 5 2.

6; f (5) 5 10; x para f ( x ) 5 4 → x 5

14.

Exercícios

10; x para f ( x ) 5 4 → x 5 2. 14. Exercícios f

f

Considere a fun•‹o A → B dada pelo diagrama e determine:

a) D( f ); h 3, 4, 5, 6 j

b) Im( f ); h 1, 3, 7 j

c) f (4); f(4) 5 1

3 ? ? 1 4 ? ? 3 5 ? ? 5 6 ? ?
3 ?
? 1
4 ?
? 3
5 ?
? 5
6 ?
? 7
A
B

d) y , quando x 5 5; y 5 7

e) x , quando y 5 3; x 5 6

f) x , quando f(x ) 5 1; x 5 3 ou x 5 4

g) f( x ), quando x 5 6; f ( x ) 5 3

h) y , quando x 5 3; y 5 1

i) x , quando y 5 7. x 5 5

Função e Geometria4 g) f( x ), quando x 5 6; f ( x ) 5 3 h)

15.

Considere A → B a fun•‹o para a qual A 5 h 1, 3, 4 j , B 5 h 3, 9, 12 j e g ( x) Ž o triplo de x , para todo x [ A .

a) Construa a representa•‹o dessa fun•‹o.

g

1 ? ? 3 3 ? ? 9 4 ? ? 12 A B
1
?
? 3
3
?
? 9
4
?
? 12
A
B

b) Determine D(g ), CD( g) e Im( g ).

D( g) 5 h 1, 3, 4 j; CD( g ) 5 h 3, 9, 12 j ; Im( g) 5 h 3, 9, 12 j

c)

Determine g (3).

g

(3) 5 9

d) Determine x para o qual g( x ) 5 12.

x 5 4

Para aprimorar: Leitura (abaixo) Leitura Um pouco da história da função ÒSer‡ poss’vel tra•ar uma
Para aprimorar:
Leitura (abaixo)
Leitura
Um pouco da história da função
ÒSer‡ poss’vel tra•ar uma figura ou gr‡fico mostrando a maneira pela qual as
coisas variam?Ó
Essa foi a dœvida que ocorreu ao fil—sofo e matem‡tico franc•s Nicole Oresme
(1323-1382). Para esclarec•-la, ele construiu aquilo que talvez tenha sido a primeira
manifesta•‹o da atual representa•‹o gr‡fica de uma fun•‹o.
Ele tra•ou um gr‡fico relacionando valores de velocidade de um corpo que se move
com acelera•‹o constante com os tempos decorridos, e percebeu que esse gr‡fico é uma
reta. Porém, como os instrumentos de an‡lise eram inadequados e faltavam aos mate-
m‡ticos da época técnicas algébricas e geométricas, o estudo das fun•›es n‹o avan•ou
muito nesse per’odo.
Coube a Gottfried Wilhelm von Leibniz (1646-1716), matem‡tico alem‹o, o pri-
Reproduç‹o de pintura com Nicole
Oresme em sua mesa.
meiro uso da palavra função com sentido quase igual ao que ela tem atualmente.
Nessa mesma época, o matem‡tico franc•s Jean Bernoulli (1667-1748) criou algumas nota•›es para representar uma
fun•‹o de x . Foi, porém, com o matem‡tico su’•o Leonhard Euler (1707-1783) que a ideia de fun•‹o se tornou fundamental
no estudo dos processos infinitos, em um campo da Matem‡tica conhecido como An‡lise matem‡tica, consolidando a
forma de nota•‹o de fun•‹o.
A teoria das fun•›es de uma vari‡vel real foi desenvolvida por Joseph Louis Lagrange (1736-1813). Hoje, fun•‹o é uma
das ideias essenciais em Matem‡tica e nas ci•ncias em geral.
1. Considere o pensamento do fil—sofo e matem‡tico franc•s Nicole Oresme e imagine aplica•›es da ideia de fun•‹o no seu
dia a dia.
Resposta pessoal. Oriente os alunos a pensar em situa•›es que n‹o apareceram no cap’tulo.
2. Reœna-se com seus colegas e, juntos, construam uma linha do tempo com os principais fatos relacionados ˆ hist—ria da
fun•‹o. Pesquisem imagens dos principais matem‡ticos citados e elaborem um cartaz. Resposta pessoal.
www.nicole-oresme.com/Arquivo da editora
MATEMçTICA

Funç‹o e Geometria

19
19

Para construir:Exerc’cios 16 e 17 (abaixo) Gr‡ficos de fun•›es O gr‡fico de uma fun•‹o ajuda a

Exerc’cios 16 e 17 (abaixo)

Gr‡ficos de fun•›es

O gr‡fico de uma fun•‹o ajuda a analisar a varia•‹o das grandezas, uma depen- dendo da outra. Examine as situa•›es seguintes.

depen- dendo da outra. Examine as situa•›es seguintes. Exercícios 16. O gr‡fico abaixo mostra a popula•‹o

Exercícios

da outra. Examine as situa•›es seguintes. Exercícios 16. O gr‡fico abaixo mostra a popula•‹o brasileira,

16. O gr‡fico abaixo mostra a popula•‹o brasileira, de 10 em 10 anos, de 1940 a 2010, variando com o tempo (em anos).

Analisando o gr‡fico, notamos o aumento da popula•‹o brasileira

em fun•‹o do tempo (dado em anos). Com rela•‹o a esses dados, responda:

a) Qual era a popula•‹o aproximada no Brasil em 1970?

95 milh›es de habitantes.

b) Em quanto aumentou a popula•‹o brasileira de 1970 a 2010,

aproximadamente?

95 milh›es de habitantes (190 2 95).

Popula•‹o nos censos demogr‡ficos (1940-2010)

Milh›es de habitantes 200 190 170 150 130 110 90 70 50 30 10 1940
Milh›es de habitantes
200
190
170
150
130
110
90
70
50
30
10
1940 1950 1960
1970
1980 1990 2000 2010

Ano

Fonte: Censo 2010 Ð IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat’stica). Dispon’vel em: <www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php?dados=4&uf=00>. Acesso em: 12 maio 2015.

17. O gr‡fico abaixo mostra como as grandezas volume e tempo variam, uma dependendo da outra, em um tanque de ‡gua que estava cheio e foi se esvaziando. Vemos que o volume de ‡gua foi diminuindo em fun•‹o do tempo; quanto maior o tempo (de 0 a 35 minutos), menor o volume de ‡gua no reservat—rio (de 600 a 0 litros).

Varia•‹o entre as grandezas volume e tempo em um tanque de ‡gua que estava cheio

Volume (em L) 600 500 400 300 200 100 Tempo (em min) 5 10 15
Volume
(em L)
600
500
400
300
200
100
Tempo
(em min)
5
10
15
20
25
30
35

Responda:

a) Qual Ž o volume total desse tanque?

600 L.

b) Ap—s 20 minutos de esvaziamento, quantos litros de ‡gua ainda havia no tanque?

100 L.

c) O tempo e o volume variam de forma proporcional?

N‹o, nem direta nem inversamente proporcional. Por exemplo: depois de 5 min, havia 300 L; depois de 10 min, havia 200 L (que n‹o Ž o dobro nem a

metade de 300).

Fun•‹o e GeometriaPor exemplo: depois de 5 min, havia 300 L; depois de 10 min, havia 200 L

MATEMçTICA

Construção de gráficos de funções

Quais são os dados necess‡rios e como devemos proceder para construir o gr‡fico de uma função? Pense e depois confira.

1 o )

Construir uma tabela com valores x escolhidos convenientemente e seus respectivos correspondentes y.

2 o )

A cada par ordenado ( x, y ) da tabela, associar um ponto do plano deter- minado pelos eixos x e y .

3 o )

Marcar um nœmero suficiente de pontos atŽ que seja possível esboçar o gr‡fico da função.

Examine estes dois exemplos.

a) Vamos construir o gr‡fico da função dada pela equação y 5 2 x 1 1, com x real.

Como x varia no conjunto dos nœmeros reais, es- colhemos alguns valores arbitr‡rios para x e ob- temos os valores reais correspondentes para y .

O gr‡fico Ž o conjunto de todos os pontos corres-

pondentes aos pares ordenados (x , y), com x e y

reais e y 5 2 x 1 1, o que nos fornece a reta da

figura abaixo.

Gráfico da função y 5 2 x 1 1

5 y y 5 2 x 1 1 3 1
5 y y 5 2 x 1 1 3 1
5 y y 5 2 x 1 1 3 1
5 y y 5 2 x 1 1 3 1
5 y y 5 2 x 1 1 3 1

5

y y 5 2 x 1 1

y

y y 5 2 x 1 1
y y 5 2 x 1 1

y 5 2 x 1 1

3

1

5 y y 5 2 x 1 1 3 1 x

x

5 y y 5 2 x 1 1 3 1 x 2 2 2 1 0
5 y y 5 2 x 1 1 3 1 x 2 2 2 1 0
5 y y 5 2 x 1 1 3 1 x 2 2 2 1 0
5 y y 5 2 x 1 1 3 1 x 2 2 2 1 0
5 y y 5 2 x 1 1 3 1 x 2 2 2 1 0
5 y y 5 2 x 1 1 3 1 x 2 2 2 1 0
5 y y 5 2 x 1 1 3 1 x 2 2 2 1 0
5 y y 5 2 x 1 1 3 1 x 2 2 2 1 0
5 y y 5 2 x 1 1 3 1 x 2 2 2 1 0
2 2 2 1 0 1 2 1 2 3 2
2 2 2 1 0 1 2 1 2 3 2

22

2 1

0 1

2

1

2

3

2

2 1 0 1 2 1 2 3 2
2 2 2 1 0 1 2 1 2 3 2
x y 5 2 x 1 1 2 2 2 3 2 1 2 1
x y 5 2 x 1 1 2 2 2 3 2 1 2 1

x y 5 2 x 1 1

2

2

2

3

2

1

2

1

x y 5 2 x 1 1 2 2 2 3 2 1 2 1 0

0 1

1 3

2 5

1 1 2 2 2 3 2 1 2 1 0 1 1 3 2 5

( x , y)

( 2 2, 23)

( 2 1, 21)

(0, 1)

(1, 3)

(2, 5)

Na constru•‹o dos gr‡ficos, vamos considerar a vari‡vel x assumindo todos os valores reais poss’veis.
Na constru•‹o dos
gr‡ficos, vamos considerar a
vari‡vel x assumindo todos os
valores reais poss’veis.
Neste caso, podemos ligar os
pontos por uma
linha cont’nua.

Função e Geometria

21
21

b) Vamos agora construir o gr‡fico da fun•‹o dada pela f—rmula y 5 x 2 2 4, com x real. Quanto mais valores escolhermos para x , mais clara Ž a ideia que teremos de como ficar‡ o gr‡fico. Vamos escolher alguns valores para x e montar uma tabela. Em seguida, coloca- mos os pontos correspondentes aos pares ordenados ( x , y ) no plano determina- do pelo sistema de eixos. Assim:

Gr‡fico da fun•‹o dada pela f—rmula y 5 x 2 2 4

x y 5 x 2 2 4

x y 5 x 2 2 4
x y 5 x 2 2 4

23

5

22

0

21

23

x y 5 x 2 2 4 2 3 5 2 2 0 2 1 2
x y 5 x 2 2 4 2 3 5 2 2 0 2 1 2

0

24

1

23

2

0

3

5

5 2 1 0 2 3 2 2 2 3
5
2 1
0
2 3
2 2
2
3
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1

2

2

1

4

1

5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2

2

2
y y 5 x 2 2 4

y y 5 x 2 2 4

3

x

3 x
3 x
2 y y 5 x 2 2 4 3 x
2 y y 5 x 2 2 4 3 x
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2
5 2 1 0 2 3 2 2 2 3 2 2 1 4 1 2
A figura obtida neste exemplo Ž chamada de par‡bola. Ainda neste cap’tulo voc• ter‡ mais
A figura obtida
neste exemplo Ž chamada de
par‡bola. Ainda neste cap’tulo
voc• ter‡ mais informa•›es
sobre ela.
cap’tulo voc• ter‡ mais informa•›es sobre ela. Como saber que Ž uma curva, e n‹o um
Como saber que Ž uma curva, e n‹o um segmento de reta que liga esses
Como saber que Ž uma
curva, e n‹o um segmento de
reta que liga esses pontos?
Os matem‡ticos j‡ provaram que, quando
temos y igual a um polin™mio do 2 o grau,
da forma ax 2 1 bx 1 c , com a ? 0,
o gr‡fico Ž uma curva chamada par‡bola.
c , com a ? 0, o gr‡fico Ž uma curva chamada par‡bola. Para construir: Exerc’cio
c , com a ? 0, o gr‡fico Ž uma curva chamada par‡bola. Para construir: Exerc’cio

Para construir:c , com a ? 0, o gr‡fico Ž uma curva chamada par‡bola. Exerc’cio 18 (abaixo)

Exerc’cio 18 (abaixo)

Neste exemplo, o eixo y Ž o eixo de simetria da par‡bola.

exemplo, o eixo y Ž o eixo de simetria da par‡bola. Exerc’cio 18. Construa o gr‡fico

Exerc’cio

o eixo y Ž o eixo de simetria da par‡bola. Exerc’cio 18. Construa o gr‡fico de

18. Construa o gr‡fico de cada uma das fun•›es dadas pelas f—rmulas, para todo x real.

b) y 5 2x 2

a)

y 5 2 x 1 2

c) y 5 3 x

x

y 5 2 x 1 2

x

y 5 2 x 2

22

4

22

24

21

3

21

21

0

2

0

0

1

1

1

21

2

0

2

24

2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1

2 3

y 5
y 5
y
5
4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2 3 4 2
4
3
2
1
x
0
2
2
2
1
1
2
3
4
2
1
2
2
2
3
y 5
2 x 1 2
2
4
2
5
y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2 3 4
y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2 3 4
y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2 3 4
y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2 3 4
y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2 3 4
y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2 3 4
y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2 3 4
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2
2 3 y 5 4 3 2 1 x 0 2 2 2 1 1 2

Fun•‹o e Geometria

22
22
y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1
y

y

y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2
y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2
y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2
y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2
y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2
y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2
y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2
y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2
y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2
y 2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2

2 4

2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2 2 2
2
3
2
2
2
1
0
1
2
3
2
1
2
2
2
3
2
4
2
5
2
6
2
7
2
8
2
9
y 5
2
2 4 2 3 2 2 2 1 0 1 2 3 2 1 2 2
x
x
x