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EGITO: HISTÓRIA - PROF.

ALEX

Material auxiliar sobre o Egito, principais fatos.

Uma das civilizações mais importante da história Antiga se desenvolveu na


região do Crescente Fértil no nordeste da África, uma região caracterizada pela
existência de desertos e pela vasta planície do rio Nilo. Nas nascentes do Nilo,
caem abundantes chuvas nos meses de junho a setembro provocando inundações
em diversas áreas. Com a baixa do Nilo o solo libera o húmus fertilizante que facilita
a prática da agricultura. Para controlar as enchentes e aproveitar as áreas
fertilizadas, os egípcios tiveram de realizar grandes obras de drenagem e de
irrigação, com a construção de açudes e de canais, o que permitiu a obtenção de
várias colheitas anuais.

O Egito era, assim, um verdadeiro oásis em meio ao deserto. Por isso, o


historiador grego Heródoto afirmou: o “Egito é uma dádiva do rio Nilo”. Entretanto,
somente fatores naturais não são suficientes para explicar o desenvolvimento da
civilização egípcia. Deve-se considerar a atuação humana através do trabalho, da
criatividade e do planejamento. Assim, aliando esforço e criatividade, os egípcios
aproveitaram os recursos naturais, fazendo surgir uma das mais antigas
civilizações.

O rio fornecia aos egípcios água para beber e boas condições para as
lavouras, além de peixes e aves aquáticas, usadas na alimentação. Em suas
margens cresciam ainda diversas plantas, entre as quais, o papiro. Com essa
planta, os egípcios fabricavam uma espécie de papel, que por isso ficou conhecido
também como papiro. O Nilo era tão fundamental para a sobrevivência dos egípcios
que, em sua homenagem, foram feitos muitos hinos e orações.

Periodização da história egípcia

Os primeiros grupos humanos que se fixaram no vale do Nilo, ainda na fase


Neolítica, organizaram comunidades agrícolas rudimentares e autônomas
chamadas nomos. A partir delas, as comunidades começaram a desenvolver uma
agricultura eficiente que garantiu o crescimento da população. Esta passou a
concentrar-se em cidades às margens do Nilo, aperfeiçoando técnicas de irrigação e
desenvolvendo uma cultura de características singulares. Exemplos disso foram o
surgimento da escrita hieroglífica (sagrada) e a elaboração de um calendário solar
Por volta do ano 3500 a.C., os nomos uniram-se para melhor aproveitar as
águas do Nilo, construindo diques e canais de irrigação. A reunião dos nomos deu
origem a dois reinos: o do Alto Egito, ao sul, e o Baixo Egito, ao norte. Em 3200
a.C., Menés, chefe do Alto Egito, estabeleceu a unificação territorial e política,
tornando-se o primeiro faraó egípcio. Conseguiu construir um Estado forte que
dominava 42 aldeias agrícolas (nomos), chefiadas pelos nomarcas, representantes
locais do faraó.
Como mandatário supremo dos egípcios, o faraó concentrava todos os
poderes em suas mãos. Considerado o dono das terras, a população era obrigada a
servi-lo e pagar-lhe tributos. Era tido como um deus vivo, sendo cultuado como tal e,
ao contrário dos demais egípcios, podia ter várias esposas. Assim, no Egito,
estabeleceu-se uma monarquia teocrática, na qual o rei possuía o poder político e
religioso. A intensa religiosidade favorecia a preservação do poder do faraó e da
ordem social.
A história do Egito é, em geral, dividida em três períodos: Antigo Império,
Médio Império e Novo Império.

ANTIGO IMPÉRIO (3200 a.C. a 2300 a.C.)

Com a unificação promovida por Menés, a capital do Egito passou a ser a


cidade de Tinis. Mais tarde, a capital foi transferida para a cidade de Mênfis, atual
Cairo.
Entre 2700 a.C e 2600 a.C. foram construídas grandes pirâmides (templos
funerários destinados ao faraó e sua família), na região de Gizé. Os faraós da
quarta dinastia, Quéops, Quéfren e Miquerinos, foram os que mais se empenharam
para a construção desses monumentos.
Por longo período do Antigo Império, o Egito conheceu a estabilidade política
e social. Contudo, a partir do ano de 2300 a.C., o poder dos nomarcas cresceu a
ponto de se sobrepor à supremacia do faraó, determinando uma descentralização
política. Nesse momento aconteceram acirradas lutas entre os nomarcas e
inúmeras revoltas sociais, o que gerou crise decorrente da desorganização da
produção.

MÉDIO IMPÉRIO (2100 a.C. a 1750 a.C. )

Os faraós reconquistaram o poder. Príncipes do Alto Egito restauraram a


unidade política do Império e estabeleceram em Tebas a nova Capital. A massa
camponesa, através de revoltas sociais, conseguiu o atendimento de algumas
reivindicações, como por exemplo, a concessão de terras, a diminuição dos
impostos e o direito de ocupar cargos administrativos até então reservados às
camadas privilegiadas.
Em cerca de 1800 a.C., entretanto, teve início uma onda de invasões
estrangeiras: hebreus e, principalmente, hiosos estabeleceram seu domínio na
região. Isso era resultado de uma série de revolta do povo e da nobreza egípcios,
que tornou o império ingovernável e suscetível a invasões. Os hiosos, povos de
origem asiática, possuíam superioridade Bélica sobre os egípcios, pois usavam
carros de guerra, cavalos e armas de ferro, equipamentos desconhecidos no vale do
Nilo.
A dominação dos hiosos despertou forte sentimento nacional e militarista
entre os egípcios, os quais se uniram e, em 1580 a.C., sob o comando do faraó
Amósis I, conseguiram expulsar os invasores. Assim, a unidade territorial foi
restabelecida e tebas retornou a posição de capital do Egito. Após a expulsão dos
hiosos, os hebreus também invasores de origem asiática, foram dominados e
escravizados. Por volta de 1250 a.C., porém, conseguiram deixar a região, sob o
comando de Moisés, no chamado Êxodo.

NOVO IMPÉRIO (1580 a.C. a 525 a.C. )

Este período assiste ao apogeu da civilização egípcia, quando as conquistas


militares ampliaram muito as fronteiras do império. Entre os faraós que se
destacaram no período, temos os conquistadores Tutmés III e Ramsés II, e o
reformador religioso Amenófis IV.
Sob o governo de Tutmés III (1480-1448 a.C.) tentou anular o grande poder
dos sacerdotes. Seu projeto era fazer uma ampla reforma religiosa, estabelecendo o
culto monoteísta a Aton, o círculo solar, excluindo os demais deuses. Entretanto, os
projetos de Amenófis não se concretizaram, pois esbarraram na resistência dos
sacerdotes politeístas. Estes depuseram Amenófis IV e outorgaram a Tutankhamon
o título de faraó, demonstrando a sua força no Estado egípcio. O prosseguimento
das conquistas militares deu-se no governo do faraó Ramsés II, o qual reconquistou
a Síria em 1299 a.C., entretanto vários povos asiáticos que estavam unidos contra o
Egito. O poderio e o esplendor alcançados eram evidenciados não apenas pelas
conquistas militares, como também pelas manifestações culturais, a exemplo da
construção dos templos de Karnac e Luxor.
No final do Novo Império, o Egito voltou a ser invadido, desta vez pelos
assírios, que, em 662 a.C., sob o comando de Assurbanipal, conquistaram a região.
Os egípcios, porém, resistiram à dominação assíria e o faraó Psamético I (655-610
a.C.) obteve a libertação da nação, iniciando um intenso florescimento econômico e
cultural. Em seguida sob o comando de Necao, o Egito viveu o seu último momento
de esplendor imperial, intensificando o seu comércio com a Ásia, vizando unir o rio
Nilo ao Mar Vermelho. Nesse sentido, Necao financiou a expedição do navegador
fenício, Hamon, o qual realizou uma viagem singular para aquela época: partiu do
Mar Vermelho e, em três anos, contornou a costa africana, retornando ao Egito pelo
Mar Mediterrâneo.
Depois de Necao, as lutas internas entre a nobreza, os burocratas, os
militares e os sacerdotes, somadas as rebeliões camponesas, determinaram o
enfraquecimento do império. As invasões tornaram-se freqüentes e bem-sucedidas
até que em 525 a.C., os persas comandados pelo rei Cambises, conquistaram
definitivamente o Egito, transformando-o em uma província do Império Persa
O Antigo Egito foi uma civilização da Antiguidade oriental do Nordeste da África.
O Egito Antigo foi umas das primeiras grandes civilizações da antiguidade. A
civilização egípcia foi unificada por volta de 3150 a.C., por Menés que juntou a
política do Alto e Baixo Egito.O Antigo Egito atingiu o seu auge durante o Novo
Império. O governo dos faraós terminou oficialmente em 31 a. C., quando o Egito
caiu sob o domínio do Império Romano e se tornou uma província, após a derrota
da rainha Cleópatra VII na Batalha do Ácio.
O Baixo Egito foi o Delta do Nilo, a norte de Mênfis, onde o rio se dividia em
vários braços.
O Alto Egito era a estreita faixa de terra com cerca de 900 km de extensão
começando em Assuão e terminando em Mênfis.

Como era dividido o poder no Egito.


Faraó
Nobreza
Escribas
Soldados
Artesãos
Camponeses
Escravos

Sociedade Egípcia

Faraó: soberano todo poderoso, considerado o deus vivo. Era objeto de culto
e sua pessoa era sagrada. O faraó tinha autoridade absoluta: concentrava em si os
poderes político e espiritual. Ele ocupava o topo da hierarquia social, filho de Amon-
Rá, o deus-sol, e encarnação de Hórus, o deus-falcão. Por isso, esse governo é
chamado de teocrático.

Nobres: proprietários de grandes lotes de terras, ocupavam os principais


postos do exército. Esta camada era formada por familiares do faraó, altos
funcionários do palácio, oficiais superiores do exército e chefes administrativos.
Vizires: controlavam o arrecadamento de impostos, fiscalizavam as construções, as
obras públicas, os celeiros reais, participaram do alto tribunal de justiça e chefiavam
a polícia e as tropas.

Sacerdotes: homens cultos, enriqueciam com oferendas feitas pelo povo aos
deuses. Escribas: encarregavam-se da cobrança dos impostos, da organização
escrita das leis, decretos e da fiscalização da atividade econômica em geral.
Soldados: viviam dos produtos dados em pagamento pelos serviços e dos saques
realizados durante as guerras.

Artesãos: trabalhavam como pedreiros, carpinteiros, desenhistas, escultores,


pintores, tecelões, ourives etc. Eles exerciam suas atividades nas grandes obras
públicas, recebendo em troca apenas alimento. Camponeses - Felás: compunham a
maior parte da população. Trabalhavam nas propriedades do faraó e dos
sacerdotes.
Escravos: originários das dívidas e das guerras. Faziam os serviços
domésticos ou trabalhavam nas pedreiras e nas minas.

Na sociedade egípcia, a base da economia era a agricultura. Cultivavam


principalmente trigo, cevada, frutas, legumes, linho e algodão.
Não existiu propriamente uma religião entre os egípcios. O reinado do faraó
foi baseado no direito divino dos reis. O faraó era considerado o filho de Rá
(posteriormente fundido com Amon, tornando-se Amon-Rá). A cultura egípcia era
impregnada de religiosidade e a versão oficial da história egípcia era de caráter
religioso. Os egípcios eram politeístas e endeusavam forças da natureza e
elementos do universo, vinculando os deuses a elementos cotidianos. Cada cidade
possuía um deus específico. Os deuses egípcios podiam ser antropomórficos,
zoomórficos ou mistos.

Escrita
No século VII a.C., a demótica tornou-se o estilo de escrita predominante
substituindo a hierática. A escrita hieroglífica datada de 3200 a. C..
Em 1822, após a descoberta da Pedra de Roseta e anos de pesquisa de Thomas
Young e Jean-Fraçois Champollion, os hieróglifos foram quase totalmente
decifrados. A Pedra de Roseta foi escrita de três formas: em hieróglifos formais, em
hierática e em grego. A escrita hieroglífica era sagrada, representada por pequenas
figuras que formavam um texto. Os desenhos evoluíram para a escrita hierática,
mais simples, culminando na escrita demótica, mais popular e usada pelos escribas

Religião
A religião egípcia baseava-se no politeísmo, com deuses em forma de
animais (zoomorfismo) ou um misto de homem e animal (antropozoomorfismo).
Geralmente, os animais de uma determinada região eram seus protetores: falcões,
hipopótamos, crocodilos, leões, chacais protegiam, desde o período pré-dinástico,
os diversos nomos. Rá era considerado o criador do universo. Amon era o protetor
dos tebanos. Quando a capital do império passou a ser Tebas, os dois deuses
tornaram-se um só, Amon-Rá.

Havia também Ísis, Anúbis, Thot e Osíris, entre outros. Acreditava-se que,
após a morte, a alma comparecia ao tribunal de Osíris para julgamento de seus atos
em vida. Inocentada, a alma poderia voltar a ocupar seu corpo se o mesmo tivesse
condições de recebê-la, daí a preocupação com a mumificação dos cadáveres. Para
que o corpo pudesse voltar a abrigar a alma, desenvolveu-se o culto aos mortos e a
técnica de mumificação dos cadáveres, conhecimento controlado pelos sacerdotes,
grupo cujo poder rivalizava com o faraó.
Junto ao morto eram colocadas oferendas em forma de alimentos, jóias e
armas para utilização no além. Também eram depositados textos com as
qualidades do morto, destinados à análise de Osíris, advogando sua absolvição.
Esses textos seriam incorporados ao Livro dos Mortos.
Por volta do século XIV a.C., o faraó Amenófis IV decidiu fazer uma reforma
radical na religião, implantando a monolatria, ou seja, o culto oficial a um só deus,
Aton. Suprimiu o culto aos diversos deuses e se autodenominou Akhenaton (filho do
Sol). Alguns historiadores grafam seu nome como Ikhmaton (Aton está satisfeito).
Após sua morte, seu sucessor Tutancâmon restabeleceu o politeísmo e o prestígio
dos sacerdotes.
A reforma de Amenófis não agradou ao povo, porém conseguiu uma
centralização temporária do poder religioso

Cultura
A cultura egípcia foi profundamente influenciada pela religião; principalmente
a arte e arquitetura. Contudo, os egípcios, buscando soluções para problemas
práticos, nos deixaram também um vasto legado científico.

Artes
Os egípcios de destacaram na arquitetura, pois sua crença na vida após a
morte fez com que construíssem templos e pirâmides que deveriam durar
eternamente.
As construções religiosas eram decoradas com estátuas e pinturas, que
representam cenas do cotidiano. Quando os seres humanos eram retratados,
apareciam sempre com o rosto, as pernas e pés de perfil e o tronco de frente, por
determinação dos sacerdotes.
A principal arte desenvolvida no Egito Antigo foi a arquitetura. Marcada pela
religiosidade, arquitetura voltou-se para a construção de belos e grandes templos,
como os templos de Karnac, Luxor e Abu-Simbel, e de gigantescas pirâmides como
as de Quéops, Quéfren e Miquerinos. A escultura atingiu o auge com a construção
de monumentos de grandes estátuas de faraós.
As pinturas e as esculturas eram geralmente acompanhadas de inscrições
hieroglíficas que explicavam as cenas ou figuras ali representadas.
Os sacórfagos (túmulo em que os antigos colocavam os cadávares que não eram
cremados) eram feitos de madeira ou pedra e possuíam a feição dos mortos, para
facilitar o trabalho de reconhecimento da alma em seu possível retorno após a
morte.

Ciências
No campo das ciências os egípcios desenvolveram principalmente a
aritmética, a astronomia e a medicina. A ciência procurava resolver problemas
práticos, como controle das inundações, construção do sistema hidráulico,
preparação da terra, combate às doenças etc. Preocupados com os fenômenos da
natureza, os egípcios ao desenvolver a astronomia, criaram um calendário baseado
no movimento do sol. Por esse calendário, o ano era dividido em 12 meses de 30
dias e mais 5 dias de festas, que eram adicionados no final para completar os 365
dias anuais.
De caráter eminentemente prático, as descobertas científicas dos egípcios
direcionavam-se para a Matemática e Geometria. Desenvolveram técnicas usadas
para demarcar as propriedades, além de medir áreas de triângulos, retângulos,
hexágonos e o volume de cilindros e pirâmides.
Na medicina, os egípcios conheciam varas doenças, praticavam operações, sabiam
a importância do coração para a vida animal e conheciam a circulação sanguínea.