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SP FAZ ESCOLA

SP FAZ ESCOLA   CADERNO DO PROFESSOR   LINGUAGENS – Ensino Fundamental & Médio   3o BIMESTRE
CADERNO DO PROFESSOR

LINGUAGENS
Ensino Fundamental & Médio

Secretaria de Educação 3o BIMESTRE

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Secretaria da Educação

SP FAZ ESCOLA
CADERNO DO PROFESSOR

LINGUAGENS
Ensino Fundamental & Médio

3o BIMESTRE

SÃO PAULO, 2019


Governo do Estado de São Paulo

Governador
João Doria

Vice-Governador
Rodrigo Garcia

Secretário da Educação
Rossieli Soares da Silva

Secretário Executivo
Haroldo Corrêa Rocha

Chefe de Gabinete
Renilda Peres de Lima

Coordenador da Coordenadoria Pedagógica


Caetano Pansani Siqueira

Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação


Leandro José Franco Damy
Professoras e professores,

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo considera fundamental as ações cola-


borativas na rede de ensino para a consolidação de políticas educacionais voltadas à qualidade
da aprendizagem dos alunos. A colaboração dos professores na construção de materiais de
apoio articula o Currículo proposto com a prática pedagógica, onde a aprendizagem ocorre nos
espaços escolares. Esse é o desafio para 2019.
A Educação Paulista, nos últimos anos, passou da universalização da Educação Básica,
etapa praticamente vencida, para a construção de uma escola de qualidade, em que os gesto-
res, os professores e os alunos, sujeitos do processo educativo, e que levam o ensino à aprendi-
zagem profícua, possam encontrar espaço efetivo para o desenvolvimento pessoal e coletivo, na
perspectiva democrático-participativa. Nesse sentido, desde 2008, foi implementado o Currícu-
lo Oficial do Estado de São Paulo, com o apoio dos materiais didáticos do Programa São Paulo
Faz Escola.
Após dez anos da implantação do Currículo os materiais de apoio foram importantes, no
sentido de fornecer subsídios necessários para orientações e ações pedagógicas em sala de
aula que, pelo histórico, sempre se resguardaram na convergência das políticas públicas edu-
cacionais em prol da aprendizagem à luz das diretrizes do Currículo Oficial do Estado de São
Paulo.
Em 2019, um ano de transição, os materiais de apoio devem ser reconstruídos à luz da
Base Nacional Comum Curricular - BNCC e do Currículo Paulista, que representa um novo perío­
do educacional, marcado pelo regime de colaboração entre o Estado e os Municípios.
Reafirmando os esforços desta Secretaria no sentido de apoiá-los e mobilizá-los em seu
trabalho, atribuindo significado e assegurando a construção colaborativa, apresentamos o Guia
de Transição do São Paulo faz Escola, que tem como objetivo orientar diversas práticas e meto-
dologias em sala de aula, que sirvam como ponto de partida para a construção dos novos mate-
riais em 2020, com a participação de todos.
Para isso, o trabalho realizado em parceria com os PCNP e com as equipes curriculares da
Coordenadoria de Gestão da Educação Básica, apresentam sugestões que podem ser adequa-
das, redefinidas e reorientadas a partir da prática pedagógica, e, importante ressaltar, que para
sua implementação na sala de aula, teremos como protagonistas os professores e os alunos.
Juntos podemos redefinir o papel da escola, fortalecendo-a como uma instituição pública
acessível, inclusiva, democrática e participativa, com a responsabilidade de promover a perma-
nência e o bom desempenho de toda a sua população estudantil.
Contamos com o engajamento e a participação de todas e todos!

Secretário de Estado da Educação de São Paulo


Caderno do Professor ou Guia de Transição

O Caderno do Professor ou Guia de Transição é um documento que transpassa o Currí-


culo Oficial do Estado de São Paulo, a Base Nacional Comum Curricular - BNCC e o Currículo
Paulista, interconectando ações para subsidiar a implementação de novos materiais de apoio
ao Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio em 2020, a partir das experiências viven-
ciadas e das necessidades da rede, construídas colaborativamente.
Ele apresenta um conjunto de cadernos por área de conhecimento, organizados em pe-
ríodos bimestrais, que podem ser adaptados conforme o desenvolvimento das atividades re-
alizadas pelo professor com seus alunos.
Para cada caderno, são apresentadas orientações pedagógicas, metodológicas e de re-
cursos didáticos, conjunto de competências e habilidades a serem desenvolvidas no percurso
escolar, incluindo em seus tópicos a avaliação e a recuperação.
Além de apoiar a prática pedagógica, oferece fundamentos importantes para as ações
de acompanhamento pedagógico e de formação continuada a serem desenvolvidas pelos
Professores Coordenadores, pelos Supervisores de Ensino, pelos Diretores do Núcleo Peda-
gógico e pelos Professores Coordenadores do Núcleo Pedagógico, alinhando-se ao planeja-
mento escolar e a outros instrumentos de apoio pedagógicos.
Sua implementação apoia-se na experiência docente, contando com o apoio e com a
avaliação desses, para sua melhoria e construção de novas orientações e materiais.
SUMÁRIO

LINGUAGENS

ENSINO FUNDAMENTAL

Arte........................................................................................ 9
6o Ano............................................................................................9
7o Ano..........................................................................................27
8o Ano..........................................................................................44
9o Ano..........................................................................................65

Língua Portuguesa................................................................ 87
6o Ano..........................................................................................87
7o Ano..........................................................................................97
8o Ano........................................................................................118
9o Ano........................................................................................127

Língua Estrangeira.............................................................. 145


6o Ano........................................................................................145
7o Ano........................................................................................153
8o Ano........................................................................................160
9o Ano........................................................................................165
Educação Física................................................................... 172
6o Ano........................................................................................172
7o Ano........................................................................................181
8o Ano........................................................................................191
9o Ano........................................................................................200

ENSINO MÉDIO

Arte.................................................................................... 213
1a Série......................................................................................213
2a Série......................................................................................229
3a Série......................................................................................243

Língua Portuguesa.............................................................. 252


1a Série......................................................................................252
2a Série......................................................................................272
3a Série......................................................................................285

Língua Estrangeira.............................................................. 294


1a Série......................................................................................294
2a Série......................................................................................303
3a Série......................................................................................311

Educação Física................................................................... 319


1a Série......................................................................................319
2a Série......................................................................................332
3a Série......................................................................................344
ARTE
LÍNGUA PORTUGUESA
ENSINO FUNDAMENTAL

LÍNGUA ESTRANGEIRA
EDUCAÇÃO FÍSICA

LINGUAGENS
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 9

ARTE
6o Ano – Ensino Fundamental
Prezado professor,
Dando continuidade ao trabalho que você recebeu digitalizado no 1º semestre, esse material
visa colaborar com o planejamento das aulas de Arte neste 3º bimestre, com o intuito de viabilizar
a utilização das quatro linguagens de forma híbrida e pautada tanto no Currículo Paulista versão 2,
perpassando pela BNCC e pelas matrizes de referência do SAEB.
Como dito anteriormente, todas as atividades sugerem caminhos para que o aluno possa
encontrar mais informações a respeito do assunto abordado. Dessa forma, é imprescindível que
você, professor, confira os links previamente; separe os materiais que serão utilizados; enriqueça
a aula com novas informações ou até mesmo inclua atividades intermediárias. Vale lembrar que
o Currículo Oficial do Estado de São Paulo continua vigente e você poderá consultar as ativida-
des presentes nele, por meio do uso do Caderno do Professor, assim como todas as demais
sugestões de vídeos e DVD’s, que fazem parte do acervo da escola ou disponíveis na internet.
Neste material não definimos a quantidade de aulas, que utilizará para o desenvolvimento
de cada atividade, pois caberá a você adequar em seu Plano de Ensino o número de aulas ne-
cessárias; considerando o perfil de cada turma e o calendário escolar de sua Unidade. O ideal é
que você estude todo o material, atendendo às linguagens apresentadas para cada ano/série e,
se for necessário, amplie as atividades colocando informações que julgue pertinentes ao mo-
mento estudado.
Para a EJA, solicitamos que utilize as atividades, atendendo o público e tempo dedicado a
esse segmento. Para os alunos com deficiência, o foco não é priorizar a deficiência e sim identificar
as potencialidades que apresentam.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - ARTES VISUAIS - 6º ANO

Habilidades do Base Nacional


Tema – Materiais e suas Habilidades do Currículo
Currículo do Estado Comum Curricular
propriedades: Paulista – Versão 2
de São Paulo (BNCC)
Tema: • Operar a luz como (EF06AR03) Conhecer e analisar (EF69AR02) Pesquisar
• L uz: suporte, ferramenta e ma- elemento, ferramen- como modalidades das artes visu- e analisar diferentes
téria pulsante na Arte. ta e matéria nas dife- ais interagem entre si. estilos visuais, contex-
rentes linguagens ar- tualizando-os no tem-
Conteúdos: tísticas. (EF06AR05) Conhecer e analisar po e no espaço.
•O
 claro e o escuro, a sombra e a processos de criação, em distintas
• Identificar a dimensão modalidades das artes visuais, (EF69AR07). Dialogar
luz, o foco, a atmosfera e a luz na
simbólica da luz como explorando materiais, suportes e com princípios con-
construção de sentido.
geradora de sentido ferramentas convencionais. ceituais, proposições
•A
 luz e a contraluz nas artes visu- e de múltiplas signifi-
ais. temáticas, repertórios
cações na Arte. (EF06AR06) Desenvolver processos imagéticos e proces-
•A
 s relações entre luz e cor; a di- • Reconhecer luz e som- de criação em artes visuais, a partir sos de criação nas suas
mensão simbólica da luz e da cor. bra como qualidade de proposições temáticas pessoais, produções visuais.
•A
 materialidade da luz nas lin- estética e expressiva utilizando materiais, suportes e fer-
guagens artísticas. na obra de arte. ramentas convencionais.
10 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e


da Matriz de referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substi-
tuições que contribuem para a continuidade de um texto.
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc.)
D6 – Identificar o tema de um texto.

A luz é o elemento estético central das atividades propostas aos alunos.

MOMENTO I
Página 65 no Caderno do Aluno

Apreciação: Para gerar um momento de atenção especial, será interessante que você peça
aos alunos que observem, com calma, as imagens das cinco produções artísticas de épocas dis-
tintas, que apresentam cinco modos diversos de trabalhar com a luz. Peça que não leiam as in-
formações sobre elas. Logo depois, organize uma roda de conversa, sem recorrer novamente às
imagens, pergunte o que eles sentiram ao vê-las. Conversar sobre elas, sem olhá-las, pode au-
mentar a curiosidade e a percepção do jogo de sombra e luz, de transparência e luminosidade
em cada época em que foram realizadas as obras.

1 2

3 4
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 11

Figura 1 – Albrecht Durer. Autorretrato,1498. 52 x 41 cm. Óleo sobre tela. Domínio Público 2019
Figura 2 – Marilia Marcondes Torres. Pantocrator, 2003. Escultura pedra sabão.
Figura 3 – Djalma Novaes. A Busca, 1998. Gravura. Água forte e Água Tinta.
Figura 4 – Vincent van Gogh. Par de Sapatos, 1886. Óleo sobre. Domínio público.
Figura 5 – Cláudio Torres. Vitral. 2005 Capela da Ressurreição do Cemitério Gethsêmani 9,90 x 2,20m – São Paulo.
Figura 6 – Madalena Ponce Rodrigues. Vitral na Escadaria, 2019. Fotografia. EE Cardoso de Almeida, Botucatu.

Solicite aos alunos que registrem, em seus cadernos, as respostas para as questões a
seguir:

1. Na época de Albrecht Durer não havia luz elétrica. Isso poderia ser a causa de seu modo
de usar a luz?

2. O espaço, nos trabalhos tridimensionais, também sofre a influência da luz? Por que Marília
Marcondes Torres terá dado o título Pantocrator à sua obra?

3. A luz desenha planos no espaço?

4. Você já viu um vitral? A luminosidade do vitral modifica o espaço interno?

5. Por que vitrais são utilizados em igrejas, escolas e outras construções?

6. A luz é linha nas obras de Cláudio Torres e Madalena Ponce Rodrigues. Quais sensações
as obras provocam?

7. O que você percebe no jogo de claro e escuro, de sombra e luz na obra “A Busca” do
artista Djalma Novaes?

8. A luz e a sombra reforçam a expressividade da obra “Par de Sapatos” de Vincent van


Gogh? Quais sensações essa obra transmite?
12 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO II
Página 68 no Caderno do Aluno

Ação Expressiva. Solicite aos alunos que realizem uma pesquisa iconográfica, em revis-
tas, jornais e outros materiais (calendários, paisagens ou imagens de ambientes fechados), de
diversos momentos históricos e nas diferentes modalidades artísticas (como o desenho, a gra-
vura, a fotografia, cartazes etc., diferentes das que vimos aqui), onde a luz seja tratada de
modo expressivo, criando atmosferas e significações. Deverão criar um painel com o material
pesquisado.
Para uma conversa sobre o tratamento expressivo e dimensão simbólica da luz, pergunte:

1. É possível identificar a luz como um elemento que provoca sensações?

2. Perceberam haver contrastes de sombra e luz, ou a iluminação é uniforme?


Peça que registrem, em seus cadernos, o que ficou da conversa.

MOMENTO III
Página 68 no Caderno do Aluno

Ação Expressiva. A exploração da luz e da cor: Oriente os alunos a observar o calçado de


um colega próximo. Peça que façam um desenho desta observação. As dobras do calçado ob-
servado devem ser pintadas da seguinte forma: utilizar a cor azul marinho, nas áreas onde há
sombra; nas áreas onde há pouca sombra, utilizar vermelho e onde há mais luz, utilizar amarelo.
As produções deverão ser expostas ao lado do painel da pesquisa anterior. Converse
com eles sobre a luz e a cor, como elementos da visualidade que interagem. Uma cor modifi-
ca-se pela proximidade com outra, o que pode criar ilusões ópticas. O importante é ampliar
repertórios para que possam perceber a luz e a cor, como elementos estéticos presentes na
vida e nas várias linguagens da arte.

Atividade para casa: Os alunos deverão fazer uma pesquisa e apreciação da luz, a partir
da escolha de um objeto qualquer. Colocá-lo perto de uma janela, observar e registrar em
seus cadernos: em que parte do objeto fica mais claro (lado esquerdo, direito, em cima etc),
qual a parte mais escura e em qual parte havia uma transição entre a iluminada e a escura.
Peça a eles que façam um desenho, do processo de observação do objeto.
Caso seja necessário, sugerimos outras obras para pesquisa e ampliação do entendimen-
to sobre a luz nas produções artísticas.
• Johannes Vermeer: Moça com brinco de pérola, 1665. Óleo sobre tela.
• Pablo Picasso: Cabeça de mulher (Fernande),1909. Escultura. Bronze.
• Umberto Boccioni: Dinamismo de um jogador de futebol, 1913. Óleo sobre tela.
• Marc Chagall: Série vermelha e azul (detalhe), 1960. Vitral, dimensões variadas. Cate-
dral gótica de St. Etienne, Metz, França.
• Carmela Gross: Uma casa, 2007. Instalação. Lâmpadas fluorescentes e tripés metáli-
cos, Aurora, 2007. Instalação. Lâmpadas fluorescentes e estrutura de ferro.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 13

Professor, verifique se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de desenvol-


ver o processo de criação em Artes Visuais, além de conhecer e analisar a importância da luz
em uma obra e entender se é possível criar uma obra sem a luz.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - DANÇA - 6º ANO

Habilidades do Base Nacional


Tema/Conteúdo Currículo do Habilidades do Currículo
Currículo do Estado Comum Curricular
Estado de São Paulo Paulista – Versão 2
de São Paulo (BNCC)
Tema: • Operar a luz como (EF06AR11) (EF69AR14)
• L uz: suporte, ferramenta e ma- elemento, ferramenta Conhecer e experimentar os fato- Analisar e experimen-
téria pulsante na Arte. e matéria presente res do movimento, compreenden- tar diferentes elemen-
nas diferentes lingua- do que suas combinações geram tos (figurino, ilumina-
Conteúdos: gens artísticas; ações corporais e movimentos dan- ção, cenário, trilha
•O
 claro e o escuro, a sombra e a çados que simbolizam. sonora etc.) e espaços
luz, o foco, a atmosfera e a luz na • Perceber a dimensão (convencionais e não
construção de sentido. simbólica da luz como (EF06AR12) convencionais) para
geradora de sentido
Conhecer e experimentar a impro- composição cênica e
e de múltiplas signifi-
•A
 luz e a contraluz na dança. visação e a ação lúdica, como for- apresentação coreo-
cações na arte;
ma de organizar processos de cria- gráfica.
•A
 materialidade da luz nas lin- • Compreender luz e ção em dança, cultivando o
guagens artísticas. repertório corporal. (EF69AR15)
sombra como quali-
dades estéticas e ex- Discutir as experiên-
(EF06AR14) cias pessoais e coleti-
pressivas na obra de
arte; Conhecer e experimentar alguns vas em dança vivencia-
elementos convencionais que com- das na escola e em
põem o universo cênico da dança, outros contextos, pro-
elaborando composições cênicas e blematizando estereó-
apresentações coreográficas. tipos e preconceitos.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da


Matriz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D1 – Localizar informações explícitas em um texto
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc.).
D6 – Identificar o tema de um texto
D15 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas
em que será recebido.

Professor, a iluminação, como a percebemos nos espetáculos de dança, é um procedi-


mento bastante recente na História. Na Antiguidade, as principais fontes de luz eram o Sol e
o fogo. Os fenícios, na Idade Média, inventaram as velas, o que permitiu, no século XVII, a in-
trodução da iluminação nos espetáculos teatrais, por meio de candeeiros e velas. Por volta de
1850, com a Revolução Industrial, a iluminação a gás chegou aos teatros de dança; alguns anos
depois, em 1879, Thomas Edison criou a primeira lâmpada e, assim, os teatros começaram a
ter luz elétrica. Na dança, muitas vezes o cenário é a luz. Ela pode selecionar uma cena, escon-
14 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

der outra. Criar um tom, uma emoção, ou colorir o espaço. Uma das primeiras bailarinas da
dança moderna a usar os conceitos de iluminação em seu trabalho foi Loie Fuller. Ela desco-
briu, por acaso, que seu figurino, uma grande túnica branca, poderia ser uma espécie de tela
para os projetores de luz. Ela ainda aumentava os braços com bastões escondidos pela vesti-
menta, o que transformava os efeitos visuais da cena por conta das projeções. Uma das fun-
ções da iluminação é delimitar o espaço cênico. Quando um foco de luz incide sobre um de-
terminado ponto do palco, isso indica que ali a ação se desenrolará naquele momento. Neste
bimestre, vamos explorar a função estética e expressiva da luz na dança.
Professor, para compreender a Luz como suporte, ferramenta e matéria pulsante na Arte,
os alunos, com a sua orientação, irão desenvolver algumas proposições que resultarão na con-
fecção de um cartaz e uma experimentação de produção artística. Para realização destas pro-
posições solicite, previamente, que o aluno pesquise e traga de casa imagens de espetáculos
de dança em que seja possível observar a iluminação da cena e materiais como: lanternas,
diferentes cores de papel-celofane, pedaços de papelão, pedaços de papel-cartão, tesouras,
cartolina, lápis de cor, cordões e fitas adesivas.

MOMENTO I
Apreciação
Página 69 no Caderno do Aluno

Para realizar uma sondagem e ampliar o conhecimento dos alunos, sobre o conteúdo
proposto, traga para a sala de aula algumas imagens de espetáculos de dança e palcos (você
pode utilizar o DVD Iconografia) com foco na iluminação, apresentando as questões abaixo:

1. O que mais chama sua atenção nas imagens apresentadas?

2. Observe nas imagens o foco da luz. Como você imagina que a luz pode influenciar no que
é mostrado no espetáculo?

3. Será que a luz interfere no olhar do espectador, quando ele vê o mesmo dançarino, objeto,
corpo ou espaço cênico iluminados de formas diferentes?

4. Qual a diferença entre um iluminador e um eletricista?


Peça que registrem suas respostas em seus cadernos.

MOMENTO II
Pesquisa em grupo
Página 69 no Caderno do Aluno
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 15

Oriente os alunos a realizar uma pesquisa individualmente, em diferentes fontes, sobre


as funções de um iluminador em um espetáculo de dança, e imagens de espetáculos em que
apareça a iluminação como foco. Informe que eles deverão socializar suas pesquisas, com to-
dos os colegas da sala e, depois de se organizarem em grupos, confeccionarem um cartaz com
todo material pesquisado.

MOMENTO III
Ação Expressiva
Página 70 no Caderno do Aluno

Nesta proposição, para que os alunos possam perceber a função estética e expressiva da
luz, aproveite o grupo já formado, para orientar a criação de “equipamentos de luz” e criação
de formas com os materiais solicitados anteriormente.
É importante incentivá-los a pesquisarem diferentes comportamentos da luz e conversar
sobre as descobertas dos “efeitos” da luz na parede, no chão, no teto, nos corpos e nos obje-
tos e nas formas criadas. A sala de aula pode ser escurecida, fixando-se sacos de lixo pretos
nas janelas. Peça que tragam: lanternas, diferentes cores de papel-celofane, pedaços de pa-
pelão, pedaços de papel-cartão, tesouras, cartolina, lápis de cor, cordões e fitas adesivas, para
realizar duas atividades:

1. Criação de “equipamentos de luz” recortando os papéis-celofanes coloridos para que


funcionem como filtros (semelhantes aos utilizados profissionalmente à frente dos refleto-
res de luz em teatros). Os pedaços de papelão também podem ser recortados e presos nas
laterais das lanternas, para permitir o ajuste da direção da luz.

2. Criação de formas (estrelas, círculos, ou personagens em posições de dança (bailarinos).

Fotos: Rodrigo Mendes. Sem data.

As lanternas projetarão a luz, o que criará efeitos interessantes. Os alunos podem balan-
çar de um lado para o outro ou fazer as lanternas piscarem em diferentes velocidades. Sugira
também que experimentem outros efeitos da luz como:
16 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

• Intensidade – menor, quase escuro; maior, chegando a uma grande claridade;


• Cor – na frente das lâmpadas, que estão dentro dos spots de luz, use papel-celofane
das mais variadas cores;
• Distribuição – toda luz possui forma e direção, variando entre o suave e a delimitação
exata de um determinado ponto, como usualmente se vê em um foco de luz;
• Efeitos diversos – a manipulação de distintas fontes luminosas pode produzir efeitos
de deslocamentos, acentuando ou produzindo efeitos específicos, como: relâmpagos,
pisca-pisca de discotecas, efeitos de flash de máquinas fotográficas, entre outros;
• Acompanhamento direto – de dançarinos, de cenários ou de objetos, no caso de
utilização de canhões seguidores ou moving lights.

MOMENTO IV
Criação de um espetáculo de luz em movimento
Página 70 no Caderno do Aluno

Depois que os “equipamentos” foram criados e experimentados, divida a sala em 4 gru-


pos e separe as atividades em: Criação de um “Roteiro de iluminação” e “Roteiro de uma
coreografia”. Oriente os alunos a produzirem, no caderno, a descrição detalhada dos roteiros.

1. Grupos 1 e 2: Cada grupo será responsável pela criação de um pequeno projeto de ilumi-
nação de uma cena qualquer, onde deve constar o “comportamento” das luzes e suas
respectivas intensidades, das cores do papel-celofane a ser utilizadas e a velocidade de
entrada e saída dos diversos efeitos criados.

2. Grupos 3 e 4: Cada grupo será responsável por desenvolver um roteiro para a criação de
uma pequena cena coreográfica, que acontecerá em diálogo com roteiro da iluminação
elaborado pelos grupos 1 e 2.

3. Os grupos 1 e 3, 2 e 4 vão interagir na apresentação de um espetáculo de luzes e movi-


mentos. Este é o momento em que os grupos terão mais liberdade de ação na realização
da cena coreográfica, e na possibilidade para criar efeitos de sombras, usar e abusar da
intensidade da luz e de sua distribuição. Você pode oferecer aos alunos os CDs de música,
disponíveis no acervo da escola, que foram encaminhados pela SEE, para compor a apre-
sentação.

Sugerimos que todos os materiais produzidos pelos alunos sejam utilizados em uma ex-
posição no espaço escolar.

OBSERVAÇÃO
Caso necessite, consulte o Caderno do Professor disponível na Intranet e procure,
em sua unidade escolar, os CDs e DVDs encaminhados pela SEE.

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar


o que e como aprenderam.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 17

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - MÚSICA - 6º ANO

Tema/Conteúdo Currículo Habilidades do Currículo Habilidades do Currículo Base Nacional Comum


do Estado de São Paulo do Estado de São Paulo Paulista – Versão 2 Curricular (BNCC)

Tema: •O
 perar a luz como elemen- (EF06AR21) (EF69AR16)
• L uz: Suporte, ferramenta e to, ferramenta e matéria Conhecer, pesquisar e ex- Analisar criticamente, por
matéria pulsante na Arte. presente nas diferentes lin- plorar fontes e materiais so- meio da apreciação musical,
guagens artísticas; noros em práticas de apre- usos e funções da música em
Conteúdos: ciação musical, percebendo seus contextos de produção
•O
 claro e o escuro, a som- • Identificar a dimensão sim- timbres e características de e circulação, relacionando as
bra e a luz, o foco e a at- bólica da luz como gerado- instrumentos musicais di- práticas musicais às diferen-
mosfera, na construção de ra de sentido e de múltiplas versos. tes dimensões da vida social,
sentido; significações na Arte. cultural, política, histórica,
(EF06AR19) econômica, estética e ética.
•R  econhecer luz e sombra
•O
 som em diferentes espa- como qualidade estética Conhecer e analisar diferen- (EF69AR19)
ços, estereofonia e grava- e expressiva na obra de tes gêneros musicais, contex-
ção bináurea. arte. tualizando-os no tempo e no Identificar e analisar diferen-
espaço, de modo a aprimo- tes estilos musicais, contextu-
•D  istinguir a sonoridade rar a apreciação musical. alizando-os no tempo e no
provocada por fontes dis- espaço, de modo a aprimo-
tintas. rar a capacidade de aprecia-
ção da estética musical. Ele-
mentos da linguagem
(EF69AR20)
Explorar e analisar elemen-
tos constitutivos da música
(altura, intensidade, timbre,
melodia, ritmo etc.), por
meio de recursos tecnológi-
cos (games e plataformas
digitais), jogos, canções e
práticas diversas de compo-
sição/criação, execução e
apreciação musicais. Mate-
rialidades
(EF69AR21)
Explorar e analisar fontes e
materiais sonoros em prá-
ticas de composição/cria-
ção, execução e aprecia-
ção musical, reconhecendo
timbres e características
de instrumentos musicais
diversos. Notação e regis-
tro musical.
18 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.

MOMENTO I
Pesquisando o comportamento dos sons - Pesquisa de campo
Página 71 no Caderno do Aluno

Inicie uma conversa dizendo aos alunos que o som é modificado por objetos e espaços. Ele
se comporta de maneira diferente, dependendo das dimensões do espaço onde é executado.
Além disso, o formato da sala, o material de revestimento, os objetos, pessoas e tudo mais que
estiver em seu interior influenciará nas características do evento sonoro. A sala de aula também
é diferente quando há ou não, alguém dentro dela. A voz parece repercutir melhor quando não
há ninguém, e isso não se dá somente por causa do ruído produzido por eles, mas pela presen-
ça de seus corpos, que agem como obstáculos para a propagação do som.
Propomos uma experiência que pode ser realizada com seus alunos. Para isso, será neces-
sário que eles tragam objetos sonoros para a sala de aula (por exemplo: par de colheres, pan-
deiro, caixinha de fósforo vazia, pedaços de madeira, apito ou qualquer equipamento produtor
de som: o aparelho de som portátil da escola, o celular, gravador etc.).
Para a utilização dos objetos sonoros será necessário que sejam orientados sobre a forma
de como irão utilizá-los, porque, diferentemente dos aparelhos eletrônicos, esses podem ter a
emissão do som modificado, independentemente da vontade do aluno. Isso quer dizer que,
quem escolher tocar a caixa de fósforos deverá fazê-lo do mesmo modo, com a mesma intensi-
dade, timbre e sonoridade (forma de tocar) em todas as etapas da pesquisa. Oriente-os para
que se organizem e elaborem um pequeno roteiro sonoro, o qual deverá ser executado com os
materiais trazidos por eles (sempre da mesma maneira), (ou uma música, definida ou não por
você, que será reproduzida em um aparelho de som) em diferentes espaços da escola (pátio,
sala de aula, corredor, escada etc.). Devem registrar, em seus cadernos, como perceberam o
comportamento do som nos diferentes ambientes.

OBSERVAÇÃO
Os dados coletados serão compartilhados com o grupo em outro momento.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 19

Após a realização das experiências, reúna os alunos e faça as perguntas:

1. Em qual espaço se escuta melhor?

2. É possível perceber se o som fica mais agudo ou mais grave, mais nítido ou mais confuso,
com maior ou menor reverberação, de acordo com o espaço?

3. Há alguma diferença quando se coloca a fonte sonora (o aparelho ou o objeto sonoro)


dentro de um espaço fechado (por exemplo, sob a carteira ou dentro de uma caixa de
sapatos) ou em um espaço aberto?

4. Fazer uma concha com as mãos ao redor da saída de som do celular ou do gravador me-
lhora ou piora a clareza, a qualidade e a definição da escuta?

5. E com um apito, pandeiro e outros objetos?

6. Posicionar o aparelho em frente a uma quina de parede modifica o som?

7. E se nos colocarmos de costas para a quina da parede com o aparelho à frente, o som
muda?

8. Quais outras posições de escuta poderíamos experimentar?

Reforce que todas essas experiências devem ser registradas no caderno do aluno. Com isso,
trabalhará com os dados coletados, comparando-os, classificando-os, organizando-os. Ele poderá
observar e refletir sobre aspectos relativos ao som no espaço, (vazios e cheios; abertos e fechados;
pequenos e grandes, revestidos ou não) como os lugares em que o som ficou forte ou fraco, em
quais tipos de revestimento o som ficou mais brilhante ou cavernoso, embolado ou limpo, pontu-
do ou aveludado, ou qualquer outro adjetivo que se considere pertinente para descrever as sen-
sações sinestésicas da escuta. O aluno poderá, também, estudar as diferenças sonoras obtidas
com a mudança de posicionamento da fonte sonora, comparando as experiências com ou sem
anteparos (Os materiais diversos modificam os sons? Como se comporta o som de acordo com a
posição do objeto sonoro - na quina da parede, no alto, mais próximo ao chão etc.?)

MOMENTO II
Movendo Apreciação - Separando o que a tecnologia uniu
Página 71 no Caderno do Aluno

“Stereo”, ou na versão aportuguesada “estéreo”, é uma redução de um sistema chamado


estereofônico, que, por sua vez, descende do grego “stereós” (“sólido” no sentido da tridimen-
sionalidade) e “phoné” (som). Mas, o que “sólido” tem a ver com som? O sistema estereofônico
permite que duas informações sonoras diferentes sejam reproduzidas simultânea e sincronica-
mente, dando-nos a sensação de tridimensionalidade sonora, como se os músicos estivessem
20 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

em nossa sala tocando ao vivo, dando-nos uma sensação de solidez. Nesse sentido, podemos
pensar em correlacionar a luz, estudada nas outras linguagens da arte, e a propagação do som
na linguagem musical.
Para compreender como se forma essa sensação de tridimensionalidade, você vai apresen-
tar a faixa 1 do CD Educação em Arte: música, vol. 3, que contém somente as informações en-
viadas para a caixa direita do aparelho de som. Depois, apresentará a faixa 2, que contém as
informações sonoras da caixa esquerda.
Converse com seus alunos sobre:

1. O que escutaram?

2. Percebem as diferenças na recepção ou na escuta dos sons?

3. Percebem que há alto-falantes mudos nas duas experiências auditivas?

4. Quais instrumentos musicais ouvem com mais clareza na escuta da faixa 1? E na escuta da
faixa 2?

5. É possível ouvir bem nas duas faixas algum instrumento ou voz?

Em seguida, você pode mostrar aos alunos a faixa 3, que contém as informações das caixas
direita e esquerda. Eles notam as diferenças existentes entre essa emissão e as anteriores? Em
que constituem essas diferenças?
Depois, poderão escutar a versão da faixa 4, que tem a mesma música gravada em sistema
mono. Pergunte se foi possível sentir a diferença na sensação de profundidade sonora. Diga que
isso só acontece porque a estereofonia imita a configuração do sistema auditivo humano.
Para reforçar a experiência perceptiva dos alunos, oriente que pesquisem, na internet, um
vídeo chamado “O barbeiro virtual”. É um vídeo fácil de encontrar e deve ser assistido com fo-
nes de ouvido. Peça a eles que registrem suas descobertas, em seus cadernos.

O espaço modificado pelos sons


Página 72 no Caderno do Aluno

O som tem várias características. Ele pode ser modificado pelo espaço, mas também pode
modificar a sensação de espaço em que nos encontramos (experiência do salão do barbeiro
virtual). Por meio do som, podemos ir à praia, estar em meio a uma nevasca, viajar de avião sem
sair do lugar. Como o som é matéria-prima da música, podemos dizer que a música possui os
mesmos atributos: é modificada pelo espaço (como foi dito anteriormente) e nos lança para
outros espaços e tempos. Vale ressaltar que uma qualidade da música, entre outras, é oferecer
experiências exclusivas para cada ouvinte. Não, necessariamente, escutaremos o que o compo-
sitor desejou que sua música dissesse, tampouco, ela pode nos transportar para os mesmos lu-
gares aos quais o próprio compositor desejou levar seus ouvintes. Tudo vai depender das expe-
riências sonoras e de vida de cada um.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 21

Após as escutas, peça que registrem, em seus cadernos, as respostas para as perguntas
que constam no material do aluno.

Sugestão de escuta 1: DVD Samwaad – rua do encontro. Direção: Ivaldo Bertazzo. São
Paulo, 2004.
Apresente aos alunos uma faixa escolhida por você do DVD Samwaad.

1. Quais lugares “visitam” ouvindo essas músicas?

2. Quais países “enxergam”?

3. Reconhecem esse tipo de sonoridade?

4. Reconhecem os instrumentos musicais?

5. Localizam no tempo?

6. É uma música atual, ou de muitos anos atrás?

7. Tem alguma sensação de cheiro, sabor ou temperatura?

8. Reconhecem a Índia?

9. Reconhecem o Brasil? Por que sim? E por que não?

Sugestão de escuta 2: CD Autumn leaves, de Bill Evans. Gravadora Movieplay. Faixa 1 –


Autumn leaves, standard de jazz.
E nessa música, para quais lugares e tempos você e seus alunos são transportados?

1. Reconhecem os instrumentos musicais?

2. Localizam no tempo?

3. É uma música atual, ou de muitos anos atrás?

4. Tem alguma sensação de cheiro, sabor ou temperatura?

Apenas para comparar, sugerimos mais uma escuta:

Sugestão de escuta 3: CD As quatro estações (The four seasons), de Antonio Vivaldi. Gra-
vadora Movieplay. Faixa 6 – Presto / Autumn (Outono).
Repita as perguntas feitas anteriormente.

Solicite que pesquisem outras músicas, preferencialmente instrumentais (sem letra), que
possam oferecer a sensação de “teletransporte”, ou seja, na qual a mente é levada para outros
22 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

lugares, ambientes, de outros tempos, que carreguem outros cheiros e gostos. Solicite que so-
cializem suas pesquisas. Será que essas experiências levarão todos aos mesmos lugares?
Peça que registrem, em seus cadernos, suas reações posteriores à experiência e, também,
relatem o que vivenciaram a partir da proposta elaborada pelos seus colegas. Motive os estu-
dantes a trocar os registros entre si e a refletir sobre as questões a seguir:

1. Todos escutam da mesma maneira?

2. A mesma música desperta as mesmas sensações nas pessoas?

3. Quando as sensações são semelhantes? Quando são diferentes?

Um olhar sobre a luz na música


Página 73 no Caderno do Aluno

A relação entre luz e música também pode ser percebida. Quando falamos que uma músi-
ca é “brilhante”, o que queremos dizer sobre ela? E quando falamos que é “sombria”? E se é
“clara”? E “escura”? Geralmente, essas qualificações não têm um parâmetro preestabelecido.
Não é possível medir a intensidade dessa luminosidade, o ouvinte simplesmente sente. Mas há
uma forma de ajudar a percebê-la, que é prestando atenção ao timbre do conjunto dos instru-
mentos musicais. Não há uma regra, apenas a sensação: instrumentos como prato, flauta trans-
versal, trompete, usualmente são tidos como de sonoridade “brilhante”; e clarone, violoncelo,
bumbo, como instrumentos de som “escuro”. Contudo, esse não é o único elemento de com-
paração; o andamento pode influenciar nessa sensação: uma música mais rápida pode trazer a
sensação de “claridade”, enquanto uma música lenta pode trazer uma sensação de “escuri-
dão”, ou vice-versa. Tudo vai depender do caráter da música. Pesquise e apresente a eles algu-
mas músicas, preferencialmente instrumentais, que apresentem as características citadas acima.

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que perceberam sobre a sensação de luminosidade na escuta musical.

Os parâmetros são pessoais, não há como medi-los de modo isento, distanciado, científi-
co. É necessário apreciar vários tipos de música e tentar perceber quais as sugestões perceptivas
de “luminosidade” que essas músicas podem oferecer ao ouvinte, pois há uma singularidade na
escuta musical. O interessante é torná-los conscientes e sensíveis a essas qualidades.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 23

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - TEATRO - 6º ANO

Tema/Conteúdo Currículo Habilidades do Currículo Habilidades do Currículo Base Nacional Comum


do Estado de São Paulo do Estado de São Paulo Paulista – Versão 2 Curricular (BNCC)

Tema: •O
 perar a luz como elemen- (EF06AR25) (EF69AR25) Identificar e
• L uz: Suporte, ferramenta e to, ferramenta e matéria Conhecer e analisar diferen- analisar diferentes estilos
matéria pulsante na arte presente nas diferentes lin- tes gêneros teatrais, presen- cênicos, contextualizando-
guagens artísticas. tes em diferentes tempos e -os no tempo e no espaço
Conteúdos: espaços, aprimorando a de modo a aprimorar a ca-
•O
 claro e o escuro, a som- • Identificar a dimensão sim- apreciação da estética tea- pacidade de apreciação da
bra e a luz, o foco, a atmos- bólica da luz como gerado- tral. estética teatral.
fera e a luz na construção ra de sentido e de múltiplas
de sentido significações na Arte.
(EF06AR27) (EF69AR26) Explorar diferen-
•R econhecer luz e sombra Conhecer, pesquisar e explo- tes elementos envolvidos na
• A luz e a contraluz nas artes composição dos aconteci-
visuais como qualidade estética e rar dramaturgias e espaços
expressiva na obra de arte. cênicos para o acontecimen- mentos cênicos (figurinos,
adereços, cenário, ilumina-
•A
 s relações entre luz e cor; to teatral, em diálogo com o ção e sonoplastia) e reconhe-
a dimensão simbólica da teatro contemporâneo. cer seus vocabulários.
luz e da cor

•A
 materialidade da luz nas (EF06AR29) (EF69AR30) Compor improvi-
linguagens artísticas Compreender a expressivi- sações e acontecimentos cê-
dade da gestualidade e das nicos com base em textos
construções corporais e vo- dramáticos ou outros estímu-
cais, explorando a improvisa- los (música, imagens, objetos
ção e o jogo teatral, como etc.), caracterizando perso-
fonte para construir narrati- nagens (com figurinos e ade-
vas criativas. reços), cenário, iluminação e
sonoplastia e considerando a
(EF06AR30) relação com o espectador
Elaborar e executar improvi-
sações e acontecimentos cê-
nicos com base em textos
dramáticos, caracterizando
personagens e, consideran-
do a relação com o especta-
dor.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:

D1 – Localizar informações explícitas em um texto.


D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto, etc.)
D6 – Identificar um tema de um texto.

Luz e sombra sempre provocaram fascínio nos seres humanos. Luz e sombra no palco pro-
vocam sensações e poesia em cena. A invenção da lâmpada elétrica, em 1879, deu aos profissio-
nais envolvidos com o teatro maior poder de controlar a luz e, com ela, fazer aparecer e desapa-
recer cenas em um piscar de olhos.
24 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

A luz na encenação tem uma função estética e expressiva. Ela possibilita recortar objetos
no espaço, isolar atores, diminuir ou aumentar áreas no palco, revelar a altura, o perfil, os con-
tornos e a profundidade, conduzindo e costurando os percursos do espetáculo.

MOMENTO I
Movendo a apreciação – Luz do abajur para iluminar a cena
Página 74 no Caderno do Aluno

Professor, para aproximar os alunos da luz em espetáculos teatrais, apresente a eles ima-
gens do espetáculo “Arrufos”, com montagem do Grupo XIX de teatro (DVD Iconografia).
Para a apreciação das imagens, alguns aspectos são focalizados para mover a conversa
com os alunos: O que você lembra observando a luz desse espetáculo? Ao olharmos as imagens
percebemos que a iluminação do espetáculo Arrufos é feita apenas com abajures? Qualquer
espetáculo pode ter a iluminação assim? Que sensações a luz de abajur pode provocar em nós?
Que atmosfera você imagina que a luz de abajur cria nesse espetáculo?
Diga-lhes que toda a iluminação do espetáculo vem dos abajures e, que a apresentação
acontece em um galpão. Retome o nome do espetáculo e encoraje-os a falar abertamente suas
hipóteses sobre o significado. (Arrufos: é o nome de um quadro feito por Belmiro de Almeida,
em 1887. Explique que arrufo significa, nesse contexto, ressentimento passageiro entre pessoas
que se querem bem, ou, também, pequenas brigas de amor.). Apresente a imagem do quadro
“Arrufos” (DVD Iconografia).
Para instigar uma conversa sobre o processo de criação da iluminação do espetáculo, per-
gunte a eles: Por que o iluminador optou por usar apenas abajures? Haveria alguma relação
entre essa escolha e o quadro Arrufos, de Belmiro de Almeida?
Depois que os alunos expressarem suas ideias, é interessante chamar a atenção para a luz
como um dos elementos teatrais que participam da construção de sentido da cena, ou seja,
como elemento de comunicação e expressão. A criação e a manipulação da luz são trabalhos
artísticos, baseados em experimentações. É um trabalho poético, uma vez que a luz age na per-
cepção do espectador. A necessidade de se entender a luz como elemento sensível é importan-
te, uma vez que “pensar” a luz de um espetáculo contribui para a encenação e, igualmente, para
a arte cênica no contexto geral.
Na sequência apresente um fragmento da peça teatral “A Bruxinha que era Boa” – Repú-
blica Ativa de Teatro – acessado em: 20/02/2019
Link: https://www.youtube.com/watch?v=5rs6Ktch7cM
Para instigar a conversa sobre o processo de criação da iluminação dessa peça, pergunte a
eles: Pensando sobre o trabalho do iluminador, para você, em que esse trabalho é diferente da
peça Arrufos?
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 25

1. Luz do abajur para iluminar a cena


Professor, apresente para seus alunos imagens de alguns modos de usar as mãos e criar
formas que projetam animais na parede (DVD Iconografia). Será que eles já brincaram de fazer
formas com as mãos ou com o corpo projetando sombras na parede?
Apresente alguns exemplos, ou prepare a sala para que um foco de luz permita uma proje-
ção na parede de gestos da mão ou corpo, com a luz de abajur ou lanterna.
Na sequência, apresente um fragmento da peça Stevie Wonder – What a Wonderful World
– sombras – acessado em: 20/02/2019.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=DHpnK1tR7tk

OBSERVAÇÃO
A música What a Wonderful Word é interpretada por Louis Armstrong e não Stevie
Wonder.

Depois de assistirem ao fragmento, verifique com eles se perceberam que o mesmo revela
aspectos interessantes para compreender o processo de criação do teatro de sombras.
Após ouvir os comentários dos alunos, outro modo de apreciar o teatro de sombras pode
ser sobre a lenda que narra o seu nascimento na China.
Diz a lenda: O Imperador Wu Ti, da dinastia Han, governava com sabedoria e juízo o Império
Celeste. Seu reinado de 20 anos era um dos mais gloriosos. Supersticioso, acreditava nas artes
mágicas. Desgostoso com a morte de sua dançarina predileta, ele exigiu que o mágico da corte
fizesse voltar a linda defunta do país das sombras. Amedrontado pela pena de morte, o mágico
arquitetou um plano: cuidadosamente preparou uma pele de peixe, tornando-a macia e transpa-
rente, e nela recortou a silhueta da dançarina. Mandou esticar uma cortina branca em uma varanda
do palácio imperial, em frente a um campo aberto. Com a luz do sol filtrada pela cortina, diante de
toda a corte reunida na varanda, a sombra da dançarina ao som da flauta se fez presente. A seme-
lhança dos gestos delicados e da fluidez de sua dança deixou todos alucinados.

Depois de contar a lenda, converse com os alunos. Eles percebem que a lenda revela as-
pectos interessantes para compreender o processo de criação do teatro de sombras? Este é um
bom momento para conversar sobre as imagens do teatro no Camboja.

Na sequência, apresente para os alunos um fragmento da peça “Chinese Shadow puppet


performance” – acessado em: 20/02/2019
Link: https://www.youtube.com/watch?v=_c2P2RZt_rk
Para essa conversa, apresente algumas questões a eles: Como você percebe as formas
recortadas das silhuetas? As formas são a reprodução fiel do que se quer mostrar? Para você,
por que é necessário que essas formas sejam assim? Para que aconteça o teatro de sombras, é
necessário um fundo claro. Olhando novamente as imagens, para onde está direcionado o foco
de luz para que aconteça a projeção da sombra da silhueta?
26 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Depois de conversar, observar e apreciar as imagens, é o momento deles realizarem uma


experimentação com o teatro de sombras.

MOMENTO II
Ação Expressiva – Foco de Luz para clarear as sombras
Página 75 no Caderno do Aluno

Atividades em grupo – Integração das linguagens artísticas


1ª Etapa: Linguagem Visual - Dinâmica do desenho oculto – professor, organize 3 ou 4
grupos e distribua uma folha de papel pardo, em tamanho A4, para cada aluno. Os alunos deve-
rão sentar de frente para sua folha exposta no chão; com uma caneta hidrocor ou giz colorido na
mão e com os olhos fechados deverão deixar a mão solta para acompanhar o ritmo da música
proposta por você. Deixar a caneta correr no papel, movimento contínuo, não deve erguer a
mão e tirar a caneta do papel até acabar a música, ocupando assim o espaço físico do papel,
percorrendo a folha de forma aleatória. Terminada a atividade, peça para abrirem os olhos e
observarem a folha para partirem para a próxima etapa.

OBSERVAÇÃO
Nesta etapa criamos uma produção abstrata, só com linhas, e usamos também a
Linguagem Musical.

2ª Etapa: Produção Figurativa – Agora, o aluno fará uma criação utilizando a produção re-
alizada na primeira etapa. Solicite a eles que procurem encontrar formas figurativas (animais,
aves, flores, pessoas etc.) nos desenhos feitos na folha de papel pardo. Diga que irão fazer a
pintura das figuras, em várias cores. Você pode colocar um fundo musical para estimular a pintu-
ra. Terminada a pintura, devem recortar as figuras e fazer uma exposição das produções na sala
de aula.

OBSERVAÇÃO
Vivenciamos neste momento a Linguagem Visual.

3ª Etapa: Linguagem Teatral – Teatro de Sombras – Os alunos, em grupos, irão dramatizar,


a partir de uma improvisação. Para isso, peça para que criem rapidamente uma história, utilizan-
do as silhuetas desses personagens que apareceram em suas produções figurativas, da etapa
anterior.
Peça para registrarem, no caderno, o que aprenderam.

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam sobre a luz e a sombra na linguagem teatral?
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 27

ARTE
7o Ano – Ensino Fundamental

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - ARTES VISUAIS - 7º ANO

Tema/Conteúdo Habilidades do
Habilidades do Currículo do Base Nacional Comum
Currículo do Estado Currículo Paulista –
Estado de São Paulo Curricular (BNCC)
de São Paulo Versão 2

Tema: • Produzir trabalhos partindo de (EF07AR03) Conhecer e EF69AR01) Pesquisar, apreciar e


•O
 “trans-formar” maté- diálogos exploratórios entre analisar como modalida- analisar formas distintas das artes
rico em materialidade matérias, ferramentas e lin- des das artes visuais in- visuais tradicionais e contempo-
na Arte guagens artísticas. teragem entre si e se in- râneas, em obras de artistas bra-
tegram a outras sileiros e estrangeiros de diferen-
Conteúdos: • Investigar matérias e ferra- linguagens e modalida- tes épocas e em diferentes
•A
 apropriação de maté- mentas em obras de artistas, des artísticas. matrizes estéticas e culturais, de
rias e ferramentas no fa- de várias modalidades artísti- modo a ampliar a experiência
zer arte; cas, em tempos diversos. (EF07AR04) Conhecer e com diferentes contextos e práti-
analisar as relações ex- cas artístico-visuais e cultivar a
•O
 papel como matéria, • Reconhecer e utilizar a matéria pressivas entre alguns percepção, o imaginário, a capa-
colagem, papelagem, e as ferramentas na constru- elementos constitutivos cidade de simbolizar e o repertó-
papel machê; ção poética como materialida- e materiais tradicionais rio imagético.
de da obra de arte. das artes visuais, apre-
•A
 s linguagens da arte: ciando diferentes produ- (EF69AR05) Experimentar e anali-
ampliações de referên- • Operar com diferentes mate- ções artísticas. sar diferentes formas de expres-
cias a partir do diálogo rialidades, fazendo relações são artística (desenho, pintura,
com a materialidade. entre forma e imaginário colagem, quadrinhos, dobradura,
poético. escultura, modelagem, instala-
ção, vídeo, fotografia, performan-
ce etc.).

(EF69AR06) Desenvolver proces-


sos de criação em artes visuais,
com base em temas ou interesses
artísticos, de modo individual, co-
letivo e colaborativo, fazendo uso
de materiais, instrumentos e re-
cursos convencionais, alternativos
e digitais.

(EF69AR07) Dialogar com princí-


pios conceituais, proposições te-
máticas, repertórios imagéticos e
processos de criação nas suas
produções visuais.
28 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substi-
tuições que contribuem para a continuidade de um texto.
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto, etc).
D6 – Identificar o tema de um texto.

Professor, neste bimestre, o tema a ser trabalhado será o “trans-formar” matérico em ma-
terialidade na Arte. Que materiais ou ferramentas os alunos já utilizaram nos estudos feitos até
agora? Uma conversa inicial a partir das questões sugeridas no Momento I pode gerar pesquisas
sobre matérias, ferramentas e suportes. Dentre inúmeras possibilidades, sugerimos a colagem e
a assemblage como modalidades para a exploração da materialidade.

MOMENTO I
Sondagem e Apreciação – Parte 1 - Colagens
Página 65 no Caderno do Aluno
É importante conhecer o repertório e levantar as hipóteses iniciais dos alunos a respeito do
que é colagem e assemblage. Nesta sondagem, pergunte a eles quais materiais já utilizaram até
hoje nas representações de artes visuais. Para isso faça algumas perguntas iniciais sobre as obras:

Figura 1- Gilberto Mattos. Sem Título, 2018. Colagem.

1. O que eles imaginam sobre a obra nomeada Sem Título, de Gilberto Mattos?

2. Acham que é uma máquina?

3. Ela tem utilidade?

4. Pensam que pode não ser uma máquina, mas uma pintura, uma escultura?

5. Estranham que esse título seja de uma obra de arte?

6. Um título não diz muito sobre qual a linguagem artística da obra em questão.
Os alunos concordam com essa afirmação?
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 29

7. O título ou a legenda de uma obra de arte é mesmo importante para compreendê-la?

8. Quais materiais e suportes foram usados para realizar as obras das Figuras 2 e 3?

Figura 2- Hans Christian Andersen. Mulher de Saia Preta, 1836. Recorte de papel. Domínio Público/2019.

Figura 3- Carlos Povinha. Arte urbana, 2019. Fotografia – São Paulo

Figuras 4, 5 e 6 - Carlos Povinha. Detalhes fotográficos da obra “Coletivo” de Cássio Vasconcellos - Assemblage, 2018.
Fotografia – São Paulo.
30 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Após a observação das obras feitas, solicite que eles respondam:

1. Quais as temáticas das obras apresentadas?

2. O que os artistas utilizaram para fazê-las?

3. Quais os formatos?

4. Como compuseram os elementos utilizados?

Na figura 3 - Fotografia de Carlos Povinha - foi registrada uma modalidade artística chama-
da Lambe-Lambe, de uma colagem pública urbana de autoria anônima.
Solicite que pesquisem sobre colagem, assemblage e Lambe-Lambe para socialização dos
conceitos, num outro momento escolhido por você.

MOMENTO II
Ação expressiva
Página 68 no Caderno do Aluno

Solicitar que realizem, em seus cadernos de desenho (ou outros suportes), uma colagem ou
assemblage, utilizando diferentes materiais, escolhas temáticas, formatos e composições.
Organize com eles uma exposição dos trabalhos e faça uma análise das produções. Per-
gunte se as imagens guiaram o ato de colar; se havia uma ideia inicial que foi sendo construída
ou as imagens foram sendo justapostas aleatoriamente; se as imagens ficaram todas soltas,
como em um álbum de figurinhas, ou formaram um todo?

MOMENTO III
Curadoria educativa
Página 69 no Caderno do Aluno

Agora, a partir das produções realizadas no momento anterior, solicite que façam colabo-
rativamente uma curadoria por temas, para montar uma nova exposição.
Realize uma roda de conversa, perguntando porque numa ação expressiva em Artes Visu-
ais se pode utilizar materiais e ferramentas diferenciadas? Perceberam diferenças e semelhanças
nas obras produzidas? Quais materiais e ferramentas utilizaram em suas obras e como se senti-
ram ao realizá-las? Solicite que registrem suas respostas, em seus cadernos.

Atividade para casa: Peça para que pesquisem as seguintes obras e artistas:
• O violino, 1913, óleo sobre tela, Juan Gris;
• Dança macabra, 1986, escultura cinética, Jean Tinguely;
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 31

• Liberty, 2007, colagem sobre papel, Beatriz Milhazes;


• Figurativismo abstrato, 2004, adesivos sobre madeira Nelson Leirner;
• Anunciação, 1983, assemblage, fragmentos de santo de roca, bola de cristal, fotografia
resinada e ornato de caixa de madeira, Farnese de Andrade.
Você definirá a forma de apresentação das pesquisas.

Observe se o aluno em “O que eu aprendi?”, foi capaz de entender que a utilização de


materiais e ferramentas diferenciadas criam obras originais de colagem, assemblage. E também,
se foi capaz de conhecer e analisar as relações expressivas, entre alguns elementos constitutivos
e materiais tradicionais das artes visuais, apreciando diferentes produções artísticas.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - DANÇA - 7º ANO

Tema/Conteúdo Habilidades do
Habilidades do Currículo Base Nacional Comum
Currículo do Estado Currículo do Estado
Paulista – Versão 2 Curricular (BNCC)
de São Paulo de São Paulo

Tema: • Identificar temáticas (EF07AR10) EF69AR09)


•O
 “trans-formar” maté- em obras de arte por Conhecer e explorar elementos Pesquisar e analisar diferentes
rico em materialidade meio da relação entre constitutivos do movimento, formas de expressão, represen-
na Arte forma e conteúdo; identificando possibilidades de tação e encenação da dança, re-
transformação dos movimentos conhecendo e apreciando com-
Conteúdos: • Experimentar diferen- do cotidiano em movimentos posições de dança de artistas e
•A
 apropriação de maté- tes modos de constru- dançados, relacionados com di- grupos brasileiros e estrangeiros
ria e ferramentas no fa- ção e solução estética ferentes formas de dança tradi- de diferentes épocas.
zer arte a partir de temáticas; cional.
(EF69AR10)
 qualidade do movi- • Reconhecer a relação
•A (EF07AR11) Explorar elementos constitutivos
mento do corpo que entre a arte e a vida Conhecer, experimentar e anali- do movimento cotidiano e do
dança: espaço, tempo, presente nas poéticas sar os fatores de movimento, movimento dançado, abordan-
força, ritmo artísticas; compreendendo que suas com- do, criticamente, o desenvolvi-
binações geram ações corpo- mento das formas da dança em
 s linguagens da arte: • Operar com ideias, sen- rais e movimentos dançados
•A sua história tradicional e contem-
ampliações de referên- timentos, pensamentos que simbolizam. porânea.
cias a partir do diálogo e emoção na produção
com a materialidade de poéticas pessoais e/ (EF07AR12) (EF69AR11)
ou em grupo. Conhecer, pesquisar e experi- Experimentar e analisar os fato-
mentar processos de criação, res de movimento (tempo, peso,
por meio da improvisação e da fluência e espaço) como elemen-
intuição dos movimentos para a tos que, combinados, geram as
construção de vocabulário e re- ações corporais e o movimento
pertório corporal. dançado.

(EF07AR14) (EF69AR12)
Conhecer e experimentar al- Investigar e experimentar proce-
guns elementos e espaços con- dimentos de improvisação e cria-
vencionais que compõem o ção do movimento como fonte
universo cênico da dança, ela- para a construção de vocabulá-
borando composições cênicas rios e repertórios próprios.
e apresentações coreográficas.

(EF07AR15)
Dialogar sobre a dança experi-
mentada coletivamente, em
diferentes contextos, identifi-
cando e problematizando este-
reótipos e preconceitos.
32 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D1 – Localizar informações explícitas em um texto
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto
D6 – Identificar o tema de um texto

MOMENTO I
Roda de Conversa
Página 70 no Caderno do Aluno

Professor, realize uma sondagem com os alunos, a partir dos questionamentos abaixo.
Com base nas respostas, faça uma listagem na lousa com os nomes dos estilos e tipos de danças
que eles lembrarem. Você pode acrescentar o que não for mencionado por eles. Para aprofun-
dar, sugerimos comentar sobre as danças populares e folclóricas de uma determinada região do
país e também conversar sobre a dança acadêmica, ou dança cênica, que se divide em três
grandes estilos: dança clássica, moderna e contemporânea. Solicite que registrem, em seus ca-
dernos, as respostas para as questões abaixo:

1. Quais estilos ou tipos de dança você conhece?

2. Com qual você tem mais identificação?

3. Qual deles você gostaria de praticar?

4. O que há em comum nas formas de dança que foram lembradas por você e pelo grupo da
classe?

MOMENTO II
Apreciação
Página 70 no Caderno do Aluno

Em continuidade, apresente imagens de espetáculos de dança e de corpos em movimen-


to, proponha aos alunos um olhar atento para as imagens apresentadas (DVD Iconografia) e em
seguida peça que elaborem um texto, no caderno, a partir das discussões anteriores e dos se-
guintes questionamentos:
O que você percebe sobre o corpo das pessoas no espaço e sobre o espaço no corpo das
pessoas? Como o corpo das pessoas se posicionam, no nível baixo? Médio? Alto?
Será que os movimentos que estão fazendo são lentos ou rápidos? Seriam movimentos
firmes ou leves? Essas imagens são de dança? Entre elas, quais as semelhanças e as diferenças?
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 33

MOMENTO III
Ação expressiva
Página 70 no Caderno do Aluno

Peça para que a turma se organize em 6 grupos. Proponha a cada um deles uma das sequ-
ências de ações, abaixo, reservando de 5 a 10 minutos para que eles possam organizá-las corpo-
ralmente.

Grupo 1 – balançar – rodopiar – virar – agachar


Grupo 2 – andar – ondular – encolher – tremer
Grupo 3 – reclinar – desabar – fechar – parar
Grupo 4 – arquear – esparramar – planar – levantar
Grupo 5 – pular – dar um bote – arrastar-se – sacudir
Grupo 6 – empinar – desfalecer – correr – circular

Sugerimos para essas proposições as músicas que estão no CD Educação em Arte: músi-
ca, vol. 3. A música, na realização das atividades, possibilitará um diálogo entre tempo e ações.
Nesse caso, a música escolhida marcará o tempo e o ritmo da sequência.

Finalizada a experimentação, oriente-os a registrar, no caderno, as ações corporais realiza-


das e as impressões provocadas por essas experimentações: Quais foram suas dificuldades na
realização dessas ações corporais? Há mudanças no movimento quando ele é feito com música?
Em que direção do espaço o aluno fez o movimento com facilidade ou com dificuldade?

OBSERVAÇÃO
Caso necessite, consulte o Caderno do Professor, disponível na Intranet e, procure,
em sua unidade escolar, os CDs e DVDs encaminhados pela SEE.

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam.
34 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - MÚSICA - 7º ANO

Tema/Conteúdo Habilidades do
Habilidades do Currículo do Base Nacional Comum
Currículo do Estado Currículo Paulista –
Estado de São Paulo Curricular (BNCC)
de São Paulo Versão 2

Tema: • Produzir trabalhos partindo de (EF07AR20) Conhecer, (EF69AR19) Identificar e analisar


•A
 apropriação de maté- diálogos exploratórios entre analisar e explorar ele- diferentes estilos musicais, con-
ria e ferramentas no fa- matérias, ferramentas e lin- mentos constitutivos da textualizando-os no tempo e no
zer arte guagens artísticas. música, por meio de jo- espaço, de modo a aprimorar a
gos e recursos tecnoló- capacidade de apreciação da es-
Conteúdos: • Investigar matérias e ferra- gicos e práticas diversas tética musical.
•A
 produção de instru- mentas em obras de artistas, de composição/criação.
mentos e a materialida- de várias modalidades artísti- (EF69AR21) Explorar e analisar
de do timbre cas, em tempos diversos. fontes e materiais sonoros em
(EF07AR21) Conhecer, práticas de composição /criação,
•A
 s linguagens da arte: • Reconhecer e utilizar a matéria pesquisar e explorar fon- execução e apreciação musical,
ampliações de referên- e as ferramentas na constru- tes e materiais sonoros reconhecendo timbres e caracte-
cias a partir do diálogo ção poética como materialida- em práticas de aprecia- rísticas de instrumentos musicais
de da obra de arte. ção e composição/cria- diversos.
com a materialidade ção musical, percebendo
• Operar com diferentes mate- timbres e características (EF69AR23) Explorar e criar im-
rialidades, fazendo relações de instrumentos musicais provisações, composições, ar-
entre forma e imaginário poé- convencionais. ranjos, jingles, trilhas sonoras,
tico. entre outros, utilizando vozes,
sons corporais e/ou instrumentos
acústicos ou eletrônicos, conven-
cionais ou não convencionais,
expressando ideias musicais de
maneira individual, coletiva e co-
laborativa.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.

Professor, o território da materialidade na música pode ser explorado pela investigação do


parâmetro sonoro timbre. Grosso modo, pode-se dizer que o som é constituído por quatro pa-
râmetros simples: altura, duração, intensidade e timbre. É claro que cada um deles é um univer-
so a ser explorado e, por isso, vamos nos ater momentaneamente ao timbre.
Utilizamos a palavra timbre no dia a dia quando queremos nos referir a marcas: “preciso de
um atestado médico em papel timbrado”, “assine sobre o timbre da empresa”, “o timbre do
carimbo foi modificado”. Essas não são quaisquer marcas – são marcas que atestam a identida-
de do médico no papel, da empresa no documento, do escritório no carimbo. Sem o timbre, o
papel, o documento e o carimbo são objetos comuns, sem identidade específica.
O mesmo acontece com o som. Conseguimos distinguir um som de vários outros, porque
ele tem a propriedade timbre.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 35

MOMENTO I
Ouvindo, escutando, procurando identidades
Página 71 no Caderno do Aluno

Proponha a seus alunos que façam um “minuto de silêncio”. Nesse período, deverão
anotar, em seus cadernos, a maior quantidade possível de sons que conseguirem ouvir. De-
pois, você pode listar, na lousa, os sons escutados por eles. Vale tudo o que foi ouvido de fato.
Conte quantos sons de timbres diferentes a classe, de modo geral, conseguiu anotar.
A partir desse material, você e os alunos podem classificar as diferentes fontes e timbres
desses sons. Quantos são os timbres de fonte humana (respiração, tosse, engolir saliva, fricção
dos dedos, entre outros)? E os timbres da natureza (cachorro, gato, pássaros, folhas de uma
árvore, vento, cavalo, entre outros)? E os de máquinas (ventilador, avião, motocicleta, carros,
entre outros)? E os produzidos perto do nosso corpo? E os produzidos longe de nosso corpo?
Quais outras classificações podem ser elaboradas com os alunos?
Enquanto digitamos ou navegamos pela internet, ouvimos o ruído de um pequeno ven-
tilador, chamado “cooler”, tão necessário para evitar o superaquecimento do PC. Contudo,
após alguns minutos de escuta, esse ruído não nos incomoda mais, porque naturalmente pas-
samos a ignorá-lo. Essa é a diferença entre a escuta e a audição. Para aprofundar seus conhe-
cimentos sugerimos o Caderno do Professor 7º ano Vol. 2 pg. 15, disponível na Intranet.

MOMENTO II
Ação expressiva: Construindo identidades
Página 71 no Caderno do Aluno

Quando construímos um instrumento musical, construímos uma combinação de identida-


des. Assim, como fazem parte da identidade de uma pessoa, a cultura, a língua, os hábitos de
sua comunidade e de sua família, além de sua personalidade, fazem parte da identidade de um
instrumento musical todos os materiais que o compõem. O timbre do piano, por exemplo, só
tem o aspecto que reconhecemos como sendo próprio desse instrumento, porque ele é uma
conjunção de materiais: o cobre das cordas, o feltro (que envolve os martelos, feitos de madei-
ra), a madeira que reveste o fundo do piano (um tipo diferente daquela dos martelos) e a madei-
ra da caixa acústica (diferente das duas anteriores). Outros sons também fazem parte do timbre
desse instrumento: o ruído dos pedais, o som da mecânica dos martelos, o som dos dedos sobre
a resina ou sobre o ébano e o marfim que revestem as teclas.
Sugerimos a construção de um “carrilhão de copos”. Solicite que cada aluno traga de casa
um copo que tenha um som interessante; pode ser de vidro, cerâmica, metal, ágata, barro, cris-
tal, plástico, papel etc. Além do material, podem ter variadas formas, tamanhos e usos. Também
fazer uso de baquetas improvisadas: canetas, lápis, gizes, varetas de bambu (usadas para fazer
pipa), réguas etc.
36 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Após reunir os copos trazidos, pode-se agrupá-los por material, a fim de pesquisar os dife-
rentes timbres. Ao tocá-los com as baquetas, os estudantes deverão observar e fazer o registro
no caderno.
Os timbres diferem de acordo com o material do copo? E da baqueta?

Quais outros tipos de baqueta você poderia utilizar? Quais foram as baquetas mais macias
que conseguiu encontrar? E as mais duras? Como fica o som quando você usa umas ou outras?
Para que esse conjunto de sonoridades se torne um carrilhão, os alunos precisarão ordená-
-lo segundo a altura (grave e agudo).
Proponha-lhes experiências, até que consigam organizar os diferentes copos de cada ma-
terial, indo dos que produzem os sons mais graves aos que produzem os sons mais agudos.
É importante que o trabalho de cada grupo seja assistido pelos demais; se possível, as
criações podem ser gravadas e apreciadas em seguida.

MOMENTO III
Movendo apreciação de outras identidades
Página 72 no Caderno do Aluno

Agora você pode promover a escuta de músicos como Hermeto Pascoal, Marco Scarassatti e
Fernando Sardo. Hermeto Pascoal é conhecido por fazer música a partir de qualquer objeto, de
uma chaleira à sua própria barba. Peça aos alunos que escutem a música Sax e aplausos (faixa 5
do CD Hermeto Pascoal – ao vivo em Montreux Jazz Festival) ou a música Tiruliruli (faixa 3 do CD
Lagoa da Canoa, município de Arapiraca. Disponível em: http://www.discosdobrasil.com.br
Acessado em: 09/03/2019. Na capa do site, é necessário clicar no botão “discos”, que está dentro
do desenho do LP, e digitar o nome do CD desejado).
Também poderão escutar as músicas Movimento Pendular (faixa 6), de Marco Scarassatti, e
Passarada (faixa 7), de Fernando Sardo, ambas do CD Educação em Arte: música, vol. 3. De Fer-
nando Sardo, devem assistir ao vídeo que mostra o processo de trabalho do artista. Disponível
em: www. fernandosardo.com.br/filmes/filmes.html. Acessado em: 09/03/2019.

Após a audição das músicas, converse com seus alunos, tendo como base os seguintes
questionamentos:
1. Nessas músicas, há somente instrumentos convencionais?
2. As sonoridades são as mesmas?
3. De que matérias são obtidos esses sons?
4. Pode-se fazer música com um instrumento musical não convencional? E com a sonoridade
de objetos do cotidiano?
5. Os músicos utilizam apenas instrumentos musicais criados por eles? Utilizam os instrumen-
tos convencionais de modo convencional?
Em seguida, solicite que registrem suas impressões, em seus cadernos.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 37

MOMENTO IV
O que penso sobre música?
Página 72 no Caderno do Aluno

Vimos que o timbre é um parâmetro sonoro que indica a identidade de um som. Ao mesmo
tempo, vimos que ele também pode identificar as pessoas, a partir de suas vozes. Percebemos
que a identidade possui personalidades, ou seja, cada timbre tem suas nuanças tímbricas.

1. Todas essas informações e experiências podem nos levar a escutar os sons de forma dife-
rente?

2. Poderemos escutar uma música sem tentar perceber suas múltiplas identidades e perso-
nalidades?

3. Para você, qual a diferença entre ouvir e escutar?

Que pensamentos revelam a questão: Para você, qual a diferença entre ouvir e escutar?

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - TEATRO - 7º ANO

Tema/Conteúdo Habilidades do
Habilidades do Currículo do Base Nacional Comum
Currículo do Estado Currículo Paulista –
Estado de São Paulo Curricular (BNCC)
de São Paulo Versão 2

Tema: (EF07AR25)
• Produzir trabalhos partindo de (EF69AR26)
•O
 “Trans-formar” ma- diálogos exploratórios entre Conhecer, identificar e Explorar diferentes elementos
térico em materialida- matérias, ferramentas e lin- analisar diferentes gêne- envolvidos na composição dos
de na arte guagens artísticas ros teatrais, contextuali- acontecimentos cênicos (figuri-
zando-os no tempo e no nos, adereços, cenário, ilumina-
Conteúdos: • Investigar matérias e ferra- espaço de modo a apri- ção e sonoplastia) e reconhecer
•A
 apropriação de maté- mentas em obras de artistas, morar a capacidade de seus vocabulários.
ria e ferramentas no fa- de várias modalidades artísti- apreciação da estética
zer arte cas, em tempos diversos teatral. (EF69AR27)
Pesquisar e criar formas de dra-
 s objetos do cotidiano; • Reconhecer e utilizar a matéria
•O maturgias e espaços cênicos
as relações entre maté- e as ferramentas na constru- (EF07AR27) para o acontecimento teatral, em
ria, forma simbólica e ção poética como materialida- Conhecer, pesquisar e diálogo com o teatro contempo-
imaginário poético no de da obra de arte explorar dramaturgias e râneo.
teatro de objetos espaços cênicos para o
• Operar com diferentes mate- acontecimento teatral, (EF69AR29)
•A
 s linguagens da arte: rialidades, fazendo relações em diálogo com o teatro Experimentar a gestualidade e
ampliações de referên- entre forma e imaginário poé- contemporâneo. as construções corporais e vo-
cias a partir do diálogo tico cais de maneira imaginativa na
com a materialidade improvisação teatral e no jogo
cênico.
38 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - TEATRO - 7º ANO

Tema/Conteúdo Habilidades do
Habilidades do Currículo do Base Nacional Comum
Currículo do Estado Currículo Paulista –
Estado de São Paulo Curricular (BNCC)
de São Paulo Versão 2

(EF07AR29) (EF69AR30)
Compreender a expres- Compor improvisações e aconte-
sividade da gestualidade cimentos cênicos com base em
e das construções cor- textos dramáticos ou outros estí-
porais e vocais, explo- mulos (música, imagens, objetos
rando a improvisação e o etc.), caracterizando persona-
jogo teatral, como fonte gens (com figurinos e adereços),
para construir narrativas cenário, iluminação e sonoplastia
criativas. e considerando a relação com o
espectador
(EF07AR30A)
Elaborar e executar im-
provisações e aconteci-
mentos cênicos com
base em textos dramáti-
cos e/ou estímulos musi-
cais, considerando a re-
lação com o espectador.

(EF07AR30B)
Caracterizar persona-
gens, explorando a rela-
ção entre figurinos, ade-
reços e o texto.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D4 – Inferir informação implícita em um texto.
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto, etc.)
D6 – Identificar um tema de um texto.

Professor, nesta sequência de atividades da Linguagem Teatral, o conteúdo contemplado


aborda os objetos do cotidiano, as relações entre matéria, forma simbólica e imaginário poético
no teatro de objetos e as linguagens da Arte: ampliações de referências, a partir do diálogo com
a materialidade.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 39

MOMENTO I
Movendo a apreciação
Página 73 no Caderno do Aluno

Professor, de certo modo, é comum que as crianças já tenham ouvido ou visto a encenação
de histórias contadas por bonecos vestidos nas mãos, pendurados em fios, nas pontas das varas
ou sentados em mesas iluminadas ou, ainda, com outros cenários atrás deles.
Figuras assim, como o boneco Cobra Norato, que os alunos conheceram no bimestre pas-
sado, pertencem ao repertório do teatro de animação. Além dos bonecos, também integram
este tipo de teatro as máscaras e os objetos, que se apresentam como protagonistas na luz ne-
gra das caixas pretas dos teatros. Na trilha do teatro de animação, a materialidade é tema de
investigação neste 3º bimestre. Para esse estudo, a escolha recai sobre o teatro de objetos. Este
gênero se constitui como linguagem pelas formas animadas, manipuladas no palco pelos atores.
As formas animadas são, portanto, resultado da performance do ator e das transformações de
objetos cotidianos em objetos poéticos, criados por associação de ideias. O estudo em teatro
pretende leva-los à experimentação cênica a partir de uma temática gerada pela construção de
figuras cênicas animadas.

Professor, você irá propor algumas situações de jogos para o seu aluno:

1. Dinâmica de Apresentação – Improvisação e Criação com Objeto: organize a turma


em grupos sentados em círculo, onde você professor, explica o jogo da improvisação e criação
com objeto. No jogo utilizaremos a caneta, a qual não poderá ser ela mesma (caneta) e cada
aluno deverá criar outra utilidade para este objeto. Ex: um palito para limpar os dentes, um ba-
tom, uma lixa para as unhas, uma colher, um cotonete etc. A caneta deverá passar por todos do
círculo e cada aluno, na sua vez, apresentará a sua criação. Peça para registrarem as suas impres-
sões no caderno.

2. Dinâmica de Exercício com Bastão de Madeira: para esta dinâmica é necessário pro-
videnciar um bastão de 60 cm. Você pode utilizar a mesma organização da primeira dinâmica.
Peça que cada aluno explore um pouco o objeto, percebendo diferentes possibilidades de
uso. Por meio da manipulação e dimensão do objeto (bastão) será possível imaginar e criar vá-
rios outros, ex.: enxada, espada, bengala, remo, etc. Solicite que cada aluno, ao demonstrar a
função que imaginou para o objeto, caso seja necessário, utilize sons para reforçar a ação cênica.
Peça que registrem, em seus cadernos, suas impressões.

3. Dinâmica Jogo das Cadeiras: uma cadeira deverá ser transformada, segundo a imagi-
nação e a criatividade, em outros objetos ou seres vivos com os quais os participantes se imagi-
nem contracenando; ele deverá fazer com que a transformação da cadeira se torne evidente.
Peça para registrarem as suas impressões no caderno.
40 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO II
Apreciação
Página 73 no Caderno do Aluno

Professor, para esta atividade, sugerimos possibilidades de leitura de imagens ou em vídeo


para ajudar a instigar o olhar dos alunos, na percepção da linguagem do teatro de objetos e sua
materialidade.

1. Uma cena de cinema: a dança dos p[ã]ezinhos


Professor, agora exiba a imagem (DVD Iconografia) e ou o filme: “Em Busca do Ouro” com
o ator Charles Chaplin; o personagem, Carlitos. Um filme mudo – Em busca do ouro, em que
podemos ver Carlitos fazendo a cena clássica de dois pãezinhos que, ao serem espetados por
garfos, transformam-se em pezinhos dançantes. Se possível, exiba apenas essa cena aos alunos
em sala de aula. Caso não seja possível, sugerimos que veja a cena e encene-a para eles.
Depois da apreciação da cena do filme, pergunte aos alunos:
Qual a opinião deles ao verem a cena no filme ou a dança dos p[ã]ezinhos encenada por
você? A cena surpreende? Para eles, é uma ação inusitada juntar pãezinhos e garfos para trans-
formá-los em pezinhos dançantes? O que faz com que, nessa junção, sejam vistos pezinhos
dançando?
(Vídeo – Charlie Chaplin – The Gold Rush | Roll Dance (fragmento Dança com pãezinhos)
– site YouTube – https://www.youtube.com/watch?v=u4ru5qL4gSc&app=desktop – acessa-
do em: 26/02/2019)

2. Transformando matérias/objetos inanimados em formas animadas


Os alunos identificam objetos do cotidiano, utilizados na composição dos personagens
apresentados nas imagens desta curadoria educativa?
Sapato que vira boneco; pás de lixo e bexigas que viram sapo – sapolho; espremedor de
fruta e garfo que agora é galinha; escova de lavar roupa, pote e tecido que dão vida a um sim-
pático caipira. A matéria – objetos recolhidos do cotidiano – no desejo da forma se faz matéria
contaminada pelo sentido poético. Matéria-objeto do cotidiano, que é ajustada com perfeição
à possibilidade expressiva dos personagens, pelo ato inventivo do ator.

Professor, fale para os alunos que os objetos-personagens assumem, em sua corporalida-


de, os limites físicos que os objetos do cotidiano lhes impõem. Quais qualidades físicas (forma,
textura, possibilidade de movimentos) os alunos percebem nesses objetos que oferecem possi-
bilidades expressivas na composição dos personagens?
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 41

Depois dessa conversa, apresente mais uma leitura das imagens: (DVD Iconografia)

1. Grupo la Santa Rodilla. Manologias. Personagem do espetáculo apresentado no 19o Fes-


tival Internacional de Bonecos de Canela, RS, 2007.

2. Cia. das Coisas. Boneco preparado com objetos domésticos pelo ator Claudio Saltini, em
espetáculo no Teatro Alfa, em São Paulo, SP, 2006.

3. Cia. Mariza Basso. Teatro de Formas Animadas. Personagens do espetáculo Sítio dos obje-
tos. Técnica: manipulação de objetos. a) Galinha. b) Galo. c) O Caipira. d) Porcos. e) Pato.)

MOMENTO III
Pesquisa em grupo - Materializando um
imaginário simbólico e poético
Página 74 no Caderno do Aluno

Professor, seus alunos conhecem o conto “O Patinho Feio”, de Hans Christian Andersen?
Apresente imagens da montagem realizada pelo Grupo Gats. Você pode utilizar as imagens
que constam no DVD Iconografia, no Caderno do Professor, ou no blog do Grupo Gats
(https://teatrogats.wordpress.com/). Nessa animação do Grupo Gats, como eles percebem, a
partir das imagens, que os diversos bichos que compõem a narrativa deste conto foram mate-
rializados? Qual material foi utilizado para dar corporalidade aos bichos?
Neste espetáculo, a antiga história de Andersen ganha novos ares ao fundir realidade com
ficção. Sem nenhum cenário, sem nenhum texto, acompanhados de boa música instrumental ao
vivo, despojados de qualquer artifício cênico e utilizando apenas as mãos e sacolas plásticas, os
personagens magicamente se materializam diante dos olhos do espectador.
Há realmente um toque mágico nas transformações da matéria operadas no teatro de ob-
jetos. A renovada surpresa das invenções em cena com os objetos reside na extrema simplicida-
de dos “achados”, no ajuste perfeito entre matéria, materiais e manipulação do ator, oferecen-
do uma poética singular aos objetos do cotidiano, acionando em nós, espectadores, um
aguçado imaginário simbólico e poético.
O que eles pensam quando objetos, coisas do cotidiano, são utilizados para fins poéticos,
na composição de personagens? A leitura das imagens aguçou a imaginação deles?
Após ampliar o repertório dos alunos por meio da leitura das imagens, a próxima proposta
é sugerir uma atividade para transformar objetos do cotidiano em objetos-personagens.
42 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO IV
Ação Expressiva – Improvisando com o teatro
de objetos e o universo dos contos infantis
Página 74 no Caderno do Aluno

Professor, diga aos alunos, que se no cotidiano o objeto é funcional, no teatro de objetos
eles passam para o mundo das formas dos signos, dos símbolos e do imaginário poético. Assim,
um saca-rolha pode vir a ser um pai de família, uma panela de pipoca pode vir a ser uma mãe, e
uma colher de pau, uma filha. Petecas, funis, espanadores, leques, luvas, garfos, espremedores
de frutas, escorredores de arroz, escovas, baldes, vassouras, desentupidores de pia, tecidos e
outros utensílios domésticos podem se transformar em divertidos personagens. A união de um
espanador e de uma roldana pode dar vida à bailarina equilibrista em uma perigosa travessia de
uma trena. É assim que cada objeto manipulado vai se transformando em força simbólica, esti-
mulando nossa imaginação poética.
Diga também que esse trabalho com objetos do cotidiano parte dos significados possíveis
de um objeto, transformando-os em outros significantes, gerando novos significados (um espre-
medor de frutas vira o bico de uma galinha, por exemplo). Esse, portanto, não é um trabalho
decorativo e não resulta em objetos estanques. O objeto-personagem cria-se na ação do ator,
ou seja, em um jogo simbólico, assim como quando a criança transforma um cabo de vassoura
em cavalinho simplesmente porque “monta nele”, “sai galopando” e fazendo “pocotó, pocotó,
pocotó”.
A proposta, portanto, é provocar nos alunos um exercício criador de olhar o mundo, perce-
ber as coisas, escolher, apropriar, transformar, criar e inventar a partir de objetos, de coisas, da
materialidade das coisas. Desse modo, busca-se estimular o processo criativo, a invenção e a
criação de novos referenciais imaginários, a partir dos seguintes momentos:

• 1º momento: Cada aluno deve levar para a sala de aula três objetos do cotidiano, entre
os seguintes: objetos de cozinha; objetos de banheiro; objetos naturais (galhos, folhas, pedras);
objetos de escritório; bexigas...

Além dos objetos, devem trazer também tecidos, cordão, arame, fios, tinta preta, fita crepe
etc.;

• 2º momento: Devem escolher um conto infantil e organizar os objetos trazidos para a


sala de aula, agrupando-os por função ou personagem. Trabalharem em grupos de até cinco
integrantes;

• 3º momento: Para elaborar uma proposta de transformação dos objetos, cada grupo é
estimulado a criar os personagens pela combinação de objetos. Em seguida, agrupados em
duplas ou trios, improvisarem uma pequena cena do conto escolhido com os bonecos criados;

• 4º momento: Das cenas criadas, o grupo escolhe os bonecos que acreditam terem po-
tencial para serem transformados em objetos-personagens, seja pelo aspecto físico ou visual,
associando-os a outros objetos, seja acrescentando-lhes outros elementos para camuflá-los;
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 43

• 5º momento: Estudo dos movimentos e sons que os bonecos são capazes de produzir;

• 6º momento: Preparação da apresentação da peça com o conto infantil. Cada grupo


pode criar um ambiente para o objeto transformado, a fim de que ele tenha qualidades dramá-
ticas e enquadramento cênico. Esse ambiente pode ser um canto da sala de aula, o jardim da
escola, uma cadeira, uma gaveta, uma caixa etc. é importante também criar focos de luz sobre o
objeto-personagem, utilizando lanterna, abajur ou vela, sempre atento aos cuidados necessá-
rios à manipulação desses materiais pelos alunos;

• 7º momento: Apresentação. No primeiro instante, pode-se apresentar o objeto-perso-


nagem estático no ambiente com uma luz móvel sobre ele. Em seguida, uma luz fixa pode incidir
sobre o objeto-personagem em movimento, manipulado pelos alunos.

Ao finalizar cada apresentação, proponha a eles, uma conversa e destaque, entre outras
questões, como o objeto-personagem é percebido; o modo de transformação do objeto-coti-
diano em forma de objeto-personagem; se o grupo tomou partido da forma, da cor do objeto-
-cotidiano; a diferença entre o objeto-personagem quando estático e em movimento.

MOMENTO V
O que penso sobre Arte?
Página 74 no Caderno do Aluno

Professor, peça para os alunos escreverem um texto explicando qual a diferença entre o
teatro de objetos e as outras formas de teatro que conhecem.

Para fechar os trabalhos do bimestre, além do que já foi registrado na leitura das imagens
e no fazer do objeto-personagem, como reflexão a ser incorporada, solicite a eles que escrevam
um texto registrando quais personagens criaram, descrevendo quais objetos do cotidiano foram
utilizados, como foi a construção gestual, quais soluções foram mais interessantes e por quê.
Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi”, foram capazes de relatar o
que e como aprenderam.
44 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ARTE
8o Ano – Ensino Fundamental

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - ARTES VISUAIS - 8º ANO

Tema/Conteúdo Currículo
Habilidades do Currículo Habilidades do Currículo Base Nacional Comum
do Estado
do Estado de São Paulo Paulista – Versão 2 Curricular (BNCC)
de São Paulo

Tema: • Identificar temáticas em (EF08AR01) (EF69AR01)


•R
 eflexos e Reflexões da obras de arte por meio da Conhecer, apreciar e analisar Pesquisar, apreciar e analisar
Vida na Arte: As temáticas relação entre forma e con- obras de arte de diferentes formas distintas das artes vi-
no território de forma- teúdo. modalidades das artes visu- suais tradicionais e contem-
-conteúdo ais, autores, épocas e cultu- porâneas, em obras de artis-
•E
 xperimentar e reconhecer ras, ampliando a experiência tas brasileiros e estrangeiros
Conteúdos: diferentes modos de cons- com diferentes contextos e de diferentes épocas e em
•T
 emáticas que se revelam trução e solução estética a práticas artístico-visuais, culti- diferentes matrizes estéticas
pelas formas. partir de temáticas. vando a capacidade de sim- e culturais, de modo a am-
bolizar, a percepção, o imagi- pliar a experiência com dife-
 elações potenciais entre • R
•R  econhecer a relação entre nário e o repertório rentes contextos e práticas
temáticas, épocas e cultu- arte e vida presente nas po- imagético. artístico-visuais e cultivar a
ras. éticas artísticas. percepção, o imaginário, a
capacidade de simbolizar e o
 emáticas idealizadas, rea- • O
•T  perar com ideias, senti- repertório imagético.
listas, expressionistas, sur- mentos, pensamentos e
reais, abstratas; temas his- emoção na produção de (EF69AR06)
tóricos, questões políticas, poéticas pessoais e/ou em Desenvolver processos de
religiosas, de natureza; o grupo. criação em artes visuais, com
ser humano, sua identida- base em temas ou interesses
de, seu anonimato; a visão artísticos, de modo individu-
feminina; o corpo; a com- al, coletivo e colaborativo,
plexidade formal etc. fazendo uso de materiais,
instrumentos e recursos con-
•T
 emáticas contemporâne- vencionais, alternativos e di-
as: arte e vida; histórias de gitais.
vida; cenas de rua
(EF69AR07)
Dialogar com princípios con-
ceituais, proposições temáti-
cas, repertórios imagéticos e
processos de criação nas suas
produções visuais.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substitui-
ções que contribuem para a continuidade de um texto.
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto, etc).
D6 – Identificar o tema de um texto.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 45

Professor, em cada uma das proposições há um foco para o olhar sensível, pensante, per-
guntador. A análise, as múltiplas leituras socializadas e as conversas que delas nascem ampliam
o olhar de cada um, enriquecido pelo olhar pensante de todos.

MOMENTO 1
Sondagem
Página 65 no Caderno do Aluno

Professor, é necessário fazer análise das obras, contextualizar as épocas em que foram rea-
lizadas, os momentos históricos, para que o aluno entenda as diferentes maneiras de represen-
tação e como a forma-conteúdo mostra o que os artistas queriam comunicar.
Oriente o aluno a observar as imagens e registrar, em seu caderno, suas respostas para as
questões a seguir:

1. O que você vê em cada uma das obras?

2. Elas representam diferentes épocas?

3. Dar um nome ou título pode ser uma maneira facilitadora de entender uma obra? Por quê?

A leitura da obra sem conhecimento do título pode aumentar a curiosidade sobre ela,
como, por exemplo as obras: Sem Título e A Virgem, o Menino Jesus e Santa Ana.

Figura 1 - Marília Marcondes Torres. Sem título, 2002. Técnica mista sobre papel canson.

O título da obra de Leonardo Da Vinci remete à arte sacra, nela estão presentes a avó, a
mãe e o filho, juntos numa cena cotidiana.

1. É possível entendê-la sem nomeá-la?

2. Você poderia entrar na cena?

3. Ela seria diferente se tivesse outro título?


46 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Figura 2-Leonardo Da Vinci. A Virgem, o Menino Jesus e Santa Ana, 1513. Óleo sobre madeira. Domínio Público/2019.

4. O que você imagina de uma obra intitulada Sem Título?

5. Somente obras abstratas podem ter este título?

6. É possível dizer que os títulos dessas obras falam sobre elas?

7. E se o título de mais de uma dessas obras fosse Sem título, isso mudaria sua leitura?

8. O que você observa na gravura de Maurício Nascimento?

Figura 3- Maurício Nascimento. Borboleta, 2004. Gravura sobre papel. Domínio Público/2019.

9. Há alguma relação entre as obras de Leonardo Da Vinci e Maurício Nascimento?

10. O que há de semelhante entre as obras?

11. Qual delas chama mais a sua atenção?

12. Pode-se dizer que nessas obras as cenas “falam”?

Peça para registrarem as respostas, em seus cadernos.


ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 47

Figura 4 - Johann Moritz Rugendas. Dança Lundu,1835. Litografia. Domínio Público/2019.

Comparando as quatro primeiras obras com a de Johann Moritz Rugendas, o que você
pode dizer sobre:

1. A cena da dança Lundu é uma obra realista?

2. É possível perceber um triângulo de luz?

3. Isso é uma invenção do pintor?

4. Esse triângulo de luz traz significações para a nossa leitura, assim como outros elementos?

A obra de Rugendas mostra um momento típico da vida no século XIX, onde as pessoas
dançavam em torno de uma fogueira.

1. Onde a cena aconteceu?

2. Quais outras obras você conhece que registram um fato histórico?


Agora, imagine-se olhando uma aeronave como a da figura nº5, Aeronave Demoiselle:

Figura 5 - Santos Dumont. Aeronave Demoiselle, 1909. Fotografia. Anônimo. Domínio público 2019.

1. Você poderia dizer o porquê deste nome?

2. Você sabe o que quer dizer Demoiselle, está escrito em qual idioma?

3. Será que faz referência a delicadeza da obra com a de uma mulher?


48 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO II
Ação expressiva: reflexos e reflexões
Página 68 no Caderno do Aluno

São várias e múltiplas as temáticas presentes nas artes visuais. Apresente esta afirmação e
solicite aos alunos que respondam, em seus cadernos, as seguintes questões:
1. Quais temáticas estão presentes nas obras apreciadas?
2. Quais temáticas de outras obras você lembra de ter visto?

O aluno, individualmente ou em grupos, deve elaborar uma obra visual, a partir das refle-
xões realizadas a partir das respostas registradas e sobre diferentes aspectos da vida cotidiana.
As temáticas comuns, sociais, culturais, políticas, econômicas, religiosas podem agregar indiví-
duos revelando modos diferentes de compor as obras que podem ser: fotografia, pintura, gra-
vura, instalação, arte objeto, colagem, recorte.
Antes de mostrar suas produções, solicite que cada aluno ou representante do grupo, nar-
re aos demais o processo vivido, abordando como nasceram as idéias, como elas foram transfor-
madas ao longo do processo, isto é, o modo específico de pensar e construir suas obras, conec-
tados aos repertórios pessoais, inseridos em seu tempo e em seu contexto.

MOMENTO III
Curadoria Educativa
Página 69 no Caderno do Aluno

Depois de realizada a observação de tudo o que foi criado pelos alunos, fale com a turma
sobre como fazer a curadoria por temas e modalidades, se é fotografia, ou desenho, ou instala-
ção e monte uma exposição.

Atividade para casa. Solicite uma pesquisa sobre diferentes temas, formas e conteúdos
para construir a sua poética em arte visual. Sugerimos:
• Ernesto Neto. Com o corpo com templo o tempo, 2002. Poliamido, polistireno, arroz,
pedras e lavanda.
• Rosana Paulino. Bastidores (detalhe), 1997. Xerox.
• José Rufino, Plasmatio, 2002. Instalação. Móveis e caixas de madeira, têmpera.
• Nelson Leiner. A lot (e), 2006, Instalaçao sobre papel, madeira, borracha, tecido, plástico,
metal, gesso e lã sobre bases de fórmica.
• Eugène Delacroix. Liberdade guiando o povo, 1830. Óleo sobre tela.
• Anish Kapoor. Coud gate, 2004, 110 toneladas de aço inoxidável. Chicago.

A apresentação das pesquisas, fica a seu critério.


Após as pesquisas, problematize e solicite que registrem suas respostas no caderno.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 49

1. O que revelam essas obras sobre a vida na arte?

2. A vida penetra na obra com matizes que se conectam com a poética de cada artista, com
seu modo singular de viver a vida, de estar no mundo? Justifique.

3. Títulos podem ser brechas de acesso à arte, mas a ideia, o conceito, a criação, o diálogo
com a matéria fazem nascer forma-conteúdo em mútua relação? Por quê?

4. O que você percebe sobre o ato de ler obras de arte? Quais temáticas estão presentes nas
obras apreciadas?
Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de perceber
maneiras diferentes de compor, temáticas e poéticas individuais, e relatar o que e como aprenderam.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - DANÇA - 8º ANO

Tema/Conteúdo Currículo Habilidades do


Habilidades do Currículo Base Nacional Comum
do Estado Currículo do Estado
Paulista – Versão 2 Curricular (BNCC)
de São Paulo de São Paulo

Tema: • Identificar temáticas (EF08AR09) Conhecer, pesquisar, (EF69AR09)


•R
 eflexos e reflexões da em obras de arte por e analisar diferentes formas de Pesquisar e analisar diferen-
vida na Arte – as temáticas meio da relação entre encenação, de artistas e grupos tes formas de expressão, re-
no território de forma-con- forma e conteúdo. brasileiros e estrangeiros da dan- presentação e encenação da
teúdo ça, apreciando composições de dança, reconhecendo e
• Experimentar e reco- diferentes épocas. apreciando composições de
Conteúdos: nhecer diferentes mo- dança de artistas e grupos
•T
 emáticas que se revelam dos de construção e (EF08AR10) Conhecer e explorar brasileiros e estrangeiros de
pelas formas. solução estética a partir elementos constitutivos dos mo- diferentes épocas.
de temáticas. vimentos do cotidiano, relaciona-
•T
 emas que se fazem forma dos com os movimentos dança- (EF69AR10)
pela observação e imitação • Reconhecer a relação dos presentes em diferentes Explorar elementos constitu-
de corporeidades. entre arte e vida pre- formas da dança contemporâ- tivos do movimento cotidia-
sente nas poéticas ar- nea. no e do movimento dança-
•R
 elações entre imagem- tísticas. do, abordando, criticamente,
-forma e conteúdo de figu- (EF08AR11) Conhecer, experi- o desenvolvimento das for-
ras cênicas. • Operar com ideias, sen- mentar e analisar os fatores de mas da dança em sua histó-
timentos, pensamentos movimento, compreendendo ria tradicional e contempo-
•R
 elações potenciais entre e emoção na produção que suas combinações geram rânea.
temáticas, épocas e cul- de poéticas pessoais e/ ações corporais e movimentos
turas. ou em grupo. dançados que simbolizam. (EF69AR12)
Investigar e experimentar
•T
 emáticas idealizadas, rea- (EF08AR12) Criar e improvisar procedimentos de improvi-
listas, expressionistas, sur- movimentos dançados, individu- sação e criação do movi-
reais, abstratas; temas his- ais e coletivos, considerando os mento como fonte para a
tóricos, questões políticas, fatores do movimento, para a construção de vocabulários
religiosas, de natureza; o construção de vocabulário e re- e repertórios próprios.
ser humano, sua identida- pertório próprios.
de, seu anonimato; a visão
feminina; o corpo; a com- (EF08AR14) Pesquisar, analisar e
plexidade formal etc. explorar processos de criação em
dança, explorando elementos e
•T
 emáticas contemporâne- espaços convencionais que com-
as: arte e vida; histórias de põem o universo cênico da dan-
vida; cenas de rua ça, criando individual ou coletiva-
mente, composições cênicas e
apresentações coreográficas.
50 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D1 – Localizar informações explícitas em um texto
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc.).
D6 – Identificar o tema de um texto
D15 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.

MOMENTO I
Roda de Conversa - Conversando sobre dança
Página 70 no Caderno do Aluno

O que é dançar? Talvez essa seja uma pergunta que dê início a processos de criação em
dança, gerando uma forma espacial de movimentos, imbuída de conteúdo, carregada de signi-
ficados. Durante muito tempo, a narrativa foi o principal conceito que guiou as estruturações
coreográficas das danças clássica e moderna, sendo a ideia central desenvolvida com começo,
meio e fim. A dança contemporânea, por sua vez, quebra esse conceito de narrativa.
O que é dançar e de onde partir pode ter início em uma ideia, em um tema, já existente
antes de se começar a criação. Ou um tema, uma ideia, talvez se manifeste por meio da impro-
visação de movimentos. Ou, ainda, imagens visuais, música ou mesmo experimentações espa-
ciais podem desencadear uma ideia, um tema, para inventar o que é dançar. Observamos, na
contemporaneidade, que as manifestações que se utilizam da linguagem da dança trazem qua-
se sempre, no cerne de sua escrita, as histórias de determinado grupo de pessoas, ou mesmo
de um indivíduo que, por sua vez, poderão ter pontos comuns com as histórias de vida de várias
pessoas. É a arte relacionando-se diretamente com fatos e situações da vida.
O movimento dançado, aliado à trilha sonora aparece expressando sentimentos, emoções
e trocas que podem inúmeras vezes, metaforicamente, ser vistos como se estivessem escritos
em papel. A coreografia apresenta uma corrente de imagens dançadas, que fluem cenicamente,
lembrando a história que está sendo contada. Os movimentos corporais podem ser associados
a palavras.

Professor, após as considerações iniciais, realize o seguinte questionamento com os alunos:

1. Você já leu algum livro ou assistiu a algum filme, espetáculo de dança ou peça teatral so-
bre a biografia de uma pessoa ou sobre um episódio histórico? Quais?

2. Que acontecimentos da sua vida você acha que pode ter em comum, com a história de
vida de outras pessoas?
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 51

3. Para você, a própria história de vida dos dançarinos pode ser tema para a criação na
dança? Por quê?

Professor, para contextualizar essa roda de conversa, neste momento, você poderá apre-
sentar aos alunos imagens do espetáculo Briefwechsel (DVD Iconografia), criado em Essen, na
Alemanha, no ano 2000. O título significa “troca de cartas” ou “correspondência”, em língua
alemã. A coreografia foi criada a partir da ideia da correspondência, da distância, de situações
ditas e sentidas ao longo do tempo, por duas dançarinas e coreógrafas brasileiras – Simone Ro-
rato e Sayonara.

Para mover a apreciação das imagens, apresente algumas perguntas:

1. Você percebe algum gestual ou ação realizada pelas bailarinas, algo que sugere relação
com a ideia de correspondência?

2. Pode descrevê-lo?

3. O que sugere a você o termo “correspondência”?

4. Para você, qualquer tipo de “correspondência” pode vir a ser tema para a dança?

O viés biográfico, como temática, pode possibilitar mais caminhos para a investigação dos
alunos sobre a relação forma-conteúdo em dança.

Solicite que registrem, em seus cadernos, o que ficou da conversa.

MOMENTO II
Apreciação
Página 71 no Caderno do Aluno

Professor, apresente as imagens abaixo e converse sobre elas. As imagens têm viés biográ-
fico como temática e pode possibilitar mais caminhos, para a sua investigação sobre a relação
forma-conteúdo em dança.
As imagens, a seguir, são da apresentação do projeto “Sentiver”, da professora Carmem
Machado, na EE Professor Benedito Leme Vieira Neto, em Salto de Pirapora/SP, com alunos dos
anos finais do Ensino Fundamental, em 2013.
52 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Imagens: Governo do Estado de São Paulo.

Com um guarda-chuva na mão, equilibram-se, fazendo de folhas secas uma corda bamba.
Cada passo é concentrado, como se antecedesse uma longa jornada. Munidos de fotos da in-
fância, eles avançam em direção da plateia e juntos relembram episódios marcantes. O mergu-
lho em tantas histórias embala, com um sentimento de nostalgia, o restante da apresentação da
peça teatral.
Observamos, na contemporaneidade, que as manifestações que se utilizam da linguagem
da dança trazem quase sempre, as histórias de determinado grupo de pessoas, ou mesmo de
um indivíduo que, por sua vez, poderão ter pontos comuns com as histórias de vida de várias
pessoas. É a arte relacionando-se diretamente com fatos e situações da vida. Observaremos,
frequentemente, que o artista-autor apresenta ao público, as experiências vividas ao longo de
sua trajetória, que o marcaram e o influenciaram transformadas em imagens poéticas. Estas ima-
gens têm viés biográfico como temática e pode possibilitar mais caminhos, para a sua investiga-
ção sobre a relação forma-conteúdo em dança.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 53

MOMENTO III
Pesquisa em grupo
Página 72 no Caderno do Aluno

Para que você e seus alunos possam ampliar o diálogo em torno dessas questões, organize
grupos e solicite que pesquisem em livros, revistas, jornais e internet informações e imagens
sobre algumas das personagens da dança cênica do Brasil (Ady Addor, Ismael Guiser, Ivonice
Satie, Marilena Ansaldi, Penha de Souza, Antonio Carlos Cardoso, Hulda Bittencourt, Luis Arrie-
ta, Ruth Rachou, Tatiana Leskova, Angel Vianna, Carlos Moraes, Márcia Haydée, Décio Otero,
Sônia Mota, Célia Gouvêa, Ana Botafogo, Ismael Ivo, Lia Robatto, Marilene Martins, Edson Cla-
ro, Cecília Kerche, J. C. Violla, Eva Schul, Hugo Travers e Janice Vieira, Paulo Pederneiras, Mara
Borba, Eliana Caminada e Jair Moraes), e também sobre o Teatro de Dança Galpão, Ballet do
Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o Balé do Teatro Castro Alves.
Marque com eles uma data para socialização e apresentação das pesquisas, aproveite para
orientar um debate e reflexão sobre a temática da dança popular e dança cênica.

MOMENTO IV
Ação expressiva
Página 72 no Caderno do Aluno

Esta proposta apresenta uma ação expressiva de um processo de criação dividido em qua-
tro etapas, a partir da temática correspondência.

1. Ideias-tema Em movimento
Para os alunos começarem a gerar ideias, divida-os em grupos de 6 integrantes. Em grupo,
cada um apresentará suas ideias sobre o que significa estabelecer correspondência com uma
pessoa e qual a sua forma preferida de se corresponder, justificando sua escolha. Peça para que
eles escrevam uma síntese dessa conversa, em seu caderno.

2. Ideias-tema De movimento
A proposta é que cada integrante do grupo, separadamente, pesquise corporalmente
uma combinação gestual que revele sua maneira preferida de se corresponder. É importante
marcar um tempo para essa pesquisa. Um tempo curto que pode ser de 5 minutos. Talvez pa-
reça pouco, mas o tempo curto estimula à criação. Depois que tiverem inventado sua combi-
nação gestual, cada um se apresentará aos outros integrantes do seu grupo, os quais farão
uma leitura da combinação gestual apresentada. Nessa leitura, podem dizer se a combinação
teve uma forma que expressou adequadamente o conteúdo, significando o modo preferido
de se corresponder de quem atuou. O movimento criado será o movimento característico da-
quele determinado aluno.
54 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

3. Ideias-tema Com movimento


Todos os integrantes do grupo aprendem a combinação dos outros. Isso significa que cada
aluno, além da sua combinação, apropria-se da correspondência dos outros colegas, perfazen-
do um total de 6 combinações.

4. Das Ideias-tema à composição cênica


Com todas as formas de correspondência criadas e agora reelaboradas pelos corpos de
cada aluno, peça aos grupos que, a partir desse material, iniciem a elaboração de um roteiro
para a criação de uma pequena cena.
O tema correspondência, que até então foi trabalhado como suporte da poética exercita-
da, pode se abrir e tomar outros caminhos, sugerindo novas conexões com outras linguagens.
Ou seja, as ações construídas pelos integrantes do grupo podem pedir um ritmo, que poderá
ser auxiliado com o uso de uma música dos CDs Educação em Arte: música, ou de outros CDs
escolhidos pelos alunos. Outra possibilidade é que criem um ritmo próprio com música ao vivo,
executada pelos componentes do grupo. Será que o grupo gostaria de experimentar alguns
efeitos de luz? Talvez vestir trajes diferentes das roupas, que usam normalmente para ir à escola?
Usar algum espaço diferente da sala de aula para as apresentações? Ou quem sabe criar algum
cenário?
Que caminhos podem percorrer essas ideias, considerando um movimento de processo de
criação?
Nessa etapa do trabalho, é importante que o professor converse com os alunos e enfatize
que as experiências pessoais e culturais, que o artista-autor traz em sua bagagem e em sua tra-
jetória de vida, influenciam diretamente sua obra, determinando seus contornos.

OBSERVAÇÃO
Caso necessite, consulte o Caderno do Professor, disponível na Intranet e procure,
em sua unidade escolar, os CDs e DVDs encaminhados pela SEE.

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 55

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - MÚSICA - 8º ANO

Tema/Conteúdo Currículo
Habilidades do Currículo Habilidades do Currículo Base Nacional Comum
do Estado
do Estado de São Paulo Paulista – Versão 2 Curricular (BNCC)
de São Paulo

Tema: • Identificar temáticas em (EF08AR16A) (EF69AR16)


•R
 eflexos e reflexões da obras de arte por meio da Conhecer e analisar critica- Analisar criticamente, por
vida na arte relação entre forma e con- mente usos e funções da mú- meio da apreciação musical,
teúdo. sica em seus contextos de usos e funções da música
Conteúdos: produção e circulação nacio- em seus contextos de pro-
•T
 emáticas que se revelam •E
 xperimentar e reconhecer nal. dução e circulação, relacio-
pelas formas diferentes modos de cons- nando as práticas musicais
trução e solução estética a (EF08AR16B) às diferentes dimensões da
• Relações potenciais entre partir de temáticas Relacionar e estabelecer co- vida social, cultural, política,
temáticas, épocas e culturas nexões entre a produção mu- histórica, econômica, estéti-
•R
 econhecer a relação entre sical e os diferentes contex- ca e ética.
•T
 emáticas idealizadas, rea- arte e vida presente nas po- tos políticos e históricos do
listas, expressionistas, sur- éticas artísticas. Brasil (EF69AR17)
reais, abstratas; temas his- Explorar e analisar, critica-
tóricos, questões políticas, • O
 perar com ideias, senti- (EF08AR18) mente, diferentes meios e
religiosas, de natureza; o mentos, pensamentos e Conhecer e apreciar músicos equipamentos culturais de
ser humano, sua identida- emoção na produção de e grupos de música nacionais circulação da música e do
de, seu anonimato; a visão poéticas pessoais e/ou em e internacionais, pesquisan- conhecimento musical.
feminina; o corpo; a com- grupo. do e refletindo sobre suas
plexidade formal etc. contribuições e influências (EF69AR18)
no desenvolvimento de for- Reconhecer e apreciar o pa-
•T
 emáticas contemporâne- mas e gêneros musicais pel de músicos e grupos de
as: arte e vida; histórias de música brasileiros e estran-
vida; cenas de rua. (EF08AR19) geiros que contribuíram
Conhecer e analisar diferen- para o desenvolvimento de
tes gêneros musicais, explo- formas e gêneros musicais.
rando, identificando e con-
textualizando, no tempo e no (EF69AR19)
espaço, sua variedade de Identificar e analisar diferen-
formas, de modo a aprimorar tes estilos musicais, contex-
a apreciação musical. tualizando-os no tempo e no
espaço, de modo a aprimo-
(EF15AR22) rar a capacidade de aprecia-
Conhecer, identificar e explo- ção da estética musical.
rar formas de notação musi-
cal convencional e não con- (EF69AR23)
vencional, equipamentos, Explorar e criar improvisa-
procedimentos e técnicas de ções, composições, arranjos,
registro de áudio. jingles, trilhas sonoras, entre
outros, utilizando vozes,
sons corporais e/ou instru-
mentos acústicos ou eletrô-
nicos, convencionais ou não
convencionais, expressando
ideias musicais de maneira
individual, coletiva e colabo-
rativa.
56 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.

A paisagem que forma a imagem, a imagem que forma a música, a música que forma a
dança, a dança que forma a cena, a cena que forma a poesia, a poesia que forma a música...

MOMENTO I
Movendo a apreciação e transformando elementos visuais em sonoros
A Melodia da montanha
Página 73 no Caderno do Aluno

O compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos tem seu nome gravado na história brasileira não
somente por ter sido um grande compositor, mas porque tinha um sonho: fazer o Brasil cantar.

C / DO
B / SI
A# / LA#
A / LA
G# / SOL#
G / SOL
F# / FA#
F / FA
E / MI
D# / RE#
D / RE
C# / DO
C / DO
B / SI
A# / LA#
A / LA
G# / SOL#
G / SOL
F# / FA#
F / FA
E / MI
D# / RE#
D / RE
C# / DO#
C / DO
B / SI
A# / LA#
A / LA

Uma das músicas utilizadas no movimento Canto Orfeônico, era a Melodia da montanha.
Ela nasceu da observação dos contornos das montanhas da Serra da Piedade, em Belo Horizon-
te (MG). Esse olhar virou um desenho, que sofreu uma redução de traçados, resultando em con-
tornos simples e sintéticos.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 57

O gráfico apresentado na imagem acima está próximo ao utilizado pelo compositor.


Como seus alunos leem essa imagem? Para eles, como soaria a melodia resultante do con-
torno da imagem apresentada?
Depois da primeira leitura, relativa a essa imagem, podemos ampliar sua compreensão
contando que Villa-Lobos transcreveu os contornos em papel milimetrado e estabeleceu algu-
mas normas de leitura, resumidas aqui.
Primeiro, a partir da base do papel até o seu topo, distribuem-se verticalmente as notas.
Em seguida, desenha-se o contorno das montanhas. Depois, estabelece-se que as linhas verti-
cais, da esquerda para a direita, marcarão o tempo em pulsos, determinando a duração do som
pelo comprimento do traçado.

Após determinar a melodia, o compositor procurou acrescentar outros elementos visuais à


sonoridade de sua obra, como sensações sonoras de luminosidade, cor, volume, densidade.
Desse olhar sobre a Serra da Piedade, Villa-Lobos compôs a Melodia da montanha:
Link: https://www.youtube.com/watch?v=JcivwkRYH_s e a Sinfonia nº6: Link: https://
www.youtube.com/watch?v=gf_JJGHbn5Y acessados em 10/03/2019.

Pela utilização desse procedimento, a música seria uma transposição sonora da imagem,
que, por sua vez, é uma forma de capturar a paisagem. O processo de composição do músico
pode ser considerado um trabalho de “abstração”, no qual tudo o que é concreto passa a ser
incorpóreo, como o éter.

MOMENTO II
Fazendo soar uma paisagem
Página 74 no Caderno do Aluno

Para experimentar esse recurso utilizado por Villa-Lobos com os alunos, que tal promover
uma caça à paisagem? A proposta é compor uma melodia a partir de uma forma ou perfil de
uma paisagem, utilizando o procedimento composicional de Villa-Lobos. Os alunos podem
transpor sonoramente (ou traduzir sonoramente, ou criar uma melodia a partir de) uma paisa-
gem ou algo próximo, como objetos (estojo, caderno, colher, bola, brinquedo, entre outros); li-
nhas retiradas da arquitetura de construções (contorno de uma casa, da escola, dos prédios do
centro da cidade, da porta do banheiro, da fachada de uma loja, entre outros) e perfis (dos co-
legas, da família, de um personagem de história em quadrinhos, de um animal, entre outros).
Eles podem compor a “Melodia dos cabelos de Renato”, a “Melodia do boné desbotado”, ou
muitas outras.
Para isso, devem reproduzir graficamente a “paisagem”, o objeto ou o assunto, determi-
nando e traçando o contorno que gostariam de fazer soar, passando o desenho para um espaço
quadriculado no caderno, a fim de determinar as alturas dos sons. Para que o trabalho seja vo-
calmente viável, recomendamos que os contornos sejam feitos dentro da extensão de uma oita-
va, ou seja, de Dó 3b a Dó 4, compreendendo as notas (C = dó, D = ré, E = mi, F = fá, G = sol,
A = lá, B = si, C = dó). Caso você sinta que a classe pode trabalhar em uma extensão maior,
amplie-a, segundo seu julgamento.
58 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Para ouvir como seriam essas melodias, eles podem usar a voz, as sonoridades produzidas
com o corpo, flauta de êmbolo, xilofone, metalofone, carrilhão, piano, teclado, celular (alguns
aparelhos vêm com um recurso de composição do toque de chamada) ou um teclado virtual,
disponível em: http://www.primaryre sources.co.uk/music/music.htm (acessado em: 21 fev.
2019). Selecione “Online Piano”, em versão flash ou para download. Para utilizar o teclado, cli-
que sobre o botão “notes”: cada nome de nota ficará aparente sobre a tecla correspondente.
Se houver possibilidade, a partitura criada pelo aluno, a partir do contorno melódico da
paisagem, pode ser lida vocalmente sem alturas definidas, tendo como base a regra de que
tudo o que está desenhado, próximo à base do papel, deve soar grave e tudo o que está dese-
nhado no topo deve ser agudo.

MOMENTO III
Vestígios da vida na obra de arte - Pesquisa em grupo
Página 74 no Caderno do Aluno

Outros compositores também trabalham com a ideia de apropriação de formas de outra


linguagem, para trabalhá-las na música. E se apropriam de outras linguagens, como um todo,
para expressar-se musicalmente.
Gilberto Mendes fez uso da dança (tango), que virou música, que virou cena, que tinha
dança para, apesar de tudo isso, ou exatamente por isso, criar uma peça que é uma música –
com cena, é verdade, mas na qual uma não existe sem a outra. A peça chama-se O último tango
em Vila Parisi, de 1987. Se for possível, amplie a apreciação com a apresentação desta obra de
Gilberto Mendes, disponível no DVD A odisseia musical de Gilberto Mendes (enviado, pela SEE,
a todas as escolas).
Mas, além dos vestígios das vidas de Villa-Lobos e de Mendes visíveis tanto na Serra da
Piedade quanto na Vila Parisi, é possível dizer que a vida se insere no trabalho do artista. A par-
tir da observação inspirada em uma paisagem pela janela (que está no horizonte ou no céu), ou
do olhar indignado de quem passa por um lugar maltratado, nascem obras de arte, ou seja, a
partir de eventos da vida, o músico cria sua obra.
Seus alunos conhecem alguma música composta durante o período da ditadura militar no
Brasil (1964-1985)? Músicos, artistas visuais, atores, dramaturgos, escritores e poetas faziam a
resistência cultural. Músicos, como Chico Buarque, sustentavam a ideia de manter a lucidez crí-
tica e política, por meio de canções como Roda viva e Cálice. Nessas manifestações, o compo-
sitor deixa marcas de sua visão crítica da realidade nas letras, oferecendo ao ouvinte um texto
carregado de metáforas que falam da situação de cerceamento político e cultural da época.
A música Roda viva fazia parte de uma peça teatral de mesmo nome, também de autoria
de Chico Buarque, dirigida por José Celso Martinez Corrêa. O espetáculo, assim como a música,
tinha forte conotação política, tendo sido alvo de perseguição e censura.
Apresentar a música para seus alunos (faixa 2 do DVD Roda viva, da Série Chico Buarque
Especial, DVD 4 - enviado, pela SEE, a todas as escolas) pode ser um bom modo de propor
reflexões que mobilizem essas características de Roda viva. Talvez essas fossem as sensações
das pessoas que viviam aquele momento histórico de modo lúcido; talvez esse fosse um indício
do cotidiano de Chico Buarque naquele período.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 59

Solicite aos alunos que realizem uma pesquisa, a partir dos seguintes questionamentos:

1. Quais outras músicas poderiam ter nascido assim, de observações sensíveis, olhares, situ-
ações, sentimentos e movimentos?

2. Atualmente, quais músicas carregam sinais do cotidiano?

A forma de apresentação ficam ao seu critério.


Para saber mais, pesquise o material Caderno do Professor - São Paulo Faz Escola - 8º ano
Vol. 2, págs. 16, 17 e 18, disponível na Intranet.

MOMENTO IV
Ação expressiva - Vestígios da vida
Página 74 no Caderno do Aluno

Após apresentação das pesquisas realizadas, a proposta é que os alunos elaborem uma
composição musical. Como forma de estimular o pensamento, pergunte:

1. Com quais vestígios da vida você faria uma composição musical?

2. Quais seriam as paisagens, as cenas, as danças, as imagens, os movimentos, as experiên-


cias profundas que estariam presentes em sua interpretação da vida cotidiana?

Individualmente ou em pequenos grupos, os alunos podem criar suas composições musi-


cais, com ou sem letra. Eles devem registrar a produção em seus cadernos. Antes de mostrá-la,
entretanto, precisam narrar o processo de criação.
Como nasceram as ideias? Como elas foram sendo transformadas ao longo do processo?
O que alimentou a invenção? O que dificultou ou desviou o seu processo de criação? Você per-
seguiu ideias? Viveu o caos criador? Como encontrou saídas inventivas? O que você percebeu
das poéticas desenvolvidas individualmente ou em grupo – isto é, o modo singular de pensar e
construir os trabalhos, conectados aos repertórios pessoais? Durante o processo vivido, o que
você percebeu que ainda não faz sentido para você?
A leitura das produções e as narrativas podem revelar se os alunos perceberam poéticas
pessoais ou do grupo, isto é, modos singulares de pensar e construir os trabalhos, conectados
aos repertórios pessoais, inseridos em seu tempo e em seu contexto.
Para aprofundar mais sobre o tema sugerimos: Caderno do Professor - 8º ano – Vol. 2 – dis-
ponível na Intranet; O último tango em Vila Parisi, de 1987:
Disponível em: http://www.novomilenio.inf.br/cubatao/ch073a.htm – acessado em
12 de fev. 2019
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=SHxgT1lxPG4 – acessado em 12. Fev.
2019

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam.
60 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - TEATRO - 8º ANO

Tema/Conteúdo Currículo
Habilidades do Currículo Habilidades do Currículo Base Nacional Comum
do Estado
do Estado de São Paulo Paulista – Versão 2 Curricular (BNCC)
de São Paulo

Tema: • Identificar temáticas em (EF08AR25) (EF69AR25)


• Reflexos e reflexões da vida obras de arte por meio da Conhecer, identificar e anali- Identificar e analisar diferen-
na arte relação entre forma e con- sar diferentes gêneros tea- tes estilos cênicos, contextu-
teúdo trais, contextualizando-os no alizando-os no tempo e no
Conteúdos: tempo e no espaço de modo espaço de modo a aprimo-
•T
 emáticas que se revelam •E
 xperimentar e reconhecer a aprimorar a capacidade de rar a capacidade de aprecia-
pelas formas diferentes modos de cons- apreciação da estética tea- ção da estética teatral.
trução e solução estética a tral.
•T
 emas que se fazem forma partir de temáticas (EF69AR26)
pela observação e imitação (EF08AR27) Explorar diferentes elemen-
de corporeidades •R
 econhecer a relação entre Conhecer, pesquisar e explo- tos envolvidos na composi-
arte e vida presente nas po- rar dramaturgias, analisando ção dos acontecimentos cê-
•R
 elações entre imagem- éticas artísticas as transformações dos espa- nicos (figurinos, adereços,
-forma e conteúdo de figu- ços cênicos para a encenação cenário, iluminação e sono-
ras cênicas •O
 perar com ideias, senti- interativa no acontecimento plastia) e reconhecer seus
mentos, pensamentos e teatral contemporâneo. vocabulários.
• Relações potenciais entre emoção na produção de
temáticas, épocas e culturas poéticas pessoais e/ou em (EF08AR29) (EF69AR28)
grupo Compreender a expressivi- Investigar e experimentar di-
•T
 emáticas idealizadas, rea- dade da gestualidade e das ferentes funções teatrais e
listas, expressionistas, sur- construções corporais e vo- discutir os limites e desafios
reais, abstratas; temas his- cais, explorando a improvisa- do trabalho artístico coletivo
tóricos, questões políticas, ção e o jogo teatral, como e colaborativo.
religiosas, de natureza; o fonte para construir narrati-
ser humano, sua identida- vas criativas. (EF69AR29)
de, seu anonimato; a visão Experimentar a gestualida-
feminina; o corpo; a com- (EF08AR30A) de e as construções corpo-
plexidade formal etc. Elaborar e executar improvi- rais e vocais de maneira ima-
sações e acontecimentos cê- ginativa na improvisação
•T
 emáticas contemporâne- nicos com base em textos teatral e no jogo cênico.
as: arte e vida; histórias de dramáticos e/ou imagens,
vida; cenas de rua considerando (EF69AR30)
as relações com o Compor improvisações e
cenário e o espectador. acontecimentos cênicos
com base em textos dramá-
(EF08AR30B) ticos ou outros estímulos
Caracterizar personagens, (música, imagens, objetos
explorando possibilidades etc.), caracterizando perso-
de figurino e adereços, nagens (com figurinos e
considerando as relações adereços), cenário, ilumina-
com o cenário e o especta- ção e sonoplastia e conside-
dor. rando a relação com o es-
pectador.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D5 – Identificar o tema de um texto.
D6 – Identificar o tema de um texto.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 61

D15 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos


que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.
Professor, nesta sequência de atividades, o conteúdo contemplado trata das relações entre
imagem-forma e conteúdo de figuras cênicas e temáticas contemporâneas: Arte e vida; histórias
de vida; cenas de rua.

MOMENTO I
Sondagem
Página 75 no Caderno do Aluno

1. Dinâmica da Apresentação
Professor, dialogue com seus alunos sobre Teatro - um lugar para olhar as coisas de um
ponto de vista onde – de onde, por onde se olha, se observa a vida humana, as condutas huma-
nas, seus gestos e vozes. Por ser o teatro a arte do grupo, ele oferece a possibilidade de reunir
pessoas, as que fazem e as que assistem, para juntas, percorrerem um trajeto. Para as pessoas
que assistem, o teatro é um encontro com a vida; mas se não houver diferença entre a vida lá fora
e a vida em cena, o teatro não terá sentido. Para as pessoas que o fazem, cada assunto da vida
possui uma teatralidade que lhe é própria. Encontrar isso é que “são elas”, pois não basta dizer,
mostrar coisas novas. É preciso dizê-las, mostrá-las de outra forma, buscando uma poética cêni-
ca. Para isso, talvez a pergunta que mova as pessoas que fazem teatro seja: como conhecer as
coisas senão sendo-as?
Neste 3º bimestre, para estudo da forma e do conteúdo na teatralidade sobre assuntos da
vida humana, a ideia é lançar os alunos em experimentos cênicos por meio da observação e da
representação de corporeidades na criação de figuras cênicas.

Pesquisa corporal em grupo


Professor, organize o grupo de alunos em círculo. Cada participante se apresentará com o
seu nome e colocará o manto (tecido), que você providenciará, e se transformará em um Deus(a)
(ex: Deus do Sol, Deusa das Flores etc.) e a plateia repetirá o nome do Deus(a) exagerando na
fala e na expressão corporal; passando por todos os alunos participantes do grupo.

ATENÇÃO!
O jogo move os jogadores à observação, à imitação e a fluência de movimentos.
Durante o jogo, oriente os jogadores a espelharem o que veem, não o que pensam
que veem.
Finalizado o jogo com o grupo, proponha uma conversa sobre o que viram, a partir
da pergunta: O que viram no jogo? Os jogadores conseguiram se expressar? Segui-
ram o comando do jogo, se expressando exageradamente?
Após as observações, os jogadores falam sobre a experiência da imitação de cor-
poreidade do outro.
Explorando diferentes articulações do corpo com imitações variadas.
62 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

2. Dinâmica da Imaginação e expressão


Peça para os alunos caminharem no espaço, em todas as direções, onde você professor irá
comandando a mudança do ritmo da caminhada: lento, rápido, pisando em nuvens, ...). Peça
para imaginarem um animal e caminharem expressando o animal imaginado; imaginar uma ave
e caminhar expressando a ave, imaginar um ser humano próximo a você e caminhar expressan-
do a pessoa; após criar os três personagens e escolher um, irão se expressar no espaço nova-
mente. Professor, você formará vários grupos com os participantes, onde cada grupo criará uma
cena com começo, meio e fim, tendo a participação de todos na história. Após cada apresenta-
ção, a plateia irá fazer seus comentários e suas críticas do trabalho apresentado. Não poderão
ser retrucadas pelo grupo que encenou, tem que aceitar em silêncio, pois é a visão subjetiva da
plateia; é como se fosse a crítica de um quadro, pois este não pode retrucar.
Para arredondar a experiência, puxe uma conversa com os alunos para que possam expres-
sar como foi fazer as imitações com o corpo.
Pergunte se houve alguma imagem de animal, ave ou pessoa que eles não se lembravam,
qual imagem-corpo foi mais difícil fazer, entre outros aspectos. Solicite que registrem, em seus
cadernos, a pesquisa corporal vivida.

MOMENTO II
Movendo a Apreciação
Página 75 no Caderno do Aluno

Professor, partindo do tema “A fome”, o foco desta atividade é a transposição para o corpo
de uma imagem observada ou das ações físicas por ela sugeridas. A imagem não é para ser in-
terpretada, apenas observada, pois é um recurso visual para a composição da forma-gesto.
De início, proponha uma conversa com os alunos a partir da pergunta: O que acham que
seja a fome? Nesse caso, seria interessante consultar um dicionário para conhecer o significado
dessa palavra, escrevendo-o na lousa. Em seguida, continue a conversa e pergunte se é possível
ver a fome, e de que modo e em qual parte do corpo ela seria vista.
Durante a conversa, é importante não julgar ou censurar as respostas dos alunos, pois a in-
tenção é provocar pensamentos sobre o assunto, antes da observação das imagens.

1. Imagem: Obra de Arte “Retirantes”, 1944 de Cândido Portinari - acessado em: 20/02/2019
Link: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra3329/retirantes
Professor apresente a reprodução da pintura de Portinari sobre os retirantes. Peça aos alu-
nos que observem a imagem detalhadamente, em um tempo significativo para isso. Em segui-
da, individualmente e sem olhar a imagem, eles deverão fazer uma descrição da pintura.
Link: https://www.culturagenial.com/quadro-retirantes-de-candido-portinari/ - Acessa-
do em: 21/02/2019
Pergunte: Como percebem as descrições feitas? Todos descreveram detalhadamente a
pintura? Pergunte-lhes por que alguns conseguem fazer uma descrição mais detalhada que a de
outros? Há relação com a observação atenta? Como a fome está expressa nessa pintura?
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 63

2. Imagem: Obra de Arte “Criança Morta”, 1944 de Cândido Portinari - Acessado em:
20/02/2019
Link: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra3327/crianca-morta
Link: http://virusdaarte.net/portinari-crianca-morta - acessado em: 21/02/2019

Professor, apresente a reprodução da pintura “Criança Morta” do pintor Cândido Portinari.


Pergunte aos alunos: O que vocês observam na imagem? Como a descrevem? Como essa pin-
tura retrata a fome? Qual a diferença entre essa imagem e a pintura Os Retirantes?

3. Imagem: Obra de Arte “Enterro na Rede”, 1944 de Cândido Portinari - Acessado em:
20/02/2019
Link: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra3331/enterro-na-rede
Link: http://virusdaarte.net/portinari-enterro-na-rede

Professor, apresente aos alunos a reprodução da pintura “Enterro na Rede”, do pintor


Cândido Portinari. Pergunte-lhes: O que observam na imagem? Como a descrevem? Como
essa pintura retrata a fome? Qual a diferença entre essa imagem e as pinturas Retirantes e
Criança Morta?

MOMENTO III
Ação Expressiva -
Explorando as imagens para trazer a forma-conteúdo para o corpo
Página 76 no Caderno do Aluno

Dinâmica com obra de arte – Linguagem teatral – Improvisando a fome


Professor, faça a divisão da classe em 3 ou mais grupos e solicite aos alunos que escolham
uma das três obras trabalhadas por você. (1- Retirantes, 2- Criança Morta e 3- Enterro na Rede).

1ª etapa - Fruição: neste momento os grupos deverão fazer uma análise e apreciação mais
profunda da obra de arte;

2ª etapa - Linguagem Teatral: deverão dramatizar a obra de arte, encenada a obra, o


meio da cena deverá coincidir com a cena do quadro proposto e neste momento a equipe
deverá congelar - como se fosse uma estátua - para a plateia observar e comparar com o qua-
dro proposto, e após, um sinal convencionado pelo professor, continuarão a cena até terminar
a dramatização.

Professor, a experimentação de corporeidades, a partir de imagens visuais, pode provocar


um repertório imagético nos alunos sobre a temática fome.
Converse com a classe sobre quais outras necessidades do ser humano os alunos podem
investigar por meio da representação de corporeidades, transformando-os em matéria de
64 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

trabalho cênico? As obras: 1- Retirantes, 2- Criança Morta e 3- Enterro na Rede do pintor


Cândido Portinari podem ser boas referências para essa ação. Os alunos identificam as outras
necessidades corporais do ser humano?

MOMENTO IV
O que penso sobre teatro?
Página 76 no Caderno do Aluno

Professor, para finalizar esse estudo sobre a construção da forma de figuras cênicas com a
temática “Fome”, proponha aos alunos que confeccionem um dicionário no caderno, escreven-
do palavras que tenham relação com a experiência vivida. Algumas que não podem faltar no
dicionário são: observação / imitação / corpo / corporeidade / figura cênica / fome / gesto /
postura / imagem / teatro / ação física / vício.
Quais outras palavras podem estar no dicionário?

Finalizando, observe em “O que eu aprendi”, se seus alunos foram capazes de relatar o


que e como aprenderam.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 65

ARTE
9o Ano – Ensino Fundamental

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - ARTES VISUAIS - 9º ANO

Tema/Conteúdo Currículo
Habilidades do Currículo Habilidades do Currículo Base Nacional Comum
do Estado
do Estado de São Paulo Paulista – Versão 2 Curricular (BNCC)
de São Paulo

Tema: •A
 nalisar o modo como se (EF09AR01) (EF69AR01)
•F
 usão, mescla de lingua- fundem e se contaminam Conhecer, pesquisar, apreciar Pesquisar, apreciar e analisar
gens. as linguagens da Arte, ori- e analisar obras de arte de formas distintas das artes vi-
ginando hibridismos nas diferentes modalidades das suais tradicionais e contem-
Conteúdos: artes visuais. artes visuais, autores, épocas porâneas, em obras de artis-
•D
 esign, moda, mobiliário, e culturas, ampliando a expe- tas brasileiros e estrangeiros
desenho industrial •E
 xperimentar procedimen- riência com diferentes con- de diferentes épocas e em
tos artísticos para gerar textos e práticas artístico-vi- diferentes matrizes estéticas
•H
 ibridismo das relações linguagens híbridas. suais, cultivando a percepção, e culturais, de modo a am-
entre forma-conteúdo nas o imaginário, a capacidade pliar a experiência com dife-
várias linguagens; elemen- • O perar, na leitura de obras de simbolizar e o repertório rentes contextos e práticas
tos básicos da visualidade e de arte e no fazer artístico, imagético. artístico-visuais e cultivar a
suas ampliações no design; com a ideia de obra de percepção, o imaginário, a
elementos básicos da lin- arte sem a rigidez dos câ- (EF09AR02) capacidade de simbolizar e
guagem híbrida do cinema nones e definições tradi- Conhecer, pesquisar, analisar o repertório imagético.
e elementos básicos das cionais. e explorar diferentes modali-
linguagens do teatro, da dades das artes visuais, con- (EF69AR03)
dança e da música •R
 econhecer as múltiplas textualizando obras de auto- Analisar situações nas quais
formas híbridas da lingua- res, épocas e culturas as linguagens das artes visu-
gem da Arte. distintas, comparando-as à ais se integram às lingua-
produção artística contem- gens audiovisuais (cinema,
porânea e ao seu contexto animações, vídeos etc.), grá-
sociocultural. ficas (capas de livros, ilustra-
ções de textos diversos etc.),
(EF09AR04) cenográficas, coreográficas,
Conhecer, analisar e elaborar musicais etc.
hipóteses sobre os significa-
dos dos elementos constitu- (EF69AR05)
tivos das artes visuais, perce- Experimentar e analisar dife-
bendo e apreciando suas rentes formas de expressão
relações expressivas na for- artística (desenho, pintura,
ma-conteúdo de diferentes colagem, quadrinhos, do-
produções artísticas. bradura, escultura, modela-
gem, instalação, vídeo, foto-
(EF09AR08) grafia, performance etc.).
Conhecer e caracterizar o de-
signer enquanto categoria (EF69AR07)
profissional, estabelecendo Dialogar com princípios con-
relações com outros profis- ceituais, proposições temáti-
sionais do sistema das artes cas, repertórios imagéticos e
visuais. processos de criação nas
suas produções visuais.
66 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D6 – Identificar o tema de um texto.
D9 – Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
D16 – Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato
ou ao mesmo tema.

As divisões das linguagens artísticas não encontram hoje contornos seguros. As linguagens
expandem-se, somando modos de pensar e de viver a arte, ao mesmo tempo em que a tradição
dos códigos artísticos é também ressignificada. As linguagens fundem-se e mesclam-se.
A arte concentra os campos afins do design (moda, publicidade e designs gráfico, têxtil, de
interiores, de mobiliário, de joias), hoje o que é popular amanhã pode não ser, ou também pode
retornar à moda num futuro um pouco mais distante. O Hibridismo está presente na arte, na vida
do artista e no cotidiano das pessoas que a fruem.
O ser humano sempre inventou suas ferramentas, objetos utilitários, adornos... As cerâmi-
cas, por exemplo, não eram apenas úteis, os desenhos e formatos, as descobertas da queima e
dos pigmentos ainda hoje causam admiração pela grande beleza das peças. Atualmente, há
pessoas especialistas em criar objetos para uso cotidiano observando além da utilidade, tam-
bém a sua estética. Essas pessoas são designers profissionais.
Para ampliar esse olhar, proposições são oferecidas aqui como ideias para serem desenvol-
vidas.

MOMENTO I
Sondagem
Página 65 no Caderno do Aluno

Professor, é importante que os alunos percebam o que faz um designer, para tanto, convide
a observarem os próprios celulares, e peça que respondam:

1. De acordo com quais critérios vocês escolheriam um celular?

2. Quem produz um celular leva em consideração a estética? Por quê?

Após as reflexões, solicite que colem no caderno de desenho uma fotografia de um celular
que consideram ter um bom design.
O design está em tudo: une arte e indústria na criação de produtos que possam melhorar
a vida das pessoas, levando em consideração questões tecnológicas e estéticas. A ergonomia,
ciência desenvolvida justamente para projetar e avaliar tarefas, produtos, ambientes e sistemas,
tornando-os compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas, também
tem sido uma preocupação dos designers como, por exemplo, nas obras de Marília Marcondes
Torres, Cláudio Torres e Djalma Novaes.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 67

Figura 1- Marília Marcondes Torres. Lumem, 2018. Borrão Português. Cerâmica baixo esmalte.

Figura 2- Claudio Torres. Sala de Espera Egg, 2012. Fotografia.

Figura 3- Djalma Novaes. Design Fantasia, 2019. Nanquim sobre Canson.


68 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Professor, solicite que seus alunos observem a sala de aula e selecionem um objeto, que
possa ganhar um novo design e questione:

1. Para qual objeto da sala de aula gostariam de propor um novo design?

2. Em grupo, peça-lhes que escolham um dos objetos da sala de aula para o qual gostariam
de propor um novo design.

3. De que outros tipos de design, deste objeto escolhido, se lembra?

4. Com que materiais foram produzidos os objetos dos quais se lembram?

Solicite ao aluno que elabore no caderno de desenho um novo design para o objeto esco-
lhido pelos componentes de cada grupo. Antes disso é interessante que levantem a história
desse objeto, outros designs e com que materiais foram produzidos.

Faça aos alunos os seguintes questionamentos:

1. Quais problemas você enfrentaria para produzir em série esse objeto?

2. Qual público se destina?

3. Ele teria aceitação no mercado em qualquer cultura?

4. Como tornar o preço viável comercialmente?

Peça que apresentem seus esboços para toda turma. É possível perceber diferenças ou
semelhanças, sobre design, depois da apreciação dos projetos desenvolvidos por todos os gru-
pos?
Estas são algumas questões que envolvem o designer durante a criação e a execução de
um produto. Comparar os projetos e as respostas de cada grupo pode ampliar a compreensão
sobre design e designer, que também será provocada pela leitura de imagens da proposição
que se segue.

MOMENTO II
Apreciação
Página 66 no Caderno do Aluno

Existe uma imensidão de exemplos de design em nossa vida contemporânea.


Solicite que seus alunos observem as imagens apresentadas e respondam às questões a
seguir:
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 69

Figura 4- Marília Marcondes Torres. Noivas de Cetim, 2019. Fotografia.


Revista Guia das Noivas. Álbum nº 6. Ano 1954. Acervo próprio.

Figura 5- Marília Marcondes Torres. Toucador, 2019. Fotografia. Guia das Noivas 1954.
Álbum nº 6. Ano 1954. Acervo Próprio.

1. O que permanece como bom design até hoje?

2. O que foi substituído ou transformado?

3. A moda de 1954 pode reaparecer em novo estilo em um futuro próximo?

4. O que é comum a todas essas imagens?

5. Como você vê a relação entre forma e função no design moderno?

6. E a relação da forma com os processos industriais?

7. A linguagem do design conecta-se com outras linguagens artísticas?

8. Até que ponto o aluno se sente seduzido pelas marcas presentes nas culturas juvenis?

9. O design conecta-se com outras linguagens artísticas?


70 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Bons designs perpetuam-se. Outros tantos aspectos poderiam ser ainda estudados, pois o
design está em tudo o que nos cerca, unindo conceitos de arte e indústria na criação de produ-
tos, nem sempre com apuros tecnológico e estético necessários a um bom design. Além disso,
ele lida com vários campos de conhecimento, como a arquitetura, as artes visuais, a música, as
artes do corpo, a engenharia, a publicidade, o marketing, a tecnologia etc.
Solicite que registrem o que ficou de significativo para cada um deles em relação a todas
essas conversas.

MOMENTO III
O design na formatura?
Página 69 no Caderno do Aluno

9º ano – Conclusão de um curso. Rito de passagem para outra etapa de estudos, que
merece ser comemorado. Os alunos podem aproveitar esse momento para criar uma marca da
turma para celebrar a formatura. Quais ideias podem ser pensadas?
Inicie uma chuva de ideias e depois peça que pesquisem os setores em que designers po-
dem trabalhar e escolham dois que admiram, dois que pouco conhecem e três que poderiam
contribuir para a celebração da formatura. Em seus cadernos, devem listar os setores escolhidos
e colar imagens de exemplos, um para cada setor. E a partir da conversa sobre os setores e os
exemplos, podem surgir interesses e projetos de design para a formatura.
Criar um logo da turma, uma camiseta, uma mochila especial, uma decoração diferente para
a festa são algumas possibilidades. Os primeiros esboços de um projeto podem ser amadurecidos
por estudos, pesquisas, definição de funções, pesquisa de materiais, de referências, desencadean-
do trabalhos para os próximos estudos como, por exemplo: Design sobre: Mobiliário (móveis
adaptados para escritório, lugares públicos, decoração...); Vestuário (sapatos, uniformes, luvas…);
Campismo (barracas, fogareiros, colchões…); Instrumentos de medida (balanças e termômetros);
Jogos e brinquedos didáticos (ao ar livre, eletrônicos); Museus e exposições (estrutura, iluminação
e sinalização); Paisagismo (Projeto, iluminação, irrigação, bancos); Idosos (projetos de ambientes,
aparelhos ortopédicos…); Paginação (diagramação e fontes); Sinalização (interna e externa); Web
design; Automóveis, aparelhos de som, de uso doméstico, com suas linhas de montagem; Cinema
e televisão; Impressão; Tapeçarias (tecidos diversos para mobiliário, bancos de automóvel); Mosai-
cos; azulejos, pisos; Vitrines; Acessórios; Identidade visual (logotipo); Embalagens; Iluminação; Ati-
vidade editorial. A partir daí, peça para que apresentem suas ideias e pesquisas para a turma e
registrem, em seus cadernos, seus esboços para a formatura.

Atividade para casa: Para a ampliação do conhecimento solicite uma pesquisa sobre os
seguintes artistas e suas obras: Le Corbusier, Pierre Jeanneret e Charlotte Perriand. Cadeira es-
preguiçadeira, 1928. Irmãos Campana, Cadeira Multidão, 2002. Mesa Tatoo, 199. Jum Nakao,
Vestido em Papel, 2005 e apresente esta afirmativa: “Em Artes Visuais a ação expressiva pode
ser realizada a partir de várias inspirações e que é possível criar obras que dialogam com as lin-
guagens gráficas (capas de livros, ilustrações de textos diversos etc.) e com o design como ex-
pressão artística dos objetos de uso cotidiano”. Peça que realizem o registro de seus aponta-
mentos, em seus cadernos, para posterior discussão em sala de aula.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 71

O que eu aprendi? Em Artes Visuais a ação expressiva pode ser realizada, a partir de várias
inspirações e é possível criar obras que dialogam com as linguagens gráficas (capas de livros,
ilustrações de textos diversos etc.) e com o design, como expressão artística dos objetos de uso
cotidiano. Peça que expliquem esta afirmativa.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - DANÇA - 9º ANO

Tema/Conteúdo Currículo
Habilidades do Currículo Habilidades do Currículo Base Nacional Comum
do Estado
do Estado de São Paulo Paulista – Versão 2 Curricular (BNCC)
de São Paulo

Tema: • Ballet de repertório; dança (EF09AR09) (EF69AR09)


•F
 usão, mistura, contamina- moderna do início século Conhecer, pesquisar e anali- Pesquisar e analisar diferen-
ção de linguagens XX; dança teatral sar diferentes formas de ex- tes formas de expressão, re-
pressão, representação e en- presentação e encenação da
Conteúdos: • Hibridismo das relações cenação da dança, dança, reconhecendo e
•B
 allet de repertório; entre forma-conteúdo nas apreciando e diferenciando apreciando composições de
várias linguagens; elemen- artistas e grupos brasileiros e dança de artistas e grupos
•d
 ança moderna do início tos básicos da visualidade estrangeiros de diferentes brasileiros e estrangeiros de
século XX; e suas ampliações no de- épocas. diferentes épocas.
sign; elementos básicos da
•d
 ança teatral. linguagem híbrida do cine- (EF09AR10A) (EF69AR10)
ma e elementos básicos Conhecer e explorar elemen- Explorar elementos constitu-
das linguagens do teatro, tos constitutivos do movi- tivos do movimento cotidia-
da dança e da música mento, identificando trans- no e do movimento dança-
formações artístico estéticas do, abordando, criticamente,
presentes em movimentos o desenvolvimento das for-
dançados. mas da dança em sua histó-
( ria tradicional e contempo-
EF09AR10B) rânea.
Analisar o desenvolvimento
das formas da dança em sua (EF69AR12)
história tradicional e contem- Investigar e experimentar
porânea. procedimentos de improvi-
sação e criação do movi-
(EF09AR14) mento como fonte para a
Pesquisar, analisar e explorar construção de vocabulários
processos de criação em e repertórios próprios.
dança, explorando elemen-
tos e espaços não convencio- (EF69AR15)
nais, que compõem o univer- Discutir as experiências pes-
so cênico da dança, criando soais e coletivas em dança
individual ou coletivamente, vivenciadas na escola e em
composições cênicas e apre- outros contextos, problema-
sentações coreográficas. tizando estereótipos e pre-
conceitos.
(EF09AR15)
Dialogar problematizando e
identificando estereótipos e
preconceitos, a partir das ex-
periências pessoais e coleti-
vas em dança, vivenciadas na
escola e em outros contex-
tos.
72 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D1 – Localizar informações explícitas em um texto
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc.).
D6 – Identificar o tema de um texto
D15 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.

MOMENTO I
Apreciação
Página 70 no Caderno do Aluno

Para esta proposição, como sugestão, orientamos a utilização do DVD Iconografia, ou


fragmentos dos filmes Billy Elliot, Cantando na chuva, O Último dançarino de Mao ( Projeto: o
cinema vai à Escola) encaminhados às escolas pela SEE, ou trazer para sala de aula algumas
imagens de dança impressas (clássica, moderna, contemporânea, teatral), criando uma proximi-
dade dos estudantes com esta linguagem. Proponha um exercício de apreciação das imagens e
oriente a escrita de um texto focalizando os aspectos apresentados nas seguintes questões:

1. Quais as semelhanças e diferenças que você percebe nas imagens? Elas mostram alguma
dança que você conhece?

2. Como estão posicionados os pés, as mãos, o tronco e as pernas dos dançarinos? Há dife-
renças na expressão corporal dos dançarinos?

3. Existe algum tipo de palco ou cenário nessas imagens?

4. Como você imagina ser a música utilizada nesses tipos de dança?

5. Observe se você reconhece o figurino usado pelos dançarinos?

6. Quais movimentos gestuais dos bailarinos podem ser associados a “movimentos cotidia-
nos”?

7. Essas danças podem ser feitas em espaços abertos?


ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 73

MOMENTO II
Pesquisa em grupo
Página 70 no Caderno do Aluno

Para ampliar o repertório dos alunos sobre o percurso histórico da dança no contexto eu-
ropeu, separe a sala em grupos de até seis alunos. Os grupos deverão pesquisar sobre os se-
guintes temas:
• Balés de repertório – Século XIX;
• Pioneiros na dança moderna − Século XX;
• Dança teatral.

Você pode sugerir que, dentro dos temas escolhidos pelos grupos, foquem a pesquisa nos
seguintes questionamentos:
• Como os balés de repertório eram montados? Neste caso, escolherão um dos balés de
repertório para pesquisar, podendo inclusive trazer a música do balé ou um vídeo com
sua coreografia.
• Como os pioneiros da dança moderna desenvolveram suas atividades? Neste caso, os
estudantes escolherão um dos pioneiros da dança moderna, podendo também trazer
a música ou o vídeo de uma de suas coreografias.
• Como é desenvolvida a linguagem da dança teatral? Neste caso, devem pesquisar
quais são os princípios desta linguagem. Que grupos brasileiros desenvolvem pesquisa
valendo-se dela?

Oriente os grupos sobre a forma de apresentação da pesquisa, que pode ser em forma de
jornal escrito, jornal televisivo, painel, linha de tempo visual, exposição de imagens sobre dança,
projeção de vídeos ou qualquer outro modo que considerem interessante.

OBSERVAÇÃO
Caso necessite, consulte o Caderno do Professor disponível na Intranet e, procure,
em sua unidade escolar, os CDs e DVDs encaminhados pela SEE.

MOMENTO III
Apresentação das pesquisas realizadas em grupo.
Página 71 no Caderno do Aluno

Neste momento cada grupo deverá apresentar a pesquisa, procure valorizar os trabalhos
apresentados e traga sua pesquisa sobre os temas também, para que assim, possa ampliar e
74 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

complementar os conhecimentos trazidos por eles. Será interessante, nesta aula, a disponibili-
dade de um projetor de imagens ou televisão para que possam assistir aos vídeos de cada perí-
odo da História da Dança. Você pode selecionar alguns vídeos ou imagens para apresentar, caso
as apresentações das pesquisas não contemplem momentos de apreciação de imagens.

Estimule nos alunos a prática do registro sobre a História da dança, refletindo sobre as se-
guintes questões: Quais temas pesquisados você achou mais interessantes? O que você apren-
deu neste estudo sobre a história da dança, que ainda não sabia?

Finalizando, observe se os alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - MÚSICA - 9º ANO

Habilidades do
Tema/Conteúdo
Currículo do Habilidades do Currículo Paulista – Base Nacional Comum
Currículo do Estado
Estado de São Versão 2 Curricular (BNCC)
de São Paulo
Paulo
Tema: •A
 nalisar o modo (EF09AR19) (EF69AR19)
•F
 usão, mistura, con- como se fundem e Conhecer, analisar e identificar diferentes gê- Identificar e analisar dife-
taminação de lingua- se contaminam as neros musicais, explorando, identificando e rentes estilos musicais,
gens linguagens da contextualizando, no tempo e no espaço, contextualizando-os no
Arte, originando sua variedade de formas, de modo a aprimo- tempo e no espaço, de
Conteúdos: hibridismos na mú- rar a apreciação musical. modo a aprimorar a capa-
•M
 úsica de cinema; sica cidade de apreciação da
som sincronizado; (EF09AR20) estética musical.
som fabricado •E
 xperimentar pro- Conhecer, analisar e explorar elementos
cedimentos artísti- constitutivos da música, explorando jogos, (EF69AR20)
•H
 ibridismo das rela- cos para gerar lin- canções, recursos tecnológicos e práticas di- Explorar e analisar elemen-
ções entre forma-con- guagens híbridas versas de composição/criação, execução e tos constitutivos da música
teúdo nas várias lin- apreciação musicais. (altura, intensidade, tim-
guagens; elementos • O  perar, na leitura bre, melodia, ritmo etc.),
básicos da visualida- de obras de arte e (EF09AR21) por meio de recursos tec-
de e suas ampliações no fazer artístico, Conhecer, pesquisar e classificar fontes e ma- nológicos (games e plata-
no design; elementos com a ideia de teriais sonoros, em práticas de apreciação e formas digitais), jogos,
básicos da linguagem obra de arte sem a composição/criação musical, identificando canções e práticas diversas
híbrida do cinema e rigidez dos câno- timbres e características de instrumentos de composição/criação,
elementos básicos nes e definições musicais convencionais e não convencionais. execução e apreciação
das linguagens do te- tradicionais musicais.
atro, da dança e da (EF15AR22)
música •R
 econhecer as Conhecer, pesquisar e explorar formas de (EF69AR23)
múltiplas formas notação musical convencional e não conven- Explorar e criar improvisa-
híbridas da lingua- cional, equipamentos, procedimentos e téc- ções, composições, arran-
gem da Arte nicas de registro de áudio e audiovisual. jos, jingles, trilhas sonoras,
entre outros, utilizando vo-
(EF15AR23A) zes, sons corporais e/ou
Conhecer e explorar alguns elementos e re- instrumentos acústicos ou
cursos processuais de diferentes linguagens eletrônicos, convencionais
artísticas. ou não convencionais, ex-
pressando ideias musicais
(EF15AR23B) de maneira individual, co-
Conhecer o conceito de projeto temático de letiva e colaborativa.
arte.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 75

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e da Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.

Na trilha do som, quando a sonoridade deu a mão para a imagem.


Quando escutamos uma música em uma estação de rádio ou vamos a algum show ou con-
certo, apreciamos a música como acontecimento musical principal, como um evento perceptivo
que demanda para si, para seus elementos constituintes, o foco de nossa atenção e de nossa
fruição. Isso se dá porque ela foi composta para ser ouvida, ou foi colocada naquela situação
(rádio, show, concerto) para ser o centro das atenções. A música também se conecta com: a
propaganda (incluem-se os jingles), as músicas para dança, teatro, cinema, performance, toque
de celular. No videoclipe, muito popular entre os jovens, a imagem está a serviço do som.
Entre outras possibilidades para estudar as fronteiras líquidas entre as linguagens da arte,
vamos nos ater aqui às relações que a música trava com o cinema.

MOMENTO I
Na trilha do som
Página 72 no Caderno do Aluno

Professor, apresente aos alunos a imagem abaixo e peça para que registrem, no caderno,
algumas questões para ajudá-los a pensar sobre o uso da música no cinema: Imagem fornecida
por Eliana Florindo. Recorte de fragmento de edição no Windows Movie Maker faixa de áudio/Vi-
cent Van Gogh - Flyng fox. http://www.dominiopublico.gov.br/download/imagem/go000023.jpg
- Acessado em 26/02/2019.

1. O que você percebe ao olhar a imagem?

2. Reconhece os quadros de uma cena e a pista de áudio?

3. Você sabia que o termo ‘‘trilha sonora’’ surgiu exatamente dessa ferramenta do cinema, ou
seja, pista, banda ou trilha de som?

4. Como você acha que a trilha sonora acontecia na época do “cinema mudo”? A música
fazia parte da projeção? Como? Por quê?
76 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

5. Há trilhas sonoras também para a dança e o teatro?

6. Qual é o papel da música no cinema? Serve para criar o “clima”? Ser o tema romântico de
um casal?

7. O anúncio dramático no começo do filme antecipando a história contada? Ou apenas a


música que toca ao fundo de uma cena de festa ou restaurante?

8. De quais efeitos de som em filmes você se lembra? Como você acha que eles foram pro-
duzidos? De que modo influem na sensação que a cena oferece?

Sugerimos que você utilize o material: Caderno do Professor - 9º ano - vol. 2 pág. 34. 35, 36,
ou que para ampliar a pesquisa sejam utilizados os DVDs de filmes do Projeto Cinema vai à Es-
cola, que foi encaminhado para o acervo de sua escola.

MOMENTO II
Pesquisa em grupo: Jogos no computador
Página 73 no Caderno do Aluno

Atualmente, há várias propostas de jogos de computador que envolvem trilha sonora,


como nos filmes, espetáculos de dança e teatro. A primeira sugestão é conhecer o jogo Sa-
marost 2, do estúdio tcheco Amanita Design (disponível em: https://amanita-design.net/
samorost-2/ acessado em: 26 fev. 2019). Esse tipo de game é uma modalidade criada para
ser jogada em computador. Trata-se de um jogo da modalidade “point and click”, o que
quer dizer que o jogador faz parte de uma história que começa com a personagem principal
(o jogador) desbravando um lugar desconhecido. O controle é feito pelo mouse e, para se
ter informações sobre a história, o jogador deve procurar pistas que expliquem a situação ou
promovam uma ação que o ajude a resolver os problemas que vão aparecendo ao longo do
jogo, além de coletar objetos que o ajudem a resolver os mistérios do lugar e possibilitem
escapar daquele local. Para aqueles que não gostam muito de jogar, mas têm curiosidade
em conhecer a história, podem procurar as respostas a partir da palavra “detonado” ou
“walkthrough” em sites de busca. Para isso, basta digitar o nome do jogo com a palavra
“detonado” logo em seguida: “Samarost 2 detonado”.
Diferentemente dos jogos de tiros e de coleta de pontos, neste, a trilha estará vincula-
da às ações do jogador, ao clima de tensão, mistério e fantasia. Não há preocupação em
inserir músicas pulsantes e excitantes para prender a atenção do jogador; a ausência desse
tipo de sonoridade constrói um clima adequado para o jogo. Os jogos disponíveis na inter-
net geralmente são muito bem elaborados e pesquisados, construídos por equipes de web
designers e sonoplastas. Solicite aos alunos que registrem, no caderno, suas reflexões sobre
o questionamento a seguir:

1. O que você pode perceber em relação à trilha sonora?


ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 77

2. E na relação com outras linguagens?

3. Depois da pesquisa, quais jogos com boas trilhas sonoras você recomendaria a seus colegas?

MOMENTO III
Ação Expressiva – Efeitos de som
Página 73 no Caderno do Aluno

A) Transformações a partir de uma cena em movimento


Para isso, propomos que os alunos pesquisem cenas de suspense ou de mistério e esco-
lham uma para criar uma transformação da cena apenas com a sonorização, mantendo o misté-
rio ou suspense, ou transformando o significado da cena totalmente, como, por exemplo, em
uma cena cômica, de propaganda etc. Solicite que anotem inicialmente tudo o que perceberam
da cena escolhida sem som algum, assim como todas as sensações – euforia, empatia por algum
personagem, medo, mal-estar, calma etc. Depois, experimentem assistir ao mesmo trecho com
o áudio original e percebam se há diferenças entre a primeira experiência e a segunda. A partir
daí o que os alunos criam, como sonoridade, para alterar o conteúdo emocional da cena? De-
pois da apresentação para a classe possíveis problematizações, com perguntas mediadoras,
podem ampliar o olhar sobre a importância da trilha sonora. Será interessante verificar também
os recursos utilizados para a recriação da cena.
Combine com eles, a apresentação das produções.

B) Transformações a partir de um objeto


É possível fazer um objeto simples e ingênuo parecer um monstro a partir de recursos so-
noros?
Os alunos, em grupos, devem trazer para a aula um objeto que considerem interessante
para desenvolver a proposta: o objeto em si, uma fotografia dele ou um pequeno vídeo com ele.
Para criar o vídeo, poderiam utilizar as câmeras filmadora ou fotográfica digital da escola, ou
mesmo celulares. O objeto precisa ser necessariamente animado, ou seja, precisarão conferir-
-lhe movimento, mesmo que isso aconteça ao vivo, sem a utilização de gravação em vídeo. Para
isso, precisam organizar as ideias em um roteiro para que se saiba o que acontecerá com o ob-
jeto. Quais seriam seus dilemas, obstáculos ou desafios? Qual será a história contada? Um mons-
tro que ataca uma cidade? Um monstro apaixonado? Um monstro à procura de sua mãe? A ta-
refa seguinte é a sonorização. Como soaria um pintinho de 5 metros de altura? Ou uma caneta
gigante assassina? Ou um repolho voador? Que outros objetos poderiam escolher para repre-
sentar o monstro por meio da sonoplastia? A apresentação do som poderia ser feita por meio
de gravação ou de execução ao vivo na classe.
Qualquer uma das duas ações, ou outra que você ofereça, pode levar a novas problemati-
zações: Quais foram as soluções apresentadas pelos alunos? Que recursos utilizaram para a so-
norização? Simularam sonoridades com recursos locais (da sala de aula, percutindo carteiras,
arames de caderno, chacoalhando estojos, entre outros)? Trouxeram sonoridades pesquisadas
ou gravadas em casa? Pesquisaram sonoridades pré-gravadas (sonoridades do celular, de CDs,
trechos de música, entre outros)?
78 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Será importante que percebam se há, ou não, a diversidade dos tipos de produção sonora
encontrados pelos grupos, fazendo suas anotações em seus cadernos.
Para orientar essas anotações, os alunos encontram os seguintes questionamentos:
Depois que todos os grupos apresentaram suas criações, ao vivo ou por meio de gravação,
mapeie a seguir as sensações provocadas nos ouvintes, os recursos utilizados por outros grupos
que você considera interessantes e outras ideias que surgiram após essa experiência.
Para comemorar sua formatura, o que poderia ser feito em relação à música? Por que não
aproveitar este momento para criar uma marca sonora da turma para celebrar a formatura?
Quais outras ideias podem ser pensadas?
Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o
que e como aprenderam.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - TEATRO - 9º ANO

Tema/Conteúdo Habilidades do
Habilidades do Currículo Base Nacional Comum
Currículo do Estado Currículo do Estado de
Paulista – Versão 2 Curricular (BNCC)
de São Paulo São Paulo

Tema: • Analisar o modo como se (EF09AR25) (EF69AR24)


•F
 usão, mistura, conta- fundem e se contaminam Conhecer, pesquisar, identificar e Reconhecer e apreciar ar-
minação de linguagens as linguagens da Arte, analisar diferentes gêneros teatrais, tistas e grupos de teatro
originando hibridismos contextualizando-os no tempo e no brasileiros e estrangeiros
Conteúdos: na música espaço de modo a aprimorar a capa- de diferentes épocas, in-
•M
 úsica de cinema; som cidade de apreciação da estética te- vestigando os modos de
sincronizado; som fabri- • Experimentar procedi- atral. criação, produção, divulga-
cado mentos artísticos para ção, circulação e organiza-
gerar linguagens híbri- (EF15AR26) ção da atuação profissional
•H
 ibridismo das relações das Conhecer, identificar e explorar dife- em teatro.
entre forma-conteúdo rentes tecnologias e recursos digi-
nas várias linguagens; • Operar, na leitura de tais, em processos de criação de di- (EF69AR25)
elementos básicos da obras de arte e no fazer ferentes linguagens artísticas Identificar e analisar diferen-
visualidade e suas am- artístico, com a ideia de tes estilos cênicos, contextu-
pliações no design; ele- obra de arte sem a rigi- (EF09AR27) alizando-os no tempo e no
mentos básicos da lin- dez dos cânones e defi- Conhecer, pesquisar e explorar dra- espaço de modo a aprimo-
guagem híbrida do nições tradicionais maturgias, analisando as transforma- rar a capacidade de aprecia-
cinema e elementos ções dos espaços cênicos para a en- ção da estética teatral.
básicos das linguagens • Reconhecer as múltiplas cenação interativa, e a construção
formas híbridas da lin- coletiva de textos para o aconteci- (EF69AR27)
do teatro, da dança e Pesquisar e criar formas de
da música guagem da Arte mento teatral contemporâneo. dramaturgias e espaços cê-
nicos para o acontecimen-
(EF09AR29) to teatral, em diálogo com
Compreender a expressividade da o teatro contemporâneo.
gestualidade e das construções cor-
porais e vocais, explorando a impro- (EF69AR30)
visação e o jogo teatral, como fonte Compor improvisações e
para construir narrativas criativas. acontecimentos cênicos
com base em textos dra-
(EF09AR30) máticos ou outros estímu-
Elaborar e executar improvisações e los (música, imagens, obje-
acontecimentos cênicos com base tos etc.), caracterizando
em textos dramáticos e/ou outros es- personagens (com figuri-
tímulos, caracterizando personagens nos e adereços), cenário,
e considerando as relações com ce- iluminação e sonoplastia e
nários, sonoplastia, iluminação e o considerando a relação
espectador. com o espectador
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 79

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do quadro acima e na Ma-


triz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D1 – localizar informações explícitas em um texto.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foco, etc.)
D6 – Identificar o tema de um texto.
D15 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daqueles em
que será recebido.

Professor, nesta sequência de atividades, o conteúdo contemplado trata da Fusão entre as


linguagens teatral e cinematográfica, o hibridismo das relações entre forma-conteúdo nas várias
linguagens; elementos básicos da linguagem híbrida do cinema e elementos básicos da lingua-
gem do teatro.
Talvez a história da Arte do século XX fique marcada como o momento em que as fronteiras
artísticas passaram a ser derrubadas com mais rapidez e ênfase. Surgem trabalhos que não ca-
bem nas definições até então existentes e, não raras vezes, sem qualificativos que definam a
produção. Ou seja, não se tem mais a ideia de obra de arte como se tinha antes, e as linguagens
da Arte passaram a se misturar mais. Nesse sentido, a arte contemporânea tem investido cada
vez mais na dissolução das fronteiras entre linguagens artísticas, permeabilizando seus contor-
nos territoriais e criando, assim, zonas de passagem, de transição – hibridismos artísticos.
Professor, nesse contexto, vamos abordar uma linguagem teatral contemporânea que vem
dando ênfase a formas experimentais, que dialogam com imagens geradas por vídeos e por
projeções de slides e atuam sobre o imaginário do espectador, integrando ao palco a estética
do filme ou do videoclipe. É nessa seara, em que ocorre uma conexão entre as linguagens tea-
tral e cinematográfica, provocando a criação de processos artísticos híbridos, que é focalizado o
estudo do 3º bimestre.

MOMENTO I
Sondagem – O que penso sobre teatro?
Página 74 no Caderno do Aluno

Professor, conversar sobre as experiências que os estudantes possuem como espectadores


de teatro e de cinema, é um jeito de levá-los a refletir sobre como percebem suas experiências
e práticas culturais com as duas linguagens. Algumas perguntas podem cercar alguns aspectos
como: Quem já foi ao cinema? E ao teatro? O que assistiu? Do que você se lembra dos filmes e
das peças aos quais assistiu? Qual seria a diferença entre teatro e cinema? Para você, é possível
fazer teatro com imagens de filme ou fazer filme como se faz teatro? Como você imagina que
seria um espetáculo teatral, que tenha juntado imagens de filme? E como pode ser um filme,
que seja como uma peça teatral?
80 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Professor, nesse momento, é importante valorizar a experiência que os estudantes têm,


seja do espetáculo teatral a que assistiram apenas na escola, por exemplo, seja dos filmes
que viram somente na televisão, em vídeo ou DVD, porque nunca foram a uma sala de cine-
ma. Por isso é importante manter um contexto comunicativo no qual professor e estudantes
conversam, perguntam, realizam uma interação verbal que mova o estar junto para narrar e
rememorar experiências estéticas teatrais e cinematográficas.
Em continuidade, para iniciar algumas problematizações mais conceituais sobre as lin-
guagens, pode-se perguntar qual a diferença entre teatro e cinema/filme, anotando na lousa
o que os estudantes pontuam como diferença.
Dentre as diferenças que podem ser apontadas, uma que não pode ser esquecida é a
marca fundamental da linguagem teatral: uma linguagem artística feita ao vivo com ator e
público, num espaço-tempo ficcional. Ou seja, na linguagem teatral, uns (atores) fingem ser
o que não são num lugar em que não estão; outros (público) aceitam esse não ser em um
não lugar e são cúmplices da mentira que é verdade no palco. Por sua vez, o cinema/filme é
uma linguagem feita pelo olhar fragmentado da câmera que filma o ator em cenas numa
sequência não linear; na montagem, é a justaposição das imagens que constrói a narrativa
do filme.
Se no teatro a construção visual da cena se dá no todo criado sobre o palco, no cinema
a câmera é o instrumento de criação, e a montagem das cenas, após a filmagem, é o ele-
mento de construção do sentido pela justaposição das imagens.
De certo modo, o cinema se espelhou na representação teatral para a formulação da
construção visual por meio do ator e do cenário. Como não tardou, para que o cinema des-
cobrisse seu potencial ficcional, ele também buscou, no teatro, atores para representar o
homem cotidiano e, com isso, o que podemos verificar no cinema contemporâneo é o em-
prego de certo mimetismo com a realidade, tendo como objeto de criação o homem atual
com seus códigos culturais, gestos e ações.
Assim, ao contrário da linguagem do teatro, a do cinema funciona a partir da reprodu-
ção fotográfica da realidade, gerada da relação entre o real objetivo e sua imagem fílmica.
Em seguida a essa conversa, sobre as diferenças entre as linguagens, pergunte aos
estudantes se é possível fazer teatro com imagens de filme ou fazer filme como se faz teatro.
Pergunte o que pensam sobre isso.
É bom lembrar que toda essa conversa deve funcionar como aquecimento de ideias
sobre as linguagens teatral e cinematográfica. Por isso é interessante que possam dizer o
que pensam, o que imaginam, como um modo de ficarem sensíveis às imagens, que serão
apresentadas para ampliação de repertório sobre esse assunto. Solicite que registrem, em
seus cadernos, o que ficou da conversa.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 81

MOMENTO II
Movendo a apreciação
Página 75 no Caderno do Aluno
1. O rastro do cinema na narrativa cênica
Professor, a documentação fotográfica de espetáculos é uma forma de oferecer uma visão
sobre uma obra de arte, ao fornecer diferentes referências sobre o espaço, o gestual de ator, os
objetos em cena, a cenografia, a iluminação, o figurino, a maquiagem.
Para mostrar aos estudantes uma referência sobre a contaminação entre as linguagens teatral
e cinematográfica, foram escolhidas imagens do espetáculo “Memória Afetiva de um Amor Es-
quecido”, do grupo carioca Os Dezequilibrados. Essa não é uma escolha aleatória, porque uma
das características deste grupo é trazer para o teatro a linguagem cinematográfica. Isso se dá não
só com a utilização de elementos como slides, imagens ao vivo e câmeras de projeção, mas tam-
bém pela teatralização de procedimentos cinematográficos: um foco, uma pose, um travelling.

Professor apresente para os alunos:


Imagens - Os Dezequilibrados. Memória afetiva de um amor esquecido, 2008. Direção:
Ivan Sugahara. Dramaturgia: Rosyane Trotta. Elenco: Ângela Câmara, Cristina Flores, José Karini
e Saulo Rodrigues. Participação em vídeo: Letícia Isnard. – DVD/CD – Iconografia/SEE.
Partindo da observação das imagens, que hipóteses os estudantes formulam para algumas
questões: Ao olhar atentamente as imagens, você pode perceber que há projeções de vídeo
nesse espetáculo? Onde você imagina que os espectadores assistem ao espetáculo? Será que o
espetáculo acontece numa sala de teatro? Será que o espectador fica sentado numa plateia
diante do palco? O título Memória afetiva de um amor esquecido sugere qual tema para o es-
petáculo? A projeção de vídeo em espetáculos faz do teatro um cinema?
Para conversar sobre essas questões e aproximar os estudantes da montagem do espetá-
culo, é importante oferecer algumas informações. A montagem de Memória afetiva de um amor
esquecido pela companhia Os Dezequilibrados é uma recriação do filme Brilho eterno de uma
mente sem lembranças, dirigido por Michel Gondry. O termo “recriação” foi utilizado pela dra-
maturga do espetáculo, Rosyane Trotta, e diz respeito, neste caso, a uma leitura da interface ci-
nema e teatro. Então, podemos pensar sobre um processo de recriação, ou de leitura, como um
campo de experiência para a elaboração de uma linguagem cênica.
O que faz, então, a Companhia nesse processo de recriação ou de leitura? Faz uma adap-
tação do filme ao palco? Não. Os Dezequilibrados não desejam apresentar no palco simples-
mente uma adaptação de um filme: se a fábula de Brilho eterno... interessa ao grupo, interessam
também outros elementos do universo do roteirista, as ideias que os temas retratados suscitam
nos membros do grupo e a pesquisa formal que acompanha sua trajetória.
O texto, assim, conta a seguinte história: deprimido pelo fim de seu relacionamento, um
jovem resolve apagar da memória sua ex-namorada. Para isso, procura uma clínica especializada
em soluções instantâneas, onde seu cérebro é conectado a um computador, que acaba levando
o jovem a mergulhar em suas fantasias inconscientes.
Outro aspecto dessa montagem é a exploração de espaços alternativos. A Companhia já
havia montado peças dentro de um apartamento, num saguão de cinema e até mesmo num
espaço exíguo, onde só cabia um espectador. Desta vez, Memória afetiva de um amor esqueci-
82 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

do utiliza os oito andares do espaço do Centro Cultural Oi Futuro/RJ, propondo um espetáculo


itinerante, em que os espectadores caminham por diferentes espaços para acompanhar o de-
senrolar das cenas.
A encenação tem como ponto de partida a experimentação de procedimentos e de ele-
mentos cinematográficos que a Companhia vem desenvolvendo. A montagem dialoga com a
linguagem cinematográfica, utilizando vídeos e buscando a correspondência cênica de procedi-
mentos, como a edição, o deslocamento de câmera e a adoção de diferenciados pontos de
vista de uma mesma cena.
O título Memória afetiva... já anuncia uma terminologia teatral referente à memória afetiva
de Constantin Stanislávski, um processo de criação no trabalho do ator que parte da motivação
de seus próprios sentimentos.
Agora, relembre com os alunos o que eles haviam imaginado como uma peça que também
tenha imagens de filme.

Professor apresente para os alunos:


2. O rastro do teatro na narrativa fílmica - Filme: Em busca da Terra do Nunca
Sinopse: O dramaturgo James M. Barrie é um bem-sucedido autor de peças teatrais que,
apesar da fama que possui, está enfrentando problemas com seu trabalho mais recente, que não
foi bem recebido pelo público. Em busca de inspiração para uma nova peça, Barrie a encontra
ao fazer sua caminhada diária pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a fa-
mília Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos.
Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias
fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por
essa convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan.
Crítica: De onde vem a criação? Como surgem as ideias? O processo de imaginação pode
ser desencadeado de acordo com alguma situação em particular, ou é algo inato do ser huma-
no, que surge quando menos esperamos? Estas intrigantes questões e outras ainda mais envol-
ventes estão presentes na trama de Em Busca da Terra do Nunca, um trabalho notável que me-
rece ser descoberto. Sensível, poético e assumidamente criativo, parte de uma possível história
real para investigar as origens de uma das maiores obras da literatura mundial, ao mesmo tempo
em que conduz seu espectador a uma jornada de incríveis surpresas e grandes descobertas.
(Este filme está incluído no Projeto “Cultura é Currículo: O Cinema vai à Escola” –
caixa 2, SEE/SP)

Converse com seus alunos e pergunte:


1. O que você percebe de semelhante e de diferente entre as cenas desse filme (Em busca
da Terra do Nunca) e as do espetáculo da Cia Os Dezequilibrados?
2. Percebe-se a linguagem cinematográfica e a linguagem teatral nesse filme?
Professor, pergunte aos alunos e solicite que registrem, em seus cadernos:
1. Que semelhanças e diferenças eles percebem entre o que imaginaram e a montagem de
Memória afetiva de um amor esquecido e do filme “Em busca da Terra do Nunca”?
2. Qual a contribuição da fantasia e da imaginação para a elaboração destas cenas? E para a
elaboração da história?
Toda essa conversa também servirá para ampliar o repertório dos alunos, preparando-os
para a proposição seguinte. Peça que registrem, em seus cadernos, o que ficou da conversa.
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 83

MOMENTO III
Pesquisa em grupo
Página 76 no Caderno do Aluno

Professor, o repertório dos estudantes sobre a contaminação entre as linguagens teatral e


cinematográfica podem ser ampliados por meio de uma pesquisa em grupo. Para isso, a turma,
dividida em quatro grupos, pode cercar as seguintes temáticas (2 grupos para cada tema):
• Os Dezequilibrados. Memória afetiva de um amor esquecido, 2008.
A encenação tem como ponto de partida a experimentação de procedimentos e de ele-
mentos cinematográficos que a Companhia vem desenvolvendo. A montagem dialoga com a
linguagem cinematográfica, utilizando vídeos e buscando a correspondência cênica de procedi-
mentos, como a edição, o deslocamento de câmera e a adoção de diferenciados pontos de
vista de uma mesma cena.
O título Memória afetiva... já anuncia uma terminologia teatral referente à memória afetiva
de Constantin Stanislávski, um processo de criação no trabalho do ator que parte da motivação
de seus próprios sentimentos.
O que os alunos podem descobrir sobre esse grupo e seu trabalho cênico com imagens
audiovisuais?
• Filme: Em busca da terra do nunca
Escrito por David Magee (a partir da peça de Allan Knee), o filme tem início quando Barrie
testemunha o fracasso de sua última montagem teatral, que naufraga já no dia da estreia. Pres-
sionado pelo produtor Charles Frohman (Hoffman, em uma participação curta, mas divertidíssi-
ma), o dramaturgo se apressa a escrever um novo texto – e acaba encontrando a inspiração ne-
cessária ao conhecer, em um parque, a viúva Sylvia Llewelyn Davies e seus quatro filhos. Um dos
grandes atrativos do filme reside na forma com que o roteiro abre uma janela para a imaginação
de seu protagonista, permitindo que o público compreenda o porquê de Barrie se mostrar tão
apático e deslocado em seu dia a dia.
A Aproximação Obra-Apreciador Londres, 1903, noite de estreia da peça baseada em fatos
reais. No elenco, prepara-se: “às marcas iniciais, às marcas, pessoal!” – o majestoso teatro está
lotado. Escondendo-se por entre as suntuosas cortinas vermelho escarlate, James Matthew Bar-
rie observa a plateia por meio de um pequeno espelho redondo. Imaginem o que é possível
olhar por uma imagem refletida num espelho redondo? Ver-se, olhar-se, observar, espiar... Quem
são os espectadores, o que eles veem? Como eles são vistos por James? O que James vê? Inter-
rogação, incerteza, dúvida... Olhares inconformados, chove na plateia. Chove?! Sim, chove para
ofuscar sua noite de estreia ensolarada e transformá-la numa tempestade que encharca seu
ânimo naquele momento.
Uma nova peça vai surgir... precisa surgir! Onde buscar a inspiração que possa dar origem
a uma criação encantadora, extraordinária, deslumbrante... a imaginação é o ponto de partida
(e de chegada!). Link:
https://ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/Vertentes/Ana%20Cambruzzi%20e%20ou-
tras.pdf – Acessado 25/02/2019.
Neste filme, o Diretor Marc Forster utiliza o recurso da dramaturgia, por meio de duas pe-
ças: a primeira com um desastre de público, e a segunda peça é um sucesso. O que os alunos
podem descobrir sobre esses dois momentos do dramaturgo Barrie e suas produções?
84 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Finalizada a pesquisa, oriente os grupos sobre a forma de apresentação dos resultados,


que pode ser em forma de jornal escrito, jornal televisivo, painel, exposição com imagens dos
espetáculos ou de filmes, ou qualquer outro modo que considerarem interessante.
Para orientar o registro dessa apresentação, pergunte aos estudantes algumas questões:

1. Quem participou do seu grupo?

2. Qual foi o tema de sua pesquisa?

3. Como foi para você a realização da pesquisa?

4. Quais temas pesquisados você achou mais interessantes?

5. O que você aprendeu com as pesquisas que ainda não sabia?

6. O que mudou para você em relação ao modo como conhecia o teatro e o cinema?

MOMENTO IV
Ação Expressiva – Improvisando com a linguagem
de fotos, efeitos sonoros e mímica
Página 76 no Caderno do Aluno

Após a leitura das imagens e a pesquisa, provocar experiências do fazer teatral pode ajudar
os estudantes a dimensionar o conceito de hibridismo na poética do palco. Para isso, alguns
jogos teatrais problematizam para os estudantes modos de atuação na improvisação, tendo
como referência suas vivências do cotidiano e suas pesquisas.
1. Jogo das fotos: o professor se transforma em um fotógrafo e sugere situações e poses
que devem ser criadas instantaneamente pelo grupo (ou grupos). O grupo sai andando descon-
traído, ou em câmara lenta, e a um sinal do professor, deverá posar nas diferentes situações que
ele sugerir: foto de casamento, foto de gol do time “tal”, de criança da pré-escola brincando...

2. Foto Instantânea – Foto em grupo: dividir a sala em 3 ou mais grupos, o professor indi-
cará o tema para a pose, onde a equipe indicada deverá ir ao local proposto anteriormente e
fazer a pose e congelar, não podem ficar arrumando a cena; devem tomar cuidado para que a
cena fique equilibrada. Temas: Espectador de um filme: comédia, terror, drama e suspense; foto
de álbum de família: time de futebol; formatura da Pré-Escola, formatura do 9º Ano; Concurso
de Miss; Desfile Manequim etc.

3. Sonoplastia em grupo – Efeitos sonoros: dividir a sala em 4 grupos, para cada grupo o
professor sugere um tema em segredo (floresta, noite no campo, casa mal-assombrada, cidade
barulhenta etc.), onde dará um tempo para a equipe fazer sua criação individual. Os participan-
tes deverão se expressar por meio de seus vocais ou feitos pelo próprio corpo, e, na sequência,
na hora de se apresentarem, uma equipe irá sentar no centro da sala, com os olhos fechados, e
ARTE – ENSINO FUNDAMENTAL 85

a outra equipe irá fazer a sonoplastia e sentará em volta dos colegas e executarão os sons cria-
dos. Terminada a apresentação, a equipe que estava no centro deverá adivinhar qual era o tema
proposto, e assim, sucessivamente, seguem as apresentações trocando as equipes para adivi-
nharem qual o tema proposto.

4. Mímica – Improvisação dirigida: Divida a turma em duas linhas paralelas frente a frente.
Você, professor ficará no meio, dirigindo a improvisação, indicando qual lado encenará com
mímica, a parte do texto relatado por você. Siga alternando os lados, onde no final culminará
com a integração dos blocos e fazendo a última cena.

CENA: Estão em um ponto de ônibus, na cidade de São Paulo, à frente um edifício de 30


andares e o ônibus está demorando a chegar, você está ficando impaciente, e logo aparece um
ônibus, você acena, mas ele passa direto, e você fica nervoso, seu patrão é bravo e tem que
bater o cartão na entrada do serviço, estão passando as horas. Você escuta um grito, é do edifí-
cio, no último andar. É um grito de socorro, uma pessoa quer cometer o suicídio, e acaba caindo
à sua frente; você vai ver o acidente, mas logo volta ao ponto de ônibus, está super atrasado,
está impaciente, e eis que surge outro ônibus, e você acena para ele, este passa reto - está su-
perlotado, e você perde o seu dia de trabalho, fica nervoso, irritado, está totalmente desolado,
sem ânimo para mais nada e volta para casa. Peça para os alunos registrarem no caderno o que
ficou da conversa.

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi sobre Fusão, mescla de lin-
guagens?” foram capazes de relatar o que e como aprenderam?
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 87

LÍNGUA PORTUGUESA
6o Ano – Ensino Fundamental

CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/
conteúdo currículo Habilidades do
Habilidades alinhadas à BNCC
Objeto de conhecimento Currículo (2008-2019)
6° ano 3º Bimestre

Prática de Leitura • Reconhecer, na leitura de tex- (EF06LP05B)


• Interpretação de texto literário tos ficcionais, elementos que Utilizar diferentes gêneros textuais, consideran-
e não literário: conto e notícia. indiquem o comportamento e do a intenção comunicativa, o estilo e a finalida-
as características principais das de dos gêneros.
• Projeto de leitura para socializa- personagens.
ção em uma roda de conversa. (EF67LP27)
• Identificar problemas e criar
soluções que possam ajudá- Analisar referências explícitas ou implícitas
-los a organizar projetos. quanto aos temas, personagens e recursos lite-
rários e semióticos, em textos literários e outras
manifestações artísticas (como cinema, teatro,
música, artes visuais e midiáticas).

(EF67LP28A)
Compreender, por meio de estratégias de leitu-
ra, diferentes objetivos e características dos gê-
neros.

(EF67LP28B)
Ler textos literários e multissemióticos de forma
autônoma.

(EF67LP28C)
Selecionar procedimentos e estratégias de lei-
tura adequados a diferentes objetivos, a carac-
terísticas dos gêneros e ao suporte.

(EF06LP01A)
Identificar diferentes graus de (im)parcialidade
advindos de escolhas linguístico-discursivas fei-
tas pelo autor.

(EF06LP01B)
Desenvolver atitude crítica frente aos textos jor-
nalísticos.
88 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/
conteúdo currículo Habilidades do
Habilidades alinhadas à BNCC
Objeto de conhecimento Currículo (2008-2019)
6° ano 3º Bimestre

Prática de Escrita • Utilizar conhecimento sobre a (EF06LP01C)


• Gêneros textuais: conto, crôni- língua (linguísticos, de gênero Analisar de forma consciente as escolhas feitas
ca, letra de música, histórias etc.) para a elaboração de tex- enquanto produtor de textos.
em quadrinhos e poema (poe- tos narrativos.
mas visuais e videopoemas). • Reconhecer o processo de
(EF67LP30)
• Etapas de elaboração e revisão composição textual como um
da escrita (processo de elabo- conjunto de ações interliga- Criar narrativas ficcionais, que utilizem cená-
ração da escrita de textos nar- das. rios e personagens realistas ou de fantasia,
rativos: planejamento, textuali- observando os elementos da estrutura narra-
zação, revisão, reelaboração). tiva próprios ao gênero pretendido, tais como
enredo, personagens, tempo, espaço e narra-
dor, utilizando tempos verbais adequados à
narração de fatos passados, empregando co-
nhecimentos sobre diferentes modos de se
iniciar uma história e de inserir os discursos
direto e indireto.

(EF67LP31)
Criar poemas compostos por versos livres e de
forma fixa (como quadras e sonetos), utilizando
recursos visuais, semânticos e sonoros, tais
como cadências, ritmos e rimas, e poemas visu-
ais e vídeopoemas, explorando as relações en-
tre imagem e texto verbal, a distribuição da
mancha gráfica (poema visual) e outros recursos
visuais e sonoros.

(EF69LP51)
Engajar-se ativamente nos processos de plane-
jamento, textualização, revisão/ edição e rees-
crita, tendo em vista as restrições temáticas,
composicionais e estilísticas dos textos preten-
didos e as configurações da situação de produ-
ção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto
de circulação do texto, as finalidades etc. – e
considerando a imaginação, a estesia e a veros-
similhança próprias ao texto literário.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 89

CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/
conteúdo currículo Habilidades do
Habilidades alinhadas à BNCC
Objeto de conhecimento Currículo (2008-2019)
6° ano 3º Bimestre

Prática de Oralidade • Compreender aspectos lin- (EF69LP53)


• Leitura dramática: observar os guísticos em funcionamento Ler em voz alta textos literários diversos, bem
gêneros sugeridos na habilida- no texto narrativo. como leituras orais capituladas (compartilhadas
de (EF69LP53). • Selecionar textos para a leitura ou não com o professor) de livros, contar/recon-
• Leitura em voz alta: ritmo, en- de acordo com diferentes ob- tar histórias tanto da tradição oral, quanto da
tonação, respiração, qualidade jetivos ou interesses (estudo, tradição literária escrita, expressando a compre-
da voz, elocução e pausa. formação pessoal, entreteni- ensão e interpretação do texto por meio de
• Roda de leitura. mento, realização de tarefas uma leitura ou fala expressiva e fluente, gravan-
etc.). do essa leitura ou esse conto/reconto, seja para
• Roda de conversa. análise posterior.

(EF69LP46)
Participar de práticas de compartilhamento de
leitura/recepção de obras literárias/ manifesta-
ções artísticas, tecendo, quando possível, co-
mentários de ordem estética e afetiva.

(EF67LP23A)
Respeitar os turnos de fala, na participação em
conversações e em discussões ou atividades co-
letivas.

(EF67LP23B)
Formular perguntas coerentes e adequadas em
momentos oportunos em situações de aulas,
apresentação oral, seminário etc.
90 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/
conteúdo currículo Habilidades do
Habilidades alinhadas à BNCC
Objeto de conhecimento Currículo (2008-2019)
6° ano 3º Bimestre

Prática de Análise Linguística • 


Compreender aspectos lin- (EF06LP04A) Analisar o uso de elementos gra-
guísticos em funcionamento maticais (substantivos, adjetivos e verbos nos
• Substantivo, adjetivo, artigo, no texto narrativo. modos Indicativo, Subjuntivo e Imperativo afir-
numeral. mativo e negativo) na produção (escrita/oral),
•
Analisar a norma-padrão em leitura de diferentes gêneros.
• Pontuação. funcionamento no texto.
• Modos verbais (noções das di- (EF06LP04B) Empregar elementos gramaticais
ferenças entre a função do indi- (substantivos, adjetivos e verbos nos modos In-
cativo, subjuntivo e imperativo). dicativo, Subjuntivo e Imperativo afirmativo e
negativo) adequando-os aos usos da língua
• Discurso direto e indireto. (formal ou informal), em diferentes gêneros (es-
critos, orais e multimodais).
• Variedades linguísticas.
(EF06LP11) Utilizar, ao produzir diferentes gê-
• Coerência e coesão. neros, conhecimentos linguísticos e gramati-
cais: tempos verbais, concordância nominal e
• Paragrafação.
verbal, regras ortográficas, pontuação etc.

(EF06LP12) Utilizar, ao produzir diferentes gê-


neros, recursos de coesão referencial (nomes e
pronomes), recursos semânticos de sinonímia,
antonímia e homonímia e mecanismos de re-
presentação de diferentes vozes (discurso dire-
to e indireto).

(EF67LP32) Escrever palavras com correção or-


tográfica, obedecendo às convenções da lín-
gua escrita.

(EF67LP33) Pontuar adequadamente textos de


diferentes gêneros (ponto, ponto de exclama-
ção, ponto de interrogação, reticências).

(EF67LP36) Utilizar, ao produzir texto, recursos


de coesão referencial (léxica e pronominal) e
sequencial e outros recursos expressivos ade-
quados ao gênero textual.

(EF69LP55) Reconhecer as variedades da língua


falada, o conceito de norma-padrão e o de pre-
conceito linguístico.

(EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de


regras e normas da norma-padrão em situa-
ções de fala e escrita em diferentes gêneros,
levando em consideração o contexto de pro-
dução e as características do gênero.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 91

PRÁTICAS DE LEITURA
(EF06LP01A) (EF06LP01B) (EF06LP05B) (EF67LP27) (EF67LP28A) (EF67LP28B)
(EF67LP28C)

As habilidades acima descritas referem-se à prática de leitura e para desenvolvê-las suge-


rimos selecionar textos que apresentem desafios possíveis a serem transpostos pelos alunos.
Essa atividade pressupõe a leitura mediada pelo professor, ou melhor, considerar a modalidade
de leitura compartilhada segundo Kátia L. Bräkling1.
A partir da escolha do texto a ser trabalhado (indica-se um conto, já que há a proposta
desse gênero, para estudo literário):
• realizar o estudo do texto escolhido e construir um roteiro com perguntas, a fim de levan-
tar com os alunos seus conhecimentos prévios, a partir da apresentação do título, do autor da
capa do livro e de alguma possível imagem existente. Exemplos: Vocês conhecem o autor do
texto? O que vocês acham que um conto com esse título vai tratar?
• considerar o enredo, ao iniciar a leitura, para fazer as interrupções adequadas em mo-
mentos oportunos, dividir o texto em trechos e fazer perguntas que permitirão aos alunos levan-
tarem hipóteses sobre os próximos acontecimentos da história (antecipações). Conforme a his-
tória vai sendo lida, as hipóteses, previamente levantadas, vão sendo confirmadas ou não.
• estar atento a alguns recursos formais que possam ser ressaltados durante a leitura e
chamar a atenção dos alunos visto que a atividade de leitura, com texto literário, deve levar em
conta não só o que o texto diz, mas como diz. Considerar aqui os aspectos textuais e/ou linguís-
ticos do texto, explorando, por exemplo, marcações temporais, efeitos de sentido produzidos
pela pontuação, discurso direto e indireto etc.;
• manter o fio condutor ao longo das idas e vindas no texto, necessário para não perder o
objetivo principal que é a construção de sentido do texto;
• organizar o espaço, o material e recursos utilizados para apresentar o texto. Pode-se
trabalhar com o texto com leitura compartilhada, por meio de projeção e/ou fornecer cópias aos
alunos como apoio para o acompanhamento da leitura, ou a leitura feita em voz alta pelo pro-
fessor sem nenhum tipo de acompanhamento por parte do aluno;
• orientar os alunos para a leitura individual do conto O SOLDADO E O DIABO – texto
encontrado no caderno de atividades do aluno. A atividade, além do objetivo da leitura silencio-
sa como uma modalidade a ser ensinada, mescla-se à prática de escrita com exercícios de in-
terpretação, que conduzem os alunos ao reconhecimento dos elementos da estrutura narrativa.
Sugere-se a leitura dramática desse mesmo texto, por parte dos alunos, para que entrem em
contato com recursos expressivos como qualidade e tom de voz, pausas, ritmo da leitura, elocu-
ção, respiração etc. Aqui a prática de leitura une-se à prática de oralidade.

1
Disponível em: <https://www.academia.edu/18097159/A_Prática_de_Leitura_coletânia_de_materiais_
teóricos_e_práticos>. Acesso em: 22 fev. 2019.
92 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Sugere-se estender a atividade visando à realização de um projeto de leitura que propor-


cione busca, seleção por livros na sala de leitura da escola. Cada aluno é convidado a escolher
um conto, para leitura extraclasse, e prepará-lo para apresentação em uma roda de conversa. O
preenchimento do quadro abaixo ajuda a fazer anotações sobre as referências do texto selecio-
nado.

Nome do conto Autor Início da leitura Término da leitura

Em um segundo quadro, pode-se pedir anotações dos elementos principais da história lida.

Nome da história

Personagens

Características dos personagens


(como são, como se comportam,
de que gostam, o que fazem etc.)

Quem conta a história? (Foco Narrativo)

Quando a história acontece ou aconteceu?


(Tempo)

O que acontece/aconteceu? Descrever


algumas ações importantes. (Enredo)
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 93

É essencial orientar o aluno para o preenchimento do quadro, expondo a importância da


tomada de notas para a atividade que transcorrerá dentro da prática de oralidade, na qual o
objetivo é compartilhar com os colegas a leitura realizada. Mais uma vez o cuidado com o am-
biente, preparação do espaço físico para a roda de conversa torna-se relevante, assim como os
combinados com a turma, para que se desenvolvam as habilidades de escuta e se respeitem os
turnos de fala.
Acrescenta-se, à prática de leitura, o exercício de reconhecer também o texto não literário,
para isso, indica-se a leitura de notícias. Levar o gênero notícia, para a sala de aula, oportuniza
não só o contato com textos não ficcionais, mas também a chance de discutir questões atuais,
que permeiam o cotidiano do aluno, da cidade, do país. É fundamental que se identifiquem, nas
notícias, relatos de fatos com certa imparcialidade por parte de quem escreve, diferenciando-as
da ficção. Nas atividades dos alunos, há a sugestão de uma atividade na qual se pede a compre-
ensão das perguntas que caracterizam o lide de uma notícia e que possibilitam, dessa maneira,
entender o que é importante informar.

PRÁTICA DE ESCRITA
(EF06LP01C) (EF67LP30) (EF67LP31) (EF69LP51)

A escrita, como uma das práticas sociais de linguagem, precisa levar em conta o contexto
de produção (público a quem se destina, produtor, estrutura do gênero, veículo de circulação).
Sugere-se também a produção escrita de um gênero que apresente as características do narrar.
O conto trabalhado é um bom exemplo, para que se possa pensar nos elementos constitutivos
de uma história.
O quadro da atividade anterior, contendo anotações da história lida, pode ser utilizado
com a finalidade de planejar a produção escrita de uma história.
Segundo Passarelli (2012, p.43), é importante considerar o ato de escrever como complexo.
A escrita envolve planejamento aliado ao conhecimento de mundo e ao conhecimento linguís-
tico. Na atividade em questão, sugere-se o seguinte:
1. Discussão do tema para alimentação temática e repertório;
2. Definição dos elementos que comporão a história;
3. Primeira escrita do texto;
4. Revisão do texto feita em dupla seguindo critérios abaixo (ver tabela);
5. Reescrita do texto.
94 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Quadro/Tabela para revisão textual

CRITÉRIOS SIM NÃO

A história tem título?

As personagens estão de acordo com o quadro?

As personagens foram caracterizadas?

O lugar da história foi marcado?

Você reconhece o tempo da história?

As ações são apresentadas numa sequência?

A história tem um final?

Há erros na escrita? (ortografia)

Usa letra maiúscula para iniciar nome


das personagens e lugares?

Utiliza pontuação adequada? (ponto final,


travessão, vírgula etc.)

Divide o texto em parágrafos?

As habilidades pertinentes a essa prática de linguagem, que envolvem engajamento no


processo de elaboração e organização do texto em unidades de sentido, só para citar algumas,
aliam-se a outras de conhecimento linguístico que devem ser desenvolvidas em conjunto. Para
o trabalho com os alunos do 6º ano, pede-se atenção quanto ao uso dos adjetivos (caracteriza-
ção/descrição de personagem e lugar), à coesão referencial (substituição de nomes por meio de
escolha lexical e pronominal), ao uso de verbos nos tempos adequados no desenrolar das ações,
aos recursos expressivos como a pontuação, por exemplo, e à marcação de falas no discurso
direto.
Uma produção textual pode envolver recursos não linguísticos e sugere-se, aqui, ver ativi-
dade de criação de poema visual proposta para os alunos. A ideia de produzir poemas visuais
ou videopoemas visa ao trabalho com diferentes linguagens e ao entendimento das multisse-
mioses. A combinação entre palavra e imagem deve ser discutida com os alunos para que en-
tendam a construção dos efeitos de sentido pretendidos. Os poemas produzidos podem ficar
expostos em um varal poético, na sala de aula ou nos corredores da escola.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 95

PRÁTICA DE ORALIDADE
(EF69LP53) (EF69LP46) (EF67LP23A) (EF67LP23B)

Segundo Dolz e Schneuwly (2004), a linguagem oral, apesar de presente na sala de aula,
nem sempre recebe a valorização devida.
A organização de atividades que envolvem essa prática de linguagem deve propiciar a in-
teração dos estudantes dentro de um processo de fala organizada em que se respeite a partici-
pação em conversas e discussões coletivas, em que se considere a leitura em voz alta estando
atento a recursos linguísticos e paralinguísticos necessários aos efeitos de sentido etc. Reco-
mendações foram feitas acima quando se orientou a leitura expressiva do conto e o comparti-
lhamento de leituras, por meio de uma roda de conversa. Outra sugestão é possibilitar uma roda
de leitura de poemas a começar por um - Vista da janela – que está presente nas atividades do
aluno. Poemas podem ser selecionados na sala de leitura da escola com a ajuda do professor
responsável.

PRÁTICA DE ANÁLISE LINGUÍSTICA


(EF06LP04A) (EF06LP04B) (EF06LP11) (EF06LP12) (EF67LP32) (EF67LP33)
(EF67LP36) (EF69LP55) (EF69LP56)

A análise linguística deve permear toda a prática que envolva leitura, oralidade e escrita
tendo como referência a reflexão sobre a língua. Dessa forma, as atividades devem auxiliar os
estudantes a reconhecer, utilizar e analisar recursos linguísticos e gramaticais, visando à reflexão
e à adequação ao contexto de produção.
Sugere-se que o professor pense as atividades, a partir de demandas observadas nas escri-
tas dos alunos. A correção coletiva de textos, conduzida pelo professor, por meio de perguntas
que ajudam a refletir determinadas adequações, colabora muito para o aprendizado dos aspec-
tos linguísticos. Dessa forma, recomenda-se aproveitar a produção escrita da história sugerida
na prática de escrita, assim como a produção dos poemas.
Trabalhos que levem em conta a função de adjetivos, substantivos e verbos continuam
sendo necessários. Esses itens gramaticais já foram citados na prática de escrita, no momento
de construção dos elementos da narrativa - Caderno do Aluno, atividade quatro. A atividade
favorece o trabalho com as classes gramaticais mencionadas, quando se propõe o planejamento
do texto, por meio do quadro, com os elementos principais da história e em seguida a textuali-
zação e, também, quando se pede a atenção dada aos critérios de revisão apresentados no
exercício seis. Para o estudo de pronomes, sugere-se apresentá-lo ao discutir a coesão referen-
cial na análise de textos, assim como a escolha de determinados vocábulos que conferem ao
texto determinados efeitos de sentidos. Há exemplos de atividades que permitem análises lin-
guísticas como essas, no decorrer do material do aluno, ao propor a construção do sentido dos
textos ali sugeridos.
96 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Para aprofundamento dos estudos de contexto de produção para a prática de escrita e de análise
linguística, sugerimos como leitura:

DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernand. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas, SP: Mer-
cado de Letras, 2004. 278 p. (Tradução e organização: Roxane Rojo; Glaís Sales Cordeiro).

PASSARELLI, Lílian Maria Ghiuro. Ensino e correção de textos escolares. 1. ed. São Paulo: Telos,
2012.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. As práticas sociais de leitura e de escrita na escola.
In: Programa Ler e Escrever – Guia de Planejamento e Orientações Didáticas – Professor -
4º ano, Volume único, 2015. p 19-20.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Sabores da Leitura. Autora: Cilza BIGNOTTO.
Ilustrador: Leonardo Gibran Câncio. 2012.

SITES PESQUISADOS

<https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-publicacoes/revista/
artigos/artigo/2264/analise-linguistica-e-producao-de-textos-reflexao-em-busca-de-auto-
ria>. Acesso em: 27 fev. 2019.

<http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Default.aspx?tabid=179>. Acesso em: 05 abr.


2019.

OBSERVAÇÃO
Para acessar a videoconferência, colocar na busca a data indicada acima e na
relação dos vídeos, procurar pelo título: Mediação e Linguagem – Ensino de
produção textual investindo no projeto de dizer do estudante.

BRÄKLING, Kátia Lomba. Leitura Colaborativa. Disponível em:


<http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/leitura-colaborativa>.
Acesso em: 05 abr. 2019.

<https://editorarealize.com.br/revistas/fiped/trabalhos/TRABALHO_EV057_MD1_SA21_
ID2852_09092016120634.pdf>.
Acesso em: 05 abr. 2019.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 97

LÍNGUA PORTUGUESA
7o Ano – Ensino Fundamental
CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/conteúdo/Objetos de
Habilidades do Currículo Habilidades do Currículo Paulista
conhecimento

1- Prática de Leitura • Ler enunciados, depreen- (EF07LP01) Identificar os recursos utilizados para im-
dendo deles informações e pactar/chocar o leitor que podem comprometer uma
• Leitura dramática orientações para a escrita. análise crítica da notícia e do fato noticiado, difundidos
pelas diferentes propostas editoriais de cunho sensa-
• Leitura em voz alta • Identificar sequências lógi- cionalista, jornalismo investigativo.
cas de enunciados.
• Inferência (EF67LP03A) Comparar informações sobre um mesmo
• Fruir esteticamente objetos fato divulgado em diferentes veículos e mídias.
• Fruição culturais.
(EF67LP03B) Analisar as informações comparadas em
• Interpretação de textos • Reconhecer o processo de diferentes meios de veiculação.
literário e não literário composição textual como (EF67LP03C) Avaliar a confiabilidade das informações
um conjunto de ações in- veiculadas.
terligadas.
(EF67LP04) Distinguir, em segmentos descontínuos de
• Compreender textos escri- textos, fato da opinião enunciada em relação a esse
tos por meio de retomada mesmo fato.
dos tópicos do texto.
(EF67LP16A) Explorar espaços de reclamação de direi-
tos e de envio de solicitações, bem como de textos
pertencentes a gêneros que circulam nesses espaços.

(EF67LP16B) Analisar os gêneros que circulam nos es-


paços de reclamação de direitos e de envio de solicita-
ções.

(EF67LP17) Analisar, a partir do contexto de produção,


a forma de organização das cartas de solicitação e de
reclamação (marcas linguísticas relacionadas à argu-
mentação, explicação ou relato de fatos).

(EF67LP27) Analisar referências explícitas ou implícitas


quanto aos temas, personagens e recursos literários e
semióticos, em textos literários e outras manifestações
artísticas (como cinema, teatro, música, artes visuais e
midiáticas).

(EF67LP28A) Compreender, por meio de estratégias


de leitura, diferentes objetivos e características dos gê-
neros.

(EF67LP28B) Ler textos literários e multissemióticos de


forma autônoma.

(EF69LP16A) Analisar as formas de composição dos


gêneros textuais do campo jornalístico.
98 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/conteúdo/
Habilidades do
Objetos de Habilidades do Currículo Paulista
Currículo
conhecimento
2- Prática de Escrita • Utilizar conhecimentos (EF07LP12) Reconhecer recursos de coesão referencial em dife-
sobre a língua e sobre rentes gêneros.
• Coerência gêneros textuais para a
elaboração e produção (EF67LP09) Planejar notícia impressa e para circulação em outras
• Coesão de textos coletivos. mídias (rádio ou TV/vídeo), tendo em vista as condições de produ-
• Informatividade ção, do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia
• Produzir textos escritos de circulação etc. –, a partir da escolha do fato a ser noticiado, do
de acordo com a situa- levantamento de dados e informações sobre o fato.
• Etapas de elabora-
ção comunicativa e o
ção e revisão da
contexto no qual se in- (EF67LP10A) Produzir notícia impressa e para TV, rádio e internet
escrita
serem. tendo em vista características do gênero, o estabelecimento ade-
• Paragrafação quado de coesão, os recursos de mídias disponíveis.

(EF67LP16C) Produzir gêneros que remetem a reivindicações ou


reclamações.

(EF67LP24A) Tomar nota de aulas, apresentações orais, entrevistas


(ao vivo, áudio, TV, vídeo).

(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, que utilizem cenários e per-


sonagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da
estrutura narrativa próprios ao gênero pretendido, tais como enre-
do, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos
verbais adequados à narração de fatos passados, empregando
conhecimentos sobre diferentes modos de se iniciar uma história
e de inserir os discursos direto e indireto.

(EF67LP33) Pontuar adequadamente textos de diferentes gêneros


(ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação, reticências).

(EF69LP16B) Utilizar as formas de composição dos gêneros textu-


ais do campo jornalístico.

(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em


painéis ou slides de apresentação, levando em conta o contexto
de produção, o tempo disponível, as características do gênero
apresentação oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que
serão utilizadas.

(EF67LP14A) Definir o contexto de produção da entrevista (objeti-


vos, o que se pretende conseguir, escolha do entrevistado etc.).

(EF67LP14B) Levantar informações sobre o entrevistado e sobre o


acontecimento ou tema em questão.

(EF67LP14C) Preparar o roteiro de perguntas para a realização de


entrevista oral com envolvidos ou especialistas relacionados ao
fato noticiado ou ao tema em pauta.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 99

CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/conteúdo/Objetos Habilidades do
Habilidades do Currículo Paulista
de conhecimento Currículo

3- Prática de Oralidade • Compreender textos (EF67LP23A) Respeitar os turnos de fala, na participação em


orais por meio de reto- conversações e em discussões ou atividades coletivas.
• Situacionalidade mada dos tópicos do
texto. (EF67LP23B) Formular perguntas coerentes e adequadas em
• Leitura oral: ritmo, momentos oportunos em situações de aulas, apresentação
entonação, respiração, oral, seminário etc.
qualidade da voz,
elocução e pausa (EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argu-
mentação, os efeitos de sentido de elementos típicos da mo-
dalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a ges-
tualidade e expressão facial, as hesitações etc.

(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos, bem como


leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o pro-
fessor) de livros, contar/recontar histórias tanto da tradição
oral, quanto da tradição literária escrita, expressando a com-
preensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou
fala expressiva e fluente, gravando essa leitura ou esse conto/
reconto, seja para análise posterior.

Analisar a norma-pa- (EF07LP05A) Identificar, em orações de textos lidos ou de pro-


4- Prática de Análise • 
Linguística drão em funcionamen- dução própria, verbos de predicação incompleta (transitivos).
to no texto.
• Verbo (ênfase nos (EF07LP06A) Identificar o uso adequado de regras de concor-
verbos do dizer) •
Analisar aspectos dis- dância nominal em situações comunicativas (escrita e oral).
cursivos e linguísticos
• Funções da linguagem do gênero priorizado, (EF07LP07) Identificar, em diferentes gêneros, a estrutura básica
em função do contexto da oração: sujeito, predicado, complemento (objetos direto e
• Pontuação comunicacional. indireto).
• Discursos direto e
(EF69LP55) Reconhecer em diferentes gêneros as variedades
indireto
da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de precon-
• Tempos e modos ceito linguístico.
verbais
(EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas
• Conectivos da norma-padrão em situações de fala e escrita em diferentes
gêneros, levando em consideração o contexto de produção e
• Questões ortográficas as características do gênero.

• Concordâncias nominal
e verbal

• Sujeito e predicado

• Variedades linguísticas
100 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Para que o aluno compreenda a construção e a utilização de um gênero, é necessário que
o professor apresente situações que evidenciem as práticas sociais.
Com esse intuito, a sequência de atividades, neste guia, foi elaborada com textos perten-
centes à esfera jornalística-midiática. Inicia-se com leitura e análise de notícias impressas, culmi-
nando na construção, pelos estudantes, de uma notícia que veiculará num telejornal.

A Atividade 1 “Construindo caminhos para a notícia explora a diferença entre duas notí-
cias: uma investigativa e a outra sensacionalista, levando o estudante a
• identificar os recursos utilizados para impactar/chocar o leitor, os quais podem compro-
meter uma análise crítica da notícia e do fato noticiado;
• perceber que a linguagem não é neutra, consequentemente, o jornalismo também não.

Isso se torna evidente quando se compara às informações sobre um mesmo fato divulgado
em diferentes veículos e mídias.
Sugerimos ao professor propor aos estudantes a leitura dos dois textos, possibilitando a
participação de todos nas interações. Para tanto, o docente poderá organizar os alunos em gru-
pos, com quatro ou cinco participantes, propondo que apresentem suas opiniões sobre a vera-
cidade dos fatos veiculados, verificando a composição textual das notícias. Dessa forma, é uma
oportunidade de levá-los a refletir sobre as notícias veiculadas diariamente nas diversas mídias,
assim como os recursos utilizados (os linguísticos: pontuação, tipografia e os recursos semióti-
cos). Além disso, o docente, pela mediação, levará os alunos a compreender a diferenciação de
fato e de opinião por meio da análise das marcas deixadas pelo autor, como por exemplo, a
subjetividade, marcada pelo uso de adjetivos, advérbios entre outros.
Para auxiliar o professor no aprofundamento do tema sugerimos o link: <https://www.
significados.com.br/sensacionalismo/>. (Acesso em: 22 mar. 2019), que trata da história do
sensacionalismo, seu conceito, suas características e exemplificações.
Após o percurso de comparações entre as notícias de cunho investigativo e sensacionalis-
ta, chega o momento da produção de uma notícia, pelos estudantes. A sequência de atividades
propõe a construção do texto, planejado a partir de um roteiro.
Concluída a atividade, o professor, para ampliar o repertório do estudante e iniciar a etapa
que culminará na apresentação da notícia em um telejornal, poderá apresentar como recurso o
podcast (uma mídia de transmissão de informações). Para conhecer um pouco mais sobre o
podcast sugerimos o link: <https://mundopodcast.com.br/artigos/o-que-e-podcast/>. Aces-
so em: 22 mar. 2019.
O professor poderá escolher uma notícia curta para que os estudantes, após a escuta, con-
sigam reproduzi-la por meio de uma produção escrita a partir do relato coletivo.
Nesse momento, é importante que o professor escreva na lousa o que foi trazido pelos estu-
dantes, pois essa atividade tem por finalidade a revisão coletiva do texto. Para tanto, é importante
que se mostre o uso adequado da concordância nominal e verbal, de acordo com a norma-padrão
articulada ao contexto de uso; dos recursos de coesão referencial (substituição pronominal); do
emprego de pontuação adequada ao gênero proposto. Além disso, ao final da atividade é impor-
tante que o aluno também reconheça as características do gênero apresentado.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 101

Após a elaboração e divulgação das notícias produzidas, os estudantes explorarão o tele-


jornal. É importante, nessa etapa, que reflitam sobre os recursos típicos da modalidade falada,
do ponto de vista da situação comunicativa, observando elementos como: entonação, ritmo,
gestualidade e expressão facial.
Sugerimos que, para essa atividade, o professor utilize a formação de grupos, definindo o
papel de cada um dentro do projeto, para tanto, é necessário que vivenciem a importância do
planejamento, escolhendo a notícia que será apresentada, qual o público-alvo, organizando
cada etapa antes da produção final.

A Atividade II - Comparando textos tem o objetivo de revisitar o jornal, explorando os


gêneros presentes e os cadernos que o compõem. No entanto, essa atividade terá um enfoque
maior nos espaços destinados ao leitor, com o intuito de que o estudante conheça as caracterís-
ticas que envolvem a solicitação e/ou reclamação de direitos.
Para isso, foram apresentadas duas cartas, a fim de que se perceba a estrutura composicio-
nal da carta de reclamação e a adequação da linguagem (formal e coloquial), no contexto de sua
produção e do suporte em que circula esse texto.
Ao final da sequência há a proposta, ao aluno, de produzir uma carta de reclamação partin-
do de algo do interesse dele.
Foram disponibilizados alguns itens essenciais na produção da carta do leitor: quem escre-
verá a carta (remetente), para quem escreverá (destinatário), por que escreverá; qual será sua
reclamação, qual será a solicitação e os argumentos que utilizará para convencer o destinatário.
Após a produção, proponha a socialização das cartas entre os colegas.

A Atividade III - Relação entre textos tem o objetivo de levar o estudante a refletir sobre
a construção do gênero crônica, a partir de uma notícia veiculada na mídia. Além disso, refletir
sobre as escolhas do tema, da pessoa do discurso, do tempo verbal predominante, da variedade
linguística.
Ao final dessa atividade, o estudante produzirá o gênero crônica, partindo de seu conheci-
mento prévio sobre produção de narrativas, seguindo as indicações feitas.

A seguir, na Atividade IV - Entrevista, a sequência tratará de mais um gênero presente no


campo jornalístico/midiático: a entrevista. É importante levar o aluno a refletir sobre a função
social desse gênero, como forma de construção de opiniões e de posicionamentos críticos, além
de difundir conhecimentos e informações.
A sequência propõe a produção de uma entrevista e apresenta sugestões para esse traba-
lho. O estudante irá planejar uma entrevista preenchendo o roteiro apresentado: qual é o tema
da entrevista; qual é o título; quem é o entrevistado; quem é o entrevistador; como será o regis-
tro das respostas: por escrito, filmado ou somente por áudio; quais serão as perguntas direcio-
nadas ao entrevistado; quando será socializada e para quem (para os colegas, professor, entre
outros) e como será socializada (revista eletrônica, blog, mural da sala de aula, mural da escola,
rádio da escola, simulação de um programa de entrevista, página do grupo da rede social, entre
outras possibilidades).
Nessa etapa é importante orientar o estudante sobre a revisão do roteiro de perguntas, das
respostas redigidas e a socialização do trabalho com o público leitor/ouvinte.
102 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ATIVIDADE 1 Página 76 no Caderno do Aluno


(EF07LP01, EF67LP03A, EF67LP03B, EF67LP03C, EF67LP04, EF67LP16A,
EF67LP16B, EF67LP17, EF67LP27, EF67LP28A, EF67LP28B, EF69LP16A,
EF07LP12, EF67LP09, EF67LP33, EF69LP16B, EF69LP38, EF69LP55, EF69LP56)

Para o desenvolvimento do grupo de habilidades acima, os alunos deverão trabalhar com as


atividades sobre os conteúdos relacionados, contidos neste material. Como primeira modali-
dade de leitura, sugere-se que o professor promova a leitura compartilhada das notícias da Ati-
vidade 1 “Neymar Júnior é atropelado em Osasco” e “Neymar volta aos campos”. Conforme
a leitura for sendo realizada, é importante que os alunos grifem as informações relevantes de
cada parágrafo.

ATIVIDADE 1
Construindo caminhos para a notícia
1 Leia as notícias a seguir.

NOTÍCIA 1
Neymar Júnior é atropelado em Osasco
Por Kátia Cruz, Neusa Schonherr, Tatiana Balli

Onde vamos parar minha gente!!! Hoje, na Avenida da Segurança, em Vila do Sossego,
Neymar Júnior foi atingido por um carro em alta velocidade. Uma tragédia! Um absur-
do! O motorista fugiu sem prestar socorro, causando revolta, muita revolta na popula-
ção local. Moradores assustados correram para tentar reanimá-lo, prestando os primei-
ros socorros. “Ele tá muito ruim, nós precisa fazer alguma coisa”, disse um dos
presentes. Com a chegada dos socorristas, Neymar foi levado ao hospital. Para compli-
car, não havia leitos disponíveis. Neymar teve que esperar por horas. Onde vamos parar
minha gente! Neymar ficou sem assistência médica! Finalmente, ele foi atendido e ope-
rado. No momento, o cão Neymar passa bem e aguarda a chegada de seu dono.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 103

NOTÍCIA 2
Neymar volta aos campos
Jogador deixa seus fãs animados
Por Kátia Cruz, Neusa Schonherr, Tatiana Balli

Após a recuperação de lesão no quinto metatarso direito, Neymar voltará a treinar no


PSG no próximo mês. Ele mesmo fez a revelação aos jornalistas presentes em Marselha,
na França. “Em duas semanas, voltarei a treinar com o grupo. Já fiz os exames” - disse
Neymar, o camisa 10. A notícia deixou seus fãs animados.

(exercícios 1 e 2) Leitura das notícias Página 76 e 77 no Caderno do Aluno

Durante a leitura, grife as informações mais importantes de cada parágrafo. O professor, então,
verifica se os alunos identificaram os recursos utilizados para impactar/chocar o leitor, os quais
podem comprometer uma análise crítica da notícia e do fato noticiado, difundidos pelas dife-
rentes propostas editoriais de cunho sensacionalista, jornalismo investigativo.

(Exercício 3) Pontuação Página 78 no Caderno do Aluno

Sugere-se que o professor leia, novamente, a frase fazendo a entonação de voz ou peça a um
aluno que faça a leitura e corrija, caso necessário, a entonação.

3 Na notícia 1: “Onde vamos parar minha gente!”, o uso da pontuação tem a intenção de
indicar
a) uma pergunta.
b) uma indignação.
c) uma surpresa.
d) uma afirmação.

(Exercício 4) Relacionar a linguagem coloquial e a padrão em notícias.


Página 78 no Caderno do Aluno

4 Qual das notícias trabalha com a linguagem coloquial? Por quê?


104 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

(Exercícios 5, 6 e 7) Página 78,79 e 80 no Caderno do Aluno


O professor, com os alunos em grupos ou em duplas, pode discutir observando os meios de
veiculação e autenticidade das notícias.

5 Qual meio de circulação/suporte (TV, rádio, internet, jornal impresso, revista etc.) podem
ser veiculadas as notícias que você leu?

6 Em sua opinião, as notícias 1 e 2 são confiáveis? Justifique.

7 Analise as notícias e preencha o quadro abaixo:

NOTÍCIA 1 NOTÍCIA 2

Qual o fato relatado?

Ele é relevante? Por quê?

A qual público a notícia é destinada?


LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 105

(Exercício 8) Página 81 no Caderno do Aluno


Aqui o professor e alunos podem construir o roteiro para elaborar uma notícia.

8 Agora é a sua vez de escrever uma notícia. Para isso, escolha um assunto que considere
importante e elabore um planejamento, seguindo o roteiro abaixo:

ROTEIRO

O que (fato noticiado)

Onde (o local em que ocorreu o fato)

Quando (data do ocorrido)

Envolvidos no fato (quem são os participantes)

Como (detalhamento do fato)

Informações adicionais (o que considerar


importante para complementar a notícia)

(Exercício 9) Página 81 no Caderno do Aluno


A partir do roteiro, os alunos farão a revisão e produzirão seus próprios textos. Sugestão: o
professor pode combinar com os alunos onde apresentarão seus textos.

9 Com base no roteiro, escreva a notícia e, após a revisão, combine com seus colegas e
professor o local em que a produção será exposta. É importante que os textos produzidos
pela turma sejam disponibilizados para leitura dos colegas de sala e do público em geral.
106 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

(Exercícios 10, 11, 12 e 13) Página 82 e 83 no Caderno do Aluno

Produção de um telejornal. Após a escrita e a divulgação da notícia produzida, o professor


ajudará os alunos a criarem um telejornal, aproveitando os recursos tecnológicos, como celular.
Sugestão: auxiliar quanto ao uso da linguagem, roupas, cenário etc.

10 Após a escrita e a divulgação da notícia produzida, vamos explorar o telejornal. Esse tra-
balho pode ser feito em grupo. Para isso, é importante:
- escolher duas ou mais notícias que a turma produziu.
- fazer de conta que vocês são apresentadores do telejornal da noite. Verificar quem serão
os atores.
- montar uma bancada e posicionar os apresentadores.
- se for possível, após breve ensaio, gravar as cenas utilizando celulares. Se a gravação for
efetuada, a turma pode combinar uma data para a apresentação dos vídeos ou utilizar
outra forma para que mais pessoas conheçam os trabalhos.

11 Nos textos encenados, que linguagem foi utilizada (formal ou informal)? Houve variação
entre linguagens? Justifique.

12 Qual a postura dos apresentadores quanto à entonação de voz e à vestimenta?

13 Com base nas informações acima, escreva definições para:

Linguagem formal

Linguagem informal _____________________________________________________________


LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 107

(EF67LP16A, EF67LP16B, EF67LP17, EF67LP28A, EF67LP16C, EF67LP33,


EF69LP16B, EF67LP23A, EF69LP19, EF69LP55, EF69LP56)

ATIVIDADE 2
Comparando textos
(Exercícios 1 e 2) Página 84 no Caderno do Aluno

Sugere-se que o professor inicie a atividade, perguntando aos estudantes se já tiveram vontade
de reclamar de algum produto que compraram e estava quebrado. Se sim, a reclamação foi
feita? De que forma? Foram atendidos na reivindicação?

1 Você sabia que há um espaço no jornal destinado ao leitor para que ele possa emitir sua
opinião sobre reclamações, elogios, defesa do consumidor e denúncias, dentre outras?
Leia abaixo as cartas de reclamação de dois jovens estudantes, que foram encaminhadas
ao jornal, após as diversas tentativas para resolver o problema.

CARTA 1
Ao Jornal Diário de Laranjeiras,
Pô, eu escrevo pro jornal porque não aguento mais escreve pro gerente do shoppy.
Perdi minha bike e o culpado foram eles. O shoppy que não cuida das árvores. Eu fui no cinema deixei
a minha magrela, lá em baixo da árvore, quando sai do cinema ela estava detonada, a árvore caiu em
cima dela.
Já fui falar com o responsável no shoppy e ele está me enrolando.
Preciso de uma bike nova pra trabalha e ir estuda.
Também quero que corte as árvores e me de a nova bike. Assim, não cairá em ninguém, nem bike, nem
carro.
Tá demorando para resolver, por isso peço ajuda de voceis.
Texto de Neuza M.L.Schonherr, produzido especialmente para este material.
108 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

CARTA 2
Ao Jornal Diário de Laranjeiras,
Senhor editor, lhe envio uma cópia da carta encaminhada ao Shopping, após tentativas de resolver o
problema, e até agora sem resposta:

À administração do Shopping Limão


Rua dos Girassois, 111- Bairro das Laranjeiras
São Paulo, 16 de março de 2019.

Prezados responsáveis.
Meu nome é Jorge Alberto, no último dia 10 de fevereiro, deixei minha bicicleta nova, presente de ani-
versário, no estacionamento do Shopping Limão, sob a sombra de uma árvore. Fiquei tranquilo, pois o
shopping é novo, aparenta ser bem cuidado, inclusive as árvores. Mas, as aparências enganam. Após as-
sistir a um filme, retornei para pegar minha bicicleta, e não gostei do que vi!!!! Uma árvore tinha caído
sobre ela, que ficou reduzida a um monte de metal. Como o shopping informa que dispõe de seguro para
veículos, aguardo ansiosamente pela minha bicicleta, afinal é meu meio de diversão e trabalho.
Sem mais,
Jorge Alberto
Texto de Neuza M. L. Schonherr, produzido especialmente para este material.

(Exercícios 3, 4, 5 e 6) Página 85 e 86 no Caderno do Aluno

Após ler os textos comparando a linguagem utilizada em ambos, preencher o quadro abaixo,
verificando as diferenças encontradas nas duas formas de escrita. Sugere-se que o professor
apresente aos alunos a linguagem culta e a coloquial, dando alguns exemplos além do texto,
contextualizando o cotidiano dos discentes. Chamar a atenção do aluno sobre a função social
da carta de reclamação.

A carta de reclamação é um meio formal de demonstrar sua insatisfação com algum produto
ou serviço. É utilizada quando o remetente descreve um problema a um destinatário que
pode resolvê-lo. É considerado um texto persuasivo, pois o emissor tenta convencer o recep-
tor da mensagem a encontrar uma solução para o fato apontado na carta.
Para saber mais a respeito, visite: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-recla-
macao.htm (Acesso em: 03 abr. 2019).
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 109

3 Observe como foram construídas as Cartas 1 e 2 e preencha o quadro abaixo:

GÊNERO CARTA
CARTA 1 CARTA 2
DE RECLAMAÇÃO

Assunto

Emissor

Receptor

Linguagem (formal ou
informal)

Argumentos

Qual das duas cartas


você encaminharia para o
jornal? Por quê?

4 Leia a frase a seguir:


“Perdi minha bike e o culpado foram eles”.

5 Pensando no destinatário, reescreva a frase utilizando linguagem formal e adequações


gramaticais.
110 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

6 Na frase abaixo, observe a pontuação, a acentuação e a ortografia. Depois disso, reescre-


va a frase com adequações, considerando a linguagem formal:
“Eu fui ao cinema deixei a minha magrela, lá em baixo da árvore, quando sai do cinema ela
estava detonada, a árvore caiu em cima dela”.

(Exercícios 7 e 8) Página 86 e 87 no Caderno do Aluno


Nesses exercícios, sugere-se o uso dos pronomes, apontando a referenciação para evitar repe-
tições na construção do texto.

7 Leia o fragmento a seguir:


“Eu fui ao cinema deixei a minha magrela, lá em baixo da árvore, quando sai do cinema ela
estava detonada, a árvore caiu em cima dela”.
A palavra “magrela” retoma o sentido de uma palavra já citada no texto. Qual é essa
palavra?

8 Nas orações “[...] quando sai do cinema ela estava detonada, a árvore caiu em cima dela”,
os pronomes destacados se referem a que palavra do texto?

A referenciação nos auxilia, por exemplo, a evitar repetições de palavras no texto.


Para saber mais a respeito, acesse: https://www.portugues.com.br/redacao/
referenciacao.html (Acesso em: 03 abr. 2019).
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 111

(Exercícios 9 e 10) Página 87 no Caderno do Aluno


Sugere-se que o professor oriente seus alunos para a produção de uma carta de reclamação,
retomando os itens estudados até o momento, propondo a socialização dos textos entre os
alunos e, se possível, publicando no mural ou jornal, ou no blog da escola.

9 Elabore uma carta de reclamação. Para isso, pense em algo que você gostaria de reclamar.
Para auxiliá-lo, apresentamos, a seguir, alguns itens que não poderão faltar.

Quem escreverá a carta? (remetente)


Para quem escreverá a carta? (destinatário)
Por que escreverá a carta e qual será sua reclamação?
Qual será a solicitação e os argumentos que utilizará para convencer o destinatário?

10 Socializem as cartas com os demais colegas.

(EF67LP28A, EF67LP28B, EF07LP12, EF67LP30, EF67LP33, EF69LP55, EF69LP56)

ATIVIDADE 3 Página 88 no Caderno do Aluno


Relação entre textos
(Exercícios 1, 2, 3 e 4)
Sugestão ao professor: fazer uma leitura com os estudantes dos textos: “Tempestade derruba ca-
sas” e “O elefante e a jabuticabeira”. Buscar, com eles, a relação entre esses textos. Em seguida,
preencher os itens sobre as narrativas, as pessoa do discurso, o tempo verbal (predominante) e a
linguagem utilizada. O último exercício, depois de feita toda observação e discussões, propõe-se
a realização de uma produção com descrições de cenário e das personagens.
112 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

TEXTO 1
Tempestade derruba casas
Após fortes tempestades, moradores ficaram desabrigados
Lina Melo

Na tarde de ontem,14 de março, em Guaratinguetá, após fortes temporais, a Defesa


Civil Municipal interditou parte da rua Emanuel Soares. Neste trecho, uma das casas
apresentou rachaduras e acabou desmoronando. Graças à ajuda de vizinhos, os mora-
dores conseguiram sair da casa antes que ela desabasse por completo. 

Mesmo diante de tanta tragédia, após ter perdido sua casa e seus pertences, o morador,
senhor João Queiroz, de 94 anos, lamentou a queda da Jabuticabeira.
Texto de Kátia Alexandra Amancio Cruz, produzido especialmente para este material.

TEXTO 2
O elefante e a jabuticabeira
Eliana Macie

A primeira casa em que morei, depois de casada, fica-


va numa rua estreita e em declive, próxima à igreja de
São Benedito. Rua Henrique Dias. Era uma casa pe-
quena, com quatro janelas voltadas para a rua e um
portão de ferro. De fronte a esta casa – e a quase todas
as casas da rua -, havia um grande muro, estufado pela
umidade e pelo tempo. Este muro separava a íngreme
calçada do amplo quintal do casarão que ficava diante
Jorge Luiz Penha Cruz
da Praça São Gonçalo. (Foi nessa Praça que eu, meni-
na, perdi o ônibus e a esperança de levar o almoço para o meu pai.) O casarão, bem
deteriorado, guardava, nos fundos, um espaçoso pomar. Não sei se havia outras árvores,
só me lembro das jabuticabeiras. Da janela da minha casa – nº 57 – acompanhava duran-
te todo o ano as mudanças das jabuticabeiras: os galhos quase nus, as folhas, a florezi-
nhas brancas penduradas nos galhos, os tufos macios que explodiam em frutos pretos,
luminosos, bem grandes. As muitas jabuticabeiras ofereciam sombra a quem passava
pela calçadinha. Quando grávida, senti desejo incontrolável de provar as jabuticabas. E
me entregaram bacias e bacias de lustrosos frutos, muito doces e de casca bem fina.
Aquelas jabuticabeiras me pareciam eternas.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 113

Um dia, não lembro se era manhã ou tarde, ouvi um grande alarido na rua. Abrindo a
janela, notei que um cortejo alegre se aproximava: o desfile de um circo que se instalava
na cidade. Peguei meu filho no colo, sentei-o sobre a janela e, segurando firmemente
seu tronco, pus-me a olhar e a mostrar para ele as personagens. Na carroceria aberta de
um caminhão, homens e mulheres com roupas coloridas rodopiavam, dançavam, exi-
biam cartolas de lantejoulas e fraques de brocado. Os palhaços acenaram para nós e
meu pequeno filho estendeu sua mãozinha para cumprimentá-los. A música circense
transformava a rua quase tranquila num picadeiro. Eu e meu filho ficamos ali, absortos.
O último carro se aproximou. Era uma carreta que puxava uma enorme jaula. Lá dentro,
um elefante, de orelhas baixas e olhos tristes. (Sempre são tristes os olhos enjaulados!)
Apontei-o para meu filho, repetindo o nome do animal para que memorizasse. Neste
momento, o semáforo lá embaixo passou de verde a vermelho. O cortejo todo parou
sob as jabuticabeiras.
Em um breve instante, flagrei o inusitado: o elefante deslizou a tromba por entre as bar-
ras da jaula e, sem nenhuma cerimônia, enlaçou um dos galhos de uma jabuticabeira
desavisada. O sinal abriu, a jaula escorregou pela rua e o galho se soltou da árvore. O
elefante, incontinenti, engoliu-o. E pronto! O cortejo seguiu caminho. Poucos segundos
depois, a rua era a mesma. Menos por um fato: um elefante vindo sabe-se lá de onde
(África? Ásia?) alimentou-se de um galho de uma jabuticabeira brasileirinha do fundo do
quintal de um casarão colonial do centro de Guaratinguetá. Nenhum “flash” registrou o
momento. Exceto os meus olhos e os do meu filho que, de tão novos, não guardam
lembranças.
Anteontem, passei pela Rua Henrique Dias. Derrubaram o casarão. Derrubaram as jabu-
ticabeiras. Decerto uma enorme máquina as foi deitando ao chão, folhas sob as rodas,
raízes expostas. Uma máquina com a mesma falta de cerimônia e sem a mesma inocên-
cia do elefante. O operador da máquina decerto nem soube da sombra das jabuticabei-
ras na calçada e na textura da casca de seus frutos. Nem sabia do desejo de uma moça
grávida ou do abraço de um elefante.
Vão construir um prédio. “Dois ou três dormitórios”, diz o anúncio. “Varanda ‘gour-
met’”. Interessante. Lembra-me Fernando Pessoa:

“Aquela senhora tem um piano


Que é agradável, mas não é o correr dos rios
Nem o murmúrio que as árvores fazem…

Para que é preciso piano?


O melhor é ter ouvidos
E amar a Natureza.”
114 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Página 90 no Caderno do Aluno


1 Preencha a tabela abaixo e registre os itens apontados.

TEXTOS 1 2

Tema

Pessoa do discurso
(1ª ou 3ª pessoa)

Tempo verbal (predominante)

Linguagem (formal, informal)

2 No trecho “Mesmo diante de tanta tragédia, após ter perdido sua casa e seus pertences,
o morador, senhor João Queiroz, de 94 anos, lamentou a queda da Jabuticabeira” (Texto
I), o termo destacado refere-se

a) à perda da casa.

b) à perda dos pertences.

c) à ajuda dos vizinhos.

d) às fortes tempestades.

e) à queda da Jabuticabeira.

Página 91 no Caderno do Aluno

3 Tanto o Texto 1 quanto o Texto 2 informam acontecimentos ligados a um elemento co-


mum: a jabuticabeira.

a) O jeito de falar a respeito dessa árvore é diferente nos dois textos?

b) Qual deles você utilizaria para apresentar em um telejornal? Por quê?

c) Qual dos textos poderia ser colocado em um livro de literatura? Por quê?
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 115

Página 91 no Caderno do Aluno


4 A partir dos acontecimentos mostrados no Texto 1 “Tempestade derruba casas”, produza
um texto que narre os acontecimentos de uma forma literária. Dê voz ao personagem que
se chamará João Queiroz (senhor de 94 anos). Descreva o cenário, imagine quais são suas
lembranças, o que o levou a se entristecer com a queda da árvore, entre outras situações.
Observação: essa atividade poderá ser feita em dupla.

ATIVIDADE 4 Páginas 92 e 93 no Caderno do Aluno


Entrevista

(EF67LP24A, EF67LP14A, EF67LP14B, EF67LP14C, EF67LP23B)

O professor pode perguntar aos alunos sobre questões relacionadas às entrevistas, se:
• já foram entrevistados por alguém;
• já fizeram alguma entrevista;
• gostam de ver programas de entrevistas.
O exercício 1 traz perguntas sobre alguma entrevista vivenciada pelos estudantes.

A entrevista é um gênero textual com função geralmente informativa e veiculada em jor-


nais, revistas, internet, televisão, rádio, entre outros. É produzido pela interação entre duas pes-
soas: o entrevistador e o entrevistado.
Uma das funções sociais de uma entrevista é formar opiniões e posicionamentos críticos,
difundir conhecimentos, informações, por exemplo.

1 Com base nisso, responda:

Você já leu ou ouviu uma entrevista?

Onde?
116 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Sobre o que ela tratava?

Quem era o entrevistador?

Quem era o entrevistado?

Quais são, portanto, as características de uma entrevista?

(Exercício 2) Páginas 93 e 94 no Caderno do Aluno

O professor pode fazer a leitura novamente dos textos com os alunos para rememorá-las e, em
seguida, construir o planejamento de uma entrevista com o senhor João Queiroz (Texto 1), ou
com a moça (Texto 2). Para isso, há uma sugestão de roteiro.

2 Agora, você vai planejar uma entrevista com o senhor João Queiroz (do Texto 1) ou com a
moça do Texto 2, na qual você será o entrevistador. Preencha o roteiro. (Essa atividade
poderá ser feita em grupo).

Qual é o tema da entrevista?

Qual é o título?

Quem é o entrevistado?
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 117

Quem é o entrevistador?

Como será o registro das respostas? Por


escrito, filmado ou somente por áudio?

Quais serão as perguntas direcionadas ao


entrevistado?

Quando será socializada (para os colegas,


professor, entre outros)?

Como será socializada (revista eletrônica,


blog, mural da sala de aula, mural da
escola, rádio da escola, simulação de um
programa de entrevista, página do grupo
da rede social, entre outras possibilidades)?

(Exercício 3) Página 94 no Caderno do Aluno

Após revisarem o texto, o professor pode pedir aos alunos para apresentarem suas entrevistas,
socializando-as com todos da sala de aula.

3 Lembre-se de que é necessário revisar o roteiro de perguntas e as respostas redigidas,


antes de socializar o trabalho com o público leitor/ouvinte.

SITES PESQUISADOS

<https://www.significados.com.br/sensacionalismo/>. Acesso em: 22 mar. 2019.


<https://mundopodcast.com.br/artigos/o-que-e-podcast/>. Acesso em: 22 mar. 2019.
<https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-reclamacao.htm>. Acesso em: 03 abr. 2019.
<https://www.portugues.com.br/redacao/referenciacao.html>. Acesso em: 03 abr. 2019.
<http://www.jornalolince.com.br/2014/out/grafias/5912-o-elefante-e-a-jabuticabeira>.
Acesso em: 03 abr. 2019.
118 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

LÍNGUA PORTUGUESA
8o Ano – Ensino Fundamental
CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/conteúdo/
Habilidades do
Objetos de Habilidades do Currículo Paulista
Currículo
conhecimento
Prática de Leitura: • Analisar a norma-pa- (EF69LP04) Identificar e analisar os efeitos de sentido que fortale-
drão em funcionamen- cem a persuasão nos textos publicitários, relacionando as estraté-
• -Estudo do gênero to no texto. gias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguísti-
prescritivo e notícia co-discursivos utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de
• Selecionar e escolher palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a fomentar práticas
• -Interpretação de anúncios publicitários de consumo conscientes.
textos literário e não de acordo com orien-
literário tações dadas. (EF69LP07) Produzir textos em diferentes gêneros, considerando
sua adequação ao contexto produção e circulação – os enuncia-
• -Inferência • Comparar anúncios,
dores envolvidos, os objetivos, o gênero, o suporte, a circulação -,
tendo em vista diferen-
• -Fruição ao modo (escrito ou oral; imagem estática ou em movimento etc.),
tes públicos-alvo.
à variedade linguística e/ou semiótica apropriada a esse contexto,
• -Situacionalidade • Pesquisar objetos cul- à construção da textualidade relacionada às propriedades textu-
turais a partir de tema ais e do gênero), utilizando estratégias de planejamento, elabora-
• -Leitura dramática ção, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos,
e público-alvo.
para, com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, cor-
• -Leitura em voz alta
• Selecionar objetos cul- rigir e aprimorar as produções realizadas, fazendo cortes, acrésci-
• -Informatividade turais coerentes com mos, reformulações, correções de concordância, ortografia, pon-
tema e público-alvo. tuação em textos e editando imagens, arquivos sonoros, fazendo
• -Leitura oral: ritmo, cortes, acréscimos, ajustes, acrescentando/alterando efeitos, or-
entonação, respira- • Construir estratégia denamentos etc.
ção, qualidade da publicitária pertinente
voz, elocução e ao público-alvo. (EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/
pausa problemas, temas, causas significativas para a escola e/ou comu-
• Identificar e reconhe- nidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou
• -Leitura, escrita e cer a produção de tex- evento, da definição do público-alvo, do texto ou peça a ser pro-
escuta intertextual e to como processo em duzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio impresso e
interdiscursiva de etapas de reelabora- para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta
gêneros prescritivos ção. de edição de texto, áudio ou vídeo que será utilizada, do recorte
articulados por e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão
• Produzir versão final de
projeto publicitário utilizadas etc.
um texto, com marcas
de intervenção.
(EF69LP10) Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, podcasts
• Apresentar análises noticiosos e de opinião, entrevistas, comentários, vlogs, jornais
orais de anúncios pu- radiofônicos e televisivos, dentre outros possíveis, relativos a fato
blicitários. e temas de interesse pessoal, local ou global e textos orais de
apreciação e opinião – podcasts e vlogs noticiosos, culturais e de
• Apresentar oralmente opinião, orientando-se por roteiro ou texto, considerando o con-
os resultados de uma texto de produção e demonstrando domínio dos gêneros.
análise de grupo.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 119

CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/conteúdo/
Habilidades do
Objetos de Habilidades do Currículo Paulista
Currículo
conhecimento
(EF69LP17) Perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos
dos gêneros jornalísticos e publicitários, os aspectos relativos ao
tratamento da informação em notícias, como a ordenação dos
eventos, as escolhas lexicais, o efeito de imparcialidade do relato,
a morfologia do verbo, em textos noticiosos e argumentativos,
reconhecendo marcas de pessoa, número, tempo, modo, a distri-
buição dos verbos nos gêneros textuais (por exemplo, as formas
de pretérito em relatos; as formas de presente e futuro em gêne-
ros argumentativos; as formas de imperativo em gêneros publici-
tários), o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos
diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais, constru-
ções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de infor-
mação) e as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os
recursos linguístico-discursivos utilizados (tempo verbal, jogos de
palavras, metáforas, imagens).

(EF69LP20) Identificar, tendo em vista o contexto de produção, a


forma de organização dos textos normativos e legais.

(EF08LP01) Identificar e comparar as várias editorias de jornais im-


pressos e digitais e de sites noticiosos, de forma a refletir sobre os
tipos de fato que são noticiados e comentados, as escolhas sobre
o que noticiar e o que não noticiar e o destaque/enfoque dado e
a fidedignidade da informação.

(EF08LP02) Justificar diferenças ou semelhanças no tratamento


dado a uma mesma informação veiculada em textos diferentes,
consultando sites e serviços de checadores de fatos.

(EF08LP04) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e


gramaticais: ortografia, regências e concordâncias nominal e ver-
bal, modos e tempos verbais, pontuação etc.

(EF08LP05) Analisar processos de formação de palavras por com-


posição (aglutinação e justaposição), apropriando-se de regras
básicas de uso do hífen em palavras compostas.

(EF08LP06) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, os


termos constitutivos da oração (sujeito e seus modificadores, ver-
bo e seus complementos e modificadores).

(EF08LP07) Diferenciar, em textos lidos ou de produção própria,


complementos diretos e indiretos de verbos transitivos, apro-
priando-se da regência de verbos de uso frequente.

(EF08LP10) Interpretar, em textos lidos ou de produção própria,


efeitos de sentido de modificadores do verbo (adjuntos adverbiais
– advérbios e expressões adverbiais), usando-os para enriquecer
seus próprios textos.
120 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 8º ANO 3º BIMESTRE

A partir da compreensão e da relevância de se desenvolver as habilidades fundamentais


para o 8º ano do Ensino Fundamental, este material foi elaborado com vistas a propiciar o de-
senvolvimento das aprendizagens dos alunos por meio de uma sequência de atividades assim
estruturada: prática da oralidade e registro escrito; prática de leitura com compreensão e análise
do gênero textual descrito nas habilidades do referido bimestre; prática de análise linguística,
de forma reflexiva e contextualizada, além da prática de escrita com ênfase na autoavaliação do
aluno para promover o aperfeiçoamento da produção escrita.

(EF69LP17) E (EF08LP05), (EF69LP20) E (EF08LP01).

Nesse agrupamento, propõe-se iniciar com a atividade referente à análise do anúncio da


prática de Fake News. A leitura e análise reflexiva do texto possibilitam aos alunos a compre-
ensão dos aspectos constitutivos do gênero, a partir da observação que o contexto de produ-
ção oferece. Ressaltamos que, para garantir o desenvolvimento das habilidades relativas à
prática de leitura, é importante explorar os aspectos estilísticos e semióticos do texto, por
meio de questionamentos e relações que podem ser estabelecidas entre o mesmo ou outros
gêneros textuais.
O registro da análise, realizada nas atividades que seguem, propicia a consolidação das
aprendizagens desenvolvidas na prática de leitura e ainda oferece ao professor a possibilidade
de, durante a correção coletiva, sanar as dúvidas que os alunos apresentam.
Com relação à prática de análise linguística, podemos perceber que os aspectos analisa-
dos, durante a leitura, serão importantes para desenvolver as aprendizagens sobre o processo
de composição das palavras que foram utilizadas na construção do texto analisado. A atividade
linguística apresenta os conceitos de formação das palavras, mas não esgota o assunto. Cabe ao
professor preparar e/ou elaborar outros materiais que proporcionem a ampliação e o aprofun-
damento desse conteúdo.

Antes de iniciar a sequência de atividades, sugere-se realizar uma roda de conversa com
os alunos no intuito de promover uma sondagem. Pode-se partir dos seguintes questiona-
mentos:
• Você já ouviu falar em Fake News ?
• Por que não se deve compartilhar Fake News?
• Você conhece alguém que já compartilhou Fake News?

Após essas discussões, em grupo, socialize os resultados e as conclusões a que chegaram.


Esse momento é importante para desenvolver as habilidades referentes à prática da oralidade.
Para saber mais sobre Fake News, sugerimos o link como material de apoio: <https://
piaui.folha.uol.com.br/lupa/>. Acesso em: 10 jun. 2019.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 121

Para o desenvolvimento do trabalho com o anúncio publicitário, é importante que o pro-


fessor apresente o objetivo do gênero textual, o qual é anunciar alguma coisa, fazendo com que
uma informação torne-se pública, desde uma campanha de combate ao trabalho infantil até os
anúncios de produto e/ou prestação de serviços. Podemos encontrar os textos publicitários cir-
culando em diversos suportes de comunicação, como os midiáticos (televisão, internet e rádio)
e jornalístico (jornais, revistas) e os espalhados pelas vias urbanas (outdoors, pontos de ônibus,
postes de iluminação pública etc.).

Com relação à Atividade 1, leia o anúncio publicitário e faça com os alunos uma análise
sobre o tema abordado para responder aos questionamentos.

1. Geralmente, esse tipo de anúncio é veiculado por qual meio de comunicação?

2. Qual é a finalidade do anúncio observado?

3. Você já foi vítima de Fake News ou sabe de alguém que foi? Relate.

Espera-se que, a partir desse conjunto de atividades, os alunos compreendam a função


social e o tema abordado no anúncio.
Sugere-se que, durante a análise do gênero anúncio publicitário, seja destacado o uso in-
tencional do ponto de exclamação, os símbolos e palavras de ordem, a escolha das cores, a
diagramação presente no texto, entre outros elementos.
Para finalizar, propõem-se a elaboração de atividades que façam com que os alunos anali-
sem outros anúncios publicitários, os recursos linguísticos e discursivos presentes no gênero, a
articulação entre a linguagem verbal e não verbal, por exemplo.
O site do Instituto Akatu disponibiliza vídeos curtos de animação que abrangem temas
como consumo consciente, impactos do consumo na sociedade, resíduos sólidos, energia, cui-
dados com a água, clima, origem do que consumimos etc. Eles vêm acompanhados de textos
que favorecem a aplicação de estratégias de leitura, dão margem para o trabalho com tempos
verbais, jogos de palavras, figuras de linguagem, entre outras possibilidades.
Instituto Akatu. Disponível em: <https://www.akatu.org.br/videos/>. Acesso em: 06 jun.
2019.

Dando sequência às atividades, sugerimos que o professor realize, oralmente, o levanta-


mento dos conhecimentos prévios dos alunos, a partir dos seguintes questionamentos:
• Vocês conhecem as palavras “caluniar, difamar e injuriar”?
• Em qual gênero textual é mais comum encontrarmos essas palavras?

Após essa atividade, solicite aos alunos uma pesquisa, em um dicionário on-line, com a
definição das palavras. Caso não haja a possibilidade do uso on-line, reserve alguns dicionários
e leve-os à sala de aula. Outro mecanismo de busca disponibilizado para que os alunos realizem
essa pesquisa é o link: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848compila-
do.htm> (disponibilizado no Material do aluno).
122 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Após a conceituação das palavras, os alunos responderão às questões.


Para o desenvolvimento das atividades seguintes, retome a oralidade com os alunos. É o
momento de contextualizar as informações consolidadas pela turma. Essa contextualização de-
verá incluir a relação que os jovens possuem com as redes sociais. Questione os alunos:
• A qualidade das informações das redes sociais;
• A responsabilidade no compartilhamento de informações. Ações que possam caracte-
rizar “calúnia, difamação e injúria”.
Em seguida, os alunos deverão descrever notícias falsas disseminadas na rede. Nesse mo-
mento, é importante que o professor considere as notícias que fazem parte do contexto social
em que ele vive (celebridades, por exemplo). Uma das estratégias é questionar os alunos:
• Quais os meios de comunicação veicularam a notícia relatada?
• Encontramos semelhanças ou diferenças nas notícias?
• Qual a intenção de publicar esse tipo de notícia?

Para subsidiar o trabalho com essas habilidades, propomos que o professor explore os
gêneros textuais normativos e legais. Disponível em: <https://novaescola.org.br/plano-de-
-aula/3193/a-estrutura-organizacional-de-textos-normativos-e-legais>. Acesso em: 06 jun.
2019.

(EF08LP01), (EF08LP02), (EF69LP17), (EF08LP10) E (EF08LP06).

Para o trabalho com as habilidades, desta sequência, sugerimos que o professor faça um
levantamento prévio com os alunos quanto ao gênero notícia, que inicia toda a sequência de
atividades. Desse modo, antes da leitura da notícia “Menino mente e causa tumulto na escola”,
é preciso resgatar com a turma do que eles se lembram a respeito da constituição do gênero, de
sua estrutura básica, identificando, assim, seu caráter informativo. Nesse sentido, pode-se fazer
perguntas como:
 Vocês conhecem pessoas que ouvem notícias pelo rádio?
 É mais comum conhecer as notícias pelo jornal impresso, pelo digital, pela TV ou pelo
rádio?
 Quais jornais vocês conhecem?
 Quais as características de uma notícia?
 Qual a sua finalidade?
 Qual a diferença entre uma notícia e uma reportagem?

Para subsidiar o trabalho com essas habilidades, sugerimos como material de apoio:
• Portal do professor. “Notícias de jornal: como trabalhar”. Disponível em:
<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=23177>.
Acesso em: 10 jun. 2019.

• Nova Escola. Disponível em:


<https://novaescola.org.br/conteudo/324/leitura-de-jornal-na-sala-de-aula>.
Acesso em: 10 jun. 2019.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 123

 https://novaescola.org.br/plano-de-aula/2725/apresentando-a-noticia-em-sala-de-aula>.
<
Acesso em: 10 jun. 2019.
Após essas discussões, sugere-se fazer a leitura em voz alta da notícia a fim de que, ao final
da leitura, fique claro para os alunos, num primeiro momento, as características estruturais da
notícia como título, manchete, o fato ocorrido, o nome dos envolvidos, o lugar do ocorrido,
quando ocorreu, que relações podem ser feitas com esse texto (“Menino mente e causa tumulto
na escola”) e o anúncio de Fake News.
Espera-se que eles consigam estabelecer as semelhanças entre os dois textos, percebendo
que a temática gira em torno da mentira e suas consequências, e que, por esse motivo, uma
mentira não deve ser compartilhada. Trata-se de dois textos diferentes na forma composicional,
mas que dialogam entre si na temática, buscando, acima de tudo, a fidedignidade da informa-
ção e a credibilidade da fonte.
Para o aprofundamento do trabalho com o gênero notícia, há um estudo denominado
“Viés” que demonstra que, mesmo quando se relata dados objetivos, um produtor de texto
pode ser tendencioso e, mesmo sem estar mentindo, insinua seu julgamento pessoal pela esco-
lha dos fatos que está reproduzindo. Esse trabalho está disponível em:

PLATÃO & FIORIN. Para entender o texto. Leitura e redação. 15. ed. São Paulo: Ática,
1999, p. 251.

Tendo em vista que o ponto fulcral da sequência é o Fake News, o professor pode discutir
com os alunos, após o término da notícia, sobre a confiabilidade da fonte, perguntando-lhes se
sempre devemos confiar em tudo que ouvimos ou lemos.
Para o trabalho com a oralidade, sugere-se a pré-seleção de alguns acontecimentos atuais,
políticos e/ou econômicos (mediados pelo professor) para a checagem da fonte. Segue a indi-
cação do link chamado, também, de checador de fake como sugestão: <https://piaui.folha.uol.
com.br/lupa/>. Acesso em: 09 jun. 2019.
Reiteramos a importância dos agrupamentos colaborativos durante a aula, pois há diferen-
tes tempos de aprendizagem. Nesse sentido, a correção das atividades assume a parte mais
significativa da aula, sendo necessário atentar para os dêiticos presentes na notícia, marcadores
de lugar, advérbios, os elementos de coesão.
A partir de uma primeira análise dos elementos constitutivos do gênero notícia, estudado
na sequência, o professor pode propor um trabalho em grupos, com foco na análise linguística,
para que os alunos consigam perceber, a presença dos recursos expressivos utilizados pelo jor-
nalista, no que se refere à linguagem, ao lead, à escolha lexical, ao peso das palavras, ao viés
jornalístico.
Para aprofundar o trabalho com habilidades relativas a dêiticos e pronomes anafóricos,
indicamos os links abaixo.
<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=23522>. Acesso
em: 09 jun. 2019.
Há também o material de consultoria intitulado “Blog do professor Juscelino Pernambuco”,
contendo desde análises musicais até conteúdos para palestras em faculdades, passando por gra-
máticas, redação e literatura. <http://www.professorjuscelino.com.br/literatura/>. Acesso em:
09 jun. 2019.
124 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Para o professor desenvolver a atividade de leitura do gênero notícia, entre outros gêneros
textuais, é importante conhecer as estratégias de leitura que são técnicas ou métodos que os
leitores usam para adquirir a informação, ou ainda procedimentos ou atividades escolhidas para
facilitar o processo de compreensão em leitura. No link abaixo, você pode saber mais sobre o
assunto:
• Estratégias de leitura. Disponível em: <https://novaescola.org.br/tag/1181/estrate-
gias-de-leitura>. Acesso em: 10 jun. 2019.
• BRÄKLING, Kátia Lomba. SOBRE LEITURA E A FORMAÇÃO DE LEITORES: QUAL É
A CHAVE QUE SE ESPERA? Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/
EscrevendoFuturo/arquivos/912/040720121E-_Leitura__Formacao_de_Leitores.
pdf>. Acesso em: 10 jun. 2019.
• SOLÉ, Isabel. A leitura exige motivação, objetivos claros e estratégias. Disponível
em: <https://novaescola.org.br/conteudo/304/para-isabel-sole-a-leitura-exige-mo-
tivacao-objetivos-claros-e-estrategias>. Acesso em: 10 jun. 2019.
• É possível desfrutar da leitura na escola? Disponível em: <https://novaescola.org.br/
conteudo/12163/e-possivel-desfrutar-da-leitura-na-escola>. Acesso em: 10 jun.
2019.

(EF69LP17) E (EF69LP04).

Sugerimos ao professor desenvolver as habilidades desse agrupamento, possibilitando aos


alunos o contato e a exploração do gênero publicitário, para que eles percebam e analisem os
recursos estilísticos, semióticos e os aspectos relativos ao tratamento da informação. Os textos
utilizados para subsidiar o trabalho deverão conter estratégias de persuasão e apelo ao consu-
mo por meio de recursos linguístico-discursivos utilizados (imagens, tempo verbal, jogo de pa-
lavras e figuras de linguagem).
A dinâmica inicial do trabalho consiste no levantamento do conhecimento prévio dos alu-
nos e a posterior pesquisa relacionada a conceitos de denotação e conotação. Essa ação possi-
bilita compreender que a palavra, usada no sentido conotativo (figurado), apresenta diferentes
significados, sujeitos a diferentes interpretações, dependendo do contexto em que aparece.
Na sequência1, o professor poderá resgatar as principais características do gênero anún-
cio publicitário e apresentar aos alunos as figuras de linguagem, como palavras que criam
novos significados para um texto, dando mais expressividade a ele. Sugerimos que todas as
figuras apresentadas, no material do aluno, sejam aprofundadas pelo professor durante o de-
senvolvimento das aulas, inclusive utilizando outras estratégias de aprendizagem.
Para subsidiar o trabalho com essas habilidades, sugerimos como material de apoio:
• Portal Guia do Estudante. Disponível em: <https://guiadoestudante.abril.com.br/>.
Acesso em: 28 mar. 2019.
• Revista Nova Escola. Disponível em <https://novaescola.org.br/conteudo/2134/des-
construindo-os-anuncios-publicitarios>. Acesso em: 28 mar. 2019.

1
Essa ação pode ser trabalhada na recuperação contínua.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 125

(EF08LP04) E (EF69LP07).

Salientamos que, para o planejamento das aulas, o professor reserve um material de con-
sulta para que os alunos façam uma pesquisa referente às normas da nova ortografia. Sugerimos
a elaboração de uma pequena campanha publicitária para divulgar as regras da nova ortografia,
lembrando que se estabeleça com os alunos os critérios de avaliação, além de considerar a cria-
tividade empregada na elaboração da campanha.
No link abaixo você pode saber mais sobre o assunto.
<https://www.escrevendoofuturo.org.br/EscrevendoFuturo/arquivos/188/Guia_Re-
forma_Ortografica_CP.pdf>. Acesso em: 06 jun. 2019.

Para a etapa de produção de texto, as habilidades aqui reunidas supõem um trabalho com
elementos da língua, fazendo referência ao uso de conhecimentos linguísticos e gramaticais
estudados anteriormente. Sabe-se que a escrita é algo processual, e, de modo geral, contempla
diversas etapas como planejamento, elaboração, revisão, reescrita e avaliação. Todas essas fases
precisam ser contextualizadas para o aluno, ou seja, há uma condição de produção de texto que
o justifica, daí a sua função social.
Indicamos que, depois de corrigidas, as produções sejam devolvidas para os alunos faze-
rem as devidas adequações, a fim de entenderem como se dá o fenômeno da textualização.
Para aprofundar a dinâmica da atividade de produção textual, pode-se realizar com os alu-
nos a checagem da notícia produzida, a partir do site: <https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/>.
Acesso em: 09 jun. 2019.
Para apoiar o trabalho com a revisão de textos, sugere-se ao professor a leitura do texto de
Kátia Bräkling: Revisão e Correção: variações sobre o mesmo tema?, disponível em: <https://
w w w. a c a d e m i a . e d u / 1 8 1 0 0 7 0 5 / R e v i s % C 3 % A 3 o _ e _ C o r re % C 3 % A 7 % C 3 % A 3 o _
varia%C3%A7%C3%B5es_sobre_o_mesmo_tema>. Acesso em: 09 jun. 2019.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PLATÃO & FIORIN. Para entender o texto. Leitura e redação. 15. ed. São Paulo: Ática, 1999,
p. 251.

SITES PESQUISADOS

<https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/>.
Acesso em: 10 jun. 2019.

<https://www.akatu.org.br/videos/>.
Acesso em: 06 jun. 2019.

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848compilado.htm>.
Acesso em: 06 jun. 2019.
126 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

<https://super.abril.com.br/comportamento/qual-a-diferenca-entre-calunia-injuria-e-difa-
macao/>. Acesso em: 14 abr. 2019.
<https://novaescola.org.br/
plano-de-aula/3193/a-estrutura-organizacional-de-textos-normativos-e-legais>.
Acesso em: 06 jun. 2019.
<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=23177>.
Acesso em: 10 jun. 2019.
<https://novaescola.org.br/conteudo/324/leitura-de-jornal-na-sala-de-aula>.
Acesso em: 10 jun. 2018.
<https://novaescola.org.br/plano-de-aula/2725/apresentando-a-noticia-em-sala-de-aula>.
Acesso em: 10 jun. 2018.
<https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/>.
Acesso em: 09 jun. 2019.
<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=23522>.
Acesso em: 09 jun. 2019.
<http://www.professorjuscelino.com.br/literatura/>.
Acesso em: 09 jun. 2019.
<https://novaescola.org.br/tag/1181/estrategias-de-leitura>.
Acesso em: 10 jun. 2019.
<https://www.escrevendoofuturo.org.br/EscrevendoFuturo/arquivos/912/040720121E-_
Leitura__Formacao_de_Leitores.pdf>.
Acesso em: 10 jun. 2019.
<https://novaescola.org.br/conteudo/304/para-isabel-sole-a-leitura-exige-motivacao-obje-
tivos-claros-e-estrategias>.
Acesso em: 10 jun. 2019.
<https://novaescola.org.br/conteudo/12163/e-possivel-desfrutar-da-leitura-na-escola>.
Acesso em: 10 jun. 2019.
<https://guiadoestudante.abril.com.br/>.
Acesso em: 28 mar. 2019.
<https://novaescola.org.br/conteudo/2134/desconstruindo-os-anuncios-publicitarios>.
Acesso em: 28 mar. 2019.
<https://www.escrevendoofuturo.org.br/EscrevendoFuturo/arquivos/188/Guia_Reforma_
Ortografica_CP.pdf>.
Acesso em: 06 jun. 2019.
<https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/>.
Acesso em: 09 jun. 2019.
<https://www.academia.edu/18100705/Revis%C3%A3o_e_Corre%C3%A7%C3%A3o_
varia%C3%A7%C3%B5es_sobre_o_mesmo_tema>.
Acesso em: 09 jun. 2019.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 127

LÍNGUA PORTUGUESA
9o Ano – Ensino Fundamental
CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/conteúdo/
Habilidades do
Objetos de Habilidades do Currículo Paulista
Currículo
conhecimento
Prática de Leitura: • Fruir esteticamente ob- (EF89LP33A) Ler, de forma autônoma, textos de gêneros variados.
jetos culturais.
• Estudo de tipologia (EF89LP33C) Analisar as características dos gêneros textuais e su-
e gêneros argumen- • Analisar imagens sob o portes.
tativos articulados ponto de vista de seu
por projetos caráter político e social.

• Discurso político:
diferentes formas de
representação

• Conteúdo de leitura,
escrita e oralidade

• Leitura, escrita e
escuta intertextual e
interdiscursiva de
gêneros argumenta-
tivos e expositivos
articulados por
projeto político

• Interpretação de
textos literário e não
literário

• Inferência

• Fruição

• Situacionalidade

• Informatividade

• Leitura oral: ritmo,


entonação, respira-
ção, qualidade da
voz, elocução e
pausa

• Variedades linguísti-
cas
128 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Tema/conteúdo/Objetos Habilidades do
Habilidades do Currículo Paulista
de conhecimento Currículo

Prática de Escrita • Identificar, escolher (EF09LP03A) Escrever artigos de opinião de acordo com o con-
• Construção de projeto e classificar argu- texto de produção dado.
político mentos que sejam a
favor ou contrários à (EF09LP03B) Assumir posição diante de tema polêmico.
• Conteúdo de leitura, defesa de um ponto
escrita e oralidade de vista. (EF89LP26) Produzir resenhas, a partir das notas e/ou esquemas
feitos, com o manejo adequado das vozes envolvidas (do rese-
• Leitura, escrita e escuta • Identificar e reconhe- nhador, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores
intertextual e interdiscur- cer a produção de um citados na obra resenhada), por meio do uso de paráfrases,
siva de gêneros argumen- texto como processo marcas do discurso reportado e citações.
tativos e expositivos em etapas de reela-
articulados por projeto boração. (EF09LP03C) Argumentar de acordo com a estrutura própria de
político um artigo de opinião.
•Produzir versão final
•E  tapas de elaboração e de um texto com mar-
(EF09LP03D) Utilizar diferentes tipos de argumentos – de auto-
revisão da escrita cas de intervenção.
ridade, comprovação, exemplificação, princípio etc.
• Paragrafação • Construir ponto de
vista que represente (EF89LP15) Utilizar operadores argumentativos que marcam a
• Coerência o interesse do grupo defesa de ideia e de diálogo com a tese do outro.
majoritário.
• Coesão (EF69LP16B) Utilizar as formas de composição dos gêneros tex-
• Construir opinião tuais do campo jornalístico.
crítica a partir de in-
formações e análises
apresentadas.

Prática de Oralidade • Realizar apresenta- (EF67LP23A) Respeitar os turnos de fala, na participação em


• Discurso político: ção oral adequada à conversações e em discussões ou atividades coletivas.
diferentes formas de situação de interlo-
representação cução. (EF67LP23B) Formular perguntas coerentes e adequadas
• Leitura em voz alta em momentos oportunos em situações de aulas, apresentação
oral, seminário etc.
• Variedades linguísticas

Análise Linguística Analisar a norma- (EF09LP04C) Escrever textos, de acordo com a norma-padrão
•
• Regências verbal e -padrão em funcio- gramatical, que respeitem as estruturas sintáticas complexas no
nominal namento no texto. nível da oração e do período.
• Período composto por
subordinação (EF09LP04C) Escrever textos, de acordo com a norma-padrão
gramatical, que respeitem as estruturas sintáticas complexas no
• Conjunção
nível da oração e do período.
• Preposição
• Anafóricos (EF09LP04A) Compreender o uso de períodos compostos por
• Pontuação orações coordenadas e subordinadas, de acordo com a norma-
-padrão gramatical, em funcionamento no texto.
• Período composto
• Coerência (EF09LP11) Inferir efeitos de sentidos decorrentes do uso de re-
• Coesão cursos de coesão sequencial (conjunções e articuladores textu-
• Variedades linguísticas ais), em diferentes gêneros (oral e escrito).
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 129

(EF89LP33A) (EF89LP33C) (EF67LP23A) (EF67LP23B)

Para o desenvolvimento do grupo de habilidades acima, os alunos deverão trabalhar com


as atividades sobre os conteúdos relacionados, contidos neste material. Como primeira mo-
dalidade de leitura, sugere-se que o professor promova a leitura compartilhada do texto da
Atividade 1 “O universo da magia retorna – Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”. Conforme
a leitura for sendo realizada, é importante que os alunos grifem as informações relevantes de
cada parágrafo. Cabe ao professor perceber se está claro para os alunos o manejo das vozes
envolvidas (do resenhista, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores citados na
obra resenhada), por meio do uso de paráfrases e marcas do discurso.

Na sequência, sugere-se que seja realizada uma roda de conversa com o intuito de promover a
participação de todos e a compreensão do gênero resenha.

ATIVIDADE 1 Páginas 78 e 79 no Caderno do Aluno


Leitura

O universo da magia retorna – Harry Potter e a Criança Amaldiçoada


Marcos Rodrigues Ferreira

Desenho de Fernanda Pio Fernandes,12 anos, 7º ano

Fiquei empolgado em ler a publicação de Jack Thorne, principalmente após ler When
you cure me, um belíssimo texto no qual o autor discorre sobre a experiência de estar
apaixonado muito jovem. Pena não ter sido ainda traduzido para o português. Fica a
dica para os editores.
O livro Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é considerado o oitavo da série criada por J.
K. Rowling. Isso gerou um certo desconforto por parte significativa dos fãs, assunto que
retomo ao final do texto. A edição do livro é muito bem realizada, trazendo todos os deta-
lhes da encenação da peça. E esse foi um dos pontos que mais me agradou na leitura, pois
foi um dos poucos livros que trazem enredos de peças de teatro com tanto cuidado e, em
minha opinião, deixa evidente o talento para adaptações dos autores.
130 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

A história desenvolve-se dezenove anos após os eventos do último livro da série, Harry
Potter e as Relíquias da Morte. Harry, agora adulto, tenta reorganizar sua vida na tenta-
tiva de se tornar um bom marido e pai, principalmente em relação a Alvo, seu filho do
meio, que tem muitas dificuldades em conviver com a pressão de descender de quem
sobreviveu a Voldemort. Harry casou-se com Gina Weasley e tem três filhos. Ocupa um
cargo importante no Ministério da Magia.
O livro continua a história de Harry e seus amigos, mas também apresenta novos perso-
nagens, principalmente Alvo e seu melhor amigo, Escórpio, filho de um grande desafe-
to de Harry na série original, Draco Malfoy.
O enredo tem como foco os relacionamentos, principalmente familiares. Cabe lembrar
de que se trata do roteiro da peça. O livro, portanto, não segue o modelo narrativo
comum à literatura fantástica, o que pode provocar certo estranhamento em alguns fãs.
O que é central na história é a maneira como os relacionamentos são construídos no
desenvolvimento da peça. Muitas emoções e sentimentos não explorados nos livros
anteriores à saga são desnudados, enfatizando as relações cotidianas, o que é algo
esperado, já que trata da maioridade dos personagens.
J.K.Rowling assina o projeto da peça que deu base ao livro. O roteiro foi escrito e de-
senvolvido pelo dramaturgo Jack Thorne em parceria com o diretor teatral John Tiffany.
Uma leitura que certamente agradará aos fãs e, também, aos neófitos do universo de
Harry Potter.
No entanto, citei um certo desconforto em dar ao livro e à peça a nomenclatura de
continuação da obra. Muitos fãs consideram que um texto que não tenha sido escrito
pela autora aproxima-se muito mais de uma fanfic, portanto não poderia dar sequência
ao legado criado por ela.
Controvérsias à parte, já existem especulações sobre uma eventual adaptação para os
cinemas.
Finalizando, trata-se de uma leitura agradável, diria até mesmo visceral para os fãs e
que demonstra que o universo mágico criado por J.K. Rowling ainda tem o poder de
exercer grande fascínio entre o público leitor. Vale a leitura, vale a nostalgia em ver a
evolução de personagens tão queridos pelos fãs.
THORNE, Jack; TIFFANY, John. Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – Partes um e dois.
Tradução Anna Vicentini. São Paulo: Rocco, 2016. 352 p. Título original: Harry Potter and the Cursed Child – parts one and two.

1 O texto que você leu é uma resenha. O que você sabe a respeito desse gênero textual?

2 Já leu alguma resenha?

3 Quem escreve resenhas?

4 Onde, geralmente, as resenhas são encontradas?


LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 131

A resenha é um gênero textual por meio do qual se faz uma avaliação crítica sobre
acontecimentos culturais, tais como: filmes, livros, espetáculos, apresentações tea-
trais, entre outros. A resenha crítica tem por objetivo apresentar ao leitor/especta-
dor a obra resenhada, trazendo a opinião do resenhista.

ATIVIDADE 2 Páginas 80, 81 e 82 no Caderno do Aluno


Releitura
A Atividade 2 “Releitura” propõe o registro da interpretação do texto, por meio de questões
que instiguem o aluno à compreensão do que foi lido e socializado na Atividade 1, além de
permitir que o professor realize intervenções, com a finalidade de levar o aluno a refletir sobre
diferentes pontos de vista e a construir opiniões próprias. Salienta-se, ainda, que é fundamental
que sejam realizadas atividades permanentes com práticas de leitura constantes e sistemáticas.

1 Pode-se dizer que o texto lido é uma resenha crítica? Por quê? Explique.

2 A resenha lida é sobre qual livro e autor?

3 O que levou a resenhista a se interessar em ler o roteiro da peça escrita por Jack Thorne?

4 Qual o tema do livro resenhado? Explique.

5 Leia e dê sua opinião sobre o trecho: “No entanto, citei um certo desconforto em dar ao
livro e à peça a nomenclatura de continuação da obra. Muitos fãs consideram que um tex-
to que não tenha sido escrito pela autora aproxima-se muito mais de uma fanfic, portanto,
não poderia dar sequência ao legado criado por ela.”

O termo fanfic é uma abreviação de fan fiction (ou fanfiction), e se refere à ficção
criada por fãs, sem caráter comercial ou lucrativo, a partir de uma determinada his-
tória criada por outra pessoa.
132 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

6 Qual o conflito existente entre Harry e seu filho Alvo?

7 A resenha crítica deve trazer a opinião do resenhista. Na resenha lida, a opinião é favorável
ou não ao livro? Justifique com trechos do texto.

8 Você considera que o gênero resenha auxilia ou estimula a leitura de livros? Por quê?

9 Leia o trecho: “Finalizando, trata-se de uma leitura agradável, diria até mesmo visceral
para os fãs e que demonstra que o universo mágico criado por JK Rowling ainda tem o
poder de exercer grande fascínio entre o público leitor”. Pesquise o significado da palavra
em negrito. Por que o resenhista utilizou a palavra visceral para caracterizar a leitura? Que
efeito essa palavra pode provocar no leitor?

10 Circule, no trecho a seguir, os pronomes e verbos que expressam a presença do resenhista.

[...] E esse foi um dos pontos que mais me agradou na leitura, pois foi um dos poucos livros
que trazem enredos de peças de teatro com tanto cuidado e, em minha opinião, deixa
evidente o talento para adaptações dos autores [...]

ATIVIDADE 3 Página 82 no Caderno do Aluno


Explorando outras resenhas

Para a Atividade 3, sugere-se que o aluno explore outras resenhas em blogs especializados
para maior apropriação do gênero e práticas de fruição. Por meio da leitura de resenhas, es-
pera-se incentivar o aluno a ler as obras indicadas, para assim estimular a competência leitora.

Como apoio ao professor, sugere-se o link <https://www.lendo.org/como-fazer-uma-rese-


nha/>. Acesso em: 05 jun. 2019, para aprofundar o estudo e a retomada das características do
gênero resenha.

Para ler outras resenhas, sugerimos que você explore o blog Quem Lê Sabe Porquê,
disponível em: <http://www.quemlesabeporque.com/>. Acesso em: 08 abr. 2019.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 133

(EF89LP26) (EF69LP16B) (EF89LP15)

Para a Produção Escrita “Resenha”, propõe-se a leitura de uma outra resenha para ampliar o
repertório de leitura do aluno. O objetivo da leitura dessa resenha é fazer com que o aluno per-
ceba que é possível resenhar qualquer objeto cultural, seja ele filme, livro, espetáculo e outros.
Durante a leitura do texto “A Interminável Chapeuzinho, de Ângela Lago. Uma história sem
fim?”, oriente os alunos a realizarem procedimentos de leitura como grifos no texto, puxar setas,
fazer observações acerca das informações importantes do texto para que possam confirmar hi-
póteses e sanar possíveis dúvidas.

Depois das leituras feitas, é o momento de os alunos produzirem sua resenha. Orienta-se que os
alunos realizem a leitura do quadro informativo como subsídio para a produção do texto.

ATIVIDADE 4 Páginas 83 a 86 no Caderno do Aluno


Produção Escrita – Resenha
Para auxiliá-lo, leia a resenha abaixo e perceba as características que estruturam esse gênero.

A Interminável Chapeuzinho, de Angela Lago. Uma história sem fim?


Agora você pode escolher qual o destino do Lobo-Mau, que cami-
nho Chapeuzinho Vermelho irá tomar, quem chegará primeiro à casa
da Vovó, entre outras opções que A História Interativa da Literatura
Infantil - Chapeuzinho Vermelho, de Angela Lago, oferece.
Nesta história inovadora o que vale é a possibilidade de interação
com o internauta que, através dos comandos do mouse, vai desco-
brindo ações, movimentos e sequências; e o melhor, quantas ve-
zes quiser.
A navegação exploratória do livro digital permite encontrar múlti-
Desenho de Fernanda Pio plos caminhos e desfechos, causando também certo estranha-
Fernandes, 12 anos, 7º ano.
mento ao leitor que se depara com as personagens do conto de
fadas original, mas, agora no contexto digital, no qual ele, leitor, aciona um comando sem
saber qual será o resultado. O internauta pode escolher os caminhos aleatoriamente,
conforme seu interesse. É essa expectativa sobre o que vai acontecer na tela e o que o
leitor já sabe da história original que desperta a curiosidade e o aspecto lúdico do texto.
São tantas as opções, que o leitor se vê fascinado e instigado a recomeçar a história para
testar outras possibilidades de interação.
A Interminável Chapeuzinho é contada sem o uso do código verbal escrito, existem ape-
nas apelos visuais e sonoros. Dada essa característica, o texto pode ser lido por leitores
ainda na fase de alfabetização. O professor-alfabetizador pode explorar tanto o conto de
fadas original, quanto as possíveis múltiplas leituras do hipertexto. Por exemplo, quando
acontece um fato não registrado no conto original, as personagens abrem um livro (re-
presentação do conto original) e sinalizam que aquele não é o final esperado.
134 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Bem ao gosto do público infantil, essa interessante obra torna-se atraente para esses leitores
por referir-se a uma conhecida história infantil, por possibilitar a interação com as persona-
gens do conto, pelo colorido das cenas e imagens e por disponibilizar, também, ao professor
um trabalho diferenciado com a garotada, explorando novas e outras formas de ler.
Vale a pena conferir!

A autora
A escritora e ilustradora Angela Lago, mineira de BH, já publicou cerca de trinta livros no
Brasil e no exterior, além de ter ilustrado mais de quinze títulos de outros autores. Sua
preferência são os livros infantis. Neste excelente trabalho, disponível no site www.ange-
la-lago.com.br, ela explora os recursos da leitura hipermidiática, que diferentemente da
leitura impressa, exige um perfil de leitor interativo e curioso, crítico e múltiplo.
Martha Wassif Salloume Garcia

1 A resenha do texto “A interminável Chapeuzinho”, refere-se a qual autor e obra?

2 Na sua vida escolar, você já deve ter lido alguns livros ou assistido a alguns filmes. Nessa
atividade, você fará o papel de um resenhista. Para escrever a resenha, você escolherá um
livro ou filme de que gostou.

Fique atento a algumas informações que não podem faltar em sua resenha:
• Identificação da obra: coloque o nome do livro ou do filme, do autor, entre outras
possibilidades.
• Apresentação da obra: apresente, em poucas linhas, o conteúdo do texto a ser rese-
nhado.
•  Descrição do conteúdo: descreva o texto, falando sobre a história lida ou assistida.
• Análise crítica: dê sua opinião sobre o livro ou o filme. Use argumentos para embasar
e explicar sua opinião.
• Recomendação da obra: recomende (ou não) o livro ou o filme, analisando para quem
o texto deve ser indicado.
• Identificação do autor do livro, do diretor do filme: fale brevemente da vida e de ou-
tras obras já produzidas.
•  Identificação do resenhista: escreva seu nome, como autor da resenha.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 135

Sabe-se que o processo de produzir um texto não se encerra em si mesmo. É importante que,
depois de escrever o texto, ocorra a revisão, momento no qual o autor percebe se há ajustes a
serem feitos.

Para isso, propõe-se a atividade “Revisando sua produção”. Orienta-se que o quadro com os
critérios de revisão seja lido e discutido com os alunos, para que eles compreendam os critérios
e realizem a revisão de seu texto, aprimorando-o, se necessário.

Se possível, realize a revisão de um texto cedido por um aluno, de modo anônimo ou não,
coletivamente, como modelização, para que os alunos levem esses procedimentos para suas
próximas produções.

Critérios Não Parcialmente Satisfatoriamente

O título corresponde ao
livro ou filme resenhado?
A resenha traz as princi-
pais informações do livro lido ou
filme assistido (enredo)?
O texto apresenta pala-
vras e/ou expressões que avaliam
o livro ou filme resenhado?
Considera que seu texto
atingiu o objetivo de apresentar
e avaliar o livro ou filme que você
escolheu para resenhar?
O texto apresenta uma
linguagem adequada ao público-
-alvo (outros alunos) e ao supor-
te em que será veiculado (Jornal
Mural da escola)?
Utilizou adequadamente
a norma-padrão?

Concluída essa etapa, propõe-se que o aluno faça a reescrita de seu texto, atendendo aos crité-
rios de forma satisfatória.
136 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

(EF09LP03A) (EF09LP03B) (EF09LP03C) (EF09LP03D) (EF89LP15)

ATIVIDADE 5 Páginas 86 a 89 no Caderno do Aluno


Planejando a Produção Escrita de um Texto de Opinião
SOBRE A LEITURA COLABORATIVA (OU COMPARTILHADA)

Por meio dessa atividade, realizada coletivamente, o professor, em conjunto com a classe, vai
problematizando o texto, apresentando questões que levem os alunos a mobilizarem as habili-
dades de leitura em foco. Para maior entendimento dessa prática de leitura, sugere-se o estu-
do do texto “Sobre leitura e a formação de leitores: qual é a chave que se espera?”, de Kátia
Lomba Bräkling, disponível em <https://www.escrevendoofuturo.org.br/EscrevendoFuturo/
arquivos/912/040720121E-_Leitura__Formacao_de_Leitores.pdf>. Acesso em: 05 jun. 2019.

Antes de iniciar a leitura, é importante realizar a sondagem para ativação de repertório dos
alunos sobre seus conhecimentos acerca de tema, gênero, autor e obra. Esses conhecimentos
possibilitarão os alunos a anteciparem inferências sobre:

a) Qual assunto é tratado no texto?

b) Qual tipo de linguagem utilizada (variedade e registro; organização interna do texto)?

c) Quais os argumentos possíveis de serem utilizados pelo autor, quando se tratar de texto
organizado em gênero da ordem do argumentar, entre outros aspectos?

d) Contexto de produção: deve–se destacar o autor e o público–alvo a quem se destina, re-


correndo a todas as informações, inclusive estética textual (título do texto, fonte quando
apresentada).

Durante a realização da leitura do texto, que deverá ser realizada em conjunto, professor e
alunos, faz-se necessário a recuperação dos sentidos do texto e a identificação das marcas e
recursos linguísticos.

Após a realização da leitura integral do texto, objetiva-se o trabalho com a verificação de hi-
póteses levantadas; a identificação de valores veiculados no texto (morais, éticos, estéticos,
afetivos); o estabelecimento de relações intertextuais ou interdiscursivas entre o texto lido e
outros; o posicionamento do leitor diante do que foi apresentado no texto.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 137

TEXTO 1
O direito de votar: instrumento de transformação social

Fala-se muito na importância do voto. Todos os anos, veem-se inúmeras campanhas pela
conscientização de eleitores, na tentativa de se estabelecer um processo democrático fi-
dedigno e consciente. Mas, excluída a visão do ato reducionista de votar, será que todos
entendem a sua real importância? Será que todos, ou pelo menos a maioria dos brasilei-
ros compreendem como utilizar esse momento de democracia para realizar transforma-
ções sociais? Talvez não, talvez poucos saibam. É necessário então, mudar esse quadro. E
a mudança dá-se através de duas ferramentas: educação cívica e transformação cultural.
Educação cívica é a compreensão dos direitos e deveres individuais em relação ao bem
público. Nesse sentido, o voto é mais um integrante desse contexto. Nele, votar signi-
fica eleger representantes que estão em sintonia com as demandas da sociedade, e
impedir que meros populistas enganem o povo com falsas promessas e compras de
votos. Grupos escolares, ONGs e associações de bairro são importantes canais de edu-
cação cívica, por atuarem junto às pessoas, próximos de suas realidades. Com eles, re-
aliza-se o primeiro passo na resolução das questões iniciais deste texto.
O segundo passo, que é a transformação cultural, é o mais difícil. O que se tem de tra-
balhar aqui é a mudança de visão do eleitor. Este pensa que o voto é a sua única arma
política para mudar a sociedade, mas na verdade não é. O voto é uma parte de um
todo, de um processo de cidadania que envolve cobranças pós-eleições, acompanha-
mento dos candidatos eleitos e da tramitação das leis e projetos. Ou seja: participação
ativa na política e na vida pública de sua cidade, do estado, do país.
Novamente, os grupos citados anteriormente são extremamente úteis nessa tarefa; o
maior exemplo disso é a expulsão de velhas oligarquias mandonistas de uma cidade
paulista pelo trabalho de alguns ativistas políticos. Com sua ação e seu voto, eles trans-
formaram as velhas bases sociais de sua cidade, como todos os eleitores devem e po-
dem fazer, se tiverem força e vontade política.
O que se pode inferir de tudo isso é que, através desse aparente simples direito de
votar, podemos mudar o país, diminuir a desigualdade social, promover crescimento
econômico. Uma vez que se vota, participa-se de uma democracia. E esta é o poder do
povo e para o povo. Logo, todos são governantes da nação, responsáveis por seu rumo.
Por isso, votar não quer dizer apenas eleger: quer dizer governar e transformar.
Disponível em:<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me0000123.pdf>. Acesso em: 28 fev. 2019.
138 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

TEXTO 2
O desastre de Brumadinho e a mídia nebulosa
Marcos Rodrigues Ferreira

O município de Brumadinho fica próximo à antiga Vila de Brumado Velho, nome que o
local recebeu devido à grande incidência de brumas, pelo período da manhã1. A pala-
vra bruma, para quem desconhece, significa nevoeiro, nebulosidade.
Nebulosas também são as razões pelas quais o circo de horrores instaurado pela minerado-
ra Vale, que incorreu em mais um desastre ambiental, utiliza para justificar, ou tentar ao
menos, as razões que acabaram provocando a catástrofe que vem tomando conta das re-
des sociais, mobilizando debates, discussões, solidariedade e questionamentos. Alguns
desses envolvendo a cobertura desastrosa que muitos meios de comunicação têm feito.
É notório que grandes catástrofes têm o poder de mobilizar audiências, em tempos de
internet e circulação rápida de notícias, torna-se assunto corriqueiro, viralizando ima-
gens e dados com grande velocidade. Isso provoca naqueles que possuem o poder de
veicular as informações, uma corrida para entrevistar sobreviventes, buscar as imagens
com os ângulos mais inusitados, na tentativa de colocar-se à frente da concorrência.
Na ânsia de buscar informações novas e alcançar notoriedade na cobertura, muitos re-
pórteres deixam-se levar pela exploração da dor humana sem preocupar-se, efetiva-
mente, com o mínimo respeito pelo entrevistado. Perguntas que exaltam a intensidade
de emoções que o outro está vivenciando, como por exemplo o que significa o desa-
parecimento de um ente querido ou ainda se é difícil conter as lágrimas diante da con-
firmação de uma morte, demonstram um claro despreparo para lidar com questões
sensíveis em situações de crise.
A imprensa necessariamente precisa cumprir seu papel de levar a informação do modo
mais claro e isento possível, no entanto os limites éticos precisam ser respeitados no
que se refere ao trato com o sofrimento alheio.
Susan Sontag2, em seu livro Diante da dor dos outros salienta que as pessoas que acompa-
nhavam o noticiário, no caso referindo-se a Sarajevo3, pouco entendiam sobre a guerra.
Não há substituto para a experiência, e essa observação originou as reflexões do seu livro.
Retomando essa ideia, nada pode explicar ou mesmo demonstrar a experiência de dor
que o outro vive. Podemos, entretanto, ter empatia. Mostrar o que ocorre buscando uma
aproximação com o entrevistado de forma correta, ética, para que o público a ser atingi-
do compreenda que, mesmo diante de uma dor que não pode mensurar, é possível ser
capaz de indignar-se a ponto de querer uma efetiva retratação de quem cometeu o erro.

1 Brumadinho: história. Disponível em: <http://cidadeshistoricasdeminas.com.br/cidade/brumadinho/historia/>. Acesso


em: 29 jan. 2019.
2 SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
3 A autora refere-se ao cerco de Sarajevo, que ocorreu durante a Guerra da Bósnia, no período de abril de 1992 a fevereiro
de 1995.Estima-se que mais de 12.000 pessoas foram mortas. O conflito teve ampla cobertura pela mídia.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 139

Indignar-se a ponto de querer ver as famílias devidamente indenizadas, a ponto de per-


ceber que uma tragédia ambiental e humana como a de Brumadinho, repeteco ainda
mais trágica em número de mortes da que ocorreu há três anos na cidade de Mariana,
com o rompimento da Barragem de Fundão, ocorre facilitada por um descaso institucio-
nal, que envolve também o poder público em sua ausência de fiscalização adequada.
Segundo dados amplamente divulgados pela imprensa brasileira e mundial, o rompi-
mento da barragem de Fundão é considerado o maior desastre industrial do mundo
envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de aproximada-
mente 62 milhões de metros cúbicos. Também foi o responsável pelo maior impacto
ambiental da história brasileira. O que ocorreu em Brumadinho não terá o mesmo im-
pacto, porém o número de mortos, até o momento, já é superior aos de Mariana.
É preciso acompanhar e fiscalizar o trabalho das mineradoras, verificar de forma eficien-
te se as barragens utilizadas para os resíduos de mineração dispõem de equipamentos
de segurança. Rever a legislação e promover efetivamente um ajuste de conduta no
que se refere às normas de segurança envolvidas.
Que mais este evento, que demonstra claramente o quanto o fator humano ainda é des-
considerado neste país, não caia nas brumas do esquecimento, não seja envolto em nevo-
eiros e se perca em meios a tantas novidades e notícias que nos bombardeiam diariamente.
Buscar audiência com a tragédia alheia não é novidade em nossos meios de comunicação.
O que precisa ser novo é nosso olhar crítico e cidadão, em solidariedade às vítimas, e em
indignação e luta para que outros eventos dessa natureza nunca mais ocorram.
Que os meios de comunicação, os influenciadores digitais, e todos os veículos empe-
nhados em compartilhar as informações sobre o ocorrido pautem-se pela ética, pelo
respeito, e que saibam comportar-se de forma humana, diante da dor dos outros.

ATIVIDADE 6 Página 89 no Caderno do Aluno


Explorando os textos
Na Atividade 6 “Explorando os textos”, propõe-se que os alunos, após a leitura dos Textos
1 e 2, percebam as semelhanças e diferenças estruturais de textos de opinião. Os alunos deve-
rão identificar as principais características dos textos argumentativos e efetuar o preenchimen-
to do quadro a seguir:

ESTRUTURAÇÃO TEXTO 1 TEXTO 2


O direito de votar: instrumento O desastre de Brumadinho e
de transformação social a mídia nebulosa

Tese

Argumento(s)

Finalização
140 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Por meio dessa atividade, o professor, em conjunto com a classe, vai problematizando o tex-
to, apresentando questões que levem os alunos a mobilizarem as habilidades de leitura em
foco. Para estudo do professor, sugere-se a leitura dos textos: “O que é tese?” disponível
em <https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-tese.htm> e “Tipos de ar-
gumento”, disponível em <https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/etapa/
tipos-de-argumento/>. Acesso em: 05 jun. 2019.

(EF09LP11) (EF09LP04A)

ATIVIDADE 7 Páginas 90 a 92 no Caderno do Aluno


Estudo da Língua
A Atividade 7 visa à retomada dos articuladores textuais (preposições, pronomes e conjun-
ções). A proposta inicial da leitura do trecho, sem articuladores, tem como objetivo evidenciar
a importância desses elementos para a coesão e coerência do texto. Além disso, o aluno é
instigado a refletir sobre o sentido que os articuladores conferem à frase.

A atividade ainda prevê o estudo sobre o conceito de Período Simples e Composto, a partir de
exemplo dado. E solicita-se a construção de orações que contemplem o Período Simples e o
Composto, versando sobre a temática do voto.

A atividade não tem a pretensão de esgotar o estudo dos aspectos gramaticais em questão.
Cabe ao professor aprofundar o estudo da gramática em funcionamento no texto, por meio de
outros materiais, tais como o livro didático adotado para o ano.

Articuladores

1 Observe o trecho abaixo, em que foram retirados os articuladores.

Fala-se muito___ importância __ voto. Todos os anos, veem-se inúmeras campanhas____


conscientização ____eleitores, ____tentativa____ se estabelecer um processo democrático fide-
digno_____consciente. ______, excluída a visão ____ ato reducionista____votar, será ___ todos
entendem a sua real importância? Será____ todos, __ __ menos a maioria ___ brasileiros com-
preendem ____ utilizar ____ momento___ democracia___ realizar transformações sociais? Talvez
não, talvez poucos saibam. É necessário então, mudar ____ quadro. ____ a mudança dá-se ____
___ duas ferramentas: educação cívica ____ transformação cultural.
Disponível em:<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me0000123.pdf>. Acesso em: 28 de fev. 2019.

Em Língua Portuguesa, há termos que funcionam como articuladores em um texto.


São, geralmente, as preposições, os pronomes e as conjunções.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 141

2 O que você percebeu com a ausência desses articuladores, no trecho acima? Explique.

Conjunção é palavra que não sofre variação e tem por função ligar orações ou termos
de mesmo valor gramatical.

O trecho a seguir é um exemplo de período composto por orações. Veja:

“[...] Este pensa que o voto é a sua única arma política para mudar a sociedade, mas
na verdade não é. [...]”

3 Qual é o sentido que a palavra mas traz a esse período? Se substituirmos essa palavra por
e, o sentido permanece?

O uso adequado dos articuladores textuais colabora para a coesão do texto.


A coesão propicia a ligação, a articulação entre frases/orações, períodos e parágra-
fos de um texto.

Período Simples e Composto


Você poderá aprofundar seus estudos sobre Período Simples e Período Composto, lem-
brando que:

Período Simples: aquele que apresenta apenas uma oração.


Ex. Fala-se muito na importância do voto.

Período Composto: aquele que apresenta duas ou mais orações.


Ex. Uma vez que se vota, participa-se de uma democracia.

Agora, no trecho a seguir, verifique quais são as palavras responsáveis pela articulação das
ideias.

“Este pensa que o voto é a sua única arma política para mudar a sociedade, mas na
verdade não é. O voto é uma parte de um todo, de um processo de cidadania que
envolve cobranças pós-eleições, acompanhamento dos candidatos eleitos e da tra-
mitação das leis e projetos [...]”
142 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

(EF09LP03A) (EF09LP03B) (EF09LP03C) (EF09LP03D)

ATIVIDADE 8 Páginas 92 a 94 no Caderno do Aluno

A Atividade 8 “Produção de texto de opinião” visa à articulação do grupo de habilidades que


dizem respeito à produção de texto argumentativo.

Depois de ler os textos de opinião “O direito de votar: instrumento de transformação social” e


“O desastre de Brumadinho e a mídia nebulosa” e estudar a respeito do gênero, o aluno deve-
rá escolher um dos temas estudados e produzir seu próprio texto de opinião.

Sugere-se que sejam apresentados aos alunos ou que eles pesquisem e tragam para classe
outros textos de opinião, com temas atuais, que fomentem a discussão e possibilitem formas
de posicionamento crítico.

Para subsidiar o trabalho do professor, indica-se a utilização do material Sequência Didática –


Artigo de Opinião, de Jacqueline P. Barbosa, material do Programa Ensino Médio em Rede.
Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1JQGo6bqLuEpMTzH0ld8CX2sPnuSVgYS-/
view?usp=sharing. Acesso em: 05 jun. 2019.

Produção de texto de opinião


Releia os textos “O direito de votar: instrumento de transformação social” e “O desastre
de Brumadinho e a mídia nebulosa”. Escolha um dos temas trabalhados pelos autores, para
produzir um texto de opinião.
Após a escolha, planeje a estrutura do texto e produza um rascunho.

Importante: No final desse caderno, há uma tabela com critérios de correção. An-
tes de iniciar a escrita do texto, verifique quais são esses critérios.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO FUNDAMENTAL 143

Ao finalizar o rascunho de seu texto, revise-o, considerando os seguintes critérios:

CRITÉRIOS

Seu texto foi escrito respeitando as normas gramaticais da Língua Portuguesa?

Seu texto atendeu ao tema da proposta de redação?

Seu texto apresenta introdução, exemplos, defesa do tema e conclusão da ideia?


Você selecionou argumentos e os desenvolveu de forma articulada para a defesa de
seu ponto de vista?


Seu texto está coeso? Há elementos de articulação, como conjunções, preposições,
pronomes relativos, entre outros, para articular os parágrafos?


Você propôs uma possibilidade de solução para o problema apresentado no tema,
respeitando os direitos humanos?

Após a observação da grade de correção, os alunos deverão ser orientados a reescrever o


texto com as correções que se fizerem necessárias.

Para apoiar o trabalho com a revisão de textos, sugere-se ao professor a leitura do texto de
Kátia Bräkling: Revisão e Correção: variações sobre o mesmo tema?, disponível em:
https://www.academia.edu/18100705/Revis%C3%A3o_e_Corre%C3%A7%C3%A3o_
varia%C3%A7%C3%B5es_sobre_o_mesmo_tema. Acesso em: 05 jun. 2019.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

THORNE, Jack; TIFFANY, John. Harry Potter e a criança amaldiçoada – Partes um e dois. Tradu-
ção Anna Vicentini. São Paulo: Rocco, 2016. 352 p. Título original: Harry Potter and the cursed
child – parts one and two.

SITES PESQUISADOS

https://www.lendo.org/como-fazer-uma-resenha/.
Acesso em: 05 jun. 2019.

http://www.quemlesabeporque.com/>.
Acesso em: 08 abr. 2019.

<https://www.escrevendoofuturo.org.br/EscrevendoFuturo/arquivos/912/040720121E-_
Leitura__Formacao_de_Leitores.pdf>.
Acesso em: 05 jun. 2019.
144 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

https://drive.google.com/file/d/1JQGo6bqLuEpMTzH0ld8CX2sPnuSVgYS-/
view?usp=sharing. Acesso em: 05 jun. 2019.

<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me0000123.pdf>.
Acesso em: 28 de fev. 2019

<http://cidadeshistoricasdeminas.com.br/cidade/brumadinho/historia/>.
Acesso em: 29 jan. 2019.

https://www.academia.edu/18100705/Revis%C3%A3o_e_Corre%C3%A7%C3%A3o_
varia%C3%A7%C3%B5es_sobre_o_mesmo_tema.
Acesso em: 05 jun. 2019.

<https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-tese.htm>.
Acesso em: 05 jun. 2019.

<https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/etapa/tipos-de-argumento/>.
Acesso em 05 jun. 2019.
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 145

LÍNGUA ESTRANGEIRA
6o Ano – Ensino Fundamental

(EF06LI03) Solicitar esclarecimentos em língua inglesa sobre o que não entendeu e


o significado de palavras ou expressões desconhecidas.

(EF06LI08) Identificar o assunto de um texto, reconhecendo sua organização textu-


al e palavras cognatas.

(EF06LI10) Conhecer a organização de um dicionário bilíngue (impresso e/ou onli-


ne) para construir repertório lexical.

ACTIVITY 1

1. You can see an excerpt from a dictionary with the definition of the word community. Read it
carefully and discuss it with your friends about it. What does the word community mean to
you?

COM·MU·NI·TY
1. a group of people living in the same place or having a particular characteristic in
common.
2. a feeling of fellowship with others, as a result of sharing common attitudes, interests, and
goals.
146 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

2. Scan the text and circle 15 or more cognate words. Write them on
your notebook:

THE GENERAL ASSEMBLY proclaims THIS UNIVERSAL DECLA-


RATION OF HUMAN RIGHTS as a common standard of achievement
for all peoples and all nations, to the end that every individual and every
organ of society, keeping this Declaration constantly in mind, shall stri-
ve by teaching and education to promote respect for these rights and
freedoms and by progressive measures, national and international, to
secure their universal and effective recognition and observance, both among the peoples of Mem-
ber States themselves and among the peoples of territories under their jurisdiction. 

✓✓ Article 1: All human beings are born free and equal in dignity and rights. They are en-
dowed with reason and conscience and should act towards one another in a spirit of
brotherhood.
✓✓ Article 6: Everyone has the right to recognition everywhere as a person before the law.
✓✓ Article 7: All are equal before the law and are entitled without any discrimination to
equal protection of the law. All are entitled to equal protection against any discrimina-
tion in violation of this Declaration and against any incitement to such discrimination.
✓✓ Article 19: Everyone has the right to freedom of opinion and expression; this right inclu-
des freedom to hold opinions without interference and to seek, receive and impart infor-
mation and ideas through any media and regardless of frontiers.
http://www.un.org/en/universal-declaration-human-rights/, acesso em: 24 de abril de 2019.

3. Now, in groups of three, with the help of your teacher, choose an article from the text, dis-
cuss about it and prepare a paper with pictures to present to the class.

4. How can you relate the Declaration of Human Rights articles to the definition of the word
community? Discuss it with the whole group.

Orientações pedagógicas:
Caro(a) professor(a), nesta atividade sugere-se que haja um levantamento dos conhecimentos
prévios do aluno acerca do tema (Direitos e Deveres), como também a identificação de traços
da língua materna com a Língua Inglesa. Orienta-se, ainda, a construção de atividades
interdisciplinares com os componentes curriculares de História e Geografia. Vale ressaltar que
o livro didático reforça o conteúdo bimestral, assim como o desenvolvimento dos temas e
conteúdos gramaticais previstos para esta atividade.
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 147

(EF06LI02) Coletar informações do grupo, perguntando e respondendo sobre a


família, os amigos, a escola e a comunidade.

(EF06LI05) Aplicar os conhecimentos da língua inglesa para falar de si e de outras


pessoas, explicitando informações pessoais e características relacionadas a gostos,
preferências e rotinas.

ACTIVITY 2

1. Find and circle the words below:

2. Write and discuss the impressions that these places represent to you:

Home
148 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

School

Street

Orientações pedagógicas:
Caro(a) professor(a), nesta atividade sugere-se que haja um levantamento dos conhecimentos
prévios do aluno sobre o tema, relacionando-o ao ambiente em que ele vive. Cabe ressaltar
que o livro didático reforça o tema bimestral previsto.

ACTIVITY 3

(EF06LI03) Solicitar esclarecimentos em língua inglesa sobre o que não entendeu e


o significado de palavras ou expressões desconhecidas.

(EF06LI04) Reconhecer, com o apoio de palavras cognatas e pistas do contexto dis-


cursivo, o assunto e as informações principais em textos orais sobre temas familiares.

(EF06LI09) Localizar informações específicas em texto.

In pairs
1. Read the text, circle the words you know and underline five words you do not know, then
use the dictionary and write each meaning on your notebook.

Living in a community means to understand and respect the ones who share that space with
you. Love and friendship are intrinsically connected to the day-to-day reality. It requires trust and
care to form the partnership needed to promote empathy. The protagonism begins when the
student starts to be autonomous and change his/her environment and community.

2. What does “living in a community” involve? Discuss it with your partner and present it to
the class.

3. Unscramble the words from the text related to the sense of community. Write them on your
notebook.
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 149

a) O-E-V-L f) E-R-C-A

b) U-C-I-N-M-Y-T-O-M g) U-S-T-R-T

c) O-G-S-P-I-A-N-R-O-T-M h) Y-P-E-A-M-H-T

d) N-I-E-H-R-P-I-S-D-F i) R-S-E-T-C-E-P

e) H-P-P-S-I-R-E-T-R-A-N j) E-R-H-S-A

Orientações pedagógicas:
Caro(a) professor(a), nesta atividade sugere-se que haja um levantamento dos conhecimentos
prévios do aluno sobre o tema, por meio de um brainstorm, colocando em questionamento
a diversidade presente na comunidade onde o aluno vive. O registro deverá ser feito pelo(a)
professor(a), na lousa, de forma interativa e colaborativa. Vale ressaltar que o livro didático
reforça o tema bimestral previsto.

(EF06LI05) Aplicar os conhecimentos da língua inglesa para falar de si e de outras


pessoas, explicitando informações pessoais e características relacionadas a gostos,
preferências e rotinas.

(EF06LI14) Organizar ideias, selecionando-as em função da estrutura e do objetivo


do texto.

(EF06LI09) Localizar informação específicas em texto)

ACTIVITY 4

1. Read the text carefully and answer these questions:

a) What is the subject matter of the text?

b) In groups of three, describe your neighborhood.

c) Dialogue with your classmates: “what is a community?”


150 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

My name is Jamil and I’m 15 years old. I live in a community in the city of São Paulo, Bra-
zil. My house has two floors, like most of my neighbors’ houses. They are built with bricks,
woods and recycled material. It’s not a big house, but it’s cozy and good. There is a kitchen, a
living room and a bathroom, the three rooms are small. There are also two small bedrooms,
one of them, I share it with my two twin brothers, Jaime and Jose, they are 5 years old.
Text prepared by FERREIRA, T. Abreu (março, 2019)

2. Now read the text again and complete the table with the required information:

Questions

Where does Jamil live?

How old is he ?

How old are Jaime and José?

3. Fill in the blanks with your information:

“Hello, I’m___________________(name), I am_____(age) years old and I live in_________

(city), São Paulo. In my neighborhood, there are _______________________________________

(places). I like my friends a lot and I also like to___________________(hobbies).

We_________________(verb) a lot at__________(name of school) and I want to be a/an _______

__________________________(profession) when I grow up.”


LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 151

Orientações pedagógicas:
Caro(a) professor(a), esta atividade tem como objetivo trabalhar o texto descritivo, bem como
os verbos no presente, comuns a esse gênero. Sugere-se ao (à) professor(a) uma pesquisa
prévia das comunidades apresentadas nos textos. Com relação à atividade três, orienta-se
atenção ao tipo de informação ou dificuldades apresentadas pelo aluno, ressaltando a
importância do livro didático para reforçar o tema gramatical pertinente.

(EF06LI12) Interessar-se pelo texto lido, compartilhando suas ideias sobre o que o
texto informa/comunica.

(EF06LI13) Listar ideias para a produção de textos, levando em conta o tema e o


assunto.

(EF06LI14) Organizar ideias, selecionando-as em função da estrutura e do objetivo


do texto.

(EF06LI21) Reconhecer o uso do imperativo em enunciados de atividades, coman-


dos e instruções.

ACTIVITY 5

1. Now that you know what a community is, how about creating with your classmates and with
the help of your teacher, a set of rules for the class and your community as well.

HERE ARE SOME RULES THAT YOU COULD INCLUDE

• Listen to the teacher / adult.


• Put your hand up if you want to speak / answer.
• Respect each other.
• Respect other people’s property.
• Take care of our/your equipment.
• Bring the right equipment to our/your lessons.
• Use kind words.
• Concentrate.
• Finish our/your work on time.
• Walk slowly in the classroom and school corridors.
• Treat people the way you would like to be treated.
• Be a good friend to everyone.
152 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

• Always tell the truth.


• Enjoy our/your learning.
• Show manners at all times.
• Be polite.
• Be on time.
• Keep the classroom tidy.
• Tidy the classroom when we have finished working.
• Do your best
• Line up quietly and smartly.
• Try to make others happy.
• Smile!

Orientações pedagógicas:
Caro(a) Professor(a), sugere-se estimular o aluno a refletir e listar ações para uma boa convivência
em comunidade. É importante ressaltar a importância do livro didático e dicionários (on-line e
físico).

SELF-ASSESSMENT

Dear student,
It is your time to evaluate what you have learned so far. Write it on the table below:

I HAVE LEARNED I WANT TO KNOW


LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 153

LÍNGUA ESTRANGEIRA
7o Ano – Ensino Fundamental

ACTIVITY 1

(EF07LI09) Selecionar, em um texto, a informação desejada como objetivo de leitura.

Read the following.

Why don’t more girls choose to pursue a science career? (PISA in Focus N°93)

When new PISA data are published, many researchers around the world analyse them
with the aim of shedding light on all sorts of questions. One question in search of an answer:
why are women under-represented in science, technology, engineering and mathematics
(STEM) professions? Using data from the Program for International Student Assessment (PISA),
Gijsbert Stoet and David Geary examined the nature of the gender gap in STEM fields. The
authors analysed data from 67 countries and economies participating in the 2015 cycle of PISA;
these data were supplemented by country-level indicators on gender equality (the Global
Gender Equality Index) and the proportion of women graduating in a STEM field. Their analysis
yielded an interesting result.
Source: http://www.oecd-ilibrary.org/education, Acesso: 24 de abril 2019

Answer the following questions


1 What does STEM mean?

2 What does PISA mean?

Orientações pedagógicas:
Caro(a) Professor(a), para esta atividade orienta-se a escrita de textos em função do contexto.
Vale ressaltar que o livro didático serve para subsidiar as atividades gramaticais.
154 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ACTIVITY 2

(EF07LI01) Interagir em situações de intercâmbio oral para realizar as atividades em sala de aula
de forma respeitosa e colaborativa, trocando ideias e engajando-se em brincadeiras e jogos.
(EF07LI11) Participar de troca de opiniões e informações sobre textos lidos na sala de aula
ou em outros ambientes.
(EF07LI14) produzir textos diversos sobre fatos, acontecimentos e personalidades do passa-
do (linha do tempo/ timelines, biografias, verbetes de enciclopédias, blogues, entre outros).

1 What do you think about education in other countries? Discuss with the whole group.
2 Now, pay attention to the Infographic below and answer the following questions on your
notebook.

https://www.visualistan.com/2014/03/education-around-world-infographic.html
http://ubuntumail.com/our-schools/
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 155

a) 61 million of children are out of school. Why do you think it happens? Discuss with the
whole group and your teacher.
b) Do you know children in this situation?

c) In groups, think about the importance to be present in school. Write positive and negative
words about it.

POSITIVE NEGATIVE

3. What do you know about the history of you school? Make a research to discover about it.
Interview your teachers, family, community and others. Take notes and share them with the
whole class. We suggest these questions to help you.

a) What is your school’s name?

b) Why does your school have that name?

c) When was your school founded?

Orientações pedagógicas:
Caro(a) Professor(a), esta aula requer que seu (sua) aluno(a) se sinta pertencente ao ambiente
escolar. Orienta-se que, após mediar à atividade, monitore as ações propostas, subsidiando os
alunos nas suas pesquisas.
É possível expandir a temática desta aula para textos ou trabalhos escritos, como, por exemplo,
pequenos textos biográficos em consonância com o desenvolvimento das habilidades. Vale
ressaltar o uso do livro didático para trabalhar o conteúdo bimestral, assim como o
desenvolvimento dos conteúdos gramaticais previstos para estas atividades, especificamente
os verbos no passado, regulares e irregulares.
156 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ACTIVITY 3

(EF07LI03) Mobilizar conhecimentos prévios para compreender texto oral.


(EF07LI05) Compor, em língua inglesa, narrativas orais sobre fatos, acontecimentos e perso-
nalidades marcantes do passado.
(EF07LI15) Construir repertório lexical relativo a verbos regulares e irregulares (formas no
passado), preposições de tempo (in, on, at) e conectores (and, but, because, then, so, before,
after, entre outros).

Do you know what a quote is? According to the Oxford Dictionary, quote is repeat or copy out
words (from a text or speech written or spoken by another person).

1. Read the quotes of famous people. Have you heard about them? Discuss it with the whole
group.

2. With the help of your teacher read the sentences and write your impressions in your note-
book. Then discuss their meanings.

a) “A journey of a thousand miles begins with a single step.” Confucius

b) “Education is our passport to the future. For tomorrow belongs to the people who prepare
it today.” Malcolm X

c) “In some parts of the world, students are going to school every day. It’s their normal life. But
in other parts of the world, we are starving for education…it’s like a precious gift. It’s like a
diamond.” Malala Yousafzai

d) “Everybody is a genius. But if you judge a fish by its ability to climb a tree, it will live its who-
le life believing that it is stupid.” (presumed) Albert Einstein

e) “Education is the most powerful weapon which you can use to change the world.” Nelson
Mandela

3. Choose the quote that you identify most and express your feelings about it. You can draw,
write or make a collage using magazines and present it to the class.

Orientações pedagógicas:
Caro(a) Professor(a), esta atividade possui dois momentos: o primeiro, a compreensão das
citações e no segundo, o significado destas citações no cotidiano do aluno, o que elas
expressam em suas vidas. Para trabalhar o conteúdo gramatical relacionado à habilidade
EF07LI15, sugere-se o uso do livro didático.
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 157

ACTIVITY 4

(EF07LI07) Identificar informações chave de partes de um texto (escrito, tabelas, etc.)


(EF07LI08) Relacionar as partes de um texto para construir seu sentido global.

See the following table, and in pairs answer the following questions

1. What is the total number of students enrolled in the final years?

2. Look at the table below. Has the number of students decreased or increased? Justify your
answer.

Média de Alunos por Turma da Educação Básica - Ensino Fundamental, no Brasil e


Dependência Administrativa - Brasil, Regiões Geográficas - 2018

Média de Alunos por Turma / Etapas de Ensino

Unidade Dependência Ensino Fundamental de 8 e 9 anos


Ano Localização
Geográfica Administrativa
Anos Anos
Total 1º Ano 2° ano 3° ano 4° ano 5° ano 6° ano 7° ano 8° ano 9° ano
Iniciais Finais

2018 Brasil Total Total 23,1 21,6 20,0 20,9 21,9 22,5 22,9 26,6 26,8 26,7 26,4 26,3

2018 Brasil Urbana Total 24,4 22,3 20,7 21,5 22,6 23,2 23,7 27,7 27,8 27,8 27,6 27,7

2018 Brasil Rural Total 17,4 17,1 15,3 16,4 17,2 18,2 18,1 19,9 21,3 20,4 19,3 18,1

2018 Brasil Total Federal 24,9 23,2 19,3 23,1 24,4 24,3 24,9 25,8 26,1 25,5 25,7 25,9

2018 Brasil Urbana Federal 25,0 23,4 19,5 23,3 24,6 24,4 25,0 25,9 26,2 25,6 25,8 26,0

2018 Brasil Rural Federal 14,0 14,0 11,0 16,0 14,0 14,0 15,0 14,0 18,0 11,0 14,0 13,0

2018 Brasil Total Estadual 26,4 23,4 22,3 22,9 23,6 23,8 24,2 28,4 28,3 28,3 28,4 28,6

2018 Brasil Urbana Estadual 27,5 24,3 23,2 23,7 24,5 24,6 25,0 29,2 29,1 29,1 29,2 29,5

2018 Brasil Rural Estadual 15,9 13,9 12,7 13,4 13,9 14,5 14,9 18,5 19,1 18,8 18,3 17,7

2018 Brasil Total Municipal 22,9 22,7 20,8 21,9 22,9 23,7 24,0 26,0 26,8 26,5 25,5 24,8

2018 Brasil Urbana Municipal 25,1 23,9 22,0 22,9 24,2 24,9 25,5 28,1 28,6 28,5 27,7 27,4

2018 Brasil Rural Municipal 17,5 17,4 15,6 16,7 17,5 18,6 18,4 20,2 21,8 20,8 19,5 18,2

2018 Brasil Total Privada 19,8 17,8 17,0 17,5 18,0 18,4 18,6 23,7 23,7 23,5 23,8 24,0

2018 Brasil Urbana Privada 19,8 17,9 17,0 17,5 18,0 18,4 18,6 23,8 23,7 23,6 23,8 24,0

2018 Brasil Rural Privada 17,9 16,5 14,8 16,3 16,6 17,6 17,5 21,2 21,5 21,1 21,7 20,7

2018 Brasil Total Pública 23,9 22,8 21,1 22,0 23,0 23,7 24,0 27,2 27,5 27,3 26,9 26,8

2018 Brasil Urbana Pública 25,9 24,0 22,2 23,1 24,3 24,8 25,4 28,7 28,8 28,8 28,5 28,6

2018 Brasil Rural Pública 17,4 17,1 15,3 16,4 17,2 18,2 18,1 19,8 21,3 20,4 19,2 18,1

http://portal.inep.gov.br/web/guest/indicadores-educacionais
http://portal.inep.gov.br/artigo/-/asset_publisher/B4AQV9zFY7Bv/content/dados-do-censo-escolar-ensino-medio-
-brasileiro-tem-media-de-30-alunos-por-sala/21206
158 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Orientações pedagógicas:
Caro(a) professor(a), esta atividade propõe a análise e compreensão do texto não verbal
(tabela), a pesquisa de campo e a construção de dados. Sugere-se a interdisciplinaridade com
o componente curricular de matemática na elaboração do gráfico.
Vale ressaltar que o livro didático serve para subsidiar as atividades gramaticais.

ACTIVITY 5

(EF07LI10) Escolher, em ambientes virtuais, textos em língua inglesa, de fontes confiáveis,


para estudos/pesquisas escolares.
(EF07LI22) Explorar modos de falar em língua inglesa, refutando preconceitos.

GRAPHIC – Student’s exposure to bullying

Students’ exposure to bullying


Percentage of students who reported being bullied at least a few times per month or at least a few times per year
(OECD average)

% At least a few times per month At least a few times per year
50
45
40
35
30
25
20
15
10
5
0
Any type Other students Other I am threatened Other students I get hit or Other students
of bullying act leave me out of students by other take away pushed around spread nasty
things make fun of me students or destroy by other rumours
on purpose things that students about me
belong to me

Source: OECD, PISA 2015 Database, Table III.8.1.

https://www.oecd.org/pisa/PISA-in-Focus-No-71-Are-students-happy.pdf
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 159

Answer the following questions

1 Do you agree with the information presented on the graph above? Do you think the
percentage can be higher? Why? Why not?

2 Search the internet for information about bullying at school.

3 What is bullying for you?

Orientações pedagógicas:
Caro(a) Professor(a), para esta atividade orienta-se trabalhar a importância do pertencimento
do(a) aluno(a) em relação à comunidade escolar.

SELF-ASSESSMENT

Dear student,

It is your time to evaluate what you have learned so far. Write it on the table below:

LEARNED KNEW WANT TO KNOW


160 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

LÍNGUA ESTRANGEIRA
8o Ano – Ensino Fundamental

ACTIVITY 1

(EF08LI05) Inferir informações e relações, que não aparecem de modo explícito no


texto para construção de sentidos.
(EF08LI14) Utilizar formas verbais do futuro para descrever planos, expectativas e
fazer previsões.

TV History
Television arrived in Brazil in the 1950s. The first channel was TV Tupi. It mainly exhibited
programs of auditorium (such as Faustão), american western movie, (adapted soap operas of
radio), among other programs. At that time all programming was in black and white.

Color TV only emerged in the early 1970s, and with it the sophistication of TV sets. Today
there is a wide variety of models, sizes and features. These characteristics added to high qua-
lity signals and sharp images make the devices attractive.

TV stations have become channels of information, entertainment, documentaries, journa-


lism, news, culture, among other programs. Today TV is an indispensable means of communi-
cation, just like the cell phone, but we have to be critical and be aware of fake news.

Written by FERREIRA, T. Abreu (2019)


LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 161

Ask the following questions

1. How many TV sets are there in your house?

2. What is the importance of TV today?

3. Use the text to create a timeline of the television over the centuries.

4. How can you imagine television in the future? Discuss with your partner and write some
sentences of the possibilities on your notebook.

5. How is your experience with TV?

6. Do you agree? The TV of the future will have machine learning, 3D, hologram and 100%
mobile? Justify your answer.

7. Write positive and negative aspects of television in 10 years from now.

TELEVISION IN 10 YEARS

POSITIVE NEGATIVE

Orientações pedagógicas:
Caro(a) Professor(a), esta aula requer que seus (suas) alunos(as) compreendam o texto por meio
da busca de informações explícitas e implícitas, e façam previsões e expectativas futuras,
trabalhando assim a criticidade. Vale ressaltar o uso do livro didático para trabalhar o conteúdo
dos verbos no futuro para previsões.

ACTIVITY 2

(EF08LI09) Avaliar a produção escrita e oral dos colegas, com base no contexto de
comunicação (finalidade e adequação ao público, conteúdo a ser comunicado, or-
ganização textual, legibilidade, estrutura de frases).
162 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

INFLUENCES OF TV ON YOUR LIFE

1. Who watches TV more in your house?

2. How many hours a day do you spend in front of the TV set? What kind of program do you
and your family like most?

3. Do you believe that TV can influence us? In which ways?

4. Now, make a power point presentation or a paper to show your classmates the influences
of TV on your house.

Orientações pedagógicas:
Caro(a) Professor(a), esta aula requer uma roda de conversa sobre a influência da TV, bem
como pesquisas sobre o tema. Sugere-se o uso da tecnologia para a apresentação da produção
final. Vale ressaltar o uso do livro didático para trabalhar os conteúdos.

ACTIVITY 3

(EF08LI11) Produzir textos (comentários em fóruns, relatos pessoais, mensagens


instantâneas, tweets, reportagens, histórias de ficção, blogues, entre outros), com
o uso de estratégias de escrita (planejamento, produção de rascunho, revisão e
edição final), apontando sonhos e projetos para o futuro (pessoal, da família, da
comunidade ou do planeta).

ADDICTED TO SERIES

1. Do you like watching television series?

2.  ead the text about the creation of one of the most famous in the world. Have you heard
R
about it?

The Simpsons™, an American animated sitcom, was created by Matt Groening for the Fox
Broadcasting Company™. It was about a satirical depiction of working-class life, epitomized by
the Simpson family. The show is set in the fictional town of Springfield.
Source: adapted by Leonardo C.A.Moreira
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 163

3. What kind of series do you like most? Draw a smile face next to the genre you like.

GENRE DRAWING

DRAMA

COMEDY

HORROR

THRILLER

DOCUMENTARY

FICTION

4. Make a comic strip of your favorite series to present to the class.

Orientações pedagógicas:
Caro(a) Professor(a), esta aula requer que seu (sua) aluno(a) faça uso de estratégias de escrita
(planejamento, produção de rascunho, revisão e edição final) e oralidade. Vale ressaltar o uso
do livro didático para trabalhar o conteúdo gramatical.

ACTIVITY 4

(EF08LI05) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no


texto para construção de sentidos.
(EF08LI08) Analisar, criticamente, o conteúdo de textos, comparando diferentes
perspectivas apresentadas sobre um mesmo assunto.
164 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

DEATH

1. What do you understand about the title and the image? Discuss it with the whole group:

2. Read the following text carefully and circle the words you don’t know and find their meanin-
gs on the dictionary:

TV is dying... 41% of millennials aged 14-25 watch television on a computer. 16% watch it
either on a tablet or on a smartphone. Most young adults, 47%, do not rely on television sets to
follow their favorite program. What is happening to TV? Most people say that television is no
longer a relevant part of our lives. Why does this matter?
Source: adapted by Leonardo C. A. Moreira

3. What is your opinion about the death of television.

4. Find more information about it and compare your findings with the text above.

5. Present the similarities and differences to your classmates.

Orientações pedagógicas:
Caro(a) Professor(a), esta aula requer que seu (sua) aluno(a) faça inferência de informações
explícitas e implícitas, iniciando pela análise do título que remete à morte da TV. Sugere-se
propiciar um momento de discussão sobre o tema. Orienta-se que a produção textual
contemple introdução, desenvolvimento e conclusão. Vale ressaltar o uso do livro didático
para trabalhar o conteúdo gramatical.

SELF-ASSESSMENT
Dear student,
It is your time to evaluate what you have learned so far. Fill in the table below:

I HAVE LEARNED I WANT TO KNOW


LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 165

LÍNGUA ESTRANGEIRA
9o Ano – Ensino Fundamental

Habilidades
(EF09LI01) Fazer uso da língua inglesa para expor pontos de vista, argumentos e contra-
argumentos, considerando o contexto e os recursos linguísticos voltados para a eficácia da
comunicação.
(EF09LI02) Compilar as ideias- chave de textos por meio de tomada de notas.
(EF09LI09) Compartilhar, com os colegas, a leitura dos textos escritos pelo grupo, valorizando os
diferentes pontos de vista defendidos, com ética e respeito.
(EF09LI11) Utilizar recursos verbais e não-verbais para construção da persuasão em textos da
esfera publicitária, de forma adequada ao contexto de circulação (produção e compreensão).
(EF09LI14) Utilizar conectores indicadores de adição, condição, oposição, contraste, conclusão e
síntese como auxiliares na construção da argumentação e intencionalidade discursiva.

ACTIVITY 1

1. Analyze the image and discuss in small groups its meaning.

Foto – autor Leonardo C. A. Moreira – local: Muro da Escola Estadual Miss Browne (15/03/2019)
166 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

1.1 What is the meaning the artist tries to convey using this image? Write on your notebook.

1.2 With the orientation of your teacher, discuss with your group, what is to be ethical?

ETHICAL

relating to beliefs about what is morally right and wrong:


ethical and legal issues
the ethical dilemmas surrounding scientific research
morally right:
ethical practice/trading
a medical procedure that most people believe to be ethical
https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles/ethical Acesso em: 06/08/2019

2. Associate the words Ethics to Respect and write your ideas on your notebook.

(EF09LI03) Analisar posicionamentos defendidos e refutados em textos orais sobre temas


de interesse social e coletivo.
(EF09LI15) Empregar, de modo inteligível, as formas verbais e as orações condicionais dos
tipos 1 e 2 (If-clauses).
(EF09LI19) Discutir a comunicação intercultural por meio da língua inglesa como mecanis-
mo de valorização pessoal e de construção de identidades no mundo globalizado.

Orientações pedagógicas:
Caro(a) professor(a), nesta atividade orienta-se que se discuta sobre o que é Ética. Salientem-
se a revisão e explicação das linking words, apoiado no livro didático. Sugerem-se atividades
interdisciplinares com os componentes de História e Geografia, bem como junto aos
colegiados.

ACTIVITY 2

1 What does NGO stand for?

2 Do you know what the Red Cross or the Red Crescent are? After reading the text, write a
summary about this NGO work around the world.

3 Have you ever been in contact with a NGO? How was your experience with it?
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 167

4 Are there volunteer work where you live? (Associations, religious groups, institutions, NGOs,
etc). What do you know about their work? Write about it on your notebook.

ICRC’s Mission Statement


“The International Committee of the Red Cross (ICRC) is an impartial, neutral and indepen-
dent organization whose exclusively humanitarian mission is to protect the lives and dignity of vic-
tims of armed conflict and other situations of violence and to provide them with assistance.
The ICRC also endeavours to prevent suffering by promoting and strengthening humanita-
rian law and universal humanitarian principles.
Established in 1863, the ICRC is at the origin of the Geneva Conventions and the Internatio-
nal Red Cross and Red Crescent Movement. It directs and coordinates the international activities
conducted by the Movement in armed conflicts and other situations of violence.

https://www.icrc.org/en/doc/who-we-are/mandate/overview-icrc-mandate-mission.htm Acesso em 06/08/2019

(EF09LI10) Propor potenciais argumentos para expor e defender ponto de vista em texto
escrito, refletindo sobre o tema proposto e pesquisando dados, evidências e exemplos para
sustentar os argumentos, organizando-os em sequência lógica.
(EF09LI15) Empregar, de modo inteligível, as formas verbais e as orações condicionais dos
tipos 1 e 2 (If-clauses).
(EF09LI19) Discutir a comunicação intercultural, por meio da língua inglesa, como mecanis-
mo de valorização pessoal e de construção de identidades no mundo globalizado.

Orientações pedagógicas:
Caro(a) professor(a), nesta atividade orienta-se que se propicie um ambiente para pesquisas
acerca das ONGs e grupos voluntários, que fazem parte de sua comunidade. O objetivo é
despertar o protagonismo no(a) aluno(a) sobre temas de interesse social e coletivo. Salienta-se
a retomada das orações condicionais do tipo 1 apoiado no livro didático.
168 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ACTIVITY 3

1. Have you ever heard about volunteer work? What do you think about it? In pairs, write your
impressions on the board and discuss them with the class.

Positive Negative

Volunteer work
In Brazil, voluntary work is regulated by Law 9.608, of 1998, which considers it as actions, which
have cultural, educational, scientific, recreational or assistance purposes.
Volunteers can take part in various professional fields, such as health, education, civil cons-
truction, among others. However, this work demands a profile, not only professional, but also ethi-
cal, solidarity and compassion.
According to IBGE, it shows that in 2016, approximately 6.5 million people volunteer in Brazil.
This action has been growing all over the world, through voluntary programs, internships abroad,
exchanges, among other possibilities.
According to the professionals who work in voluntary work, they affirm that the personal satis-
faction of accomplishing them is immense, and that it is good to share our knowledge, contribute
to promote human rights, protect the environment, reduce the number of illiterates, etc. We belie-
ve that these procedures contribute to a more egalitarian society. Volunteering differentiates us
from other people, in order to take responsibility and commitment to social development progra-
ms, whether in our country or in a foreign land.
There are a number of voluntary organizations, including the United Nations (UN).
Written by FERREIRA, T. Abreu (2019)
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO FUNDAMENTAL 169

Taxa de realização de trabalho voluntário, por sexo,


segundo as Grandes Regiões (%)
Total Homem Mulher

Brasil 3,9 3,1 4,6


Norte 5,6 4,5 6,6
Nordeste 3,0 2,3 3,5
Sudeste 3,7 2,9 4,4
Sul 5,0 4,1 5,9
Centro-Oeste 4,6 3,6 5,5

Fonte: IBGE, Diretoria de pesquisas, Coordenação de Trabalho e


Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016.
Nota: Pessoas de 14 anos ou mais de idade na semana de referência

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/20618-cerca-de-6-5-mi-
lhoes-de-pessoas-fazem-trabalho-voluntario-no-pais Acesso em 06/08/2019

2. If you could choose one of the opportunities in the text, to volunteer, what will you choose
and why? Write it down on you notebook and then socialize with your groups.

3. With the help of your teacher, choose one of the following areas: Healthcare, Childcare,
Teaching, Conservation, Construction, Wildlife and Animal Care. Research and make a pre-
sentation to the class on the volunteer work in the area you have chosen.

Orientações pedagógicas:
Caro(a) professor(a) nesta atividade orienta-se que se apresentem contextos prévios, imagens,
vídeos e textos sobre o trabalho voluntário. O foco é o despertar da curiosidade e do
protagonismo no(a) aluno(a) sobre a participação e elaboração de atividades voluntárias.

(EF09LI04) Expor resultados de pesquisa ou estudo com o apoio de recursos, tais como
notas, gráficos, tabelas, entre outros, adequando as estratégias de construção do texto oral
aos objetivos de comunicação e ao contexto.
(EF09LI08) Explorar ambientes virtuais de informação e socialização, analisando a qualida-
de e a validade das informações veiculadas.
(EF09LI09) Compartilhar, com os colegas, a leitura dos textos escritos pelo grupo, valorizan-
do os diferentes pontos de vista defendidos, com ética e respeito.
(EF09LI16) Empregar, de modo inteligível, os verbos should, must, have to, may e might
para indicar recomendação, necessidade ou obrigação e probabilidade.
170 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ACTIVITY 5

1. As a group, develop a volunteer project which will bring benefits to your community or your
school. Here are some items to help you with this activity.
General Ideas for voluntary work:

✓✓ Organize a community food, hygiene product, coat, blood drive;


✓✓ Send/adopt cards to/of elders, homeless, shelter kids or others;
✓✓ Hold a food sale for your favorite charity or institution or to raise funds for it;
✓✓ Read books or letters to a person who is visually impaired;
✓✓ Organize inclusive events like a wheelchair basketball team and others;
✓✓ Organize and participate in a charity race;
✓✓ Organize an event or parade for social events;
✓✓ Organize and volunteer to help at a charity/institution auction;
✓✓ Create a campaign and then contact local businessmen or shops about donating whatever
they can to aid your project;
✓✓ Help register people to vote;
✓✓ Organize a car wash and donate the profits to charity or institution;
✓✓ Help deliver meals and gifts to patients at a local hospital;
✓✓ Write articles / give speeches advocating for social causes.
https://www.volunteerforever.com/article_post/best-volunteer-abroad-programs-organizations-projects
Acesso em 14/05/2019

Orientações pedagógicas:
Caro(a) professor(a) nesta atividade orienta-se que se apresentem contextos diversificados das
múltiplas realidades do aluno, por meio de rodas de conversa e análise de cenários,
contemplando um olhar sobre as necessidades escolares e comunitárias. Busca-se despertar a
curiosidade e o protagonismo do(a) aluno(a) sobre o envolvimento e elaboração de atividades
voluntárias, voltadas para seu contexto social.

SELF-ASSESSMENT
Dear student,
It is your time to evaluate what you have learned so far. Fill in the table below.

I HAVE LEARNED I WANT TO KNOW


EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 171

EDUCAÇÃO FÍSICA
Material do (a) Professor (a) Educação Física
Caro (a) Professor (a), esse volume traz orientações referente às atividades propostas na revis-
ta do aluno, orientando sobre a aplicação das mesmas.
No 1o e 2o bimestres para os Anos Finais do Ensino Fundamental propomos atividades para
o desenvolvimento das habilidades presentes no currículo vigente, associadas a habilidades da
Versão 2 do Currículo Paulista, essa associação foi feita por meio dos objetos de conhecimento,
associadas ao desenvolvimento de algumas habilidades da matriz do SAEB.
Para o Ensino Médio foram propostas atividades tendo como foco o desenvolvimento de
algumas habilidades presentes no currículo oficial, associadas às competências da Base Nacional
Comum Curricular, e a algumas habilidades da Matriz do SAEB.
Todas as habilidades estão destacadas na Revista do Aluno, portanto é necessário atentar-se
as habilidades previstas no Currículo Vigente - que não foram contempladas nas atividades - e
prever atividades que as desenvolvam.
Neste momento vale ressaltar que as habilidades da V2, do Currículo Paulista, trazem proces-
sos cognitivos (verbo), que complementam as habilidades previstas no currículo vigente. Outro
ponto relevante é a questão do modificador presente na habilidade, que se refere ao “para quê”,
aquele assunto que está sendo abordado, conforme exemplo abaixo:
Na habilidade “Experimentar e fruir esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combina-
tórios, valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo. (EF06EF03)”, os verbos experimentar e
fruir significam o processo cognitivo; esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combinatórios
são os objetos de conhecimento, ou seja, o assunto que será abordado; valorizando o trabalho
coletivo e o protagonismo, são os modificadores, o para quê os alunos irão experimentar e fruir
esses esportes, para valorizar aspectos que contribuem para o trabalho coletivo e valorizar ações
que contribuem para o protagonismo nos diferentes esportes.

Desejamos um ótimo trabalho!


172 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

EDUCAÇÃO FÍSICA
6o Ano – Ensino Fundamental

Caro (a) professor (a) é importante que no início das atividades seja feita a apresentação dos
assuntos que serão abordados neste bimestre, bem como as habilidades conforme segue abaixo:
Unidade Temática: Esporte Técnico-Combinatório – Ginástica Artística
Objeto de Conhecimento: Dança de Salão - Zouk
EDUCAÇÃO FÍSICA 103

Habilidades: Identificar e relacionar diferentes movimentos do cotidiano com a GA (ou GR);


Identificar e nomear os gestos e os movimentos da GA (ou GR), associando-os aos exercícios

EDUCAÇÃO FÍSICA
e aparelhos obrigatórios; Reconhecer a importância de condutas colaborativas na execução
dos movimentos da GA (ou GR) e recorrer a elas; Identificar as próprias estruturas corporais
utilizadas na GR; Experimentar e fruir esportes de marca, precisão, invasão e técnico-
combinatórios valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo; Localizar informações
explícitas em “Ser
um texto (SAEB); Identificar
protagonista é também a finalidade
gerenciar de textos de
a própria diferentes gêneros. (SAEB)
aprendizagem”.

Neste bimestre iremos aprender:

UNIDADE TEMÁTICA: ESPORTE TÉCNICO-COMBINATÓRIO


Unidade Temática: Esportes
Objeto de Conhecimento: Esporte Técnico
GINÁSTICA ARTÍSTICA
Combinatório - Ginástica Artística
Unidade Temática: Ginástica
Página 103 Objeto
no Caderno do Aluno
de conhecimento: capacidades físicas

UNIDADE TEMÁTICA: ESPORTE


Saltar, plantar bananeira, pular corda, equilibrar-se em uma perna só, dar uma cambalhota,
provavelmente, você já realizou alguns desses movimentos e atividades, em algum momento do
seu cotidiano. Mas você sabia que esses e outros movimentos também fazem parte da Ginástica
Artística? Já assistiu a uma competição de Ginástica Artística? Já praticou ou conhece alguém
que pratica? A partir de agora, vamos conhecer um pouco mais desse esporte que já trouxe
muitas medalhas e alegrias ao nosso país.

Fique ligado (a)! Nesta Unidade Temática espera-se que você aprenda:
Professor (a), este é o momento de iniciar o diagnóstico do que os alunos conhecem da
Identificar e relacionar diferentes movimentos do cotidiano com a GA (ou GR); iden-
Unidade Temática
tificar eanomear
ser estudada,
os gestos no
e oscaso, o esporte
movimentos da GAtécnico- combinatório
(ou GR), associando-os aosGinástica
exer- Artística
- G.A., após acícios
leitura do trecho
e aparelhos inicial da reconhecer
obrigatórios; introduçãoa importância
da unidadedetemática, levante com os alunos
condutas colaborati-
as percepções vassobre
na execução dos movimentos
a modalidade. da GA converse
Para iniciar, (ou GR) e recorrer
com seusa elas; identificar
alunos sobreaso que conhe-
próprias estruturas corporais utilizadas na GR; experimentar e fruir esportes de mar-
cem da Ginástica Artística, se praticam ou já praticaram esta modalidade esportiva ou se assisti-
ca, precisão, invasão e técnicos combinatórios, valorizando o trabalho coletivo e o
ram pela televisão uma competição.
protagonismo; (Saeb) localizar informações explícitas em um texto; (Saeb) identifi-
car a finalidade de textos de diferentes gêneros.
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 173

Antes de iniciar a 1a ATIVIDADE realize com os alunos a prática de atividades


(jogo ou brincadeira), que envolvam movimentos característicos da Ginástica
Artística, porém que façam parte do seu cotidiano familiar, social e escolar.
Página 104 no Caderno do Aluno

Sugerimos a brincadeira “Na minha cidade”.

Brincadeira:
Na minha cidade: Um aluno é definido como o prefeito da cidade e fica no círculo central.
Os demais atrás da linha de fundo de um dos lados da quadra. O prefeito explica que na
cidade dele ninguém pode dormir, então quando ele disser: “Todo mundo dorme” todos
devem sair correndo até chegar a outra linha de fundo da quadra e ele passa a ser pegador.
Os alunos que ele pegar vão ajudá-lo no círculo central. Porém, antes de falar a frase o pre-
feito poderá recomendar vários movimentos que os moradores devem executar.
Exemplo:
Na minha cidade todo mundo salta; (alunos se locomovem até a outra linha de fundo
saltando)
1. Na minha cidade todo mundo gira;
2. Na minha cidade todo mundo anda de “cadeirinha”;
3. Na minha cidade todo mundo pula em um pé só;
4. Na minha cidade todo mundo anda de carriola;
5. Na minha cidade todo mundo dorme (todos devem correr até a próxima linha de
fundo tentando fugir do prefeito);
6. Na minha cidade todo mundo faz pula sela.......
O (A) professor (a) pode mediar as ações dos alunos, porém os mesmos precisam ter auto-
nomia em suas escolhas.

Professor (a), após a brincadeira realize uma roda de conversa e questione-os sobre os mo-
vimentos realizados, quais as dificuldades encontradas, em que momentos do dia a dia realizam
os mesmos movimentos. Peça para registrarem no quadro proposto. Você pode questionar ou-
tros movimentos que não forem mencionados.
Solicite que os alunos respondam à questão: O que sabemos sobre a ginástica artística.?
Como é uma atividade diagnóstica, neste momento considere todas as respostas! Apenas tente
buscar com os alunos movimentos e gestos que não foram citados, por meio de questões que
os levem104à reflexão. SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

1ª ATIVIDADE:
O QUE SABEMOS SOBRE A GINÁSTICA ARTÍSTICA? 

Você realizou, na quadra, diversos movimentos; escreva, no quadro abaixo, os movimentos


que foram realizados nas brincadeiras e outros que poderiam ter sido vivenciados. 
174 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

2a ATIVIDADE Página 104 no Caderno do Aluno

2ª ATIVIDADE:
(RE) CONHECENDO MOVIMENTOS E GESTOS DA GINÁSTICA ARTÍSTICA

A Ginástica Artística
A Ginástica Artística é um dos esportes mais populares, famosos e modernos dentre os es-
portes olímpicos. Mais conhecida como Ginástica Olímpica, o esporte apresenta uma combinação
emocionante de ousadia e graça. Os ginastas executam elementos desafiadores em diferentes
aparelhos com ênfase em agilidade, habilidade artística, flexibilidade, poder e estilo. No feminino
são realizados em 4 (quatro) aparelhos, enquanto no masculino em 6 (seis) aparelhos, que exigem
muito desempenho dos atletas.
As apresentações acontecem de maneira individual, individual geral e individual por apa-
relho, possuem o tempo aproximado de trinta a noventa segundos de duração.
Em todos os eventos, os ginastas são julgados pela dificuldade do exercício, execução,
juntamente com a dinâmica, incluindo altura e distância do aparelho, devem mostrar força, fle-
xibilidade, equilíbrio e rítmica.
Sua estreia nos Jogos Olímpicos aconteceu em 1896 e no decorrer dos anos o aparato
evoluiu, o esporte foi transformado por gerações sucessivas de ginastas, empurrando ainda mais
os limites da física, seguindo para sempre o credo olímpico de Citius, Altius, Fortius (“Mais rápi-
do, mais alto e mais forte”) e competindo entre si para criar movimentos.
O Brasil vem crescendo no esporte, hoje conta com grandes nomes reconhecidos interna-
cionalmente.
Agora é hora de descobrir um pouco mais desta modalidade esportiva.

Professor (a),Pesquisa
para aem leitura
grupo:do
Emtexto
grupo,“Ginástica
pesquise umArtística”
pouco maisfaça
sobreuso
essa de procedimentos de
modalida-
leitura como, porde exemplo,
esportiva. oVocê
grifo.
podePor meio em
procurar da imagens,
leitura compartilhada ou leitura em voz alta, a
vídeos e/ ou textos.
cada pergunta feita por você e resposta dada pelo aluno, solicite que justifiquem essa resposta
apontando no texto trechos que os permitiram a chegar à resposta.

Perguntas norteadoras:
• Como a Ginástica Artística é conhecida?
• Como são os movimentos executados pelos ginastas?
• É uma modalidade apenas para mulheres?
• Quantos são os aparelhos?
• Qual o tempo de apresentação dos ginastas?
• Quais capacidades físicas precisam desenvolver os ginastas?
• É uma modalidade esportiva olímpica?
• Finalize questionando qual a finalidade do texto lido.
(espera-se que o aluno possa identificar que o mesmo se trata de um texto dissertativo
expositivo, pois apresenta informações sobre a G.A.)

SAIBA MAIS sobre procedimentos de leitura no site: https://gestaoescolar.org.br/


conteudo/679/alguns-procedimentos-de-apoio-a-leitura. Acesso em 24/02/2019
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 175

O foco da atividade é iniciar o aprofundamento do tema em estudo.


Agora é o momento do aprofundamento, a partir da Pesquisa em grupo .
Porém, antes da realização da mesma apresente um pouco sobre o histórico da Ginástica
Artística. Em seguida, solicite que pesquisem em sites, revistas e jornais informações sobre os
principais gestos, os aparelhos masculinos e femininos, os atletas brasileiros e as medalhas olím-
picas e outras conquistas da modalidade. A proposta é uma pesquisa que poderá ser realizada
na escola ou como tarefa de casa. Você irá decidir considerando a realidade do contexto escolar.
É muito importante norteá-los sugerindo sites e vídeos. Após a pesquisa, os alunos deverão ser
orientados quanto a sua socialização para os demais grupos, onde juntos poderão complemen-
tar o que talvez um grupo não tenha contemplado em sua pesquisa.

Sugestões de sites para pesquisa:


Modalidades da Ginástica Artística Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=5CE9iwcS6Mk Acesso em: 19/02/2019.
Ginástica Artística Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/gi-
nastica-artistica.htm Acesso em: 20/02/2019.

Para finalizar, solicite aos alunos que tragam na próxima aula imagens da Ginástica Artística
e de seu cotidiano e representem as seguintes posições: Carpado, Afastado, Grupado, Esten-
dido, Apoiado e Suspenso.
O objetivo é que os alunos levem para a aula imagens que possam ser demonstradas aos
colegas e experimentadas na prática, para que compreendam como estão presentes em dife-
rentes situações do cotidiano e na G.A. Para tanto, após a análise das imagens e a construção
do mural , proporcione aos alunos nas próximas aulas situações práticas de movimentos e ges-
tos de: Saltos, giros, rolamentos, corridas (circuito/jogo de estafetas); Equilíbrio (movimentos
e gestos na linha da quadra, pega-pega na linha, andar no banco sueco); Parada de dois e três
apoios (estrelinha, bananeira na parede); Suspensão (cadeirinha).
Durante a realização das atividades peça aos alunos para que realizem conforme a pesqui-
sa (carpado, estendido, grupado e afastado)
Após a experimentação dos diversos movimentos da Ginástica Artística, solicite que
os alunos realizem o Desafio em Família, apesar desta atividade ser parecida com a ante-
rior, o objetivo é que eles compartilhem com seus familiares o que aprenderam, buscando
novas imagens dos movimentos da Ginástica Artística: Estendido, Grupado, Carpado,
Afastado e Selado. Na próxima aula em roda de conversa, peça que compartilhem as ima-
gens com seus colegas, e relatem sobre os movimentos que tiveram mais dificuldade ou
facilidade para realizar.
Chegou o momento dos alunos colocarem em prática o que aprenderam. Explique a eles
que o trabalho colaborativo faz parte da G.A. e que juntos deverão elaborar uma sequência de
movimentos e gestos da modalidade, conforme orientações. Sua mediação na construção é
muito importante quanto aos espaços disponíveis, bem como para os movimentos a serem exe-
cutados com segurança. Procure montar os grupos de forma que contemple alunos com habili-
176 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

dades diversas. Você pode se basear na atividade proposta no vídeo “Aprenda a Ensinar: gi-
nástica artística - Transforma Rio 2016”. Disponível no Link: https://www.youtube.com/
watch?v=_Z-jjO0Pumw. A discussão entre os grupos, após a apresentação, é um momento im-
portante para que compreendam as dificuldades enfrentadas e o que pode ser melhorado.

3a106
ATIVIDADE Página 106 no Caderno doSÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO
Aluno
106 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

3ª ATIVIDADE:
3ª ATIVIDADE:
GIRAR, SALTAR, ROLAR.... MONTAR UMA SEQUÊNCIA DA G.A!
GIRAR, SALTAR, ROLAR.... MONTAR UMA SEQUÊNCIA DA G.A!
Durante as aulas você constatou o quanto a Ginástica Artística está presente nas atividades
Durante
do seu as aulas
dia a dia. você constatou
Aprendeu o quanto
os movimentos a Ginástica
e gestos Artística
da G.A. está que
Percebeu presente nasassociadas
quando atividades
do
aosseu dia a dia.
exercícios Aprendeuososresultados
e aparelhos movimentossãoebelíssimas
gestos daapresentações.
G.A. Percebeu que quando
Chegou associadas
o momento de
aos
vocêexercícios e aparelhos
e seus colegas os resultados
trabalharem são ebelíssimas
em equipe colaborarapresentações.
uns com os outros,Chegou o momento
elaborem de
uma série
você e seus colegas
de movimentos trabalharem
e gestos em equipe
da Ginástica e colaborar
Artística, discutamuns com ostudo
e reflitam outros, elaborem
o que uma série
aprenderam. Al-
de movimentos
gumas regras sãoe gestos da Ginástica Artística, discutam e reflitam tudo o que aprenderam. Al-
importantes:
gumas• regras são importantes:
A sequência precisa ter no mínimo 5 movimentos característicos da G.A.;
•• A
Ossequência precisa
movimentos devemter contemplar
no mínimo 5algumas
movimentos característicos
das posições da da
corporais G.A.;
G.A. (estendido,
• Os movimentos
carpado, devem
grupado, contemplar algumas das posições corporais da G.A. (estendido,
afastado);
• carpado, grupado,
O grupo deverá afastado);
dividir-se em árbitro, atleta, técnico e torcida: o árbitro julgará a série e
• O grupo deverá
atribuirá notas; odividir-se emaárbitro,
atleta fará atleta, técnico
apresentação e torcida:
da série; o técnicoo árbitro
dará asjulgará a sérieao
orientações e
atribuirá
atleta e anotas;
torcidao apreciará
atleta faráa a apresentaçãoÉ da
apresentação. série; o técnico
importante, dentrodará as orientações
do possível, que todosao
atleta
passem e apor
torcida
todasapreciará a apresentação. É importante, dentro do possível, que todos
as funções.
passem por todas as funções.
Ao final das apresentações, de todos os grupos da turma, discuta com seus colegas: Qual
a dificuldade queapresentações,
Ao final das encontraram na derealização da tarefa?
todos os grupos Conseguiram
da turma, elaborar
discuta com seus atividades, de
colegas: Qual
Ao final
aacordo
das apresentações,
com asque
dificuldade características
encontraram
de todos
dana
G.A.?
os grupos
Qual ada
realização
da turma,
importância
proponha
da participação
tarefa? Conseguiram
momentos
de todos
elaborar
em que os
do grupo
atividades, de
alunos possam discutir
no desenvolvimento
acordo comdaseus colegas
atividade?
com as características sobre:
da G.A.? Qual a importância da participação de todos do grupo
Quais as dificuldades que encontraram na realização da tarefa? Conseguiram elaborar
no desenvolvimento da atividade?
atividades, de acordo com as características da G.A.? Qual a importância da participação de
todos do grupo no desenvolvimento da atividade?
É importante, neste momento, realizar intervenções sobre a importância da colaboração de
todos no processo, do saber ouvir e respeitar as individualidades de cada um na elaboração da co-
reografia, chegando a um objetivo em comum que respeite as opiniões do grupo e não individuais.

O que aprendi.
O que aprendi.
Com base no que você aprendeu no decorrer desta Unidade Temática, responda às situa-
ções Com base no que você aprendeu no decorrer desta Unidade Temática, responda às situa-
abaixo.
ções abaixo.
1 − Ao sentar, esticar as pernas e tocar a ponta dos pés com as mãos, o corpo assume a posi-
− Ao
Para1 Finalizar a Unidade
çãosentar, esticar asTemática,
carpado. proponha
pernas e tocar a ponta que os alunos
dos pés o corpo “O
respondam
com as mãos, quea eu
assume aprendi”,
posi-
caso ção
ainda fiquem carpado.
com dúvidas, oriente-os
( ) Verdadeiro a perguntarem.
( )Falso
( ) Verdadeiro ( )Falso
Neste momento espera-se que os alunos possam resolver situações-problemas contextua-
2 − Durante o intervalo, Ana e suas amigas ficaram dando “estrelinha” no pátio. Para realiza-
lizadas com
2 − Duranteas atividades
o intervalo,
rem a brincadeira, apresentadas
Ana e suas
precisaram amigas
ficar e vivenciadas
ficaram
apoiadas nosdando anteriormente.
braços.“estrelinha” no pátio. Para realiza-
Espera-se
rem que
a exista
brincadeira,
( ) Verdadeiro um momento
precisaram ficar de devolutiva,
apoiadas
( ) Falso nos propiciando
braços. um espaço de discussão
sobre as( respostas.
) Verdadeiro ( ) Falso
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 177

UNIDADE TEMÁTICA: GINÁSTICA


OBJETO DE CONHECIMENTO: CAPACIDADES FÍSICAS
Página 107 no Caderno do Aluno
Para iniciarmos essa unidade temática, solicite que os alunos leiam a introdução e, após,
apresente aos alunos o que se espera que eles aprendam ao longo deste percurso:

Habilidades: Associar exercícios de flexibilidade e força às articulações e aos músculos;


experimentar e fruir exercícios físicos que solicitem diferentes capacidades físicas,
identificando seus tipos (força, velocidade, resistência, flexibilidade) e as sensações corporais
provocadas pela sua prática; (Saeb) localizar informações explícitas em um texto; (Saeb)
identificar o tema de um texto; (Saeb) inferir uma informação implícita em um texto; (Saeb)
identificar efeitos de ironia ou humor ou textos variados.

Professor (a), você poderá retomar o tema capacidades físicas desenvolvidos com os alu-
nos nos bimestres anteriores, levantando o que eles já sabem sobre as capacidades físicas.

1a ATIVIDADE Página 108 no Caderno do Aluno


108 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

1ª ATIVIDADE:
O QUE VOCÊ SABE?
Quem sou eu?
Se pudéssemos tirar um Raio X do nosso corpo, agora ... Como será que pareceríamos?
Será que aparecem nossas veias? Nossos músculos? Os sistemas que compõem nosso corpo?
Não .... Vai aparecer quem? Será que consegue adivinhar?
Minha função é proteger os órgãos vitais! Eu que consigo fazer com que você fique em
pé, ou seja, auxilio na sustentação do seu corpo!
Ainda não conseguiu adivinhar? No dia das bruxas, ou dia dos mortos.... muitos gostam
de se vestir como eu!!!! Eu gosto que se vistam... pois adoro assustar!!!! Mas não entendo o
porquê do medo, se todos me têm dentro de si.
Se eu tivesse um inimigo, ah, com certeza seria o cachorro... imagino sua felicidade. Ao
me ver pensaria: Uau, vejo comida para muitas semanas!
Vou te dar mais pistas... ajudo você a se movimentar em parceria com os músculos, pro-
duzo determinadas células do sangue, como a hematopoese... Sabe o que é? O que deve ser
isso? Daria outra história, mas não é essa que quero contar!
Você, de tão esperto, já deve ter descoberto quem eu sou! Alguns dizem que nos adultos têm
206 (duzentos e seis) partes minhas, e nos bebês 300 (trezentos) partes.... Nossa, como sou complexo!
Eu nada mais sou ... que o seu .... ahh, pensou que eu iria contar, advinha?
Sandra Pereira Mendes, Thaisa Pedrosa Silva Nunes.
Após a leitura do texto, responda às questões:

De qual parte do corpo humano o texto se refere?

Agora utilize a leitura do texto para despertar a curiosidade sobre o assunto “esqueleto” e
caso sua escola possua um exemplar você poderá leva-lo até a sala de aula, gerando assim um
maior impacto na apresentação do tema.

Quais informações o texto apresenta para sabermos de quem ele está falando?
178 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Utilize algumas estratégias para leitura do texto (leitura compartilhada, em duplas, leitura
em voz alta).

Alguns pontos são importantes:


Faça questões antes da leitura:
- Peça para que digam o que acham do que o texto vai tratar, apenas pelo título?

Após a Leitura:
Questione sobre o principal personagem do texto?
Qual gênero textual ele se refere? Conto.
Se o texto tivesse outro final qual poderia ser?

Para sistematizar o que os alunos aprenderam no texto e dar continuidade ao levantamen-


to de suas percepções sobre o tema, solicite que respondam às questões propostas. Outras
perguntas poderão surgir e você poderá anotá-las na lousa, para que os alunos pesquisem ou
respondam oralmente se souberem.

Para aprofundar o conhecimento sobre o corpo para além do esqueleto, solicite


que os alunos façam uma pesquisa sobre os ossos, as articulações e os múscu-
los, propondo a 2a ATIVIDADE. Após a realização da pesquisa, apresente o
sistema locomotor e suas principais funções. Página 109 no Caderno do Aluno

Para ampliar o conhecimento dos alunos quanto ao aparelho locomotor, identificando as


articulações, ossos e músculos ao movimento, você pode dividir os alunos em quatro grandes
grupos, em que cada um ficará responsável pela pesquisa de um item (Articulação, músculos,
ossos e função). Em seguida, promova que os grupos se misturem de forma a contemplar alunos
dos quatro grupos para que discutam e socializem as informações pesquisadas. https://www.
todamateria.com.br/sistema-locomotor/

Para que os alunos realizem a 3a ATIVIDADE, deve-se propor um jogo para que
consigam vivenciar e compreender como as diferentes características físicas in-
fluenciam nos batimentos cardíacos, na respiração, na velocidade, na agilidade
e em possíveis vantagens e desvantagens para realizar as tarefas dos jogos/
brincadeiras. Página 110 no Caderno do Aluno

Para isso sugerimos o PIQUE PRANCHA atividade que possibilita além da vivência lúdica
da brincadeira de PEGA-PEGA, experimentar movimentos utilizados na ginástica (apoio e apoio
invertido), podendo assim utilizar a modalidade em destaque no bimestre para contextualizar
novas vivências e discussões.
Confira o jogo acessando: https://www.youtube.com/watch?v=_Z-jjO0Pumw
Pode-se sugerir ainda realizar diferentes movimentos ginásticos aprendidos anteriormente:
Estrela, cambalhotas, rolamentos, vela e outras.
é hora de pensar: Se todas as pessoas possuem o mesmo aparelho locomotor, é possível que
tenham o mesmo desempenho nas atividades? Você já notou, que as pessoas possuem diferen-
tes características? Quem é o mais alto da sua turma? E o mais rápido?
EDUCAÇÃO FÍSICA
Neste –momento,
ENSINO FUNDAMENTAL
participe, seguindo as orientações do (a) seu (sua) professor (a), de um 179
jogo em que todos possam se envolver, tente observar para depois discutir com os colegas:

Lembre-se
a) Como deestá
pedir aos alunos
o batimento queda
cardíaco respondam às mais
turma? Alguns questões referentes
acelerados aos
do que de batimentos car-
outros?
díacos e b)
respiração, peçaquem
E a respiração, para ficou
registrarem as respostas
mais ofegante durante o no caderno e no final da atividade reali-
jogo?
ze uma roda
c) de conversa,
Quem a fim
obteve mais de quenoas
vantagem diferentes
jogo? respostas
O mais ágil? possam
O mais veloz? seralto?
O mais compartilhadas.
finalAs
Ao d) características
solicite que osdealunos
uma pessoa podem influenciar
respondam no jogo?
às alternativas:
e) É possível desenvolver essas características? Como?

Analise as seguintes situações e relacione com os músculos, ossos, articulações e capacidades


físicas de força, velocidade, resistência, flexibilidade utilizadas.

a) Você está sentado e precisa levantar-se da cadeira. _______________________


b) Nabil está vindo para escola e percebe que sua mochila está muito pesada, causando as-
sim uma leve dor nas costas. _______________________
c) Flavia está cansada de escrever e decide estalar os dedos para relaxar. _______________
d) Seu (sua) professor(a) sugere, como atividade de aquecimento, 5 piques de 10 metros rea-
lizados na quadra o mais rápido possível. _______________________
e) Thaisa e Ligia desafiaram-se a realizar o maior número de polichinelos possíveis, durante a
aula de educação física. _______________________
f) Tiago é capoeirista e consegue segurar a ponta de um dos pés acima da cabeça.
____________________
g) Nos Jogos Escolares, Felipe foi campeão do arremesso de peso, conseguindo arremessar
um implemento de 3kg a 3,65 de distância. _______________________

Nas4ª
situações-problema
ATIVIDADE: apresentadas o aluno deverá analisá-las e associá-las aos músculos,
ossos, articulações
SITUAÇÃOe PROBLEMA
capacidades físicas predominantes no movimento. O aluno precisa iden­
tificar que, ao se levantar da cadeira, está acionando a articulação do quadril e a capacidade
física de forçaDurante a Unidadeinferiores.
nos membros Temática Ginástica você experimentou, vivenciou e aprendeu exercí-
cios físicos. Aprendeu que para se mover, nosso corpo solicita diferentes capacidades físicas.
Vamos agora colocar isso em prática. Siga as instruções abaixo e depois apresente e discuta
com sua turma.
Professor (a), os alunos construíram, por meio de pesquisas, vivências e análise
de situações-problema, conhecimentos sobre o Aparelho Locomotor e as capa-
cidades físicas solicitadas nos movimentos. Agora o momento é de retomar,
discutir e pensar outras situações. Peça para realizarem a 4a ATIVIDADE e que
sigam o roteiro apresentado no material. Você pode reproduzir na lousa ou
expor em forma de mural. Página 110 no Caderno do Aluno

A proposta é que o aluno registre no caderno, porém outras formas podem ser sugeridas
(cartolina, folhas de sulfite, PPT) para enriquecer a apresentação aos colegas.

O QUE APRENDI Página 112 no Caderno do Aluno

Professor (a), estamos finalizando mais uma Unidade Temática. Peça ao aluno que registre
tudo que aprendeu no caderno. Estimule para que escrevam suas dificuldades, como foi traba-
lhar em grupo, o que mais gostaram de realizar e por quê. Promova um momento para que
compartilhem suas respostas com os colegas. Você também pode levar informações do que os
alunos aprenderam e o que é preciso retomar.
180 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

O que aprendi
Essa Unidade Temática está chegando ao fim, portanto é o momento de você registrar
no seu caderno tudo que aprendeu! Aproveite, deixe registrado o que você mais gostou de
aprender e por quê.

PARA SABER MAIS

Vídeo: Aprenda a Ensinar: ginástica artística - Transforma Rio 2016 Disponível


em: https://www.youtube.com/watch?v=_Z-jjO0Pumw. Acesso em: 25/02/2019.
Ginasta bomba na web com coreografia ao estilo Michael Jackson no solo:
https://globoesporte.globo.com/ginastica-artistica/noticia/ginasta-bomba-na-web-
com-coreografia-ao-estilo-michael-jackson-no-solo.ghtml. Acesso em: 19/02/2019.
Ginástica Artística: história, provas, regras e curiosidade. Disponível em: http://www.
brasil2016.gov.br/pt-br/megaeventos/olimpiadas/modalidades/ginasticaartistica-1. Acesso
em: 25/02/2019.
Articulações do corpo humano. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/
articulacoes-do-corpo-humano/ . Acesso em: 25/02/2019.
Sistemas do corpo humano Disponível em: https://www.auladeanatomia.com/
novosite/sistemas/sistema-muscular/musculos-do-membro-superior/musculos-do-
antebraco/. Acesso em: 25/02/2019.
Federation Internacionale de Gymnastique. Disponível em: http://www.gymnastics.
sport/site/. Acesso em: 19/02/2019.
Infográfico Arthur Zanetti Disponível em: https://www.otempo.com.br/
infogr%C3%A1ficos/arthur-zanetti-1.1348461. Acesso em: 20/02/2019
Pasta de imagens de ginástica: https://www.freeimages.com/search/gymnastic?free=1.
Acesso em: 20/02/2019.
Ginástica masculina do Brasil vai à final da Olimpíada e tem resultado histórico.
Disponível em: https://esporte.ig.com.br/olimpiadas/2016-08-06/ginastica-rio-2016.
html. Acesso em: 21/02/2019.
Sistema esquelético e muscular – Superinteressante. Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=qrTuTTQqcvM. Acesso em: 26/02/2019.
NUNOMURA, M.; NISTA-PICCOLO, V.L. Compreendendo a Ginástica Artística. São
Paulo. Phorte, 2008.
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 181

EDUCAÇÃO FÍSICA
7o Ano – Ensino Fundamental

EDUCAÇÃO FÍSICA
Neste volume serão desenvolvidas as Unidades Temáticas: Esportes (técnico-combinató-
101
rio) - Ginástica Rítmica e Ginásticas - Ginástica Geral. Os procedimentos adotados em cada
temática atendem a uma sequência comum, uma vez que todos apresentam em seu início uma
atividade de caráter diagnóstico, duas ou mais de conhecimento/aprofundamento do tema, e

EDUCAÇÃO FÍSICA
uma atividade final para investigar os conhecimentos adquiridos ao longo deste processo. O
objetivo por meio das propostas apresentadas é oferecer instrumentos de apoio ao seu traba-
lho, assim como, no aprendizado dos (as) alunos (as) e não restringir a sua criatividade e autono-
mia. Vamos dar início aos estudos. Bom trabalho!

UNIDADE
“Ser protagonista TEMÁTICA:
é também ESPORTE
gerenciar a própria aprendizagem”.
OBJETO DE CONHECIMENTO: ESPORTE TÉCNICO-COMBINATÓRIO
Neste bimestre iremos aprender:
MODALIDADE: GINÁSTICA RÍTMICA (G.R)
Unidade Temática: Esporte
A proposta é possibilitar aos alunos experiências nas quais percebam as diferenças e rela-
Objeto de conhecimento: Esporte técnico combinatório
ções entre os gestos técnicos e as regras específicas da Ginástica
Modalidade: Ginástica RítmicaRítmica.
Unidade Temática: Ginástica
 
UNIDADE TEMÁTICA: ESPORTE
UNIDADE
Habilidades: Identificar diferentes TEMÁTICA:
possibilidades ESPORTEda GR, identificar os prin­
de movimento
cipais gestos técnicos e relacioná-los com as regras específicas da GR, reconhecer os gestos
técnicos e relacioná-los
FIQUE LIGADO(A)! com os Unidade
Nesta aparelhos específicos
Temática espera-se que davocê
GR,aprenda:
identificar os dife-
Identificar diferentes ele­
mentos que rentes
constituem os esportes
possibilidades técnico-combinatórios,
de movimento valorizando
da GR, identificar os principais o trabalho
gestos técnicos e rela- coletivo e
cioná-los com as regras específicas da GR, reconhecer os gestos técnicos e relacioná-los
o protagonismo.
com os aparelhos específicos da GR, identificar os diferentes elementos que constituem os
esportes técnico-combinatórios, valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo.

Professor (a), antes


Habitualmente, de iniciar
quando a
ATIVIDADE,
falamosaem1Esporte, nem semprevocê deverá
pensamos explanar
na Ginástica comdeos
Rítmica
imediato. Isto se deve ao fato do termo “Ginástica” ser confundido com a
alunos o conceito de Esporte técnico-combinatório no qual faz parte a Ginásti- nomenclatura da Uni-
dade Temática. Anteriormente, as Ginásticas
ca Rítmica. Página 101 no Caderno do Aluno faziam parte dos Esportes Individuais e indiretamen-
te, quando pensamos no sentido da palavra Ginástica, ela nos leva a pensar em um Tema, mas ao
estudarmos esta modalidade, veremos que se trata de um Esporte Técnico- combinatório.

TÉCNICO-COMBINATÓRIO: reúne modalidades onde há a comparação de desempenho,


de acordo com a dimensão estética e acrobática do movimento, obedecendo determinados
padrões ou critérios (ginástica artística, ginástica rítmica etc.)

A Ginástica faz parte das diferentes manifestações humanas como saltar e correr. Neste
Professor, neste momento sugere-se uma leitura calma, realizando inferências sobre o con-
sentido, a Ginástica Rítmica deve ser desmistificada e amplamente divulgada no âmbito escolar,
ceito de já
esporte,
que não com o comum
é muito intuito sua
de aparição
elucidarnaao aluno
mídia o motivo
brasileira. Outraespecífico da desta
particularidade G.R. estar
modali-classifica-
da comodade
esporte técnico-combinatório.
que contribui para sua ausência nos meios televisivos, é o fato de, competitivamente, ser
praticada exclusivamente por mulheres. Vale ressaltar que, em alguns países como o Japão, a
GR. são comumente praticadas pelos homens.
esportes técnico-combinatórios, valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo.

182 Habitualmente, quando falamos em Esporte, nem sempre pensamos na Ginástica Rítmica de
SÃO PAULO
imediato. Isto se deve ao fato do termo “Ginástica” FAZ ESCOLA
ser confundido com a – CADERNO DO
nomenclatura PROFESSOR
da Uni-
dade Temática. Anteriormente, as Ginásticas faziam parte dos Esportes Individuais e indiretamen-
te, quando pensamos no sentido da palavra Ginástica, ela nos leva a pensar em um Tema, mas ao
Logo após, apresentamos
estudarmos esta modalidade,um textoque
veremos inicial sobre
se trata de umGinástica Rítmica,
Esporte Técnico- a fim de desmistificar o
combinatório.
esporte.
TÉCNICO-COMBINATÓRIO: reúne modalidades onde há a comparação de desempenho,
Professor: solicite aos alunos a leitura do trecho abaixo, com enfoque para a questão do
de acordo com a dimensão estética e acrobática do movimento, obedecendo determinados
gênero predominante neste esporte.
padrões ou critérios (ginástica artística, ginástica rítmica etc.)

A Ginástica faz parte das diferentes manifestações humanas como saltar e correr. Neste
sentido, a Ginástica Rítmica deve ser desmistificada e amplamente divulgada no âmbito escolar,
já que não é muito comum sua aparição na mídia brasileira. Outra particularidade desta modali-
dade que contribui para sua ausência nos meios televisivos, é o fato de, competitivamente, ser
praticada exclusivamente por mulheres. Vale ressaltar que, em alguns países como o Japão, a
GR. são comumente praticadas pelos homens.
102 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

Professor (a), agora realize com os alunos a 1a ATIVIDADE, denominada: “O


1ª ATIVIDADE:
que você VOCÊ
O QUE já sabe?”
JÁ Página
SABE?102 no Caderno do Aluno

Você Agora que você já sabe que a Ginástica Rítmica faz parte dos Esportes técnico-combina-
já praticou algum tipo de ginástica? Qual?
tórios, vamos explorar alguns conhecimentos adquiridos acerca deste Tema, ao longo de sua
Em quais
vivência locais
escolar você
e/ou praticou asPara
na comunidade. modalidades de ginástica?
isto, você deverá Com
registrar em seu quem?
caderno as respos-
tas de acordo com as questões norteadoras abaixo:
 m algum momento da sua vida você realizou movimentos envolvendo: equilíbrio, sal-
E
Vocêacrobáticos,
tos, giros, já praticou algum
comtipo
oude ginástica?
sem o uso Qual?
de materiais?
Em quais
 ocê tem
V locais você
lembrança de praticou as modalidades alguma
ter experimentado de ginástica? Com quem?
vivência coreográfica? Conte mais
sobre isso.
Em algum momento da sua vida você realizou movimentos envolvendo: equilíbrio, sal-
tos, giros, acrobáticos,
Quais qualidades com julga
físicas você ou semser
o uso de materiais?
necessária para a prática da Ginástica Rítmica?
Você tem lembrança de ter experimentado alguma vivência coreográfica? Conte mais
Professor sobre
(a), através
isso. desta atividade, espera-se que o aluno traga vivência a respeito da
G.R. realizadas em etapas anteriores, dentro ou fora da escola. O objetivo é partir do contexto
dos alunos. Os Quais qualidades físicas você julga ser necessária para a prática da Ginástica Rítmica?
relatos serão importantes para repertoriar as próximas atividades.

EXPERIMENTANDO A G.R
Agora que você já retomou suas experiências motoras referente ao Esporte Ginástica
Rítmica, vamos experimentar alguns movimentos?
Em uma roda de conversa, reflitam sobre as principais respostas de seus colegas. No mo-
mento em que cada aluno(a) relata uma experiência, seu (sua) professor (a) irá solicitar que a
classe realize alguns movimentos já experimentados anteriormente. Enquanto o seu (sua) colega
realiza um movimento, a sala toda também poderá se apropriar e ser desafiada a realizá-lo!

DICA: Procure lembrar-se dos movimentos de: equilíbrio, giros, saltos, acrobáticos, arre-
Professor (a) durante a roda de conversa e a realização dos movimentos, pelos alunos, você
messos, lançamentos já vividos anteriormente.
deverá realizar intervenções destacando os tipos de movimentos; coreografias e tipos de ginás-
CURIOSIDADE: A ginástica rítmica, assim como o nado sincronizado, abriga somente mu-
tica e características da sua
lheres desde G.Rinclusão
trazidas alunos no questionamento da 1a ATIVIDADE.
pelosOlímpicos.
nos jogos

DICA: Procure lembrar-se dos movimentos de: equilíbrio, giros, saltos, acrobáticos,
arremessos, lançamentos já vividos anteriormente.
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 183

Professor (a), iremos prosseguir para a 2a ATIVIDADE: “Ampliando o seu conhe-


cimento”. Página 103 no Caderno do Aluno

Na atividade anterior, foi possível relembrar as experiências motoras dos alunos sobre a
G.R. Agora a ideia é a realização de uma pesquisa sobre este esporte. Para isto, faz-se necessá-
rio a divisão de grupos mistos, será interessante nortear os grupos de trabalho organizando os
Temas. Cada grupo deverá escolher sobre um tema de sua preferência, a fim de somar as expe-
riências e estudos. A pesquisa deverá conter textos, imagens e até desenhos sobre o esporte.
No material do aluno encontra-se um Roteiro.
Após a realização da pesquisa, os alunos deverão ser orientados a realizarem a exposição dos
principais resultados. Na sequência, solicite que elaborem a montagem de um painel contendo
os principais conhecimentos adquiridos por intermédio: dos textos, imagens e desenhos. O painel
poderá ser fixado em local de evidência da escola a fim de compartilhar as informações!

Um sorteio com o intermédio do professor é uma boa alternativa.

Professor (a), agora iremos para a 3a ATIVIDADE denominada: “Desfrutando


a G.R.” Página 104 no Caderno do Aluno
104 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

3ª ATIVIDADE:
DESFRUTANDO DA G.R
Por meio das atividades anteriores, foi possível identificar diferentes possibilidades de mo-
vimento da GR e identificar os principais gestos técnicos, bem como suas regras específicas.
Agora, você terá a oportunidade de reconhecer os gestos técnicos e relacioná-los com os apa-
relhos específicos. Para isto, sugerimos a apreciação de alguns vídeos em sala de aula:
1 “OURO” BRA Final Ginástica Rítmica / Final Rhythmic Gymnastics - Toronto 2015 Pan Am
18.07.2015 [HD]- https://www.youtube.com/watch?v=8rpS__7Bexw [07:25s]. Acesso em
20/02/2019
2 Ginastica Rítmica Aparelhos - https://www.youtube.com/watch?v=Fs4eKRu7-Io [04:48s]

Após a apreciação dos vídeos, vamos ler o texto abaixo, sugerimos, neste momento, a re-
alização de procedimentos de leitura do poema abaixo:
A proposta desta atividade é fazer com que os alunos façam a apreciação de diversos tex-
tos verbais e não
Faça asverbais,
anotações:por meiodas
resumo de: vídeos,
principais imagem
ideias, grifar noetexto,
poesia, com
anotar o objetivo
palavras-chave, de reconhecer
rea-
os principais lizar
gestos técnicos
a 1º leitura inicial,da GR e articulá-los
ininterruptamente, e logo às regras
depois específicas
realizar da pausas,
a 2ª leitura com competição desta
destacando ideias, entendendo o significado das palavras.
modalidade. Faça uma primeira leitura, ininterruptamente; grife no texto as palavras-chave. Logo depois,
realize a 2ª leitura, com pausas, destacando ideias principais e entendendo o significado das
palavras. Finalmente, resuma as principais ideias do texto.

Características da Ginástica Rítmica


Palcos... é assim que eu vejo! Olhares concentrados, movimentos alternados ... cores sob um espetá-
culo! Ao reproduzir um espetáculo que vos apreciem.
Melancolia... alegria... são tantos sentimentos no ar, que logo começo a me movimentar, sempre com
as faíscas em meu olhar e nos olhares alheios.
O começar do “show”, exaltado em minutos, toda a rotina exaustiva de treinos e dedicação. Exibições
de alongamentos e equilíbrios, músicas e espelhos, onde os olhares se aproximam.
O “se” aprimorar e o “se” preparar, para saltos efusivos[1] e convincentes, ginásticas e giros no ar... de
Agora,
3ª você terá a oportunidade de reconhecer os gestos técnicos e relacioná-los com os apa-
ATIVIDADE:
relhos específicos. Para isto, sugerimos a apreciação de alguns vídeos em sala de aula:
DESFRUTANDO DA G.R
1 “OURO” BRA Final Ginástica Rítmica / Final Rhythmic Gymnastics - Toronto 2015 Pan Am
184 Por meio das atividades anteriores, foi possível identificar diferentes possibilidades de mo-
SÃO PAULO FAZ ESCOLA –[07:25s].
18.07.2015 [HD]- https://www.youtube.com/watch?v=8rpS__7Bexw CADERNO DO em
Acesso
vimento da GR e identificar os principais gestos técnicos, bem como suas regras específicas.
PROFESSOR
20/02/2019
Agora, você terá a oportunidade de reconhecer os gestos técnicos e relacioná-los com os apa-
2 Ginastica
relhos Rítmica
específicos. ParaAparelhos - https://www.youtube.com/watch?v=Fs4eKRu7-Io
isto, sugerimos a apreciação de alguns vídeos em sala de aula: [04:48s]
As imagens, links dos vídeos e poesia que abordam o esporte estudado estão presentes
1 “OURO” BRA Finaldos Ginástica Rítmica / Final Rhythmic Gymnastics - Toronto 2015 PanaAm
para consultaApós a apreciação
no material do aluno. vídeos, vamos
A ideia é ler
queo texto
o alunoabaixo, sugerimos,
reconheça osneste momento,
principais gestosre- técnicos
18.07.2015 [HD]- https://www.youtube.com/watch?v=8rpS__7Bexw
alização de procedimentos de leitura do poema abaixo: [07:25s]. Acesso em
da GR, bem como as regras específicas estudadas anteriormente, conseguindo diferenciá-las. Para
20/02/2019
este momento,
2 Façaé as
deanotações:
Ginastica
extrema importância
resumo
Rítmica Aparelhos
auxiliar
das- principais ideias,os alunos
grifar naanotar
no texto, realização
https://www.youtube.com/watch?v=Fs4eKRu7-Io
dos procedimentos
palavras-chave, rea-
[04:48s]
de
leitura tais como: realização
lizar a de anotações,
1º leitura inicial, ininterruptamente,resumoe logodas
depoisprincipais ideias,
realizar a 2ª grifar
leitura com no texto, anotar
pausas,
destacando
Após ideias, aentendendo
a apreciação dos vídeos, ovamos
significado
ler odas palavras.
texto abaixo, sugerimos, neste momento,
palavras-chave, Faça
realizar
uma
leitura
a 1leitura,
primeira
inicial ininterruptamente
ininterruptamente; grife
e logo depois realizara are-2a leitura
no texto as palavras-chave. Logo depois,
alização de procedimentos de leitura do poema abaixo:
com pausas, destacando ideias,
realize a 2ª leitura, entendendo
com pausas, o significado
destacando ideias das palavras.
principais e entendendo o significado das
palavras. Finalmente, resuma as principais ideias do texto.
Faça as anotações: resumo das principais ideias, grifar no texto, anotar palavras-chave, rea-
lizar a 1º leitura inicial, ininterruptamente, e logo depois realizar a 2ª leitura com pausas,
destacando ideias, entendendo o significado das palavras.
Características
Faça uma primeirada Ginástica Rítmica
leitura, ininterruptamente; grife no texto as palavras-chave. Logo depois,
realize a 2ª leitura, com pausas, destacando ideias principais e entendendo o significado das
Palcos... é assim que eu vejo! Olhares concentrados, movimentos alternados ... cores sob um espetá-
palavras. Finalmente, resuma as principais ideias do texto.
culo! Ao reproduzir um espetáculo que vos apreciem.
Melancolia... alegria... são tantos sentimentos no ar, que logo começo a me movimentar, sempre com
as faíscas em meu olhar e nos olhares alheios.
Características da Ginástica Rítmica
O começar do “show”, exaltado em minutos, toda a rotina exaustiva de treinos e dedicação. Exibições
de alongamentos
Palcos... e equilíbrios,
é assim que músicasconcentrados,
eu vejo! Olhares e espelhos, onde os olhares
movimentos se aproximam.
alternados ... cores sob um espetá-
culo!
O “se” Aoaprimorar
reproduzir
e oum espetáculo
“se” preparar,que
paravos apreciem.
saltos efusivos[1] e convincentes, ginásticas e giros no ar... de
pontas no pé,alegria...
Melancolia... movimentando de sentimentos
são tantos forma sincronizada, encontrando
no ar, que logo começo aos aquemeestão ao lado,sempre
movimentar, a levezacom da
dança
as e oem
faíscas equilíbrio da alma.
meu olhar e nos olhares alheios.
Palcos,
O é assim
começar que eu vejo!
do “show”, exaltado em minutos, toda a rotina exaustiva de treinos e dedicação. Exibições
de alongamentos
Luzes, e equilíbrios,
vozes, firmeza, músicas
determinação... e espelhos,
a forma comoonde
os meus os olhares
braços se aproximam.
movimenta e encontra-se com
os braços do companheirismo, a leveza em suas acrobacias e
O “se” aprimorar e o “se” preparar, para saltos efusivos[1] e convincentes,o pontear dosginásticas
pés, formando
e giroscom fitasde
no ar... e
arcos, uma
pontas imensa
no pé, magia.
movimentando de forma sincronizada, encontrando aos que estão ao lado, a leveza da
dança e olaços
Palcos... equilíbrio da alma.o qual só tenho a me orgulhar.
que criamos,
Palcos, é assim que
Sorrisos e companheiras eu vejo!
que sempre irei levar com a mesma leveza, como uma pena no ar.
Luzes, vozes, firmeza, determinação...
Jobel Cavalcanteadaforma como
Silva-PCNP deosLíngua
meusPortuguesa,
braços seDiretoria
movimenta e encontra-se
de Ensino com
Região Votorantim.
os braços do companheirismo, a leveza em suas[1]acrobacias e ovo)
efusivo (e. fu.si. pontear dos
adj. 1. Em quepés, formando
há efusão. 2. Quecom fitas e
é expansivo.
arcos, uma imensa magia. 3. Que é entusiasta, veemente, fervoroso. (BECHARA,2011).

Palcos... laços que criamos, o qual só tenho a me orgulhar.


Após a exibição dos vídeos, e do texto de apoio (poema), reflita com seus colegas de clas-
Sorrisos e companheiras que sempre irei levar com a mesma leveza, como uma pena no ar.
se: Qual a relação entre os textos (vídeos e poema)? Do que trata o Tema abordado?
Jobel Cavalcante da Silva-PCNP de Língua Portuguesa, Diretoria de Ensino Região Votorantim.
Após estes procedimentos, destacamos[1]aefusivo
• Os textos (verbais e não verbais) possuem
atividade
(e. fu.si. vo)abaixo:
o mesmo adj. 1. Em que
objetivo? há efusão. 2. Que é expansivo.
Qual?
3. Que é entusiasta, veemente, fervoroso. (BECHARA,2011).

Após a exibição dos vídeos, e do texto de apoio (poema), reflita com seus colegas de clas-
se: Qual a relação entre os textos (vídeos e poema)? Do que trata o Tema abordado?
• Os textos (verbais e não verbais) possuem o mesmo objetivo? Qual?

O professor deverá propiciar para esta atividade a reflexão dos alunos acerca das principais
ideias dos vídeos, imagem e poesia, relacionados aos gestos e regras da GR.
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 185

Professor (a), daremos início a 4a ATIVIDADE, denominada: “Confeccionando os


aparelhos.” Página 105 no Caderno do Aluno
EDUCAÇÃO FÍSICA 105

4ª ATIVIDADE
CONFECCIONANDO OS APARELHOS

Faça uma pesquisa sobre as possibilidades de confecção dos aparelhos que compõem a
G.R. Para isto, a sala deverá se organizar em 5 grupos, onde cada equipe criará pelo menos dois
aparelhos obrigatórios. Uma dica é a utilização de materiais recicláveis, tais como: cabo de vas-
soura, garrafas pet com areia, fitas de cetim, papel crepom, bolas de borracha decoradas arte-
sanalmente, bambolês decorados, palitos de churrasco sem ponta etc... Nesta atividade vale
soltar a criatividade! Este momento será oportuno para apropriação dos estudos anteriores e de
colocar em prática (experimentar) a G.R.
A seguir trazemos uma figura com os nomes dos 5 (cinco) aparelhos para relembrá-lo(a).

Maças Fitas
Bolas

Arco
Corda

Professor (a) nesta atividade estimule o aluno a soltar a criatividade! Incentive-os a pesquisa-
5ª ATIVIDADE:
rem na internet as possibilidades de confecção dos elementos que compõe a G.R. O momento
VIVENCIANDO A GINÁSTICA
é oportuno para a sua apropriação RÍTMICA
dos estudos anteriores e para a vivência da Ginástica Rítmica.

Após a confecção dos materiais com seu grupo, agora é o momento de realizarmos um
Professor
Festival de(a), iniciaremos
Ginástica a 5a ATIVIDADE,
Rítmica. Neste momento, vocêdenominada: “Vivenciando
e seus colegas terão a G.R.”
a oportunidade de
realizar de maneira autônoma
Página 105 no Caderno do Aluno uma prática corporal com os movimentos da G.R. Além de des-
frutar e vivenciar a prática, haverá a oportunidade de apreciar as apresentações de outros
grupos. Vale ressaltar que tal Festival servirá para que você reflita sobre os conhecimentos
Após a construção e confecção dos materiais pelos alunos, agora será o momento de realizar-
observados e analisados nas vivências corporais dos outros (BRASIL, 2017). O Roteiro abaixo
mos um Festival
irá auxiliarde Ginástica
o seu grupo a Rítmica.
analisar e A proposta
atuar é fazer
como júri com
durante que os estudantes
a apresentação tenham
dos colegas. Lem-a oportu-
nidade de realizarem,
brando de maneira
que o Festival autônoma,
não será uma
avaliado pela prática do
realização corporal com osmas
gesto técnico, movimentos da G.R.
sim, pela criati-
Além de desfrutar e vivenciar a prática, esta atividade irá permitir ao aluno uma eoportuni-
vidade, pelo trabalho em grupo, pela resolução de problemas, pela observação dos colegas
pelo protagonismo.
dade de apreciar as apresentações de outros grupos.

Vale ressaltar que tal festival servirá para que o aluno reflita sobre os conhecimentos
observados e analisados nas vivências corporais dos demais colegas.

O material do aluno possui um Roteiro, que tem por objetivo auxiliar o grupo de alunos na
análise e na atuação como júri, durante a apresentação dos colegas.
186 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Professor (a) destaque que o Festival não será avaliado pela realização do gesto técnico,
mas sim, da criatividade, do trabalho em grupo, da resolução de problemas, da observação dos
colegas e106
do protagonismo. SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

Roteiro do Festival

Regras
Movimentos Criatividade Atitudes Pontuação / nota
(exigências)

Tempo mínimo
Delicados,
e máximo Na confecção dos Nas soluções de Cada critério vale
graciosos, ágeis,
estabelecido para aparelhos. problemas. 0,5 pontos.
plásticos, belos.
cada coreografia.

Saltos, giros, Uso de 2 aparelhos


equilíbrio, no mínimo por
ondulares, grupo Mínimo de 5
Nas vestimentas Empenho,
serpentinas, Uso da Área pontos
Musicalização dedicação,
lançamentos, delimitada do máximo de 10
criativa. motivação.
arremessos, tablado(local) ponto.
acrobáticos, durante a
rolamentos. apresentação.

Manipulação Respeito às A pontuação


Na criação dos
e domínio do fragilidades dos valerá para o
movimentos.
aparelho. colegas. grupo.

Professor
Seu(a) realize
(sua) um (a)
professor sorteio para
realizará um decidir a ordem
sorteio. Será das que
importante apresentações. Será importante
alguém faça a filmagem
das apresentações,
que alguém faça a filmagem para que
dasdepois vocês possam
apresentações, apreciar
para queadepois
própria apresentação.
todos possam apreciar a pró-
pria apresentação.

O QUE APRENDI
Página 107 no Caderno do Aluno

Professor (a), essa Unidade Temática está chegando ao fim. Neste momento, peça que os
alunos registrem todo o processo de aprendizado ao longo do percurso e por meio das vivên-
cias realizadas com o esporte técnico-combinatório: G.R. Oriente os alunos a destacarem as suas
principais características da Ginástica Rítmica; os gestos e regras.
SITUAÇÃO 1 – Nicolas é aluno de uma escola estadual e pratica há um tempo a arte do circo em
um Projeto social. Como este aluno poderia auxiliar o seu grupo na criação dos movimentos core-
ográficos da GR?

SITUAÇÃO 2 – Marta é aluna do sétimo ano e possui muitas habilidades no futsal, com o uso da
bola. Como ela poderia se destacar na produção e apresentação do Festival de G.R?
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 187

SITUAÇÃO 3 – Isaac é aluno em uma unidade escolar e devido sua deficiência física faz uso de
cadeira de rodas. Como seria possível a sua participação e experimentação na vivência da G.R?
Como ele poderia contribuir com o grupo de colegas da sala?

DICA: Se permanecerem dúvidas sobre o tema, converse com seu (sua) professor (a).

Professor (a), após o registro proponha para os alunos uma reflexão a partir de algumas
situações-problema envolvendo o ambiente escolar e conhecimentos adquiridos anteriormente
sobre a G.R.

UNIDADE TEMÁTICA: GINÁSTICA


GINÁSTICA GERAL
A proposta é possibilitar aos alunos experiências nas quais eles percebam as diferenças
entre ginásticas competitivas e de participação, bem como os benefícios da Ginástica Geral.

Habilidades: Identificar e reconhecer os movimentos característicos de modalidades gímnicas


esportivas e de modalidades gímnicas de participação; perceber e criar movimentos conforme os
desejos, os interesses, as necessidades e características de cada grupo; realizar coletivamente
trabalhos de divulgação e conscientização dos procedimentos e normas de convívio que viabilizem
a participação de todos na prática de exercícios físicos, com o objetivo de promover a saúde.

Professor (a), vamos iniciar a 1a ATIVIDADE denominada “Atividade para todos,


é possível?” Página 108 no Caderno do Aluno

Professor (a), para iniciar a 1a ATIVIDADE, é importante que você estimule os estudantes a
refletirem sobre a seletividade, presentes em algumas práticas corporais. Para isso, proponha
algumas questões.

 ocê já experimentou alguma prática que visa o prazer de todos os envolvidos, cujo obje-
V
tivo não seja a vitória ou a derrota?

 ocê acredita ser possível que uma mesma turma, semelhante à sua (com habilidades di-
V
ferentes), possa participar de uma coreografia coletiva?

Estimule os (as) alunos (as) a compartilharem suas opiniões, esse momento é importante
para conhecer um pouco mais sobre os colegas de sala e suas experiências pessoais.

Professor (a), iremos prosseguir para a 2a ATIVIDADE denominada: “Elaboran-


do uma coreografia em grupo.” Página 109 no Caderno do Aluno

Após a introdução da temática, o propósito neste momento é incentivar os alunos a elabo-


rarem uma coreografia coletiva (grupo de 6 alunos (as). Para isto, no entanto, será necessário
que cada equipe utilize quatro elementos do quadro a seguir, um de cada categoria.
188 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Roteiro de exigências

1. PLANO 2. MOVIMENTOS 3. FORMATO 4. MATERIAIS

Alto Saltos Colunas Bola

Médio Giros Fileiras Tecidos

Baixo Equilíbrio Círculos Bexigas

Acrobático

DICA! Faça um sorteio para decidir a ordem das apresentações.

Providencie com a turma, uma maneira de filmar as apresentações.

Professor (a), agora iremos para a 3a ATIVIDADE denominada: “Vamos Refle-


tir.” Página 110 no Caderno do Aluno

Professor (a) reproduza para a classe as gravações da aula anterior, é importante que se
estabeleça algumas questões, como as elencadas a seguir:

Houve a participação de todos?


Meninos e meninas realizaram os mesmos movimentos?
Algum (a) aluno (a) se destacou perante os demais?
A melodia e os movimentos estavam articulados?
 s movimentos foram harmoniosos? Teve algum aluno (a) que apresentou dificuldade
O
na realização de um determinado movimento?

Peça que a turma realize esta atividade individualmente, uma vez que as considerações
possam ser divergentes.

DICA! Saliente o objetivo da atividade para que não haja dispersão.

Professor (a), vamos prosseguir para a 4a ATIVIDADE denominada “Amplian-


do o Conhecimento”. Página 110 no Caderno do Aluno

Professor (a) nesta atividade os alunos irão realizar uma pesquisa com foco nas diferenças
entre as ginásticas esportivas e as ginásticas de participação, elencando aspectos como: acesso
à prática, vestimentas, materiais etc. Após a pesquisa, sugerimos que os estudantes apresentem
um seminário.
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 189

Para delinear este estudo, promova algumas perguntas como:


O que difere os praticantes de cada tipo de Ginástica?
EDUCAÇÃO FÍSICA
Na sua cidade existem locais destinados a essas práticas?
111
Qual prática despertou mais seu desejo para experimentar? Por quê?
5ª ATIVIDADE:
DESAFIO COLETIVO
Aproveite este momento para incentivar a curiosidade da turma sobre o tema.

Vamos
DICA! experimentar
Para que não novas formas de eleja
fique repetitivo, organização? Paraalunos
alguns (mas) que fique mais desafiador
(as) expor seus ma- este
momento, serão apresentadas
teriais e informações. algumas formações coletivas que envolvem uma quantidade
maior de pessoas. Lembre-se: esses são alguns dos muitos exemplos possíveis, o interessante é
que você e sua turma criem arranjos.
Após observar as imagens abaixo, auxilie seu(sua) professor(a) no sorteio das cartas com o
Professor (a), chegamos à 5a ATIVIDADE “Desafio coletivo” Página 111 no Caderno
número de pessoas necessário para organizar os agrupamentos coletivos. Após a comanda da
do Aluno
carta escolhida, sua turma deve planejar e projetar um agrupamento que envolva a quantidade
de alunos
Apóssorteada. É indispensável
a apresentação que todosdos
sobre a diferença participem, mesmo que
tipos de ginásticas assumamediferentes
(esportivas fun-
de participa-
ções,
ção), tais como:
chegou na estratégia
o momento para formação,
de propor suporte,a segurança
aos estudantes dos colegas
experimentação. Reflitaetc.
com O os
objetivo
alunos,é
que
qualcada
é maisvezadequada
mais alunos
parasejam incluídos! Quem
ser desenvolvida sabe levando
na escola, a classe inteira consiga estar
em consideração uma única
a quantidade
formação contemplando todos os estudantes?
e diversidade de alunos presentes. Em seguida, mostre o quadro abaixo para ilustrar as diferen-
tes formas de agrupamentos (a título de exemplo).

Explique que existem outras formações coletivas possíveis e que o indispensável é que
todos estejam envolvidos de alguma forma. A fim de encorajá-los a experimentar novas possibi-
lidades de agrupamentos, utilize cartas numeradas, na qual cada número obtido seja represen-
tado pela quantidade de alunos envolvidos nas formações.
Diferentes funções podem ser exercidas pela turma, enriquecendo a aprendizagem.

DICA! Como um desafio final, proponha que todos tentem realizar uma pirâmide
humana.
190 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Professor (a), daremos início à 6a ATIVIDADE denominada: “Vamos divulgar”.


Página 112 no Caderno do Aluno

Como forma de compartilhar com toda a comunidade escolar os conhecimentos adquiri-


dos pelos estudantes, organize com a turma um evento que compreenda diferentes formas de
socializar as informações obtidas, ao longo desta unidade temática. O objetivo desta proposta
é conscientizar e sensibilizar a escola como um todo dos benefícios de praticar a ginástica e se
manter fisicamente ativo.

DICA! Organize comissões, assim cada grupo de alunos (as) fica responsável por
uma função.

O QUE APRENDI
Página 112 no Caderno do Aluno

Professor (a), essa Unidade Temática está chegando ao fim. Neste momento, a proposta é
fazer com que os alunos registrem todo o processo de aprendizado sobre a Ginástica Geral.
A proposta final desta Unidade Temática irá proporcionar aos alunos uma reflexão, a
partir de algumas situações-problema envolvendo o ambiente escolar e conhecimentos adqui-
ridos anteriormente sobre a G.G.

SITUAÇÃO 1 – O 7o ano B, de uma Escola Estadual está aprendendo sobre a ginástica. Por conhe-
cer somente a ginástica divulgada pela mídia, a esportiva, Francisco ficou entristecido. Sua reação
se deve ao fato dele apresentar movimentos reduzidos em decorrência de sua doença física. Qual
tipo de ginástica seria mais adequado à sua particularidade?

SITUAÇÃO 2 – Cíntia não tem hábito de praticar exercícios físicos, pois possui pouca disposição
para tal e reduzida flexibilidade para realizar os movimentos. A ginástica de participação seria uma
boa forma de despertar seu interesse? Por quê?
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 191

101

EDUCAÇÃO FÍSICA
8oEDUCAÇÃO
Ano – Ensino Fundamental
FÍSICA
Caro (a) Professor (a), 
Este material
“Ser foi elaborado é
protagonista com a finalidade
também de subsidiá-lo
gerenciar no trabalho pedagógico com
a própria aprendizagem”.
os alunos do 8o Ano do Ensino Fundamental - Anos Finais.  
ParaNeste
quebimestre
esses temas
iremosse desenvolvam, será necessário você possibilitar para que os alunos
aprender:
diversifiquem, sistematizem e aprofundem suas experiências por meio das vivências, das intera-
ções com os colegas, da socialização, do desenvolvimento das atividades, dos registros e pes-
Unidade Temática: Dança
Objeto de Conhecimento: Dança de Salão - Zouk
quisas, para que o trabalho em equipe aconteça de maneira eficiente e inclusiva. 
Unidade Temática: Ginástica e Corpo, Movimento
Unidade Temática: Dança e Saúde;
Objeto de Conhecimento: Ginástica Princípios
Objeto de Conhecimento: Dança de Salão - Zouk físico.
do treinamento
Unidade Temática: Ginástica e Corpo, Movimento e Saúde
Objeto de Conhecimento: Ginástica Princípios do treinamento físico
UNIDADE TEMÁTICA: DANÇAS
DANÇAS
UNIDADE DE SALÃO: ZOUK 
TEMÁTICA: DANÇAS
DANÇAS DE SALÃO: ZOUK
Você provavelmente já vivenciou vários estilos de dança no seu cotidiano, assistindo filmes
com coreografias e videoclipes de danças. Agora vamos conhecer um pouco mais sobre as
Página 101 no Caderno do Aluno
danças, especialmente as danças de salão.     

Fique ligado (a)! Nesta Unidade Temática, espera-se que você aprenda: 


Planejar e utilizar estratégias para se apropriar dos elementos constitutivos (ritmo, espaço,
gestos) das danças de salão; Discutir estereótipos e preconceitos relativos às danças de
salão e demais práticas corporais, propondo alternativas para sua superação; Analisar as
características (ritmos, gestos, coreografias e músicas) das danças de salão, bem como suas
transformações históricas e os grupos de origem; Identificar manifestações rítmicas de ou-
tros países; Identificar a marcação rítmica no Zouk, seus passos ou movimentos principais.

Professor (a), é importante que você faça, com seus alunos, a retomada sobre as danças
estudadas nos anos anteriores, para auxiliá-los no desenvolvimento das atividades relacionadas
às danças de salão. Posteriormente, converse com os seus alunos para saber o que conhecem,
se compreendem a evolução, se praticam ou apenas conhecem pela mídia, a modalidade de
dança de salão Zouk.
A proposta é possibilitar aos alunos experiências, nas quais possam identificar a dança en-
quanto movimento natural do ser humano. Destacamos a importância da dança como contribui-
ção para um cidadão autônomo, responsável, crítico e com espírito democrático. Desta forma,
se faz necessário que a construção das atividades propostas seja conjunta, bem como nos pro-
cessos coreográficos, com possibilidades de improvisação e reconstrução, dando sentido e sig-
nificado aos movimentos.
192 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Destacamos que não é necessário priorizar a execução de movimentos perfeitos e sim, par-
tindo do pressuposto de que o movimento é uma forma de expressão e comunicação do aluno,
para que102
as respostas deles superem as dificuldades
SÃOem relação
PAULO à aprendizagem
FAZ ESCOLA sobre
– CADERNO DO o Zouk.
ALUNO

1a1ªATIVIDADE Página 102 no Caderno do Aluno


ATIVIDADE: 
102 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO
O QUE VOCÊ SABE SOBRE AS DANÇAS?
REGISTRE ABAIXO A SUA EXPERIÊNCIA
1ª ATIVIDADE: 
O QUE
1. VOCÊ
Que tipo SABE
de dança SOBRE
você AS DANÇAS?
conhece? 
REGISTRE ABAIXO A SUA EXPERIÊNCIA
2. Você tem o hábito de dançar? 
1. Que tipo de dança você conhece? 
3. Qual (is) local (is) você utiliza para dançar? 
2. Você tem o hábito de dançar? 
4. Qual (is) música (s) você escolheria para dançar na escola? 
3. Qual (is) local (is) você utiliza para dançar? 
5. Qual (is) estilo (s) de dança comum (uns) na sua comunidade?  
4. Qual (is) música (s) você escolheria para dançar na escola? 

5. Qual (is) estilo (s) de dança comum (uns) na sua comunidade?  

Para início de conversa, faça o diagnóstico do que os alunos conhecem sobre danças, se-
guindo o roteiro ao lado, podendo incluir mais questionamentos sobre a Temática. Neste mo-
mento considere todas as respostas.

2a ATIVIDADE Página 102 no Caderno do Aluno

2ª ATIVIDADE:
(RE) CONHECENDO AS DANÇAS DE SALÃO - ZOUK 
2ª ATIVIDADE:
Em grupo, pesquise assuntos que possam fornecer mais informações sobre a História da
(RE) CONHECENDO
dança ASgrupo
de sala e do Zouk. Cada DANÇAS DE SALÃO
ficará responsável - ZOUK 
por um dos temas abaixo. Na internet,
você poderá encontrar textos, imagens e vídeos relacionados à história da dança de salão e do
Zouk,Em
os movimentos do Zouk,
grupo, pesquise o ritmo
assuntos e curiosidades
que que ampliará
possam fornecer os conhecimentos
mais informações sobre esta
sobre a História da
forma
dança de
de manifestação cultural.
sala e do Zouk. Cada Anote
grupoas informações
ficará encontradas
responsável para
por um dos socializar
temas comNa
abaixo. a turma. 
internet,
você poderá encontrar textos, imagens e vídeos relacionados à história da dança de salão e do
Zouk, os movimentos do Zouk, o ritmo e curiosidades que ampliará os conhecimentos sobre esta
forma de manifestação cultural. Anote as informações encontradas para socializar com a turma. 
1. História da dança de salão do Zouk 2. Principais movimentos

1. História da dança de salão do Zouk 2. Principais movimentos


3. Vestimentas 4. Curiosidades

3. Vestimentas 4. Curiosidades
Professor (a), nesta atividade crie um roteiro para que os alunos possam realizar a pesquisa
sobre o Zouk. Poderão ser formados oito grupos para que cada tema ao lado seja pesquisado
por dois grupos.
Na aula seguinte, peça que os grupos apresentem os resultados da pesquisa comparando
e registrando as informações mais relevantes.
Faça a apresentação da pesquisa que realizaram, durante a socialização de cada tema,
registre as informações mais relevantes que os outros grupos trouxeram.                      

EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 193

Professor (a), na 3a ATIVIDADE é a hora de dançar Zouk. Assista aos vídeos com
os alunos e em seguida proponha que os mesmos experimentem e reproduzam
os passos que assistiram nos vídeos, deixe fluir a criatividade e o ritmo. Página
103 no Caderno do Aluno

3ª ATIVIDADE:
JÁ CONHECEMOS UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DO ZOUK
E SUAS CARACTERÍSTICAS, QUE TAL PARTICIPAR DE ATIVIDADES
QUE SEU (SUA) PROFESSOR (A) IRÁ PROPOR:

Agora, é hora de dançar! Sugerimos alguns vídeos abaixo, após assistir aos vídeos tente
desenvolver com os seus colegas de turma os passos básicos do Zouk.  

• Passo básico. Duração: 4,08 min.: https://youtu.be/L7kuRWVyKM4 


Acesso em 25/02/2019; 
• Passo deslocamento. Duração: 2,47 min.: https://youtu.be/L-A2UHJcG40 
Acesso em 25/02/20119; 
• Passo corredor. Duração: 3,09 min.: 
https://youtu.be/kUHF1ogfc60?list=PLZ57b5iMKoe7dRXEtHrsjrwMZHR70vLAw 
Acesso em 25/02/2019; 
• Passo cambret. Duração: 2,03 min.: https://youtu.be/wSuq3dkEDrM  
Acesso em 25/02/2019; 
• Passo giro simples. Duração: 1,44 min.: https://youtu.be/ohWCLV5IQMk  
Acesso em 25/02/2019; 
• Aula de Zouk Resumo. Duração: 3,16 min.: https://youtu.be/lS9w6OC2iok  
Acesso em 25/02/2019. 

Professor (a) nesta 4a ATIVIDADE separe os alunos em grupos e peça que mon-
tem uma coreografia de Zouk, com os conhecimentos adquiridos, após todo o
processo de aprendizagem, sua mediação será muito importante para extrair
ao máximo o potencial dos alunos. Página 104 no Caderno do Aluno
104 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

4ª ATIVIDADE:
VAMOS MONTAR A NOSSA COREOGRAFIA?

Após vivenciar os passos básicos da dança de salão Zouk, em grupos mistos, os compo-
nentes do grupo deverão escolher uma música, elaborar movimentos baseados nos passos do
Zouk, montando uma coreografia. Em seguida apresente para os demais colegas a coreografia
elaborada.

Para1.finalizar,
Comocoloque
você avalia
osaalunos
apresentação
em rodade seu grupo? E dos
de conversa demais
para grupos?
avaliar Justifique.
todo o processo e a participa-
ção deles, no material do aluno tem um roteiro com algumas perguntas para nortear essa conversa.
2. A música que seu grupo apresentou fala sobre o quê? 

3. Qual estilo de música que você e seu grupo mais gostaram? Por quê? 
Essa Unidade Temática chegou ao fim, então é o momento de você registrar tudo que apren-
deu! Através das vivências, experiências, interação com os colegas, socialização, desenvolvi-
mento das atividades, pesquisas e estudos realizados sobre essa Unidade Temática.
194 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Professor(a) para finalizar essa unidade temática, solicite que os alunos registrem tudo que
aprenderam.

EDUCAÇÃO FÍSICA

Essa Unidade Temática chegou ao fim, então é o momento de você registrar tudo que apren-
deu! Através das vivências, experiências, interação com os colegas, socialização, desenvolvi-
mento das atividades, pesquisas e estudos realizados sobre essa Unidade Temática.

UNIDADE TEMÁTICA: GINÁSTICA E CORPO,


MOVIMENTO
DICA: Caso tenha dúvidas sobre o tema, converseE
comSAÚDE;
seu (sua) Professor (a).

OBJETO DE CONHECIMENTO: GINÁSTICAS DE ACADEMIA


E PRINCÍPIOS
UNIDADE TEMÁTICA: DO TREINAMENTOGINÁSTICA E CORPO, FÍSICO.
Página 105 no Caderno
MOVIMENTO do Aluno
E SAÚDE;
OBJETO DE CONHECIMENTO: GINÁSTICAS DE ACADEMIA E
Professor (a), neste bimestre espera-se que os alunos aprendam:
PRINCÍPIOS DO TREINAMENTO FÍSICO. 

Fique ligado! Nesta Unidade Temática, espera-se que você aprenda: 


Identificar os interesses e as motivações envolvidos na prática das ginásticas de academia;
DICA: Caso
identificar ostenha dúvidas
princípios sobre o tema,
de treinamento conversena
envolvidos com seu (sua)de
elaboração Professor (a).
um programa de exercí-
cios,); experimentar e fruir um ou mais tipos de ginástica de conscientização corporal e ginás-
tica de condicionamento físico, identificando as exigências corporais dos mesmos; localizar
informações explícitas em um texto (Saeb)
UNIDADE TEMÁTICA: GINÁSTICA E CORPO,
MOVIMENTO E SAÚDE;
OBJETO
Professor DE CONHECIMENTO:
(a), é importante GINÁSTICAS
que você faça uma retomada comDE ACADEMIA
os alunos sobre asEcapacida-
des físicas já estudadas nos anos anteriores.
PRINCÍPIOS Posteriormente, converse
DO TREINAMENTO FÍSICO. com eles para saber o
que conhecem sobre a GINÁSTICA DE ACADEMIA.
A proposta
Fiqueéligado!
possibilitar aos alunos
Nesta Unidade experiências,
Temática, quais possam identificar as capaci-
nas aprenda: 
espera-se que você
dades físicasIdentificar
nas ações motorase do
os interesses seu dia aenvolvidos
as motivações dia. na prática das ginásticas de academia;
identificar os princípios de treinamento envolvidos na elaboração de um programa de exercí-
Professor (a), faça a leitura do trecho abaixo:
cios,); experimentar e fruir um ou mais tipos de ginástica de conscientização corporal e ginás-
tica de condicionamento físico, identificando as exigências corporais dos mesmos; localizar
informações explícitas em um texto (Saeb)
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 195

UM POUCO SOBRE GINÁSTICA DE ACADEMIA


A Ginástica aeróbica (conhecida no Brasil como Ginástica de Academia), em senti-
do amplo, é uma combinação de ginástica clássica com dança. É um treinamento dinâmico
com movimentos rítmicos flanqueado com música motivadora. Elementos principais da gi-
nástica aeróbica são coordenação motora e fitness.
Em sentido estrito, chamamos de Ginástica aeróbica as atividades físicas caracteriza-
das por movimentos rítmicos e intensos, com elevado gasto calórico e de impacto sobre as
juntas, movimentos estes causadores de esforço físico que pode ser suprido pela oxigena-
ção normal da respiração, quase sempre acompanhados de música, e que produzem um
aumento metabólico e uso de substratos benéfico ao organismo.

Professor (a), após a leitura proponha que os alunos realizem a 1a ATIVIDADE.


Página 106 no Caderno do Aluno
106 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO
Professor (a), é de extrema importância que você motive os seus alunos a realizarem a primei-
ra atividade, porque a mesma será muito importante para o aprendizado das demais atividades.
1ª ATIVIDADE:
Professor
VOCÊ(a), você deverá
PRATICA nessa atividade
ACADEMIA? QUAISfazer
TIPOScomDEqueATIVIDADES?
os alunos retomem as vivências e
106anteriores sobre capacidades físicas eSÃO
experiências ginástica de
PAULO FAZ academia.
ESCOLA – CADERNO DO ALUNO
Ao longo dos anos anteriores, em vários momentos você aprendeu sobre as capacidades
físicas, relacione as atividades que você faz na Academia às capacidades físicas que você recor-

da. ATIVIDADE:
Caso não pratique atividade física, relacione as capacidades físicas às ginásticas de Academia
VOCÊ
que vocêPRATICA
conhece. EmACADEMIA?
seguida socialize QUAIS TIPOS
com sua turma DE ATIVIDADES?
a relação que conseguiu estabelecer.

Ao longo dos anos anteriores, em vários momentos você aprendeu sobre as capacidades
físicas, relacione as atividades que você faz na Academia às capacidades físicas que você recor-
da. Caso não pratique atividade física, relacione as capacidades físicas às ginásticas de Academia
que você conhece. Em seguida socialize com sua turma a relação que conseguiu estabelecer.

2a ATIVIDADE Página 106 no Caderno do Aluno

Professor (a), é o momento de experimentar:


Professor (a), agora, vamos desafiar os alunos a colocarem em prática os seus conhecimen-
tos. Solicite que formem grupos mistos para elaboração da sequência e socialização.

2ª ATIVIDADE:
AGORA QUE VOCÊ RELEMBROU AS CAPACIDADES E ASSOCIOU
AS GINÁSTICAS DE ACADEMIA, PROPORMOS UM DESAFIO,
ELABORE UMA SEQUÊNCIA DE MOVIMENTOS QUE CONTEMPLE
AS CAPACIDADES FÍSICAS DA
2ª ATIVIDADE: GINÁSTICA.
AGORA QUE VOCÊ RELEMBROU AS CAPACIDADES E ASSOCIOU
Essa sequência de movimentos poderá ser elaborada em grupo, e após ser experimentada.
AS GINÁSTICAS DE ACADEMIA, PROPORMOS UM DESAFIO,
ELABORE UMA SEQUÊNCIA DE MOVIMENTOS QUE CONTEMPLE
AS CAPACIDADES FÍSICAS DA GINÁSTICA.
196 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

3a ATIVIDADE Página 107 no Caderno do Aluno

Professor (a), a intenção dessa atividade é perceber se os alunos identificam as capacida-


des físicas e a sua FÍSICA
EDUCAÇÃO relação com a ginástica de academia.

3ª ATIVIDADE:
ANALISE AS IMAGENS ABAIXO, APONTANDO QUAIS CAPACIDADES
FÍSICAS ESTÃO SENDO DESENVOLVIDAS E QUE TIPO DE GINÁSTICA
ESSAS ATIVIDADES SE REFEREM:

Imagem 1: https://pixabay.com/pt/vectors/silhueta-a-constru%C3%A7%C3%A3o-do-corpo-3276824/

Imagem 2: https://pixabay.com/pt/photos/mulher-pilates-ioga-menina-trecho-2093816/

Imagem 3: https://pixabay.com/pt/photos/desporto-fitness-forma%C3%A7%C3%A3o-2262083/
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 197

Para a 4a ATIVIDADE, sugerimos que seja feita uma pesquisa em casa. Página 108
no Caderno do Aluno
108 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

Lição de casa
4ª ATIVIDADE:
EM GRUPO, PESQUISE ASSUNTOS QUE POSSAM FORNECER MAIS
INFORMAÇÕES SOBRE OS PRINCÍPIOS DO TREINAMENTO E SUA
RELAÇÃO COM A MANUTENÇÃO DAS CAPACIDADES FÍSICAS.

Cada grupo ficará responsável por um dos temas abaixo. Na internet, você poderá encon-
trar textos, imagens e vídeos relacionados aos temas. Anote as informações encontradas para
socializar com a turma.

Professor (a), peça que os alunos façam uma apresentação do que foi pesquisado.
1. Principio da Individualidade Biológica 2. Principio da Adaptação
Após a pesquisa e socialização, descreva os princípios de treinamento e qual a sua impor-
tância de cada um na manutenção das capacidades físicas? Faça uma apresentação, que poderá
ser uma palestra, um PPT com explanação e/ou um vídeo, para apresentar para sua turma.

3. Principio da Progressão Gradual 4. Principio da Continuidade


5a ATIVIDADE Página 109 no Caderno do Aluno

Professor (a), proponha aos alunos o Desafio, no qual eles precisam aplicar uma ginástica de
Após a pesquisa
academia enfatizando e socialização, físicas
quais capacidades descreva os princípios
estão de treinamento eApós
sendo desenvolvidas. qual aa sua impor- de cada
aplicação
tância na manutenção das capacidades Físicas? Faça uma apresentação, que poderá ser uma
grupo, proponha
EDUCAÇÃOaFÍSICA
discussão sobre os efeitos do treinamento físico em seus diferentes aspectos.
palestra, um PPT com explanação e/ou um vídeo, para apresentar para sua turma. A apresenta-
ção poderá ser feita em grupo.
5ª ATIVIDADE:
DESAFIO

Em grupo, vocês irão apresentar e aplicar para sua turma uma ginástica de academia, fa-
zendo relação e explanando durante a aplicação quais capacidades físicas estão sendo desen-
volvidas. Combine com seu (sua) professor (a) a disponibilidade dos materiais necessários.

EXERCÍCIO CAPACIDADE FÍSICA DESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO

Após a aplicação e experimentação da aula, participe da discussão sobre os efeitos do


treinamento em seus aspectos fisiológicos, morfológicos e psicossociais.
198 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

6a ATIVIDADE – HORA DA PESQUISA Página 111 no Caderno do Aluno

Professor (a), para finalizar, propomos que os alunos façam um estudo referente à prática
de ginástica de academia na escola.
Após a pesquisa, os alunos deverão elaborar um gráfico com: quantidade de pessoas que
responderam à pesquisa; quantidade de pessoas que não praticam atividade física; quantidade
de pessoas que praticam atividade física; principais atividades praticadas por essas pessoas;
principais motivos que levam essas pessoas a praticarem atividade física. Após a elaboração do
gráfico, discuta com sua turma como está a prática de atividades físicas, e quais os principais
motivos que levaram as pessoas a praticar.
Você deverá apresentar um roteiro aos alunos, para facilitar a pesquisa, conforme segue:
ROTEIRO PARA PESQUISA:
4 Você prática alguma ginástica de academia?
4 Qual tipo de ginastica você pratica?
4 Por que você fez a escolha de praticar ginástica de academia?
4 Você acredita que ao praticar esse tipo de ginástica você possa melhorar no seu dia a dia?

Professor (a), o Professor (a) de Matemática poderá ser um grande parceiro (a) no trabalho
com os gráficos.
O foco da interpretação dos dados é verificar como está a prática de atividade física e ana-
lisar os motivos que levam as pessoas a praticarem alguma atividade.

Professor (a) para a 7a ATIVIDADE propomos que a finalização da proposta seja a


produção de um texto associando a ginástica de academia à busca de padrões de
beleza corporal e aos parâmetros de saúde. Página 112 no Caderno do Aluno
112 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

7ª ATIVIDADE:

Estamos chegando ao fim desta Unidade Temática, e como proposta final será necessário
que você retome tudo que aprendeu sobre ginástica de academia, exercícios físicos e seus be-
nefícios, e pesquise diversos anúncios sobre a ginástica de academia. Leve os anúncios para
discutir com a turma.
Inicialmente você deve associar os discursos da ginástica de academia a busca de padrões
de beleza.
Após a discussão e registro, você deve estabelecer relação entre as ginásticas de acade-
mia, a busca de padrões de beleza corporal e os parâmetros de saúde.

Redija um texto, seu (sua) professor irá definir o gênero textual, onde o principal
assunto seja a relação entre a ginástica de academia, a busca de padrões de beleza
corporal e os parâmetros de saúde.

QUER SABER MAIS:


EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 199

O (a) professor (a) de Língua Portuguesa será um (a) grande parceiro (a) nessa produção,
não se esqueça de deixar claro o gênero textual da produção de texto.

PARA SABER MAIS?


• Capacidades Físicas:
https://educadorfisico.wordpress.com/2009/03/30/capacidades-fisicas/
Acesso em: 21/02/2019;
A importância dos princípios do treinamento:
https://www.efdeportes.com/efd186/a-importancia-dos-principios-do-treinamento.htm
Acesso em: 21/02/2019.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Material de Apoio ao Currículo do Estado de São Paulo. Caderno do Aluno de Educação Física
Ensino Fundamental. Anos Finais 7a Série/8o Ano. Volume 2. Nova Edição. 2014-2017. São
Paulo/SP.

BARBANTI, Valdir José (1979). Teoria e prática do treinamento esportivo. São Paulo: Edgard Blücher
LTDA.

Tubino, M.J.G. & MACEDO, M.M. Qualidades Físicas em Educação Física e Desportos. Editora
Shape, RJ, 2006.

Confederação Brasileira de Futebol (CBF): https://www.cbf.com.br/ Acesso em: 28/02/2019.

Federação Paulista de Futebol (FPF): http://www.fpf.org.br/ Acesso em: 28/02/2019.


200 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

EDUCAÇÃO FÍSICA
9o Ano – Ensino Fundamental
Caro Professor(a),
Este material foi elaborado com a finalidade de subsidiá-lo no trabalho pedagógico com
os alunos do 9º ano dos Anos Finais do Ensino Fundamental. Para auxiliá-lo, faz-se necessário
abordar neste volume as orientações didáticas para a realização das atividades propostas.
Neste volume será desenvolvida a
Unidade Temática: Esporte
Objeto de Conhecimento: Esporte de campo e taco-beisebol

UNIDADE TEMÁTICA: ESPORTE


Nesta Unidade Temática, espera-se que o aluno aprenda a: Identificar o objetivo do
beisebol e suas principais regras, reconhecendo-as na dinâmica do jogo; Relacionar a introdu-
ção e a disseminação do beisebol no Brasil com seu processo histórico de surgimento e conso-
lidação; Aplicar os princípios técnico-táticos do beisebol em uma partida propriamente dita;
Organizar-se de modo autônomo para realizar uma partida de beisebol, desempenhando todas
as funções necessárias para tal; Praticar um ou mais esportes rede/parede, campo e taco, inva-
são e combate oferecidos pela escola, usando habilidades técnico-táticas básicas; Formular e
utilizar estratégias para solucionar os desafios técnicos e táticos, tanto nos esportes de invasão
e de combate como nas modalidades esportivas escolhidas para praticar de forma específi-
ca; Localizar informações explícitas em um texto; Inferir o sentido de uma palavra ou expres-
são; Resolver problema envolvendo o cálculo de área de figuras planas; Identificar a localização/
movimentação de objeto em mapas, croquis e outras representações.
Para iniciar é importante apresentar para os alunos o que se espera que eles aprendam
nesta unidade temática.

A 1a e 2a ATIVIDADES poderão servir para motivar e preparar os alunos para a


abordagem do esporte, é de suma importância que seja realizada a ativação e
o levantamento do que os alunos já sabem a respeito do Beisebol e sobre os
jogos (Taco e Rebatida). Propicie o espaço necessário aos alunos para que apre-
sentem os seus conhecimentos e vivências anteriores. Anote no quadro as infor-
mações, potencializando o aprendizado de sua turma. Página 101 e 102 no
Caderno do Aluno

Quando todos estiverem satisfeitos sobre as suas contribuições, sistematize as informa-


ções apresentadas e, caso seja necessário, acrescente algum conhecimento que não tenha
sido apontado pelos alunos, para depois, dirigir-se à quadra para a prática dos jogos de Taco
e da rebatida.
• Quais são as regras do jogo?
• Qual é o maior objetivo do jogo?
EDUCAÇÃO FÍSICA
• Você– sabe
ENSINO
ondeFUNDAMENTAL
surgiu o esporte? 201
• Já participou do jogo chamado rebatida?
• E de um jogo de Beisebol?
ATENÇÃO!
1 –2ªPrepare com antecedência os materiais que serão utilizados nos jogos durante
ATIVIDADE:
as aulas práticas;
O JOGO DE TACO OU BETS E O JOGO DE REBATIDA
2 – Após as atividades em quadra, lembre-se de que é muito importante que os
alunos sistematizem
• Você já participou deoumque
jogofoi aprendido.
de Taco ou Bets? E Para facilitar
do jogo este momento, crie
de rebatida?
uma• roda de conversa estimulando-os
Quais são as regras dos jogos?
a discutirem e apontarem as semelhan-
ças e diferenças entre os jogos vivenciados e o que sabem sobre o beisebol.
• Quais são os implementos necessários para a prática?
• Quais são os possíveis lugares para a prática?
• É possível realizarmos a prática destes jogos na quadra, em outro espaço da escola ou
Após a até
prática
na rua dos jogos
de sua casa? (taco e rebatida) na quadra, serão propostos alguns
textos sobre a criação e o desenvolvimento do Beisebol no mundo, é o momen-
to de propor a 3a ATIVIDADE - Conhecendo um pouco mais sobre o Beisebol.
3ª ATIVIDADE:
Página 102 e 103 no Caderno do Aluno
CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE O BEISEBOL

A criação do Beisebol
Após a prática dos jogos (taco e rebatida), chegou a hora de conhecermos mais sobre o
Beisebol. Vamos explorar a sua história, seu processo de criação e desenvolvimento, suas carac-
terísticas e regras, e sua chegada ao Brasil.
Logo de cara, já é possível perceber que a grafia utilizada aqui no Brasil é Beisebol, dife-
rente de outros países, que em sua grande maioria, utilizam a grafia de origem inglesa, Baseball.
A palavra Baseball, por si só, em tradução livre, seria algo relacionado à bola e às bases,
indicando os possíveis caminhos para um dos seus maiores objetivos: rebater a bola e correr
pelas bases localizadas no campo.
A sua origem é nebulosa. Não é possível afirmar com exatidão o período e nem o local
exato de sua criação, porém existem alguns documentos franceses do século XIV, que apresen-
tam um jogo parecido com o beisebol, já acontecendo na França naquele período.
Também existem referências do Reino Unido, datadas de 1744, que relatam um jogo similar
ao beisebol, nos países da Inglaterra e Irlanda, que poderia ter sido levado aos Estados Unidos
por imigrantes ingleses.
Outros documentos da América do Norte, datados da segunda metade do século XVIII,
apontam o americano Abner Doubleday como criador do esporte, na cidade de Cooperstown,
estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 1839.

O Beisebol no Mundo
O beisebol é um esporte muito conhecido e praticado na América do Norte, principal-
mente nos Estados Unidos, onde existe uma liga profissional, conhecida como Major League
Baseball (MLB). Também é extremamente praticado em alguns outros países da América Cen-
tral, da região do Caribe, como Cuba e Porto Rico, em países da América do Sul, como Vene-
zuela e Brasil, e também na Ásia Oriental, no Japão.
Apesar de ser um esporte popular em vários países do mundo, somente no ano de
2016 o beisebol foi aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como modalidade
olímpica e fará parte do rol de modalidades dos Jogos Olímpicos de 2020, que será reali-
zada no Japão.

4ªATIVIDADE:
PESQUISA: O BEISEBOL NO BRASIL
202 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Proponha uma leitura compartilhada ou individual dos textos.


Antes da Leitura, peça que os alunos leiam o tema dos dois textos, questione:
- Sobre o que tratará os textos?
- Existe relação entre os dois textos? Quais?
Durante a leitura:
- Peça para os alunos destacarem os principais assuntos dos textos.
- Grifem palavras que não conhecem.
Após a leitura:
- Levante com os alunos os principais assuntos dos temas;
- Anote as palavras que eles não conhecem na lousa e discuta os possíveis significados.
- Identifique com os alunos os gêneros textuais dos textos.
Para o trabalho com os gêneros textuais é possível realizar uma parceria com o(a) professor(a)
do componente de Língua Portuguesa, para auxiliar na identificação dos gêneros textuais que
estão sendo trabalhos, bem como em outras questões que podem nortear o desenvolvimento
de procedimentos de leitura.
O Beisebol no Mundo
4 ATIVIDADE
a
O beisebol éPágina 103muito
um esporte no Caderno
conhecidodo Aluno na América do Norte, principal-
e praticado
mente nos Estados Unidos, onde existe uma liga profissional, conhecida como Major League
Agora
Baseball (MLB). Também
é o momento de propor a pesquisa,
é extremamente é muito
praticado importante
em alguns da América
motivar
outros países Cen- a reali-
seus alunos
tral, da região do Caribe, como Cuba e Porto Rico, em países da América do Sul,
zarem a atividade, reforçando a sua importância para o aprendizado da turma. Para auxiliar na como Vene-
pesquisa,zuela e Brasil, e também na Ásia Oriental, no Japão.
sugerimos um roteiro, caso seja necessário acrescente outros questionamentos.
Apesar de ser um esporte popular em vários países do mundo, somente no ano de
Os 2016
alunos deverão se organizar em casa, formando grupos com três ou quatro integrantes.
o beisebol foi aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como modalidade
Proponha
olímpicaque osparte
e fará alunos apresentem
do rol a pesquisa
de modalidades dos JogosnaOlímpicos
próxima deaula ou em
2020, um próximo
que será reali- mo-
mento. zada no Japão.

4ªATIVIDADE:
PESQUISA: O BEISEBOL NO BRASIL

Com seus colegas, organizando um grupo com três ou quatro integrantes, realize uma
pesquisa sobre a chegada do Beisebol no Brasil e o seu desenvolvimento no país.
Para auxiliá-los nessa pesquisa, sugerimos um roteiro para a busca de algumas informações
importantes, porém, fique à vontade para buscar mais dados além das indicações.

• Qual foi o período em que o esporte chegou ao Brasil?


• Como o esporte chegou no país? Houve influência de algum grupo específico?
• O esporte foi bem aceito pelos brasileiros? Quem eram os praticantes?
• A partir do momento em que se estabeleceu no Brasil, o beisebol era praticado em quais
locais?
• Como se deu o desenvolvimento da modalidade esportiva no país? Houve alguma difi-
culdade em torná-lo popular?
• De quais formas a grande mídia televisa ajudou no crescimento do beisebol no Brasil?
Quais foram as suas influências?
• Existem jogadores brasileiros que jogam beisebol no exterior? Quem são eles? Qual foi
a sua trajetória?
• Como o beisebol é visto no Brasil nos dias de hoje? Qual é o panorama da prática do
esporte no país?

Na próxima aula, compartilhe com seu (sua) professor (a) e colegas os resultados da pesquisa.
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 203

Para auxiliá-lo na retomada da pesquisa realizada pelos alunos, disponibilizamos aqui um


texto de suporte para nortear as discussões em sala de aula e potencializar o aprendizado de sua
turma, visando o desenvolvimento da habilidade requerida.

A CHEGADA DO BEISEBOL NO BRASIL 

O esporte chegou ao Brasil por volta  de  1850,  trazido por  funcionários america-
nos que trabalhavam no Rio de Janeiro em empresas como a companhia telefônica, em
outra chamada Light, em um frigorífico chamado Armour e, por funcionários do Consulado
Americano, que o praticavam nos finais de semana, em momentos de lazer. 
Apesar dos americanos terem apresentado o beisebol aos brasileiros, foram os japo-
neses os grandes responsáveis pela difusão da modalidade aqui no Brasil. Em 1908, com o
início da chegada de imigrantes japoneses em alguns estados brasileiros, como São Pau-
lo e Paraná (que mais tarde tornaram-se estados com grandes colônias japonesas), o beise-
bol foi apresentado e promovido pelos praticantes orientais aos brasileiros. 
A prática do esporte ocorria nas regiões agrícolas, nas zonas rurais, em que não ha-
viam as condições necessárias para o seu desenvolvimento, o que levou os praticantes
a improvisar os implementos, como as luvas, bolas e bastões. 
Somente a partir de 1950 é que o beisebol passou a percorrer outros caminhos e che-
gar às grandes cidades, por meio das linhas férreas criadas para facilitar a produção do café,
partindo principalmente de São Paulo para os demais estados da federação. 
No período entre as décadas de 1970 e 1990, o Brasil passava por um momento de
muitas instabilidades econômicas, que gerou grandes consequências à prática do beisebol.
Os incentivos e os patrocínios às equipes semiprofissionais e seus atletas foram extrema-
mente diminuídos, quase nulos e, desta forma, alguns jogadores se viram obrigados a en-
cerrarem suas carreiras e buscarem trabalho em outras áreas. Assim, o número de prati-
cantes do beisebol caiu drasticamente. 
Outro fator que contribuiu para  o agravamento da crise foi a grande  migração de
descendentes japoneses ao Japão, em busca de melhores empregos e condições de tra-
balho, além de novas oportunidades. 
Superada a crise econômica, o beisebol voltou a ser praticado e acompanhado pelos
brasileiros com o auxílio da grande mídia esportiva televisiva que passou a transmitir os
jogos das ligas internacionais, divulgando o esporte para um público que ainda tinha um
conhecimento raso ou buscava mais informações a seu respeito. Com a melhoria das con-
dições de acesso à internet e o crescimento das mídias sociais, foi possível verificar um
aumento do interesse do brasileiro pelo esporte, buscando cada vez mais informações so-
bre as regras da modalidade, os atletas, as várias equipes e as competições pelo mundo. 
A partir de 2012, a chegada de brasileiros em equipes que disputam as ligas america-
nas (Major League Baseball – MLB e Minor League Baseball - MiLB) contribuiu com o cres-
cimento do beisebol no Brasil. Os jogadores Yan Gomes, Paulo Orlando e André Rien-
zo conseguiram muita exposição com ótimas participações em grandes equipes, abrindo
espaço para a chegada de outros brasileiros, como Thyago Vieira, Eric Pardinho, Luiz Go-
hara, entre outros. 
Nabil José Awad e Diego Diaz Sanchez
204 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

• Para o desenvolvimento da 5a ATIVIDADE – As regras do Beisebol, proponha


que os alunos leiam a introdução inicial e após assistam ao vídeo: Para apren-
der Beisebol – As regras básicas: https://www.youtube.com/watch?v=R8_
vY5mVOIY (Acesso em: 20/02/2019). Página 103 e 104 no Caderno do Aluno

IMPORTANTE!
1 – Assista ao vídeo antes de apresentá-lo para a sua turma. Certifique-se de que
não possui dúvidas quanto ao funcionamento do jogo e as devidas regras para
poder auxiliar os alunos;
2 – Prepare a sala de aula (ou sala de vídeo) com antecedência, certificando-se de
que todo o equipamento necessário está em ordem e funcionando corretamente;
3 – Propicie momentos de discussão sobre as regras entre a turma e procure sanar
possíveis dúvidas;
4 – Após as discussões, elabore um texto de maneira colaborativa com sua turma.
Desafie seus alunos a elencarem as regras estudadas, anotando na lousa tudo o que
for levantado por eles.

6a ATIVIDADE Página 104 no Caderno do Aluno

Após o estudo prévio das regras, por meio do vídeo e da discussão entre a turma, é o mo-
mento de propor para os alunos o jogo Base 4.
Para motivar e preparar os alunos para a abordagem do jogo, é de suma importância que
seja feito o levantamento dos conhecimentos a respeito do jogo proposto (Base 4). Propicie o
espaço necessário aos alunos para que apresentem os seus conhecimentos e vivências anterio-
res. Anote no quadro as informações, potencializando o aprendizado de sua turma.
Quando todos estiverem satisfeitos sobre as suas contribuições, formalize as informações
apresentadas e, caso seja necessário, acrescente algum conhecimento que não tenha sido apon-
tado pelos alunos, para depois, dirigir-se à quadra para a prática do jogo.
Sugerimos o acesso ao site a seguir para conferir o desenvolvimento do jogo Base 4:
http://media.folha.uol.com.br/mapadobrincar/2011/12/09/como_se_brinca.pdf
Primeiramente, propicie o jogo com os pés (conforme indicado no site acima), utilizando
bolas de futsal.
Depois, utilize uma bola menor (se possível, uma bola de tênis ou de borracha) e imple-
mentos que possam ser usados como bastão ou taco (como garrafas pet ou cabos de vassoura).
Combine com os seus alunos para que sejam utilizadas somente as mãos, durante a prática do
jogo. Sendo assim, a bola deverá ser arremessada da base central e rebatida para longe com o
auxílio do bastão ou taco.
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 205

IMPORTANTE!

1 – Prepare com antecedência os materiais que serão utilizados no jogo durante as


aulas práticas.
2 – Durante a prática dos jogos, faça as conexões necessárias entre os jogos e as
regras do beisebol, estudadas anteriormente;
3 – Após as atividades em quadra, lembre-se de que é muito importante os alunos
sistematizarem o que foi aprendido. Para facilitar este momento, crie uma roda
de conversa estimulando os alunos a discutirem e apontarem as semelhanças e di-
ferenças entre os jogos vivenciados e o que aprenderam sobre o beisebol.

Agora é o momento da pesquisa em grupo (7a ATIVIDADE). Página 104 e 105


no Caderno do Aluno

Neste momento, será proposta uma nova pesquisa com alguns termos em inglês utiliza-
dos no jogo para nomear as divisões e áreas do campo de jogo, as posições e funções dos par-
ticipantes, as jogadas e pontuações, os tipos de arremessos e os nomes de alguns dos imple-
mentos utilizados. Caso seja necessário, acrescente outros termos à tabela.
Os alunos deverão se organizar para produzir em casa, formando grupos de três ou
quatro integrantes, e o objetivo da atividade é buscar os termos equivalentes aos indicados
(em inglês) na tabela e que são utilizados no beisebol praticado aqui no Brasil.
Ao abordarmos alguns termos em inglês utilizados no beisebol, é possível identificar a
oportunidade do trabalho interdisciplinar em parceria com o(a) Professor(a) de LEM. Planeje
com este(a) professor(a) a potencialização deste conhecimento nas aulas dos dois componen-
tes curriculares.
Proponha que os alunos compartilhem o resultado de sua pesquisa.

ÁREAS E DIVISÕES DO CAMPO POSIÇÕES E FUNÇÕES DOS PARTICIPANTES


Infield Left Fielder
Outfield Center Fielder
Left Field Right Fielder
Center Field Catcher
Right Field Batter
Home Base Pitcher
First Base Runner
Second Base Short Stop
Third Base Infielders
Mount Outfielders
Umpire

JOGADAS E PONTUAÇÕES TIPOS DE ARREMESSOS


Hit Fast ball
Out Curve ball
Second Base Short Stop
Third Base Infielders

206 Mount Outfielders


SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR
Umpire

JOGADAS E PONTUAÇÕES TIPOS DE ARREMESSOS


Hit Fast ball
Out Curve ball
Safe Off speed
Run Fly ball
Home Run Ground ball
Steal Change up
Walk
Strike-Zone EQUIPAMENTOS
Strike-Out Bat
Ball Glove
Perfect Game Ball
No hitter Helmet
Cap
Cleats

8a106
ATIVIDADE Página 106 no Caderno doSÃO
Aluno
PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

8ª ATIVIDADE:
PRINCIPAIS OBJETIVOS (ATAQUE E DEFESA) E OS ASPECTOS
TÁTICOS E TÉCNICOS DO BEISEBOL:

O maior objetivo
Para apresentar do jogador
e discutir atacante é rebater
o aprofundamento a bola o mais
dos aspectos longeepossível
táticos técnicosdentro
comdo os alunos,
foram sugeridos alguns vídeos. Propicie aos seus alunos o contato com estes objetos as-
território válido do campo, dificultando a captura da bola pelos jogadores defensores, para digitais de
sim, conseguir avançar por todas as bases.
aprendizagem (ODA) e lembre-se de respeitar as individualidades e tempos de aprendizagem da
Após a rebatida, o atacante deverá seguir no sentido anti-horário, partindo da base princi-
sua turma. Acompanhe e dê suporte aos alunos, em seu percurso de aprendizagem.
pal, seguindo para direita no sentido da primeira base, depois para a segunda base e em segui-
• Explicando o ataque: https://www.youtube.com/watch?v=_uP8i0MsWiE (Acesso em: 21/02/2019).
da para a terceira base, para finalmente retornar à base principal e marcar o ponto.
• Explicando a defesa:
Já para a equipe defensora, o seu maior objetivo é evitar que a equipe(Acesso
https://www.youtube.com/watch?v=ZXKCyL-Cn84 atacanteem: 21/02/2019).
marque
• Os mais
pontos, longos “Home
das seguintes Runs” da Major League de Baseball: https://www.youtube.com/
formas:
watch?v=a8_7V4Mtzi8
 (Acesso
Eliminar o jogador em:(rebatedor).
atacante 19/02/2019).
Para isso, o arremessador precisa lançar a bola
• As melhores capturas de bola da MLBo2013:
de maneira que dificulte a rebatida. Assim, https://www.youtube.com/watch?v=lQpbCVS
arremessador e o receptor podem combinar os ti-
pos de arremessos, sendo:
dLGM (Acesso em: 21/02/2019). as bolas rápidas (arremessos com maior velocidade), bolas lentas
(arremessos que buscam enganar o rebatedor com a perda de velocidade da bola ao final da
trajetória) e bolas de efeito ou com efeito (arremessos em que os jogadores imprimem efeitos
IMPORTANTE!
no momento do lançamento da bola, podendo gerar curvas ou diferentes mudanças de direção
1 –durante
Assistaa aos vídeos
trajetória antes de apresentá-los para a sua turma. Certifique-se de que
da bola);
não possui dúvidas quanto ao funcionamento
Após três tentativas frustradas de rebatida, odo jogoatacante
jogador e as devidas movimentações
é eliminado (strike-out)
dase equipes de ataque e defesa
um novo rebatedor tomará o seu lugar; para poder auxiliar seus alunos;
2 – Prepare
 a sala de aula
O arremessador, (ou sala
o receptor e os de vídeo)
demais com antecedência,
defensores precisam trabalharcertificando-se
juntos para elimi- de
quenartodo o equipamento
três rebatedores necessário
da equipe atacante, oestá em ordem
que encerra e funcionando
a rodada corretamente;
e promove a troca das funções
3 –das equipes:momentos
Propicie a equipe que defendia passa a atacar
de discussão sobree os
a equipe que atacava
aspectos passa
táticos a defender;entre a
e técnicos
turma e Caso um rebatedor
procure tenha conseguido
sanar possíveis rebater a bola e avance para uma das bases (trans-
as dúvidas;
forma-se em um corredor), os jogadores
4 – Após as discussões, formalize o conhecimento, da defesa também precisam estar
elaborando um atentos
texto deparamanei-
não
deixar este atacante avançar mais bases e completar as quatro bases, para marcar o ponto. Para
ra colaborativa com sua turma. Desafie seus alunos a elencarem as principais técni-
isso, são realizadas jogadas para a sua eliminação.
cas e táticas, anotando na lousa tudo o que for levantado por eles.
Assista aos vídeos abaixo para compreender melhor as jogadas de ataque e a marcação
dos pontos e as jogadas da defesa para eliminar os rebatedores e corredores:
• Explicando o ataque: https://www.youtube.com/watch?v=_uP8i0MsWiE (Acesso em
21/02/2019).
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 207

Após o estudo conjunto e aprofundado dos aspectos táticos e técnicos, pro-


ponha aos alunos a prática do jogo de beisebol (9a ATIVIDADE) Página 107 no
Caderno do Aluno

Esteja atento para facilitar a dinâmica do jogo, auxiliando os alunos na indicação dos cami-
nhos para solucionarem os problemas que possam surgir durante a atividade, no que diz respei-
to às regras, posicionamentos,
EDUCAÇÃO FÍSICA deslocamentos, ao encerramento da rodada e à107 troca das fun-
ções (ataque e defesa), entre outros.
9ª ATIVIDADE:
IMPORTANTE!
O JOGO DE BEISEBOL
1 – Durante a prática do jogo, faça as conexões necessárias entre a teoria e a prá-
tica deDepois
todo o conhecimento abordado anteriormente nas aulas, assim, o aprendi-
de estudarmos as movimentações das equipes de ataque e defesa, além de reco-
zado dos alunos será fortalecido;
nhecermos a importância das funções de cada jogador, compreendendo a dinâmica presente no
2 –jogo
Após
de beisebol, que tal em
as atividades quadra,para
retornarmos lembre-se de que
a quadra para é muitoalgumas
vivenciarmos importante que
partidas? Va- os
alunos sistematizem o que foi aprendido. Para facilitar este momento, crie uma
mos nessa?
roda de conversa estimulando os alunos a discutirem e apontarem as situações
Desafiando
ocorridas nos nossos
jogos. conhecimentos
Depois de experimentarmos o jogo de beisebol e vivenciarmos alguns jogos com caracte-
Proponha em sala para
rísticas semelhantes, vocêque organizados,
me acompanha em umem grupos com três ou quatro integrantes, os
desafio?
alunos respondam às questões
Junto com norteadoras,
os seus colegas, organize umanalisando as informações
grupo com três e realizem
ou quatro integrantes umascompara-
e analise
tivo entreinformações do quadro abaixo,
os jogos vivenciados e tudorealizando
o que oestudamos
comparativosobre
entre os jogos vivenciados e o que
o Beisebol. 
estudamos sobre o Beisebol.

Taco ou Bets Rebatida Base 4 Beisebol

Onde pode ser


realizado?

Com quantas
equipes e quantos
jogadores?

Qual é o objetivo do
jogo?

Quais os tipos de
equipamentos
utilizados?

Qual a vestimenta
utilizada no jogo?

Precisa de árbitro?

Compartilhe a sua produção com seu (sua) professor (a) e colegas.


208 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

IMPORTANTE!
1 – Propicie momentos de discussão sobre as questões propostas, entre a turma, e
procure sanar possíveis as dúvidas;
2 – Após as discussões, desenhe um quadro similar na lousa, para o preenchimen-
to do mesmo, de maneira colaborativa com sua turma. Desafie seus alunos a irem
até a lousa para compartilharem seus conhecimentos e preencherem o quadro com
as informações solicitadas.

Para finalizar essa unidade temática proponha a realização da 10a ATIVIDADE


“O que eu aprendi?” Página 108 e 109 no Caderno do Aluno

Proponha que resolvam as situações apresentadas, organizados em grupos de até cinco


integrantes. O objetivo é a organização de uma partida de beisebol, levando em consideração
todos os estudos relacionados ao beisebol realizados no bimestre.
Após a análise das informações indicadas na situação-problema, os alunos deverão preen-
cher uma108
tabela com a solução encontrada pelo grupo, com as devidas considerações.
SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO ALUNO

10ª ATIVIDADE:
O QUE EU APRENDI?

Com os seus colegas, organize um grupo com até cinco integrantes para discutir e solucio-
nar a situação problema proposta abaixo:
“Em uma determinada escola, o professor propôs aos alunos do 9º ano que organizassem
uma partida de Beisebol, que deveria acontecer na próxima aula, levando em consideração os
aspectos táticos e técnicos estudados anteriormente.
Infelizmente, no dia anterior choveu muito durante a noite e, no dia da aula prática, somen-
te 19 alunos compareceram à aula:
Carla: participa ativamente das aulas e representa a escola na competição de atletismo dos
Jogos Escolares do Estado de São Paulo (JEESP);
Luís, Augusto e Carlos: participam sempre das atividades práticas propostas nas aulas
pelo(a) professor(a), mas são sedentários e não praticam atividades físicas fora da escola;
Renata e Pedro: praticam Tênis em uma escolinha do bairro;
Thaís: havia machucado o seu joelho em uma brincadeira na rua de sua casa, com seus
colegas;
João, Larissa, Aline, Renata, Sandra e Fernando: alunos que gostam de participar das
aulas práticas e participam de aulas em escolinhas de futsal do bairro;
Isabela, Flávia, João, Clarice e Andréia: alunos que gostam de participar das aulas práti-
cas e participam de aulas em escolinhas de voleibol do bairro;
Felipe: aluno cadeirante, que gosta muito de participar das aulas práticas.”

Analisando as informações acima, e sabendo que todos devem participar do jogo, quais
seriam as melhores posições para cada um desses alunos? Quais foram as suas considerações
para determinar as funções e posições dos jogadores em cada equipe? Explique.

ATENÇÃO: Leve em consideração que é preciso haver um árbitro (deve ter revezamento desta
função entre os participantes) e que será preciso dividir a turma em duas equipes com nove
jogadores.

Árbitros:
EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 209

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Centro Recreativo de Desportivo Dragons. Disponível em: <http://www.dragons.com.br> (Acesso


em: 20/02/2019).

Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol. Disponível em: <http://www.cbbs.com.br> (Acesso


em: 20/02/2019).

Globo Esporte. Disponível em: <https://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/saiba-como-es-


ta-a-classificacao-do-beisebol-e-do-softbol-para-a-olimpiada-de-toquio-2020.ghtml> (Acesso
em: 20/02/2019).

Gazeta Esportiva. Disponível em: < https://www.gazetaesportiva.com/mais-esportes/yan-gomes-se-


ra-o-primeiro-brasileiro-no-jogo-das-estrelas-da-mlb> (Acesso em: 20/02/2019).

OI, Célia Abe (Org.). Beisebol: histórias de uma paixão. São Paulo: Federação Paulista de Beise-
bol e Softbol, 1996.

Pacievitch, T. Beisebol. Disponível em: https://www.infoescola.com/esportes/beisebol-baseball


(Acesso em: 20/02/2019).

RUBIO, Kátia. Tradição, família e prática esportiva: a cultura japonesa e o beisebol no Brasil.
Movimento. Porto Alegre, v. 6, n. 12, p. 37- 44, jul. 2000. Disponível em: http://www.seer.ufrgs.
br/index.php/Movimento/article/view/2498/1142 (Acesso em: 20/02/2019).
ARTE
LÍNGUA PORTUGUESA
ENSINO MÉDIO

LÍNGUA ESTRANGEIRA
EDUCAÇÃO FÍSICA

LINGUAGENS
212 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR
ARTE – ENSINO MÉDIO 213

ARTE
1a Série – Ensino Médio
QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – ARTES VISUAIS – 1ª Série

Habilidades do Currículo do
Temas/Conteúdos Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Estado de São Paulo
Tema: • Inferir, com base em imagens, 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações ar-
• In[ter]venção na escola: arte e processos de intervenção em tísticas e culturais, das locais às mundiais, e tam-
ação arte. bém participar de práticas diversificadas da pro-
dução artístico-cultural.
Conteúdo: • Identificar, com base em regis-
• Suportes, ferramentas e proce- tros de projetos, ideias de in- 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
dimentos técnicos e inventivos. tervenção em artes visuais, visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
dança, música e teatro. visual, sonora e digital –, bem como conheci-
•
O corpo como suporte físico mentos das linguagens artística, matemática e
na dança e no teatro. • Reconhecer a expressividade científica, para se expressar e partilhar informa-
no corpo, na sonoridade e na ções, experiências, ideias e sentimentos em di-
• O corpo do teatro; o corpo do
matéria. ferentes contextos e produzir sentidos que le-
ator/atriz em expressão cênica.
• Distinguir o corpo em estado vem ao entendimento mútuo
• Matéria sonora e significação;
cênico do corpo cotidiano. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências
o som da palavra; música coral;
culturais e apropriar-se de conhecimentos e ex-
o som dos textos e das bandas • Distinguir espaço cênico con-
periências que lhe possibilitem entender as re-
na escola; parâmetros sonoros, vencional e não convencional.
lações próprias do mundo do trabalho e fazer
timbre.
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e
•
Corpo espetacular; interven- ao seu projeto de vida, com liberdade, autono-
ção em espaços não conven- mia, consciência crítica e responsabilidade
cionais; texto/escritura/temas 10. Agir pessoal e coletivamente com autono-
de intervenção cênica. mia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência
• Visualidade da forma-conteúdo e determinação, tomando decisões com base
em conexão com a materialida- em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
de e os processos de criação. sustentáveis e solidários.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do Currículo do Estado de


São Paulo, Competências Gerais da BNCC e Matriz de Referência de Língua Portuguesa do
SAEB:
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc.).

Para mobilizar os conhecimentos dos alunos sobre o tema do bimestre, iniciamos o bimes-
tre com a seguinte reflexão:
214 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

“Imagine dois ou mais intérpretes1 de dança de rua ou outro estilo, uma apresentação mu-
sical conduzida por um Dj ou um músico tocando seu instrumento ao vivo, vídeos sendo proje-
tados nas paredes ou objetos artísticos interferindo no espaço da cidade. Agora imagine essas
ações acontecendo enquanto você espera o ônibus ou está andando na praça central de sua
cidade! Este tipo de intervenção artística tem o poder de modificar o movimento, o espaço e a
percepção do tempo das pessoas que estão transitando no espaço público da cidade. Entre as
calçadas das cidades, a Arte tem inspirado muitas pessoas.”
O objetivo do 3º bimestre é possibilitar ao aluno agir como produtor cultural, pensando,
planejando e executando um projeto cultural de intervenção artística na escola. Você deverá
aguçar a percepção, imaginação e inventividade dos alunos, construindo ações que potenciali-
zem a importância da elaboração de projetos culturais.
Professor, você deverá provocar nos alunos o olhar sensível e a percepção. Para que isso
ocorra, orientamos a realização de uma mediação educativa, ou seja, uma proposta de análise
de objetos artísticos – imagens de intervenções artísticas, textos, vídeos – para ampliar o reper-
tório deles para a elaboração do projeto.

MOMENTO I
Movendo a Apreciação
Página 113 no Caderno do Aluno

Ao iniciar o momento de leitura dos vídeos, organize a sala, solicite ao aluno que analise
atentamente as imagens, falas e as diversas linguagens e modalidades de Arte apresentados.
Seguem, abaixo, sugestões de vídeos. (Outros materiais podem ser selecionados por você
desde que apresentem “Intervenções” artísticas ou urbanas.)

Site do artista Eduardo Srur


www.eduardosrur.com.br Acessado em 26/02/2019

Monumentos com coletes salva-vidas - Repórter Karina Godoy


https://www.youtube.com/watch?v=OsgkcImeVD8 Acessado em 26/02/2019

Eduardo Srur: Manual de Intervenção Urbana


https://www.youtube.com/watch?v=bw6mJaOJsNE Acessado em 26/02/2019

Intervenção urbana
https://www.youtube.com/watch?v=BJQPtK2u1tk Acessado em 26/02/2019

1 Optamos pela utilização do termo intérprete, conforme proposto pela professora Lenira Peral Rangel no artigo
“Ler a dança com todos os sentidos” de 2008, “O Intérprete – é a pessoa que dança, sua biografia, sua postura
física, seu “jeito” singular, seu corpo, sua personalidade, sua criatividade, suas habilidades e limitações. Em uma
obra contemporânea, o intérprete, usualmente, usa de recursos teatrais, a voz ou o canto, a interpretação. Por
isso o uso do termo intérprete, para dar conta de alguém que não é apenas dançarino ou bailarino (quem faz só
o balé). Mas, é claro que o intérprete pode ser apenas dançarino”
ARTE – ENSINO MÉDIO 215

Arte salva
https://www.youtube.com/watch?v=RZ7erstEBgw Acessado em 26/02/2019

Eduardo Srur – Pets


https://www.youtube.com/watch?v=vYJIk4MtRx4

Jornal Futura - “A provocação do afeto” Série Intervenções Artísticas Urbanas - Episódio 4


https://www.youtube.com/watch?v=cAlmiqa1F54 Acessado em 26/02/2019

Jornal Futura - Série Intervenções Artísticas Urbanas - O que são?


https://www.youtube.com/watch?v=WcPDyajKnok Acessado em 26/02/2019

Jornal Futura - Série Intervenções Artísticas Urbanas - O espaço público e o público no


espaço – 2
https://www.youtube.com/watch?v=CY-WlangK58 Acessado em 26/02/2019

Caldo de Cultura - Intervenção Urbana (30/06/16)


https://www.youtube.com/watch?v=mb4a3U8EHsQ Acessado em 26/02/2019

Solicite aos alunos que no decorrer das apresentações façam anotações. Caso seja neces-
sário, faça pausas para comentar sobre conceitos e conteúdos estéticos e artísticos. Incentive-os
a falar sobre o que observam. Após a apreciação realize uma roda de conversa e faça as seguin-
tes indagações:

1. Quais modalidades artísticas foram apresentadas nos vídeos?

2. Quais são os elementos, os objetos, as matérias que compõem as obras de arte nestas
imagens?

3. Ao imaginar o tema das obras apresentadas, quais poderiam ser os títulos?

4. Quais materiais foram utilizados por esses artistas?

5. Quais ferramentas e procedimentos foram necessários?

6. Pela observação da obra, quais objetos podem se transformar em matéria para as inter-
venções?

7. Quais materiais descartados pela sociedade poderiam ser usados em obras e construções
para materializar ideias expressivas?

8. O que precisaria ser pesquisado para a elaboração de um projeto tendo como referência
os artistas apresentados?

9. Formas, conteúdos, matérias se interpenetram para a criação de uma produção estética?

10. Que ideias estas imagens suscitam em você em relação ao seu projeto de intervenção?

11. Em qual linguagem da Arte você gostaria de desenvolver esse projeto?

Quando terminar a roda de conversa solicite aos alunos um relato textual.


216 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO II
Pesquisa de campo
Página 115 no Caderno do Aluno

No processo de pesquisa dê voz aos alunos, para que sejam os pesquisadores e protago-
nistas de suas escolhas, apresentando seu repertório pessoal.
Solicite pesquisas em grupos, sobre “Intervenções Urbanas” (Para isso, você pode agendar
a utilização da sala de informática). Oriente-os para que, ao final, realizem a apresentação e con-
textualização da pesquisa.
Sugerimos:
• Pesquisar pessoas da comunidade que desenvolvam atividades artísticas relacionadas
a “Intervenções Urbanas”.
• Organizar os textos, imagens e vídeos, numa apresentação em Power Point;
• O tempo da apresentação deve ser combinado.
Durante as apresentações realize momentos de análise e discussão ou se preferir faça a
roda de conversa, após o término de todos. Professor contextualize, tire dúvidas, fale sobre o
que não foi dito e avalie o processo.

MOMENTO III
Ação Expressiva
Página 115 no Caderno do Aluno

“Às vezes, estamos tão imersos no cotidiano enquanto transeuntes, que nosso olhar não
consegue mais ver.”
Esse trabalho pode ser individual ou em grupo. Solicite aos alunos que, caminhem pela
escola, com olhos bem atentos, analisem cada cantinho da escola e fotografem os espaços es-
colhendo o melhor ângulo.
Professor para subsidiar seu trabalho com a linguagem fotográfica, sugerimos o uso do
caderno do professor da 2ª série do Ensino Médio vol. 1 e o vídeo do Fotógrafo Cristiano Mas-
caro https://www.youtube.com/watch?v=u5OWamndAV0&t=57s .
Fotografias tiradas, os alunos devem criar um ou mais espaços de exposição das fotos,
pode ser um mural ou nas redes sociais com a seguinte frase: “Estas são fotos de minha escola,
o que você sente ao ver essas imagens?” Atenção, pensem em um espaço, no qual os visitantes
possam fazer intervenções, deixando mensagens (recados).
Professor não se esqueça das autorizações da gestão escolar, para a realização desta ação
poética nos espaços da escola e de uso de imagem, se houver pessoas fotografadas.
Atenção: Professor, neste momento o objetivo é estimular nos alunos um olhar atento,
sensível/crítico por meio de registros fotográficos dos espaços da escola, tiradas pelos alunos.
Levando-os a pensar quais ambientes podem servir de suporte para a realização da Intervenção
Artística, pois este será foco da elaboração do Projeto Artístico ao final deste bimestre. Para isso,
sugerimos uma atividade de apreciação das fotografias seguidas de questionamentos como:
ARTE – ENSINO MÉDIO 217

• Como eles imaginam que poderiam fazer uma intervenção, que provoque o olhar das
pessoas sobre o aspecto observado daquele espaço e que gostariam de modificar?
• Qual será a intenção de uma intervenção?
• Nos espaços da escola, são possíveis intervenções de imagens poéticas – visuais, sono-
ras, corporais – sem aviso prévio? Quem autoriza? Entre outras questões.
Todas essas reflexões devem ser registradas e guardadas para serem usadas no final deste
processo que culminará na produção de um projeto de intervenção individual ou em grupo.

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam. sobre intervenção artística em artes visuais.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – DANÇA – 1ª Série

Habilidades do Currículo do
Temas/Conteúdos Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Estado de São Paulo
Tema: • Inferir, com base em imagens, 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações ar-
• In[ter]venção na escola: arte e processos de intervenção em tísticas e culturais, das locais às mundiais, e tam-
ação arte. bém participar de práticas diversificadas da pro-
dução artístico-cultural.
Conteúdo: • Identificar, com base em regis-
• Suportes, ferramentas e proce- tros de projetos, ideias de in- 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
dimentos técnicos e inventivos. tervenção em artes visuais, visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
dança, música e teatro. visual, sonora e digital –, bem como conheci-
• O corpo como suporte físico na mentos das linguagens artística, matemática e
dança e no teatro. • Reconhecer a expressividade científica, para se expressar e partilhar informa-
no corpo, na sonoridade e na ções, experiências, ideias e sentimentos em di-
• O corpo do teatro; o corpo do
matéria. ferentes contextos e produzir sentidos que le-
ator/atriz em expressão cênica.
• Distinguir o corpo em estado vem ao entendimento mútuo
• Matéria sonora e significação; o
cênico do corpo cotidiano. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências
som da palavra; música coral; o
culturais e apropriar-se de conhecimentos e ex-
som dos textos e das bandas na • Distinguir espaço cênico con-
periências que lhe possibilitem entender as re-
escola; parâmetros sonoros, vencional e não convencional.
lações próprias do mundo do trabalho e fazer
timbre.
. escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e
• Corpo espetacular; intervenção ao seu projeto de vida, com liberdade, autono-
em espaços não convencionais; mia, consciência crítica e responsabilidade
texto/escritura/temas de inter- 10. Agir pessoal e coletivamente com autono-
venção cênica. mia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência
• Visualidade da forma-conteúdo e determinação, tomando decisões com base
em conexão com a materialida- em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
de e os processos de criação. sustentáveis e solidários.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do Currículo do Estado de


São Paulo, Competências Gerais da BNCC e Matriz de Referência de Língua Portuguesa do
SAEB:
D1 – Localizar informações explícitas em um texto
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc.).
D6 – Identificar o tema de um texto
218 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

D15 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos


que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.
Depois dos alunos terem trabalhado no bimestre anterior com intervenções artísticas como
possibilidades de criação, sugerimos que os próximos trabalhos iniciem com uma roda de conver-
sa para que possam relatar suas impressões sobre as vivências realizadas, durante o processo de
criação. Neste momento, é importante que compreendam o que é uma intervenção em dança.

MOMENTO I
Movendo a Apreciação
Página 116 no Caderno do Aluno

Para ampliação de repertório sugerimos apresentação do movimento artístico Flash Mob, o sig-
nificado do termo e um momento de apreciação de vídeos sobre esse tipo de intervenção em dança.
O termo flash mob é usado para se referir a um grande grupo de pessoas que se juntam
repentinamente em um local público para fazer alguma ação e rapidamente saírem do local
(flash= instantâneo e Mob = grupo de pessoas). Geralmente, esse tipo de ação é organizado,
combinado e coordenado por meio de redes sociais, e-mails ou outros meios. Quem participa
de um evento desse é chamado de flash mobber. Quando nos referimos à ação, como um todo,
usamos o termo flash mobbing.
O primeiro flash mob foi organizado via e-mail, pelo jornalista Bill Wasik, em Manhattan. Man-
dando o e-mail para 40 ou 50 amigos (de maneira que eles não soubessem que o evento fora plane-
jado pelo próprio jornalista), Bill convidou as pessoas a aparecerem em frente à loja de acessórios
femininos Claire’s Acessories. Segundo ele, “A ideia era de que as próprias pessoas se tornassem o
show e que, apenas respondendo a este e-mail aleatório, essas pessoas criassem algo” em um en-
contro anônimo e sem liderança. A palavra MOB pode ser entendida como encontro de pessoas ou
grupo de pessoas. No entanto, a loja foi avisada antes do acontecimento e a polícia foi acionada,
evitando que as pessoas ficassem na frente da loja, frustrando os planos do primeiro mob.
O segundo mob aconteceu em 3 de junho de 2003, na loja de departamentos Macy’s. Wa-
sik e amigos distribuíram flyers para pessoas que passavam nas ruas, indicando quatro bares em
Manhattan, onde elas receberam instruções adicionais sobre o caráter e o lugar do evento, mi-
nutos antes do seu início – para evitar o mesmo problema que ocorreu com o primeiro.
Mais de 100 pessoas juntaram-se no 9º andar de tapetes da loja de departamento, reunindo-se
em volta de um tapete caro. Qualquer um que fosse abordado por um vendedor deveria dizer que
as pessoas reunidas no andar viviam juntas em um depósito nos arredores de Nova York, e que esta-
vam procurando por um “tapete do amor”, e que todos faziam suas decisões de compra em grupo.

Flash Mob Project - https://www.youtube.com/watch?v=WhcNLsSGApI


Também será interessante retomar imagens da Companhia de dança Il Posto (http://www.
ilposto.org/en/videogallery) e outras imagens de intervenções em dança que você considerar
interessantes para este momento de apreciação.
Proponha aos alunos a produção de um texto. O que ficou da conversa? Agora é hora de
escrever o que ficou da conversa por meio de um artigo de opinião.
ARTE – ENSINO MÉDIO 219

MOMENTO II
Ação expressiva
Página 117 no Caderno do Aluno

Com o objetivo de vivenciar e explorar as possibilidades de criação artística, em espaços alterna-


tivos da escola, com foco na criação de um projeto pessoal nas diferentes linguagens artísticas, na vi-
vência a seguir, vamos explorar os movimentos do nosso corpo interagindo com o espaço da escola.
Professor, para a realização desta vivência, escolha um espaço da escola que seja possível
à realização de movimentação corporal. Você pode trabalhar em um espaço amplo, sem cartei-
ras ou cadeiras, como pátio da escola ou mesmo a sala de aula com as carteiras afastadas. Divi-
da a turma em grupos de 6 ou 7 alunos, para que cada grupo possa observar o trabalho do ou-
tro. Selecione músicas com diferentes ritmos, explorando músicas instrumentais e/ou de cultura
popular. Solicite que encham balões de ar. Faça um aquecimento, pedindo que caminhem inte-
ragindo com seus balões, sem deixá-los cair no chão, durante a caminhada comece dando ins-
truções como: ande bem devagar como se estivesse andando na lua, agora pule poças de água,
passe por baixo de uma linha imaginária, explore linhas retas, desenhe curvas com o quadril,
com as mãos. Essas instruções devem ser dadas conforme os alunos exploram esses movimen-
tos ao som das músicas selecionadas por você anteriormente.
Depois deste breve aquecimento, solicite que cada grupo elabore um roteiro de experi-
mentação. Explore individualmente a criação de cada grupo, para que o restante da turma ob-
serve, sentados em círculo delimitando o espaço cênico. Caso queira utilizar outros objetos, esta
atividade também pode ser realizada com pedaços de tecido leve ou papel de seda desde que
possam equilibrar e movimentar seus corpos interagindo com ele. Dê instruções para que ex-
plorem todo espaço disponível para a vivência e movimentações corporais em diferentes níveis
do espaço (baixo, médio e alto), interagindo em grupo e observando os estímulos sonoros du-
rante o trabalho de experimentação. Após a vivência faça uma roda de conversa com os alunos
sobre a percepção de cada um durante a execução. Questione sobre as dificuldades e facilida-
des observadas durante o jogo.

MOMENTO III
Pesquisa em dupla
Página 117 no Caderno do Aluno

Professor, para que seus alunos tenham mais elementos para a elaboração de um projeto de
intervenção artística em dança, proponha, neste momento, uma pesquisa na internet sobre diferen-
tes projetos de intervenção artística, em dança, existentes; e a elaboração de um seminário ou uma
apresentação para o compartilhamento dos conhecimentos construídos durante a pesquisa. Sugeri-
mos como referência, o grupo “Es.Tra.DA II - ESpaços TRAnsitórios de Dança” na Faculdade de Artes
do Paraná (FAP) criou o projeto “quandonde intervenções urbanas em arte” no ano de 2013.
220 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO IV
Seminário
Página 117 no Caderno do Aluno

Professor, para o sucesso na apresentação do seminário dos alunos, verifique a necessida-


de dos grupos e as possibilidades da escola.

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – MÚSICA – 1ª Série

Habilidades do Currículo do
Temas/Conteúdos Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Estado de São Paulo
Tema: • Inferir, com base em imagens, 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações ar-
• In[ter]venção na escola: arte e processos de intervenção em tísticas e culturais, das locais às mundiais, e tam-
ação arte. bém participar de práticas diversificadas da pro-
dução artístico-cultural.
Conteúdo: • Identificar, com base em regis-
• Suportes, ferramentas e proce- tros de projetos, ideias de in- 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
dimentos técnicos e inventivos. tervenção em artes visuais, visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
dança, música e teatro. visual, sonora e digital –, bem como conheci-
• O corpo como suporte físico na mentos das linguagens artística, matemática e
dança e no teatro. • Reconhecer a expressividade científica, para se expressar e partilhar informa-
no corpo, na sonoridade e na ções, experiências, ideias e sentimentos em di-
• O corpo do teatro; o corpo do
matéria. ferentes contextos e produzir sentidos que le-
ator/atriz em expressão cênica.
• Distinguir o corpo em estado vem ao entendimento mútuo
• Matéria sonora e significação; o
cênico do corpo cotidiano. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências
som da palavra; música coral; o
culturais e apropriar-se de conhecimentos e ex-
som dos textos e das bandas na • Distinguir espaço cênico con-
periências que lhe possibilitem entender as re-
escola; parâmetros sonoros, vencional e não convencional.
lações próprias do mundo do trabalho e fazer
timbre.
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e
• Corpo espetacular; intervenção ao seu projeto de vida, com liberdade, autono-
em espaços não convencionais; . mia, consciência crítica e responsabilidade
texto/escritura/temas de inter- 10. Agir pessoal e coletivamente com autono-
venção cênica. mia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência
• Visualidade da forma-conteúdo e determinação, tomando decisões com base
em conexão com a materialida- em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
de e os processos de criação. sustentáveis e solidários.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do Currículo do Estado de


São Paulo, Competências Gerais da BNCC e Matriz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc.).
D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.
ARTE – ENSINO MÉDIO 221

Neste bimestre, daremos continuidade ao canto coral como uma dessas possibilidades.
Esse tipo de canto é uma das formas mais democráticas de fazer música: exige um instrumento
que já faz parte de nossas vidas: a voz; requer muita responsabilidade dos participantes, que
precisam cantar juntos, buscando o equilíbrio e a homogeneidade dos timbres, a integração das
características e das intensidades vocais individuais em um conjunto sonoro único.

MOMENTO I
Ação Expressiva
Página 118 no Caderno do Aluno

John Paynter, educador musical inglês, tem uma proposta de pesquisa e de experimenta-
ção da materialidade do som que “caminha” pelas palavras. É possível buscar experiências co-
rais em qualquer texto, inclusive em placas e em avisos da escola.
Como poderiam soar os textos da escola? Uma possibilidade de encaminhamento seria
escolher um texto qualquer, o que estiver mais próximo de cada aluno. Não precisa ser o mes-
mo texto para todos. Com esse material, podem ser realizadas ações sonoras, o que necessitará
de um regente – função que pode ser ocupada, inicialmente pelo professor e depois, por um
aluno diferente a cada vez. Antes dessa experiência, eles poderiam iniciar a atividade com voca-
lises para aquecer a voz. Começarão juntos, sob a indicação do regente, que não deverá falar,
mas mostrar com um gesto de mão o início da leitura e seu fim. O gesto pode ser, por exemplo,
mostrar a palma da mão para o início e, para o fim, fechá-la.
Vocalise: é um exercício vocal que consiste em cantar uma ou mais vogais, em diferentes li-
nhas melódicas com notas especificamente arranjadas como prática didática. Também é a parte
vocal sem palavras da música polifônica do Século XIII e XIV, quando a música não possuía texto.
Algumas possibilidades:
• ler um trecho do texto cujo tamanho pode ser determinado pela quantidade de pala-
vras lidas em dez segundos ou pela repetição de uma palavra – caso o texto escolhido
seja de um aviso –, ou ainda estabelecer que será lida apenas uma frase;
• ler o mais rapidamente possível ou o mais lentamente possível; fazer gradações dessas
velocidades de acordo com a regência do aluno;
• ler o mais forte ou o mais levemente possível; fazer gradações dessas intensidades de
acordo com a regência do aluno;
• ler somente as vogais; ler somente as consoantes (fazendo sua sonoridade); ler somen-
te as primeiras e as últimas sílabas das palavras;
• ler com a mão sobre a boca ou sussurrando;
• ler procurando outras formas de leitura;
• ler procurando outras posições de leitura: sentado, em pé, andando, deitado, girando,
tremendo;
• ler fazendo combinações entre as possibilidades anteriormente citadas.
222 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Seria muito importante que os alunos prestassem atenção nas sonoridades produzidas ao
mesmo tempo. Percebem a estreita relação entre matéria sonora e significação? A expressão
sonora das palavras pode gerar diferentes interpretações a partir do modo como ela é dita, can-
tada, gritada etc.? A partir do material produzido nessa experimentação, qual seria a música-
-coral elaborada? Que intervenções inventariam a partir dela?
Solicite que, depois de fazer o exercício e conversar sobre ele, registrem suas impressões
sobre essa experiência desenhando, escrevendo, sonorizando, listando palavras-chave.

MOMENTO II
Apreciação
Página 119 no Caderno do Aluno

Primeiro, apresente brevemente a biografia do artista Arnaldo Antunes e leia a letra


(https://www.letras.mus.br/arnaldo-antunes/91698/) da canção para seus alunos e, se possível,
apresente-lhes a música. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=QOaQZGgSBwc

Alguns questionamentos auxiliarão a discussão com a classe: Quais outras apreciações


podem ser feitas? Que outras canções podem ser lembradas? Quais outros conjuntos conhecem
e que você poderia também levar para ampliar a apreciação?

Contextualizando: Vários compositores atuais realizam esse tipo de pesquisa sobre o som
vocal e as sonoridades possíveis de serem retiradas de um texto. Podemos lembrar também as
bandas. Há bandas na escola? Quais são as sonoridades dessas bandas? Elas têm preocupações
com a experimentação e a pesquisa? Procuram romper tradições ou caminham com elas? Quais
outras bandas seus alunos conhecem? Como trabalham a organização de timbres (fazem substi-
tuição de instrumentos)? Essa substituição acontece por necessidade (falta de um instrumentis-
ta) ou por experimentação? Seria possível montar uma grande banda composta de mais de uma
bateria e instrumentos inusitados como por exemplo panelas de cozinha? Seria possível formar
uma banda somente de baterias? Que outros instrumentos tradicionais ou inusitados poderiam
fazer parte de uma banda?
A banda inglesa Genesis ficou conhecida no mundo do rock pela sobreposição de duas
baterias. Como seria um coro de baterias? Como organizá-las de modo a não produzir o caos?
A bateria é o coração pulsante da música; sua função é conduzir o tempo, a velocidade em que
os demais instrumentistas realizarão a execução musical. Como seria possível trabalhar com vá-
rios relógios (várias pulsações) ao mesmo tempo? A formação instrumental e a pesquisa vocal
são elementos-chave para a transformação do conteúdo sonoro de uma banda de um coro, de
um conjunto sinfônico ou de qualquer outro agrupamento. Serão esses elementos que transfor-
marão os timbres resultantes das músicas, exigindo um repertório diferente do padrão. Solicite
aos alunos que façam registros, sobre o que foi conversado, em seus cadernos, e reflitam sobre:
O que esta conversa pode gerar para o planejamento de uma intervenção sonora?
Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o
que e como aprenderam.
ARTE – ENSINO MÉDIO 223

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – TEATRO – 1ª Série

Habilidades do Currículo do
Temas/Conteúdos Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Estado de São Paulo
Tema: • Inferir, com base em imagens, 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações ar-
• In[ter]venção na escola: arte e processos de intervenção em tísticas e culturais, das locais às mundiais, e tam-
ação arte. bém participar de práticas diversificadas da pro-
dução artístico-cultural.
Conteúdos: • Identificar, com base em regis-
• Suportes, ferramentas e proce- tros de projetos, ideias de in- 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
dimentos técnicos e inventivos. tervenção em artes visuais, visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
dança, música e teatro. visual, sonora e digital –, bem como conheci-
• O corpo como suporte físico na
mentos das linguagens artística, matemática e
dança e no teatro. • Reconhecer a expressividade
científica, para se expressar e partilhar informa-
no corpo, na sonoridade e na
• O corpo do teatro; o corpo do ções, experiências, ideias e sentimentos em di-
matéria.
ator/atriz em expressão cênica. ferentes contextos e produzir sentidos que le-
• Distinguir o corpo em estado vem ao entendimento mútuo
• Matéria sonora e significação; o
cênico do corpo cotidiano.
som da palavra; música coral; o 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências
som dos textos e das bandas na • Distinguir espaço cênico con- culturais e apropriar-se de conhecimentos e ex-
escola; parâmetros sonoros, vencional e não convencional. periências que lhe possibilitem entender as re-
timbre. lações próprias do mundo do trabalho e fazer
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e
• Corpo espetacular; intervenção
ao seu projeto de vida, com liberdade, autono-
em espaços não convencionais;
mia, consciência crítica e responsabilidade
texto/escritura/temas de inter-
venção cênica. 10. Agir pessoal e coletivamente com autono-
mia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência
• Visualidade da forma-conteúdo
e determinação, tomando decisões com base
em conexão com a materialida-
em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
de e os processos de criação.
sustentáveis e solidários.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do Currículo do Estado de


São Paulo, Competências Gerais da BNCC e Matriz de Referência de Língua Portuguesa do
SAEB:
D1 – localizar informações explícitas em um texto.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foco, etc.)
D6 – Identificar o tema de um texto.
D15 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daqueles em
que será recebido.

MOMENTO I
Ação expressiva
Página 120 no Caderno do Aluno

“O que diferencia o corpo do cotidiano do corpo em um estado cênico?


224 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Professor, pensando no objetivo deste caderno que é “possibilitar ao aluno agir como pro-
dutor cultural, pensando, planejando e executando um projeto de intervenção na escola”, con-
vide-os a usar o corpo para sentir e analisar os espaços. Comece com um aquecimento na sala
de aula, na sequência um caminhar pela escola, usando todos os sentidos, ora olfato, ora tato,
ora audição, ora visão. Proporcionar momentos de paradas para olhar, paradas para sentir, sem-
pre em silêncio, prestando muita atenção nos movimentos.
Professor faça sensibilizações/provocações que achar necessárias. Uma sugestão é passar
a comanda para um ou mais alunos guiarem a turma, neste percurso pela escolha. (Se possível
explorar diferentes sons e músicas, neste andarilhar pela escola, respeitando é claro as demais
salas de aula). (Não se esqueça de avisar a coordenação sobre o uso dos espaços da escola).

Escolham um espaço agradável da escola para uma roda de conversa:


1. Houve dificuldade em fazer essa caminhada?
2. O que sentiram no corpo durante os movimentos de caminhar e parar?
3. Sentiram ansiedade, pressa, nervosismo?
4. Quando caminham cotidianamente, sentem as mesmas sensações no corpo?
5. Qual a diferença dessa caminhada em relação às que fazemos cotidianamente?
6. O que provocou no corpo caminhar conjuntamente?

Ao retornar para a sala de aula solicite que façam uma lista com as impressões sobre a ex-
periência vivenciada.

MOMENTO II
Apreciação
Página 120 no Caderno do Aluno

Professor, como vamos elaborar um projeto cultural precisamos conhecer o material “Ras-
tros de um projeto colaborativo” para ampliação de repertório.
Este Documentário apresenta o percurso de criação compartilhada do processo colabora-
tivo na encenação contemporânea, a partir do depoimento de Izabel Teixeira e Cibele Forjaz, do
espetáculo [Rainha (s)] – duas atrizes em busca de um coração; atores e direção do espetáculo
Kastelo, do grupo Teatro da Vertigem e seu diretor Antonio Araujo. O aqui-e-agora do processo
colaborativo é revelado em imagens na sala de ensaio, aproximando o espectador desse modo
de criação cênica.

Apresentação – por trás da cena


Há uma extraordinária complexidade do trabalho no teatro, na performance, na dança e no
circo, mas nem sempre o público nas instituições culturais ou nas escolas tomam consciência de
suas singularidades. São pouquíssimos também os materiais educativos publicados no Brasil a
respeito das artes do corpo.
Por conta disso, e por causa disso, é que lançamos a coleção Por Trás da Cena. Como um
instrumento de mediação, informativa e pedagógica uma série de títulos enfocando as artes do
corpo na cena contemporânea brasileira.
ARTE – ENSINO MÉDIO 225

Por Trás da Cena é uma coleção que busca provocar o encontro entre educadores e estu-
dantes com aqueles que têm o prazer de estar em cena e de trabalhar no coletivo cultivando a
amizade, a determinação, o respeito, a experiência estética.
https://projetoportrasdacena.wordpress.com/apresentacao/

Até o final do século XIX, os elementos constituintes da cena teatral – personagem, objetos
do cenário, figurino, adereços, sons, iluminação -, eram concebidos com o único intuito de tor-
nar verossímil o universo ficcional proposto pelo texto. A cena teatral era concebida em função
da peça dramática, servindo ao texto, que ocupava um lugar central. A partir das primeiras dé-
cadas do século XX, os elementos da cena vão assumindo novas dinâmicas na construção do
discurso teatral, o que faz com que a arte da encenação se estabeleça com vigor nunca antes
imaginado e viabiliza que o palco conquiste a possibilidade de “falar” a partir de variadas e di-
ferentes “vozes, valendo-se da expressão particular a cada um dos diferentes elementos de lin-
guagem. A cena moderna tira, assim, a peça dramática de uma posição hegemônica, de modo
que a escritura teatral passa a ser compreendida como uma prática artística não mais necessa-
riamente comandada pela lógica do texto escrito, pois os variados elementos de linguagem
conquistam total independência na configuração de um palco polifônico.”

“O que diferencia a criação coletiva do processo colaborativo?”


“A experiência coletiva do living. Os artistas do Living Theatre, grupo teatral norte-ame-
ricano com atuação marcante na década de 1960 e 1970, busca experimentar de maneira radical
a proposta de socialização dos processos artísticos, investindo no encontro entre arte e vida.”
“O início de tudo se dava na necessidade de transformação do próprio ator, que precisaria
se tornar membro não somente de um grupo, mas de uma comunidade de convivência e de
trabalho, baseada nos ideais sociais defendidos pelo grupo.”
Flávio Desgranges.

Faça os combinados e apresente para os alunos o vídeo:


Rastros de Processo Colaborativo <https://www.youtube.com/watch?v=HPqYlfIA7v4> Aces-
so em 26/02/2019

Professor faça roda de conversa e ouça seus alunos. Na sequência contextualizar as cenas
apresentadas. Conforme texto: O que ficou da conversa? Solicite que escrevam os pontos mais
interessantes de toda conversa sobre teatro a partir dos seguintes questionamentos:
1. Você identifica quem é o ator e quem é o público? Justifique.
2. O que você percebe que diferencia o corpo do ator do corpo do público?
3. Quando o corpo do ator está em estado cênico realizando uma ação, será que ele usa uma
quantidade de esforço e de energia maior ou menor que a de seu corpo, fazendo a mesma
ação no cotididano?
4. Em qual espaço está acontecendo o evento teatral?
5. Espaço cênico é tradicional ou não convencional?
6. De que maneira o espaço altera o corpo do ator e nele interfere?
226 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO III
Ação expressiva
Página 121 no Caderno do Aluno

“A experimentação move à descoberta de que caminhos de criação?”


Experimentar: fazer, ver, observar, imaginar, refletir, conversar sobre.
Imagem coletiva. A ideia que move esta proposição é que todos atuem e colaborem nas
tomadas de decisões. Você professor, propõem um tema ou o define conjuntamente com os
alunos – despedida, ou foto de família, ou ponto de ônibus, por exemplo. Os alunos, um de
cada vez, vão entrando em cena e compondo a imagem, sem perder de vista o tema escolhido
e a relação visual com os demais jogadores já colocados em cena. Após a finalização da imagem,
alguns jogadores, que ficam observando a composição, vão sugerir um de cada vez, alterações
possíveis na imagem com o intuito de aprimorá-la. Em seguida, o grupo avalia coletivamente as
opções experimentadas durante o jogo, a partir de algumas perguntas: a imagem inicial estava
compreensível? Havia coerência nas relações entre os jogos em cena? Como resultaram as pro-
postas de mudança? Que outras opções poderiam ser experimentadas?

O Som em cena. Escolha uma música instrumental, clássica ou contemporânea. Se possível


usar pouca luz. Solicite que fechem os olhos e deixem vir à mente imagens suscitadas pela so-
noridade. Em seguida faça a divisão da turma em grupos e proponha que componham imagens
cênicas a partir daquelas visualizadas por cada um, enquanto ouviam a música. A cena será com-
posta sem palavras, tendo como fundo a música. Depois das apresentações dos grupos, propo-
nha uma conversa para análise coletiva da experiência.

Agora vamos elaborar nosso projeto Cultural? Vamos planejar uma intervenção na escola?

LINGUAGENS INTEGRADAS – PLANEJANDO


IN[TER]VENÇÕES

MOMENTO I
Ação expressiva
Página 122 no Caderno do Aluno

Professor converse com seus alunos sobre o que é um projeto cultural e a importância de
um bom planejamento de uma ação artística. Organize os grupos e estimule a reflexão sobre
quais linguagens gostariam de projetar uma intervenção artística na escola, em qual espaço,
tema, quais materiais serão necessários etc. Oriente-os a pesquisar mais sobre o assunto e, re-
gistrar, em seus cadernos, suas reflexões sobre:
ARTE – ENSINO MÉDIO 227

1. Em qual linguagem da arte será seu projeto de intervenção? Artes Visuais, Dança, Música
ou Teatro?
• Observe e escolha um espaço que poderia ser “palco” para seu projeto de interven-
ção. Quais são as possibilidades de intervenção neste espaço? Há diferentes planos no
espaço? Escada? Rampa? Há sonoridades no espaço? Há elementos que podem ser
utilizados na intervenção? Colunas? Postes? Árvores? Lixeira? Orelhão? Portão?

2. Qual será o tema da sua intervenção?


• Seu grupo gostaria de experimentar a criação/escrita de textos para gerar uma inter-
venção no espaço escolar? Em quais temas gostariam de embasar a intervenção?
• Há várias possibilidades para gerar um tema e a escrita dos textos: poema, uma ima-
gem, um recorte ou de uma notícia de jornal, uma música, de um fato que tenha mar-
cado a vida de alguém do grupo, de uma situação do cotidiano da escola ou dos alu-
nos, de um sonho que alguém do grupo queira relatar, de uma escultura, do trecho de
uma peça etc.

3. Quais espaços serão utilizados para o desenvolvimento de seu projeto de intervenção?


• Os espaços experimentados com os trabalhos elaborados, anteriormente, produziram
boas vivências?
• Querem repeti-los ou gostariam de adquirir outras experiências? Ou, ainda, pretendem
apresentar o mesmo trabalho em lugares diferentes?
• Qual é a acústica do espaço?

4. Quais figurinos e materiais poderiam ser utilizados na sua intervenção?


• Pense com seu grupo quais os materiais e figurinos vocês possuem para a realização
deste projeto.
• Há elementos que podem gerar sonoridades?
• Há necessidade de equipamentos extras (aparelho de som, microfone, amplificador,
megafone etc.)?

MOMENTO II
Projetando a intervenção
Página 123 no Caderno do Aluno

Faz parte do processo criativo desta intervenção escrever sobre a proposta artística que se
quer realizar. A partir da experimentação realizada, da conversa sobre ela e do que ficou decidi-
do no planejamento, os alunos retomam a escrita do projeto de intervenção a ser realizado, fu-
turamente. Para socializar os projetos junto à classe, após finalizada a escrita, podem fazer uma
leitura em voz alta. Seguem orientações específicas e aspectos gerais a serem considerados na
escrita do projeto.

Projetando a intervenção em teatro – o tema; o espaço físico onde vai acontecer a inter-
venção; o texto, as cenas e a divisão do texto entre os alunos; os elementos sonoros e os figuri-
228 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

nos que serão usados nas cenas; o roteiro da sequência das cenas; o som para início da interven-
ção (o som de um bumbo, de um apito, de uma sirene, de uma música ou de uma voz); a(s)
data(s) para a realização da intervenção.

Projetando a intervenção em dança – o tema; o espaço físico onde vai acontecer; as for-
mas de dança; os figurinos e o cenário; o modo de realização: várias intervenções no mesmo dia,
em lugares diferentes da escola; durante alguns dias; todos os dias da semana; sempre no mes-
mo dia da semana etc.; a(s) data(s) para a realização da intervenção.

Projetando a intervenção em música – o tema; o espaço físico onde vai acontecer; as


formas de música; o modo de realização: como os músicos deverão se portar (Terão algum figu-
rino, como roupas pretas, beca, roupas formais ou fantasia?). Ficarão todos sérios? Ou sorriden-
tes? Para onde olharão? Várias intervenções no mesmo dia, em lugares diferentes da escola;
durante alguns dias; todos os dias da semana; sempre no mesmo dia da semana etc.; a(s) data(s)
para a realização da intervenção.

Projetando a intervenção em artes visuais – o tema; o espaço físico onde vai acontecer;
as formas de produções em artes visuais; o modo de realização, que vai depender da modalida-
de das artes visuais escolhidas etc.; a(s) data(s) para a realização da intervenção.

Outros aspectos a ser lembrados na escrita do projeto – os recursos necessários, as au-


torizações que devem ser solicitadas para a realização do evento, a possibilidade de conseguir
apoio externo e o cronograma de trabalho para que a intervenção se concretize.

Um bom projeto precisa de um tema, justificativa, objetivo, procedimentos/estratégias,


materiais e meta.
Projeto escrito? Agora é hora de colocar a mão na massa.
Realizaram o projeto, o esboço, os croquis os momentos de estudo, o protótipo, as expe-
riências com a materialidade (material, procedimento, suporte e ferramenta), exploraram os
diferentes repertórios pessoais e culturais, passaram por momentos de devaneio; de vigília cria-
tiva, do fazer sem parar; de ficar em silêncio e distante, estimularam a percepção sensível e vi-
veram o caos criador....?

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam.

A partir da socialização das respostas e da leitura do projeto, você pode avaliar como os
alunos: Compreenderam a intervenção em arte? Perceberam a materialidade em arte e suas
possibilidades em processos de criação e forma-conteúdo nas linguagens artes visuais, dança,
música ou teatro? Investigaram os processos já realizados como modo de leitura-sondagem
para a continuidade dos projetos de intervenção? Operaram com outras ideias de intervenção
em artes visuais, dança, música ou teatro na escola por meio de projetos individuais ou colabo-
rativos?
ARTE – ENSINO MÉDIO 229

ARTE
2a Série – Ensino Médio
QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – ARTES VISUAIS – 2ª Série

Habilidades do Currículo do
Temas/Conteúdos Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Estado de São Paulo
Tema: •
Analisar a materialidade em 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações ar-
•
Tempo de fazer, gerando o Arte e utilizar suas possibilida- tísticas e culturais, das locais às mundiais, e tam-
mostrar. des em processos de criação e bém participar de práticas diversificadas da pro-
forma-conteúdo nas lingua- dução artístico-cultural.
Conteúdos:
gens das artes visuais, da músi-
• O desenho de animação. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
ca, do teatro ou da dança.
visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
• O festival e o salão como modo
• Operar com diferentes proce- visual, sonora e digital –, bem como conheci-
de mostrar a produção.
dimentos artísticos na criação mentos das linguagens artística, matemática e
de poéticas pessoais ou de científica, para se expressar e partilhar informa-
processos colaborativos ções, experiências, ideias e sentimentos em di-
ferentes contextos e produzir sentidos que le-
•
Pesquisar festivais e salões
vem ao entendimento mútuo.
como formas de mostrar a pro-
dução artística. 7. Argumentar com base em fatos, dados e in-
formações confiáveis, para formular, negociar
•
Analisar processos já realiza-
e defender ideias, pontos de vista e decisões
dos nos bimestres anteriores
comuns que respeitem e promovam os direi-
para dar continuidade aos pro-
tos humanos, a consciência socioambiental e o
jetos individuais ou colaborati-
consumo responsável em âmbito local, regio-
vos.
nal e global, com posicionamento ético em
relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e
do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saú-
de física e emocional, compreendendo-se na
diversidade humana e reconhecendo suas
emoções e as dos outros, com autocrítica e ca-
pacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução
de conflitos e a cooperação, fazendo-se respei-
tar e promovendo o respeito ao outro e aos di-
reitos humanos, com acolhimento e valorização
da diversidade de indivíduos e de grupos so-
ciais, seus saberes, identidades, culturas e po-
tencialidades, sem preconceitos de qualquer
natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autono-
mia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência
e determinação, tomando decisões com base
em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
sustentáveis e solidários.
230 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do Currículo do Estado de


São Paulo, Competências Gerais da BNCC e Matriz de Referência de Língua Portuguesa do
SAEB:
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto
D6 – Identificar o tema de um texto
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc.)
D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros
D18 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra
ou expressão

MOMENTO I
Sondagem
Página 113 no Caderno do Aluno

Professor, para esse primeiro momento de sondagem questione os alunos sobre o que eles
conhecem por animação?
Animação: o processo original de animação consiste em organizar uma série de imagens (fo-
togramas), desenhadas, fotografadas, ou produzidas por qualquer outro meio físico ou digital.
Storyboard: Roteiro com todos os desenhos em ordem cronológica referentes às cenas de um
filme ou de uma história a ser contada, similar a uma história em quadrinhos, mas sem os balões.
A função do storyboard é mostrar as partes mais importantes de um projeto de animação,
e também, demonstrar e verificar, antecipadamente, qualquer detalhe que possa dificultar sua
execução.
Eles sabem como são produzidas? Quais e quantos profissionais são necessários para rea-
lizar esse trabalho? De onde surgem as ideias para criar cenários, histórias, personagens tão di-
ferentes e cativantes? Já fizeram algum tipo de vídeo com animação? Procure saber, quais recur-
sos e programas, que trabalham com edição de imagens, estão disponíveis na sala de
informática da sua escola, e quais recursos e programas conhecem ou fazem uso a partir de seus
equipamentos pessoais (celulares, tablets etc).

MOMENTO II
Apreciação
Página 114 no Caderno do Aluno

Não é de hoje que as animações estão presentes no cenário cinematográfico. Desde o


início do século XIX os cineastas já pesquisavam e criavam possibilidades de produção desse
tipo de filme. Professor pesquise e apresente aos alunos as indicações abaixo:
• Arte egípcia. Cerimonial de sepultamento (detalhe). Pintura. Egito Antigo. (DVD Iconografia)
ARTE – ENSINO MÉDIO 231

• Georges Méliès. Viagem à Lua, 1902. Fotograma. (DVD Iconografia)


Depois de apresentar e conversar sobre as imagens, solicite que respondam, em seus ca-
dernos, os seguintes questionamentos:

1. O que chama a sua atenção nas duas imagens?

2. Que conexões podem ser feitas com o desenho de animação?

3. Você pode imaginar a cena de um filme de cinema mudo de 1902 que narra a história de
uma viagem à Lua?

4. Com quais referências teria o diretor Georges Méliès criado o foguete para uma viagem à
Lua?

5. O que pode ligar essas duas imagens?

6. O que há de diferente e de semelhante entre elas?

• FANTASMAGORIE (1908) é uma das primeiras animações produzidas disponível ao pú-


blico. Essa animação de Émile Cohl foi produzida utilizando giz sobre um quadro negro
e tem a duração de dois minutos: https://youtu.be/b48dcFOv-ak
• DEU A LOUCA NA CHAPEUZINHO (essa animação faz parte do acervo do Ler e Escre-
ver - anos iniciais, e foi encaminhado pela SEE), mas também é possível conhecer o
trailer, disponível no link: https://youtu.be/dN6BGajkptU

Questione os alunos sobre as diferenças e semelhanças destas produções: o que mais cha-
mou a atenção? Quais as hipóteses deles sobre as técnicas utilizadas? Que procedimentos e
equipamentos eles consideram necessários para cada produção? Solicite que registrem, em
seus cadernos, o que ficou da conversa.

MOMENTO III
Ação Expressiva
Página 115 no Caderno do Aluno

A base de toda ilusão de ótica é atribuída a um fenômeno chamado persistência retiniana.


É fundamental saber que nosso cérebro interpreta as mudanças de forma ou posição em ima-
gens, rapidamente alternadas como movimento, isto é, como não vemos o intervalo entre essas
imagens estáticas, elas parecem estar em movimento. Dessa maneira, podemos transformar
uma série delas em desenho de animação.
Anima vem do grego anemon, que significa “alma” e também “movimento”, “vento”.
“Animar” significa “dar alma”, “dar vida”, “dar movimento”. Meios técnicos oferecem possibi-
lidades para a construção de imagens em movimento pelo cinema, pelo vídeo e pelo computa-
dor, aparatos que foram desenvolvidos a partir de invenções simples, como o folioscópio, por
exemplo.
232 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Antes de iniciar a animação propriamente dita, sugerimos uma experiência inicial: a criação
de duas imagens estáticas. Uma das possibilidades sugerir a eles que optem por formas simples
(uma estrela, um quadrado, um pequeno círculo etc.).
Oriente os alunos a utilizar uma tira de papel na medida de 7 cm de largura, por 29,5 cm de
comprimento, dobrada ao meio, no sentido do comprimento. Cada um dos desenhos deve es-
tar sobreposto ao outro, sendo que o desenho debaixo deve ter uma pequena diferença (de
forma, tamanho, cor etc.) em relação ao desenho de cima, para que o movimento da folha, faça
surgir a sensação de “movimento”.

Figura 1

Figura 2

MOMENTO IV
Ação Expressiva – Parte 1
Página 116 no Caderno do Aluno

Professor organize os alunos em grupos para que produzam um roteiro, que pode ter como
ponto de partida uma história que já conheçam, mas, que seja contada por outro personagem,
ARTE – ENSINO MÉDIO 233

por exemplo, qual seria a versão do Lobo Mau na história da Chapeuzinho? E a versão do caça-
dor? A proposta é que o aluno entenda (e respeite) os diferentes pontos de vista de uma mesma
história.
Uma outra sugestão sobre filmes que abordam diferentes pontos de vista dos personagens
é o filme “Ponto de Vista”, do diretor Pete Travis - 2008. Esse filme não é uma animação, mas a
história é contada a partir do ponto de vista de cada personagem, revelando várias formas de se
abordar um mesmo caso.

MOMENTO V
Ação Expressiva – Storyboard
Página 117 no Caderno do Aluno

Oriente seus alunos a confeccionar o Storyboard da história que acabaram de roteirizar. A


partir do roteiro elaborado pelo grupo, confeccione o Storyboard para pré-visualizar a história.
O principal objetivo será transpor as cenas do roteiro para quadros de fácil compreensão. Cada
desenho vai auxiliar a visualização da dinâmica da história, ou seja, o storyboard será o mapa que
analisa e interpreta o texto extraindo elementos-chave da narrativa. A elaboração do storyboard
não exige materiais sofisticados, nem acabamento primoroso. Ele deve possuir estilo neutro,
demonstrando objetividade e fidelidade às cenas narradas pelo roteiro, portanto, escolha mate-
riais simples para este trabalho.

MOMENTO VI
Ação Expressiva - Parte 2
Página 117 no Caderno do Aluno

Após a criação do roteiro, solicite que eles produzam uma animação, tendo como sugestão
a técnica utilizada por Émile Cohl - desenho com giz na lousa.
Você pode, também, apresentar outras técnicas, como a Draw my life, que é uma forma de
se produzir animação, na qual se conta a história desenhando no quadro branco, apagando ou
criando a sequência de cenas, o flip-book ou a utilização de massa de modelar ou bonecos,
brinquedos e outros objetos.
Dicas de como utilizar a técnica Draw my life:
http://nespol.com.br/blog/como-fazer-video-draw-my-life-mesmo-sem-saber-desenhar/

Para o aluno editar as animações, utilize o programa Movie Maker que é um editor de ima-
gens muito simples e está disponível gratuitamente nos computadores da rede estadual. Caso
você conheça outro programa de edição que seja mais adequado para trabalhar com os alunos,
sinta-se livre para utilizá-lo.
No link abaixo, segue um tutorial bem didático de como utilizar o Movie Maker, disponível
no link: https://www.youtube.com/watch?v=1H_2_Q8akuA
234 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO VII
Avaliação do processo criativo
Página 117 no Caderno do Aluno

Para finalizar esse trabalho organize um momento para que os grupos possam socializar
seus processos de criação e execução das comandas. Para esse momento, utilizarão a animação
produzida e os registros feitos durante todo o processo.
Verifique se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o que e como
aprenderam, além da descrição de como elaboraram suas animações.

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – DANÇA – 2ª Série

Habilidades do Currículo do
Temas/Conteúdos Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Estado de São Paulo
Tema: •
Analisar a materialidade em 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações ar-
•
Tempo de fazer, gerando o Arte e utilizar suas possibilida- tísticas e culturais, das locais às mundiais, e tam-
mostrar. des em processos de criação e bém participar de práticas diversificadas da pro-
forma-conteúdo nas lingua- dução artístico-cultural.
Conteúdo:
gens das artes visuais, da músi- 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
• A dança e suas modalidades.
ca, do teatro ou da dança. visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
• O festival e o salão como modo visual, sonora e digital –, bem como conheci-
• Operar com diferentes proce-
de mostrar a produção. mentos das linguagens artística, matemática e
dimentos artísticos na criação
de poéticas pessoais ou de científica, para se expressar e partilhar informa-
processos colaborativos ções, experiências, ideias e sentimentos em di-
ferentes contextos e produzir sentidos que le-
•
Pesquisar festivais e salões vem ao entendimento mútuo.
como formas de mostrar a pro-
7. Argumentar com base em fatos, dados e infor-
dução artística.
mações confiáveis, para formular, negociar e de-
Analisar processos já realiza- fender ideias, pontos de vista e decisões comuns
•
dos nos bimestres anteriores que respeitem e promovam os direitos humanos,
para dar continuidade aos pro- a consciência socioambiental e o consumo res-
jetos individuais ou colaborati- ponsável em âmbito local, regional e global, com
vos. posicionamento ético em relação ao cuidado de
si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saú-
de física e emocional, compreendendo-se na
diversidade humana e reconhecendo suas
emoções e as dos outros, com autocrítica e ca-
pacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de
conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e
promovendo o respeito ao outro e aos direitos
humanos, com acolhimento e valorização da di-
versidade de indivíduos e de grupos sociais,
seus saberes, identidades, culturas e potenciali-
dades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autono-
mia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência
e determinação, tomando decisões com base
em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
sustentáveis e solidários.
ARTE – ENSINO MÉDIO 235

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do Currículo do Estado de


São Paulo, Competências Gerais da BNCC e Matriz de Referência de Língua Portuguesa do
SAEB:
D1 – Localizar informações explícitas em um texto
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc.).
D6 – Identificar o tema de um texto
D15 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.

MOMENTO I
Sondagem
Página 118 no Caderno do Aluno

Professor comece a proposta de dança com uma roda de conversa sobre dança, pesquise
junto aos alunos quais tipos de dança conhecem. Tente instigá-los com perguntas que possam
levantar questionamentos sobre as diferenças culturais, de uso social da dança e dos espaços
conquistados pelos gêneros. Converse também sobre como rótulos e preconceitos estão per-
dendo espaço no cenário atual, valorize as contribuições e reforce a existência de diferentes
passos e ritmos: tango, bolero, samba, hip hop, rock, funk etc.
Solicite que registrem, em seus cadernos, o que ficou da conversa.

MOMENTO II
Apreciação
Página 118 no Caderno do Aluno

Ao longo da história do cinema, muitos filmes tiveram como tema principal a dança. A par-
tir do repertório dos alunos faça uma lista de filmes que tiveram como tema principal a dança, se
necessário amplie a lista com referências clássicas de diferentes épocas do cinema. Personagens
que dançam ou que descobrem a dança como vocação e paixão aparecem com frequência nes-
ses filmes. Reforce com eles sobre a importância de notar que nestes filmes, homens, mulheres
e crianças dançam naturalmente, demonstrando que a dança não está associada a um só tipo de
pessoa, faixa etária ou cultura. A dança é uma atividade muito democrática e todos são bem-
-vindos para participar e contribuir.
Professor consulte o Caderno do Professor Volume 2, do Programa São Paulo Faz Escola,
disponível na Intranet, nesse material há uma lista de filmes relacionados à dança. O acervo do
Projeto “O Cinema Vai à Escola” também traz títulos interessantes para este momento.
236 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Lembre-se de que a utilização dos filmes tem a intenção de gerar uma releitura das
cenas de dança presentes neles. Portanto, é importante que você assista antes e selecione
cenas para exibir aos alunos. Não há necessidade de exibir o filme todo. Caso haja interesse
pela história, agende a exibição para outros momentos. Conversem bastante sobre o que foi
visto e solicite que registrem, em seus cadernos, o que ficou da conversa.

MOMENTO III
Ação Expressiva
Página 118 no Caderno do Aluno

Organize a turma em grupos e faça a encomenda da Ação Expressiva de Dança: cada gru-
po deverá escolher uma coreografia, de um dos filmes listados anteriormente, e executá-la.
Lembre aos alunos que precisarão de ensaios e de algumas adaptações para apresentarem as
coreografias.
Acompanhe o processo de construção das apresentações, auxiliando-os na adaptação de
cenários, figurinos e acessórios.
É importante orientá-los sobre o registro de todas as etapas do processo, esse registro
pode acontecer por meio de relatórios, fotos ou vídeos, que serão utilizados para a avaliação
final dos grupos.
Sugerimos que você assista aos vídeos produzidos pelo ator francês Alex Ramirès:
https://www.youtube.com/channel/UCp_CBY2rEWs_CPI3HaC6tbg

O artista faz releituras de musicais utilizando materiais simples, porém, deixam a apresen-
tação mais divertida. Caso decida apresentar esses vídeos aos alunos, reforce que apesar de
parecer improvisado, há muito estudo e pesquisa para que todas as cenas estejam de acordo
com o filme/musical original.

MOMENTO IV
Avaliação do processo criativo
Página 119 no Caderno do Aluno

Para finalizar esse bimestre de trabalho retome a roda de conversa para que os grupos
possam socializar seus processos de criação e execução das atividades. Para esse momento
utilizarão os registros feitos durante todo o processo. Verifique se seus alunos, foram capazes de
relatar o que e como aprenderam.
ARTE – ENSINO MÉDIO 237

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – MÚSICA – 2ª Série

Habilidades do Currículo do
Temas/Conteúdos Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Estado de São Paulo
Tema: •
Analisar a materialidade em 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações ar-
•
Tempo de fazer, gerando o Arte e utilizar suas possibilida- tísticas e culturais, das locais às mundiais, e tam-
mostrar. des em processos de criação e bém participar de práticas diversificadas da pro-
forma-conteúdo nas lingua- dução artístico-cultural.
Conteúdo:
gens das artes visuais, da músi- 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
• A construção de jingles.
ca, do teatro ou da dança. visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
• O festival e o salão como modo visual, sonora e digital –, bem como conheci-
• Operar com diferentes proce-
de mostrar a produção. mentos das linguagens artística, matemática e
dimentos artísticos na criação
de poéticas pessoais ou de científica, para se expressar e partilhar informa-
processos colaborativos ções, experiências, ideias e sentimentos em di-
ferentes contextos e produzir sentidos que le-
•
Pesquisar festivais e salões vem ao entendimento mútuo.
como formas de mostrar a pro-
7. Argumentar com base em fatos, dados e in-
dução artística.
formações confiáveis, para formular, negociar
Analisar processos já realiza- e defender ideias, pontos de vista e decisões
•
dos nos bimestres anteriores comuns que respeitem e promovam os direi-
para dar continuidade aos pro- tos humanos, a consciência socioambiental e o
jetos individuais ou colaborati- consumo responsável em âmbito local, regio-
vos. nal e global, com posicionamento ético em
relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e
do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saú-
de física e emocional, compreendendo-se na
diversidade humana e reconhecendo suas
emoções e as dos outros, com autocrítica e ca-
pacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de
conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e
promovendo o respeito ao outro e aos direitos
humanos, com acolhimento e valorização da di-
versidade de indivíduos e de grupos sociais,
seus saberes, identidades, culturas e potenciali-
dades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autono-
mia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência
e determinação, tomando decisões com base
em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
sustentáveis e solidários.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do Currículo do Estado de


São Paulo, Competências Gerais da BNCC e Matriz de Referência de Língua Portuguesa do
SAEB:
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc.).
D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.
238 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO I
Sondagem
Página 119 no Caderno do Aluno

Professor, para iniciar essa proposta de música, sugerimos que você planeje uma aula so-
bre os diversos usos sociais da música, e que reforce o uso da tecnologia associada à música nos
dias atuais. Após sua apresentação pergunte aos alunos se conhecem música promocional, se
sabem o que é um jingle ou se lembram de algum jingle famoso.
Contextualize o que é um jingle e para que serve, deixe claro que um jingle é uma mensa-
gem publicitária musicada, que consiste em um refrão simples e de curta duração, próprio para
ser lembrado e cantarolado com facilidade. É importante que saibam identificar a diferença en-
tre o jingle e a paródia, e que possam conversar sobre a ocorrência do plágio.
Paródia, pode ser uma peça ou fragmento que transforma ironicamente um texto preexis-
tente, zombando dele por toda espécie de efeito cômico. É aparentada à sátira e apresenta um
metadiscurso crítico sobre o texto original.

Veja alguns exemplos de jingles:

• https://www.youtube.com/watch?v=Vu6xWCdmEOY

• https://www.youtube.com/watch?v=x3cg5wNzsp0&index=3&list=PLzTZiJV3KGQz_
QHaq6_DgohiwuCrtfLWR

• https://www.youtube.com/watch?v=tL-LJdX9Ur8&list=PLzTZiJV3KGQz_QHaq6_
DgohiwuCrtfLWR&index=10

• https://www.youtube.com/watch?v=iDocol3-GaM

Veja alguns exemplos de paródias:

• https://www.youtube.com/watch?v=YHzkSVZ2rxA

• https://www.youtube.com/watch?v=IotjsY_4Yxk

Oriente os alunos que registrem, em seus cadernos, o que ficou da conversa.


ARTE – ENSINO MÉDIO 239

MOMENTO II
Pesquisa
Página 120 no Caderno do Aluno

Após a audição dos jingles, converse com os alunos sobre os pontos chaves na sua cons-
trução dessa peça publicitária. Deixe que digam quais aspectos consideram como mais impor-
tantes para a construção de um jingle. Solicite que pesquisem jingles famosos e tragam, pelo
menos um, para socializar com os colegas. Consulte o Caderno do Professor– 2ª Série – volume
2 – páginas 13 a 15.
Peça que organizem, em seus cadernos, o resultado dessa pesquisa para consultas poste-
riores.

MOMENTO III
Ação Expressiva
Página 120 no Caderno do Aluno

Agora, organize a turma em duplas e solicite que elaborem um jingle para um produto in-
ventado por eles. Recorde os pontos essenciais para essa produção.
Antecipadamente, programe o uso dos recursos de multimídia e informática disponíveis na
sua escola, assim como os equipamentos pessoais dos alunos (celulares, tablets etc…). Sugeri-
mos a utilização do programa Audacity para edição de sons, o programa é uma ferramenta que
ajuda na edição e mixagem de músicas. Saiba um pouco mais sobre ele em:

• https://www.tecmundo.com.br/audacity/623-como-usar-o-audacity.htm

Se possível, solicite aos alunos a produção de um vídeo do comercial desse produto, dan-
do destaque ao jingle produzido por eles.
Oriente-os para que realizem o registro das etapas do processo de criação.

MOMENTO IV
Avaliação do processo criativo
Página 121 no Caderno do Aluno

Para finalizar organize um cronograma de apresentações com a turma, verificando, ante-


riormente, recursos, materiais e espaços que serão utilizados para apresentação dos produtos e
jingles criados. Garanta tempo para que os grupos possam socializar seus processos de criação
e execução das comandas. Para esse momento utilizarão os registros feitos durante todo o pro-
cesso. Verifique se seus alunos, foram capazes de relatar o que e como aprenderam.
240 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – TEATRO – 2ª Série

Habilidades do Currículo do
Temas/Conteúdos Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Estado de São Paulo
Tema: •
Analisar a materialidade em 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artís-
•
Tempo de fazer, gerando o Arte e utilizar suas possibilida- ticas e culturais, das locais às mundiais, e tam-
mostrar. des em processos de criação e bém participar de práticas diversificadas da pro-
forma-conteúdo nas lingua- dução artístico-cultural.
Conteúdos:
gens das artes visuais, da mú- 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
• Improvisação teatral.
sica, do teatro ou da dança. visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
• O festival e o salão como modo visual, sonora e digital –, bem como conheci-
• Operar com diferentes proce-
de mostrar a produção. mentos das linguagens artística, matemática e
dimentos artísticos na criação
de poéticas pessoais ou de científica, para se expressar e partilhar informa-
processos colaborativos ções, experiências, ideias e sentimentos em dife-
rentes contextos e produzir sentidos que levem
•
Pesquisar festivais e salões ao entendimento mútuo.
como formas de mostrar a
7. Argumentar com base em fatos, dados e in-
produção artística.
formações confiáveis, para formular, negociar
Analisar processos já realiza- e defender ideias, pontos de vista e decisões
•
dos nos bimestres anteriores comuns que respeitem e promovam os direi-
para dar continuidade aos tos humanos, a consciência socioambiental e o
projetos individuais ou cola- consumo responsável em âmbito local, regio-
borativos. nal e global, com posicionamento ético em
relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e
do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saú-
de física e emocional, compreendendo-se na di-
versidade humana e reconhecendo suas emo-
ções e as dos outros, com autocrítica e
capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de
conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e
promovendo o respeito ao outro e aos direitos
humanos, com acolhimento e valorização da di-
versidade de indivíduos e de grupos sociais, seus
saberes, identidades, culturas e potencialidades,
sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autono-
mia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e
determinação, tomando decisões com base em
princípios éticos, democráticos, inclusivos, sus-
tentáveis e solidários.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do Currículo do Estado de


São Paulo, Competências Gerais da BNCC e Matriz de referência de Língua Portuguesa do
SAEB:
D1 – localizar informações explícitas em um texto.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foco, etc.)
D6 – Identificar o tema de um texto.
ARTE – ENSINO MÉDIO 241

D15 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos


que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daqueles em
que será recebido.

MOMENTO I
Sondagem
Página 121 no Caderno do Aluno

Professor, antes de iniciar a aula sobre improvisação teatral, sugerimos que você leia essa
matéria da revista Info Escola, disponível no link:
https://www.infoescola.com/teatro/teatro-de-improvisacao/
Atualmente, muitos grupos de teatro utilizam a improvisação como forma de criação dos
seus espetáculos, incluindo a participação do público.
Pergunte quais as referências já possuem sobre improvisação teatral: sabem o que é uma
improvisação? Conhecem algum grupo ou pessoa, que faça apresentações de improviso?
Professor, contextualize o que é improvisação e qual sua ligação com os Jogos Teatrais.
O Jogo Teatral é a base para a composição do repertório dos atores que se dedicam ao
improviso, por isso é importante que os participantes estejam atentos o tempo todo, quando
estão como jogadores de palco e, também, quando são jogadores de plateia.
Improvisação – técnica baseada na interpretação não preparada, aquela que é espontâ-
nea.
Solicite que o aluno, registre, em seu caderno, o que ficou dessa conversa.

MOMENTO II
Apreciação
Página 122 no Caderno do Aluno

Apresente os grupos: Barbixas e Jogando no Quintal como exemplos desse tipo de teatro,
no qual as cenas são criadas a partir de temas sugeridos pela plateia:

Jogo abecedário: https://youtu.be/kkz_ABkwJfg


Prova dos objetos: https://www.youtube.com/watch?v=GJLurF900WU
Jogo das frases: https://www.youtube.com/watch?v=AowSrNIt9TI

Para consolidar essa apreciação, solicite que, individualmente ou em grupo, realizem pes-
quisas de outros grupos de teatro e jogos teatrais que utilizam ações de improvisação, seja nos
ensaios, seja na própria atuação. Organize a apresentação das pesquisas.
242 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO III
Ação Expressiva
Página 122 no Caderno do Aluno

Para as aulas de improvisação, sugerimos utilizar as orientações constantes nos materiais


de Viola Spolin, disponíveis no acervo da escola, nos quais as fichas sugerem diferentes jogos de
improvisação para serem utilizados com os alunos em diferentes espaços físicos da escola.
Reforce que improvisar é ter o elemento surpresa sempre como parceiro, portanto, duran-
te os jogos os participantes devem estar atentos uns aos outros, pois qualquer reação pode
mudar o rumo das situações de uma hora para outra.
Garanta que as orientações sobre “Quem?”, “Onde?” e “O quê?” sejam cumpridas por
todos os jogadores e oriente-os quanto à elaboração dos relatórios que irão embasar a retoma-
da dos trabalhos nas próximas aulas (jogar - registrar - retomar = construção do repertório pes-
soal para o improviso).
É importante explicar que o jogo do improviso não se caracteriza como competição, o im-
portante é se divertir e oferecer o melhor de si mesmo.

Agora, escolha três ou quatro jogos, e organize uma sequência de aulas para que possam
experimentar esses jogos teatrais. Antes de começar a jogar é importante definir quem serão os
responsáveis pela elaboração do relatório, que será lido no início da próxima aula, para embasar
os próximos jogos. O relatório poderá ser elaborado a partir das seguintes perguntas: como foi
criar sem um planejamento anterior? Quais os dificultadores e os facilitadores encontrados na
execução dos jogos? Recorde com a turma sobre a questão da improvisação discutida na ativi-
dade de dança, após o vídeo de Alex Ramirès, onde toda improvisação também requer estudo
e dedicação.

O que eu aprendi?
Para finalizar esse processo de trabalho organize uma roda de conversa para que os grupos
possam socializar suas vivências, impressões e seus relatórios. Para esse momento os alunos
utilizarão os relatórios produzidos durante todo o processo. Verifique se seus alunos foram capa-
zes de relatar o que e como aprenderam.
ARTE – ENSINO MÉDIO 243

ARTE
3a Série – Ensino Médio

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – 3ª Série

Habilidades (Orientações
Curriculares e Didáticas de Competências Gerais da Base Nacional
Temas/Conteúdos
Arte para a 3ª série Comum Curricular - BNCC
do Ensino Médio):
Produção • Investigar e reconhecer, por 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artís-
•
Execução de um projeto de meio da experimentação as ticas e culturais, das locais às mundiais, e tam-
evento artístico; possibilidades do uso das tec- bém participar de práticas diversificadas da pro-
nologias nas linguagens artís- dução artístico-cultural.
•
Organização de trabalho em ticas;
equipe; 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
• Compreender e relacionar as visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
•
Organização de atividades diversas linguagens artísticas visual, sonora e digital –, bem como conheci-
complementares ao projeto de forma integrada; mentos das linguagens artística, matemática e
científica, para se expressar e partilhar informa-
• Analisar e resolver situações- ções, experiências, ideias e sentimentos em dife-
-problema de trabalho em rentes contextos e produzir sentidos que levem
grupo. ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias di-
gitais de informação e comunicação de forma
crítica, significativa, reflexiva e ética nas diver-
sas práticas sociais (incluindo as escolares)
para se comunicar, acessar e disseminar infor-
mações, produzir conhecimentos, resolver
problemas e exercer protagonismo e autoria
na vida pessoal e coletiva.

As atividades propostas, abaixo, estão alinhadas às habilidades do Currículo do Estado de


São Paulo, Competências Gerais da BNCC e Matriz de referência de Língua Portuguesa do SAEB:
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos,
foto etc).
D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
D17 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.

MÚSICA
Professor, neste bimestre, propomos o trabalho com a linguagem musical, numa interfa-
ce com recursos tecnológicos, relacionada com o campo das artes visuais, no contexto de hi-
bridismo. Assim, como utilizado no 2º bimestre, trazemos as fichas (disponíveis na Intranet -
Orientações Curriculares e Didáticas de Arte - 3a. série do Ensino Médio) para auxiliar esse
processo.
244 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

MOMENTO I
Apreciação
Página 113 no Caderno do Aluno

Para esse primeiro momento, você deve iniciar uma conversa com os alunos a respeito do
que pensam sobre como surgem as composições musicais. Quais são os motivos que levam um
compositor a criar músicas, cantadas ou instrumentais. É importante que você registre no qua-
dro as hipóteses elencadas pelos alunos. Muitos motivos podem gerar a inspiração do artista:
emoções, paixões, relacionamentos, elementos da natureza, pessoas e experiências.
Explique que temas do cotidiano, aparentemente simples, podem gerar grandes ideias e
produções de arte.
Para este momento, é importante que você apresente aos alunos os vídeos “HEITOR VILLA
LOBOS - O Trenzinho do Caipira”e “Kraftwerk - Trans Europe Express (Original Video)”, por
meio dos links abaixo, disponíveis no YouTube.
O foco desta apreciação está na exploração por parte dos compositores do tema “Trem”.
Villa-Lobos compôs, em 1931, uma música chamada “O Trenzinho do Caipira”, que faz parte
da peça musical “Bachianas Brasileiras n.º 2”. Ele se inspirou ao viajar por 54 cidades do interior
paulista, de trem. A música tem como principal característica imitar o som do trem, desde a partida
da estação até a chegada em outra, utilizando somente os instrumentos da orquestra.
Segue a música “O Trenzinho do Caipira”:
Link: https://www.youtube.com/watch?v=DC8oFe5bkeY

Professor estimule seus alunos a ouvir a música de olhos fechados e tentar imaginar o que
Villa-Lobos observou em suas viagens pelo interior.
Instigue-os para que tentem descobrir quais instrumentos da orquestra foram utilizados
para imitar o som do trem.
Para saber mais sobre o compositor Heitor Villa-Lobos, você pode consultar:
Link: http://www.abmusica.org.br/academico.php?id=2&n=heitor-villa-lobos

Com o desenvolvimento de instrumentos eletrônicos e digitais, principalmente sintetizado-


res de som*, os músicos contemporâneos passaram a conseguir reproduzir sons do cotidiano
com maior fidelidade. Como exemplo citamos as experiências do grupo alemão Kraftwerk. Este
grupo é reconhecido por muitos críticos como precursores da dance music e as técnicas musi-
cais criadas por ele são utilizadas pela maioria dos músicos atuais.
Em 1976, o grupo lançou o álbum “Trans-Europe Express”, que traz uma música com o
mesmo nome. A intenção do grupo, tal qual Villa-Lobos, foi descrever musicalmente uma via-
gem de trem pela Europa, passando por diferentes estações e localidades. Por meio do link que
segue, escute e perceba as diferenças e semelhanças entre as duas composições.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=kv8_EZrNhpY

Para saber mais sobre o grupo alemão Kraftwerk, você pode consultar:
Link: http://www.kraftwerk.com/
Para saber mais, sugira que pesquisem outros vídeos sobre a banda Kraftwerk e o compo-
sitor Heitor Villa-Lobos e veja se é possível identificar outros sons do cotidiano em suas obras.
ARTE – ENSINO MÉDIO 245

OBSERVAÇÃO
Caso você necessite, sugerimos outra possibilidade: utilize o material “Cancioneiro
Jobim”, que faz parte do acervo de sua escola, para citar o exemplo de Tom Jobim,
que a partir da construção de sua casa num sítio da região serrana do Rio de Janei-
ro e dos prenúncios de chuva, criou a canção “Águas de Março”, considerada a
melhor música brasileira da história, de acordo com enquete realizada pelo caderno
Ilustrada do jornal Folha de São Paulo, junto a 214 pessoas de faixas etárias diver-
sas, entre personalidades do meio musical e cultural e jornalistas.

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam.

MOMENTO II
Planejando a ação expressiva
Página 114 no Caderno do Aluno

Professor retome com seus alunos a questão dos temas do cotidiano que podem gerar
interessantes obras musicais.
O cotidiano é repleto de sons, ou seja, sequências de ruídos e silêncios que estão presen-
tes em todos os momentos do nosso dia. A grande maioria de objetos e situações geram sons
de diversos tipos: os toques e notificações dos smartphones, os ruídos dos carros e outros veí-
culos, dos objetos manipulados pelas pessoas etc.
Numa roda de conversa, pergunte aos alunos:

1. Como esses sons são filtrados por nós?

2. Você é capaz de captar, dentre tantos ruídos, algum som mais específico ou mais atrativo?

3. Durante o momento em que você está ouvindo música com seu fone, você identifica sons
externos? Quais tipos de sons lhe chamam mais a atenção?

Após a participação dos alunos neste diálogo, divida a turma em grupos. Nos grupos, con-
versarão sobre suas impressões e preferências sonoras. A ideia para este momento é que esco-
lham um tema ou situação do cotidiano que possa ser fonte de inspiração para uma composição
musical eletrônica, para cada grupo.
Depois de escolhidos os temas, deverão relacionar os diferentes tipos de sons que, juntos,
poderiam fazer parte desta composição. Para este momento, reserve um tempo para que pos-
sam fazer suas pesquisas sonoras, preferencialmente na Sala de Informática de sua escola.
No material do aluno, é possível encontrar a Ficha de registro de manifestação artística 1
que será seu diário de bordo das discussões, para produção das atividades. Essa ficha ainda será
utilizada durante todo o processo de produção do grupo.
246 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

FICHA DE REGISTRO DE MANIFESTAÇÃO ARTÍSTICA 1

NOME DO GRUPO:
TEMA:
TÍTULO:
Anotações/Observações Responsáveis

COLETA DE SONS

PROGRAMA/
APLICATIVO UTILIZADO

EQUIPAMENTOS

DURAÇÃO DA
APRESENTAÇÃO (em seg/min)

Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o


que e como aprenderam.

MOMENTO III
Ação expressiva
Página 115 no Caderno do Aluno

Agora, em duplas ou trios, os alunos coletarão sons, que podem ser os produzidos durante
o intervalo, sons da sala de aula, e se o tema escolhido pelo grupo se referir a algo externo ao
ambiente escolar, podem pesquisar em trilhas brancas (livres de direitos autorais) na Internet.
Após a coleta, organizarão esses sons produzindo uma sequência musical. Para esta organização
sequencial dos sons, você deverá orientá-los, para o uso do software Audacity, para se trabalhar
manipulação e a edição musical de modo fácil e acessível.
Antecipadamente, programe o uso da sala de informática da sua escola e confirme se o
programa Audacity para edição de sons está instalado nas máquinas. Caso não esteja, providen-
cie isso com o responsável pela sala. Ele é uma ferramenta que ajuda na edição e mixagem de
músicas. Saiba um pouco mais sobre ele em:
Link: https://www.tecmundo.com.br/audacity/623-como-usar-o-audacity.htm
Link: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000013570.pdf

Além do Audacity, existem alguns aplicativos no smartphone que permitem a criação se-
quencial de sons que reproduzem instrumentos musicais e sintéticos, semelhantes aos utilizados
pelo grupo Kraftwerk. O aplicativo Walkband ou similar poderão ser utilizados para este fim.
ARTE – ENSINO MÉDIO 247

Para que fique mais claro a proposta de criar uma sequência melódica, apresente a intro-
dução da música “The Man-Machine”, que é um bom exemplo de uma sequência organizada
de sons digitais que formam, de maneira harmônica, referência a homem máquina do título.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=cQe9eK_4U0U
Após a etapa digital, se os grupos desejarem, poderão incluir sons produzidos pelos cole-
gas (por exemplo, marcando o ritmo com palmas, outros sons corporais, onomatopeias) no mo-
mento da apresentação para enriquecer a produção e propiciar a interação entre a obra de arte
e o público. Para que esta ideia fique mais clara, apresente primeiramente a ficha 2 - Manifesta-
ção Artística (disponível na Intranet - Orientações Curriculares e Didáticas de Arte - 3a. série do
Ensino Médio, página 22) e após sua leitura mostre a eles o vídeo Boing Boom Tschak, do Kraf-
twerk, onde as onomatopeias determinam o andamento da música.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=jYMIkq3NIgE

FICHA 2 - MANIFESTAÇÃO ARTÍSTICA

Entende-se manifestação artística como uma ação organizada, por um grupo de pessoas, para apre-
sentar publicamente os sentimentos e pensamentos sobre um determinado assunto. Porém, no con-
texto deste projeto, tais sentimentos serão apresentados por meio da linguagem específica da arte,
envolvendo o corpo, as imagens, os sons, a tecnologia, e o espaço num processo criativo, no qual esses
elementos criem um diálogo.
Esses elementos todos podem ser encontrados em muitas apresentações artísticas, mas nem sempre
dialogando e interagindo entre eles. Muitas vezes, são várias equipes ou indivíduos onde cada um cuida
de uma parte, sem passar por um processo criativo coletivo, apenas somando-se partes. Em alguns víde-
os pode-se ver imagens e sons que apenas coexistem, sem muita relação entre si; já em outros, é possível
observar que as imagens criam uma interação com o som, dialogando com os ritmos, por meio da mon-
tagem das imagens na edição. A tecnologia digital permite interações antes impossíveis.
Como produção final para esse projeto – Manifestação Artística –, pode-se pensar em:
Uma apresentação musical, explorando a atuação corporal dos músicos na cenografia e esta interagin-
do com a projeção de imagens;
Um vídeo sobre algum aspecto da escola ou região, misturando ficção com representação cênica dos
alunos e entrevistas e/ou depoimentos de outras pessoas – da comunidade, por exemplo;
Um vídeo de uma performance individual ou grupal que dialogue com as imagens, sons, o espaço e o
próprio sistema de vídeo;
Uma dança em que o corpo esteja presente fisicamente ou não;
Uma videodança explorando os sons, o espaço e dialogando com a própria linguagem do vídeo;
Uma peça de teatro onde sons, imagens e cenografia estão presentes por meio da tecnologia, explo-
rando seus recursos com projeções, usos de vídeo, celulares e dispositivos tecnológicos em geral, ao
mesmo tempo em que os movimentos dialogam com o som e com as imagens; que explore as imagens
não apenas como paisagem de fundo e os sons não só como trilha sonora, mas dialogando com a
atuação dos corpos num espaço pensado para isso;
Manifestações culturais com danças e folguedos populares, hip hop –culturas que se integram hoje ao
uso da tecnologia e que podem ser manifestações artísticas.
Enfim, o importante é explorar todas as linguagens artísticas de forma integrada, explorando/usando
os recursos tecnológicos no processo e no produto final.
Ressalta-se a importância de diferenciar a forma da linguagem artística, da forma de outras linguagens,
pois embora cada qual, ao seu modo, pode tratar do mesmo assunto, cada uma possui sua especifici-
dade, seja do ponto de vista jornalístico, sociológico, psicológico etc.
248 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Lembramos que para o uso dos aplicativos e recursos dos smartphones, seu professor e a dire-
ção da escola devem ser consultados, para que estejam de acordo com as regras internas e que
se faça o agendamento para o uso dos mesmos.
Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o
que e como aprenderam.

MOMENTO IV
Ação expressiva
Página 117 no Caderno do Aluno
Professor, para este novo momento, apresente aos alunos a Ficha 3 - Assunto/Tema/Título
(disponível na Intranet - Orientações Curriculares e Didáticas de Arte - 3a. série do Ensino Médio,
página 24) para que a ficha seja uma facilitadora para a escolha do título da produção musical
dos grupos.

FICHA 3 - ASSUNTO/TEMA/TÍTULO

Assunto, Tema e Título são termos com significados diferentes, que causam muita confusão, principal-
mente no contexto de uma redação.
O Assunto é mais amplo, uma referência geral a um fato.
O Tema está contido no assunto, possibilitando uma discussão específica, podendo existir vários temas
dentro de um mesmo assunto. Dentro do assunto Futebol, é possível discutir vários temas, como: Cam-
peonato Paulista, Campeonato Brasileiro, A demissão de tal técnico etc. Em uma produção artística,
pode-se entender o tema como a preocupação inicial do artista, ou sobre o que tratava a referência
inicial, que deu origem à obra.
O Título é uma síntese, uma sugestão, um enigma e precisa ser criativo, sem ser trivial. O título pode
ser uma simples palavra que faça parte do conteúdo da obra, um termo poético de algum detalhe da
obra. No contexto artístico os títulos são geralmente poéticos, sem intenção descritiva ou literal para
explicar a obra. Muitas vezes encontra-se na etiqueta informativa de uma obra a descrição “Sem Títu-
lo”, isso ocorre quando o artista não deseja fazer a relação da obra com um elemento verbal, não de-
seja dar um título à obra. O nome do título funciona como uma montagem na mente do público, uma
vez que além dos elementos materiais presentes na obra, que detonam uma série de sentimentos e
pensamentos, acrescenta-se uma palavra ou frase, que também traz outras informações, relacionando-
-se com as informações visuais, sonoras, táteis e outras da obra. De certa maneira o título pode influen-
ciar a interpretação da obra.
A Manifestação Artística a ser produzida, durante o processo de execução do projeto, deverá ter um
assunto, um contexto sobre algum fato da vida pessoal, coletiva ou do mundo, onde será trabalhado
um tema, alguma especificidade desse assunto.
O tema na arte está presente na obra de forma explícita ou implícita. Quando a obra é interessante, o
tema tratado parece ampliar-se para vários temas, tornando-se uma obra aberta e permitindo várias
interpretações.
Por exemplo, dentro do assunto “A Falta de água em São Paulo”, um fato genérico do qual poderiam
surgir várias discussões, poderia ser tratado como tema “Os reflexos dessa situação no cotidiano de
uma família”. Esse tema no contexto do jornalismo, já não poderia ter várias interpretações, pois o
objetivo seria informar ao público dados verdadeiros sobre o fato, em uma linguagem clara e objetiva.
ARTE – ENSINO MÉDIO 249

A arte trabalha com a subjetividade, possibilitando uma abertura às interpretações. A “Falta de


água em São Paulo” é tratada nos jornais por meio da linguagem jornalística, enquanto que numa
peça de teatro, estes elementos podem estar presentes em segundo plano, predominando mais as
relações individuais, amorosas, políticas que surgem dentro desse contexto da falta de água.
Um filme pode parecer que trata apenas do problema de vida de um indivíduo, mas pode envolver
várias discussões, seja sobre amor, ciência, medicina e outros assuntos, como temas que vão se
entrelaçando, mas que acabam formando um todo sistêmico, dentro do assunto.
O assunto deve ser definido pelo grupo, podendo ter como referência um contexto social, cultural,
científico ou mesmo artístico. Poderão ter como assunto fatos do próprio contexto da escola, do
bairro, da cidade, ou pessoais, que são sempre muito universais, pois afetam a todos.
Para aprofundar o assunto é importante discutir com outros professores, além do de Arte, realizar
pesquisas e conversar no grupo, de forma descontraída, como um brainstorming, deixando a cria-
tividade fluir.

Dando continuidade ao processo de tema relacionado à composição musical, solicite que


evidenciem o tema escolhido por eles produzindo um videoclipe no Movie Maker, como, por
exemplo, os produzidos para as músicas “O Trenzinho do Caipira” e “Trans-Europe Express”,
onde imagens de trens aparecem.

Professor, essa ficha de apoio foi criada para facilitar o trabalho com a ferramenta do Movie
Maker e também está disponível no material enviado aos alunos.

FICHA DE APOIO: TUTORIAL MOVIE MAKER

1. Abrir o programa Movie Maker (obs.: ele apresenta duas versões – a diferença entre elas está no
layout, mas o procedimento é o mesmo, ok?!)
2. Clicar em adicionar vídeos e fotos. Escolher na sua pasta as fotos que deverão ser adicionadas.
Não importa a sequência, pois na tela do programa é possível mudar a posição das fotos, basta
clicar na foto e arrastar para o local que ela deverá ficar. Caso queira repetir a cena, só copiar e
colar. Se for excluir, clicar na foto e clicar em deletar. Porém, é importante que todas as imagens,
sons, vídeos que for utilizar neste projeto estejam todos na mesma pasta.
3. No ícone Iniciar – clicar em título e créditos, para adicionar as informações do projeto. Caso quei-
ra mudar a cor de fundo, letra ou fonte, também é possível... No ícone Ferramentas de vídeo é
possível marcar o tempo de passagem da foto, assim como a forma que o texto vai aparecer –
tanto no início, legenda ou créditos – se vai surgir pela lateral, vai deslizar na tela etc... (eu uso o
tempo entre 3 a 4 segundos... depende do que se quer mostrar) caso tenha texto, a imagem e
texto devem ter o mesmo tempo, para isso, no ícone Ferramentas de texto, você terá as opções
para adequar o tempo também.
4. Para colocar música, clicar em Adicionar uma música, escolher um arquivo de música da sua pas-
ta. No ícone Ferramentas de música, você encontra opções de definição quando a música co-
meça ou termina, por exemplo, ou mesmo adicionar fade in ou fade out para como a música
começa ou termina.
250 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

5. No ícone Animações, é possível adicionar como um slide passa para o outro – tipo cascata, por
exemplo. Escolher o que mais agrada e clicar em Aplicar a todos.
6. No ícone Efeitos Visuais é possível brincar com as cores e brilho das fotos.
7. No ícone Projeto, é possível realçar música, narração, entre outras coisas.
8. No ícone Exibir, apresenta formas de zoom da tela, layout das ondas da música.
9. Ao iniciar um projeto, clicar em Salvar projeto – pois dessa forma você pode mexer no vídeo à
vontade.
10. Ao terminar, clicar em Salvar filme. A partir desse momento, não será possível mexer nesse novo
arquivo, pois ele será gravado em formato de vídeo, para depois postar no youtube, por exemplo.
Porém, como você terá o arquivo no formato movie maker, esse sim, você poderá mudar quantas
vezes quiser.
11. Após o filme pronto, salvo na sua pasta do computador, entrar na sua conta do Gmail e clicar em
Google Apps, clicar em Youtube – Meu canal – Enviar ou Upload.
12. Selecione o arquivo de vídeo que você gravou o filme... (obs.: cuidado para não confundir com o
arquivo salvo em formato movie maker).
13. Faça o upload, coloque um nome e descrição e aguarde o processamento. Após isso, é só clicar
em Publicar e divulgar seu vídeo para que todos vejam sua produção.

No material do aluno sugerimos outros exemplos de videoclipes, em que as imagens estão


diretamente associadas aos temas musicais:

Música: Na sua estante


Link: https://www.youtube.com/watch?v=DP3j6hgS4VY

Música: O sol e a lua


Link: https://www.youtube.com/watch?v=CPi1bYAyOzM

Música: All About That Bass


Link: https://www.youtube.com/watch?v=7PCkvCPvDXk

Solicite aos alunos que utilizem a Ficha de registro de manifestação artística 2 para planejar
e organizar as ideias do grupo na produção do videoclipe.
ARTE – ENSINO MÉDIO 251

FICHA DE REGISTRO DE MANIFESTAÇÃO ARTÍSTICA 2

NOME DO GRUPO:
TEMA:
TÍTULO:
Anotações/ Observações Responsável

COLETA DE IMAGENS

PROGRAMA/
APLICATIVO UTILIZADO
PARA EDIÇÃO

EQUIPAMENTOS

DURAÇÃO DA
APRESENTAÇÃO (min)

OUTRAS OBSERVAÇÕES

Na Sala de Informática, solicite aos alunos que coletem imagens livres de direitos autorais,
disponíveis na Internet, para criar sequências para o videoclipe. Caso queiram utilizar fotos pro-
duzidas dentro da escola, lembre-se que devem pedir autorização de uso de imagem para todos
que apareçam nelas. Assim, se os grupos desejarem, poderão publicar os vídeos no YouTube
sem problemas.
Na Internet você encontrará modelos de autorização de uso de imagens para mostrar aos
alunos.
É importante que os grupos apresentem o trabalho final para toda escola. Se a escola pos-
suir uma rádio que funcione durante o intervalo, sugira aos responsáveis que divulguem as pro-
duções dos alunos.
Após as produções, propicie a socialização numa roda de conversa de como foi a experiência
do exercício de produção musical de seus alunos. Solicite que registrem nos seus cadernos o que
aprenderam sobre a linguagem da música.

* Aparelho eletroacústico acionado por potenciômetros, geralmente computadorizado,


capaz de sintetizar elementos sonoros a partir de sinais elétricos digitais.
Finalizando, observe se seus alunos em “O que eu aprendi?”, foram capazes de relatar o
que e como aprenderam.
252 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

LÍNGUA PORTUGUESA
1a Série – Ensino Médio
1ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 3º BIMESTRE

Temas/Conteúdos Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo

Prática de Leitura • Construir um conceito de Literatura a partir de sua dimensão


• A literatura como sistema intersemiótico. semiótica, compreendendo-o como sistema intersemiótico.
• O eu e o outro: a construção do diálogo e do
conhecimento.

Estratégias de pré-leitura: • Reconhecer diferentes elementos internos e externos que estru-


• Conhecimento sobre o gênero do texto e a turam uma entrevista, apropriando-se deles no processo de
antecipação de sentidos a partir de diferen- construção do sentido.
tes indícios.

Estratégias de pós-leitura: • Reconhecer marcas da alteridade do coenunciador presentes no


• Organização da informação e utilização das texto.
habilidades desenvolvidas em novos contex- • Reconhecer, em contos, entrevistas e poemas, marcas linguísti-
tos de leitura. cas que singularizam os diferentes gêneros.
• Texto prescritivo: código de lei. • Identificar e explicar as diferenças entre comédia e tragédia.
• Texto lírico: O poema e o contexto histórico.
• Identificar os efeitos de sentido resultantes do uso de determina-
• Texto narrativo: comédia e tragédia (seme- dos recursos expressivos, em contos, entrevistas e poemas.
lhanças e diferenças). • Reconhecer características básicas do poema lírico.
• Elaborar estratégias de leitura, respeitando as diferentes carac-
terísticas do gênero.
•
Localizar informações visando a resolução de problemas, no
campo das instituições linguística e literária, em dicionários, en-
ciclopédias, gramáticas, internet etc.

Prática de Escrita • Elaborar estratégias de produção de textos diversos respeitando


• Estruturação da atividade escrita: projeto de as suas diferentes características de gênero e os procedimentos
texto, construção do texto e revisão. de coesão e coerência textuais.
• Texto argumentativo: parágrafo opinativo.
• Texto expositivo: folder e entrevista.
• Texto lírico: Cantigas.
• Relações entre literatura e outras expressões
da Arte.
• Intencionalidade comunicativa.

Prática de Oralidade • Posicionar-se criticamente diante do texto do outro, defendendo


• Discussão de pontos de vista em textos lite- ponto de vista coerente a partir de argumentos.
rários.
• Expressão de opiniões pessoais. • Reconhecer marcas da alteridade do coenunciador presentes no
• Avaliações. texto.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 253

QUADRO DE ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – ARTES VISUAIS – 2ª Série

Temas/Conteúdos Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo

Prática de Análise Linguística • Analisar, em um texto, os mecanismos linguísticos utili-


• Análise estilística: verbo, adjetivo, substantivo. zados na sua construção.
• Aspectos linguísticos específicos da construção do gênero. • Analisar os efeitos semânticos e expressivos produzi-
dos pelo uso das diferentes classes morfológicas e dis-
• Construção da textualidade. cursivas: verbo e conectores.
• Construção linguística da superfície textual: coesão.
• Identificação das palavras, sinonímia e ideias-chave em
um texto.
•
Intertextualidade: interdiscursiva, intergenérica, refe-
rencial e temática.
• Intersemioticidade.
• Lexicografia: dicionário, glossário, enciclopédia.
• Relações entre os estudos de literatura e linguagem.

ATIVIDADE 1 Página 125 no Caderno do Aluno


Literatura: versos cantados

Habilidades:
• Reconhecer em contos, entrevistas e poemas, marcas linguísticas que singularizam os
diferentes gêneros;
• Identificar os efeitos de sentido resultantes do uso de determinados recursos expressivos,
em contos, entrevistas e poemas;
• Reconhecer características básicas do poema lírico;
• Analisar, em um texto, os mecanismos linguísticos utilizados na sua construção;
• Analisar os efeitos semânticos e expressivos produzidos pelo uso das diferentes classes
morfológicas e discursivas: verbos e conectores.

ORIENTAÇÕES E SUGESTÕES

Professor,
Antes de iniciar a sequência de atividades, sugerimos organizar uma roda de conversa, na
qual os alunos possam utilizar os seus conhecimentos prévios, associando música e literatura
(poesia). A finalidade é contextualizar a música e texto atuais com as produções artísticas do
período medieval, mostrando características semelhantes existentes entre elas como o ritmo,
a rima, entre outros.
254 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Sugerimos, também, utilizar apresentações de músicas contemporâneas com marcas que, de


alguma forma, promovam críticas ou sátiras e ao mesmo tempo não acarretem a perda do sis-
tema métrico.

1 De acordo com a História, a Idade Média se posiciona entre os séculos V e XV. Foi nesse
período que o Trovadorismo (movimento literário) se desenvolveu. Nesse contexto, é co-
mum nos depararmos com termos como: música, instrumentos musicais (viola, lira, flauta
e harpa), vassalagem, cavalaria, feudalismo, subjetividade, cristianismo, cancioneiros.
Além desses termos, a literatura trovadoresca nos apresenta as cantigas, que se classificam
em: cantigas de amor, de amigo, de escárnio e de maldizer. Vamos analisar uma delas:

Ai dona fea, fostes-vos queixar


Joan Garcia de Guilhade

Ai dona fea, fostes-vos queixar


que vos nunca louv’en[o] meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar
em que vos loarei todavia;
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandia!

Dona fea, se Deus mi perdom,


pois havedes [a]tam gram coraçom
que vos eu loe, em esta razom
vos quero já loar todavia;
e vedes qual será a loaçom:
dona fea, velha e sandia!

Dona fea, nunca vos eu loei


em meu trobar, pero muito trobei;
mais ora já um bom cantar farei
em que vos loarei todavia;
e direi-vos como vos loarei:
dona fea, velha e sandia!
Disponível em: <http://cantigas.fcsh.unl.pt>. Acesso em: 27 maio 2019.

a) Comente a respeito da linguagem que constitui o poema.


Espera-se que o aluno seja capaz de identificar a norma padrão presente no texto, bem como
o período cronológico de produção do poema.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 255

b) É difícil entender o contexto?


O aluno deve perceber a quem se destina o texto e a situação envolvida.

c) Marque, no próprio texto, as palavras que rimam entre si.


Espera-se que o aluno perceba as palavras que possuem a mesma sonoridade ou semelhanças
na terminação. Exemplo: coraçom/loaçom – todavia/sandia.

d) Com base nas rimas, é possível verificar a musicalidade presente no poema. O que isso
tem, portanto, a ver com cantiga? O que é uma cantiga?
O aluno deve notar que as rimas favorecem o ritmo (na pronúncia) e que o gênero cantiga,
assim como o gênero música, utilizam a mesma técnica de composição. O aluno, também, pre-
cisa definir cantiga e trazer algumas características do gênero.

e) Você diria que essa cantiga é de escárnio ou de maldizer? Por quê? (Se necessário, faça
uma pesquisa para diferenciá-las)
Espera-se que o aluno identifique, por meio das características do gênero, que se trata de uma
cantiga de escárnio, visto que a crítica é indireta, diferente das cantigas de maldizer, em que o
alvo da crítica é citado diretamente no texto.

2 Agora, leia a versão traduzida do poema que você acabou de analisar.


Professor, observe que se trata de uma versão atualizada do poema. Interessante observar com
os alunos as grandes mudanças pelas quais o idioma passou da época da escrita do poema até
os dias atuais.

Ai, dona feia, você foi reclamar


que nunca te louvo em meu cantar;
mas agora quero fazer um cantar
em que te louvarei de qualquer modo;
e veja como quero te louvar
dona feia, velha e maluca!

Dona feia, que Deus me perdoe,


pois você tem tão grande desejo
de que eu vos louve, por este motivo
quero vos louvar já de qualquer jeito;
e veja qual será a louvação:
dona feia, velha e maluca!
256 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Dona feia, eu nunca te louvei


em meu trovar, embora tenha trovado muito;
mas agora já farei um bom cantar;
em que vos louvarei de qualquer maneira;
e te direi como te louvarei:
dona feia, velha e maluca!

a) A versão traduzida auxilia no entendimento do poema original?


Espera-se que o aluno seja capaz de compreender todos os significados e intenções da cantiga
por intermédio da tradução.

b) Verifique, na versão traduzida, se as rimas permanecem. Há interferência na sonoridade?


Como isso pode ser explicado?
O aluno deve observar que as rimas permanecem na tradução da cantiga, contudo algumas
palavras mudam ou são grafadas de forma diferente, uma das explicações está na relação que
existe entre o português arcaico/contemporâneo e o português regional (Portugal/Brasil).

3 Encontre, na cantiga “Ai dona fea, fostes-vos queixar”, o termo “loar” e responda:

a) Qual o seu significado?


O aluno deve identificar por meio da leitura que “loar” significa “louvar”, não no sentido reli-
gioso (louvor) e sim com significado de cantar/homenagear/mencionar.

b) Em quais formas ele aparece?


Espera-se que o aluno consiga identificar os tempos do verbo “loar” (louvar), no texto ele apa-
rece no presente (loar), no pretérito (loei) e futuro (loarei).

c) A repetição do termo, em diferentes formas, indica uma ironia, que é uma característica da
Cantiga de Escárnio. Justifique esta afirmação.
O aluno deve perceber que o verbo “loar” é um recurso estilístico do autor e que confere
uma ironia, repetir o verbo é um reforço para chamar a atenção para o uso de um adjetivo
pejorativo.

4 Analise a cantiga “Ai dona fea, foste-vos queixar” e indique características estruturais co-
muns entre elas e o gênero poema.
Espera-se que o aluno aponte a estrutura em verso, bem como o sistema métrico comum ao
gênero poema (rimas, ritmo e figuras de linguagem).
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 257

5 O texto a seguir é uma adaptação da Cantiga “Ai dona fea, foste-vos queixar”, de Joan
Garcia de Guilhade. Veja:

CantiRap das Trova


(Daniel Carvalho Nhani– adaptado por Marcos Rodrigues Ferreira)

Aí, mina chavosa, você foi me encher


que nunca falo de tu nas minha rima;
mais agora vo manda uns verso
em que vo fala de um jeito cabuloso;
e se liga como quero mandar a letra:
lacrou, mitou, meu crush!
E aí bebê, vem de zap!

a) É possível observar, no texto, características que comprovam o período de sua produção?


Indique elementos que justifiquem sua resposta.
O aluno deve perceber que o texto foi “atualizado” para o tempo presente, o uso da linguagem
informal, as classes gramaticais como adjetivos, interjeições, bem como a pontuação, conferem
um tom jovial ao texto. Também é esperado que ele perceba termos inerentes às redes sociais.

b) Abaixo, você encontra, lado a lado, o texto parodiado e o original. Observe:

CantiRap das Trova Ai dona fea, fostes-vos queixar


Daniel Carvalho Nhani– adaptado por Marcos Rodrigues Ferreira Joan Garcia de Guilhade

Aí, mina chavosa, você foi me encher Ai dona fea, fostes-vos queixar
que nunca falo de tu nas minha rima; que vos nunca louv’en[o] meu cantar;
mais agora vo manda uns verso mais ora quero fazer um cantar
em que vo fala de um jeito cabuloso; em que vos loarei todavia;
e se liga como quero mandar a letra: e vedes como vos quero loar:
lacrou, mitou, meu crush! dona fea, velha e sandia!
E aí bebê, vem de zap!

 Compare as linguagens. Os textos são facilmente compreendidos? Justifique sua resposta.


Espera-se que os alunos compreendam a diferença entre as linguagens formal e informal e
que a linguagem informal é mais fácil de compreender por se encontrar mais próxima da sua
realidade/tempo.
258 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

 Que elementos (versos, rimas, estrutura, linguagem, entre outros) aproximam os textos
CantiRap e Ai dona fea, fostes-vos queixar?
O aluno deve ser capaz de associar aspectos estruturais da composição do gênero poema, em
ambos os textos, e explicar que certos aspectos, ao mesmo tempo, se aproximam e se distan-
ciam.

 A intenção pretendida (elogio ou xingamento) é uma das diferenças entre os textos. Sendo
assim, explique essa diferença.
Espera-se que o aluno perceba que na última parte do texto CantiRap das Trova a intenciona-
lidade muda, o que era sarcasmo e xingamento na cantiga se torna elogio e até uma forma de
paquera.

6 Compare os trechos abaixo:

Aí, mina chavosa, você foi me encher

Ai dona fea, fostes-vos queixar

a) É possível diferenciar os termos em destaque por meio da pronúncia?


Espera-se que os alunos percebam as diferenças, por intermédio da oralidade, no primeiro trecho
a interjeição isolada pela vírgula cumpre a função de vocativo. O uso informal e oral da língua é
percebido mediante a gíria “chavosa”, que confere um tom de ironia ou sarcasmo.

No segundo trecho, a oralidade conferida pela interjeição denota um tom de impaciência e de


ironia e sarcasmo, contudo a linguagem empregada é a formal.

b) O sentido do termo muda de acordo com a entonação? Por quê?


Os alunos neste exercício precisam perceber por meio da leitura oral que há diferenças na ento-
nação (se necessário leia em voz alta os trechos para mostrar a diferença), espera-se que eles per-
cebam e compreendam que a forma de falar remete a diferentes significados e interpretações.

ATIVIDADE 2 Página 130 no Caderno do Aluno


Prática de leitura, escrita e oralidade: cantigas

Habilidades:
• Elaborar estratégias de produção de textos diversos respeitando as suas diferentes
características de gênero e os procedimentos de coesão e coerência textuais.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 259

Orientações e sugestões

Professor,
Nesta atividade é importante que os alunos já conheçam as características de uma cantiga, bem
como os seus tipos, para que iniciem sua própria produção textual com base nestes saberes.
Maiores informações do conteúdo sobre o Trovadorismo e as Cantigas:
Cantigas trovadorescas. Disponível em:<https://www.todamateria.com.br/cantigas-trovadores-
cas/>. Acesso em: 12 jun. 2019.

1 Produza um tipo de Cantiga (de Amigo, de Amor, de Escárnio ou de Maldizer), respeitan-


do as características do gênero (tema, ritmo, rimas, métrica, entre outras).
As produções devem atender às características do gênero literário Cantiga.

Essa atividade poderá ser feita em grupo.

2 Prepare (com o grupo) a apresentação oral dos textos produzidos.


Este momento é importante para promover e incentivar ações de protagonismo juvenil. Permi-
ta que os alunos organizem as exposições e negociem as formas de apresentação (seminário,
exposição do material, encenação etc.).

ATIVIDADE 3 Página 130 no Caderno do Aluno


Comparando pontos de vista.

Habilidades:
• Posicionar-se criticamente diante do texto do outro, defendendo um ponto de vista
coerente a partir de argumentos;
• Analisar, em um texto, os mecanismos linguísticos utilizados na sua construção.

Orientações e sugestões

Professor,
Nesta atividade é necessário revisar as características do texto de opinião e seus gêneros, res-
saltando a importância da argumentação na sociedade atual. Sugerimos o conteúdo no link a
seguir, como proposta:
Disponível em: <https://www.infoescola.com/redacao/argumentacao/>. Acesso em: 12 jun. 2019.
260 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

1 Retome a cantiga de Guilhade. Você considera que esse texto, hoje, seria caracterizado
como Bullying? Por quê?

Nesta atividade os alunos devem, além de demonstrar a habilidade de argumentação, também


reconhecer princípios éticos e de respeito ao outro.

Argumentar, convencer, persuadir alguém são ações que envolvem a defesa


de pontos de vista e opiniões.

2 Agora, leia o texto a seguir.

Casa Civil da Mulher


Subchefia para Assuntos Femininos

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA MULHER

PREÂMBULO
Nós, representantes das mulheres brasileiras, reunidas em Assembleia Nacional para insti-
tuir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais
das mulheres, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça
como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na
harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das
controvérsias, promulgamos a seguinte DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA MULHER

TÍTULO A
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS INDIVIDUAIS DAS MULHERES
Art.1º A – Todas as mulheres são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se às brasileiras e às estrangeiras residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
A – todas as mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Declaração;
B – nenhuma mulher será obrigada a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtu-
de de lei;
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 261

C – nenhuma mulher será submetida à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;


D - é livre a manifestação do pensamento feminino;
E - é assegurado o direito de resposta feminina, proporcional ao agravo, além da indeniza-
ção por dano material, moral ou à imagem;
F - é inviolável a liberdade feminina de consciência e de crença, sendo assegurado o livre
exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a
suas liturgias;
G - é livre a expressão da atividade feminina intelectual, artística, científica e de comunica-
ção, independentemente de censura ou licença;
H - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das mulheres, assegu-
rado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.
Texto adaptado por Daniel Carvalho Nhani

a) Como a mulher é retratada no texto que você acabou de ler?


Espera-se que os alunos reconheçam a mulher como um sujeito de direitos e principalmente
que percebam que se trata de um texto adaptado (intertextualidade) do Artigo 5º da Consti-
tuição Federal de 1988, que preconiza que todos são iguais.

b) Como a mulher é representada na cantiga de Guilhade em comparação ao texto “Decla-


ração dos Direitos da Mulher”?
O aluno deve perceber que na cantiga de Guilhade a mulher é alvo de depreciação e que na
“Declaração dos Direitos da Mulher” ela é considerada como sujeito de direitos, onde a inten-
ção é exaltá-la.

c) A estrutura de ‘Declaração dos Direitos da Mulher” é própria de que gênero textual? Qual
é sua função social?
Espera-se que os alunos reconheçam as características do texto injuntivo-prescritivo, o qual
trata de normas ou regras sociais, e o texto precisa obedecer às regras da norma culta, visto
que é de caráter universal.

d) Para que a “Declaração dos Direitos da Mulher” seja extensivo a todas as pessoas, que
termos e símbolos do texto precisariam ser substituídos. Localize-os (no próprio texto) e
indique, acima desses termos, quais deveriam substituí-los.
Os alunos precisam ser capazes de associar imagem e texto (multisemiose), encontrar símbolos
que representem o todo e não apenas um grupo como está sugerido na “Declaração dos Direi-
tos da Mulher”, também devem identificar palavras e expressões que substituam àquelas que
se referem apenas a mulher, passando assim a representar a todos.
262 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ATIVIDADE 4 Página 133 no Caderno do Aluno


Prática de leitura, escrita e oralidade: sarau, apresentação de
vídeos, de entrevistas etc.

Habilidades:
• Reconhecer diferentes elementos internos e externos que estruturam uma entrevista,
apropriando-se deles no processo de construção do sentido.

Orientações e sugestões
Professor,
Nesta sequência de atividades é importante incentivar e promover o autoconhecimento por
intermédio da leitura e da pesquisa, utilizando os conhecimentos prévios aprendidos nas ativi-
dades anteriores, aliados às novas informações fornecidas a seguir e/ou retiradas da pesquisa.
Também é igualmente importante uma orientação para a pesquisa, sobre o gênero textual
Entrevista, bem como explicar o que é, como funciona um Sarau e incentivar o trabalho em
equipe para a divulgação das produções.
Sugerimos a apresentação dos vídeos, a seguir, para que os alunos assistam às performances de:
• Repente:
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Qwz3DnUVkDY>. Acesso em: 12 jun. 2019.
• Slam:
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=XyZyrLugcBI>. Acesso em: 12 jun. 2019.

As cantigas, na literatura trovadoresca, tinham, em sua maioria, aceitação e repercussão


popular. Os trovadores “cantavam” a amizade, o amor, ironizavam situações cotidianas, políti-
cas, utilizavam palavras de encanto, mas também de xingamentos. No século XXI, existem trova-
dores, “cantadores” de poemas? Podemos dizer que sim, mas com roupagens diferentes. Te-
mos, hoje, o repente e o slam, por exemplo.

O repente, muito comum na região Nordeste, é reconhecido como uma batalha de versos, um de-
safio cantado. Tem esse nome devido ao processo de criação dos versos, que ocorre “de repente”.
Um movimento parecido ocorre nas periferias, o chamado slam, no qual jovens recitam versos de
forma teatral, em batalhas. Tanto o repente como o slam são presenças comuns em saraus que se dão
em vários lugares, inclusive em São Paulo.

Organize pesquisas a respeito desses dois meios de performance poética. Você pode co-
meçar procurando definições em dicionários físicos ou on line (saber conceituar é o primeiro
passo), logo após, vem a escolha: sua pesquisa pode ser direcionada para a produção de uma
entrevista ou localização de vídeos que exemplifiquem essas demonstrações.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 263

a) Em caso de entrevista, segue uma sugestão para organizar o trabalho.

A entrevista é um gênero jornalístico e, como tal, utiliza-se de linguagem clara e objetiva, as pergun-
tas devem ser curtas e as respostas não podem fugir do assunto.

• Definir os temas (repente ou slam).

• Definir grupos (quem fará entrevistas relativas ao repente e quem fará sobre o slam).

• Escolher pessoas que tenham envolvimento com a cultura nordestina e com a cultura hip
hop, por exemplo.

• Elaborar uma lista de perguntas relacionadas aos temas (repente e slam): o que é, origens,
onde ocorrem, como são organizados? Dentre outras informações importantes.
• Gravar a entrevista e depois transcrever as respostas (não se esqueça de observar a estrutura
de uma entrevista).

Tema:

Entrevistado:

Perguntas:

• Transcreva a entrevista respeitando os turnos de fala.

Professor, explique aos alunos que turnos de fala em uma entrevista compreendem qualquer
intervenção do interlocutor na conversação e não veiculam uma informação. Mais informações:

Registro dos turnos da fala. Disponível em: <http://transcritores.com.br/registro-dos-turnos-de-


-fala/>. Acesso em: 12 jun. 2019.
264 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

1. Nome do entrevistador (pergunta):

Nome do entrevistado (resposta):

2. Nome do entrevistador (pergunta):

Nome do entrevistado (resposta):

3. Nome do entrevistador (pergunta):

Nome do entrevistado (resposta):

4. Nome do entrevistador (pergunta):

Nome do entrevistado (resposta):

5. Nome do entrevistador (pergunta):

Nome do entrevistado (resposta):


LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 265

b) Se a pesquisa envolver a curadoria de vídeos, observe:


• Se eles se referem ao tema.
• Se não causará constrangimento ao ser exibido em público.
• Tempo de duração.

Divulgação
• Após esse processo, organize (com a turma) as apresentações:
 das entrevistas (por escrito, em um mural, por exemplo, ou oralmente, simulando um diálogo
entre entrevistador e entrevistado).
 dos vídeos, com o objetivo de mostrar as diferenças e semelhanças entre repentes e slams.
• Outra possibilidade: a turma poderá promover uma batalha de versos entre colegas.

Repentistas são os poetas populares que a partir de um mote (uma proposta) elaboram uma poesia
de improviso.
Slammers são os poetas que participam de desafios de Slam com poemas originais previamente
preparados ou elaborados de improviso.

ATIVIDADE 5 Página 135 no Caderno do Aluno


A interpretação oral e o teatro

Habilidades:
• Reconhecer marcas da alteridade do coenunciador presentes no texto;
• Identificar e explicar as diferenças entre comédia e tragédia;
• Construir um conceito de Literatura a partir de sua dimensão semiótica; compreendendo-o
como sistema intersemiótico.

Outro recurso que envolve a oralidade e que, ainda hoje é usado, é o coro. Coro, no teatro
grego clássico, era basicamente, um conjunto de artistas que dizia suas falas em uníssono e, por
vezes, dançavam, cantavam e usavam máscaras.
Com base nesse conceito, organize-se com os colegas e, em grupo, leiam em voz alta o
texto a seguir. Antes da leitura audível, aconselha-se a leitura silenciosa, para que a linguagem,
as personagens, os turnos de fala, as rubricas e o contexto (entre outros aspectos) sejam conhe-
cidos.
266 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

O RIO DE JANEIRO EM 1877


(Artur Azevedo)

Cena II

Personagens: 10. A Subscrição,


1. O Mesmo, 11. O Beribéri,
2. A Política, 12. O Cortiço,
3. A Febre Amarela, 13. A Conferência,
4. Ilustríssima, 14. O Veículo,
5. A Seca, 15. O Engraxate,
6. A Inundação, 16. O Carcamano,
7. City Improvements, 17. O Poeta,
8. O Boato, 18. A Morte,
9. A Capoeira, 19. O Médico.

Coro
Calamidades, ei-las por cá: pestes, moléstias, tudo aqui há. O fim do ano por cá nos traz.
Somos, senhores, só coisas más.

(A Política senta-se numa pedra mais elevada, ao fundo.)

POLÍTICA (Ao Bedel.) - Não falta ninguém?


BEDEL - Não, ao que parece.
POLÍTICA - Mas como não gosto de dúvidas, eu, a Política, a principal das calamidades brasilei-
ras, que amo e dirijo todas as outras, ordeno procedas à chamada geral.
BEDEL - É já. (Abrindo um livro que tira de trás duma pedra.) - Política?
POLÍTICA - Presente.
BEDEL - A Fome? (Depois de pausa.) Não veio! Está jantando talvez. — Febre Amarela?
A FEBRE - Presente. (Vem à boca da cena.)
Eu não tenho cor política,
apesar de ser amarela:
não escolho as minhas vítimas,
ataco a esta e àquela.
BEDEL - A Junta da Higiene? (Silêncio.) Também não veio. Quer-me parecer que está ocupada
com algum parecer. — A Ilustríssima?
ILUSTRÍSSIMA - Cá estou (Vem à boca de cena.)
Eu amo o povo, senhores,
e as comunidades suas,
mandando calçar as ruas
em que moram vereadores.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 267

BEDEL - A Seca?
A SECA - Pronto (Acompanhada de seus horrores.)
Quando aos homens faço guerra,
andam desgraças aos molhos,
secam-se as fontes da Terra,
abrem-se as fontes dos olhos.
BEDEL - A Inundação?
INUNDAÇÃO - Presente.
São horrorosos meus feitos.
Ai! que tragédias! que dramas!
os rios saltam dos leitos
e os homens saltam das camas.
BEDEL - A City Improvements?
CITY - Presente. (Todos tapam os narizes.)
Eu cá não sou de modéstias,
do que as primeiras sou mais.
Sou mãe de muitas moléstias
e filhas doutras que tais.
BEDEL - O Boato?
BOATO - Presente! (Vem à boca de cena e canta em falsete.)
Vocês me conhecem? Qual!
Sou o boato, a mofina;
Tenho mil nomes: verrina,
apedido e etecetra e tal!
BEDEL - O Capoeira?
CAPOEIRA - Rente! (Ameaça cabeçada noutros personagens.)
Eu sou Capoeira
não m’assustam, não!
Passo uma rasteira,
tudo vai ao chão.
Puxo uma navalha,
sei desafiar.
Se isto trabalha (Puxa a navalha.)
é aí que pinto o sete.
Mato dezessete,
guardo o canivete
e vou descansar.
BEDEL - A Subscrição?
SUBSCRIÇÃO - Eis-me aqui.
Eu sou a Subscrição,
mas sem a caridade benfazeja,
a grande amolação
que tão somente almeja
a condecoração!
BEDEL - A Conferência?
268 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

CONFERÊNCIA (Sibiliando os ss.)


A última expressão sou da oratória,
tenho feito o diabo a quatro,
já desertei da glória
e ando agora no teatro,
mas é pior e mais pândega
A Conferência da Alfândega.
BEDEL - O Veículo?
VEÍCULO - Não estou atrasado.
BEDEL - Então chegue-se.
VEÍCULO –
Eu sou o bonde, a carroça,
a andorinha, a diligência
pra dar cabo da existência
dos desgraçados mortais.
Ora acreditais que eu não possa.
que eu não possa, do que hei feito.
do que hei feito fazer mais.
BEDEL - Beribéri?
BERIBÉRI - Eis-me
Eu sou o Beribéri e, como Otelo,
nasci lá nos desertos africanos,
nasci para flagelo dos humanos,
e as mais moléstias meto num chinelo.

Naturalizei-me brasileiro e firmei a minha residência na terra de Gonçalves Dias. Gosto muito do
Nordeste, e decididamente não saio de lá. Ainda não passei da Bahia. Não faço casa da corte.

BOATO - Isto é, não fazes casos na Corte.


BEDEL - O Cortiço? O Engraxate? O Carcamano? O Poeta, a Morte e o Médico?
A MORTE - Eu sou a Morte, a mor calamidade.
MÉDICO - Juro à fé do meu grau que sou doutor.
AMBOS (Abraçando-se e beijando-se.) - Temo-nos muita amizade, juramos constante amor!
BEDEL - Está pronta a chamada.
POLÍTICA - Agora que todos estão presentes, podeis falar. (Todos falam ao mesmo tempo, Be-
del agita a campainha.)
BOATO - À ordem! À ordem! Isto não é república!
POLÍTICA - Atenção! (Silêncio.) Digníssimas calamidades, é sempre com o mais vivo prazer que
ergo neste recinto a minha não autorizada voz.
BOATO (À parte.) - Não apoiado.
POLÍTICA (Continuando.) - Neste momento solene em que ides prestar contas dos vossos traba-
lhos, espero de vosso zelo e nunca desmentida perversidade, que as referidas contas não sejam
contas de grão capitão, o que não é de esperar da vossa reconhecida atividade! A boa vontade
que vos caracteriza dá azo a que eu faça de antemão o melhor conceito de vossas diligências.
Está aberta a sessão...
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 269

FEBRE AMARELA - Peço a palavra.


POLÍTICA - Tem a palavra a Febre Amarela.
BOATO (À parte.) - Logo vi que era a primeira a falar!... Esta senhora tem raízes no país, por isso
lhe concedem a primazia.
POLÍTICA (Abraçando a Febre)- Fale, cara amiga.
FEBRE - Para bem poderes julgar os meus feitos deste ano, basta perceberes a verdadeira esti-
ma que me consagra este cavalheiro. (Indica a direita.) e todos os seus colegas. Pretendo conti-
nuar com a mesma atividade em 1877, se a tanto me ajudar a empresa Gari...
ILUSTRÍSSIMA - Se a nobre amiga que me precedeu na tribuna...
BOATO - Tribuna é flor de... retórica.
ILUSTRÍSSIMA - ...conseguiu fazer alguma coisa de merecer a pena. Se foram devidos a esforços
meus, e da nobre Junta da Higiene...
BOATO - Junta que nunca está junta da Higiene...
ILUSTRÍSSIMA - Em todo o caso, em 1877 redobrarão as nossas vigilâncias em que pese ao
famigerado Cai...
POLÍTICA (Com o gesto.) -... pira... para esquerda, basta!! Tem a palavra a Inundação.
INUNDAÇÃO - Venho de Portugal, tenho feito por lá alguma coisa pela vida, ou pela morte.
Torno de novo à terra de Camões. Não está cumprida a minha missão naquele reino.
SUBSCRIÇÃO - Vá, que eu fico cá para maior flagelo.
BOATO - Não tem nada... É viagem que ferve... Ela é viagem na França, agora vai a Portugal...
e está aqui na América. Chama-se a isto correr as sete partidas do mundo... és uma inundação
de viagens.
BOATO - Peço a dita.
POLÍTICA - Tem a palavra.
BOATO - É preciso que 1877 já nos encontre a postos, está prestes a soar a meia-noite. Portanto,
peço que passemos à ordem da noite.
POLÍTICA - Está bem! Ponhamo-nos de novo a caminho. Tu, Febre, não perca os teus créditos
que possuis na Europa. Mata a torto e a direito, e, sobretudo, agarra-te aos trinta botões. O
Ilustríssima, continua a não mandar calçar as ruas e a contratar empreiteiros, a gente de trabalho
que faça muito e ganhe pouco. Ó Inundação, faze o que puderes. Boato ataca-lhes as reputa-
ções e penetra no íntimo da família para levar-lhes o desespero e a vergonha.
BOATO - (Tirando dois lenços da algibeira, representando o Desespero e a Vergonha.) - Eles cá
estão. O Desespero e a Vergonha.
POLÍTICA - Ó Capoeira, faze as tuas eternas tropelias, não te amedronte o termo de bem viver,
nem que te assentem praça na Armada! Tu, Conferência, amola o próximo! Veículo, continua tua
sociedade com os médicos. (O Médico aperta a mão ao Veículo.) Ó Médico, ceifa... Ó Beribéri
ceifa... Ó Morte ceifa... Cumpri todos o vosso dever. Ó Seca! A ti está reservado o mais impor-
tante papel entre as calamidades que hão de afligir a Nação Brasileira em 1877. Há bom número
de anos que não pões em prática o teu valor. Vai agora e tira o ventre da miséria. Escolhe para
sede de teu domínio uma província próspera e feliz.
BOATO - Goiás, por exemplo.
POLÍTICA - O Ceará! Ide, meus irmãos, trabalhai pela santa causa da desumanidade; quanto a
mim hei de contribuir com o que estiver ao meu alcance para a desgraça pública e particular. Ide.
TODOS EM CORO – Vamos!
Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000052.pdf>. Acesso em: 24 abr.
270 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

2019.
Após a leitura do texto de Artur Azevedo, responda:

a) Quem é o líder?
Espera-se que o aluno perceba que quem lidera é a Política, que consiga fazer uma associação
entre o tempo do texto e o tempo atual em relação à sociedade e política.

b) Qual a finalidade da reunião?


O aluno deve inferir informação implícita e identificar que a reunião tem o objetivo de utilizar
das mazelas para prejudicar o povo.

c) Qual foi a data exata da reunião?


O aluno deve inferir informação implícita e constatar que a data é o final do ano, ou seja, o
último dia do ano.

d) Quem estava presente?


O aluno deve localizar informação explícita e identificar uma das características de uma narra-
tiva, ou seja, as personagens.

e) Quem seria prejudicado e como seria?


Espera-se que o aluno identifique que aqueles que dependem da política (a população) seriam
prejudicados de diversas formas, ou pela corrupção, ou por doenças, ou por negligência do
poder público.

f) O que cada personagem se propôs a fazer?


Os alunos devem identificar o que coube a cada personagem fazer, uns espalhariam doenças,
outros usariam a violência, outros a negligência, todos intencionalmente buscando o mesmo
objetivo.

g) O texto remete ao momento atual? Explique.


Espera-se que os alunos associem o momento político atual com aquele demonstrado no texto,
visto que as mesmas práticas permanecem no meio social e político.

h) Na fala da personagem BERIBÉRI, há duas estruturas características do texto literário.


Quais são?
Os alunos devem observar que na fala da personagem Beribéri há uma estrutura em versos,
com rimas e ritmo, comuns do gênero poema.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 271

i) Explique o sentido da primeira fala da personagem FEBRE.


Espera-se que o aluno utilize seus conhecimentos prévios e conclua que a personagem Febre,
ou seja, a doença, não escolhe quem ataca, não importa a condição social ou qualquer outro
aspecto.

j) A FEBRE e o BERIBÉRI são enfermidades. De acordo com o texto, o que as diferencia?


Justifique sua resposta com partes do texto.
Os alunos devem identificar por meio da leitura que a Febre ataca a todos, não importando a
condição, e o Beribéri é uma doença inerente às populações mais pobres, principalmente, em
algumas regiões do Brasil como o nordeste.

k) É possível depreender do texto que o BERIBÉRI é uma doença social e racial? Justifique.
Espera-se que os alunos identifiquem que a personagem Beribéri é uma enfermidade que
acomete pessoas socialmente vulneráveis em regiões pobres do País, mais especificamente na
Bahia e demais regiões do nordeste.

l) Qual a função da personagem BOATO, no texto?


Os alunos devem identificar a ironia nas falas da personagem Boato, que apesar do nome re-
meter a mentiras, fala verdades.

m) O nome da personagem BOATO está correto? Qual seria o nome apropriado?


Espera-se que os alunos percebam que a personagem Boato não fala mentiras e sim o contrá-
rio, os substitutos apropriados para Boato são os seus antônimos como verdade, realidade etc.

n) Há um Estado, de acordo com o texto, considerado próspero?


O aluno deve localizar informação explícita e identificar que o Estado próspero de acordo com
o texto é Goiás.

o) A personagem SECA é de alguma localidade específica? Comprove com partes do texto.


Espera-se que o aluno indique que o nordeste é a localidade mais comum da personagem Seca
e reescreva a primeira fala desta personagem do texto ou a última fala da personagem Política,
no trecho em que pede para a Seca atacar o Ceará.

p) Nas falas da SECA e INUNDAÇÃO, há a presença de figuras de linguagem, quais são elas?
Os alunos devem utilizar seus conhecimentos sobre figuras de linguagem para identificar me-
táfora e metonímia, em outras partes do texto também é possível encontrar personificação,
ironia, antítese, dentre outras.
272 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

LÍNGUA PORTUGUESA
2a Série – Ensino Médio
2ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 3º BIMESTRE

Temas/Conteúdos Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo

Prática de Leitura • Relacionar a produção textual presente à herança cul-


• Literatura tural acumulada pela língua portuguesa nos processos
de continuidade e ruptura;
• O escritor no contexto social-político-econômico do
século XIX • Relacionar conhecimentos sobre o gênero do texto e
antecipar sentidos a partir de diferentes indícios;
• As propostas pós-românticas e a literatura realista e na-
turalista • Inferir tese, tema ou assunto principal nos diferentes
gêneros: reportagem, correspondência, poema, en-
• Estratégias de pré-leitura saio e/ou perfil biográfico;
• Relações de conhecimento sobre o gênero do texto e • Relacionar a construção da subjetividade à expressão
antecipação de sentidos a partir de diferentes indícios literária em textos do século XIX;
• Texto expositivo • Relacionar a produção poética à herança cultural acu-
mulada pela língua portuguesa e os processos de con-
tinuidade e ruptura;
Reportagem:
• Texto narrativo (romance) • Reconhecer, em textos, indícios da intencionalidade do
O símbolo e a moral autor;
• Texto lírico •
Reconhecer a relação de intertextualidade entre os
textos e refletir sobre o modo como tal relação aconte-
ce em diferentes gêneros
Poema:
• a ruptura e o diálogo com a tradição • Organizar a informação e utilizar as habilidades desen-
volvidas em novos contextos de leitura;
• Intencionalidade comunicativa
• Mobilizar informações, conceitos e procedimentos em
•
Intertextualidade: interdiscursiva, intergenérica, refe- situações e gêneros textuais diversos.
rencial, temática
• Estratégias de pós-leitura
• Organização da informação e utilização das habilida-
des desenvolvidas em novos contextos de leitura

Prática de Escrita • Desenvolver projeto de texto e enfatizar sua importân-


• Estruturação da atividade escrita cia no cotidiano escolar;

Planejamento • Elaborar estratégias de produção e leitura de reporta-


Construção do texto gem;

Revisão • Analisar e revisar o próprio texto em função dos objeti-


• Texto expositivo vos estabelecidos, da intenção comunicativa e do lei-
tor a que se destina;
Reportagem
• Perfil biográfico • Concatenar ideias na estruturação de um texto exposi-
tivo e narrativo.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 273

2ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 3º BIMESTRE

Temas/Conteúdos Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo

Prática de Oralidade • Analisar e interpretar fatos e ideias, colhendo e organi-


• Concatenação de ideias zando informações e estabelecendo relações;
• Intencionalidade comunicativa •
Reconhecer recursos linguísticos que imprimem no
texto marcas de intencionalidade;
• Discussão de pontos de vista em textos diversos
• Discutir a respeito de questões morais e de valores cul-
turais e sociais, empregando linguagens conhecidas
em diferentes contextos, para ampliar a criticidade e
refletir sobre a ética;
• Oralizar pontos de vista, ideias/assuntos/temas cen-
trais em textos literários e não literários;
• Participar em discussões orais sobre assuntos de inte-
resse social e do estudante.

• Organizar adequadamente os parágrafos de um texto,


Prática de Análise Linguística
visando a atingir a proposta enunciativa;
• A sequencialização dos parágrafos
• Análise estilística: preposição • Reconhecer o efeito de sentido produzido pela utiliza-
ção de recursos linguísticos em um texto;
• Aspectos linguísticos específicos da construção do gê-
nero • Usar adequadamente os conectores na construção co-
• Coesão e coerência com vistas à construção da textua- esiva de um texto;
lidade • Analisar os efeitos semânticos e expressivos produzi-
dos pelo uso dos elementos de linguagem (preposição
e conectivos) em textos variados.

Nas sequências de atividades apresentadas no material do aluno, são abordadas práticas


de leitura, escrita, oralidade e análise linguística, a partir do estudo de diferentes gêneros textu-
ais. Dessa forma, as atividades propostas contribuem para o desenvolvimento de habilidades
que favorecerão a aprendizagem quanto:

• às estratégias para ler textos literários e não literários, conforme objetivos de leitura
estabelecidos;
• aos procedimentos para produção, análise e revisão de texto;
• ao emprego de elementos gramaticais, bem como seus efeitos de sentido no texto;
• à participação em atividades orais em diferentes contextos, considerando a intenciona-
lidade comunicativa;
• à relação de intertextualidade entre os textos e a reflexão sobre o modo como tal rela-
ção acontece em diferentes gêneros;
• à ampliação de repertório cultural por meio do contato com obras literárias, conside-
rando seu contexto de produção e sua relação com a atualidade.
274 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ATIVIDADE 1 Página 124 no Caderno do Aluno


Ler para escrever
O material do aluno (Caderno SP Faz Escola) inicia-se com imagens referentes à esfera
jornalística. Assim, na atividade 1, com relação aos itens que versam sobre os elementos presen-
tes nessa esfera, convém tratar, antes de tudo, de questões sobre o contexto de produção. A
seguir, o professor pode estender a conversa a respeito do fato de que o jornal impresso possui
uma estrutura invariável. Quando se depara com um jornal, em qualquer lugar do mundo, reco-
nhece-se, de imediato, sua estrutura fixa quanto à diagramação, textos em colunas, divisão por
seções, presença de diversos elementos gráficos (ilustrações, imagens, fotos) e os gêneros tex-
tuais presentes nesse suporte.
Com relação às imagens existentes no jornal impresso, em especial as fotos, é importante
que o professor vá além de uma definição simplista de que elas servem para ilustrar o texto. Não
é um equívoco defini-las dessa forma, porém, é essencial compreender também a credibilidade
que elas conferem à matéria veiculada, pois comprovam a presença do repórter no local do fato,
além de chamar a atenção para a leitura. Devido ao caráter polissêmico da imagem, é importan-
te enfatizar aos alunos o fato de que ela venha sempre acompanhada da legenda, a qual serve
para contextualizar o momento, acrescentar alguma informação, complementando muitas vezes
o texto verbal.
Dentre os vários gêneros textuais que circulam na esfera jornalística, o material do aluno
apresenta, nesse momento, a reportagem. Como é comum a confusão entre notícia e reporta-
gem, cabe ao professor oferecer alguns esclarecimentos. A notícia é um dos gêneros textuais
que circula nessa esfera e que compõe o jornalismo informativo, ou seja, busca apenas noticiar,
relatar fatos cotidianos de forma clara, objetiva e sem emitir juízo de valor. Assim, o discurso
predominante é o indireto. Há também gêneros característicos do jornalismo opinativo e a re-
portagem está entre estes, bem como o editorial, o artigo de opinião, a carta do leitor, entre
outros. A reportagem aborda temas atuais, de relevância social, de forma mais profunda e des-
critiva, resultado de uma investigação mais precisa e detalhada do jornalista, com o propósito de
aproximar o leitor à realidade retratada. Apresenta uma perspectiva mais pessoal, por isso vem
sempre assinada pelo repórter. Comumente, utiliza o artifício da polifonia, que traz outras vozes
além da voz do jornalista, como por exemplo, a posição de um especialista ou de uma testemu-
nha, portanto, mescla o discurso direto e o indireto. No que se refere à sequencialização dos
parágrafos, na reportagem, é preciso que eles sejam organizados, adequadamente, visando a
atingir a proposta enunciativa de se relatar um fato de relevância. Assim, o professor pode apro-
veitar esse momento para utilizar os mecanismos linguísticos, na construção do texto, e refletir
sobre sua importância no encadeamento de ideias.

O professor pode relembrar com os alunos sobre a estrutura básica da reportagem:


• Título principal ou manchete e subtítulo;
• Lead, que equivale aos primeiros parágrafos do texto e deve conter as principais infor-
mações que serão abordadas ao longo do texto;
• Corpo do texto, que deve ser desenvolvido de forma clara e coesa.
Ao realizar a atividade com imagem para início do trabalho com o gênero reportagem,
podem ser explorados os elementos não verbais, fazendo uma leitura detalhada da imagem.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 275

Além do que se propõe no material do aluno, para aprofundar o estudo sobre reportagem,
de forma concreta, é importante levar para a sala de aula uma diversidade de jornais impressos
e revistas, se possível de instituições diferentes, para que os alunos observem os aspectos estu-
dados até aqui e identifiquem as características do gênero. Se possível, é válido levá-los a co-
nhecer portais de notícias, apresentando-lhes também o jornal no ambiente virtual. É importan-
te atentar para que os alunos façam suas buscas em fontes confiáveis, orientando-os
devidamente, caso se deparem com notícias falsas, as famosas “Fake News”.
Os alunos podem escolher uma reportagem e o professor realizar uma roda de conversa
mediando a leitura, para que a turma observe os aspectos do suporte em que a reportagem está
inserida, seguindo o roteiro abaixo:

1. Observe a imagem que acompanha a reportagem. Ela anuncia o fato a ser tratado? Qual?

2. Por que motivo você acha que esse acontecimento/pessoa presente na foto se tornou
assunto para a reportagem?

3. Em que jornal/revista essa reportagem foi publicada? Por que foi dada importância a esse
assunto?

4. De que forma o repórter abordou o assunto? Mostrou-se imparcial? Há opiniões pessoais?

5. Como o texto foi organizado? Há utilização de recursos para comprovar a veracidade do fato?

Sistematização - Após ter feito a conversa, o professor pode propor aos alunos o preen-
chimento do quadro abaixo, a respeito das características que a reportagem apresenta.

CARACTERÍSTICAS DA REPORTAGEM

O que você já sabia: O que você aprendeu:

Quanto à realização dos exercícios 6 - Planejando a escrita, é fundamental que se faça o


projeto de texto, e no exercício 7 - Estruturando a reportagem – não considerar apenas a produ-
ção textual, mas contemplar momentos para a revisão e a reescrita. É necessário, ainda, definir
o contexto de produção:
• onde o texto irá circular (jornal da cidade ou da escola, blog etc.);
• o leitor a que se destina o texto;
• o assunto a ser tratado;
• o tipo de linguagem e as escolhas lexicais, de acordo com a intencionalidade comuni-
cativa. Reforçando esse conceito, é possível apresentar manchetes de notícias a respei-
to de um mesmo fato, em diferentes jornais, a fim de verificar o emprego de palavras,
expressões, pontuação etc., que atribuem:
276 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

• um tom mais sensacionalista à notícia;


• um tom mais sério ao texto;
• importância maior a um fato;
• ênfase maior à pessoa envolvida no fato.

Caso considere necessário ampliar o estudo sobre intencionalidade, seguem exemplos


de manchetes abaixo:

A)

Disponível em: <https://www.agora.uol.com.br/esporte/2019/03/nem-sei-se-era-merecedor-desse-


-empate-diz-tecnico-do-corinthians.shtml>. Acesso em: 25 mar. 2019.

Disponível em: <https://www.lance.com.br/corinthians/ferroviaria-quartas-final-paulista.html>. Aces-


so em: 25 mar. 2019.

B)

Cachorros são cruelmente abandonados no centro das cidades do interior.

Estatísticas demonstram o crescimento de cães abandonados nas ruas.


LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 277

C)

Incêndio em Paris consome catedral de Notre Dame.

Catedral de Notre Dame é atingida por incêndio.

A respeito das manchetes apresentadas, é importante chamar a atenção dos alunos para
as escolhas linguísticas feitas pelo autor e as marcas de intencionalidade que elas imprimem,
conferindo ao texto um determinado tom (sensacionalista, dramático, argumentativo). Dessa
forma, podem-se levantar alguns questionamentos:
• Em qual destes títulos você percebe um tom sensacionalista?
• Ainda ao que se refere à intencionalidade do gênero, é possível reconhecer o tom
dado pelo autor às manchetes (sensacionalista, dramático, argumentativo)?
• Pesquise manchetes, em diferentes reportagens a respeito do mesmo assunto, nas
quais é possível reconhecer o tom dado pelo autor, mediante escolhas lexicais, sintáti-
cas etc. Comente.

Retomando o material do aluno, no exercício 9, para tratar a respeito da relação de inter-


textualidade, pode-se fazer uma leitura detalhada da charge, explorando os elementos verbais
e não verbais, antes de estabelecer a relação temática entre ela e a imagem que serviu como
mote para a produção da reportagem.

Para ampliar o estudo sobre a relação entre os textos, foram selecionados exemplos em
que ela ocorre em diferentes gêneros:
• Anúncio publicitário – Muitos anúncios fazem referência a outros textos. Sugerimos
dois:
 Uma campanha publicitária de uma rede de cosméticos que estabelece diálogo com o
conto de fadas Cinderela.
Disponível em: <https://textosdahora.wordpress.com/2015/05/21/analise-publicitaria-o-boti-
cario-2/>. Acesso em: 09 abr. 2019.

 P ropaganda de uma marca de automóveis que utiliza personagens de um desenho clás-


sico, Caverna do Dragão.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=-VoMh1moeE0>. Acesso em: 12 jun. 2019.
• Poema – Quadrilha1 , de Carlos D. de Andrade. Diálogo estabelecido com a música
Flor da Idade2 , de Chico Buarque.

1 Disponível em: <https://www.carlosdrummonddandrade.blogspot.com/2016/quadrilha-analise.


html>. Acesso em: 21 mar. 2019.
2 Disponível em: <https://www.mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/intertextualidade.html>.
Acesso em: 21 mar. 2019.
278 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ATIVIDADE 2 Página 132 no Caderno do Aluno


Um pouco de poema do século XIX
Para iniciar essa atividade, sugere-se reflexão com os alunos a respeito de um dos papéis
da literatura, ao captar as ocorrências da realidade, no intuito de propiciar uma perspectiva
transformadora. Nesse caso, no material do aluno, tratou-se de um fato ocorrido recentemente
no país, provocando um impacto na sociedade, despertando questões éticas e relacionadas à
“consciência” do ser humano. Tal temática, também, é apresentada no poema “O Morcego”,
de Augusto dos Anjos.
Quanto ao poema, propriamente dito, pode ser realizada uma primeira leitura em voz alta
e em seguida, em duplas. Os alunos podem retomar o texto para responder às questões e refle-
tir sobre alguns aspectos contemplados no poema, como:
• expressão do realismo e da vida concreta;
• distanciamento das idealizações sentimentais;
• exame da realidade sob a ótica do pessimismo.

ATIVIDADE 3 Página 134 no Caderno do Aluno


A expressividade na leitura
Para introduzir o estudo do Parnasianismo e do Simbolismo, o professor poderá se valer
de poemas significativos da época, que ilustrem de maneira clara as características destas esco-
las literárias. Dessa forma, pode começar fazendo uma exploração oral, a partir do título da obra
escolhida e o que ele sugere. Além disso, identificar as características marcantes, as semelhan-
ças ou diferenças em comparação com obras de outras épocas literárias já estudadas, as esco-
lhas lexicais e os efeitos de sentido que elas provocam, dentre outras possibilidades. É impor-
tante que, nesse momento, os alunos tomem nota dos aspectos observados, para retomada
posterior.
Em seguida, utilizando o livro didático ou sites confiáveis, caso considere necessário, é
possível propor aos alunos uma pesquisa sobre as características dessas épocas literárias, bem
como abordar seus principais representantes e obras. Para estimular a expressão oral, também
poderá pedir aos estudantes para escolherem um poema, dentre os que foram pesquisados, e
realizarem leitura expressiva em voz alta, coro, declamação, vídeo, animação, slam3 etc.

3 Batalha de poesia, na qual o participante declama ou lê um poema, utilizando como recursos apenas a própria
voz e movimento corporal e é avaliado pela sua performance. Para saber mais: Slam: uma nova forma de fazer
poesia. Disponível em: <https://www.educacao.estadao.com.br/blogs/instituto-singularidades/slam-
poesia>. Acesso em: 05 jun. 2019. Plano de aula: slam, poesia falada.Disponível em: <https://www.institutone-
tclaroembratel.org.br/educacao/para-ensinar/plano-de-aula-slam-poesia-falada/>. Acesso em: 05 jun.
2019.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 279

ATIVIDADE 4 Página 135 no Caderno do Aluno


Literatura e Sociedade
Dando continuidade aos estudos com textos literários, serão abordadas duas escolas lite-
rárias: Realismo e Naturalismo, a partir de trechos de textos representativos das épocas.

Realismo
Para esse momento, é importante que seja feita uma breve contextualização sobre o Rea-
lismo, a fim de favorecer a compreensão da leitura do capítulo 17 - Do trapézio e outras coisas,
extraído da obra de Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881,
marcando o início desse estilo literário no Brasil.
Há, no material do aluno, uma sequência de exercícios a respeito do referido capítulo. No
exercício 1, o estudante deverá ler pequenos textos sobre o contexto do período e o autor. Por-
tanto, poderá ser solicitada uma leitura com marcações para destaque de informações que favo-
recerão uma leitura contextualizada. No exercício 2, é importante que a leitura do capítulo 17 seja
feita em voz alta pelo professor e acompanhada pelos alunos. Para realização do exercício 3, há
informações relevantes que resumem a obra, favorecendo aos alunos a compreensão do texto
para responder às questões. No que se refere ao item “b” desse exercício, o trecho abaixo con-
tribui para o entendimento do item:

“Ficando a sós, derramei todo o desespero de meu coração; disse-lhe que ela era um
monstro, que jamais me tivera amor, que me deixara descer a tudo, sem ter ao menos a desculpa
da sinceridade; chamei-lhe muitos nomes feios, fazendo muitos gestos descompostos. Marcela
deixara-se estar sentada, a estalar as unhas nos dentes, fria como um pedaço de mármore. Tive
ímpetos de a estrangular; de a humilhar ao menos, subjugando-a a meus pés. Ia talvez fazê-lo;
mas a ação trocou-se noutra; fui eu que me atirei aos pés dela, contrito e súplice; beijei-lhos, re-
cordei aqueles meses da nossa felicidade solitária, repeti-lhe os nomes queridos de outro tempo,
sentado no chão, com a cabeça entre os joelhos dela, apertando-lhe muito as mãos; ofegante
desvairado, pedi-lhe com lágrimas que me não desamparasse... Marcela esteve alguns instantes
a olhar para mim, calados ambos, até que brandamente me desviou e, com um ar enfastiado:
— Não me aborreça, disse.”

Além das atividades propostas no material do aluno, referentes ao capítulo 17 (Do Trapézio
e outras coisas), o professor pode chamar a atenção para outras questões presentes no texto:
• Figura de linguagem4 – ironia, exemplificada na frase: “Marcela amou-me durante
quinze meses e onze contos de réis; nada menos.”

4 Para aprofundamento dos estudos sobre Figuras de linguagem: Disponível em: <https://geekiegames.ge-
ekie.com.br/blog/figuras-de-linguagem/>. Acesso em: 22 mar. 2019 e Oficinas 6 Sentido próprio e figurado
e 7 Comparação, metáfora e personificação, constantes do fascículo Poetas da Escola, disponíveis em: <https://
www.escrevendofuturo.org.br/caderno_virtual/caderno/poema/index.html>. Acesso em: 22 mar. 2019.
280 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

• Discurso direto e discurso indireto.


Naturalismo
Para realização da sequência de atividades referentes a esta escola literária, foi selecionado
para leitura um excerto do capítulo III de “O Cortiço”, em que é descrita, com maestria, a rotina
de todo amanhecer.
Para responder à pergunta do exercício 4, o professor pode pedir aos alunos que leiam o
texto disponibilizado no box, com o objetivo de destacar palavras-chave, a fim de elaborar a
resposta solicitada e apresentá-la oralmente.
No exercício 5, para a introdução da obra “O Cortiço”, a proposta é que a leitura seja feita
em voz alta pelo professor e, posteriormente, pelos alunos, em duplas, para análise, discussão e
interpretação, com a mediação do professor.

OBSERVAÇÕES

1. Para todas as práticas de escrita, o professor deve:


 apresentar uma consigna que torne claro o contexto de produção:
• o leitor do texto;
• finalidade do texto;
• lugar de circulação do texto;
• portador do texto;
• gênero a ser produzido;
• posição social do autor;
 considerar as etapas que precedem a produção: revisão e reescrita do texto, propondo
aos alunos uma grade de correção.

2. No que se refere às práticas de leitura, é importante mediar o processo de leitura de modo


a favorecer ao aluno/leitor a construção de sentidos para o texto, a partir do conhecimen-
to que já possui e das informações do próprio texto. Por meio de pistas, ensiná-lo a fazer
antecipações, formular e reformular hipóteses e tornar possível a interação entre ele e o
autor, via texto. Nesse sentido, considerar como fundamentais no processo de leitura: o
conhecimento prévio, sem o qual a compreensão fica prejudicada; os objetivos, a partir
dos quais o leitor tem claro os seus propósitos diante do texto a ser lido, e as estratégias,
isto é, os processos por meio dos quais o leitor reconhece e utiliza os elementos formais
do texto, para fazer conexões necessárias à compreensão das relações internas do compo-
nente textual.

3. A respeito das práticas de análise linguística, a sugestão é que os objetos de conhecimen-


to sejam definidos e tratados, a partir de atividades que favoreçam a reflexão sobre o uso
da língua.

4. Quanto à prática da oralidade, considerar o momento para destacar as diferentes possibi-


lidades de uso adequado da língua, dependendo do contexto, da situação de uso.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 281

ATIVIDADES COMPLEMENTARES
Além das atividades propostas no material do aluno e das orientações contidas nesse Guia,
também seguem atividades complementares, as quais podem ser trabalhadas para iniciar um
assunto; utilizadas em situações de recuperação, de avaliação ou, ainda, de aprofundamento.

I. Após a realização dos exercícios de 6 a 10, indicados no material do aluno para exploração
do texto de Aluísio Azevedo “O Cortiço”, pode-se propor a leitura dos três primeiros ca-
pítulos da obra, para tratar sobre a moral e a sexualidade.
A partir dessa leitura, recomendamos outras atividades:

a) Pesquisa em grupos, sobre:


• o contexto histórico, político e social que o país atravessava nesse período;
• o surgimento das favelas no Brasil, bem como quais as mudanças (em vários aspectos) que
ocorreram ou não após esses dois séculos.
No início do século XX, aconteceu, nos grandes centros urbanos, uma reforma conhecida
como “bota-abaixo”. Os alunos poderão pesquisar sobre esse movimento e quais foram as con-
sequências para os cortiços das grandes cidades.
b) Na sequência, um debate regrado com os alunos pode ser realizado para que exponham
a pesquisa, opiniões e argumentos sobre as ocupações nas favelas. Espera-se, a partir
desses questionamentos, incentivar a defesa de pontos de vista para uma possível produ-
ção de um artigo de opinião.

c) Intertextualidade:
Após a leitura e a pesquisa, caso haja possibilidade, realizar a exibição de alguns trechos do
filme “Cidade de Deus”, para enriquecer as discussões, bem como fomentar o reconhecimento
das relações de intertextualidade e, ainda, estudar a linguagem literária e a cinematográfica.

Para auxiliar na condução dessa atividade, seguem algumas questões norteadoras:


• Há alguma relação entre “O Cortiço” e o filme “Cidade de Deus5”? Qual (quais)?
• Como são caracterizadas as personagens no filme? Diferem das personagens da obra lite-
rária? Como são representadas?
• Identifique alguns personagens, comportamentos ou temáticas presentes no filme, que se
associam à obra.
• Quem seria João Romão, hoje em dia, nas favelas6?
• Você considera que ainda há preconceito em relação aos moradores das favelas? Por quê?
O professor deve atuar como mediador para que o aluno possa dar respostas coerentes e
fundamentadas nos dados pesquisados.

5 Filme: CIDADE de Deus. Direção de Fernando Meirelles. Rio de Janeiro: Globo Filmes, 2002. 1 DVD (130 min.).
6 A
 lguns ativistas de grupos sociais preferem o uso do termo “comunidade” no lugar de “favela”. O uso da palavra
“favela” e seu significado pode ser tema de pesquisa e discussão, também, caso o professor considere pertinente
e em consonância com os saberes que os alunos já possuem sobre o assunto..
282 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

II. Complementando o trabalho sobre intencionalidade comunicativa, é interessante obser-


var que ela está presente também nos textos literários, assim, é possível que em momen-
tos de leitura em voz alta, sejam apresentados exemplos destes textos, em que haja a
ocorrência de recursos semânticos, linguísticos ou expressivos. Sugerimos algumas possi-
bilidades:

• Circuito fechado, de Ricardo Ramos.


Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/texto-voce-sabe-qual-o-
-conceito.htm>. Acesso em: 21 mar. 2019.

• Vaguidão específica, de Millôr Fernandes.


Disponível em: <https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1878071/mod_resource/content/1/
Textos%20-%20exemplo.pdf>. Acesso em: 21 mar. 2019.

• A onda, de Manuel Bandeira.


Disponível em SÃO PAULO (Estado) SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. Sabores da Leitura -
Cilza Bignotto. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012.

III. Tanto nos textos literários, como nos não literários, os recursos linguísticos, são essenciais
para garantir coesão e coerência textuais. A preposição e os conectivos, por exemplo, têm
papéis importantes nestes aspectos.
Após a realização das leituras sugeridas a seguir (texto 1 e texto 2), é indicada uma breve
conversa a respeito destes textos, de modo que sejam comentadas as escolhas feitas pelos auto-
res, respectivamente: predomínio do substantivo, escolha semântica (ideia de indeterminação) e
sonoridade.
Assim, verifica-se que a intencionalidade comunicativa ocorreu por meio do emprego da
preposição e conectivos. Para sistematizar o estudo, a respeito dessas classes de palavras, o
uso do livro didático pode contribuir com atividades complementares.

Leia um trecho do conto “Um fim de semana”, observando como o autor empregou repe-
tidas vezes a preposição.

Texto 1
Um fim de semana
Sábado
O sábado deveria ser o dia do vinho, da cerveja, do cinema, do filme caseiro, do teatro, dos amigos,
do sexo, da família, da pizza, da música que quis ouvir a semana inteira, de colocar aquela velha ideia
no papel, de escalar aquela montanha que se vê da janela, de ler aquele livro esquecido na cabeceira,
de ligar pra alguém que não dá pra ver, do futebol, de escrever uma carta de amor, de pedir desculpas,
de passear com o cachorro, de sair pra revelar algumas fotos, de lamentar daquela viagem não feita,
de levantar tarde, de levantar cedo pra arrumar as malas pra viagem, de receber visitas... [...]
(RODRIGUES, Jurandir. Um fim de semana. In: Tessituras. Guaratinguetá, SP: Penalux, 2013).
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 283

1. Identifique no texto onde as preposições aparecem.


2. O que pode justificar o uso repetido da preposição nesse trecho?
3. Observe as ocorrências do pronome relativo “que”. Ele tem função coesiva ao estabele-
cer relação entre elementos do texto? Copie os trechos em que ele aparece. Em que ele
contribui para a coesão textual.
4. Qual sua opinião a respeito do emprego do verbo, no futuro do pretérito “deveria”, no
início do conto? E o emprego das reticências ao final do parágrafo?
5. Em sua opinião, em decorrência dessas escolhas, é possível dizer que houve uma intencio-
nalidade do autor? Comente.
6. Para sistematizar o estudo a respeito de preposição e conectivos, o professor pode indicar
exercícios complementares. Após realização dos exercícios, você poderá construir um qua-
dro com as preposições e os conectivos, apontando a ideia expressa por eles, conforme
seu emprego.

Expressão/frase
Preposição Conectivos Ideia expressa
em que houve a ocorrência

Leia o poema abaixo.

Texto 2
Domingo é dia
Domingo é dia
De calmaria
De cafuné
De pé com pé
De sapequice
No disse que disse
Ficar de pijama
Até tarde na cama
Com quem se ama.
(MORAES, Maristela de. In: Da quietude do ser e outros silêncios. Guaratinguetá, SP: Penalux, 2015.).

7. Sobre o modo como a autora elenca expressões para definir o dia de domingo, o que se
pode inferir a respeito do significado desse dia para ela?
284 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

8. Observe como cada um dos autores inicia seu texto:


Texto 1 – “O sábado deveria ser o dia [...]”
Texto 2 – “Domingo é dia [...]”

Em que tempo os verbos foram empregados? Que efeito de sentido o emprego dos verbos,
em cada situação, atribui aos respectivos textos?
9. Ao comparar os textos 1 e 2, pode-se afirmar que eles, de alguma forma, tratam sobre a
vida? Em que sentido? Comente.
10. É possível afirmar que o poema “dialoga” com o trecho do conto Um fim de semana, que
você leu acima, apresentando uma relação de intertextualidade? Comente.

V. Apresentamos, ainda, sugestões para o trabalho com perfil biográfico, gênero do campo
jornalístico/midiático.
Observe o mosaico construído por fotos e pense a respeito das pessoas que o compõem.

Foto cedida por Eliane C. G. Ramos – acervo pessoal.

1. Quem seriam essas pessoas? Elas expressam algum tipo de sentimento? Podem ser pessoas
comuns?
2. E quanto a sua história? Você gostaria de contar algum fato marcante sobre sua vida, que
possa compor um perfil biográfico?

Após responderem a essas questões, o professor pode:


• propor a leitura de biografias;
• exibir trechos de filmes biográficos como, por exemplo, sobre a vida do cientista Stephen
Hawking, “A Teoria de Tudo”, ou “Estrelas Além do Tempo” sobre três cientistas mulheres da Nasa;
• indicar a leitura dos textos Perfil Biográfico X biografia7 e Perfil biográfico8.

A proposta, agora, já que o professor ampliou o repertório dos alunos, é de que produzam
um perfil biográfico para compor um mural criativo, expondo os perfis da 2ª série. Eles podem
explorar uso de desenhos e colagens para enriquecer o texto.

7 Disponível em: <https://jorliterarura.wordpress.com/2015/04/17/perfil-biografico-x-biografia>. Aces-


so em: 14 mar. 2019.
 isponível em: <https://www.acidigital.com/biografias/testigos/stein1.htm>. Acesso em: 14 mar. 2019.
8D
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 285

LÍNGUA PORTUGUESA
3a Série – Ensino Médio
3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 3º BIMESTRE

Temas/Conteúdos Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo

Prática de Leitura • Considerar indícios de valores presentes na contempo-


raneidade manifestos na tessitura de um texto.
Estratégias de pré-leitura
• Relações de conhecimento sobre o gênero do texto e • Analisar as intenções enunciativas dos textos literários
antecipação de sentidos a partir de diferentes indícios na escolha dos temas, das estruturas e dos estilos, como
procedimentos argumentativos.
Textos literários • Relacionar, como realidade cultural lusófona, as produ-
• Análise crítica de texto literário ções, em língua portuguesa, na África e no Brasil.
• A prosa, a poesia, a paródia, a modernidade e o mun-
do atual
• Analisar criticamente as relações entre poesia da mo-
dernidade e a construção do mundo atual.
Texto prescritivo
• Exames de acesso ao Ensino Superior ou de seleção • Identificar o valor discursivo e expressivo da estilização,
profissional da paródia e da reformulação na construção do sentido
de um texto.

Mundo do trabalho e mídia impressa

Estratégias de pós-leitura
• Intencionalidade comunicativa
• Organização da informação e utilização das habilida-
des desenvolvidas em novos contextos de leitura

Intertextualidade: interdiscursiva, intergenérica, referen-


cial e temática

Construção da textualidade
• coesão
• coerência
• intencionalidade
• aceitabilidade
• informatividade
• intertextualidade
• situacionalidade
286 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 3º BIMESTRE

Temas/Conteúdos Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo

Prática de Escrita • Elaborar a revisão de texto produzido seguindo proce-


dimentos aprendidos na série.
Estruturação da atividade escrita
• Planejamento
• Usar conhecimentos de terceiros (citação) na produção
• Projeto de texto
de projeto de texto próprio, mantendo autoria.
• Intencionalidade comunicativa
• Construção do texto
• Revisão • Relacionar, em produção textual, informações veicula-
das pela mídia impressa sobre a esfera de atividades
“trabalho e emprego” na produção de um texto disser-
Texto prescritivo
tativo.
• Exames de acesso ao Ensino Superior ou de seleção
profissional
• Relacionar criticamente, na produção de um texto de
acesso ao Ensino Superior, informações das diferentes
Texto dissertativo-argumentativo
áreas do saber: Filosofia, Economia, Sociologia, Literatu-
• Dissertação
ra, Arte, entre outras.
• Artigo de Opinião
• Editorial

Textos literários
• Análise crítica de texto literário
• A prosa, a poesia, a paródia, a modernidade e o mun-
do atual

Mundo do trabalho e mídia impressa

Construção linguística da superfície textual: reformula-


ção, paráfrase e estilização

Construção da textualidade (coerência)


• continuidade
• progressão
• não contradição
• articulação
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 287

3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 3º BIMESTRE

Temas/Conteúdos Habilidades do Currículo do Estado de São Paulo

Prática de Oralidade • Refletir sobre diferentes contextos e situações sociais


em que se produzem textos orais.
• Expressão de opiniões pessoais
• Participação em discussões orais • Identificar em textos orais as diferenças formais, estilís-
• Planejamento e produção de apresentações orais ticas e linguísticas determinadas por contextos e situa-
• Avaliações ções sociais, incluindo-se a multimodalidade e a multis-
semiose.

• Identificar e analisar efeitos de sentido decorrentes de


escolhas de volume, timbre, intensidade, pausas, ritmo,
efeitos sonoros, sincronização, expressividade, gestuali-
dade etc.

• Refletir sobre as variedades linguísticas, adequando


sua produção ao contexto.

• Estabelecer relação entre fala e escrita, considerando o


modo como as duas modalidades se articulam em dife-
rentes gêneros e práticas de linguagem (como jornal de
TV, programa de rádio, apresentação de seminário, men-
sagem instantânea etc.).

• Identificar as semelhanças e as diferenças entre modos


de falar e de registrar o escrito e os aspectos sociodiscur-
sivos, composicionais e linguísticos de cada modalidade
sempre relacionados com os gêneros em questão.

Prática de Análise Linguística • Identificar o papel de categorias da enunciação – pes-


soa, tempo e espaço – na construção de sentidos para o
• Conhecimentos linguísticos e de gênero textual texto.

• Inferir o sentido de palavras ou expressões em textos


literários do século XIX, considerando o contexto que as
envolve.

• Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da


pontuação e de outras notações.
288 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

ATIVIDADE 1 Página 122 no Caderno do Aluno

A Literatura e a construção do mundo atual


A primeira atividade, “A Literatura e a Construção do Mundo Atual”, tem como objetivo
central analisar as relações estabelecidas entre a produção literária da modernidade e a constru-
ção do mundo atual. Inicia com o texto “Adeus” em que Arthur Rimbaud chama a atenção para
a urgência de sermos modernos, de como esse conceito foi e pode ser construído. Sugerimos,
antes da leitura do texto, que sejam retomadas discussões realizadas no 1º semestre: o texto de
Rimbaud é apresentado no início dessas atividades com o intuito de trazermos para discussões
pontos já discutidos, como a influência das Vanguardas Europeias no contexto do Movimento
Modernista Brasileiro, as diferentes estéticas presentes nessa época (início do século XX), a críti-
ca de valores sociais presentes em textos literários, entre outros.
Com as três questões propostas, pretende-se direcionar esse trabalho propiciando que os
alunos exponham suas ideias sobre o que é ser moderno, se o conceito de moderno opõe-se
literalmente ao conceito do que é antigo, colocando para discussão “o que consideramos como
antigo?” ou “o que é o novo para uma pessoa ou um grupo?”. A terceira questão pede que o
aluno reflita sobre as metáforas “noite de pedra”, “horrível arbusto” além de questionar qual é
a “posição conquistada” que devemos manter, em se tratando da “tradição literária”, e a mu-
dança de perspectiva quanto a essa produção.
Em seguida, a reflexão tem como foco a Literatura e a Lusofonia, mais especificamente o
diálogo entre produções literárias africanas e brasileiras. A partir do que nos apresenta o Currí-
culo do Estado de São Paulo, a atividade tem como objetivo de desenvolvimento e aprendiza-
gem principal a relação entre as produções em Língua Portuguesa na África e no Brasil. Dessa
forma, trouxemos 4 poemas de 4 autores africanos: Eugênio Tavares (1867-1930), Rui de Noronha
(1909-1943), Maia Ferreira (1827-1867) e Caetano da Costa Alegre (1864-1890). Respectivamente,
esses autores representam a literatura escrita em Língua Portuguesa em Cabo Verde, Moçambi-
que, Angola e São Tomé e Príncipe.
Sobre os textos escolhidos, apresentamos alguns pontos que podem ser explorados, como
por exemplo, a estrutura do poema, a caracterização do eu lírico e seu interlocutor, os fatores de
textualidade, entre outros. Fica a critério do professor escolher a melhor estratégia para desen-
volver junto ao aluno outras habilidades de leitura, além daquelas relacionadas às questões
propostas. Pretende-se que o aluno:
• Contextualize histórica e socialmente o texto literário;
• Analise as intenções enunciativas dos textos literários na escolha dos temas, das estru-
turas e dos estilos, como procedimentos argumentativos;
• Identifique o papel de categorias da enunciação – pessoa, tempo e espaço – na cons-
trução de sentidos para o texto;
• Relacione, como realidade cultural lusófona, as produções, em Língua Portuguesa, na
África e no Brasil.
A terceira parte é um convite ao aluno para que ele amplie sua visão sobre a literatura es-
crita em Língua Portuguesa. Sugerimos o site da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
(CPLP) em que, além da relação dos países membros, temos diversas informações sobre eles no
campo da “Língua, cultura e educação”, “Notícias”, “Programas de Cooperação” etc.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 289

A partir da pesquisa realizada sobre o universo literário lusófono, sugerimos uma produção
textual escrita em grupo apresentando algumas considerações a respeito das Literaturas Africa-
nas de Língua Portuguesa: Angolana, Caboverdiana, Moçambicana, Guineense, Santomense.
Cada grupo ficará responsável por uma das literaturas. Caberá ao professor realizar essa divisão,
bem como os critérios organizacionais. A produção dos alunos deverá contemplar a seguinte
estrutura:
• O contexto sócio-histórico.
• Os períodos e suas características (autores, principais obras etc.).
• As influências sociais, artísticas, entre outras.
• A escolha e a análise de um fragmento (em poema ou em prosa).
• Conclusão.
• Referências Bibliográficas.
Nessa atividade de produção textual escrita, os critérios de avaliação podem ser discutidos
com os alunos.

ATIVIDADE 2 Página 131 no Caderno do Aluno


Resenha Crítica
Item 1 (de a a f) – É importante salientar que se pode fazer uma resenha a respeito de di-
ferentes objetos culturais, como filme, peça teatral, livro, musical, exposição, show, entre outros.
O objeto cultural observado na resenha em questão é o filme “Animais Fantásticos e Onde
Habitam”.
Uma resenha de filme pode começar pela sinopse. Outra maneira de introduzir o assunto
é abordar um tema tratado na história. Costuma-se mencionar o diretor ou o roteirista em algum
momento, já que eles são os principais responsáveis pela concepção do material cinematográ-
fico. A presente resenha possui título, ano de estreia, informações sobre o diretor, o roteirista e
a autora.
É importante salientar aos alunos que, no filme resenhado, há uma intertextualidade com
outra obra. Isso ocorre, uma vez que o título Animais Fantásticos e Onde Habitam remete ao
nome de um livro que era usado pelos bruxos em Hogwarts, como material de estudos sobre
criaturas mágicas na série Harry Potter.
Como toda narrativa, Animais Fantásticos e Onde Habitam tem uma problemática. Nesse
caso, nós a percebemos quando, após uma confusão, alguns animais mágicos acabam escapan-
do da maleta de Newt Scamander e soltos na cidade, por isso o bruxo é obrigado a capturá-los
antes que causem algum mal.
Em uma resenha de filme, há também descrição de características físicas e psicológicas dos
personagens que, neste caso, aparecem no quarto parágrafo; quando se afirma que Newt: “não
é o típico herói, pois apesar de galante se mostra atrapalhado, formal, desajeitado e tímido”;
Tina: “uma personagem forte e impaciente é a ponte de acesso ao Congresso Mágico dos Es-
tados Unidos da América (MACUSA)”; Queenie: irmã de Tina, “que tem o poder de ler mentes”
e Jacob: “que representa o olhar do público, leigo ou não, ao reagir fascinado a cada movimen-
to mágico”.
290 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

O tema ou temas do filme é sempre destacado em uma resenha. Constatamos no 5º pará-


grafo temas como “medo do desconhecido, repressão, fanatismo religioso, intolerância e pre-
servação ambiental”.
Item 2 – O texto analisado constitui uma resenha. Nele há vários comentários e pontos de
vista, conforme se observa a seguir:
- 1º parágrafo: “um filme encantador”, “uma história divertida e surpreendentemente
sombria”;
- 2º parágrafo: “Criaturas fantásticas mesmo!”;
- 5º parágrafo: “A narrativa carrega uma mistura de encantamento e terror. A trilha sonora
é emocionante e os efeitos visuais são impressionantes, de tirar o fôlego!”;
- 6º parágrafo: “até uma câmara da morte mágica surpreende a cada cena. Animais
Fantásticos e Onde Habitam é o início de uma série de cinco filmes que vêm, pela frente,
para encantar a todos”.
Item 3 – As formas verbais, predominantemente, no presente são uma característica do
gênero textual resenha de filme. A ideia é conferir proximidade da obra ao leitor da resenha.
Item 4 – Neste item são apresentados os elementos básicos que caracterizam uma resenha.

Item 5 – “encantador”, “divertida”, “sombria”, “fantásticas”, “emocionante”, “impressio-


nantes”, “mágica”.

OBSERVAÇÃO
É importante salientar que em uma resenha pode haver também pontos negativos
mencionados pelo resenhista.

Item 6 – Planejando a escrita da resenha.


Realizar com a turma a leitura das orientações, para se planejar a escrita de uma resenha, é
uma ação que possibilita ao professor sanar possíveis dúvidas dos alunos.
Item 7 – Revisão e reescrita.
Mediante o quadro sugerido para a autoavaliação, é importante que o aluno seja capaz de
identificar o que há de positivo em seu texto e o que precisa ser melhorado. A orientação clara
do professor é fundamental para que o aluno possa realizar de fato as intervenções em sua pro-
dução textual, reescrevendo-a de forma estruturada e sistemática, propiciando assim, melhorias
no texto elaborado.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 291

ATIVIDADE 3 Página 137 no Caderno do Aluno


Artigo de Opinião
Antes de iniciar a Atividade 3 e para que o aluno possa responder a primeira parte da
questão 1, sugere-se revisitar as atividades propostas em bimestres anteriores:
No 1º bimestre, a Sequência 1 – Atividades de Leitura e Escrita, Etapas de I a V – progres-
sivamente, trabalha-se com o reconhecimento, a identificação e a diferenciação de gêneros em
geral;
No 2º bimestre, Atividade 4 – Argumentar é preciso! e Atividade 5 – Produção Textual;
E no 3º bimestre, Atividade 2 – Resenha Crítica, os desdobramentos do estudo do gênero
Artigo de Opinião. Esse momento pode ser desenvolvido por meio de estratégias, como por
exemplo, a técnica do brainstorm ou brainstorming.

Brainstorm ou Brainstorming
Essa estratégia pode ser utilizada para introduzir um determinado tema. A partir de
questionamentos pré-elaborados pelo professor, realizados no início do assunto, exploram-
-se habilidades, potencialidades e o processo de criação dos alunos, de acordo com o obje-
to de estudo.
As perguntas devem ser respondidas oralmente, baseadas em aulas já dadas e nos co-
nhecimentos adquiridos ao longo de estudos anteriores. O professor anota as ideias na lou-
sa, enquanto cada palavra registrada é usada como referência do conhecimento do conteú-
do a ser estudado.
Durante as anotações, considerar toda e qualquer frase e palavra, bem como a partici-
pação irrestrita de todos, expondo opiniões fundamentais, mesmo que tenha pouca ou ne-
nhuma ligação com o estudo.
Após este primeiro momento, o professor faz as devidas observações e considerações,
com base no que está no quadro, alinhando com o que se pretende para a continuidade do
estudo. É de suma importância, que não se formem comentários que incitem competição,
que gerem elogios e/ou constrangimento.
Além de fazer com que o aluno resgate os principais pontos do assunto estudado, tam-
bém é importante que ele reflita sobre o respeito ao colega e exercite a prática da fala e da
escuta.
Texto elaborado especialmente para esta atividade.

Se assim entender necessário, a segunda parte da questão 1, também pode ser precedida
da estratégia sugerida anteriormente.
O quadro a seguir, presente no Material do Aluno, orienta sobre a presença da “questão
polêmica” ou “questão controversa”.
292 SÃO PAULO FAZ ESCOLA – CADERNO DO PROFESSOR

Textos argumentativos têm como ponto de partida uma “questão polêmica” ou


“questão controversa”. Questão polêmica é aquela para a qual há mais de uma resposta, ou
mais de um posicionamento.
Um Artigo de Opinião parte de uma questão polêmica, que envolve temas de interes-
se geral, que afetam um grande número de pessoas no âmbito social, político, cultural, cien-
tífico, entre outros.

Sugere-se, para aprofundamento desse conteúdo, o desenvolvimento de uma oficina es-


pecífica do material da Olimpíada da Língua Portuguesa – Escrevendo o Futuro.
Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/
etapa/o-que-e-uma-questao-polemica/. Acesso em: 18 jun. 2019.

O link abaixo pode ser utilizado como referência:

Técnicas para a escrita de artigos de opinião: Jogos de Aprendizagem. Disponível em:


<https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-publicacoes/colecao-da-
-olimpiada/artigo/213/jogos-de-aprendizagem-artigo-de-opiniao>. Acesso em: 14 jun. 2019.

O texto “És tu” considera alguns exemplos ligados à vivência de um estudante durante seu
período de escola básica (Anos Finais e Ensino Médio) e projeta algumas ideias para o que virá
depois. Antes da leitura, questione os alunos sobre vivências próprias. Para desenvolver esta
atividade, as questões presentes no Caderno de Atividades do Aluno podem ser utilizadas como
roteiro de discussão prévia:

a) Fale a respeito da temática trabalhada no poema.

b) Quais são suas expectativas e desejos com relação a seus estudos? Por que essas ideias
atraem você?

c) Com base nessas expectativas, quais encaminhamentos você planeja para buscar uma
colocação profissional?

d) Você considera a busca por uma profissão algo fácil? Justifique.

Em seguida, solicite a leitura individual e silenciosa do poema, com o objetivo de promover


uma discussão a partir do entendimento do texto, confrontando as ideias de antes e após a leitura.
Para finalizar, os alunos produzirão um Artigo de Opinião sobre o tema:

Acesso ao Ensino Superior: mérito ou garantia de um direito?


Como embasamento à escrita, sugere-se um breve brainstorm ou brainstorming sobre a
questão tratada, sem a necessidade de aprofundamento, mas apenas para repertoriar os alunos
em suas produções. Importante que sejam esclarecidas quaisquer dúvidas sobre a estrutura do
texto, bem como os critérios que devem pautar a avaliação da produção textual.
LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO 293

Para a produção de seu texto, você poderá considerar a seguinte estr