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EXCELENTISSÍMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 1º VARA CÍVEL

DA COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO DE SÃO PAULO-SP

Distribuída por dependência dos autos da execução nº________________

Marilene, devidamente qualificada nos autos do processo em epígrafe


na ação de execução de título extrajudicial que lhe move Breno, também devidamente
qualificado nos autos do processo, vem, por intermédio de seu advogado, que esta
subscreve, à presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 914 e seguintes do
Código de Processual Civil opor EMBARGOS À EXECUÇÃO pelos fatos e
fundamentos jurídicos que se passa a expor:

I - DOS FATOS

Marilene, ora embargante, foi citada e intimada em ação de execução


de título executivo extrajudicial ajuizada por Breno, ora embargado. Na supramencionada
ação, Breno afirma ter direito à satisfação de crédito no montante de R$ 15.000,00 (quinze
mil reais), consubstanciado na apresentação de instrumento particular de confissão de
dívida devidamente assinado Marilene e por duas testemunhas, bem como vencido há
mais 1 (um) mês.
Para a obtenção do crédito almejado, Breno indicou bens da embargante
suscetíveis à penhora, quais sejam, 3 (três) contas bancárias, 1 (um) carro e o imóvel no
qual Marilene mora com sua família. Não satisfeito, o embargado alega ainda que a
embargante estaria buscando desfazer-se dos bens, razão pela qual este juízo, deferiu de
plano a indisponibilidade dos ativos financeiros da embargante.
Todavia, os fatos narrados pelo embargado na ação de execução são
marcados por inverdades. Agindo com evidente dolo, o embargado proferiu diversas
mentiras no intuito de convencer a embargante sobre a necessidade da assinatura da
mesma para que ele pudesse auferir um benefício previdenciário acumulado. Sendo
assim, Marilene, que não possui muito estudo, acreditou em Breno e, atendendo de boa-
fé aos seus pedidos, assinou o documento pensando que o mesmo se tratava apenas de
uma declaração, segundo a qual o embargado ainda não tinha recebido R$ 15.000,00
(quinze mil reais), aos quais alegava fazer jus frente ao INSS.
Nesse diapasão, deve-se considerar que uma das testemunhas
constantes no documento é vizinha de Marilene e tem pleno conhecimento de que o
embargado induziu a embargante a erro, fazendo-a acreditar que estaria assinando apenas
uma declaração para que ele recebesse referido benefício.
Não bastasse todo o ocorrido, as partes terminaram seu relacionamento
e, a partir de então, o embargado passou a demonstrar grande agressividade, prometendo
tomar de Marilene todas as suas economias, ameaça que acabou se concretizando por
meio da ação de execução proposta. Nesse sentido, urge ressaltar que a embargante está
especialmente preocupada em proteger sua moradia e os valores que possui em uma de
suas contas bancárias. Isso porque, tais valores figuram como uma importante poupança
para a subsistência de sua própria família, a qual enfrenta dificuldades, já que a mãe de
Marilene está sendo submetida a um tratamento médico e o uso dessa poupança pode se
tornar necessária.
Assim, não resta à embargante outra alternativa a não ser recorrer à
tutela jurisdicional do Estado para demonstrar o não cabimento da ação de execução
proposta por Breno.

II- DO DIREITO

Primeiramente, insta consignar a tempestividade para o ajuizamento


dos presentes Embargos à Execução, tendo em vista que a análise conjunta dos artigos
231 e 915 do Código de Processo Civil possibilitam constatar que “os embargos serão
oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias, contado a partir da “data de juntada aos autos do
mando cumprido, quando a citação ou a intimação for por oficial de justiça”.
Após, ressalta-se quanto ao vício existente na realização do negócio
jurídico. Considerando que a embargante foi enganada e, em decorrência disso, assinou
o suposto título executivo extrajudicial, acreditando estar declarando que o embargado
ainda não tinha recebido R$ 15.000,00 (quinze mil reais), aos quais alegava fazer jus junto
ao INSS, quando na verdade estava assinando uma confissão de dívida, com fulcro no
artigo 917, inciso I, do código processual civil, deve ocorrer a desconstituição do título
executivo, pois a embargante foi induzida a erro pelo embargado, que cometeu dolo para
obter o título executivo da embargante, tratando-se, pois, de um negócio jurídico viciado
nos termos do art. 145 do Código Civil.
Assim deve ocorrer a extinção do mesmo e a consequente
desconstituição do título executivo e, com isso, a liberação de todos os bens que foram
penhorados da embargante.
Saliento ainda, perante Vossa Excelência, que nos termos do art. 833,
inciso X, bem como do art. 917, inciso II e VI, ambos do Código Processual Civil, este
respeitável juízo deve reconhecer a impenhorabilidade dos valores depositados na conta
poupança da embargante até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos. Ademais, nos
termos do art. 1º da Lei 8.009/90, deve ocorrer a DESCONSTITUIÇÃO DA PENHORA
DO IMÓVEL, uma vez que a embargante reside no mesmo com sua família e, portanto,
trata-se de bem de família.
Por fim, ressalto ainda que, nos termos do art. 919, parágrafo 1º, do
Código Processual Civil, ser perfeitamente cabível a concessão do efeito suspensivo ao
processo de execução, tendo em vista restarem demonstrados o fumus boni iuris e o
periculum in mora como requisitos para o deferimento da tutela provisória, decorrentes
da probabilidade do direito invocado pela embargante, da execução já estar garantida por
penhora e também considerando a necessidade dos valores para o tratamento médico de
sua mãe.

III- DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS

Ante o exposto, requer-se a Vossa Excelência:

A) O acolhimento de concessão do efeito suspensivo nos embargos,


conforme o artigo 919, § 1º do CPC/2015;
B) A procedência de todos os pedidos elencados para anular o negócio
jurídico, bem como a desconstituição do título executivo e, consequentemente a liberação
de todos os bens penhorados da embargante, conforme os artigos 833, inciso X, 917,
inciso I, II e VI do CPC/2015, artigo 145 do CC/2002 e o artigo 1º da Lei nº 8.009/90;
C) Caso não seja o entendimento de Vossa Excelência, que reconheça
então a impenhorabilidade dos valores depositados na conta poupança da embargante até
o limite de 40 (quarenta) salários mínimos, bem como a liberação da penhora do imóvel,
por tratar-se de bem de família, conforme dispõe o artigo 833, inciso X do CPC/2015 e o
artigo 1º da lei nº 8.009/90.
D) A condenação do embargado para o pagamento de custas e
honorários advocatícios, conforme o artigo 85 do CPC/2015
E) A intimação do embargado, na pessoa de seu advogado, para que,
querendo apresente impugnação no prazo legal.

Protesta provar o alegado, por todos os meios de prova admitidos no


direito, em especial a oitiva de testemunha.

Dá-se o valor da causa de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).

Termos em que,
P. deferimento.

São Paulo, data..., mês..., ano...

Advogado...
OAB nº...
EXCELENTISSÍMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __ VARA CÍVEL
DA COMARCA DE CANTO DISTANTE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Processo autuado sob o nº ...

Luiz, já qualificado nos autos do processo em epígrafe na Ação de


Indenização que lhe move Ricardo, também já devidamente qualificado nos autos do
processo, inconformado com r. sentença às fls..., vem tempestivamente à presença de
Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado, mandato anexo às fls..., interpor
RECURSO DE APELAÇÃO, com fundamento no artigo 1.009, do Código de Processo
Civil, cujas razões e guia comprobatória do preparo seguem acostadas.
Por oportuno, requer a Vossa Excelência que receba o presente Recurso
de Apelação nos seus regulares efeitos, bem como a intimação do Apelado para, se quiser,
apresentar contrarrazões. Requer ainda que, após tais providências, sejam os autos
remetidos ao egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, nos termos dos §§
1º e 3º, do artigo 1.010 do Código de Processo Civil, a fim de que seja o presente recurso
processado e julgado, tudo em conformidade aos ditames legais e, por fim, integralmente
provido.

Termos em que,
Pede deferimento.

Local e data...

Advogado...
OAB nº...
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO

RAZÕES DO RECURSO DE APELAÇÃO

APELANTE: Luiz
APELADO: Ricardo
ORIGEM: Vara Cível da Comarca de Canto Distante do Estado do Rio de janeiro

Egrégio Tribunal,
Nobres Julgadores,

I – DA AÇÃO PROPOSTA E A SENTENÇA

O autor, ora apelado, contratou os serviços de transporte de Luiz, ora


apelante, para ir da cidade de ambos, Canto Distante, à capital do Estado, Rio de Janeiro,
tendo em vista que lá ocorreria uma pré-seleção de candidatos para uma competição
televisiva de talentos musicais, referente à qual Ricardo possuía a pretensão de participar.
Contudo, preocupado com a falta de manutenção de seu veículo, o
apelante decidiu cancelar a viagem programado com Ricardo, devolvendo-o o dinheiro
que havia recebido antecipadamente pela prestação dos serviços de transporte.
Dessa forma, Ricardo acabou não indo à pré-seleção e, assim,
insatisfeito diante da frustração de suas expectativas, decidiu ajuizar uma ação de
indenização em face de Luiz, pleiteando perdas e danos pelo inadimplemento do contrato
de transporte e indenização pela perda de uma chance de participar do concurso.
A ação foi regularmente distribuída para a Vara Cível da Comarca de
Canto Distante do Estado do Rio de Janeiro. Citado, Luiz apresentou contestação e, após,
foi proferida sentença pela procedência dos pedidos insertos em exordial. Referida
sentença foi fundamentada com base nas seguintes alegações aduzidas pelo douto juízo:
(i) o inadimplemento contratual culposo foi confessado por Luiz; (ii) o fato de Ricardo
não ter contratado outro tipo de transporte para o Rio de Janeiro não interrompe o nexo
causal entre o inadimplemento do contrato por Luiz e os danos sofridos; (iii) Ricardo
sofreu evidente perda da chance de participar do concurso.
Entretanto, a sentença proferida pelo respeitável Juiz não deve
prosperar pelos motivos de fato e de direito que serão a seguir expostos.

II - DO CABIMENTO DA APELAÇÃO

Inicialmente, cumpre destacar que tem cabimento o recurso de


apelação, nos termos do artigo 1009, pois o ato impugnado tem natureza de sentença (art.
203, § 1º, do CPC), bem como previsto no artigo 994, I, do mesmo Código.
Além disso, o recurso está sendo interposto pela parte ré do processo
que, nos termos do artigo 996, tem legitimidade recursal para tanto. Como se não bastasse,
o recurso é tempestivo, na forma do § 5º, do artigo 1003, do Código de Processo Civil,
pelo fato da sentença ter sido disponibilizada em ... (prazo...). O recurso também está
sendo acompanhada da guia de preparo (art. 1.007 do CPC). Infere-se, portanto, presentes
os pressupostos recursais necessários para o conhecimento do recurso.

III – DAS RAZÕES PARA A REFORMA

Não há que se falar na responsabilidade contratual alegada pelo apelado


em desfavor do apelante para requerer a resolução do contrato e pedir perdas e danos,
uma vez não ter ocorrido nenhum prejuízo ao apelado, pois o mesmo aceitou de forma
espontânea o valor pago por Luiz como forma de resolução do contrato, portanto, não
cabe o fundamento no art. 475, do Código Civil invocado por Ricardo e, com isso deve
ser reformada a r. sentença, integralmente, neste capítulo.
Além disso, deve ser afastado o argumento de ocorreu o
inadimplemento por parte do apelante, de tal modo que tenha caracterizado dano ao
apelado, tendo em vista que Ricardo não tomou qualquer medida para realizar sua viagem
ao Rio de Janeiro e, portanto, também aqui deve ser reformada a r. sentença,
integralmente, neste capítulo. Entretanto, caso Vossa Excelência reconheça algum dano
imputável ao Apelante, é correto, nos termos do artigo 945, CC, que o valor da
indenização seja reduzido proporcionalmente a gravidade da culpa do apelado, pois
concorreu culposamente para o evento danoso.
Por fim, também não que se falar em perda de uma chance, como quer
fazer crer o apelado. Conforme a doutrina e a jurisprudência, para que se configure a
perda de uma chance seria necessário restar provado que apelado deixou de obter um
benefício, no caso, de que seria um do vinte escolhidos para participar do programa de
televisão, bem como sequer havia certeza quanto à participação do Apelado no concurso,
e, com isso, também deve ser reformada a r. sentença, integralmente, neste capítulo.

IV - DO PEDIDO DA REFORMA

Face, portanto, a tais razões, pugna o apelante que o presente recurso


seja conhecido e provido para reformar integralmente a r. sentença proferida, julgando,
assim, totalmente improcedente os pedidos elencando na inicial.
Entretanto, caso não seja este o entendimento de Vossas Excelências
quanto ao inadimplemento e, assim, reconheçam algum dano imputável ao apelante,
requer-se, nos termos do artigo 945, CC, que o valor da indenização seja reduzido
proporcionalmente a gravidade da culpa do Apelado, pois concorreu culposamente para
o evento danoso.
Assim, confia e espera que Vossas Excelências, relevando a
importância e peculiaridade da matéria, recebam, conheçam e provam integralmente o
presente recurso de Apelação.

Nestes termos,
Pede deferimento.

Rio de Janeiro, data...

ADVOGADO...
OAB nº...
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO
EGREGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

EDITORA CRUZEIRO, pessoa jurídica de direito privado,


devidamente inscrita no CNPJ/MF sob n. ..., estabelecida na ... n...., bairro..., CEP..., na
cidade de ..., Estado de ..., por seu advogado e bastante procurador (procuração em anexo)
vem, respeitosa e tempestivamente, perante Vossa Excelência, para, com fundamento no
artigo 1.015 do Código de Processo Civil, interpor o presente recurso de AGRAVO DE
INSTRUMENTO contra a r. decisão de fls..., proferida em sede de cognição sumária nos
autos da ação de indenização por danos morais cumulada com obrigação de fazer, feito
n. ..., , que lhe move JAQUELINE, já qualificada na exordial dos autos retro citados,
alicerçada nas razões e motivos fáticos e de direito alinhados a seguir.

I – DA DECISÃO AGRAVADA

Trata-se de ação de indenização por danos morais cumulada com


obrigação de fazer, ajuizada por Jaqueline em face da Editora Cruzeiro.
Nesse sentido, insta consignar que a ré lançou uma biografia da
requerente abordando seu passado de sucesso como cantora, bem como trazendo à tona o
uso de drogas e outros excessos que acabaram por afastá-la da vida artística. A requerente,
inconformada com o lançamento, alegou, em peça inicial, que a obra revela fatos de sua
imagem e de sua vida privada sem que tenha havido qualquer autorização prévia, o que
acarreta em lesão à sua personalidade e dano moral, nos termos dos artigos 20 e 21 do
Código Civil. Ademais, Jaqueline também pleiteou a antecipação da tutela, justificada no
perigo de dano irreparável à sua imagem e o risco ao resultado útil do processo.
Em decisão, o Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca da Capital do Estado
de São Paulo deferiu a antecipação de tutela para condenar a ré a não mais vender
exemplares da biografia, bem a recolher todos aqueles que já tivessem sido remetidos a
pontos de venda e ainda não tivessem sido comprados, no prazo de setenta e duas horas,
sob pena de multa diária de cinquenta mil reais.
Contudo, merece reforma a decisão, como se verá à seguir.
II – DO CABIMENTO E TEMPESTIVIDADE

O art. 1.015 do CPC dispõe que o recurso de Agravo de Instrumento


será cabível das decisões interlocutórias (art. 203, §2º do CPC), em hipóteses previstas
em lei. No presente caso a decisão que indeferiu a tutela provisória está prevista no art.
1.015, I do CPC.
Ademais, cumpre-se o prazo de 15 dias previsto no art. 1.003, §5º do
CPC, e junta-se a guia de preparo devidamente recolhida em anexo (art. 1.007 do CPC),
sendo plenamente cabível o recurso.

III – DO MÉRITO

Julgadores, à luz do Direito pátrio, é nula a probabilidade de êxito da


Agravada em conseguir obstar definitivamente a venda de sua biografia, sob a alegação
de que não autorizou sua publicação, posto que absolutamente dispensável, no caso em
tela.
Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, em controle concentrado de
constitucionalidade, no julgamento da ADI n. 4815, impôs a interpretação conforme a
constituição aos artigos 20 e 21, do Código Civil, declarando ser inexigível a autorização
prévia para a publicação de biografias, em consonância com os direitos fundamentais à
liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença de pessoa biografada, relativamente a obras
biográficas literárias ou audiovisuais (ou de seus familiares, em caso de pessoas
falecidas).
Ora, no caso em tela, temos que a Agravante agiu no regular exercício
da liberdade de expressão, nos exatos termos do entendimento da Suprema Corte, que
invocou o artigo 5.º, inciso IX, da Constituição Federal, para decretar a inexigibilidade
de autorização da pessoa biografada, ainda mais considerando-se que se tratam de fatos
verdadeiros e que Jaqueline é pessoa pública, já que artista de grande expressão no cenário
artístico nacional
Por esta razão, é medida de rigor a reforma da r. decisão de primeira
instância, para permitir a venda da publicação.

IV – DA TUTELA ANTECIPADA RECURSAL


É de meridiana obviedade que a manutenção da r. decisão de piso
acarretará graves danos, de dificílima reparação, à Agravante, dada a dimensão da sanção
econômica e logística que impôs à Editora Cruzeiro.
Por ter fundamento constitucional (liberdade de expressão) reconhecida
pelo STF, o presente recurso tem indiscutível probabilidade de provimento, a ensejar para
este Agravo de Instrumento a imediata concessão de efeito suspensivo, na forma do artigo
995, parágrafo único, do CPC.

V – DOS PEDIDOS

a) A concessão da tutela antecipada recursal, nos termos do art. 1.019,


I do CPC, para o fim de autorizar a continuidade da regular distribuição e comercialização
da biografia.
b) que o recurso seja conhecido e provido para reformar a decisão do
juiz e conceder a tutela antecipada até o final da demanda, com a autorização para que a
Editora comercialize a biografia.
c) a informação dos nomes e endereços completos dos advogados do
agravante e da agravada nos termos do art. 1.016, IV do CPC;
d) a informação da juntada das cópias obrigatórias e facultativas
previstas no art. 1.017, I e III do CPC;
e) a juntada da inclusa guia de custas devidamente recolhida em anexo
(art. 1.017, §1º e 1.007 do CPC);
f) a informação de que Agravante cumprirá com o disposto no art.
1.018, §2º do CPC em 3 dias;
g) a intimação da agravada para que apresente resposta no prazo de 15
dias, conforme art. 1.019, II do CPC.

Termos em que,
Pede deferimento.

São Paulo, data...


Advogado...
OAB nº ...
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DE
EXECUÇÃO PENAL DA COMARCA DE BELO HORIZONTE – ESTADO DE
MINAS GERAIS

Lucas, já qualificado nos autos do processo de execução n°, por seu


advogado que esta subscreve, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência,
inconformado com a respeitável decisão que indeferiu o pedido de progressão de regime
de cumprimento de pena, interpor AGRAVO EM EXECUÇÃO, com fundamento no art.
197 da Lei de Execução Penal.

Requer seja recebido e processado o presente recurso, que realizado o


juízo de retratação reformando-se a respeitável decisão, nos termos do art. 589 do CPP
ou, caso Vossa Excelência entenda que deva mantê-la, que seja encaminhado, com as
inclusas razões, ao Egrégio Tribunal de Justiça

Termos em que,
Pede deferimento

Belo Horizonte, data...

Advogado...
OAB nº...
RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO

Agravante: Lucas
Agravado: Justiça Pública
Execução n° __

Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais


Colenda Câmara
Douto Procurador de Justiça.

I - BREVE SÍNTESE DOS FATOS

Lucas, recorrente, foi condenado pela prática do crime previsto no art.


35 da Lei 11.343/06, sendo aplicado a ele pena de 06 anos de reclusão em regime inicial
semiaberto.
No mês seguinte, após o início do cumprimento da pena, Lucas sofreu
nova condenação definitiva, dessa vez pela prática de crime de ameaça anterior ao de
associação, sendo-lhe aplicada exclusivamente a pena de multa, razão pela qual não foi
determinada a regressão de regime.
Após cumprir 1/6 da pena aplicada pelo crime de associação, o defensor
público que defendia os interesses de Lucas apresentou requerimento de progressão de
regime ao juiz de execuções criminais, destacando que o apenado não sofreu qualquer
sanção disciplinar. Contudo, o d. juízo indeferiu o pedido de progressão sob o argumento
de que o crime de associação ao tráfico é hediondo tanto que o livramento condicional
somente poderá ser deferido após o cumprimento de 2/3 da pena aplicada, que o apenado
é reincidente em razão da nova condenação pela prática do crime de ameaça, que ele deve
cumprir 3/5 da pena aplicada e que é indispensável a realização de exame criminológico,
diante da gravidade dos crimes de associação para o tráfico em geral.

II - DO DIREITO

A decisão proferida pelo MM juízo a quo merece ser reformada, posto


que constitui arbitrária negação de direito do agravante, conforme a seguir será
comprovado.
Inicialmente, cabe pontuar que o crime praticado pelo ora agravante não
possui natureza de crime hediondo. Tal se dá, pois, o crime pelo qual foi condenado,
muito embora conste no art. 35 da Lei n° 11.343/06 (Lei de Drogas), não compõe o rol
de crimes de natureza hedionda do art. 1° da Lei 8.072/90. Ademais, o próprio juízo de
conhecimento entendeu que não se tratava de delito hediondo, de forma que não cabe
interpretação diversa por parte do juízo da execução. Ademais, a exigência do art. 44,
parágrafo único, da Lei 11343/06, de 2/3 do cumprimento da pena não basta para
transformar o referido crime em hediondo.
Ademais, não há que se falar em reincidência, vez que a condenação
pelo crime de ameaça somente se deu após o trânsito em julgado da decisão que condenou
o agravante por associação para o tráfico. É claro que p art. 63 do CP somente considera
como reincidência quando há condenação por prática de crime cometido após condenação
anterior, o que não se verifica no caso em concreto.
Assim, em uma análise detida do caso, verifica-se que em razão da
natureza não hedionda do crime e da ausência de reincidência, o requisito objetivo para a
progressão de regime do agravante é o cumprimento de 1/6 da pena, requisito este já
atingido, vez que cumpriu em regime semiaberto mais de um ano de uma sanção de 6.
Por fim, também é completamente descabida a exigência do requisito
subjetivo da realização do exame criminológico. Com a edição da Lei n° 10.792/03 (Lei
de Execução Penal), não há mais a obrigatoriedade de exame criminológico para a
progressão de regime, bastando apenas o atestado de bom comportamento carcerário,
comprovado pelo direito do estabelecimento. Só se admite o requerimento do referido
exame nos casos em que existam fundamentos sólidos no caso concreto que apontem para
a necessidade do exame, de acordo com a Súmula vinculante 26 do STF e a Súmula 439
do STJ. Destarte, o requerimento do juízo da execução não fora fundamentado, devendo
ser reformado.

III - DOS PEDIDOS

Ante a todo o exposto, é pelo presente requerer o conhecimento e o


provimento do presente recurso, autorizando o agravante a progredir de regime, vez que
presentes todos os requisitos exigidos me lei.

Nestes termos,
Pede deferimento.

Local..., data...

Advogado...
OAB nº...
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA
CRIMINAL DA COMARCA DE MANAUS – AM

Proc. n°____

Roberta, já qualificada nos autos da Ação penal que lhe move a


Justiça Pública, vem, por meio de seu advogado que esta subscreve, respeitosamente, à
presença de Vossa Excelência, com fundamento nos arts. 403, §3° do código de processo
penal, apresentar seus ALEGAÇÕES FINAIS POR MEMORIAIS, com fundamento nas
razões de fato e de direito que passa a expor.

I - DOS FATOS

Conforme se depreende dos autos, a ora ré fora injustamente


denunciada por levar equivocadamente o notebook de sua colega para casa, ao confundi-
lo com o seu. No dia seguinte, antes mesmo de qualquer busca e apreensão do bem,
restituiu o notebook para sua colega. O ministério público, por sua vez, realizou denúncia
pela prática do crime de furto simples, sem que oferecesse proposta de suspensão
condicional do processo, afirmando que não se aplica a Lei 9.099/95 a crimes que não
são de menor potencial ofensivo.
Com o trâmite do processo, a ora ré ressaltou que acreditava que o
notebook era o seu, pois que fora Cláudia quem o substituíra.

II - DO DIREITO

O delito imputado a Roberta, esta que não está sendo processada e


nunca foi condenada por outro crime, possui cominação mínima de um ano, o que
significa que a proposta de suspensão condicional do processo devia-lhe ter sido oferecida
pelo Ministério Público quando do oferecimento da denúncia, por ser um dever imposto
por lei. Assim, a alegação de que o crime de furto não é de menor potencial ofensivo
como justificativa para o não oferecimento da proposta sucumbe à dicção do art. 89 da
Lei 9.099/95, que prevê que caberá ao Ministério Público oferecer a suspensão do
processo quando a pena mínima cominada ao crime imposto for igual ou inferior a um
ano, abrangidas ou não por esta Lei, preenchidos os demais requisitos legais, dentre os
quais a primariedade do agente e a presença dos requisitos que autorizariam a suspensão
condicional da pena (art. 77 do Código Penal).
Tendo em vista que não foi oferecida a proposta da suspensão
condicional do processo, deve ser imposta a nulidade de toda instrução processual, nos
termos do art. 564, IV do Código de Processo Penal, ou, se for o caso de entendimento
diverso e insista o Ministério Público pelo não oferecimento, que sejam remetidos os
autos ao Procurador de Justiça, aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de Processo
Penal.
Quanto ao mérito propriamente dito, o que se verifica no presente caso
é a ocorrência de erro de tipo, conforme o art. 20 do Código Penal, o qual determina que
o erro sobre o elemento constitutivo do tipo exclui o dolo. Ora, o art. 155 do CP, ao
tipificar o furto simples, determina que pratica o crime aquele que subtrai coisa alheia
móvel. No entanto, a ora ré estava em erro em relação a uma das características
elementares do tipo, qual seja, que a coisa fosse alheia, pensando que se tratava de seu
notebook.
Ademais, com a exclusão do dolo, por força do art. 20 do CP, inexiste
crime, vez que não há a modalidade culposa para o crime de furto, devendo a ré ser
absolvida, nos termos do art. 386, III ou IV do CPP.
Ainda assim, caso Vossa Excelência não entenda pela absolvição da ré,
é imperioso pontuarmos que eventual pena deverá ser aplicada no mínimo legal, tendo
em vista que a agente possui bons antecedentes e as circunstâncias previstas no art. 59 do
CP são favoráveis a si. Ademais, é mister a aplicação do atenuante da confissão
espontânea, conforme o art. 65, III do CP, assim como a menoridade relativa, vez que a
ré era menor de 21 na data dos fatos, conforme o art. 65, I do CP. Por fim, como também
houve a restituição do bem subtraído antes do oferecimento da denúncia, de forma
voluntária, bem como ausentes grave ameaça ou crime violento, é aplicável a causa de
diminuição por arrependimento posterior, conforme o art. 16 do CP
Em caso de aplicação de pena privativa de liberdade, requer a
substituição desta por restritiva de direitos, pois preenchidos os requisitos do Art. 44 do
Código Penal, com o regime inicial aberto.
III - DOS PEDIDOS

Ante a todo o exposto, requer-se:

a) A procedência dos pedidos aqui formulados


b) A declaração de nulidade da instrução, com o subsequente
oferecimento de proposta de suspensão condicional do processo;
c) Em não entendendo pela nulidade do feito, a absolvição do crime de
furto, na forma do art. 386, inciso III ou IV do CPP;
d) Em não entendendo pela absolvição da ré, a aplicação da pena no
mínimo legal;
e) o Reconhecimento das atenuantes da menoridade relativa e confissão
espontânea;
f) Aplicação da causa de diminuição do arrependimento posterior;
g) Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos
h) Aplicação do regime aberto.

Nestes termos,
Pede deferimento.

Manaus, data...
Advogado...
OAB nº...