Você está na página 1de 3

V.’.M.’.

Ir P∴V∴,

Ir S∴V∴

e queridos irmãos,é com prazer e honra que venho aqui ler o meu trabalho.

1ª INSTRUÇÃO C∴M∴
O PAINEL DO C∴M∴
Na primeira Instrução do grau de comp.’. faz mensão ao Painel da Loja de Comp.’.,
isto é, ao traçado dos meios postos a disposição para que atinja À perfeição exigida para o seu
trabalho.Como já dissemos antes, existem três Painéis, mas trataremos nesta primeira parte,
apenas do Painel da Loja.

A Origem dos componentes da Maçonaria Simbólica vem da construção do Grande


Templo de Salomão; os operários, os artífices, os mestres construtores, recebiam
semanalmente orientação, sustento para si e familiares e salários, bem como férias para o
descanso.O sustento consistia em uma ração de trigo, uma de vinho e outra de azeite; os
demais elementos de alimentação eram adquiridos com o salário.

A comercialização era possível, entre os trabalhadores, porque do salário recebido em


dinheiro,surgiam às trocas e a aquisição de outros produtos complementares.Nem todos os
trabalhadores se faziam acompanhar pela sua família; porém surgiam em torno do Templo e
nos locais de onde provinham os materiais de construção, as oficinas, as matas de onde eram
extraídas as madeiras, acampamentos, onde durante longos anos, as atividades profissionais,
verdadeiras vilas e pequenas cidades, com vida própria. Até a construção ter atingido
determinada evolução, os pagamentos eram feitos a ’’campo’’, isto é, nos locais do trabalho;
mas longo que a nave do Templo ficou pronta e as suas respectivas colunas ultimadas, os
pagamentos eram feitos no Átrio e aos pés das colunas, onde eram‘’arquivados’’ os
comprovantes de pagamentos.

Como as identificações, devido o grande número de trabalhadores cada vez eram mais
difíceis, foram organizadas as Palavras de Reconhecimento, para cada especialização.
A História Sagrada descreve em minúcias as duas colunas, que denominamos em
linguagem maçônica de colunas ‘’J’’ e ‘’B’’, aliás é a única descrição existente que se
conhece.Essas colunas eram fundidas em bronze, construídas nos terrenos argilosos das
margens do rio Jordão, entre Sucote e Zeredata; e o fundidor era o mestre Hiram Abiff. Assim
que ficaram prontas os demais andares (ou Câmaras), os pagamentos de salários passaram a
ser realizados, para os Companheiros, na Câmara do Meio, os mesmos sendo obrigados a
subir por uma escada de caracol.

A P ∴ DE P∴
Para distinguir os Apr.’. dos Comp.’. era usada uma P.’. de P.’. que significa abundância e
que está representada no Painel por uma queda d’agua e uma espiga de trigo. Essa P.’. de P.’.
surgiu de uma lenda das Escrituras que teve origem na época em que um exército dos
Efraimitas atravessou o Rio Jordão para combater Jefté, famoso General gileadita. Os
efraimitas, por defeito vocal, próprio de seu dialeto, não conseguiam pronunciar a palavra
Sch.’. mas sim Si.’. . Deste modo, a ligeira diferença de pronuncia descobria sua
nacionalidade é custo-lhes a vida. As Escrituras denunciam que morreram, no campo de
batlha e nas margens do Jordão, 42.000 efraimitas, e, com Sch.’. foi, então, a palavra que
serviu para distinguir amigos de inimigo, Salomão resolveu adotá-la como P.’. de P.’. dos
Ccomp.’..

A ESCADA EM CARACOL
A Escada em Caracol está presente no Painel da Loja de Companheiro, formada por
três lances de três, de cinco e de sete degraus. Os três primeiros degraus correspondem ao
Prumo, o primeiro, ao Nível, o segundo e ao Esquadro, o terceiro, simbolizando,
respectivamente, os três graus da Maçonaria Simbólica: Aprendiz, Companheiro e Mestre.
Cada um dos cinco degraus seguintes corresponde a um dos cinco sentidos humanos: audição,
olfato, visão, paladar e tato. Embora falíveis e, portanto, nem sempre confiáveis
separadamente, mas fortes quando juntos, os sentidos funcionam como verdadeiros guardiões
a nos indicar os perigos presentes em qualquer caminhada. O Companheiro aprimora os cinco
sentidos humanos em sua plenitude para, então, aprender a dominar as sete artes e ciências
liberais.
Os cinco degraus representam também as cinco ordens nobres da arquitetura antiga, a
Jônica, a Dórica, a Coríntia, a Compósita e a Toscana, as três primeiras de origem Grega e as
duas ultimas de origem Romana. As de origem Grega são mais antigas e originais, possuem
maior destaque, pois por suas colunetas representativas de cada ordem estão relacionadas ás
três principais divisões do Templo Maçônico: Oriente, Coluna do Norte e Coluna do Sul. A
Ordem Jônica é conhecida como a Ordem de Atenas, e por isso é representativa da Sabedoria,
seu lugar é no Oriente, junto ao Venerável Mestre. A Ordem Dórica é a ordem arquitetônica
mais rústica das três gregas, prioriza a robustez em detrimento da beleza e é comumente vista
nos templos dedicados a deuses masculinos, relacionada com a Força, representada no templo
pela Coluna do Norte, governada pelo Primeiro Vigilante. A Ordem Coríntia é a mais bela de
todas as ordens arquitetônicas, procura reproduzir a delicadeza feminina, está relacionada
com a Coluna do Sul. Já a Ordem Toscana é derivada da Dórica, e a Ordem Compósita é
derivada da Jônica e Coríntia.
Os sete últimos degraus representam as sete artes liberais da antiguidade: Gramática,
Retórica, Lógica, Aritmética, Geometria, Música e Astronomia. Elas sugerem ao
Companheiro a necessidade da cultura e do conhecimento em sua escalada evolutiva para
atingir a Luz, um caminho em que é necessário, a Cultura, o Conhecimento, o equilíbrio, a
retidão, a dialética e a harmonia, sugerido pelas sete artes.
A Escada em Caracol representa as grandes dificuldades que o Companheiro encontra
para estudar, compreender e aprender tudo o que é necessário para alcançar o grau de
Mestre.Por ser em espiral (caracol) ela simboliza o caminho tortuoso e difícil que o iniciado
deve trilhar para atingir a perfeição, simboliza o deslocamento obrigatório do corpo, que o
Companheiro deve realizar sobre si mesmo, para atingir o topo da Escadaria, no sentido
esotérico é a "visão para dentro", em busca dos sentidos espirituais e das ciências esotéricas.
Nenhuma evolução, nenhum progresso existe sem que ajam obstáculos a serem
superados, em grau maior ou menor de dificuldades. Assim, a coragem, perseverança, a
paciência, entre outras, são virtudes que o Companheiro já deverá ter absorvido durante o seu
período de aprendizado, para que possa suportar os empecilhos que encontrará na sua
ascendente trajetória. A escada no segundo grau significa que a evolução, em geral, não se
desenvolve numa progressão retilínea constante, matematicamente invariável, mas por etapas,
em ciclos ascendentes ou em espiral, cujas volutas vão se alargando cada vez mais até se
confundirem com o infinito. Para o seu auto aperfeiçoamento o Companheiro Maçom deve
buscar incessantemente, mais luz e conhecimento, em uma espiral, passo a passo, em sua
escalada ascensional do grau inferior para o superior.
A Escada em Caracol simboliza, portanto uma penosa e dramática marcha feita de
avanços e de recuos, de quedas e de ascensões, de derrotas e de triunfos rumo à Câmara do
Meio, onde o Companheiro receberá o seu salário pelo esforço e determinação e aguardará a
glória de ser reconhecido como verdadeiro Mestre Maçom.
Agradecendo a atenção de todos e pedindo ao G:. A:. D:. U:. que nos oriente na
batalha contra nossas imperfeições.

Colniza/MT, 26 de Abril de 2019.

___________________________

Fernando J. Negrisoli

C.'.M.'. 6224
*fontes: Rizzardo da Camino - simbolismo do 2º Grau / Revista Arte Real / O Caminho Tortuoso da Escada em Caracol