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Book · June 2018

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de Pesquisa Book · June 2018 CITATIONS 0 1 author: Orestes Trevisol Neto Universidade do Estado

Orestes Trevisol Neto Universidade do Estado de Santa Catarina, Pinhalzino, Brasil

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Métodos e Técnicas de Pesquisa Componente curricular na modalidade de educação a distância Orestes Trevisol
Métodos e Técnicas de Pesquisa Componente curricular na modalidade de educação a distância Orestes Trevisol

Métodos e Técnicas de Pesquisa

Componente curricular na modalidade de educação a distância

Orestes Trevisol Neto

Técnico em Administração pela Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), graduado em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mestre em Ciência da Informação (UFSC). Foi tutor presencial do curso de especialização em Gestão de Bibliotecas Escolares UAB/CIN/UFSC, polo Florianópolis. É Professor no curso de Biblioteconomia EaD da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ) e bibliotecário da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em Pinhalzinho. É avaliador da Revista ACB. Possui conhecimento em Comunicação Científica, Bibliometria, Cienciometria e Institucionalização Científica e também na área de Moda, enquanto campo de conhecimento. Compõe o grupo de pesquisa Núcleo de Estudos em Informação e Mediações Comunicacionais Contemporâneas (NEIMCOC).

de pesquisa Núcleo de Estudos em Informação e Mediações Comunicacionais Contemporâneas (NEIMCOC). Chapecó, 2017

Chapecó, 2017

Reitor Claudio Alcides Jacoski V ice-Reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação Silvana Muraro Wildner

Reitor Claudio Alcides Jacoski

V ice-Reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação Silvana Muraro Wildner

Vice-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento Márcio da Paixão Rodrigues

Vice-Reitor de Administração José Alexandre de Toni

Vice-Reitor de Administração José Alexandre de Toni Coordenação: Rosane Natalina Meneghetti Silveira
Vice-Reitor de Administração José Alexandre de Toni Coordenação: Rosane Natalina Meneghetti Silveira
Vice-Reitor de Administração José Alexandre de Toni Coordenação: Rosane Natalina Meneghetti Silveira

Coordenação: Rosane Natalina Meneghetti Silveira Comercial: Luana Paula Biazus Assistente editorial: Caroline Kirschner

Conselho Editorial: (2016-2018) Titulares: Murilo Cesar Costelli (presidente), Clodoaldo Antônio de Sá (vice- presidente), Rosane Natalina Meneghetti Silveira, Cesar da Silva Camargo, Giana Vargas Mores, Silvana Terezinha Winckler, Silvana Muraro Wildner, Ricardo Rezer, Rodrigo Barichello, Mauro Antonio Dall Agnol, Claudio Machado Maia. Suplentes: Arlene Anélia Renk, Fátima Ferretti, Fernando Tosini, Rodrigo Oliveira de Oliveira, Irme Salete Bonamigo, Maria Assunta Busato.

de Oliveira, Irme Salete Bonamigo, Maria Assunta Busato. Coordenador Geral: Paulo Sergio Jordani Revisão: Juliane
de Oliveira, Irme Salete Bonamigo, Maria Assunta Busato. Coordenador Geral: Paulo Sergio Jordani Revisão: Juliane

Coordenador Geral: Paulo Sergio Jordani

Revisão: Juliane Fernanda Kuhn de Castro, Kauana Pagliocchi Gomes

Assistente Administrativo: Manon Aparecida Pereira de Jesus

Capa: Marcela do Prado, Juliane Fernanda Kuhn de Castro

Diagramação: Marcela do Prado, Roberta Rodrigues Kunst

T814m

Ficha catalográfica

Trevisol Neto, Orestes Métodos e técnicas de pesquisa / Orestes Trevisol Neto. -- Chapecó, SC : Argos, 2017. 96 p. : il. ; 28 cm. -- (EaD ; 32)

Inclui bibliografias ISBN 978-85-7897-209-7

1. Pesquisa - Metodologia. I. Título.

CDD 21 -- 001.42

Catalogação elaborada por Daniele Lopes CRB 14/989 Biblioteca Central da Unochapecó

Av. Sen. Attílio Fontana, 591-E - Bairro Efapi - Chapecó (SC) CEP 89809-000 - Caixa Postal 1141 - Fone: (49) 3321 8088 E-mail: unovirtual@unochapeco.edu.br Home Page: www.unochapeco.edu.br/ead

Não estão autorizadas nenhuma forma de reprodução, parcial ou integral deste material, sem autorização expressa do autor e da UnochapecóVirtual

CARTA AO ESTUDANTE

Seja bem-vindo! Você está recebendo o livro do componente curricular de Métodos e Técnicas de Pesquisa.

No atual cenário educacional, em que, cada vez mais, as pessoas buscam por

uma formação complementar e há a inserção massiva das tecnologias de informação

e comunicação, a modalidade de educação a distância é vislumbrada como uma

importante contribuição à expansão do ensino superior no país, que permite formas alternativas de geração e disseminação do conhecimento.

A educação a distância tem sido importante para atingir um grande contingente de estudantes de vários locais, com disponibilidade de tempo para o estudo diversa, além daqueles que não têm a possibilidade de deslocamento até uma instituição de ensino superior todos os dias. Desta forma, a Unochapecó, comprometida com o desenvolvimento do ensino superior, vê a educação a distância como um aporte para

a transformação dos métodos de ensino em uma proposta inovadora. Levando em consideração o pressuposto da necessidade de autodesenvolvimento do estudante da modalidade de educação a distância, este material foi elaborado de forma dialógica, baseada em uma linguagem clara e pertinente aos estudos, além de permitir vários momentos de aprofundamento do conteúdo ao estudante, através da mobilidade do para outros meios (como filmes, livros, sites). Temos como princípio a responsabilidade e o desafio de oferecer uma formação de qualidade, para tanto, a cada novo material, você está convidado a encaminhar sugestões de melhoria para nossa equipe, sempre que julgar relevante. Lembre-se: a equipe da UnochapecóVirtual estará à disposição sempre que necessitar de um auxílio, pois assumimos um compromisso com você e com o conhecimento.

Acreditamos no seu sucesso!

Núcleo de Educação a Distância UnochapecóVirtual

Acreditamos no seu sucesso! Núcleo de Educação a Distância UnochapecóVirtual Métodos e Técnicas de Pesquisa

Métodos e Técnicas de Pesquisa

APRESENTAÇÃO

SUMÁRIO

7

UNIDADE 1 CIÊNCIA, CONHECIMENTO CIENTÍFICO E O

DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA

9

1 INTRODUÇÃO

11

2 O QUE É CIÊNCIA?

11

3 A CIÊNCIA E SEUS PERÍODOS

14

4 SENSO COMUM E CONHECIMENTO CIENTÍFICO

18

5 A CLASSIFICAÇÃO DA CIÊNCIA

20

6 O DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA E AS RELAÇÕES DE PODER ENTRE

AGENTES CIENTÍFICOS NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

22

REFERÊNCIAS

27

UNIDADE 2 PESQUISA, SUAS CLASSIFICAÇÕES E O MÉTODO

CIENTÍFICO

31

1 INTRODUÇÃO

33

2 O QUE É PESQUISA?

33

3 PESQUISA BÁSICA (PURA) E PESQUISA APLICADA

38

4 A CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA QUANTO AO PROBLEMA, OBJETIVOS

39

E OS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS

4.1 Pesquisa quantitativa, qualitativa e pesquisa quali-

quantitativa

39

4.2 Pesquisa exploratória, descritiva e explicativa

41

4.3 Classificação da pesquisa conforme os procedimentos técnicos

empregados

46

4.3.1 Pesquisa

bibliográfica

46

4.3.2 Pesquisa

documental

47

4.3.3 experimental

Pesquisa

47

4.3.4 Levantamento ou survey

48

4.3.5 Estudo de caso

49

4.3.6 Pesquisa ex-post-facto

49

 

4.3.7 Pesquisa-ação

50

4.3.8 Pesquisa participante

50

5

O QUE É MÉTODO CIENTÍFICO?

51

5.1

Métodos de abordagem

52

5.1.1 Método

dedutivo

53

5.1.2 Método

indutivo

53

5.1.3 hipotético-dedutivo

Método

54

53 5.1.2 Método indutivo 53 5.1.3 hipotético-dedutivo Método 54 Métodos e Técnicas de Pesquisa

Métodos e Técnicas de Pesquisa

5.1.4 dialético

Método

5.1.5 fenomenológico

Método

5.2 Métodos de procedimento REFERÊNCIAS

UNIDADE 3 ETAPAS E ELEMENTOS DA PESQUISA CIENTÍFICA

55

56

56

60

63

1 INTRODUÇÃO

65

2 ESCOLHA DO TEMA

65

3 REVISÃO DE LITERATURA

66

4 JUSTIFICATIVA

67

5 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

68

6 DETERMINAÇÃO DE OBJETIVOS

69

7 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

70

8 TESTE DE INSTRUMENTOS

74

9 CRONOGRAMA

74

10 COLETA DE DADOS

74

11 TABULAÇÃO DE DADOS

74

12 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

75

13 CONCLUSÃO DA ANÁLISE DOS RESULTADOS

75

14 REDAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO TRABALHO CIENTÍFICO

75

REFERÊNCIAS

80

UNIDADE 4 A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA

83

85

2 A COMUNICAÇÃO NA CIÊNCIA: O SURGIMENTO DOS PERIÓDICOS

1 INTRODUÇÃO

CIENTÍFICOS

85

3

OS CANAIS DE COMUNICAÇÃO: INFORMAL E FORMAL

88

4 O MOVIMENTO DE ACESSO ABERTO NA COMUNICAÇÃO

CIENTÍFICA

90

REFERÊNCIAS

94

MOVIMENTO DE ACESSO ABERTO NA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA 90 REFERÊNCIAS 94 6 Métodos e Técnicas de Pesquisa

APRESENTAÇÃO

Prezado aluno de Biblioteconomia! Bem-vindo ao componente curricular de Métodos e Técnicas de pesquisa, aqui procuraremos introduzi-lo no universo científico, em específico no processo de pesquisa, destacando as etapas que envolvem a construção do conhecimento científico. Desenvolver pesquisa é uma atividade complexa, na qual, ao longo da jornada acadêmica, vamos aprimorando nossa capacidade crítica e investigativa. Para desenvolver uma pesquisa, primeiramente, é preciso um problema a ser investigado, o que denota uma pergunta que não dispõe de resposta. Diante desse questionamento, determinamos os objetivos que desejamos alcançar, bem como os procedimentos metodológicos que permitam atingir tais objetivos. Nesse processo investigativo, adotamos métodos e técnicas que embasarão a pesquisa. Depois de ter levantado os

dados, analisado e discutido com a literatura científica, cabe ao pesquisador comunicar os resultados obtidos com os pares por meio da publicação de artigos científicos, trabalhos apresentados em eventos ou livros. Assim, nesse componente curricular, você, aluno, deve ser capaz de compreender a dinâmica que envolve a produção e comunicação do conhecimento científico.

O componente curricular de Métodos e Técnicas de Pesquisa traz em sua

ementa os seguintes itens: as orientações metodológicas; os métodos de pesquisa; o

planejamento da pesquisa e as técnicas empíricas; a pesquisa qualitativa e quantitativa; redação técnico-científica.

O conteúdo do componente curricular foi organizado em quatro unidades.

Na primeira unidade abordaremos os atributos da ciência; conhecimento científico e senso comum; ciência formal e ciência factual; paradigma científico, ciência normal e ciência revolucionária; campo científico e capital científico. Na segunda unidade estudaremos a noção de pesquisa e método científico, veremos a classificação das pesquisas diante de seus objetivos e procedimentos técnicos, bem como os métodos de abordagem e métodos de procedimentos. Na terceira unidade falaremos sobre planejamento, execução e relatório final de pesquisa; escolha do tema; revisão de literatura; justificativa; formulação do problema; determinação dos objetivos; procedimentos metodológicos; teste de instrumentos; cronograma; coleta de dados; tabulação de dados; análise e discussão dos resultados; redação e apresentação do trabalho científico. Na quarta unidade, encerramos o componente curricular tratando da comunicação científica, em específico, abordamos o surgimento dos periódicos

científicos, a importância da revisão por pares e os canais formais e informais na comunicação científica. Por fim, destacamos o acesso aberto na comunicação científica e os periódicos da Biblioteconomia e Ciência da Informação. Lembramos que é importante que o aluno faça as leituras indicadas, além do livro didático, ampliando o leque de conhecimentos e completando sua formação.

do livro didático, ampliando o leque de conhecimentos e completando sua formação. Métodos e Técnicas de

Métodos e Técnicas de Pesquisa

A seguir, apresentamos o cronograma do componente curricular para que você possa acompanhar o andamento de seus estudos.

Carga horária

Unidade

10

h

Unidade 1. Ciência, conhecimento científico e o desenvolvimento da ciência

10

h

Unidade 2. Pesquisa, suas classificações e método científico

10

h

Unidade 3. Etapas e elementos da pesquisa

10

h

Unidade 4. A comunicação científica

Por gentileza, leia com atenção todo o material didático e demais orientações!

Bom estudo! Orestes Trevisol Neto

todo o material didático e demais orientações! Bom estudo! Orestes Trevisol Neto 8 Métodos e Técnicas
Unidade 1 Ciência, Conhecimento Científico e o Desenvolvimento da Ciência Objetivo: • Apresentar a noção

Unidade 1 Ciência, Conhecimento Científico e o Desenvolvimento da Ciência

Objetivo:

• Apresentar a noção de ciência e como ocorre seu desenvolvimento;

• Caracterizar os diferentes períodos da ciência;

• Destacar as diferenças entre senso comum e conhecimento científico;

• Apresentar a classificação das ciências;

• Espera-se que o aluno entenda o que é ciência, sua classificação e como ocorre

o

desenvolvimento científico, percebendo os diferentes períodos transcorridos

e

sendo capaz de distinguir senso comum de conhecimento científico.

Conteúdo programático:

• Atributos da ciência;

• Conhecimento científico, senso comum;

• Ciência formal e ciência factual;

• Paradigma, ciência normal e ciência revolucionária;

• Campo científico, capital científico.

Faça aqui seu planejamento de estudos 10 Métodos e Técnicas de Pesquisa

Faça aqui seu planejamento de estudos

Faça aqui seu planejamento de estudos 10 Métodos e Técnicas de Pesquisa
Faça aqui seu planejamento de estudos 10 Métodos e Técnicas de Pesquisa

1

INTRODUÇÃO

Prezado estudante, nesta unidade buscaremos explorar o conceito de ciência, pautando os diferentes períodos científicos percorridos no desenvolvimento histórico da sociedade. Atrelado a esse olhar geral, reforçamos a noção de conhecimento científico e apresentamos a classificação macro da ciência, também procuramos explicitar como a ciência se desenvolve utilizando os pressupostos teóricos de Thomas Kuhn, relacionando com a noção de campo científico postulado por Pierre Bourdieu, o qual deflagra as relações de poder e interesse travados pelos cientistas na construção do conhecimento científico. Ao ingressar na universidade, você, estudante, passa a fazer parte do universo

científico, para tanto, precisa entender os valores que permeiam a atividade e a lógica científica. Ao longo de sua jornada acadêmica estará em contato constante com o conhecimento científico e propriamente com a ciência, seja por meio das atividades de ensino e aprendizagem, seja no momento de desenvolver uma pesquisa científica, no chamado Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Assim, esperamos que no final dessa unidade você entenda como opera a ciência, quais são seus atributos e qual o seu objetivo final. Percebendo a importância da ciência e do conhecimento científico diante das explicações dos fenômenos naturais

e

sociais.

2

O QUE É CIÊNCIA?

Não há uma definição exata/clara de ciência, mas o entendimento que se tem

dessa está muito próximo da definição de conhecimento científico. Assim, a ciência

é uma forma de conhecimento que objetiva formular leis que regem os fenômenos. Tais leis descrevem os fenômenos, são comprováveis por meio de observação/

experimentação e podem prever acontecimentos futuros com base na probabilidade.

A partir dos seus atributos a ciência é caracterizada como uma forma de conhecimento

objetivo, racional, sistemático, geral, verificável e falível. Portanto, diante desses enunciados é possível distinguir ciência de não ciência (GIL, 2010). Se analisarmos o aspecto etimológico da palavra ciência (scire) seu significado representa saber/conhecer. Porém, a ciência pode ser considerada sob três aspectos:

“[

o nome de conhecimento científico; como busca da verdade e produtora de ideias

– é a investigação científica; como produtora de bens materiais – é a tecnologia.”

Observamos que esses aspectos estão intimamente ligados e denotam um sentido amplo de ciência (BARROS; LEHFELD, 2000, p. 47). Sob uma perspectiva sociológica, a ciência é considerada uma atividade social desenvolvida por grupos de indivíduos e instituições. Cada grupo, especializado em determinado campo de conhecimento, estipula seus objetos de estudo/metodologias

e adota teorias e terminologias próprias. Os indivíduos participantes desse processo

conhecimento ou sistema de enunciados provisoriamente estabelecidos – recebe

]

conhecimento ou sistema de enunciados provisoriamente estabelecidos – recebe ] Métodos e Técnicas de Pesquisa 11

são tradicionalmente denominados de cientistas, pesquisadores que objetivam realizar novas descobertas científicas e gerar novos conhecimentos. O conhecimento científico

é um produto dessa atividade. Targino (2000) lembra que a ciência é uma instituição social, dinâmica e contínua, sua finalidade consiste em desvendar e compreender a natureza e seus fenômenos por meio de metodologias seguras e sistemáticas. Os resultados de

pesquisas são provisórios e seus sistemas explicativos não são permanentes, refletindo

a dinamicidade da ciência. Os resultados científicos são transformados ao longo do

tempo, de acordo com novas descobertas e acréscimos cognitivos. Os constructos científicos ampliam continuamente as fronteiras do conhecimento. Ao longo dos séculos a ciência influenciou a humanidade, criando/alterando convicções, modificando os hábitos e gerando leis. Colaborando com as ideias expostas, a palavra ciência pode ser utilizada em muitos sentidos, como, por exemplo, para apontar:

(1) um conjunto de métodos característicos por meio dos quais o conhecimento é certificado; (2) um estoque de conhecimento acumulado que se origina da aplicação desses métodos; (3) um conjunto de valores e costumes culturais que governam as atividades denominadas científicas; ou (4) qualquer combinação das três anteriores. (MERTON, 2013, p. 183).

Na visão de Ziman (1979), a ciência é um produto da consciência humana, apresentando escopo e conteúdo bem definidos, como também praticantes profissionais que fundamentam suas atividades por meio da avaliação, da crítica, da aprovação e cooperação. A ciência é “precisa, metódica, acadêmica, lógica e prática” (ZIMAN, 1979, p. 17). Em sua concepção, a ciência é o conhecimento científico publicado, resultante do consenso da comunidade científica. No entendimento de Volpato (2015, p. 28-29), a ciência pode ser considerada

a partir de dois referenciais: “a) a forma como construímos o conhecimento e b) o conjunto de conhecimento produzido”. Para alcançar status de ciência o conhecimento

os preceitos necessários para construir

deve estar pautado no método científico e “[

o conhecimento científico são: ser sustentado por base empírica; e essa base empírica

deve ser universal, i,e., obtida ou percebida, no mínimo, por quaisquer cientistas

da área [

(VOLPATO, 2015, p. 28-29), aspectos esses que definem a essência do

método científico. No entanto, o autor explica que fazer ciência vai além da utilização do método científico, ao se produzir conhecimento é necessário conectá-lo com a “[ ] rede de conhecimento existente, seja corroborando-os, modificando-os ou eliminando- os.” (VOLPATO, 2015, p. 30). Além disso, é preciso considerar o conhecimento científico como eternamente provisório, pois novas descobertas científicas podem alterar a maneira como compreendemos e explicamos os fatos e fenômenos. Tais

] entendida

preceitos caracterizam o uso do método científico no fazer da ciência “[

epistemologicamente como essa rede de conhecimento que nos fornece entendimento

sobre o mundo natural.” (VOLPATO, 2015, p. 30). Cabe aos cientistas construir explicações gerais sobre o mundo natural, ou seja, propor teorias científicas.

]

]”

gerais sobre o mundo natural, ou seja, propor teorias científicas. ] ]” 12 Métodos e Técnicas

Nos livros de metodologia científica encontramos as seguintes definições

para ciência: Ander-Egg (1978, p. 15) entende a ciência como “[

conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente sistematizados

e verificáveis, que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.” Tomando

a ciência é todo um

conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.” Diante dos conceitos expostos convém caracterizar a ciência como:

uma definição mais precisa, Trujillo (1974, p. 8) afirma que “[

um conjunto de

]

]

] [

particularidade o ser sistemático, exato e falível, não final e definitivo, pois deve ser verificável, isto é, submetido a experimentação para a comprovação de seus enunciados e hipóteses, procurando-se as relações causais; destaca-se, também, a importância da metodologia que, em última análise, determinará a própria possibilidade de experimentação. (MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 23).

um pensamento racional, objetivo, lógico e confiável, ter como

Diante das concepções expostas, é possível perceber que a ciência tem como objetivo a construção de um conhecimento seguro, verificável, por meio de caminhos (métodos) que atestem sua confiabilidade, esse conhecimento é analisado de forma crítica por todos que se dedicam no fazer da ciência, ou seja, a ciência é feita de

maneira coletiva e universal. A ciência pode ser desenvolvida tanto em laboratórios,

a partir de experimentos e testes de materiais, quanto a partir da confrontação de

teorias relacionadas à observação dos fatos e fenômenos sociais. Assim, a ciência engloba tanto as ciências naturais/exatas quanto as ciências sociais/humanas.

Por fim, é importante salientar que os objetivos da ciência são determinados

pela “[

necessidade que o homem possui de compreender e controlar a natureza

das coisas e do universo, compreendendo-as naquilo que elas encerram de certo, evidente e verdadeiro.” (BARROS; LEHFELD, 2000, p. 46-47).

]

Saiba mais Agora que você já sabe o que é ciência, assista ao vídeo em
Saiba mais
Agora que você já sabe o que é ciência, assista ao vídeo em que a professora
Dra. Luciana Massi discute a noção de ciência, enfatizando as visões
distorcidas frequentemente associadas a essa atividade:
https://youtu.be/ZYz0O8gFbyQ.

Na sequência, será apresentando um breve relato do desenvolvimento da ciência ao longo da história da humanidade, iniciamos no período grego e chegamos na contemporaneidade. É importante perceber as mudanças que ocorrem na forma de construir o conhecimento.

importante perceber as mudanças que ocorrem na forma de construir o conhecimento. Métodos e Técnicas de

3 A CIÊNCIA E SEUS PERÍODOS

Ao longo da história da humanidade a ciência passou por diferentes períodos, por diferentes concepções, paradigmas e modelos teóricos. Podemos dividir a ciência em três tempos: Ciência Grega, que inicia no século VIII a.C. até o final do século XVI; Ciência Moderna, que data do século XVII até o início do século XX; e Ciência Contemporânea, que emerge no início do século XXI até a atualidade (KÖCHE, 2013). Faremos uma breve retomada de cada período.

Primeiro período (Ciência Grega): dentre os anos de VIII a.C. e IV a.C. na Antiguidade, na Grécia o conhecimento científico foi desenvolvido pela filosofia, a ciência era conhecida como filosofia da natureza no qual sua preocupação concentrava-

se na busca do saber, na compreensão da natureza das coisas e do homem. Nesse

contexto, os filósofos pré-socráticos (Tales de Mileto, Anaximandro, Pitágoras, Heráclito, Empédocles, Anaxágoras e Demócrito) rompem com uma concepção de mundo caótico embasado na mitologia e inserem a ideia de cosmos, nele, as forças

espirituais e sobrenaturais exercidas pelos Deuses são desconsideradas diante dos fenômenos que aconteciam no mundo, passa a imperar a ideia de uma ordem natural

no universo, sendo ordenada por princípios e leis inerentes à natureza. Assim, os

fenômenos estavam relacionados à natureza, sendo possível conhecê-los e prevê-los

usando da especulação racional para se chegar à sabedoria. Os pressupostos dos pré- socráticos prevaleceram por mais de 2000 anos (KÖCHE, 2013).

o real não está na empiria,

nos fatos e fenômenos percebidos pelos sentidos. O verdadeiro mundo o mundo platônico é o das ideias, que contém os modelos e as essências de como as aparências devem se estruturar.” (KÖCHE, 2013, p. 45). Na sequência desponta a concepção

aristotélica que predominou do século IV a.C. até o século XVII, aqui a ciência é fruto

Em seguida, surge o modelo platônico, nele “[

]

da

elaboração do entendimento em colaboração com a experiência sensível, resultante

da

abstração indutiva. Assim, o método aristotélico tem como base a análise da “[ ]

realidade através de suas partes e princípios que podem ser observados, para em seguida, postular seus princípios universais, expressos na forma de juízos, encadeados logicamente entre si.” (KÖCHE, 2013, p. 47). Essa concepção de ciência contribui para construção de um conhecimento próximo da realidade, uma vez que se pauta

na observação.

Na ciência grega o processo de descoberta não tem destaque, pois o foco era

o conhecimento científico

] ” e o valor

das explicações estava na argumentação. Portanto, os gregos fizeram uma ciência do discurso e qualitativa, sem que houvesse o tratamento do problema que desencadeia a investigação, a preocupação residiu na demonstração da verdade racional no plano sintático (KÖCHE, 2013, p. 47-48). Segundo período (Ciência Moderna): a ciência moderna é marcada pela

justificar e demonstrar os princípios universais, então, “[

era demonstrado como certo e necessário através de argumentos lógicos [

]

oposição à ciência grega (filosofia) e ao dogmatismo religioso. É a partir do século

XV que os modelos platônico e aristotélico são severamente atacados, principalmente

que os modelos platônico e aristotélico são severamente atacados, principalmente 14 Métodos e Técnicas de Pesquisa

no século XVII. Em meio ao Renascimento e à Revolução Científica é introduzida a experimentação científica, ocasionando uma mudança de compreensão e concepção

teórica de mundo, de ciência, do que vem a ser a verdade, o conhecimento e o método. Nesse contexto, Galileu e Bacon passam a rejeitar o modelo aristotélico (KÖCHE, 2013). Bacon advogou que preceitos de ordem filosófica, religiosa e cultural deveriam ser ignorados no fazer científico, uma vez que distorciam e impediam a verdadeira visão de mundo. No seu entendimento cabia à experiência confirmar a verdade, o verdadeiro caminho para o conhecimento era o da indução experimental, assim, Bacon propôs o método científico, por meio dele se chegaria ao conhecimento. O referido método é composto pelos seguintes passos: experimentação, formulação de hipóteses, repetição da experimentação por outros cientistas, repetição do experimento para a testagem das hipóteses, por fim, formulação das generalizações e leis (KÖCHE, 2013). Na ciência moderna o método silogístico grego é substituído pelo método

científico-experimental. Assim, “[

passaria a ser o da correspondência entre o conteúdo dos enunciados e a evidência

o critério de verdade, para a ciência moderna,

]

dos fatos (verdade semântica).” (KÖCHE, 2013, p. 52). É válido destacar a participação

] matemática

e a geometria como linguagens da ciência e o teste quantitativo-experimental das

suposições teóricas como mecanismo necessário para avaliar a veracidade das hipóteses

e estimular a verdade científica [

produzir e justificar o conhecimento científico. É característica desse período a aplicação

de procedimentos experimentais e matemáticos, e o despontar de uma concepção de mundo mecanicista e determinista. Newton, por sua vez, faz uma interpretação do método científico sob um viés indutivista e positivista, recusando o uso de hipóteses apriorísticas. No seu

(KÖCHE, 2013, p. 52), alterando a forma de

importante de Galileu na revolução científica moderna, ao introduzir a “[

]”

entendimento as hipóteses deveriam ser extraídas da experimentação pela indução, as

]

ser tirada dos fenômenos pela observação e generalizados por indução.” (KÖCHE, 2013, p. 55). Nesse modelo as hipóteses são colocadas à prova e seriam aceitas pela

ciência as que tivessem confirmação do método experimental. Contudo, observamos que o método científico na modernidade está relacionado

a procedimentos de experimentação que permitem o acesso à realidade, assim, são

criados critérios que determinam julgar quando há ou não o acesso à realidade (KÖCHE,

2013).

Na ciência moderna acreditou-se que o método científico-experimental indutivo chegaria a verdades exatas, verificadas e confirmadas pelos fatos, e o crescimento da ciência seria de forma acumulativa diante da superposição de verdades demonstradas

leis e teorias se originavam dos fatos, “[

isto é: em física, toda proposição deveria

pelas provas geradas pela observação e experimentos. Foi postulado que o único conhecimento válido é o científico (cientificismo) e que a ciência tudo pode desvendar

e conhecer. É nesse contexto que o modelo científico da física passa a ser adotado

por outras áreas de conhecimento na busca por status científico. Observamos, então,

o desenvolvimento de uma ciência quantitativa e experimental (KÖCHE, 2013). É válido ressaltar que no século XVII a ciência recebeu influência dos valores puritanos, refletindo aspectos na sua constituição. Na sociedade inglesa, o aumento

refletindo aspectos na sua constituição. Na sociedade inglesa, o aumento Métodos e Técnicas de Pesquisa 15

do interesse pela ciência esteve relacionado à glorificação divina e ao bem-estar social, havia um temor que o ócio dos indivíduos pudesse originar pensamentos

pecaminosos e desnecessários. Por meio dessa influência puritana, a ciência incorporou o utilitarismo e o empirismo em suas práticas, exaltando, assim, a racionalidade,

“[

puritana constituiu a essência do espírito da ciência moderna.” (MERTON, 2013, p. 23). Portanto, os conhecimentos teológicos se tornaram insuficientes para responder questões científicas, pois os fatos devem ser comprovados por meio da observação, experimentação e ancorados por uma ótica racional, a fé já não bastava (MERTON,

2013).

No mais, os puritanos instituíram academias nas quais a ênfase estava direcionada para ciência e tecnologia, relacionando-as com questões práticas da vida. Em suas academias/centros educacionais tinham destaque as disciplinas de

mecânica, hidrostática, física, anatomia e astronomia. Tais estudos se realizavam com

a ajuda de experimentos e observações reais, reforçando, assim, a aplicação prática

dos ensinamentos. A educação puritana estava ligada à vida e seus assuntos tinham um cunho prático, diferente do ensino desenvolvido nas universidades católicas que focavam uma educação clássica, teológica, com estudos culturais e pouco úteis (MERTON, 2013). Nesse sentido, Burke (2003) enfatiza que no século XVII assistimos ao surgimento dos institutos de pesquisa, do pesquisador profissional e da própria ideia de pesquisa. Entre os séculos XVII e XVIII são criadas organizações de fomento à pesquisa e

fundadas as academias de artes, engenharia e medicina. Nesse período utilizaram-se regularmente os termos investigação e experimento, o que denota a consciência de

certos grupos sobre a “[

sistemático, profissional, útil e cooperativo.” (BURKE, 2003, p. 48-49). Observa-se que é na modernidade que a ciência se constitui e se institucionaliza. Nesse período o modelo de construção de conhecimento teve como base a experimentação e observação, estando vigente um modelo positivista de ciência. Terceiro período (Ciência Contemporânea): no início do século XX as

contribuições teóricas de Einstein e Popper são fundamentais para a transformação da ideia de ciência e do método científico. A ciência contemporânea rompe com a noção de ciência moderna para a qual a investigação tem um olhar objetivo dos fenômenos

e cabe a ela apenas descrever a realidade de forma isenta, sem influência das ideias

pessoais. Na contemporaneidade, a ciência é a proposta de uma interpretação, faz-se uma analogia na qual o cientista se aproxima de um artista e não de um fotógrafo. Nesse pensamento, o progresso científico deixa de ser acumulativo e passa a acontecer por meio de revoluções científicas e o método experimental indutivo deixa de ser um critério para definir o que é ciência e o que não é ciência (KÖCHE, 2013). Renegado o método científico indutivo e positivista, a ciência contemporânea passa a ser vista com um olhar crítico, sendo interpretada e compreendida por meio do método hipotético-dedutivo, que tem como fundamento a testagem das hipóteses na tentativa de falseamento, para assim aceitá-las ou refutá-las. Assim, o processo

necessidade de buscas para que o conhecimento fosse

a combinação de racionalismo e empirismo que é tão pronunciada na ética

]

]

a combinação de racionalismo e empirismo que é tão pronunciada na ética ] ] 16 Métodos

de conhecer é resultante do questionamento feito pelo sujeito que coloca em dúvida

o conhecimento já existente. “Na ciência contemporânea, a pesquisa é um processo

decorrente da identificação de dúvidas e da necessidade de elaborar e construir respostas para esclarecê-las.” (KÖCHE, 2013, p. 71).

a investigação científica se desenvolve,

portanto, porque há a necessidade de construir e testar uma possível resposta ou solução para um problema, decorrente de algum fato ou de algum conjunto de conhecimentos teóricos.” As soluções elaboradas para o problema apresentam-se como modelos hipotéticos, ideias que devem ser testadas e criticadas com base no conhecimento disponível. No método dedutivo a intenção é sempre colocar a hipótese

a prova confrontando-a com hipóteses concorrentes. As hipóteses são elaboradas pelo pesquisador e levam em conta o domínio teórico que esse possui em seu campo de atuação, a lógica da pesquisa volta-se para

criar hipóteses e submetê-las à crítica com o intuito de avaliar sua validade, ou seja, a correspondência com os fatos (verdades semânticas). No entanto, no desenvolver da pesquisa caminhos variados podem ser seguidos pelos pesquisadores para produzir uma explicação (KÖCHE, 2013). Deve ficar claro que no contexto contemporâneo a ciência é percebida como

uma “[

investigação constante, em contínua construção e reconstrução, tanto das

suas teorias quanto dos seus processos de investigação. A ciência não é um sistema de enunciados certos ou verdadeiros.” (KÖCHE, 2013, p. 77). O aspecto transitório

do conhecimento tem como base a submissão permanente à crítica e o fato de ser um produto criativo do espírito humano, da sua imaginação.

Köche (2013, p. 71) explica que “[

]

]

Köche (2013, p. 78) afirma que para existir ciência são necessários dois aspectos:

um subjetivo, o que cria, o que projeta, o que constrói com imaginação a

representação do seu mundo segundo as necessidades internas do pesquisador, e outro objetivo, o que serve de teste, de confronto.” Em ambos os aspectos existem leis e

o objetivo é conhecê-las, considerando a constante transformação do conhecimento

científico (KÖCHE, 2013). O conhecimento científico torna-se seguro/confiável pelo seu caráter metódico, reflexo da preocupação constante pelo aperfeiçoamento e correção dos métodos de investigação. Cada área de conhecimento adota métodos que são mais confiáveis, os quais permitem a eliminação de erros e possibilitam que a comunidade científica exerça a crítica. No entanto, não existe mais a pretensão de taxar o conhecimento como verdadeiro, uma vez que esse é falível e a ciência passa a ser entendida como um processo de investigação consciente de suas limitações, capaz de rever e renovar seus métodos e teorias sob um olhar crítico (KÖCHE, 2013). Diante do exposto, é possível perceber que, ao longo dos séculos, o caminho

“[

]

e a lógica utilizados na construção do conhecimento sofreram alterações, levando em consideração as transformações sociais de cada período, se há uma mudança de método, isso reflete a forma de encarar a ciência e produzir conhecimento.

de método, isso reflete a forma de encarar a ciência e produzir conhecimento. Métodos e Técnicas

4 SENSO COMUM E CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Ao longo da vida as pessoas se apropriam do conhecimento para tomar decisões, desde as atividades mais simples até as mais complexas recorremos ao conhecimento

em suas diferentes formas, seja ele oriundo do senso comum ou fruto da atividade científica (KÖCHE, 2013). O que distingue o senso comum do conhecimento científico “é a forma, o modo ou método e os instrumentos do ‘conhecer’”, isso representa

a maneira de se chegar ao conhecimento. Destacamos que ambos os tipos de

conhecimentos podem ser verdadeiros, pois um mesmo objeto ou fenômeno podem ser matéria de interesse e observação tanto para o cientista quanto para o homem comum (MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 17).

O modo mais convencional do homem interpretar a si mesmo e o universo tem

como base o senso comum (conhecimento empírico ou conhecimento popular). Esse conhecimento se processa em consequência da resolução de problemas imediatos enfrentados no cotidiano, sendo elaborado de forma espontânea e intuitiva, sem

aprofundamento racional e crítico. Seu carácter utilitarista se distancia da explicação

e compreensão a respeito das relações entre os fatos e fenômenos. Por exemplo, sabe-

se que o Chá de Marcela ajuda a aliviar a dor de estômago, no entanto, as pessoas desconhecem a composição química da erva, as dosagens corretas e possíveis efeitos

colaterais (KÖCHE, 2013).

O senso comum é um tipo de conhecimento superficial e subjetivo relacionado

com as crenças e convicções pessoais, subordinado ao envolvimento afetivo e emotivo, incapaz de ser submetido à crítica isenta de interpretações pessoais. Sua linguagem

não é especializada, apresenta conceitos e termos vagos que não são previamente

definidos pelos sujeitos, não são claros e podem variar de um contexto para outro, adquirindo diferentes significados a partir das pessoas e grupos que os utilizam. Em resumo, esse conhecimento é empírico e assistemático, desenvolve-se naturalmente à medida que a vida acontece, é passado de geração em geração e leva em consideração as experiências de vida das pessoas (KÖCHE, 2013). Por sua vez, o conhecimento científico emerge na tentativa do homem de

otimizar sua racionalidade ao “[

propor uma forma sistemática, metódica e crítica

da sua função de desvelar o mundo, compreendê-lo, explicá-lo e domina-lo.” (KÖCHE, 2013, p. 29). Esse conhecimento vai além da resolução de problemas de ordem prática, pois o homem deseja compreender a cadeia de relações existentes entre os

fatos e fenômenos, conhecendo, assim, seus princípios explicativos (por que e como).

O conhecimento é considerado científico quando segue o método científico, isso

pressupõe um “[

procedimento de passos e rotinas específicas que indica como

a ciência deve ser feita para ser ciência.” (KÖCHE, 2013, p. 34), apresentando ideais de objetividade e racionalidade. Durante seu processo de construção é preciso se

fundamentar em conceitos, teorias e leis, ao mesmo tempo, é necessário demostrar

o caminho para sua obtenção.

O conhecimento científico é revisado pelos pares através de uma avaliação crítica

intersubjetiva, ao mesmo tempo em que seus enunciados podem ser testados através

]

]

ao mesmo tempo em que seus enunciados podem ser testados através ] ] 18 Métodos e

de experimentos. Esse conhecimento apresenta uma linguagem especializada entre os membros da comunidade científica, isso significa que seus conceitos devem ser coesos e universais para todos que pertencem a uma mesma especialidade científica (KÖCHE, 2013). Em resumo, o conhecimento científico caracteriza-se por ser sistemático, universal (generalizável), verificável, falível, hipotético e aproximadamente exato (MARCONI; LAKATOS, 2011). Assim, o conhecimento científico tenta se aproximar de uma verdade, mas reconhece suas limitações e está em constante transformação, uma vez que a cada nova pesquisa novos conhecimentos são gerados, ocasionando uma revisão e acréscimo no fundo coletivo de saberes existente. Santos (1989) esclarece que o conhecimento científico não surgiu espontaneamente, mas sim como uma tentativa para atestar o que é racional e verdadeiro. Para o conhecimento possuir um caráter científico, esse deve ser produzido a partir de uma metodologia, amparado por um arcabouço teórico, no qual estão presentes as teorias que sustentaram o processo de pesquisa, descritas as etapas de pesquisa, explanados seus objetivos e resultados. O que confere cientificidade ao conhecimento é a aceitação da comunidade científica. A avaliação e o reconhecimento dos pares são fundamentais nesse processo. Para fortalecer as diferenças entre senso comum e conhecimento científico, vejamos o Quadro 1, no qual há uma comparação das características desses dois conhecimentos.

Quadro 1 - Senso comum x conhecimento científico

Senso comum ou conhecimento popular

Valorativo

Reflexivo

Assistemático

Verificável

Falível

Inexato

Conhecimento científico

Real (factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Aproximadamente exato

Real (factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Aproximadamente exato
Real (factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Aproximadamente exato
Real (factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Aproximadamente exato
Real (factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Aproximadamente exato
Real (factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Aproximadamente exato

Fonte: adaptado de Marconi e Lakatos (2011, p. 18 apud TRUJILLO, 1974, p. 11).

Acabamos de abordar dois tipos de conhecimento que são de interesse especial do componente curricular de Métodos e Técnicas de Pesquisa, mas, além desses, podemos citar o conhecimento filosófico e o religioso que foram apresentados no componente curricular de Iniciação Científica.

que foram apresentados no componente curricular de Iniciação Científica. Métodos e Técnicas de Pesquisa 19
Saiba mais Para relembrar das características inerentes aos tipos de conhecimento assista à videoaula ministrada
Saiba mais
Para relembrar das características inerentes aos tipos de conhecimento assista
à videoaula ministrada pela Professora Dra. Cristina Pátaro, que pontua as
particularidades de cada tipo de conhecimento:
https://www.youtube.com/watch?v=QbwdHHfAOS0.

Diferenciado o conhecimento científico de senso comum, a seguir apresentamos uma classificação geral da ciência, visto que as diversas áreas e especialidades do saber se constituíram em torno de objeto de estudo ou tema.

5 A CLASSIFICAÇÃO DA CIÊNCIA

A ciência é composta por diversos ramos de estudo e especialidades, nesse sentido, podemos classificar a ciência de acordo com a sua complexidade e conteúdo:

objeto/tema, diferenças de enunciados e metodologia. Essa necessidade de classificar

a ciência decorreu da complexidade do universo e da variedade de fenômenos que

nele se manifestam, relacionados ao interesse do homem em estudá-los, entendê-los

e explica-los (MARCONI; LAKATOS, 2011). De maneira geral, as ciências podem ser classificadas em duas grandes categorias, formal e factual, e a partir dessas podem ser subdivididas em subcategorias, conforme apresentado na Figura 1.

Figura 1 - Classificação da ciência

CIÊNCIAS

LÓGIC A FORMAIS MATEMÁTI CA Física NATURAIS Química Biologia FACT UA IS Antropologia Direito Economia
LÓGIC A
FORMAIS
MATEMÁTI CA
Física
NATURAIS
Química
Biologia
FACT UA IS
Antropologia
Direito
Economia
Política
SOCIAIS
Sociologia
Psciologia

Fonte: Marconi e Lakatos (2011, p. 28).

Política SOCIAIS Sociologia Psciologia Fonte: Marconi e Lakatos (2011, p. 28). 20 Métodos e Técnicas de

A principal característica que distingue as ciências reside no seu objeto de estudo, as ciências formais se voltam para o estudo das ideias, enquanto as ciências

factuais se voltam para o estudo dos fatos. Enquadradas como ciência formal, a lógica

e a matemática são abstratas, estão na mente humana em um nível conceitual, isso

impossibilita a experimentação e validação de suas fórmulas. Em contrapartida, a Física e a Sociologia são ciências factuais, pois lidam com os fatos que ocorrem no mundo, passíveis de experimento e observação na comprovação de suas fórmulas, sendo possível teste de hipóteses (MARCONI; LAKATOS, 2011). Colaborando com essa classificação, Barros e Lehfeld (2000) explicam que as ciências formais utilizam do método dedutivo e, como dito anteriormente, seus objetos de estudo são ideias, imagens mentais, correspondentes às simbologias. Nesse sentido, nada é factual, concreto, experimental e tampouco se utiliza da observação. Por sua vez, as ciências factuais utilizam o método indutivo e seus objetos de estudo são os

fatos, processos que se referem às causas naturais e humanas, no qual é possível fazer

a experimentação e observação. Essa divisão da ciência leva em consideração alguns aspectos demonstrados no Quadro 2.

Quadro 2 - Aspectos relacionados à divisão em ciências formais e factuais

ITEM

FORMAL

FACTUAL

 

Objeto ou tema

Enunciados baseados em entidades abstratas

Objetos empíricos fenômenos naturais, coisas e processos

Enunciados

Relações entre símbolos

Relações

entre

entes,

fenômenos, fatos

Método de

Uso da lógica dedutiva para demonstrar seus teoremas Dedução: coerência do enunciado com um sistema previamente aceito. Não usa Indução

Necessita da observação e/ou da experimentação. Manipulação deliberada dos fenômenos e objetos para verificar os fatos. Usa a Indução

comprovar

enunciados

Grau de suficiência em relação ao conteúdo e ao método de prova

Suficiente quanto ao conteúdo e aos métodos de prova

Seu conteúdo depende de fatos. Utiliza experimentação (ou observação) para assegurar a validade de suas hipóteses

Grau de coerência para alcançar a verdade

Coerência do enunciado com um sistema prévio de ideias. A verdade não é absoluta, mas sim relativa ao sistema previamente admiti do. Ex.:

A coerência com um sistema previamente aceito é necessária mas não suficiente. A estrutura lógica não é suficiente para garantir a verdade. A experiência garante a verdade sem excluir a possibilidade de que esta possa ser melhorada com a evolução do conhecimento

geometria euclidiana e não euclidianas

com a evolução do conhecimento geometria euclidiana e não euclidianas Métodos e Técnicas de Pesquisa 21

Resultado

Demonstração ou prova, completa e definitiva

Verificação de hipóteses comprovando ou refutando- as. As hipóteses, comprovadas são provisórias. A verificação é incompleta e, portanto, não definitiva

alcançado

Fonte: adaptado de Marconi e Lakatos (2011).

Nesse contexto de classificação, a Biblioteconomia é considerada uma Ciência Social. Contudo, se considerarmos a classificação de áreas do conhecimento adotada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) a Biblioteconomia pertence à grande Área de Ciências Sociais Aplicadas I, estando

vinculada à área da Ciência da Informação (CAPES, 2016). Em resumo, os bibliotecários em suas pesquisas científicas tratam de processos e fatos sociais passíveis de observação

e experimentação, podendo, assim, formular ou rejeitar hipóteses de pesquisa.

6 O DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA E AS RELAÇÕES DE PODER ENTRE AGENTES CIENTÍFICOS NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Apresentado o conceito de ciência é necessário abordar como a ciência se desenvolve e como se processam as relações entre os cientistas no processo de construção do conhecimento científico. Para tanto, buscamos fundamentação no filósofo do conhecimento, Thomas Kuhn (2009) e no sociólogo da ciência, Pierre Bourdieu (1983; 2004).

Ao escrever A estrutura das revoluções científicas, em 1962, o físico Thomas

Kuhn apresenta conceitos-chave no entendimento do que é ciência e como ocorrem

as transformações científicas. Segundo o autor, o progresso da ciência não acontece com o acúmulo do conhecimento, mas por processos de revolução que representam transformações e mudanças no modo de fazer ciência, assim, os cientistas são levados a rever suas práticas, teorias e problemas de pesquisa. Nesse contexto, propõe a noção de paradigma que norteia o entendimento de ciência, pois são “[ ] as realizações científicas universalmente conhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência.” (KUHN, 2009, p. 13). Os paradigmas compreendem os valores, crenças

e modelos compartilhados entre os membros de uma comunidade científica, este

perde sua relevância quando não consegue mais responder ou solucionar problemas

de pesquisa (KUHN, 2009). As comunidades científicas organizam-se em torno de um paradigma, pois

é esse que determina qual o objeto de estudo das pesquisas, quais as teorias e

técnicas empregadas, como também define os problemas a serem discutidos. O que aproxima os membros da comunidade (cientistas/pesquisadores) são suas afinidades de pesquisa, interesses e objetivos em comum. Situados em um mesmo contexto,

de pesquisa, interesses e objetivos em comum. Situados em um mesmo contexto, 22 Métodos e Técnicas

familiarizados com os mesmos fenômenos e objetos sua linguagem evolui para um patamar especializado que só é compreendido dentro do limite de cada grupo, pois receberam formação similar e absorveram a mesma literatura (KUHN, 2009). Nesse sentido, os paradigmas governam as práticas científicas e apresentam uma relação direta com o desenvolvimento científico. A ciência se desenvolve por diferentes momentos, no qual velhos paradigmas deixam de vigorar e surgem novos paradigmas que alteram a maneira do cientista perceber os objetos e fenômenos, influenciando o modo de produzir conhecimento. Em consequência disso, ocorrem períodos de ciência normal e períodos de ciência extraordinária (KUHN, 2009). Os períodos denominados de ciência normal não apresentam novidades e

descobertas, neles os cientistas estão em sua zona de conforto, desenvolvem suas pesquisas com base em conhecimentos já existentes e, assim, articulam fenômenos

e teorias fornecidos pelo paradigma vigente, refletindo e reafirmando o que já

se conhece. Os livros constituem os manuais da ciência normal, já que definem e expressam teorias, problemas e métodos de um campo e reforçam o paradigma

vigente. Portanto, a ciência normal “[

em uma ou mais realizações científicas passadas. Essas realizações são reconhecidas

durante algum tempo por alguma comunidade científica específica.” (KUHN, 2009, p. 13).

Para dar início ao período de ciência extraordinária é preciso a constatação de anomalias, essa provoca uma crise no paradigma existente. Quando uma pesquisa

normal não atinge os resultados esperados, isso significa que existe algo de errado que

o paradigma existente não dá conta de amparar. Instaurada a crise, um novo paradigma

emerge e os pesquisadores passam a adotar novas teorias e renunciam às velhas. As crises abrem caminho para as revoluções científicas, o que Kuhn (2009, p. 125) chama

de “[

antigo é total ou parcialmente substituído por um novo, incompatível com o anterior.”

O sentimento de funcionamento defeituoso ocasionado pelo paradigma antigo é um

pré-requisito para a revolução, esse sentimento é crescente e inicialmente pertence a uma pequena subdivisão da comunidade científica. Ao se adotar um novo paradigma é possível observar um novo mundo, são aceitos novos instrumentos e os olhares são orientados para novas direções. Em meio às revoluções científicas, os cientistas veem coisas novas e diferentes que antes não conseguiam observar devido ao antigo paradigma. Esse período é constituído de ciência extraordinária, no qual se observa uma concorrência entre os paradigmas, assim, a adoção de um novo paradigma pode até conceber uma nova área ou ciência. De forma geral, o que Kuhn (2009) afirma é que a ciência é formada por momentos distintos, caracterizados pela alternância entre ciência normal e ciência extraordinária, no que se referem aos paradigmas, eles governam e modulam as comunidades científicas e suas práticas. A adoção de um novo paradigma influi em mudanças teóricas e práticas, aspectos esses que caracterizam um campo científico. Demonstrada essa noção de desenvolvimento da ciência sob um prisma da filosofia do conhecimento, a seguir veremos que as práticas científicas desempenhadas pelos pesquisadores na construção do conhecimento científico são camufladas

episódios de desenvolvimento não cumulativo, nos quais o paradigma mais

significa a pesquisa firmemente baseada

]

]

cumulativo, nos quais o paradigma mais significa a pesquisa firmemente baseada ] ] Métodos e Técnicas

de interesses. Assim, as escolhas dos temas de pesquisa, as técnicas de pesquisa empregadas e as publicações dos resultados das pesquisas refletem estratégias adotadas para aumentar o capital científico dos cientistas/pesquisadores, quando esses detêm prestígio e capital científico significativo passam a ser dominantes em suas áreas, influenciando os demais pares.

O sociólogo Pierre Bourdieu (1984) apresenta a noção de campo científico como sendo um espaço de concorrência e disputa entre os cientistas na busca pela autoridade científica, que é definida pela capacidade técnica e poder social dos cientistas. Nessa concepção, a ciência está relacionada com a luta de poderes no meio acadêmico diante da busca pelo reconhecimento científico. O foco da questão não

é o cientista singular, mas o campo científico com base nas relações de concorrência que nele se manifestam. No campo científico estão inseridos os cientistas/pesquisadores de diversos

níveis e instituições científicas (universidades, associações científicas e instituições de fomento) que juntos constituem, produzem, fomentam e difundem a ciência. Neste

] os dominantes

são aqueles que conseguem impor uma definição da ciência segundo a qual a realização

mais perfeita consiste em ter, ser e fazer aquilo que eles têm, são e fazem.” (BOURDIEU, 1983, p. 128). Os pesquisadores dominantes orientam a dinâmica do campo ao indicar

o que deve ser pesquisado, onde devem ser publicados os resultados de pesquisa e

quais os objetos de interesse que merecem ser investigados. Na maioria das vezes os pesquisadores dominantes se caracterizam por apresentar um volume expressivo de publicações (livros, artigos), em consequência disso podem ser os autores mais citados em suas respectivas áreas, ou seja, suas ideias e teorias são utilizadas e aceitas como importantes pelos demais cientistas. Em contrapartida, os dominados podem ser considerados como os pesquisadores iniciantes que ainda não possuem um histórico e representatividade pelo pouco tempo de atuação ou pesquisadores com pouca expressividade na área, visto que suas ideias, conceitos e teorias não são bem aceitos pelos demais pares, como fruto disso, enfrentam dificuldades para publicar seus trabalhos e disseminá-los.

campo existem pesquisadores dominantes e cientistas dominados, “[

A relação dominante e dominado tem como base a estrutura do campo, sendo determinada pela distribuição do capital científico, nesse os agentes (pesquisadores e instituições de fomento) caracterizados pelo seu volume de capital determinam como serão distribuídas as posições entre eles. “A estrutura do campo científico se define,

a cada momento, pelo estado das relações de força entre os protagonistas em luta,

agentes ou instituições, isto é, pela estrutura da distribuição do capital específico

].” [

que fazem seus os objetos de interesse:

(BOURDIEU, 1983, p. 133). No domínio da pesquisa científica são os agentes

] [

momento do tempo, o conjunto de objetos importantes, isto é, o conjunto das questões que importam para os pesquisadores, sobre as quais eles vão concentrar seus esforços e, se assim posso dizer, compensar determinando uma concentração de esforços de pesquisa. (BOURDIEU, 2004, p. 25).

os pesquisadores ou as pesquisas dominantes definem o que é, num dado

2004, p. 25). os pesquisadores ou as pesquisas dominantes definem o que é, num dado 24

O campo científico, segundo Bourdieu (1996, p. 159), exige daqueles que estão

nele envolvidos um saber prático das leis de funcionamento desse universo, isto é,

“[

no próprio campo.” O habitus funciona como um manual de condutas, permitindo aos participantes do campo científico ter a dimensão do que podem fazer e o que deve ser feito no campo. No geral, todas as práticas científicas estão dirigidas para a obtenção da autoridade científica que se reverte em capital científico. O interesse pela atividade científica apresenta aspectos intrínsecos e extrínsecos, pois não basta uma pesquisa ser atraente e importante somente para quem a realiza, é necessário que ela chame a atenção dos pares e seja reconhecida como importante. Assim, os esforços científicos se organizam tendo por base o que vai proporcionar lucro simbólico, buscam solução para problemas considerados como os mais pertinentes pela comunidade (BOURDIEU,

1983).

] um habitus adquirido pela socialização prévia e/ou por aquela que é praticada

O capital científico é um poder simbólico, esse se relaciona com o status proporcionado pelos atos de conhecimento e reconhecimento capazes de manipular

os meios constitutivos do campo. O reconhecimento consiste nos créditos que uma determinada comunidade de pesquisadores atribui a um cientista pelos seus feitos (BOURDIEU, 2004). Não existe ciência neutra, há sempre interesses envolvidos no desenvolvimento

os campos são o lugar de duas

]”: o poder

temporal (político) e o poder específico (prestígio). O primeiro, como seu próprio nome

infere, se relaciona com a ocupação de posições representativas nas instituições, tais como: direções de laboratórios, de departamentos, nomeação para comissões etc. O segundo poder é mais independente, está relacionado com o reconhecimento científico proveniente dos pares. Esses dois tipos de capital apresentam leis de acumulação bem distintas: “O capital científico puro adquire-se, principalmente, pelas contribuições reconhecidas ao progresso da ciência, as invenções ou as descobertas.” (BOURDIEU, 2004, p. 36). Um exemplo é a publicação de um artigo em uma revista renomada, respeitada. Já o capital institucionalizado (temporal) é constituído e fortalecido com

das pesquisas. Segundo Bourdieu (2004, p. 35), “[

formas de poder que correspondem a duas espécies de capital científico [

]

o

tempo, sua aquisição ocorre basicamente por “[

]

estratégias políticas (específicas)

[

]

participação em comissões, bancas (de teses, de concursos), colóquios mais ou

menos convencionais no plano científico, cerimonias, reuniões.” (BOURDIEU, 2004, p. 36).

O capital científico está no cerne da disputa dos agentes, o capital denota poder

e quanto mais se acumula capital mais domínio se exerce sobre o campo científico.

Quanto mais capital um cientista acumular mais propriedade esse tem para definir o que é válido ou não em sua área (BOURDIEU, 2004). Na visão de Bourdieu (1983), acreditar na neutralidade genuína dos agentes científicos seria ilusão, o campo é um ambiente de disputa, no qual o cientista que conseguir acumular mais capital científico tem o poder de influenciar todo o campo, sendo facultada competência para agir e falar. Essa hegemonia implica em um estado no qual as novas ideias e concepções são analisadas constantemente e contidas quando

qual as novas ideias e concepções são analisadas constantemente e contidas quando Métodos e Técnicas de

ameaçam os dominantes. Os pesquisadores dominantes visam manter a estrutura do campo a seu favor, suas decisões vão estar pautadas em estratégias políticas e não na noção do bem-estar coletivo dos demais pesquisadores. Aos dominados resta reivindicar e lutar por mais espaço, na medida em que aumentarem seu capital científico e político poderão alterar as estruturas do campo.

e político poderão alterar as estruturas do campo. Síntese Vimos que ciência é uma atividade social

Síntese

Vimos que ciência é uma atividade social desenvolvida por cientistas na tentativa de desvendar, compreender e explicar os fenômenos da natureza e da sociedade. Como produto dessa atividade científica temos a produção do conhecimento científico que se difere do senso comum, tais conhecimentos se aplicam em diferentes contextos. A ciência e, respectivamente, o conhecimento científico são caracterizados como um conhecimento objetivo racional, sistemático, geral, verificável e falível. Ambos se constituem por meio de uma rede universal de saberes que se interliga e se renova diante do acréscimo cognitivo resultante de cada nova pesquisa realizada. Observamos que a concepção de ciência ao longo dos séculos esteve atrelada ao método científico, ou seja, os critérios adotados para considerar o

que é digno de ciência e não ciência. Em relação à divisão da ciência, essa pode ser dividida em duas grandes categorias, ciência formal e factual, sendo que a Biblioteconomia integra o grupo das ciências sociais, pertence especificamente

à área de Ciência da Informação. Demonstramos num contexto geral como ocorre o desenvolvimento da ciência, destacando a importância dos paradigmas na configuração das comunidades científicas e, respectivamente, sua influência sobre a formação

e prática dos cientistas. Contextualizamos as relações de poder travadas entre

os cientistas na construção do conhecimento diante da busca pela autoridade/ reconhecimento científico. A ideia de neutralidade na ciência fica fragilizada, pois todas as ações desempenhadas pelos cientistas são motivadas por interesses

que implicam na adoção de estratégias que objetivam aumentar o capital científico dos pesquisadores.

de estratégias que objetivam aumentar o capital científico dos pesquisadores. 26 Métodos e Técnicas de Pesquisa
Para ler Para complementar o que vimos na unidade, observe a seguir algumas referências: ALVES,
Para ler
Para complementar o que vimos na unidade, observe a seguir algumas
referências:
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. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo, 1979. 28 Métodos e Técnicas
Anotações
Anotações

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Anotações Métodos e Técnicas de Pesquisa 29
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Anotações 30 Métodos e Técnicas de Pesquisa
Unidade 2 Pesquisa, suas Classificações e o Método Científico Objetivo: • Compreender a noção de

Unidade 2 Pesquisa, suas Classificações e o Método Científico

Objetivo:

• Compreender a noção de pesquisa e de método científico;

• Caracterizar as pesquisas de acordo com objetivos, abordagens e técnicas;

• Apresentar os métodos de abordagem e de procedimentos empregados na investigação científica;

• Espera-se que o aluno compreenda as noções de pesquisa e método científico, sendo capaz de caracterizar as pesquisas diante de seus objetivos, abordagens, métodos e técnicas.

Conteúdo programático:

• Pesquisa básica, pesquisa aplicada;

• Pesquisa qualitativa, pesquisa quantitativa, quali-quantitativa;

• Pesquisa exploratória, pesquisa descritiva, pesquisa explicativa;

• Técnicas de pesquisa: bibliográfica, documental, experimental, levantamento, estudo de caso, ex-post-facto, pesquisa-ação e participante;

• Método Dedutivo, Método indutivo, Método Hipotético-Dedutivo, Método Dialético, Método Fenomenológico;

• Método Histórico, Método Comparativo, Método Monográfico, Método Estatístico, Método Tipológico, Método Funcionalista, Método Estruturalista, Método Experimental, Método Observacional, Método Clínico.

Faça aqui seu planejamento de estudos 32 Métodos e Técnicas de Pesquisa

Faça aqui seu planejamento de estudos

Faça aqui seu planejamento de estudos 32 Métodos e Técnicas de Pesquisa
Faça aqui seu planejamento de estudos 32 Métodos e Técnicas de Pesquisa

1

INTRODUÇÃO

Nesta unidade apresentamos a noção de pesquisa científica que denota um processo de investigação resultante de uma dúvida ou da necessidade de resolver um problema. A finalidade da pesquisa é encontrar soluções e respostas as questões que deram início à investigação, no seu fazer se utilizam de pressupostos científicos e principalmente do método científico. Frequentemente fazemos pesquisas, mas nem todas podem ser categorizadas como científicas, para se enquadrar nesse nível, é necessário haver um problema significativo, objetivos, justificativa, metodologia, fundamentação teórica, coleta de dados, análise e discussão dos resultados e pôr fim à divulgação da pesquisa perante demais pesquisadores. Então, o simples levantamento de informações para dirimir dúvidas não chega a ser uma pesquisa científica, uma vez que não é uma atividade complexa. No que se refere à classificação das pesquisas, veremos que elas são classificadas conforme a sua finalidade, de acordo com os objetivos, abordagem do problema e procedimentos técnicos empregados na investigação. Além disso, ressaltamos que o método científico é fundamental na construção do conhecimento, pois demonstra as operações mentais e técnicas seguidas no processo da pesquisa, por meio do método é possível a verificação. O método contempla tanto etapas mais abstratas da pesquisa como a formulação do problema, hipóteses, assim como partes mais concretas que envolvem a aplicação de procedimentos na coleta de dados. Esperamos que no final desta unidade você entenda o que é pesquisa e suas classificações, percebendo a importância do método na investigação dos fenômenos naturais e sociais.

2 O QUE É PESQUISA?

A noção de pesquisa que é apresentada nesta unidade faz referência às atividades desenvolvidas por pesquisadores/cientistas na busca e construção do conhecimento científico, essa atividade visa sanar dúvidas e resolver problemas de ordem científica que se colocam diariamente na vida das pessoas. A pesquisa é motivada pela vontade de conhecer, de saber mais sobre um fato, fenômeno ou objeto. Tradicionalmente as pesquisas científicas são realizadas nas Universidades, nas Instituições de Ensino Superior, nos Centros e Institutos de Pesquisas, tais instituições possuem um quadro profissional qualificado (mestres e doutores) e infraestrutura adequada, incluindo laboratórios, bibliotecas e tecnologias que amparam esse processo. As pesquisas buscam explorar os fenômenos da natureza e atender às necessidades humanas. Como resultado, geram produtos científicos: livros, artigos, dissertações, teses, relatórios de pesquisa etc.

científicos: livros, artigos, dissertações, teses, relatórios de pesquisa etc. Métodos e Técnicas de Pesquisa 33

Dependendo da natureza da pesquisa é possível perceber a aplicação do conhecimento gerado, por exemplo, quando se desenvolve um medicamento ou tratamento de saúde. Nesse caso, o conhecimento científico é utilizado na resolução de um problema concreto pelo qual muitas pessoas enfrentam.

de um problema concreto pelo qual muitas pessoas enfrentam.   Saiba mais Vejamos uma matéria que
 

Saiba mais

Vejamos uma matéria que aborda o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da Zika:

Butantan fecha parceria com EUA para desenvolver vacina de zika Instituto receberá US$ 3 milhões de órgão do governo americano. Parceria é para desenvolvimento de vacina com vírus inativado. Mariana Lenharo Do G1, em São Paulo

O

Instituto Butantan fechou, nesta sexta-feira (24), uma parceria com os Estados

Unidos e com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da zika.

O

centro de pesquisa brasileiro deve receber US$ 3 milhões da Autoridade de

Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada (Barda, na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo americano (HHS), para o desenvolvimento de uma vacina de zika com vírus inativado. O HHS é o órgão equivalente ao Ministério da Saúde dos EUA.

O

investimento faz parte de um acordo já existente entre a Barda e a OMS. Além

dos US$ 3 milhões provenientes do órgão americano, a OMS também destinará doações de outros países e organizações privadas para o expandir a capacidade de produção de vacinas do Instituto Butantan. Com o dinheiro, o Butantan poderá comprar equipamentos de laboratório, reagentes, linhagens de células e outros recursos necessários para o

desenvolvimento e produção da vacina de zika. A parceria também inclui a cooperação técnica entre pesquisadores da Barda e do Butantan.

A

expectativa é que a vacina esteja pronta para testes em humanos no primeiro

semestre de 2017.

 

Vacina de vírus inativado

Segundo o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, o desenvolvimento da vacina de vírus inativado contra zika já está em desenvolvimento há alguns meses. Pesquisadores do centro já trabalharam no processo de cultura, purificação e inativação do vírus em laboratório. Na fase atual, roedores devem começar a receber os vírus inativados.

O

Butantan tem ainda outras três iniciativas de desenvolvimento de vacina contra

zika: uma vacina a base de DNA, outra vacina com vírus inativado semelhante

vacina da dengue, além de uma vacina híbrida que tem como base a vacina de sarampo.

à

da dengue, além de uma vacina híbrida que tem como base a vacina de sarampo. à

“A resposta tem que ser rápida ou o dano vai estar feito e deixará um legado terrível: as crianças com microcefalia”, diz Kalil. Segundo o diretor, esse desenvolvimento ocorreria de forma mais rápida se houvesse mais recursos disponível. Em fevereiro, o governo federal anunciou um investimento de R$ 8,5 milhões para financiar o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à zika no Instituto Butantan. Mas, segundo Kalil, o recurso ainda não foi liberado.

Vírus já circula em 61 países Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o vírus da zika como emergência de saúde pública global. O vírus foi associado à microcefalia, uma malformação congênita. De acordo com boletim da OMS divulgado na semana passada, 61 países e territórios já registram transmissão continuada do vírus da zika. Além disso, outros 10 países tiveram relato de transmissão de zika de indivíduo para indivíduo, provavelmente por via sexual. O Brasil é o país onde o vírus está mais disseminado, com mais casos de infecção pelo vírus e de microcefalia associada à zika. O país teve 138.108 casos prováveis de zika em 2016 até o dia 7 de maio, segundo o Ministério da Saúde. Em 2016, o país registrou uma morte causada pela doença em um adulto no Rio de Janeiro e, no ano passado, foram 3 mortes de adultos. Ainda segundo a pasta, são 1.616 casos confirmados de microcefalia desde o início das investigações, em 22 de outubro, até 11 de junho, com 73 mortes de bebês.

Fonte: Portal de Notícias G1. 27/06/2016 09h39, atualizado em 27/06/2016 11h10.

Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/06/butantan-fecha- parceria-com-eua-para-desenvolver-vacina-de-zika.html.

Para desenvolver a vacina foi necessário fazer pesquisa científica, usar e aplicar conhecimentos existentes sobre o assunto, como também submeter a vacina a experimentos e testes que validassem a sua eficácia. A necessidade de fazer a vacina partiu de um problema social e os cientistas/pesquisadores foram levados a propor uma solução. Então, a pesquisa científica está direcionada a propor respostas, gerar conhecimentos que contribuam na solução de problemas no âmbito prático ou teórico. A seguir apresentamos alguns conceitos de pesquisa científica, observamos que os autores citados possuem concepções similares ao ressaltar a adoção de procedimentos racionais, a utilização dos métodos científicos, a avaliação por pares e a publicação dos resultados obtidos nas pesquisas. De forma genérica, pesquisa é a atividade que visa descobrir respostas a algum tipo de indagação, atesta Volpato (2007). Por sua vez, a pesquisa científica é atividade que utiliza metodologia e pressupostos científicos.

Uma pesquisa científica pode ser caracterizada pelo seu método: basicamente, base empírica, controle de variáveis e crítica para aceitação das ideias. Uma vez produzido dessa forma, o conhecimento pode ser ligado a outros

das ideias. Uma vez produzido dessa forma, o conhecimento pode ser ligado a outros Métodos e

conhecimentos científicos aceitos no momento, construindo então a rede de conhecimentos que caracteriza a Ciência. (VOLPATO, 2007, p. 28).

Com um pensamento semelhante ao exposto, Rudio (2011) expõe que a pesquisa científica deve ser desenvolvida de forma sistemática, usando métodos e técnicas

que se referem a uma realidade empírica (tudo que existe e pode ser conhecido através da experiência e observação). O conhecimento obtido na pesquisa pressupõe

a comunicação desses por meio de publicações científicas. Reafirmando os conceitos apresentados, Cervo, Bervian e Silva (2007, p. 57) definem pesquisa como:

atividade voltada para a investigação de problemas teóricos ou práticos

por meio do emprego de processos científicos. Ela parte, pois, de uma dúvida ou problema e, com o uso de método científico, busca uma resposta ou solução. Os três elementos - dúvida/problema, método científico e resposta/ solução – são imprescindíveis, uma vez que a solução poderá ocorrer somente quando algum problema levantado tenha sido com instrumentos científicos e procedimentos adequados.

] [

Na visão de Gil (2010a) pesquisa é um procedimento racional e sistemático que objetiva responder determinados problemas, desponta em decorrência da ausência ou insuficiência de informações que possam responder ao problema ou questão. Há casos em que existe informação sobre o problema, mas, devido a sua desordem não é possível se adequar à situação. Além disso, a pesquisa abrange a adoção de métodos e técnicas de investigação e “[…] desenvolve-se ao longo de um processo que envolve inúmeras fases, desde a adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação dos resultados.” (GIL, 2010, p. 1). Minayo (1994) ressalta que pesquisa é a atividade básica da ciência, vincula teoria e prática, fornece subsídio à atividade de ensino e atualiza o repertório de conhecimento frente à realidade do mundo. Essa emerge a partir de um problema, uma dúvida ou pergunta e se articula com conhecimentos anteriores, já existentes. Nesse processo de investigação são feitas descobertas que contribuem com o desenvolvimento da ciência, gerando novas referências.

Richardson (2008, p. 16) afirma que a pesquisa é uma ferramenta para adquirir conhecimento e tem como objetivo “resolver problemas específicos, gerar teorias ou avaliar as teorias existentes”. Envolve, assim, a resolução de problemas práticos, a formulação de novos conhecimentos e validação de conhecimentos existentes. O caráter científico das pesquisas advém da adoção da metodologia científica

e de técnicas adequadas para a obtenção de dados que possibilitam compreender um fenômeno. O conhecimento resultante da investigação científica contribui na ampliação de conhecimentos já existentes, refletindo na construção, reformulação

e transformação de teorias científicas. A ciência avança graças ao desenvolvimento

de pesquisas, essa denota um processo reflexivo, sistemático, controlado e crítico

(BARROS; LEHFEL, 2010).

um processo reflexivo, sistemático, controlado e crítico (BARROS; LEHFEL, 2010). 36 Métodos e Técnicas de Pesquisa

Fazer pesquisa não se restringe ao uso de bibliografias e documentos para dirimir dúvidas ou transcrever resultados, a consulta aos documentos é um meio de acesso à informação para assim obter o conhecimento. Essa busca por esclarecimentos envolve problema e solução menos significativos, não segue critérios rigorosos e tampouco registra dados. Portanto, a pesquisa científica tem como base a resolução de problema

significativo no qual aplica procedimentos racionais e sistemáticos que permitem sua validação, réplica e registro dos resultados alcançados (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007). Nenhum pesquisador/cientista nasce com talento nato para a pesquisa,

o pesquisador tem seu espírito científico explorado durante a sua formação, no qual apreende a fazer pesquisa. Quando o pesquisador é introduzido no universo científico, inicialmente sua preocupação recai no processo, nas etapas da pesquisa e não propriamente nos resultados, uma vez que precisa conhecer e aprender essa atividade. Tradicionalmente, no fim da graduação os alunos desenvolvem um projeto de pesquisa, o que permite um melhor entendimento e compreensão da lógica do pesquisar, conhecendo detalhadamente os elementos e etapas da investigação científica. Da mesma forma, o aluno que faz a componente curricular de iniciação científica na graduação também está em processo de formação e desenvolve o espírito científico. Na medida em que o pesquisador ganha experiência, mais familiaridade tem para propor e desenvolver pesquisas. No entanto, Gil (2010b, p. 2) explica que o êxito de uma pesquisa está relacionado com qualidades sociais e intelectuais do pesquisador, envolvendo, assim:

“[

do assunto a ser pesquisado; curiosidade, criatividade, integridade

intelectual, atitude autocorretiva; sensibilidade social; imaginação disciplinada; perseverança e paciência; confiança na experiência.” A combinação de tais elementos,

mais a experiência do pesquisador favorece para o sucesso da pesquisa.

A pesquisa científica exige a elaboração de alguns elementos como, problema,

justificativa, hipóteses, objetivos, fundamentação teórica, metodologia e resultados, mas isso não significa que seja desempenhada de forma rígida. No decorrer de uma

pesquisa pode haver mudanças, sendo comuns na sua fase inicial, como adequação do problema, hipótese, objetivos e reestruturação dos procedimentos metodológicos. Nem sempre o pesquisador tem controle sobre o andamento da pesquisa, por exemplo, quando a investigação utiliza de entrevista para a coleta dos dados, há uma dependência de terceiros para sua realização. Assim, é necessário analisar as possibilidades de os indivíduos participarem da pesquisa, sendo que ninguém é

obrigado a colaborar. Além disso, as pesquisas implicam em custos para sua execução,

o pesquisador precisa estipular um orçamento e dispor de fontes que arquem com

os gastos. Por mais simples que seja a pesquisa sempre haverá custos relacionados, desde a impressão do relatório final até compras de materiais para experimento, ou gasto com viagens de estudo quando necessário.

A seguir veremos que os cientistas são motivados a fazer pesquisa por distintas

]conhecimento

razões e as pesquisas apresentam diferentes fins.

por distintas ]conhecimento razões e as pesquisas apresentam diferentes fins. Métodos e Técnicas de Pesquisa 37

3 PESQUISA BÁSICA (PURA) E PESQUISA APLICADA

As razões que estimulam os cientistas no desenvolvimento da pesquisa estão divididas em dois grupos, as razões de ordem intelectual estão fundamentadas “no desejo de conhecer pela própria satisfação de conhecer”, e as razões de ordem prática cujo “desejo de conhecer tem em vista fazer algo de maneira mais eficiente, ou melhor” (GIL, 2010b). Tradicionalmente, as pesquisas são classificadas quanto a sua natureza em dois tipos:

Pesquisa básica (pura): seu propósito é o progresso da ciência e desenvolve

o conhecimento científico sem preocupação com sua aplicação prática. Enriquece

o repertório de conhecimento humano sobre determinado assunto. As motivações residem na vontade que o pesquisador possui diante do saber, satisfazendo a necessidade intelectual pelo conhecimento. Objetiva a criação de teorias e leis, se refere a verdades e interesses universais (BUNGE, 1989; CERVO; BERVIAM, 2002; SILVA; MENEZES, 2005).

Exemplo:

Exemplo : Quando o pesquisador estuda a história dos códigos de catalogação e compara seus princípios
Quando o pesquisador estuda a história dos códigos de catalogação e compara seus princípios e

Quando o pesquisador estuda a história dos códigos de catalogação e compara seus princípios e características. O resultado da pesquisa refletirá no acréscimo de conhecimento a respeito dos códigos de catalogação, dependendo da profundidade do estudo será possível gerar uma teoria de catalogação.

dos códigos de catalogação, dependendo da profundidade do estudo será possível gerar uma teoria de catalogação.
dos códigos de catalogação, dependendo da profundidade do estudo será possível gerar uma teoria de catalogação.
dos códigos de catalogação, dependendo da profundidade do estudo será possível gerar uma teoria de catalogação.

Pesquisa aplicada: seu propósito é buscar solução para problemas concretos, está relacionada com fins práticos, com aplicação propriamente do conhecimento. Apropria-se de forma prática dos conhecimentos obtidos em pesquisas básicas. Não pretende desenvolver teorias universais, pois se refere a verdades e interesses locais (BUNGE, 1989; CERVO; BERVIAM, 2002; SILVA; MENEZES, 2005).

Exemplo : Quando o pesquisador desenvolve um novo modelo de catalogação tendo em vista a

Exemplo:

Exemplo : Quando o pesquisador desenvolve um novo modelo de catalogação tendo em vista a representação
Exemplo : Quando o pesquisador desenvolve um novo modelo de catalogação tendo em vista a representação
Quando o pesquisador desenvolve um novo modelo de catalogação tendo em vista a representação descritiva

Quando o pesquisador desenvolve um novo modelo de catalogação tendo em vista a representação descritiva da informação em meio digital. O modelo resultante da pesquisa implicará na prática da catalogação exercida pelos bibliotecários. Portanto, essa pesquisa tem um fim prático para a área.

na prática da catalogação exercida pelos bibliotecários. Portanto, essa pesquisa tem um fim prático para a
na prática da catalogação exercida pelos bibliotecários. Portanto, essa pesquisa tem um fim prático para a
na prática da catalogação exercida pelos bibliotecários. Portanto, essa pesquisa tem um fim prático para a

Algumas áreas de conhecimento tem uma predileção a desenvolver mais pesquisas de ordem pura, enquanto outras desenvolvem mais pesquisas aplicadas. Assim, as Ciências Humanas tendem a fazer pesquisa pura e as Engenharias tendem a fazer pesquisa aplicada. No entanto, não existem regras e os dois tipos de pesquisa coexistem em todas as áreas, as pesquisas aplicadas se utilizam dos conhecimentos gerados pela pesquisa pura.

as pesquisas aplicadas se utilizam dos conhecimentos gerados pela pesquisa pura. 38 Métodos e Técnicas de

4 A CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA QUANTO AO PROBLEMA, OBJETIVOS E OS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS

Além da distinção de pesquisa pura e aplicada, as pesquisas apresentam diferentes classificações que levam em consideração a abordagem do problema de pesquisa, a natureza dos objetivos e a aplicação dos procedimentos técnicos.

4.1 Pesquisa quantitativa, qualitativa e pesquisa quali-quantitativa

As pesquisas podem ser classificadas em três categorias, tendo em vista a abordagem do problema:

Pesquisa Quantitativa: sua característica é a objetividade. Pressupõe que tudo pode ser quantificado, traduzindo em número as opiniões, geralmente é aplicada em estudos descritivos que buscam relacionar variáveis ou que investigam a relação de causalidade entre fenômenos. Sua intenção é obter a precisão dos resultados, evitando distorções de análise e interpretação.

Caracteriza-se pelo emprego de quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas, desde a mais simples como percentual, média, desvio padrão, as mais complexas, como coeficiente de correlação, análise de regressão etc. (RICHARDSON, 2008, p. 70).

Apresenta uma concepção positivista de ciência, em que seu modelo tem por base as ciências naturais que explicam os fenômenos por leis.

Exemplo : Quando o pesquisador realiza um estudo bibliométrico que objetiva identificar os autores que
Exemplo : Quando o pesquisador realiza um estudo bibliométrico que objetiva identificar os autores que

Exemplo:

Exemplo : Quando o pesquisador realiza um estudo bibliométrico que objetiva identificar os autores que mais
Exemplo : Quando o pesquisador realiza um estudo bibliométrico que objetiva identificar os autores que mais
Exemplo : Quando o pesquisador realiza um estudo bibliométrico que objetiva identificar os autores que mais
Exemplo : Quando o pesquisador realiza um estudo bibliométrico que objetiva identificar os autores que mais
Exemplo : Quando o pesquisador realiza um estudo bibliométrico que objetiva identificar os autores que mais
Exemplo : Quando o pesquisador realiza um estudo bibliométrico que objetiva identificar os autores que mais
Quando o pesquisador realiza um estudo bibliométrico que objetiva identificar os autores que mais publicaram

Quando o pesquisador realiza um estudo bibliométrico que objetiva identificar os autores que mais publicaram artigos na área da Biblioteconomia e as revistas que mais publicaram artigos dentre os anos de 2010 a 2015. Primeiro o pesquisador coleta os dados, depois utiliza da estatística para fazer os cálculos e interpretar os resultados, tendo como base as leis bibliométricas de Lotka e Bradford.

para fazer os cálculos e interpretar os resultados, tendo como base as leis bibliométricas de Lotka
para fazer os cálculos e interpretar os resultados, tendo como base as leis bibliométricas de Lotka
para fazer os cálculos e interpretar os resultados, tendo como base as leis bibliométricas de Lotka
para fazer os cálculos e interpretar os resultados, tendo como base as leis bibliométricas de Lotka
para fazer os cálculos e interpretar os resultados, tendo como base as leis bibliométricas de Lotka
para fazer os cálculos e interpretar os resultados, tendo como base as leis bibliométricas de Lotka
para fazer os cálculos e interpretar os resultados, tendo como base as leis bibliométricas de Lotka
para fazer os cálculos e interpretar os resultados, tendo como base as leis bibliométricas de Lotka
para fazer os cálculos e interpretar os resultados, tendo como base as leis bibliométricas de Lotka

Pesquisa Qualitativa: não emprega um instrumental estatístico, visto que não pretende numerar ou medir unidades ou categorias homogêneas. A abordagem qualitativa de um problema é adequada para entender a natureza de um fenômeno social, tenta compreender os significados, não é objetiva e apresenta uma concepção funcionalista da ciência. As pesquisas qualitativas lidam com situações complexas ou particulares.

ciência. As pesquisas qualitativas lidam com situações complexas ou particulares. Métodos e Técnicas de Pesquisa 39

Os estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever

a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas

variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais, contribuir no processo de mudança de determinado grupo e possibilitar, em maior nível de profundidade, o entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos. (RICHARDSON, 2008, p. 80).

Exemplo : Quando o pesquisador estuda as motivações que levaram os alunos do curso de
Exemplo : Quando o pesquisador estuda as motivações que levaram os alunos do curso de

Exemplo:

Exemplo : Quando o pesquisador estuda as motivações que levaram os alunos do curso de Biblioteconomia
Exemplo : Quando o pesquisador estuda as motivações que levaram os alunos do curso de Biblioteconomia
Exemplo : Quando o pesquisador estuda as motivações que levaram os alunos do curso de Biblioteconomia
Exemplo : Quando o pesquisador estuda as motivações que levaram os alunos do curso de Biblioteconomia
Exemplo : Quando o pesquisador estuda as motivações que levaram os alunos do curso de Biblioteconomia
Exemplo : Quando o pesquisador estuda as motivações que levaram os alunos do curso de Biblioteconomia
Quando o pesquisador estuda as motivações que levaram os alunos do curso de Biblioteconomia da

Quando o pesquisador estuda as motivações que levaram os alunos do curso de Biblioteconomia da Unochapecó a ingressar no curso. Para obter os dados, realiza entrevistas gravadas com os alunos e depois analisa o discurso do sujeito coletivo, ou seja, a essência da pesquisa são as respostas dos alunos e não podem ser representadas estatisticamente, mas sim por texto, conteúdo das falas.

são as respostas dos alunos e não podem ser representadas estatisticamente, mas sim por texto, conteúdo
são as respostas dos alunos e não podem ser representadas estatisticamente, mas sim por texto, conteúdo
são as respostas dos alunos e não podem ser representadas estatisticamente, mas sim por texto, conteúdo
são as respostas dos alunos e não podem ser representadas estatisticamente, mas sim por texto, conteúdo
são as respostas dos alunos e não podem ser representadas estatisticamente, mas sim por texto, conteúdo
são as respostas dos alunos e não podem ser representadas estatisticamente, mas sim por texto, conteúdo
são as respostas dos alunos e não podem ser representadas estatisticamente, mas sim por texto, conteúdo
são as respostas dos alunos e não podem ser representadas estatisticamente, mas sim por texto, conteúdo
são as respostas dos alunos e não podem ser representadas estatisticamente, mas sim por texto, conteúdo

Pesquisa Quali-quantitativa (métodos mistos): emprega a combinação de abordagens, essa associação ocorre em virtude da complexidade do problema pesquisado.

A pesquisa de métodos mistos é uma abordagem de investigação que combina ou associa as formas qualitativa e quantitativa. Envolve suposições

filosóficas, o uso de abordagens qualitativas e quantitativas e a mistura das duas abordagens em um estudo. Por isso é mais que uma simples coleta e análise dos dois tipos de dados; envolve também o uso das duas abordagens em conjunto, de modo que a força geral de um estudo seja maior do que

a da pesquisa qualitativa ou quantitativa isolada. (CRESWELL, 2010, p. 27).

Exemplo : Quando o pesquisador investiga as preferências de leitura de estudantes universitários da Unochapecó,
Exemplo : Quando o pesquisador investiga as preferências de leitura de estudantes universitários da Unochapecó,
Exemplo : Quando o pesquisador investiga as preferências de leitura de estudantes universitários da Unochapecó,

Exemplo:

Exemplo :
Exemplo : Quando o pesquisador investiga as preferências de leitura de estudantes universitários da Unochapecó, para
Exemplo : Quando o pesquisador investiga as preferências de leitura de estudantes universitários da Unochapecó, para
Exemplo : Quando o pesquisador investiga as preferências de leitura de estudantes universitários da Unochapecó, para
Exemplo : Quando o pesquisador investiga as preferências de leitura de estudantes universitários da Unochapecó, para
Quando o pesquisador investiga as preferências de leitura de estudantes universitários da Unochapecó, para obter

Quando o pesquisador investiga as preferências de leitura de estudantes universitários da Unochapecó, para obter os dados/resultados ele combina as duas abordagens. Num primeiro momento entrevista uma amostra estratificada de estudantes, num segundo momento levanta os dados estatísticos provenientes do sistema de gerenciamento da biblioteca. A combinação do discurso dos alunos sobre seu gosto de leitura juntamente com os dados estáticos de empréstimo da biblioteca permite traçar as preferências de leitura dos alunos. Assim, existem dados que podem ser quantificados e outros que exigem compreensão e reflexão. Em resumo, o que determina o tipo de abordagem na pesquisa é a complexidade do problema a ser investigado, assim como a relação existente entre os objetivos traçados e os resultados desejados.

do problema a ser investigado, assim como a relação existente entre os objetivos traçados e os
do problema a ser investigado, assim como a relação existente entre os objetivos traçados e os
do problema a ser investigado, assim como a relação existente entre os objetivos traçados e os
do problema a ser investigado, assim como a relação existente entre os objetivos traçados e os
do problema a ser investigado, assim como a relação existente entre os objetivos traçados e os
do problema a ser investigado, assim como a relação existente entre os objetivos traçados e os
do problema a ser investigado, assim como a relação existente entre os objetivos traçados e os
do problema a ser investigado, assim como a relação existente entre os objetivos traçados e os
como a relação existente entre os objetivos traçados e os resultados desejados. 40 Métodos e Técnicas

4.2 Pesquisa exploratória, descritiva e explicativa

Em relação à natureza dos objetivos, tradicionalmente as pesquisas podem ser classificadas como:

Exploratória: é realizada quando o tema é pouco explorado e de difícil formulação de hipóteses, seu propósito consiste em proporcionar familiaridade ao assunto ou problema. Visa esclarecer, modificar conceitos e ideias para formular

problemas mais precisos e construir hipóteses, proporciona uma visão geral do fato. Nesse caso, os dados são coletados por meio do levantamento bibliográfico ou documental e entrevistas. Assume a forma de Pesquisa Bibliográfica e Estudo de Caso.

A maioria das pesquisas acadêmicas, num primeiro momento, são exploratórias, pois

é uma etapa preparatória para outro tipo de pesquisa ou investigação mais ampla

(GIL, 2010).

 

Exemplo:

A

dissertação a seguir é do tipo de pesquisa exploratória. Leia o resumo para ver suas

características:

 

TREVISOL NETO, O. A institucionalização científica do campo da moda no Brasil:

estudo baseado nas instituições, produtores e produtos científicos. 2015. 192 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

O

interesse desta pesquisa está voltado para a análise da institucionalização científica

no campo da Moda concentrando-se nos agentes, locais e processos de produção

e

comunicação científica. Os pressupostos que mobilizam o desenvolvimento desta

pesquisa estão alicerçados na crença que os agentes, as instituições produtoras e a própria produção científica são responsáveis pela consistência científica do campo e pelo seu nível de institucionalização. A pesquisa busca resposta para a seguinte questão:

como se configura a institucionalização científica nesse campo? A pesquisa teve como objetivo geral analisar a institucionalização científica do campo da Moda no Brasil e como objetivos específicos: a) identificar as instituições formais do campo da moda no Brasil (cursos de graduação, pós-graduação, revistas, associação de pesquisa, eventos, grupos de pesquisa); b) Identificar os pesquisadores do campo da moda; c) Caracterizar

a

produção bibliográfica nesse campo (artigos, livros, capítulos de livros, trabalhos

em eventos, dissertações de mestrado e teses de doutorado); d) Verificar se é possível relacionar a existência e consolidação das instituições científicas e a produção científica desse campo. A pesquisa possui caráter descritivo e exploratório, faz uma abordagem quali-quantitativa (mista) e utiliza técnica de pesquisa documental. O corpus da pesquisa foi constituído pelos dados retirados dos grupos de pesquisa em moda cadastrados no Diretório de Grupos de Pesquisa, no Currículo Lattes dos pesquisadores, nos sites dos

programas de pós-graduação, eventos e revistas científicas e demais documentos usados como fontes para coleta de dados. A cobertura temporal compreendeu os anos de 1988

como fontes para coleta de dados. A cobertura temporal compreendeu os anos de 1988 Métodos e

a

2013, que abrangeu o surgimento dos cursos de graduação e pós-graduação

no Brasil. Na vertente da institucionalização social foram analisados os cursos de graduação e pós-graduação, as revistas, a associação de pesquisa, os eventos e os

grupos de pesquisa desse campo. A importância da Associação Brasileira de Estudos

e

Pesquisa em Moda (ABEPEM) no processo de institucionalização social do campo

ficou destacada. Na vertente da institucionalização cognitiva foram analisados os pesquisadores e a produção científica do campo. Nesse aspecto foi possível detectar a existência de uma comunidade científica pequena e foi percebida a importância dada

pelos integrantes dessa comunidade para a publicação de trabalhos em eventos, o que permite estabelecer uma relação direta entre institucionalização social e cognitiva nesse campo e a importância da comunicação científica no processo de institucionalização.

A

análise dos resultados aponta indícios de institucionalização embrionária cognitiva

e

social do campo da moda no Brasil, visto que não é possível afirmar com exatidão

o

grau de institucionalização desse campo, em função de que todas as instituições

do campo foram implantadas muito recentemente e é preciso mais maturidade para estimar se o campo apresenta baixo ou alto grau de institucionalização. Ao longo da última década é perceptível o processo de desenvolvimento social e cognitivo, tendo em vista o aumento dos cursos de graduação, pós-graduação, da produção intelectual e na formação de novos pesquisadores. Resta lembrar que essa configuração desse campo científico deve ser vista a partir das decisões metodológicas e dos recortes efetuados para

o desenvolvimento desta pesquisa em termos de amostra e de abrangência dos dados.

Você pode ver o documento na íntegra em: http://tede.ufsc.br/teses/PCIN0117-D.pdf.

Descritiva: como seu próprio nome infere, objetiva descrever as “[ ] características de determinada população ou fenômeno ou estabelecimento de relação entre variáveis.” (GIL, 2010, p. 28). Nessa modalidade o pesquisador não manipula os fenômenos estudados, os fatos são registrados, analisados, classificados, interpretados sem interferência do pesquisador. Tem como característica a utilização de técnicas padronizadas para a coleta de dados, tais como, questionário e observação sistemática, assumindo a forma de levantamento. São consideradas pesquisas descritivas as pesquisas de opinião, as mercadológicas, os levantamentos socioeconômicos e psicossociais. Algumas pesquisas descritivas estudam as características de um grupo como idade, sexo, nível de escolaridade etc., outras estudam o nível de atendimento de um serviço ou nível de satisfação. Além dessas, há as pesquisas que descobrem relação entre variáveis, como exemplo, as pesquisas eleitorais que indicam a relação entre preferência político-partidária e escolaridade (ANDRADE, 1999; GIL, 2010).

entre preferência político-partidária e escolaridade (ANDRADE, 1999; GIL, 2010). 42 Métodos e Técnicas de Pesquisa
 

Exemplo:

 

A

dissertação a seguir é do tipo descritiva, leia o resumo para ver suas características:

LOPES, Marili Isensee. A Internet e a busca da informação em comunidades científicas: um estudo focado nos pesquisadores da UFSC. 2005. 184 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005.

Pesquisa que teve por objetivo verificar o uso da Internet, no processo de busca da informação em comunidades científicas, visando detectar a ocorrência da desintermediação da informação e suas consequências no processo de comunicação científica e na atuação das unidades de informação. Para efeitos desta pesquisa, a

desintermediação foi considerada como ausência de intermediários entre os recursos de informação e os pesquisadores. Elege como lócus e universo para aplicação da pesquisa

a

Universidade Federal de Santa Catarina e os pesquisadores-docentes vinculados aos

seus Programas de Pós-Graduação. Usa o questionário, como instrumento para a coleta dos dados, com questões voltadas ao levantamento de informações sociodemográficas e ao uso de recursos informacionais. A amostra foi constituída por 324 pesquisadores- docentes, selecionada em três etapas: aleatória estratificada por áreas de atuação, aleatória simples por notas de avaliação da CAPES e aleatória por conglomerados por programa. Organiza e tabula os dados por meio do pacote estatístico SPSS, versão 11.0, utilizando a estatística descritiva (consequência e porcentagens), de associações (teste X2), e comparativas (teste de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney), considerando-se um nível de significância de 5%. As análises dos resultados permitiram constatar que dos participantes da amostra, 43,2% atuavam nos Programas de Pós-Graduação das Ciências Exatas e da Terra, 30,9% atuavam nos Programas das Ciências Humanas e Sociais e 25,9% nos Programas das Ciências da Vida e que todos os pesquisadores eram doutores com predominância no regime de trabalho de dedicação exclusiva. Quanto ao percurso preferido na busca da informação por esses pesquisadores, destacam-se a biblioteca particular com 46,3% e a Internet com 43,2%. O Sistema de Bibliotecas da UFSC (BU/UFSC) não obteve um índice expressivo de preferência no processo de busca da informação. No entanto, teve uma indicação significativa quanto à consequência de uso (77,8%) se consideradas as três opções de frequências – diária, semanal e mensal. O periódico foi o mais indicado dentre os recursos disponibilizados no Sistema BU/UFSC. Os pesquisadores indicaram que preferem obter o material em formato eletrônico devido a sua acessibilidade. Em relação aos mediadores no processo de busca da informação, os colegas/pares foram os mais citados. O correio eletrônico foi o recurso da Internet mais utilizado, o que também confirma a finalidade de uso da rede, onde a comunicação

entre pares, com 65,4%, foi a que obteve maior incidência de indicações. Dentre os serviços on-line disponibilizados pela BU/UFSC, o Portal CAPES foi o mais indicado (61.7%). Embora a Internet tenha apresentado uma consequência expressiva de uso, os resultados demonstraram ocorrer barreiras em relação à conexão e ao suporte técnico,

principalmente na área de Ciências Humanas. Nesta pesquisa, não foram encontradas associações estatisticamente significativas quanto ao uso da Internet como percurso

estatisticamente significativas quanto ao uso da Internet como percurso Métodos e Técnicas de Pesquisa 43
preferido quando relacionados com a área de atuação, ao regime de trabalho e à faixa
preferido quando relacionados com a área de atuação, ao regime de trabalho e à faixa
preferido quando relacionados com a área de atuação, ao regime de trabalho e à faixa

preferido quando relacionados com a área de atuação, ao regime de trabalho e à faixa etária. Entretanto, observaram-se diferenças significativas entre a área de atuação e as barreiras de uso da Internet, os recursos da Internet, os recursos informacionais tradicionais e on-line do Sistema BU/UFSC. Embora o processo de desintermediação tenha aumentado em todas as áreas, considerando-se que os pesquisadores estão utilizando com autonomia os recursos eletrônicos no processo de busca da informação, conclui- se que o Sistema BU/UFSC ocupa um lugar de destaque nesse processo, em função do uso significativo do acervo tradicional, bem como dos serviços on-line disponibilizados pelo sistema. Quanto aos profissionais bibliotecários, os resultados permitiram concluir que eles não são os mediadores reconhecidos como preferenciais por esta comunidade científica. Considerando que esses profissionais têm trabalhado no sentido de aumentar os recursos on-line para pesquisa disponibilizados nas universidades, como também têm investido esforços no treinamento para tornar os usuários mais autônomos, o que se pode inferir é que provavelmente a desintermediação tenha ocorrido como consequência natural dessas ações e como sinal da evolução ou da crise dos sistemas de informação que dependem na atualidade muito mais de sistemas e interfaces amigáveis que facilitem o acesso à informação do que dos próprios recursos humanos e físicos existentes nas unidades de informação.

o acesso à informação do que dos próprios recursos humanos e físicos existentes nas unidades de
o acesso à informação do que dos próprios recursos humanos e físicos existentes nas unidades de
o acesso à informação do que dos próprios recursos humanos e físicos existentes nas unidades de
o acesso à informação do que dos próprios recursos humanos e físicos existentes nas unidades de
o acesso à informação do que dos próprios recursos humanos e físicos existentes nas unidades de
o acesso à informação do que dos próprios recursos humanos e físicos existentes nas unidades de
humanos e físicos existentes nas unidades de informação. Você pode ler o trabalho na íntegra em:
humanos e físicos existentes nas unidades de informação. Você pode ler o trabalho na íntegra em:
humanos e físicos existentes nas unidades de informação. Você pode ler o trabalho na íntegra em:
humanos e físicos existentes nas unidades de informação. Você pode ler o trabalho na íntegra em:
humanos e físicos existentes nas unidades de informação. Você pode ler o trabalho na íntegra em:

Você pode ler o trabalho na íntegra em: http://www.tede.ufsc.br/teses/PCIN0005.pdf.

Você pode ler o trabalho na íntegra em: http://www.tede.ufsc.br/teses/PCIN0005.pdf .
Você pode ler o trabalho na íntegra em: http://www.tede.ufsc.br/teses/PCIN0005.pdf .
Você pode ler o trabalho na íntegra em: http://www.tede.ufsc.br/teses/PCIN0005.pdf .
Você pode ler o trabalho na íntegra em: http://www.tede.ufsc.br/teses/PCIN0005.pdf .

tem como propósito identificar fatores que determinam

ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Estas pesquisas são as que mais

aprofundam o conhecimento da realidade, pois tem como finalidade explicar a razão,

o porquê das coisas.” (GIL, 2010, p. 28). É o tipo de pesquisa mais complexo/delicado, visto que busca explicar suas causas. Nessa modalidade o pesquisador manipula

e controla as variáveis, objetivando identificar efeito e causa sobre o fenômeno

em estudo. As pesquisas experimentais nas ciências naturais recorrem ao método experimental, já nas ciências sociais valem-se do método observacional, assumem o formato de Pesquisa Experimental e ex-post-facto (ANDRADE, 1999; GIL, 2010).

Explicativa: “[

]

Exemplo: Esse tipo de pesquisa é pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Como
Exemplo: Esse tipo de pesquisa é pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Como
Exemplo: Esse tipo de pesquisa é pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Como

Exemplo:

Exemplo:
Exemplo: Esse tipo de pesquisa é pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Como exemplo
Exemplo: Esse tipo de pesquisa é pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Como exemplo
Exemplo: Esse tipo de pesquisa é pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Como exemplo
Exemplo: Esse tipo de pesquisa é pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Como exemplo
Esse tipo de pesquisa é pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Como exemplo

Esse tipo de pesquisa é pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Como exemplo podemos citar uma pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida das pessoas.

Como exemplo podemos citar uma pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida
Como exemplo podemos citar uma pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida
Como exemplo podemos citar uma pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida
Como exemplo podemos citar uma pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida
Como exemplo podemos citar uma pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida
Como exemplo podemos citar uma pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida
Como exemplo podemos citar uma pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida
Como exemplo podemos citar uma pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida
Como exemplo podemos citar uma pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida
pesquisa que procura explicar quais os benefícios da leitura na vida das pessoas. 44 Métodos e
 

Exemplo:

 

Veja essa matéria que reporta a uma pesquisa do tipo explicativa:

Quem lê mais vive mais. E basta meia hora por dia Só tem um problema: não adianta ler qualquer coisa. Por Helô D’Angelo

Seus amigos reclamam quando você deixa de encontrar com eles para ficar em casa lendo? Não fique triste, leitor: uma pesquisa de Yale revela que o hábito de ler mais está ligado a uma longevidade maior – ou seja, seus livros queridos não só são divertidos:

eles te fazem viver mais.

 

O estudo, chamado Um capítulo por dia, foi realizado nos EUA, ao longo de 12 anos

– e analisou a relação entre a longevidade e os hábitos de leitura de 3.635 pessoas

com mais de 50 anos. Essa mesma turma também estava participando de uma outra pesquisa maior, a Health and Retirement Study, que tem investigado, desde 1990, a

saúde de americanos que passam dos 50 anos. Em Um capítulo por dia, os pesquisadores dividiram as 3.635 pessoas em três grupos:

os “não leitores” (quem não tinha o hábito de ler), os “leitores” (que liam por até três horas e meia na semana) e os “super leitores” (quem lia mais de três horas e meia por semana). Para definir os grupos, os participantes responderam a algumas perguntas simples sobre quanto tempo passavam lendo livros, revistas e jornais por semana. Aí, 12 anos depois, os cientistas compararam esses hábitos aos dados de saúde do Health and Retirement Study, e descobriram o seguinte: os não leitores haviam morrido mais cedo do que os leitores, e bem mais cedo do que os super leitores. Quem lia até 3h30 por semana, segundo o estudo, tinha 17% menos chances de morrer antes dos 62 anos do que quem não lia nada – e quem fazia parte do grupo dos super leitores tinha 23% menos chances de bater as botas antes dos 62. Além disso, esse resultado foi geral – não tinha a ver com gênero, classe social, problemas psicológicos nem nível de educação. Fazendo as contas, dá para ver que não precisa de muito trabalho para ser um super leitor: um pouco mais de meia hora de leitura por dia já é o suficiente para fazer parte desse grupo. Mas tem um truque aí: não adianta ler qualquer coisa, porque a mágica

funciona com livros – quando os cientistas compararam o tempo de vida das pessoas

que liam apenas jornais e revistas, mesmo que fosse muita leitura, a longevidade não

era tão grande quanto a dos super leitores de livros.Então sai já dessa tela!

 

Fonte: D’Angelo (2016).

É válido lembrar que uma pesquisa pode apresentar objetivos que se enquadram em mais de uma classificação, isso vai depender da natureza de seus propósitos.

em mais de uma classificação, isso vai depender da natureza de seus propósitos. Métodos e Técnicas

4.3 Classificação da pesquisa conforme os procedimentos técnicos empregados

Depois de resolver questões conceituais da pesquisa, como formulação do problema, construção de hipóteses e identificação das variáveis, é necessário definir

o delineamento da pesquisa. Para tanto, é levado em consideração o ambiente em

que são coletados os dados e as formas de controle das variáveis, nesse momento, a

preocupação do pesquisador recai sobre os problemas mais práticos de verificação da pesquisa, pois é o delineamento que proporciona os meios técnicos para a investigação (GIL, 2010). O delineamento da pesquisa leva em consideração o procedimento adotado para a coleta de dados, assim, existem dois grupos de delineamentos, aqueles que utilizam fontes de “papel” e aqueles que utilizam de pessoas para obtenção de dados. A pesquisa bibliográfica e pesquisa documental utilizam fontes de “papel”,

já a experimental, ex-post-facto, o levantamento e o estudo de caso tem como fonte

de dados as pessoas (GIL, 2010). Portanto, as pesquisas podem ser classificadas quanto aos procedimentos técnicos utilizados como: bibliográfica, documental, experimental, levantamento, estudo de caso, ex-post-facto, pesquisa-ação e participante. Vejamos cada uma delas.

4.3.1 Pesquisa bibliográfica

Elaborada a partir de material já publicado que passou por tratamento analítico, assim, o propósito dessas publicações é que sejam lidas e consultadas por

grupos específicos. Os materiais bibliográficos de aporte são os livros, artigos, teses, dissertações, anais de eventos que estão no formato impresso ou digital. De certa forma, toda pesquisa é bibliográfica, pois se recorre às publicações já existentes para fundamentar o trabalho de pesquisa. É indispensável nos estudos históricos, visto que em alguns casos a bibliografia é a única maneira para conhecer os fatos (GIL, 2010). Esse tipo de pesquisa tenta explicar um problema a partir das teorias publicadas,

para tanto, o pesquisador “[

identificando as teorias produzidas, analisando-as e avaliando sua contribuição para

] ”, assim,

irá levantar o conhecimento disponível na área,

]

auxiliar a compreender ou explicar o problema objeto da investigação [

seu objetivo consiste em conhecer e analisar as contribuições teóricas sobre um tema

ou problema (DEMO, 2013, p. 122).

Exemplo: Quando o pesquisador faz uma revisão de literatura sobre a temática “bibliotecário escolar e

Exemplo:

Exemplo: Quando o pesquisador faz uma revisão de literatura sobre a temática “bibliotecário escolar e sua
Exemplo: Quando o pesquisador faz uma revisão de literatura sobre a temática “bibliotecário escolar e sua
Exemplo: Quando o pesquisador faz uma revisão de literatura sobre a temática “bibliotecário escolar e sua
Exemplo: Quando o pesquisador faz uma revisão de literatura sobre a temática “bibliotecário escolar e sua
Exemplo: Quando o pesquisador faz uma revisão de literatura sobre a temática “bibliotecário escolar e sua
Quando o pesquisador faz uma revisão de literatura sobre a temática “bibliotecário escolar e sua

Quando o pesquisador faz uma revisão de literatura sobre a temática “bibliotecário escolar e sua importância no incentivo à leitura”. Nesse caso, ele analisa as publicações científicas a respeito do tema, estas constituem as principais fontes para obter os resultados da pesquisa.

publicações científicas a respeito do tema, estas constituem as principais fontes para obter os resultados da
publicações científicas a respeito do tema, estas constituem as principais fontes para obter os resultados da
publicações científicas a respeito do tema, estas constituem as principais fontes para obter os resultados da
publicações científicas a respeito do tema, estas constituem as principais fontes para obter os resultados da
publicações científicas a respeito do tema, estas constituem as principais fontes para obter os resultados da
publicações científicas a respeito do tema, estas constituem as principais fontes para obter os resultados da
publicações científicas a respeito do tema, estas constituem as principais fontes para obter os resultados da
do tema, estas constituem as principais fontes para obter os resultados da pesquisa. 46 Métodos e

4.3.2

Pesquisa documental

Elaborada a partir de documentos que foram produzidos com finalidades diversas e não receberam tratamento analítico. Geralmente são documentos internos, de acesso restrito vinculado a uma organização/instituição. Os materiais de aporte são documentos institucionais, cartas e diários pessoais, folders, convites, fotos,

imagens, filmes, escrituras, testamentos, registros estatísticos, jornais e outros objetos que podem ser considerados como documentos de pesquisa (GIL, 2010). Conforme Severino (2007, p. 123), a pesquisa documental apresenta uma diversidade de materiais informacionais, estejam eles no formato físico ou digital. Nesse tipo de pesquisa “[ ] os conteúdos dos textos ainda não tiveram nenhum tratamento analítico, são ainda

a matéria prima, a partir da qual o pesquisador vai desenvolver sua investigação e análise.”

Exemplo: Quando o pesquisador pretende conhecer as motivações que levaram a criação do curso de
Exemplo: Quando o pesquisador pretende conhecer as motivações que levaram a criação do curso de
Exemplo: Quando o pesquisador pretende conhecer as motivações que levaram a criação do curso de

Exemplo:

Exemplo:
Exemplo: Quando o pesquisador pretende conhecer as motivações que levaram a criação do curso de Biblioteconomia
Exemplo: Quando o pesquisador pretende conhecer as motivações que levaram a criação do curso de Biblioteconomia
Exemplo: Quando o pesquisador pretende conhecer as motivações que levaram a criação do curso de Biblioteconomia
Exemplo: Quando o pesquisador pretende conhecer as motivações que levaram a criação do curso de Biblioteconomia
Quando o pesquisador pretende conhecer as motivações que levaram a criação do curso de Biblioteconomia

Quando o pesquisador pretende conhecer as motivações que levaram a criação do curso de Biblioteconomia da Unochapecó. Nesse caso, as principais fontes para o desenvolvimento da pesquisa constituem-se nos documentos institucionais (portarias, memorandos, atas, PPP) e outros documentos que não receberam tratamento analítico. Assim, como o relato (oral ou escrito) das pessoas que estiveram envolvidas na criação do curso.

tratamento analítico. Assim, como o relato (oral ou escrito) das pessoas que estiveram envolvidas na criação
tratamento analítico. Assim, como o relato (oral ou escrito) das pessoas que estiveram envolvidas na criação
tratamento analítico. Assim, como o relato (oral ou escrito) das pessoas que estiveram envolvidas na criação
tratamento analítico. Assim, como o relato (oral ou escrito) das pessoas que estiveram envolvidas na criação
tratamento analítico. Assim, como o relato (oral ou escrito) das pessoas que estiveram envolvidas na criação
tratamento analítico. Assim, como o relato (oral ou escrito) das pessoas que estiveram envolvidas na criação
tratamento analítico. Assim, como o relato (oral ou escrito) das pessoas que estiveram envolvidas na criação
tratamento analítico. Assim, como o relato (oral ou escrito) das pessoas que estiveram envolvidas na criação
tratamento analítico. Assim, como o relato (oral ou escrito) das pessoas que estiveram envolvidas na criação

4.3.3

Pesquisa experimental

consiste em determinar um objeto de estudo,

selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.” (GIL, 2010, p. 51). Nesse tipo de pesquisa o pesquisador analisa um problema, cria hipóteses e manipula as variáveis referentes ao fenômeno observado, ao manipular de forma qualitativa ou quantitativa as variáveis tem-se o estudo das causas e efeitos do fenômeno, com isso

é permitido que pesquisador controle e avalie os resultados dessas relações (DEMO,

2013). São exemplos clássicos de pesquisa experimental aquelas que utilizam os ratos de laboratório, porções líquidas e bactérias, visto que não sofrem limitações quanto ao experimento, sendo possível o controle e manipulação das variáveis. Pesquisas desse tipo são mais recorrentes na área da saúde, no entanto, podem ocorrer estudos experimentais de campo. Lembrando que existe diferença na experimentação de laboratório e na de campo, considerando as situações em que

] criar um

ocorrem e as influências que sofrem. No laboratório o pesquisador pode “[

cenário desejado, no qual controla ou manipula as variáveis, tendo a capacidade de analisar o efeito da manipulação das variáveis independentes (causa) e dependentes

Esse tipo de pesquisa “[

]

das variáveis independentes (causa) e dependentes Esse tipo de pesquisa “[ ] Métodos e Técnicas de

(efeito).” (RAUPP; BEUREN, 2003, p. 88). Já os experimentos de campo não dispõem da alta precisão na manipulação e controle das variáveis e suas relações.

Exemplo: O pesquisador pretende conhecer como se comportam os usuários da biblioteca diante do novo
Exemplo: O pesquisador pretende conhecer como se comportam os usuários da biblioteca diante do novo

Exemplo:

Exemplo: O pesquisador pretende conhecer como se comportam os usuários da biblioteca diante do novo sistema
Exemplo: O pesquisador pretende conhecer como se comportam os usuários da biblioteca diante do novo sistema
Exemplo: O pesquisador pretende conhecer como se comportam os usuários da biblioteca diante do novo sistema
Exemplo: O pesquisador pretende conhecer como se comportam os usuários da biblioteca diante do novo sistema
Exemplo: O pesquisador pretende conhecer como se comportam os usuários da biblioteca diante do novo sistema
Exemplo: O pesquisador pretende conhecer como se comportam os usuários da biblioteca diante do novo sistema
O pesquisador pretende conhecer como se comportam os usuários da biblioteca diante do novo sistema

O pesquisador pretende conhecer como se comportam os usuários da biblioteca diante do novo sistema de pesquisa. Nesse caso, são selecionados indivíduos para experimentar o sistema de pesquisa, aos participantes são propostos comandos relacionados à interface do sistema, as opções de busca, as estratégias de pesquisa, sendo contabilizado o tempo utilizado para fazer a pesquisa, enfim, são determinadas variáveis. O pesquisador observa e registra os dados referentes a cada variável. Concluído o experimento ele analisa os resultados.

O pesquisador observa e registra os dados referentes a cada variável. Concluído o experimento ele analisa
O pesquisador observa e registra os dados referentes a cada variável. Concluído o experimento ele analisa
O pesquisador observa e registra os dados referentes a cada variável. Concluído o experimento ele analisa
O pesquisador observa e registra os dados referentes a cada variável. Concluído o experimento ele analisa
O pesquisador observa e registra os dados referentes a cada variável. Concluído o experimento ele analisa
O pesquisador observa e registra os dados referentes a cada variável. Concluído o experimento ele analisa
O pesquisador observa e registra os dados referentes a cada variável. Concluído o experimento ele analisa
O pesquisador observa e registra os dados referentes a cada variável. Concluído o experimento ele analisa
O pesquisador observa e registra os dados referentes a cada variável. Concluído o experimento ele analisa

4.3.4 Levantamento ou survey

As pesquisas de levantamento (survey) se

caracterizam pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento

se deseja conhecer. Basicamente, procede-se a solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para em seguida, mediante análise quantitativa, obter as conclusões correspondentes dos dados coletados. (GIL, 2010, p. 55).

] [

O levantamento pode ocorrer de duas formas: censo: quando é coletado informações de todos os integrantes do universo da pesquisa, geralmente é desenvolvido por governos ou instituições que visam conhecer informações gerais da população, tais como renda familiar, faixa etária, nível de escolaridade etc.; amostragem: quando não são pesquisados todos os integrantes da população estudada e por meio de procedimentos estatísticos seleciona-se uma amostra significativa do universo ou população. O levantamento não exige aprofundamento sobre objeto ou fenômeno estudado, é recorrente em pesquisas descritivas que visam conhecer opiniões e atitudes (preferência eleitoral, comportamento do consumidor), são contraindicados no estudo de problemas referentes às estruturas sociais complexas (GIL, 2010).

Exemplo: Quando o pesquisador verifica se a população de Chapecó frequenta e utiliza os serviços
Exemplo: Quando o pesquisador verifica se a população de Chapecó frequenta e utiliza os serviços

Exemplo:

Exemplo: Quando o pesquisador verifica se a população de Chapecó frequenta e utiliza os serviços da
Exemplo: Quando o pesquisador verifica se a população de Chapecó frequenta e utiliza os serviços da
Exemplo: Quando o pesquisador verifica se a população de Chapecó frequenta e utiliza os serviços da
Exemplo: Quando o pesquisador verifica se a população de Chapecó frequenta e utiliza os serviços da
Exemplo: Quando o pesquisador verifica se a população de Chapecó frequenta e utiliza os serviços da
Exemplo: Quando o pesquisador verifica se a população de Chapecó frequenta e utiliza os serviços da
Quando o pesquisador verifica se a população de Chapecó frequenta e utiliza os serviços da

Quando o pesquisador verifica se a população de Chapecó frequenta e utiliza os serviços da Biblioteca Municipal e analisa seus hábitos de leitura (o que lê, quando lê, onde lê). Nesse caso, terá que decidir se entrevistará toda a população de Chapecó ou uma amostra. Assim, deve levar em consideração o tempo e os recursos disponíveis para o desenvolvimento da pesquisa.

ou uma amostra. Assim, deve levar em consideração o tempo e os recursos disponíveis para o
ou uma amostra. Assim, deve levar em consideração o tempo e os recursos disponíveis para o
ou uma amostra. Assim, deve levar em consideração o tempo e os recursos disponíveis para o
ou uma amostra. Assim, deve levar em consideração o tempo e os recursos disponíveis para o
ou uma amostra. Assim, deve levar em consideração o tempo e os recursos disponíveis para o
ou uma amostra. Assim, deve levar em consideração o tempo e os recursos disponíveis para o
ou uma amostra. Assim, deve levar em consideração o tempo e os recursos disponíveis para o
ou uma amostra. Assim, deve levar em consideração o tempo e os recursos disponíveis para o
ou uma amostra. Assim, deve levar em consideração o tempo e os recursos disponíveis para o
o tempo e os recursos disponíveis para o desenvolvimento da pesquisa. 48 Métodos e Técnicas de

4.3.5 Estudo de caso

é uma investigação empírica que investiga um fenômeno

contemporâneo em profundidade e em seu contexto de vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não são claramente evidentes.” (YIN, 2010, p. 39). O estudo de caso almeja entender os fenômenos sociais complexos,

permitindo preservar as características holísticas e significativas dos eventos da vida real. Estes estudos são relevantes ou indicados quando o pesquisador deseja responder questões do tipo “como” ou “porque” funciona um fenômeno social e quando o pesquisador tem pouco controle sobre os eventos. Os estudos de caso não procuram fazer generalização dos resultados, uma vez que seu foco é interpretar e compreender de forma profunda os fenômenos (YIN, 2010). Na visão de Gil (2010, p. 58), estudo de

é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos,

caso “[

de maneira a permitir o seu conhecimento amplo e detalhado.” Por ser desenvolvido com foco específico demanda tempo para sua realização e intensidade por parte do pesquisador, este tipo de pesquisa pode combinar diferentes técnicas de coleta de dados, como entrevista e observação.

O estudo de caso “[

]

]

Exemplo: Quando o pesquisador faz um estudo de usuário na biblioteca onde atua. Nesse caso,
Exemplo: Quando o pesquisador faz um estudo de usuário na biblioteca onde atua. Nesse caso,
Exemplo: Quando o pesquisador faz um estudo de usuário na biblioteca onde atua. Nesse caso,

Exemplo:

Exemplo:
Exemplo: Quando o pesquisador faz um estudo de usuário na biblioteca onde atua. Nesse caso, poderá
Exemplo: Quando o pesquisador faz um estudo de usuário na biblioteca onde atua. Nesse caso, poderá
Exemplo: Quando o pesquisador faz um estudo de usuário na biblioteca onde atua. Nesse caso, poderá
Exemplo: Quando o pesquisador faz um estudo de usuário na biblioteca onde atua. Nesse caso, poderá
Quando o pesquisador faz um estudo de usuário na biblioteca onde atua. Nesse caso, poderá

Quando o pesquisador faz um estudo de usuário na biblioteca onde atua. Nesse caso, poderá analisar o comportamento de busca e uso da informação por parte dos frequentadores da biblioteca, para tanto, poderá aplicar um questionário on-line, fazer entrevistas com os usuários da biblioteca ou observar o comportamento dos mesmos. No estudo de caso, são selecionados um ou poucos objetos de estudo, porém, a investigação é profunda.

dos mesmos. No estudo de caso, são selecionados um ou poucos objetos de estudo, porém, a
dos mesmos. No estudo de caso, são selecionados um ou poucos objetos de estudo, porém, a
dos mesmos. No estudo de caso, são selecionados um ou poucos objetos de estudo, porém, a
dos mesmos. No estudo de caso, são selecionados um ou poucos objetos de estudo, porém, a
dos mesmos. No estudo de caso, são selecionados um ou poucos objetos de estudo, porém, a
dos mesmos. No estudo de caso, são selecionados um ou poucos objetos de estudo, porém, a
dos mesmos. No estudo de caso, são selecionados um ou poucos objetos de estudo, porém, a
dos mesmos. No estudo de caso, são selecionados um ou poucos objetos de estudo, porém, a
dos mesmos. No estudo de caso, são selecionados um ou poucos objetos de estudo, porém, a

4.3.6

Pesquisa ex-post-facto

Em poucas palavras, o que define essa modalidade de pesquisa é que o “experimento” é realizado após o fato. Nesse tipo de investigação o pesquisador não tem controle direto das variáveis independentes, pois suas manifestações já aconteceram e por natureza não são manipuláveis. Sendo assim, os fatos são espontâneos e não provocados pelo pesquisador (GIL, 2010).

Exemplo: O pesquisador investiga quais foram os efeitos/mudanças ocasionadas no comportamento de leitura dos alunos
Exemplo: O pesquisador investiga quais foram os efeitos/mudanças ocasionadas no comportamento de leitura dos alunos

Exemplo:

Exemplo: O pesquisador investiga quais foram os efeitos/mudanças ocasionadas no comportamento de leitura dos alunos do
Exemplo: O pesquisador investiga quais foram os efeitos/mudanças ocasionadas no comportamento de leitura dos alunos do
Exemplo: O pesquisador investiga quais foram os efeitos/mudanças ocasionadas no comportamento de leitura dos alunos do
Exemplo: O pesquisador investiga quais foram os efeitos/mudanças ocasionadas no comportamento de leitura dos alunos do
Exemplo: O pesquisador investiga quais foram os efeitos/mudanças ocasionadas no comportamento de leitura dos alunos do
Exemplo: O pesquisador investiga quais foram os efeitos/mudanças ocasionadas no comportamento de leitura dos alunos do
O pesquisador investiga quais foram os efeitos/mudanças ocasionadas no comportamento de leitura dos alunos do

O pesquisador investiga quais foram os efeitos/mudanças ocasionadas no comportamento de leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não existia biblioteca escolar.

leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não
leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não
leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não
leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não
leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não
leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não
leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não
leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não
leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não
leitura dos alunos do ensino médio após a instalação da biblioteca em uma escola onde não
a instalação da biblioteca em uma escola onde não existia biblioteca escolar. Métodos e Técnicas de

4.3.7

Pesquisa-ação

É uma modalidade de pesquisa que não se enquadra no modelo clássico

como uma metodologia voltada para

intervenção, desenvolvimento e mudança no âmbito de grupos, organizações e comunidades.” Caracteriza-se pela interação entre pesquisador e pessoas envolvidas na situação investigada. Essa modalidade de pesquisa conduz à ação social, supondo uma

procura diagnosticar

de pesquisa científica, emerge assim “[

]

ação planejada de caráter social, cultural ou técnico no qual “[

um problema específico numa situação específica, com vistas a alcançar algum resulto prático, não visa obter enunciados científicos generalizáveis.” (GIL, 2010, p.42). Sendo assim, a pesquisa-ação é

]

] [

estreita associação com uma ação ou ainda, com a resolução de um problema coletivo, onde todos os pesquisadores ou participantes estão envolvidos de modo cooperativo e participativo. (THIOLLENT, 1985, p. 14 apud GIL, 2010, p. 42).

um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em

Exemplo:

Exemplo: Imaginamos que o pesquisador detecta um problema pelo qual a biblioteca enfrenta, o problema tem
Imaginamos que o pesquisador detecta um problema pelo qual a biblioteca enfrenta, o problema tem

Imaginamos que o pesquisador detecta um problema pelo qual a biblioteca enfrenta, o problema tem como causa os conflitos de relacionamento da equipe da biblioteca (bibliotecários e auxiliares da biblioteca), nesse contexto, o pesquisador e participantes da pesquisa juntos propõem uma ação para resolver essa questão.

nesse contexto, o pesquisador e participantes da pesquisa juntos propõem uma ação para resolver essa questão.
nesse contexto, o pesquisador e participantes da pesquisa juntos propõem uma ação para resolver essa questão.
nesse contexto, o pesquisador e participantes da pesquisa juntos propõem uma ação para resolver essa questão.

4.3.8

Pesquisa participante

É desenvolvida com base nas interações entre pesquisador e membros das

situações investigadas, mas não requer ação planejada. Seu diferencial está na emancipação das pessoas ou comunidades que a realizam (GIL, 2010). O autor explica que nesse modelo

] [

não ficam a cargo de pesquisadores profissionais. A seleção dos problemas a serem estudados não emerge da simples decisão dos pesquisadores, mas da própria população envolvida, que os discute com os especialistas apropriados. (GIL, 2010, p. 43).

a população não é considerada passiva e seu planejamento e condução

Nessa modalidade de pesquisa, o ideal é promover a participação de todos e emergir na cultura e no universo dos sujeitos da pesquisa. Além disso, a pesquisa participativa valoriza a experiência profissional tanto dos pesquisadores como pesquisados o que possibilita aplicação prática da temática investigada.

como pesquisados o que possibilita aplicação prática da temática investigada. 50 Métodos e Técnicas de Pesquisa
Exemplo: O pesquisador com os participantes selecionam um problema e juntos desenvolvem a pesquisa. Nesse
Exemplo: O pesquisador com os participantes selecionam um problema e juntos desenvolvem a pesquisa. Nesse

Exemplo:

Exemplo: O pesquisador com os participantes selecionam um problema e juntos desenvolvem a pesquisa. Nesse caso,
Exemplo: O pesquisador com os participantes selecionam um problema e juntos desenvolvem a pesquisa. Nesse caso,
Exemplo: O pesquisador com os participantes selecionam um problema e juntos desenvolvem a pesquisa. Nesse caso,
Exemplo: O pesquisador com os participantes selecionam um problema e juntos desenvolvem a pesquisa. Nesse caso,
Exemplo: O pesquisador com os participantes selecionam um problema e juntos desenvolvem a pesquisa. Nesse caso,
Exemplo: O pesquisador com os participantes selecionam um problema e juntos desenvolvem a pesquisa. Nesse caso,
O pesquisador com os participantes selecionam um problema e juntos desenvolvem a pesquisa. Nesse caso,

O pesquisador com os participantes selecionam um problema e juntos desenvolvem a pesquisa. Nesse caso, os participantes têm a liberdade de integrar e opinar em todas as etapas da pesquisa.

desenvolvem a pesquisa. Nesse caso, os participantes têm a liberdade de integrar e opinar em todas
desenvolvem a pesquisa. Nesse caso, os participantes têm a liberdade de integrar e opinar em todas
desenvolvem a pesquisa. Nesse caso, os participantes têm a liberdade de integrar e opinar em todas
desenvolvem a pesquisa. Nesse caso, os participantes têm a liberdade de integrar e opinar em todas
desenvolvem a pesquisa. Nesse caso, os participantes têm a liberdade de integrar e opinar em todas
desenvolvem a pesquisa. Nesse caso, os participantes têm a liberdade de integrar e opinar em todas
desenvolvem a pesquisa. Nesse caso, os participantes têm a liberdade de integrar e opinar em todas
desenvolvem a pesquisa. Nesse caso, os participantes têm a liberdade de integrar e opinar em todas
desenvolvem a pesquisa. Nesse caso, os participantes têm a liberdade de integrar e opinar em todas

Observamos que cada tipo de pesquisa utiliza de uma técnica para coletar os dados. De maneira geral, todas as pesquisas podem ser consideradas bibliográficas, pois é necessário recorrer à literatura científica para desenvolver a pesquisa. Além disso, a escolha da técnica de pesquisa está atrelada ao problema de pesquisa e aos objetivos delimitados. Entendidos os tipos de pesquisas diante dos objetivos, problema e técnicas de pesquisa, a seguir veremos o que é método científico e quais são os métodos de abordagem e procedimento empregados na investigação científica.

5 O QUE É MÉTODO CIENTÍFICO?

Ao abordar o conceito de método científico adentramos com ênfase na investigação científica, pois é a adoção de metodologias, procedimentos e técnicas na pesquisa que qualifica o conhecimento como científico. Qualquer pesquisa que não indique a aplicação de métodos e técnicas no seu processo de desenvolvimento compromete sua aceitabilidade perante a comunidade científica. Portanto “não há ciência sem o emprego de métodos científicos” (MARCONI; LAKATOS, 2003, p. 83), uma vez que é preciso demonstrar operações mentais e técnicas que permitam a sua verificação (GIL, 2010). De maneira geral o método está relacionado ao caminho e as estratégias que o pesquisador traça para alcançar um resultado ou objetivo, especificamente o método

conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para

se atingir o conhecimento.” (GIL, 2010, p. 8). Portanto, envolve a forma de proceder

científico é um “[

]

no desenvolvimento da pesquisa, inclui a escolha de técnicas e instrumentos a partir do problema de pesquisa. Na visão de Marconi e Lakatos (2003, p. 83),

método é o conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, com

maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo - conhecimentos válidos e verdadeiros – traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando a decisão do cientista.

] [

Na visão de Minayo (2010) o método é o caminho de pensamento e prática exercida na abordagem, incluindo os métodos, as técnicas, a criatividade e habilidade do pesquisador. Portanto, fornece parâmetros a serem seguidos, norteando a pesquisa. Rúdio (2011, p. 17) explica que o método serve de guia para o estudo sistemático

] a

e busca resolução do problema de pesquisa, o método da pesquisa científica é “[

busca resolução do problema de pesquisa, o método da pesquisa científica é “[ Métodos e Técnicas

elaboração, consciente e organizada, dos diversos procedimentos que nos orientam

o ato reflexivo, isto é, a operação discursiva de nossa mente.” É preciso ficar claro a distinção que existe entre método e metodologia. Nesse sentido, Richardson (2008) destaca que o método é o caminho, ou a maneira, seguido para se alcançar um fim ou objetivo, por sua vez, a metodologia envolve os procedimentos e regras utilizados por determinado método. O autor ressalta que o

] [

metodologias são as regras estabelecidas para o método científico, por exemplo: a necessidade de observar, a necessidade de formular hipóteses, a elaboração de instrumentos etc. (RICHARDSON, 2008, p. 22).

método científico é o caminho da ciência para chegar um objetivo. As

quando o homem começou a

interrogar-se a respeito dos fatos do mundo exterior, na cultura e na natureza, surgiu

a necessidade de uma metodologia da pesquisa científica.” A autora ainda afirma

que “[

busca do conhecimento.” (ANDRADE, 1999, p. 112). Toda pesquisa apresentará uma seção no qual abordará a metodologia ou os procedimentos metodológicos empregados no seu desenvolvimento. A descrição dos procedimentos metodológicos permite que outros pesquisadores adotem os mesmos procedimentos e com isso obtenham resultados similares. Não existe um método universal aplicável a todas as áreas do conhecimento, mas existem vários métodos que são determinados pelo tipo de objeto investigado e pela classe de preposições a descobrir. Com isso, dizemos que o método aplicado na Matemática é distinto do método aplicado na Biblioteconomia. A fim de categorização, os métodos são classificados em dois grupos, os métodos de abordagem proporcionam as bases lógicas da investigação científica e os métodos de procedimentos, que são específicos às etapas da pesquisa, operam num nível mais concreto e esclarecem os procedimentos técnicos utilizados na investigação (GIL, 2010).

metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na

Andrade (1999, p. 112) explica que “[

]

]

5.1 Métodos de abordagem

Esses métodos esclarecem os procedimentos lógicos adotados no processo de investigação dos fatos da natureza e da sociedade, são desenvolvidos sob elevado grau de abstração e com seu uso o pesquisador consegue decidir o grau de alcance

da pesquisa, as regras de explicação dos fatos e a validade das generalizações (GIL, 2010). Tais métodos se referem ao plano geral do trabalho, aos fundamentos lógicos

e ao processo de raciocínio adotado (ANDRADE, 1999).

método de abordagem é conjunto de procedimentos

utilizados na investigação de fenômenos ou no caminho para chegar-se à verdade.” (ANDRADE, 1999, p. 112). Fazem parte dessa categoria cinco métodos de investigação:

dedutivo, indutivo, hipotético-dedutivo, dialético e fenomenológico. Esses estão relacionados a correntes filosóficas e objetivam explicar como se processa o

Nesse sentido, “[

]

correntes filosóficas e objetivam explicar como se processa o Nesse sentido, “[ ] 52 Métodos e

conhecimento da realidade. No entanto, a escolha por um deles leva em consideração

a natureza do objeto pesquisado, os recursos materiais disponíveis, o nível de

abrangência da pesquisa, e a inspiração filosófica do pesquisador (GIL, 2010). Vejamos uma breve definição de cada um deles:

5.1.1 Método dedutivo

Esse método sofre influência do racionalismo, uma vez que o conhecimento verdadeiro é obtido por meio da razão, foi proposto por Descartes, Spinoza e Leibnez. Nele uma cadeia de raciocínio que parte de uma visão geral para o particular é empregada para esclarecer ideias, visto que o raciocínio dedutivo objetiva explicar

o conteúdo de premissas. Destaca-se que sua característica é o silogismo, no qual

uma construção lógica formada por duas premissas gera uma terceira que fornece a

conclusão (GIL, 2010; ANDRADE, 1999).

A dedução é o caminho das consequências, pois uma cadeia de raciocínio

em conexão descendente, isto é, do geral para o particular, leva à conclusão. Segundo esse método, partindo-se de teorias e leis gerais, pode-se chegar

à determinação ou previsão de fenômenos particulares. (ANDRADE, 1999, p. 113).

Na dedução o ponto de partida é princípio reconhecido como verdadeiro e indiscutível. Seguem exemplos do raciocínio dedutivo, conforme Gil (2010, p. 9) e Marconi e Lakatos (2003, p. 91):

Todo homem é mortal. (premissa maior) Pedro é homem. (premissa menor) Logo, Pedro é mortal. (conclusão)

Todo mamífero tem um coração. (premissa maior) Ora, todos os cães são mamíferos. (premissa menor) Logo, todos os cães tem um coração. (conclusão)

O método dedutivo é bem visto e utilizado pela Física e Matemática, uma vez que os princípios podem ser enunciados como leis. Em contrapartida, seu uso é mais restrito nas ciências sociais (GIL, 2010).

5.1.2 Método indutivo

Esse método decorre de maneira inversa que o dedutivo e está relacionado ao empirismo. Foi proposto por Bacon, Hobbes, Locke, Hume, nele o conhecimento é fundamentado na experiência, desconsiderando princípios preestabelecidos. Acredita- se que observação leva a algo novo, desde que se paute em casos concretos que

se que observação leva a algo novo, desde que se paute em casos concretos que Métodos

confirmam a realidade. No método indutivo a cadeia de raciocínio segue uma conexão ascendente, ou seja, parte-se de uma noção particular (específico) para geral. Com base nas constatações particulares se obtêm teorias e leis gerais (ANDRADE, 1999; GIL, 2010). Conforme Marcone e Lakatos (2003, p. 86):

] [

particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contidas nas partes examinadas. Portanto, o objetivo dos argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é mais amplo do que os das premissas nas quais são baseadas.

indução é o processo mental por intermédio do qual, partindo de dados

Na indução as conclusões são prováveis, pois as conclusões obtidas pela indução correspondem a uma verdade não contida nas premissas. Veja exemplos do raciocínio indutivo conforme Andrade (1999, p. 114) e Gil (2010, p. 11):

O

calor dilata o ferro; (particular)

O

calor dilata o bronze; (particular)

O

calor dilata o cobre; (particular)

Logo, o calor dilata todos os metais. (universal, geral)

Antônio é mortal. Benedito é mortal. Carlos é mortal.

Zózimo é mortal. Ora, Antônio, Benedito, Carlos… e Zózimo são homens. Logo, (todos) os homens são mortais.

Na visão de Gil (2010), a indução é o método mais adequado para as pesquisas nas ciências sociais, visto que os estudiosos da sociedade apropriaram-se da observação como procedimento para se alcançar o conhecimento científico.

5.1.3 Método hipotético-dedutivo

Esse método é fundamentado nas críticas que Popper fez em relação ao método indutivo e está presente na obra A Lógica da investigação científica (1935). O princípio do referido método consiste na formulação de hipóteses que serão testadas para serem aceitas ou refutadas (GIL, 2010). As hipóteses são suposições, possíveis respostas que merecem ser comprovadas. O autor explica que

] [

insuficientes para a explicação de um fenômeno, surge o problema. Para tentar explicar a dificuldade expressa no problema, são formuladas conjecturas ou hipóteses. Das hipóteses formuladas, deduzem-se consequências que deverão testadas ou falseadas. Falsear significa tentar tornar falsas as consequências

quando os conhecimentos disponíveis sobre determinado assunto são

consequências quando os conhecimentos disponíveis sobre determinado assunto são 54 Métodos e Técnicas de Pesquisa

deduzidas das hipóteses. Enquanto no método dedutivo procura-se a todo custo confirmar a hipótese, no método Hipotético-dedutivo, ao contrário, procuram-se evidências empíricas para derrubá-la. (GIL, 2010, p. 12).

Nesse método o sujeito questiona, põe em dúvida o conhecimento científico já existente. Portanto, a pesquisa surge de dúvidas e da necessidade de construir

respostas para esclarecê-las, a possível resposta ou solução será rigorosamente testada, criticada (KÖCHE, 2013). Diferente da indução que privilegia a observação dos fatos particulares e depois

a

aparecimento do problema e da conjectura, que serão testados pela observação

e experimentação. Nesse sentido, as respostas científicas são sempre provisórias, assim, o método hipotético-dedutivo pode ser chamado de “método de tentativa e eliminação de erros”, pois a resolução dos problemas acontece por meio de tentativas

o

confirmação das hipóteses, o método hipotético-dedutivo defende, primeiramente,

e eliminação de erros (MARCONI; LAKATOS, 2011). Tal método é bem aceito nas pesquisas das ciências naturais, sendo influenciado pela corrente filosófica neopositivista (ANDRADE, 1999; GIL, 2010).

5.1.4 Método dialético

Esse método está relacionado ao materialismo dialético, inicialmente fundamentado na concepção de Hegel, em que admite-se a hegemonia das ideias sobre a matéria e depois revisto por Marx e Engels que admitiram a hegemonia da matéria em relação às ideias. Trata-se de um método de interpretação da realidade que

apresenta três princípios: unidade dos opostos, quantidade e qualidade e negação da

negação. Esse método permite uma interpretação dinâmica e totalizante da realidade, alega que os fatos sociais não podem ser entendidos e considerados isoladamente,

mas com base no contexto social, político, econômico e cultural (GIL, 2010). Na visão de Marconi e Lakatos (2003), quatro leis fundamentam o método dialético:

Ação recíproca: as coisas são analisadas na qualidade de objetos em movimentos que não estão acabados, mas em transformação, desenvolvimento, o fim de um processo é o começo de outro. As coisas são interdependentes uma das outras, a natureza e sociedade são compostas de objetos e fenômenos ligados entre si, condicionando-se reciprocamente. Mudança dialética: é a negação da negação, pois, ao negar uma coisa inicia- se a transformação das coisas em seu contrário. Inicialmente se tem uma tese que

é negada, na sequência aparece antítese que também é negada, como resultado da negação da tese e da antítese se obtém a síntese. Vejamos a explicação,

O ponto de partida é a tese, proposição positiva; essa proposição se nega ou se transforma em sua contrária – a proposição que nega a primeira é a

antítese e constitui a segunda fase do processo; quando a segunda proposição, antítese por sua vez é negada, obtém-se a terceira proposição ou síntese,

que é a negação da tese e antítese [

(MARCONI; LAKATOS, 2003, p. 102).

].

que é a negação da tese e antítese [ (MARCONI; LAKATOS, 2003, p. 102). ]. Métodos

Assim, duas coisas opostas resultam em uma terceira, visto que o desenvolvimento dialético prossegue através das negações. Passagem da quantidade à qualidade: as coisas em algum momento transformam-se de quantidade em qualidade.

Denominamos de mudança quantitativa o simples aumento ou diminuição

de quantidade. Por sua vez a mudança qualitativa seria a passagem de uma

a mudança qualitativa não é obra

do acaso, pois decorre necessariamente da mudança quantitativa. (MARCONI; LAKATOS, 2003, p. 104).

qualidade ou de um estado para outro [

]

Interpenetração dos contrários: a realidade é um movimento que assume formas quantitativas e qualitativas que estão inter-relacionadas, sendo uma

consequência da luta dos contrários. Trava-se uma luta entre o velho e o novo, o nascer

e o morrer. Os contrários se complementam, formam uma unidade dos contrários. Em resumo, esse método é contrário ao conhecimento rígido, pois se observa que tudo está em transformação, se opondo ao positivismo que privilegia procedimentos quantitativos. Portanto, é o método empregado em pesquisas qualitativas (GIL, 2010;

ANDRADE,1999).

5.1.5 Método fenomenológico

Movimento filosófico que surge no século XX, seus principais pensadores são Edmund Husserl, Martin Heidegger e Maurice Merleau-Ponty. Não é considerado dedutivo, tampouco indutivo, pois desconsidera leis e princípios para suas explicações. Tem por característica certo grau de subjetividade em virtude da não utilização de técnicas estruturadas para coleta de dados. A intenção da fenomenologia é “[ ] proporcionar uma descrição direta da experiência tal como ela é, sem nenhuma consideração acerca de sua gênese psicológica e das explicações causais que os especialistas podem dar.” (GIL, 2010, p. 14). Para a fenomenologia não existe apenas uma única realidade, podem existir outras de acordo com suas interpretações e comunicações, visto que a realidade é uma construção social. Na fenomenologia o sujeito é reconhecido como importante na construção do conhecimento e o pesquisador procura esclarecer o que é dado. “A pesquisa fenomenológica parte do cotidiano, da compreensão do modo de viver das pessoas,

procura resgatar os

].” (GIL,

e não de definições e conceitos [

significados atribuídos pelos sujeitos ao objeto que está sendo estudado [ 2010, p. 15). Tal método é utilizado em pesquisas qualitativas.

]”,

esse tipo de pesquisa “[

]

5.2 Métodos de procedimento

No entendimento de Marconi e Lakatos (2011, p. 91), os métodos de

são as etapas mais concretas da investigação, com finalidades mais

procedimento “[

]

as etapas mais concretas da investigação, com finalidades mais procedimento “[ ] 56 Métodos e Técnicas

restritas em termos de explicação geral dos fenômenos e menos abstratos. Dir-se-ia até serem técnicas que, pelo uso mais abrangente, se erigiram em métodos.” Os métodos de procedimento utilizados nas ciências sociais são: o histórico, o comparativo, o monográfico, o estatístico, o tipológico, o funcionalista e o estruturalista. Na visão de Gil (2010), os métodos de procedimento proporcionam ao investigador os meios técnicos para garantir objetividade e precisão no estudo, fornecem orientação para a realização da pesquisa, especificamente na obtenção, processamento e validação dos resultados. Assim, os métodos mais adotados nas ciências sociais são: o experimental, o observacional, o comparativo, o estatístico, o clínico e o monográfico. Vejamos cada um deles:

Método Histórico: como seu próprio nome infere, está ligado aos aspectos históricos. Consiste em investigar acontecimentos, processos e instituições do passado

] as atuais

formas de vida social, instituições e os costumes tem origem no passado, é importante pesquisar suas raízes, para compreender sua natureza e função.” (MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 91).

a fim de verificar sua influência na sociedade de hoje. Parte da ideia que “[

Método Comparativo: investiga indivíduos, classes, fenômenos ou fatos a fim de ressaltar as semelhanças ou diferenças entre eles. Permite o estudo comparativo de grandes grupos sociais, separados pelo tempo e espaço (GIL, 2010). “Realiza

comparações com a finalidade de verificar similitudes e explicar divergências [ usando tanto para comparações de grupos no presente e no passado, ou entre os

é

]

existentes e os do passado [

estágios de desenvolvimento (MARCONI; LAKATOS, 2001, p. 92).

]”,

assim, como, entre sociedade de iguais ou diferentes

partindo do princípio de que qualquer caso que

se estude em profundidade pode ser considerado representativo de muitos outros ou até de todos os casos semelhantes.” Envolve o estudo de determinados indivíduos, profissões, instituições, grupos ou comunidades a fim de obter generalizações (MARCONI; LAKATOS, 2001, p. 92).

Método Monográfico: “[

]

fundamenta-se na utilização da teoria estatística

das probabilidades. Suas conclusões apresentam grande probabilidade de serem verdadeira, embora admitam certa margem de erro.” Com a quantificação e a

comprovar as relações dos fenômenos entre

manipulação estatística é possível “[

si, e obter generalizações sobre sua natureza, ocorrência ou significado.” (ANDRADE, 1999, p. 116).

Método Estatístico: “[

]

]

consiste essencialmente em submeter os objetos

de estudo à influência de certas variáveis, em condições controladas e conhecidas pelo investigador, para observar os resultados que a variável produz no objeto.” É considerado como o método, por excelência, das ciências naturais (GIL, 2010, p. 16).

Método Experimental: “[

]

das ciências naturais (GIL, 2010, p. 16). Método Experimental : “[ ] Métodos e Técnicas de

Método Observacional: é o método mais utilizado nas ciências sociais e possibilita o mais alto grau de precisão nessa área de conhecimento. Nesse caso, o cientista não controla as variáveis, ou seja, não toma providência para alguma coisa acontecer, ele apenas observa algo que acontece ou já aconteceu (GIL, 2010).

apoia-se numa relação profunda entre pesquisador e

pesquisado. É utilizado, principalmente, na pesquisa psicológica, onde os pesquisados são indivíduos que procuram o psicólogo ou psiquiatra para obter ajuda.” Ao adotar esse método é preciso cuidado ao propor generalizações, uma vez que se apoia em casos individuais e envolve experiências subjetivas (GIL, 2010, p. 17).

Método Clínico: “[

]

Método Tipológico: foi preconizado por Marx Weber e apresenta semelhanças

com o método comparativo. Porém, “[

o pesquisador cria tipos ou modelos ideais, construídos a partir da análise de aspectos

essenciais do fenômeno.” (MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 94). Sua principal característica

é o fato de não existir na realidade, mas serve de modelo para análise e compreensão

de casos concretos, reais. Weber defende que o cientista deve distinguir os juízos de realidade (o que é) e os juízos de valor (o que deve ser) da análise científica, assim, o conhecimento é seguido pelo conhecimento. “O tipo ideal não expressa a totalidade da realidade, mas seus aspectos significativos, os caracteres mais gerais, os que se encontram regularmente no fenômeno estudado.” (MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 94). Cabe ao cientista ampliar certas qualidades e fazer ressaltar certos aspectos do fenômeno analisado.

ao comparar os fenômenos sociais complexos,

]

Método Funcionalista: foi utilizado por Bronislaw Malinowski e se enquadra

mais como um método de interpretação do que investigação. Considera que a sociedade é formada por partes distintas, inter-relacionadas e interdependentes no qual cada uma desempenha uma função social, as partes são bem entendidas quando

método funcionalista

estuda a sociedade do ponto de vista da função de suas unidades, isto é, como um

sistema organizado de atividades [

em funcionamento, um sistema em operação.” (MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 94-95). Assim, a sociedade é entendida como uma estrutura complexa de grupos e indivíduos envolvidos em ações e reações sociais, da mesma forma que é vista como um sistema de instituições correlacionados entre si, agindo e reagindo entre si.

o conceito de sociedade é visto como um todo

se compreende as funções que desempenham no todo. O “[

]

]

Método Estruturalista: foi desenvolvido por Lévi-Strauss, esse método parte

da

] [

abstrato, por intermédio da constituição de um modelo que representa o objeto de estudo, retornando, por fim, ao concreto, dessa vez com uma realidade estruturada e relacionada com a experiência do sujeito social. (MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 95).

investigação de um fenômeno concreto, eleva-se, a seguir, ao nível

2011, p. 95). investigação de um fenômeno concreto, eleva-se, a seguir, ao nível 58 Métodos e

Valoriza o uso da linguagem abstrata visto que permite a comparação de

caminha do concreto para o abstrato, e vice, versa,

dispondo na segunda etapa, de um modelo para analisar a realidade concreta dos diversos fenômenos.” (MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 95-96).

experiências. Esse método “[

]

LAKATOS, 2011, p. 95-96). experiências. Esse método “[ ] Síntese Observamos que, de acordo com os

Síntese

Observamos que, de acordo com os objetivos delimitados, as pesquisas podem ser classificadas como exploratórias, descritivas e explicativas. Em relação à abordagem do problema podem ser qualitativas, quantitativas ou quali- quantitativa (mistas). Diante da sua finalidade se caracterizam como pesquisa básica (pura) ou aplicada, sendo que ambas se complementam. No que diz respeito às técnicas de pesquisas, são utilizadas duas fontes para a coleta dos dados, sendo extraídos de fontes documentais (papel) e por meio de pessoas. No entanto, uma mesma pesquisa pode apresentar diferentes classificações, abordagens e técnicas, desde que siga os requisitos de cada uma delas. Demonstramos que o método científico denota o caminho percorrido para se obter um conhecimento confiável/seguro, portanto envolve a escolha de métodos, técnicas, instrumentos e estratégias aplicados para resolver o problema de pesquisa. Na contemporaneidade o método não pode ser concebido com uma visão rígida e previsível, o ideal seria a combinação de diferentes métodos na investigação, permitindo, assim, ampliar as possibilidades de análise e obtenção de resposta ao problema tratado. Por fim, destacamos o pensamento Silva e Menezes (2005, p. 23):

Pesquisa científica seria, portanto, a realização concreta de uma investigação planejada e desenvolvida de acordo com as normas

consagradas pela metodologia científica. Metodologia científica aqui entendida como um conjunto de etapas ordenadamente dispostas

que você deve vencer na investigação de um fenômeno. [

uma pesquisa com rigor científico pressupõe que você escolha um tema e defina um problema para ser investigado, elabore um plano de trabalho e, após a execução operacional desse plano, escreva um relatório final e este seja apresentado de forma planejada, ordenada, lógica e conclusiva.

Realizar

].

O desenvolvimento das pesquisas possibilita o avanço da ciência, à medida que novas descobertas são feitas, conceitos e teorias são revistos diante dos acréscimos cognitivos. O conhecimento está em constante reformulação, as

explicações dos fatos e fenômenos repousam em uma condição provisória. Assim, pesquisar é um processo que não tem fim em si mesmo.

provisória. Assim, pesquisar é um processo que não tem fim em si mesmo. Métodos e Técnicas
Para ler Para se aprofundar nos conteúdos da unidade, veja as referências a seguir de
Para ler
Para se aprofundar nos conteúdos da unidade, veja as referências a seguir
de leituras complementares:
CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 9. ed. São
Paulo: Cortez, 2008.
GOLDENBERG, Mirian. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa
em ciencias sociais. 13. ed. Rio de Janeiro: Record, 2013.
GEWANDSZNAJDER, Fernando. O que é método científico. São Paulo:
Pioneira, 1989.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Métodos para a pesquisa em Ciência
da Informação. Brasília: Thesaurus, 2007.
PEREIRA, Julio César R. Análise de dados qualitativos: estratégias
metodológicas para as ciências da saúde, humanas e sociais. 3. ed. São
Paulo: EDUSP: FAPESP, 2001.
TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a
pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1992.

REFERÊNCIAS

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BUNGE, M. Ciência e desenvolvimento. Belo Horizonte: Itatiaia, 1989.

CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Prentice-Hall,

2002.

CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; SILVA, Roberto da. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2007.

CRESWELL, J. W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.

: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. 60 Métodos e Técnicas