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UNIVERSIDADE POLITÉCNICA

A POLITÉCNICA

Escola Superior de Gestão, Ciências e Tecnologias

Curso de Psicologia

II Semestre

Disciplina de Processos Psicológico Básicos

Linguagem e Inteligência

Discentes:
Tália Castelo Branco Aly
Vanise Machado
Mayra Juma
Maideen
Patrícia

Docente: Rui Mendes

21 de Agosto de 2018
ÍNDICE
I. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 4
1. LINGUAGEM ......................................................................................................................... 6
1.1. A Natureza Da Linguagem ............................................................................................... 6
1.1.1. Formas de comunicação............................................................................................ 7
1.1.2. Tipos de linguagem ................................................................................................... 8
1.2. Estrutura Da Linguagem ................................................................................................ 10
1.2.1. Propriedades fundamentais do sistema de linguagem ............................................ 10
1.2.2. Estrutura hierarquica da linguagem ........................................................................ 12
1.2.3. Estruturas superficiais e subjacentes ....................................................................... 14
1.3. Aquisição Da Linguagem ............................................................................................... 14
1.3.1. As caracteísticas da linguagem da criança .............................................................. 14
1.3.2. Processo de formação da linguagem ....................................................................... 16
1.3.3. Desenvolvimento da linguagem.............................................................................. 18
2. INTELIGÊNCIA ................................................................................................................... 33
2.1. O Conceito...................................................................................................................... 33
2.2. Tipos de Inteligência ...................................................................................................... 34
2.3. Medição de Inteligência ................................................................................................. 35
2.4. Factores que influenciam na inteligência ....................................................................... 37
2.4.1. Factores genéticos ................................................................................................... 37
2.4.2. Factores ambientais ................................................................................................. 38
2.5. As Inteligências Múltiplas de Gardner ........................................................................... 40
2.5.1. Os tipos de inteligência e como desenvolvê-los ..................................................... 40
2.6. Qualidade de um teste .................................................................................................... 43
2.6.1. Fidedignidade.......................................................................................................... 43
2.6.2. Validade .................................................................................................................. 43
2.6.3. Sensibilidade ........................................................................................................... 43
II. CONCLUSÃO ................................................................................................................... 44
III. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................... 45
IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................... 47
Linguagem e Inteligência

I. INTRODUÇÃO

O presente trabalho trata de uma pesquisa bibliográfica, de análise qualitativa do conteúdo da


literatura pesquisada que aborda dois temas respactivamente, a Linguagem e a Inteligência. A
pesquisa bibliográfica compreende leitura, selecção, fichamento e arquivo dos tópicos de interesse
para a pesquisa em pauta, com vista a conhecer as contribuições científicas que efectuaram-se
sobre o assunto.

A linguagem é de fundamental importância para a inserção do indivíduo no mundo, uma habilidade


essencial para a socialização, o aprendizado e a inserção à cultura em que o indivíduo está inserido,
expondo suas ideias e vivendo de forma digna e autónoma em uma sociedade.

A aquisição de linguagem começa mesmo antes do nascimento do bebé. NA barriga o bebé através
da audição inicia o seu processo de aquisi,cão de linguagem captando os sons que vêm do ambiente
de fora da barriga. Ao nascer ele reconheçe a voz da mãe que foi ouvindo durante a gestação, e é
nos momentos de interação mãe e filho (amamentação, banho, mudança de fralda, etc) onde dá-se
o impulso para a aquisição da linguagem.

No entanto, para que ocorra a aquisição e o desenvolvimento adequado da linguagem e da fala,


muitos factores estão envolvidos desde o nascimento do bebé, entre eles a boa audição, o
adequado desenvolvimento neuropsicomotor e das funções neurovegetativas (respiração, sucção,
deglutição e mastigação), além da estimulação global da criança.

Os três primeiros anos de vida têm importância fundamental no desenvolvimento do cérebro


humano e é, portanto, o período ideal para esta aquisição. A estimulação através de conversas
espontâneas, brincadeiras, cantigas e leituras infantís propiciam a aquisição de habilidades que
favorecem o desenvolvimento da linguagem desde o período pré-linguístico ao línguistico.

As contribuições de Chomsky, Piaget e Skinner, bem como Vygostisky foram de extrema


importância para o entendimento do desenvolvimento da linguagem na criança. Várias teorias
foram postuladas, das quais são a base para os estudos nessa área.

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Francis Galton, Lewis Terman, Alfred Binet, David Wechsler, são alguns dos percursores que
contribuiram para a evolução dos estudos relacionados com a inteligência.

A criança aprende através da linguagem a solucionar problemas, raciocinar, a adaptar-se ao meio


inserido , estimulando e cultivando o seu cérebro, podemos assim dizer que, ela automaticamente
usa a sua inteligência. Vários são os factores que interferem no desenvolvimenrto da linguagem e
da inteligência, como por exemplo meio socio-cultural, heriditariedade, ambiente familiar.

Existem vários tipos de inteligência, e cada ser humano contém um pouco de cada uma delas, e
naturalmente existe uma que mais se destaca. Vários são os testes que testam a inteligência do
individuo, podendo destacar-se o teste de aptidão, conhecimento, personalidade, Q.I. Todos testes
devem ter qualidades para poderem ser usados, como fidelidade, sensibilidade e validade.

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1. LINGUAGEM

Linguagem é uma representação interna da realidade construída que utiliza um meio de


comunicação compartilhado socialmente. Sistema de signos arbitrários e compartilhado por um
grupo, com o objectivo de comunicar-se com os outros e que permite manipular mentalmente a
realidade na ausência dela. (site https://www.slideshare.net/WagnerdaMatta/psicolingustica-
algumas-teorias-sobre-a-aquisio-da-
linguagem?utm_source=slideshow02&utm_medium=ssemail&utm_campaign=share_slideshow_
loggedout)

A linguagem humana é um conjunto flexível de símbolos que permitem-nos comunicar nossas


idéias, pensamentos e sentimentos.(Morris e Maisto, 2004)

A linguagem humana é a capacidade que o humano tem de comunicar-se com os semelhantes por
meio de signos mediante mecanismos de natureza psico-fisiológica. A linguagem é ao mesmo
tempo física, fisiológica, psíquica e de domínio social e configura-se no único modo de ser do
pensamento, ou seja, sua matéria no plano do conteúdo, e realidade do pensamento, o próprio
elemento da comunicação e sua realização no plano da expressão. ( SAUSSURE, 1975, p.81 )

1.1. A Natureza Da Linguagem


Através da linguagem recebe-se, transporta-se e armazena-se informação. Em todo o planeta o ser
humano usa através dos idiomas, a linguagem para comunicar, organizar e reorganizar o
pensamento. A simples exposição à língua do grupo a que se pertence faz de uma criança falante
dessa língua, basta que haja interação adulto-criança desde o nascimento, ela ouça as pessoas a
falar a sua volta e que as mesmas o façam com ela. O ser humano já nasce com a capacidade
natural e expontânea para adquirir a linguagem na qual evolui do simples choro para comunicar
que tem fome, sede, etc, para uma sofistificação gramatical.

A linguagem faz parte da herança genética de cada indivíduo e é resultado de um processo existente
no cérebro humano no qual a linguagem expressa o que se passa no sistema nervoso, a mensagem
é passada de neurónio à neurónio.

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A linguagem é tão essencial que é impossível pensar na existência do homem e não associá-lo a
linguagem, pois é através dela que o homem mantém a comunicação.

Por comunicação entende-se o processo activo de troca de informação que envolve a codificação
( ou formulação), a transmissão e a descodificação (ou compreensão) de uma mensagem entre
dois, ou mais, intervenientes.( Sim-Sim,1998,p.21).

Para que a comunicação tenha sucesso é necessário que os dois ou mais intervenientes tenham
domínio do código comum (sistema de sinais usado para transmitir uma mensagem- exemplo
código Morse, língua natural,escrita braille) e utilizem o canal de comunicação ( meio usado
para transmitir a mensagem – exemplo comunicaçao verbal, escrita, gestual) apropriado à
situação.

1.1.1. Formas de comunicação

a) Comunicação Reflexiva

Consiste em gestos ou sinais (expressões faciais, corar...) que transmitem informação embora não
tenham sido concebidos para esse fim (padrões estereotipados {ex: chorar → quando sente dor
ou esta triste}). Estes sinais forneçem muita informação porém não com a finalidade de
comunicação.

b) Comunicação proposital ou intencional

Tem o objectivo de levar informação ao receptor e causar um efeito sobre o receptor da


informação, dependendo o seu seguimento da resposta deste (ex: ser humano usa gestos,
expressões faciais, movimentos, sons para enviar mensagens. Alterando o tom de voz a pessoa
expressa duas iidéias diferentes com a mesma expressão- “ uma loucura”.etc.).

As línguas ou idiomas são o tipo de comunicação intencional mais sofisticado. Elas relacionam
sistematicamente sons, letras ou sinais dando-lhes significado.

Segundo SIM-SIM, o sistema linguístico (linguagem) utiliza mecanismos de suporte


extralinguísticos (gestos, postura corporal e expressões faciais) ou paralinguísticos
(entoação,pausas e hesitações, velocidade e ritmo das produções). Embora existam enumeras
línguas, todas apresentam traços universais como:

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 São complexas

 São mutáveis no tempo

 São compostas por regras

 Expressam passado, presente e futuro, negação, interrogaçào e formulação de ordens

Os psicólogos que estudam a linguagem são chamados de Psicolinguístas. Eles concentram-se em


três questões fundamentais:

i. Compreensão da linguagem

ii. Produção da linguagem

iii. Aquisição da linguagem

1.1.2. Tipos de linguagem


a) Linguagem verbal
É o conjunto de palavras faladas ou escritas para se comunicar. A linguagem verbal utiliza
palavras para estabelecer a comunicação, que são utilizadas tanto na escrita como na oralidade.
Exemplo: cartas, email, poesia, bilhetes, reportagem,etc.

b) Linguagem não verbal


É o uso de imagens, figuras, desenhos, símbolos, dança, tom de voz, postura corporal, pintura,
música, mímica, escultura e gestos como meio de comunicação. A linguagem não verbal não

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utiliza palavras para estabelecer a comunicação. Pode ser até percebida nos animais, quando um
cão balança a cauda quer dizer que está feliz ou coloca a cauda entre as pernas medo, tristeza.
Exemplos: sinalização de trânsito, semáforo, logotipos, bandeiras, uso de cores para chamar a
atenção ou exprimir uma mensagem, pinturas.

c) Linguagem mista
Linguagem mista é o uso simultâneo da linguagem verbal e da linguagem não-verbal, usando
palavras escritas e figuras ao mesmo tempo. A linguagem mista ocorre quando chamamos uma
pessoa e ao mesmo tempo acenamos, quando dizemos que sim e ao mesmo tempo balançamos a
cabeça, quando dizemos não sei e ao mesmo tempo levantamos os ombros, etc. Exemplo: histórias
em quadrinhos, cartazes publicitários, em vídeos, etc.

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1.2. Estrutura Da Linguagem


Uma das formas para compreender-se o sistema de linguagem humana é tomar em conta a sua
estrurura básica. De acordo com Davidoff (2001), as línguas estruturam-se de modo ordenado,
significativo, social e criativo.(Gleitman,1981).

1.2.1. Propriedades fundamentais do sistema de linguagem

a) Ordenada ou estruturada

As pessoas constroem sentenças de acordo com príncipios gerais a que os linguístas denominam
regras de gramática. Existem diversos tipos de gramática, para os linguístas a que interessa é a
gramática descritiva, conjunto de regras e princípios que informa ás pessoas como criar e
entender um número quase infinito de elocuções em sua própria língua. Esta gramática não pode
ser descrita de forma completa nem ensinada.Embora não se possa definir com precisão todas as
regras descritivas aplicáveis, é nítido que todos a conhecem desde pequenos, aprendem sem
esforço suas leis e todos usam independentemente do diatecto falado. (Davidoff, 2001,p.263).

Com estas regras que ditam o arranjo das palavras em frases e sentenças, apenas arranjos
símbolicos padronizados têm significado e diferentes arranjos criam diferentes significações.
Alguns arranjos são aceitáveis e outros não, por exemplo pode-se dizer “ O alpinista pulou da
montanha com paraquedas”, mas a recombinação das palavras “ Paraquedas da montanha o
pulou alpinista com” já não seria uma frase aceite, pois quebra as regras gramaticais. A ordenação
de palavras em frases e sentenças é essencial para a transmissão dos pensamentos para que os
interlocutores possam entender-se mutuamente.

b) Significativa ou semântica

Os símbolos usados na linguaguem são arbitrários, não existe uma relação entre aparência e o som
da palavra e os objectos que elas representam mas têm um significado partilhado. As pessoas usam
sons falados e palavras escritas para representar objectos, acções, eventos e idéias. Por exemplo a
palavra “cavalo” refere-se a um animal quadrúpede pesado que tem uma crina e um rabo comprido
balançante .

Os símbolos permitem que as pessoas façam referência a objectos que possam estar em outro lugar
e a eventos que já ocorreram. Além disso são flexíveis, objectos diferentes podem ser chamados
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pelo mesmo nome para dar o mesmo significado. “Caneta” é um objecto usado para escrever , no
qual tem o mesmo significado em diversas línguas, “pen” em inglês, “stylo” em francês, “pluma”
em espanhol, todas elas têm um significado partilhado pelas pessoas que falam essas línguas. A
palavra “ Perna” pode ser usada em diferentes contextos querendo dar um significado semelhante:
“ órgãos de locomoção de muitos tipos de animais, também chamados "patas" e são geralmente
em número par. Utiliza-se o termo perna para indicar a parte de qualquer objecto que assenta num
suporte (cadeira, mesa, etc.), como na expressão perna da mesa.”

As combinações de palavras transmitem significados mais complexos, para decifrar o significado


as pessoas consideram o significado de cada palavra e a ordem das combinações de palavras.
“ Ratos atacam gatos”, diz algo muito diferente de “ Gatos atacam ratos”.

c) Criativa ou reprodutiva
Um número limitado de símbolos pode ser combinado numa variedade infinita de maneiras que
geram novas sentença. A cada dia as pessoas criam sentenças que nunca foram ditas e nunca vistas
antes, e as possibilidades para criar novas elocuções são praticamente ilimitadas.

d) Comunicativa e Função social


As pessoas usam linguagem para compartilhar informações e idéias. Quando há um diálogo as
pessoas seguem regras que aprenderam quando crianças nos seus grupos sociais ( família, escola,
amigos, etc): dentre elas esperar sua vez para falar, responder e adaptar as respostas para o ouvinte.
As pessoas comunicam-se para socializar, partilhando informações.

A linguagem diferencia grupos sociais, a língua institui-se como espaço simbólico de


identificação. Se o olhar deixar de ser direccionado para um indivíduo e for encarado para um
grupo social mais amplo, é fácil observar a relação entre o idioma e a cultura. A linguagem atribui
a cada indivíduo, bem como a sua comunidade linguística, um modo particular e peculiar de
perceber o mundo a sua volta.

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1.2.2. Estrutura hierarquica da linguagem


A linguagem tem uma estrutura em que sons básicos são combinados em unidades com sentido,
que são combinados em palavras, que são combinadas em sentenças. (Weiten, 2002,p.226). Pode-
se pensar na linguagem organizada em forma de hierarquia, da base ao topo.

1.2.2.1. Fonemas
São unidades básicas de som de uma linguagem falada, sendo a base da hierarquia da
linguagem. (Weiten, 2002,p.226). Basta que haja uma distinção de significado entre as palavras
usando o menor elemento sonoro, estamos perante um fonema. O homem ao falar emite sons, e
cada indivíduo tem a sua própria maneira de realizar os sons quando fala. Línguas diferentes
utilizam diferentes grupos de cerca de 20 a 80 fonemas.

Ex. de fonemas:

 Tia – Dia
 Fico – Fixo
Geralmente os fonemas são representados em barras: /m/, /b/, /a/,etc.

As vezes o fonema pode ser representado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso por exemplo
do fenoma /z/, que pode ser representado pelas letras z,s,x. Em outros casos a mesma letra pode
representar mais de um fonema, é o caso por exemplo da letra x. Além disso, alguns fonemas são
representados por combinações de letras como em ch e th na língua inglesa. O número de fonemas
nem sempre coincide com o número de letras, como por exemplo a palavra tóxico que tem:
fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ com número de fonemas: 1 2 3 4 5 6 7 ; e as letras: tóxico com número de
letras: 1 2 3 4 5 6.

Ex: Mais de um fenoma /z/ Letra x


zebra o fonema zê: exibirFonemas
Casamento o fonema chê: enxame
exílio o grupo de sons ks: táxi

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1.2.2.2. Morfemas
São as menores unidades de significado em uma língua.( Weiten, 2002). Estas estão no patamar
a seguir na hierarquia. As línguas combinam fonemas em unidades dotadas de significado, que
incluem as raízes das palavras além dos prefixos e sufixos. Algumas palavras são combinações de
morfenas, como por exemplo a palavra unfriendely ( na língua inglesa), consiste em três
morfemas em que cada um deles contribui para o significado da palvra inteira.

A raiz da palavra- friend


O prefixo- un
O sufixo- ly.
Transformar fonemas em morfenas é um processo definido por leis próprias de maneira que é fácil
reconhecer morfemas que não sejam legítimos.

1.2.2.3. Sintaxe
É um sistema de regras que especifica como as palavras podem ser organizadas em frases e
orações. Uma regra simples é que orações declarativas devem ter um sujeito e um predicado.
Assim, “O som dos carros é perturbador” é uma oração. No entanto, “ O som dos carros” não é
uma oração pois falta o predicado.(Weiten, 2002).

A sintaxe revela-se o degrau seguinte na hierarquia da linguagem. Regras complexas de sintaxe


controlam o modo como as palavras construídas a partir de morfemas podem ser combinadas em
orações e as orações em declarações significativas.

Quase no topo da hierarquia estão as frases definidas como duas ou mais palavras agrupadas de
acordo com regras gramáticais. E no topo estão as orações formadas pelas frases. Regras
sintácticas regem a combinação de palavras em frases e orações. Assim que uma palavra é
escolhida as palavras que a sucedem estarão limitadas por essas regras.

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1.2.3. Estruturas superficiais e subjacentes


O línguista Noam Chomsky enfatiza que todas as expressões vocais humanas operam em dois
níveis estruturais distintos: superficial (fonológico) e subjacente (significado ou interpretação).
A estrutura superficial - frases precisas que expressam os pensamentos.
A estrutura subjacente consiste de atitudes e pensamentos básicos corporificados nas palavras,
responsável pela interpretação das frases.

1.3. Aquisição Da Linguagem


O aprendizado de uma língua requer um grande número de habilidades que são importantes em
momentos diferentes ao longo do desenvolvimento da criança. Na aquisição da linguagem, a
maneira como desenvolve-se a língua, como adquire-se as primeiras palavras, a fala, embora
natural, é um processo longo e difícil, no qual envolve a socialização da criança por meio de
participação em interações verbais.

1.3.1. As caracteísticas da linguagem da criança


Quando a criança nasce, possui carácteres específicos da sua linguagem, segundo Rousseau (1999)
existem três aspectos que permeiam a linguagem da criança de 0 a 2 anos os quais demonstram
sua forma de comunicação. Os aspectos são: o choro, o olhar e as expressões faciais. Cada um
desses aspectos demonstra aquilo que a criança quer expressar.

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As caretas das crianças expressam uma sensação, por exemplo, quando damos uma comida azeda
para a criança ela imediatamente faz careta, uma expressão de desagrado para demonstrar que
aquela comida não foi aprovada no seu paladar, ela não gostou do alimento, assim como se for
uma comida agradavel ela automaticamente volta a abrir a boca como sinal de aprovação,ela
gostou e quer mais, portanto expressa seu sentimento através do corpo. Essa é uma forma que a
criança encontrou para comunicar revelando, assim, as suas sensações.

A criança demostra diversos tipos de sentimentos dependendo da situação em que se encontra.


Seus traços mudam de uma hora para outra com rapidez, o sorriso, o desejo, o terror nascem e
passam como relâmpagos, e a cada vez surge um novo rosto. (ROUSSEAU, 1999, 50).

O olhar, expressa o que a criança sente, o sentimento da criança perante uma determinada
situação. Exemplo disso, é quando a mãe vai ao encontro dela enquanto esta encontra-se sozinha
no berço depois de acordar, aquele olhar de solidão desaparece e a criança demonstra um olhar
de alegria, mostrando para a mãe o sentimento de felicidade pelo facto dela estar ali.

O último aspecto da linguagem da criança de 0 a 2 anos é o choro. Pode expressar uma necessidade
de socorro ou um pedido de ajuda convertida na representação de necessidade ou sofrimento. À
linguagem da voz junta-se a do gesto, esse gesto não está nas mãos das crianças mas sim no seu
rosto.

O choro que expressa um socorro está relacionado a uma necessidade que a criança tem, a qual ela
mesma não consegue resolver, por isso ela chora.

O choro pode ser um pedido, o qual pode ser transformado em uma ordem da criança, por isso
deve-se ter cuidado no momento em que a pessoa atende à um choro da criança, para que não se
atenda a uma ordem da mesma.

A relação da criança com um adulto, geralmente a mãe, oferece o entendimento de que seu
problema pode ser resolvido. A mãe por experiência reconhece os indícios dos sentimentos da
criança. Cabendo a ela a interpretação do problema, pois cada expressão pode representar
necessidades diferentes:
[...] se sente muito frio ou muito calor chora; se precisa de movimento, mas a mantêm
em repouso, chora; se quer dormir, mas a agitam, chora. Quanto menos dispõe de sua
maneira de ser, mais ela exige que a mudem. Só tem uma linguagem, porque só tem por

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assim dizer, um tipo de mal-estar; na imperfeição de seus órgãos, não distingue suas
diferentes impressões. Todos os males formam para ela uma sensação de dor.
(ROUSSEAU, 1999, p. 51).

Conhecer esses aspectos específicos da linguagem da criança ajuda a entender o início do processo
da formação da linguagem. As caretas, o olhar e o choro são as formas que as crianças utilizam
para poder comunicar, sendo assim, o processo de comunicação do ser humano inicia-se desde o
seu nascimento e desenvolve-se consoante o decorrer do crescimento e interação com os outros.

1.3.2. Processo de formação da linguagem


A habilidade de adquirir a linguagem é uma capacidade superior que o ser humano tem. Por meio
dela, ele comunica-se, a fim de expressar suas ideias, emoções e desejos, além de colaborar para o
desenvolvimento de outras áreas como a cognição e contribuir para funções comunicativas.

Nessa abordagem, os pais ou cuidadores de crianças têm um papel fundamental no


desenvolvimento da linguagem, o de atribuir significado e intenção à comunicação da criança
e, principalmente, assumir a posição de representante da língua.

Rousseau (1999), afirma que as crianças possuem uma gramática específica, oferecendo a teoria
de que o vocabulário e o sentido das palavras são destoantes dos vocabulários e significados aceites
pelos adultos, desde modo, não se pode querer exigir da criança expressões de linguagem igual as
dos adultos pois ela está em fase de crescimento e desenvolvimento. Falar da mesma forma que os
adultos é um processo de formação o qual deve ser respeitado.

a) A pronúncia
Para que a criança fale de maneira correcta o ideal é que os adultos pronunciem na frente delas as
palavras correctamente. Elas observarão como os adultos falam e aos poucos tentarão pronunciar
as palavras de maneira adequada. Pois ela adquire as suas palavras através do comportamento
observável.

A medida que a criança desenvolve-se, seu sistema sensorial, incluindo a visão e audição, torna-
se mais refinado e ela alcança um nível linguístico e cognitivo mais elevado. Um dos erros no

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processo de formação da linguagem é a acção de pais que fazem com que a criança aprenda as
formas de falar rapidamente para mostrar as outras pessoas que os seus filhos já sabem falar.

O processo natural é que as crianças percebendo como pronunciar as palavras vão se corrigindo,
elas aprendem a falar por si mesmas, através da observação das pronuncias das palavras.

Ao nascer, a criança não entende o que lhe é dito. Somente aos poucos começa a atribuir um
sentido ao que escuta. Do mesmo jeito acontece com a produção da linguagem falada. O
entendimento e a produção da linguagem falada evoluem.

Os primeiros indícios da formação da linguagem da criança são através do olhar, expressões


faciais, choro e gestos, com o passar dos dias através da interação com a família, a criança aos
poucos vai adquirindo suas primeiras palavras.

No início as crianças retêm mais as sílabas que são mais fáceis de serem pronunciadas, gerando os
primeiros balbucios. Esses são compreendidos pelos adultos junto com os gestos que as crianças
fazem. Isto quer dizer que as crianças, primeiro, fornecem as suas “palavras” e depois os adultos
fornecem as suas, fazendo com que as crianças reflictam sobre a linguagem que elas têm e a
linguagem que os adultos possuem.

Isso faz com que só as recebas (as palavras) depois de tê-las entendido. Não tendo pressa para se
servirem delas, as crianças começam por observar que sentido damos às palavras e, quando estão
seguras quanto a isso, adoptam-nas. (ROUSSEAU, 1999, p. 63).

A pressa dos pais pode produzir um efeito contrário ao que eles buscam. As crianças podem vir a
falar mais tarde e mais confusamente, acabam tornando-se incompreensíveis no momento em que
elas comunicam-se e confundem os sentidos e o significado das palavras, não reflectem, por isso
não se deve precipitar o processo de formação da linguagem.

Ao precipitar as crianças a falarem, elas podem cometer o equívoco de utilizar as palavras com
sentidos diferenciados, na realidade as crianças só fazem uso de palavras que tem sentidos para
elas, quando elas recebem as palavras, as quais foram impostas, acabam criando um significado e
o sentido para as mesmas, os quais podem não ser coerentes.

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b) O estímulo
O estímulo é a forma mais coerente para que a criança observe como são pronunciadas as palavras
e através dos seus esforços possam fazer-se compreender as palavras faladas por ela. É importante
ressaltar que essas palavras pronunciadas pelas crianças devem ter sentido para elas e os
significados precisam ser correctos.

Quando a criança é estimulada a falar ela desenvolve a sua linguagem e faz-se entender. Rousseau
afirma que as crianças é que precisam esforçar-se para fazerem-se entender e não o adulto tentar
esforçar-se para compreender a criança, isto é, o eixo central para a formação da criança não está
no adulto, mas na própria criança.

O processo de formação da linguagem dar-se-á através da observação, estímulo e esforço. O


adulto será somente aquele que irá estimular a criança para a formação da linguagem, mas o
esforço e a observação partirá da criança.

Todas as actividades de estimulação da linguagem devem ser realizadas de forma divertida e


prazerosa, através de jogos e brincadeiras, para que a criança sinta prazer em falar, ler e escrever.

Em casa, o estímulo deve ser iniciado com a leitura de histórias infantis pelos pais para os filhos,
a estimulação de jogos de rimas, que ajudam na consciência fonológica, jogos com letras e
desenhos (para a criança ter familiaridade com a escrita), a leitura de rótulos e propaganda.

A criança não deve ser obrigada a ler um livro, e sim fazé-la ter vontade de ler e conhecer sua
história, assim a aprendizagem será prazerosa e a criança terá vontade de voltar a ler de novo.

Agindo desta forma o adulto contribuirá para que a criança não fique prejudicada durante o
processo da aquisição da linguagem.

1.3.3. Desenvolvimento da linguagem

Segundo Sim-Sim (1998), ás alterações no conhecimento da língua que ocorrem durante um


período de aquisição da linguagem dá-se o nome de desenvolvimento da linguagem.

Desde o momento do seu nascimento, a criança é envolvida por um universo de linguagens, dentre
elas a linguagem verbal. Envolvida nesse ambiente, a criança logo procura recursos que a façam
ser também compreendida pelos familiares a sua volta.

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Segundo Oliveira (1999, p.42) é a necessidade de comunicação que impulsiona, inicialmente, o


desenvolvimento da linguagem. Para que a comunicação aconteça é necessário o emissor, a
mensagem e o receptor, e esse sistema de comunicação permite a troca de informação pelo grupo
e a concretização da linguagem.

Este processo é contínuo e ocorre de forma ordenada e sequêncial com sobreposição considerável
entre as diferentes etapas deste desenvolvimento. O processo de aquisição da linguagem envolve
o desenvolvimento de quatro sistemas interdependentes:

1. O pragmático, que se refere ao uso comunicativo da linguagem num contexto social,

2. O fonológico envolvendo a percepção e a produção de sons para formar palavras,

3. O semântico, respeitando as palavras e seu significado,

4. O gramatical, compreendendo as regras sintáticas e morfológicas para combinar palavras


em frases compreensíveis.

Os sistemas fonológico e gramatical conferem à linguagem a sua forma. O sistema pragmático


descreve o modo como a linguagem deve ser adaptada a situações sociais específicas, transmitindo
emoções e enfatizando significados.

As crianças em processo de aprendizagem de uma língua materna, fazem o uso de vários métodos
para expressarem-se, como através de uma linguagem não-verbal, com expressão facial, sinais, e
também quando a criança começa a responder, questionar e argumentar. Essa competência
comunicativa reflecte a noção de que o conhecimento da linguagem a determinada situação e a
aprendizagem das regras sociais de comunicação é tão importante quanto o conhecimento
semântico e gramatical.

No que concerne ao desenvolvimento da linguagem, é possível identificar uma linha sequencial


de crescimento e identificar períodos cruciais dos quais podem identificar-se padrões universais,
independentes da língua nativa do falante.( Sim-Sim, 1998, p.27).

Sim-Sim (1998), explica que qualquer que seja o domínio contemplado o desenvolvimento do
sujeito implica sempre um salto qualitativo em capacidades básicas e uso de estratégias específicas
de aquisição, revelando obediência a um conjunto de princípios:
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No que concerne ao desenvolvimento da linguagem, é possível identificar uma linha sequencial


de crescimento e identificar períodos cruciais dos quais podem identificar-se padrões universais,
independentes da língua nativa do falante.( Sim-Sim, 1998, p.27).

Sim-Sim (1998), explica que qualquer que seja o domínio contemplado o desenvolvimento do
sujeito implica sempre um salto qualitativo em capacidades básicas e uso de estratégias específicas
de aquisição, revelando obediência a um conjunto de princípios:

• O desenvolvimento segue uma ordem sequencial previsível.

• Existem marcos de desenvolvimento que ocorrem, aproximadamente na mesma idade em


todas as crianças.

• A oportunidade de vivenciar determinadas experiências é essencial para que o


desenvolvimento ocorra.

• No decorrer do desenvolvimento, as crianças passam por fases ou períodos previsíveis.

• As variações individuais fazem parte do processo de desenvolvimento

1.3.3.1. Períodos de desenvolvimento da Linguagem


Existem diferentes tipos de linguagem: a corporal, a falada, a escrita e a gráfica. Para poder se
comunicar a criança utiliza, tanto a linguagem corporal ( mímica, gestos, etc.) como a linguagem
falada.

Pré-verbal

Aquisição de
linguagem

Aquisição de Aquisição de
Aquisição do
aspectos aspectos
significado
formais funcionais

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Linguagem e Inteligência

1) Período Pré-verbal

A percepção da linguagem ocorre muito cedo, com o ouvido e cérebro operacionais desde
aproximadamente a vigésima semana de gestação, recém-nascidos já são especialistas da
musicalidade da fala, pois o feto já esta exposto aos sons, apesar das barreiras do liquido amniótico
e do corpo da mãe. Assim diferenciam sua língua materna de outra língua desconhecida,
reconhecem a voz da mãe e do pai e distinguem entonações.

Bebés de 3 meses apresentam um talento surpreendente para aprendizado da linguagem: eles


conseguem distinguir fonemas de todas as línguas do mundo, inclusive fonemas que não ouvem
em seu ambiente. (Weiten, 2002,p.228)

É comum o estágio inicial do desenvolvimento da linguagem ser dividido em duas fases : pré –
linguística quando o bebé usa de modo comunicativo os sons, sem palavras ou gramática e a
linguística quando usa as palavras.

No estágio pré-linguístico, a capacidade linguística da criança desenvolve-se sem qualquer


produção linguística identificável, usa o choro para se comunicar, podendo ser rica em expressão
emocional. Logo ao nascer este choro ainda é indiferenciado, porque nem a mãe sabe o que ele
significa, mas aos poucos começa a ficar cheio de significados e é possível, pelo menos para a
mãe, saber se o bebê está chorando de fome, de cólica, por estar sentindo-se desconfortável, por
querer colo etc. è importante ressaltar que é a relação do bebé com sua mãe, ou com a pessoa que
cuida dele, que dá-lhe elementos para compreender seu choro.

Ao entrar no mundo o recém-nascido responde aos sons olhando na direcção da fonte sonora e
reage à voz humana virando a cabeça quando confrontado com a presença ou ausência de estímulos
de fala. Por volta das seis/oito semanas de vida, a criança é capaz de distinguir entre pares de
sílabas cuja diferença assenta no primeiro som, quer quanto ao ponto de articulação
(/ba/versus/ga/), no que respeita ao contraste entre som vozeado e som não vozeado
(/ba/versus/pa/). (Sim-Sim, 1998, p.86)

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a. Balbucio

Além do choro e riso, a criança começa a produzir o arrulho, que é a emissão de um som gutural,
que sai da garganta, que se assemelha ao arrulho dos pombos e têm pouco valor como meio de
comunicação, o chamado Palreio, que consiste em sons vocálicos em sequência de [o] e sons
consonánicos [g] e [k]. Aos 4 meses, no entanto, os bebés podem ler lábios e descriminar os sons
da fala (Kuhl & Meltzoff, 1982). Mais ou menos nessa idade eles entram em um estágio de
balbucio, em que pronunciam espontaneamente uma serie de sons.

O balbucio não é uma imitação da fala adulta, pois inclui sons de várias linguagens e até mesmo
sons que não ocorrem na linguagem familiar. Os bebés surdos também balbuciam (repetem gestos
como sílabas) (Petitto & Marantette,1991). Parece, portanto que antes da criação moldar a nossa
fala, a natureza permite uma ampla variedade de possíveis fonemas. Por volta dos 6 -10 meses, e
caracteriza-se pela produção e repetição de sons de consoantes e vogais como “ma –ma- ma- ma”,
que muitas vezes é confundido com a primeira palavra do bebé. (Sim-Sim, 1998).

Depois o bebé testa todos os sons que sua boca, garganta e nariz são capazes de produzir, ela entra
na fase de lalação. Primeiro as vogais, depois as consoantes, treinando repetições como “ma ma”,
“ba ba”, “pa pa”, “gu gu”, que são sons universais, “fáceis” de emitir para qualquer bebé do
mundo, que ainda vive deitado. Por isso as crianças que tem problema de audição, não evoluem
para além do balbucio, já que não são capazes de escutar.

Consoantes mais elaboradas vem com a posição sentada, junto com tentativas de combinações
mais variadas, “ba be bi” “pa ta ma”, patati e patata. Tudo isso acompanhado da entonação típica
de sua língua materna. Nessa fase, a estrutura prosódica está formada, ou seja, a musicalidade da
língua materna estabelece-se também na produção.

2) Aquisição de linguagem

Com aproximadamente 9 ou 10 meses a linguagem gestual torna-se prevalecente. O bebé já emite


algumas palavras, ou “quase-palavras”, através da ecolalia e procura imitar os gestos de seus pais
e cuidadores para comunicar-se. Olhar na mesma direcção que o bebé, apontar e nomear objectos,
descrever pedidos e acções de nossos filhos são reflexos naturais dos pais, determinantes para a
próxima fase que será dar sentido às palavras. Aos 10 meses, é possível determinar qual a língua
falada pelo bebé através da sonoridade de suas “frases”.

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a. Aprendendo a produzir as palavras

Ao final do primeiro ano, o bebé já tem certa noção de comunicação, uma idéia de referência e um
conjunto de sinais para comunicar-se com aqueles que cuidam dele. É o balbuciar dos bebês de
aproximadamente seis meses que sinaliza o começo da aquisição da linguagem. Esse período é
tipicamente descrito como pré-linguístico porque os sons produzidos não são associados a
nenhum significado linguístico.

O estágio dos balbucios é marcado por uma variedade de sons que muitas vezes são usados em
alguma das línguas do mundo, embora muitas vezes não sejam a língua que a criança irá,
posteriormente, falar.

Alguns, como Allport (1924 in STILLINGS, 1987), afirmam que os balbucios sinalizam o começo
da habilidade de comunicação linguística da criança. Nesse estágio, os sons oferecem o repertório
no qual a criança irá identificar os fonemas da sua língua.

Por outro lado, McNeil (1970 in STILINGS, 1987) ressalta que a ordem que os sons aparecem
durante o período de balbucio é, geralmente, contrária àquela que eles aparecem nas primeiras
palavras da criança. Por exemplo, consoantes posteriores e vogais anteriores, como [k], [g] e [i],
aparecem cedo nos balbucios das crianças, mas tarde no seu desenvolvimento fonológico.

Entre os 9 e 13 meses assiste-se uma alteração significativa no domínio do processamento auditivo


da fala, manifestada na capacidade de compreensão do significado de sequência fonológicas em
contexto. Este é um momento de mudança significativa que, na, opinião de alguns autores, marca
o fim da etapa pré-linguística.

3) Aquisição de aspectos formais

Contando com a maturação do aparelho fonador da criança e da sua aprendizagem anterior,


ela começa a dizer suas primeiras palavras.(Barrett,1989). A fala linguística inicia-se geralmente
no final do 2º ano, quando a criança pronuncia a mesma combinação de sons para se referir a uma
pessoa, um objecto, um animal ou um acontecimento.

Por exemplo, se a criança disser “apo” quando vir a água no biberão, no copo, na torneira, no
banheiro etc., podemos afirmar que ela já esta falando por meio de palavras. Espera-se que aos

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18 meses a criança já tenha um vocabulário de aproximadamente 50 palavras, no entanto ainda


apresenta características da fala pré-linguística e não revela frustração se não for compreendida.

Nesta fase vocabulário receptivo do bebé é maior que seu vocabulário produtivo, eles
compreendem mais palavras faladas do que conseguem produzir para expressar-se. (Weiten, 2002)

a. Primeiras palavras
Na fase inicial da fala linguística a criança costuma dizer uma única palavra, atribuindo a ela no
entanto o valor de frase. E estas tendem a referir-se primeiro a objectos, e em segundo a accões
familiares. Por exemplo, diz “ua”, apontando para porta de casa, expressando um pensamento
completo; eu quero ir pra rua. Essas palavras com valor de frases são chamadas holófrases.
(Weiten, 2002)

A partir daqui acontece uma “explosão de nomes”, e o vocabulário cresce muito. Aos 2 anos
espera-se que as crianças sejam capazes de utilizar um vocabulário de mais de cem palavras. A
associação rápida (adicionar palavra nova ao vocabulário com apenas uma única exposição a
ela) parece ser a chave para esse crescimento rápido do vocabulário. Por exemplo adicionar a
palavra “bola” ao seu vocabulário depois de ter tido um unico contacto com o objecto.

Ao mesmo tempo que elas fazem associação rápida, podem cometer enganos como super-
extensões (utilizar a mesma palavra para descrever uma variedade muito maior de objectos ou
acções do que na realidade podem assim ser representadas). Por exemplo usar a palavra “bola”
para qualquer objecto redondo como laranja, maça, lua.

4) Aquisição do significado

Entre os 2 e 3 anos as crianças começam a adquirir os primeiros fundamentos de sintaxe,


começando assim a preocupar-se com as regras gramaticais. Usam a super –regularização, que é
uma aplicação das regras gramaticais a todos os casos, sem considerar as excepções. É por isso
por exemplo que a criança quer comprar “pães”, traze-los nas “mães”.

Entre 11-13 meses aproximadamente surgem as primeiras palavras, mas isso intensifica-se entre
18 e 24 meses, com o que os cientistas chamam de explosão lexical. Nesse período a criança

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precisa de poucas repetições para ampliar o seu vocabulário, ou seja, seu aprendizado ocorre de
maneira muito mais rápida.

a. Surgimento da sintaxe
Geralmente, primeiro aprendem nomes e depois os verbos, mas podem ocorrer excepções. Durante
o 2º ano, entram em geral no estágio de duas palavras, que é quando começam a pronunciar frases
com junção de 2 palavras, as crianças organizam seu vocabulário em duas classes léxicais
chamadas de pivô e aberta.

A fala da criança seria composta de duas palavras da classe aberta ou uma palavra da classe
aberta e uma da classe pivô, já que no estágio de uma palavra elas utilizam palavras da classe
aberta. Essa subdivisão dependerá da fala de cada criança, desse modo toda palavra usada sozinha
pertencerá a classe aberta.

A linguagem neste estágio é caracterizada pela fala telegráfica, essa forma inicial de fala contém
acima de tudo substantivos e verbos. (Sim-Sim, 1998).

As relações semânticas tendem a aparecer com o tempo, quando as combinações de palavras


aumentam. A primeira relação a aparecer é a de modificador-modificado (mais biscoito) e a de
agente-acção (cachorro come). Essa relação semântica (algumas vezes chamada de relação
temática) aparentemente começa no estágio de duas palavras.

No começo os indicadores gramaticais, preposições, verbos auxiliares, ficam ausentes e a criança


mantém apenas as palavras essenciais. Toda sequência nome-verbo seria interpretada como
agente-acção, assim uma criança poderia dizer “Dá boneca” em vez de “ Por favor, me dê a
boneca”.

Entre 27 e 36 meses existe um aumento do uso da gramática e de forma mais complexa.


Inicialmente a criança dessa faixa etária super-generaliza regras e somente depois vai afinando
seu aprendizado. No final do 3º ano, muitas crianças conseguem expressar idéias complexas, como
plural ou passado. (Sim-Sim, 1998).

Parece que não há um estágio de três palavras, depois que as crianças saem do estágio de duas
palavras, logo começam a anunciar frases mais longas (Fromkin & Rodman, 1983).

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5) Aquisição de aspectos funcionais

Aos 6 anos a criança fala utilizando frases longas, tentando utilizar correctamente as normas
gramaticais, demostram que estão a desenvolver a consciência metalinguística ( habilidade para
reflectir sobre o uso da linguagem). Conforme cresce esta consciência, as crianças expandem seu
vocabulário, aprendem as regras de construção (negativa, passiva, etc.) presentes na língua,
aprendendo seu sistema fonológico e morfológico, aperfeiçoando sua pronúncia, e, geralmente,
alcançando a convenção adulta de maneira bem rápida (entre os seis e sete anos), mesmo que
demorem mais a aprender estruturas mais complexas, como a voz passiva

A criança no espaço escolar, certamente, vivenciará questões bem mais desafiadoras do que se
estivesse fora dele. A acção educativa das crianças na escola confere ao professor a
responsabilidade de ensiná-las a adquirir novos conhecimentos. Portanto as crianças são
auxiliadas, sistematicamente, por adultos a desenvolverem mais seu intelecto, aprendem a ler e
escrever.
A aquisição de linguagem é certa até os seis anos, fica comprometida depois dessa idade até a
puberdade e é rara depois disso. Uma explicação plausível seria as alterações maturativas que
ocorrem no cérebro, tais como o declínio da actividade metabólica e do número de neurónios
durante o início da vida escolar, e a estagnação no nível mais baixo do número de sinapses e da
actividade metabólica por volta da puberdade.(Sim-Sim, 1998).

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Fonte: https://criancasatortoeadireitos.wordpress.com/2016/03/31/acao-de-formacao-sinais-de-alerta-no-desenvolvimento-da-
linguagem-e-da-fala-em-criancas-da-educacao-pre-escolar/

1.3.4. Teorias de Aquisição da Linguagem

Behaviorismo: tábula rasa, Inatismo: estrutura pronta,


estímulo resposta ambiente dispara

Interacionismo:
Teoria cognitiva: aparelho
biológico em interação, com o Psicanálise: simbólico,
ambiente. mediador da realidade
Teoria da comunicação social:
interação e mediação

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1.3.4.1. Behaviorismo

A abordagem behaviorista á linguagem foi inicialmente delineada por Skinner (1957) em seu livro
Verbal Behavior (comportamento verbal). Acreditava que pela relação estímulo resposta é
possível explicar o funcionamento e uso da linguagem. Ele agurmentava que as crianças aprendem
a linguagem da mesma forma que aprendem tudo o mais: através da imitação, reforço e outros
princípios estabelecidos do condicionamento. De acordo com Skinner, as vocalizações que não
são reforçadas gradualmente declinam em frequência. (Weiten, 2002).

De acordo com os behavioristas as crianças aprendem a formar frases imitando os adultos e as


crianças mais velhas. Se as frases forem entendidas, os pais podem responder as suas perguntas ou
atender a suas solicitações, reforçando, assim, seu comportamento verbal. (Weiten, 2002).

Pressuposto do Behaviorismo
o A mente não é importante para a aquisição da linguagem;
o A criança é uma tábula rasa;
o A linguagem é aprendida através do processo de estímulo resposta, imitação e reforço
(positivo ou negativo);
o Conhecimento, inclusive o linguístico, provém unicamente da experiência
o Reforço positivo- incentiva o comportamento
o Reforço negativo- inibe

Pouco a pouco, conforme as palavras vão sendo associadas a eventos, objetos ou ações, os bebés
aprendem o que elas significam (DAVIDOFF, 2001, p. 271).

Se uma criança usa uma palavra ligada ao sexo em nossa cultura, ela é reprovada com uma cara
fechada, palavras de repreensão ou mesmo um castigo. Ela aprende três coisas: que tal palavra
não pode ser dita, que se for dita será considerado uma agressão e que o sentido implícito a essa
palavra, não é algo bem aceite em sua sociedade.

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Comportamento (resposta) Comportamento ( consequência)


Dizer “Oi” Ouvir um “Olá”
Aperta um botão Chegar o elevador
Girar uma torneira Obter água
Fazer uma pergunta Receber uma resposta
Fazer o dever de casa Ser elogiado pelo professor

1.3.4.2. Inatismo

De acordo com Noam Chomsky (1959), a linguagem não é um sistema de hábitos e repetições,
mas norteia-se pela criatividade. Os seres humanos têm uma propensão inata ou “nativa”
(variação da palavra natureza, e é usada na questão natureza versus criação) para desenvolvimento
da linguagem. O ser humano é herdeiro de uma gramática mental interna (dispositivo de
aquisição da linguagem (LAD)- processo interno que facilita a aprendizagem da linguagem),
podendo produzir e compreender frases originais com significados inéditos. (Weiten, 2002).

Segundo Weiten( 2002), a LAD consiste em estruturas cerebrais e neurais que permitem aos seres
humanos estaresm bem preparados para discriminar entre fonemas, para rapidamente mapear
morfemas, adquirir regras de sintaxe e assim por diante.

Pressuposto da teoria de Chompsky


o Gramática Universal: estrutura inata
o Aspecto criativo: número infinito de frases
o Competência linguistica: internalização de regras- o que a pessoa sabe
o Performance/desempenho: adaptação- o que a pessoa faz com a língua
o Estrutura superficial : nível fonológico, (frases precisas que expressam o pensamento)
o Estrutura profunda: significado/interpretação, (atitudes e pensamentos básicos
corporificados nas palavras).

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1.3.4.3. Interacionismo

As teorias interacionistas afirmam que uma predisposição inata e um ambiente favorável


contribuem para o desenvolvimento da linguagem. Concordam que o organismo humano é
biologicamente bem equipado para o aprendizado da linguagem e muito da aprendizagem envolve
a aquisição de regras, mas que essas realidades não significam que o desenvolvimento da língua
seja automático ou que o ambiente seja irrevelante. Eles crêem que as interações sociais com os
pais e outros representem um papel importante na modelagem das habilidades da língua.

Estas apresentam-se em duas variedades básicas: teorias cognitivas(construtivismo) e teorias da


comunicaçãosocial (socio-interacionismo).

 Teorias cognitivas- Jean Piaget

Afirmam que a aquisição da linguagem está ligada ao processo de raciocínio da criança- o que
depende tanto da maturação quanto da experiência.

 Teorias da comunicação social- Lev Vygotsky

Enfatizam o valor funcional da comunicação interpessoal e o contexto social em que a língua


desenvolve-se.

Para Jean Piaget a linguagem não tem somente a finalidade de expressar ideias e palavras ou de
comunicar o pensamento. A linguagem nasce do acto de falar sozinho, do monólogo. Tal acção
prepara a criança para a linguagem social, o que ele considerava artificial.

Piaget dividiu a linguagem em dois grandes grupos: a egocêntrica a socializada.

A linguagem egocêntrica dividida-se em três:

A repetição (ecolalia) – repetição de silabas ou palavras, não direccionadas a ninguém, restos do


balbucio dos bebes.

O monólogo – a criança fala em voz alta para si.

O monólogo a dois ou colectivo – conversa de duas ou mais crianças sem preocupação de serem
respondidas ou compreendidas

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A linguagem socializada divide-se em cinco categorias:

A informação adaptada – crianças trocam pensamentos com as outras, em busca de objectivo


comum, preocupa-se com o ponto de vistas do interlocutor.

A crítica ou zombaria – trata-se da acção de uma criança sobre a outra num contexto de discussões,
brigas, ou rivalidades.

As ordens, súplicas e ameaças – são tais acções de uma criança sobre a outra.

As perguntas – perguntas que uma criança faz a outra.

As respostas – respostas dadas às perguntas.

Deste modo, Piaget conclui que a criança é mais egocêntrica do que o adulto, fala muito sem
dirigir-se a ninguém; indica uma maior necessidade de comunicar seu pensamento. O adulto
consegue ficar mais tempo concentrado sem quebrar o silêncio. Antes dos 7ou 8 anos a criança
não possui vida social.

Teoria de Lev Semenovitch Vygotsky (1896)

Para Vigotsky, a linguagem é social estreita relação entre pensamento e linguagem. A aquisição
da linguagem passa por três fases:

A linguagem social - que possui a função de denominar e comunicar, sendo a primeira linguagem
que surge; a linguagem egocêntrica e a linguagem interior, intimamente ligada ao pensamento.

A linguagem egocêntrica progride da fala social para a fala interna, para o processamento de
perguntas e respostas dentro de nós mesmos – o que estaria bem próximo ao pensamento,
representado a transição da função comunicativa para a função intelectual.

A fala egocêntrica constitui uma linguagem para a pessoa mesma, e não uma linguagem social,
com funções de comunicação e interação. Esse “falar sozinho” é essencial porque ajuda a
organizar melhor as idéias e planear melhor as acções.

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Linguagem e Inteligência

1.3.4.4. Psicanálise

Linguagem e Psicanálise

Lacan, ao fazer uma releitura da obra de Freud, concebe um inconsciente estruturado pela
linguagem e propõe uma supremacia do significante sobre o significado.

Metáfora & Metonímia

Lacan, ao conceber um inconsciente estruturado pela linguagem, propõe duas leis de


funcionamento para este: a metáfora e a metonímia. A metáfora seria o equivalente a
condensação freudiana, e a metonímia, ao deslocamento.

A formação de uma metáfora consiste na superposição de um significante por outro, tendo em


vista algum tipo de ligação entre o que os dois termos designam.

Amor é fogo que arde sem se ver Luís de Camões

A metonímia é uma figura de linguagem que consiste na substituição de um termo por outro, com
o qual possua algum tipo de ligação.

Me dá uma Brahma gelada!

A aproximação da psicanálise com a linguística parece ficar cada vez mais clara na medida em
que percebemos na linguagem a possibilidade de jogar com a palavra, onde o inconsciente fala o
tempo todo e o discurso é sempre o discurso do outro.

1.3.5. Cultura, Linguagem e Pensamento

Benjamin Whorf (1956) é o maior defensor da relatividade linguística, a hipótese de que a língua
determina a natureza dos pensamentos da pessoa. Whorf especulou que diferentes línguas levam
as pessoas a verem o mundo diferentemente. (weiten, 2002)

A pesquisa de Bloom (1981) sobre o pensamento confractual sugere que a linguagem pode moldar
o pensamento.

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Linguagem e Inteligência

Existem variações individuais enormes no desenvolvimento da linguagem, em crianças


monolíngue como em crianças bilíngues, podendo a criança entrar em uma etapa pouco antes ou
depois do esperado.

Essas variações são ligadas a aspectos individuais do desenvolvimento, mas também a aspectos
sociais, ligados ao meio onde a criança se desenvolve. E claro, o ambiente bilíngue é um factor
social que influência nesse desenvolvimento, mas nenhum estudo demonstra que o bilinguismo
seja responsável por atrasos determinantes no desenvolvimento. Muito pelo contrário! Uma
criança que tenha acesso a mais de uma língua desde muito cedo terá muitas vantagens a longo
prazo e melhor desempenho cognitivo geral.

Outros aspectos sociais importantes a levar em consideração são a quantidade e a qualidade da


exposição das crianças à linguagem, o estilo de interação (falar com a criança e não pela criança
ou sobre a criança) e a diversidade de interlocutores.

2. INTELIGÊNCIA

2.1. O Conceito
A definição da inteligência, desde sempre foi alvo de discussão cada cientista encontrava um
critério para definir a mesma. Palavras como: Brilhante, Inteligente, Inclusiva, conhecedora, são
usadas como sinónimo de inteligência.

Segundo David Wescher, citado por Rocha Fidalgo(2002) a inteligência é o agregado das
capacidades para actuar intencionalmente, pensar racionalmente e lidar eficazmente com o meio.

Segundo Dicionário Ilustrado de Língua Portuguesa (2001), Inteligência é o conjunto de todas


as funções mentais que tem por objecto o conhecimento; pensamento; faculdade de compreender;
conhecimento conceptual e racional; intelecto; desenvolvimento; pessoa de grandes dotes
intelectuais; juízo; raciocínio; abstração; acto de interpretar; acordo; habilidade.

(Feldman 2007) Para os Psicólogos, inteligência é o conjunto de capacidades necessárias para


compreender o mundo, pensar racionalmente e utilizar recursos eficazmente quando uma pessoa
defronta-se com desafios.

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Linguagem e Inteligência

O Psicólogo Robert Sternberg em 1985 defendeu que é necessário considerar 3 características


para definir Inteligência:

• A posse de conhecimento;

• A capacidade de utilizar o processamento de informação para ajuizar sobre a situação que


vive-se actualmente;

• A capacidade para utilizar essa faculdade de ajuizar e de raciocinar em ambientes novos


e diferentes.

Outros investigadores na tentativa de definir Inteligência apontaram várias característica ,várias


definições por campo de abordagem tendo todos apesar de respostas diferente, definições
semelhantes.

2.2. Tipos de Inteligência


(Rocha Fidalgo, 2001) A inteligência lógico-abstracta está na base de actividade linguística, de
linguagens no raciocínio, da compreensão dos conceitos e da formação de juízos correctos de
avaliação de situações .

Inteligência Prática- está orientada para a manipulação de objectos, para a fabricação de


utensílios, para a resolução de questões técnicas.

Inteligência Social- orienta-se para as relações entre os membros do grupo, relaciona-se com a
sociabilidade, a vivacidade de compreensão dos comportamentos das pessoas e com a capacidade
adaptativa, o que pressupõe um dinamismo da personalidade.

De acordo com Thorndike(citado por Rocha e Fidalgo (2001) existe:

• Inteligência abstracta- aptidão para compreender e lidar com símbolos verbais e


matemáticos;

• Inteligência concrecta- aptidão para compreender e lidar com coisas.

(Cadell, 1987; Kane e Engle, 2002) citado por Fredman (2002) Inteligência Fluída- reflecte a
capacidade de processar informação, raciocínio e memória. Caso solicitassem a uma pessoa para

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Linguagem e Inteligência

resolver uma analogia, agrupar uma série de letras de acerto com algum critério, ou lembrar de
um conjunto e números estaria usando a inteligência Fluída.

(Shaie, 1993 e 1994; Schretlen et all; 2000 Zimprich e Martin, 2002) citada por Feldman(2007)
Inteligência Cristalizada- é o acúmulo de informação, aptidões. Estratégias que as pessoas
aprenderam por meio da experiência que podem aplicar em situações de solução de problemas.
Por exemplo, caso fosse solicitado a um indivíduo a participar de uma discussão a respeito da
solução para as causas da pobreza uma tarefa que permite aproveitar das passoas, experiências
passadas e o conhecimento que possuí do mundo, provavelmente apoiaria-se a inteligência
cristalizada.

2.3. Medição de Inteligência


Quando fala-se sobre medição de inteligência, testes, escalas de inteligência mencionam-se quase
sempre os nomes de Frances Glaton e Alfred Binet.

Francis Galton realizou as primeiras medições de inteligência que consistia numa apreciação
qualidade de inteligência na base de testes replectos de itens que exigiam habilidades sensoriais,
capacidades perceptivas e motoras.

Alfred Binet juntamente com Theodor Simon, solicitados pelo governo Francês, elaboraram testes
replectos de itens que exigiam habilidades de raciocínio abstracto, para identificar crianças com
dificuldade de aprendizagem que frequentavam ensino público, a fim de direccioná-las para um
treinamento espacial em escolas habilitadas para tal.

Francis Galton (citado por Rocha e Fidalgo,2001), tinha criado testes de acuidade visual,
discriminação e de medição dos tempos de reacções. Para Galton um indivíduo com capacidades
sensoriais bem desenvolvidas devia ser o mais inteligente, devido ao facto de maior parte dos
conhecimentos do ser humano terem origem da informação que os órgãos de sentidos recolhem e
fornecem.

Contudo, James Cadell, um dos assistentes de Galton contradiz as teorias de Galton, afirmando
que os mesmos seriam apenas para medir a capacidade de discriminação visual e outras
capacidades sensoriais; e não tinham ligação directa com a inteligência.

35 | P a g e
Linguagem e Inteligência

(Rocha e Fidalgo (2001), existem vários tipos de testes mentais:

• Teste de conhecimento- medem aquilo que o indivíduo é capaz de fazer num determinado
momento e na perícia adquirida num determinado âmbito;

• Teste de aptidão- são preditores daquilo que um indivíduo será capaz de fazer no futuro

• Teste de personalidade- procuram avaliar as tendências caraterísticas do comportamento


de um indivíduo.

• Teste de QI

O 1º teste de Inteligência formal, criado por Binet em 1905, foi elaborado para identificar os alunos
mais lentos no sistema escolar em Paris.

Binet iniciou apresentando tarefas para alunos da mesma idade que haviam sido considerados
“brilhantes” ou lentos pelos professores, se a tarefa pudesse ser completada pelos alunos brilhantes,
mas não pelos lentos, ele considerava um item de teste apropriado.

Baseados nos testes de Binet várias crianças receberam pontuação relacionada com a idade mental
que possuíam.

Mais tarde, o psicólogo William Stern, em 1904, criou a expressão Quociente de Inteligência (QI),
introduzindo os termos IM (idade mental), e IC (idade cronológica), para relacionar a capacidade
intelectual de uma pessoa e sua idade.

∗ Idade mental- idade intelectual, afectiva e social médiade uma pessoa das pessoas
diagnosticadas a partir do desempenho em um teste.

∗ QI- medida de inteligência retirada de uma listagem específica que leva em consideração
as idades mental e cronológica de uma pessoa.

𝐼𝐼𝐼𝐼
𝑄𝑄𝑄𝑄 = 𝑥𝑥100
𝐼𝐼𝐼𝐼

Qualquer pessoa possuindo uma idade mental igual à sua idade cronológica terá um QI igual a
100, se a idade mental for maior que a idade cronológica terão um QI superior a 100.

36 | P a g e
Linguagem e Inteligência

Com base em vários trabalhos sobre crianças superdotadas, Lewis Terman em 1916, propôs um
novo esquema de escalas de inteligência, teste de Stanford-Binet, baseando-se na fórmula do
quociente de inteligência sugerido por William Stern. Ele classificou o resultado superior a 140
como genealidade e os valores inferiores a 70 como raciocínio lento,

David Wechsler projectou um teste de QI exclusivamente para adultos, conhecido como Escala
Wechsler de Inteligência Adulta. Os níveis de inteligência são classificados com base no resultado
do teste, de acordo com escalas váriadas, resultado igual ou superior a 130-superdotado; resultado
igual ou superior a 69- deficiente mental.

2.4. Factores que influenciam na inteligência


A maioria dos pioneiros dos testes de inteligência, como Francis Galton, Lewis Terman e Henry
Goddard, sustentava que a inteligência é hereditária (Cravens, 1992). Na nossa sociedade, esta
visão ainda mantém-se. Porém, foi-se verificando que tanto a hereditariedade como o meio
ambiente influenciam a inteligência.(Locurto,1991; Plomin, 1990; Scarr, 1989).

2.4.1. Factores genéticos

A observação de Galton, de que a inteligência transmite-se pela família foi razoavelmente


apurada. Os estudos de famílias podem apenas determinar se a influência genética de uma
característica é aceitável, não se ela é certa. Os membros de uma família não partilham apenas
genes semelhantes, mas também um ambiente semelhante. Se durante várias gerações, uma
determinada família apresenta inteligência superior (ou inferior), esta consistência pode tanto
reflectir a influência dos genes como do meio. Devido a esse problema, os pesquisadores precisam
dedicar-se a estudos de gémeos e estudos de adopção, de modo a obter evidências mais definitivas
sobre a influência da hereditariedade na inteligência.

a) Estudos de gêmeos
As melhores evidências com relação ao papel dos factores genéticos sobre a inteligência aparecem
nos estudos que comparam gémeos idênticos e fraternos. O fundamento lógico para esses estudos
e que tanto gémeos idênticos como fraternos desenvolvem-se em condições ambientais
semelhantes. Mas os idênticos compartilham maior semelhança genética que fraternos. Portanto,

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se pares de gémeos idênticos apresentam maior semelhança em inteligência do que pares de


gêmeos fraternos, tira-se uma conclusão antecipada que seja devido a sua maior semelhança
genética.

(Rodrigues, 2003) O Q.I de gémeos educados no mesmo meio apresenta mais semelhanças do que
O Q.I. de gémeos dizigóticos, de irmãos e irmãs, e de primos. Assim quanto maior o á a semelhança
genética entre indivíduos tanto mais semelhante é o seu Q.I. As diferenças quanto ao nível de
inteligência evidenciam o papel da hereditariedade.

McGue e col.(1993) reviram os resultados de mais de 100 estudos de semelhança intelectual em


diversas combinações entre graus de parentesco e educação. Suas principais descobertas assinalam
que gémeos fraternos também tendem a possuir inteligência semelhante, porém sensivelmente
menos semelhante que a dos gémeos idênticos. Os tais resultados sustentam a ideia de que a
inteligência e, em grande medida, herdada.

b) Estudos de adopção
Pesquisas comparando crianças adoptadas com seus pais biológicos também fornecem evidências
sobre os efeitos da hereditariedade (e o meio). Se as crianças adoptadas parecerem-se com seus
pais biológicos em inteligência, mesmo que não tenham sido criadas por eles, isso resulta em
reforço da hipótese genética. Os estudos pertinentes mostram que, de facto, existe mais que mera
semelhança inesperada entre crianças adoptadas e seus pais biológicos (Turkheimer, 1991).

2.4.2. Factores ambientais


A hereditariedade influência a inteligência de forma inquestionável, mas um grande número de
evidências indica que a criação também influência a capacidade mental. Existem três linhas de
pesquisa que mostram como as experiências de vida moldam a inteligência nomeadamente:

• Adoção

• Privação ou riqueza ambiental

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• Ambiente doméstico.

a) Adopção
Pesquisas com crianças adoptadas fornecem evidências uteis sobre o impacto da experiência,
assim como da hereditariedade (Locurto, 1990; Plomin e DeFries, 1980). Estudos revelam
que crianças adoptadas apresentam alguma semelhança de QI com seus pais adoptivos. Essa
semelhança é normalmente atribuída ao facto de que os seus pais adoptivos moldam o seu
ambiente.

Estudos de adopção também indicam que irmãos criados juntos são mais semelhantes em QI
do que os que crescem separados. Isto verifica-se até para gémeos idênticos. Além disso
crianças que não tem qualquer relação de parentesco e que são criadas juntas também tem uma
semelhança significativa em QI.

b) Privação e riqueza ambiental


Se o ambiente influência a inteligência, então geralmente crianças que são criadas em baixas
condições, manifestam um declínio gradual em QI conforme tornam-se mais velhas, uma vez
que crianças obterão progresso mais rapidamente. As crianças que são tiradas do ambiente de
privação e colocadas em condições mais favoráveis ao aprendizado devem beneficiar-se
devido ao seu enriquecimento ambiental e seus resultados de QI devem crescer gradualmente.

Meios cultural e intelectualmente estimulantes contribuem para melhores resultados(em teste


de Q.I.) dos que neles vivem em comparação com os que vivem em ambiente pouco
estimulante.( Rodrigues, 2003).

c) Ambiente doméstico
Vários factores parecem estar envolvidos (Brandley, 1989; Bradley e Caldwell, 1980; Hanson,
1975). Será favorável se os pais mantiverem um ambiente em ordem e encorajarem a exploração,
experimentação e independência. No lar, os pais são carinhosos, afetuosos e altamente envolvidos
com as crianças. Fornecem uma grande diversidade de brinquedos apropriados a idade, assim
como materiais mais formais de aprendizagem (ex: livros); eles falam com clareza e tem interesse
em actividades intelectuais (e, portanto servem como modelos para tais comportamentos). Quando

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as crianças atingem idade escolar, os pais as encorajam a trabalhar duro na escola e as


recompensam quando se saem bem. Durante a infância, os pais dão ênfase à motivação para
conquistas e fornecem real assistência no trabalho escolar.

2.5. As Inteligências Múltiplas de Gardner

O Psicólogo Edward Gardner, teve uma abordagem diferente do tradicional “Quão inteligente
você é?”, preferindo perguntar “De que modo você é inteligente”. Desenvolvimento da teoria
“Inteligências Múltiplas”

Para Gardner o indivíduo possui pelo menos 8 formas de inteligência, as quais, cada uma delas
está ligada a um sistema independente do cérebro. Essas 8 formas de inteligência encontram-se em
graus diferentes, contudo apesar de serem distintas não operam de forma isolada.

São essas Inteligências:

Musical Espacial;

Cinestésica corporal Interpessoal;

Lógica Matemática Intrapessoal;

Linguística Naturalista.

2.5.1. Os tipos de inteligência e como desenvolvê-los

a) Inteligência linguística ou verbal


As pessoas mais dotadas desse tipo de inteligência são aquelas que que têm o “dom da palavra”.
Aprendem muito cedo a falar, ler e escrever. Têm facilidade para compreender textos complexos
e expressam-se muito bem. Utilizam correctamente as palavras de forma oral ou escrita.
Se precisarem seguir instruções para construir um móvel, será mais fácil ler as instruções do que
seguir um gráfico.

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Para desenvolver essa inteligência pode-se …


– Ler e escrever (pode ser qualquer coisa: um diário, um blog, Twitter, textos sobre qualquer
assunto).
– Brincar com jogos de palavras ou palavras cruzadas.

b) Inteligência lógico-matemática
Inteligência empregue para resolver problemas lógicos e matemáticos. As pessoas têm facilidade
para resolver problemas abstratos, fazer cálculos e estabelecer relações quantitativas. Ao pagar a
conta do jantar, sempre existe alguém que calcula a conta mais depressa? Provavelmente ela possui
a inteligência lógico-matemática mais desenvolvida.
Para desenvolver essa inteligência você pode…
– Fazer sudoku e jogos de letras e números.
– Fazer as contas do dia a dia “de cabeça”, sem utilizar a calculadora.

c) Inteligência espacial
As pessoas com uma inteligência espacial bem desenvolvida têm facilidade para entender manuais
de instrução, perceber imagens externas, internas, transformá-las ou modificá-las e produzir ou
decodificar informações gráficas. Percebem detalhes visuais que passam despercebidos,
especialmente em relação à estrutura dos edifícios ou a sua localização no ambiente.
Para desenvolver esse tipo de inteligência você pode-se traçar rotas de lugares desconhecidos,
orientar-se através de mapas ou brincar com quebra-cabeças.

d) Inteligência musical
São pessoas que sempre têm uma melodia na cabeça (estão sempre batucando com os dedos).
Aprendem música com muita facilidade. Ela manifesta-se principalmente pela vontade e pela
capacidade de tocar um instrumento.
Para desenvolver essa inteligência você pode…
– Ouvir música de todos os estilos.
– Aprender a tocar um instrumento.

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e) Inteligência corporal cinestésica


Esta inteligência é o oposto da inabilidade. É a inteligência que utiliza todo o corpo para expressar
ideias e sentimentos. São pessoas que têm boa coordenação e movem-se com muita fluidez.
Os exemplos mais conhecidos são os bailarinos e alguns esportistas, por exemplo, os que praticam
a ginástica rítmica.
Para desenvolver essa inteligência pode-se…
– Praticar ioga.
– Dançar, especialmente algum tipo de dança que ajude a praticar a coordenação motora e
movimentar separadamente partes do corpo.

f) Inteligência intrapessoal
É o tipo de inteligência de quem está conectado consigo mesmo, consciente das suas emoções,
pensamentos e motivações, de suas fraquezas e virtudes, o que lhes permite compreender, trabalhar
sua vida emocional, tomar decisões e definir metas adequadas à sua personalidade.
Para desenvolver essa inteligência pode-se…
– Escrever um diário.
– Praticar meditação.
– Ler sobre psicologia e a mente humana

g) Inteligência interpessoal
É a capacidade de sentir empatia com os demais, compreender suas emoções, necessidades,
intenções, etc. São pessoas que cativam facilmente os outros, relacionam-se muito bem e exercem
uma liderança sobre os demais.
Para desenvolver essa inteligência pode-se…
– Realizar atividades em grupo, principalmente se incentivam a cooperação como por exemplo, os
esportes e o trabalho voluntário.
– Praticar a escuta activa.

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h) Inteligência naturalista
Esta é a inteligência que caracteriza as pessoas com capacidade para compreender seu ambiente
natural: classifica e diferencia os vários tipos de plantas e animais. São pessoas que amam e
convivem com plantas e animais; podem trabalhar como biólogos e com horta ou jardinagem.
Para desenvolver essa inteligência pode-se…
– Cultivar sua própria horta (pode ser um horta urbana).
– Passear pelo campo com um guia sobre a flora e a fauna.

2.6. Qualidade de um teste


Segundo Weiten (2003), um teste deve conter certos requisitos:

2.6.1. Fidedignidade
Estabilidade no tempo
Consistência interna da escala
Pode-se utilizar mais de um método para verificar a fidedignidade de um teste, principalmente
quando se querer estabelecer a fidedignidade entre a estabilidade e a consistência.

2.6.2. Validade
Antes de um teste ser considerado apto à aplicação, deve ser validado.Validar um teste é verificar
se ele, efectivamente, mede aquilo a que se propõe e através de quais conceitos. Deve-se compilar
todas as informações disponíveis: teórica, conceitual, externa e interna.

Coeficiente de validade: Estabelecido através da comparação dos resultados brutos do teste com a
execução do sujeito na vida real. Mais fácil, rápido e seguro do que simplesmente esperar o sujeito
executar a tarefa, sem saber se tem habilidade para tal.

2.6.3. Sensibilidade
Amostra pequena, mas cuidadosamente escolhida do comportamento de um indivíduo. Escolha do
tipo de comportamento que se deseja estudar, a fim de se verificar a quantidade e a espécie de itens
do teste.

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II. CONCLUSÃO

A aprendizagem de uma língua requer um grande número de habilidades que tornam-se


importantes em vários momentos no desenvolvimento de uma criança.

Compreender a comunicação humana é saber que a aquisição da linguagem tem vários níveis. Nos
primeiros anos de vida a criança apresenta a fase pré-verbal no desenvolvimento do pensamento e
uma fase pré-intelectual no desenvolvimento da linguagem.

O choro, o riso, o balbucio são uma das primeiras formas que a criança demonstra para solucionar
problemas práticos, mesmo antes de dominar a linguagem. Demonstra uma comunicação
ineficiente, mas é essa forma que utiliza como um meio de contato social e alívio emocional.

Várias foram as teorias de desenvolvimento da linguagem. Dos quais podemos mencionar


Chomsky, Piaget e Skinner, bem como Vygostisky. O nosso grupo concorda com Piaget quando
este diz que o desenvolvimento da linguagem da criança está ligado ao processo de raciocínio da
criança.

A criança aprende atravéss da linguagem a solucionar problemas e ultrapassar desafios aos quai
ao longo dos anos ela vai estar submetida, estimulando o pensamento, raciocínio e
automaticamente a inteligência. Vários são os factores que interferem no desenvolvimenrto da
linguagem e da inteligência, como por exemplo meio ambiente, heriditariedade.

Existem vários tipos de inteligência, e cada ser humano contém um pouco de cada uma delas, e
naturalmente existe uma que mais se destaca. Vários são os testes que testam a inteligência do
individuo, podendo destacar-se o teste de Q.I. Todos testes devem ter qualidades para poderem ser
usados, como fidelidade, sensibilidade e validade.

O meio de interação social têm influência no processo de desenvolvimento da criança, tanto na


aquisição da linguagem como na inteligência.

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III. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

RIVIÉRE, Claude. Introdução à Antropologia.Museu de Antropologia. Jalapa. México.Edições


70. Março 2007.

NASCIMENTO, Mayara Silva. Francisco Meneses Alves. Lídia de Oliveira Matos. Antropologia
da política: surgimento, possibilidades de análise e recursos metodológicos para o estudo do
poder e da política. Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras e Ciências Humanas –
UNIGRANRIO. Revista Magistro - ISSN: 2178-7956 www.unigranrio.br

ROCHA, Ana; FIDALGO, Zilda. Psicologia 12º ano, Lisboa, Texto Editora 2001.Pág.220-222.

FELDMAN, Robert S. Introdução à Psicologia, tradução, Roberto Galman, 6ª edição, McGraw


Hill, São Paulo,2007, pag.268-270.

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Linguagem e Inteligência

As dificuldades de aprendizagem, podem ocorrer quando existem, retardo mental, distúrbio


emocional, problemas sensoriais, ou motores, ou, ainda ser acentuadas por influências externas,
como, por exemplo, diferenças culturais, instrução insuficiente ou inapropriada. Commented [RA1]: Para factores da linguagem

A aprendizagem de uma língua requer um grande número de habilidades que tornam-se Commented [RA2]: Para conclusao
importantes em vários momentos no desenvolvimento de uma criança.

IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

RIVIÉRE, Claude. Introdução à Antropologia.Museu de Antropologia. Jalapa. México.Edições


70. Março 2007.
NASCIMENTO, Mayara Silva. Francisco Meneses Alves. Lídia de Oliveira Matos. Antropologia
da política: surgimento, possibilidades de análise e recursos metodológicos para o estudo do
poder e da política. Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras e Ciências Humanas –
UNIGRANRIO. Revista Magistro - ISSN: 2178-7956 www.unigranrio.br

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