Você está na página 1de 7

DICAS PARA SE ESCREVER BEM

A internet é hoje uma ferramenta de pesquisa imprescindível, porém devemos


tomar cuidado com aquilo que encontramos, pois nem sempre a fonte é confiável.
Nas páginas virtuais encontramos de tudo um pouco, algumas coisas muito boas e
algumas coisas muito ruins, por isso é sempre bom usar o bomsenso na hora de
citar algo retirado desse meio.
Numa dessas pesquisas, deparei-me com algumas dicas para se escrever bem. Tentei localizar o autor dessas
dicas, mas sem resultado. Percebi que muitas pessoas divulgaram tais dicas, sem mencionar a fonte. Como são
muito eficientes, eu as utilizo aqui também. São elas:
■ Vc. deve evitar ao máx. abrev. etc.
■ Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do
conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo
narcisístico.
■ Anule aliterações altamente abusivas.
■ “não se esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de
gusmão, no ipiranga.
■ Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.
■ Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in. ■ Chute o balde no emprego de gíria,
mesmo que sejam maneiras, tá ligado?
■ Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.
■ Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro. ■ Evite repetir a mesma palavra,
pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida
desqualifique o texto no qual a palavra se encontra repetida.
■ Não abuse nas citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os outros não tem ideias próprias”.
■ Frases incompletas podem causar
■ Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada
argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma ideia.
■ Seja mais ou menos específico.
■ Frases com apenas uma palavra? Jamais!
■ Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal
de interrogação ■ Quem precisa de perguntas retóricas?
■ Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas. ■ Exagerar é cem bilhões de vezes
pior do que a moderação.
■ Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”
■ Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
■ Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!
■ Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia contida nelas, e,
concomitantemente, por conterem mais de uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível,
forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-las em seus componentes diversos, de forma a torná-las
compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos
estimular através do uso de frases mais curtas.
■ Cuidado com hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza. ■ Seja incisivo e coerente, ou não.

■ TÉCNICA DE REDAÇÃO
Para se escrever um bom texto é preciso planejamento.
Seguem abaixo dez passos para a produção de um bom texto.
■ 1o passo:
Definir o tema e o posicionamento perante ele.
Algumas provas de redação nos apresentam os textos motivadores e o tema específico que se deve seguir.
Outras provas dão-nos apenas o texto motivador. Nesse caso, para se chegar ao tema, devemos perceber a ideia
central do texto. Depois disso assumir um posicionamento diante dele. Não é possível escrever sobre algo sem
tomar um partido, uma linha de raciocínio e sem definir um ponto de chegada. Isso tudo deve ser feito antes de
começar a escrever, para que o texto não se torne vago.
■ 2o passo:
Relacionar, em forma de tópicos, todos os assuntos ligados ao tema.
É o que costumamos chamar de “brainstorming”. Agora que já se tem o tema
definido, devem-se anotar todas as ideias relacionadas ao tema, sem nenhuma
preocupação, sem nenhuma censura, sem nenhum desenvolvimento, pois assim
você estará ampliando seu contato com o tema. Faça isso em forma de tópicos, de
forma breve, sem se estender no desenvolvimento da ideia, apenas para assegurar de que haja assunto para o
seu texto.
■ 3o passo:
Cortar alguns assuntos da relação preparada no passo anterior.
Agora é o momento da reflexão, da censura, do bom-senso. Neste passo, você deve reler um a um os assuntos
elencados e verificar se eles podem ou não fazer parte do seu texto. Seja criterioso, verifique se aquele item
merece ser utilizado ou desprezado. Uma maneira de chegar a essa decisão é perguntar a você mesmo sobre
cada item: Eu sei falar disso? Isso é relevante para o meu tema? Isso é de fácil desenvolvimento, ou despenderei
muito tempo para tentar explanar tal assunto? Isso vai ao encontro do meu posicionamento? Isso pode contrariar
o meu posicionamento? Isso, apesar de estar ligado ao tema, pode causar alguma divagação dentro do meu
texto? Isso é importante, ou representa uma ideia secundária? Ao utilizar isso eu me mantenho dentro do tema,
ou crio um viés para o texto? Ao responder a essas perguntas com consciência e segurança, você cortará muitos
itens e deixará muitos outros; deixará justamente os mais relevantes para o seu texto.
■ 4o passo:
Agrupar os assuntos que se relacionam em blocos de ideias.
Até aqui você fez uma coleta aleatória de ideias e definiu as que devem ou não fazer parte do seu texto.
Chegou a hora de começar a ordená-las. O primeiro nível de organização é juntar as ideias que se correlacionam,
pois se você escreve o seu texto as utilizando na sequência em que as relacionou corre o risco de repetir uma
ou outra ideia em parágrafos diferentes; e isso não deve acontecer — cada parágrafo deve trazer um assunto,
que não pode ser apresentado em outro. Aqui sua redação já começa a tomar forma. Releia os itens que você
“deixou” na sua redação, algum deles se relaciona com outro? Um traz o mesmo teor ideológico de outro ou
outros? Isso faz com que você organize os itens listados em blocos, e cada bloco então representa um parágrafo.
■ 5o passo:
Organizar os blocos de assuntos numa sequência lógico-progressiva.
É preciso dar ao seu texto uma progressão, para isso você deve dar uma sequência lógica aos parágrafos do
seu texto, ou seja, uma sequência lógica aos blocos resultantes do 4o passo. Você deve trabalhar com as ideias
de causa e consequência, anterioridade e posterioridade — veja o que vem antes e o que pode ser consequência.
Fazendo isso, você não corre o risco de se perder na escrita do seu texto, pois ele se desenvolverá de maneira
linear, o que é bom para qualquer redação. Nesse passo, você já tem pronto todo o desenvolvimento de sua
redação, de forma sintética, mas pronto e organizado.
■ 6o passo:
Criar o parágrafo de introdução.
No 1o passo se pensou apenas no tema e no posicionamento, porém, ainda não se redigiu propriamente o
parágrafo de introdução. O momento de fazer isso é agora, pois você já tem consciência de tudo que estará no
seu texto, assim fica mais fácil criar a introdução. Lembre-se de que ela deve ser clara, concisa e objetiva, e
deve apresentar o seu posicionamento. Não se perca em divagações, não tente provar nenhuma ideia nesse
parágrafo, pois isso você faz no desenvolvimento.
■ 7o passo:
Escrever os parágrafos de desenvolvimento.
Todas as ideias que você utilizará no seu texto já estão relacionadas, selecionadas, agrupadas e
sequencializadas; resta agora transformar aqueles
“blocos” do 5o passo em frases, orações, períodos. A partir da ideia predefinida, acrescente verbos, adjetivos,
advérbios, ou seja, dê materialidade à sua ideia, transforme-a em períodos — simples ou compostos.
■ 8o passo:
Escrever a conclusão.
Seu texto já está pronto, falta apenas finalizá-lo. A melhor maneira de fazer isso
é retornar ao tema e reafirmar seu posicionamento frente a ele. Para isso basta que
se faça uma paráfrase do parágrafo de introdução. Você deve escrever as mesmas
coisas da introdução, com outras palavras, sem mais nem menos. É assim que se
faz uma boa conclusão.
■ 9o passo:
Revisão.
Você preparou um rascunho e, durante o fluxo de ideias, não se preocupou muito com alguns aspectos formais
do texto. Chegou a hora de verificar isso: faça uma revisão gramatical quanto a: ortografia, acentuação,
pontuação, concordância, regência, crase, colocação pronominal. Verifique também a organização das frases,
evitando assim ambiguidades. Observe se não há repetição de palavras e outros vícios como rimas, ecos,
aliterações. Tudo isso se faz nesse momento de releitura do texto pronto.
■ 10o passo:
Passar a limpo.
Seu texto está pronto, deve ser passado para a folha a ser entregue ao examinador. Lembre-se de que a estética
é um fator importante: faça a marcação adequada dos parágrafos, respeite as margens esquerda e direita
(justificadas), utilize letra legível e evite rasuras.
Vejamos isso tudo na prática. Vamos produzir uma redação como as solicitadas por várias bancas
examinadoras. Proposta de Redação
Escreva um texto dissertativo sobre a ideia apresentada no texto abaixo.
9
A identidade da mulher e do homem na sociedade atual Maria Anunciação Souza (com adaptações)
Por muitos e muitos anos, homens e mulheres tinham papéis muito bem definidos, e que eram encarados
quase que como destinos inevitáveis. Era o homem quem decidia com quem iria se casar, quantos filhos teria,
onde a família iria morar e tantas outras decisões estabelecidas ao homem, pelas tradições culturais da
sociedade. Ele era o “cabeça” do casal, o “chefe” da família, o “mantenedor” das necessidades dos filhos e
da mulher, tendo sob sua responsabilidade, a manutenção de um abrigo, dando proteção e alimento.
Tudo era decidido pelo homem e para o homem. E assim, o homem era ensinado, desde a tenra idade, a ser
forte, autoconfiante, dedicado ao trabalho, ensinado a viver uma relação de dominador no ambiente (com a
submissão da mulher), a ter sob domínio rígido os seus sentimentos pessoais, a “possuir” a mulher como
objeto exclusivo, somente ele ter prazer nas relações sexuais, ou até ter outras mulheres. No trabalho e na
sociedade, o homem era valorizado pelo sucesso que obtinha, pelo poder sobre as pessoas e coisas, em
especial pela quantidade que obtinha de dinheiro e bens materiais, pela competição que fazia com outros. E
com essa escala de valores incutida nele, o homem acreditava que seu valor pessoal se media pelo sucesso
profissional, pelo dinheiro e pelo seu desempenho sexual.
A mulher nem sempre desempenhou as mesmas funções do homem na sociedade. O máximo que se permitia
à mulher era ser professora ou somente exercer o papel de dona de casa, mãe e esposa. Dessa forma, ela vivia
em função do homem, por isso era pouco valorizada. Era inferiorizada, não tinha voz na família e nem na
sociedade e, por séculos, foi impedida de ter uma profissão, de votar e ser votada, de escolher o marido etc.
Se em outras épocas, ela ficava circunscrita às paredes de sua casa, hoje a mulher “abandonou” o lar e foi
para o mercado de trabalho objetivando compor a renda familiar.
Quando se criou a necessidade de a mulher enfrentar o mercado de trabalho, ela aos poucos conquistou seu
espaço. Hoje a mulher exerce várias funções. Além de dona de casa, mãe e esposa, ela tem sua profissão.
Assim sendo, atualmente a mulher exerce todas as funções que antes eram executadas pelo homem,
conquistando seu espaço. Está à frente das grandes pesquisas tecnológicas e científicas mundiais mostrando
sua capacidade. Sabe-se que a mulher exerce dupla função. Se ela é capaz de exercer tudo que o homem
executava, cabe ao homem deixar de lado o preconceito e ajudá-la nas tarefas diárias.
A realidade atual está colocando desafios para muitos homens que ainda não estão conscientes dos novos
papéis que a sociedade moderna está a lhes atribuir, para que modifiquem sua atuação como homem: um
homem que, com a mulher (em qualquer situação, seja de casal, profissional ou social), estabeleça uma
relação de igualdade e de respeito e não mais como agia antes — com atitudes de
poder, de mando e de dominação.
Os desafios estão aí na sociedade atual, para a mudança dos papéis do homem e
da mulher. Mas, é necessário que ambos acordem para essa necessidade de quebra
de paradigmas, que experimentem novas formas de comportamento.
Lembre-se de que aquilo que faremos a seguir é um exemplo de utilização da
técnica. Portanto, as conclusões a que chegarmos serão possibilidades apenas; cada pessoa pode ter uma opinião
diferente a respeito do mesmo fato.
■ 1º passo:
Definir o tema e o posicionamento frente a ele.
As imagens/figuras que aparecem no nosso texto motivador são:
— homem
— mulher
— papel social masculino
— papel social feminino
— transformações sociais
— desafios da sociedade atual
— adaptação da mulher à nova realidade
— adaptação do homem à nova realidade
— convivência harmoniosa
A partir dessas imagens/figuras podemos fazer abstrações: o homem deixa de ser o todo poderoso; a mulher
passa a ter voz na sociedade; é necessário que ambos se adaptem a essa nova constituição social.
Chegamos ao tema: As transformações nos papéis sociais feminino e masculino.
Agora, devemos estabelecer um posicionamento: se o texto de Maria Anunciação Souza fala de mudanças e
afirma que devemos nos adaptar a elas para que a vida seja harmoniosa, o melhor a fazer é seguir essa direção
10
argumentativa — para evitar polêmica . Então vamos falar das
“transformações nos papéis sociais feminino e masculino” de forma positiva, reafirmando a necessidade de
adaptação e convivência harmônica entre os sexos.
■ 2º passo:
Relacionar, em forma de tópicos, todos os assuntos ligados ao tema. Tudo que vier à memória será
anotado. Vamos lá:
— mulher no mercado de trabalho
— aumento no número de divórcios
— dupla jornada da mulher
— educação dos filhos
— homem em profissões femininas
— machismo
— feminismo
— mulher em profissões masculinas
— mulher na política
— mulher ajudando na renda familiar
— mulher na universidade
— homem metrossexual
— novas formas de constituição das famílias
— mulher provedora do lar
— diferenças salariais entre homem e mulher
— assédio sexual
— a mulher com direito ao voto
— sociedade capitalista
— divisão de tarefas domésticas
— eletrodomésticos que facilitam a vida em casa
— Lei Maria da Penha
— homem submisso
— direitos adquiridos pela mulher
Cremos ter feito uma boa lista, por isso vamos ao próximo passo.
■ 3º passo:
Cortar alguns assuntos da relação preparada no passo anterior.
Agora sejamos criteriosos para eliminar aqueles itens sobre os quais não queremos/podemos falar.
— mulher no mercado de trabalho
— aumento no número de divórcios
— dupla jornada da mulher
— educação dos filhos
— homem em profissões femininas
— machismo
— feminismo
— mulher em profissões masculinas
— mulher na política
— mulher ajudando na renda familiar
— mulher na universidade
— homem metrossexual
— novas formas de constituição das famílias
— mulher provedora do lar
— diferenças salariais entre homem e mulher
— assédio sexual
— a mulher com direito ao voto
— sociedade capitalista
— divisão de tarefas domésticas
— eletrodomésticos que facilitam a vida em casa
— Lei Maria da Penha
— homem submisso
— direitos adquiridos pela mulher
■ 4º passo:
Agrupar os assuntos que se relacionam em blocos de ideias. Vejamos os itens que restaram, e o que
se junta a que:
— mulher no mercado de trabalho
— dupla jornada da mulher
— educação dos filhos
— homem em profissões femininas
— mulher em profissões masculinas
— mulher ajudando na renda familiar
— mulher na universidade
— mulher provedora do lar
— diferenças salariais entre homem e mulher
— divisão de tarefas domésticas
— direitos adquiridos pela mulher
Relendo os itens acima, percebamos alguns núcleos informativos. Um núcleo evidente é o núcleo “casa”, pois
temos: “educação dos filhos”, “divisão de tarefas” etc. Outro núcleo é o do “trabalho”: “mulher no mercado de
trabalho” etc. Outro núcleo e o dos “direitos”, pois temos “direitos adquiridos pelas mulheres”.
Façamos, então, o seguinte agrupamento:
— dupla jornada da mulher / educação dos filhos / divisão de tarefas domésticas / mulher provedora do lar
— homem em profissões femininas / mulher em profissões masculinas / mulher
no mercado de trabalho / mulher ajudando na renda familiar / diferenças salariais
entre homem e mulher
— mulher na universidade / direitos adquiridos pela mulher
Não se esqueça de que isso é um exemplo, outras possibilidades existem.
■ 5º passo:
Organizar os blocos de assuntos numa sequência lógico-progressiva.
Vejamos o que é causa e o que é consequência.
a) A mulher primeiro divide as tarefas domésticas com o homem, depois vai

para o mercado de trabalho, depois conquista os seus direitos?


b) A mulher primeiro conquista os seus direitos, depois divide as tarefas

domésticas com o homem, depois vai para o mercado de trabalho?


c) A mulher primeiro vai para o mercado de trabalho, depois conquista os

seus direitos, depois divide as tarefas domésticas com o homem? Vamos optar por:
— Primeiro a mulher vai para o mercado de trabalho.
— Em seguida começa a dividir as tarefas domésticas com os homens. — E por fim conquista seus plenos
direitos.
Então nossa organização será:
— homem em profissões femininas / mulher em profissões masculinas / mulher no mercado de trabalho /
mulher ajudando na renda familiar / diferenças salariais entre homem e mulher
— dupla jornada da mulher / educação dos filhos / divisão de tarefas domésticas / mulher provedora do lar
— mulher na universidade / direitos adquiridos pela mulher
Agora é necessário organizar os blocos internamente:
— a) mulher no mercado de trabalho / b) mulher ajudando na renda familiar / mulher em profissões
masculinas / c) homem em profissões femininas / d) diferenças salariais entre homem e mulher
— a) dupla jornada da mulher / b) divisão de tarefas domésticas / c)
educação dos filhos / d) mulher provedora do lar
— a) mulher na universidade / b) direitos adquiridos pela mulher
■ 6º passo:
Criar o parágrafo de introdução.
A sociedade passa por transformação que se reflete no comportamento do homem e da mulher. É necessário
que ambos se adaptem à nova organização social para garantir uma convivência harmoniosa.
■ 7º passo:
Escrever os parágrafos de desenvolvimento.
Houve um tempo em que o homem trabalhava na rua e a mulher cuidava da casa. Hoje isso está mudando. A
mulher, cada vez mais, se posiciona no mercado de trabalho, ou para alcançar a sua independência financeira
ou para ajudar na renda familiar, pois nem sempre é possível satisfazer as novas necessidades da vida moderna
com o salário de apenas uma pessoa em casa — no caso, o marido. Vemos muitas mulheres assumindo
profissões antes dominadas exclusivamente por homens — Maria Anunciação Souza, em artigo publicado no
site webartigos.com, afirma: “Se em outras épocas, ela ficava circunscrita às paredes de sua casa, hoje a
mulher abandonou o lar e foi para o mercado de trabalho objetivando compor a renda familiar”. Há também
homens desempenhando funções que antes eram exclusivas das mulheres. Apesar dessa boa relação no
mercado de trabalho, a mulher ainda sofre discriminação salarial. Algumas mulheres desempenhando a
mesma função que um homem chegam a receber salário até 30% menor. Isso tende a mudar, pois estamos
caminhando para a igualdade.
Como a mulher sempre foi a “dona de casa”, ela ainda sofre — muitas vezes — com a dupla jornada, pois
além de dar expediente no trabalho ainda tem os afazeres domésticos. Muitos homens conscientes hoje já
dividem com as mulheres as tarefas domésticas, criando assim uma relação mais justa. Atualmente, não só a
mulher cuida dos filhos como também o homem — no passado a mulher cuidava da educação e o homem da
provisão financeira —; algumas mulheres até assumem sozinhas a provisão do lar,
conquistando, assim, independência financeira.
Com essa luta diária e essa vontade de assumir um lugar diferente na sociedade, as
mulheres se empenharam em aumentar seu grau de instrução.
Hoje, no Brasil, o número de universitárias é maior que o de universitários, de
acordo com dados do Censo do IBGE de 2010. Isso mostra que elas têm lutado
por direitos e conquistado muitos deles. Exemplo disso é a criação da Lei Maria da Penha. A Constituição
Federal de 1988 garante isso: direitos iguais entre os sexos.
■ 8º passo:
Escrever a conclusão.
Para que vivam em harmonia, é preciso que homem e mulher aceitem as mudanças do mundo moderno e
comportem-se de acordo com essa nova realidade.
■ 9º passo:
Revisão.
■ 10º passo:
Passar a limpo.
Eis a redação pronta, ou melhor, uma possível redação pronta.
A sociedade passa por transformação que se reflete no comportamento do homem e da mulher. É necessário
que ambos se adaptem à nova organização social para garantir uma convivência harmoniosa.
Houve um tempo em que o homem trabalhava na rua e a mulher cuidava da casa. Hoje isso está mudando. A
mulher, cada vez mais, se posiciona no mercado de trabalho, ou para alcançar a sua independência financeira
ou para ajudar na renda familiar, pois nem sempre é possível satisfazer as novas necessidades da vida moderna
com o salário de apenas uma pessoa em casa — no caso, o do marido. Vemos muitas mulheres assumindo
profissões antes dominadas exclusivamente por homens — Maria Anunciação Souza, em artigo publicado no
site webartigos.com, afirma: “Se em outras épocas, ela ficava circunscrita às paredes de sua casa, hoje a
mulher abandonou o lar e foi para o mercado de trabalho objetivando compor a renda familiar”. Há também
homens desempenhando funções que antes eram exclusivas das mulheres. Apesar dessa boa relação no
mercado de trabalho, a mulher ainda sofre discriminação salarial. Algumas mulheres desempenhando a
mesma função que um homem chegam a receber salário até 30% menor. Isso tende a mudar, pois estamos
caminhando para a igualdade.
Como a mulher sempre foi a “dona de casa”, ela ainda sofre — muitas vezes — com a dupla jornada, pois
além de dar expediente no trabalho ainda tem os afazeres domésticos. Muitos homens conscientes hoje já
dividem com as mulheres as tarefas domésticas, criando assim uma relação mais justa. Atualmente, não só a
mulher cuida dos filhos como também o homem — no passado a mulher cuidava da educação e o homem da
provisão financeira —; algumas mulheres até assumem sozinhas a provisão do lar, conquistando, assim,
independência financeira.
Com essa luta diária e essa vontade de assumir um lugar diferente na sociedade, as mulheres se empenharam
em aumentar seu grau de instrução. Hoje, no Brasil, o número de universitárias é maior que o de
universitários, de acordo com dados do Censo do IBGE de 2010. Isso mostra que elas têm lutado por direitos
e conquistado muitos deles. Exemplo disso é a criação da Lei Maria da Penha. A Constituição Federal de
1988 garante isso: direitos iguais entre os sexos.
Para que vivam em harmonia, é preciso que homem e mulher aceitem as mudanças do mundo moderno e
comportem-se de acordo com essa nova realidade.