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DESAFIOS PARA COMBATER A OBESIDADE

INFANTIL NO BRASIL

 Hábitos alimentares mudaram com o avanço da industrialização


 Consumo excessivo de alimentos ultra processados hoje
 Negligências associadas à educação alimentar de crianças
 Excessivas publicidades alimentares ofertadas a esse público
 O que é obesidade?
 Como se manifesta da infância?
 População mais jovem hoje: alto consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura
 Um terço das crianças brasileiras são obesas
 https://www.youtube.com/watch?v=8UGe5GiHCT4 documentário “Muito além do peso”

 Disponível em: http://energienutricao.com.br/blog/seu-filho-esta-


acima-do-peso-obesidade-infantil-no-brasil Acesso em 04 abril 2019.

 Com o objetivo de contornar esse cenário, a Agência Nacional de Saúde Suplementar


(ANS) lançou na semana passada o Manual de Diretrizes para o Enfrentamento da Obesidade
na Saúde Suplementar Brasileira, com recomendações de melhorias e incentivos na atenção à
saúde relacionada à prevenção e ao combate da obesidade entre beneficiários de planos de
saúde.
“O excesso de peso e a obesidade constituem o segundo fator de risco mais importante para a
carga global de doenças, e estão associados a várias doenças crônicas não transmissíveis,
como doenças cardiovasculares, diabetes, cirrose, câncer de cólon, de reto e de mama, entre
outras. O objetivo do manual é compor uma orientação criteriosa, na qual as operadoras
de planos de saúde possam se basear para a melhoria da qualidade de vida de seus
beneficiários”, explica Karla Coelho, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS,
em comunicado oficial.
A obesidade é uma doença multifatorial, resultado de uma complexa combinação de fatores
biológicos, comportamentais, socioculturais, ambientais e econômicos. Entretanto,
normalmente apenas suas consequências, como o diabetes ou problemas cardíacos são
tratados, e não a obesidade em si.
“Este é um manual para as operadoras incluírem estratégias de prevenção e tratamento da
obesidade em diversas especialidades, incluindo a ginecologia, por exemplo, para prevenirmos
o problema da concepção”, diz Maria Edna, que participou do grupo de
discussões que elaborou o documento.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/obesidade-ans-lanca-diretrizes-para-o-
enfrentamento-da-doenca/ Acesso em 04 abril 2019.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos


construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-
argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema DESAFIOS PARA
COMBATER A OBESIDADE INFANTIL NO BRASIL, apresentando proposta de intervenção que
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos
e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Instruções:

Observe, rigorosamente, as orientações e informações a seguir:

a) Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha própria, de 20 a 30 linhas.

b) O tema vem acompanhado de textos motivadores, que têm o objetivo de orientar sua linha
argumentativa.

c) Desenvolva seu texto dissertativo-argumentativo; não redija narração, nem poema.

d) A redação que fugir ao tema ou ao tipo de texto exigido receberá nota zero.
DESAFIOS PARA COMBATER O ANALFABETISMO
FUNCIONAL NO BRASIL
Texto 1
Definida como a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não
compreender textos simples, muitos brasileiros, mesmo se achando “capacitados” por possuírem um
diploma de determinado nível de escolaridade, só conseguem decodificar, minimamente, letras, frases
isoladas, algumas sentenças e textos curtos, demonstrando uma absoluta dificuldade de interpretação
de textos.
No Brasil, menos de 70% daqueles que possuem diploma de nível superior conseguem ser
proficientes na leitura e escrita, ou seja, demonstrar habilidade e competência na leitura e na produção
de textos. E somente 8 em cada 100 pessoas têm um perfeito domínio da leitura e produção de
qualquer tipo de texto.
Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/academico/analfabetismo-funcional- no-brasil/103313/

Texto 2

Fonte: https://sepereg3.wordpress.com/municipio/desempenho-ou- desenvolvimento/

Texto 3
…”O analfabeto funcional, um conceito difundido pela Organização das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura (Unesco), não consegue entender o que lê e nem elaborar um enunciado,
por mais curto que seja, sobre um assunto genérico.
O termo revela distorções existentes na educação das sociedades que antes não eram conhecidas,
pois os estudos se limitavam a distinguir quem sabe de quem não sabe ler.
O Instituto Paulo Montenegro, ligado ao Ibope, faz, desde 2001, um levantamento chamado Indicador
de Alfabetismo Funcional (Inaf), que apontou em 2005 que apenas 26% da
população brasileira consegue ler e escrever plenamente. Ou seja, três em cada quatro
brasileiros têm algum nível de analfabetismo ou analfabetismo funcional.
Fonte: http://professora-karin.blogspot.com.br/2012/08/analfabetismo-funcional.html
Texto 4

Fonte: http://www.professorreporter.jornalfolhadoestado.com/noticias/177/20-da-populacao-brasileira-so-sabe-escrever-
o-nome
LIMITES ENTRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E O
POLITICAMENTE CORRETO

TEXTO I

A CONSTITUIÇÃO FEDERAL REGULA A LIBERDADE DE


EXPRESSÃO E INFORMAÇÃO, NOS ARTIGOS 5° E 220, E PARÁGRAFOS, QUE
REZA:

Art. 5°, IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

Art. 5°, IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,


independentemente de censura ou licença;

Art. 5°, XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardo do sigilo da fonte, quando
necessário ao exercício profissional;

Art. 220 – A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a. informação, sob qualquer forma,
processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

 1° – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação
jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5°, IV, V, X, XIII
e XIV;
 2° – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

Disponível em: http://www.investidura.com.br/ufsc/113-direito-constitucional/3855-os-limites-da-liberdade-de-expressao.pdf Acesso em


15 agosto 2017

TEXTO II
A frase “eu discordo do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo” talvez seja a melhor
definição para a liberdade de expressão. Afinal, é muito fácil reconhecer a liberdade de expressão às ideias
que concordamos; muito mais difícil é aceitar a manifestação de ideias que desgostamos.

O que se tem visto no Brasil nos últimos tempos, no entanto, é uma crescente vontade de reprimir formas
de expressão que sejam consideradas desrespeitosas e preconceituosas. A iniciativa, embora tenha como
pano de fundo uma intenção nobre, tem gerado situações desproporcionais, limitando o direito à livre
expressão e violando a Constituição Federal.

Um exemplo recente é o do cantor Alexandre Pires, que está sendo investigado pelo Ministério Público
Federal por uma acusação de racismo. A denúncia se deu pelo fato de o cantor ter gravado um videoclipe
em que uma festa é invadida por vários homens fantasiados como macacos – inclusive o próprio cantor.
Segundo reportagem do jornal O Globo, o videoclipe foi considerado como “de ‘conteúdo racista e sexista,
comprometendo as lutas do movimento negro na superação do racismo, e das mulheres na superação do
sexismo’ e que ‘combinando artistas e atletas, o vídeo utiliza clichês e estereótipos contra a população
negra’”.

Este não é um caso isolado, mas apenas um exemplo de uma tendência. Outro exemplo que pode ser
citado é o caso do escritor Siedfrieg Ellwanger, condenado pela prática de racismo por ter escrito um livro
em que questionava a veracidade do Holocausto. O livro levou seu autor à prisão mesmo que em nenhuma
de suas páginas houvesse alguma forma de incitação à prática de algum crime contra judeus ou qualquer
outra raça.
A tendência demonstrada por esses exemplos é a de limitação da liberdade de
expressão daquilo que não seja considerado politicamente correto. Tal
tendência não se revela apenas na liberdade de expressão, mas em diversos
aspectos do Direito e na atividade estatal em geral.

Disponível em: http://investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/direito-constitucional/288900-a-


liberdade-de-expressao-versus-o-politicamente-correto Acesso em 15 agosto 2017

TEXTO III
A presidenta do Supremo Tribunal Federal Carmen Lúcia disse em um evento sobre liberdade de
imprensa que um dos desafios do Judiciário é lidar com a censura imposta não pelo Estado, mas pelos
usuários de redes sociais que se incomodam com alguns tipos de conteúdo e decidem judicializar a
questão.

“QUEM MUITAS VEZES IMPEDE A LIBERDADE DA INFORMAÇÃO É O OUTRO


PARTICULAR. NÃO É O ESTADO COMO ERA ANTES, COMO É NAS DITADURAS.
(…) HOJE, VOCÊ TEM CENSURAS ESTABELECIDAS, POR ALGO QUE É
EXTREMAMENTE CONTRÁRIO ÀS LIBERDADES EM GERAL, QUE É O
POLITICAMENTE CORRETO”, DISSE, DE ACORDO COM INFORMAÇÕES DE O
GLOBO.
Disponível em: http://jornalggn.com.br/noticia/politicamente-correto-contraria-a-liberdade-de-expressao-diz-carmen-lucia Acesso em
15 agosto 2015.

TEXTO IV

Disponível: https://www.facebook.com/tirasarmandinho Acesso em 15 agosto 2017.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação,
redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Limites
entre a liberdade de expressão e o politicamente correto, apresentando proposta de intervenção que
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos
para defesa de seu ponto de vista.

Instruções:

Observe, rigorosamente, as orientações e informações a seguir:

a) Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha própria, de 20 a 30 linhas.

b) O tema vem acompanhado de textos motivadores, que têm o objetivo de orientar sua linha argumentativa.

c) Desenvolva seu texto dissertativo-argumentativo; não redija narração, nem poema.

d) A redação que fugir ao tema ou ao tipo de texto exigido receberá nota zero.
MOVIMENTO CHILD FREE: PRECONCEITO OU
DIREITO?

Texto 1

‘ChildFree’ é o movimento que proíbe a entrada de crianças em estabelecimentos O ‘NÃO


QUERO CRIANÇAS POR PERTO’ É PRECONCEITO OU UM DIREITO?

O movimento “Child Free” (“livre de crianças”), inicialmente, surgiu para apoiar as pessoas que
optaram por não ser pais e se sentiam desprestigiadas por isso. Hoje em dia, entretanto, o movimento
seguiu outros passos e criou um novo significado: o “Space Child Free”, onde estabelecimentos
escolhem por proibir a entrada e permanência de crianças.

Existem restaurantes, pousadas e albergues no Brasil e no mundo onde não é permitida a entrada de
crianças com as justificativas de “o espaço não estar adaptado para recebê-las” ou para “garantir a
tranquilidade dos demais clientes”.

Você concorda?

De um lado, algumas pessoas opinam que, muitas vezes o comportamento “mal educado” da parte
das crianças e a omissão de seus pais diante dessas condutas acabam sendo inconvenientes em
espaços públicos. O que tira a tranquilidade dos clientes, um direito deles.

Outro motivo, seria os lugares que não são apropriados para crianças, que não oferecem a segurança
que elas precisam. Para o Dr. Claudio Len, pediatra, médico do departamento Materno Infantil do
Hospital Israelita Albert Einstein e pai de Fernando, Beatriz e Silvia, se o lugar não é apropriado e é
previamente identificado, não há problema em restringir a entrada das crianças. E, claro, os pais
gostam de levar os filhos onde eles são bem-vindos.

Do outro, as pessoas argumentam que isso é uma forma de descriminação, já que estão proibindo o
livre arbítrio dos filhos e dos pais. Além disso, todos nós já fomos crianças um dia e tivemos o apoio
e a segurança de adultos ao nosso redor com quem pudemos crescer, aprender, nos divertir e que
também garantiram nossos direitos.

É legal?

Outros pontos também foram levantados: “E se os restaurantes passarem a proibir também pessoas
idosas, gordas, mulheres, será aceitável?”

Mas afinal, esse tipo de veto a crianças está dentro da lei? E quais as consequências sociais desse
tipo de medida?

Pedro Hartung, advogado do programa Prioridade Absoluta, do Alana e filho de Vânia e Kleber, explica
que existe uma série de questões jurídicas. Essa proibição se trata não de um direito, mas de uma
discriminação de acordo com o Artigo 3, inciso 4 da Constituição Federal que diz: “Promover o bem
de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de
discriminação”.

“Ao proibir um indivíduo de entrar e permanecer em um estabelecimento só por uma característica de


existência dela, porque ela não pode e nem consegue deixar de ser criança, é considerado
discriminação porque você proíbe esse grupo de cidadão de frequentar espaços públicos e privados.”
Se o espaço não apresenta qualquer tipo de risco à saúde mental, psíquica
ou física da criança, não existe um motivo para que ela não possa entrar. A
discussão acaba indo para outro campo: é ético restringir o direito de uma
pessoa para satisfazer as nossas próprias vontades? Pedro ainda levanta
uma questão importante, que sociedade é essa que não compreende a
criança como sujeito de direitos e cidadão em fase peculiar de
desenvolvimento, ou seja, com dificuldades sensíveis e especiais, e que não
consegue acolhe-la na sua individualidade?

Segundo o Artigo 227: É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao


adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer,
à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão.

Ou seja, em uma sociedade saudável, não só os responsáveis pelas crianças, mas todos fazemos
parte do desenvolvimento daqueles que são o futuro das gerações e temos que garantir isso.

Em seu texto no Medium, Pedro ressalta que é “importante sempre lembrar que não é necessário
gostar de alguém para respeitar seus direitos. Direitos humanos são aqueles que possuímos a
titularidade pelo simples fato de existirmos como pessoa, independente do gosto ou opinião alheia. E
é isso que as crianças o são: pessoas”.

Segundo o Procon, não existe nenhuma lei ou artigo no código de defesa do consumidor que permita
esse posicionamento por parte dos proprietários do estabelecimento.

“Child Friendly”, ou “Amigo da Criança”, na contramão do “Child Free”

A ideia do “Child Friendly” é sair da ideia que não permitir crianças nos estabelecimentos e criar
espaços acolhedores para os pais e seus filhos. É um movimento que tem crescido no mundo e
amparado por pesquisas que apontam que, os lugares que cuidam das suas crianças são sociedades
melhores.

James Heckman, nobel de economia, diz que investir nos anos iniciais das crianças é o caminho para
o país crescer. Ou seja, o investimento da infância é um dos mais inteligentes do mundo.

Há muitas inconveniências na vida em sociedade que precisamos aprender a lidar e o incômodo do


choro e barulho das crianças é um deles. Afinal de contas, vivemos, adultos, crianças e idosos, todos
no mesmo espaço. Adultos também podem ser inconvenientes com palavrões e bebidas, mas não
podemos começar a proibir todos aqueles que apresentarem algum tipo de aborrecimento a
frequentarem lugares. Criança é imprevisível e também precisa aprender a viver em sociedade, quanto
mais novos, melhor.

Aos pais que passarem por situações do gênero, o conselho é tentar resolver no diálogo, apresentando
o outro lado e explicar a discriminação e a seriedade do assunto. O Ministério Público e o PROCON
também servem de ferramentas para proteger as famílias de tal constrangimento.

https://paisefilhos.uol.com.br/familia/childfree-e-o-movimento-que-proibe-a-entrada-de-criancas-em-estabelecimentos/

Texto 2
‘Não aceitamos crianças': avanço da onda 'childfree' é conveniência ou preconceito?
Direito de imagem ILUSTRAÇÃO: RAPHAEL SALIMENA

No resort do sul do país, "é permitida a hospedagem apenas de maiores de 18 anos, para
manter o clima de sossego total para nossos hóspedes". No restaurante de São Paulo, crianças
com menos de 14 anos são vetadas porque "o espaço não está adaptado para recebê-las". Na
companhia aérea internacional, a "zona silenciosa" é exclusiva para "viajantes com dez anos
ou mais e para viajantes que não estejam viajando com menores de dez anos", porque "todos
precisamos de um pouco de paz e silêncio".

No Brasil e no mundo, formou-se um nicho de espaços que rejeitam a presença de crianças, com a
justificativa de garantir a tranquilidade dos demais clientes.

O nicho vem na esteira do movimento "childfree" - "livre de crianças" -, que existe desde os anos 1980
nos Estados Unidos e no Canadá para agrupar adultos que se sentiam discriminados pela sociedade
por não terem filhos.

Hoje, porém, parte desse movimento childfree vai além do "não quero ter filhos" e adota o discurso de
"não gosto de crianças" ou "não quero crianças por perto" e ganha corpo nas redes sociais.

"Não sou obrigada a aguentar crianças mal-educadas que não sabem se comportar", "muitos pais não
impõem limites" e "os estabelecimentos têm o direito de escolher quem vão servir" foram alguns dos
argumentos citados por leitores da BBC Brasil ao serem questionados, no Facebook, se achavam
correto o limite imposto à presença de crianças em determinados locais.

Mas outros pontos também foram levantados: "Será que todos aqui nasceram adultos e não lembram
como é ser criança?"; "E se os restaurantes passarem a proibir também pessoas velhas, gordas e
feias, será aceitável?"

Mas afinal, esse tipo de veto a crianças está dentro da lei? E quais as consequências sociais desse
tipo de medida?

Livre iniciativa x discriminação

Há diferentes interpretações jurídicas sobre o tema.

A advogada Fabiola Meira, doutora em direito das relações de consumo e professora-assistente da


PUC-SP, defende que o veto é aceitável se for previamente (e claramente) informado ao consumidor
para não lhe causar constrangimento.
"Há quem diga que pode haver preconceito, mas acho que locais privados
podem adotar um modelo de negócios para um público diferente (que
restrinja crianças), com base na livre iniciativa", diz à BBC Brasil. "Não é
algo contra uma raça ou nacionalidade, que seria uma discriminação."

Já Isabella Henriques, representante do instituto Alana, organização de


defesa dos direitos infantis, diz que, feita a ressalva a locais que sejam
impróprios por trazerem perigos às crianças, "o veto é discriminatório sim, por estar excluindo um
segmento da sociedade. Abre precedentes para se excluírem também, por exemplo, pessoas com
deficiência".

"O fato de um estabelecimento ser privado não o exime de ter de cumprir a Constituição, que em seu
artigo 5º diz que todos são iguais perante a lei, e que no artigo 227 diz que crianças e adolescentes
têm prioridade absoluta", argumenta Henriques.

Direito de imagem REPRODUÇÃO Image caption

Resort e companhia aérea adotaram veto a crianças

O tema também chegou a Brasília. Em maio, a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara


dos Deputados rejeitou um projeto de lei do deputado licenciado Mário Heringer (PDT-MG) que proíbe
estabelecimentos comerciais de vetar o acesso a crianças e adolescentes.

No projeto - que ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara -, o
deputado argumenta que esse tipo de veto é "abusivo" e expõe clientes a "constrangimento".

Para o relator Covatti Filho (PP-RS), porém, "não se trata de um tratamento discriminatório das
crianças ou mesmo das famílias, mas da exploração legítima de um nicho de mercado".

'Olhar fraterno'

Muitos empreendimentos privados argumentam que seus espaços não foram projetados para os
pequenos.

"Temos muitos morros aqui e sacadas que são perigosas para crianças", diz à reportagem a gerência
de um resort exclusivo para adultos em Santa Catarina. "E nossa proposta é de proporcionar algo
mais romântico e reservado, para casais em lua de mel ou para o Dia dos Namorados. Sempre
informamos antes, então isso nunca atrapalhou."
A advogada Aline Prado é autora de um comentário com mais de 300
curtidas no post da BBC Brasil sobre o tema. "Pessoas que não têm filhos
também precisam ter a liberdade de escolher frequentar um ambiente sem
crianças", opina, agregando que "é comum vermos crianças
desconfortáveis em alguns ambientes. Não é obrigação dela se comportar
como adulto, mas ela não deveria ser exposta a isso por adultos".

Mas defensores dos direitos infantis veem essas restrições como evidências
de uma sociedade mais intolerante e egoísta.

"Se não conseguimos conviver com as crianças e entender suas necessidades, que sociedade
queremos ter no futuro? Uma que confine as crianças apenas a locais específicos gerará adultos que
não sabem se relacionar", opina Isabella Henriques, do Alana.

"A voz infantil incomoda por não ter os filtros sociais. (Mas) é o nosso valor do presente. As crianças
têm direito a voz e a se expressar e a brincar de forma distinta do adulto."

Direito de imagem REPRODUÇÃO Image caption

Página de grupo childfree no Facebook; movimento começou reunindo pessoas que se sentiam
socialmente excluídas por sua decisão de não ter filhos

Para a autora Elisama Santos, consultora em comunicação não violenta e educadora parental, faz
parte da vida em sociedade aprender a lidar com o choro infantil - assim como outros inconvenientes
das relações pessoais.

"Adultos têm que saber que o mundo não é só deles. O choro da criança incomoda, assim como o
adulto bêbado também incomoda e ele não é (previamente proibido) nos lugares", opina.

"A ideia de que a criança é indesejada é violenta com ela e com sua família, numa época em que a
maternidade das grandes cidades é exercida em grande solidão e muitas mães têm uma rede de apoio
pequena - não têm com quem deixar o filho quando precisam ir ao médico, se alimentar, se divertir.
Em que momento esquecemos que as crianças é que vão perpetuar o nosso mundo?"

A farmacêutica paulista Talita (nome fictício) sentiu isso na pele. Quando seu primeiro filho tinha 3
meses de vida, ela e o marido arriscaram uma ida a uma pizzaria em Santos (SP). O bebê chorava
com cólica e com o calor, até que os donos do estabelecimento sugeriram que a família fosse comer
a pizza em casa.
"Mais do que chateada, fiquei traumatizada mesmo", diz Talita. "Foi uma de
nossas primeiras e últimas saídas com o bebê nos primeiros meses, com
medo das reações das pessoas (ao choro), porque criança é assim,
imprevisível."

'Temos também pais cansados, com filhos que precisam comer. Que
tal encarar situações com um outro olhar?', sugere especialista

Por situações como essa, Santos e Henriques defendem um "olhar fraterno" perante pais de crianças
que estejam chorando ou falando alto em público.

"Muitos de nós vivemos em cidades não amigáveis para crianças, com poucos parques ou espaços
adequados. Aí elas entram no restaurante e saem correndo e 'a culpa é da mãe que não dá limites',
quando a questão é muito mais complexa", opina Henriques.

"Temos também pais cansados, com filhos que precisam comer. Que tal encarar situações (de mau
comportamento) com um outro olhar, oferecendo-se para brincar com a criança enquanto o pai come?
No fim das contas, vale o ditado de que é preciso uma aldeia para criar uma criança - é uma
responsabilidade coletiva. E isso não significa deslegitimar quem não quer ter filhos, uma escolha que
também precisa ser respeitada."

https://www.bbc.com/portuguese/salasocial-40784489

Instruções:
Observe, rigorosamente, as orientações e informações a seguir:
a) Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha própria, de 25 a 30 linhas.
b) O tema vem acompanhado de textos motivadores, que têm o objetivo de orientar sua linha
argumentativa.
c) Desenvolva seu texto dissertativo-argumentativo; não redija narração, nem poema.
d) A redação que fugir ao tema ou ao tipo de texto exigido receberá nota zero.
O PROCESSO DE ADOÇÃO EM QUESTÃO NO
BRASIL DO SÉCULO XXI
Texto I
As características dos casais adotantes são apresentadas no Quadro 1.

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151636872010000200014

Texto II
Dos 200 habilitados para a adoção na Vara Cível da Infância e da Juventude de Belo Horizonte desde
2010, oito são famílias formadas por homossexuais – 4% do total, sendo cinco casais femininos e três
homens solteiros –, das quais duas ainda não conseguiram guarda provisória ou adoção definitiva.
“Percebemos mais casais homoafetivos na fila de adoção. Antes, eles só procuravam (adotar)
individualmente, o parceiro não se habilitava”, observa o juiz da vara, Marcos Flávio Lucas Padula.
Já a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) informa
que, muitas vezes, a própria Justiça dificulta a inserção do nome das duas pessoas na certidão do
filho. “A criança adotada já começa a vida nova com menos direitos. Se uma das partes morrer, ela
pode ficar sem a herança”, comenta o presidente da entidade, Carlos Magno Fonseca.
É o caso de duas moradoras de Belo Horizonte, a pedagoga Soraya Menezes e a psicóloga Suely
Martins, que há cinco anos adotaram uma menina. Apenas o nome de Suely consta na certidão de
nascimento da criança, embora as duas tenham decidido pela adoção e formem uma família. “Estamos
com processo na Justiça para alterar a certidão e incluir a dupla maternidade”, diz Soraya.
http://www.otempo.com.br/cidades/adotar-filhos-de-forma-legal-%C3%A9-mais-dif%C3%ADcil-para-
homossexuais-1.720873

Texto III
Questão do prazo na adoção
O promotor Murillo Digiácomo acredita que a culpa pela demora na
destituição do pátrio poder não é da lei. “São 120 dias para cumprir os
procedimentos. O artigo 152 garante prioridade absoluta na tramitação de
processos previstos na Lei da Adoção. Então, se há demora, ela decorre do
descumprimento da lei, e não da própria lei”, disse.
Na avaliação dele, o que atrasa o processo de adoção como um todo são, em geral, as muitas
exigências apresentadas pelos ¬pretendentes em relação ao perfil das crianças. “Se a pessoa aceitar
uma criança mais velha, por exemplo, o processo é rápido”, garantiu. Mas ele ressalta que é
importante agir com rapidez, mas sem precipitação, para não correr risco de cometer injustiça.
O juiz Sérgio Kreuz afirma que a questão do prazo é um dos grandes dilemas da Justiça da Infância
e da Juventude. Quando o juiz decide com muita rapidez, pode estar impedindo que a criança seja
reinserida na família natural e, quando demora a decidir, poderá estar inviabilizando uma futura
adoção. “A lei exige que o juiz esgote as possibilidades de reintegração na família natural ou extensiva.
Mas por quanto tempo se deve tentar a reintegração? É uma questão de difícil avaliação”, pondera.
Segundo ele, muitas vezes perde-se um tempo precioso para a criança na tentativa de reintegrá-la à
família natural. A existência de equipe interdisciplinar é fundamental para abreviar esse tempo. Ele
ressalta, no entanto, que a destituição do pátrio poder também não pode ser feita de forma arbitrária.
“Os pais têm direito à defesa, produção de provas e recursos, que muitas vezes demoram anos para
serem julgados. Enquanto isso, as crianças crescem nas unidades de acolhimento. Os processos
judiciais, embora imprescindíveis, não podem se arrastar por anos, sem qualquer solução. A lei
também estabelece que os recursos devem ser julgados no prazo máximo de 60 dias, o que muitas
vezes não é observado”, disse.

Texto IV
http://pt.slideshare.net/MarceloSuster/adocao-um-ato-supremo-de-caridade-ou-
necessidade?next_slideshow=1
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa
sobre o tema O processo de adoção em questão no Brasil do século XXI, apresentando proposta
de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente
e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Instruções:

Observe, rigorosamente, as orientações e informações a seguir:

a) Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha própria, de 20 a 30 linhas.

b) O tema vem acompanhado de textos motivadores, que têm o objetivo de orientar sua linha
argumentativa.

c) Desenvolva seu texto dissertativo-argumentativo; não redija narração, nem poema.

d) A redação que fugir ao tema ou ao tipo de texto exigido receberá nota zero.
OS DESAFIOS DO ENVELHECIMENTO DA
POPULAÇÃO BRASILEIRA
Texto 1
O Brasil vai se tornar um país de idosos já em 2030, diz IBGE
Na esteira dos países desenvolvimentos, o Brasil caminha para se tornar um País de população
majoritariamente idosa.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo de idosos de 60 anos
ou mais será maior que o grupo de crianças com até 14 anos já em 2030 e, em 2055, a participação
de idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos.
[…] Os números do IBGE mostram ainda que a principal fonte de rendimento dos idosos de 60 anos
ou mais foi a aposentadoria ou a pensão, equivalendo a 66,2%, e chegando a 74,7% no caso do grupo
de 65 anos ou mais.
A coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Saboia, destaca a necessidade de atenção a esta mudança
na composição da população. “Hoje em dia a população de idosos que recebe benefícios é muito
expressiva, grande parte recebe contribuições de transferência de renda. Os trabalhadores (que irão
se aposentar no futuro e tem carteira assinada) têm mais garantias. O sistema previdenciário tem que
estar atento ao envelhecimento”, afirma.
Disponível em: https://noticias.terra.com.br/brasil/brasil-vai-setornar-um-pais-de-idosos-ja-em-2030-
dizibge,91eb879aef2a2410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html.

Texto 2
Texto 3
O envelhecimento da população brasileira é um fenômeno recente,
devido as melhorias nas condições de vida pelas quais o país passou nas
últimas décadas, aumentou-se a expectativa de vida, e consequentemente
a população idosa no Brasil.
No geral a estrutura etária de um país não deve ser um problema, mas uma realidade demográfica na
qual necessita de orientações das políticas públicas para seu gerenciamento. Como por exemplo a
manutenção dos setores que envolvem especialmente a população idosa e maiores investimentos
nessas áreas de maior necessidade e no setor previdenciário.
O setor previdenciário é um dos mais importantes quando se pensa na população idosa, uma vez que
seu sustento sairá desse setor, a partir do pagamento de seus benefícios e aposentadorias, os valores
que são gerados para o setor previdenciário vem da contribuição dos trabalhadores mais jovens e das
empresas, onde há descontos mensais em seus salários, ou pagamentos de carnês, para o INSS
(Instituto Nacional do Serviço Social), órgão no Brasil que regula a previdência social. Atualmente os
valores pagos pelo setor previdenciário são baixos, e muitas vezes não suprem as reais necessidades
da população idosa no país, principalmente as que possuem altos gastos com medicamentos, já que
é uma realidade que a população idosa possui uma saúde mais frágil.
No Brasil o aumento do número de idosos na população tem sido visto como um problema
demográfico, principalmente devido ao pagamento da previdência social, pois aumenta os gastos
públicos. Porém, alguns analistas questionam essa visão, pois há no mercado de trabalho atualmente
um alto número de mão de obra que supre o pagamento das contribuições, o problema se encontra
nas crises econômicas que assolam essa população que acaba por optar fazer trabalhos informais
nos quais não há contribuição à previdência social, causando um elevado gasto público para o
pagamento dos benefícios à população idosa.
O aumento da população idosa que ocorreu nas últimas décadas no Brasil, acompanhou o aumento
da população adolescente em idade ativa, pois a redução da taxa de natalidade apenas reduziu o
número de crianças, pois é um fator recente no país, não assolando o número de adultos e
adolescentes por enquanto.
É visto que futuramente o número da população economicamente ativa (PEA) irá se reduzir, a partir
de então haverá uma significativa mudança no panorama etário do país, o que resultará em
implicações com as contribuições e consequentemente com os benefícios aos idosos.
Contudo atualmente se houvesse a inserção da mão de obra jovem disponível no mercado de trabalho,
nos ramos formais, a situação de contribuições e gastos seria equilibrada, não afetando os gastos do
setor previdenciário nas contas governamentais, pois haveria números equivalentes de população
trabalhando e pagando os encargos sociais, assim como a população idosa que receberia seu
benefício pelo tempo já trabalhado.
É visto também que há necessidade intensa de melhorias nos setores de
atendimento a população idosa, já que seu aumento significativo é uma
realidade ao país, principalmente nos atendimentos médicos especializados
(como os geriatras), na acessibilidade (devido a redução da mobilidade),
melhoria nos valores de aposentadorias, atendimentos prioritários, entre
outros fatores que envolvem diretamente a vida da população idosa no dia a dia, pois ela requer
cuidados diferenciados e adaptados as suas necessidades.
Texto 4

Instruções: observe, rigorosamente, as orientações e informações a seguir: a) Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha
própria, em no mínimo 20 (vinte) e no máximo 30 (trinta) linhas. b) O tema vem acompanhado de textos motivadores, que
têm o objetivo de orientar sua linha argumentativa. c) Desenvolva seu texto dissertativo-argumentativo; não redija narração,
nem poema. d) O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado. e) A redação que fugir ao tema ou ao tipo de
texto exigido receberá nota zero. f) A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos
receberá nota zero. g) A inserção de qualquer desenho, recado, orações ou mensagens, inclusive religiosas, nome,
apelido, pseudônimo ou rubrica também ANULA a redação.
PADRÕES DE BELEZA NA SOCIEDADE
CONTEMPORÂNEA
Texto 1

O padrão de beleza imposto pela mídia

Por Henriette Valéria da Silva em 15/04/2014 na edição 794


Temos vivido a era dos direitos humanos, mas por desconhecer o poder de influência que a mídia,
através dos meios de comunicação, exerce em nossas vidas, em como penetra em nossa mente, não
percebemos que nossos direitos jamais foram tão violados como nos dias de hoje. Temos visto um
verdadeiro massacre humano, de mulheres, adolescentes se matando para atingir um inatingível
padrão de beleza imposto pela mídia. Em uma sociedade democrática, as mulheres tornaram-se
escravas da indústria da beleza, tão difundida pelos meios de comunicação, os quais tem dilacerado
a nossa juventude, pessoas que estão perdendo o prazer de viver, tornando-se solitárias, por estarem
inconformadas com sua forma física, controlam alimentos que ingerem, para não engordar; esta
escravidão assassina a autoestima, produz uma guerra contra o espelho e gera uma auto rejeição
terrível.

[…]

Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/diretorioacademico/_ed794_o_padrao_de_beleza_imposto_pela_midia/

Texto 2

Deixem as gordas em paz

Clara Averbuck

Por um mundo onde “você emagreceu” não seja elogio e “você engordou” não seja afronta (na foto, a
modelo Tess Munster)
Você emagreceu! Você está leve, está linda, está fina. Elegante. Está fazendo exercícios? Está
comendo melhor? Parabéns!

Você engordou! Nossa, o que aconteceu? Relaxou? Está com problemas? É ansiedade? Já fez
exames? Come muito doce?

Bom, preciso dizer que magreza não é sinal de saúde? Preciso dizer que 95% dos pacientes com
anorexia são mulheres? Preciso dizer que a anorexia é inclusive tratada como epidemia em alguns
países, tendo a doença alto índice de mortalidade (1 a cada 5 pacientes)?

Muitas mulheres convivem com essa neurose diariamente. Muitas mesmo. Quantas amigas suas
vivem de dieta? Quantas amigas suas morrem de culpa por comer um pedacinho de bolo? Quantas
mulheres entram em depressão por causa de seus corpos depois da gravidez? Quantas delas correm
para a academia querendo entrar “em forma” o mais rápido possível? Quantas tomam remédio pra
emagrecer? Quantas morrem de vergonha de seus corpos na praia? Quantas conseguem ficar de boa
ao vestir um biquíni sem ter se esforçado pra estar “em forma”? E quantas das que eram gordas e
emagreceram agora tiram onda das que continuam gordas? É claro que você pode ir pra academia.
É claro que você pode malhar, pode inclusive ser musculosíssima, pois o corpo é seu. O que nós
queremos é apenas que todos os corpos sejam aceitos. Todos os corpos.
Os malhados. Os naturalmente magérrimos. E os gordos. Sim, as gordas
querem ser aceitas e felizes. E amadas e bonitas e tratadas como pessoas
normais, não como “aquela gorda”, estando isso à frente de tudo mais que
ela for.

A quem argumenta que as magras também sofrem: sim, todas as mulheres que estão fora do padrão
de beleza sofrem. E as que não estão também. Nunca está bom. Você nunca vai ser boa o suficiente.
Você vai pra sempre ter que pensar nisso. Mulher não pode engordar. Não pode ser muito magra. E
não pode envelhecer. É ridículo ouvir que “homem gosta de ter onde pegar”, como se agradar os
homens fosse o objetivo final da vida de cada mulher. Todas sofrem. As muito magras, as negras, as
gordas. Não estamos jogando supertrunfo da opressão.

[…]

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/blogs/feminismo-pra-que/deixem-as-gordas-em-paz-9363.html

Texto 3

Coluna Ricardo Setti

UM ESPANTO ABSOLUTO: Você está vendo esta boneca da foto? Pois ela é UMA PESSOA! A
esse ponto chegou a loucura dos regimes e cirurgias plásticas
UMA BONEQUINHA — Anastasiya Shpagina, ucraniana de 19 anos que
pesa 38 quilos e faz produção diária de várias horas: “As bonecas é que se
parecem comigo” (Foto: Axel Schmidt / OtherImages)
INTERVENÇÕES RADICIAIS

A busca de uma suposta beleza extrema leva a transformações corporais possibilitadas por
recursos médicos sem precedentes.

O autor das fotos mais discutidas do ramo avisa: todos poderão ser assim no futuro.

As pessoas nas fotos desta matéria são estranhas ou assustadoras? Feias ou belas?

Uma mistura de tudo isso?

O traço em comum é que certamente buscam um padrão de beleza hiperrealista, uma radicalização
de elementos que, isoladamente, seriam considerados desejáveis, mas que causam a sensação de
estranheza quando colocados juntos por meios só atualmente disponíveis da medicina estética.

Alguns homens, mulheres e adolescentes trilham hoje esse caminho extremo em circunstâncias
diferentes. As duas pessoas com a aparência mais feminina nas fotos abaixo, nada
surpreendentemente, são transexuais. Foram retratadas pelo fotógrafo inglês Phillip Toledano com
iluminação e tonalidades que lembram intencionalmente pinturas renascentistas, com o objetivo
explícito de não mostrá-las como aberrações.

DO OUTRO MUNDO — O ex-modelo Jedlica; Yvette (no centro), a Angelina de bisturi; e Allanah:
extremistas da beleza fotografados como retratos renascentistas (Fotos: Phillip Toledano)
Na verdade, ele acredita que sejam o futuro. Toledano fotografa gente que
se submete a múltiplas e radicais cirurgias no intuito de atingir uma imagem
de perfeição estilizada.

Boca carnuda? Colocam tanto preenchimento labial que é difícil imaginar


como conseguem falar.

Seios fartos? Usam próteses tão pesadas que a pele ameaça romper-se.

A loura Allanah Star, um nome evidentemente de fantasia, fez mais de dez liftings no rosto e cinquenta
outros procedimentos estéticos, tem 2 litros de silicone nos seios e uma prótese para arredondar o
maxilar.

Há dezoito anos, a americana fez a primeira e a mais importante das cirurgias, a que a livrou do sexo
masculino. “Sempre quis ser uma mulher cheia de curvas. Quanto mais volume, mais sucesso tenho
na minha profissão”, diz.

Com razão: sua linha de trabalho são os filmes eróticos.

Ele fez 112 intervenções e se acha o homem mais bonito do mundo

O jovem com ar de elfo é o ex-modelo americano Justin Jedlica. Já fez 112 intervenções e imagina:
“Sou o homem mais bonito do mundo”.

As principais? “Raspei o osso da testa para deixá-la reta, fiz cinco plásticas no nariz e tenho silicone
no peito, nos braços e nas pernas.”

Seu sonho: “Que as próteses de silicone, no futuro, levem meu nome”.

Tanto ele quanto Allanah e a terceira fotografada, Yvette, atualmente sofrendo de grave enfermidade,
claramente buscam copiar os traços da atriz Angelina Jolie.
Referência de feminilidade triunfante e de tudo o que se entende por belo na era atual, a própria
Angelina é adepta de uma das formas mais antigas de alteração corporal — as tatuagens — e chocou
o mundo ao anunciar que havia trocado os seios naturais e saudáveis por próteses, por medo da
probabilidade aumentada de câncer.

“É claro que as questões envolvidas vão muito além da beleza, abrangendo a facilidade atual de
produzir transformações radicais e a enorme influência que as celebridades exercem”, analisa
Catherine Hakim, cientista social do Centro de Estudos Políticos, em Londres.

Na categoria de suposta beleza radicalmente construída, enquadra-se o grupo específico das meninas
que querem se parecer com as figuras dos mangás, as histórias ilustradas do Japão.

Uma hora por dia só para maquiar os olhos — e parecer uma boneca

A ucraniana Anastasiya Shpagina (na foto que abre esta matéria), 19, tem 1,58 metro de altura e vive
em regime extremo para pesar mínimos 38 quilos.

Acorda todos os dias às 5 da manhã para se maquiar (só os olhos, anormalmente enormes,
demandam uma hora de pintura) e se vestir a caráter. “Não me pareço com uma boneca. As bonecas
é que se parecem comigo”, costuma dizer Anastasiya.

A californiana Dakota Rose, 17, conhecida como Kotakoti no Japão, onde trabalha como modelo, faz
vídeos de maquiagem nos quais mantém um silêncio misterioso. “Bonecas não falam”, explicou em
uma de suas raras entrevistas.
As pessoas foram embora da galeria para não ver as fotos

“Em pouco tempo, por meio de procedimentos estéticos muito mais


avançados, qualquer um vai poder se parecer com o que quiser. As pessoas
que vemos aqui são a vanguarda desse movimento”, provoca o fotógrafo
Toledano.

As intervenções corporais são um padrão existente desde sempre em todas as culturas humanas,
mas Toledano sabe muito bem da estranheza que os recursos estéticos atuais podem criar: “Quando
minhas fotos foram expostas em galerias, muita gente saiu antes de ver todas”.

QUARENTA CENTÍMETROS — A alemã Michèle Köbke: espartilho apertado e saúde afetada (Foto:
Revista Gente)
Dificuldades para andar e para comer e pulmões afetados — mas ela se acha linda com 40 cm
de cintura

A estudante alemã Michèle Köbke, 24, diz que nunca sentiu esse tipo de reação nas pessoas e sua
transformação corporal, com o objetivo de ter a cintura mais estreita do mundo, não teve nenhuma
cirurgia envolvida.

Durante três anos, Michèle diz que usou ininterruptamente espartilhos apertadíssimos, como os
do século XIX, para afinar a circunferência da cintura de 64 para meros 40 centímetros. “Eu acho que
fico sexy assim. Tenho a sensação boa de estar sendo abraçada pelo espartilho”, diz Michèle, que
não pode mais fazer refeições normais devido ao afunilamento do estômago. “Faço dez lanches por
dia e minha saúde é ótima.”
Na realidade, ela tem dificuldade para andar porque perdeu músculos de
sustentação das costas e da barriga, e sente falta de ar porque seus
pulmões se fragilizaram.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/um-espanto-absoluto-voce-esta-

vendo-esta-boneca-da-foto-pois-ela-e-uma-pessoa-a-esse-ponto-chegou-a-loucura-dos- regimes-e-cirurgias-

plasticas/#more-471459
TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO EM PAUTA
NO BRASIL

TEXTO 1

Fonte: https://jornalggn.com.br/sites/default/files/admin/1425345_580978085378341_6721129548774816412_o.png
(acesso em 07/03/2019)

TEXTO 2
FONTE: https://cardapiopedagogico.blogspot.com/2013/10/trabalho-escravo-contemporaneo-roda-de.html (acesso em
07/03/2019)

TEXTO 3

Já faz mais de um século desde que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea pondo fim à escravidão no
Brasil; entretanto, o que parecia ser um conto de fadas nunca teve um final feliz. Até hoje, em pleno
século XXI, o Brasil continua a sofrer a vergonha internacional do desrespeito à dignidade humana
com a continuação do trabalho escravo. (…)
A falta de emprego e os insuficientes investimentos no combate à seca fazem do Nordeste o celeiro
ideal para a atuação dos “gatos”, nome dado aos aliciadores que percorrem as cidades do interior com
falsas promessas de emprego. Em troca de porcentagens pagas por cada nova mão de obra, os
“gatos” lucram enganando dezenas de pais de família que saem em busca de dias melhores e acabam
virando escravos pelo Brasil afora.

Fonte: http://reporterbrasil.org.br/2006/09/escravos-do-seculo-xxi/ (acesso em 07/03/2019)

TEXTO 4

Tráfico de seres humanos é o ato de transferir, alojar, raptar ou coagir através da força pessoas de
uma localidade para outra podendo ser dentro ou fora do país, de maneira legal ou ilegal,
voluntariamente ou não. A finalidade é para exploração do trabalho seja a serviço de redes
internacionais de exploração sexual, da mão de obra escrava ou remoção de órgãos.
O tráfico de seres humanos não é somente um problema brasileiro, mas um fenômeno mundial que
tem sido vivenciado por milhões de pessoas de diferentes lugares do mundo. Essas pessoas ficam
submetidas a trabalhos forçados para gerar lucros aos grupos de exploradores.
No Brasil o tráfico de seres humanos se encontra como a terceira maior fonte de renda gerada pelo
tráfico. Perdendo somente para o tráfico de armas e drogas. Dentre as principais vítimas, estão jovens
em situação de grande vulnerabilidade, marcada por diversos problemas sociais, como falta de acesso
à educação e a condições dignas de sobrevivência. Muitos deles são aliciados, seduzidos pela
possibilidade de melhorar as suas condições de vida.
O medo que as vítimas sentem de fugir ou de denunciar o que está acontecendo são as principais
razões para que o número total destas vítimas ainda seja desconhecido.
Esse crime pode tomar diferentes formas, em combinações secretas com
outros procedimentos ilegais: exploração infanto-juvenil, conflitos civis,
trabalho forçado, pedofilia, migração ilegal e prostituição sob coerção.
Especialistas chamam este crime de escravidão contemporânea. (…)

(http://www.infojovem.org.br/infopedia/descubra-e-aprenda/cultura-de-paz/trafico-de-
seres-humanos – com adaptações) (acesso em 07/03/2019)

TEXTO 5

O Ministério do Trabalho divulgou nesta sexta-feira (5/10/2018) uma versão atualizada da chamada
“lista suja” do trabalho escravo, em que denuncia 209 empresas pela prática do crime. De acordo com
o documento, entre 2005 e este ano (2018), 2.879 funcionários foram submetidos por seus
empregadores a exercer atividades laborativas sob condições degradantes e desumanas.
O chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), Maurício Krepsky
Fagundes, destaca que a lista traz 50 nomes que não figuravam no cadastro anterior.
Ainda segundo ele, pela primeira vez na série histórica, iniciada em 2005, um empregador doméstico
foi reportado como infrator.
Segundo Fagundes, a nova lista traz tanto empregadores do espaço urbano como da zona rural. Ainda
segundo ele, somente a lista com dados de 2018 consolidados, divulgada no final do ano, permitirá
uma análise mais detalhada sobre o perfil das vítimas.
Trabalho escravo
A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada –
quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho – desenvolvida sob condições
degradantes ou em jornadas exaustivas. Também é passível de denúncia qualquer caso em que o
funcionário seja vigiado constantemente, de forma ostensiva, por seu patrão.

Fonte: https://www.destakjornal.com.br/brasil/politica/detalhe/209-empresas-sao-denunciadas-por-trabalho-escravo-no-
brasil (acesso em 07/03/2019)

TEXTO 6

Quarenta estrangeiros em regime de trabalho escravo foram resgatados no Paraná, de acordo com
uma pesquisa da Universidade Positivo, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT).
São 24 trabalhadores de Bangladesh e 16 do Paraguai. Além disso, 11 pessoas têm menos de 18
anos. O levantamento começou a ser feito no último semestre de 2017.
Segundo o coordenador da pesquisa e coordenador-geral dos cursos de Pós-Graduação em Direito,
professor Eduardo Faria Silva, a pesquisa é inédita, já que foi realizado um cruzamento de dados que,
até então, nunca tinha sido feito.
“Tivemos acesso às ações judicializadas entre 2008 e 2015 no Paraná que, ao todo, envolvem 643
trabalhadores e somaram mais de 15 mil páginas, para analisar a realidade do trabalho escravo”,
explica.
Segundo o professor, a segunda fase da pesquisa vai envolver a análise dos processos de todo o
país. “Será uma pesquisa de cinco anos, já que é um trabalhobem mais complexo e abrangente”,
conta.
De acordo com o procurador do Trabalho (MPT/PE) e coordenador Nacional de Erradicação do
Trabalho Escravo do MPT, Ulisses Dias Carvalho, mesmo após 130 anos da abolição da escravatura
no Brasil, as práticas de trabalho escravo ainda são mais comuns e estão mais próximas do que
imaginamos.
“O setor rural responde pela maior parte dos processos, mas o trabalho com condições análogas à
escravidão também está presente nas cidades, como no setor de construção civil, por exemplo”,
explica.
Dos processos analisados, 76,5% são de atividades desenvolvidas na área
rural, frente a 23,5% na área urbana.
Para o diretor da Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas da
Universidade Positivo, Roberto Di Benedetto, o levantamento é
fundamental, já que pode ser fonte para outras pesquisas. “Temos um
banco de dados riquíssimo, que vai muito além do primeiro resultado e
permite, por exemplo, olharmos para o fluxo migratório, questões
de gênero, família e escolaridade”, esclarece.
De acordo com Faria, o resultado das pesquisas vai auxiliar o MPT a organizar as operações de
resgate, além de fornecer informações mais concretas. “Além disso, aproxima a universidade de uma
política pública importante, como a da erradicação do trabalho escravo no Brasil”, finaliza.
Fonte: https://paranaportal.uol.com.br/cidades/cidades-destaque-1/55418440-estrangeiros-em-trabalho-escravo-sao-
encontrados-no-parana/ (acesso em 07/03/2019)

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação,
redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os
desafios do combate do trabalho escravo no século XXI”, apresentando proposta de intervenção que
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos
para defesa de seu ponto de vista.

Instruções:

Observe, rigorosamente, as orientações e informações a seguir:

a) Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha própria, de 25 a 30 linhas.

b) O tema vem acompanhado de textos motivadores, que têm o objetivo de orientar sua linha argumentativa.

c) Desenvolva seu texto dissertativo-argumentativo; não redija narração, nem poema.

d) A redação que fugir ao tema ou ao tipo de texto exigido receberá nota zero.