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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL E PARTICIPANTES DO MERCADO

1. Funções Básicas: Conjunto de órgãos que regulamenta, fiscaliza e executa operações necessárias para a
circulação da moeda e do crédito na economia. Realiza a intermediação de recursos entre os agentes
econômicos deficitários e superavitários de recursos, resultando em crescimento da atividade
produtiva. A estabilidade do SFN é fundamental para que haja segurança nas relações entre esses
agentes;
a. Agentes do SFN:
i. Agente Superavitário: Possui recursos disponíveis e os aplica (empresta) em uma
instituição financeira;
ii. Sistema Financeiro Nacional: Conjunto de Instituições que viabilizam a transferência de
recursos entre os agentes Superavitários e Deficitários. Possui regulamentação e
fiscalização que dá maior garantia e solidez aos negócios que ali acontecem;
iii. Agente Deficitário: Tomador de Recursos, possui dificuldades financeiras ou falta de
capital para investimentos;
2. Estrutura do SFN: A primeira divisão do SFN é feita de acordo com os mercados onde as operações
ocorrem, sendo subdividido em três:

a. Mercados, Órgãos Normativos e Supervisores:

Moeda, Crédito, Câmbio e Seguros, Previdência Aberta, Previdência Complementar


Mercados
Capitais Capitalização e Resseguros Fechada (Fundos de Pensão)
Órgão Normativo CMN CNSP CNPC
Órgão Supervisor BACEN (Capital: BACEN + CVM) SUSEP Previc

b. Conselho Monetário Nacional (CMN): É o órgão máximo do SFN, com a finalidade de formular
políticas de Crédito e Moeda.
i. Composição (Vale para prova a partir de agosto 2019): Membros se reúnem
mensalmente, a fim de discutir assuntos referentes ao CMN;
 Ministro da Economia (Presidente do CMN);
 Secretário Especial da Secretaria da Fazenda;
 Presidente do BACEN;
ii. Objetivos do CMN:
 Adaptar o volume dos meios de pagamento às necessidades da Economia;
 Regular o valor interno da moeda, a fim de prevenir, corrigir surtos de
natureza inflacionária ou deflacionária, seja qual a sua origem;
 Regular o valor externo da moeda e o equilíbrio do balanço de pagamentos do
país, buscando otimizar a utilização dos recursos em moeda estrangeira;

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 Orientar a aplicação de recursos das IFs, sejam públicas ou privadas, tendo em
vista proporcionar boas condições ao desenvolvimento econômico local;
 Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e instrumentos financeiros,
buscando a melhor eficiência dos meios de pagamento e circulação dos
recursos;
 Zelar pela liquidez e solvência das IFs;
 Coordenar as políticas monetárias, creditícias, orçamentárias, fiscal e dívida
pública interna e externa;
iii. Competências do CMN:
 Autoriza emissão de papel moeda;
 Fixa as diretrizes e normas da política cambial;
 Disciplina o crédito em todas as modalidades e as operações em suas formas;
 Regula a constituição funcionamento e fiscalização das IFs;
 Limita sempre que necessário, juros, descontos e comissões ou qualquer outra
forma de remuneração de operação e serviço bancário ou financeiro, inclusive
aqueles prestados pelo BACEN;
 Determinar a quantidade de recursos a serem emprestar a um mesmo cliente
ou grupo econômico;
 Expedir normas contábeis e estatísticas a serem observadas pelas IFs;
c. Banco Central do Brasil (BACEN): Autarquia Federal, vinculada ao Ministério da Fazenda.
Principal executor das orientações do CMN;
i. Finalidades do BACEN:
 Formular, executar, acompanhar e controlar as políticas cambial, monetária,
de crédito e relações financeiras externas;
 Gestão do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) e serviços do Meio
Circulante (MECIR);
 Organizar, disciplinar e fiscalizar o SFN e sistema de Consórcio;
ii. Objetivos:
 Conta com uma diretoria colegiada de até nove membros, sendo um
Presidente do Colegiado, todos escolhidos pelo Presidente da República e
aprovados pelo Senado Federal;
 Manter reservas internacionais em nível adequado;
 Estimular formação de poupança;
 Zelar pela estabilidade e promover constantemente o aperfeiçoamento do
SFN;
 Zelar pela liquidez da economia;
iii. Atribuições:
 Emitir papel moeda e metálica;
 Executar os serviços do Meio Circulante (MECIR);
 Realizar operações de redesconto e empréstimo às IFs;
 Efetuar compra e venda de Títulos Públicos Federais;
 Exercer o controle do Crédito;
 Estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas
IFs;
 Vigiar fluxo de capitais estrangeiros no país bem como a interferência de
outras empresas no mercado financeiro e de capitais;
 Receber os compulsórios e voluntários;

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Fiscalizar as instituições financeiras;

Autorizar o funcionamento das IFs, exceto quando for uma IF estrangeira, que
será, nessa situação, autorizada via decreto do Presidente da República;
d. Políticas Econômicas:
i. CMN: Responsável por coordenar a Política;
ii. BACEN: Responsável por executar, acompanhar e controlar;

e. Comissão de Valores Mobiliários (CVM): Autarquia vinculada ao Ministério da Economia, com


personalidade jurídica e patrimônios próprios;
i. Títulos e Valores Mobiliários: Ações, debentures, Notas Promissórias, Cotas em Fundo
de Investimentos, Derivativos, Opções, Mercado a Termo, Mercado Futuro e Swap;
ii. Objetivos:
 Estimular a formação de poupança e aplicação em valores mobiliários;
 Promover a expansão e funcionamento eficiente e regular o mercado de
ações, estimulando a aplicação em ações de companhias abertas;
 Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e
balcão;
 Proteger os investidores e titulares de valores mobiliários
 Evitar fraudes ou manipulações de demanda, oferta e preços negociados no
mercado;
iii. Competências do CVM:
 Disciplinar, fiscalizar e inspecionar as companhias abertas e os fundos de
investimento;
f. Superintendência de Seguros Privados (SUSEP): Controla e fiscaliza os mercados de seguros,
previdência privada aberta, capitalização e resseguros;
g. ANBIMA: Associação de instituição como bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e
administradoras. Oriunda da fusão entre a ANBID e ANDIMA, mas está presente no mercado há
mais de 40 anos, o seu modelo de atuação é organizado em quatro compromissos: Representar,
autorregular, informar e educar;

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h. Bancos Múltiplos (BM): Funcionam como a espécie de holding de instituições financeiras, mas
não é qualquer tipo de instituição financeira que pode ser parte de um BM. Para compor um
BM, é necessário que seja composto por no mínimo de duas carteiras e uma delas seja,
obrigatoriamente Comercial ou de Investimentos
i. Banco Comercial: A única permitida a captar recursos em depósitos à vista (conta
corrente);
ii. Banco de Investimentos: Especializados em administração de recursos de terceiros,
como a administração de Fundos de Investimentos ou colocação de valores mobiliários
(ações, debentures) no mercado;
i. B3 – Bolsa, Balcão, Brasil: A B3 foi criada em 22 de março de 2017, após a fusão da Central de
Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip) com a Bolsa de Valores, Mercadorias e
Futuros de São Paulo (BM&F Bovespa). Até então, essas eram as duas principais instituições do
setor no país:
i. Sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a B3 se consolidou como
sociedade de capital aberto, sendo que suas ações (B3SA3) são comercializadas no
Novo Mercado;
ii. Uma bolsa de valores é um mercado organizado onde se negociam valores mobiliários
através de intermediários específicos onde a transparência é um requisito
fundamental, ou seja, são locais que oferecem condições e sistemas necessários para a
realização de negociação de valores mobiliários de forma transparente;
j. Distribuidoras e Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários e de Futuros: A corretoras de títulos
e valores mobiliários (CTVM) e a distribuidora de títulos e valores mobiliários (DTVM) atuam no
mercado financeiro e de capitais e no mercado cambial intermediando a negociação de títulos e
valores mobiliários entre investidores e tomadores de recursos;
i. Atuação: Oferecem serviços como plataformas de investimento pela internet (home
broker), consultoria financeira, clubes de investimentos, financiamento para compra de
ações (conta margem) e administração e custódia de títulos e valores mobiliários dos
clientes;
ii. Constituição: Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas
de responsabilidade limitada;
iii. Supervisão: São supervisionadas tanto pelo Banco Central quanto pela Comissão de
Valores Mobiliários;
k. Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB): conjunto de regras, sistemas e mecanismos utilizados
para transferir recursos e liquidar operações financeiras entre empresas, governos e pessoas
físicas;
i. Objetivo: mitigar risco sistêmico entre as instituições financeiras, composto por
diversas clearing houses que são instituições que visam mitigar os riscos de liquidação;
l. Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC): O Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia (Selic) é o sistema em que se efetua a custódia e se registram as transações com
títulos públicos federais;
i. O que é? É uma infraestrutura do mercado financeiro (IMF). Como infraestrutura, o
Selic faz parte do Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB);

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