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S I L A S M A L A F A I A

Escolhas que
determinam atitudes
g i t al
Esdr as Di
Es c o l h a s q u e
D ETERM IN AM ATITUDES
GERÊNCIA EDITORIAL
Copyright 2013 por Editora Central Gospel
E DE PRODUÇÃO
Gilmar Vieira Chaves
Dados Internacionais de Catalogação
GERÊNCIA DE na Publicação (CIP)
MARKETING
Marcos Barboza
MALAFAIA, Silas
COORDENAÇÃO Escolhas que determinam atitudes
EDITORIAL Rio de Janeiro: 2013
Michelle Cândida Caetano 64 páginas

PESQUISA, ESTRUTURAÇÃO ISBN: 978-85-7689-324-0


E COPIDESQUE 1. Bíblia - Vida cristã I. Título II.
Marcus Braga

Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução


total ou parcial do texto deste livro por quaisquer meios
REVISÃO FINAL (mecânicos, eletrônicos, xerográficos, fotográficos etc),
Paulo Pancote a não ser em citações breves, com indicação da fonte
bibliográfica.
As citações bíblicas utilizadas neste livro foram extraídas
CAPA
da Versão Almeida Revista e Corrigida (ARC), salvo
Jôse Armini
indicação específica, e visam incentivar a leitura das
Sagradas Escrituras.

DIAGRAMAÇÃO Este livro está de acordo com as mudanças propostas

Jôse Armini pelo novo Acordo Ortográfico, que entrou em vigor a


partir de janeiro de 2009.

IMPRESSÃO E
ACABAMENTO 1a edição: julho/2013
Gráfica Esdeva

Editora Central Gospel Ltda


Estrada do Guerenguê, 1851 - Taquara
Cep: 22.713-001
Rio de Janeiro - RJ
TEL: (21)2187-7000
www.editoracentralgospel.com
S il a s m a l a f a ia

Es c o l h a s q u e
D ET ER M IN A M ATITUDES

CENTRAL
GOSPEL
Sumário

Apresentação......................................................................7

Capítulo 1 - Domine a sua mente......................................11

Capítulo 2 - Construa relacionamentos adequados...... 23

Capítulo 3 lenha um propósilo na vida........................ 35

C ip f t u lo 4 - Mantenha o foto em seu propósito..............43

Capítulo 5 Faça ,i vontade de Deus................................49

C o n c lu iX o ....................................................................................55
Apresentação
A vida é f(‘ita d(' escolhas. Fazemos escolhas
O timpõ todo, desde as mais simples e automáticas
âié às mais complexas, elaboradas e planejadas.
Dentre todas as escolhas que fazemos, algumas são
corretas, outras nem tanto. Quanto mais maduros
e conscientes nos tornamos, melhores e mais acer­
tadas são as nossas escolhas.
Algumas escolhas vão influenciar nossa
vida para sempre. Aliás, posso afirmar, com toda
a certeza, que somos o resultado das escolhas que
fazemos. A maioria das conseqüências da nossa
vida é resultado de escolhas feitas por nós mesmos!
Escolhas certas proporcionam resultados
certos. Escolhas erradas redundam em resultados
errados. E existem escolhas que têm de ser feitas
com calma. São as escolhas que farão a diferença
em nossa vida.
São aquelas que têm maior impacto e con­
seqüências em nosso futuro: Qual faculdade
cursar? Que emprego devo aceitar? Com quem
vou me casar? Aonde vamos morar? Não podemos
ignorar a importância de uma escolha, porque
quando alguém está dizendo "sim" para algo, está
dizendo "não" para muitos outros. E as escolhas
mais difíceis nem são entre o bom e o ruim, mas
entre o bom e o melhor.
Se atentarmos para a Bíblia, veremos que uma
escolha equivocada pode anular lodo um projeto.
Esaú trocou seu direito de primogenitura por um
ensopado de lentilhas (Gênesis 25.29-34). Sansão
trocou seu chamado de nazireu pelas amizades e
pela prostituição (Juizes 16.15-19). Jonas trocou
Nínive por Társis, rejeitando um projeto de Deus
(Jonas 1.1-3). O jovem rico trocou um tesouro nos
céus por algumas propriedades na terra, rejeitando
Jesus (Mateus 19.16-22).
Por outro lado, escolhas acertadas determi­
nam resultados favoráveis. José escolheu ser fiel a
Deus no Egito, mudando drasticamente a história
do povo hebreu e tornando-se o mais perfeito tipo
de Cristo no Antigo Testamento (Gênesis 39-50).
Daniel escolheu não se contam inar com os
manjares do rei, e Deus o exaltou, tornando-o o
principal governador de toda a província da Babilô­
nia e de todos os seus sábios (Daniel 1.1-2.49). Paulo
escolheu servir a Jesus em lugar de continuar ser­
vindo ao Sinédrio, e o Senhor o colocou como
apóstolo entre os gentios, tornando-o o maior
sistematizador da doutrina cristã (Atos 9.1-16).
A partir do momento em que somos responsá­
veis por nossa vida, devemos tomar muito cuidado
com o que decidimos. Além de sermos respon­
sáveis por nós mesmos, somos responsáveis por
outros: nossos filhos, nosso cônjuge, nossos ami­
gos. Decisões são escolhas que fazemos, porém,
jamais conseguimos escolher as conseqüências
dessas decisões; o que nos resta é aguardá-las e, se
formos fortes, tomar novas decisões, baseadas em
escolhas cada vez melhores. As decisões que você
tomou ontem refletem o que você enfrenta hoje.
I é justamente sobre escolhas e suas conseqüências
qui queremos tratar neste livro.
Muito mais do que possa parecer,, tais con­
seqüências falam profundamente a cada um de
nóí. Quantos de nós não lamentamos decisões e
tlcoihas que poderíamos ter feito em determinado
momento de nossa vida, e não o fizemos? Então, o
gosto amargo da frustração e do arrependimento
muitas vezes nos arrebata sem aviso prévio.
Um comportamento medroso diante de um
momento decisivo também pode proporcionar uma
vida inteira de questionamentos e dor. Por outro
lado, uma escolha sincera e baseada no altruísmo
e na vontade de Deus sempre se mostra eficaz na
construção de uma vida marcada pelo sucesso.
E quantos não desistem em meio a esta jor­
nada de avanço e progresso que nos foi prepara­
da por Deus apenas porque não se enxergam no
reflexo da imagem que o futuro lhes proporciona?
Quantos se descobrem vítimas de suas próprias
escolhas e declaram sua total incapacidade em
continuar tentando, recusando-se a corrigir seu
rumo na vida?
Se você não está gostando do seu presente,
reflita no assunto que iremos estudar, pois você cer­
tamente está sofrendo as conseqüências de algumas
decisões que tomou ontem. Se, de fato, é assim,
então faça agora algumas escolhas corretas, que
lhe garantirão um amanhã melhor e mais seguro!
Boa leitura!
Capítulo I
D O M IN E A SUA M EN T E

im VQS eenformels com este mundo, mas trans-


pela m o u a çá o do vosso entendimento, para
qut txptrlm enU ls qual seja a boa, agradável e perfeita
wntadf de Deus.
Romanos 12.2

A ideia da mente como função da alma, ou


centro das propriedades intelectuais do homem,
remonta aos antigos gregos, especialmente os fi­
lósofos Anaxágoras e Platão.
Hoje, sabemos que a mente humana abran­
ge muito mais do que a sede das lembranças ou
memórias. Nas funções mentais participam a
percepção, o nível de alerta, a seleção do que
queremos perceber, recordar ou aprender, a de­
cisão sobre o que queremos fazer ou deixar de
fazer, a vontade, a compreensão, os sentimentos,
h S C O I . H A S Q' ÜE D E T E R M I N A M A T Í T U D BS

as emoções, os estados de ânimo e tudo aquilo


que é englobado sob os conceitos de inteligência
e consciência.

As atitudes determinadas por nossa mente


demonstram quem somos

A mente humana grava e executa tudo que lhe


é enviado, seja por meio de palavras, pensamentos
ou atos, pessoais ou de terceiros, sejam positivos
ou negativos. Basta que você os aceite. Essa ação
sempre acontecerá independentemente de trazer
ou não resultados positivos para você.
Nossa atitude é o que determina o tipo de
vida que iremos ter. E especialmente importante
manter uma atitude benéfica, pois Deus é bom. E
quando assumimos uma atitude benéfica, isso faz
com que o Senhor opere em nossa vida.
Um exemplo vivo do que é dito aqui é a his­
tória dos doze homens enviados por Moisés para
espiar a terra de Canaã, relatada no livro de Núme­
ros, capítulo 13. Dez retornaram com um relatório
negativo, e apenas dois - Calebe e Josué - com
um relatório positivo. Os dez que apresentaram o
relatório negativo falaram com Moisés e com o res­
tante da congregação dos filhos de Israel sobre as
cidades grandes e fortificadas, e sobre os gigantes
poderosos que viviam por lá. Eles disseram: Não
poderemos subir contra aquele povo, porque é
mais forte do que nós (Números 13.31).
O efeito das palavras negativas, ou seja, da ati­
tude errada desses dez homens foi impressionante.
Baseada nos seus relatórios pessimistas, a nação
inteira de Israel recusou-se a ir para a terra de
Canaã! Da mesma forma, uma atitude negativa
pode privar-nos de perceber as promessas de Deus
para a nossa vida, pois nos impede de mover-nos
adiante em fé. As duas pessoas que haviam visto
a Terra Prometida e não se incluíram na geração
que jamais haveria de entrar em Canaã eram os
dois espiões Josué e Calebe, que apresentaram um
relatório positivo. Após terem visto exatamente as
mesmas coisas que os outros dez espiões testemu­
nharam, eles disseram: Subamos animosamente
e possuamo-la em herança; porque, certamente,
prevalecerem os contra ela (Números 13.30). Esses
dois homens tiveram uma perspectiva diferente.
Quando fixamos nossa mente no problema em
vez de em Deus, nós perdemos Sua perspectiva a
respeito de nossa situação. Em Números 13.33, os
dez espiões que deram o relatório negativo ainda
declararam:

Também vimos ali gigantes, filhos de Zlnaque,


descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos pró­
prios olhos como gafanhotos e assim também éramos
aos seus olhos.

Esses homens estavam olhando para os gigantes


e para eles mesmos - eles não estavam olhando para
Deus. Como Deus quer que respondamos às cir­
cunstâncias difíceis? Ele não quer que ignoremos ou
neguemos a existência delas. Ele somente quer que
reconheçamos que Ele é maior que nossas circuns­
tâncias, e que neguemos o direito às circunstâncias
de controlar-nos. Manter uma atitude vencedora é
um dos caminhos mais poderosos que nós pode­
mos trilhar, pois não são nossas circunstâncias que
nos tornam miseráveis, mas, sim, a nossa atitude
diante delas. Não importa que tipo de gigantes nós
estejamos enfrentando, a verdade é que maior é o
que está em vós do que o que está no mundo (1
João 4.4).
Tal relato atingiu, de forma profunda, a men­
te de toda a congregação de Israel. O resultado?
Nenhum deles, com a exceção daqueles com me­
nos de vinte anos de idade e de Calebe e Josué,
ingressou na terra de Canaã: Pastorearão neste
deserto quarenta anos e levarão sobre si as vossas
infidelidades, até que o vosso cadáver se consuma
neste deserto (Números 14.33). A atitude dos dez
espias reproduzida por toda a congregação de
Israel mostrou, claramente, que eles eram infiéis
e murmuradores contra Deus (Números 14.27).
Assim, na manhã seguinte, o Senhor retirou-se do
meio deles (Números 14.40-45), como castigo pela
infeliz escolha a que se entregaram.
Seja lá o que for com que você esteja lidando,
quero encorajá-lo a pedir a Deus graça para man­
ter uma atitude positiva por todo o caminho. Isso
não irá somente ajudá-lo a manter a perspectiva
de Deus e desfrutar sua vida, mas também fará de
você uma bênção para todas as pessoas ao seu
redor. Tenhamos diante de nossos olhos o texto
de Provérbios 23.7: Porque, como imaginou em
sua alma, assim é.
Aplicando este conceito, podemos afirmar
que a mente humana é responsável por aquilo que
Cremos. E tal mecanismo se dá mais eficazmente
por meio da repetição. Recentemente, uma revista
de grande circulação trouxe uma matéria acerca
cia menti1humana que afirmava:

Pt última da ciência da cognição é sobre a


importância da repetição. Repetir um aprendizado
aumenta nossas chances de dominá-lo. Primeiro,
porque a repetição é um antídoto contra o esque­
cimento. Segundo, porque a repetição faz com que
certos procedimentos sejam automatizados e, assim,
possam sair da memória operacional e ir para a me­
mória de longo prazo.
VEJA, 20/03/2013, p. 96

A prova disso é o que acontece a respeito da


teoria da evolução, ensinada hoje até mesmo nas
escolas como sendo uma verdade científica. A
repetição de que tal teoria é um fato científico faz
com que até mesmo alguns cristãos creiam nisso.
Porém, para que um fato seja comprovado cienti­
ficamente, é necessário que aja observação do seu
progresso e ele possa ser repetido em laboratório,
sob condições controladas e assistidas. Tal não
acontece com o alegado evolucionismo. Portanto,
por não ser possível comprová-lo cientificamente,
o evolucionismo é apenas uma teoria, jamais uma
verdade.
Se o público é culpado de acreditar nos cien­
tistas sem examinar as evidências, os cientistas por
sua vez são culpados de suprimir as evidências
contrárias às suas teorias.
Se não estivermos preparados para impedir
que tais tipos de repetições se alojem em nossas
mentes, passaremos a acreditar em mentiras como
verdades absolutas. E é exatamente isso que po­
demos verificar no mundo contemporâneo, seja
através da mídia, seja por outros meios quaisquer.
Registramos repetições de mentiras que são "plan­
tadas" na sociedade até que se tornam verdades
para as pessoas. O apóstolo Paulo nos advertiu
acerca disso:

Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutri­


na; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para
si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e
desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.
2 Timóteo 4.3,4

Da mesma forma, o salmista declara a eficá­


cia da repetição de verdades para a formação de
princípios de sucesso e prosperidade na vida:
Bem-aventurado o varão que não anda segundo
o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
/intes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei
medita de dia e de noite.
Salmo 1.1,2

Aqueles que "seguem o conselho dos ímpios"


rapidamente começam a imitar a conduta dos pe­
cadores. A medida que alguém abriga na mente ou
segue ideias contrárias à fé cristã, começa a trilhar
o mesmo caminho dos pecadores. Sua simpatia
para com o caminho de vida adotado pelos ímpios
se torna cada vez maior, de forma que acaba por
permanecer lado a lado com o ímpio. Quando
finalmente ele "se assenta na roda dos escarne-
.gidores", está abraçando plenamente a injustiça.
Isse alguém tem, agora, um lugar na mesa deles.
Mais do que buscar o caminho da impiedade, ele
é agora um dos "zombadores" que desdenham as
coisas de Deus, desprezando aqueles que expõem
e seguem Seus preceitos.
Essa é a estrada da perdição, da derrota, da
falência material, moral e espiritual! E ela come­
ça quando prestamos atenção ao "conselho do
ímpio", ou seja, quando damos ouvidos, quando
dedicamos atenção, quando permitimos que a
nossa mente aceite a mentira como verdade!
Vejamos, também, o que disse o Senhor para
Josué:
F S C O l . H A S Ol.n; D E T E R M I N A M a t i t u d e s

Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes,


medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer
conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então,
farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente
te conduzirás.
Josué 1.8

Também diz Paulo aos Filipenses:

Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor.


Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é
segurança para vós.
Filipenses 3.1

Repetição! Por toda a Bíblia verificamos que a


repetição dos bons valores é recomendada para a
formação dos santos. Para que a nossa mente possa
receber um aprendizado eficaz, é necessário que
ele seja repetido sistematicamente.
E preciso compreender que a nossa mente
determinará as nossas atitudes, demonstrando,
como conseqüência, a direção de nossa vida. Já
afirmava o filósofo Aristóteles, no quarto século
antes de Cristo: Nós nos tornamos aquilo que re­
petidamente fazemos.

Tiente humana é o único meio de transformação

Nada muda em nossa vida se antes não passar


através do processo mental. Nada mesmo! Não é
na emoção, é na mente; não é na vontade, é na
mente. A mente é o único meio de transformação.
Por isso, Paulo diz em Romanos 12.1,2:

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus,


que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos
conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela re­
novação do vosso entendimento, para que experimenteis
qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

No Salmo 1, que citamos acima, o verso 2 diz:


Antes, lem u sou fim /er na lei do Senhor; e na sua
lei medita de dia e de noite.
"Meditar" sobre as Escrituras significa pensar
sobre ela, ponderar seu significado e implicação,
Internalizá-la na mente. A mente foi o primeiro
ilicerce a ser defendido pelo salmista, e é tratada
Como a chave para todo o homem. Esse salmo
contenta-se em desenvolver esse único tema, impli­
cando que, seja o que for que mude o pensamento
de alguém, isso mudará sua vida também.
Muitas pessoas alegam que desejam conhe­
cer a vontade de Deus, mas erram não seguindo
a instrução de Paulo, compreendendo incorreta­
mente a própria natureza da vontade do Senhor.
Paulo não diz que o conhecimento da vontade de
Deus vem de nossa intuição ou impressão interior,
ou por meio de uma "voz tranqüila e suave". Na
verdade, ele declara que devemos treinar nossa
mente (nosso entendimento) para conhecermos
f.SCCH H :\s Q U DPTf.R. M IN A M AT) TIU)J'.S

uma transformação tal que experimentemos qual


seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

,- -ente humana é o palco da grande batalha


entre a fé e a incredulidade

A silenciosa guerra entre a fé e a incredulidade


se dá nas câmaras de nossa mente. E o resultado
desta gigantesca luta determinará a nossa vitória -
ou derrota. E como se dá isso? A Bíblia nos mostra
os bastidores dessa batalha:

Nos quais o deus deste século cegou os entendimen­


tos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do
evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
2 Coríntios 4.4

A luz de Cristo é conferida aos homens através


do evangelho; e quando estes creem, o Espírito de
Deus dá início à Sua operação transformadora. Po­
rém, se os homens não dão ouvidos ao evangelho,
ou então não compreendem e nem acolhem a sua
mensagem, a fé se torna impossível para eles. E
operação de Satanás, portanto, aquela que impede
os homens de ouvirem o evangelho corretamente,
de o acolherem em seus corações. Deve haver
uma atitude acolhedora, por parte da nossa mente,
para que a luz do evangelho venha brilhar da parte
da glória de Cristo, e se mostre eficaz. O inimigo
puxa o véu sobre as mentes dos incrédulos. Alguns
S I L A S M A L AJ-A [A

deles tornam-se incapazes de serem alcançados


pela mensagem do evangelho, não deixando-se
convencer. Este é um conflito real. E essa batalha
entre a fé e a incredulidade se dá em nossa mente.
Então, sabedores agora a respeito dessas coisas
cabe a pergunta: O que temos visto e ouvido que
tem alimentado e afetado nossas mentes? A visão é
O sentido mais próximo do processo mental. Leva
ipenas um décimo de segundo para que aquilo
que vemos penetre em nossa mente! Devemos
estar cautelosos, pois as coisas que temos visto e
ouvido determinarão as atitudes que adotaremos.
Portanto, ame a Lei do Senhor, medite nela
de dia e de noite, pois somente a Palavra de Deus
irá proteger a sua mente do lixo moral que esta
iOciedade corrompida e humanista, sem Deus
41 sem valores cristãos, tem nos proporcionado.
Acompanhe o apóstolo Paulo quando afirma:

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro,


tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é
puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se
há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
Filipenses 4.8
Capítulo 2
C O N STR U A RELACIONAMENTOS
ADEQUADOS

Nâo acompanhes o iracundo, nem andes com o


homem colérico, para que não aprendas as suas veredas
e tomes um laço para a tua alma. [...] Viste um homem
diligente na sua obra? Perante reis será posto; não será
posto perante os de baixa sorte.
Provérbios 22.24,25,29

Os relacionamentos que você constrói defi­


nem o seu futuro. Este é outro aspecto importante
que determinará as suas atitudes futuramente.
Então surge a questão: com quem você está rela-
cionando-se e quais são as bases desse relacio­
namento? Por que "homens bons" aparentemente
não são bem-sucedidos? Por que "casais simpáti­
cos" se divorciam? Por que "pais amorosos" têm
filhos que se perdem? Por que líderes realmente
bons não conseguem conquistar a simpatia de
seu pessoal?
É porque ser simpático e bonzinho às vezes
não basta, quando se trata do comportamento hu­
mano. Precisamos, então, criar formas de nos iden­
tificarmos com as pessoas, e essa é uma dimensão
de escolha que determina uma atitude.
Basicamente, o que sustenta esse componente
é o envolvimento com o "outro". E a isso chama­
mos de "empatia". Empatia é a capacidade de
colocar-se na pele de outra pessoa e identificando-
-se com ela a ponto de realmente experimentar
de alguma forma o que a pessoa está vivendo. A
palavra "empatia" vem do grego e significa "entrar
no sentimento" do outro.
A empatia demanda alguns componentes. Em
primeiro lugar requer a capacidade de que sejamos
compassivos. Se, a princípio, já nos distanciamos
de nossas próprias emoções, então normalmente
não seremos capazes de sentir o que o outro sen­
te. Assim, em primeiro lugar, não podemos nos
distanciar de nossos sentimentos, pois as pessoas
que não ouvem seus próprios sentimentos não são
capazes de ter empatia com as outras,
Em segundo lugar, precisamos ter uma boa no­
ção de limites, ou seja, quando pudermos sentir o que
o outro está sentindo, também precisamos perceber
que essa experiência é dele e não nossa. Limite é o
componente do caráter por meio do qual percebemos
que somos separados das outras pessoas.
As pessoas que se perdem nos sentimentos
dos outros não são muito úteis, pois se identificam
de forma exagerada e fazem coisas pouco provei­
tosas. Os pais que se dedicam excessivamente às
experiências de um filho, perdem a capacidade de
ser um apoio para ele ou de assumir o papel de
discipliná-lo. É o caso típico de quando um dos pais
diz: "Isso vai doer muito mais em mim do que em
Você". Esse é o tipo de declaração que não ajuda
m nada. E impossível vivenciar as coisas que seu
f lho vive sem perder a noção de limite.
Em terceiro lugar, e como condição necessá­
ria para a empatia, está a capacidade de ouvir de
uma lorma que comunique entendimento. Quando
ouvimos alguém, escutamos e talvez até enten­
damos o que foi dito. Mas, se não conseguirmos
Comunicar o que ouvimos de uma forma que a

P
ssoa saiba que realmente a entendemos, não há
ipatia, não há identificação.
Para nós, o exemplo maior de identificação e
empatia em relacionamentos foi Jesus. Ao longo de
todo o evangelho encontramos Jesus promovendo
um tipo de relacionamento que se destacava pelas
características que mencionamos acima.
Em primeiro lugar, Jesus era compassivo. Em
Mateus 14.14 encontramos o registro sobre essa
característica de Jesus: E Jesus, saindo, viu uma
grande multidão e, possuído de íntima compaixão
para com ela, curou os seus enfermos. Em segun­
do lugar, Jesus respeitava os limites existentes nos
relacionamentos, não ignorando nem desprezando
a experiência individual de cada um:
£ aconteceu que, indo eles de caminho, entrou
numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu
em sua casa. E tinha esta uma irmã, chamada Maria, a
qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a
sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos
serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas
que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe, pois, que
me ajude. E, respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta,
estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma
só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual
não lhe será tirada.
Lucas 10.38-42

Em terceiro lugar, Jesus sabia ouvir atentamen­


te, ainda que as palavras do interlocutor sequer
chegassem aos lábios:

E, pela manhã cedo, voltou para o templo, e todo


o povo vinha a ter com ele, e, assentando-se, os ensina­
va. E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher
apanhada em adultério. E, pondo-a no meio, disseram-
-Ihe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato,
adulterando, e, na lei, nos mandou Moisés que as tais
sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isso diziam eles,
tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus,
inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insis­
tissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele
que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire
pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na
terra. Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar
pelos mais velhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a
mulher, que estava no meio. E, endireitando-se Jesus e
não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe:
Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te
condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus:
Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais.
João 8.2-11

Mas, não é a empatia o único aspecto im­


portante na construção de relacionamentos e na
escolha de amizades. Devemos nos perguntar:
quem está desfrutando de um relacionamento
comigo? Quem ocupa, hoje, o espaço vital da sua
intimidade? Em suma, quais são os seus amigos?
Vamos, novamente, utilizar as Escrituras como
parâmetro para nossas afirmações. E, aqui, quero
ressaltar uma informação muito importante que os
cristãos precisam aprender sobre relacionamento.
Você sabia que Deus não trata a todos como iguais?
Isso mesmo. Aprenda um princípio - Deus trata a
todos de forma igualitária quando o assunto é a
salvação, ou seja, Deus não faz acepção de pessoas
para que todos tenham direito à salvação - Ele a
concede a todos que creiam que Jesus Cristo é o
Senhor.
Mas quem disse que Deus trata a todos de
igual forma, no que diz respeito ao relacionamento
com Ele? Senão, vejamos.
Em Gênesis 18.17,18 podemos ler: E c/isse o
Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que
Abraão certamente virá a ser uma grande e pode­
rosa nação, e nele serão benditas todas as nações
da terra? Somente Abraão foi chamado de "amigo
de Deus"! E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu
Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como jus­
tiça,, e foi chamado o amigo de Deus (Tiago 2.23).
Em Êxodo 33.11 lemos: E falava o Senhor a
Moisés face a face, como qualquer fala com o seu
amigo. Porventura algum de nós já conversou com
Deus face a face? Mas com Moisés, Deus assim
falava! Então, como é que Deus trata todos como
iguais?
Em Davi Deus encontrou um homem "segun­
do o seu coração":

Então, disse Samuel a Saul: Agiste nesciamente e


não guardaste o mandamento que o SENHOR, teu Deus,
te ordenou: porque, agora, o SENHOR teria confirmado
o teu reino sobre Israel para sempre. Porém, agora, não
subsistirá o teu reino; já tem buscado o SENHOR para si
um homem segundo o seu coração.
1 Samuel 13.13,14

Da mesma forma que Deus tratou homens


diferentes de maneiras diferentes, também Jesus
nos apresentou, ao longo de Seu ministério, tipos
diferentes de relacionamento. Jesus possuía cin­
co tipos diferentes de relacionamento: multidão,
discípulos, os doze. Dentre esses doze, três mais
íntimos; e entre esses, um em especial.
Na maioria das vezes, Jesus estava cercado
pelas multidões: E foram ter com ele sua mãe e
seus irmãos e não podiam aproximar-se dele, por
causa da multidão (Lucas 8.19). Algumas coisas
Jesus compartilhava com Seus discípulos: Nisto
todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos
amardes uns aos outros (João 13.35).
Em determinadas circunstâncias, Jesus reunia-
-se com os doze: E, tomando consigo os doze,
disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém , e se cum­
prirá no Filho do Homem tudo o que pelos profetas
foi escrito (Lucas 18.31).
Em outros momentos, ainda, falava só para
três deles: Seis dias depois, tomou Jesus consigo a
Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu
em particular a um alto monte (Mateus 17.1).
E, em certas ocasiões mais especiais, falava
apenas com João: Ora, um de seus discípulos,
aquele a quem Jesus amava [João], estava reclina­
do no seio de Jesus. [...] E, inclinando-se ele sobre
o peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é? Jesus
respondeu: E aquele a quem eu der o bocado mo­
lhado Ooão 13.23,25,26).
Assim, vemos que até mesmo Jesus mantinha
tipos diferentes de relacionamento privilegiando as
diferenças. Pois, como afirma o Dr. Mike Murdock:
Se você trata a todos como iguais, como irá privile­
giar a lealdade? Ou seja, você trataria alguém que
lhe é desleal como se fosse leal a você? Ou vice e
versa? Ou trataria aqueles que lhe são indiferentes
da mesma forma que trata aqueles que lhe são
queridos? Não! Precisamos aprender a diferenciar
nossos relacionamentos como Jesus o fez.
Outro ponto importante, no que diz respeito
aos relacionamentos, é que temos de respeitar os
"estágios" neles existentes. E, além disso, existe
algo denominado "protocolo", essencial na cons­
trução de relacionamentos adequados. E o funda­
mento em que se baseia tais estágios e protocolos
é o respeito.
Isso é verdadeiro em qualquer área da vida,
especialmente nos relacionamentos. Se você agir
de forma desrespeitosa ou com indiferença em
relação a uma pessoa, ela se distanciará de você
e deixará o seu convívio.
Por exemplo, no casamento, um cônjuge que
não recebe o devido respeito pode não abandonar
fisicamente o casamento, mas é certo que ele se tor­
nará emocionalmente distante daquele que age de
maneira desrespeitosa. Já por outro lado, cônjuges
que demonstram respeito um pelo outro se tornam
cada vez mais próximos ao longo dos anos. Desse
modo, a intimidade não garante, necessariamente,
a aproximação a uma pessoa, mas o respeito, sim.
"Respeito" é uma palavra muito interessan­
te, mas a sociedade passou os últimos 40 anos
desmontando o significado dela. Como resultado,
muitas pessoas sequer sabem o que esta palavra
significa. Consequentemente, muitos não respeitam
a si mesmos, quanto mais outra pessoa! No entanto,
o respeito é uma força poderosa, e absolutamente
essencial para multiplicar seu investimento de vida
em sua área relacionai.
Então, vamos falar sobre o significado da
palavra respeito. Em parte, ela também significa
dar atenção a alguém. O respeito também tem o
sentido de manter outros em alta estima ou julgar
os outros como ilustres e dignos.
Pense sobre isso: quem você mantém em
grande estima? Para quem você dá sua atenção?
Quem são as pessoas ilustres em sua vida que você
considera dignas de honra? Em sua convivência
diária, no lar, na igreja ou no trabalho, você preci­
sa dar honra e atenção a todos os indivíduos, mas
especialmente àqueles que estão acima de você.
O respeito é uma qualidade que reside no
interior de uma pessoa. Acredito que toda a vida
é vivida a partir do interior, e não do exterior. E,
na verdade, posso afirmar que a maneira como
uma pessoa vive externamente reproduz a maneira
como ela é em seu interior.
Agora, considere a informação a seguir como
algo valioso - muitas vezes o seu nível de respeito
por outras pessoas depende de sua capacidade de
reconhecer quem você é e, o mais importante,
quem você não é em um determinado relacio­
namento. Você tem de ser capaz de responder
com precisão a seguinte pergunta: "Q ue parte
eu represento no relacionamento que tenho com
essa pessoa?". Uma pessoa de qualidade avalia
quem é e o que é em todos os relacionamentos
e, em seguida, posiciona-se de acordo com essa
avaliação.
De qualquer forma, uma pessoa ao reconhecer
o seu papel e quem ela é nos relacionamentos de­
terminará o resultado dessas relações. Ao dirigir-se
àqueles que estão acima de você em uma hierar­
quia de autoridade, mesmo que sejam muito jo­
vens, diga sempre: "Sim, senhor" ou "Não, senhor".
Aja da mesma forma quando estiver dirigindo-se
àqueles que estejam sob sua autoridade.
É importante compreender que o foco de
seu respeito não é apenas pessoa, mas a posição
que ela ocupa. A pessoa que está à minha frente
pode agir como se ela não merecesse um pingo de
respeito. Mas, isso não importa para mim; porque
a respeito independente de sua atitude, respeito-a
por sua posição, e pelo que esta pessoa representa
para mim.
Você precisa aprender a honrar e respeitar
posições de liderança na família, na igreja e no
ambiente de trabalho sem ficar preso à "huma­
nidade" das pessoas. À medida que você fizer a
escolha de respeitar aqueles que detêm posições
de autoridade, a sua recompensa será multiplicada.
E não se esqueça - nos relacionamentos existem
níveis e protocolos.
Construa bons e adequados relacionamentos, e
empregue o respeito como modelo de ação, e verá
o que tais relacionamentos significarão para você
no futuro: Lança o teu pão sobre as águas, porque,
depois de muitos dias, o acharás (Eclesiastes 11.1).
Faça essa escolha, e determine uma atitude
de sucesso em sua vida!
Capítulo 3
Ten h a um p r o p ó s it o n a v id a

Mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das


coisas que atrás ficam e avançando para as que estão
diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da
soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Filipenses 3.13,14

Existe uma história antiga sobre um navio de


guerra da Marinha que, certa noite, em meio a um
nevoeiro, avistou à distância uma pequena luz que
parecia aproximar-se. Como ela foi aumentando
e ficando mais forte, o capitão foi até o leme ava­
liar a situação. Nesse momento, uma voz soou no
rádio dizendo:
- Atenção! Chamando a embarcação que está
navegando a 18 nós, rumo 220. Ajuste seu curso
para 30 graus imediatamente.
O capitão pegou o rádio e respondeu:
- Aqui é a embarcação que está em rumo 220.
Ajuste a sua embarcação para 30 graus.
- Negativo, capitão. Ajustem vocês - veio a
resposta.
-Sou um almirante da Marinha - disse o co­
mandante. - Com quem estou falando?
- Sou oficial da Guarda Costeira.
- Então sugiro que você ajuste o seu curso.
- Não, senhor. Sugiro que o senhor ajuste o
seu.
- Somos um navio de guerra da Marinha -
disse o almirante. - Ajustem vocês!
- Não podemos. Somos um farol, almirante.
Algumas coisas simplesmente são maiores do
que nós, mas nem sempre sabemos disso. Podemos
achar que somos grandes e que tudo o que nos
impede de conseguir o que queremos deve sair
do nosso caminho e adaptar-se. Muitas vezes, isso
é verdade, e esse tipo de perseverança pode ser
essencial para conquistarmos as coisas.
Contudo, algumas coisas não mudam; em
certos momentos somos uma pequena embarcação
que precisa ajustar seu curso e seguir outra direção
para poder continuar. Se fizermos isso, encontrare­
mos uma boa rota e chegaremos ao nosso destino.
Caso contrário, se não conseguirmos enxergar essa
realidade, seremos destruídos por ela.
Veja um exemplo. Não importa se acreditamos
ou não na força da gravidade porque ela existe. E
algo que está acima de nós, nos transcende e, assim
como um farol, exige que ajustemos nosso curso à
sua realidade. Se nos adaptamos a esse fato, tudo
fica bem. Podemos inclusive tirar vantagem dela.
Os engenheiros aeronáuticos estudam a gra­
vidade e encontram meios de seguir seu curso,
criando aviões que se adaptem a ela e a outras
leis da física, usando-as para nosso proveito. Se
eles ignorarem essas leis, porém, os aviões que
fabricarem certamente cairão. Podemos forçar
os limites o quanto desejarmos achando que eles
mudarão, mas no fim teremos de aceitá-los. Para
viver e florescer precisamos nos curvar ao que está
acima de nós. Parece óbvio, não? Mas é aí que o
propósito que temos mantido para a nossa vida
entra em cena e determina tudo sobre o rastro que
deixaremos atrás de nós.
Como psicólogo, devo dizer que há uma per­
gunta que paira acima de todas as outras sobre a
forma como uma pessoa encara a vida. Essa pergun­
ta é a seguinte: "Sou ou não sou Deus?" O modo
como alguém responde a essa questão determina
tudo o que foi dito sobre caráter e comportamento.
A primeira vista, essa pergunta parece tolice,
já que a maioria das pessoas, especialmente em
papéis de liderança, consegue formular a resposta
certa. Caso contrário, existem medicamentos,
camisa de força e salas de isolamento em hospitais
psiquiátricos para ajudar aqueles que acreditam ser
Deus a lidar com a realidade que encontrarão pela
frente. E o que chamamos de psicose.
Portanto, a maioria das pessoas responde a
essa pergunta corretamente: "Claro que não sou
Deus", dizem. Entretanto, se você as acompanhar
mais de perto, verá que elas passam o tempo todo
agindo como se de fato o fossem. Elas vivem e
sentem-se como se fossem o centro do universo
e como se todos existissem para servir aos seus
propósitos; elas fazem de tudo para construir seu
próprio reino, seja um lar, uma empresa, rela­
cionamentos ou interesses. Acham que tudo gira
em torno delas e que os obstáculos simplesmente
sairão da frente.
Na pior das hipóteses, essa condição se torna
extrema e se transforma em uma disfunção seme­
lhante ao que a psicologia chama de narcisismo. Ela
é marcada por características como grandiosidade,
onipotência, egoísmo extremo, exploração, superva-
lorização dos próprios talentos ou importância, so­
berba e egocentrismo. A pessoa se acha "especial".
O oposto desse tipo de egocentrismo pode
ser descrito de diferentes maneiras. É a pessoa que
foi além, que superou o egoísmo e o egocentrismo
natural do ser humano e vive uma realidade bem
diferente daquele que acha que o mundo gira em
torno de si próprio. Essa pessoa sabe que há coisas
muito mais importantes do que ela no mundo e que
sua existência não se resume apenas a si mesma e
aos seus interesses, mas está ligada a coisas mui­
to maiores. Tal pessoa, agindo assim, demonstra
possuir um propósito na vida!
As pessoas que têm um propósito na vida se
entregam a uma tarefa ou missão por uma causa
maior. Elas são capazes de enxergar o todo, e se
tornam parte de uma equipe que também possui
os mesmos propósitos. Buscam construir um futuro
sólido, onde os obstáculos e barreiras estarão pre­
sentes, mas serão vencidos e ultrapassados com o
auxílio do Senhor.
Quando possuímos um propósito na vida,
o que consideramos importante são as causas
importantes, e não nós mesmos! As grandes per­
sonalidades não são pessoas que buscaram a sua
própria grandeza, mas que serviram notavelmente
a causas, valores e missões muito maiores do que
elas, seja na família, na obra do Senhor, no am­
biente profissional ou na sociedade. A grandeza,
o sucesso e a prosperidade são conseqüências do
fato de alguém unir-se a essas grandes causas e
servi-las!
Estabelecer um propósito na vida e manter o
curso na direção desse propósito é uma escolha
fundamental para que possamos determinar atitu­
des que nos levarão a patamares mais elevados em
nossas vidas. Para isso, demonstre, primordialmen­
te, o desejo de mudar o rumo de sua vida.
Em todas as épocas, os estudiosos do compor­
tamento sempre expressaram uma verdade: não se
pode mudar uma pessoa que não deseja ser mu­
dada. E você? Deseja experimentar uma mudança
radical em todas as áreas da sua vida? Deseja ter
um novo relacionamento com os seus familiares?
Deseja viver uma experiência restauradora com
o Senhor Deus e com a igreja? E no trabalho?
Você gostaria de alcançar uma nova perspectiva
em sua vida profissional? Então mude o rumo da
sua navegação! Altere o curso de sua trajetória na
vida! Estabeleça metas, determine propósitos, e
mantenha o foco nesses projetos!
Abandone o egocentrismo, tão característico
de nosso tempo, reconheça sua posição no plano
que Deus tem para você e viva uma existência
pautada por objetivos realmente relevantes. Des­
sa forma, além de manter em vista o propósito
delineado por você, tal comportamento atrairá as
bênçãos de Deus sobre a sua vida.
O Dr. Mike Murdock faz quatro observações
interessantes para os que possuem um propósito
definido em sua vida profissional. Colocando esses
pontos em prática, você jamais será surpreendido
com uma dispensa injustificada no trabalho, ou com
uma negativa por parte de um futuro empregador.
Se o seu propósito na vida é alcançar uma
melhor colocação profissional, ou se você deseja
aprimorar a maneira como é visto em seu ambiente
de trabalho, então anote:

• Aja de tal maneira que jamais seja necessário


repetirem uma instrução para você;
• Termine todas as tarefas a você confiadas;
• Interaja com todas as pessoas no seu ambiente
de trabalho, independente de quem seja;
• Obedeça às ordens e submeta-se à autoridade.

Agindo assim, você conquistará o reconheci­


mento não só da parte de seu empregador, mas de
todos os que gravitam em torno de você. E caso
esteja candidatando-se a uma vaga no mercado
de trabalho, ao apresentar as atitudes acima para
o seu futuro empregador, dificilmente você será
preterido por outro.
Assim, podemos concluir afirmando que ter
um propósito na vida é definir prioridades, reco­
nhecer que não somos o centro do universo, mas
sim, completamente dependentes da ação de Deus,
e, como cristãos, somos exemplos vivos da vitória
que Cristo nos oferece. Sejamos humildes o sufi­
ciente para reconhecer que precisamos distinguir
os faróis da vida, alterando o curso de nossa rota
em benefício de um viver cristão mais autêntico.
Escolha viver assim. Tenha uma atitude ven­
cedora em sua vida!
Capítulo 4
M a n t en h a o fo c o

EM SEU PROPÓSITO

7\cautelai-vos por vós mesmos, para que nunca


vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado
com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das
preocupações deste mundo, e para que aquele dia não
venha sobre vós repentinamente, como um laço.
Lucas 21.34

Uma vez que você tenha determinado um


propósito relevante para a sua vida, é necessário
que demonstre cuidado, zelo e perseverança para
alcançá-lo. Diz um conhecido ditado, muito co­
mum entre os nossos irmãos do interior, que os
"olhos do dono é que engordam o gado", ou seja,
em sua vida, tudo aquilo que você cuida prospera,
e tudo aquilo que você descuida deteriora.
A incapacidade de manter o foco é a principal
culpada por impedir que todos nós experimentemos
as mudanças que desejamos. É somente por meio
do movimento com foco em direção à sua meta
que você atingirá os resultados desejados.
Manter o foco em seu propósito é condição
para que suas atitudes tenham valor. A primeira
coisa que devemos considerar quando se fala de
foco é que objetivos não são alcançados simples­
mente porque queremos. Ao contrário, a evidência
de seu desejo é expressa pela intensidade de sua
busca.
Você não alcançará o seu objetivo de progre­
dir na vida, seja em seu lar, igreja ou trabalho, se
apenas falar sobre isso. Se não buscar esse objetivo,
você nunca terá o que quer. O desejo é apenas
o primeiro passo, como disse o escritor Samuel
Smiles: Uma intensa antecipação transforma pos­
sibilidades em realidade; os nossos desejos muitas
vezes são precursores das coisas que somos capa­
zes de realizar. Em outras palavras, você precisa
manter o foco!
Para alcançar seus objetivos, a busca contínua
é algo inegociável. Suas palavras são o primeiro
indicador do objeto do seu foco. O que sai da sua
boca é extremamente importante para orientar a
sua vida na direção certa, assim como o leme de
um navio. As palavras negativas são inimigos letais
dos objetivos positivos.
Por exemplo, nunca poderemos fazer com
que alguém se aproxime de nós se continuamente
criticarmos essa pessoa. Da mesma forma, nunca
seremos considerados pessoas confiantes por nossos
familiares, pelos irmãos da igreja ou pelos colegas
de trabalho, se falarmos constantemente com os
outros como é terrível aquele ambiente em que nos
encontramos. Sua vida se moverá na direção das
palavras que você pronunciar. Em ambos os casos,
as palavras e as ações apontariam a sua vida para
a direção oposta ao resultado do objetivo desejado
por você.
Manter o foco também requer a eliminação de
algumas opções. Outro antigo ditado diz: Se você
persegue dois coelhos, ambos escaparão. Pode
haver muitas boas escolhas, mas há apenas uma
que é a melhor. É por isso que as pessoas vivem
confusas sem saber exatamente qual a decisão que
devem tomar.
Portanto, é importante eliminar quaisquer
distrações desnecessárias de sua vida. Em qual­
quer empreendimento na vida, o seu sucesso
dependerá daquilo que você estiver disposto a
ignorar. Um milionário norte-americano, J. Paul
Getty, certa vez afirmou: Já vi tantas pessoas
falharem tentando fazer muito quanto fazendo
muito pouco.
Considere a história do poderoso rei Davi. Ele
era um homem que confiava extremamente em sua
capacidade de governar, e com razão, pois ele teve
uma trajetória impecável. Como rei, Davi partiu
para a guerra na primavera, assim como todos os
outros reis da região fizeram.
Porém, ein uma primavera específica, Davi
optou por perrnanecer em casa. Ele deixou de bus­
car exatamente aquilo que deveria procurar. Ele se
distraiu e o seu foco foi desviado. Ao renunciar à
sua espada e ao seu escudo, Davi, provavelmente,
começou a perguntar-se o que fazer com o tempo
livre que tinta) em mãos. Ele encontrou a sua res­
posta nos braços da esposa de outro homem. Foi
um erro que alterou, de modo significativo, o curso
de seu futuro, A Bíblia registra as conseqüências
da "distração'' do rei Davi:

Por que> pois, desprezaste a palavra do Senhor,


fazendo o rnal diante de seus olhos? J\ Urias, o heteu,
feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher;
e a ele matqste com a espada dos filhos de 7\mom. Ago­
ra, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa,
porquanto hae desprezaste e tomaste a mulher de Urias,
o heteu, pai-a que te seja por mulher. Assim diz o Senhor:
Eis que suscitarei da tua mesma casa o mal sobre ti, e
tomarei tuqs mulheres perante os teus olhos, e as darei a
teu próximci o qual se deitará com tuas mulheres perante
este sol. Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei este
negócio pei-ante todo o Israel e perante o sol.
2 Samuel 12.9-12

Todos nós enfrentamos os mesmos perigos


e tentações. O momento mais traiçoeiro que en­
frentamos enT nossa vida é quando as coisas estão
indo bem. Nesses momentos começamos a pensar:
SI L AS M A L A F A I A

"Eu preciso de uma pausa. Preciso conseguir um


pouco mais de tempo livre para diversão além do
que já tenho."
Passamos a tirar mais férias; contudo, negli­
genciamos as coisas mais importantes para a nossa
vida. Aos poucos, o nosso foco é interrompido e
começamos a deslizar de um escorregadio declive
para o abismo da mediocridade que engoliu muitos
outros antes de nós.
O foco interrompido é muito comum em nos­
sa sociedade autoindulgente. Quando as pessoas
reconhecem e identificam seus sonhos e objetivos,
querem buscá-los com fervor. Elas vão atrás deles!
Começam bem, cheias de entusiasmo, e são extre­
mamente diligentes.
Mas depois, aos poucos, distraem-se e come­
çam a buscar outras coisas. Logo passam os dias
sentindo-se fora de controle e decepcionadas. Por
quê? Porque seu foco foi manchado e, lentamente,
pararam de buscar seus sonhos. Elas não percebem
que a persistência e o aperfeiçoamento são as
únicas portas que dão acesso ao seu foco. Então,
concluímos que a principal razão para o fracasso
é a perda do foco.
Um conhecido provérbio declara: Não ha­
vendo profecia, o povo se corrompe (Provérbios
29.18). Poderíamos fazer uma leitura deste ver­
sículo da seguinte maneira: Onde não há visão,
o povo perece. Em outras palavras, quando você
perde o foco, abre a porta para a destruição. É por

47
isso que é tão importante você remover da sua vida
os obstáculos que fazem você perder o foco. Na
maioria dos casos, se você quiser caminhar em um
nível mais elevado de vida e alcançar a vitória e o
sucesso que deseja, este princípio é fundamental:
o sucesso enxerga a vida através do olhar do foco
contínuo.
Não perca de vista o foco do seu propósito.
Mantenha sempre ao alcance de sua vista a sua
família, os seus relacionamentos, a sua igreja, o
seu trabalho e a sua própria vida! Esse cuidado
será responsável por manter o seu foco naquilo
que você deseja alcançar. Faça essa escolha. Tome
essa atitude hoje!
Capítulo 5
FAÇA A VONTADE DE DEUS

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará


no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu
Pai, que está nos céus.
Mateus 7.21

Fazer a vontade de Deus não é uma mera


recomendação ou princípio que devemos abraçar
em nossa vida. Fazer a vontade de Deus não é uma
questão cultural ou religiosa. Fazer a vontade de
Deus é uma questão de atitude!
De todas as escolhas que listamos aqui como
necessárias para desenvolvermos atitudes dignas de
uma vida cristã vitoriosa, fazer a vontade de Deus
é a escolha primária, a razão primordial, para que
todas as demais sejam eficazes.
E, como vimos ao longo do livro, atitudes
são uma questão de escolha. Posso escolher ou
não me afastar do pecado. Posso decidir ou não
obedecer à Palavra de Deus. Posso optar ou não
assumir compromissos com Deus e Sua obra, ter
ou não comunhão com os irmãos, servir ou não a
Deus, ganhar ou não almas para Cristo. E tudo uma
questão de escolha. Tudo dependerá apenas dos
propósitos que tenho para a minha vida. Desejo
vitória? Desejo progresso e aperfeiçoamento em
minha vida cristã? Então devo fazer a escolha certa!
Fazer a vontade de Deus é descobrir, antes, o
que Deus quer para a minha vida. Todo verdadeiro
seguidor de Jesus manifesta o desejo de fazer a von­
tade de Deus. No entanto, a maioria dos cristãos
pensa na vontade de Deus como alguma coisa que
lhes é imposta - algo desagradável e difícil, que
são forçados a fazer.
Acredito que a perfeita vontade de Deus é
um assunto de grande importância para todos os
que dizem amar ao Senhor. E existe uma grande
diferença entre o submeter-se à vontade de Deus,
e o abraçar a Sua vontade.
Submeter-se significa "sujeitar-se a", ou "ceder
às condições impostas". Geralmente, o submeter-se
é entendido em termos de punição ou disciplina.
Infelizmente, muitos cristãos veem a vontade de
Deus dessa forma. Imaginam que Deus está exi­
gindo que cedam a um duro conjunto de leis e
condições: "Façam isto do meu jeito, ou estarão
por sua própria conta!".
Mas não é bem assim! A verdade é: quando
um cristão conhece a glória de fazer a perfeita
vontade do Senhor, ele a abraça com alegria e es­
perança! Abraçar significa "prender com os braços"
- apertar contra o peito como expressão de amor
e afeição. No entanto, o triste fato é que poucos
cristãos abraçam a perfeita vontade de Deus.
Talvez você esteja pensando: "A perfeita von­
tade de Deus passou longe de mim. Minha vida
está ao acaso - não tem forma nem ordem!" Não!
Você pode estar certo de que Deus tem um plano,
e uma vontade perfeita e absoluta para cada um
de nós. Ele não deixa uma única vida ao sabor do
acaso. Na realidade, I )eus quer manter firme cada
passo seu aqui na terra. I I Io deseja que você entre
em Seu plano e em Sua vontade hoje!
A maravilhosa vontade de l )eus não é apenas
para pastores ou para grandes homens espirituais,
mas para todos os Seus filhos.
Aprendemos que na Bíblia, a vontade de Deus
é soberana sobre todas as coisas, portanto, aqueles
grandes planos do Senhor não se frustrarão, como
por exemplo: Era vontade divina que Jesus viesse
ao mundo e Ele veio. Era vontade do Pai que Jesus
fosse sacrificado em nosso lugar, e assim acon­
teceu. Era plano do Criador que o evangelho se
espalhasse por toda a terra e isto tem acontecido.
No que diz respeito aos planos de Deus para o
mundo, nenhum dos planos dele serão frustrados.
Portanto, os planos que o Senhor tem para a sua
vida também não fracassarão. Se Deus tem algo
muito especial para fazer com você ou por meio de
você, Ele o fará, apesar de você. Suas limitações o
fraquezas nada significam para o Todo-poderoso.
Ele cumprirá os propósitos dele em sua vida.
Esta certeza nos dá tranqüilidade! Podemos,
portanto, "descansar no Senhor", ou seja, vivermos
sem medos-trabalhando, estudando, utilizando o
lazer e o descanso para renovarmos as forças, sem
entretanto depositarmos esperança em falsas garan­
tias, mas na certeza de que o Senhor nos conduz
e vela por nós. Lembrando que a vontade dele é
infinitamente maior e melhor do que a nossa e que
os propósitos dele sempre se cumprirão.
Contudo, há momentos em que temos que
fazer escolhas pragmáticas. E estas são uma ques­
tão de fé:
Se eu creio num Deus de amor;
Se eu creio que a vontade de Deus é boa,
perfeita e agradável;
Se eu creio que a vontade dele é soberana e se
estou certo que tenho observado os mandamentos
de Jesus, ou seja, que estou dentro dos preceitos
ensinados no Novo Testamento; devo, portanto,
aplicar pela fé o salmo de Davi, que diz: Q ual é
o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no
cam inho que deve escolher (Salmo 25.12).
Crer que o Senhor, de forma sobrenatural,
estará, por meio da inspiração do Espírito Santo,
mostrando-nos os caminhos mais fáceis para que
façamos nossas próprias escolhas de forma mais
sensata e, portanto, com mais chances de sucesso.
Deus não irá matricular você em um curso
superior. Você, e somente você, tomará ou não
tal atitude e, assim, terá ou não um futuro de mais
sucesso profissional e financeiro. É uma escolha pes­
soal. Entretanto, Deus permitirá que você enxergue
qual será a escolha mais sensata para a sua vida.
Deus instrui! Como ovelhas, somos tolos;
muitas vezes Deus nos mostra o óbvio, porque não
conseguimos, por nós mesmos, enxergá-lo.
A gravidez de adolescentes solteiras é da von­
tade de Deus? Claro que não! Pois Deus sabe que
este será um caminho de sofrimento. Mas, cada um
poderá fazer livremente suas escolhas e correr seus
próprios riscos. Só não vale culpar a Deus mais
tarde (uma especialidade humana).
Deus não sofre mudanças pela ação do pe­
cado; tal atitude do homem só causa mal a ele
próprio. Por isso que Deus nos ensina o caminho
bom, que é a vontade dele e nos proporciona um
futuro com mais chances de felicidade. Escolhas
fora da vontade de Deus, ou seja, fora do que a
Bíblia instrui, é buscar sofrimento para si mesmo.
O caminho que pode trazer sofrimento ao homem
é aquele que Deus chama de pecado.
Ore continuamente e siga o que diz a Palavra
de Deus: Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho
que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos
(Salmo 32.8).
Faça também esta escolha, tome esta atitude:
faça a vontade de Deus!
Conclusão
São muitas as escolhas que temos diariamente
diante de nós. Fazemos escolhas em tudo aquilo
que decidimos em nosso dia a dia.
As escolhas que fazemos demonstram o que
será - e como se dará - a nossa vida futura. Em
função das escolhas que fizermos hoje, podemos
prever com segurança e com uma margem de cer­
teza indiscutível, as atitudes que empregaremos
diante da vida.
Uma vida medíocre e sem perspectivas é fruto
direto das más escolhas que fizermos. O mundo
está cheio de pessoas que demonstram tal assertiva.
São famílias onde impera o egocentrismo de seus
membros acima da vontade comum. Trabalha­
dores que vivem causando problemas de ordem
disciplinar e institucional, em função da frustração
e descontentamento com suas atividades profis­
sionais, gerando improdutividade e insatisfação
crescente, culminando com uma dispensa, muitas
vezes por justa causa. Igrejas que experimentam
a realidade de membros que vivem em guerra de­
clarada - ou não - com as doutrinas, as pregações,
o pastor e com os outros irmãos. E estudantes que
não conseguem responder à pergunta que insiste
em ecoar por sua mente: Por que estou cursando
esta carreira?
Por outro lado, uma vida próspera e de suces­
so decorre das escolhas acertadas. Conhecemos
várias pessoas assim. Aquela família onde reina a
paz, a alegria, o espírito participativo e a união,
cujo amor paira tão concreto que quase podemos
tocá-lo. A empresa em que os funcionários se veem
como força produtiva e geradora de riqueza, tanto
para o patrão quanto para si mesmos - uma verda­
deira equipe. Aquelas igrejas onde a comunhão,
o louvor a Deus e a participação do Espírito Santo
são fatores que abrangem toda a congregação, e
onde a murmuração, a fofoca e a inveja são vistas
como obras da carne a serem evitadas, graças à
oração e ao estudo da Palavra. E estudantes que
demonstram, em tudo o que fazem, um elevado
aproveitamento, cuidado e respeito pelo conhe­
cimento.
Pois, então, após a leitura deste livro, eis que
está diante de você a oportunidade da escolha.
Escolher boas práticas de vida, e a vitória, ou dei­
xar de fazê-las e arcar com a responsabilidade de
uma vida medíocre e caracterizada pela derrota.
Aplique, a cada momento de sua vida, o texto
de Deuteronômio 30.15,16:
Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem,
a morte e o mal; porquanto te ordeno, hoje, que ames o
SENHOR, teu Deus, que andes nos seus caminhos e que
guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os
seus juízos, para que vivas e te multipliques, e o SENHOR,
teu Deus, te abençoe na terra, a qual passas a possuir.

Faça boas escolhas! Determine uma atitude


de vencedor! Prefira a vida!
Ore comigo:
Senhor, que eu leve em conta cada aspecto
da Tua Palavra estudada neste livro. Peço-te que
me capacites a fazer as escolhas acertadas para
que possa experimentar uma vida cristã autêntica.
Declaro que sou capaz de fazer tais escolhas em
minha vida, para que, com o Teu auxílio e orien­
tação, possa determinar as atitudes necessárias
para uma vida segundo a Tua vontade. Peço-te,
Senhor, que eu não desfaleça neste propósito nem
desanime, mas possa sentir o apoio e o sustento de
Tua poderosa mão me guiando e me orientando,
experimentando, assim, o sucesso e a vitória em
minha vida cristã.
Declaro que só Tu és o Senhor da minha vida,
e que as minhas escolhas serão todas elas voltadas
para que o Teu nome seja louvado e glorificado
através do meu viver, por onde quer que toquem
meus pés. O soberano Deus, prepara-me, para que
eu atinja padrões mais elevados em minha vida
cristã, para que eu possa testemunhar a vitória que
há somente em Ti, e para que eu produza frutos
que levem outros a também fazerem as mesmas
escolhas que os conduzam à uma vida cristã au­
têntica. Peço que me abençoes, me guardes e me
proporciones uma vida nova, assim como fazes
com todos aqueles que te amam. Em nome do Teu
amado Filho, Jesus, meu Senhor e Salvador. Amém!
EDITORA CENTRAL GOSPEL
Estrada do Guerenguê, 1851 - Taquara
Rio de Janeiro - RJ - Cep: 22713-001
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Escolhas que
determinam atitudes

Se não está gostando do seu pre­


sente, você pode estar sofrendo as con­
seqüências de algumas decisões que
tomou ontem.
Fazemos escoihas o tempo todo, des­
de as mais simples e automáticas até as
mais complexas, elaboradas e planeja­
das. Um comportamento medroso diante
de um momento decisivo pode proporcio­
nar uma vida inteira de questionamentos
e dor, mas uma escolha sincera e base­
ada no altruísmo e na vontade de Deus
sempre se mostra eficaz na construção de
uma vida marcada pelo sucesso.
Faça suas escolhas segundo a von­
tade de Deus, pois Ele lhe garantirá um
Silas M alafaia amanhã melhor e seguro!
é p sicó lo g o clínico, c on fere ncista Boa leitura!
in te rn a c io n a l e p a s to r evangélico.

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