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30/08/2019 O mapa da resistência das plantas daninhas no RS - Jornal Dia de Campo

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30/08/2019

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O mapa da resistência das plantas daninhas no RS
09/04/2019
Biótipos de azevém e de buva resistentes ao glifosato estavam Simpósio
presentes em mais de 80% das lavouras de soja na última safra Nacional da
Agricultura
Digital
Piracicaba - SP
Joseani M. Antunes, Embrapa Trigo
16/07/2014 29/04/2019
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A produção de grãos, principalmente de soja no Sul do Brasil, vem de Agrishow 2019


lavouras que utilizam sementes transgênicas, com o uso do herbicida Ribeirão Preto -
glifosato em larga escala como forma de facilitar o manejo de plantas SP
daninhas na lavoura. Contudo, esta prática tem resultado no aumento de
14/05/2019
casos de resistência de plantas daninhas aos diversos herbicidas
AgroBrasília -
disponíveis no mercado. Somente no Rio Grande do Sul, biótipos de
Feira
azevém e de buva resistentes ao glifosato estavam presentes em mais de
Internacional
80% das lavouras de soja na última safra. Custos adicionais e perdas no
dos Cerrados
rendimento de grãos estimados em R$ 1,15 bilhão. Os números estão no
Brasília - DF
levantamento realizado por pesquisadores e cooperativas para monitorar
a dispersão do problema no Estado. 15/05/2019
Expocafé 2019
O herbicida glifosato vem sendo utilizado há mais de 20 anos pelos Três Pontas -
agricultores, principalmente na dessecação da vegetação para formação MG
da palhada, indispensável para implantação do sistema plantio direto. A
introdução da soja transgênica, resistente ao glifosato, foi rapidamente 16/07/2019
aceita e adotada pelos produtores. Isso se deve, principalmente, ao fato Minas Láctea
do glifosato ser um herbicida eficiente sobre a maioria das espécies 2019
daninhas, relativamente de fácil aplicação e de baixo custo. Atualmente, Juiz de Fora
são realizadas de duas a três aplicações de glifosato por ciclo da soja,
uma na dessecação e uma ou duas na pós-emergência da cultura.

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Os dois primeiros casos de resistência ao glifosato no Brasil foram


identificados no Rio Grande do Sul (azevém em 2003 e buva em 2005).
Depois disso, dispersou-se rapidamente por todo o Estado e também
para Santa Catarina e regiões frias do Paraná. Em 2010 e 2011, foram
identificados biótipos de azevém com resistência múltipla, tanto ao
glifosato como a herbicidas inibidores da enzima Acetyl-CoA
Carboxylase (ACCase) e inibidores da Acetolactato sintase (ALS). As
resistências do azevém e da buva restringem o controle dessas espécies
ao uso de herbicidas alternativos, que são menos eficientes, possuem
maior custo e são fitotóxicos para as culturas. Dessa forma, o controle
ineficiente de buva e azevém resistentes tem resultado em perdas de
rendimento, em casos extremos, superiores a 45%.

Diagnóstico no RS
Uma ação conjunta da Embrapa Trigo e da Universidade Federal de

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Pelotas junto com 28 cooperativas e revendas do Rio Grande do Sul, está


monitorando e mapeando a dispersão das resistências de azevém e buva
no Estado, com coleta de sementes e levantamentos nas áreas infestadas.
“Os locais de coleta de sementes são georeferenciados e as plantas
originadas dessas sementes, usadas em estudos de ecofisiologia e
determinação das bases genéticas da resistência. As informações são
utilizadas na elaboração de mapas de dispersão das resistências. Após
elaboração dos mapas, são enviados alertas e indicações de manejo
específicas para cada região e realizados cálculos do custo da resistência,
ajudando a assistência na decisão de quando e qual produto aplicar”,
explica o professor e pesquisador da UFPel, Dirceu Agostinetto.

A partir dos levantamentos, identificou-se que, na safra 2012 de soja, os


biótipos de azevém e buva resistentes ao glifosato estavam presentes em
mais de 80% das lavouras do RS. Além disso, os biótipos de azevém
resistentes aos inibidores da ACCase e da ALS, além de glifosato,
estavam em mais de 30% das lavouras. A presença de azevém com
resistência múltipla e de buva resistente ao glifosato elimina a
possibilidade de uso dos principais herbicidas utilizados para controle
dessas espécies. Com isso, aumentou a presença dessas plantas daninhas
nas lavouras.

Com base nos mapas de dispersão e a partir de informações sobre a


capacidade competitiva da invasora e o nível de dano que pode causar,
foi possível estimar as perdas de rendimento e os custos da resistência
em 2012, no RS. Assim, o custo adicional para controle de azevém e
buva resistentes, com herbicidas ou medidas alternativas está entre
R$140 e R$ 585 milhões por ano. Em média, as perdas são ao redor de
10%, aproximadamente R$ 1,15 bilhão no RS. Dessa forma, o retorno
pelo uso das indicações de manejo está entre R$ 565 milhões a R$ 1,01
bilhão.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Leandro Vargas, os


casos de resistência historicamente foram resolvidos com uso de
moléculas alternativas ou com a introdução de novas tecnologias (como
a soja RR). “O problema é que no momento não existem perspectivas de
lançamento de novas moléculas ou tecnologia com potencial de controle
eficiente do azevém e da buva. O produtor e a assistência técnica
precisam estar conscientes do quanto é importante buscar estratégias
alternativas para controle dessas espécies, que passam obrigatoriamente
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pelo manejo correto dos herbicidas e pelo próprio sistema de manejo da


lavoura”, alerta Vargas.

Tem solução?
Os pesquisadores têm avaliado o cultivo consecutivo, ou seja, sem
períodos de pousio das áreas de lavoura, como a melhor estratégia de
controle de plantas daninhas. Culturas como trigo, centeio, canola aveia
e soja, que apresentam elevada capacidade de cobertura do solo com
reconhecido efeito alelopático, podem diminuir o número de plantas de
buva e azevém em até 65%, quando comparado a áreas de pousio.

O uso de estratégias como sobre-semeadura de aveia em lavouras de soja


e cultivo de culturas concomitantes, a exemplo de Brachiaria ruziziensis
cultivada juntamente com o milho, também apresentaram excelentes
resultados.

“O uso dessas práticas associadas à alternância e à associação de


diferentes mecanismos de ação herbicida, juntamente com o
monitoramento e a eliminação mecânica ou manual de plantas daninhas
sobreviventes aos tratamentos herbicidas, resultou em controle total das
daninhas”, comemora Leandro Vargas.

Além da Embrapa, que participa do projeto com as unidades Trigo, Soja,


e Milho e Sorgo), também compõem a parceria: UPF, UFPel, CCGL-
Tec, Cotrijal, Cotrisoja, Cotriel, Cotrimaio, Getagri, Agropan, Cotrijuí,
Camera, Cotricampo, Cotrirosa, Coopermil, Comtul, Planta Sul,
Cotrisal, CooperA1, Cotrifred, Cooperjab, Cotapel, Coofiume,
Cotrisana, Coamur, Coppal, Camol, Coagrisol, Cooperval, Coopibi,
Agrimul e Coasa.

Reportagem originalmente publicada em 14/05/2013

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Palavras-chave: • Sojicultura • RS • Milho • Soja • Trigo • Embrapa Trigo •
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