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Anais do Congresso Brasileiro de

Patologia das Construções - CBPAT


2018
Abril de 2018
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DETERMINAÇÃO DO MOMENTO RESISTENTE DE UMA VIGA EM CONCRETO


ARMADO: PROCEDIMENTO E AUTOMATIZAÇÃO EM PLANILHA ELETRÔNICA

G. R. THOMÉ I. SPONHOLZ
Engenheiro Civil Professor Mestre em Engenharia Civil
MF Engenharia Universidade do Sul de Santa Catarina
Florianópolis/SC; Brasil São José/SC; Brasil
gustavorintzelthome@gmail.com ildo.sponholz@unisul.br

RESUMO

O dimensionamento de seções retangulares e seções T sob flexão normal simples é a atividade diária mais
comum aos engenheiros projetistas de estruturas de Concreto Armado (SANTOS, 1983 apud BASTOS 2015).
No entanto, este trabalho aborda o processo reverso: determinar o momento fletor resistente de uma seção
de viga em função de sua geometria e propriedades mecânicas. O procedimento de cálculo apresentado
neste artigo, toma como pressuposto que a viga, apesar de possivelmente estar com manifestações
patológicas, comporta-se como sã, portanto as equações utilizadas são as mesmas do dimensionamento
embora organizadas de maneira diferente. Com as equações em mãos, e organizadas em forma de “passo-
a-passo”, parte-se para a implementação computacional, realizada em planilha Excel. Ressalta-se que o
objetivo deste trabalho não é ensinar a programação, mas sim apresentar de maneira sistemática o processo
de determinação do momento resistente de uma seção de viga, e mostrar, ainda que brevemente, a sua
implementação em planilha eletrônica.
Palavras-chave: Flexão Normal Simples. Planilha Eletrônica. Engenharia Reversa.

ABSTRACT

The design of rectangular sections and T sections under simple normal bending is the most common daily
activity for engineers who design Reinforced Concrete structures (SANTOS, 1983 apud BASTOS 2015).
However, this work addresses the reverse process: determining the bending moment strength of a beam
section as a function of its geometry and mechanical properties. The calculation procedure presented in this
paper presupposes that the beam, although possibly with pathological manifestations, behaves as healthy, so
the equations used are the same as the ordinary design but organized in a different way. With the equations
organized in “step-by-step”, starts the computational implementation, developed in Excel. It is emphasized that
the objective of this work is not to teach the programming, but to present a systematic way of the process of
determination of the resistant moment of a beam section, and to show, even briefly, the implementation in
spreadsheet.
Keywords: Flexural Loading. Spreadsheet. Reverse Engineering.

1. INTRODUÇÃO

Os antigos utilizavam a pedra como principal material de construção, ela era durável e resistia bem aos
esforços de compressão (BOTELHO & MARCHETTI, 2013).

O concreto é um aglomerado constituído de agregados, cimento como aglomerante, água e ar; é portanto,
uma rocha artificial (LEONHARDT & MÖNNING, 1982). Para utilização estrutural, o concreto sozinho não é
adequado, pois enquanto tem uma boa resistência à compressão, na tração, resiste apenas cerca de 10% de
sua resistência à compressão (CARVALHO & FIGUEIREDO, 2014).

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Elementos estruturais possuem materiais com boa resistência à compressão na parte comprimida e um boa
à tração na parte tracionada. Essa é a ideia do concreto armado. Na parte tracionada do concreto, mergulha-
se aço (BOTELHO & MARCHETTI, 2013).

O dimensionamento de seções retangulares e seções T sob flexão normal simples é a atividade diária mais
comum aos engenheiros projetistas de estruturas de Concreto Armado (SANTOS, 1983 apud BASTOS 2015).
No entanto, este trabalho aborda o processo reverso: determinar o momento fletor resistente de uma seção
de viga em função de sua geometria e propriedades mecânicas.

2. METODOLOGIA

2.1 Determinação do 𝑴𝒓𝒅 pelo processo tradicional

Bastos (2015), sugere resolver o processo reverso supondo a tensão no aço igual a de escoamento (haja
vista a imposição de ductilidade apresentada pela nova norma, a qual considera a razão x/d menor ou igual
a 0,45). Tendo a resultante no aço, iguala-se à do concreto (somatório das resultantes igual à zero). De posse
da resultante no concreto, calcular a profundidade da linha neutra e consequentemente a alavanca entre as
resultantes. O produto produto entre a alavanca e uma das resultantes será igual ao momento resistente da
viga.

Para melhor compreensão, apresenta-se um exemplo numérico extraído da apostila de Bastos (2015), pág.
31:

Dada a seção retangular de uma viga, calcular qual é o momento fletor admissível (de serviço). São
conhecidos:

𝑏𝑤 20 cm
50 cm
46 cm
𝛾𝑐 = 𝛾𝑓 1,4 adimensional
𝑓𝑐𝑘 20 MPa
𝐴𝑠 8 cm²
𝑓𝑦𝑘 500 MPa
𝛾𝑠 1,15 adimensional

a) Resultante no aço:

𝐴𝑠 ∙𝑓𝑦𝑘 8∙50
𝑅𝑠𝑡 = = = 347,82 𝑘𝑁 (1)
𝛾𝑠 1,15

Onde:
𝑅𝑠𝑡 = força resultante no aço tracionado, em kN
𝐴𝑠 = área de aço, em cm²
𝑓𝑦𝑘 = tensão de escoamento do aço, kN/cm²
𝛾𝑠 = coeficiente de segurança do aço, adimensional

b) Profundidade da linha neutra:

2
𝑅𝑐𝑐 = 0,8 ∙ 0,85 ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝑥 ∙ 𝑓𝑐𝑑 ∴ 347,82 = 0,68 ∙ 20 ∙ 𝑥 ∙ ( ) ∴ 𝑥 = 17,9 𝑐𝑚 (2)
1,4

Onde:
𝑅𝑐𝑐 = força resultante no concreto comprimido, em kN
0,8 = simplificação do diagrama parabólico do concreto, adimensional
0,85 = coeficiente de Rüsch, adimensional

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x = profundidade da linha neutra, em cm


𝑓𝑐𝑑 = resistência à compressão de cálculo do concreto, em kN/cm²
𝑏𝑤 = largura da viga, em cm

c) Momento:

𝑅𝑐𝑐 ∙(𝑑−0,4∙𝑥) 347,82∙(46−0,4∙17,9)


𝑀𝑘 = = = 9649,5 𝑘𝑁𝑐𝑚 (3)
𝛾𝑐 1,4

Onde:
𝑀𝑘 = momento resistente característico, em kNcm
𝑅𝑐𝑐 = força resultante no concreto comprimido, em kN
d = altura útil, em cm
x = altura da linha neutra, em cm
𝛾𝑐 = coeficiente de segurança do concreto, adimensional

d) Domínio e deformações

Relação x/d:
𝑥 17,9
= = 0,39 (4)
𝑑 46
Onde:
x = profundidade da linha neutra, em cm
d = altura útil

Sendo 𝑥2𝑙𝑖𝑚 = 0,26 e 𝑥3𝑙𝑖𝑚 = 0,63 (aço CA-50), conclui-se a viga está dentro do Domínio 3. A relação menor
que 0,45 atende aos requisitos de ductilidade. No Domínio 3, a deformação no concreto é a máxima, 3,5‰ e
a do aço calculada por semelhança de triângulos:

𝜀𝑐 (𝑑−𝑥) 0,0035(46−17,9)
𝜀𝑠 = = = 0,0055 (5)
𝑥 17,9

Onde:
𝜀𝑠 = deformação no centro de gravidade das armaduras tracionadas, em cm/cm
𝜀𝑐 = deformação máxima no concreto, em cm/cm
d = altura útil
x = profundidade da linha neutra, em cm

Este é o exemplo mais básico possível, pois trata-se de seção retangular com armadura simples. Para o
desenvolvimento de um algoritmo completo, e posterior implementação em planilha eletrônica, é necessário
abordar o maior número de combinações possíveis, seja seção T ou não, com profundidade da linha neutra
na mesa ou na alma, e com armadura simples ou dupla.

2.2 Metodologia genérica para cálculo do 𝑴𝒓𝒅

Após algum tempo analisando as equações teóricas do dimensionamento à flexão em vigas de concreto
armado, foi possível organizar um passo-a-passo lógico levando em consideração um número considerável
de combinações ocorrentes em elementos lineares submetidos à flexão.

Um dos pontos chave do processo descrito neste capítulo, é o modo de iniciar os cálculos. Diferentemente
da metodologia tradicional, inicia-se por calcular a máxima resultante possível no concreto, que ocorre quando
a relação x/d é igual a o,45. Após este primeiro passo, calcula-se a resultante no aço admitindo a tensão de
escoamento.

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O objetivo deste passo a mais é simples: avaliar a necessidade de considerar ou não da armadura de
compressão no cálculo de 𝑀𝑟𝑑 . Quando o produto da tensão de escoamento pela área de aço for maior do
que a força resultante no concreto na relação x/d = 0,45, deve-se considerar a colaboração da armadura de
compressão, pois se esta contribuição fosse desconsiderada, a profundidade da linha neutra ultrapassaria o
limite preconizado pela ABNT NBR 6118:2014.

Na pratica o que acontece é o “forçar” a profundidade da linha neutra dentro do limite da norma, conforme
apresentado na Figura 1:

Figura 1 – Consideração ou não da armadura de compressão em função da comparação entre as


resultantes do concreto e do aço tracionado

Fonte: Autores

Outro ponto que merece atenção é a profundidade da linha neutra em vigas T. Novamente deve-se comparar
dois valores a fim de encaminhar o restante dos cálculos. No modelo desenvolvido, a solução encontrada foi
verificar em qual relação de x/d encontra-se 0,8 𝑓 (0,8 referente à simplificação do diagrama parabólico do
concreto, e 𝑓 a altura da mesa da viga). Esta relação é importante, pois determina a interface entre o
comportamento de falsa viga retangular e viga T.

Algumas simplificações foram feitas para facilitar o processo, todas a favor da segurança, são elas:

a) Quando não há armadura de compressão e a altura da linha neutra excede o limite normativo,
considera-se apenas a parcela dentro dos 0,45x/d, e calcula-se uma tensão fictícia na armadura
de tração para determinar o momento resultante. Sabe-se que o resultado seria maior, caso o
limite fosse extendido para 0,63x/d, valor que não pode mais ser utilizado dentro da nova norma.

b) Quando há excesso de armadura de compressão: O recurso da armadura dupla, se faz


necessário quando a máxima resultante no concreto não é suficiente para equilibrar o momento
solicitante. No dimensionamento, adiciona-se área de aço comprimido, e para equilibrar o
somatório das forças, a armadura de tração também é aumentada. Em teoria, o produto da área
de aço comprimido pela tensão atuante deveria ser igual à diferença das resultantes do aço
tracionado e do concreto comprimido. Acontece que na prática isso nem sempre (quase nunca)
acontece, e são diversos os motivos, seja pelo próprio “arredondamento” da área de aço causado
pela adoção de determinados diâmetros de barras, pela adoção de uma armadura igual ou
semelhante para o máximo número de vigas, erros de execução ou qualquer outro motivo que
seja. Para fins de cálculo, nesses casos onde a armadura de compressão excede o que seria
necessário para equilibrar a resultante no aço tracionado, arbitra-se uma tensão atuante fictícia
nas barras, de maneira a essa tensão equilibrar as forças. Cabe ressaltar que esta consideração

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é a favor da segurança, pois em realidade a alavanca entre as forças de tração e compressão


seria maior, caso fosse feito um cálculo mais preciso.

Diante de todas estas pontuações, chega-se ao fluxograma demonstrado na Figura 1:

Figura 2 – Fluxograma para o cálculo do momento resistente:

Máxima altura da linha


neutra

Resultante no concreto
Resultante no aço (Rst)
(Rcc)

Rcc maior que Rst?

Sim Não

Levar em consideração a Calcular uma nova altura


armadura dupla da linha neutra

Momento fletor
Possui armadura dupla?
resistente

Sim Não

Calcular Rst-Rcc e dividir Calcular a deformação e Arbitrar a altura da linha


pela área de aço a tensão atuante no aço neutra igual a máxima
comprimido comprimido possível

Utilizar Momento fletor


o resistente
menor
valor

Momento fletor
resistente

Fonte: Autores

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A Figura 2 não representa a total complexidade do modelo desenvolvido, mas mostra de maneira sucinta as
principais etapas do cálculo. Para cada etapa são necessárias algumas verificações e encaminhamentos, por
exemplo a equação utilizada para determinar a resultante no concreto quando a altura da linha neutra é a
máxima possível pode variar em 3 formas conforme já citado anteriormente, viga retangular, viga T com altura
da linha neutra dentro da mesa ou fora.

2.3 Implementação em ambiente Excel

De posse do processo esmiuçado, a implementação em planilha eletrônica torna-se relativamente simples ao


conhecer algumas funções do Excel, uma das ferramentas mais utilizadas pelos engenheiros.

Um dos pontos que normalmente chama atenção na planilha é a sua parte gráfica. A ferramenda gera os
desenhos da seção, das suas armaduras e também a altura da linha neutra, além do diagrama de
deformações. O método é simples, mas sua implementação pode ser trabalhosa. Com a ferramenta “gráfico
de dispersão” pode se imaginar um plano cartesiano, onde séries de pontos variam em função de dados de
entrada (altura da viga, largura da mesa, etc.) e dados de saída (altura da linha neutra, centro de gravidade
das armaduras, etc). Neste plano, deve-se hablitar em algumas séries a opção “ligar pontos” como no caso
dos limites da viga, em outros configurar uma linha tracejada com alguma outra cor. Em outras séries os
pontos não precisam ser ligados, mas devem estar habilitados, como é o caso no desenho das armaduras.
Algumas destas observações podem ser vistas na Figura 3:

Figura 3 – Detalhes referentes à parte gráfica da planilha:

Fonte: Autores

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Outro ponto que merece destaque, é a transparência dos cálculos, principalmente quando observado o
relatório de cálculo. Ao combinar a função “concatenar” com funções lógicas do tipo “se”, por exemplo, e ainda
fazendo uso do recurso “formatação condicional”, obtem-se resultados satisfatórios, onde o usuário pode
entender o que o software está fazendo e aprender um pouco mais a cada uso, evitando um pouco o
“esconder o jogo”, na Figura 4, pode-se observar uma parte das equações utilizadas na programação da
planilha e que consta no relatório de cálculo:

Figura 4 - Formulário integrante do relatório de cálculo

Fonte: Autores

As células pintadas em cinza (formatação condicional, com base em verificações e funções lógicas)
apresentam o caminho seguido para a determinação do momento resistente, e possuem correlação com o
algoritimo apresentado na Figura 2. Os “Casos 1, 2 e 3” fazem referêcia ao tipo da viga e altura da linha neutra
(retangular ou T). Ao lado esquerdo há uma nomenclatura que varia de “Eq. 1” a “Eq. 19”, que posteriormente
é mais detalhado no relatório conforme Figura 5:

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Figura 5 - Trecho do relatório de cálculo

Fonte: Autores

O relatório de cálculo foi programado depois de todo o desenvolvimento da ferramenta, isso ajudou a verificar
se as equações do concreto armado foram adequadamente implementadas no Excel, ou seja, pôde-se
verificar se os resultados realmente estavam condizentes com o cálculo manual. Ainda foram utilizados outros
recursos como UserForms que abrem uma janela contendo informações relevantes ao usuário quando clicado
em algum botão como se apresenta na Figura 6:

Figura 6 – Aplilcação da ferramenta UserForms

Fonte: Autores

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3. VALIDAÇÃO E RESULTADOS

Para a validação, utilizar-se-á os mesmos dados do exercício da página 31 de Bastos (2015), o mesmo
apresentado em 2.1 conforme informações da Figura 7:

Figura 7 - Dados de entrada para exemplo de validação: seção retangular com armadura simples

Fonte: Autores

Ainda como dados de entrada, tem-se as armaduras que são inseridas em aba a parte. Existem algumas
limitações na programação desta planilha, como o concreto que deve possuir 𝑓𝑐𝑘 menor ou igual à 50 MPa,
devido ao arredondamento do diagrama de tensões. Outra limitação é a altura da viga, com dimensão máxima
de 180 cm, bem como a largura da mesa e da viga. Além destas limitações, tem-se ainda as simplificações
descritas em 2.2.

Na Figura 8, pode-se verificar os dados de saída:

Figura 8 - Resultado do exemplo de validação: seção retangular com armadura simples

Fonte: Autores

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O valor do momento de cálculo obtido foi de 13533,52 kNcm, por sua vez o característico igual à 9666,80
kNcm. A pequena diferença de 0,17% já era esperada, haja vista que o desenvolvimento da ferramenta foi
todo feito com as equações apresentadas por Bastos (2015). A pequena variação justifica-se pela diferença
da altura útil da viga que na planilha é calculada em função de dados como cobrimento, diâmetro do estribo,
espaçamento vertical entre as barras e seus diâmetros.

Outros exemplos de validação, incluindo viga T e com armadura dupla, podem ser encontrados em Thomé
(2017).

O principal resultado é a obtenção de uma ferramenta prática, de uso intuitivo e agradável. A transparência
do que é calculado também é um ponto interessante, assim qualquer pessoa pode validar os resultados
obtidos pela planilha conforme seus cálculos manuais, ou por outros sofwares.

Os autores disponibilizam uma cópia da ferramenta para download público em <


https://drive.google.com/open?id=1K5WfIEYmHvhFnb-g1Yhg4ypfOQIO7kOM > e estão sempre dispostos a
apreciar críticas e relatos de erros que podem ajudar a melhorar o uso desta ferramenta.

4. AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem aos membros da banca examinadora do Trabalho de Conclusão de Curso de


Gustavo R. Thomé, orientado pelo Professor Ildo Sponholz, Msc, que originou este artigo, são eles:

Eng. Civil Marcelo Cechinel, Esp. Universidade do Sul de Santa Catarina e ArCec Engenharia.
Eng. Civil e Sanitarista Marco Antônio Teixeira Lomba, Esp. Caixa Econômica Federal.
Eng. Civil Fabrícrio Martins, Esp. GeoEnergy Engenharia.

Agradecem ainda a SC Pisos, ao Eng. De Produção Civil Márcio França, da MF Engenharia e ao Profº Dr.
Daniel Ecco do Instituto Federal Catarinense.

5. REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto –


procedimento. Rio de Janeiro, 2014.

BASTOS, P. S. S. Flexão normal simples – vigas. Notas de aula da disciplina de Estruturas de concreto I.
Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2015. 78p.

BOTELHO, M. H. C. e MARCHETTI, O. Concreto armado eu te amo. 7. ed. São Paulo: Edgard Blucher.
2013. v. 1

CARVALHO, R. C. ; FIGUEIREDO FILHO, J. R. de. Cálculo e detalhamento de estruturas usuais de


concreto armado segundo a NBR 6118:2014. São Carlos, EdUFSCar, 2014.

LEONHARDT, F. e MÖNNING, E. Construções de concreto, princípios básicos do dimensionamento


de estruturas de concreto armado. Rio de Janeiro: Interciência, 1977. v.1

THOMÉ, G. R. Reforço estrutural à flexão com fibras de carbono: automatização do modelo de cálculo
de dimensionamento . 2017. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade do Sul de Santa Catarina,
PALHOÇA, 2017.

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