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Conteúdo
cap. 01 - Introduzindo as configurações ......................................................................................................4
NORMAS
CATEGORIAS DE USO
PERFIS
AÇO
É A MAIS VERSÁTIL E A MAIS IMPORTANTE DAS LIGAS METÁLICASAÇÕES: 9
CARGA PERMANENTE
SOBRECARGA
VENTO
TERRENO E FUNDAÇÃO
LIGAÇÕES
cap. 02 - Criando Níveis, grelhas e vistas ....................................................................................................13
cap. 03 - Modelagem do pórtico ....................................................................................................................17
VINCULAÇÃO ENGASTADA
VINCULAÇÃO SEMIRRÍGIDA
VINCULAÇÃO ROTULADA
LIGAÇÃO ENTRE OS NÓS DAS BARRAS DAS TRELIÇAS DA COBERTURA E PILARES
UTILIZAÇÃO DO AÇO DOBRADO
EDIÇÃO DE PERFIS
cap. 04 - Ferramentas de projeto e Replicagem do pórtico ....................................................................32
AUMENTANDO O TRELIÇAMENTO DO PÓRTICO
AGRUPANDO BARRAS
CRIANDO LAYERS E ATRIBUINDO AS PEÇAS
VERIFICANDO O LANÇAMENTO DA ESTRUTURA
COPIANDO OS ELEMENTOS DA ESTRUTURA
cap. 05 - Lançamento das Terças e Tirantes e Revisão Geral .................................................................39
AGRUPANDO PEÇAS E ATRIBUINDO LAYERS
LANÇAMENTO DAS TERÇAS
LANÇAMENTO DOS TIRANTES DE TERÇA
DICA DE MONTAGEM E DETALHAMENTO!!
cap. 06 - Contraventamentos da cobertura e Flambagem em Perfis....................................................51
CONTRAVENTAMENTOS DA COBERTURA
LANÇAMENTO DO CONTRAVENTAMENTO HORIZONTAL
COMPRIMENTO DE FLAMBAGEM FORA DO PLANO DE BANZO SUPERIOR DA TRELIÇA DE COBERTURA
CORRIGINDO O COMPRIMENTO DE FLAMBAGEM DOS BANZOS NO CYPE 3D
cap. 08 - Lançamento do contraventamento vertical...............................................................................60
cap. 09 - Flambagem em Pilares, ajustes e cálculo da estrutura ..........................................................62
FLAMBAGEM DOS PILARES
ALTERANDO OS PERFIS DAS TERÇAS E TIRANTES DE TERÇA
DISPOSIÇÃO DOS PERFIS

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cap. 10 - Carregamentos na Estrutura ...........................................................................................................71
CARGA PERMANENTE E SOBRECARGA NORMATIVA
CARREGAMENTOS PERMANENTES
SOBRECARGA NORMATIVA
AULA 11 - Calculando os coeficientes das cargas de vento .......................................................................76
FATOR TOPOGRÁFICO S1
RUGOSIDADE DO TERRENO
DIMENSÕES DA EDIFICAÇÃO
Aula 12 – Lançamento das cargas de Vento ..................................................................................................83
Aula 13 – Flecha Limite e Otimização estrutural..........................................................................................98
AULA 14 – Gerando Ligações: PLACA BASE....................................................................................................104
AULA 15 – Leitura dos esforços e Reações de apoio .................................................................................108
AULA 16 – Fundações do Galpão .....................................................................................................................112
AULA 17 – Relatórios e Pranchas ....................................................................................................................118
FINALIZAÇÃO DO 1° MÓDULO ............................................................................................................................130

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CAP. 01 INTRODUZINDO AS CONFIGURAÇÕES
Nessa Nossa aula vamos primeiramente iniciar nosso novo projeto e introduzir as configurações neces-
sárias para o dimensionamento do nosso projeto.

1. Passo

Iniciando novo projeto


Após iniciarmos o software, na tela que se inicia temos algumas opções, são elas:

Novo Projeto: Inicia novo projeto;

Gerenciamento arquivos: Permite a compactação, descompactação, compartilhamento de projetos, en-


tre outras funcionalidades;

Exemplos: Opção de exemplos dimensionados do software;

Menu Ajuda: Contém guias, memorias e documentações do programa.

2. Passo

Nova Obra

Agora vamos iniciar uma nova obra, através da opção obra vazia, onde podemos observar algumas
opções na janela que se abre após iniciarmos novo projeto:

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Obra Vazia – Inicia um novo projeto, configurando as opções de dados gerais, antes de abrir o layout;

Introdução automática IFC – Inicia um novo projeto, importando arquivo IFC;

Obs: O arquivo IFC, deve estar com perfis que o software possa reconhecer, e devidamente posicionado,
caso tenha algum erro, ou perfis que não sejam reconhecidos, o software não será capaz de reconhecer
a estrutura.

3. Passo

Dados Gerais

Após iniciarmos uma obra vazia, se abre a opção de dados gerais, onde podemos configurar várias
opções importantes para nosso projeto, vamos falar de cada uma delas.

NORMAS:

Primeira opção a ser configurada, podendo se acessar as normas, de acordo com o tipo de elemento
que se vai utilizar no projeto, devemos configurar da seguinte forma:

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Categorias de Uso:

Deve-se escolher categoria do uso da estrutura, a que mais que se adeque ao seu projeto.

Como por exemplo, o nosso projeto, será e um galpão, um local aberto, com grande vão, que se asse-
melha a qual categoria? Uma edificação residencial? Não! A categoria ideal para esse tipo de projeto
seria um depósito ou uma edificação industrial ou até mesmo um ginásio, dependendo de como real-
mente venha a ser a aplicação real do empreendimento.
Logo deve-se escolher a opção: Bibliotecas, arquivos, depósitos e garagens.

PERFIS:

Deve-se configurar os perfis metálicos, de concreto, madeira a se utilizar no projeto

Vamos configurar da seguinte Forma:

Aço Dobrado: A- 572 345 MPa

Aço Laminado: A-36

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O aço a se utilizar é de grande importância, e influencia não somente no calculo estrutural como tam-
bém no tempo de conservação da edificação, logo deve-se analisar bem o tipo de edificação, o local
ser construído, para que as condições locais não interfiram de maneira direta sobre o material.
Logo podemos definir o aço da seguinte forma:

Aço:
é a mais versátil e a mais importante das ligas metálicas.
O aço é produzido em uma grande variedade de tipos e formas, cada qual atendendo eficientemente
a uma ou mais aplicações. Esta variedade decorre da necessidade de contínua adequação do produto
às exigências de aplicações específicas que vão surgindo no mercado, seja pelo controle da compo-
sição química, seja pela garantia de propriedades específicas ou, ainda, na forma final (chapas, perfis,
tubos, barras, etc.).
Os aços estruturais podem ser classificados em três grupos principais, conforme a tensão de escoa-
mento mínima especificada

Os Perfis laminados são aqueles fabricados a quente nas usinas siderúrgicas e são os mais econômi-
cos para utilização em edificações de estruturas metálicas, pois dispensam a fabricação “artesanal”
dos perfis soldados ou dos perfis formados a frio.
A Siderúrgica Aço Minas Gerais – AÇOMINAS, hoje integrante do grupo Gerdau, foi projetada para
suprir o mercado com perfis laminados adequados ao uso na construção civil. Por se tratar de um
perfil fabricado diretamente na siderúrgica, há dimensões padronizadas e o projetista fica restrito a
essas dimensões. Se houver necessidade de perfis de dimensões diferentes das padronizadas, podem
ser utilizados os perfis formados a frio ou soldados em substituição ao laminado. Os perfis laminados
fabricados no Brasil dividem-se em duas séries: W e HP.
A designação dos perfis é: a série seguida da altura e da massa por unidade de comprimento.
Por exemplo: W 310 x 44,5 ou HP 250 x 62.
O aço geralmente utilizado na fabricação desses perfis é o ASTM A 572 Gr 50, com fy = 345 MPa e fu =
450 Mpa

Tabela 1: Comparativo de composição química e propriedades mecânicas de aços ASTM.

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(1): Para perfis de peso superior a 634 kg/m, o teor de manganês deve estar situado entre 0,85 e 1,35%
e o teor de silício entre 0,15 e 0,40%.
(2): Mínimo quando o cobre for especificado.
(3): Para perfis de até 634 kg/m.
(4): Espessuras entre 20 mm e abaixo. 8
O aço dobrado seriam os perfis estruturais formados a frio que vêm sendo utilizados de forma cres-
cente na execução de estruturas metálicas leves, pois podem ser projetados para cada aplicação
específica. Os perfis formados a frio, sendo compostos por chapas finas, possuem leveza, facilidade
de fabricação, de manuseio e de transporte, além de possuírem resistência e ductilidade adequadas
ao uso em estruturas civis.
São aplicados geralmente em: terças, montantes e diagonais de treliças, travamentos, etc.

CONCRETO ARMADO: devemos configurar a resistência do concreto utilizado nos elementos estrutu-
rais, no caso do nosso projeto só iremos configurar para os elementos de fundação, onde podemos
escolher entre três tipos de concreto a ser utilizado em obra.

Com desfav: Concreto sem controle;

Em geral: Concreto moldado in loco;

Usina rigor: Concreto usinado

AÇÕES:

Nessa opção podemos configurar algumas propriedades de análise de nosso projeto, como por exem-
plo análise da resistência ao fogo, sismo, vento, podemos criar hipóteses de ações, etc.

Vamos configurar as hipóteses adicionais, que será onde vamos adicionar as hipóteses que iremos
analisar no nosso projeto, durante o cálculo estrutural e verificação dos perfis utilizados.
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Como podemos ver nessa janela, podemos adicionar hipóteses, ou seja, ações ou tipos de cargas que
podem ser atribuídas a estrutura em dimensionamento, por default o software já considera o peso
próprio dos elementos, podendo ser desativada como iremos ver no decorrer do curso, vamos criar
algumas hipóteses:

Carga Permanente:

Nessa etapa iremos adicionar o tipo de carga que vai sempre estar sobre a nossa estrutura, sendo
composta por fechamentos da estrutura, como por exemplo cobertura metálica;

Sobrecarga:

Aqui iremos adicionar a carga normativa mínima que a norma exige que seja atribuída a estrutura, no
nosso caso o Anexo B da norma explica que é necessário a consideração de um valor mínimo para
coberturas simples de 0,25 KN/m²;

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Vento:

Configuramos as hipóteses de vento, onde devemos considerar duas hipóteses o Vento a 0º e o vento
a 90º.
Onde para o vento a 0 graus, considera-se o vento que atual na parte transversal do galpão, ou seja,
vento frontal/fundo, que no nosso caso não irá atuar, por não haver fechamento nessas partes do
galpão.
No caso do vento a 90 graus, temos que considerar duas hipóteses, o vento que vem da esquerda
para a direita e o vento que atua na direção contrária que é o vento da direita para a esquerda, logo
devemos criar essas hipóteses.

OBS: Não considerar combinação entre as ações do vento, pois, não condiz com a realidade do nosso
projeto, uma estrutura que sofre ação do vento em ambas as direções.

Devemos também considerar os efeitos de segunda ordem, onde adotaremos o fator de multiplicação
(ɣz) a se considerar é de 1,10 para se considerar tais efeitos sobre a estrutura.

A ABNT NBR 6118/2014, no capítulo 15, item 15.5 descreve sobre a dispensa da consideração dos esfor-
ços globais de 2ª ordem. Atualmente é consenso na classe de calculistas utilizar o processo descrito
no item 15.5.3, que apresenta a formulação do cálculo do coeficiente ɣz.
O coeficiente ɣz, permite avaliar a magnitude dos efeitos de 2ª ordem sobre os efeitos de 1ª ordem. O
cálculo do ɣz deverá ser efetuado para cada caso de carregamento de vento.
A mesma norma recomenda que:
Se ɣz < 1.1, considera-se que a estrutura é de nós fixos e pode-se desconsiderar o efeito de 2ª ordem.
Se 1,1< ɣz < 1.3, deve-se aplicar os efeitos de segunda ordem no cálculo da estrutura.
Se ɣz > 1.3, a estrutura deve ser considerada instável.

No cálculo das edificações, os projetistas de estruturas utilizam dois processos para dimensionar as
peças estruturais com o efeito de 2ª ordem.
Através do cálculo do P, processo interativo, onde o sistema irá calcular o pórtico espacial (o edifí-
cio) diversas vezes, até que as deformações tendam a zero, dimensionando as peças estruturais para
a resultante final desta estrutura deformada.
Se o ɣz ultrapassa o limite de 1.3, precisamos então enrijecer a estrutura. Para isso muitas vezes pre-
cisamos criar pórticos ligando os pilares com vigas, aumentar as seções de vigas e pilares, ou criar
pilares com seções em “L”, “U”, “T” e etc.
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TERRENO E FUNDAÇÃO:

Configuraremos também as opções relacionadas aos elementos de fundação, escolhendo a tensão


admissível de acordo com a sondagem realizada, ou utilizando valores que o software possui para o
nosso uso.

É recomendável que se utilize a sondagem para a escolha dos fatores de tensão admissível se reali-
zando assim o correto cálculo dos elementos, podendo por exemplo se utilizar os valores do SPT para
se calculas a tensão admissível da seguinte forma:

σa é a tensão admissível do solo em kgf/cm²


N é o SPT médio no bulbo de tensões (duas vezes a largura da sapata).

LIGAÇÕES:

Devemos acessar as opções para configurarmos as opções de elementos que fazem parte da ligação
da estrutura.
Nessa opção podemos escolher os tipos de parafusos a se utilizar nas ligações da nossa estrutura,
mas a configuração primordial é a que faremos em Placas de ancoragem, que são os elementos
Placas bases que fazem a ligação entre o pilar e elemento de fundação, onde devemos escolher a
opção Chapa e porca simples.

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CAP. 02 CRIANDO NÍVEIS, GRELHAS E VISTAS

Nesta aula iremos criar o modelo de vistas no plano 3D da nossa estrutura, para podermos iniciar a sua
modelagem.

1. Passo

Criando Níveis

Clique em Planos -Vistas

Crie um novo nível clicando em

Defina os níveis como: Pilar Morre - Cota 0 m; Pilar Morre – Cota 6 m

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2. Passo

Criando Grelhas

Clique em Planos -Grelhas


Crie um novo nível clicando em
Defina as linhas na direção x da seguinte forma:

Cota 0 m; Referência A
Cota 20 m; Referência B

Defina as linhas na direção y da seguinte forma:

Cota 0 m; Referência 1
Cota 5 m; Referência 2
Cota 10 m; Referência 3
Cota 15 m; Referência 4
Cota 20 m; Referência 5
Cota 25 m; Referência 6
Cota 30 m; Referência 7

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Após a definição das linhas de referência, podemos visualizar o modelo tridimensional do nosso pór-
tico para modelagem do nosso pórtico, é recomendável que se proceda sempre desta forma, pois
assim facilita que possa sempre ter linhas que lhes auxiliem no traçado do pórtico e que sejam tam-
bém guia para a cópia desses elementos, caso queiram desativar as linhas de referência por conta
que estejam atrapalhando a sua visualização dos elementos podemos clicar em Planos -Referências
– Desativar a opção Linha de referência.

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3. Passo

Criando Vistas

Agora vamos criar a vista do plano 2D que iremos trabalhar para a modelagem do nosso pórtico.

Clique em Vistas – Abrir Nova;


Selecione Vista 2D de um plano ortogonal ao eixo X, Y ou Z

Deve-se selecionar duas linhas para definir um plano, logo selecione a linha de acordo com o eixo
mostrado no canto inferior esquerdo da tela;

Clique sobre a linha do eixo z e sobre a linha do eixo x;

Defina um nome para a vista como “Frontal” ou “Vista Transversal”;

Assim criamos uma vista 2D no plano ZX.

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Vista 2D no plano ZX

CAP. 03 MODELAGEM DO PÓRTICO


Nessa aula vamos realizar a modelagem do pórtico da vista transversal do nosso galpão.

1. Passo

Traçando o pilar

Precisamos agora traçar nosso pilar, primeiramente através do comando Barra -Nova Barra, ou atra-
vés do ícone na barra de ferramentas , podemos traçar uma nova barra, iniciando assim a mode-
lagem de nosso pórtico.

Clicando sobre a linha de referência da base ou topo do pilar, trace uma linha horizontal com 50 cm
de comprimento, podendo posicionar ela para esquerda, dar um clique e vai aparecer uma janela para
definir a distância da linha, onde pode-se colocar a medida.

2. Passo

Traçando a tesoura

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Após definir o pilar, clicar no topo do pilar, após os 50 cm e definir uma linha horizontal com um
comprimento de 9,5 cm, pois o galpão possui 20 m de frente, logo a metade é 10 m, retirando 50 cm
do pilar, resta-se 9,5 m.

3. Passo

Altura inicial da tesoura e inclinação da cobertura


Agora deve-se selecionar o ponto inicial do pilar, traçar uma linha vertical onde através da linha de
referência, clicar a uma distância qualquer vertical, e assim definir o comprimento da linha como 30
cm, essa será a altura inicial da tesoura.

Para a definição da inclinação da cobertura, pode-se seguir a seguinte relação:


1% = 0,57º
Vamos definir a inclinação da cobertura como sendo 10%, o que corresponde a 5,7º, pois, o Cype 3D,
não trabalha com inclinação ou angulação de barras em % mas sim com medidas de ângulos em
graus.
Logo para definir a barra inclinada pode-se seguir o passo a passo a seguir:

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Clicar no topo da linha que definimos como altura inicial da tesoura;

Traçar uma linha inclinada até alcançar a linha de referência que aparece ao posicionar a linha sobre
a linha horizontal que traçamos como banzo inferior da tesoura;

Clicamos sobre a linha de referência, e escolhemos a opção ângulo de saída absoluto e definimos o
valor como 5.7º;

Com a linha inclinada definida, traçamos uma linha vertical para baixo para fecharmos a primeira
parte do pórtico;

4. Passo

Cálculo da quantidade de terças


Agora vamos modelar a tesoura da nossa estrutura, antes devemos dividir essa barra em seguimen-
tos, de modo que possamos realizar o treliçamento da tesoura.

A divisão de seguimentos da barra será feita a partir da geração de nós na barra, que fará sua divisão,
esses nós servirão de apoios para as terças que estarão apoiadas sobre o banzo superior da cobertu-
ra.

Para gerar os nós devemos antes definir o espaçamento entre as terças de acordo com o compri-
mento da banzo superior que é a barra inclinada da cobertura.
Geralmente as terças ficam entre 1,5 m a 2,0 espaçadas entre si, mas para um dimensionamento óti-
mo, ou seja, o espaçamento entre as terças defini o tipo de perfil a se utilizar, quanto maior o espaça-
mento, maior será o seu perfil a se adotar, logo recomenda-se que fiquem espaçadas de 1,5 m a 1,6 m
no máximo.

LEMBRE-SE AS TERÇAS PODE CORRESPONDER A CERCA DE 35% DO CÁLCULO DE UM GALPÃO!

Para saber qual a quantidade de terças a se adotar sobre uma barra, pode se realizar o seguinte
cálculo:
Supondo que se adote espaçamento de 1,6 m entre as terças, a banzo superior da primeira água é de
9,5 m de comprimento, logo: 19
____Comprimento da barra___
Espaçamento entre as terças

9,5 m/ 1,6 m = 5,9 terças ou aproximadamente 6 terças

5. Passo

Geração de nós em barras e Modelagem da tesoura

Para se gerar nós no Cype 3D, é o seguinte passo a passo:

Clique em Ferramentas - Geração – Nós e Barras;

Selecione o nó inicial e final do banzo superior;

Na janela que se abre, digite o número de nós para segmentar a barra;

Repita o mesmo processo para o banzo inferior;

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6. Passo

Treliçamento da cobertura

As treliças ou “sistemas triangulados” são estruturas formadas por elementos rígidos, aos quais se dá
o nome de barras. Estes elementos encontram-se ligados entre si por articulações/nós que se con-
sideram, no cálculo estrutural, perfeitas (isto é, sem qualquer consideração de atrito ou outras for-
ças que impedem a livre rotação das barras em relação ao nó). Nas treliças as cargas são aplicadas
somente nos nós, não havendo qualquer transmissão de momento fletor entre os seus elementos,
ficando assim as barras sujeitas apenas a esforços normais/axiais/uniaxias (alinhados segundo o eixo
da barra) de tração ou compressão.
A cobertura de nosso projeto será composta de uma treliça plana, pois todos os elementos da treliça
pertencem essencialmente a um plano, essa treliça é essencial para dar mais rigidez as barras, evi-
tando assim que a barra tenha grandes comprimentos livres e destravados.
Para o treliçamento da cobertura temos duas situações a se considerar:

1 – Se as diagonais forem viradas para baixo, a treliça estará sendo dimensionada para o suporte de
cargas gravitacionais, ou seja, movimentação sobre a cobertura, devido a sua alta inclinação, Peso
próprio, fechamento, sobrecargas, ou seja, os esforços gravitacionais são maiores que os esforços de
vento.

2 – Quando as diagonais são viradas para cima, a treliça estará sendo dimensionada para os esforços
de vento, que o caso do nosso projeto, devido a baixo fator de inclinação adotado para nossa cober-
tura, os esforços de vento atuantes serão maiores que os esforços devido as cargas gravitacionais
atuantes sobre a nossa cobertura.

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7. Passo

Treliçamento dos pilares

Agora vamos realizar o treliçamento dos pilares, dividindo as barras que os compõem em 10 segmen-
tos, para realizar o treliçamento.
Quanto a posição do treliçamento deve ser da seguinte forma, sabendo que o vento vai atuar da
esquerda para a direita, dessa forma, os esforços vão ser recebidos pelos nós, e transmitidos pelas
barras em direção a fundação:

No treliçamento dos pilares, não se deve ligar a barra ao nó da fundação, logo, pode-se dar um distan-
ciamento desse nó de 0.011 m, por dois motivos:
1 – Fazer o dimensionamento da ligação da chapa com a fundação, caso tenha uma barra ligada des-
sa forma a essa ligação, não será possível gerar a ligação corretamente;
2 – Não é recomendável que se transfira diretamente esforços de cortante para a fundação através
da diagonal;

OBS: O menor comprimento de barra adotada pelo Cype 3D é de 1,1 cm, logo uma barra de 1cm não
será admitida, o que pode ocasionar um erro de cálculo da sua estrutura.

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8. Passo

Vinculação Nodal

1. Quando devo engastar uma Barra?

2. Quando aplicar um nó semirrígido?

3. Quando rotular uma barra?

Essas são algumas perguntas que responderemos agora no nosso curso.

Vinculação Engastada

Quando lançamos uma barra, o Cype 3D define suas vinculações nodais engastadas, de modo que
essa barra garanta que não haja rotação relativa entre a barra e o nó de apoio, isto é, ambos os
elementos apresentarão a mesma rotação naquele ponto, o que quer dizer uma transferência de
momentos entre as barras.
A vantagem desse tipo de vinculação é a rigidez que apresenta, uma vez que há continuidade de
rotação, há contribuição de rigidez entre as barras, no entanto, em relação a treliça esse tipo de
vinculação transmite esforços de momento entre as barras o que vai em contrapartida a definição do
elemento treliça que é um elemento que deve trabalhar somente a esforços axiais como de tração ou
compressão, não havendo necessidade de engastar os elementos para contribuir com a rigidez, uma
vez que as diagonais e montantes são elementos que dão rigidez ao elemento e reduzem assim os
deslocamentos, por isso é recomendável não haver transmissão de momento entre as barras.

Tipos de vinculações rígidas ou engastadas

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Vinculação Semirrígida

Após a execução da estrutura, não se garante a totalidade da rigidez da ligação entre os elementos,
sempre vai existir uma certa deformação, fissuração do elemento, logo, pode-se adotar um coeficiente
de redistribuição de esforços devido a este efeito.

Vinculação Rotulada

As vinculações rotuladas são as mais flexíveis dentre as apresentadas, indicando que o momento que
a barra repassa entre elas é nulo ou quase nulo, pois haverá momento, mas tão pequeno que chega
a ser nulo. Isto faz com que o dimensionamento das barras seja menos robustas, visto que os mo-
mentos agindo sobre elas são menores. Todavia, ao liberar a rotação das barras nos seus apoios, seus
deslocamentos e momentos positivos aumentam. Além disso, a perda de rigidez dos pórticos forma-
dos por essas barras pode ter impacto direto na estabilidade global da edificação.

Para alterar a vinculação nodal no Cype 3D, deve-se fazer o seguinte procedimento:

Ligação Pilar/Fundação:

Clique em Nó – Vinculação c/exterior;

Selecione os nós que vão servir de ligação da base dos pilares com a fundação através de placas
base, confirme com botão direito do mouse;.

Defina a vinculação como articulada, caso não ofereça rigidez o suficiente, podemos alterar para
engastada;

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Ligação entre os nós das barras das treliças da cobertura e pilares:
Clique em nó – Vinculação Interna;

Selecione todos os nós da treliça tanto da cobertura como dos pilares, confirme com botão direito do
mouse;

Defina a vinculação como nó articulado.

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9. Passo

Descrever Barras

Agora iremos definir os perfis a serem utilizados nas barras da nossa estrutura.

Clique em Barra – Descrever;

Selecione todas as barras e confirme o comando com botão direito do mouse;

Na janela que se abre, pode-se observar que cada tipo de elemento estrutural, possui um conjunto de
seleção de material, que possui também uma seleção de tipos de perfis, mas qual utilizar para nossos
elementos estruturais que vão compor nosso galpão? Vamos estudar um pouco sobre a utilização
do perfil de aço dobrado tipo U que será o foco para os elementos que vão fazer parte dos pilares e
cobertura.

Utilização do aço dobrado

O perfil de aço é formado a frio que permite atingir diversas dimensões para utilização em estruturas
metálicas, edifícios, casas, galpões, industriais, implementos agrícolas, rodoviários, serralharia e de-
mais tipos de aplicações. Essa viga de aço, se resume em uma barra transversal que pode ser en-
contrada nos formatos laminados e dobrados, as dobras são feitas de propósito para adequação em
diferentes projetos.

O perfil U dobrado possui características diferentes dos laminados e soldados, uma delas é a leveza
e resistência, mesmo em exposição climática adversa. O processo de fabricação desse componente
exige uma escolha mais seletiva das ligas de aço, uma vez que é necessário atenção específica para
não formar dobras que possibilitam a corrosão.

Os diferentes formados do perfil de aço dobrado se dividem em U, Z, L, G, entre outros. As especifica-


ções e dimensões podem ser feitas sob medida visando atender cada projeto de forma personalizada.
A chapa de perfil dobrado em U tem como principal característica a flexibilidade de aplicações sen-
do muito eficaz no desenvolvimento de inúmeros projetos arquitetônicos. Hoje, o aço é um recurso
primário para compor estruturas metálicas como via de regra nas técnicas de construção.
A resistência, versatilidade e qualidade do perfil U dobrado são destaques para um acabamento
perfeito. Além disso, são extremamente duráveis quando expostos a fatores externos como chuvas,
corrosão atmosférica, regiões industriais ou no litoral devido a maresia.
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O perfil U dobrado de aço simples e enrijecido pode ser aplicado em construção geral, serralherias ou
quaisquer outras aplicações industriais, pois agrega leveza de estrutura e resistência à sua utilização.

O perfil U dobrado de aço simples e enrijecido também pode ser produzido em comprimentos de 6m
até 12m sob encomenda, de acordo com as necessidades apresentadas pelos clientes e as necessida-
des de seus projetos.

Voltando para nosso projeto:

Selecionar o tipo de elemento estrutural como tipo genérico;

Selecione a tipo de família como perfil de aço dobrado;

Selecione o tipo de perfil como U Dobrado Simples;

Verificamos que a série de perfil que o software mostra não condiz com uma série de perfis comer-
ciais, logo, temos que importar uma série de perfis.

Clique em editar lista de elementos através do ícone ;

Na janela que se abre clique em importar uma série de perfis pré-definida;

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Na lista que aparece, selecione a opção TecnoMetal (bra);

Após aceitar, e caso apareça duas referências iguais de perfis, selecione a que você não vai usar e
pague através do ícone ;

Com a série de perfis importada, pode verificar que como deletamos a outra referência de perfis que
não iriamos usar, só a que importamos pode ser selecionada, deixe o menor perfil selecionado;

Edição de perfis

Caso queira editar um perfil, ou criar um perfil adequado com dimensões próprias de modo a elaborar
uma lista pessoal de perfis, podemos realizar da seguinte forma:

Selecione o perfil;

Clique em Edição do perfil selecionado através do ícone ;

Na janela que se abre, clique em editar elementos selecionado na lista através do ícone ;

Na janela de edição pode-se alterar todas as características do perfil selecionado e atribuir uma nova
referência;

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Para criar um novo perfil, deve-se:

Selecionar a opção novo , próximo a série de perfis;

Clique em acrescentar novo elemento a lista através do ícone ;

Nessa janela pode-se adicionar todas as características do novo material, atribuir uma referência, e
assim estará criado o perfil.

Para selecionar o perfil, basta mudar a série de perfis na janela de escolha dos perfis;

10. Passo

Disposição dos PerfIs

Podemos verificar que nossos perfis após serem definidos, alguns estão na posição incorreta, logo
devemos coloca-los de maneira adequada, que impeça contenção de material em brechas, dificulte a
montagem dos perfis, logo:

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Selecione a opção Barra – Descrever disposição;

Selecione os perfis que deseja modificar a posição e confirme o comando com botão direito;

Os perfis serão modificados da seguinte forma:

Banzos Superiores – Para Baixo;


Banzos Inferiores – Para Cima ou Para Baixo;
Diagonais da treliça e pilares – Para baixo;
Montantes – Para baixo;
Banzos dos pilares – Para dentro de forma que encaixe os perfis.

Essas modificações são feitas selecionando cada perfil ou um grupo de perfis, na janela de descrever
disposição, se escolhe a posição adequada do perfil.

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11. Passo

Espelhando Estrutura

Com a estrutura já definida, com perfis adequados, até o momento só fizemos metade da estrutura,
mas não será necessário refazer o mesmo processo para a outra parte da tesoura, basta que
espelhemos nosso modelo de forma a concluir a modelagem do nosso pórtico da seguinte forma:

Selecione Ferramentas – Simetria de elementos no plano XY;

Na janela que se abre, deixamos marcado nós e barras, confirme em aceitar;

Selecione toda a estrutura, exceto a montante que fica no divisor de águas da cobertura, confirme
com botão direito do mouse

Clique no ponto da cumeeira e direcione a seta para cima, de modo que você possa visualizar a estru-
tura espelhada e clique em ponto nessa reta;

Pronto sua estrutura foi espelhada e seu pórtico finalizado;

31
CAP. 04 FERRAMENTAS DE PROJETO E REPLICAGEM DO PÓRTICO

Aumentando o treliçamento do pórtico

1. Passo

Movendo extremo de uma barra

Em Barra – Mover Extremo ou através do ícone , podemos mover um extremo de uma barra.

2. Passo

Selecionando extremo da barra

Com o comando ativo, selecione o extremo da barra que deseja mover e posicione no novo local,
podendo ser no ponto médio de um segmente de reta, nota-se que ao se posicionar essa barra,
gera-se um nó engastado.
32
3. Passo

Traçando novo treliçamento

Com os extremos movidos das barras podemos realizar o novo treliçamento.

Agrupando Barras

Com esse comando podemos agrupar as barras que contém o mesmo perfil de modo que quando
realizarmos a verificação da estrutura, algumas barras podem não passar na verificação, exigindo por
exemplo, que tenhamos que mudar o perfil para um perfil maior ou se caso o perfil adotado for um
perfil muito pesado, podemos substituir ele por um perfil mais adequado de menor peso, logo, quan-
do agrupamos as barras, e substituímos uma barra desse grupo, todas as barras desse grupo serão
alteradas.

1. Passo

Agrupando barras dos banzos

Selecione o comando Barras – Agrupar barras, ou através do ícone na barra de ferramentas,


selecione as barras que compõe os banzos da tesoura e dos pilares, confirme o comando com o
botão direito e aceite o agrupamento, criando um primeiro grupo de barras.

33
2. Passo

Agrupando as barras internas da treliça

Com o comando agrupar ativo, podemos selecionar toda a estrutura, e retirar as barras que não
fazem parte do agrupamento, como os banzos que agrupamos e a barra interna da cumeeira, que
será um perfil duplo e definido posteriormente.

Confirme o comando com o botão direito do mouse para criarmos o segundo agrupamento.

Criando Layers e atribuindo as peças

Vamos agora criar layers paras peças de nosso projeto, esse comando serve para que caso
queiramos trabalhar com um certo grupo de peças, atribuindo cores ou não para os grupos de peças,
como por exemplo, no lançamento do carregamento que faremos, lançaremos esse carregamento
sobre as terças, logo, podemos criar uma layer de cor roxa, atribuir para essa peça da nossa
estrutura, desativas a visibilidade das demais de modo que só as peças terças com a cor roxa
apareçam no nosso layout de trabalho.

1. Passo

Ativando comando Gestão de Layers


Ative o comando através do ícone ou em ferramentas – Gestão de Layers.

2. Passo

Criando Layers para as peças


Na janela que se abre, podemos visualizar que já há uma layers padrão que o software já possui que
se trata da cor preta que as barras possuem, para criarmos novas layers vamos em:

34
Clique em acrescentar novo elemento a lista;

Crie quantas layers forem necessárias para cada agrupamento que for ter no seu projeto, logo crie 9
grupos;

Renomeie essas camadas com o nome das peças que farão parte de seu projeto, nada impede que
possa ser criado novos grupos posteriormente;

Atribua uma cor a cada camada, não é obrigatório, mas recomendável de forma que fique melhor de
se trabalhar, a escolha da cor pode ser confirme desejar, escolham de modo que a cor d fundo não
atrapalhe sua visualização.

Obs: Não escolha as cores VERMELHA e VERDE como mostra na figura, pois, quando verificamos as
barras, as barras que passam na verificação assumem essa cor verde, e as que não passam assu-
mem essa cor vermelha, o que pode causar uma certa confusão na sua análise, logo EVITE-AS!

Crie as camadas de forma que fique como segue disposto na figura seguinte.

35
3. Passo

Atribuindo Peças as layers

Após criadas as camadas, devemos agora atribuir o grupo de peças as layers criadas.

Selecione o comando , localizado na barra de ferramentas ou em Ferramentas – Atribuição de


peças as layers;

Selecione cada agrupamento de barras, confirme com o botão direito e selecione a camada de
acordo com a peça selecionada, por exemplo, selecione os banzos, confirme o comando e na janela
que abre, selecione a camada banzos;

Verificando o lançamento da estrutura

Após realizarmos toda a modelagem do pórtico, devemos calcular a estrutura, de modo a verificar se
o lançamento da mesma procedeu de forma correta, caso seja exibido algum erro de lançamento,
deve ser corrigido.

1. Passo

Calculando a estrutura
36
Selecione cálculo – calcular;

Na janela que se abre podemos ver algumas opções, vejamos:

Não dimensionar perfis – só realiza a verificação dos perfis definidos;

Dimensionamento rápido de perfis – escolhe um perfil de acordo com a estrutura e seus carrega-
mentos atuantes para cada agrupamento, utilizando todos os perfis da série ou superiores a do perfil
utilizado, no entanto, pode ser um perfil não muito adequado e superdimensionado;

Dimensionamento ótimo de perfis – Dimensiona a estrutura de modo que na verificação se escolhe


o perfil mais adequado com menor peso, dimensões adequadas e mínimas, mas que deve ainda ser
verificada, é um dimensionamento que dependendo do porte da sua estrutura, pode demandar um
elevado tempo de cálculo.

Logo na verificação selecione a opção não dimensionar perfis, para que seja somente verificado se
o lançamento dos perfis estão corretos, caso haja algum nó não ligado ou ligado de forma incorreta,
o cálculo exibe o erro “ essa estrutura é um mecanismo”, o que deve ser verificado e corrigido qual
erro o está causando, logo tome cuidado com sua modelagem, dependendo do elevado grau de cálcu-
lo de sua estrutura, caso o erro não seja localizado, pode comprometer todo seu trabalho!

2. Passo

VerifIcando o lançamento

Após o calculo da estrutura, não havendo erros, podemos ver que a estrutura toda passa na verifica-
ção, podemos verificar se todas barras atendem no comando Cálculo - verificar elementos, OU Através
do ícone na barra de ferramentas.

37
Podemos ver que algumas barras não passam na verificação, pois ainda não configuramos todas as
características de dimensionamento, que vamos realizar no decorrer do nosso lançamento.

Copiando os elementos da estrutura

1. Passo

Ativando as Linhas de referências

Caso as linhas de referências estejam desativadas, podemos ir em Planos – Referências e selecionar


a opção Linhas de referência, para assim podermos visualizar as linhas de referência da nossa estru-
tura.

2. Passo

Gerando Planos

Vamos copiar a estrutura através do comando Ferramentas – Geração – Planos.


Selecione duas linhas de referências, sendo elas as linhas que compõe o pórtico a ser copiado, ou seja
as linhas referentes ao eixo X e Z.

38
Na janela que se abre, coloque o número de planos a gerar, no caso nosso galpão será de 30 m, logo
se cada pórtico ficará afastado a cada 5 m, temos cerca de 6 planos a se gerar, logo atribua esses
valores e aceite.

E assim conseguimos copiar de maneira mais direta nossa estrutura.

CAP. 05 LANÇAMENTO DAS TERÇAS E TIRANTES E REVISÃO GERAL


Vamos revisar alguns conceitos utilizados até agora durante a modelagem do nosso galpão.

Agrupando peças e atribuindo layers

Após realizar a cópia de elementos, onde copiamos o pórtico modelado para os demais eixos da estru-
tura, precisamos agora agrupar todos os elementos da estrutura como um todo.

1. Passo

Projeção da estrutura

Podemos através da janela 3D da nossa estrutura acessar a projeção da mesma de diversos ângulos,
através do ícone localizado no canto superior esquerdo do layout de trabalho , chamado de projeção.
Com esse comando podemos projetar uma vista 2D no eixo XZ, por exemplo, que nos permite ver nosso
pórtico através da Vista Frontal, lembrando-se que essa é uma projeção da Vista 3D, e não uma nova
vista! 39
Agora nessa projeção podemos agrupar peças, atribuir layers as barras de modo que faremos de
uma só vez o que economiza tempo ao invés de ter que fazer pórtico a pórtico.

2. Passo

Agrupando Barras em uma projeção

Selecione o comando Barras -Agrupar;

Vamos agrupar os banzos da seguinte forma, selecione cada um dos banzos, clicando da direita e
arrastando o cursor do mouse para esquerda, de modo a envolver todas barras que estão alinhadas
com a que está selecionando;

Após selecionar todas as peças que farão parte do grupo, você pode verificar saindo da projeção;

40
Logo desse modo você estará criando um só grupo para toda a estrutura para os banzos e não agru-
pando somente de pórtico a pórtico, logo caso substitua uma barra do pórtico 3, essa mesma barra
será atribuída ao pórtico 1, 2, 4, 5, 6 do grupo dos banzos, por exemplo.

Vamos também agrupar as barras internas da mesma forma, e agrupar as barras centrais que divi-
dem nossa cobertura e servem de apoio a cumeeira.

3. Passo

Atribuindo peças as layers em uma projeção


O processo é o mesmo que realizamos quando agrupamos as peças, só que você deve acessar o
comando atribuição de peças as layers através do ícone , selecionar as barras clicando sempre da
direita para a esquerda sobre as barras que deseja atribuir a layer, conforma a seleção com o botão
direito, e na janela que se abre selecionar a camada que deseja atribuir a peça.
41
Assim devemos repetir para todos os elementos que vão compor a estrutura.

Lançamento das terças

O engradamento do telhado consiste em fazer a montagem das terças. As terças geralmente são em
perfis metálicos U enrijecidos ou também conhecidos por C enrijecidos. As terças podem ser unidas
por solda ou aparafusadas.

Macete: Telhados menores, montados no local, é indicada a solda. Telhados maiores, produzidos fora
da obra, é indicado a união das terças por parafusos.

1. Passo

Ativando Layers das terças

Com a layers de terças ativada, podemos ativá-la de modo que já nos adianta o trabalho de atribuir a
camada a peça lançada posteriormente.

Selecione Gestão de layers através do ícone ;

Na janela que se abre, ative a layers de terça, marcando a caixinha na aba activa;

42
Desse modo você já estará trabalhando com a layers de terça, clique em aceitar e vamos ao lança-
mento.

2. Passo

Lançamento das terças da cobertura e dos pilares

Deve-se posicionar as terças sobre os nós onde fizemos a divisão dos segmentos para fazer o treliça-
mento da cobertura.

Selecione o comando Barra – Nova Barra;

O perfil adotado para as terças será o mesmo já definido para os banzos e barras internas da nossa
estrutura, perfil de aço dobrado, U dobrado Simples, para efeitos de verificação de cálculo;

Clique em um nó no primeiro pórtico e estenda a barra ate o nó simétrico no último pórtico;

43
Após lançar a primeira terça, podemos lançar manualmente uma a uma ou podemos copiar o ele-
mento para os demais pontos;

Copiando o elemento, selecione o comando Ferramentas – Copiar elementos;

Na janela que se abre deixe marcado as opções nós e barras, e aceite;

Selecione todos os segmentos de barras das terças;

Confirme o comando com o botão direito;

Clique em um ponto de referência para o posicionamento do elemento nos demais locais da cobertu-
ra.

No caso dos pilares, teremos terças laterais, pois teremos fechamentos laterais compostos por placas
metálicas que serão encaixadas nesses elementos, para seu lançamento, aproveitamos que temos o
elemento terças copiada, e posicionamos a primeira terça, no nó que utilizamos com o afastamento
de 1,1 cm do nó da fundação para o treliçamento dos pilares.

44
Recomenda-se posicionar as terças laterais a cada 3m, como temos que o espaçamento de cada
nó dos pilares são de 50 cm, então fazemos a contagem e posicionamos a terça sobre o no clicando
sobre o mesmo;

E assim concluímos o lançamento das terças.

3. Passo

Selecione a terça que se apoia na cumeeira

4. Passo

Alterando perfIl da terça

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Com perfil selecionado, selecione o comando Barra – Descrever, confirme o comando, e na janela que
se abre, marque a opção Caixa Dupla União genérica, mantenha o espaçamento já definido entre os
perfis.

Lançamento dos tirantes de terça

Esses elementos são também chamados de correntes, é a peça que dá estabilidade à terça, evitando
a sua flambagem horizontal. Geralmente terças muito compridas correm o risco de sofrerem uma
Flambagem Horizontal, e uma das formas de evitar esse efeito na Terça seria usar um perfil maior,
no entanto, um perfil maior, além do preço maior, pesa mais. Então usa-se um ferro redondo ligando
uma terça na outra, que é aparafusada nas terças.

Efeito de Flambagem lateral nas terças

Tirantes de terça ou correntes ligando duas terças

46
Detalhe de montagem: Tirante Aparafusado na terça

DICA DE MONTAGEM E DETALHAMENTO!!

No detalhamento desses elementos, para uma facilidade na montagem, deve-se espaçar ou deslocar
esses elementos de modo que não fiquem contínuo de terça a terça, como se verifica na imagem.

1. Passo

Lançamento dos tirantes de terça

Selecione o comando Barra – Nova Barra;

Clique no meio da terça e clique em cada ponto médio de cada terça que vai travar de modo que o
lançamento do elemento gere um nó no cruzamento das barras, esse nó será um nó engastado;

47
2. Passo

Alterando a vinculação dos nós dos tirantes.


Como esses elementos são recebem momento, pois só possuem a função de travamento das terças,
deve-se alterar sua vinculação.

Selecione na janela de projeção uma projeção da estrutura no eixo ZY;

Selecione o comando Nó – Vinculação interna;

Selecione todos os nós engastados dos tirantes;

Confirme com o botão direito do mouse e selecione nó articulado, pronto todos os nós foram altera-
dos;

48
3. Passo

Flambagem dos tirantes


Os tirantes são elementos só com função de travamento das terças, e não devem sofrer flambagem,
logo devemos desconsiderar esse efeito sobre o elemento.

Selecione o comando Barra – Flambagem;

Selecione todos os tirantes de terças na projeção ZY;

Na janela que se abre, clique na opção que desconsidera os efeitos de flambagem para o cálculo do
elemento tanto no plano xy como no plano xz.

4. Passo

Copiando tirantes para as demais terças


Selecione o comando Ferramentas – Copiar elementos;

Na projeção ZY, selecione todos os elementos tirantes de terças;

Após confirmar o comando, selecione um ponto de referência para posicionar o elemento, podendo
ser por exemplo o nó central da cumeeira e mova os elementos copiados para os pontos centrais das
demais terças entre os pórticos.

49
5. Passo

Peso próprio dos tirantes de terça

Para o modelo de cálculo de nossa estrutura, vamos desconsiderar o peso próprio dos Tirantes de
terça.

Acesse Cargas – Geração das cargas de peso próprio das barras;

Na janela de Geração de Cargas que se abre, marque a opção desativar;

Vá para a vista ZY através do menu de Projeção;

Selecione somente os tirantes de todos os tramos lançados;

50
Confirme o comando com o botão direito do mouse.

Podemos verificar que os elementos onde vai ser desconsiderado o peso próprio fica com essa
marcação sobre eles.

CAP. 06 CONTRAVENTAMENTOS DA COBERTURA E FLAMBAGEM EM PERFIS

Contraventamentos da cobertura

Nessa aula vamos iniciar o lançamento dos contraventamentos da cobertura, são elementos compos-
tos por barras redondas de aço laminado.
Esses elementos possuem a função de evitar a deformação no plano horizontal do telhado e são ins-
talados entre vãos dos arcos e terças. Podem também ser barras instaladas entre um arco e outro e
entre uma terça e outra, mantendo a rigidez da estrutura do telhado.

51
Vamos agora iniciar a introdução desses elementos na cobertura de nosso galpão.

Acesse Barra – Nova Barra;

Na tela que se abre, acesse a opção acima “Tirantes”;

Acesse o elemento de barra redonda;

Importe uma série de perfis pré-definidas da GERDAU;

Faça o lançamento do contraventamento ligando dois nós articulados entre os vãos das terças, de
modo que o contraventamento fique em formato de cruz.

OBS: CASO A OPÇÃO GERAR NÓS EM CRUZAMENTOS ESTEJA ATIVA, DESATIVE!! POIS NÃO SE DEVE TER
NÓS INTERMEDIÁRIOS ENTRE AS DIAGONAIS DE BARRAS ENTRE OS TIRANTES DE CONTRAVENTAMENTO
DA COBERTURA.

52
Vamos contraventar nosso plano horizontal a cada duas terças, caso não passe na verificação de
flambagem, podemos vir e alterar a disposição dessas barras diminuindo o vão contraventado.

Também podemos ter outro caso de erro no lançamento do contraventamento horizontal, seria so-
breposição de nós entre o contraventamento horizontal e os tirantes de terça, logo devemos mover
nossos tirantes de forma a não cruzar os contraventamentos com o nós dos tirantes de terças.
Logo, nesse nosso projeto vamos mover os tirantes 5 cm para a esquerda, devemos selecionar todos
eles da mesma forma como selecionamos os elementos e realizar.

Lançamento do Contraventamento horizontal

Prosseguindo com o lançamento, se escolhe um nó inicial e final entre dois vãos de terças, vamos
contraventar a cada 2 terças ou seja a cada 3,20 m.
No lançamento do contraventamento é comum aparecer uma mensagem dizendo “A diagonal não
está vinculado a nenhum plano contraventado completo”, isso não é um erro e sim um aviso que
nos diz que ainda não fechamos o plano contraventado, logo devemos finalizar o contraventamento de
modo a formar uma cruz.

Um detalhe que devemos levar em conta quando realizamos o contraventamento horizontal é que de-
pendendo do vão a se contraventar, não é necessário contraventar toda a cobertura, e sim de modo
que um pórtico trave o outro, mas como assim? Vamos nessa!
Realizado o contraventamento, podemos observar na imagem que o primeiro pórtico trava o segundo,
o terceiro trava o quarto, e o quinto trava sexto ou vice-versa, logo pode-se posicionar o contraventa-
mento dessa forma.

53
Comprimento de Flambagem Fora do Plano de Banzo Superior da Treliça de Cobertura

O Cype não corrige a flambagem dos perfis, pois os nós e as barras já travam a estrutura. Podemos
observar que no plano 3D, temos três eixos, e podemos dividir em dois planos e considerar duas situa-
ções de travamento, são elas:

Eixo XY - os banzos estão travados lateralmente pelos tirantes, terças, e outros elementos.

Eixo ZX – Só está travado pelas diagonais e montantes, ou seja, pela treliça, mas não há como consi-
derar um travamento lateral nesse plano.

Logo devemos corrigir o comprimento de flambagem fora do plano da treliça, que é definido como
sendo a distância entre terças, ou seja, a distância entre os pontos travados pelos elementos de con-
traventamentos horizontais.
Vamos aprender um pouco sobre o efeito da flambagem sobre os elementos de cobertura, observem:

Situação de cobertura com elementos travados lateralmente Modelo com elementos sofrendo um deslocamento

Podemos observar nas imagens duas situações, a primeira é o modelo travado horizontalmente antes
de sofrer o deslocamento, ou seja, a flambagem do banzo superior, e o segundo modelo é modelo
sofrendo flambagem, onde podemos ver que ocorre um deslocamento entre os pontos contidos pelo
contraventamento, no plano ZX.
Logo devemos definir entre esses pontos, um comprimento de flambagem fora do plano que é a dis-
tância entre as terças contraventadas.

54
Corrigindo o comprimento de Flambagem dos banzos no Cype 3D

1. Passo

Desative todas as layers, exceto as do banzo da cobertura.

2. Passo

Vá para projeção ZX

55
3. Passo

Acessando a janela de confIguração da fLambagem

Clique em Barra – Flambagem.

Como definimos que a distância entre os contraventamento da cobertura que liga dois pontos entre
terças, e definimos que seria a cada duas terças, foi de 3,20 m, devemos atribuir essa distância como
sendo o comprimento de flambagem dos banzos superiores e inferiores, pois também teremos as
mãos francesas na mesma distância.

Selecione as barras que está entre o plano contraventado;

Confirme a seleção com o botão direito, de forma que a janela de flambagem será aberta.

Como foi dito no Plano XY, já há o travamento lateral pelos tirantes, terças, o que garante a estabilida-
de do perfil nesse plano, mas no plano XZ, é o plano onde após a aplicação das cargas pode ocorrer a
flambagem dos perfis, devemos corrigir o comprimento de flambagem que o software nos traz, para
o valor da distância do plano contraventado entre as terças que foi de 3,20 m.

Agora podemos ver que todos os perfis dos banzos superiores e inferiores de todos os pórticos do
nosso galpão tiveram seu comprimento de flambagem fora do plano corrigidos.

56
Quando se tem terças muito compridas ou muito finas a tendência é que ocorra flambagem vertical,
para se evitar esse efeito, uma das alternativas seria empregar um perfil mais grosso, o que é uma
alternativa antieconômica e que também agrega mais peso para a estrutura.
No entanto há outra alternativa, diminuir o vão da terça, instalando uma mão francesa. Esses
elementos e seu apoio, geralmente, são feitas com um perfil do tipo cantoneira, sendo seu apoio
soldado, em fábrica, diretamente no banzo inferior da treliça de cobertura, sendo a mão francesa
fixada por meio de parafusos nas extremidades, sendo os mesmos feitos em fábrica.
Esses elementos de mão francesa, costumam ficar entre 30 a 60º de angulação, e devem ser
7lançados da mesma forma que foi posicionado o contraventamento da cobertura.

Para realizar o lançamento desses elementos no Cype 3D, seguiremos o mesmo padrão do contraven-
tamento da cobertura, será lançada uma mão francesa a cada duas terças, logo, seu lançamento será
da seguinte forma:
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Para realizar o lançamento desses elementos no Cype 3D, seguiremos o mesmo padrão do contraven-
tamento da cobertura, será lançada uma mão francesa a cada duas terças, logo, seu lançamento será
da seguinte forma:

Selecione Barra – Nova Barra;

Na tela que se abre, selecione perfil de cantoneira simétrica;

Importe uma série de perfis da Gerdau;

Selecione o nó no banzo inferior, e posicione a mão francesa em uma angulação de 45º, faça o lança-
mento a cada duas terças, da mesma forma que posicionou o contraventamento da cobertura;

No lado oposto, selecione o nó no banzo inferior, e posicione sua barra inclinada para informar o valor
do ângulo, como estaríamos lançando uma barra do lado oposto, no caso, após o ângulo de 90º,
deve-se somar o valor de 45º a ele, logo, temos 135º, informe esse valor na janela de ângulo e
posicione sua barra.
58
Agora com as mãos francesas lançadas em um tramo da estrutura, devemos copiar esses elementos
para a mesma posição para os demais tramos da estrutura;

Desative as layers na janela de gestão de layers deixando somente ativa as do Banzos da tesoura e da
mão francesa;

Selecione o comando Ferramentas – copiar elementos e selecione todas as mãos francesas;

Confirme com botão direito do mouse e introduza um ponto na mesma linha dos elementos que dese-
ja copiar, como por exemplo, um nó do banzo inferior;

Copie todos os elementos selecionados para os demais tramos do galpão;

59
CAP. 08 LANÇAMENTO DO CONTRAVENTAMENTO VERTICAL
Esses elementos são instalados entre os pilares para absorver e distribuir os esforços horizontais que
atuam no telhado, principalmente os esforços atuantes de vento.

Os pilares vão sofrer compressão e tendem a ficar com esbeltez acima de 200, logo com esse contra-
ventamento, se reduzirá o comprimento destravado, evitando assim que o perfil perca resistência de
cálculo, já que quanto maior o comprimento destravado, maior a perca de resistência à compressão.
O lançamento procede da seguinte forma:

1. Passo

Selecione Barra – Nova Barra, vamos utilizar o mesmo perfil da mão francesa, perfil de cantoneira si-
métrica;

2. Passo

Selecione o nó na altura da tesoura, e trace o contraventamento como barra inclinada até o próximo
perfil do pilar externo, e trave a 3,30 m;

60
3. Passo

Repita o mesmo processo para o banzo interno do pilar;


4. Passo

Adicione um nó no cruzamento das barras do contraventamento vertical, de modo que reduza o


comprimento de flambagem das barras;

5. Passo

Selecione ferramentas - copiar elementos, selecione os elementos de contraventamento, e copie para


os vãos entre pilares que lançamos os contraventamentos da cobertura.
61
CAP. 09 FLAMBAGEM EM PILARES, AJUSTES E CÁLCULO DA ESTRUTURA
Flambagem dos Pilares

O comprimento de flambagem é um ponto importante no dimensionamento, assim como o cálculo


dos pilares não se refere somente a elementos isolados, mas sim elementos que estão em uma es-
trutura aporticada, logo sua determinação não é imediata.
O Comprimento de flambagem do pilar, tem como definição a altura do pilar, ou seja a distância entre
os planos do pavimento, somente no dimensionamento que deve-se verificar o seu travamento nas
duas direções, sendo de grande importância que se considere situações de pé-direito duplo. Conside-
ra-se um pilar travado no pavimento em algumas situações:

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Existe pelo menos uma barra chegando nesse pilar na direção X e outra na direção Y;

Existe pelo menos uma barra chegando nesse pilar, inclinada em relação a X ou Y;

Existe pelo menos uma laje associada a uma barra, chegando nesse pilar.

OBS: Quanto menor o comprimento de flambagem, menor a flambagem no pilar.

Para que possamos verificar e corrigir o comprimento de flambagem devemos:

1. Passo

Gestão de Layers
Acesse a Janela de Gestão de Layers, através do ícone ;

Desative todas as layers, exceto a layers dos banzos dos pilares;

Acesse na janela de Projeções, a projeção ZX;

63
2. Passo

Alterando o comprimento de fLambagem das barras dos pilares

Acesse o comando Barra – Flambagem;

Selecione todas as barras dos pilares, da sua base até o nó engastado, onde foi definido o contraven-
tamento lateral e confirme o comando com o botão direito;

Na janela que se abre, podemos verificar várias situações de flambagem, no caso dos nossos pilares,
travaremos eles em dois trechos de acordo com a disposição do travamento lateral, logo devemos
atribuir um comprimento de flambagem, através da seleção da opção ;

Devemos observar que no Plano XY, nossos pilares são travados pelos contraventamentos, pelas
terças, etc. Logo não devemos mudar o valor do comprimento de flambagem nesse plano, mas, no
plano XZ, temos seu travamento definido pela altura dos nós do travamento lateral;

Logo, nesse plano, devemos atribuir um comprimento de flambagem de acordo com a altura da base
do pilar até o nó engastado na altura do pilar, que será igual a 2.54 m, logo atribua esse valor, e
confirme clicando em Aceitar;

Devemos repetir o mesmo processo para o segundo tramo do pilar, do nó até a altura final do pilar,
selecionando, e ativando o comando de flambagem;

Selecione a opção ; e atribua um comprimento de flambagem no plano XZ, igual a 3.45 m e


confirme clicando em aceitar.

Alterando os Perfis das terças e tirantes de terça

Até o momento estávamos utilizando perfis de aço dobrado com série de Perfis U Dobrado Simples,
mas é comum se utilizar para as terças, uma série de perfis U Dobrado Enrijecido, pois oferece uma
redução de peso estrutural em até 1/3 de seu peso, aumenta a produtividade em até 3 vezes e reduz
o custos com materiais, além de que a série de perfis enrijecidos são mais resistentes a flexão e mais
rígidos, podendo vencer grandes vãos de acordo com o perfil adotado. 64
Vamos também alterar os perfis que definimos para os tirantes de Terça, que são perfis U dobrado
Simples, para perfis de aço laminado, do tipo cantoneira simétrica, por ser uma série de perfis com
maior resistência a flexão.
Para realizarmos essa alteração, devemos:

1. Passo

Alteração de perfIs das terças


Como as barras estão agrupadas, selecione o comando Barra – Descrever;

Selecione as barras referente as terças e confirme com botão direito para acessar a janela de perfis;

Estamos usando para as terças perfis de aço dobrado U dobrado Simples, devemos selecionar agora
a série de perfis U dobrado enrijecido;

Importe uma série de perfis pré-definida da TecnoMetal (Bra), por ser uma série de perfis mais próxi-
mos aos perfis comerciais utilizados no Brasil;

Altere a série de perfis e clique em aceitar para substituir todos os perfis agrupados das terças.

65
2. Passo

Desagrupando Barras

Com os perfis substituídos, podemos verificar que agrupamos os perfis da cumeeira junto aos demais
perfis das terças, no entanto o perfil que adotaremos será o mesmo perfil, só que, um perfil duplo,
para a calha da cumeeira, logo devemos desagrupar esse perfil:

Selecione o comando Barra – Desagrupar;

Selecione a barra da cumeeira e confirme com botão direito do mouse;

3. Passo

DefInindo um perfIl duplo para Cumeeira

Selecione Barra – Descrever;

Selecione o perfil da Cumeeira;

O perfil será o mesmo, basta marcar a caixinha no menu no canto inferior esquerdo “Caixa dupla união
genérica”;

4. Passo

Alterando perfIl dos Tirantes de Terça.


Como os perfis estão agrupados, devemos:

Selecione o comando Barra – Descrever;

Selecione as barras dos tirantes de terça e confirme com botão direito para acessar a janela de
perfis;
66
Nessa janela, acesse a aba de aço laminado, perfil cantoneira simétrica;

Como já temos uma série de perfis importada da Gerdau, devemos substituir a série de perfis e
aceitar;

Disposição dos Perfis

Agora vamos realizar a disposição, ou seja, o posicionamento dos perfis corretamente.

Vamos criar duas vistas que dividam a cobertura em duas águas.

Selecione Vista – Abrir Nova;

Na janela que se abre, selecione a opção Vista 2D de um Plano;

Selecione três pontos não paralelos do plano da cobertura;

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Nomeie a vista como “Àgua 1” e clique em aceitar;

Pronto a vista está criada, devemos repetir o mesmo processo para a outra água da cobertura, só
que nomeando-a como “Água 2”;

2. Passo

Disposição dos perfIs da terça


Vamos dispor os perfis da terça de modo que fique na direção cumeeira e inclinada conforme foi
definido a inclinação da tesoura.

Acesse a vista da Água 2 no menu de Vistas;


Selecione o comando Barra – Descrever disposição;
Selecione todas as barras das terças e confirme o comando com o botão direito do mouse;
Na janela que se abre, selecione a opção “calcular o ângulo de rotação relativo ao plano da janela
ativa”;
Na aba que se abre, clique no símbolo e aceite;

68
Veremos que agora foi mudado o ângulo de rotação para 5.7º como definimos na inclinação da tesou-
ra;

Devemos repetir o mesmo processo para a água 1, selecionando a vista, o comando de descrever
disposição, só que o ângulo será de -5,7º;

3. Passo

Disposição das terças Laterais


Selecione o comando Barra – Descrever disposição;

Selecione as barras;

Selecione a posição virada para baixo;

69
Cálculo e Verificação da estrutura

Agora que realizamos as modificações necessárias, devemos calcular a estrutura, verificando o lança-
mento de todas as barras, definindo assim os perfis ideais para a estabilidade do nosso galpão.
1. Passo

Calculando a estrutura
Acesse o comando Cálculo – Calcular ou através do ícone na barra de ferramentas ;

Na janela que se abre temos três opções de cálculo:

Não dimensionar perfis – só faz a verificação dos perfis selecionados para as barras, opção ideal
para verificação manual dos perfis;

Dimensionamento rápido dos perfis - seleciona o perfil ideal para aquele conjunto de perfis de acor-
do com seu carregamento atuante, podendo selecionar uma série de perfis superiores a escolhida
atualmente para os perfis dos elementos ou verificando todos os perfis da série escolhida, no entanto,
por ser um dimensionamento rápido, pode acabar por superdimensionar a estrutura;

Dimensionamento ótimo dos perfis – Seleciona os perfis ideal, de acordo com uma série de perfis
superiores a escolhida para a barra atual ou todas as séries de perfis escolhidas, no entanto, ele
verifica barra a barra, e dependendo do porte da sua estrutura, pode alongar e muito o período de
dimensionamento.

Logo, para nosso cálculo escolheremos a opção “Dimensionamento rápidos dos perfis”;

Após o dimensionamento, verificamos que todos os perfis atendem, caso acuse algum erro como
“essa estrutura é um mecanismo”, devemos verificar nosso lançamento, pois pode haver uma barra
ligada incorretamente, um nó fora de ligação, etc.

70
CAP. 10 CARREGAMENTOS NA ESTRUTURA
Vamos agora introduzir o carregamento atuante devido ao peso do fechamento, sobrecargas
normativas sobre nosso galpão.
Carga Permanente e Sobrecarga Normativa

Definimos lá em dados gerais, uma hipótese como carga permanente de Telhado, que será o
fechamento de nossa cobertura.

1. Passo

Desativando as Layers
Vamos adicionar essa carga sobre as terças logo

Acesse a Janela de Gestão de Layers, através do ícone ;

Desative todas as layers, exceto a layers das terças;

71
2. Passo

Adicionando Cargas em Barras


Carregamentos Permanentes

Acesse Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Na janela que se abre, mude a hipótese para Telhado Metálico;

Selecione todas as terças e clique com o botão direito do mouse;

Na tela que se abre veremos algumas opções de introdução das cargas:

Tipo de Carga: Definimos aqui como será o tipo de carga que adicionaremos ao elemento;

Valor: Valor da carga em t/m;

Eixo de definição da direção da carga: Aqui definimos se a carga está no eixo global ou local da
barra;

Direção e Sentido de aplicação da carga: Definimos aqui em que direção e sentido a carga está
atuando, direção x, y, z, sentido negativo ou positivo.
72
Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Peso específico do Material = 1,60 m x 5 kg/m² = 8 kg/m = 0.008 t/m

A direção da carga será Direção do eixo Z, Sentido Negativo;

Clique me Aceitar;

Sobrecarga Normativa

Essa Sobrecarga é uma carga utilizada para situações especiais, situações como: Cargas estruturais
devido à chuva, porém, por ser uma carga virtual deve ser somente utilizada para análise e não como
prerrogativa para otimização estrutural, pois nem sempre teremos 25 kg/m² atuando na nossa
cobertura por exemplo, devido a esse carregamento.
Podemos visualiza-la através do Anexo B na ABNT NBR 8800:2008.

Vamos agora adicionar esse carregamento:

Acesse Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Na janela que se abre, mude a hipótese para Carga Normativa;

73
Selecione todas as terças e clique com o botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Sobrecarga Normativa = 1,60 m x 25 kg/m² = 40 kg/m = 0.04 t/m

A direção da carga será Direção do eixo Z, Sentido Negativo;

Clique me Aceitar;

3. Passo

Calculando a obra com a ação dos carregamentos


Vamos recalcular nossa obra e observar os deslocamentos da estrutura devido a ação dos carrega-
mentos introduzidos.

Selecione Cálculo – Calcular;

Marque Não Dimensionar Perfis, para que seja somente verificado os perfis já definidos inicialmente
com a ação do carregamento;

Após o cálculo da obra podemos observar que o cálculo da nossa estrutura passou sem problemas;

MAS PROFESSOR, RECALCULEI E NÃO FICOU IGUAL! O que posso fazer? Ta errado?

74
Algumas vezes podemos rodar nossa estrutura, e pode haver diferenças de resultados de verificação,
isso pode ser devido:

Disposições incorretas de perfis

Locação de nós em locais desnecessários e de barras em posição inadequada;

Diferença de vãos;

Perfis inadequados;

Versão do software;

Logo devemos sempre ter maior cautela ao se modelar a estrutura, um erro durante a modelagem,
pode custar nosso modelo estrutural, tornando muitas vezes inviável sua análise! Logo muito cuidado!

4. Passo

Análise dos deslocamentos devido ao carregamento


Vamos analisar os deslocamentos devido a ação desses carregamentos.

Selecione Cálculo – Deformada e Isovalores da janela activa;

Na aba que se abre podemos selecionar na caixa de opções acima nas combinações selecionadas,
mude para deslocamento;
Podemos ver que na combinação PP+Telhado Metálico o deslocamento foi de 12.65 mm já

considerando PP + Telhado Metálico + Carga Normativa esse valor sobe para 39.32 mm, então vemos
que essa sobrecarga normativa influencia e muito na análise, logo devemos ter cuidado ao interpretar
os resultados.
75
AULA 11 - Calculando os coeficientes das cargas de vento
Vamos Iniciar agora o cálculo dos coeficientes das cargas de vento, iremos utilizar para a nossa mo-
delagem o Software Ciclone que pode ser obtido através do link abaixo:

http://www.set.eesc.usp.br/portal/pt/27pesquisa/softwares/163-ciclone-acao-dovento-nas-edificaco-
es

Após a instalação, acesse o software, para iniciarmos nosso cálculo:

Abra o Ciclone;
76
Selecione a opção de Velocidade Básica, localizada no canto superior esquerdo da aba acima;

Nessa Aba você vai colocar um valor para a velocidade básica de acordo com sua região, conforme
mostra a isopleta, mas o que seria essa velocidade básica?
A Velocidade básica do vento V0, é definida como a velocidade de uma rajada de 3 segundos, excedida
em média uma vez em 50 anos a 10 metros acima do terreno em campo aberto e plano. A velocidade
básica é obtida a partir das isopletas fornecidas pela ABNT NBR 6123/1988. Na figura abaixo, apresen-
ta-se as isopletas para o Brasil.

Para o nosso projeto vamos utilizar o valor de 30 m/s, e prossiga;

Na próxima aba vamos definir agora a geometria de nosso galpão, logo defina as informações de
acordo com nosso projeto: a = 30 m, b=20 m, h = 6.3 m

OBS: A altura h será a altura não só da base do pilar ao seu topo, mas sim, de sua base até o topo da
altura inicial da tesoura, mas como assim? Vamos lá! 77
Altura do pilar = 6 m
Altura inicial da tesoura = 0.3 m
Logo podemos ver que a altura será: 6 + 0.3 = 6.3 m

Prosseguindo você deve manter a opção selecionada, pois o ciclone ele pode também ser utilizado
para o cálculo de vento de uma edificação de múltiplos andares, mas no nosso caso se trata de um
galpão logo, não altere essa opção e prossiga.

Na próxima aba, vamos definir a tipologia da cobertura de nosso galpão;

78
Altura do pilar = 6 m
Altura inicial da tesoura = 0.3 m
Logo podemos ver que a altura será: 6 + 0.3 = 6.3 m

Tipo de telhado: Duas aguas, mantenha as dimensões;

Para o valor de c, será o valor da altura da divisão duas águas, ou seja a altura final da tesoura que
será igual a 1.3 m;

Prosseguindo vamos definir agora os fatores S1, S2, S3, que são fatores importantes para o cálculo da
velocidade característica do vento e a pressão dinâmica do vento atuante, mas o que seriam esses
fatores?

Fator topográfico S1

Este fator leva em consideração as variações do relevo do terreno sendo determinado de acordo com
os procedimentos apresentados abaixo:

a) Terreno plano ou fracamente acidentado: S1 = 1,0;

b) Taludes e morros:

c) Vales Profundos protegidos do vento: S1 = 0,9

79
Fator S2 Rugosidade do terreno, dimensões da edificação e altura sobre o terreno

Este fator combina os efeitos da rugosidade do terreno, variação da velocidade do vento com a altura
acima do terreno e as dimensões da edificação ou parte da edificação em consideração.

Rugosidade do terreno

Categoria I: Superfícies lisas de grandes dimensões, com extensão superior a 5 Km na direção e sen-
tido do vento. (Exemplos: mar calmo, lagos e rios, pântanos sem vegetação).

Categoria II: Terrenos abertos em nível, com poucos obstáculos isolados, como árvores e edificações
baixas com cotas médias inferiores a 1,0 metro. (Exemplos: zonas costeiras planas, pântanos com
vegetação rala, campos de aviação).

Categoria III: Terrenos planos ou ondulados com obstáculos, tais como sebes ou muros, poucos que-
bra-ventos de árvores, edificações baixas e esparsas, com cota média dos obstáculos de 3,0 metros.
(Exemplos: granjas e casas de campo, fazendas com sebes e/ou muros, subúrbios a considerável
distância do centro com casas esparsas e baixas).

Categoria IV: Terrenos cobertos por obstáculos numerosos e pouco espaçados, em zona florestal,
industrial ou urbanizada, com cota média dos obstáculos de 10 metros. (Exemplos: zonas de parques e
bosques com muitas árvores, cidades pequenas e seus arredores, subúrbios densamente construídos
de grandes cidades, áreas industriais plena ou parcialmente desenvolvidas).

Categoria V: Terrenos cobertos por obstáculos numerosos, grandes, altos e pouco espaçados, com
cota média do topo dos obstáculos maior que 25 metros. (Exemplos: florestas com árvores altas de
copas isoladas, centros de grandes cidades, complexos industriais bem desenvolvidos).

Dimensões da edificação

Classe A: Toda edificação na qual a maior dimensão horizontal ou vertical não exceda 20 metros.

Classe B: Toda edificação para a qual a maior dimensão horizontal ou vertical da superfície frontal
esteja entre 20 e 50 metros.

Classe C: Toda edificação para a qual a maior dimensão horizontal ou vertical da superfície frontal
exceda 50 metros.

OBS.: Caso alguma dimensão exceda 80 metros, deve-se verificar o anexo A da norma. O valor de S2 é
obtido a partir da tabela abaixo:

80
Fator estatístico S3

Este fator leva em conta o grau de segurança e a vida útil da edificação. Os valores de S3 estão
apresentados na tabela abaixo:

Para Nossa Edificação utilizaremos a seguinte configuração:

Fator S1 =1,0

Fator S2 = 0,80

Classe da edificação: B

Categoria do terreno: Classe IV

Fator S3 = 1,00

Grupo 2

Vamos Calcular agora a velocidade característica e a pressão dinâmica ou de obstrução, quando


prosseguimos:

81
Prosseguindo, o ciclone calcula os coeficientes de pressão externa da parede e para a cobertura para
o vento a 0° e a 90°, onde podemos observar:

No Vento a 0° temos três coeficientes, mas qual devemos escolher? Devemos escolher aquele para
o cálculo do vento na pior situação, logo vemos que o coeficiente que causa uma sucção na parede
externa na pior situação é o coeficiente 0.80, logo devemos definir ele para toda a face;

No vento a 90°, vemos a mesma situação, mas, para o vento frontal e fundo, logo, devemos aplicar a
mesma escolha de coeficiente que causa a maior sucção nessa face, que seria ao 0.80;

82
A análise se repete para a cobertura quanto ao vento a 0°, o coeficiente que causa maior esforço de
vento será o valor de 0.80, logo definimos ele para ambas as águas da cobertura;

Obs: Para o vento a 90° a análise deve ser diferente, pois o vento que bate em uma face não é igual
ao da outra face, logo devemos manter os coeficientes de cada lado diferentes para nosso cálculo.

Aula 12 – Lançamento das cargas de Vento


Vamos iniciar agora o lançamento e cálculo das cargas de vento no Cype 3D.

1° Passo

Gestão de Layers e Projeção

Vamos desabilitar todas as layers, selecionando , na barra de ferramentas acima, e deixando ati-
vado somente as layers das terças.

83
2° Passo

Projeção de eixos

Vamos mudar a projeção do nosso galpão para projeção ZX, selecionando a opção de projeção no
ícone , ao lado esquerdo superior da tela.

84
3° Passo

Introduzindo Cargas laterais de vento a 0°

As cargas de vento vão atuar de forma linear distribuída por metro em relação ao comprimento da
barra, vamos adicionar as cargas da seguinte forma:

1) Lateral Esquerda

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Mude a hipótese conforme a imagem abaixo;

Selecione as Terças das laterais esquerda, e clique com botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 2,0 m x 0,80 x 36 kg/m² =
57.6 kg/m = 0.057 t/m

A direção da carga será Direção do eixo X, Sentido Negativo;

85
Clique me Aceitar;

2) Lateral direita

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Selecione as Terças das laterais direita, e clique com botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 2,0 m x 0,80 x 36 kg/m² =
57.6 kg/m = 0.057 t/m

86
A direção da carga será Direção do eixo X, Sentido Positivo;

Clique me Aceitar;

4° Passo
Introduzindo Cargas laterais de vento a 90°

As cargas de vento vão atuar de forma linear distribuída por metro em relação ao comprimento da
barra, nesse sentido a 90°, temos que considerar dois sentidos, um vento “Da esquerda para direita”,
e outra da “Da direita para esquerda”.

Primeira Situação: Vento da esquerda para direita

1. Lateral Esquerda

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Mude a hipótese conforme a imagem abaixo;

87
Selecione as Terças das laterais esquerda, e clique com botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 2,0 m x 0,70 x 36 kg/m² =
50.4 kg/m = 0.050 t/m

A direção da carga será Direção do eixo X, Sentido Positivo;

88
Clique me Aceitar;

2. Lateral direita

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Selecione as Terças das laterais direita, e clique com botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 2,0 m x 0,40 x 36 kg/m² =
28.8 kg/m = 0.028 t/m

A direção da carga será Direção do eixo X, Sentido Positivo;

Clique me Aceitar;

Segunda Situação: Vento da direita para esquerda

1. Lateral Esquerda

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Mude a hipótese conforme a imagem abaixo;


89
Selecione as Terças das laterais esquerda, e clique com botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;


O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 2,0 m x 0,40 x 36 kg/m² =
28.8 kg/m = 0.028 t/m

A direção da carga será Direção do eixo X, Sentido Negativo;

Clique me Aceitar;

2. Lateral direita

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Selecione as Terças das laterais direita, e clique com botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 2,0 m x 0,70 x 36 kg/m² =
50.4 kg/m = 0.050 t/m 90
A direção da carga será Direção do eixo X, Sentido Negativo;

Clique me Aceitar;

5° Passo

Introduzindo Cargas na cobertura de vento a 0°

Vamos agora lançar as cargas de vento na cobertura.

Mude para a projeção ZX;

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Mude a hipótese conforme a imagem abaixo;

91
Selecione as Terças da cobertura, e clique com botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 1,6 m x 0,80 x 36 kg/m² =
46,8 kg/m = 0.046 t/m

Marque eixo Local da barra, para que o vento atue de forma paralela a cobertura, pois já fizemos a
disposição de forma que elas estão inclinadas de acordo com a angulação definida;

A direção da carga será Direção do eixo Z, Sentido Positivo;

92
Clique me Aceitar;

6° Passo

Introduzindo Cargas na cobertura de vento a 90°

As cargas de vento vão atuar de forma linear distribuída por metro em relação ao comprimento da
barra, nesse sentido a 90°, temos que considerar dois sentidos, um vento “Da esquerda para direita”, e
outra da “Da direita para esquerda”.

Primeira Situação: Vento da esquerda para direita

1° água

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Mude a hipótese conforme a imagem abaixo;

Selecione as Terças da cobertura da 1° água junto a terça da cumeeira, pois o coeficiente de pressão
nessa primeira situação para o lado esquerdo será maior, e clique com botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 1,6 m x 1,04 x 36 kg/m² =
59.9 kg/m = 0.06 t/m

A direção da carga será Direção do eixo Z, Sentido Positivo;

93
Clique me Aceitar;

2° água

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Selecione as Terças referente a segunda água, exceto a da cumeeira, e clique com botão direito do
mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 1,6 m x 0,40 x 36 kg/m² =
23.04 kg/m = 0.023 t/m

94
A direção da carga será Direção do eixo Z, Sentido Positivo;

Clique me Aceitar;

Segunda Situação: Vento da direita para esquerda

2° água

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Mude a hipótese conforme a imagem abaixo;

95
Selecione as Terças da cobertura da 2° água junto a terça da cumeeira, pois o coeficiente de pressão
nessa primeira situação para o lado esquerdo será maior, e clique com botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 1,6 m x 1,04 x 36 kg/m² =
59.9 kg/m = 0.06 t/m

A direção da carga será Direção do eixo Z, Sentido Positivo;

Clique me Aceitar;

1° água

Selecione Cargas – Introduzir Cargas em Barras;

Selecione as Terças referentes a 1° água, exceto a da cumeeira, e clique com botão direito do mouse;

Selecione Carga Linearmente distribuída;

O valor da carga será:

Distância entre as terças x Coeficiente de pressão x Pressão dinâmica = 1,6 m x 0,40 x 36 kg/m² =
23.04 kg/m = 0.023 t/m 96
A direção da carga será Direção do eixo Z, Sentido Positivo;

Clique me Aceitar;

7° Passo

Calculando a Obra

Vamos Recalcular a obra agora que fizemos o lançamento do carregamento de vento sobre nossa
estrutura.

Reative todas as layers;

Selecione Cálculo - Calcular;

Deixe selecionado a opção “Não Dimensionar Perfis”;

Após o recalculo, clique em Verificar elementos através do ícone ;

Podemos ver que através do recalculo da nossa estrutura, que agora está com todas as cargas
atuantes lançadas, podemos ver que todas as barras, exceto uma não passou, é comum ter barras
isoladas que não passem na verificação, pois o que pode ocorrer é que essa barra esteja trabalhando
acima de sua capacidade.
97
Aula 13 – Flecha Limite e Otimização estrutural
Vamos agora iniciar a otimização da nossa estrutura, solucionando barras que não passem nas verifi-
cações ou que possuam erros de verificação e configuração da flecha limite dos elementos.

1° Passo

Barra que não passa na veri cação

Podemos analisar que houve uma barra que não passou nas verificações, enquanto as demais passa-
ram.

Selecione ;

Selecione a barra que está em vermelho;

98
Na tela que se abre, verificamos a série de barras que selecionamos, onde vemos que há algumas
barras que não passam nas verificações, que são barras que trabalham acima de sua capacidade
com valores acima de 100%.

Selecione a Barra C127 X 50 X 1.7 X 2.00, por ter uma folga na resistência, pois podemos ver que barras
muito próximas a 100% tem probabilidades de não passarem no recalculo da obra, logo deve-se sele-
cionar barras com porcentagens de resistência abaixo de 85% como recomendação;

99
Quando substituímos a barra, podemos verificar agora que todas as que compõem aquele grupo foi
substituída, logo, deve-se ter cuidado ao substituir uma barra, pois pode alterar e muito a taxa de aço
da estrutura;

Com essa substituição todas as barras atendem;

2° Passo

Flecha Limite

Até o momento não tínhamos configurado flecha limite das barras da nossa estrutura, que são res-
ponsáveis pelo deslocamento das barras, logo devemos atribuir relações que reduzam e limitem esse
deslocamento. 100
Selecione Projeção ZX da estrutura;

Ative o comando em Barra – Flecha limite;

Selecione todas as barras da cobertura e clique com o botão direito

Será aberto a seguinte tela:

101
Podemos ver nessa tela várias opções de flechas, em dois planos, o plano XY (MENOR INÉRCIA) e XZ
(MAIOR INÉRCIA), onde:

Flecha Absoluta: é o valor em mm da flecha, na direção considerada, onde podemos atribuir um valor
absoluto para o deslocamento, que não deve ser ultrapassado;
Flecha Ativa: é a diferença máxima em valor absoluto entre a flecha máxima e a flecha mínima de
todas as combinações definidas no estado de deslocamentos.

Flecha ativa = Flecha Máxima - Flecha Mínima

É possível estabelecer um limite, quer por um valor da flecha máxima, da flecha activa ou da flecha
relativa, referente a cada um dos planos xy ou xz locais da barra, ou da flecha resultante.

Flecha Relativa: estabelece-se como um quociente do vão entre pontos de intersecção da deformada
com a barra, dividido por um valor a definir pelo utilizador, podendo haver, além dos nós extremos da
barra com flecha nula, algum ponto ou pontos intermédios, em função da deformada.

De acordo com a ABNT NBR 8800:2008, em seu Anexo C, vemos as relações de deslocamentos máxi-
mos permitidos para os elementos:

102
É DE PROFUNDA IMPORTÂNCIA QUE SE ATENTE AOS REQUISITOS DA NORMA!

Logo, para o nosso dimensionamento, devemos atribuir os seguintes valores para os elementos de
cobertura:

Selecione a opção de flecha máxima relativa L/250 para os planos XY e XZ, e clique em aceitar;

Vamos atribuir agora para os nossos pilares:

Com o comando ainda ativo, selecione todas as barras dos pilares;

103
AULA 14 – Gerando Ligações: PLACA BASE
Agora que finalizamos a otimização, atribuímos todos elementos, carregamentos, recálculo da estrutu-
ra, podemos gerar as ligações de nosso galpão.

1° Passo

Gerando Ligações

Selecione Ligações - Gerar ou através do ícone na barra de ferramentas;

Confirme e espere que seja gerado as ligações;

Vai ser gerado as placa base dos pilares, onde definimos cada nó e sua vinculação.

2° Passo

Dimensionando as Placa Base

Selecione Cálculo – Calcular;

Na janela que se abre, podemos ver que aparece uma nova aba, a aba de dimensionamento das liga-
ções;

104
Marque a opção “Resolver todos os nós com ligações aparafusadas”, pois, as placas base serão poste-
riormente aparafusadas nos elementos de fundação;

Clique em aceitar, e espere o processo de cálculo;

3° Passo

Edição de ligações

Após o recálculo da estrutura, todas ligações foram dimensionadas, acesse Ligações - Editar, e sele-
cione uma placa base.

105
Abre-se essa janela, onde podemos visualizar a ligação e podemos navegar por essa janela poden-
do editar a ligação e seus componentes, caso houvesse alguma incidência, seria exibido abaixo, mas
podemos que a ligação passa nas verificações.
Podemos acessar o relatório de verificação da ligação selecionando a opção conforme a imagem
abaixo.

106
Pode-se também acessar a janela de detalhamento da ligação selecionando o ícone conforme a ima-
gem abaixo:

107
OBS: Não é gerado a solda no contorno da ligação Pilar e placa base, mas como observação deve-se
alertar na prancha do projeto o tipo de solda e demarcar o entorno do perfil.

AULA 15 – Leitura dos esforços e Reações de apoio


Vamos nessa nossa aula, aprender a como fazer a leitura de esforços, deslocamentos e reações de
apoio da nossa estrutura.

1° Passo

Leitura dos esforços em barras

Selecione Cálculo – Esforços, será aberto uma nova janela;

Nessa janela podemos visualizar a leitura de esforços axiais, cortante, momento, deformada e obser-
var quais barras estão com grande índice de aproveitamento, vendo a relação tensão/aprovação de
cara barra ou de todas as barras.

Selecione a opção “Somente barras selecionadas”;


Marque a opção axial (N);
Selecione a barra da cumeeira, e podemos ver os esforços axiais atuantes nela; 108
Podemos ver que essa barra está sofrendo esforços de tração, não há esforços de compressão atu-
antes nela, mas como saber?

Esforços positivos = Tração


Esforços Negativos = Compressão

Já na diagonal ao lado direito da barra da cumeeira se selecionarmos ela, vemos que ela está sendo
comprimida, pois seus esforços são negativos.

2° Passo

Veri cações E.L.U de barras

Nessa opção podemos visualizar um relatório de verificações das barras, onde podemos analisar os
efeitos de resistência à tração, à compressão, torção, limite de esbeltez, etc.

Selecione na barra de ferramentas o ícone , e selecione uma barra qualquer;

Será aberto uma janela com o relatório e todas as verificações que essa barra passou.

109
É um relatório detalhado com todas verificações, onde podemos recolher informações para um di-
mensionamento manual das barras.

3° Passo

Tensão/aprovação em barras

Selecione Cálculo – Esforços;

Na janela que se abre, marque a opção de envoltórias;

Marque a opção Todas as barras;

Entre as opções, na última, selecione a opção Tensão/aprov;

Podemos observar que as barras do nosso galpão, são as barras que estão com maiores índices de
aproveitamento, onde no menu abaixo, esses valores, de 0 a 1 quer dizer de 0% até 100% de aproveita-
mento das barras.

110
4° Passo

Reações de apoio

Aproxime a tela próxima as placas base;

Selecione Cálculo – Reações;

E clique sobre os nós das placas bases, para podermos visualizar os valores de suas reações;

Na interpretação dos valores das reações, há uma pequena diferença, quanto aos valores e seus
sinais, quando for reação positiva quer dizer Compressão e se for Negativa quer dizer Tração.

5° Passo

Leitura e cálculo das reações para as fundações


111
Caso seja necessário podemos visualizar as reações nas placa base para definição posterior das fun-
dações manualmente.

Com a janela de reações abertas, selecione a opção Envoltórias das combinações de tensão sobre o
terreno, pois são essas reações que devemos levar em conta no dimensionamento das fundações;

O valor que devemos levar em conta para o dimensionamento das fundações são os valores de Rz;

Podemos ver que temos esforços de tração e compressão em ambos os nós, e para que quiséssemos
dimensionar as fundações para essas placas base, devemos somar seus valores, sempre atento ao
seguinte:

OS SINAIS SÃO SOMENTE PARA DIFERENCIAR O QUE SÃO ESFORÇOS DE TRAÇÃO E COMPRESSÃO E NÃO
ENTRAM NO CÁLCULO DAS REAÇÕES!!

AULA 16 – Fundações do Galpão


Vamos agora Gerar os elementos de fundação da nossa estrutura.

1° Passo

Elementos de fundação
112
Selecione abaixo do layout a janela de fundação;
Selecione elementos de fundação – Novo;

Na janela que se abre, você pode selecionar o tipo de fundação a se utilizar: sapata de concreto ar-
mado, sapata de concreto simples, blocos sobre estacas, vigas de equilíbrio e travamento;

Selecione Sapatas de concreto armado;

Na tela que se abre, marque a opção “com mais de um arranque”, pois, temos duas placas base uma
ao lado da outra para cada pilar treliçado, o que fica inviável dimensionar uma sapata para cada bar-
ra;

Selecione sua geometria como Sapata retangular centrada;

Clique em aceitar;

Selecione as duas placas base do mesmo pilar, clique com botão direito do mouse e vai aparecer uma
mira no meio delas;

Clique sobre a Mira para gerar a sapata;

113
Repita o mesmo processo para os demais pilares.

2° Passo

Dimensionando as fundações

Agora que locamos todos os elementos e fizemos seu lançamento, devemos dimensionar eles.

Selecione Cálculo – Dimensionar;

Marque a opção “Dimensionamento rápido com dimensões mínimas”;

Após a verificação e dimensionamento, podemos ver que todos os elementos de fundação passaram
na verificação;

114
3° Passo

Lançamento de Vigas de equilíbrio

Em alguns casos de dimensionamento de fundações, pode ocorrer que alguns desses elementos não
passem nas verificações, por motivos como atuação de altos esforços de momentos nos blocos e sa-
patas, podemos em alguns casos resolver essa questão fazendo o lançamento de vigas de equilíbrio
para a redistribuição desses esforços.

Selecione Elementos de fundação – Novo

Na janela que se abre selecione o ícone , na barra de elementos de fundações;

Na janela que se abre, você pode selecionar o tipo de viga de equilíbrio a se lançar, levando em conta
as armaduras e dimensões da viga;

Selecione a viga de referência de tipo C e clique em aceitar;

Selecione o centro do elemento de fundação e ligue uma a uma, ou, pode ligar a primeira e a última
sapata na mesma linha, e todos os elementos que estiverem na mesma linha da viga serão conecta-
dos.

Lance de modo que fique dessa forma:

115
4° Passo

Dimensionamento das vigas de equilíbrio

Selecione Cálculo – Dimensionar;

Marque a opção “Dimensionamento rápido com dimensões mínimas”;

116
Após o processo de dimensionamento, podemos verificar que todas as vigas e sapatas passam na
verificação;

E assim finalizamos o lançamento dos elementos de fundação da nossa estrutura, como podemos
visualizar na Vista 3D.

117
AULA 17 – Relatórios e Pranchas
Após Realizar todas as configurações necessárias, cálculo e verificação da estrutura, podemos finali-
zar gerando os relatórios de obra e vistas para impressão de nosso projeto.

1° Passo

Relatórios de Obra

Selecione Arquivo – Relatórios ou acesse através do ícone , na barra de ferramentas no lado direi-
to superior da tela;

Como desativamos o peso próprio dos tirantes de terça, vai aparecer um AVISO, onde podemos clicar
sobre ele e ver que se trata da desativação das cargas de peso próprio do elemento, isso não é um
erro, e sim um aviso, pode fechar e prosseguir;

Na tela que se abre, podemos visualizar todos os tipos de relatórios que podemos exportar, seja o
relatório completo ou individual de cada elemento;

118
Clique na caixa de todos os capítulos duas vezes, para desmarcar todas as opções;

2° Passo

Abrindo tabela resumo de quantitativos de aço

Com a janela de relatórios aberta, desça no scroll do mouse, até achar a opção Geometria, clique no +
para expandir a janela de opções, e expanda também a opções de barras;

Marque a opção Tabela Resumo;

Clique em aceitar;

Quando abrir a tabela resumo, podemos visualizar dados como Material, série de perfis de cada ele-
mento, geometria, volume e peso de cada material, e também o peso total da série de perfis de aço
laminado e dobrado.

119
3° Passo

Cálculo da taxa de aço

Para se calcular a taxa de aço por metro quadrado da nossa estrutura, devemos utilizar a seguinte
relação:

Aço laminado (kg) + Aço dobrado (kg)


Metragem do Galpão (m²)

Logo para nossa estrutura vemos:

3246.46 kg + 6031.22 kg = 15,46 kg/m²


20 m x 30 m

Recomenda-se que para estruturas de galpões sem mezanino e ponte rolante a taxa de aço fique
entre 14 kg/m² e 16 kg/m² para um dimensionamento ótimo, abaixo está tabelado, alguns valores de
referência, comumente utilizados, no entanto, isso varia de região a região e de acordo com o proje-
tista, logo, deve-se ter cuidado ao se dimensionar uma estrutura e se elevar essa taxa de aço que é
diretamente proporcional ao orçamento.

4° Passo

Pranchas de vistas da estrutura

Vamos finalizar com a geração de pranchas de nossa estrutura.

Selecione Arquivos – Pranchas ou através do ícone ;

Na tela que se abre, clique no + logo acima;

120
Nessa tela podemos selecionar o tipo de desenho e escolher quais as informações que queremos vi-
sualizar na nossa prancha, cabe ressaltar, que quanto mais informações você acrescenta, maior será
o processo de geração das pranchas;

121
Selecione na aba tipo de desenho os tipos Estrutura 3D, Planta de Fundação e Ligações, mas para
cada prancha o processo de adicionar um tipo de desenho e feito individualmente;

Após adicionar essa pranchas, podemos adicionar o carimbo na nossa prancha, vamos la!

5° Passo

Gerando e criando carimbo

Podemos Gerar um carimbo para a prancha de nosso projeto no Cype 3D, podendo ser um carimbo
automático, através de modelos pré-definidos pelo software ou adicionando um arquivo DWG na plata-
forma.

Na tela de seleção de pranchas, clique em carimbo;

Na tela que abre, podemos ver várias opções de carimbo;

122
Para criarmos um carimbo, devemos antes modelar um carimbo no AutoCAD, salvar em DWG, e com
esse arquivo pronto podemos:

Selecione o + acima da opção de carimbo;

Nomeie o carimbo, coloque as dimensões em mm, de acordo com a modelagem feita no AutoCAD;

123
Com as dimensões definidas, clique em aceitar e importe o arquivo DWG do carimbo

Clique em Abrir e será importado o modelo e você poderá selecionar ele na tela de carimbo;

Para nosso projeto trabalharemos com um carimbo genérico, logo selecione a opção de carimbo
CYPE, e clique em aceitar.

124
6° Passo

Composição de Pranchas

Na tela de Geração de pranchas, clique em Aceitar;

Caso tenha adicionado um carimbo, será aberto uma tela para se adicionar as informações, preencha
conforme a figura abaixo;

125
Clique em Aceitar;

Após o processamento, será aberto a tela de composição de pranchas.

7° Passo

Edição de pranchas

Podemos fazer a edição de pranchas, podendo assim, reduzir o número de pranchas geradas pelo
software para uma melhor exportação.

Com a janela de composição de pranchas abertas, clique em detalhar todos os desenhos no menu
acima para visualizar todas as pranchas geradas;

Clique em Mover desenho, no menu acima;

Mova as pranchas de acordo com a figura abaixo;

126
Ficando dessa forma:

Clique em apagar vazias para apagar as pranchas sem nenhum desenho.

8° Passo

Exportando em DWG

Selecione Imprimir através do ícone na barra de ferramentas conforme mostra a figura abaixo; 127
Na tela que se abre, selecione Salvar a vista atual em um arquivo e marque a opção AutoCAD DWG;

Marque a opção Mostrar a imagem com o programa associado, para abrir automaticamente as
pranchas no AutoCAD;

128
Após a exportação podemos fazer o detalhamento dos elementos, especificando tipo de aço e perfis
utilizados no AutoCAD, pois o Cype 3D, não exporta as pranchas com essas informações.

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FINALIZAÇÃO DO 1° MÓDULO
Parabéns Aluno Leiau´t!! Você concluiu o 1° módulo do curso de Cype 3D Avançado!
Agora você conhece como modelar a estrutura de uma tipologia de galpão, adicionando suas caracte-
rísticas, verificando o lançamento e dimensionamento e exportando relatórios e pranchas.
Podemos prosseguir nosso curso, fazendo o dimensionamento de um novo galpão com uma outra
tipologia, então que está esperando?!?!?! Vamos nessa!!

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