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Conteúdo

Limites ...................................................................................................................................... 1
1. Introdução. ................................................................................................................ 1
2. Transformação quociente. ................................................................................. 2
Indeterminação. ∞ 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 ∞ ................................................................................................ 2
a) Introdução ............................................................................................................... 2
b) Quociente de polinômios. ............................................................................. 3
c) Quociente de funções não polinomial. ................................................. 5
d) Limites ressoltos. ............................................................................................ 6
Indeterminação ∞-∞. ....................................................................................................... 10
a) Limites ressoltos. .......................................................................................... 10
Indeterminação 0/0 .......................................................................................................... 12
a) Introdução. .......................................................................................................... 13
b) Técnicas básicas. ............................................................................................ 13
c) Problemas ressoltos. ..................................................................................... 13
Indeterminação 𝟎 × ∞ ...................................................................................................... 14
a) Problemas ressoltos. ..................................................................................... 14
Indeterminação 𝟏∞ ........................................................................................................... 17
Introdução ......................................................................................................................... 17
a) Fórmula para evitar a indeterminação. ............................................ 17
b) Problemas ressoltos. ......................................................................................... 20
Limites
As sete indeterminações existentes são as seguintes:

En esta página hablamos sobre la indeterminación cero por infinito (0 × ∞),


viendo ejemplos y técnicas para evitar esta indeterminación.
Contenido de esta página:
1. Introducción.
2. Transformación en cociente.
3. Limites ressoltos.

1. Introdução.
(−∞) + (−∞) = −∞
(+∞) × (+∞) = +∞
(−∞) × (+∞) = −∞

𝑎 1 1 ±∞
= 0, (+∞)+∞ = +∞, (+∞)−∞ = = = 0, = ±∞
±∞ (+∞)+∞ +∞ 𝑎

𝑎+∞ = +∞ +∞
𝑠𝑒 𝑎 > 1 𝑒𝑛𝑡ã𝑜 { −∞ 1 𝑠𝑒 0 < 𝑎 < 1 𝑒𝑛𝑡ã𝑜 {𝑎 −∞ = 0
𝑎 = +∞ = 0 𝑎 = +∞
𝑎

𝑒 ∞ = ∞, 𝑒 0 = 1
Das operações com sucessões divergentes podem surgir as indeterminações.


(∞ − ∞), ( ), (0 ∙ ∞), (∞0 ), 1∞

Lembramos que uma forma indeterminação ou indeterminada é uma expressão


algébrica que aparece no cálculo dos limites e cujo resultado não pode ser
conhecido antecipadamente. Por exemplo, a indeterminação (0 × ∞), aparece
nos seguintes limites:

1
No entanto, o resultado do primeiro limite é 0 e o do segundo é 1:

Este exemplo mostra que não pode haver uma regra para determinar o valor de
(0 × ∞), como existe, por exemplo, a regra 0⁄∞ = 0.

2. Transformação quociente.
A melhor maneira de evitar indeterminação (𝟎 × ∞), é transformá-lo em
indeterminação 𝟎⁄𝟎 ou ∞⁄∞ Se o fizermos, já sabemos como proceder:

Indeterminação ∞⁄∞

Indeterminação. (∞ 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 ∞)

a) Introdução
Lembramos que uma forma indeterminada ou indeterminada é uma expressão
algébrica que aparece no cálculo dos limites e cujo resultado não pode ser
conhecido antecipadamente.

Por exemplo, considere as duas funções a seguir, que são quocientes de


polinômios:

2
Em ambas as funções, numerador e denominador tendem ao infinito
(𝑞𝑢𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑥 → +∞), portanto, seu limite é um quociente de infinitos (∞⁄∞), no
entanto, o limite de (𝑓(𝑥) = 0) e (𝑔(𝑥) = 2). Os gráficos de ambas funções são.

Portanto, com este exemplo, fica claro que não podemos obter uma regra para
a operação (∞⁄∞) (como existe, por exemplo, 𝑲⁄∞ = 𝟎, sendo 𝑲 ∈ 𝓡).

A indeterminação (∞⁄∞) é uma das mais comuns no cálculo de limites, portanto,


temos procedimentos suficientes para evitá-los, dependendo do tipo de
quociente que temos em cada caso.

Neste capítulo, resolveremos limites com indeterminação (∞⁄∞), a maioria


sendo limites de proporções polinomiais.

b) Quociente de polinômios.
Regras para calcular o limite de uma razão de polinômios quando (𝑋 → +∞) e
quando (𝑋 → −∞).

Quando x tende ao infinito (positivo ou negativo), os polinômios tendem ao


infinito. Portanto, a indeterminação (∞⁄∞) aparece na proporção de polinômios.

O coeficiente principal (ou diretor) de um polinômio é o coeficiente que


multiplica o monómio de maior grau do polinômio.

Exemplo.

 O polinômio (2𝑥 3 + 1) é 2.

3
 O polinômio (5𝑥 2 − 𝑥 3 ) é -1
 O polinômio (𝑥 − 3𝑥 2 − 7) é -3

Seja 𝑁(𝑥) o polinômio do numerador com o coeficiente principal (𝑛) e o grão


𝑔(𝑁) e seja 𝐷(𝑥) o polinômio do denominador com coeficiente principal (𝑑) e de
grau 𝑔(𝐷).
Então, o limite do quociente 𝑁(𝑥)⁄𝐷(𝑥) é.

 Primeiro caso: se o grau do polinômio 𝐷(𝑥) é maior que o de 𝑁(𝑥) o


limite é 0.
 Segundo caso: se os graus coincidem, o limite é o quociente de seus
principais coeficientes.
 Terceiro caso: se o grau do polinômio 𝑁(𝑥) é maior que o de 𝐷(𝑥) o
limite é infinito, mas o seguinte deve ser levado em consideração:

 Sim x tende ao infinito positivo, o sinal do infinito é o sinal de 𝑛⁄𝑑.


 Sim x tende ao infinito negativo, o sinal do infinito é, 𝑠𝑖𝑛𝑎𝑙(𝑛⁄𝑑 ) ×
𝐾
Onde K é.
(+1) sim os graus 𝑁(𝑥) e de 𝐷(𝑥) ambos são pares ou ambos são ímpar.
(-1) caso contrário.

Obs. Pode ajudar a escrever as potências dos limites, como veremos nos
limites resolvidos.

Por exemplo,

Os expoentes são utilizamos só para conhecer o sinal do infinito.

4
c) Quociente de funções não
polinomial.
Na verdade, o que é feito na regra que demos para a quociente de polinômios é
comprar o crescimento / diminuição dos polinômios. Isso depende do grau dos
polinômios e de seus coeficientes diretores.
Quando temos o limite de um quociente de funções não polinomiais, também
evitamos a indeterminação (∞⁄∞) comparando o crescimento das funções.

Por exemplo, considere o seguinte limite:

Tanto o numerador como o denominador tendem ao infinito, mas como o


crescimento do exponencial é muito maior, o infinito do denominador é maior.
Portanto, o limite se comporta de maneira semelhante ao quociente do
polinômios com maior grau no denominador. Então.

Como regra geral, a ordem de crescimento é.

logaritmo< raiz<Polinômio<exponencial.

Por exemplo.

ln(𝑥) < √𝑥 < 𝑥 2 < 𝑒 𝑥 ∀ 𝑥 > 1

Gráfico.

Pelo contrário, se o numerador crescer mais rapidamente, o limite será


infinito. Por exemplo,

5
Obs. O infinito é negativo porque o grau do polinômio é uniforme, seu
coeficiente principal é negativo e (x) tende a −∞ O denominador não
afeta o sinal porque é positivo.

d) Limites ressoltos.
1) Resolva.

𝑥 4 +1 ∞
Resolução. lim = 𝐼𝑛𝑑𝑒𝑡𝑒𝑟𝑚𝑖𝑛𝑎çã𝑜
𝑥→∞ 𝑥 2 −1 ∞

Temos a indeterminação ∞/∞, mas como o grau do numerador é maior,

𝑥 4 +1
lim = +∞
𝑥→∞ 𝑥 2 −1

Se serve de ajuda, podemos escrever as potências dos infinitos:

𝑥4 + 1 𝑥4
lim = lim = lim 𝑥 2 = +∞
𝑥→+∞ 𝑥 2 − 1 𝑥→+∞ 𝑥 2 𝑥→+∞

2) Resolva.

2𝑥 3 + 1 ∞
lim =
𝑥→+∞ 3𝑥 − 2𝑥 3 ∞

Temos a Indeterminação , mas como os graus dos polinômios

são iguais, o limite é o quociente dos principais coeficientes:

2𝑥 3 + 1 2
lim = = −1
𝑥→+∞ 3𝑥 − 2𝑥 3 −2

3) Resolva.

6
2𝑥 + 3 ∞
lim =
𝑥→+∞ 𝑥 2 − 1 ∞

Temos a indeterminação ∞/∞, mas como o grau do denominador é


maior que o grau do numerador,

2𝑥 + 3
lim =0
𝑥→+∞ 𝑥 2 − 1

Nesse limite, é irrelevante que 𝑥 tenda no infinito positivo ou negativo,


pois o resultado é 0.

4) Resolva.

𝑥 − 𝑥3 ∞
lim =
𝑥→+∞ 2𝑥 + 𝑥 2 ∞
Como o grau do numerador é maior, o limite é infinito. Como o quociente do
coeficiente é negativo e os expoentes são pares e ímpares, o sinal do infinito é
positivo:

Se escrevermos potências infinitas, teremos.

𝑥 − 𝑥3 −𝑥 3
lim = lim = lim − 𝑥 = −(−∞) = +∞
𝑥→−∞ 2𝑥 + 𝑥 2 𝑥→−∞ 𝑥 2 𝑥→−∞

5) Resolva.

7
(2𝑥 2 + 1)3 ∞
lim =
𝑥→+∞ (𝑥 2 − 2)2 ∞

Resolução da indeterminação.

(2𝑥 2 + 1)3 (2𝑥 2 + 1)(2𝑥 2 + 1)2


lim = lim
𝑥→+∞ (𝑥 2 − 2)2 𝑥→+∞ 𝑥 4 − 4𝑥 2 + 4

(2𝑥 2 + 1)(4𝑥 4 + 4𝑥 2 + 1)
lim
𝑥→+∞ 𝑥 4 − 4𝑥 2 + 4

(8𝑥 6 + 8𝑥 4 + 2𝑥 2 + 4𝑥 4 + 4𝑥 2 + 1)
lim
𝑥→+∞ (𝑥 4 − 4𝑥 2 + 4)

(8𝑥 6 + 14𝑥 4 + 6𝑥 2 + 1)
lim
𝑥→+∞ (𝑥 4 − 4𝑥 2 + 4)

O monómio de maior grau do numerador é 8𝑥 6 e do denominador 𝑥 4 . Como


os coeficientes são positivos, o infinito é positivo:

(2𝑥 2 + 1)3
lim =∞
𝑥→+∞ (𝑥 2 − 2)2

6) Resolva.

Temos um quociente de infinitos. Podemos raciocinar da mesma maneira que


fazemos com proporções polinomiais.

Se pensarmos nas raízes como potências, os principais monómios dos


polinômios são:

Os dois graus são iguais, portanto,

8
7) Calcula.

3𝑥 2 + 2𝑥 + 1 ∞ 3𝑥 2 + 2𝑥 + 1 3𝑥 2 3
lim = Então lim = lim 2 =
𝑥→∞ 5𝑥 2 + 𝑥 + 1 ∞ 𝑥→∞ 5𝑥 2 + 𝑥 + 1 𝑥→∞ 5𝑥 5

8) Calcula.

𝑥2 + 3 ∞ ∞ 𝑥2 1 1
lim √ 2
= √ = , 𝐸𝑛𝑡ã𝑜 lim √ 2 = lim √ =
𝑥→∞ 4𝑥 + 1 ∞ ∞ 𝑥→∞ 4𝑥 𝑥→∞ 4 2

9) Calcula.

√3𝑥 + 1 + 𝑥 ∞
lim =
𝑥→∞ 𝑥 ∞

1
√3𝑥 + 1 𝑥 √3𝑥 + 1 √3𝑥 √3 𝑥 2
lim + = lim ( + 1) = lim ( + 1) = lim ( + 1)
𝑥→∞ 𝑥 𝑥 𝑥→∞ 𝑥 𝑥→∞ 𝑥 𝑥→∞ 𝑥

−1 √3 √3 3
= lim (√3 𝑥 2 + 1) = lim ( 1 + 1) = lim ( + 1) = lim (√ + 1)
𝑥→∞ 𝑥→∞ 𝑥→∞ √𝑥 𝑥→∞ 𝑥
𝑥2

3
= (√ + 1) + 0 + 1 = 1

√3𝑥 + 1 + 𝑥
lim =1
𝑥→∞ 𝑥

10) Calcula.

3(𝑥+1) + 7 ∞
lim =
𝑥→∞ 3𝑥 + 1 ∞

9
3
lim ( ) = 3
𝑥→∞ 1

11) Calcula.
2𝑥 +3 ∞
lim (4𝑥 +8) = ∞ 𝑒𝑛𝑡ã𝑜 4𝑥 → 22𝑥 , 8 = 23
𝑥→∞

2𝑥 + 3 2𝑥 + 3 2𝑥 3
lim ( 𝑥 ) = lim ( 2𝑥 ) = lim ( ) + lim ( )
𝑥→∞ 4 + 8 𝑥→∞ 2 + 23 𝑥→∞ (22𝑥 + 23 ) 𝑥→∞ (22𝑥 + 23 )

2𝑥 1 1
lim ( 2𝑥 3
) = lim −𝑥 2𝑥 = lim 𝑥
𝑥→∞ (2 + 2 ) 𝑥→∞ 2 (2 + 2 ) 𝑥→∞ (2 + 2(3−𝑥) )
3

1 1
= lim = =0
𝑥→∞ (2∞ ∞
+2 ) ∞

Indeterminação ∞-∞.

a) Limites ressoltos.

1) Calcula.

lim (−𝑥 2 + 𝑥) = (−∞ + ∞) 𝑜𝑢 (∞ − ∞)


𝑥→∞
Eliminando a indeterminação.

1 1
lim (−𝑥 2 + 𝑥) = lim −𝑥 2 (1 − ) = lim −𝑥 2 ∙ lim (1 − )
𝑥→∞ 𝑥→∞ 𝑥 𝑥→∞ 𝑥→∞ 𝑥

10
1
lim −∞2 ∙ lim (1 − ) = −∞ ∙ 1 = −∞
𝑥→∞ 𝑥→∞ ∞

2) Calcula.

lim (3𝑥 − 2𝑥 ) = (∞ − ∞)
𝑥→∞

2𝑥 2 𝑥
lim (3𝑥 − 2𝑥 ) = lim 3𝑥 (1 − ) = lim 3 𝑥
(1 − ( ) ) = lim 3𝑥 (1 − (0.67)𝑥 )
𝑥→∞ 𝑥→∞ 3𝑥 𝑥→∞ 3 𝑥→∞

lim 3∞ ∙ 1 = 3∞ = ∞
𝑥→∞

3) Calcula.

lim (√𝑥 − √𝑥 2 + 1) = ∞ − ∞
𝑥→∞

(√𝑥 − √𝑥 2 + 1)(√𝑥 + √𝑥 2 + 1) 𝑥−𝑥−1


lim = lim
𝑥→∞ (√𝑥 + √𝑥 2 + 1) 𝑥→∞ (√𝑥 + √𝑥 2 + 1)

−1 −1 −1
lim = lim = =0
𝑥→∞ (√𝑥 + √𝑥 2 + 1) 𝑥→∞ (√∞ + √∞2 + 1) ∞

4) Calcula.

lim (5𝑥 − 6𝑥 ) = ∞ − ∞
𝑥→∞

= lim −6𝑥 ∙ 1 = −6∞ = −∞


𝑥→∞

5) Calcula.

lim (𝑥 8 − 𝑥 5 ) = ∞ − ∞
𝑥→∞

11
lim (𝑥 8 − 𝑥 5 ) = lim 𝑥 5 (𝑥 3 − 1) = lim ∞5 (∞3 − 1) = +∞
𝑥→∞ 𝑥→∞ 𝑥→∞

6) Calcula.

lim (√𝑥 2 + 2 − 𝑥) = ∞ − ∞
𝑥→∞

(√𝑥 2 + 2 − 𝑥) ∙ (√𝑥 2 + 2 + 𝑥) 𝑥2 + 2 − 𝑥2
lim = lim
𝑥→∞ (√𝑥 2 + 2 + 𝑥) 𝑥→∞ (√𝑥 2 + 2 + 𝑥)

2 2 2
lim = = =0
𝑥→∞ (√𝑥 2 + 2 + 𝑥) (√∞2 + 2 + ∞) ∞

7) Calcula.

lim (𝑥 − √𝑥 2 + 1) = ∞ − ∞
𝑥→∞

(𝑥 − √𝑥 2 + 1) ∙ (𝑥 + √𝑥 2 + 1) 𝑥 2 − (𝑥 2 + 1)
lim = lim
𝑥→∞ (𝑥 + √𝑥 2 + 1) 𝑥→∞ (𝑥 + √𝑥 2 + 1)

𝑥2 − 𝑥2 − 1 −1 −1 −1
lim = lim = = =0
𝑥→∞ (𝑥 + √𝑥 2 + 1) 𝑥→∞ (𝑥 + √𝑥 2 + 1) (∞ + √∞2 + 1) ∞

8) lim (√𝑥 2 + 𝑥 − √𝑥 2 + 1) = ∞ − ∞
𝑥→∞

(√𝑥 2 + 𝑥 − √𝑥 2 + 1)(√𝑥 2 + 𝑥 + √𝑥 2 + 1)
lim
𝑥→∞ (√𝑥 2 + 𝑥 + √𝑥 2 + 1)

(𝑥 2 + 𝑥 − 𝑥 2 − 1) (𝑥 − 1) ∞
lim = lim =
𝑥→∞ (√𝑥 2 + 𝑥 + √𝑥 2 + 1) 𝑥→∞ (√𝑥 2 + 𝑥 + √𝑥 2 + 1) ∞


Temos que eliminar uma segunda indeterminação (∞)

𝑥 𝑥 𝑥 1 1
lim = lim = lim = lim =
𝑥→∞ (√𝑥 2 + √𝑥 2 ) 𝑥→∞ (𝑥 + 𝑥) 𝑥→∞ 2𝑥 𝑥→∞ 2 2

Indeterminação 0/0

12
a) Introdução.
Lembramos que uma indeterminação ou forma indeterminada é uma expressão
algébrica que aparece no cálculo dos limites e cujo resultado não pode ser
conhecido antecipadamente.
Por exemplo, o limite de uma função que tende a 3/0 é ∞. No entanto, o limite
de uma função que tende a 0/0 pode assumir valores diferentes.
Por esse motivo, dizemos que 0/0 é uma forma indeterminada ou uma
indeterminação. Neste capítulo, veremos exemplos de limites com essa
indeterminação, mas cujo resultado é diferente.

b) Técnicas básicas.
A indeterminação 0/0 aparece em quocientes de funções que normalmente
podem ser simplificadas, evitando assim a indeterminação.
Por exemplo,

O quociente de zeros aparece nesse limite porque 1 é a raiz dos dois polinômios.
Como é uma raiz comum, se fatorarmos os polinômios, podemos simplificar o
quociente:

Assim, a indeterminação é evitada:

c) Problemas ressoltos.

1) Resolve.
13
√1 − 𝑥 2 0
lim =
𝑥→−1 √𝑥 + 1 0

0
Temos a indeterminação 0, mas podemos simplificar a fração (escrevendo o
quociente raiz como raiz do quociente e fatorando os polinômios):

1 − 𝑥2 (1 − 𝑥)(1 + 𝑥)
lim √ = lim √ = lim √(1 − 𝑥) = √2
𝑥→−1 𝑥+1 𝑥→−1 (𝑥 + 1) 𝑥→−1

Indeterminação (𝟎 × ∞)
Suponha que 𝑓(𝑥) tende a (0) 𝑒 𝑔(𝑥) tende a (∞). Então a indeterminação
(0 ∙ ∞) aparece no produto.

Como o limite de 𝑓(𝑥) é 0, o de seu inverso multiplicativo é (∞).

Portanto, basta escrever o produto como quociente:

Analogamente para 0/0

a) Problemas ressoltos.
Limite 1

14
O fator (X) tende ao infinito. O fator 𝑒 −𝑥 tende a 0 porque a base é maior que 1
e o expoente tende a −∞

lim 𝑥 ∙ 𝑒 −𝑥
𝑥→+∞

É fácil escrever o produto como quociente e alterar o sinal do expoente,



aparecendo assim a indeterminação (∞):

O limite é 0 porque o crescimento exponencial é maior que o de x.

Limite 2

Lembrar que o número (e) é o limite de una função:

Observe que o argumento do logaritmo é a base do exponencial do limite


anterior:

Portanto, aplicando as propriedades dos logaritmos,

Limite 3

Nós apenas temos que escrever o fator da direita no numerador para ter a

indeterminação (∞):

15
(3 − 2𝑥 2 ) ∞
lim =
𝑥→+∞ (3𝑥 2 + 1) ∞

Resolver a indeterminação.

(−2𝑥 2 ) 3
lim = −
𝑥→+∞ (3𝑥 2 ) 2

O limite é a razão dos principais coeficientes dos polinômios, porque


eles têm o mesmo grau.

Limite 4

𝑥 ∞
lim (2 + 3𝑥 2 ) ∙ √ 5 =∞∙√
𝑥→+∞ (𝑥 − 3) ∞
∞ 1
Eliminando a indeterminação ( ) Temos lim √ =0
∞ 𝑥→+∞ 𝑥4

𝑥
lim (2 + 3𝑥 2 ) ∙ √ 5 =∞∙0
𝑥→+∞ (𝑥 − 3)

Ficando com a indeterminação 0 ∙ ∞

Podemos inserir o fator da esquerda (é positivo) na raiz, escrevendo seu


quadrado:

𝑥(2 + 3𝑥 2 )2
lim √
𝑥→+∞ (𝑥 5 − 3)

Desenvolvemos o quadrado:

16
O limite dessa proporção de polinômios é 9 porque os graus dos polinômios
são iguais. Por tanto,

𝑥(2 + 3𝑥 2 )2
lim √ = √9 = 3
𝑥→+∞ (𝑥 5 − 3)

Indeterminação (𝟏∞ )
Introdução
Lembramos que uma forma indeterminada ou indeterminação é uma expressão
algébrica que aparece no cálculo dos limites e cujo resultado não pode ser
conhecido antecipadamente. Por exemplo, a indeterminação 1∞ aparece nos
seguintes limites:

No entanto, o resultado desses limites é diferente:

Com esses exemplos, fica claro que 1∞ é uma forma indeterminada ou


indeterminação.

a) Fórmula para evitar a indeterminação.


Existe uma fórmula que evita a indeterminação. 1∞

Se o limite da função 𝑓(𝑥) é 1 e o de 𝑔(𝑥) é ∞ temos então a indeterminação


1∞ no limite de (𝑓(𝑥)) 𝑔(𝑥)

17
Nesse caso, aplicamos a seguinte fórmula:

Como trabalharemos no expoente da função exponencial, a partir de agora,


para ver claramente o expoente, usaremos a notação 𝑒 ℎ(𝑥)

Com esta notação, a fórmula acima é

lim 𝑓(𝑥) 𝑔(𝑥) = lim 𝑒 {𝑔(𝑥)∙(𝑓(𝑥)−1)}


𝑥→𝐴 𝑥→𝐴
Obs. A pode ser um número finito ou ±∞

Exemplos,
1)

1 𝑥 1
(𝑥∙(1− )−1)
𝑥∙
(− ) 1
lim (1 − ) = lim 𝑒 𝑥 = lim 𝑒 𝑥 = lim 𝑒 (−1) = 𝑒 −1 =
𝑥→∞ 𝑥 𝑥→∞ 𝑥→∞ 𝑥→∞ 𝑒

Demonstração intuitiva da fórmula para indeterminação. 1∞

Uma das maneiras de definir o número 𝑒 é fazer isso como um limite:

Por exemplo.

18
Portanto, seguindo o raciocínio acima, se 𝑓 tende a 1 e 𝑔 tende a ∞,
nós temos.

Então

Método alternativo

Outra maneira de evitar a indeterminação sem aplicar a fórmula é operar no limite


para obter a seguinte forma:

O limite pode ser com x → A sempre h (x) tenda a ∞ quando x →A.

Por exemplo, calcularemos o seguinte limite:

Reescrevemos a fração (adicionando e subtraindo 1):

Escrevemos a fração como uma fração com numerador igual a 1:

19
O expoente deve ser igual que o denominador da fração anterior:

Já podemos calcular o limite:

Obviamente, é muito mais rápido aplicar a fórmula que vimos:

1
𝑥 𝑥−1 [
1
∙(
𝑥
−1)] [
1 𝑥−2𝑥+1
∙( )]
lim ( ) = lim 𝑒 𝑥−1 2𝑥−1 = lim𝑒 𝑥−1 2𝑥−1
𝑥→1 2𝑥 − 1 𝑥→1 𝑥→1

1 𝑥−2𝑥+1 1 −𝑥+1 1 𝑥−1


[ ∙( )] [ ∙( )] [ ∙− ]
lim 𝑒 𝑥−1 2𝑥−1 = lim𝑒 𝑥−1 2𝑥−1 = lim𝑒 𝑥−1 2𝑥−1
𝑥→1 𝑥→1 𝑥→1

[−
1
] 1
lim 𝑒 2𝑥−1 = 𝑒 −1 =
𝑥→1 𝑒

b) Problemas ressoltos.
Limite 1

Nós temos a indeterminação 1∞ ,aplicamos a fórmula

𝟏
𝟏 𝒙𝟐−𝟏 𝟏 𝟏 𝟏 𝟏−𝒙 𝟏 𝒙−𝟏
[ ∙( −𝟏)] [ ∙( )] [ ∙− ]
lim ( ) = lim𝒆 𝒙𝟐 −𝟏 𝒙 = lim𝒆 𝒙𝟐−𝟏 𝒙 = lim 𝒆 𝒙𝟐−𝟏 𝒙
𝒙→𝟏 𝒙 𝒙→𝟏 𝒙→𝟏 𝒙→𝟏

𝟏 𝒙−𝟏 𝟏 𝒙−𝟏 𝟏 𝟏 𝟏
[ ∙− ] [ ∙− ] [− ]
lim𝒆 𝒙𝟐 −𝟏 𝒙 = lim𝒆 (𝒙+𝟏)(𝒙−𝟏) 𝒙 = lim𝒆 𝒙(𝒙+𝟏) = 𝒆−𝟐 =
𝒙→𝟏 𝒙→𝟏 𝒙→𝟏 √𝒆

20
Limite 2

Como a fração tende a 1, temos indeterminação 0∙∞. No entanto, se


introduzirmos o (x) no logaritmo, temos a indeterminação 1∞

Aplicamos a fórmula para calcular o limite do argumento do logaritmo:

O limite do expoente é 0 porque o grau do polinômio do denominador é maior.


Por tanto,

Agora resolveremos o mesmo exercício sem aplicar fórmula.

𝑥2 + 1 ∞
lim 𝑥 ∙ ( 2 )=∞∙( )
𝑥→∞ 𝑥 +2 ∞

𝑥
𝑥 2 +1 𝑥 2 +1
Aplicando propriedade do logaritmo. lim 𝑥 ∙ ( ) = lim (𝑥 2+2)
𝑥→∞ 𝑥 2 +2 𝑥→∞

21
𝑥
𝑥2 + 1 −1 𝑥 1 𝑥
lim ( ) = 1∞ , lim (1 + 2 ) = lim (1 + )
𝑥→∞ 𝑥 2 + 2 𝑥→∞ 𝑥 +2 𝑥→∞ −(𝑥 2 + 2)

𝑥[−(𝑥 2 +2)] 𝑥
−(𝑥 2 +2) −(𝑥 2 +2)
1 −(𝑥 2 +2) 1
lim (1 + ) = lim [(1 + ) ]
𝑥→∞ −(𝑥 2+ 2) 𝑥→∞ −(𝑥 2+ 2)

𝑥 ∞
lim 𝑒 −(𝑥 2 +2) = lim 𝑒 −(∞)
𝑥→∞ 𝑥→∞

Segue sendo uma indeterminação.

𝑥 𝑥 1
lim = lim 2 = lim = 0
𝑥→∞ −(𝑥 2 + 2) 𝑥→∞ 𝑥 𝑥→∞ 𝑥

Então.

𝑥
𝑥2 + 1
lim ( ) = 𝑒0 = 0
𝑥→∞ 𝑥 2 + 2

22