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PÓS-RECURSO

GABARITO
Núcleo Estadual no Rio de Janeiro - NERJ

NÍVEL SUPERIOR
Prova objetiva - Acesso Direto
QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO
1 A 51 B
2 B 52 B
3 D 53 D
4 B 54 D
5 B 55 A
6 C 56 A
7 B 57 D
8 D 58 C
9 B 59 C
10 C 60 B
11 A 61 D
12 D 62 A
13 C 63 B
14 A 64 D
15 D 65 A
16 C 66 A
17 B 67 B
18 C 68 ANULADA
ANULADA
19 C 69 A para D
20 B 70 A
21 A 71 ANULADA
22 B 72 A
23 C 73 D
24 A 74 A
25 B 75 D
26 B 76 D
27 A 77 B
28 A 78 C
29 C 79 ANULADA
30 B 80 D
31 C 81 D
32 A 82 A
33 C 83 D
34 A 84 D
35 C 85 C
36 A 86 C
37 D 87 A
38 B 88 C
39 D 89 D
40 A 90 C
41 B 91 B
42 A 92 B
43 C 93 D
44 B 94 B
45 B 95 A
46 A 96 C
47 A 97 B
48 A 98 D
49 D 99 C
50 C 100 D

Questões 1, 5, 7, 9, 13, 25, 29, 31, 41, 49, 50, 55, 56, 58, 61, 63, 65, 67, 70, 72, 74, 75, 78,
80, 81, 82, 86, 87, 89, 90, 91, 92, 94, 97, 98, 100 - INDEFERIDOS

QUESTÃO 1 – O candidato inicia o seu recurso com uma afirmativa genérica (“De acordo
com as referências”), sem a obrigatória indicação do título da referência, do capítulo e da
página onde o fundamento do recurso é encontrado. Tal atitude descumpre o item 8.3. do
edital do certame e, assim sendo, o recurso já está liminarmente indeferido por falta de
fundamentação teórica, conforme disposto no item 8.4.1.a. Entretanto, em respeito ao
candidato e aos mais de 30 anos de experiência em terapia intensiva deste membro da
banca examinadora, façamos uma breve análise do seu pleito.
O candidato menciona (corretamente) que a hidroxicobalamina traz benefícios aos enfermos
intoxicados por cianeto. Ela é, de fato, uma das drogas que podem ser usadas no manejo
terapêutico dessa condição. Entretanto, ele se engana quando diz que o tiossulfato de sódio
se reserva ao tratamento de casos crônicos e que não deveria ser empregado no caso em
tela, pois “o paciente foi retirado da casa noturna inconsciente” (sic). Tal afirmativa carece
de fundamento, já que – pelo contrário – o tiossulfato de sódio tem amplo emprego na fase
aguda da intoxicação por cianeto, especialmente em indivíduos inconscientes.
Entre outros livros médicos constantes do Anexo II do edital, que também trazem essa
informação com clareza, a banca examinadora destaca o capítulo 215 (Chemical
Bioterrorism) de HARRISON’S Principles of Internal Medicine. 17th ed, McGrawHill
Medical, 2009 (página 1352, tabela 215-1: Antidote Recommendations Following Exposure
to Cyanide).Portanto, ao contrário do que o candidato afirma, a resposta a está correta.
Conclusão: Gabarito oficial mantido (letra a) / Recurso indeferido.

QUESTÃO 5 – Apenas três candidatos, dentre os mais de 3.000 médicos que se


submeteram ao Processo Seletivo Público da Residência Médica 2013MS-NERJ / SES /
FIOCRUZ / FMS / DOR, apresentaram recurso à questão 5. Todos emitem opiniões e fazem
comentários em defesa de seus pleitos, sem fundamentá-los nos livros constantes do Anexo
II (Referências bibliográficas). Assim, eles descumprem o item 8.3. do edital e a banca
examinadora indefere liminarmente o recurso, em obediência ao item 8.4.1. do mesmo
edital.
Contudo, para orientação dos senhores candidatos, esta banca examinadora lembra que o
caso se reporta a um indivíduo com suspeita de pequeno derrame pleural livre à direita.
Nessa condição, para esclarecimento da dúvida, está indicada a radiografia simples de tórax
em decúbito lateral direito com raios horizontais (técnica de Hjelm-Laurell), em virtude de ela
ter maior sensibilidade que a radiografia em posição ortostática para identificar derrame
líquido livre de pequeno volume na cavidade pleural.
A afirmativa acima pode ser confirmada na página 2596 do livro LOPES, A. C. (organizador).
Tratado de Clínica Médica. 2ª Ed, Editora Roca Ltda., 2009 (Volume II → Pneumologia →
Capítulo 228 → Procedimentos diagnósticos → Exames de imagem → Radiografia do tórax
→ Incidência em decúbito lateral com raios horizontais).
Conclusão:Gabarito oficial mantido (letra b) / Recursos indeferidos

QUESTÃO 7 – Três candidatos questionaram o gabarito da pergunta 7. O primeiro deles


alega que todas as opções estão corretas e, assim, não atendem ao enunciado da questão.
Em relação à opção b, ele afirma que “De acordo com as referências, a sífilis secundária
pode apresentar erupções maculares pruriginosas, portanto, quando a questão pede para
marcar a manifestação que NÃO está incluída, a opção B não deveria ser a correta, pois
apresenta manifestações típicas da doença”. Ele não explicita referências bibliográficas do
anexo II e, por inobservância do item 8.3. do edital, seu recurso está liminarmente
indeferido, como previsto no item 8.4.1.a. do mesmo edital.
Todavia, para ciência do candidato, esta banca examinadora esclarece que as lesões
cutaneomucosas da sífilis secundária tipicamente não se acompanham de prurido, menos
ainda são lesões “muito pruriginosas” como registra a opção b (ver, por exemplo, FAUCI, A.
S.; BRAUNWALD, E.; KASPER, D. L.; HAUSER, S. L.; LONGO, D. L.; JAMESON, J. L.
&LOSCALZO, J. - HARRISON’S Principles of Internal Medicine. 17th ed, McGrawHill
Medical, 2009 → página 1040: “Clinical Manifestations – Secondary syphilis).
Dois outros candidatos advogam que as opções a e b citam lesões que não ocorrem na
sífilis secundária. Ambos entabulam o mesmo raciocínio, embora somente um cite livro das
referências bibliográficas. Confundem-se, porém, na linha de raciocínio que procuram
seguir. Eles dizem que a opção a traduz um cancro duro (próprio à fase primária da sífilis) e
que a questão alude à fase secundária da infecção. Portanto, para eles, a lesão citada na
opção a não se enquadraria no rol de manifestações cutaneomucosas da fase secundária e,
assim, ela também atenderia ao que é pedido no enunciado da questão.
Para melhor encadear o pensamento, façamos um resumo da situação que ora se
apresenta: estes dois últimos candidatos concordam que a opção b (gabarito oficial) atende
ao enunciado da questão e que as opções c/ d não o fazem. A dúvida se resume, então,
apenas à opção a(“erosões mucosas superficiais indolores“) que, segundo eles, também
estaria correta por estarem ausentes na sífilis secundária.
Trata-se de um equívoco dos senhores candidatos! Embora todos os livros citados no anexo
II subsidiem o gabarito oficial, para simplificar, esta banca examinadora se valerá de apenas
um deles como exemplo (FAUCI, A. S.; BRAUNWALD, E.; KASPER, D. L.; HAUSER, S. L.;
LONGO, D. L.; JAMESON, J. L. &LOSCALZO, J. - HARRISON’S Principles of Internal
Medicine. 17th ed, McGrawHill Medical, 2009). O texto a seguir foi pinçado da página 1040
(Clinical manifestations → Secondary syphilis): “Superficial mucosal erosions (mucous
patches) occur in 10-15% of patients and commonly involve the oral or genital mucosa
(Fig.162-4, right). The typical mucous patch is a painless silver-gray erosion surrounded by a
red periphery”.
Traduzindo-se os termos, acima sublinhados por esta banca examinadora, temos “erosões
mucosas superficiais indolores”, exatamente o que consta na opção a. Fica evidente,
portanto, que essas lesões ocorrem na sífilis secundária (reforçando a informação, há até
uma foto colorida na página 1041 do livro) e, por conseguinte, somente a opção b atende ao
proposto no enunciado da questão 7.
Conclusão: Gabarito oficial mantido (letra b) / Recursos indeferidos.

QUESTÃO 9 – Sem apresentar quaisquer justificativas no texto do seu recurso, o candidato


afirma apenas que as opções a e b estão corretas e, por isso, solicita anulação da questão.
Descumpre, destarte, o item 8.3. do edital e, assim, seu pleito sequer deveria ser
considerado. Mesmo indeferindo liminarmente o recurso (com base no item 8.4.1.a. do
edital), em atenção ao candidato, esta banca examinadora analisará o que foi por ele
escrito.
Preliminarmente, não causa surpresa o fato de ele não mencionar fontes bibliográficas para
amparar seu pleito, pois jamais encontraria subsídios favoráveis em qualquer delas! Joelho
recurvado (genum recurvatum) é uma deformidade em que a perna e a coxa formam um
ângulo aberto para a frente quando em extensão máxima, anormalidade anatômica cujo
padrão radiográfico é muito diferente daquele descrito no enunciado da questão. Assim, a
opção a está errada. Por outro lado, osteoartrose que afeta quase exclusivamente o espaço
articular femorotibial medial tipicamente se associa à deformidade em varo do joelho (opção
b), conforme pode ser constatado em LOPES, A. C. (organizador). Tratado de Clínica
Médica. 2ª Ed, Editora Roca Ltda., 2009, página 5016.
Conclusão: Gabarito oficial mantido (letra b) / Recurso indeferido.

QUESTÃO 13 – O recurso à questão 13, apresentado por uma única candidata, tem apenas
duas palavras: “Mal formulada”. De antemão, cabe lembrar que mais de 3.000 candidatos
se submeteram a esse Processo Seletivo Público de Residência Médica e somente ela fez
questionamento de tal jaez!
Esta banca examinadora faz questão de registrar que “mal formulado” foi o recurso da
candidata, visto que tacitamente descumpre o estatuído no item 8.3. do EDITAL DO
PROCESSO SELETIVO PÚBLICO DA RESIDÊNCIA MÉDICA 2013 MS-NERJ / SES /
FIOCRUZ / FMS / DOR, a seguir transcrito ipsis litteris (inclusive com os negritos
existentes):“O recurso deverá ser unitário por questão, constando da indicação precisa
daquilo em que o candidato se julgar prejudicado, tomando por base apenas as referências
bibliográficas constantes do Anexo II, com indicação obrigatória do(s) título(s) da(s)
referência(s), do(s) capítulo(s) e da(s) página(s) onde o fundamento do recurso é
encontrado”.
Por conseguinte, o recurso deve ser indeferido liminarmente, em obediência ao disposto no
item 8.4.1. do edital em suas alíneas a (”não estiver fundamentado nas referências
bibliográficas indicadas no Anexo II;”) e c (“não forem claros e objetivos no pleito;”).
Apenas para esclarecimento, ao contrário do que a candidata afirma, o enunciado da
questão é claro, conciso e cristalino. Nele estão descritos os achados clínico-laboratoriais
clássicos da síndrome de Plummer-Vinson, que incluem sinais/sintomas de anemia, exames
laboratoriais próprios à anemia ferropriva e, dado que sela o diagnóstico, um anel
hipofaríngeo causador dedisfagia alta. Uma questão simples, direta, de resposta imediata e
que não dá margem a quaisquer dúvidas. (Referência bibliográfica: HARRISON’S
Principles of Internal Medicine. 17th ed, McGrawHill Medical, 2009, página 1854).
Conclusão: Gabarito oficial mantido (letra c) / Recurso indeferido.

QUESTÃO 25 – A região inguinal tem duas partes: a inguino-abdominal e a inguinocrural.


Em Schwartz (Principles of Surgery, 9th Ed.), as hérnias femorais estão incluídas no capítulo
“hérnias inguinais”, cap. 37. Não se deve confundir canal inguinal com região inguinal. Deve-
se ainda observar que a questão se refere a hérnias da região inguinal como um todo e
não a “hérnias inguinais”. De qualquer forma, conforme as classificações de Gilbert e Nyhus,
as hérnias da região estão sempre relacionadas em conjunto e, de fato, o maior risco de
estrangulamento está nas hérnias femorais (Sabiston, 18th ed., p. 1157 e 1168, e Schwartz,
9th ed., p. 1312).

QUESTÃO 29 – O enunciado da questão solicita o fator de risco mais frequentemente


associado ao aparecimento do câncer da vesícula. Embora as outras alternativas da
questão possam também estar associadas ao desenvolvimento do câncer de vesícula, a
prevalência e a frequência da litíase vesicular são incomparavelmente maiores do que as
outras respostas e inclinam de forma desproporcional a resposta para este fator. Em
Sabiston (Textbook of surgery, 18th ed., p. 1580), está escrito: “a strong association has
long been noted between gallbladder cancer and cholelithiasis, which is present in 75 to
90% of cases”. Da mesma forma, ocorre na referência citada na 19th ed., cap. 55. Ainda em
Schwartz (Principles of Surgery, 9th ed., p. 1160), encontra-se que “Cholelithiasis is the most
important risk factor for gallbladder carcinoma, and in up to 95% of pacients with
carcinoma of the gallbladder have gallstones”.

QUESTÃO 31 – A maioria dos sarcomas de partes moles localizam-se nas extremidades,


conforme se verifica em Schwartz (Principles of Surgery, p, 1284, “Key points”, item 3):
“Approximately two thirds of soft tissues sarcomas arise in the extremities (...)”. Em Sabiston
(Textbook of Surgery, 18th edition, p. 31), verifica-se também informação semelhante sobre a
localização destes tumores.

QUESTÃO 41 – "Acute bronchiolitis is characterized by bronchiolar obstruction with edema,


mucus, and cellular debris. Even minor bronchiolar wall thickening significantly affects airflow
because resistance is inversely proportional to the 4th power of the radius of the bronchiolar
passage. Resistance in the small air passages is increased during both inspiration and
exhalation, but because the radius of an airway is smaller during expiration, the resultant
respiratory obstruction leads to early air trapping and overinflation. If obstruction becomes
complete, trapped distal air will be resorbed and the child will develop atelectasis."
Bronquiolite aguda é caracterizada por obstrução bronquial com edema, muco e os restos
celulares. Mesmo menor espessamento da parede bronquiolar afeta significativamente o
fluxo de ar porque a resistência é inversamente proporcional à quarta potência do raio da
passagem bronquiolar. A resistência nas pequenas passagens de ar é aumentada durante
a inspiração e expiração, mas porque o raio de uma via aérea é menor durante a
expiração, a obstrução respiratória resultante leva ao aprisionamento de ar mais cedo e
hiperinsuflação. Se a obstrução se torna completa, ar distal preso será reabsorvido e a
criança irá desenvolver atelectasia.
Referência Bibliográfica KLIEGMAN, R.M.; BEHRMAN, R.E.; JENSON, H.B. Nelson
Textbook of Pediatrics. 18a Ed. Philadelphia: Saunders, 2008. capitulo 252, pág 1127.

QUESTÃO 49 – De acordo com a referência bibliográfica sugerida, o RN com icterícia


neonatal que perde mais que 12% do peso de nascimento deve receber complementação
com fórmula láctea, além do incentivo ao aleitamento materno quando não existe
impedimento de alimentação por via oral e não há evidências clínicas e/ou bioquímicas de
desidratação.
Ainda de acordo com a referência bibliográfica sugerida na figura 102-11, RN com 5 dias de
vida, de baixo risco, com níveis de bilirrubina de 15mg/dl, não tem indicação de tratamento
com fototerapia.
Referência Bibliográfica: KLIEGMAN, R.M.; BEHRMAN, R.E.; JENSON, H.B. Nelson
Textbook of Pediatrics. 18 ed. Philadelphia: Saunders, 2008, capítulo 102-3.

QUESTÃO 50 – De acordo com a referência bibliográfica sugerida, o RN que nasce


vigoroso com líquido amniótico tinto em mecônio, deve ter a boca e o nariz aspirados com
cateter ou bomba de aspiração, pelo pediatra.
Referência Bibliográfica: KLIEGMAN, R.M.; BEHRMAN, R.E.; JENSON, H.B. Nelson
Textbook of Pediatrics. 18 ed. Philadelphia: Saunders, 2008, capítulo 94.

QUESTÃO 55 – O diagnóstico mais provável é a varicela, que se apresenta


caracteristicamente com exantema maculovesicular generalizado e acomete mucosas.
Como há atrito em orofaringe, as lesões vesiculares ulceram. Na herpangina, eventualmente
pode ocorrer exantema, mas não é a característica clínica da doença. A febre geralmente é
moderada. O aciclovir está indicado pelo uso de corticoide inalatório.
Referência Bibliográfica: KLIEGMAN, R.M.; BEHRMAN, R.E.; JENSON, H.B. Nelson
Textbook of Pediatrics. 18 ed. Philadelphia: Saunders, 2008. Página 1371.
- Temperature elevation is usually moderate, usually 100-102°F, but may be as high as
106°F; fever and other systemic symptoms usually re solve within 2-4 days after the onset of
the rash. Ulcerative lesions involving the mucosa of oropharynx and vagina are also
common; many children have vesicular lesions on the eyelids and conjunctivae. Oral therapy
with acyclovir (20 mg/kg/dose, maximum 800 mg/dose) given as 4 doses/day for 5 days can
be used to treat uncomplicated varicella in: nonpregnant individuals >13 yr of age and
children >12 mo of age with chronic cutaneous or pulmonary disorders, individuals
receiving short-term, intermittent, or aerosolized corticosteroid therapy, individuals
receiving long-term salicylate therapy, and possibly secondary cases among household
contacts.

QUESTÃO 56 – O diagnóstico de infecção pelo HIV em menores de 18 meses é realizado através


da detecção viral, pois ainda há interferência de anticorpos maternos circulantes, podendo ser
detectados pelo ELISA e confirmatórios, obviamente. O PCR-RNA (carga viral) ou o PCR-DNA
são os exames indicados para o diagnóstico de infecção pelo HIV nesta criança.
Referência Bibliográfica: MINSTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde.
Programa Nacional de DST E AIDS. Recomendações para Terapia Antirretroviral em
Crianças e Adolescentes Infectados pelo HIV. Séries Manuais, nº 85. Brasília, 2009.
“A identificação precoce da criança infectada verticalmente é essencial para o início da
terapia antirretroviral, a profilaxia das infecções oportunistas e o manejo das intercorrencias
infecciosas e dos distúrbios nutricionais.
A passagem transplacentária de anticorpos maternos do tipo IgG anti-HIV, principalmente no
terceiro trimestre de gestação, interfere no diagnóstico da infecção vertical. Os anticorpos
maternos persistem até os 18 meses de idade.
Portanto, somente a detecção de anticorpos anti-HIV não é suficiente para o diagnóstico em
crianças menores de 18 meses de idade.
O diagnóstico da infecção pelo HIV em crianças é orientado de acordo com a faixa etária.”

1) Crianças com idade inferior ou igual a 18 meses


Será considerada infectada a criança com resultados positivos em duas amostras obtidas
em momentos diferentes, testadas pelos seguintes métodos:
* Por meio da realização dos testes de quantificação de RNA viral – carga viral ou, quando
disponível, o teste qualitativo para detecção do DNA pró-viral.

QUESTÃO 58 – O enunciado da questão deixa claro que a criança não apresenta nenhum
sintoma diurno e que nunca adquiriu continência urinária noturna, ou seja, trata-se apenas
de enurese noturna primária, pois diz: "as fraldas diurnas foram retiradas sem dificuldade e
negava qualquer alteração miccional diurna", não havendo indicação de urinocultura, pois
em caso de infecção do trato urinário, haveria também sintomas diurnos
Referência Bibliográfica: KLIEGMAN, R.M.; BEHRMAN, R.E.; JENSON, H.B. Nelson
Textbook of Pediatrics. 18 ed. Philadelphia: Saunders, 2008, p. 71.
QUESTÃO 61 – Segundo Rezende (Obstetrícia, 10ª edição, página 681), "bacterioscopia
em campo escuro ainda é o padrão ouro e deve ser realizada no momento da consulta, pois
se observam as bactérias vivas e móveis" e, ainda, "o VDRL pode dar falso-negativo
principalmente nas fases primária e latente tardia".
Gabbe - "exame do exsudato do cancro com microscopia de campo escuro definitivamente
faz o diagnóstico da condição pela visualização das espiroquetas".
Williams - "diagnóstico definitivo das lesões iniciais é feito com microscopia de campo
escuro".
Com relação ao controle de cura: Rezende - "as gestantes devem ser acompanhadas
mensalmente" (página 681).
O enunciado da questão pedia "o exame de escolha e o controle de cura do principal
diagnóstico" e nas opções de resposta constam, separados, tal exame e periodicidade de
controle esclarecendo o objetivo da questão.

QUESTÃO 63 – Insuficiência cardíaca congestiva não consta como contraindicação à


utilização de Metotrexato.
Segundo Rezende, página 376: "O MTX é diretamente tóxico ao hepatócito e é depurado
pelo corpo pela excreção renal, por isso não deve ser utilizado por mulheres com doença
hepática ou do rim." Segundo Williams: "Contraindicações absolutas incluem gestação
intrauterina, amamentação, imunodeficiência, alcoolismo, doença hepática, renal ou
pulmonar crônicas, discrasias sanguíneas e úlcera péptica."

QUESTÃO 65 – A condição de Rh negativo da paciente é informada no enunciado da


questão ao tratar de Doença Hemolítica Perinatal e pedir as indicações para utilização de
Imunoglobulina anti-D, visto que tal patologia é exclusiva de pacientes Rh negativas, sendo,
portanto, condição sine qua non para seu uso a condição Rh negativo da paciente.
Segundo Rezende, páginas 503 e 504 :
- "300 µg de IgG anti D devem ser dados a mulheres Rh negativo não sensibilizadas com 28
semanas de gestação";
- "A mulher com D fraco não deve receber IgG anti D";
- "A mola completa é avascular ou com vascularização incompleta. Se for certo o
diagnóstico de mola completa, não há necessidade da prevenção".
A opção restante (letra B) trata de infante sensibilizado e, portanto, não cabe imunoprofilaxia
nestas situações.
O livro ROTINAS EM OBSTETRÍCIA - 6ª EDIÇÃO e o MANUAL DO MINISTÉRIO DA
SAÚDE não constam das referências bibliográficas publicadas no edital deste concurso.

QUESTÃO 67 – Segundo Rezende (páginas 345 a 348), a conduta inicial consiste em


estabilização materna com controle das convulsões, com uso de Sulfato de Magnésio, e
controle da pressão arterial com anti-hipertensivos.
Na página 347: "A ocorrência de eclampsia não é indicação de cesariana. A cesariana
imediata é recomendada apenas em casos de hematoma subcapsular hepático, DPP com
feto vivo, sofrimento fetal agudo e suspeita ou confirmação de sangramento cerebral".

QUESTÃO 70 – Em Rezende (página 258 e 259): a assistência moderna ao secundamento


é a conduta ativa procedimento que inclui administração de agente uterotônico e tração
controlada de cordão.

QUESTÃO 72 – Segundo o Williams Gynecology, cirurgias limpas não têm suas taxas de
infecção reduzidas através do uso de antibioticoprofilaxia e esta não deve ser empregada
nestas situações (Capitulo 3 - "clean wounds").
Novak: "evidências indicam que, para profilaxia, uma dose de antibióticos é apropriada."

QUESTÃO 74 – Williams Gynecology ressalta a importância do diagnóstico histopatológico,


e não apenas citológico, previamente à cirurgia, visando melhor planejamento cirúrgico e
envolvimento da paciente em seu plano terapêutico.
Williams Gynecology: "biopsia por agulha fina recupera fragmentos de células epiteliais que
podem ser interpretados como benignos ou malignos mas não podem com segurança ser
diferenciados entre lesões proliferativas benignas e neoplasmas fibroepiteliais ou entre
carcinoma ductal in situ e carcinoma invasivo". "Biopsia por agulha grossa é geralmente
preferida previamente à excisão, já que o resultado da biópsia contribui significativamente
para o planejamento cirúrgico."

QUESTÃO 75 – Embriologicamente, os ovários derivam do mesoderma intermediário, ao


passo que útero e trompas de falópio derivam dos ductos paramesonéfricos, que se
desenvolvem de uma invaginação do epitélio celômico. Desta forma, sendo órgãos com
origem e desenvolvimento embriológicos distintos, não se espera encontrar anomalias
associadas entre ambos (Williams Gynecology e Novak).

QUESTÃO 78 – Williams Gynecology: "existem evidências convincentes que tumores


mucinosos de ovário associados com pseudomixoma peritonial são praticamente todos
metastáticos ao invés de primários. Como resultado, apêndice ou outros locais intestinais de
origem devem ser excluídos."
Novak: "tumores ovarianos mucinosos podem chegar a grandes dimensões. Tumores
mucinosos benignos são tipicamente lobulados, superfície lisa, são multiloculares e podem
ser bilaterais em mais de 10% dos casos. 5 a 10% dos tumores mucinosos de ovário são
malignos."
A associação com adenocarcinoma é no ovário homolateral. O embasamento para a
resposta encontra-se nas referências acima citadas. O artigo CT of Pseudomyxoma
Peritonei e o livro Tratado de Ultrassonografia Diagnóstica não se encontram entre as
referências do concurso.
QUESTÃO 80 – A paciente possui uma história menstrual de 1 ano e, conforme indica o
enunciado, um ciclo de 35 dias, favorecendo o diagnóstico de anovulação devido ao ciclo
um pouco mais longo. Conquanto o diagnóstico de coagulopatia deva estar em mente, a
questão pergunta qual a principal hipótese diagnóstica e, conforme consta em todas as
referências bibliográficas do concurso, a principal hipótese diagnóstica de sangramento
uterino disfuncional nos primeiros anos após a menarca é o sangramento anovulatório por
imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano.

QUESTÃO 81 – Vacina BCG: administrar o mais precocemente possível, preferencialmente


após o nascimento. Nos prematuros com menos de 36 semanas, administrar a vacina após
completar 1 (um) mês de vida e atingir 2Kg .
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=21462. Calendário Básico
de Vacinação da Criança . Ministério da Saúde, Brasil, 2012.

QUESTÃO 82 – Os países Austrália, Finlândia, Reino Unido e Suécia têm sistema sanitário
nacional público tipo Beveridge. De acordo com a referência: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C.
(org.). Tratado de Medicina de Família e Comunidade: princípios, formação e prática. Porto
Alegre: Artmed, 2012. Volume 1 – página 44.

QUESTÃO 86 – De acordo com a referência bibliográfica, as famílias com filhos pequenos


necessitam incluir papéis de pais e avós. As famílias em que os filhos estão saindo de casa
é que precisam renegociar o sistema marital como díade.

Referência bibliográfica: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. (org.). Tratado de Medicina de


Família e Comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2012. Volume
1 – página 225.

QUESTÃO 87 – O NASF atua também no território, participa dos projetos de saúde no


território, no apoio a grupos, nos trabalhos educativos.
De acordo com a referência: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. (org.). Tratado de Medicina de
Família e Comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2012. Volume
1 – página 309.

QUESTÃO 89 – De acordo com a referência: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. (org.). Tratado


de Medicina de Família e Comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed,
2012. Volume 1 – página 523.
“O desenho metodológico de um ensaio clínico controlado aleatório é parecido com o de um
estudo de coorte no que tange à existência de grupo controle e de avaliação prospectiva da
influência de um fator sobre a incidência de desfechos clínicos. Porém, os ensaios clínicos
são submetidos a um controle e a um gerenciamento mais intensivos do que os estudos de
coorte. Nos ensaios clínicos, o pesquisador determina a seleção dos grupos de tratamento,
a natureza das intervenções, as condutas durante o seguimento e a aferição dos desfechos.
Os pesquisadores conduzem um experimento, análogo aos feitos em laboratório, assumindo
a tarefa (com a permissão dos pacientes) de isolar para estudo a contribuição singular de
um fator, mantendo constantes, sempre que possível, todos os outros determinantes do
desfecho clínico. Enquanto no estudo de coorte as informações são provenientes da
observação evolutiva, no ensaio clínico elas decorrem de uma intervenção terapêutica dos
pesquisadores. Os ensaios clínicos controlados aleatórios são o padrão de excelência para
estudos científicos sobre o efeito de tratamentos.”

QUESTÃO 90 – De acordo com a referência bibliográfica e com o relato clínico, há


evidências de violência econômica e negligência, uma vez que a família vive do salário da
paciente e não realiza os cuidados que ela necessita. Não há evidência de violência
psicológica no relato clínico.
Referência bibliográfica: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. (org.). Tratado de Medicina de
Família e Comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2012. Volume
1 – página 638.

QUESTÃO 91 – Com base na referência, recomenda-se a realização do colpocitológico a


partir dos 25 anos nas mulheres com colo, ou 1 a 2 anos após a primeira relação sexual.
Referência bibliográfica: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. (org.). Tratado de Medicina de
Família e Comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2012. Volume
1 – página 2137.

QUESTÃO 92 – De acordo com a referência bibliográfica, são doenças transmissíveis com


tendência declinante: sarampo, raiva e tétano neonatal.
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/doen_infecciosas_guia_bolso_8ed.pdf.
Ministério da Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitárias: guia de bolso. MS, Brasil, 2010.
Página 18.

QUESTÃO 94 – A insuficiência renal aguda é uma complicação da fase tardia caracterizada


geralmente por não ser oligúrica e hipocalêmica devido à inibição da reabsorção de sódio
nos túbulos renais proximais, aumento do aporte distal de sódio e consequente perda de
potássio.
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/doen_infecciosas_guia_bolso_8ed.pdf.
Ministério da Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitárias: guia de bolso. MS, Brasil, 2010.
Página 276.

QUESTÃO 97 – De acordo com a referência bibliográfica, realiza-se hidratação oral e


recomenda-se uso de antitérmicos/analgésicos, pois é um paciente classificado como grupo
B, com hemograma normal e sem sinais de alarme.
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/doen_infecciosas_guia_bolso_8ed.pdf.
Ministério da Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitárias: guia de bolso. MS, Brasil, 2010.
Página 132.

QUESTÃO 98 – O teste do pezinho é grau de recomendação A para rastreamento.


De acordo com a referência bibliográfica: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. (org.). Tratado de
Medicina de Família e Comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed,
2012. Volume 1 – página 531.

QUESTÃO 100 – É considerado fator de risco individual para pré-eclâmpsia gestante com
40 anos ou mais e não com 30 anos ou mais.
De acordo com a referência bibliográfica: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. (org.). Tratado de
Medicina de Família e Comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed,
2012. Volume 2 – página 989.