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Identidade Crista e Complexos de Inferioridade.

Estudo de Caso.

Sara vai fazer cinquenta anos, no próximo aniversário. “Já vivi quase meio século” — disse ela ao
marido. “E, nesse tempo todo, sempre tive complexo de inferioridade.” Sara está sempre se
depreciando na frente da família, mas fica magoada quando as filhas adolescentes criticam suas
ações e atitudes. Ela está convencida de que a inferioridade “é uma coisa que nasce com a
gente” e se recusa a acreditar que é possível fazer alguma coisa para mudar. As vezes parece
que Sara usa seus sentimentos de inferioridade como desculpa para não ajudar na igreja ou
evitar reuniões sociais. “Não consigo fazer as coisas tão bem quanto os outros”, diz ela
frequentemente. E, depois de recusar vários convites sociais, dizendo: “Tenho certeza de que
eles não querem realmente que a gente vá”, ela descobriu que os convites cessaram. Para ela,
isso é mais uma prova de sua inferioridade e falta de atrativos para os outros.

As causas do Complexo de Inferioridade.

1. Pensamentos defeituosos sobre o que Deus pensa de nós. Como vimos,


qualquer um de nós se sente inferior se assumir que os seres humanos
não têm nenhum valor, que o pecado nos torna insignificantes para Deus,
e que para sermos humildes temos que nos condenar e negar os dons e
habilidades que o Senhor Deus deu a cada um dos seus filhos.
2. Pecado e culpa. Quando Deus criou os seres humanos, ele nos deu um
padrão de certo e errado, normas de conduta para vivermos de acordo
com seus princípios universais. Quando violamos esses princípios, somos
culpados e, por causa disso, sentimos remorso e frustração. Isso aumenta
nossos sentimentos de inferioridade.
3. Experiências passadas. Numa sociedade que valoriza o sucesso, é difícil
enfrentar o fracasso, a rejeição e a crítica. Se fracassamos ou somos
depreciados frequentemente, é fácil concluir: “Eu sou um incompetente.
Olha só o que as pessoas pensam de mim. Olha só como eu sempre
estrago tudo.
4. Relacionamento entre pais e filhos. 1)Criticam, envergonham, rejeitam e
repreendem repetidamente. 2)Estabelecem padrões e metas inatingíveis
para a criança.3) Expressam a expectativa de que a criança vai fracassar.
4)Castigam muito e severamente. 5) Insinuam que a criança é um estorvo,
é estúpida ou incompetente. 6) Evitam os carinhos, abraços e toques
afetivos. 7)Superprotegem ou dominam as crianças, de modo que elas

fracassam mais tarde, quando têm que se virar sozinhas.

Os efeitos da Inferioridade.

■ Se sentir isoladas e repelentes.

■ Se sentir incapazes de superar suas deficiências e não ter motivação para


se defenderem.

■ Sentir raiva, mas ter medo de provocar esse mesmo sentimento nos
outros, ou de chamar a atenção para si mesmas.

■ Ter dificuldade de se relacionar bem com os outros.

■ Ser submissas, dependentes e tão sensíveis que se magoam facilmente.

■ Ter pouca curiosidade e criatividade.

■ Ser menos inclinadas a se abrir com os outros

■ Propensão a sentir ciúme e criticar os outros.

■ Propensão a reclamar de tudo, viver discutindo, ser intolerante, não


perdoar e ser hipersensível.

■ Incapacidade de aceitar elogios ou expressões de amor. ■ Tendência a ser


mau ouvinte ou mau perdedor.

Identidade Crista: O Ensino Bíblico.

As pessoas precisam de ajuda para descobrir um tipo de identidade que


esteja de acordo com a Bíblia. Vejamos os princípios:
O amor próprio, conforme o entendo bíblica e psicologicamente, inclui o seguinte:
(1) aceitar a mim mesmo como um filho de Deus valioso, capaz e digno de ser
amado; (2) estar disposto a desistir de me considerar o centro do mundo; (3)
reconhecer que preciso do perdão e da redenção de Deus. A autoestima cristã é o
resultado de se trocar a afirmação “eu sou o maior, o mais esperto, o mais forte, o
melhor” por “eu sou o que sou, uma pessoa criada à imagem de Deus, um pecador
remido pela graça de Deus, e uma parte importante do corpo de Cristo”.

2. O ensinamento bíblico sobre o pecado da humanidade. A Bíblia ensina que,


como resultado do pecado de Adão, todos os seres humanos são pecadores e se
encontram alienados de Deus e condenados por causa de sua natureza e ações
pecaminosas. Pecado é rebelião contra Deus. Ele representa uma desconfiança em
relação à sinceridade de Deus e um desafio à sua perfeita vontade. O pecado causa
os conflitos interpessoais, as tentativas de auto justificação, a tendência de jogar a
culpa dos nossos erros em cima dos outros, os problemas psicossomáticos, as
agressões verbais e físicas, a tensão e a falta de respeito a Deus. Tudo isso,
certamente, influencia o modo como nos sentimos em relação a nós mesmos,
muitas vezes gerando culpa e, sem dúvida, diminuindo nossa autoestima.

3. Prevenção pela comunidade cristã. Saber que fazemos parte de um grupo, onde
somos aceitos e valorizados, é algo reconfortante e benéfico para a autoestima. A
igreja pode proporcionar essa aceitação e dar apoio, principalmente nas horas
difíceis. Os membros da igreja devem ser incentivados a demonstrar carinho e
interesse uns pelos outros, sem sufocar nem oprimir os visitantes e pessoas que não
querem participar.