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MITO, FILOSOFIA, SENSO COMUM E CIÊNCIA

O Conhecimento

Já dizia Aristóteles: “O homem, por natureza, deseja conhecer” (In Metafísica)

A frase de Aristóteles, encontrada no seu livro “Metafísica” diz respeito à atitude natural do
homem de tender a conhecer as coisas que o circundam. Esse desejo de conhecer vai do
simples conhecimento de coisas banais, como saber quem é alguém que passa do outro lado da
rua, à coisas mais complexas como a origem do universo, as propriedades do ser ou
fundamentos a priori.

É pelo ato de conhecer que se dá o conhecimento. Conhecer pressupõe familiarizar-se com um


objeto de estudo. Nessa familiaridade o sujeito irá penetrar nas minúcias do objeto e assim
julgar do mesmo, ou seja, dizer o que é e o que não é a respeito daquilo que ele está estudando.
Por exemplo, se o indivíduo pega um tomate e quer conhecê-lo ele irá analisar o tomate como
objeto de estudo. Deste modo ele formará juízos a respeito do tomate, como por exemplo, que
ele é de determinada cor, que possui tais características por fora e por dentro, enfim, o Maximo
de propriedades que ele possa abstrair do objeto.

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O seu julgamento a respeito do objeto pode seguir diversas tendências segundo o que o sujeito
acredita, Isto é, o que o individuo diz a respeito do objeto de estudo se encaixará em um dos
tipos de conhecimento possíveis. Os tipos de conhecimento mais importantes na história são o
mítico, o senso comum, o científico e o filosófico.
Conhecimento Mítico

Esteve bastante presente na cultura grega antiga, considerado até como religião. Está
bastante ligado ao rito (ritual), uma experiência mística direcionada a uma divindade.

O conhecimento mítico, ou o Mito, trata-se de narrativas que geralmente tratam da origem do


homem, do universo, sentimentos. O Mito tem caráter simbólico, ou seja, as narrativas contem
significantes, com isso o leitor tem que abstrair o significado destes para se chegar ao
entendimento da narrativa. O Mito está bastante ligado à religião, então atribuem muitas das
suas passagens a deuses, figuras mitológicas, etc.

Apesar de o Mito tentar explicar a origem de coisas como o universo, o homem, entre
outros, os seus argumentos ou passagens não são considerados como tendo fundamento, ou
seja, como tendo caráter de verdade, pois ele é basicamente fundado numa espécie de
misticismo, em algo que não se constata na realidade, que na maioria não tem sequer
fundamento lógico.

O Mito hoje somente nos serve como literatura, e muito boa por sinal. O termo “mito”
também é usado como forma pejorativa de se falar de um argumento ou fundamento, crença.

Senso comum

A superstição é um exemplo de senso comum, algo em que se acredita sem uma determinada
reflexão e comprovação dos fatos.
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O senso comum é a forma de conhecimento mais presente no dia a dia das pessoas
simples que não se preocupam prioritariamente com questões científicas, ou seja, das pessoas
simples que estão mais preocupadas com coisas banais do dia a dia, como trabalhar, assistir sua
televisão, ter seu lazer, conversar amenidades, etc. Isto não quer dizer que não haja
conhecimento cientifico válido entre estas pessoas ou que não haja senso comum no âmbito
cientifico.

Ele é uma forma de pensamento superficial, ou seja, não está preocupado com causas e
fundamentos primeiro de algo, apenas faz afirmações irrefletidas, imediatas. O senso comum
está bastante atrelado à cultura, sendo cultivado de geração em geração. Basicamente, o senso
comum engloba as opiniões formadas há muito tempo e que foram cultivadas ao longo do
tempo, como por exemplo, “fazer um chá de determinada planta para uma determinada dor” –
De fato, já há pesquisas que comprovam a utilidade de plantas no tratamento de algumas
doenças, no entanto, o que temos nessa situação é uma atitude própria do senso comum. É
visto que se usa o chá para a dor sem uma comprovação cientifica, ou seja, ela é baseada
simplesmente na opinião de alguém que foi propagada ao longo do tempo. O perigo de
atitudes como estas é que sem a devida comprovação o chá pode fazer mal a curto ou longo
prazo e a pessoa pode ter sérias complicações.

Então, o senso comum é uma forma de conhecimento superficial, imediato, irrefletido e


baseado na opinião, na troca de experiências sem comprovação cientifica. É um conhecimento
popular que está intrinsecamente ligado à cultura de um determinado lugar.

Conhecimento científico
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O conhecimento científico é de caráter objetivo, procura estabelecer regras gerais válidas para
todas as experiências (repetidas) possíveis. Diferentemente do senso comum, este tipo de
conhecimento não se baseia na mera opinião, ele busca na realidade as causas e os porquês
dos fatos. Ou seja, o conhecimento científico busca explicar de maneira concreta os fatos,
fenômenos da natureza.

É também um conhecimento prático passível de prova, ou seja, tem uma finalidade e utilidade
e podem ser reproduzidos quantas vezes forem preciso para que se prove que a tese é
verdadeira. Esta é uma das principais características deste tipo de conhecimento, o que o
diferencia dos demais tipos.

O conhecimento científico busca explicar as coisas mais variadas, e das mais simples às mais
complexas. Explica por exemplo que o que nós respiramos é o gás oxigênio e que a sua fórmula
é H2O. A busca da ciência ajuda a melhorar e facilitar a vida das pessoas, por exemplo,
desenvolvendo a tecnologia.

Os cientistas se utilizam dos mais variados recursos para que as suas teses cientificas tenham
valor de verdade. Ela tem esse valor quando é provada através da reprodução da tese. Não se
chega à verdade cientifica sendo superficial, aceitando resultados imediatos ou com pouca
reflexão, pelo contrário, o cientista tem que mergulhar infinitamente no seu objeto para
descobrir o Maximo possível de informações sobre tal objeto.

A lógica, análise, coerência, comprovação são indispensáveis para o conhecimento científico,


pois é com estes instrumentos que se pode criar uma tese de caráter válido, ou seja,
considerado verdade. Mas é importante saber que este tipo de conhecimento é de caráter
provisório, ou seja, as teses elas servem enquanto não são superadas por outros cientistas com
melhores argumentos ou fundamentos. Deste modo, o conhecimento científico está em
constante renovação, pois sempre tem alguma tese que era anteriormente aceita sendo
desbancada por alguém com um trabalho mais avançado, mais satisfatório.
Conhecimento Filosófico

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O conhecimento filosófico é uma forma de conhecer mais abrangente que qualquer outra
forma de conhecimento, ele busca os conhecimentos mais gerais. Os principais objetos da
filosofia são o homem e o universo.

A peculiaridade da forma de conhecer filosófica é que, diferentemente das outras formas de


conhecer, ela busca os princípios fundamentais, as causas primeiras do objeto em questão. Essa
busca transcende, ultrapassa os limites da ciência. Isto se dá por que as questões levantadas
pela filosofia têm um caráter diferente das questões levantadas pela ciência, as questões destas
são em sua maior parte de caráter contingente, enquanto que as questões daquela são de
caráter universal e necessário.

Algumas das questões levantadas pela filosofia são “Qual a natureza do homem”, “O que é o
tempo e quando ele se iniciou – Ele é infinito”, “O que é o mundo; Ele sempre existiu ou foi
criado”, “Quais os limites e as possibilidades de conhecimento do homem”, entre outras.

É importante saber que, diferentemente do conhecimento cientifico, o conhecimento filosófico


é, sobretudo, especulativo. Com isso, este tipo de conhecimento não visa uma prática, uma
experimentação, pois se inicia e tem fim na teoria; A filosofia é puramente teorética.

Assim, um conhecimento filosófico parte de uma especulação acerca da realidade. As questões


mais gerais da filosofia estão relacionadas ao homem e ao universo em sua totalidade. Com a
reflexão filosófica se chega aos princípios, leis, regras, fundamentos dos objetos de um maneira
que ultrapassa os limites da ciência, mas não o da razão, pois toda reflexão filosófica deve ser
racional, lógica, coerente. Ademais, não é por que ela ultrapassa os limites da ciência que ela
seja algo abstrato e fora da realidade, pelo contrario, o conhecimento filosófico tem total
ligação com a realidade. Pois, se assim fosse, seria apenas palavras concatenadas sem sentido
algum; E a filosofia é plena de sentido.

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FILOSOFIA

Conhecer o mundo - Mitologia, religião, ciência, filosofia, senso comum

Antonio Carlos Olivieri, Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Mitologia grega - Os mitos gregos e sua influência na cultura ocidental

Mitologia - Uma das formas que o homem encontrou para explicar o mundo

Há muitos modos de se conhecer o mundo, que dependem da situação do sujeito diante do


objeto do conhecimento. Ao olhar as estrelas no céu noturno, um índio caiapó as enxerga a
partir de um ponto de vista bastante diferente do de um astrônomo.

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O caiapó vê nas estrelas as fogueiras que alguns de seus deuses acendem no céu para tornar a
noite mais clara. O cientista vê astros que têm luz própria e que formam uma galáxia. O índio
compreende e conhece as estrelas a partir de um ponto de vista mitológico ou religioso. O
astrônomo as compreende e conhece a partir de um ponto de vista científico.

[x]

A mitologia, a religião e a ciência são formas de conhecer o mundo. São modos do


conhecimento, assim como o senso comum, a filosofia e a arte. Todos eles são formas de
conhecimento, pois cada um, a seu modo, desvenda os segredos do mundo, explicando-o ou
atribuindo-lhe um sentido. Vamos examinar mais de perto cada uma dessas formas de
conhecimento.

O mito e a religião

O mito proporciona um conhecimento que explica o mundo a partir da ação de entidades - ou


seja, forças, energias, criaturas, personagens - que estão além do mundo natural, que o
transcendem, que são sobrenaturais.

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Veja, por exemplo, o mito através do qual os antigos gregos explicavam a origem do mundo:

No princípio era o Caos, o Vazio primordial, vasto abismo insondável, como um imenso mar,
denso e profundo, onde nada podia existir. Dessa oca imensidão sem onde nem quando, de um
modo inexplicável e incompreensível, emergiram a Noite negra e a Morte impenetrável. Da
muda união desses dois entes tenebrosos, no leito infinito do vácuo, nasceu uma entidade de
natureza oposta à deles, o Amor, que surgiu cintilando dentro de um ovo incandescente.

Ao ser posto no regaço do Caos, sua casca resfriou e se partiu em duas metades que se
transformaram no Céu e na Terra, casal que jazia no espaço, espiando-se em deslumbramento
mútuo, empapuçados de amor. Então, o Céu cobriu e fecundou a Terra, fazendo-a gerar muitos
filhos que passaram a habitar o vasto corpo da própria mãe, aconchegante e hospitaleiro.

Assim como o mito, a religião, ou melhor, as religiões também apresentam uma explicação
sobrenatural para o mundo. Para aderir a uma religião, é obrigatório crer ou ter fé nessa
explicação. Além disso, é uma parte fundamental da crença religiosa a fé em que essa
explicação sobrenatural proporciona ao homem uma garantia de salvação, bem como
prescreve maneiras ou técnicas de obter e conservar essa garantia, que são os ritos, os
sacramentos e as orações.

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Antes de seguir em frente, convém esclarecer que não vem ao caso discutir aqui a validade do
conhecimento religioso. Em matéria de provas objetivas, se a religião não tem como provar a
existência de Deus, a ciência também não tem como provar a Sua inexistência. E, a propósito
disso, vale a pena apresentar uma outra narrativa filosófica:

Certa vez, um cosmonauta e um neurologista russos discutiam sobre religião. O neurologista


era cristão, e o cosmonauta não. “Já estive várias vezes no espaço”, gabou-se o cosmonauta, “e
nunca vi nem Deus, nem anjos”. “E eu já operei muitos cérebros inteligentes”, respondeu o
neurologista, “e também nunca vi um pensamento”.

O mundo de Sofia, Jostein Gaardner, Cia. das Letras, 1995

A ciência
A ciência procura descobrir como a natureza "funciona", considerando, principalmente, as
relações de causa e efeito. Nesse sentido, pretende buscar o conhecimento objetivo, isto é, que
se baseia nas características do objeto, com interferência mínima do sujeito. Veja, por exemplo,
a seguinte descrição científica:

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O coração é um músculo oco, em forma de cone achatado com a base virada para cima e a
ponta voltada para baixo, do tamanho aproximado de um punho fechado. O músculo cardíaco é
chamado de miocárdio. Sua superfície interna é recoberta por uma membrana delgada, o
endocárdio. Sua superfície externa tem um invólucro fibro-seroso, o pericárdio.

Grande Enciclopédia Larousse Cultural, 1998

Quando se fala em "mínima interferência do sujeito", quer se dizer que a descrição de coração
proposta acima é válida independentemente do estudioso de anatomia que a formulou.

A definição tradicional de ciência pressupõe que ela seja um modo de conhecimento com
absoluta garantia de validade. A ciência moderna já não tem a pretensão ao absoluto, mas ao
máximo grau de certeza.

Quanto à garantia de validade, ela pode consistir:

Na descrição, conforme o exemplo acima;


Na demonstração, como no caso de um teorema matemático;

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Na corrigibilidade, ou seja, na possibilidade de corrigir noções e conceitos, a partir dos avanços


da própria ciência.

Finalmente, é importante esclarecer que a aplicação da ciência resulta na tecnologia, ou no


conhecimento tecnológico.

O senso comum O senso comum ou conhecimento espontâneo é a primeira compreensão do


mundo, baseada na opinião, que não inclui nenhuma garantia da própria validade. Para alguns
filósofos, o senso comum designa as crenças tradicionais do gênero humano, aquilo em que a
maioria dos homens acredita ou devem acreditar.

A mais completa tradução do senso comum talvez sejam os ditados populares. A título de
exemplo, eis alguns:

"Cada cabeça, uma sentença."

"Quem desdenha quer comprar."

"Quem ri por último ri melhor."

"A pressa é a inimiga da perfeição."

"Se conselho fosse bom, não era dado de graça."

6
A filosofia Para Platão, a filosofia é o uso do saber em proveito do homem. Isso implica a posse
ou aquisição de um conhecimento que seja, ao mesmo tempo, o mais válido e o mais amplo
possível; e também o uso desse conhecimento em benefício do homem. Essa definição, porém,
exige a uma definição de benefício, que por sua vez exige uma definição de Bem. Para saber o
que é o Bem, entretanto, também é necessário descobrir o que é a Verdade.

Alguns filósofos, definem a filosofia como a busca do Bem, da Verdade, do Belo e de como os
homens podem conhecer essas três entidades. Portanto, a filosofia toma para si a árdua tarefa
de debater problemas ou especular sobre problemas que ainda não estão abertos aos métodos
científicos: o bem e o mal, o belo e o feio, a ordem e a liberdade, a vida e a morte.

Vamos a um exemplo de texto filosófico, em que um filósofo norte-americano, John Dewey,


procura refletir justamente sobre o que é senso comum:

Visto que os problemas e as indagações em torno do senso comum dizem respeito às


interações entre os seres vivos e o ambiente, com o fim de realizar objetos de uso e de fruição,
os símbolos empregados são determinados pela cultura corrente de um grupo social. Eles
formam um sistema, mas trata-se de um sistema de caráter mais prático que intelectual. Esse
sistema é constituído por tradições, profissões, técnicas, interesses e instituições estabelecidas
no grupo. As significações que o compõem são efeito da linguagem cotidiana comum, com a
qual os membros do grupo se intercomunicam.

Lógica, VI, 6, J. Dewey

Tradicionalmente, a filosofia se divide em cinco áreas:

Lógica, que estuda o método ideal de pensar e investigar;

Metafísica, que estuda a natureza do Ser (ontologia), da mente (psicologia filosófica) e das
relações entre a mente e o ser no processo do conhecimento (epistemologia);

Ética, que estuda o Bem, o comportamento ideal para o ser humano;


Política, que estuda a organização social do homem;

Estética, que estuda a beleza e que pode ser chamada de filosofia da Arte.

Convém concluir lembrando que a ciência e o pensamento científico se originaram com a


filosofia na Grécia da Antiguidade. Com o passar do tempo, certas áreas da especulação
filosófica, como a matemática, a física e a biologia ganharam tal especificidade que se
separaram da filosofia.

A arte O conhecimento proporcionado pela arte não nos dá o conhecimento objetivo de uma
coisa qualquer, mas o de um modo particular de compreendê-la, um modo que traduz a
sensibilidade do artista. Trata-se, portanto, de um conhecimento produzido pelo sujeito e pela
subjetividade.

Veja por exemplo o seguinte soneto, escrito pelo poeta bahiano do século 17, Gregório de
Matos, no qual ele dá a sua "visão" do braço de uma imagem do Menino Jesus que havia sido
quebrada por holandeses protestantes, quando da invasão da cidade de Salvador:

O todo sem a parte não é todo;

A parte sem o todo não é parte;

Mas se a parte o faz todo, sendo parte,

Não se diga que é parte, sendo o todo.

Em todo sacramento está Deus todo,

E todo assiste inteiro em qualquer parte,

E feito em partes todo em toda a parte

Em qualquer parte sempre fica todo.


O braço de Jesus não seja parte,

Pois que feito Jesus em partes todo,

Assiste cada parte em sua parte.

Não se sabendo parte deste todo,

Um braço que lhe acharam, sendo parte,

Nos diz as partes todas deste todo.

Antonio Carlos Olivieri, Da Página 3 Pedagogia & Comunicação é escritor, jornalista e diretor da
Página 3 Filosofia & Comunicação.

COMUNICAR ERRO

Significados Significados

Filosofia e Sociologia

Significado de Filosofia da Educação

O que é Filosofia da Educação:

É o campo da filosofia que examina, esclarece e direciona os objetivos, métodos e ações


pedagógicas de uma instituição de ensino.

A filosofia da educação pode influenciar na escolha dos assuntos lecionados em uma instituição
e na forma que esse ensinamento é feito dentro do currículo básico.
Na maioria das instituições de ensino, ajuda também a inspirar e direcionar o planejamento
educacional, programas e processos.

Por ser importante para a educação como um todo, é uma das principais matérias dos cursos
de ensino superior, como a pedagogia.

Qual a importância da filosofia da educação?

O processo educacional depende de quatro aspectos fundamentais: a instituição de ensino, os


professores, os currículos e os alunos.

Esses quatro aspectos se correlacionam fortemente e se integram ao processo educacional de


uma instituição de ensino.

Alguns estudiosos da área acreditam que a educação é resultado de doutrinas filosóficas, e os


educadores são, de fato, filósofos.

Por isso, a filosofia da educação é importante na construção e desenvolvimento do processo


educacional nos seguintes aspectos:

Ajuda a entender, manter ou modificar o processo educacional de uma instituição de ensino;

Identifica conflitos e contradições em qualquer teoria pedagógica que possa atrapalhar o


processo educacional dos alunos;

Desenvolve a capacidade humana de levantar ideias e discutir sobre as diferentes teorias


pedagógicas e como elas afetam a vida individual e social dos alunos;

Direciona a instituição de ensino a entender seu propósito na educação social dos alunos;
Auxilia e dá apoio no objetivo significativo de qualquer instituição educacional, que é o de
qualificar uma pessoa para a vida pública e ser um membro efetivo da sociedade.

O surgimento da filosofia da educação e seus teóricos

Os principais filósofos gregos desenvolveram visões filosóficas da educação que foram


incorporadas em suas teorias mais amplas e gerais.

Sócrates afirmou que era fundamental uma educação que buscasse o raciocínio e identificasse
as razões para justificar as crenças, julgamentos e ações humanas.

Esse pensamento deu origem à ideia de que a educação deveria encorajar, em todos os
estudantes e pessoas, a busca da razão.

socrates

Escultura representativa do filósofo grego Sócrates.

Essa teoria também tem sido compartilhada pela maioria das grandes figuras da história da
filosofia da educação, apesar das diferenças em suas outras visões filosóficas.

Platão, aluno de Sócrates, defendeu a afirmação de seu mestre, apoiando a ideia de que a
tarefa fundamental da educação é ajudar os alunos a valorizar a razão.

Sendo assim, afirmava que a sabedoria deveria estar acima do prazer, da honra e de outras
atividades consideradas menos dignas.

Ele estabeleceu uma visão da educação em que diferentes grupos de estudantes receberiam
diferentes tipos de educação, dependendo de suas habilidades, interesses e posições na vida.
Sua visão utópica tem sido vista por muitos como um precursor do que veio a ser chamado de
“ordenamento educacional”.

Séculos mais tarde, o filósofo americano John Dewey também sustentou a afirmação de que a
educação deveria ser adaptada a cada criança de forma individual.

John Dewey

Filósofo e pedagogo John Dewey.

Aristóteles afirmou que o maior propósito da educação é promover a sabedoria e foi mais
otimista do que seu mestre, o filósofo Platão, sobre as habilidades do estudante.

Ele também enfatizou que a virtude moral e o caráter do indivíduo podem se desenvolver no
contexto prático, guiado pela comunidade, além do campo educacional.

Jean-Jacques Rousseau argumentou que a educação deveria permitir o desenvolvimento


natural e livre das crianças, uma visão que levou ao movimento moderno conhecido como
“educação aberta”.

jeanok

Jean-Jacques Rousseau.

Ao contrário de Platão, Rousseau descreveu uma educação fundamentalmente distinta para


meninos e meninas, levantando questões de gêneros discutidas até os dias atuais.

A história da filosofia da educação inclui outros grandes filósofos como:


Pedagogo brasileiro Paulo Freire;

Erasmo de Roterdão;

Tomás de Aquino;

Thomas Hobbes;

René Descartes.

A filosofia da educação no Brasil

A história da Filosofia da Educação no Brasil iniciou no final do século XIX e início do século XX,
com o intuito de ingressar o tema nas áreas de formação de professores, que seriam os
propulsores de uma nova era na educação nacional.

Essa filosofia surgiu no Brasil com o objetivo de que os grandes educadores repensassem os
caminhos já traçados para a educação nacional e explorassem outros novos.

Assim, a educação brasileira passou a se pautar em dois principais aspectos:

um modelo conservador e tradicional da educação, baseado em um ensino religioso e de


transferência direta;

um modelo de educação moderno e liberal, que muito já se falava e praticava na Europa, com
aspecto progressista e com o foco na formação do homem para a sua vida em sociedade.

É possível dizer que durante a Primeira República, o modelo tradicional e essencialista da


educação predominou, até pensadores e filósofos, como Serrano, Paulo Freire e Cecília
Meireles, passarem a modificar o movimento através da defesa da Escola Nova.

Veja também:

O que é educação?

O que é filosofia?
Qual a história da filosofia antiga?

O que é gestão escolar?

Quais são os níveis de escolaridade que existem?

O que significa educação inclusiva?

Data de atualização: 08/05/2019.

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~X~

(Anderson Yankee)

http://ask.fm/Andyankee
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silvaneide soares. em 15 de outubro de 2012 às 18:59

adorei achei bastante interessante.

Responder

Igor Ferreira em 11 de junho de 2013 às 17:37

muito bom!

Responder

Maisa Lima em 19 de junho de 2013 às 22:07

O conteúdo é bom, mas as cores do blog e o plano de fundo atrapalha e muito na leitura. Meus
olhos doeram assim que o site abriu, se eu não estivesse muito interessada eu teria fechado.
Fica a dica!

Responder

andersonyankee em 19 de junho de 2013 às 22:15

Receito a vc um bom oftalmologista Maisa, seu caso deve ser sério. Ou então vc pode optar por
diminuir o brilho da tela do seu pc. Fico tentando imaginar como é que letras brancas em um
fundo preto (E preto e branco são as cores predominantes da página) pode atrapalhar a leitura,
e mais… Fico imaginando como é que o PRETO pode ofuscar a visão. Cara, assume que tu tem
problema de vista e para de querer colocar o problema na página dos outros. Repito, procura
um oftalmologista. Não estou interessado no seu problema, mas “Fica a Dica”.

Responder

Vanessinha em 17 de julho de 2013 às 20:42


Se os olhos doeram assim que o site abriu, também acho que ela tenha problema de vista, mas
não é mentira quando Maisa afirma que este plano de fundo deixa a visão um pouco confusa
ao passar muito tempo lendo suas páginas, PARA QUALQUER PESSOA, quer tendo problema de
vista ou não. Não é opinião minha. Isso está claro, tendo em vista este xadrez preto e branco
que ofusca a vista de qualquer um ao movimentar a página. Apesar disso, gostei do ambiente,
mesmo assim; assim como o conteúdo, que é bem esclarecedor… Obrigada pela
disponibilização.

OBS.: Leve como uma crítica do bem. Os blogueiros geralmente pensam em agradar seus
leitores, não expulsá-los de suas páginas.

andersonyankee em 17 de julho de 2013 às 22:22

Ah, como é bom ler uma crítica construtiva de alguém que sabe como fazer tal crítica; Olha
bem a maneira como a tal pessoa do comentário anterior se expressou. Minha réplica foi mais
por pirraça mesmo. Repensarei o plano de fundo e assim que me agradar de outro tratarei de
mudar. Abraço.

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adriana em 25 de fevereiro de 2014 às 15:41

VERDADE VC PERDE O FOCO DA LEITURA

MAS O MATERIAL TA ÓTIMO

Responder

Daniela Haddad em 9 de julho de 2014 às 19:42

Muito bom o site, tenho uma prova amanhã e foi ótimo lê-lo. Apenas uma observação: “Explica
por exemplo que o que nós respiramos é o gás oxigênio e que a sua fórmula é H2O.” H2O é a
fórmula da água não do gás oxigênio, este é O2.
Responder

andersonyankee em 16 de julho de 2014 às 19:10

Rsrsrs, que bom que gostou… Ah, e valeu a correção sobre a fórmula (erro feio o meu).

Responder

DEUCLECIO em 14 de novembro de 2014 às 16:53

Corrigindo uma informação citada no texto, o gás oxigênio não possui a fórmula H2O, essa se
refere a fórmula da água. O gás oxigênio tem como fórmula O2.

Responder

Jéssica Roberta em 11 de março de 2015 às 20:16

Eu adorei o site, mim ajudou bastante.

Responder

Leidiane Martins em 7 de abril de 2015 às 15:45

amei….ajudou bastante!!!

Responder

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rosangela em 22 de abril de 2015 às 17:50

ótimo
Responder

Alínea em 25 de abril de 2015 às 21:33

Adorei a sua Página, acho que quando o assunto é interessante, agrade e ao mesmo tempo,
ajuda a conseguir o objetivo desejado… a cor do fundo nem é interessante. e nem atrapalha…..

Responder

Kadu. em 2 de maio de 2015 às 16:56

Muito bom o conteúdo. Parabéns.. Mas alguém poderia me ajudar em uma questão? Qual a
relação entre senso comum, o conhecimento mítico e o conhecimento teológico? Desde já
agradeço….

Responder

CAMILA AZEVEDO em 3 de maio de 2015 às 1:33

Ameeeeei o site! Me ajudou muuuuito.

Responder

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Letícia Forte em 23 de setembro de 2015 às 14:55

Obrigada!!! Me ajudou bastante!

Responder

Vitthoria Allves Mathias em 9 de abril de 2016 às 19:51

Obrigadooo! adquiri muito conhecimento e me ajudou muito bjss

Responder
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Giselly Natally em 18 de abril de 2016 às 14:34

Adorei tudo que eu precisava

Responder

LYLA em 25 de abril de 2016 às 15:53

Muuuuuito bom! esclareceu muitas dúvidas que eu tinha!

Responder

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