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Aula 1

Educação a distância: o que é, o que é?

Laura Vasconcelos Tupinambá Belizário


Aula 1  •  Educação a distância: o que é, o que é?
Aula 1  •  
Aula 1  •  

Meta

Apresentar o conceito de Educação a Distância (EaD), suas fases e ca-


racterísticas.

Objetivos

Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:

1. definir o conceito de Educação a Distância (EaD) como modalidade


de Educação;
2. identificar as principais características relacionadas à conceituação
de Educação a Distância;
3. identificar as fases históricas da evolução da EaD.

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Educação a distância

Palavras de boas-vindas!

Prezado estudante,
Olá! Seja bem-vindo ao estudo da nossa disciplina!
Queremos, antes de tudo, cumprimentá-lo pela vitória no Vestibular!
Você está iniciando sua formação superior, etapa que enriquecerá sua
formação profissional e será uma oportunidade de crescimento enquan-
to pessoa e ser social.
Este é seu material didático impresso. Você pode parar um pouquinho
de ler agora, e dar uma folheada nele para perceber os caminhos que
trilharemos ao estudar esta disciplina.
Procuramos, ao elaborá-lo, levar até você um pouco da história da Edu-
cação a Distância (EaD), modalidade de educação que, apesar de tão
antiga, se renova a cada dia.
Através desta disciplina, e como estudante de um curso a distância, al-
mejamos que você conheça as diversas faces desta modalidade de edu-
cação, sua estrutura, seu conceito e características, ou seja, a história da
EaD. História esta da qual você agora faz parte e começa a recontá-la.
Esperamos que, ao final deste estudo, você tenha um conhecimento
mais aprofundado sobre o que seja a Educação a Distância, seus porme-
nores e particularidades. Queremos que conheça também outras formas
de fazer EaD, como ela acontece em outros cursos e em que ela difere da
Educação presencial.
Bons estudos!

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Educação a distância: vamos


contar esta história?

Agora, imagine se a famosa história da Chapeuzinho Vermelho fosse


contada nos jornais e revistas do Brasil. Observe as várias maneiras de
se comentar a notícia:

JORNAL NACIONAL: (William Bonner): ‘Boa noite. Uma me-


nina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...’.
(Fátima Bernardes): ‘... mas a atuação de um caçador evitou uma
tragédia’.
BRASIL URGENTE: (Datena): ‘...onde é que a gente vai parar,
cadê as autoridades? A menina ia para a casa da vovozinha a pé!
Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um
lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo
de lobo, não.’
REVISTA VEJA: Lula sabia das intenções do lobo.
REVISTA CLÁUDIA: Como chegar à casa da vovozinha sem se
deixar enganar pelos lobos no caminho.
O ESTADO DE S. PAULO: Lobo que devorou Chapeuzinho se-
ria filiado ao PT.
JORNAL O GLOBO: Petrobrás apoia ONG do lenhador ligado
ao PT que matou um lobo para salvar menor de idade carente.
JORNAL AGORA: Sangue e tragédia na casa da vovó
REVISTA ISTO É: Gravações revelam que lobo foi assessor de
político influente.
SUPERINTERESSANTE: Lobo mau = mito ou verdade?
DISCOVERY CHANNEL: Vamos determinar se é possível uma
pessoa ser engolida viva e sobreviver.

Fonte: http://entrenessa.com.br/historia-da-chapeuzinho-vermelho-
-contada-de-formas-diferentes/

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Educação a distância

Felipe Campos
Figura 1.1: A maneira como se
conta uma história visa despertar
a atenção do público-alvo e pode
vir a influenciar o seu entendi-
mento.
Fonte da imagem: http://
www.flickr.com/photos/
camposfelipe/6991142146/ -
Felipe Campos

Este pequeno texto demonstra como a maneira de olhar uma histó-


ria, mesmo conhecida, pode modificar a maneira como ela é contada,
a partir do entendimento e da perspectiva de quem conta. Basta que se
definam as tendências para que a história chame a atenção e atenda as
expectativas do público para o qual ela é dirigida. Assim também acon-
tece com a educação formal. E com a Educação a Distância (EaD).
Você sabia que ainda há quem “torça o bico” quando o assunto é EaD?
Talvez isto decorra da tradição presencial do nosso ensino e da de-
sinformação quanto às suas características. A concepção de que, para
que ocorra aprendizagem de fato, precisa haver um professor e alunos
em uma sala de aula faz parte da nossa cultura.
E tudo que é novo incomoda, não é? E isto acontece, apesar de a nos-
sa legislação educacional não prever distinção entre diplomas das duas
modalidades e de o Ministério da Educação (MEC) promover a fiscaliza-
ção dos cursos, barrando os que não atendem às exigências necessárias.

Você terá mais informações sobre a Legislação relacionada à EaD


na Aula 5.

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Diante de tudo isto, pensamos este texto que apresentamos agora.


Esperamos que, através dele, você adentre nesta história chamada Edu-
cação a Distância. E que, conhecendo diferentes pontos de vista, possa
participar dela, retocando-a e recontando-a, dando-lhe um sentido re-
novado, sob seu próprio ponto de vista.
Que, através de você, preconceitos sejam rompidos e outras pessoas
possam também estudar a distância, sem medo.
Então, vamos lá?

Quem conta um conto aumenta um ponto...

Talvez não tenha notado ainda, mas, neste momento, lendo este
texto, você já está fazendo parte do universo da EaD, mesclando seu
Ser social crescimento e desenvolvimento enquanto ser social com o crescimento
Indivíduo que vive e desenvolvimento desta modalidade de educação. Está contribuindo
em sociedade. Estuda,
trabalha, produz, participa com sua história e reformulando seu conceito; história esta que vem
de uma comunidade e a sendo construída por pessoas que procuram uma maneira de se capaci-
modifica.
tarem utilizando melhor o seu tempo. Sim, o tempo. A flexibilidade do
tempo. Este é, sem dúvida, o principal motivo que atrai tantas pessoas
para a EaD.
Antes de aprofundarmos os estudos sobre a EaD, pare e pense um
pouco sobre a sua experiência acadêmica com essa modalidade de ensi-
no e o que já ouviu falar sobre ela.
Você já havia cursado alguma disciplina neste modelo? Conhece al-
guém que estudou, fez uma capacitação ou pós-graduação a distância?
Suponha que alguém pergunte sobre a disciplina que você está co-
meçando agora. Como você definiria a EaD para essa pessoa? Vamos lá;
tente colocar em palavras o seu entendimento sobre ela.

É possível que você tenha pouca ou nenhuma experiência anterior


nesta modalidade de ensino. Talvez até conheça alguém que possa ter
lhe indicado o curso que está iniciando agora ou que já tenha vivencia-
do a experiência de ser um estudante de cursos EaD.
Possivelmente, a ideia que você tem acerca da EaD tenha algo a ver,
no mínimo, com o fato de ser uma forma de estudar diferente da que
você está habituado(a), correto?

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Educação a distância

Mas será que outras pessoas que você conhece sabem o que é a EaD?
Para investigar um pouco mais sobre isso, realize a atividade a seguir.
Ela será importante para retomarmos mais adiante, ao final da aula, a
visão prévia que você e as pessoas do seu convívio possuem sobre o as-
sunto e compará-la com o que os estudiosos da área entendem por EaD.
Então, mãos à obra!

Atividade 1

Atende ao objetivo 1

Após refletir sobre a sua visão sobre a EaD, gostaríamos que você es-
colhesse uma pessoa de seu convívio, como, por exemplo, um amigo
de infância, um familiar, um colega de trabalho e lhe faça a seguinte
pergunta: Para você, o que é EaD?
O ideal é que o entrevistado(a) seja uma pessoa que ainda não estudou
a distância, a fim de como a EAD é vista por ele(a).
A partir da resposta obtida, procure compará-la com a sua própria res-
posta (ao ser solicitado a definir EaD durante a leitura do conteúdo da
aula). Você consegue perceber pontos em comum entre a sua definição
e a da pessoa que entrevistou? Quais?
A partir desta comparação, tente criar uma única definição, juntando as
duas definições obtidas, e a escreva abaixo.

Resposta comentada
O importante aqui é que você demonstre seu entendimento sobre EaD
e analise a resposta obtida na sua entrevista. Não se preocupe, pois não
há certo ou errado nesta resposta.

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Procure compartilhar a resposta, tanto do resultado final da defi-


nição formulada por você quanto da entrevista, no fórum da nos-
sa disciplina, na plataforma do curso. Assim, você poderá trocar
informações, conhecer como cada um pensa a EaD neste começo
de curso e qual é a percepção das pessoas a respeito dela.

Motivos e porquês...

“Educação a distância”, “nova modalidade de educação”, “en-


sino a distância”. Estes são alguns dos termos que você vai co-
nhecer, ao longo do nosso estudo, utilizados para designar EaD, e
criados na tentativa de especificar um conceito sobre ela.
De modalidade, que chama a atenção pela novidade, à educa-
ção que permite coisas antes impensadas, a EaD é, hoje, respon-
sável pela formação e aperfeiçoamento de milhares de pessoas em
diversas áreas.
Assim como você, muitos estudantes veem, nesta modalidade, uma
oportunidade de formação pessoal. Isto tem feito com que ela, dia a dia,
conquiste um lugar considerável na educação.
Existem algumas razões que levam muitos estudantes a esco-
lherem esta modalidade todos os anos. Você consegue pensar em
alguns motivos que a tornam tão atrativa? Pare um pouco de ler
e reflita. Você pode pensar na sua própria escolha, e nos motivos
que o levaram a decidir estudar a distância.
David Yu

Figura 1.2: A imagem do pensador, uma


das esculturas mais famosas de Auguste
Rodin, surge na aula como um convite à
reflexão sobre o que estamos estudando: a
EaD.
Fonte da imagem: http://www.flickr.com/photos/
davidyuweb/4446734924/

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Educação a distância

Conversaremos agora sobre alguns destes motivos. Depois, você po-


derá compará-los com os motivos que apontou na sua resposta.
Em primeiro lugar, podemos considerar a exigência de capacitação
constante requerida pelo mercado de trabalho, aliada à impossibilida-
de física e temporal de alguns trabalhadores frequentarem uma escola
formal, fato que impulsiona o surgimento de cursos via EaD. É a “viabi-
lidade da EAD”. (Bernardes, 2005). Esta é a modalidade que pode pro-
porcionar a capacitação em tempos e lugares diversos.
Outro ponto que podemos considerar é a dispersão das regiões geo-
gráficas no Brasil e no mundo, o que dificulta o acesso a instituições de
ensino. Diante deste fato, os recursos didáticos metodológicos utilizados
pela EaD são os grandes responsáveis por fazê-la chegar a estes lugares.
A EaD é também uma alternativa eficiente diante da incapacidade
física estrutural do sistema tradicional de ensino. No Brasil, por exem-
plo, não existem Instituições de Ensino Superior (IES) suficientes para
o ingresso de todos os estudantes aptos a cursar um curso de gradua-
ção. Segundo Niskier (1999), “estaria em curso uma transformação dos
sistemas de ensino, cuja principal virtude é a possibilidade de solução,
através da educação a distância, da enorme defasagem da oferta de ensi-
no no mundo todo, inclusive no Brasil”.
E para citar um último aspecto, podemos considerar a modificação
na noção de ensino provocada pela expansão das Tecnologias de In- TIC
formação e Comunicação (TIC). Através destas tecnologias, tornou- A sigla “TIC”, que
você verá em muitas
-se possível ultrapassar os limites da sala de aula e levar educação de oportunidades,
qualidade a todos os lugares. representa as Tecnologias
de Informação e
Comunicação. Elas fazem
referência às tecnologias
Eder Capobianco

que mediam os processos


de aprendizagem,
comunicação e de
informação.

Figura 1.3: A necessidade de se manter atualiza-


do em um mundo competitivo é um dos fatores que
fazem com que os estudantes busquem a EaD.
Fonte da imagem: https://www.flickr.com/photos/
antimidia/8677894653

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Está curioso sobre as TICs? Você estudará sobre elas na Aula 2.

Educação presencial, semipresencial


e EaD: qual é a diferença?

“Dificilmente os extremos são as melhores soluções. Um curso


totalmente a distância tem muitos problemas, como a falta de
relacionamento interpessoal, isolamento, desmotivação, altos
índices de abandono. Mas um curso totalmente local também
possui seus pontos fracos, como tempo perdido em locomoções
dos envolvidos, dificuldade de se ter atendimento personalizado,
transformação do ensino em linha de produção, não atendimen-
to às diferenças cognitivas e de estilo de aprendizagem dos alu-
nos, ou, quando todos os problemas anteriores são resolvidos,
altos custos.” (Tori, 2005. p. 06)

A partir da sua experiência pregressa como estudante, você pode nos


ajudar a recordar algumas características do ensino presencial?

Temos certeza de que você conseguiu se lembrar direitinho das ca-


racterísticas deste ensino, pois você tem maior familiaridade com ele e,
provavelmente, foi um aluno desta modalidade até aqui.
O ensino presencial é também chamado ensino convencional ou tra-
dicional, e tem como principal característica o tempo e o espaço defini-
dos para que a aprendizagem aconteça. Também podemos falar da pre-
sença do professor e do aluno neste espaço físico delimitado, chamado
sala de aula, dentre outras características. Neste ensino, todos os atores
(diretor, coordenador, técnico, entre outros) precisam estar necessaria-
mente presentes para que o processo educacional aconteça.

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Educação a distância

Cobrasoft
Figura 1.4: O ensino presencial pressupõe a presença
do professor e dos alunos em um mesmo horário e em
determinado espaço físico, normalmente, a sala de aula.
Fonte da imagem: http://www.freeimages.com/photo/990536

A educação semipresencial acontece ora em sala de aula, ora a dis-


tância, mediado pelas tecnologias. Segundo ABREU (2000, p.18), “os
estudantes estão começando a ter a expectativa de acesso a novos mo-
delos de ensino permanente e estão pressionando as instituições de en-
sino a ofertarem cursos de educação continuada e de graduação que
fuja do tradicional”.
Ante3

Figura 1.5: O ensino semipresencial contempla mo-


mentos presenciais e momentos a distância com o apoio
dos recursos tecnológicos e da internet.
Fonte da imagem: http://www.freeimages.com/photo/1237883

Diante desta realidade e do crescente acesso à internet e aos recursos


tecnológicos, a educação semipresencial avança. A este respeito, Moran

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(2007, p. 129) salienta que “o semipresencial tende a avançar, porque


crianças e jovens já têm uma relação com a Internet, redes, celulares e
multimídia. Eles já vivem o semipresencial em muitas outras situações”.

E as características da educação a distância?

Pare um pouco e pense na estrutura do curso que você faz agora.


Lembre-se do que você ouviu a este respeito na aula inaugural.
Que elementos mais chamaram a sua atenção na aula inaugural quan-
do a EaD lhe foi apresentada? Você traçou paralelos sobre o modo como
estava habituado a estudar e como estudará na modalidade a distância?
Sentiu alguma dificuldade com relação às características da EaD?
Ao se definir o que caracteriza um curso em EaD, é comum serem
tecidas comparações entre ele e o ensino presencial, procurando-se
pontos de intercessão entre eles. Na verdade, podemos analisar estas
modalidades como recursos que se complementam, e também pensar
os aspectos com os quais uma contribui com a outra e vice versa.

A principal contribuição que a EaD traz para o ensino presencial


é uma nova visão sobre a importância da qualidade do uso dos
recursos tecnológicos disponíveis em prol do ensino.

Entretanto, é importante nos atermos também ao fato de que a EaD,


ao surgir, modifica alguns conceitos consolidados pelo ensino presen-
cial e “reformula” as funções e os papéis dos atores educacionais. Para
ilustrar esta afirmativa, podemos pensar no papel do professor, que, na
EaD, é exercido pelo professor- tutor.

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Educação a distância

As atribuições do professor-tutor serão vistas por você na Aula 6.

A EaD como “experimentação constante”

Pierry Lévy, renomado estudioso das interações internet/ socie-


dade, salienta que a EaD permite uma “experimentação constan-
te”, tanto técnica quanto pedagogicamente falando, favorecida
pelo avanço tecnológico. Ainda segundo ele, esta “experimen-
tação constante” deveria ocorrer também no ensino presencial,
pois favorece o ensino.

Existem também alguns aspectos que diferenciam as duas modali-


dades. Eles serão vistos por você mais à frente, de forma mais apro-
fundada. Por hora, daremos apenas algumas “pinceladas”, com foco na
conceituação da EaD, ok?
Como primeiro exemplo, podemos citar o conceito de presencialida-
de, que se altera ao longo dos anos, pela ação da tecnologia, que, por sua
vez, cada vez mais aproxima as pessoas fisicamente distantes. (Moran,
1994. p. 2). O advento da EaD desobriga a necessidade da presença físi-
ca espacial do estudante em uma sala de aula.
Também, o conceito de autonomia, tão debatido por teóricos da
educação, ganha uma proporção ainda maior em EaD. O estímulo a que
o estudante adquira um comportamento autônomo que lhe possibilite
construir, de forma individual e coletiva, conhecimento, torna a promo-
ção desta autonomia o principal objetivo da EaD.
Outro conceito que se altera é o de sala de aula, pois na EaD, como
já foi dito, espaço e tempo são flexíveis. Em tal modalidade, altera-se
o papel do professor-tutor e a maneira como ele executa sua função e

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Aula 1  •  
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ministra sua aula. Seu papel será o de motivar e acompanhar o desen-


volvimento da autonomia do estudante.
Por fim, podemos citar também o material didático utilizado na EaD,
que difere em alguns pontos do disponibilizado ao ensino presencial. A
linguagem utilizada no material didático de EaD tem importância de-
terminante: quando bem elaborada, contribui para a interatividade e
para a autonomia do estudante.
Para fecharmos este tópico, que tal revermos algumas diferenças en-
tre ensino presencial e a distância? Vamos lá?
Enquanto, no ensino presencial, o tempo e espaço são definidos, na
EAD, eles são flexíveis e determinados pela disponibilidade e autono-
mia do aluno. A presença física do professor é exigida no ensino presen-
cial, enquanto na EAD não.
No estudo a distância, a ação da tecnologia desobriga a presença física do
aluno em local determinado. No presencial, a sala de aula é uma realidade.
Paralelo a estas modalidades, temos a educação semipresencial,
que acontece ora em espaços determinados, ora a distância, mediada
pela tecnologia.

Atividade 2

Atende ao objetivo 2

Até o momento, traçamos um panorama das características da EaD que


são fundamentais para o entendimento de sua definição. Nesta ativi-
dade, propomos que você busque aprofundar um pouco mais seus co-
nhecimentos sobre as características da EaD, analisando um outro pro-
grama ofertado nessa modalidade de ensino: o de um curso da Open
University. Leia o trecho abaixo, extraído do artigo Educação a Distân-
cia: o caso Open University. Após a leitura, escreva nas linhas a seguir
que aspectos/características da EaD você consegue identificar no mode-
lo desta universidade e justifique sua resposta.

“Modelo da Open University of United Kingdom


O modelo de educação a distância utilizado pela OUUK (...) é
operacionalizado através de material impresso, em fitas de vídeo

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Educação a distância

desenvolvidas em parceria com a rede de TV BBC, ou transmi-


tido diretamente na TV, quando em horários especiais, normal-
mente de madrugada, a BBC transmite os programas específi-
cos para cada curso. Os alunos recebem o horário completo da
programação dos vídeos da BBC, juntamente com todo material
impresso e as fitas de vídeo.
Desta forma, os alunos têm a liberdade de rever seus materiais
quando bem entenderem ou necessitarem. Normalmente os
materiais utilizados nesse modelo são resultado de um pro-
cesso estruturado, que envolvem profissionais especializados
em didática e especialistas nos assuntos a serem ensinados.”
(MAIA&MEIRELLES, 2002, p.04)

Resposta comentada
Para começo de conversa, EaD pode ter ou não momentos presenciais.
Não há apenas uma resposta quando o assunto é estrutura de curso em
EaD. São diversos os modelos existentes. Particularmente, o modelo da
Open University descrito no trecho do artigo destaca principalmente
dois aspectos estudados: o da autonomia e de material didático. O da
autonomia fica mais evidente quando o texto afirma que o material é
disponibilizado para os alunos que “têm a liberdade de rever seus mate-
riais quando bem entenderem ou necessitarem”. Já o do material didático
usado nesse modelo é destacado no momento em que o texto afirma
que ele é “resultado de um processo estruturado, que envolve profissionais
especializados em didática e especialistas nos assuntos a serem ensina-
dos”. Pelo trecho destacado, não é possível afirmar sobre os conceitos
de presencialidade e de sala de aula. Pode-se presumir que o conceito
de sala de aula é flexível, tendo em vista que o aluno recebe o material
didático para o estudo, mas a questão de tutoria não está explicitada no
trecho em questão. Ao ler o artigo na íntegra, este conceito fica mais
evidente, pois nele é detalhado o funcionamento da tutoria no modelo
da universidade. Por fim, com relação ao conceito de presencialidade,
pode-se supor que ela pode ser flexível ou exigir que o aluno esteja

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Aula 1  •  
Aula 1  •  

presente apenas em alguns momentos cruciais dos processos de ensino


e aprendizagem, mas pelo trecho não fica clara a sua dinâmica. Apenas
com a leitura do texto na íntegra, é possível conhecer que a presença no
programa analisado é voluntária e visa permitir que os alunos interajam
com seus orientadores e colegas de curso.

Para conhecer mais detalhes sobre o modelo de EaD da Open


University, recomendamos que você leia o artigo Educação a Dis-
tância: o caso Open University, disponível no seguinte endereço:
http://www.scielo.br/pdf/raeel/v1n1/v1n1a04

Respire fundo e...vamos conceituar EaD?

Leia com atenção o conceito abaixo:

“Educação a Distância é aprendizagem planejada que geralmente


ocorre num lugar diferente do ensino e, por causa disso, requer
técnicas especiais de desenho de cursos, técnicas especiais de
instrução, métodos especiais de comunicação através da eletrô-
nica e outras tecnologias, bem como arranjos essenciais organi-
zacionais e administrativos.” (Moore e Kearsley, 2007, p.01)

Observe a parte sublinhada no conceito acima. Ela ressalta a ideia


de professores e alunos separados fisicamente, ideia esta que constitui
a base do conceito de EaD. Você observará que tal base perpassa todos
os conceitos de EaD formulados até hoje e constitui-se da ideia de isola-
mento, a qual dá lugar à ideia de interação.
As características que complementam esta base passam por mudan-
ças a cada dia. Sendo assim, para facilitar a compreensão dos conceitos
existentes e já consolidados, precisamos considerar a evolução da mo-
dalidade ao longo do tempo, pois o conceito vai sendo enriquecido pelas
mudanças que vão ocorrendo.

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Educação a distância

Não nos aprofundaremos na teoria deste autor, pois você fará isso
na Aula 3, ao estudar a evolução da EaD no Brasil e no mundo.

A fim de acompanharmos a evolução do conceito de EaD, conside-


raremos, nesta nossa aula, três fases cronológicas da modalidade, apon-
tadas pelo autor Peters (2001). E atenção: lembre-se de que o foco aqui Otto Peters
são as características de cada fase. (2003)
Educador e pensador
internacional e autor
de obras sobre EaD.
Classificou a história da
EAD em três fases.

Gostaríamos de sugerir que, durante a leitura, você vá identifi-


cando palavras reveladoras, que indiquem o aspecto mais impor-
tante de cada definição apresentada. Escreva estas palavras em
seu caderno de estudos. Através delas, você poderá, ao final da
leitura, perceber características importantes sobre a evolução do
conceito de EaD.

E a pergunta que não quer calar: Afinal, o que é EaD?


O escritor cearense José de Alencar, compôs tal texto em 1855:

1. “Tempo virá em que [...] uma palavra que cair do bico da pena a uma
hora correrá o universo por uma rede imensa de caminhos de ferro
e de barco de vapor, falando por milhões de bocas, reproduzindo-
-se infinitamente como folhas de uma grande árvore. Esta árvore é a
liberdade.” (Alencar, 1874)
Pense na primeira coisa que vem à sua mente quando se fala em EaD.
Agora nos deixe adivinhar no que você pensou. Hum... Internet?
Acertamos?
Atualmente, é quase impossível desvincular EaD de internet. Isto

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Aula 1  •  
Aula 1  •  

porque o surgimento da rede mundial de computadores impulsionou o


desenvolvimento desta modalidade e tornou possível que ela chegasse
a lugares antigamente impensáveis. Isto sem citar a rapidez com que
isso ocorre.
Não nos parece que Alencar, ao escrever o texto acima, falava da nossa
realidade atual frente à internet? E é pensando no que ela nos proporciona
que analisaremos a conceituação mais recente de Educação a Distância.

A terceira fase da EaD

Começaremos falando do que Peters (2001) chama, na classificação


elaborada por ele, de terceira fase da EaD, na qual a aprendizagem baseia-
-se quase que exclusivamente em recursos tecnológicos diversificados.
Apresentaremos as fases da EaD em retrocesso, ou seja, do momento
atual para trás, na linha do tempo, porque consideramos que seria inte-
ressante começar pela geração que você está vivenciando enquanto faz
esta graduação.
Vamos ver se você reconhece as características desta fase?
Nela, a comunicação é multidirecional, pois ocorre tanto entre es-
tudantes e tutores, como entre estudantes, ocorrendo de forma irres-
trita, sendo totalmente estimulada e beneficiada pelos meios tecnológi-
cos. Aqui os recursos didáticos são todos pensados para este fim. Não
há limites para o conhecimento, e o principal papel do professor-tutor
é direcionar a busca do estudante por conhecimento, estimulando-o a ir
cada vez mais além. O aluno, neste contexto, é considerado coautor deste
processo. Não é igual a tudo que você tem vivenciado em EAD até aqui?
Conceituando esta fase, Maroto discorre que:

“A EAD, enquanto prática educativa deve (...) comprometer-se


com os processos de libertação do homem em direção a uma so-
ciedade mais justa, solidária e igualitária. Enquanto prática me-
diatizada, deve fazer recurso à tecnologia, entendida como um
processo lógico de planejamento, como um modo de pensar os
currículos, os métodos, os procedimentos, a avaliação, os meios,
na busca de tornar possível o ato educativo.”(Maroto, 1995)

Ainda procurando definir EaD nesta fase, Aretio salienta que:

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Educação a distância

“A Educação a Distância é um sistema tecnológico de comunica-


ção bidirecional que pode ser massivo e que substitui a interação
pessoal na sala de aula entre professor e aluno como meio pre-
ferencial de ensino pela ação sistemática e conjunta de diversos
recursos didáticos e o apoio de uma organização e tutoria que
propiciam uma aprendizagem independente e flexível.” Aretio
(2001, p. 39)

Moore nos apresenta a seguinte definição:

“Educação a Distância é aprendizagem planejada que geralmente


ocorre num lugar diferente do ensino e, por causa disso, requer
técnicas especiais de desenho de cursos, técnicas especiais de
instrução, métodos especiais de comunicação através da eletrô-
nica e outras tecnologias, bem como arranjos essenciais organi-
zacionais e administrativos.” Moore (2007. p.12)

E ainda podemos apresentar o disposto no primeiro artigo do de-


creto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, que define oficialmente o
conceito de EaD:

“Caracteriza-se a Educação a Distância como modalidade edu-


cacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos
de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e
tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e
professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou
tempos diversos”. (Brasil, 2005)

A palavra-chave, nesse contexto, é tecnologia. Além dos novos ar-


ranjos na educação com relação ao ensino presencial, o que a EaD traz
de mais marcante nesta fase é a consolidação da importância dos re-
cursos tecnológicos para o sucesso do ensino. A tecnologia atualmente
influencia o estilo de vida de toda a sociedade. Não poderia ser diferente
com relação à educação.
Levy (1999), para designar a comunicação da atual fase da EaD, cria
o termo “comunicação todos-todos”, que representa bem como a troca
comunicativa se dá, através dos recursos tecnológicos, mediante o cres-
cimento e a expansão da internet. Neste contexto, professores trocam
informações com estudantes que, por sua vez, se comunicam com outros
estudantes, tecendo uma rede de comunicação que não conhece barreiras.

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Aula 1  •  
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Segundo este autor, “as realidades virtuais compartilhadas, que po-


dem fazer comunicar milhares ou mesmo milhões de pessoas, devem
ser consideradas como dispositivos de comunicação ‘todos-todos’, típi-
Cibercultura co da cibercultura”. (LEVY, 1999, p. 105).
este termo, criado por
Pierre Levy, contempla
a cultura advinda do uso
da internet, bem como
o estudo das mudanças
sociais associados a este
uso.
Ninguém previu a internet

O inventor Vannevar Bush, que defendia a tese de que todo


conhecimento humano deve estar à disposição da humani-
dade, foi quem chegou mais perto da definição do que, mais
tarde, seria a world wide web (nosso www). Em seu artigo “As
We May Think” (1945), ele anunciou o Memex (Memory Ex-
tension), uma máquina visionária que serviria para auxiliar a
memória e guardar o conhecimento, antes mesmo de o com-
putador ter sido inventado. Os outros visionários e futurólo-
gos não chegaram nem perto.
Você pode conhecer esta história no podcast do seguinte endereço:
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/ethevaldo-si-
queira/2009/02/26/NINGUEM-PREVIU-A-CHEGADA-DA-
-INTERNET.htm

A segunda fase da EaD

Sobre este período, Petters formulou a seguinte afirmação:

“Educação/Ensino a Distância é um método racional de partilhar


conhecimento, habilidades e atitudes, através da aplicação da di-
visão do trabalho e de princípios organizacionais, tanto quanto
pelo uso extensivo de meios de comunicação, especialmente para
o propósito de reproduzir materiais técnicos de alta qualidade, os
quais tornam possível instruir um grande número de estudantes
ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma for-
ma industrializada de ensinar e aprender.” (Petter, 2001)

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Educação a distância

A segunda fase da EaD foi marcada por recursos tecnológicos de


multimídia que eram utilizados como suporte para conteúdos que com-
plementavam o que era apresentado pelos textos didáticos impressos.
Rádio, televisão, vídeo-cassete são alguns exemplos destes suportes.
Esta fase aconteceu entre as décadas de 60 e 80.
Sobre o papel das mídias, como imprensa, televisão e rádio, no pro-
cesso educativo, que caracterizam esta fase da EaD, Levy (1999) classi-
fica como “comunicação um-para-todos”. Lembre-se, para exemplificar
esta classificação, do Telecurso, que é veiculado na TV até hoje, e serve
de base educativa para muitos estudantes.

Primeira fase da EaD: onde tudo começou

Retrocedamos, agora, à primeira fase, também classificada como


geração textual, que ocorreu por volta da década de 60 e tinha como
característica principal a autoaprendizagem.
Essencialmente textual e assíncrona, tinha como suporte principal Assíncrono
os textos impressos. Era o começo da modalidade e a EaD apresentava Segundo Menezes (2002),
assíncrono é o termo
uma concepção centrada na transmissão do conhecimento, e a comuni- que a EaD utiliza no
cação era unidirecional. A interação entre professor e aluno ainda não ti- sentido de caracterizar
“a comunicação que
nha alçado a importância que tem atualmente, pois o professor era trata- não ocorre exatamente
ao mesmo tempo, não
do como mero transmissor de conteúdos e os alunos receptores passivos. simultânea”. É o oposto de
comunicação síncrona.
Preste bastante atenção ao conceito que demonstra essa primeira fase,
e perceba a ênfase, essencialmente, à questão da instrução proporciona-
da pela EaD, de acordo com Dohmem (1967): “Educação a Distância
é uma forma sistematicamente organizada de autoestudo onde o aluno
instrui-se a partir do material de estudo que Ihe é apresentado”.

Como você pode observar, a autoaprendizagem e o sentido de


instrução é o que melhor define este primeiro período da EAD.

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Aula 1  •  Educação a distância: o que é, o que é?
Aula 1  •  
Aula 1  •  

Outro conceito que podemos utilizar como exemplo é o formulado


por Peters (1983) apud Aretio (1994): “a Educação a Distância é uma
forma industrializada de ensinar e aprender”.
A respeito do sistema de comunicação da primeira fase da EaD,
Levy (1999) cria o termo “comunicação um-para-um”, que não consi-
dera o coletivo da comunicação. A formação do estudante era realizada
totalmente através de correspondência e, principalmente, voltada para
cursos técnicos, como cursos de modelagem, corte e costura e eletrônica
ou formação supletiva.
Como exemplo, podemos citar o Instituto Universal, que, através dos
Correios, faz chegar a um estudante seu material didático.
A interação professor-aluno, nos primórdios da EaD, era nula. Dian-
te disto, desenvolveu-se o mito da “independência intelectual” do estu-
dante. Mito que perdura até os dias atuais, nomeado equivocadamente
de “autonomia”. Com base neste mito, acreditava-se que “a pouca re-
corrência de procura do professor-tutor pelo aluno implica em dizer
que o curso foi bem planejado, que o material é autodidático e o aluno
é autônomo. O individualismo é premiado e não se estimula o diálogo”.
(Preti, 2009)

Atividade 3

Atende ao objetivo 3

Você acabou de ler o tópico que aborda as fases da EaD. Que tal testar
seus conhecimentos acerca do assunto?
Então, observe a imagem a seguir. Nela, podemos identificar diferentes
modos de se pensar a EaD, que representam algumas das caracterís-
ticas das fases pelas quais esta modalidade de ensino passou ao longo
do tempo.
Na imagem, escreva 1 para a primeira fase da EaD; 2, para a segunda
fase; 3, para a terceira fase, dentro dos parênteses ao lado de cada carac-
terística. Caso sinta necessidade, volte e releia o tópico 5 para relembrar
as características de cada fase antes de responder à atividade.

22
Educação a distância

Resposta comentada
Conforme estudamos no tópico 5, vimos que a primeira fase da EaD
tinha como característica o foco no material impresso. Já a segunda fase
se caraterizou pela utilização de recursos como fita cassete, rádio e TV, a
exemplo do Telecurso. E, na última fase, temos uma ênfase maior na uti-
lização de recursos tecnológicos diversificados e na relação tutor/aluno.
Veja, a seguir, o gabarito da atividade.

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Aula 1  •  Educação a distância: o que é, o que é?
Aula 1  •  
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Finalizando a história...

Como você contaria agora a história da EaD? Da mesma forma que


contava? Modificaria algo no enredo? Acrescentaria fatos e curiosida-
des? Temos certeza que sim.
Foi importante estarmos juntos conhecendo e pensando esta moda-
lidade de educação, não foi?
Esta é uma história que acaba de começar, e que construiremos jun-
tos, pois fazemos parte dela.
A partir de agora, nos aprofundaremos em outros aspectos que a
envolvem: legislação, histórico, politicas públicas... Familiarizado com a
modalidade, você poderá ter um bom proveito do curso que faz agora.
Então, vamos em frente, conhecer outros aspectos que norteiam esta
modalidade de educação?

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Educação a distância

Atividade final

Atende aos objetivos 1, 2 e 3

Para fecharmos o estudo desta aula, solicitamos que releia a sua res-
posta à pergunta “Como você definiria a EaD para esta pessoa? realiza-
da no tópico 1 – Quem conta um conto aumenta um ponto, lá no co-
mecinho do texto. Aproveite e reveja também a resposta da Atividade 1.
Releia e analise o conceito que você formulou e o que obteve através
da entrevista e compare com todas as definições que foram dadas sobre
EaD ao longo do texto.
O que faltou na sua resposta? O que faltou nas definições dadas por
nós? O que mudou no seu entendimento a respeito do conceito de EaD?
Reinvente o conceito de EaD!
Ouse!

Resposta comentada
Você pode reformular seu conceito com base no que aprendeu. Faça
referência ao material didático utilizado, aos sujeitos envolvidos no pro-
cesso, assim como também a cada fase da EAD. Quanto mais completo
for este conceito, melhor!

Resumo

• Apesar de ainda sofrer preconceito, a EaD é uma modalidade de edu-


cação em constante crescimento. Impulsionada pelos recursos tecno-
lógicos mediados pela internet, ela chega a lugares antes inimaginá-
veis. E a internet proporciona também uma interação mais efetiva.
• O principal motivo que leva cada vez mais estudantes a optarem por
estudar a distância é a flexibilidade do tempo proporcionado pela

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Aula 1  •  Educação a distância: o que é, o que é?
Aula 1  •  
Aula 1  •  

modalidade. O estudante tem a liberdade de “criar” o seu tempo de


estudo. Outro motivo é a exigência de capacitação constante, exigida
pelo mercado de trabalho. Também a incapacidade física estrutural
do nosso sistema tradicional de educação e a dificuldade de acesso
a algumas instituições de ensino. Podemos citar também a expansão
das tecnologias de comunicação, que facilitam o estudo e o ensino.
• A chegada da EaD complementa a educação presencial, bem como
modifica alguns conceitos consolidados por ela.
• A base conceitual da EaD é professores e alunos separados fisica-
mente. Esta base vai sendo acrescida de outros detalhes no decorrer
do tempo.

Informações sobre a próxima aula

Na próxima aula, você aprenderá mais sobre as Tecnologias de Informa-


ção e Comunicação (TIC) e será levado a descobrir as mudanças provo-
cadas por elas, principalmente na educação.
Boa aula e até breve!

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