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Ritmos da Viola Caipira

P = Polegar
I = Indicador
RF = Rasqueado Fechado (Abafado)
RA = Rasqueado Aberto (cordas soltas)
PU = Puxada

Se você tiver algum ritmo, manda pra gente publicar...


cleberdecarvalho@gmail.com

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As Afinações da Viola

Em geral as afinações da viola são conhecidas por nomes regionais, populares


assim: cebolinha, cebolão, do sossego, etc... Por exemplo, afinação em Mi é a
Cebolão. E como muitos violeiros só conhecem uma afinação, afirmam que na
viola não há "tom menor", dando só a posição "maior".
Ilustramos com clichês algumas afinações com seus respectivos nomes
populares, regionais paulistas. Comecemos com o Cebolão, uma das mais
comuns.
Boa afinação para sapateado, por isto mesmo a preferida pelos catireiros,
xibeiros, catereteiros e fandangueiros. Em geral os violeiros genuínos dizem que
é a mais positiva das afinações: "é a que São Gonçalo ensinou", dizem os seus
devotos. Outros, " a melhor para se pisar nas cordas da viola", " não desaparece
por mais ferrado que seja o palmeado do cateretê."

A Cebolinha simples é a afinação preferida pelos modinheiros. Fazendo uma


pestana no segundo trasto é "quatro paus" para sapateado, "declara bem no
bate-pé".

Há outra cebolinha (pelas três cordas) também conhecida por "Ré Acima" ou
"Cebolinha pelo meio", apropriado para solar músicas. Nesta afinação, o pai
da aviadora Anésia Pinheiro Machado, o itapiningano Gustavo Pinheiro Machado,

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saudoso virtuose da viola, tocava tudo: desde as modas de viola até Chopin,
desde os cateretês mais barulhentos até Brahms. Hoje, ainda os poucos solistas
que nós conhecemos, preferem-na às demais.

A afinação Cana Verde ou para Cururu é uma das mais simples (ré-sol-si-mi-
lá) utilizada para a cantoria destas duas modalidades.

A afinação preferida para o Fandango, pelo menos foi o que anotamos no litoral
sul paulista, é a oitavado, de Guitarra ou Ponteado do Paraná. Os paranaenses
do litoral norte, de Paranaguá e adjacências, quando vão em romaria à Iguape, a
6 de agosto de todos os anos, costumam afinar suas violas desta maneira (ré-
sol-dó-fá-lá sustenido) Quem sabe vem daí chamarem-na de Ponteado do
Paraná. Usada também para ponteio e moda, não apenas para a dança do
Fandango, modalidade de dança que está desaparecendo, tanto o fandango
rufado ou batido, como o fandango valsado ou bailado.

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Sossego ou castelhano é uma das posições pouco usadas, embora seja uma
das mais fáceis para execução.

Quatro-pontos - Esta afinação é igual à do violão. Em geral, tocador de violão


quando passa a tocar viola, afina-a nesta.

Em Ubatuba, encontramos duas afinações que a princípio julgamos novidade: a


de Reza e a de Contoria do Divino. Após exame perfunctório verificamos que as
duas nada mais são do que a Quatro-Pontos do serra-acima, que no beira-mar
assumiu denominação diferente. Para a Cantoria do Divino a colocação dos
dedos é do primeiro ao terceiro trastos, já para a Reza é do quinto trasto ao
oitavo.

As afinações variam de região para região brasileira, assim é que existem as


chamadas goiana, goianão, ponteado do Paraná, etc. Em S. Paulo, onde os filhos
de outras Estados têm vindo para a obra de engrandecimento desta grande forja

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de trabalho, para os cafezais ou pastoreio, têm recebido a influência dos demais
filhos desta grande Nação na sua arte popular e no que concerne à músico ou
uso de um instrumento como a viola, o fato é verificável, está ai para ser
pesquisado e estudado. Assim é que muitos nordestinos gostam de afinar suas
violas em: mi-si-sol-ré-lá. É claro que a inter-relação favorece a influência e a
adoção de novos padrões. No entanto, os paulistas genuínos continuam a dar
preferência ao Cebolão. É claro que as referências também podem variar, por
exemplo em Taubaté, para o Cateretê a afinação é fá sustenido, si-mi sustenido
- sol sustenido - dó sustenido.
Diz o velho ditado: "em festa de jacu, inhambu não pia". É bom que me cale
por aqui, pois este assunto é para os musicólogos e não para antropólogo que
entrevistou 818 violeiros. Pontofinalizamos aqui o nosso estudo sobre a Viola.

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