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SUMÁRIO

NOTAS MUSICAIS ....................................................................................................................................... 3


SEMITOM..................................................................................................................................................... 4
TOM ............................................................................................................................................................. 4
SUSTENIDO # ............................................................................................................................................. 4
BEMOL ......................................................................................................................................................... 4
NOME DAS NOTAS DE CADA CORDA DO VIOLÃO .................................................................................. 5
NOTAS NO BRAÇO DO VIOLÃO ................................................................................................................. 7
INTERVALO MUSICAL................................................................................................................................ 9
FORMAÇÃO DE ACORDES – O QUE NINGUÉM TE CONTA............................................................................ 12
ESCALA MAIOR........................................................................................................................................................... 15
ESCALA MENOR – VOCÊ PRECISA SABER DISSO .......................................................................................... 21
ACORDES NO VIOLÃO – APRENDA A FORMAR ................................................................................................ 23
DICIONÁRIO DE ACORDES ..................................................................................................................................... 27
ACORDES MAIORES E MENORES EM TRÍADES ............................................................................................... 27
ACORDES MAIORES COM SÉTIMA MENOR (7) ................................................................................................. 28
ACORDES MAIORES COM SÉTIMA MAIOR (7M) ............................................................................................... 28
ACORDES MENORES COM SÉTIMA MENOR (M7) ............................................................................................ 29
ACORDES DE ESTRUTURA HÍBRIDA (INCOMPLETA) 4 E 9 ........................................................................... 29
ACORDES MAIORES E MENORES INVERTIDOS ............................................................................................... 30
ACORDES MENORES COM SÉTIMA MAIOR E COM SÉTIMA E QUINTA DIMINUTA................................. 30
CAMPO HARMÔNICO ................................................................................................................................................ 31
PARA FORMAR O CAMPO HARMÔNICO VAMOS PASSAR UMA DICA TOP. .............................................. 31
SISTEMA CAGED – IMPRESSIONANTE SABER DISSO ................................................................................... 35
EXPLICANDO MELHOR O QUE É O TAL CAGED .................................................................................... 36
COMO LER TABLATURA ........................................................................................................................................... 41
COMO LER TABLATURA NO VIOLÃO ...................................................................................................... 41
HAMMER-ON ............................................................................................................................................. 43
PULL-OFF .................................................................................................................................................. 43
BEND ......................................................................................................................................................... 44
SLIDE ......................................................................................................................................................... 45
VIBRATO.................................................................................................................................................... 45
TAPPING.................................................................................................................................................... 45
OUTRAS TÉCNICAS NA TABLATURA ...................................................................................................... 46
NOTAS MUSICAIS
Vamos começar falando sobre notas musicais.

Uma escala musical é formada por sete notas, sendo a primeira nota repetida no final.

Exemplo:

Escala de Dó = Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – La- Si – Dó. Quando tocamos só uma corda


do violão (solta ou presa).

ela não tem “sobrenome”, não é Maior nem menor, é só uma nota. Cada nota musical
é representada por uma letra que são chamadas de cifras.

Segue abaixo um exemplo:

Quando falamos em acordes temos que fazer várias notas ao mesmo tempo (no
mínimo 3) e dependendo dessas notas temos a classificação do acorde como Maior ou
menor.
1 – SEMITOM
Semitom é a menor distância entre duas notas musicais. 1 Semitom corresponde a 1
casa no violão.

2 – TOM
Tom são 2 semitons ou seja 2 casas no braço do violão.

3 – SUSTENIDO #
São chamados de acidentes as notas entre a escala natural. Tem 2 formas de serem
chamados, uma delas é Sustenido que vem de suspendido ou seja uma nota meio
tom acima no caso uma casa do violão acima e são representados por #.
4 – BEMOL
A outra forma é chamada de Bemol que é o inverso do Sustenido. No caso do bemol
voltamos uma nota ou uma casa no violão e é representado por b.

Segue abaixo o exemplo da escala natural:

Segue abaixo o exemplo da escala cromática com os acidentes:

Obs: Entre MI, Fá e SI, DÓ não existe acidentes.

Resumindo:
1. Existe 7 notas musicais na escala natural.
2. Semitom é a menor distância entre duas notas.
3. Tom é a soma de dois Semitons.
4. Sustenido e Bemol são acidentes na escala natural.
5. Existe 5 acidentes na escala natural.
NOME DAS NOTAS DE CADA CORDA
DO VIOLÃO
Aqui veremos uma coisa bem simples porém muito importante.

O assunto de hoje se trata dos nomes de cada corda do violão.

Abaixo segue uma lista do porque é importante saber os nomes das cordas:

 Para poder afinar corretamente cada corda.


 Para localizar cada nota no braço do violão.
 Para não se perder ao fazer um acorde no violão.

Vimos a importância de saber os nomes agora vamos falar a ordem e os nomes de


cada corda:

1. Corda MI representada pela cifra E


2. Corda SI representada pela cifra B
3. Corda SOL representada pela cifra G
4. Corda RÉ representada pela cifra D
5. Corda LÁ representada pela cifra A
6. Corda MI representada pela cifra E
Na imagem abaixo exemplificamos a ordem e os nomes de cada corda:

Agora faça um exercício mental e decore a ordem e os nomes de cada corda.

Feito isso você vai ver como aprender a tocar violão ficará mais
fácil.
NOTAS NO BRAÇO DO VIOLÃO
Para você fazer qualquer coisa no violão seja uma nota ou um acorde, é necessário
saber todas as notas no braço do violão antes de tudo.

Agora que você já sabe os nomes das cordas vamos passar alguns macetes para
localizar as notas ao longo do braço do violão.

Abaixo segue todas as notas do braço do violão:

Notas em todo o braço do violão.

Temos todas as notas no braço, sendo que se observar temos uma escala cromática
em cada corda.

Por exemplo partindo da corda MI temos 12 notas até repetir o MI formando


assim 7 notas musicais e 5 acidentes.

Para não ficar pulando de casa em casa ou nota por nota podemos pular os acidentes
e assim localizar melhor as notas:
Veja abaixo:

Localizando as notas no braço do violão pulando os acidentes.

Agora vamos aprender como localizar as notas em outras regiões do braço.

Sabendo o nome e a localização de uma nota você consegue facilmente localizar essa
mesma nota em outra corda e outra casa do violão.

Chamamos essas notas de oitavas ou seja a mesma nota uma oitava acima ou uma
oitava abaixo.

Localizando as notas no braço do violão em outras casas e cordas através das oitavas.

Através disso conseguimos localizar todas as notas em todas as cordas e casas do


violão. Aprendendo e memorizando isso podemos entrar em outro assunto.
INTERVALO MUSICAL
Agora vamos aprender a medir a distância entre duas notas e chamamos isso de
intervalo.

Cada nota da escala é representada por uma ordem, ou seja um número que
identificará a distância da primeira nota referente a segunda.

Vamos usar a escala de DÓ para exemplificar esses intervalos.

Na imagem acima temos a nota de referencia sendo o DÓ

Note que o RÉ referente ao DÓ é a segunda nota portanto temos um intervalo de


2ª(segunda), outro exemplo é o LÁ que é a 6ª(sexta) do DÓ.

Podemos aplicar essa lógica para qualquer nota.


Por exemplo:

Partindo da nota SOL o LÁ é a 2ª( segunda) do SOL. Outro fato extremamente


importante é não levar em consideração a distância de TOM ou seja DÓ para o MI é
um intervalo de 3ª.

Assim como DÓ para o MI Bemol também é um intervalo de 3ª.

No primeiro exemplo temos um intervalo de 2 Tons, que é classificado como terça pois
o DÓ é a primeira, o RÉ é a segunda e o MI é a terça.

No segundo exemplo temos um intervalo de 1,5 Tons, mas também classificado como
terça, pois vamos de um DÓ para um MI (mesmo que seja MI bemol) da mesma forma.

Essa diferenciação pela distância em tons será feita apenas quando qualificarmos os
intervalos, com as diferenciações entre maiores, menores, justos, aumentados e
diminutos.

A nomenclatura correta dos intervalos é:


 1ª Primeira
 2ª Segunda
 3ª Terça
 4ª Quarta
 5ª Quinta
 6ª Sexta
 7ª Sétima
 8ª Oitava
Formação de Acordes – O Que
Ninguém Te Conta
Basicamente não só vamos te ensinar a formar um acorde como vamos também
ensinar a fórmula “mágica” para construir um acorde.

Os acordes são compostos por 3 notas que podemos chamar de tríade. Como
mencionado anteriormente, existe intervalos entre cada nota e vamos aplicar esses
intervalos na construção dos acorde formando assim a fórmula “mágica”.

Segue abaixo os acordes com a tríade de cada um deles. Ou seja cada acorde maior é
formado por 3 notas, são elas:
Para formar o acorde de DÓ você precisa usar a seguinte formula de intervalos:

 1ª DÓ
 3ª MI
 5ª SOL

Chamamos de Tônica, Terça e Quinta. Essas 3 Notas são chamadas de tríade


formando assim os acordes naturais.

Para formar os acordes menores basta alterar a 3ª meio tom abaixo como segue o
exemplo:

Nesse caso podemos ter uma tríade maior ou menor, porém podemos ter outras
tríades que formam acordes mais complexos, Segue abaixo exemplos de tríade:
1. Tríade Maior:
É formada pelos graus: 1º maior, 3º maior e 5ª justa.
Notas: DÓ, MI e SOL
2. Tríade Menor:
É formada pelos graus: 1º maior, 3º menor e 5ª justa.
Notas: DÓ, MI Bemol e SOL
3. Tríade SUS4:
É formada pelos graus: 1º maior, 4ª justa e 5ª justa
Notas: DÓ, FÁ e SOL
4. Tríade Aumentada:
É formada pelos graus: 1º maior, 3º maior e 5ª aumentada.
Notas; DÓ, MI E SOL Sustenido
5. Tríade diminuta:
É formada pelos graus: 1º maior, 3º menor e 5ª diminuta.
Notas: DÓ, MI Bemol E SOL Sustenido

Quando você sabe como o acorde é formado, futuramente saberá fazer inversões e
etc…

É muito importante saber essa fórmula “mágica” então estude bastante esse princípio
básico.

Recapitulando
 Para saber formar um acorde é preciso saber intervalos
 Usamos os seguintes intervalos para formar um acorde maior: 1º, 3º e 5º.
 São chamada de tríade as 3 notas que formam o acorde.
 Você pode aplicar a tríade em qualquer acorde formando uma fórmula “mágica”.
ESCALA MAIOR
1. O que são escalas?

Basicamente uma escala musical é uma sequencia de notas (não de acordes),


que geralmente tem 7 notas(existem algumas exceções).

Para identificar e caracterizar uma escala maior precisamos saber quais notas
compõe.

Vamos usar a escala de DÓ com exemplo.

Escala de DÓ Maior

Note que cada nota tem um número ou seja uma posição. Para definir qual nota se
encaixa no tom específico precisamos saber uma fórmula. Segue o exemplo abaixo:

TOM TOM SEMITOM TOM TOM TOM SEMITOM

Isso é a distância que cada nota precisa para chegar a próxima nota da escala.

As distâncias entre as notas são essas:

DÓ – (1 TOM) – RÉ – (1 TOM) – MI – (MEIO TOM) – FÁ – (1 TOM) – SOL – (1 TOM) – LÁ – (1 TOM) – SI


– (MEIO TOM) – DÓ

Repare que temos MEIO TOM entre o 3º grau (MI) e o 4º grau (FÁ). Também
temos MEIO TOM entre o 7º grau (SI) e o 8º grau, que é a repetição do 1º grau (DÓ).

Essa é a fórmula para montar uma escala maior. Feito isso você saberá montar a
escala em qualquer tonalidade.
Por exemplo:

Escala de RÉ Maior ficaria dessa forma:

RÉ – (1 TOM) – MI – (1 TOM) – FÁ# – (MEIO TOM) – G – (1 TOM) – A – (1 TOM) – SI


– (1 TOM) – DÓ# – (MEIO TOM) – RÉ

Obs: Veja que tivemos que acrescentar o acidente # à nota FÁ para que a distância
entre o 2º grau e o 3º grau fosse de 1 TOM. Caso deixássemos o FÁ natural essa
distância seria de apenas MEIO TOM e essa escala não seria maior. O mesmo
aconteceu com o DÓ#.

Para montar a escala maior em qualquer TOM basta seguir a fórmula abaixo:

1º – (1 TOM) – 2º – (1 TOM) – 3º – (MEIO TOM) – 4º – (1 TOM) – 5º (1 TOM) – 6º (1


TOM) – 7º – (MEIO TOM) – 8º

Agora podemos aplicar essa fórmula:

MI MAIOR:

____ ____ ____ ____ ____ ____ ____

FÁ MAIOR:

____ ____ ____ ____ ____ ____ ____

SOL MAIOR:

____ ____ ____ ____ ____ ____ ____

LÁ MAIOR:

____ ____ ____ ____ ____ ____ ____

SI MAIOR:

____ ____ ____ ____ ____ ____ ____


Respostas:

MI MAIOR:

MI FÁ# SOL# LÁ SI DÓ# RÉ#

FÁ MAIOR:

FÁ SOL LÁ SIb DÓ RÉ MI

SOL MAIOR:

SOL LÁ SI DÓ RÉ MI FÁ#

LÁ MAIOR:

LÁ SI DÓ# RÉ MI FÁ# SOL#

SI MAIOR:

SI DÓ# RÉ# MI FÁ# SOL# LÁ#

Recapitulando:

 Escala é uma sequência de notas e não de acordes


 Basicamente são formadas por 7 notas
 A fórmula da escala maior é: 1º – (1 TOM) – 2º – (1 TOM) – 3º – (MEIO TOM)
– 4º – (1 TOM) – 5º (1 TOM) – 6º (1 TOM) – 7º – (MEIO TOM) – 8º
 Com essa fórmula podemos obter a escala maior em qualquer TOM.
Agora vamos ver 5 modelos de digitação da escala no braço do violão
Segue abaixo modelos de escalas à partir dos acordes:
Escala Menor – Você Precisa Saber
Disso
O que muitas pessoas não sabem é que a escala menor é basicamente a escala
maior.

Não entendeu? Calma, vou te explicar.

Quando falo que a escala menor é a mesma escala maior isso é verdade, porém
precisamos olhar de outra perspectiva.

A escala menor ela é igual a maior se começar pelo 6º grau, ou seja toda escala maior
tem uma escala menor relativa.

Para entender melhor vamos dar o seguinte exemplo:

Escala de DÓ Maior

Se você olhar para a escala de DÓ o 6º grau é o LÁ, logo a escala de DÓ Maior tem a
escala de LÁ Menor como relativa.

Para formar a escala de LÁ Menor basta começar do 6º grau. Então ficará as


seguintes notas:

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL

A Nota LÁ que é o 6º grau da escala de DÓ passará para o 1º grau ao fazer a escala


de LÁ Menor.

Se analisarmos a escala de Lá menor natural veremos que a sua estrutura é diferente:

LÁ(1º)

SI(2º) – 2ª Maior

DÓ(3º) – 3ª menor
RÉ(4º) – 4ª Justa

MI(5º) – 5ª Justa

FÁ(6º) – 6ª menor

SOL(7º) – 7ª menor

LÁ(8º) – 8ª Justa

Então a fórmula seria um pouco diferente da escala maior.

Ficaria da seguinte forma:

TOM SEMITOM TOM TOM SEMITOM TOM TOM

Vejam que os intervalos de 3ª, 6ª e 7ª mudam em relação aos intervalos de uma


escala maior. Nas escalas menores esses intervalos são todos menores, nas escalas
maiores são todos maiores.

RESUMINDO

Se toda escala maior tem uma escala menor que é relativa, podemos assimilar que
toda escala menor então é relativa a uma escala maior.

Então se temos uma escala de RÉ Menor logo as notas serão as mesmas da escala
de FÁ Maior.

Baseado nisso basta você sempre relacionar uma escala menor à uma escala maior
para melhor assimilar e saber as notas da escala.
Acordes no Violão – Aprenda a Formar
Muitas pessoas fazem, porém poucas realmente sabem
fazer.
Primeiramente para falar desse assunto muito importante nos estudos precisamos
distinguir o que é um acorde e uma nota.

Quando falamos em fazer DÓ maior, estamos nos referindo a um acorde. O acorde é


definido como a união de três ou mais notas tocadas simultaneamente.

Quando falamos em fazer a nota DÓ nada mais é do que apenas a nota DÓ.

A Seguir vamos dar um exemplo do acorde de DÓ Maior:

Então um acorde portanto é um conjunto de notas. Se você reparar no acorde de DÓ


Maior tocamos 5 notas, pois não tocamos a 6º corda do violão. Veja Abaixo:

Dessas 5 notas repare que 2 notas se repetem, então podemos afirmar que o acorde
de DÓ Maior é formado por DÓ, MI e SOL.

Temos então a Tríade de DÓ Maior.

Hoje vamos falar sobre algumas regras da formação da Tríade, ou seja dos acordes
formados por 3 notas diferentes.

As notas que formam uma Tríade são:

Nota fundamental: Nota que da o nome ao acorde. Por exemplo, em um acorde de


DÓ Maior a nota fundamental é o DÓ. Essa nota deve ser a mais grave do acorde.
Também chamada de Tônica

Terça: A terça (maior ou menor) em relação à nota fundamental. É a nota que define
se o acorde é maior ou menor.
Quinta: A quinta (justa, aumentada ou diminuta) em relação à nota fundamental. No
caso do acorde de DÓ Maior é a quinta justa.

Vejamos o exemplo do DÓ MAIOR, composto por 3 notas diferentes, DÓ, MI e SOL.


A nota DÓ é a fundamental, e é a mais grave do acorde, sendo tocada na 5ª corda,
pressionada na 3ª casa.
A nota MI é a terça maior, e a nota SOL é a quinta justa.

É muito importante estudar os intervalos musicais, já abordamos um pouco desse


assunto.

A diferença de um acorde menor para um acorde maior está apenas na terça. Vejam
abaixo os acordes de C e Cm

Dó Maior

Dó Menor

A diferença entre os dois é a terça, que é menor no acorde Cm e maior no acorde C.


As outras duas notas permanecem as mesmas.

Os acordes aumentados tem a terça maior e a quinta aumentada, e os acordes


diminutos tem a terça menor e a quinta diminuta.

A representação gráfica desses acordes é a seguinte:

C+ (representa o DÓ aumentado, ou DÓ com quinta aumentada)


C° (representa o DÓ diminuto, ou DÓ com quinta diminuta)

As notas utilizadas seriam

C+
Fundamental: DÓ
Terça maior: MI
Quinta aumentada: SOL#

Fundamental: DÓ
Terça menor: MIb
Quinta diminuta: SOLb

Uma dificuldade comum acontece quando o acorde pedido tem algum acidente, como
por exemplo C# (DÓ sustenido maior).

Nesse caso a nota fundamental não é o DÓ, mas sim o DÓ#, e as outras vão todas
mudar, pois a referencia da fundamental mudou.

A terça maior agora seria MI# (isso mesmo, não é FÁ), e o MI passaria a ser a terça
menor (pois estaria a 1,5 tons da fundamental).
Dicionário de Acordes
Vamos dar continuidade falando um pouco mais sobre formação de acordes!

Acordes maiores e menores em tríades

Esses são os desenhos mais usados de acordes maiores e menores em tríades


(acordes
com três notas) iniciados nas notas naturais (dó, ré, mi, fá, sol, lá e si), e usados com
maior
frequência em: Música Folclórica, Sertaneja, Pop e Rock.

Acordes maiores e menores em tríades


Acordes maiores com sétima menor (7)

Esses são os desenhos mais usados de acordes maiores em tétrade (acordes com
quatro
notas) com sétima (menor), usados com maior frequência em: Blues, Bolero, Tango,
MPB,
Samba, Choro, Pagode, Baião, Xote, e em todas as variações desses ritmos.

Acordes maiores com sétima maior (7M)

Esses são os desenhos mais usados de acordes maiores em tétrade com sétima
maior,
usados com maior frequência em: Jazz, Bossa e MPB
Acordes menores com sétima menor (m7)

Esses são os desenhos mais usados de acordes menores em tétrade com sétima
menor,
usados com maior frequência em: Blues, Jazz, Bossa e MPB.

Acordes de estrutura híbrida (incompleta) 4 e 9

Esses são os desenhos mais usados de acordes com quarta e acordes com nona,
usados
com maior frequência em: MPB e Pop-Rock.
Acordes maiores e menores invertidos

Esses são os desenhos mais usados de acordes invertidos, maiores e menores em


tríades, usados com maior frequência em: MPB e Pop-Rock.

Acordes menores com sétima maior e com sétima e quinta diminuta

Desenhos mais usados de acordes menores com sétima maior, e acordes menores
com
sétima e quinta diminuta, usados com maior frequência em: Jazz, Bossa e MPB.
Campo Harmônico
Para formar o campo harmônico vamos passar uma dica top.

Empilhamento de Terças.

O que é?

Basicamente você vai pegar a escala maior e vai usar as terças para formar o campo
hamônico. Se eu quero formar o primeiro acorde exemplo o de C eu vou pegar a terça
que é E e novamente outra terça que é o G então vamos ter C, E, G.

Segue o Exemplo Abaixo:

*Usando essa dica você irá montar campo harmônico em todas as tonalidades.

Mas, vamos adiantar e monstrar como ficaria o campo hamônico maior


Usaremos como base o campo harmônico maior para servir de exemplo onde iremos
formar o campo harmônico menor.

Campo Harmônico Tétrades


Já Contruímos o campo harmônico com tríades, agora vamos falar um pouco do
campo hamônico com tétrades.

As tríades todos sabemos que são o 1º, 3º e 5º Grau, porém para formar tétrades
basta acrescentar 7º grau.

Vamos fazer a mesma coisa agora, porém vamos incluir o 7º grau caracterizando
assim uma tétrade. Então teremos um campo harmônico igual ao anterior, porém
formado por tétrades e não tríades.

Analisando a escala de dó maior, começando pela nota dó, o sétimo grau da escala,
contando a partir de Dó seria o Si.

Os demais graus (terceiro e quinto) nós já vimos quais são. Portanto, o primeiro acorde
desse campo harmônico será formado pelas notas C, E, G e B.
Então formamos o acorde de C7M, o B é a sétima maior de Dó. Usando a mesma
regra para o próximo acorde (D), veremos que o sétimo grau é C. Assim, o acorde será
formado pelas notas D, F, A, C. Esse é o acorde de Dm7.

Note que temos a sétima menor de Ré, por isso o símbolo “7”, em vez de “7M” (que
caracterizaria a sétima maior). Montando a tabela completa, ficamos com:

Campo Harmônico Maior


Campo Harmônico Menor

Repare que o campo harmônico menor é o mesmo campo harmônico maior, porém a
diferença é que começa no 6º grau.

Obs: O campo harmônico menor é construido em cima da escala menor natural, ou


seja, mesma escala maior natural partindo do 6º grau.

Exemplo Escala Maior de C: C D E F G A B

Exemplo Escala Menor de Am: A B C D E F G (repare que começou do sexto grau da


Escala Maior que é o A).

Existem 3 tipos de escalas menores: Escala Menor Natural, Menor Harmônica e


Menor Melódica.

Por causa da escala Menor Harmônica, o 5º Grau do Campo Harmônico Menor soa
melhor com um acorde Maior.

Exemplo de Am o quinto grau soa melhor com E7.


Sistema CAGED – Impressionante
Saber Disso
Talvez você tenha se deparado com o termo “sistema CAGED” em algum momento e
ficou se perguntando de que se tratava isso.

Antes de tudo, é importante falar que esse termo está relacionado ao estudo do violão
e da guitarra. Ele é conhecido como o sistema CAGED.

Você deve estar se perguntando o que é isso CAGED? de onde veio?

Explicando melhor o que é o tal CAGED


CAGED é um nome(Termo) formado pelas letras correspondentes aos 5 acordes, mas
especificamente C (dó), A (lá), G (sol), E (mi) e D (ré). Mas, agora vem o ponto
principal: qual o motivo disso?

Se você for verificar, esses 5 acordes montados no violão podem ser feitos sem o uso
da pestana.

Você estará vendo que essa é uma maneira de visualizar melhor o braço do
instrumento, assim você irá pensar no braço do instrumento através dessas posições
básicos.

Para exemplificar melhor sobre o que é o CAGED, usaremos essas 5 posições para
formar novos acordes a partir delas. Veja um exemplo abaixo:

Usando a Forma de DÓ Maior Para Fazer o RÉ Maior

No exemplo que demos acima temos a primeira posição que faz parte do CAGED que
é o C. A partir dele formamos um novo acordo, o acorde de D. Seguindo assim
conseguiremos montar vários outros acordes como E, F, G e por aí segue-se.

Acredito que com esse exemplo você já consiga entender um pouco do que se trata o
sistema CAGED. Mas, vamos estar utilizando outros exemplos para deixar isso mais
claro ainda.
Usando a posição 2 do sistema CAGED, que é o acorde de E, nós podemos formar
vários outros acordes ao longo do braço da guitarra ou violão, veja:

Usando a Forma de LÁ Maior Para Fazer o DÓ Maior

No exemplo acima nós usamos o desenho do acorde de A para formamos o acorde de


C (DÓ maior), acrescentando apenas a pestana na terceira casa.

Resumindo, o que se faz no sistema CEGED é utilizar os desenhos desses 5 acordes


para formar novos acordes ao longo do braço do instrumento.

Esse sistema facilita, e muito, a execução no instrumento, diversificando a sonoridade,


porém, se utilizado demais pode deixar o músico limitado.

Então, o conselho que damos aqui é que você não se prenda a esse sistema. Ou seja
não se limita. Abaixo vamos mostrar como formar o acorde de DÓ maior dom os 5
exemplos do sistema CAGED:

5 Formas do Acorde de DÓ Maior

Você também pode fazer isso com os acordes menores, tais como Am e Em, veja um
exemplo abaixo:
Usando a Forma de LÁ Menor Para Fazer o DÓ Menor

Usando a Forma de MI Menor Para Fazer o SOL Menor

CONCLUSÃO

Você pode ver que a função do sistema CAGED basicamente é usar um acorde em 5
posições e formas diferentes, isso te ajuda e muito a aumentar o seu “vocabulário” de
melodias andando por todo o braço do instrumento e agregando e muito valor a sua
musicalidade.

Sabendo usar o CAGED você pode aplicar tanto em um Violão


base, Violão Fingerstyle e etc...
Como ler Tablatura
É muito importante saber como ler tablatura, já que essa notação é extremamente
utilizada na música popular em geral. E não poderia ser diferente, pois aprender
tablatura é bastante simples e prática.
Mostraremos como ler tablatura no violão; as tablaturas para os demais instrumentos
de corda seguem o mesmo princípio.

Como ler tablatura no violão


A forma de escrita por tablatura consiste em 6 linhas que representam as 6 cordas
soltas do violão. A ordem das cordas na tablatura, de cima para baixo, é a seguinte:

A corda mais grossa e grave (Mi grave) é a de baixo, enquanto a corda mais fina e
aguda (Mi agudo) é a de cima. As demais cordas seguem a mesma lógica que o
instrumento apresenta.
Em cima de cada corda, coloca-se um número que representa a casa do violão que
deve ser pressionada. Observe abaixo:

Nesse exemplo, você deveria pressionar a terceira casa da corda Lá com a mão
esquerda e tocar essa corda com a mão direita.
Quando aparecem outros números em sequência, você deve tocar uma nota após a
outra. Observe:

Nesse caso, você deveria tocar a 5ª casa da corda Ré, depois a 7ª casa da corda Ré,
depois a 5ª casa da corda Sol, e assim por diante.
Obs: o número zero representa a corda solta (sem pressionar nenhuma casa), por
exemplo:

Aqui, a corda Si deveria ser tocada solta.


Quando os números aparecem uns em cima dos outros, significa que eles devem ser
tocados ao mesmo tempo. Veja o exemplo abaixo:

Nesse caso, você deveria pressionar todas essas casas nas suas respectivas cordas e
tocá-las ao mesmo tempo. Repare que essa é a forma de representarmos os acordes.
Se uma linha aparece vazia nesse instante, ela não deve ser tocada.
Muito bem, agora você já sabe como ler tablatura. Viu como é simples?

Na tablatura, além de mostrarmos o que você deve tocar, também podemos mostrar
as técnicas utilizadas para tocar cada nota. Veja a seguir as técnicas e simbologias
mais comuns.
Hammer-on
Consiste em martelar com a mão esquerda a corda numa respectiva casa, sem o
auxílio da mão direita (quem toca a nota é a mão esquerda somente).
Pode ser representado pela letra h ao lado do número que mostra a casa a ser tocada,
ou por uma linha que liga uma nota à outra:

Pull-off
Consiste em deslizar o dedo da mão esquerda para baixo em uma corda que estava
sendo pressionada, com o objetivo de tocar essa corda sem o auxílio da mão direita.
Observe o exemplo abaixo (a notação é idêntica ao hammer-on):

Nesse caso, o dedo que estava pressionando a 5ª casa da corda Lá deve deslizar para
baixo (vertical) de maneira que saia o som da 3ª casa.
Note que esse dedo da mão esquerda está assumindo a função que seria da mão
direita de tocar a 5ª corda quando a 3ª casa estivesse sendo pressionada.
O Pull-off também pode ser representado pela letra p. Sua técnica representa o
inverso do Hammer-on. Essas duas técnicas costumam ser utilizadas em conjunto e
são chamadas de “ligados”. Por exemplo:
Bend
Consiste em levantar ou abaixar uma corda com os dedos da mão esquerda, com o
objetivo de atingir o som das casas à frente daquela casa que foi pressionada.
Quando o Bend alcança o som de uma casa à frente, chama-se Bend de meio tom.
Quando ele atinge o som de duas casas à frente, chama-se Bend de um tom, ou Full
Bend. Pode-se atingir também tons superiores.
Quando mais se ergue a corda, mais agudo fica o som, ou seja, mais tons à frente são
possíveis de se atingir. Sua notação é uma flecha que informa quantos tons deve-se
atingir:

Nesse exemplo, o Bend deveria ser de meio tom.


Quando se deseja erguer a corda e depois retornar a posição inicial, a notação fica a
seguinte:
Slide
Consiste em deslizar o dedo da mão esquerda na horizontal, indo de uma casa para
outra escorregando o dedo pelos trastes e casas do instrumento até se chegar no
destino. Sua notação é uma barra:

Nesse exemplo, você deveria pressionar/tocar a 5ª casa na 3ª corda e depois deslizar


o dedo até a 9ª casa dessa corda (deixando essa corda soar nesse processo todo).

Vibrato
Consiste em vibrar o dedo após pressionar e tocar uma corda e determinada casa.
Essa oscilação é conseguida ao se “tremer” o dedo, como se você estivesse fazendo
muitos bends bem curtos rapidamente para cima e para baixo. Sua notação é uma
leve onda após a nota a ser pressionada:

Tapping
Consiste em martelar uma corda em determinada casa utilizando a mão direita em vez
da esquerda. É a mesma técnica que vimos para os ligados (Hammer-on e Pull-off), só
que executada pela mão direita ao invés da mão esquerda. Quem difundiu essa
técnica foi o guitarrista Edie Van Hallen nos anos 1980.
Porém, há registros dessa técnica sendo utilizada muito antes disso, antes mesmo do
nascimento de Van Hallen, portanto ele não pode ser considerado o “inventor”
do Tapping.
O fato é que, após ele, essa técnica acabou sendo amplamente difundida e
incorporada nos solos de milhares de guitarristas, violonistas e baixistas.
O Tapping é representado pela letra “T”, indicando qual casa e corda deve ser
pressionada com essa técnica:

Geralmente, o tapping é utilizado juntamente com Hammer-ons e Pull-offs na mão


esquerda, permitindo que se passeie pelo braço do instrumento utilizando ligados com
ambas as mãos, como se estivesse tocando um piano.
Por isso, essa técnica ficou conhecida também como Two-Hands.

Outras técnicas na tablatura


Existem outras dezenas técnicas menos comuns que não são padronizadas. O autor
da tablatura deve, nesse caso, indicar o significado da notação em algum canto da
tablatura para evitar confusões.
Recomendamos que todo músico aprenda também como ler partitura, pois a escrita
simplificada da tablatura não informa os tempos e ritmos associados à música.
Portanto, não se limite à tablatura, recomendamos que você fique um tempo
praticando a tablatura e estudando música por meio dela, até que se sinta confortável
com as notas no braço do seu instrumento.
Dessa forma, sabendo como ler tablatura, o processo será bem mais produtivo e
rápido na partitura.
O ideal para seu aprendizado é que você pratique a leitura da tablatura com exercícios
para aprimorar sua técnica no violão.
Quero através da música propagar sentimentos e
emoções. Passando conhecimento para cada um de
vocês e através de você propagar emoções e
sentimentos.

Salomão Rodrigues