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FICHAMENTO 1 – 28/08/2019

Discente: Ediuilson Christian Carvalho de Araújo – 201905031 – Economia


Prof. Gustavo Paccelli da Costa – Ciência Política/A

Síntese:
O Príncipe – Nicolau Maquiavel

No decorrer da obra “O Príncipe”, Nicolau Maquiavel demonstra sua preocupação em ponderar sobre
acontecimentos sucedidos no decorrer da história, de maneira a compará-los à contemporaneidade de seu tempo. “O
Príncipe” consiste em um manual prático enviado ao Príncipe Lorenzo de Médice como um presente, o qual contém
experiências e reflexões do autor. Maquiavel avalia a sociedade de maneira fria e calculista sem medir esforços ao tratar
da obtenção e manutenção do poder.
Em “O Príncipe”, o autor confecciona uma elogiosa referência a César Bórgia que, após ter encontrado na recém
conquista da Romanha um lugar assolado por pilhagens, furtos e maldades de todo tipo, confere o poder a Dom Ramiro
d'Orco. Este, através de uma tirania déspota e constante põe fim à anarquia e torna-se odiado em toda parte. Desse
modo, para recuperar sua popularidade, o que restava a Bórgia era suprimir seu ministro. E em um certo dia em plena
praça, no meio de Cesena, ordenou que o partissem ao meio. Diante de tal medida tomada o povo ficou, por sua vez, ao
mesmo tempo, satisfeito e chocado.

Pontos principais:

Ao longo de seu livro, Maquiavel exteriorizou de maneira nítida seu anseio por ver uma Itália poderosa e
unificada. Explicou também como era necessário (não somente para ele, mas para todo o povo italiano) um monarca de
pulso firme, com determinação, que fosse um autêntico rei e que estivesse disposto a defender seu povo sem escrúpulos
e nem medir esforços. Maquiavel foi duramente criticado pelas suas ideias defendidas em “O Príncipe”. Para ele, um
príncipe não deveria encontrar-se indisposto ou hesitar, ainda que se encontrasse diante de crueldade ou de trapaça,
caso estivesse em jogo a integridade nacional e o bem comum de seu povo.
Ao escrever O Príncipe, Maquiavel tinha por objetivo conduzir os governantes, advertindo-os sobre as armadilhas
da “selva política”. Seu livro consiste em um manual de autopreservação para os líderes mundiais. A obra-prima de
Maquiavel pode ser considerada um guia de conselhos para governantes. O livro tem por tema central a premissa de
que, para permanecer no poder, o líder deve encontrar-se disposto a desrespeitar qualquer consideração moral, e recorrer
inteiramente à força e ao poder da decepção. O autor escreve ainda que; um país deve ser militarmente forte e que um
exército somente deve confiar nos cidadãos de seu país – um exército que dependesse de mercenários estrangeiros era
considerado fraco e vulnerável em sua opinião.
Maquiavel acrescenta ainda que um líder tem de buscar apoio de seu povo. De uma maneira polêmica (e que
surpreende a todos os leitores) o autor argumenta que, ao assumir o poder, “deve-se cometer todas as crueldades de
uma só vez, para não ter que voltar a elas todos os dias... Os benefícios devem ser oferecidos gradualmente, para que
possam ser melhor apreciados.” Ele também ensina que, para que se obtenha sucesso, um governante deve encontra-
se rodeado por ministros leais, competentes e confiáveis.
De maneira geral, o tema que se configura com um dos temas mais importantes da obra é o debate sobre a
seguinte questão: “é preferível que um líder seja amado ou temido?” Maquiavel arrazoa que é importante ser amado e
temido, entretanto, tendo que fazer uma escolha entre os dois, é melhor ser temido que amado. Ele alega que o amor
consiste em um sentimento volúvel e inconstante, visto que as pessoas são naturalmente egoístas e frequentemente
podem mudar sua lealdade. Porém, o temor receber alguma punição é um sentimento que não pode ser modificado ou
ignorado tão facilmente quanto.
Por fim, Maquiavel também afirma que, caso se faça necessário, um líder deve estar pronto para mentir e
trapacear. O autor expõe que é preferível e vantajoso para um líder caluniar do que agir de acordo com suas promessas,
caso estas resultem em consequências adversas para sua gerência e seus interesses. Semelhantemente Maquiavel
também acreditava que os líderes necessitariam serem falsos quando preciso, ele recomendava a eles que estivessem
precavidos em relação às promessas de outros governantes; visto que eles poderiam estar tentando iludir de forma
semelhante, caso fosse o interesse deles.