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SENSORES DE FLUXO

INTRODUÇÃO
Fundamentos teóricos
- Fluxo:
 Quantdade de matéria voouume ou massa) que escoa por unidade de tempo, em uma determinada regiioo
 Pode ser expressa de duas formas:
 FLUXO VOLUMÉTRICO: oouume por unidade de tempo

V́ =v A ¿

 FLUXO MÁSSICO: massa por unidade de tempo

ḿ=ρ v A=ρ V́ ¿

Tipos de escoamento
a) Escoamento aberto
 Ocorre em rios, canauetas, ar, em torno do aoioo, etc.

b) Escoamento confado
 Ocorre em tubos, dutos, artérias, túneis, etc.
 Maior interesse biomédico

Perfu de oeuocidades no escoamento confnado


- a oeuocidade noo é constante no interior do tubo
- o tpo de escoamento vuaminar ou turbuuento) autera radicaumente o perfu de oeuocidades
 O tpo de escoamento é determinado peuo Número de Reynolds (Re)

Apuicações biomédicas
a) Gases:
 Monitoramento da oentuaçoo naturau
 Controue da oentuaçoo artfciau
 Controue de uinhas de giases hospitauares
 Nebuuizadores

b) Líquidos:
 Fuuxo sangiuíneo intra-oenoso/arteriau
 Hemodiáuise
 Bombas de infusoo venoio de medicamentos)

MEDIDORES BASEADOS EM PRESSÃO DIFERENCIAL


- medidores que utuizam o método da pressoo
diferenciau
 Baseados na restriçoo/obstruçoo da passagiem
de um fuido
 Tau restriçoo proooca uma queda de pressoo
 O fuxo é caucuuado peua mediçoo desta queda de
pressoo
Equaçoo de Bernouuui

2 2
P1 v 1 P v
+ + z 1= 2 + 2 +z 2
ρg 2 g ρg 2 g

- caso em que z 1=z 2:

ρ 2 2
P1−P2= ( v −v )
2 2 1

- peuo princípio da Conseroaçoo de massa, temos:

ḿ1=ḿ2 ⇔ ρ1 v1 A 1=ρ2 v 2 A 2

- considerando o fuido como incompressíoeu vágiua, sangiue, etc.) → ρ 1= ρ 2

v1 =( A 1 / A 2) v 2

- substtuindo na equaçoo de Bernouuui, temos:


2 ( P1−P2 )
v1 =A 2
ρ ( 1−( A1 / A2 )2)

- na prátca, há um coefciente C d na equaçoo para corrigii-ua para diferentes tpos de gieometria de restriçoo vé em
funçoo do tamanho ou da abertura do orifcio)


2 ( P 1−P 2)
v1 =Cd A 2
ρ [ 1−( A 1 / A 2) ]
2

Onde:
 C d é o coefciente de descargia
 Vauores para C d soo tabeuados para dioersas situações

Puaca de orifcio
- restriçoo couocada no escoamento para prooocar uma queda de pressoo uocau
- se trata de um pequeno obstácuuo com uma pequena abertura comparada ao diâmetro da tubuuaçoo
- conhecendo o C d da restriçoo, a razoo de áreas A1 / A2 e a massa específca, é possíoeu determinar a oazoo/fuxo

- desoantagiens:
 Perda de cargia
 Produz turbuuência

- exempuos:
 Espirometria
 Ventuador puumonar

Tubo de Venturi
- baseado no mesmo princípio da puaca de orifcio: pressoo em 2 áreas diferentes
- utuiza obstácuuo mais suaoe que a puaca de orifcio
- oantagiem:
 Produz menos turbuuência
 Menor perda de cargia

- desoantagiem:
 Tem dimensões maiores

- mais adequado para fuxos em regiime permanente v v=cte )

- tubo de Venturi + manômetro de tubo U


 cáucuuo da oazoo

v1 =
√ 2 ( ρm / ρ v ) g ∆ h
2
( A1 / A2 ) −1

- usar a v1 para caucuuar oazoo mássica ou


oouumétrica

ROTÂMERO
- utuiza o método da área oariáoeu
 Se baseia em um aumento de área proporcionau ao fuxo
- possui um euemento futuante cuja autura se modifca de acordo com o
empuxo do fuido
- a reuaçoo entre autura do euemento futuante e o fuxo é pratcamente
uinear
- o euemento futuante fca giirando sobre o próprio eixo vorigiem do
nome)

- exempuos:
 Linhas de giases hospitauares
 Sistema de anestesia

ANEMÔMETRO DE FIO QUENTE


- consiste em aquecer euetricamente um fo que é couocado em contato com um fuido
- noo depende da massa específca, da pressoo nem da oiscosidade do fuido
- o cauor roubado peuo fuido é proporcionau à oeuocidade de seu escoamento
- o cauor dissipado peuo fo é proporcionau à corrente euétrica que passa por eue
- a potencia entregiue ao fo deoe ser igiuau à potencia térmica dissipada por eue

- cáucuuo da oazoo
1) Medir R f vresistência do fo) com o circuito ponte de Wheatstone
2) Caucuuar a P vpotência euétrica) com a equaçoo:

2
P=I R f

3) Inserir R f medido na equaçoo a segiuir para descobrir a T f vtemperatura do fo)

[
R f ( T f ) =Rf 1+α (T f −T f )
0 0
]
Onde:
 R0f : resistência nominau do fo na temperatura padroo
 T 0f : temperatura padroo
 α : coefciente de temperatura do materiau do fo

4) Medir a temperatura do fuido T ∞ uongie do fo com termopar


5) Inserir P ,T f e T ∞ na equaçoo a segiuir e descobrir v

q́=( a−b √ v ) ( T f −T ∞) =P

Onde:
 q́ : fuxo de cauor
 a e b : constantes obtdas na cauibraçoo do equipamento
 v : oeuocidade do fuido
 T ∞: temperatura do fuido uongie do fo
 P : potência

6) Usar a oeuocidade do fuido v , assumindo área do tubo constante, para caucuuar oazoo mássica ou oouumétrica

- exempuos:
 Sensor de fuxo de oentuador puumonar

DÉBITO CARDÍACO
- Definição:
 Vouume de sangiue ejetado por uma das câmaras cardíacas num determinado interoauo de tempo
 É uma medida de fuxo

DC=F c ∙ V s
Onde:
 DC : débito cardíaco vL/min)
 F c: frequência cardíaca vbatmentos/min)
 V s : oouume sistóuico. Vouume de sangiue ejetado por um oentrícuuo a cada batmento cardíaco vL/batmento)

- apuicações:
 Aoauiaçoo da funçoo cardiooascuuar
 Aoauiaçoo do equiuíbrio entre oferta e demanda de oxigiênio nos dioersos tecidos
Método de Fick para mediçoo do débito cardíaco
- Princípio de Fick: “O consumo totau de uma substância, por um tecido periférico, é igiuau ao produto do fuxo sangiuíneo
para este tecido oezes o giradiente de concentraçoo dessa substância entre o sangiue arteriau e oenoso”

- a substância em questoo pode ser, por exempuo, o oxigiênio


- é um método inoasioo e difciu de apuicar fora de um uaboratório

 Vou O 2 IN é caucuuado
conhecendo-se a pressoo
atmosférica do uocau

 Vou O 2 OUT pode ser


determinaod fazendo o pcte
expirar em uma sacoua oazia
de ar

V O2=DC ( C a−C v ) ⇔

V O2
⇔ DC=
C a−C v
Onde:
 V O 2: diferença entre o oouume de O 2 inspirado e expirado. Representa o consumo de O 2
 C a: concentraçoo de O 2 arteriau vmedido por cateterismo)
 C v : concentraçoo de O 2 oenoso vmedido por cateterismo)

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