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IT-08-041

Montagem de Estruturas Data Revisão Página:


25/09/17 01 1/6

1 OBJETIVO E APLICAÇÃO

Padronizar e estabelecer condições e procedimentos para a montagem de estruturas metálicas nas


operações da MKS.

2 CONSIDERAÇÕES GERAIS

Para se efetuar uma montagem de Estruturas Metálicas é necessário, sempre que possível, efetuar a
conferência topográfica das bases.
As condições do Projeto deverão ser sempre seguidas, sendo que as modificações necessárias
deverão ter sempre a aprovação do Projetista/Cliente.
Uma boa organização/identificação (seqüencial) das peças no Canteiro de Obras, também facilitará
em muito o desenvolvimento da montagem.

3 METODOLOGIA

3.1 PREPARAÇÃO DAS BASES DE CONCRETO

 Faz-se necessária uma conferência dimensional das bases para assegurar-se:


 Que as coordenadas reais das bases estão em conformidade com o projeto;
 Que as distâncias entre as bases e o centro de furação estão corretas;
 Que a elevação de topo do concreto e a projeção dos chumbadores estão corretas.
 Sempre que possível, deve-se utilizar a topografia para a conferência da localização das bases.
 Deverão ser utilizados calços metálicos assentados na superfície superior da base de concreto,
para que sua cota seja alcançada.
 Toda a superfície superior da base deve ser apicoada até que toda a nata do concreto seja
eliminada de forma a garantir que os calços metálicos fiquem apoiados diretamente sobre a parte
estrutural do concreto.
 Os calços devem ser posicionados o mais próximo possível dos chumbadores, pois se posicionados
distantes podem causar deformações na base das colunas.
 Para a verificação da elevação do calço deve-se usar o nível ótico ou uma mangueira de nível de
acordo com a precisão requerida.
 Para verificação da horizontalidade da superfície do calço usa se nível de bolha.

3.2 MONTAGEM DAS COLUNAS

Como as colunas são elementos estruturais fundamentais, devem ter suas dimensões conferidas
antes da montagem, observando-se as tolerâncias de fabricação.
Igualmente deverá ser verificado o posicionamento das peças em relação à indicação do Norte do
Projeto.

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3.2.1 PREPARAÇÃO PARA MONTAGEM

 Deverão ser instalados acessórios de levantamento, tais como olhais, dispositivos especiais, de
içamento;
 Deverão ser retiradas as proteções que envolvem os chumbadores e verificadas todas as porcas;
 Deverão ser marcados, na placa de base da coluna, os centros.
 Idem no topo da coluna;
 Deverão ser instalados estais que manterão provisoriamente a coluna na vertical, depois de
montada;
 Deverão ser instalados no topo, dispositivos para instalação de fios de prumo, se for o caso;
 Em coluna de mais de um estágio deve-se, se necessário, instalar plataformas, escadas provisórias
e/ou gaiolas com a utilização de máquina de carga.

3.2.2 IÇAMENTO DAS PEÇAS

 Determinar posição inicial da coluna a ser montada, certificando-se que os pontos de pega
escolhidos permitirão levá-la à posição final;
 Sempre que possível, a pega da máquina principal deve ser posicionada no topo da coluna;
 Os estropos ou cintas não devem manter contato com quinas vivas, para tanto deve-se utilizar
quebra cantos.

3.2.3 MONTAGEM

Após a verticalização da coluna, deve-se instalar a mesma na base de concreto;


O assentamento da coluna sobre a base de concreto deve ser efetuado o mais lento possível;
Depois da coluna alinhada, apoia-la sobre os calços, tendo o cuidado de não deixar os estropos do
guindaste principal afrouxarem;
A seguir, fixar as porcas dos chumbadores, sem apertá-las demasiadamente;
Montar as peças de travamento (vigas e contraventamentos) de forma a assegurar a estabilidade das
colunas.
Verificação de Prumo
 Com utilização de estais ou tirfor a coluna deve ser aprumada por meio de um dos dois processos:
a) Sistema Ótico - Utilizam-se dois teodolitos T simultaneamente dispostos a 90 graus conforme na
figura abaixo:

T
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T2

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b) Com fios de prumo - Utilizam-se dois fios de prumo dispostos a 90 graus conforme dispostos na
figura abaixo:

Grauteamento

 Depois da coluna alinhada e nivelada, deve-se fazer o grauteamento com argamassa de cimento e
areia ou produto específico para este fim.

3.3 MONTAGEM DAS VIGAS E DEMAIS ELEMENTOS ESTRUTURAIS SECUNDÁRIOS

3.3.1 PREPARAÇÃO PARA MONTAGEM

 Fazer a conferência dimensional antes da montagem observando-se as tolerâncias de fabricação;


 Descarregar a peça em posição de levantamento, ou seja, em frente às colunas no raio de ação
da(s) máquina(s);
 Usar sempre quebra-cantos para a proteção dos estropos ou cintas;
 Quando necessário, prever acesso e andaime nas colunas para o trabalho do pessoal de
montagem;
 Providenciar parafusos, porcas, espinas e chaves que já deverão estar em posição antes do
levantamento.

3.3.2 EXECUÇÃO

 Levantar e apoiar as duas extremidades da viga lentamente;


 Colocar os parafusos e porcas dando um aperto manual;
 Verificar o nivelamento e alinhamento utilizando nível de bolha e linha de nylon ou aço;
 Parafusar a estrutura utilizando chave comum ou máquina de impacto quando recomendado;
 Parafusar a estrutura a partir do ponto mais rígido da conexão (do centro para extremidade).

3.4 CONEXÕES PARAFUSADAS

 Deverá ser verificado, por amostragem, se as características/dimensões das porcas e parafusos


estão de acordo com o projeto e especificações técnicas;
 As superfícies adjacentes aos furos destinados às conexões com parafusos de alta resistência
deverão estar isentas de tintas bem como de quaisquer sujeiras tais como, óleos, graxas, etc;
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 As conexões deverão ser feitas com os parafusos definitivos;


 Para o posicionamento correto das peças, deverão ser utilizados parafusos e espinas e quantidade
suficiente para a sua montagem;
 As espinas remanescentes agora deverão ser retiradas e, colocados e pré-apertados os parafusos
restantes;
 Os parafusos não podem ser substituídos por outros de menor diâmetro, mesmo que de material
de maior resistência mecânica;
 Os parafusos devem ser inspecionados pela aplicação, no sentido do aperto, da chave de inspeção
e seu respectivo torque de inspeção da obra; isto deve ser feito em 10% dos parafusos, porém, em
não menos de dois, escolhidos aleatoriamente em cada ligação;
 Se nenhuma porca ou cabeça de parafuso girar pela aplicação do torque de inspeção da obra, a
ligação deve ser aceita como adequadamente apertada;
 Se alguma porca ou cabeça de parafuso girar pela aplicação do torque de inspeção, esse torque
deve ser aplicado a todos os parafusos da ligação, e todos os parafusos cuja porca ou cabeça girem
pela aplicação do torque de inspeção da obra devem ser apertados e reinspecionados ou,
alternativamente, o fabricante ou montador, à sua escolha, poderá reapertar todos os parafusos na
ligação, submetendo-se a outra vez à inspeção específica.
 Antes da fixação definitiva dos parafusos, deve-se efetuar a junção das peças através de pre-
torque manual;
 Não serão reutilizados parafusos que tenham sido removidos de juntas após o torque final.
 Quando especificado, deve-se verificar o torque aplicado conforme descrição abaixo:
 Será executado com máquina de impacto calibrada, quando requerido;
 Uma vez dado o pré-toque nos parafusos será executado o aperto final (torque) a partir do ponto
mais rígido da conexão;
 O aperto definitivo de parafusos só deve ser feito após a verificação da correta posição das peças
(Alinhamento/Nivelamento);
 Marcar com tinta branca os parafusos já torqueadas;
 Se a máquina de impacto for pneumática, deve-se verificar as condições da mangueira de ar
comprimido, (procurando e sanando vazamentos nas conexões, nos rabichos, na máquina de
impacto, etc);
 Usar preferencialmente, “1 lubrificador de linha” para cada máquina de impacto.

Obs.: Parafusos e porcas inacessíveis à máquina de impacto serão apertados com torquímetro.

3.5 SOLDAGEM

Serão utilizadas as mesmas considerações da Instrução de Trabalho de Fabricação de Estruturas IT-


08-040.

4 INSPEÇÃO DE MONTAGEM

O executante deverá registrar no Relatório de Verificação. A inspeção executada após a conclusão


dos serviços.
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 Serão admitidas as seguintes tolerâncias para as bases de concreto:


 Vãos:  4 mm
 Alinhamento:  6 mm
 Elevação das Bases:  6 mm
 Espaçamento e afastamento dos chumbadores em relação aos eixos:  3 mm
 Projeção dos calços:  1 mm
 Projeção dos chumbadores:  5 mm
 Tolerâncias de Montagem
 As peças individuais são consideradas aprumadas, niveladas e alinhadas quando o erro
apresentado não ultrapassar a 1/500 do comprimento das peças;
 Para qualquer comprimento, o erro máximo permitido é de 25 mm;
 Elevação das plataformas:  12 mm,
 Distância entre escadas:  10 mm,
 Os Módulos Estruturais devem estar dentro das tolerâncias abaixo:

5 RECURSOS

 Chaves manual ou pneumática;


 Torquímetros;

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 Máquina de Solda;
 Teodolito;
 Nível Ótico;
 Trena;
 Lixadeira;
 Furadeira.

6 RESPONSABILIDADES E AUTORIDADES

O Líder de Estrutura deve:


 Identificar e treinar os executantes que farão a montagem de estrutura de acordo com as
orientações desta instrução;
 Coordenar o processo de montagem de estrutura
 Prover os recursos necessários à perfeita execução dos serviços listados nessa IT;

O Líder de Equipe de Estrutura deve:


 Distribuir as atividades para os executantes

Os Executantes de Estrutura devem:


 Executar os serviços de acordo com as orientações desta IT.

7 DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR

 Relatório de Verificação de Montagem de Estruturas.


 Relatório de Torqueamento de Estruturas Metálicas.
8 HISTÓRICO DE REVISÕES

REV. ITEM HISTÓRICO DA REVISÃO DATA APROVADO POR ASSINATURA


00 Todos Emissão Inicial 08/01/2015 Gustavo Snoeck -
01 - Mudança da Identidade Visual 25/09/2017 Gustavo Snoeck

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