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Universidade de Brasilia - UnB

Isabela Neves - 150130465


Mariane Porto - 15 014 0193

História da educação de Jovens e Adultos no Brasil

Brasilia - DF , 2019

Sumário
1 Introduçao ………………………………………………… 03

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2 Brasil colônia ……………………………………………………... 05
2.1 Período jesuítico
2.2 Marquês de Pombal
2.3 Dom joão VI e coroa portuguesa

3 Independência da república:constituição federal , art 179 …… 08

4 Era Vargas e o EJA ……………………………………………….. 09

5 Período de democratização (1945-1964) ……………………….. 11

6 Ditadura de 64 e o Mobral …………………………………………. 13

7 Período de redemocratização …………………………………….. 15

8 Sujeitos da EJA …………………………………………………… .. 18

9 Considerações finais ………………………………………………. 19

10 Referencias ……………………………………………………….. 20

Introdução
A elaboração deste trabalho surge no intuito de analisar alguns momentos da
Educação de jovens e adultos ao longo da história do Brasil. Desde o início é
importante lembrarmos que a EJA não foi criada para ser uma educação de jovens
e adultos, e sim para modelar e corrigir uma sociedade, que por muitos séculos

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sofreu com descaso e o esquecimento, apenas voltados aos interesses políticos do
estado, os da produtividade.
Em nenhum momento vemos o interesse de governantes ou da própria elite em
construir uma sociedade com valores ou cidadãos pensantes , com um senso crítico
e político. Acompanhando esse processo histórico , vemos que a cultura e a
sociedade brasileira estão ligadas a distinção e a discriminação de grupos sociais .
Os Jesuítas dedicaram-se a duas coisas principais: a pregação da Fé católica e o
trabalho educativo. Através do seu trabalho de catequizar, com intuito de salvar as
almas, abrindo caminho para a entrada dos colonizadores, com seu trabalho
educativo, na medida em que se ensinavam as primeiras letras, ao mesmo tempo
ensinavam a doutrina católica e os costumes europeus.A expulsão dos jesuítas,
desorganizou o ensino até então estabelecido. Novas iniciativas sobre ações
dirigidas e educação de adultos somente ocorreram na época do Império.
A constituição Imperial de 1824 garantia a todos os cidadãos a instrução primária
gratuita. Contudo, a titularidade de cidadania era restrita às pessoas livres, saídas
das elites que poderiam ocupar funções na burocracia imperial ou no exercício de
funções ligadas a política e o trabalho imperial.

No Brasil Império, começaram a abrir escolas noturnas para trabalhar com esses
alunos e possibilitar o acesso dos mesmos no meio escolar. O ensino tinha pouca
qualidade, normalmente com duração curta,o único interesse do governo era
alfabetizar as camadas baixas com intuito de aprender a ler e escrever, pois se
essa consciência crítica fosse despertada, isso seria prejudicial ao governo.

Já a década de 1940 foi um período de muitas mudanças na educação de adultos,


onde houve grandes iniciativas políticas e pedagógicas de peso, tais como a
Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos, na qual houve uma grande
preocupação com a elaboração de materiais didáticos para adultos e a realização
de dois eventos fundamentais para a área, com intuito de fazer com que a educação
abra possibilidade de um ensino melhor.

Com o fim da ditadura de Vargas em 1945, o país começou a viver uma grande
ebulição política, onde a sociedade passou por momentos de grandes crises. Pois
houve momentos de muitas críticas quanto aos adultos analfabetos

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Em 1947, buscava no primeiro momento, uma ação extensiva que previa a
alfabetização em três meses, para depois seguir uma etapa de ação, voltada para
a capacitação profissional e para o desenvolvimento comunitário.

Nos anos 1950, foi realizada a campanha nacional de erradicação do analfabetismo


(CNEA), que marcou uma nova etapa nas discussões sobre a educação de adultos.

Década de 70 O MOBRAL expandiu-se por todo o território nacional, diversificando


sua atuação. Das iniciativas que derivaram desse programa, o mais importante foi
o PEI – Programa de Educação Integrada, sendo uma forma condensada do antigo
curso primário.

Devido à falta de políticas o governo não deu apoio à Educação de Adultos,


chegando a contribuir para o fechamento da Fundação Educar,além de ocorrer um
grande vazio político,no que se refere a esse setor,mas em compensação, alguns
Estados e Municípios assumiram a responsabilidade de oferecer educação para os
alunos da EJA . (Id, 2006).

Em janeiro de 2003, O MEC anunciou que a alfabetização de jovens e adultos seria


uma prioridade do Governo Federal.Foi criada a secretaria extraordinária de
erradicação do Analfabetismo,Para cumprir essa meta foi lançado o programa
Brasil Alfabetizado, por meio do qual o MEC contribuirá com os órgãos públicos
Estaduais e Municipais, instituições de ensino superior e organizações sem fins
lucrativos para que desenvolvam ações de alfabetização.

A educação de jovens e adultos teve seus momentos de grandes fracassos e


críticas quanto à busca de um ensino de qualidade, onde os alunos possam ter
direito a uma vida mais digna, com perspectiva de construir um Brasil de mudanças
positivas.

Período jesuítico
no período jesuítico a educação brasileira era um obrigação da igreja e não do
estado , onde tinham como o objetivo principal a propagação da fé cristã mantendo
a moral de uma sociedade católica .
além dos índios os filhos dos colonizadores também eram educados por eles, uma
educação rigida e que quando se descumpria algo os alunos eram punidos ate
mesmo com castigos físicos .

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com os índios os jesuítas precisaram abandonar seus castigos físicos e muitos
hábitos pois residiam com muitos indígenas já que suas missões eram mudar seus
hábitos como ter uma família com pai, mãe e filho, que aprendessem a língua
portuguesa para se ler versículos da bíblia e que se fixassem em um local onde
esse processo ficou conhecido por Aculturação.
foi necessário nessa época criar uma comunicação entre os padres e os nativos,
os padres criaram manuais e usam a língua geral que mesclava do português com
as línguas nativas, além do ratio studiorum
De acordo com o autor ARANHA, 2006: A Companhia Missionária de Jesus tinha
a função de catequizar iniciação à fé e alfabetizar na língua portuguesa os
indígenas que viviam na colônia brasileira durante o processo de colonização, após
a chegada dos padres jesuítas, em 1549. Estes se voltaram para a catequização e
instrução de adultos e adolescentes, tanto de nativos quanto de colonizadores,
diferenciando apenas os objetivos para cada grupo social, escolas de ordenação
criadas pelo Padre Manoel da Nóbrega. No séc. XVIII, os jesuítas contavam com
17 colégios e seminários, 25 residências e 36 missões, além dos seminários
menores e das escolas de alfabetização presentes em quase todo o território. Os
colégios de formação religiosa abrigavam os filhos da elite; frequentavam também
os que não queriam se tornar padres, mas que não tinham outra opção a não ser
seguir as orientações jesuíticas, que evoluíram para o plano de estudos da
Companhia de Jesus, que articula um curso básico de Humanidades ordenado;
com um de Filosofia seguido por um de Teologia, dependendo dos recursos que
culminou, com a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, após esse
episódio ocorreu uma desorganização do ensino, somente no Império o ensino
voltou a ser ordenado.

Marquês de pombal
A evolução da educação Pública no brasil está extremamente ligada com as
reformas educacionais empreendidas pelo Marquês de pombal , com o banimento
dos jesuítas e necessidade da implantação de um novo modelo educacional no
Brasil.
Em 1753, Pombal acabou com a escravidão dos índios no Maranhão, onde ela era
mais comum que no resto da colônia. Em 1755, proclamou a liberdade dos
indígenas em todo o Brasil, indo ao mesmo tempo contra os proprietários de

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escravos índios e os jesuítas, que dirigiam a vida das comunidades indígenas nas
missões . Pombal proibiu a discriminação aos índios e elaborou uma lei
favorecendo ou casamento entre eles e portugueses. Finalmente, criou o Diretório
dos Índios para substituir os jesuítas na administração das missões. Pombal criava
as aulas régias ou avulsas de Latim, Grego, Filosofia e Retórica, que deveriam
suprir as disciplinas antes oferecidas nos extintos colégios jesuítas.
As aulas régias instituídas por Pombal para substituir o ensino religioso
constituíram, dessa forma, a primeira experiência de ensino promovido pelo
Estado na história brasileira. A educação a partir de então, passou a ser uma
questão de Estado. lembrando que este sistema de ensino cuidado pelo Estado
servia a uns poucos, em sua imensa maioria, filhos das incipientes elites coloniais.
De acordo com o relato do autor Stephanou (2005, p.104) em 1759 a identidade da
educação brasileira foi sendo marcada então, pelo o elitismo que restringia a
educação às classes mais abastadas as aulas régias que seria na época latim,
grego, filosofia e retórica, ênfase da política pombalina, eram designadas
especificamente aos filhos dos colonizadores portugueses brancos e do sexo
masculinos, excluindo-se assim as populações mulheres, negras e
indígenas.Durante todo o período imperial houve diversas discussões nas
assembleias provinciais, acerca do modo como se dariam os processos de inserção
das denominadas classes inferiores homens e mulheres pobres livres, negros e
negras escravos, livres e libertos da sociedade nos processos formais de instrução.
O Ato Adicional de 1834 delegou a responsabilidade da educação básica às
Províncias e reservou ao governo imperial os direitos sobre a educação das elites
nessa estrutura, a exceção ficou com o Colégio Pedro II; este, sob a
responsabilidade do poder central, deveria servir de modelo às escolas provinciais
(ARANHA, 2006).

D. joão VI e coroa portuguesa


A política educacional implantada no Rio de Janeiro objetivou a adoção de medidas
“civilizatórias”, as quais eram, em sua maioria, destinadas à parcela da população
que se constituía de homens brancos e livres
A política instrutiva de D. João VI não conseguia abranger, completamente, aquele
grupo social. Conforme atesta Vilallta, em 1818, apenas aproximadamente 2,5% da
população masculina livre do Brasil, em idade escolar, tinha acesso às aulas régias,

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de acordo com o relato de Luccock (1975, p. 86) – viajante alemão que permaneceu
no Brasil entre 1808 e 1818 – logo no ano de sua chegada, a educação era um
aspecto ainda pouco propagado na sociedade fluminense:
[...] a educação e o cultivo de espírito ficavam [...] para trás
do conforto caseiro, apesar de ser este tão falho. [...] não
havia nenhum dos estabelecimentos comuns para a
primeira educação da infância. A grandíssima maioria das
pessoas entravam na vida sem que possuíssem o mais leve
conhecimento dos primeiros rudimentos da instrução.
A partir de 1808, a abertura de colégios passou a ser uma prática comum entre
homens e mulheres que tinham certa instrução e queriam oferecer seus serviços
aos jovens. Esses colégios eram tanto destinados para ambos os sexos, quanto
somente para meninos ou meninas, instrução designada às meninas possuía um
caráter muito mais ligado às boas maneiras de uma jovem abastada, como ter
conhecimento sobre as prendas domésticas, do que à educação de fato, uma
vez que o ensino da escrita e leitura ficava em segundo plano.

Independência da república: I constituição federal , art 179


Outorgada em 1824 pelo imperador D. Pedro I, encontra-se o direito à educação
primária gratuita a todos os cidadãos:

Art. 179 A inviolabilidade dos direitos civis e políticos dos cidadãos


brasileiros, que tem por base a liberdade, a segurança individual e a
propriedade, é garantida pela Constituição, pela maneira seguinte:

32) A instrução primária é gratuita a todos os cidadãos.

Importante ressaltar que a Carta Magna vigente não garantia a todos os brasileiros
o acesso à educação primária, posto que negros e escravos alforriados não eram
considerados cidadãos

Apesar da previsão constitucional o quadro geral da educação pública pouco


mudou . A educação básica ainda estava condenada aos interesses dos
governantes, algumas escolas primárias foram criadas e os estudos médios

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estavam organizados em aulas avulsas. embora a Carta Magna previsse a
educação como direito, assegurando inclusive que a educação elementar seria
gratuita, o direito à educação não se constituiu em possibilidade prática, pois a
população continuou sem qualquer oportunidade de acesso ao ensino formal.
Assim, à população em geral restava e poucos indivíduos conseguiram alcançar
base da leitura e da escrita, sem grandes avanço no processo educativo.. Àqueles
que realmente trabalharam na construção do país em formação, pouco ou quase
nada lhes foi assegurado em matéria de direitos e àqueles que enriqueceram às
custas da exploração do trabalho escravo de negros, índios e dos desprovidos de
qualquer bem material, tudo poderiam conseguir, graças ao poder que detinham na
sociedade da época.A educação nos primeiros anos da República manteve-se
inalterada, pois a dualidade de sistemas continuou como no Império.

Para uma economia de base agrícola, como era a nossa, sobre


a qual se assentavam o latifúndio e a monocultura e para cuja
produtividade não contribuía a modernização dos fatores de
produção, mas tão somente se contava com a existência de
técnicas arcaicas de cultivo, a educação realmente não era
considerada como fator necessário (ROMANELLI, 1986, p. 45).

Era Vargas e a EJA


Em 1930 é criado o ministério da educação e da saúde, em 1931 acontece a
reforma educacional Francisco Campos. Francisco foi o primeiro ministro da
educação do recém criado ministério da educação e saúde, a reforma educacional
proposta por Francisco foi responsável por criar o Conselho Nacional de Educação;
pela organização do ensino superior, instituindo o Estatuto das Universidades
Brasileiras; pela estruturação do ensino secundário;pela organização do ensino
comercial;e pela estruturação do ensino secundário.
Tal reforma não abarcou o ensino primário. As questões educacionais na década
de 30 estavam alinhadas com o período de modernização do país, enfatizando a
capacitação para o trabalho das classes populares e na formação no ensino
superior das elites.
Segundo Garcia (2013),

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Tratava-se de um currículo vasto para uma época em que a maioria da
população vivia na zona rural, era analfabeta e a população da zona urbana
mal terminava o ensino primário. A Reforma Francisco Campos criou um
verdadeiro “ponto de estrangulamento” com os decretos referentes ao
ensino secundário, uma vez que dificultava o acesso e a continuidade dos
estudos devido à rigidez das normas, ocorrendo o desinteresse dos alunos,
resultando disso, muitas vezes, a evasão escolar.(p.18)

Em 1932 surge o manifesto dos pioneiros da educação nova, onde os intelectuais


da época que discutiam os problemas da educação ,Anísio Teixeira e Darcy
Ribeiro, influenciados pelas ideias de John dewey e Durkheim, com seus ideais
liberais, defendiam uma escola pública. Ao analisar a fragmentação e a
desarticulação da educação no Brasil, as reformas arbitrárias que não solucionaram
os problemas da educação, e a falta de um sistema educacional integrador ,
reagindo ao empirismo dominante, surge a necessidade filosófica do pensamento
crítico junto com o movimento da escola nova. Transferindo a educação do plano
administrativo para o campo político e social , questionava se a função social da
instituição escolar,que até então tomava forma de uma instituição artificial,
reprodutora de desigualdades. Dentro do plano de reconstrução educacional , os
pioneiros apontam o “sistema” de educação como um reprodutor de estratificação
social, que não tem continuidade nem ligação entre os níveis de ensino, “a instrução
pública não tem sido,entre nós, na justa observação de alberto torres, senão um
‘sistema de canais de êxodo da mocidade do campo para as cidades e da produção
para o parasitismo” (AZEVEDO,2010,, p.52), nesse trecho do manifesto, fala se em
viabilizar soluções dos problemas educacionais dos trabalhadores do campo e da
cidade, através da relação escola-trabalho, e da escola- trabalho profissionalizante,
atendendo as necessidades regionais e as demandas industriais da época,
mantendo o caráter científico e técnico da educação.

Em 1932,com a nova legislação eleitoral que trouxe importantes conquistas para


o país, como o voto secreto e o voto feminino,a representação classista, que
consistia no direito instituído aos sindicatos e associações de patrões e
empregados elegerem certo número de deputados, que teriam os mesmos direitos
parlamentares dos deputados eleitos pelo processo eleitoral normal (SOUZA,
2016,p.4)

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A Constituição Federal de 1934,influenciada por uma conjuntura internacional
voltada para a democracia social, trouxe uma nova concepção de Estado, com uma
legislação trabalhista que garante a autonomia sindical, a jornada de trabalho de
oito horas, a previdência e os indicativos de medidas protetivas a famílias em
vulnerabilidade social.
Art. 149 – A educação é direito de todos e deve ser ministrada, pela
família e pelos Poderes Públicos, cumprindo a estes proporcioná-la a
brasileiros e a estrangeiros domiciliados no País, de modo que
possibilite eficientes fatores da vida moral e econômica da Nação, e
desenvolva num espírito brasileiro a consciência da solidariedade
humana (BRASIL, 1934).

Durante o Estado Novo, inicia se a criação da imagem de um Estado paternalista


com práticas assistencialistas, O estado utilizou de instrumentos para manter tal
imagem, como a mídia, que tinha como grande veículo de comunicação de massa
o rádio, neste período com uma programação voltada para as camadas populares,
como programas de auditório, radionovelas e jogos de futebol. A criação da CLT
e da previdência social , e a legalização sindical, intensificam e aprofundam o
problema da dependência do operariado com o Estado (CARNEIRO, p.2).

De acordo com artigo 129 da Constituição de 1937 (BRASIL)

O ensino pré-vocacional profissional destinado às classes menos


favorecidas é em matéria de educação o primeiro dever de Estado.
Cumpre-lhe dar execução a esse dever, fundando institutos de ensino
profissional e subsidiando os de iniciativa dos Estados, dos Municípios e
dos indivíduos” ou associações particulares e profissionais.

Em 1942, Através do Decreto-Lei nº 4048, foi criado o SENAI (Serviço Nacional


de Aprendizagem dos Industriários), e em 1946 o SENAC por meio do Decreto-
Lei nº 8621 (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). O processo de
desenvolvimento econômico do país pedia por um novo perfil do trabalhador
urbano, o que pressupunha uma escolarização mínima, ocasionando a demanda
de ampliação das oportunidades educacionais.

Período de democratização (1945-1964)


Na constituição federal de 1946 a educação é declarada como um direito de todos.
Em 1961, é lançada a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
porém sua apresentação ao Congresso Nacional foi em 1947. A partir dessas

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legislações, a alfabetização de jovens e adultos e o ensino técnico-
profissionalizante passam a equivaler ao curso secundário. Várias campanhas
nesse período em prol da escola e do professor , sendo algumas de âmbito
nacional, como a CADES (Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino
Secundário); a CAEC (Campanha de Aperfeiçoamento e Expansão do Ensino
Comercial); e a CEA (Campanha de Erradicação do Analfabetismo). Tais
campanhas simbolizaram as lutas pela escola pública.

Na década de 50 surge o “método” Paulo Freire em recife, no qual era baseado


nas experiências de vida das pessoas. Começou a ser desenvolvido no início dos
anos 60 no nordeste, onde havia um grande número de trabalhadores rurais
analfabetos e sem acesso à escola, formando um grande contingente de excluídos
da participação social (ZAULI,2013). Paulo Freire defendia um conceito de
alfabetização consciente, onde o educando não aprende apenas a decodificar os
códigos linguísticos, mas faz uso social e político desse conhecimento pedagógico
na sua vida cotidiana. O método Paulo Freire é dividido em três etapas, a primeira
etapa é a de Investigação, onde aluno e professor buscam, no universo vocabular
do aluno e do grupo social onde ele vive, as palavras e temas centrais de sua vida.
Na segunda etapa, a de tematização, eles codificam e decodificam esses temas,
buscando o seu significado social, tomando assim consciência do mundo vivido.
(ZAULI,2013) . E na terceira etapa, a de problematização, aluno e professor
buscam superar os mitos, através de uma visão crítica do mundo, partindo para a
transformação do contexto do educando.
Segundo Zauli (2013)
“(...) podemos observar que Paulo Freire buscava muitas respostas
calcadas na fé, ou seja, sua concepção de mundo era guiada pelo
cristianismo e logo no existencialismo. Porém aos poucos Freire começa
a estudar e a se desenvolver dentro da ideologia marxista. Por se tornar
tradicionalmente marxista é que ele se aproxima da classe trabalhadora e
começa a observar como acontece o processo educacional para a classe
menos favorecida. Desse modo Paulo Freire pensa em uma escola para
a população, uma “escola popular” que propõe educar por meio de
experiências reais dos alunos”

A pedagogia da libertação de Freire foi interrompida com o golpe de 64, onde Freire
foi preso e exilado. Seu primeiro país em exílio foi no Chile, onde Freire prosseguiu

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seus estudos, divulgando a pedagogia do oprimido e debatendo com grandes
intelectuais da época a situação da educação no Brasil.

Ditadura de 64 e o Mobral
Através da Lei nº 5.379, de 15 de dezembro de 1967, foi criado o Movimento
Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), que tinha como meta alfabetizar 11,4
milhões de adultos até 1971 ,com foco na população urbana de 15 a 35 anos, “ [...]
é a população urbana que mais padece de carências educacionais, (...) os adultos
e adolescentes alfabetizados são elementos importantes na produtividade do
sistema econômico” (BRASIL, 1973, p.13) . Entretanto o MOBRAL só começou a
funcionar efetivamente em 1970. O programa frisava sempre alternativas
econômicas, funcionais e que descentralizaram a responsabilidade da União :

(...) o programa custou apenas um terço do que seria orçado pelos critérios
internacionais Procuramos ser realistas e, nesse sentido, a primeira
preocupação foi a de assegurar a solidez financeira do Movimento,
conseguindo receitas da Loteria Esportiva e do Imposto de Renda;
procuramos ser econômicos, aproveitando a capacidade ociosa das
escolas e das estruturas municipais de ensino fundamental para
alfabetização de adultos em cursos noturnos; procuramos ser funcionais,
descentralizando os nossos critérios de ação e confiando as principais
tarefas executivas da alfabetização às Comissões Municipais.
(BRASIL,1973, p.3)

O MOBRAL é fruto de uma conjuntura de repressão, silêncio e de ausência de


democracia, representa uma educação funcional e continuada. As experiências
anteriores dos movimentos de educação popular foram interrompidas e
desvalorizadas pelo governo militar. A ideologia da época via o analfabetismo
como uma praga a ser erradicada, um grande obstáculo para o desenvolvimento
do país. Dentro da perspectiva funcionalista do MOBRAL, os sujeitos analfabetos
tinham que ser habilitados para cumprir sua função social, que era a função de
trabalhador, operário, além de atribuir a esses sujeitos a responsabilidade do
subdesenvolvimento do país, ou seja, o olhar acerca desses sujeitos era de que
constituam a causa dos problemas sociais e econômicos, e não o efeito (PESSOA,
p.7)

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O movimento se organizou pedagogicamente por etapas, propostas, orientadas e
supervisionadas pelo MOBRAL central, responsável por firmar convênios,
fiscalizar, fornecer todo material didático, avaliar os resultados obtidos e tomar
todas as decisões em âmbito nacional , firmar convênios, fiscalizar, fornecer todo
material didático, avaliar os resultados obtidos e tomar todas as decisões em âmbito
nacional (BRASIL,1973), impossibilitando abertura para discussões e decisões com
os agentes pedagógicos do programa.
Os eixos do mobral eram a funcionalidade e a continuidade, dentro desses dois
eixos, aparece um novo que também influenciou as práticas pedagógicas e
burocráticas do MOBRAL, a aceleração. O conceito de funcionalidade diz respeito
a adaptação do sujeito às exigências da sociedade moderna e de sua relação com
o sistema de produtividade e consumo (PESSOA, p.8) . Esse formato do programa
nesses eixos fazia parte da estratégia militar de controle, para que não existisse
conscientização dos educandos, existindo apenas uma educação acrítica, anti
reflexiva, funcional.

Munidos de um discurso patriota , tanto o MOBRAL quanto os demais programas


criados nesse contexto foram criados para silenciar e disfarçar os problemas
sociais e políticos no Brasil. Segundo a Lei 5.379/67, Artigo 11: “os serviços de
rádio, televisão e cinema educativos, no que concerne à alfabetização funcional e
educação continuada de adolescentes e adultos constituirão um sistema geral
integrado no Plano a que se refere o art. 3º3 ” (BRASIL, 1967, p. 2). Ou seja, a
mídia era responsável pela alfabetização de jovens e adultos. Além da mídia, os
educadores do Mobral não precisavam de uma boa formação para atuar na
educação de jovens e adultos, bastava ter um pouco de leitura e poderia assumir
uma sala de aula de jovens e adultos. Esses dois fatores, a mídia e a formação não
qualificada dos educadores, provocaram um ensino fragilizado de jovens e adultos
formados pelo MOBRAL.

Período de redemocratização
A Constituição Brasileira de 1988 trata da educação de jovens e adultos nos artigos
208 e 206 :

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“O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia
de: I- ensino fundamental obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele
não tiveram acesso na idade própria“. - art 206:” O ensino será ministrado
com base nos seguintes princípios: I- igualdade de condições de acesso
e permanência na escola” - art 3: “ Constituem objetivos fundamentais da
República Federativa do Brasil: IV- promover o bem de todos, sem
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer formas de
discriminação” (BRASIL,1988)
O artigo 60 também dispõe sobre a erradicação do analfabetismo no país em 10
anos, como responsabilidade do estado e da sociedade civil. A Fundação Educar foi
a principal responsável pela coordenação da execução desta tarefa, juntamente com
o MEC, em 1989, convocando pesquisadores e especialistas no campo da EJA, para
que discutissem a preparação do Ano Internacional da Alfabetização, definido para
1990 pela UNESCO. Esta comissão denominada acaba sendo desarticulada com a
extinção da Fundação Educar pelo governo Collor (1990). Mais um passo no
descontínuo processo das políticas em EJA. (MACHADO, p.2)
Além da extinção da Fundação Educar, a ordem econômica das orientações dos
órgãos financistas internacionais da educação brasileira priorizaram o ensino
fundamental para crianças, na educação regular, transferindo a EJA para a esfera
privada (empresas e ONG’s) utilizando-se do discurso da parceria, vinculando os
objetivos da EJA a lógica do capital.
Em 1990, o Governo Collor lança o PENAC (Programa Nacional de Alfabetização)
que pretendia reduzir em 5 anos 70% o número de analfabetos no país, ou seja,
12.433.840 pessoas sendo alfabetizadas. O PENAC era composto por uma
comissão de especialistas em programas de alfabetização,meses depois verificou-
se uma completa desvinculação do PENAC com a Comissão, pois vários recursos
eram liberados para diversas instituições e empresas que muitas vezes não tinham
nenhuma preocupação na área de alfabetização (MACHADO,p.3)
Em 1993 é lançado o I Plano Decenal de educação para todos. No mesmo ano são
realizados alguns eventos importantes referentes à educação de jovens e adultos,
como o Encontro latino americano sobre Educação de Jovens e adultos
trabalhadores.
Em 1994 são publicadas as Diretrizes de política nacional de educação de jovens e
adultos (HADDAD e DI PIETRO). Pensadas desde 1985, baseada em 12
documentos, que apesar de analises diversas, apresentavam os mesmos

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diagnósticos da educação de jovens e adultos, indicando que as ações
governamentais não foram efetivas ao longo da história. As diretrizes demarcaram
linhas de ação para a educação de jovens e adultos, dentro das relações jovens e
adultos e sociedade, chamando a atenção para a organização do poder de
participação desses sujeitos, “ a política setorial de educação deve ser parte de uma
política maior que promova o emprego, em satisfatórias condições de remuneração
do trabalho, assegurando também respostas às demais demandas do bem-estar
social” (Haddad e Di Pietro, 1994, p.8).
A nova Lei de Diretrizes e bases é publicada em 1996, dispõe na seção V sobre a
educação de jovens e adultos.Do artigo 37 ao 38:
Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não
tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e
médio na idade própria.
§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos
adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular,
oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características
do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante
cursos e exames.
§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência
do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares
entre si.
Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que
compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao
prosseguimento de estudos em caráter regular
§ 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão:
I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de
quinze anos;
II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito
anos.
§ 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por
meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames.
(BRASIL,1996)

Em 1997 acontece o Programa de Alfabetização Solidária , onde a prioridade foi


trabalhar a alfabetização nos municípios que possuíam os maiores índices de
analfabetismo, no norte e nordeste do país. Os alfabetizadores recebiam formação
de um mês , e o processo de alfabetização se dava em cinco meses.A universidade

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ficava incubida de capacitar e avaliar o trabalho dos alfabetizadores,através de um
encontro mensal no município de sua responsabilidade. As empresas parceiras
responsáveis pelo pagamento das bolsas dos alfabetizadores, coordenadores e
alimentação dos alunos. O MEC pelo fornecimento e reprodução do material
didático e de apoio, seleção do coordenador do município.E os municípios pela
viabilização do espaço físico e mobilização dos alunos. A Comunidade Solidária
coordena e articula as ações do Programa. (MACHADO, p.6). O estado fica como
espectador do processo, as alfabetizadoras têm uma formação e atuação limitada,
e o programa carece de uma articulação geral.

O Discurso neoliberal volta a ganhar espaço nas políticas para EJA no final da
década de 90 e início dos anos 2000, o tom dos documentos, encontros e
conferências tem se tornado os mesmos, o de libertar a EJA de suas raízes
políticas. No contexto de avanço tecnológico e da divisão social do trabalho no
mundo globalizado dá se a ênfase na qualificação da massa trabalhadora para
atender ao mercado capitalista.
Segundo Machado (1998) ,
“O que se vê concretizando em termos de políticas públicas para a EJA,
pode se resumir em duas frentes: uma primeira que se refere à
descentralização das responsabilidades , promovendo uma ampla
participação de todos os setores da sociedade, que, no entanto, não vem
seguida de uma proposta clara quanto à definição dos recursos que
viabilizarão isto, sua origem, gastos e prestação de contas. A segunda se
refere à proposta de educação à distância, com a utilização intensa da
teleducação” (p.9)

As propostas neoliberais para EJA, se reverberam além do Brasil nesse período,


se fazem presentes na América Latina como um todo,ligados a orientações dos
organismos internacionais de financiamento, mais especificamente do Banco
Mundial, a américa latina teve de redimensionar sua trajetória educativa.
Houve reações a tais investidas neoliberais,em vários lugares do Brasil ocorreram
muitas experiências significativas para EJA , como fóruns, encontros, secretarias
municipais e organizações da sociedade civil, na busca de organizar setores
responsáveis pela EJA .

16
Em 2002 é criado o Encceja (Exame nacional para Certificação de Competência
de Jovens e Adultos). Esse exame certifica o jovem ou adulto a conclusão do
ensino fundamental e médio. De acordo com o censo educacional do Inep , no ano
de 2018, a Educação de Jovens e adultos apresentou 1,5% de matriculados a
menos do que o ano anterior, totalizando 3,5 milhões de estudantes. 30 % dos
matriculados são jovens. Tais dados têm demonstrado a fragilidade da educação
de jovens e adultos, dada por diversos fatores, como conflito geracional, a
reprodução de métodos que não contemplam os sujeitos da EJA, as ofertas
limitadas em vários lugares do país, etc.

Sujeitos da EJA
O perfil predominante do sujeito da EJA é o da mulher negra. As categorias gênero
e raça marcam a trajetória educacional do educando da EJA. Estudos de gênero
têm apontado as responsabilidades domésticas e familiares das mulheres,
sobretudo se forem negras, pobres e moradoras de zona rural, como um dos
principais motivos de evasão das mulheres adultas da escola. A divisão sexual do
trabalho é um obstáculo para a autonomia e o lugar de poder das mulheres em
sociedade e o conhecimento se constrói por relações de poder.

A categoria gênero organiza as relações sociais e que, politicamente convertidas


em desigualdades e assimetrias, justificam ainda hoje a exclusão das mulheres dos
espaços de saber-poder e discriminações no mundo do trabalho (NARVAZ, ANNA
e TESSELER,2013, p.95 )
Estar na escola tem contribuído para a construção da autoestima dessas mulheres,
trazendo um novo grupo de pertencimento, isso favorece o aprendizado, a
autonomia , a permanência e a continuidade dessas mulheres na escola.

Considerações finais
Observa-se no decorrer da história do Brasil a subtração de direitos de grupos
sociais, desde sempre marginalizados, as mulheres, os negros,os indígenas e a
classe pobre trabalhadora.
Constata-se a subtração do direito à educação (que só é considerada um direito
de todos em 1946) ao observar, por exemplo, a quem eram destinadas as reformas

17
educacionais na era vargas, onde o ensino secundário e superior sempre foi voltado
às elites brasileiras.
Começou a se pensar em educação pública somente na década de 30, com os
pioneiros da educação nova. A história da educação de jovens e adultos é marcada
por várias interrupções. Paulo Freire na década de 60 desenvolve um trabalho de
alfabetização em Recife que começa a delinear os primeiros passos do movimento
por uma educação popular, trazendo o pensamento crítico, a problematização dos
mitos da sociedade e a alfabetização através da vivência dos educandos.
Entretanto o “método” Paulo Freire é interrompido pelo golpe de 64, Paulo Freire é
preso e exilado, e na década de 70 é implantado o MOBRAL (Movimento Brasileiro
de Alfabetização).
O mobral foi um movimento de alfabetização funcional, ou seja, preparava a classe
trabalhadora para os interesses do capital, e não para a formação cidadã e crítica
desses sujeitos, que tiveram educação negada enquanto direito por todos esses
anos.
A educação para as camadas populares no Brasil sempre apareceu em um caráter
técnico, voltado para a produtividade, o ensino superior sempre destinado a elite.
A educação de jovens e adultos é um efeito dessa história, aparece como
modalidade de ensino na década de 90, como possível reparadora histórica,
entretanto sempre interrompida por interesses de grupos políticos. A EJA também
é palco de luta de movimentos sociais e campanhas de docentes , movimentados
principalmente na década de 90, embasados por legislações que garantem tal
direito à educação, mas sempre negligenciada no sentido de destinação de
recursos. Por ser palco de lutas está sempre em conflito, nos últimos anos a evasão
na educação de jovens e adultos tem aumentado, as investidas neoliberais têm
voltado, trabalhando nos eixos de aceleração, educação a distância, supletivos, e
certificações rápidas, atendendo a lógica do mercado capitalista.

Referências
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