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Citologia aula 1 Professor(a) Janyra Oliveira Costa Bioforense Projetos Educacionais
Citologia aula 1
Citologia
aula 1

Professor(a) Janyra Oliveira Costa Bioforense Projetos Educacionais

CITOLOGIA
CITOLOGIA
CITOLOGIA
CITOLOGIA
CITOLOGIA
CITOLOGIA Unidade morfofisiológica dos seres vivos Morfológica → todos os seres vivos são constituídos por
CITOLOGIA
CITOLOGIA

Unidade morfofisiológica dos seres vivos

Morfológica todos os seres vivos são

constituídos por células (exceção: vírus)

Fisiológica célula é a menor porção capaz

de desempenhar as funções da manutenção da

vida

PROCARIONTES E EUCARIONTES

PROCARIONTES E EUCARIONTES

PROCARIONTES E EUCARIONTES
PROCARIONTES E EUCARIONTES
PROCARIONTES E EUCARIONTES
PROCARIONTE

PROCARIONTE

PROCARIONTE
PROCARIONTE
DIFERENÇAS   PROCARIONTES EUCARIONTES REPRESENTANTES Bactérias e cianofícias Outros seres

DIFERENÇAS

 

PROCARIONTES

EUCARIONTES

REPRESENTANTES

Bactérias e cianofícias

Outros seres

ORGANELAS

ausente

presente

CARIOTECA

ausente

presente

RIBOSSOMOS

presente

presente

PAREDE CELULAR

Sem celulose

Quando presente com celulose

VÍRUS ✓Não tem metabolismo próprio
VÍRUS
✓Não tem metabolismo próprio
VÍRUS ✓Não tem metabolismo próprio
MEMBRANA CELULAR Singer & Nicholson, 1972

MEMBRANA CELULAR

MEMBRANA CELULAR Singer & Nicholson, 1972
MEMBRANA CELULAR Singer & Nicholson, 1972

Singer & Nicholson, 1972

MEMBRANA CELULAR Singer & Nicholson, 1972
✓Lipídeos ✓Proteínas
✓Lipídeos
✓Proteínas

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Proteínas
✓Proteínas

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Proteínas MEMBRANA PLASMÁTICA • Enzimas: catalisam reações • Receptores: papel importante no reconhecimento

Enzimas: catalisam reações

Receptores: papel importante no reconhecimento de

substâncias produzidas pelo organismo ou vindas do

meio externo

Transportadoras: exercem papel fundamental na

entrada e na saída de substâncias da célula

✓Glicídeos
✓Glicídeos

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Glicídeos MEMBRANA PLASMÁTICA •Função? Energética e estrutural •Podem se ligar às proteínas:

•Função? Energética e estrutural

•Podem se ligar às proteínas: glicoproteínas

•Podem se ligar aos lipídios: glicolipídios

✓ Colesterol MEMBRANA PLASMÁTICA •Função? Estrutura - forma

Colesterol

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓ Colesterol MEMBRANA PLASMÁTICA •Função? Estrutura - forma

•Função? Estrutura - forma

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Glicocálix

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Glicocálix
✓Glicocálix
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Glicocálix Glicoproteínas + Glicolipídios = GLICOCÁLIX • Malha de aspecto gelatinoso que

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Glicocálix
✓Glicocálix
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Glicocálix Glicoproteínas + Glicolipídios = GLICOCÁLIX • Malha de aspecto gelatinoso que

Glicoproteínas + Glicolipídios = GLICOCÁLIX

Malha de aspecto gelatinoso que envolve a célula

Proteção (mecânica e química)

Retenção de nutrientes que tocam a superfície celular,

possibilitando que eles sejam depois introduzidos

Reconhecimento entre células (ex: sistema ABO)

Adesão celular

https://www.youtube.com/watch?v=rXL2mDLDy_0

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Permeabilidade

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Permeabilidade
✓Permeabilidade
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Transporte A célula é viva, precisa adquirir certas substâncias do meio externo para

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Transporte
✓Transporte

A célula é viva, precisa adquirir certas

substâncias do meio externo para sobreviver

Também precisa eliminar substâncias que

estejam em excesso ou que sejam tóxicas

Passagem de substâncias ocorrem por mecanismos de transporte: passivo e ativo

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Transporte passivo •Água, O2, CO2, monossacarídeos, aminoácidos e substâncias lipossolúveis

MEMBRANA PLASMÁTICA

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Transporte passivo •Água, O2, CO2, monossacarídeos, aminoácidos e substâncias lipossolúveis
✓Transporte passivo
✓Transporte passivo

•Água, O2, CO2, monossacarídeos, aminoácidos e substâncias

lipossolúveis

•Quanto maior a solubilidade da substância em lipídeos, maior será

a velocidade da difusão

•Substâncias hidrossolúveis - canais formados por proteínas

•Substâncias lipossolúveis - atravessam diretamente a matriz

fosfolipídica

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Transporte passivo 1.Através da bicamada 2.Por difusão facilitada 3.Por canais iônicos ou

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Transporte passivo
✓Transporte passivo

1.Através da bicamada

2.Por difusão facilitada

3.Por canais iônicos ou proteicos

PLASMÁTICA ✓Transporte passivo 1.Através da bicamada 2.Por difusão facilitada 3.Por canais iônicos ou proteicos
✓Difusão
✓Difusão

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Difusão MEMBRANA PLASMÁTICA

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Difusão simples
✓Difusão simples

1. Através da bicamada - canais proteicos altamente seletivos

(diâmetro, formato e a carga elétrica).

Canais de sódio - cargas internas negativas

Canais de potássio - não possuem carga elétrica.

e a carga elétrica). Canais de sódio - cargas internas negativas Canais de potássio - não
✓Osmose
✓Osmose

MEMBRANA PLASMÁTICA

movimento da água com a diferença de concentração

molecular entre os meios, visa equilibrar os meios e

manter a homeostase.

da água com a diferença de concentração molecular entre os meios, visa equilibrar os meios e
da água com a diferença de concentração molecular entre os meios, visa equilibrar os meios e
✓Osmose
✓Osmose

Consequências

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Osmose Consequências MEMBRANA PLASMÁTICA PLASMOPTISE

PLASMOPTISE

✓Osmose
✓Osmose

Consequências

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Osmose Consequências MEMBRANA PLASMÁTICA
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Difusão facilitada

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Difusão facilitada
✓Difusão facilitada
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Difusão facilitada
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Difusão facilitada A substância se fixa a receptor específico da proteína carreadora

MEMBRANA PLASMÁTICA

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Difusão facilitada A substância se fixa a receptor específico da proteína carreadora que

Difusão facilitada

A substância se fixa a receptor específico da proteína

carreadora que sofrerá alteração conformacional,

fechando um lado e abrindo o outro.

receptor específico da proteína carreadora que sofrerá alteração conformacional, fechando um lado e abrindo o outro.
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Transporte ativo

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Transporte ativo
✓Transporte ativo
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Transporte ativo
✓Transporte ativo
✓Transporte ativo

MEMBRANA PLASMÁTICA

.
.

1º) 3 Na+ e 1 ATP se ligam à proteína transportadora na face

interna da membrana 2º) O ATP é degradado, liberando o ADP e causando uma mudança

na estrutura da proteína transportadora

3º) Os 3 Na+ são liberados no meio extracelular ao mesmo tempo

em que 2 K+ se unem à proteína transportadora

4º )O Pi é liberado, causando uma mudança na estrutura da

proteína transportadora, e os 2 K+ são liberados.

✓Transporte ativo .
✓Transporte ativo
.

MEMBRANA PLASMÁTICA

1º) 3 Na+ e 1 ATP se ligam à proteína transportadora na face interna da membrana

2º) O ATP é degradado, liberando o ADP e causando uma mudança

na estrutura da proteína transportadora

3º) Os 3 Na+ são liberados no meio extracelular ao mesmo tempo

em que 2 K+ se unem à proteína transportadora

4º )O Pi é liberado, causando uma mudança na estrutura da

proteína transportadora, e os 2 K+ são liberados.

✓Transporte ativo
✓Transporte ativo

MEMBRANA PLASMÁTICA

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Endocitose/exocitose

MEMBRANA PLASMÁTICA

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Endocitose/exocitose
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Endocitose/exocitose

Endocitose/exocitose

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Endocitose/exocitose
✓Endocitose/exocitose
✓Endocitose/exocitose

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Endocitose/exocitose MEMBRANA PLASMÁTICA
✓Endocitose/exocitose MEMBRANA PLASMÁTICA
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Endocitose/exocitose DEFESA OU ALIMENTAÇÃO Seres unicelulares - obtenção de alimento •

MEMBRANA PLASMÁTICA

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Endocitose/exocitose DEFESA OU ALIMENTAÇÃO Seres unicelulares - obtenção de alimento •

Endocitose/exocitose

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Endocitose/exocitose DEFESA OU ALIMENTAÇÃO Seres unicelulares - obtenção de alimento •

DEFESA OU ALIMENTAÇÃO

Seres unicelulares - obtenção

de alimento

Seres pluricelulares: defesa

(macrófagos e linfócitos )

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓Especializações Microvilosisades - absorção. Invaginações de base : transporte da água

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Especializações
✓Especializações

Microvilosisades - absorção.

Invaginações de base: transporte da água reabsorvida nos rins. Interdigitaçoes: aderência celular.

Desmossomos aderência entre as células epiteliais.

Junções: unem as células. junções aderentes células epiteliais

junções ocludentes vedam o espaço entre as células

junções comunicantes permitem a passagem de moléculas e íons

junções ocludentes vedam o espaço entre as células junções comunicantes permitem a passagem de moléculas e
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Microvilosidades São evaginações da MP Somente em células animais Aumento da superfície

MEMBRANA PLASMÁTICA

MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Microvilosidades São evaginações da MP Somente em células animais Aumento da superfície de
MEMBRANA PLASMÁTICA ✓ Microvilosidades São evaginações da MP Somente em células animais Aumento da superfície de

Microvilosidades

São evaginações da MP

Somente em células animais

Aumento da superfície de absorção (Ex:

intestino delgado)

✓Desmossomos
✓Desmossomos

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Desmossomos MEMBRANA PLASMÁTICA células epiteliais vizinhas - maior adesão Na região dos desmossomos: espaço entre

células epiteliais vizinhas - maior adesão

Na região dos desmossomos: espaço entre as membranas é

preenchido por glicoproteínas com propriedades adesivas Placa de desmossomo (face citoplasmática): há a inserção de

filamentos intermediários (tonofilamentos) se aprofundam no interior da célula dando sustentação mecânica

✓ Interdigitações MEMBRANA PLASMÁTICA células epiteliais São projeções laterais da membrana plasmática de uma

Interdigitações

✓ Interdigitações MEMBRANA PLASMÁTICA células epiteliais São projeções laterais da membrana plasmática de uma

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓ Interdigitações MEMBRANA PLASMÁTICA células epiteliais São projeções laterais da membrana plasmática de uma

células epiteliais

São projeções laterais da membrana plasmática de uma

célula que se encaixam em depressões da membrana da

célula vizinha, formando dobras que proporcionam uma

maior união das células

✓Zônula de oclusão
✓Zônula de oclusão

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Zônula de oclusão MEMBRANA PLASMÁTICA células epiteliais - adesão e vedar a passagem de substâncias entre

células epiteliais - adesão e vedar a passagem de substâncias

entre as célu

É uma região contínua em torno da região apical de

certas células epiteliais, onde a porção externa das

MP’s se fundem, vedando o espaço intracelular

✓Junção intercomunicante
✓Junção intercomunicante
✓Junção intercomunicante MEMBRANA PLASMÁTICA células epiteliais, musculares lisas, cardíacas e nervosas • tubos

MEMBRANA PLASMÁTICA

✓Junção intercomunicante MEMBRANA PLASMÁTICA células epiteliais, musculares lisas, cardíacas e nervosas • tubos

células epiteliais, musculares lisas, cardíacas e nervosas

tubos proteicos paralelos que atravessam as membranas de células vizinhas, estabelecendo uma comunicação que permite a

troca e passagem de substâncias (nucleotídeos, aminoácios, íons)

NÃO PASSA: macromoléculas (como proteínas e ácidos nucleicos)

Citologia aula 2 Professor(a) Janyra Oliveira Costa Bioforense Projetos Educacionais
Citologia aula 2
Citologia
aula 2

Professor(a) Janyra Oliveira Costa Bioforense Projetos Educacionais

CITOPLASMA
CITOPLASMA

Matriz citoplasmática, citoplasma fundamental,

citosol - formado por água, proteínas,

aminoácidos, açúcares, ácidos nucleicos e íons

minerais

Organelas e citoesqueleto (eucariontes)

CITOESQUELETO
CITOESQUELETO

Trata-se de uma rede, formada por três tipos de

filamentos proteicos: microfilamentos,

microtúbulos e filamentos intermediários

Responsável pela manutenção da forma da célula e por certos movimentos celulares

COMPONENTES QUÍMICOS DA CÉLULA
COMPONENTES QUÍMICOS DA
CÉLULA

Inorgânicos

Orgânicos

Água

Sais Minerais

Proteínas

Lipídios

Carboidratos

Àcidos Nucleicos

Vitaminas

Composição Química da Célula

Composição Química da Célula

Composição Química da Célula
COMPONENTES QUÍMICOS DA CÉLULA ✓Água Ligação covalente – elétrons mais próximos do oxigênio que do

COMPONENTES QUÍMICOS DA

CÉLULA

✓Água
✓Água
COMPONENTES QUÍMICOS DA CÉLULA ✓Água Ligação covalente – elétrons mais próximos do oxigênio que do

Ligação covalente elétrons mais

próximos do oxigênio que do

hidrogênio, tornando a molécula polar. Polaridade - permite a formação

de ligações, através de pontes de

hidrogênio.

tornando a molécula polar . Polaridade - permite a formação de ligações, através de pontes de
tornando a molécula polar . Polaridade - permite a formação de ligações, através de pontes de
COMPONENTES QUÍMICOS ✓ Propriedades da água • capacidade de dissolução (polaridade – subst. Hidrofílicas e

COMPONENTES QUÍMICOS

✓ Propriedades da água
✓ Propriedades da água

capacidade de dissolução (polaridade subst. Hidrofílicas e hidrofóbicas) solvente universal elevada tensão superficial ; elevado calor específico - absorve grande quantidade de calor sem elevar temperatura. elevado ponto de ebulição e fusão; elevada força de coesão e adesão com viscosidade

baixa - alta suficiente para permitir a elevação da água

no tronco de uma árvore ou para a capilaridade, mas

como a viscosidade ainda assim é baixa, a difusão de

solutos é muito fácil;

COMPONENTES QUÍMICOS ✓ Propriedades da água • aumento de volume durante a congelação - o

COMPONENTES QUÍMICOS

✓ Propriedades da água
✓ Propriedades da água

aumento de volume durante a congelação - o gelo

flutua, permitindo que apenas uma fina camada de água

congele nos mares, rios e lagos, mantendo-se as águas

abaixo no estado líquido e a temperaturas aceitáveis para

a Vida;

absorção de radiações - a água é praticamente

transparente às radiações visíveis, embora haja uma

ligeira absorção na zona do vermelho (daí as grandes

massas de água serem azuis ou esverdeadas) mas

absorve fortemente na zona do infravermelho (calor).

Catalizador universal

COMPONENTES QUÍMICOS ✓ Como a água se encontra na célula 95% na forma líquida como

COMPONENTES QUÍMICOS

✓ Como a água se encontra na célula
✓ Como a água se encontra na
célula

95% na forma líquida como solvente e meio dispersante;

regulador de temperatura;

excelente lubrificante;

mecanismo de proteção;

participa de reações químicas;

Varia com idade, metabolismo e espécie

COMPONENTES QUÍMICOS ✓ Minerais do esqueleto. Presentes nos líquidos intra e extracelulares na forma de

COMPONENTES QUÍMICOS

✓ Minerais do esqueleto.
✓ Minerais
do esqueleto.

Presentes nos líquidos intra e extracelulares na

forma de íons e de sais regulando a atividade celular.

1. Cálcio (Ca ++ ) contração muscular e coagulação sanguínea. Na forma de sal participa da formação

sanguínea. Na forma de sal participa da formação 2. Magnésio (Mg + + ) – componente

2. Magnésio (Mg ++ ) componente da molécula de clorofila, importante na fotossíntese.

COMPONENTES QUÍMICOS ✓ Minerais 3. Sódio (Na + ) e potássio (K + ): -

COMPONENTES QUÍMICOS

✓ Minerais
✓ Minerais

3. Sódio (Na + )

e potássio (K + ): - responsáveis pela

condução do impulso nervoso.

+ ): - responsáveis pela condução do impulso nervoso. 4. Ferro (Fe + + ): -
+ ): - responsáveis pela condução do impulso nervoso. 4. Ferro (Fe + + ): -

4. Ferro (Fe ++ ): - forma a molécula de hemoglobina transporte de O 2 no organismo.

COMPONENTES QUÍMICOS ✓ Minerais (PO 4 além - - - ): componente atuar de nos

COMPONENTES QUÍMICOS

✓ Minerais
✓ Minerais

(PO 4 além

--- ):

componente

atuar

de

nos

dos

5. Fosfato nucleicos,

ácidos

processos

energéticos da célula.

nucleicos, ácidos processos energéticos da célula. 6. Iodo - funcionamento da glândula tireoide; 7. Flúor

6. Iodo - funcionamento da glândula tireoide;

Principais sais minerais

Principais sais minerais

Principais sais minerais
Principais sais minerais

Principais sais minerais

Principais sais minerais
COMPONENTES ORGÂNICOS ✓ POLÍMEROS • moléculas grandes formados pela união de moléculas menores chamadas

COMPONENTES ORGÂNICOS

✓ POLÍMEROS
✓ POLÍMEROS

moléculas grandes formados pela união de moléculas

menores chamadas monômeros

ORGÂNICOS ✓ POLÍMEROS • moléculas grandes formados pela união de moléculas menores chamadas monômeros
COMPONENTES QUÍMICOS ✓ carboidratos • Chamados de açúcares ou glicídios que são fontes primárias de

COMPONENTES QUÍMICOS

COMPONENTES QUÍMICOS ✓ carboidratos • Chamados de açúcares ou glicídios que são fontes primárias de energia

carboidratos

Chamados de açúcares ou glicídios que são fontes primárias de

energia; são formados por monômeros (monossacarídeos) que podem se associar a outros tornando-se mais complexos (polissacarídeos);

Os polissacarídeos podem ser de reserva (amido e glicogênio) ou

estruturais (celulose ou quitina)

; • Os polissacarídeos podem ser de reserva (amido e glicogênio) ou estruturais (celulose ou quitina)
CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS MONOSSACARÍDEOS • São compostos com uma fórmula geral C n (H 2

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS

MONOSSACARÍDEOS

São compostos com uma fórmula geral C n (H 2 O), que não podem ser hidrolisados a compostos mais simples.

Contêm de três a seis átomos de carbono.

Exemplos: Glicose, Frutose e Galactose

Glicose é o mais importante dos três e é utilizada pelas células como fonte imediata de energia.

e Galactose • Glicose é o mais importante dos três e é utilizada pelas células como
e Galactose • Glicose é o mais importante dos três e é utilizada pelas células como
CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS MONOSSACARÍDEOS

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS

MONOSSACARÍDEOS

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS MONOSSACARÍDEOS
UTILIZAÇÃO DA GLICOSE • A glicose é utilizada de três maneiras: ✓ pode ser queimada

UTILIZAÇÃO DA GLICOSE

A glicose é utilizada de três maneiras:

pode ser queimada imediatamente como

pode ser armazenada como glicogênio para queima posterior.

pode ser armazenada sob a forma de gordura.

combustível.

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS DISSACARÍDEOS OU OLIGOSSACARÍDEOS • São açúcares duplos, contendo duas moléculas

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS

DISSACARÍDEOS OU OLIGOSSACARÍDEOS

São açúcares duplos, contendo duas moléculas de monossacarídeos.

Na grande maioria são compostos

cristalinos, solúveis em água e de sabor

doce.

Exemplos: Sacarose, Lactose e Maltose.

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS DISSACARÍDEOS OU OLIGOSSACARÍDEOS

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS

DISSACARÍDEOS OU OLIGOSSACARÍDEOS

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS DISSACARÍDEOS OU OLIGOSSACARÍDEOS
CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS POLISSACARÍDEOS • São formadas por três ou mais moléculas de açúcares. •

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS

POLISSACARÍDEOS

São formadas por três ou mais moléculas de

açúcares.

Podem ser chamadas de glicanas.

Os três polissacarídeos de interesse para nós são o

amido, o glicogênio e a celulose.

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS POLISSACARÍDEOS

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS

POLISSACARÍDEOS

CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS POLISSACARÍDEOS
LIPÍDIOS • São álcool • São as gorduras, ceras e óleos compostos de união de

LIPÍDIOS

São

álcool São as gorduras, ceras e óleos

compostos

de

união

de

Insolúveis na água.

ácido

graxo

e

Os lipídios mais comuns encontrados no nosso

organismo são os triglicerídeos, os fosfolipídios

e os esteroides.

ONDE SÃO ENCONTRADOS • Associados a membrana; • Transportados pelo plasma; • Barreira hidrofóbica

ONDE SÃO ENCONTRADOS

Associados a membrana;

Transportados pelo plasma;

Barreira hidrofóbica (impermeabilização- ceras) Funções reguladoras ou de coenzimas (óleos);

Controle da homeostase do corpo (gorduras)

A maioria dos componentes não proteicos.

Lipídios Simples Complexos Cerídeos Glicerídeos Fosfatídeos Cerebrosídeos

Lipídios

Lipídios Simples Complexos Cerídeos Glicerídeos Fosfatídeos Cerebrosídeos
Simples Complexos
Simples
Complexos
Cerídeos Glicerídeos
Cerídeos
Glicerídeos

Fosfatídeos

Cerebrosídeos

Lipídeos
Lipídeos

COMPONENTES QUÍMICOS

Têm reduzida solubilidade em água e elevada solubilidade em solventes orgânicos.

Podem ser:

1. Glicerídeos (ésteres do álcool glicerol e de ácidos gordos) são reservas de energia

glicerol e de ácidos gordos) são reservas de energia 2. Ceras ( ésteres do álcool glicerol

2. Ceras (ésteres do álcool glicerol e de ácidos gordos com alcóois de cadeia mais longa)

proteção;

3. Esteróis tem estrutura cíclica e função reguladora

4. Fosfolipídeos (lipídeos com fósforo) formam a membrana plasmática

tem estrutura cíclica e função reguladora 4. Fosfolipídeos ( lipídeos com fósforo) formam a membrana plasmática
Triglicerideos ➢ Plantas e animais; ➢ São triésteres de glicerol com ácidos graxos; ➢ Reserva

Triglicerideos

Plantas e animais;

São triésteres de glicerol com ácidos graxos;

Reserva de energia em animais;

Formam CO 2 e H 2 O na célula.

Fosfolipídeos

Contêm ácidos graxos unidos a uma molécula de glicerol. São os principais componentes das membranas celulares

GLICOLIPÍDIOS ➢ Todas as membranas do corpo. ➢ Camada externa da membrana plasmática. ➢ Regulação

GLICOLIPÍDIOS

Todas as membranas do corpo. Camada externa da membrana plasmática. Regulação das interações. Fonte de antígenos do grupo sanguíneo. Receptores para toxinas.

Esterídeos ou esteroides : São lipídios complexos formados por ácidos graxos superiores e álcool policíclico

Esterídeos ou esteroides :

Esterídeos ou esteroides : São lipídios complexos formados por ácidos graxos superiores e álcool policíclico

São lipídios complexos formados por

ácidos graxos superiores e

álcool

policíclico (esterol).

Testosterona, Progesterona, Estrógenos; Vitaminas D,E,K;

Aldosterona, cortisona.

* Colesterol

PROTEÍNAS São polímeros formados por monômeros chamados aminoácidos. Quando aminoácidos se unem, formam um

PROTEÍNAS

São polímeros formados por monômeros chamados

aminoácidos. Quando aminoácidos se unem, formam um polipetídio.

Quando aminoácidos se unem, formam um polipetídio. funções: - estrutural – formam os componentes
Quando aminoácidos se unem, formam um polipetídio. funções: - estrutural – formam os componentes

funções:

- estrutural formam os componentes celulares

(colágeno, queratina, osseína);

- enzimática: promovem reações químicas (enzimas: lipases, amilase salivar, pepsina)

De

acordo

com

as

-de movimento (contração muscular) – actina e miosina. -de transporte: hemoglobina e mioglobina. -Hormonal: insulina

-de movimento (contração muscular) actina e

miosina.

-de transporte: hemoglobina e mioglobina.

-Hormonal: insulina -de coagulação: fibrinogênio

Quanto à composição:

Proteínas simples

Ex. albuminas, globulinas

Proteínas conjugadas

Ex.

hemoproteínas,

glicoproteínas

lipoproteínas,

✓ Proteínas •
✓ Proteínas

COMPONENTES QUÍMICOS

São estruturais e enzimáticos com monômeros são os

aminoácidos;

Catálise - catalisadores biológicos (enzimas)

Regulador - . Regulam as funções celulares (enzima e hormônios)

Defesa.- anticorpos ou imunoglobulinas;

Transportadoras - circulação de substâncias até as células;

Suporte estrutura das células e tecidos (colágeno nos tendões e

ossos, a reticulina e a elastina nos vasos sanguíneos, actina e

miosina nas células musculares, etc).

Revestimento - alfa e beta-queratinas - pelos, lã, cabelos, penas,

bicos, escamas, cascos, armações, etc.

Reserva em sementes (cereais ou leguminosas, por exemplo) ou em ovos de animais (albumina na clara e vitelina na gema) ou no leite (caseína e lactalbumina).

Lubrificantes - articulações animais

VITAMINAS • São compostos orgânicos imprescindíveis para algumas reações metabólicas específicas, requeridos

VITAMINAS

São compostos orgânicos imprescindíveis para algumas reações metabólicas

específicas, requeridos pelo corpo em

quantidades mínimas para realizar funções

celulares.

São usualmente classificadas em dois grupos com base na sua solubilidade,

estabilidade, ocorrência em alimentos.

CLASSIFICAÇÃO • HIDROSSOLÚVEIS São vitaminas solúveis em água . Tiamina, Riboflavina, Niacina, Biotina,

CLASSIFICAÇÃO

HIDROSSOLÚVEIS São vitaminas solúveis em água.

Tiamina, Riboflavina, Niacina, Biotina, Ácido

Pantotênico, Ácido Fólico, Cobalamina, Peridoxida e Ácido Ascórbico.

LIPOSSOLÚVEIS

São as vitaminas solúveis em lipídios e não- solúveis em água.

Vitamina A, D, E e K.

FUNÇÕES • Agem muitas vezes como coenzimas ou como parte de enzimas responsáveis por reações

FUNÇÕES

Agem muitas vezes como coenzimas ou como parte de enzimas responsáveis por

reações químicas essenciais à saúde

humana.

Mantêm a saúde ideal e a prevenção de doenças crônicas.

MACETE • Vitaminas e doenças ocasionadas pela sua falta: • Vitamina A : cegueirA noturnA

MACETE

Vitaminas e doenças ocasionadas pela sua falta:

Vitamina A: cegueirA noturnA

Vitamina B: Béri Béri

Vitamina C: esCorbuto

Vitamina D: raquiDismo (qual é a letra que lembra

mais o T do raquitismo?)

Vitamina E: deixa EstÉril

Vitamina K: problemas de Koagulação

ÁCIDOS NUCLÉICOS

ÁCIDOS NUCLÉICOS

ÁCIDOS NUCLÉICOS
ÁCIDOS NUCLÉICOS
DEFINIÇÕES ⚫ NUCLEOTÍDEOS: É unidade estrutural dos nucléicos (DNA e RNA), por bases ou pirimídicas

DEFINIÇÕES

NUCLEOTÍDEOS:

É

unidade

estrutural

dos

nucléicos (DNA e RNA),

por bases

ou

pirimídicas (C, T), ribose

purinas

constituídos

básica

ácidos

(A,

G)

ou

desoxirribose

e

ainda

grupamento

fosfato.

(C, T), ribose purinas constituídos básica ácidos (A, G) ou desoxirribose e ainda grupamento fosfato .
Os nucleotídeos de DNA contêm o açúcar desoxirribose e as bases nitrogenadas: timina (T), adenina(A),
Os nucleotídeos de DNA contêm o açúcar desoxirribose e as bases nitrogenadas: timina (T), adenina(A),

Os nucleotídeos de

DNA contêm o açúcar

desoxirribose e as

bases nitrogenadas:

timina (T), adenina(A),

citosina (C) e guanina (G) .

DNA

Ácido Desoxirribonucleico material genético da célula, formado por duas cadeias polinucleotídicas unidas

por pontes de hidrogênio e

dispostas em hélice.

da célula, formado por duas cadeias polinucleotídicas unidas por pontes de hidrogênio e dispostas em hélice.
RNA Ácido ribonucléico O RNA não possui a base nitrogenada Timina, em seu lugar está

RNA

Ácido ribonucléico

O RNA não possui a base nitrogenada

Timina, em seu lugar está presente a

Uracila. O açúcar presente no RNA é

a ribose.

A molécula de RNA é constituída por

apenas uma cadeia polinucleotídica

Há três tipos de RNA:

- RNAm contém a informação genética

- RNAt transporta aminoácidos

- RNAr Forma os ribossomo

- RNAm – contém a informação genética - RNAt – transporta aminoácidos - RNAr – Forma
DNA Seu comprimento linear seria de 2 m de comprimento. É um polímero formado por

DNA

Seu comprimento linear seria de 2 m de

comprimento.

É um polímero formado por

nucleotídeos, sendo o açúcar

desoxirribose e as bases purinas

e pirimídicas (C, T, G, A),

proporcionando formação de

uma fita dupla.

Para memorizar as bases nitrogenadas e diferenciá-las, guarde: • PULGA (pulga): PU=púrica, G=guanina, A= adenina;

Para memorizar as bases nitrogenadas e diferenciá-las, guarde:

PULGA (pulga): PU=púrica, G=guanina, A=

adenina;

PITUCa (pituca): PI=pirimidina, T= timina,

U=uracila e C= citosina;

A ADENINA SE LIGA COM A TIMINA E A GUANINA COM A CITOSINA

A ADENINA SE LIGA COM A TIMINA

E A GUANINA COM A CITOSINA

RNA Está envolvido em decifrar a informação do DNA e carregar sua instrução. Assim como

RNA

Está envolvido em decifrar a informação do DNA e

carregar sua instrução.

Assim

como

o

DNA,

o

RNA

também

é

composto

por

nucleotídeos, porém difere em

certos aspectos:

O açúcar é uma ribose;

A base pirimídica timina é

substituída pela uracila ;

Forma somente fita de RNA

simples, isto implica que haverá

uma porcentagem diferente de

A com T e C com G

uracila ; • Forma somente fita de RNA simples, isto implica que haverá uma porcentagem diferente
Citologia aula 3 Professor(a) Janyra Oliveira Costa Bioforense Projetos Educacionais
Citologia aula 3
Citologia
aula 3

Professor(a) Janyra Oliveira Costa Bioforense Projetos Educacionais

COMPONENTES Componentes do citoplasma: citoesqueleto; microtúbulos; microfilamentos; organelas celulares.
COMPONENTES
COMPONENTES

Componentes do citoplasma:

COMPONENTES Componentes do citoplasma: citoesqueleto; microtúbulos; microfilamentos; organelas celulares.

citoesqueleto;

microtúbulos;

microfilamentos;

organelas celulares.

COMPONENTES Componentes do citoplasma Organelas celulares: são estruturas especializadas na realização de funções no

COMPONENTES

Componentes do citoplasma

Organelas celulares:

são estruturas especializadas na realização

de funções no citoplasma.

São elas:

na realização de funções no citoplasma. São elas: ribossomos; retículo endoplasmático; complexo golgiense;

ribossomos; retículo endoplasmático; complexo golgiense; lisossomos;

mitocôndrias;

peroxissomos;

centríolos;

plastos;

vacúolos.

COMPONENTES Organelas celulares NUTRIÇÃO Lisossomos: função: autofagia. Digestão ou

COMPONENTES

Organelas celulares

NUTRIÇÃO

Lisossomos:

função:

autofagia.

Digestão

ou

COMPONENTES Organelas celulares NUTRIÇÃO Lisossomos: função: autofagia. Digestão ou
COMPONENTES Organelas celulares NUTRIÇÃO Lisossomos: função: autofagia. Digestão ou
COMPONENTES NUTRIÇÃO E PRODUÇÃO DE ENERGIA

COMPONENTES

NUTRIÇÃO E PRODUÇÃO DE ENERGIA

COMPONENTES NUTRIÇÃO E PRODUÇÃO DE ENERGIA
COMPONENTES Organelas celulares Energia - Mitocôndrias:

COMPONENTES Organelas celulares

Energia - Mitocôndrias:

COMPONENTES Organelas celulares Energia - Mitocôndrias:
Mitocôndrias: • Teoria endossimbiótica; • Herança matrilínia • Variável em quantidade; COMPONENTES

Mitocôndrias:

Teoria endossimbiótica;

Herança matrilínia

Variável em quantidade;

COMPONENTES

Mitocôndrias: • Teoria endossimbiótica; • Herança matrilínia • Variável em quantidade; COMPONENTES
COMPONENTES Organelas celulares Ribossomos: Livres ou aderidos a membranas.   Individuais ou

COMPONENTES

Organelas celulares

Ribossomos:

Livres

ou

aderidos

a

membranas.

 

Individuais

ou

em

grupo

Organelas celulares Ribossomos: Livres ou aderidos a membranas.   Individuais ou em grupo
COMPONENTES Organelas celulares Ribossomos LIVRES: Sintetizam proteínas: • Do citoplasma • Do núcleo

COMPONENTES

Organelas celulares

Ribossomos LIVRES:

Sintetizam proteínas:

Do citoplasma

Do núcleo

De

novos

ribossomos

.

LIVRES: Sintetizam proteínas: • Do citoplasma • Do núcleo • De novos ribossomos .
COMPONENTES Organelas celulares Ribossomos do RER: Sintetizam proteínas para: • O próprio retículo ; •

COMPONENTES

Organelas celulares

Ribossomos do RER:

Sintetizam proteínas para:

O próprio retículo ;

O C. Golgiense.

Dos lisossomos

Das membranas da célula.

Para

exportação,

como

nas

células de glândulas.

C. Golgiense. • Dos lisossomos • Das membranas da célula. • Para exportação, como nas células
COMPONENTES Organelas celulares

COMPONENTES

Organelas celulares

COMPONENTES Organelas celulares
COMPONENTES Código genético universal

COMPONENTES Código genético universal

COMPONENTES Código genético universal
COMPONENTES Organelas celulares Retículo endoplasmático:

COMPONENTES

Organelas celulares

Retículo endoplasmático:

COMPONENTES Organelas celulares Retículo endoplasmático:
COMPONENTES Organelas celulares Retículo endoplasmático: constitui um sistema de membranas duplas e lipoproteicas que

COMPONENTES

Organelas celulares

Retículo endoplasmático:

constitui um sistema de

membranas duplas e lipoproteicas que formam canais ou vesículas; pode ser rugoso ou liso;

função:

síntese

de

proteínas

e

síntese

de

lipídios.

ou vesículas; pode ser rugoso ou liso; função: síntese de proteínas e síntese de lipídios.
COMPONENTES Organelas celulares Ribossomos do RER síntese:

COMPONENTES

Organelas celulares

Ribossomos do RER síntese:

COMPONENTES Organelas celulares Ribossomos do RER síntese:
Chaperonas
Chaperonas
COMPONENTES Organelas celulares Retículo endoplasmático rugoso RER: • Modificações pós-traducionais

COMPONENTES

Organelas celulares

Retículo endoplasmático rugoso RER:

Modificações pós-traducionais

COMPONENTES Organelas celulares Retículo endoplasmático rugoso RER: • Modificações pós-traducionais
COMPONENTES Organelas celulares Relação do golgiense: RE com Complexo https://www.youtube.com/watch?v=N7WutbMim1E

COMPONENTES

Organelas celulares

Relação

do

golgiense:

RE

com

Complexo

https://www.youtube.com/watch?v=N7WutbMim1E

COMPONENTES Organelas celulares Relação do golgiense: RE com Complexo https://www.youtube.com/watch?v=N7WutbMim1E
COMPONENTES Organelas celulares Complexo golgiense: síntese de polissacarídeos e glicoproteínas.

COMPONENTES Organelas celulares

Complexo golgiense:

COMPONENTES Organelas celulares Complexo golgiense: síntese de polissacarídeos e glicoproteínas.
COMPONENTES Organelas celulares Complexo golgiense: síntese de polissacarídeos e glicoproteínas.

síntese de polissacarídeos e glicoproteínas.

COMPONENTES Organelas celulares Complexo golgiense: Outras funções: armazena proteína, sintetiza hormônios sexuais,

COMPONENTES Organelas celulares

Complexo golgiense:

Outras funções:

armazena proteína,

sintetiza hormônios

sexuais, formação dos

lisossomos.

Complexo golgiense: Outras funções: armazena proteína, sintetiza hormônios sexuais, formação dos lisossomos.
COMPONENTES Organelas celulares Peroxissomos: Etanol OXIDASE Água oxigenada (tóxica)

COMPONENTES

COMPONENTES Organelas celulares Peroxissomos: Etanol OXIDASE Água oxigenada (tóxica)

Organelas celulares

Peroxissomos:

Etanol

Etanol OXIDASE Água oxigenada (tóxica)

OXIDASE

Água oxigenada (tóxica)

COMPONENTES Retículo endoplasmático liso REL:  síntese de ácidos graxos e hormônios esteroides  degradação

COMPONENTES

Retículo endoplasmático liso REL:

síntese de ácidos graxos e hormônios esteroides

degradação de substâncias tóxicas;

segregação de porções celulares envelhecidas;

armazenamento de íons cálcio (céls

tóxicas;  segregação de porções celulares envelhecidas;  armazenamento de íons cálcio (céls musculares);

musculares);

tóxicas;  segregação de porções celulares envelhecidas;  armazenamento de íons cálcio (céls musculares);
COMPONENTES Organelas celulares Centríolos: são organelas não membranosas que têm capacidade de

COMPONENTES

Organelas celulares

Centríolos:

são

organelas

não

membranosas

que

têm

capacidade

de

autoduplicação;

cada

centríolo

é

constituído

por

27

organizados

em 9 grupos de 3; função: organizar o fuso

mitótico e formar cílios e

flagelos.

microtúbulos

por 27 organizados em 9 grupos de 3; função: organizar o fuso mitótico e formar cílios
COMPONENTES

COMPONENTES

COMPONENTES
Citologia aula 4 Professor(a) Janyra Oliveira Costa Bioforense Projetos Educacionais
Citologia aula 4
Citologia
aula 4

Professor(a) Janyra Oliveira Costa Bioforense Projetos Educacionais

NÚCLEO

NÚCLEO

NÚCLEO
NÚCLEO Descoberto em 1833 por Robert Brown. Posição Funções básicas.

NÚCLEO

Descoberto em 1833 por Robert Brown.NÚCLEO Posição Funções básicas.

PosiçãoNÚCLEO Descoberto em 1833 por Robert Brown. Funções básicas.

Funções básicas.NÚCLEO Descoberto em 1833 por Robert Brown. Posição

NÚCLEO Descoberto em 1833 por Robert Brown. Posição Funções básicas.
Hepatócito NÚCLEO epiteliais
Hepatócito NÚCLEO epiteliais

Hepatócito

NÚCLEO

Hepatócito NÚCLEO epiteliais

epiteliais

NÚCLEO GENOMA

NÚCLEO

NÚCLEO GENOMA

GENOMA

CICLO CELULAR

CICLO CELULAR

CICLO CELULAR
MATERIAL GENÉTICO

MATERIAL GENÉTICO

MATERIAL GENÉTICO
MATERIAL GENÉTICO TRANSMISSÃO

MATERIAL GENÉTICO

MATERIAL GENÉTICO TRANSMISSÃO

TRANSMISSÃO

MATERIAL GENÉTICO TRANSMISSÃO
MATERIAL GENÉTICO TRANSMISSÃO
+

+

+
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO IPC – CADA CÉLULA TEM CERCA DE 2 METROS DE DNA
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO IPC – CADA CÉLULA TEM CERCA DE 2 METROS DE DNA

IPC CADA CÉLULA TEM CERCA DE 2 METROS DE DNA

NÚCLEO INTERFÁSICO
NÚCLEO INTERFÁSICO
NÚCLEO INTERFÁSICO
NÚCLEO

NÚCLEO

NÚCLEO
NÚCLEO
NÚCLEO

NÚCLEO

NÚCLEO
NÚCLEO

NÚCLEO

NÚCLEO
CONDENSANDO
CONDENSANDO
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO
LOCUS GÊNICO e HOMÓLOGOS
LOCUS GÊNICO e HOMÓLOGOS
LOCUS GÊNICO e HOMÓLOGOS
Número de ploidia . CROMOSSOMO Espécie Número de Cromossomos Humana 46 Milho 20 Ervilha 14

Número de ploidia

.

CROMOSSOMO

Espécie

Número de Cromossomos

Humana

46

Milho

20

Ervilha

14

Drosophila

8

Dália

64

Tatu

64

Cavalo

64

CARIÓTIPO

CARIÓTIPO

CARIÓTIPO
CROMOSSOMO
CROMOSSOMO

o número básico de cromossomos de uma espécie.

CROMOSSOMO o número básico de cromossomos de uma espécie. “n” • Células diplóides terão em seu

“n”

Células diplóides terão em seu núcleo “2 n” cromossomos =

“2n”

Células haplóides terão a metade do n° de cromossomos da sp = céls.

“n”

células

.

Espécie

Número de Cromossomos

Humana

46

Milho

20

Ervilha

14

Drosophila

8

Dália

64

Tatu

64

Cavalo

64

CARIÓTIPO

CARIÓTIPO

CARIÓTIPO
CARIÓTIPO 22 pares – autossômicos 23º par - sexual

CARIÓTIPO

22 pares autossômicos 23º par - sexual

CARIÓTIPO 22 pares – autossômicos 23º par - sexual
SÍNTESE PROTEICA

SÍNTESE PROTEICA

SÍNTESE PROTEICA
SÍNTESE PROTEICA • Divide-se em Transcrição e Tradução ; • Regulada pela RNA polimerase

SÍNTESE PROTEICA

Divide-se em Transcrição e Tradução;

Regulada pela RNA polimerase

SÍNTESE PROTEICA • Divide-se em Transcrição e Tradução ; • Regulada pela RNA polimerase
SÍNTESE PROTEICA

SÍNTESE

PROTEICA

SÍNTESE PROTEICA
TRADUÇÃO aa livre Gly Ribossomo Phe His His Glu Asp Proteína Met Ala Cys tRNA

TRADUÇÃO

aa livre

Gly Ribossomo Phe His His Glu Asp Proteína Met Ala Cys tRNA 5’ 3’ A
Gly
Ribossomo
Phe
His
His
Glu
Asp
Proteína
Met
Ala
Cys
tRNA
5’
3’
A U G G C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A
Molécula de mRNA
Direção do avanço do ribossomo
Direção do avanço do ribossomo

codon

TRADUÇÃO aa livre Gly Phe His His Glu Met Ala Cys Asp tRNA 5’ 3’

TRADUÇÃO

aa livre

Gly Phe His His Glu Met Ala Cys Asp tRNA 5’ 3’ A U G
Gly
Phe
His
His
Glu
Met
Ala
Cys
Asp
tRNA
5’
3’
A U G G C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A
Molécula de mRNA
Direção do avanço do ribossomo
Direção do avanço do ribossomo

codon

TRADUÇÃO aa livre Gly Phe His His Met Ala Cys Asp Glu tRNA 5’ 3’

TRADUÇÃO

aa livre

Gly Phe His His Met Ala Cys Asp Glu tRNA 5’ 3’ A U G
Gly
Phe
His
His
Met
Ala
Cys
Asp
Glu
tRNA
5’
3’
A U G G C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A
Molécula de mRNA
Direção do avanço do ribossomo
Direção do avanço do ribossomo

codon

TRADUÇÃO aa livre Met Gly His His Ala Cys Asp Glu Phe 5’ 3’ A

TRADUÇÃO

aa livre

Met Gly His His Ala Cys Asp Glu Phe 5’ 3’ A U G G
Met
Gly
His
His
Ala
Cys
Asp
Glu
Phe
5’
3’
A U G G C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A
Molécula de mRNA
Direção do avanço do ribossomo
Direção do avanço do ribossomo

codon

TRADUÇÃO aa livre Met Ala Cys Asp codon Glu Phe Gly 3’ A U G

TRADUÇÃO

aa livre

Met

Ala

Cys

Asp

codon

TRADUÇÃO aa livre Met Ala Cys Asp codon Glu Phe Gly 3’ A U G G
TRADUÇÃO aa livre Met Ala Cys Asp codon Glu Phe Gly 3’ A U G G
Glu Phe Gly 3’ A U G G C A U G C G A
Glu
Phe
Gly
3’
A U G G C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A

5

Molécula de mRNA

Direção do avanço do ribossomo
Direção do avanço do ribossomo

https://www.youtube.com/watch?v=P5fm3He_pds

https://www.youtube.com/watch?v=0dXA4PgZOac

VARIAÇÕES GENÉTICAS VARIAÇÕES GENÉTICAS Acontecem no nosso DNA Células germinativas Passa para os filhos Ex.

VARIAÇÕES GENÉTICAS

VARIAÇÕES GENÉTICAS

VARIAÇÕES GENÉTICAS VARIAÇÕES GENÉTICAS Acontecem no nosso DNA Células germinativas Passa para os filhos Ex. cor

Acontecem no nosso DNA

Células germinativas

Passa para os filhos

Ex. cor dos olhos

Células somáticas

Não passa para

os filhos

Ex. câncer

HEREDITARIEDADE

HEREDITARIEDADE

HEREDITARIEDADE
DIVISÃO IGUALITÁRIA

DIVISÃO IGUALITÁRIA

DIVISÃO IGUALITÁRIA
DIVISÃO IGUALITÁRIA
DIVISÃO IGUALITÁRIA
DIVISÃO CELULAR

DIVISÃO CELULAR

DIVISÃO CELULAR
CICLO CELULAR • Intérfase + fase M (mitose ou meiose) • Intérfase: a célula não

CICLO CELULAR

Intérfase + fase M (mitose ou meiose) Intérfase: a célula não está em divisão

Mitose e Meiose: a célula está em divisão

M (mitose ou meiose) • Intérfase: a célula não está em divisão • Mitose e Meiose:
• FASES DA DIVISÃO CICLO CELULAR • PRO MET o a ANA TELO fonar.

FASES DA DIVISÃO

CICLO CELULAR

• FASES DA DIVISÃO CICLO CELULAR • PRO MET o a ANA TELO fonar.

PROMETo a ANA TELOfonar.

CICLO CELULAR  Períodos

CICLO CELULAR

 Períodos
 Períodos
CICLO CELULAR

CICLO CELULAR

CICLO CELULAR
Mitose

Mitose

Mitose
CICLO CELULAR

CICLO CELULAR

CICLO CELULAR
G1 – • Crescimento celular CICLO CELULAR •Aumento do número de organelas •Intensa síntese de

G1

Crescimento celular

CICLO CELULAR

•Aumento do número de organelas

•Intensa síntese de RNA e proteínas

•Cromossomos simples (não estão duplicados)

S

Duplicação de DNA e centríolos

G2 ponto de checagem

todo o DNA foi duplicado? Cresceu o suficiente?

REPLICAÇÃO

REPLICAÇÃO

REPLICAÇÃO
MITOSE

MITOSE

MITOSE
PRÓFASE DIVISÃO

PRÓFASE

DIVISÃO

PRÓFASE DIVISÃO
METÁFASE DIVISÃO

METÁFASE

DIVISÃO

METÁFASE DIVISÃO
APARELHO MITÓTICO

APARELHO MITÓTICO

APARELHO MITÓTICO
APARELHO MITÓTICO
APARELHO MITÓTICO
ANÁFASE DIVISÃO

ANÁFASE

DIVISÃO

ANÁFASE DIVISÃO
TELÓFASE DIVISÃO https://www.youtube.com/watch?v=gV4wytyyqKU

TELÓFASE

DIVISÃO

TELÓFASE DIVISÃO https://www.youtube.com/watch?v=gV4wytyyqKU

https://www.youtube.com/watch?v=gV4wytyyqKU

MEIOSE  Células germinativas
MEIOSE
 Células germinativas
MEIOSE  Células germinativas
MEIOSE

MEIOSE

MEIOSE  Profase I condensação

MEIOSE

 Profase I
 Profase I

condensação

MEIOSE  Profase I condensação

MEIOSE

 Profase I
 Profase I
MEIOSE  Profase I condensação

condensação

MEIOSE  Profase I SINAPSE

MEIOSE

 Profase I
 Profase I
MEIOSE  Profase I SINAPSE

SINAPSE

MEIOSE  Profase I QUIASMAS

MEIOSE

 Profase I
 Profase I
MEIOSE  Profase I QUIASMAS

QUIASMAS

MEIOSE  Profase I SEPARAÇÃO

MEIOSE

 Profase I
 Profase I

SEPARAÇÃO

MEIOSE  Profase I TERMINALIZAÇÃO

MEIOSE

 Profase I
 Profase I
MEIOSE  Profase I TERMINALIZAÇÃO

TERMINALIZAÇÃO

Variabilidade Meiose

Variabilidade

Meiose

Variabilidade Meiose
MEIOSE METÁFASE I Cromossomos Homólogos Fibras do fuso

MEIOSE

METÁFASE I

Cromossomos

Homólogos

MEIOSE METÁFASE I Cromossomos Homólogos Fibras do fuso

Fibras do fuso

MEIOSE ANÁFASE I Homólogos duplicados A Segregação Independente dos homólogos Promove variabilidade genética

MEIOSE

ANÁFASE I

MEIOSE ANÁFASE I Homólogos duplicados A Segregação Independente dos homólogos Promove variabilidade genética

Homólogos duplicados

A Segregação

Independente dos

homólogos

Promove variabilidade

genética

DISJUNÇÃO

NÚMERO DE CROMOSSOMOS

MEIOSE TELÓFASE I Novos núcleos Divisão citoplasmática (citocinese)

MEIOSE

TELÓFASE I

MEIOSE TELÓFASE I Novos núcleos Divisão citoplasmática (citocinese)
MEIOSE TELÓFASE I Novos núcleos Divisão citoplasmática (citocinese)

Novos núcleos

Divisão citoplasmática (citocinese)

PRÓFASE II MEIOSE II Condensação dos cromossomos

PRÓFASE II

MEIOSE II

PRÓFASE II MEIOSE II Condensação dos cromossomos

Condensação dos

cromossomos

METÁFASE II MEIOSE II Cromossomos não homólogos pareados lado a lado na placa equatorial

METÁFASE II

MEIOSE II

METÁFASE II MEIOSE II Cromossomos não homólogos pareados lado a lado na placa equatorial
METÁFASE II MEIOSE II Cromossomos não homólogos pareados lado a lado na placa equatorial

Cromossomos não homólogos pareados lado a lado na placa equatorial

ANÁFASE II MEIOSE II Separação das cromátides irmãs

ANÁFASE II

MEIOSE II

ANÁFASE II MEIOSE II Separação das cromátides irmãs

Separação das cromátides irmãs

TELÓFASE II MEIOSE II Novos núcleos (haplóides) Divisão citoplasmática (citocinese)

TELÓFASE II

MEIOSE II

Novos núcleos (haplóides)

TELÓFASE II MEIOSE II Novos núcleos (haplóides) Divisão citoplasmática (citocinese)

Divisão citoplasmática

(citocinese)

https://www.youtube.com/watch?v=rFCdh-Xpb9c

MITOSE/MEIOSE CARACTERÍSTICA MITOSE MEIOSE DESCOBERTA Walther Flemming Oscar Hertwig DIVISÕES Uma

MITOSE/MEIOSE

CARACTERÍSTICA

MITOSE

MEIOSE

DESCOBERTA

Walther Flemming

Oscar Hertwig

DIVISÕES

Uma vez

Duas vezes

REPRODUÇÃO

Assexuada

Sexuada

CÉLULAS-FILHAS

Duas 2n

Quatro n

COMPOSIÇÃO GENÉTICA

Idêntica

Recombinada

FASES

Quatro

Oito

OCORRÊNCIA

Todos

Animais, plantas e fungos

EMPARELHAMENTO

DE

Ausente

Presente

HOMÓLOGOS

QUANTIDADE

DE

Igual

Metade

CROMOSSOMOS

DIVISÃO DE CENTRÍOLOS

Anáfase

Anáfase II

GERAÇÃO DE CÉLULAS

Todas, exceto sexual

Apenas sexual

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia CITOLOGIA Antonie Van Leeuwenhoek e Zacharias

CITOLOGIA Prof. Janyra Oliveira-Costa Técnico de Necropsia

CITOLOGIA Antonie Van Leeuwenhoek e Zacharias Jansen desenvolveram no século XVI os primeiros microscópios ópticos e, a partir daí, vários modelos foram construídos, entre os quais aquele que possibilitou que Robert Hooke, em 1663, visualizasse a célula pela primeira vez em um pedaço de cortiça e apresentasse a novidade a seus colegas da Royal Society de Londres, nascendo a CITOLOGIA. Citologia é o estudo da célula. A célula é a unidade biológica e funcional dos organismos vivos.

Vírus De acordo com a teoria celular, todos os seres vivos possuem células, exceto os vírus. Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios, causadores de doenças no homem e em todos os outros seres vivos. Basicamente, são formados por uma cápsula proteica, chamada de capsídio, que contém em seu interior uma molécula de ácido nucleico, DNA ou RNA, nunca ambos. Não possuem as proteínas necessárias para a duplicação do ácido nucleico nem o equipamento necessário para a síntese da nova cápsula, por isso, é um parasita intracelular obrigatório e só pode se multiplicar no interior de outra célula viva. Cada vírus ataca apenas um tipo de célula, essa especificidade está relacionada com a ligação das proteínas da cápsula com receptores da membrana plasmática da célula hospedeira.

CÉLULAS São unidades básicas dos organismos complexos ou a sua estrutura morfológica e funcional. São as menores unidades das matérias vivas, capazes de uma existência independente e de reproduzir, contém uma massa de protoplasma envolto por membrana, usualmente contendo núcleo e capaz de existência independente. Dentre os seres vivos formados por células, há unicelulares, como as bactérias, e multicelulares, como os animais e as plantas. Como a estrutura fundamental da célula é bastante semelhante em todos os níveis de organização, ela é considerada a menor unidade estrutural, morfológica e funcional dos seres vivos, nela a vida se manifesta de forma independente e ativa, sendo capaz de uma existência independente e de reproduzir. Possuem diversidade de origens, tamanhos, formas, ciclo vital e funções, além de serem dotadas de incrível dinâmica. Com relação ao tamanho, geralmente, são microscópicas. Quanto à forma, as células são dotadas de grande dinamismo e apresentam formas extremamente variáveis. A grande maioria das células possui forma constante (cúbica, esférica, prismática, estrelada, ramificada, fusiforme e outras), porém algumas modificam continuamente sua forma sendo denominadas polimorfas, como os leucócitos (glóbulos brancos). Normalmente, a forma das células dos animais e vegetais é condicionada pela função que desempenham no organismo. Com relação ao ciclo vital, podemos dizer que as células possuem longevidade muito variável conforme à espécie. No organismo humano, há células que duram muitos anos, já outras têm a sua duração contada em dias e outras, ainda, acompanham o indivíduo por toda sua vida. Sob esse ponto de vista, as células são classificadas em lábeis (células de curta duração, Ex: hemácias), estáveis (podem durar meses ou anos, Ex: células epiteliais) e permanentes (duram toda a vida, Ex: neurônios). Quanto à estrutura, as células podem apresentar dois modelos: o procarionte e o eucarionte, sendo este último do tipo animal e do tipo vegetal.

PROCARIONTES As células procariontes, procariotos ou procarióticas, também chamadas de protocélulas, são muito diferentes das células eucariontes. A sua principal característica é a ausência de carioteca individualizando o núcleo celular, pela ausência de algumas organelas. Possuem DNA na forma de um anel não-associado a proteínas (circular), nas células eucarióticas, DNA se dispõe em filamentos espiralados e associados à histonas. Estas células são desprovidas de mitocôndrias, complexo de Golgi, retículo endoplasmático e membrana nuclear o que faz com que seu DNA fique disperso no citosol. A este grupo pertencem: bactérias e cianófilos (algas cianofíceas, algas azuis ou Cyanobactéria). São tipicamente esféricas, em forma de bastonetes ou espiraladas. Possuem uma camada protetora rígida, denominada parede celular, por dentro da qual está a membrana plasmática, que delimita um compartimento simples contendo o citoplasma, que inclui o DNA. Reproduzem-se rapidamente por fissão. Devido ao grande número e às altas taxas de crescimento, as bactérias podem evoluir rapidamente adquirindo a habilidade de usar novas fontes de alimento ou de resistir a uma nova droga antimicrobiana. São os seres vivos mais numerosos e são encontrados em diversos nichos ecológicos, de lama quente de origem vulcânica ao interior de outros organismos vivos. Podem ser aeróbicos ou anaeróbicos, podendo utilizar como alimento qualquer matéria orgânica.

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia EUCARIONTES Eu (grego) significa verdadeiro,

CITOLOGIA Prof. Janyra Oliveira-Costa Técnico de Necropsia

EUCARIONTES Eu (grego) significa verdadeiro, real; Karion, significa núcleo, âmago. Essas células são mais co mplexas, possuem membrana nuclear individualizada e vários tipos de organelas. Animais e plantas são dotados deste tipo de células. São células que possuem o núcleo bem individualizado e delimitado por envoltório nuclear.

Organização geral da célula eucariótica Células eucariontes apresentam duas partes morfologicamente bem distintas. O CITOPLASMA que é envolto por uma membrana plasmática e o NÚCLEO que possui um envoltório nuclear. O CITOSOL é a porção do citoplasma onde estão imersas as organelas e inclusões, é formado principalmente de água onde encontramos componentes inorgânicos e orgânicos dispersos. Também é chamado de substância fundamental ou matriz citoplasmática. As ORGANELAS são pequenos órgãos da célula, são estruturas ativas que desempenham funções diferentes. Inclusões são componentes de armazenamento da célula como grânulos de proteínas, glicogênio e lipídios. A célula possui organelas membranosas e organelas não membranosas, as organelas membranosas são circundadas por membranas e constituem microcompartimentos intracelulares.

MEMBRANA PLASMÁTICA Serve como barreira não permitindo que o conteúdo da célula escape para o meio circulante. A membrana celular controla e seleciona a troca de substâncias entre a célula e o meio externo. As organelas ou compartimentos intracelulares são envolvidos também por membranas como a MP, porém mantêm características diferentes dependendo da função da organela. Modelo de mosaico fluido

Esse é o modelo de estrutura da membrana plasmática aceito atualmente. Foi proposto por Singer & Nicholson, pela primeira vez em 1972. A membrana plasmática é um mosaico de componentes constituído, principalmente, de fosfolipídios, colesterol e proteínas, que estão em constante movimento com fluidez. Sua estrutura principal é formada por uma bicamada fosfolipídica cuja função estrutural é devida ao fato de serem anfifílicos ou anfipáticos, ou seja, eles têm regiões hidrofílicas e hidrofóbicas. As proteínas estão mergulhadas na dupla camada de lipídios, ocupando parcial ou totalmente a sua espessura, transmembrana. Como as proteínas estão em constante movimento laterais, dando um caráter dinâmico à estrutura, criou-se o termo mosaico fluido. Esta estrutura é chamada de Modelo do Mosaico Fluído.

A molécula de fosfolipídio é formada de uma cabeça polar, localizada na superfície da membrana e duas caudas

longas não polares, de ácidos graxos que se projetam para o centro da MP. Assim, a molécula de fosfolipídeo apresenta

uma cabeça polar, com afinidade pela água - hidrofílica, localizada na superfície da membrana, tanto interna quanto externa, e duas caudas hidrofóbicas, não polares, que se projetam para o centro. As cabeças polares são formadas por glicerol ao qual se liga um grupo nitrogenado positivo através de um grupo fosfato negativo. Possuem um grupo fosfato carregado negativamente, além de um pequeno grupo adicional de diferentes identidades que também pode ser carregado ou polar. Como a água também é u ma molécula polar, ela prontamente forma uma interação eletrostática com as cabeças dos fosfolípidos.

A parte hidrofóbica consiste em suas cadeias longas e apolares de ácidos graxos que podem facilmente interagir

com outras moléculas apolares, mas não com a água que é polar. Essas regiões não polares estão voltadas uma para outra no interior da membrana e formam fracas pontes não covalentes, mantendo a bicamada unida, produzindo uma barreira entre o interior e o exterior da célula, porque água e outras substâncias carregadas ou polares não podem cruzar facilmente o núcleo hidrofóbico da membrana.

Ácidos graxos saturados (com muito hidrogênio) não têm ligações duplas, portanto são cadeias relativamente retas, enquanto ácidos graxos insaturados contêm uma mais ligações duplas, resultando em uma curva ou dobra. Em temperaturas mais baixas, as caudas retas dos ácidos graxos podem se espremer, criando uma membrana densa e bastante rígida. Fosfolipídeos com caudas insaturadas não podem se unir tão firmemente em razão as estruturas encurvadas de suas caudas. Por isso, uma membranas contendo fosfolipídeos insaturados vai ficar mais fluida em temperaturas mais baixas do que uma membrana composta de fosfolipídeos saturados. A maior parte das membranas celulares contém uma mistura de fosfolipídeos, alguns com duas caudas saturadas e outros com uma cauda saturada e outra insaturada. As gorduras são sólidas a temperatura ambiente (saturadas), enquanto os óleos são líquidos (insaturados).

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia Outro lipídio constituinte da membrana é

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Outro lipídio constituinte da membrana é o colesterol, que é composto por quatro anéis de carbono interligados,

é encontrado ao lado dos fosfolipídios no núcleo da membrana. Essa substância ajuda a minimizar os efeitos da

temperatura na fluidez. Em temperaturas baixas, o colesterol aumenta sua fluidez evitando que os fosfolipídios fiquem firmemente juntos, enquanto em altas temperaturas, ele reduz a fluidez, aumentando a amplitude de temperatura em que uma membrana mantém uma fluidez funcional e saudável.

As proteínas estão mergulhadas na dupla camada de lipídios, ocupando parcial ou totalmente a sua espessura, podendo ser integrais ou periféricas. Assim as proteínas podem se estender parcialmente pela membrana plasmática,

cruzar a membrana completamente (transmembrana), ou ficar livremente anexadas às superfícies interna ou externa. As proteínas integrais têm pelo menos uma região hidrofóbica que as ancora no interior hidrofóbico da bicamada de fosfolípidos. Algumas estão apenas parcialmente ancoradas na membrana, enquanto outras estão inseridas de um lado

a outro da membrana e estão expostas nos dois lados. As porções de uma proteína localizadas dentro da membrana são

hidrofóbicas, enquanto aquelas que são expostas para o fluido extracelular ou para o citoplasma tendem a ser hidrofílicas. As proteínas transmembrana podem atravessar a membrana plasmática apenas uma vez ou podem ter até doze seções

diferentes que atravessam a membrana. Algumas proteínas integrais formam um canal que permite a passagem de íons

ou outras pequenas moléculas. Os canais de íons podem ser específicos para um ou mais íons. A seletividade do canal

é dada pelo diâmetro e pelos aminoácidos que compõem o canal, podendo permitir que íons de tamanho e carga similares

passem. Proteínas carreadoras possuem sítios de ligações específicos para determinados substratos, formando canais

de duas portas entre os meios interno e externo, sem criar passagem contínua como os canais iônicos.

O estrato proteico é responsável pela elasticidade e resistência da membrana plasmática, enquanto o estrato

lipídico constitui o esqueleto principal. As proteinas podem funcionar com ação enzimática, transportadora de substâncias

através da membrana ou receptora no reconhecimento de substâncias. O glicocálix tem função de proteger a célula da interação com proteínas inadequadas que possam causar danos, podendo também agir na adesão célula-célula. Os carboidratos são o terceiro maior componente da membrana plasmática, estando presente apenas na superfície externa da membrana, anexados a proteínas, formando glicoproteínas, ou lipídios, formando glicolipídios. Juntamente às proteínas de membrana, esses carboidratos formam marcadores celulares distintos que permite que as células reconheçam umas as outras e que, consequentemente, são muito importantes para o sistema imune, permitindo que células imunitárias diferenciem entre as células do organismo, as quais não devem ser atacadas, e células ou tecidos estranhos, os quais devem ser atacados. Esses componentes formam o glicocálix. O Glicocálix é um revestimento constituído de cadeias de carboidratos que estabelecem ligações covalentes com as proteínas transmembrana e com as moléculas de fosfolipídios do folheto externo. Sua função mais importante é de proteger a célula de interagir com proteínas inadequadas que causam danos químicos e físicos, também agem na adesão célula-célula.

O estrato proteico é responsável pela elasticidade e resistência da membrana plasmática, enquanto o estrato

lipídico constitui o esqueleto principal. As proteinas podem funcionar com ação enzimática, transportadora de substâncias através da membrana ou receptora no reconhecimento de substâncias. O glicocálix tem função de proteger a célula da interação com proteínas inadequadas que possam causar danos, podendo também agir na adesão célula-célula.

Permeabilidade seletiva

O intercâmbio de substâncias através da membrana é possível devido à capacidade denominada permeabilidade

seletiva que seleciona aquilo que entra e sai das células, que é possível graças a sua estrutura química descrita

anteriormente. A entrada de substâncias através da membrana plasmática constitui o processo de ingestão celular. Denominamos permeabilidade a capacidade de uma membrana de ser atravessada por algumas substâncias. Em uma solução há o meio líquido dispersante, denominado solvente, e a substância a ser dissolvida, denominada soluto. Quando uma solução está muito concentrada (com muito soluto) é chamada hipertônica, quando

está pouco concentrada é hipotônica e quando as concentrações se igualam é dita isotônica.Quando a membrana permite

a passagem do solvente e do soluto ele é dita permeável e, quando não permite, impermeável. Denominamos

semipermeável aquela que permite a passagem do solvente, mas não do soluto; e seletivamente permeável quando

permite a passagem do solvente e de alguns tipos de soluto.

A passagem de substâncias através das membranas celulares envolve vários mecanismos. Existe uma relação

direta entre a solubilidade das substâncias nos lipídios da membrana plasmática e sua capacidade de penetração nas células, pois compostos hidrofóbicos, solúveis nos lipídios, atravessam facilmente a membrana, tais como: ácidos graxos, hormônios esteroides e anestésicos. Enquanto compostos hidrofílicos (insolúveis nos lipídios) têm dificuldade de penetrar nas células. Há dois mecanismos básicos de transporte de substâncias através da membrana: transporte passivo e ativo.

• Transporte passivo CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia As substâncias são

• Transporte passivo

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As substâncias são dotadas de energia cinética e estão em constante movimento. Assim, como as partículas se movem de forma espontânea e aleatória (movimento browniano), elas colidem umas com as outras, mudando sua direção. O resultado desse movimento é que as substâncias se movem do local em que se encontram em alta concentração, para um local de baixa concentração, ou seja, seu movimento ocorre a favor do gradiente de concentração. Essa passagem aleatória de partículas em uma solução que ocorre sempre a favor do gradiente de concentração, denominamos difusão. Isso se dá até que a distribuição das partículas seja uniforme. A partir do momento em que o equilíbrio for atingido, as trocas de substâncias entre dois meios tornam-se proporcionais. Se uma determinada molécula está mais concentrada no meio extracelular, por exemplo, ela poderá atravessar

a membrana plasmática e entrar na célula por difusão. Esse tipo de transporte é realizado apenas com a própria energia cinética intrínseca do conjunto de moléculas e íons, sem consumo de energia. Desta forma, as substâncias dissolvidas nos fluidos orgânicos movimentam-se de forma constante e podem atravessar a membrana celular. Esse tipo de transporte pode ser por difusão simples ou facilitada, de acordo com a composição molecular da substância, o diâmetro

e suas propriedades elétricas.

A difusão simples pode ocorrer para transporte de soluto ou solvente. O soluto atravessa a membrana de onde

ele está em maior concentração (meio hipertônico) para onde ele esteja em menor concentração (meio hipotônico) a fim de igualar o gradiente de concentração, ou seja, o soluto penetra na célula quando sua concentração é menor no interior

celular do que no meio externo, e sai da célula no caso contrário.

Um tipo particular de difusão simples está relacionada à distribuição de água no organismo, na qual o solvente atravessa a membrana do meio hipotônico para o meio hipertônico, visando torná-los isotônicos, em um processo chamado osmose. É a osmose que regula, em grande parte, o volume dos compartimentos líquidos do corpo. Esse mecanismo é muito importante nos organismos vivos, pois o conteúdo hídrico das células e tecidos representa um importante fator de manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico, necessário à manutenção da homeostase.

A membrana das células, além de permeável à água, é muito pouco permeável aos solutos, especialmente aos

iônicos. A permeabilidade da água é enormemente aumentada pelos canais protéicos denominados aquaporinas. Nesse caso, apesar de ocorrer através de canais, o transporte é considerado simplesmente difusão. Isso ocorre quando uma solução com elevada concentração de soluto e, portanto, com baixa quantidade de moléculas de água, tem uma elevada pressão osmótica. Inversamente, uma solução com baixa concentração de soluto, e portanto, com elevada quantidade de moléculas de água, tem uma baixa pressão osmótica. Chamamos pressão osmótica a pressão necessária para contrabalançar a tendência da água para se mover, através de uma membrana seletivamente permeável, da região onde há maior quantidade de moléculas de água para a região onde há menor quantidade de moléculas de água. Quando as células são colocadas em meio hipotônico em relação ao meio intracelular, a água entra e a célula fica túrgida. A turgência provoca lise celular nas células animais por não existir parede celular. Nas células vegetais, que possuem parede celular, esta exerce uma pressão, pressão de parede, em sentido contrário, o que condiciona a quantidade de água que penetra na célula, impedindo que estoure. Quando as células são colocadas numa solução hipertônica em relação ao meio intracelular, há um movimento de água para o exterior da célula. Diz-se então que a célula está plasmolisada. Na difusão simples, não é necessária a ajuda de uma proteína careadora, ou seja, não necessita de mediadores,

e a substância atravessa através dos interstícios da bicamada lipídica ou através de canais aquosos. Porém, algumas substâncias, como a glicose, galactose e alguns aminoácidos têm tamanho muito grande de forma que sua passagem é dificultada. Como não são solúveis em lipídios, não sofrem difusão simples pela matriz lipídica, sendo necessárias proteínas carreadoras (proteínas transportadoras mediadoras). Esse tipo de transporte difere dos que ocorrem, por exemplo, nos canais de água, já citados, pois o carreador ou transportador apresenta um sítio de ligação para o soluto que será transportado, ou seja, é específico. Após a ligação do soluto em seu sítio, o carreador sofre uma alteração na conformação da proteína, transferindo o soluto de um lado para outro da membrana, sempre a favor de seu gradiente. Nesse caso, um único soluto pode ser transportado (unitransporte) ou dois solutos simultaneamente, tanto na mesma direção (co-transporte) ou em direções opostas (antitransporte). Na difusão facilitada as substâncias são transportados através da membrana com maior velocidade porque a substância se combina com uma molécula transportadora ou permease, a qual abre um canal para a sua passagem.

Transporte ativo

É o transporte através da membrana plasmática que ocorre contra o gradiente de concentração, ou seja, do local

de menor concentração para o local de maior concentração da substância. Há duas modalidades principais: transporte

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia impulsionado por ATP (transporte ativo primário

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impulsionado por ATP (transporte ativo primário - bomba de sódio e potássio) e transporte impulsionado por gradientes iônicos (transporte ativo secundário - absorção de glicose). Esse tipo de transporte, por também ser mediado por proteínas carreadoras, apresenta características comuns à difusão facilitada, no que se refere às propriedades do carreador. Porém, ocorre com gasto de energia, proveniente do ATP, e ocorre contra um gradiente de concentração. As proteínas transportadoras, por realizarem o transporte contra o gradiente de concentração, normalmente são denominadas bombas. E como elas convertem o ATP em ADP (adenosina di-fosfato) elas também são denominadas ATPases. O transporte ativo, em parte, explica a diferença de cargas elétricas que existe entre o lado externo e interno da membrana. O principal exemplo de transporte impulsionado por ATP é a bomba de sódio e potássio. Nesse caso, proteínas carreadoras atuam como bombas para transportar um soluto contra o seu gradiente de concentração usando a energia fornecida pela quebra do ATP. A bomba de sódio e potássio da membrana plasmática das células animais é uma ATPase que transporta ativamente sódio para fora da célula e potássio para dentro, mantendo o forte gradiente de sódio através da membrana, que é usado para impulsionar outros processos de transporte ativo. Nesse caso particular, ocorre um contra-transporte de três íons sódio para fora e dois íons potássio para dentro da célula. A energia presente no ATP é liberada, formando o ADP. Enquanto isso, o sódio é transportado para fora da célula. Em seguida, o potássio liga-se em seu sítio, e, ao mesmo tempo em que a proteína muda sua conformação, levando o potássio para dentro da célula. Outros exemplos de bombas ativas presentes nos organismos superiores são as bombas de cálcio (comuns nas membranas do retículo endoplasmático das células musculares); as bombas de hidrogênio e potássio (presentes nas células do estômago que sintetizam o ácido clorídrico) e as bombas de hidrogênio (como as das membranas dos lisossomos das células). O transporte ativo secundário é chamado assim por não utilizar diretamente a energia metabólica durante a movimentação do soluto através da membrana. A energia consumida nesse caso depende da energia gasta pela bomba de sódio e potássio na geração das diferenças de concentrações dos íons entre os dois lados da membrana. Uma vez mantido esse gradiente, o transporte ativo secundário ocorre quando um soluto é carreado contra seu gradiente às custas de um carreador que transporta, simultaneamente, um soluto a favor do seu gradiente. Esse mecanismo explica-se porque um íon libera energia potencial quando se desloca a favor de seu gradiente e essa energia pode ser utilizada por um soluto para ser transportado contra seu gradiente. A absorção de glicose pelas células intestinais é o melhor exemplo para a compreensão desse tipo de transporte contra um gradiente. Nesse caso, a absorção de glicose ocorre concomitantemente com a penetração de sódio. Trata-se de um co-transporte, realizado com gasto de energia fornecida pelo gradiente de sódio. A concentração de sódio no citoplasma das células é muito baixa, porque este é transportado para fora da célula através da bomba de sódio (transporte ativo). Como a concentração de sódio é alta na luz do intestino, esses íons penetram constantemente na célula. A energia do movimento dos íons sódio para dentro da célula é utilizada para realizar o co-transporte de glicose para dentro da célula contra um gradiente de glicose. Quando o co-transporte movimenta íons e moléculas na mesma direção, chama-se simporte. Nesses casos de co transporte, a proteína transportadora capta tanto sódio como glicose no meio extracelular e leva para o citoplasma. A liberação do sódio no citoplasma causa uma modificação na forma da proteína transportadora, que perde sua afinidade pela glicose, sendo então liberada no citoplasma. Existem casos de co-transporte nos quais o íon que fornece energia e a molécula a ser transportada, que se movem em direções opostas, que são denominados de antiporte.

• Transporte vesicular Nesse tipo de transporte, apesar da substância transportada não estabelecer nenhuma relação com os componentes da membrana, formam-se, a partir dela, vesículas que transportam grandes moléculas que poderão entrar (endocitose) ou sair (exocitose) da célula. As macromoléculas (proteínas, polissacarídeos e polinucleotídeos) e partículas visíveis ao microscópio óptico, como bactérias, entram na célula por endocitose. Endocitose é o nome dado para o processo no qual uma região da membrana plasmática se contrai, formando uma estrutura semelhante a um saco que se fecha para formar a vesícula endocítica dentro da célula. Um tipo particular de endocitose, denominado fagocitose, é observado especialmente em macrófagos, que são as células brancas do sangue utilizadas na remoção de bactérias invasoras do nosso corpo. Nesse caso, a fagocitose se inicia pela expansão da membrana celular ao redor da substância estranha, após a partícula ter se fixado na superfície externa da membrana através de projeções da superfície celular (pseudópodos falsos pés) que englobam o material a

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia ser introduzido. A fagocitose ocorre quando

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ser introduzido. A fagocitose ocorre quando a substância a ser englobada se fixa a receptores específicos da membrana que desencadeam uma resposta da qual participa o citoesqueleto para formar os pseudópodos que envolvem a partícula, formando-se, assim, um fagossomo, que é puxado patra dentro pelo citoesqueleto. Esse fagossomo funde-se com lisossomos, ocorrendo a digestão. A fagocitose também é usada pelos protozoários para alimentação.

Em outros casos, determinados solutos em solução no meio extracelular são retidos nas áreas de depressões

da membrana que em seguida se contraem para se fecharem na forma de vesícula, caracterizando o processo chamado de pinocitose. O termo “pinocitose” foi usado inicialmente para designar o englobamento de gotículas de líquido, atualmente, sabe-se que é o processo pelo qual a célula engloba proteínas e outras substâncias solúveis.

Um terceiro tipo de endocitose ocorre de forma mais específica para determinadas substâncias como: hormônios,

lipoproteínas plasmáticas, proteínas de transporte etc. É a chamada endocitose mediada por receptor. As substâncias se ligam em receptores específicos na superfície da membrana, localizados em depressões especiais, por serem revestidas na parte interna da membrana por proteínas denominas clatrinas. Em alguns casos, como nas células endoteliais dos capilares sanguíneos, as vesículas de pinocitose formadas num lado da célula atravessam o citoplasma

e lançam seu conteúdo no outro lado da célula, servindo como transportadoras. O resíduo a ser eliminado é englobado no interior da célula por uma bolsa membranosa. A bolsa caminha através do citoplasma, em direção à membrana, funde-se a ela e o resíduo é eliminado para o exterior. Esse processo é chamado de clasmocitose ou defecação celular. Esse tipo de transporte divide-se em fagocitose e pinocitose e, quando ocorre a transferência para o meio extracelular, chama-se exocitose.

ESPECIALIZAÇÕES DA MEMBRANA Junções celulares

São especializações da membrana plasmática que tem como função a ligação entre células vizinhas ou entre células e a matriz extracelular. São importantes para a integração dos tecidos, mantém as células coesas e aderidas umas às outras. Existem fundamentalmente três tipos de junções:

1.

Junções de oclusão: tem a função de vedar a passagem de substâncias entre as células

epiteliais.

2.

Junções de adesão: forma um cinturão contínuo ao redor da célula que se une às adjacentes

através de ligações entre moléculas de adesão dependentes de Cálcio.

3. Junções tipo GAP ou comunicantes: permite a comunicação entre as células vizinhas.

Desmossomos O desmossomo tem a forma de uma placa arredondada e é constituído pelas membranas de duas células vizinhas. Nessa placa, se inserem filamentos intermediários. Dessa forma, os demossomos são locais onde o citoesqueleto se prende à membrana celular e, como as células aderem umas às outras, formam um elo de citoesqueleto de células vizinhas. A capacidade dos desmossomos para prender células vizinhas depende da presença de junções de adesão nessas membranas. Por isso, o desmossomo só tem poder de fixar as células quando a concentração de cálcio no espaço extracelular é normal.

Microvilos ou Microvilosidades

Os microvilos são projeções digitiformes do citoplasma apical, recobertas por membrana plasmática, contendo

numerosos microfilamentos de actina responsáveis pela manutenção da forma. Apresentam glicocálix mais desenvolvido do que no resto da célula. Os microvilos são mais numerosos em células especializadas na absorção de substâncias

diversas, por exemplo, as células intestinais e as células dos rins. Nessas células, a função dos microvilos é aumentar a área de absorção da membrana. Além disso, alguns microvilos possuem membranas que contêm moléculas especiais. Por exemplo, algumas enzimas da membrana das células intestinais só existem nos microvilos, como as dissacaridases

e as dipeptidases, responsáveis pela etapa final da digestão dos carboidratos e proteínas, respectivamente.

CITOPLASMA

O volume de uma célula eucariótica é representado, em grande parte, pela região compreendida entre a

membrana plasmática e a membrana nuclear, onde encontramos uma solução coloidal, com massa homogênea,

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia transparente e gelatinosa. Quimicamente é formado

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transparente e gelatinosa. Quimicamente é formado por 80% de água, 2% de sais minerais e o restante por lipídios e proteínas. O citoplasma contém, além do núcleo, as organelas celulares.

Citoesqueleto É uma intrincada rede tridimensional de filamentos proteicos responsáveis pelo suporte da membrana plasmática, manutenção da morfologia celular, organização dos componentes celulares, posicionando-os corretamente, fornecimento de vias para as vesículas e adoção de diferentes formas e movimentos. Além disso, o citoesqueleto participa no movimento celular. Possui três componentes: filamentos finos (microfilamentos), filamentos intermediários e microtúbulos.

Microfilamentos Dos três tipos de fibras proteicas no citoesqueleto, os microfilamentos são os mais finos. Eles têm um diâmetro de cerca de 7 nm e são feitos de muitos monômeros ligados de uma proteína chamada de actina, combinados numa estrutura que se assemelha a uma hélice dupla. Pelo fato de serem feitos de microfilamentos de monômeros de actina, os microfilamentos também são conhecidos como filamentos de actina. Os filamentos de actina têm vários papéis importantes na célula. Por exemplo, eles servem como caminhos para o movimento de uma proteína motora chamada de miosina, que também pode formar filamentos. Por causa de sua relação com a miosina, a actina está envolvida em muitos eventos celulares de movimento. Na divisão celular animal, um anel feito de actina e miosina atua para dividir uma célula gerando duas células filhas. A actina e miosina também são abundantes nas células musculares, onde elas formam estruturas organizadas de sobreposição de filamentos chamados de sarcômeros. Quando os filamentos de actina e miosina de um sarcômero deslizam um sobre o outro, seus músculos se contraem. Os filamentos de actina também podem servir como rodovias para o interior das células para o transporte de cargas, incluindo vesículas contendo proteínas e ainda organelas. Estas cargas são transportadas pelos motores individuais de miosina, que "andam" ao longo de pacotes de filamento de actina. Os filamentos de actina podem montar- se e desmontar-se rapidamente, e esta propriedade permite que ele tenham um papel importante na motilidade (movimentação) celular, tal como na movimentação de uma célula branca sanguínea no seu sistema imunológico. Finalmente, os filamentos de actina têm um papel estrutural chave na célula. Na maioria das células animais, a rede de filamentos de actina é encontrada na região do citoplasma no limite da célula. Esta rede, que está ligada à membrana plasmática por conectores proteicos especiais, dá à célula a sua forma e estrutura.

Filamentos intermediários Os filamentos intermediários são um tipo de elemento do citoesqueleto composto de múltiplos filamentos de proteínas fibrosas juntas. Como seu nome sugere, os filamentos intermediários têm um diâmetro médio entre 8 e 12 nm, entre os diâmetros dos microfilamentos e microtúbulos. Os filamentos intermediários aparecem em diferentes variedades, cada uma composta de um tipo diferente de proteína. Uma proteína que forma os filamentos intermediários é a queratina, uma proteína fibrosa encontrada nos cabelos, unhas e pele. Diferentemente dos filamentos de actina, que podem crescer e desmontar-se rapidamente, os filamentos intermediários são mais permanentes e atuam essencialmente na função estrutural da célula. Eles são especializados em suportar tensão, e sua função inclui manter a forma da célula e ancorar o núcleo e outras organelas em seus lugares.

Microtúbulos Apesar de chamar microtúbulo é a maior entre os três tipos de fibras do citoesqueleto com diâmetro de 25 nm. São estruturas cilíndricas, retas, não ramificadas, rígidas e ocas que modificam seu comprimento, cujas principais funções são proporcionar rigidez e manter a forma da célula, têm função organizacional, regulam o movimento intracelular das organelas e vesículas, além de permitir a capacidade do movimento ciliar. São constituídos por dímeros de α-tubulina e β-tubulina. Contêm aproximadamente 13 moléculas de tubulina diméricas circulares, organizadas em forma de tubo oco como um canudo. Os dímeros podem ser adicionados ou removidos para alterar o comprimento, em um processo denominado instabilidade dinâmica que requer hidrólise GTP. Eles ajudam a célula e resistir às forças de compressão.

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia Além de fornecer um suporte estrutural,

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Além de fornecer um suporte estrutural, os microtúbulos atuam numa variedade de funções mais especializadas numa célula. Por exemplo, eles fornecem rotas para as proteínas motoras chamadas de cinesinas e dineínas, que transportam vesículas e outras cargas pelo interior da célula. Os microtúbulos são também componentes chaves de três estruturas celulares especializadas: flagelos, cílios e centrossomos. Os flagelos são estruturas longas que se estendem da superfície da célula e são usados para mover a célula inteira, tal como em um espermatozoide. Cílios são similares, mas são mais curtos e normalmente aparecem em grande quantidade na superfície celular. A batida dos cílios ajuda a mover materiais pela superfície do tecido. Por exemplo, os cílios de células do seu sistema respiratório superior ajudam a mover poeira e partículas para fora de suas narinas. Apesar de suas diferenças em tamanho e em número, os flagelos e os cílios motores compartilham um padrão estrutural em comum. Na maioria dos flagelos e cílios motores, há 9 pares de microtúbulos organizados num círculo, junto com dois microtúbulos adicionais no centro do anel. Este arranjo é chamado de matriz 9 + 2. Nos flagelos e cílios, proteínas motoras chamadas dineínas se movem ao longo dos microtúbulos, gerando uma força que faz o flagelo ou cílio bater. As conexões estruturais entre os pares de microtúbulos e a coordenação do movimento das dineínas permitem a atividade dos motores para produzir um padrão regular de batida. O cílio ou flagelo tem um corpo basal localizado em sua base. O corpo basal é composto de microtúbulos e atua em um papel importante na montagem do cílio ou flagelo. Uma vez que a estrutura está montada, ele também regula quais proteínas podem entrar ou sair. O corpo basal é na verdade um centríolo modificado. Um centríolo é um cilindro de nove trios de microtúbulos, agrupados por proteínas de sustentação. Os centríolos são mais conhecidos por seu papel nos centrossomos, estruturas que atuam como centros organizadores de microtúbulos nas células animais. Um centrossomo consiste de dois centríolos orientados em ângulos retos entre si, rodeado por uma massa de "material pericentriolar", que fornece campos ancoragem para os microtúbulos. Assim, durante a divisão celular, os microtúbulos se montam numa estrutura chamada de fuso mitótico, que separa os cromossomos. O centrossomo é duplicado antes que uma célula se divida e o centrossomo emparelhado parece atuar como organizador de microtúbulos que separa os cromossomos durante a divisão celular. Entretant o, a exata função dos centríolos neste processo ainda não é clara. As células com seus centrossomos removidos ainda podem se dividir, e em células de plantas, que não possuem centrossomos, a divisão simplesmente acontece.

COMPONENTES QUÍMICOS Os seres vivos possuem semelhanças químicas, sendo quatro elementos constituintes de 95% da matéria viva:

oxigênio, carbono, hidrogênio e nitrogênio. A célula possui substâncias inorgânicas, que são pouco complexas e pobres em energia como: água e sais minerais; e substâncias orgânicas, que são complexas e ricas em energia, como:

carboidratos, lipídios, proteínas e ácidos nucleicos.

Ligações Químicas Todas as células são compostas por átomos, que são a menor unidade de cada elemento químico. O átomo é constituído por um núcleo composto por prótons, que são carregados positivamente, e nêutrons, que não têm carga. o núcleo é rodeado por elétrons carregados negativamente. O número de elétrons em um átomo é igual ao número de prótons no seu núcleo. As propriedades químicas de um átomo são determinadas pelo número e pela organização dos seus elétrons. Um átomo é mais estável quando todos os seus elétrons estão no estado mais firmemente ligado, ou seja, quando ocupam as camadas mais internas, e quando todas as camadas estão completamente preenchidas com elétrons. A camada eletrônica que não está totalmente preenchida por elétrons é menos estável. Os átomos com as camadas mais externas incompletas têm a tendência de interagir com outros átomos. Assim, formam-se ligações químicas entre átomos. O conjunto entre dois ou mais átomos mantidos juntos por ligações químicas são conhecidos como moléculas. Os átomos podem estar conectados por ligações fortes e organizados em moléculas ou podem formar ligações temporárias e fracas com outros átomos com os quais esbarram ou contra os quais são friccionados:

a) ligações fortes

- ligação iônica - ocorre quando os elétrons são doados de um átomo para outro (ex. cloreto de sódio).

- Ligação covalente - ocorrem quando dois átomos compartilham um par de elétrons (ex. hidrogênio) ou

mais. são ligações fortes, que consomem altas quantidades de energia para sua realização. 1.ligação polar - ocorre quando os dois átomos que são unidos por uma ligação covalente simples são de elementos diferentes. Eles geralmente atraem, em graus diferentes, os elétrons que são compartilhados. Por definição, uma estrutura polar é aquela na qual a carga positiva está concentrada em uma das extremidades (pólo positivo) e a carga negativa está concentrada na outra extremidade (pólo negativo). Ligações covalentes

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia polares são de grande importância biológica

CITOLOGIA Prof. Janyra Oliveira-Costa Técnico de Necropsia

polares são de grande importância biológica porque permitem que as moléculas interajam por ligações iônicas não-covalentes. 2.Ligação apolar - ocorre quando dois átomos com eletronegatividades iguais formam uma ligação covalente. Neste tipo de ligação, os elétrons são igualmente compartilhados pelos átomos da ligação. Normalmente, a ligação covalente apolar ocorre entre átomos iguais, não havendo a formação de polos positivos ou negativos.

b) ligações temporárias (Forças de van der Walls) - outros tipos de ligações mais temporárias podem também se

formar entre átomos ou moléculas como o DNA e proteínas. Dois tipos de ligações fracas frequentemente vistas em biologia são as pontes de hidrogênio e as forças de dispersão de London.

- forças de London - podem ocorrer entre átomos ou moléculas de qualquer tipo e dependem de desequilíbrios temporários na distribuição de elétrons. Como os elétrons estão em constante movimento, haverá alguns

momentos em que os elétrons de um átomo ou molécula estão agrupados, criando uma carga negativa parcial em uma parte da molécula (e uma carga positiva parcial em outro). Se uma molécula com esse tipo de desequilíbrio de carga estiver muito perto de uma outra molécula, poderá causar uma redistribuição de cargas semelhante na segunda molécula, e as cargas positivas e negativas temporárias das duas moléculas vão atrair uma à outra.

- Ligações de hidrogênio - em uma ligação covalente polar que contém hidrogênio (por exemplo, uma

ligação O-H em uma molécula de água), o hidrogênio terá uma ligeira carga positiva porque os elétrons de ligação

são puxados mais fortemente em direção ao outro elemento. Devido a essa pequena carga positiva, o hidrogênio será atraído para qualquer uma das cargas negativas vizinhas. As ligações de hidrogênio são comuns, e as moléculas de água formam muitas delas. As ligações de hidrogênio individuais são fracas e facilmente quebradas, mas muitas ligações de hidrogênio juntas podem ser muito fortes.

As células vivas são feitas de um número limitado de elementos: carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio (N), fósforo (P) e enxofre (S), os quais perfazem mais de 99% da sua massa. Esses elementos, geralmente, compartilham elétrons e conseguem completar a camada eletrônica mais externa de elétrons pela formação de várias ligações covalentes. A importância biológica das interações e ligações de baixa energia reside no fato de que elas permitem à célula alterar, montar e desmontar estruturas supramoleculares, como por exemplo, os microtúbulos e microfilamentos, aumentando assim a sua versatilidade e eficiência funcional, sem grande gasto energético. Se as interações das macromoléculas fossem realizadas apenas com ligações fortes, a estrutura celular seria estável e as modificações dessa estrutura implicariam um gasto de energia tão alto que a atividade celular seria impossível. Tanto as ligações fortes quanto as fracas desempenham papéis-chave na química das nossas células e organismos. Por exemplo, as ligações covalentes fortes mantêm juntos os blocos de construção química que formam uma cadeia de DNA. As ligações de hidrogênio mais fracas, por outro lado, mantêm unidas as duas cadeias da dupla hélice do DNA. Essas ligações fracas mantêm o DNA estável, mas também permitem que seja aberto para ser copiado e utilizado pela célula. De maneira mais geral, as ligações entre moléculas de água, íons e moléculas polares estão constantemente se formando e se quebrando no ambiente aquoso de uma célula.

Substâncias inorgânicas 1) ÁGUA

As moléculas de água possuem distribuição irregular de cargas elétricas, com uma das extremidades positivas e a outra negativa. A molécula da água é um dipolo, sendo positiva no lado dos hidrogênios e negativa no lado do o xigênio. Devido à sua natureza dipolar, a molécula de água é um dos melhores solventes conhecidos. Os pólos positivos e negativos se atraem estabelecendo as chamadas ligações de hidrogênio. Características da água:

- Tensão elástica: Na superfície, as moléculas de água se encontram coesas, formando uma película.

- Solvente universal: Com a separação de íons e moléculas, a água facilita a ocorrência de reações químicas, devido ao aumento de choques entre as partículas. As substâncias polares se dissolvem facilmente na água, sendo chamadas de hidrossolúveis. Já as substâncias apolares, como os lipídios, não se dissolvem, sendo então chamadas de lipossolúveis.

- Transporte de substâncias: Devido aos choques entre as moléculas e a adesão às superfícies a água consegue penetrar em pequenos espaços, proporcionando o fenômeno de capilaridade. Esse processo permite eficiente distribuição de substâncias.

- Hidrólise: São reações em que a água participa como reagente quebrando as moléculas menores, na presença de enzimas. Havendo o consumo de água.

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia - Proteção térmica: A variação de

CITOLOGIA Prof. Janyra Oliveira-Costa Técnico de Necropsia

- Proteção térmica: A variação de temperatura na água é menor que em outras substâncias, permitindo a proteção contra variações bruscas de temperatura corporal. A água também é capaz de resfriar a temperatura do corpo através da transpiração.

2) SAIS MINERAIS São encontrados dissolvidos em água na forma de íons e de cristais, sendo importante no metabolismo do corpo. Possui algumas funções como:

Regulação da quantidade de água, através osmose.

Distribuição elétrica de cargas nas faces da membrana plasmática.

Equilíbrio ácido-base regulando o pH para manter o meio intracelular.

Funcionamento enzimático permite que alguma enzima torne-se ativa na presença de íons como ferro, cobre magnésio ou zinco, sendo chamados cofator.

ferro, cobre magnésio ou zinco, sendo chamados cofator. SUBSTÂNCIAS ORGÂNICAS 1) CARBOIDRATOS São estruturas

SUBSTÂNCIAS ORGÂNICAS 1) CARBOIDRATOS São estruturas constituídas de carbono, hidrogênio e oxigênio, também chamados de glucídios, glicídios ou açúcares. Podendo ser divididos em três grupos:

- Monossacarídeos: São carboidratos simples. A fórmula de suas moléculas é: C n(H2 O), sendo que n varia de 3 a 7. de acordo com o número de átomos de carbono, dá-se o nome ao carboidrato. Ex.: Trioses: n = 3 C3( H6O3 ), Tetroses n = 4 C4(H8O4), Pentoses n = 5 C5( H10O5), Hexoses C6(H12O6), Heptoses C7(H14O7) Principais Monossacarídeos:

Pentoses

Função

Hexoses

Função

Ribose

Açúcar do RNA

Glicose

Fonte de energia

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia Desoxirribose Açúcar do DNA Frutose

CITOLOGIA Prof. Janyra Oliveira-Costa Técnico de Necropsia

Desoxirribose

Açúcar do DNA

Frutose

Fonte de energia

   

Galactose

Fonte de energia

- Dissacarídeos: São formados pela união de dois monossacarídeos com a perda de uma molécula de água (desidratação) para serem aproveitados como fonte de energia devem ser quebrados em dois monossacarídeos. Principais Dissacarídeos: C 12 H 22 O 11 Sacarose: glicose + frutose Lactose: glicose + galactose Maltose: glicose + glicose

- Polissacarídeos: São formados por vários monossacarídeos. São insolúveis em água, sendo quebrados em açúcares simples por hidrólise. Sua insolubilidade é importante, pois agem como componentes estruturais do organismo de animais dando proteção e como fonte de energia. Principais polissacarídeos:

Polissacarídeos

Estruturais

Celulose

Quitina

Função

Polissacarídeos

Energético

Amido

Glicogênio

Função

Forma a

parede de

celular vegetais

Função de reserva em vegetais

Forma a parede celular de fungos e carapaças de insetos (aranhas e crustáceos )

Função de reserva em animais

2) Proteínas As proteínas são macromoléculas formadas por aminoácidos (polímeros de aminoácidos), os quais possuem na sua estrutura C, H, O, N. Na estrutura do aminoácido, encontramos um grupamento amina, um grupamento carboxila e um radical (R), que é responsável pela variabilidade estrutural dos aminoácidos. As ligações entre os aminoácidos acontecem entre os grupamentos amina e carboxila, sendo chamadas de ligações peptídicas, que são ligações covalentes. As cadeias formadas pelas ligações peptídicas entre os aminoácidos são chamadas de cadeias polipeptídicas. As proteínas podem ser classificadas em duas categorias: as proteínas simples, cujas moléculas são formadas exclusivamente de aminoácidos, e as proteínas conjugadas, que possuem uma porção não proteica, denominada grupo prostético. São exemplos de proteínas conjugadas: glicoproteínas (polissacarídeos), lipoproteínas (lipídios), fosfoproteínas (fósforo), entre outros. Algumas proteínas específicas denominadas enzimas são dotadas da propriedade de acelerar intensamente determinadas reações químicas, tanto no sentido da síntese, como no da degradação de moléculas. Logo, são catalisadores das reações químicas que ocorrem nas células. O composto que sofre a ação de uma enzima chama-se substrato. A molécula da enzima possui um ou mais centros ativos, aos quais o substrato se combina para que seja exercida a ação enzimática. As proteínas são os componentes químicos mais diversificados da célula, devido ao fato de serem constituídas por 20 aminoácidos diferentes. Essa diversificação estrutural se reflete nas suas múltiplas funções biológicas, pois, os componentes macromoleculares das células, são dos mais multifuncionais. Além da atividade enzimática, as proteínas têm importante função estrutural, informacional, no movimento das células e, finalmente, uma pequena importância como fonte energética. A quase totalidade da energia consumida pelas células é fornecida pelas moléculas de lipídios e carboidratos. 3) Lipídios São compostos de carbono extraídos das células e tecidos por solventes orgânicos não-polares. De acordo com suas funções principais, os lipídios celulares podem ser divididos em duas categorias: lipídios de reserva nutritiva e lipídios estruturais. Os últimos têm papel relevante na manutenção da estrutura das membranas celulares. As reservas nutritivas

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia de natureza lipídica compõem-se de gorduras

CITOLOGIA Prof. Janyra Oliveira-Costa Técnico de Necropsia

de natureza lipídica compõem-se de gorduras neutras, as quais são compostas por três resíduos de ácidos graxos, formando os chamados triglicerídeos. Esses depósitos ocorrem em quase todos os tipos de células, havendo células especializadas para o acúmulo de gorduras neutras, as células adiposas. Os lipídios estruturais são componentes estruturais de todas as membranas celulares. Muitas propriedades dessas membranas decorrem das características físicas e químicas de seus lipídios. Os lipídios estruturais são moléculas longas e dotadas de uma extremidade polar e uma longa cadeia apolar. Os lipídios que exercem papel essencialmente estrutural, fazendo parte do sistema de membranas das células, são os fosfolipídios, glicolipídios e colesterol. A presença de longas cadeias hidrofóbicas nos lipídios é de grande importância biológica, pois são elas que possibilitam a interação hidrofóbica responsável pela associação dos lipídios para formar a bicamada lipídica das membranas celulares. A fixação das proteínas integrais de membrana é devida à interação das porções hidrofóbicas das moléculas dessas proteínas com os lipídios das membranas. A interação hidrofóbica também é importante no transporte de lipídios no plasma. Os lipídios têm menor diversidade funcional do que as proteínas e carboidratos. Têm principalmente função energética e estrutural. Sua atividade informacional é restrita a alguns hormônios esteroides.

4) Ácidos Nucleicos Os ácidos nucleicos são moléculas informacionais que controlam os processos básicos do metabolismo celular, a síntese de macromoléculas, a diferenciação celular e a transmissão da informação genética de uma célula para as suas descendentes. São constituídos pela polimerização de unidades chamadas nucleotídeos. Cada nucleotídeo é composto por um açúcar de cinco carbonos (pentose), uma base nitrogenada púrica (adenina e guanina) ou pirimídica (timina, citosina e uracila) e um grupo fosfato. Existem dois tipos de ácidos nucleicos: o ácido desoxirribonucléico (DNA) e o ácido ribonucléico (RNA). O DNA é responsável pelo armazenamento e transmissão da informação genética. Nas células eucariontes, o DNA

é encontrado principalmente no núcleo, na forma de cromossomos ou cromatina e, em pequenas quantidades, nas

mitocôndrias (células animais) e cloroplastos (células vegetais). A molécula de DNA é composta por duas cadeias antiparalelas e complementares de nucleotídeos formando uma dupla hélice. As bases púricas e pirimídicas situam-se dentro da dupla hélice, ocorrendo o pareamento entre timina e adenina (T A), ou entre guanina e citosina (G C), das cadeias complementares. Tais pares de bases estão unidos através de pontes de hidrogênio. Neste modelo estrutural do DNA, o esqueleto açúcar-fosfato é formado por uma sequência alternante de desoxirribose e fosfato, unidos por ligações fosfodiéster 5'’-3'’, seguindo uma trajetória helicoidal na parte exterior da molécula. O RNA é um filamento único, raramente é encontrada sob a forma de filamentos duplos complementares. É o ácido nucleico mais abundante nas células eucarióticas, o açúcar é a ribose e uma das bases, a timina, é substituída pelo uracil (U) a qual é complementar

a adenina (A). O DNA serve de modelo para a síntese do RNA, um processo chamado de transcrição. Temos o RNA mensageiro (mRNA), o RNA transportador (tRNA) e o RNA ribossômico (rRNA).

a. - RNA mensageiro- Serve para levar a informação genética codificada no DNA, que especifica a

sequência primária de proteínas do núcleo para a síntese proteica no citoplasma.

b. - RNA transportador- É uma pequena molécula de RNA produzida a partir do DNA, dobra-se sobre si

mesma de forma semelhante a folha de trevo. Possui o anticódon que reconhece o códon do mRNA.

c. - RNA ribossômico- sintetizada no nucléolo é uma molécula grande, e transporta aminoácidos até o local

de síntese da proteína.

ORGANELAS

Lisossoma São organelas membranosas esferoidais que hidrolisam macromoléculas sendo especializadas na digestão enzimática intracelular, ou seja, são como sacos de enzimas digestivas que liberam nutrientes e destroem moléculas indesejadas por endocitose. A endocitose pode ocorrer para alimentação em organismos unicelulares, para defesa, visando destruir microorganismos invasores, e para autofagia visando a renovação celular. Como são preenchidos por enzimas digestivas, é importante que seu conteúdo enzimático encontre-se separado do restante do citoplasma. Porém, quando uma célula, devido à ausência de oxigênio ou outra razão, entra em sofrimento e morre, os lisossomos rapidamente liberam suas enzimas no citoplasma e realizam a auto-digestão da célula. Suas enzimas, sendo proteínas, são sintetizadas no RER e conduzidas para o Complexo Golgiense. Seu número varia com o tipo de célula. Sua função digerir macromoléculas, fagocitar microrganismos, restos celulares e células, bem como organelas velhas.

Cloroplastos CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia Os cloroplastos são organelas de

Cloroplastos

CITOLOGIA Prof. Janyra Oliveira-Costa Técnico de Necropsia

Os cloroplastos são organelas de células vegetais e protozoários fotossintetizantes. Estas organelas celulares contêm clorofila e realizam o processo de fotossíntese. Na fotossíntese, a energia luminosa é coletada e usada para construir açúcares a partir do dióxido de carbono. Os açúcares produzidos na fotossíntese podem ser usados pela célula da planta, ou podem ser consumidos por animais que comem plantas, como os humanos. A energia contida nestes açúcares é colhida através de um processo chamado respiração celular, o qual acontece dentro das mitocôndrias das células das plantas e dos animais. Essas organelas são compostos por uma dupla membrana externa e internamente por uma rede de membranas que formam lamelas nas quais estão a clorofila e outros pigmentos. Parte dessas lamelas forma vesículas, os tilacóides, que ficam empilhadas, sendo que cada pilha é chamada de granun e o conjunto de granun

é chamado de grana. Assim como as mitocôndrias, os cloroplastos também possuem DNA, RNA e ribossomos.

Mitocôndrias A mitocôndria é uma organela que possui uma dupla membrana, com invaginações na membrana interna formando as cristas mitocondriais. O espaço entre as membranas é chamado de espaço intermembranar e a matriz é o

espaço que forma o interior da organela, dentro da membrana interna. Na matriz podemos encontrar ribossomos livres e

o DNA mitocondrial, que é único, pois é inteiramente herdado da mãe. São móveis e mudam de forma (sendo geralmente

ovais) e posição dentro da célula. Há uma teoria especulativa, denominada endossimbiótica, que afirma que as mitocôndrias teriam evoluído de um procarionte ancestral em simbiose com uma célula eucarionte hospedeira. As mitocôndrias contêm as enzimas responsáveis pela respiração celular para liberação de energia. Assim, energia necessária para a manutenção da vida celular deriva da oxidação de nutrientes que ocorrem na respiração, na qual as enzimas catalisam reações que geram um composto rico em energia denominado ATP (Adenosina Trifosfato). Assim, a mitocôndria tem a função de quebrar a glicose, com o comburente oxigênio, liberando gás carbônico, água e energia. As células dependem dessa energia para que possam desempenhar suas funções normalmente. Algumas das enzimas que catalisam a respiração são encontradas dentro da matriz e outras são incorporadas na parede da membrana interna. As cristas da membrana interna são altamente enoveladas, para aumentar a área de superfície, permiti ndo que haja mais proteínas revestindo a membrana e, portanto, maior produtividade.

Ribossomos São corpúsculos, granulares de forma esférica, formados no nucleolo e enviados para o citosol, compostos por

RNA ribossomal (RNAr), podendo estar isolados ou em grupo (polissomas ou poliribossomas), cuja função relaciona-se

à síntese de proteínas citoplasmáticas. Ao contrário das demais organelas, os ribossomos não são feitos de bolsas e

dobras de membrana, mas sim de RNA ribossômico. O RNAr forma duas estruturas, chamadas de subunidades, que possuem tamanhos e densidades diferentes e que juntas formam esta organela. Podem encontrar-se livres no citoplasma ou aderidos na superfície do retículo endoplasmático. Sintetizam proteínas como cadeias de polipeptídeos, através da tradução do RNA. Os ribossomos se ligam ao RNA mensageiro (transcrito do DNA) e lêem uma série de bases de nucleotídeos em grupos de três (códons). Cada códon representa um aminoácido específico que é então trazido para o ribossomo pelo RNA de transporte. O tRNA que transporta o aminoácido que se liga ao aminoácido que o precede, essa ligação é chamada de ligação peptídica. Após a ligação peptídica, o ribossomo se transloca para as próximas três bases nucleotídicas na cadeia mRNA e repete o processo até chegar um códon de parada.

Resumo da síntese proteica Uma molécula de RNA mensageiro (RNA m) é formada no núcleo por cópia do segmento de DNA que tem sequência necessária para formação da proteina de interesse em um processo denominado transcrição; A molécula de RNAm sai do núcleo e se liga a molécula de RNA ribossomal no citoplasma;

3) A molécula de RNAm se liga ao sítio A (aminoacil) do RNA t pela primeira trinca de bases nitrogenadas

2)

1)

4)

(códon); Uma molécula de RNA t, cujo anticódon (trinca de bases nitrogenadas) traz o aminoácido correspondente ao

5)

códon do RNAm, se liga a um sítio A desocupado no RNA r; A molécula de RNA m desliza para frente de forma que o segundo códon se posicione no sítio A e o primeiro

6)

passe para o sítio P (peptidil); Outro RNA t, com anticódon correspondente ao segundo códon, traz um aminoácio para o sítio A;

7)

A proximidade faz com que o primeiro e o segundo aminoácido sofram uma ligação peptídica;

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia 8) A cadeia recém formada se

CITOLOGIA Prof. Janyra Oliveira-Costa Técnico de Necropsia

8)

A cadeia recém formada se separa da primeira molécula de RNA t no sítio P e se mantém ligada à segunda

9)

molécula de RNAt do sítio A; A molécula de RNA t livre do sítio P é liberada do ribossomo e retorna ao citoplasma; 10) O novo peptil-tRNA localizado no sítio A é deslocado para o sítio P; 11) O sítio A desocupado fica livre para uma nova molécula de tRNA.

A síntese continua até que o ribossomo encontre um códon de terminação, que sinaliza o fim da cadeia de polipeptídios.

Uma vez que a síntese é completada, as duas subunidades ribossômicas se dissociam do RNAm e retornam ao citosol. Existem muitas moléculas de RNA t diferente, uma para cada tipo de aminoácido.

Retículo Endoplasmático (RE) É um sistema celular de membranas, contínuo a membrana nuclear, contendo também túbulos e vesículas interconectados onde ocorrem: síntese e modificação proteica, síntese, metabolismo e transporte de lipídios e esteroides, detoxicação de certos compostos (álcool e barbitúricos) e formação de todas as membranas da célula. Há dois tipos cuja formação se distingue pela presença ou ausência de ribossomos sobre suas membrana:

a) Retículo endoplasmático rugoso (RER)

Formado por sacos achatados, cujas membranas têm aspecto rugoso devido à presença de ribossomo aderidos

à sua superfície externa. Como estão associados a polirribossomas na sua superficie citoplasmática, atuam na síntese e nas modificações de proteínas, além de trabalhar na síntese de fosfolipídios, montagem de moléculas de proteínas e proteólise de sequência de aminoácidos. Além disso, sintetiza e monta lipídios e proteínas integrais de todas as membranas da célula, incluindo a a maioria dos componentes da membrana celular e o material destinado à exportação.

A síntese de proteínas pode ocorrer tanto nos ribossomos livres no citosol quanto nos ribossomos aderidos à face

citosólica da membrana do RER. A síntese proteica também pode ocorrer nas mitocôndrias ou nos cloroplastos, a partir das informações contidas no DNA presente nestas organelas. Porém, como as proteinas são endereçadas aos seus destinos finais. Como a célula “sabe” para onde uma determinada proteína deve ser endereçada? Quem respondeu a essa pergunta pela primeira vez foi o cientista Günter Blobel, no ano de 1970, que verificou que determinadas proteínas apresentavam sequências específicas de resíduos de aminoácidos como parte de sua estrutura primária, camadas sequencias sinais, e que estas sequências eram responsáveis pelo endereçamento.

Os ribossomos sintetizam uma cadeia peptídica que entra no lúmen do RER e se dobra na sua forma funcional.

Isso ocorre porque as proteínas, para exercerem a sua atividade biológica, necessitam adquirir a sua conformação nativa, ou seja, uma estrutura terciária que permita uma interação com o(s) seu(s) substrato(s). O enovelamento de proteínas é

o processo pelo qual as mesmas adquirem as suas estruturas tridimensionais funcionais. As proteínas sintetizadas no s

ribossomos associados ao RER sofrem enovelamento, dentro do lúmen, pelas chaperonas que se ligam em regiões hidrofóbicas de proteínas não dobradas, prevenindo o seu transporte precoce para o complexo golgiense. A partir daí, será transportado para o aparelho de Golgi em uma vesícula ligada à membrana, formada por brotação da membrana RER. O Retículo Endoplasmático e o Complexo Golgiense são sítios de modificações pós-traducionais (que dão função a proteínas e determinam atividades metabólicas), por isso é importante que varias proteínas passem por essas organelas.

b) Retículo endoplasmático liso (REL)

Formado por estruturas membranosas tubulares, sem ribossomos aderidos. O REL possui várias funções na célula relacionadas ao metabolismo de substâncias, como síntese de lipídios do grupo colesterol, hormônios esteroides

e desintoxicação de drogas (nas células hepáticas permitem a retirada de parte do álcool e de outras toxinas ingeridas). Sua função pode variar de acordo com o tipo de célula que esteja localizado. Por exemplo, o REL em células do fígado tem funções desintoxicantes, enquanto que no sistema endócrino produzem principalmente hormônios esteroides através de reações que modificam a estrutura do colesterol. A desintoxicação ocorre através de enzimas associadas à membrana da organela e envolve a adição de grupos hidroxil a moléculas, tornando-as mais solúveis em água e, portanto, mais facilmente excretadas pelo sistema urinário.

Complexo golgiense

CITOLOGIA – Prof. Janyra Oliveira-Costa – Técnico de Necropsia Formado por vesículas achatadas e delimitadas