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AQUI MAIS ALGUNS TEXTOS DE TEORIA AINDA NÃO

ENVIADOS A LUCIANA

Titulo do Artigo : SOLIDÃO NA RELAÇÃO CONJUGAL: UM ESTUDO


FENOMENOLÓGICO

Link abaixo acessado em 16/3/2019 as 19h50

http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/bitstream/tede/2035/1/Thais%20Ribari%20Fujioka.
pdf

Paginas 25 e 26

Esse homem, quando inautêntico, interpreta a solidão como


abandono, como uma espécie de desconsideração de Deus ou da vida em relação a
ele. Desse modo, não assume a responsabilidade inalienável sobre suas escolhas.
Não aceita correr riscos para atingir seus objetivos, passando a buscar amparo e
segurança nos outros. Assim, torna-se um estranho para si mesmo e coloca-se a
serviço dos outros, “diluindo-se” na impessoalidade (Heidegger, 2002).

Creio que o texto acima pode ser relacionado ao caso da Alcilene ou seja ela
não diz claramente, mas sua postura é de que está vivenciando um abandono
(solidão) . Não está assumindo conscientemente a responsabilidade de sua
escolhas ou seja escolheu a separação do marido, mas os fatos decorrentes
dessa escolha (desconforto material, aperto financeiro etc.) ela não está tendo
forças para “administrar”... Precisa aceitar os riscos que está tendo para
atingir seus objetivos de libertar-se das agressões do ex-marido, necessitando
de amparo (psicoterapia) e segurança nos outros (parece que os filhos são a
segurança dela...), e acaba diluindo-se na impessoalidade, o que origina seus
pensamentos de que é culpada pelo que esta acontecendo...

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Pagina 30

Peplau e Perlman (1982) preconizam que a solidão é a reação


emocional de uma pessoa ao perceber a discrepância entre os níveis esperados e
os obtidos no contato com o outro. Nesse sentido, pode-se dizer que o sentimento
de solidão surge a partir de quando aquilo que se recebe de alguém não é o que se
espera; de modo mais específico, a solidão na vida em comum pode ocorrer pela
espera de um casamento que traga o “calor”, a intimidade e uma sensação de
pertencer que não é correspondida (Peplau & Perlman, 1982).

Nesse caso, poderia ser dito que a relação conjugal, funcionalmente


buscada e usada como escudo contra a solidão, seria uma falsa solução

O texto acima poderemos talvez relacionarmos ao que provavelmente o que


vinha ocorrendo no convívio do casal : estavam casados mas havia o
sentimento de solidão (provavelmente para ambos), pois o que recebiam no
relacionamento (amor, consideração etc.), não era o que esperavam...Talvez
esperassem que o casamento trouxesse “calor”, intimidade, uma sensação de
pertencer que não era correspondida...

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Artigo : A Visão Feminina do Rompimento Conjugal na Contemporaneidade :


uma leitura fenomenológica existencial dos aspectos motivadores acerca
desta decisão

Link abaixo acessado em 16/3/2019 as 21h30

file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20Daniel/Downloads/rayssa%20helena%20de%20sou
za%20lemos.pdf

Pag. 28

O período de separação, é importante por ser o momento de escolhas


e por conta disso o sujeito fica fragilizado, instável, retraído, irritado e impulsivo e
pode sentir-se triste , angustiado e sozinho, por isso é importante a atenção por
parte das pessoas e compõe o seu ciclo social e familiar . (MULLER , 2005).

Pag. 28 e 29
Por mais que a separação pareça ser possuidora apenas dos aspectos
ruins , Rangel (2008) vem esclarecer que não é bem assim . O rompimento traz
sofrimento e dificuldade de adaptação , ao mesmo tempo que possibilita libertação
de si mesmo e de reedificação da vida. É uma possibilidade de crescimento pessoal
. Vai depender de cada pessoa a forma de encarar a separação, já que é possível
que a pessoa divorciada pode entregar-se a mágoas, e ressentimentos , causando
empecilhos para trilhar novos caminhos.