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CURSO DE NUTRIÇÃO

QUÍMICA GERAL E DOS ALIMENTOS


AULAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO

Material organizado pelos professores Fernando F. Barcelos


Kirlene S. Fernandes
Maria Alice M. Marques

ALUNO: ______________________________________

VILA VELHA
ABRIL - 2019
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QUÍMICA GERAL E DOS ALIMENTOS


AULAS PRÁTICAS - LABORATÓRIO

ORIENTAÇÕES INICIAIS

01. Objetivo geral das aulas práticas: A relação teoria-prática, facilitando o processo ensino-
aprendizagem, além de se familiarizar com o trabalho em grupo.

02. Aula prática exige como material individual os seguintes itens: jaleco branco (com emblema da
UVV), calça comprida e calçado fechado. Sem um destes itens o aluno não pode fazer a aula
prática. Os óculos de segurança são facultativos.

03. Para começar um experimento, lembre-se: jaleco abotoado e cabelo preso.

04. O grupo deve ainda ter como material de uso coletivo: caneta para retroprojetor/CD e roteiro
da aula prática.

05. O ideal é que se leia previamente o roteiro da aula prática, para já chegar no laboratório com
uma boa noção do que será feito.

06. Coloque todo seu material no lugar indicado (os laboratórios têm estantes para guardar as
bolsas/mochilas), fique apenas com um bloco de anotações/caderno, roteiro da prática/apostila,
caneta ou lápis por mesa (e, se necessário, calculadora).

07. Não converse durante a explicação do professor sobre a prática, sua falta de atenção pode
colocar você e seus companheiros em risco, bem como prejudicar o andamento do experimento.

08. Ao final da aula prática, as perguntas do roteiro devem estar respondidas pelo grupo.

09. Laboratório é um lugar de trabalho (“labor”) e há perigos. Trabalhe com foco e atenção. Nada
de celular (só para tirar uma foto rápida de algum experimento). Trabalhe com seriedade, método
e calma.

10. Lembre-se: eficiência e organização andam juntas. Trabalho em grupo exige muita
organização e bom senso. Além disto, a pressa continua sendo a inimiga da perfeição.
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RECOMENDAÇÕES PRELIMINARES: REGRAS DO LABORATÓRIO E NORMAS DE


SEGURANÇA

O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA TERMOS BOAS AULAS DE LABORATÓRIO:

 Cada mesa no laboratório será equipada com o material necessário à execução do


trabalho programado.
 Não “jogue” nada na pia. Se necessário qualquer descarte, pergunte ao professor.
 Será exigido dos estudantes o máximo cuidado com o seu lugar e respectivo material. Em
caso de quebra ou não funcionamento de algum material recebido, o estudante deverá dar
conhecimento ao professor ou técnico responsável pela aula a fim de se providenciar a sua
substituição.
 Terminados os trabalhos, o grupo deverá organizar sua bancada de trabalho (a bancada
organizada ao final do experimento é critério para ir embora).
 Uma mesma pipeta não poderá ser introduzida em dois frascos diferentes (semelhante ao
que acontece na sua casa com as colheres de arroz e feijão).

NORMAS DE SEGURANÇA

O laboratório de Química é um lugar seguro de trabalho, desde que se trabalhe com


prudência, para evitar acidentes.

Respeite rigorosamente as seguintes precauções recomendadas:

1. Não coma nem beba no laboratório, também não coloque as mãos, dedos e unhas na
boca ou nos olhos sem antes lavá-las muito bem.
2. Nunca provar nem cheirar qualquer composto químico sem prévia autorização.
3. Nunca comece um experimento sem explicação prévia do professor e na dúvida sempre
pergunte, nunca teste nada por conta própria.
4. Não mistures reagentes sem prévio consentimento do professor, isso pode ser muito
perigoso.
5. Se algum reagente atingir sua pele ou olhos, avise imediatamente ao professor, que te
informará corretamente o que fazer.
6. Não converse durante a explicação do professor sobre a prática, sua falta de atenção pode
colocar você e seus companheiros em risco, bem como prejudicar o andamento do
experimento (não se devem utilizar celulares para “bate-papos” durante a aula. Pode-se
usá-los para tirar fotos do experimento).
7. Sempre trabalhe com organização, seriedade, calma e em equipe.
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RECONHECIMENTO DOS EQUIPAMENTOS DE LABORATÓRIO

PRINCIPAIS MATERIAIS USADOS EM LABORATÓRIOS DE QUÍMICA


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59. Pipetadores:
Para sucção de líquidos usando
pipetas.
60. Pera:
Para sucção de líquidos usando
pipetas.

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Química Geral e dos Alimentos - Laboratório - Nutrição - Profs. Fernando/Kirlene/M.Alice

PRÁTICA 01 - TREINAMENTO: SEGURANÇA E NORMAS DE TRABALHO EM


LABORATÓRIO, RECONHECIMENTO E MANIPULAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE
LABORATÓRIO

INTRODUÇÃO

O que você precisa saber sobre as aulas de laboratório:

A - Objetivos
A disciplina “Laboratório de Química dos Alimentos” tem como objetivo criar condições para que o
estudante ao final do semestre seja capaz de:
 Conhecer e manipular aparelhagem de laboratório;
 Realizar técnicas experimentais básicas;
 Adquirir capacidade de observação experimental e correlacionar às atividades práticas
com os conteúdos teóricos;
 Relatar e dissertar sobre os experimentos realizados, avaliar e discutir os resultados
obtidos.
 Integrar os conhecimentos desta disciplina às competências e habilidades específicas do
Nutricionista relativas ao desenvolvimento e avaliação novas fórmulas ou produtos
alimentares para a alimentação humana e ao controle de qualidade dos alimentos em sua
área de competência.

B - No Laboratório de Química dos Alimentos


 Os estudantes serão organizados em grupos que ocuparão sempre o mesmo lugar no
Laboratório.
 À falta a algum experimento impossibilita o aluno a participar da confecção e avaliação do
relatório correspondente.
 Cada mesa no laboratório será equipada com o material necessário à execução do
trabalho programado.
 Após o uso de bico de gás ou torneira de água, não deixar os mesmos abertos.
 Ao lançar nas pias algum produto de reação, fazê-lo simultaneamente com descarga
abundante de água a fim de evitar a corrosão do encanamento.
 Não lançar fósforos acesos nos locais destinados à coleta·de lixo. Fotômetros, centrífugas,
microscópios, balanças ou outros aparelhos somente deverão ser usados pelo aluno
depois de instruído nas respectivas manipulações, evitando-se assim danos
irrecuperáveis.

C - O Material do Estudante
 Cada estudante deverá trazer para os trabalhos práticos o material abaixo relacionado:
 Avental/Jaleco - necessário à proteção da roupa e proporciona maior desembaraço na
execução de tarefas. É requisito indispensável.
 Lápis, borracha, caderno de anotações, caneta de retroprojetor (preta ou azul).
 Trajar calça comprida e estar com calçado fechado. Indispensáveis.
 Observação - o cumprimento de horário é pré-requisito é fundamental.

D - Do Material Recebido e sua Conservação e Limpeza


 Cada grupo de estudante receberá o material necessário à execução de cada trabalho
prático, conforme relacionado no roteiro próprio.
 O aluno não deverá retirar o material de outro grupo mesmo quando os mesmos estiverem
ausentes.
 Será exigido dos estudantes o máximo cuidado com o seu lugar e respectivo material. Em
caso de quebra ou o não funcionamento de algum material recebido, o estudante deverá
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dar conhecimento ao professor ou técnico responsável pela aula a fim de se providenciar a


sua substituição.
 Terminados os trabalhos, o estudante deverá proceder a limpeza de seu lugar e a vidraria
usada será colocada cuidadosamente em local próprio para lavagem.
 A bancada organizada ao final do experimento é critério para ir embora.

E - Dos Reagentes
 Para cada trabalho prático haverá à disposição dos estudantes uma provisão dos
reagentes relacionados no roteiro.
 Após o uso, cada frasco de reagente deverá ficar no lugar onde foi encontrado no início da
aula.
 Não trocar as rolhas ou tampas dos frascos.
 Uma mesma pipeta não poderá ser introduzida em 2 frascos diferentes sem ser
devidamente lavada.

F - Da Execução dos Trabalhos Práticos


 Exigem-se para todos os trabalhos práticos a mesma atenção, rigor técnico e disciplina.
 O aluno só alcançará a eficiência desejada sendo pontual, assíduo, ordeiro, asseado e
com conhecimento prévio do trabalho prático a ser executado.

G - Normas de segurança
 O laboratório de Química é um lugar seguro de trabalho, desde que se trabalhe com
prudência, para evitar acidentes.
 Respeite rigorosamente as seguintes precauções recomendadas:
 Não coma nem beba no laboratório, também não coloque as mãos, dedos e unhas na
boca ou nos olhos sem antes lavá-las muito bem.
 Use sempre avental de manga comprida para evitar derrubar algum reagente nos braços,
não entre no laboratório sem previamente vestir o avental.
 Coloque todo seu material no lugar indicado, fique apenas com um bloco de anotações,
caneta ou lápis por mesa.
 Neste bloco anote todas observações que achar importante para confecção do relatório,
todos integrantes do grupo devem sugerir e verificar as anotações.
 Nunca fume no laboratório.
 Não mistures reagentes sem prévio consentimento do professor, isso pode ser muito
perigoso.
 Se algum reagente atingir sua pele ou olhos, lavar imediatamente com água e avisar o
professor.
 Nunca provar nem cheirar qualquer composto químico sem prévia autorização.
 Nunca comece um experimento sem explicação prévia do professor e na dúvida sempre
pergunte, nunca teste nada por conta própria.
 Não converse durante a explicação do professor sobre a prática, sua falta de atenção pode
colocar você e seus companheiros em risco, bem como prejudicar o andamento do
experimento.
 Trabalhe com seriedade, método e calma.
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Antes de começar a fazer os experimentos é necessário que você conheça os


equipamentos e saiba utilizá-los da forma correta:

1- Os diferentes equipamentos do laboratório.


Para que os alunos possam se familiarizar com os equipamentos de laboratório, antes de iniciar
sua manipulação é necessário que façam o reconhecimento dos principais equipamentos.
Observe os equipamentos dispostos em sua bancada.

2- Utilização da balança.
A balança é um equipamento extremamente importante dentro do laboratório. Muitos
experimentos dependem da exatidão com a qual a massa das substâncias é medida. Portanto
aprender a manipular a balança corretamente é extremamente importante para todos os membros
do grupo. Cada grupo deverá se dirigir para próximo à balança, (1 grupo de cada vez) e todos os
alunos deverão ouvir a explicação do professor e seguir as instruções abaixo para pesar 5,0 g de
NaCl como treinamento.
a) Verifique se a balança está com o nível posicionado corretamente.
b) Verifique se a balança está ligada (tomada e botão on-off).
c) Verifique se a balança está limpa, se não estiver comunique ao técnico.
d) Se a balança estiver estabilizada e com a escala "zerada" coloque delicadamente o
recipiente que será utilizado para a pesagem.
e) Espere os números da escala estabilizar e se puder descontar o a massa do recipiente,
aperte a tecla "Tara" o desconto será automático.
f) Espere novamente a estabilização da escala e se a escala estiver zerada, adicione
cuidadosamente a substância a ser pesada de forma a não derrubar reagente sobre o
prato ou outro qualquer parte da balança, se cair algum reagente fora do recipiente, chame
o professor ou a técnica.
g) Ao atingir a massa desejada, retire cuidadosamente o recipiente da balança, espere os
números da escala estabilizar e aperte novamente a tecla "Tara".
h) Nunca deixe a balança suja para o próximo grupo, nunca esqueça de retirar a "Tara" caso
você a tenha usado.

3- Manipulação da proveta, balões volumétricos e pipetas.


Para se fazer a leitura de volumes em vidrarias, sempre deve-se observar o menisco inferior
do líquido a ser medido. Observe a Figura 1.

Figura 1 - Procedimento correto para leitura de volume nos equipamentos - observação do


menisco inferior.
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a) Utilizando a proveta:
Para se medir um volume em uma proveta, basta colocar o líquido na mesma e obedecer a
escala da vidraria, observando menisco para se fazer a medida corretamente.

b) Utilizando o balão volumétrico:


Para se medir um volume em um balão volumétrico, basta colocar o líquido no mesmo até o
traço de aferição (os balões volumétrico são instrumentos de medida precisos e medem um
único volume). Observe a Figura 2.

Figura 2 - Procedimento correto para leitura de volume em um balão volumétrico.

c) Utilizando pipetas:
Para se encher uma pipeta (graduada ou volumétrica), coloca-se a ponta no líquido e faz-se a
sucção através de uma pera de borracha ou um pipetador. Toma-se o cuidado de manter a
ponta da pipeta sempre abaixo do nível do líquido. Caso contrário ao se fazer a sucção o
líquido alcança o pipetador e isso pode estragá-lo. Durante a sucção fique atento para que o
líquido não ultrapasse o volume total da pipeta atingindo o pipetador. Observe as Figuras 3 e
4.

Sucção

Escoamento

Pera de borracha

Pipetador

Figura 3 - Pera e pipetador. Materiais para o uso das pipetas.


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Figura 4 - Detalhes sobre a leitura do menisco no uso das pipetas.

A escolha da pipeta a ser usada (existem pipetas de 1, 2, 5 , 10, 20 mL...) se faz de acordo com o
volume que se deseja medir. Você sempre deve escolher a pipeta do volume desejado ou
imeditamente superior, ok?

A diferença entre a pipeta graduada e a pipeta volumétrica é que a primeira mede volumes
variados e a segunda mede um único volume, sendo a mais precisa. Mas a sucção se faz do
mesmo jeito.

Bem, visto isto, agora é treinar!


Seu grupo deve:
- Medir volumes variados na proveta.
- Medir volume no balão volumétrico.
- Medir volumes variados nas pipetas graduadas.
- Medir volume na pipeta volumétrica.

Todos os membros do grupo devem treinar!

Vale salientar que para se fazer qualquer transferência em laboratório, não importando s eo
material é sólido ou líquido, deve-se aproximar os frascos, sempre evitando que o material caia ou
contamine a bancada.

PARTE EXERIMENTAL
Determinação do erro experimental de um balão volumétrico
a) Pesar o balão volumétrico, devidamente seco e vazio, sem tampa, e anotar a massa.
b) Preencher com água até o menisco, enxugar o “pescoço” e pesar novamente.
c) Através da diferença de massa do balão volumétrico vazio e do balão volum. cheio, determine a
massa exata de água na vidraria.
d) Através da massa de água determinada e da densidade da água (olhar a Tabela 1 de
densidade), calcule o volume real e compare com o do equipamento (lembre-se: se d =m/V ; logo:
V = m/d).
e) Utilize a tabela abaixo para organizar seus dados.
Massa 1 Massa 2 Massa de Volume da água (mL) % de
Vidraria
(vazia) (g) (com água) (g) água (g) (Vexp) Erro
Balão Volum.
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f) Calcule o erro experimental relativo ao balão volumétrico.


Vexp - Vfab
% Erro = x 100
Vfab
No qual; Vexp é o volume que você determinar através da densidade da água (cálculo).
Vfab é o volume indicado pelo fabricante (escala da vidraria).

Tabela 1 - Densidade absoluta da água em diferentes temperaturas.


T (oC) d (g.mL)
18 0,998595
19 0,998405
20 0,998203
21 0,997992
22 0,997770
23 0,997538
24 0,997296
25 0,997044
26 0,996783
27 0,996512
28 0,996232

QUESTIONAMENTOS
1) O balão volumétrico é um equipamento muito ou pouco preciso? O resultado encontrado foi o
esperado? Por quê?
2) Quais os possíveis erros do grupo?
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Química Geral e dos Alimentos - Laboratório - Nutrição - Profs. Fernando/Kirlene/M.Alice

PRÁTICA Nº 02: DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE

1. OBJETIVO
Conhecer diferentes métodos existentes para determinação da densidade de diferentes tipos de
materiais e substâncias.

2. INTRODUÇÃO
Muitos estudantes pensam que a densidade é apenas o resultado de uma operação aritmética de
divisão entre a massa e o volume de uma substância, mas esse conceito é muito mais amplo e
está relacionado a outros, como compressão e empacotamento. Por exemplo, quanto maior for o
empacotamento dos átomos, mais densa é a substância. Da mesma forma, quanto maior for a
compressão sobre um objeto, maior será a sua densidade. Nesse trabalho serão abordados
apenas os aspectos mais diretos e as técnicas de laboratório mais comuns envolvidas na
determinação da densidade de sólidos e líquidos, mas vale a pena buscar um detalhamento mais
profundo sobre o conceito de densidade.

3. PARTE EXPERIMENTAL
3.1 Determinação da densidade de sólidos - Método da variação do volume (V) (usando
proveta)
Materiais: Parafuso e Arroz
A) Parafuso (aço)
a) Pese o parafuso e anote a sua massa, em gramas (m).
b) Coloque em uma proveta de 100 mL, EXATAMENTE 80 mL de água deionizada (V1).
Coloque o parafuso dentro da proveta com água (com cuidado, para não quebrar a vidraria e
para não saltar água, evitando a perda do líquido para o meio ou para a parte superior da proveta)
e leia o novo volume (V2). (Observe o menisco inferior).
c) Calcule a variação do volume (V = V2 - V1) e anote essa variação.
d) Calcule a densidade do parafuso (d = m/V).

Utilize a tabela abaixo para organizar seus dados.

Material
Massa V1 V2 V Densidade
(g) (só água) (água + parafuso) (V2 - V1) (g/mL)
Parafuso

*Obs. Coloque um termômetro na proveta do parafuso e, quando a leitura da temperatura


estabilizar (2 minutos), anote a temperatura do experimento. Não tire o termômetro da água para
fazer a leitura (Toda medida de densidade deve ser feita com temperatura conhecida).

B) Arroz (grão cru)


a) Pese em um béquer, aproximadamente, 10 g do arroz (anote a massa exata - m).
b) Coloque em uma proveta de 50 mL, EXATAMENTE 30 mL de água desionizada (V1).
c) Transfira todo o sólido para a proveta com água (com cuidado, para não perder água e/ou
grão). Certifique-se de que todo o sólido está submergido, e que não há bolhas de ar, e leia o
novo volume (V2). (Observe o menisco inferior).
d) Calcule a variação do volume (V = V2 - V1) e anote essa variação.
e) Calcule a densidade para cada grão (d = m/V).

(Faça uma tabela semelhante à do parafuso, para organizar seus dados).


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3.2 Determinação da densidade de líquidos (Usando balão volumétrico e variação da massa


(m))
Líquidos: Leite integral, Óleo de soja e solução de cloreto de sódio (NaCl)
a) Identifique e pese, na balança, três balões volumétricos de 25 mL (V), SECOS, e anote a
massa de cada um, em gramas (m1).
b) Coloque os líquidos em béqueres.
b) Preencha os balões com cada líquido de teste até, aproximadamente, 1 cm abaixo da marca.
c) Utilize uma pipeta de Pasteur para completar o volume EXATAMENTE até a marca do balão
(observe o menisco inferior).
d) Pese novamente, na balança, cada balão volumétrico contendo o líquido, e anote as massas,
em gramas (m2).
f) Calcule as massas dos líquidos (m = m2 - m1) e calcule a densidade de cada um
(d = m/Vbalão).

Utilize a tabela abaixo para organizar seus dados.

Massa do Massa do
Material m Densidade
balão (m1) balão + líquido (m2) (g/mL)
(m2 - m1)
(g) (g)
Leite Integral
Óleo de Soja
Solução de NaCl

______________________________________________________________________________

*Obs1: O leite é constituído principalmente por água, gordura, vitaminas, proteínas, enzimas,
lactose e substâncias minerais (Tabela 1). A densidade do leite varia entre 1,023 g/mL e
1,040 g/mL (a 15ºC).
A densidade do leite depende diretamente da matéria dissolvida e suspensa no volume
pesquisado, isto é, do extrato seco desengordurado, gordura e água. Um leite com baixo teor em
gordura apresenta maior densidade enquanto que uma amostra com alto teor de gordura mostra
menor densidade. Por outro lado, uma amostra de leite com maior quantidade de água (como por
exemplo, no caso de fraude por adição de água no leite) tem densidade menor do que a amostra
normal.
Tabela 1 - Composição média do leite de vaca
Constituinte Teor (g.kg-1) Variação (g.kg-1)
Água 873 855-887
Lactose 46 38-53
Gordura 39 24-55
Proteínas 32,5 23-44
Substâncias minerais 6,5 5,3-8,0
Ácidos orgânicos 1,8 1,3-2,2
Outros 1,4 -

4. QUESTIONAMENTOS
1) Pesquise sobre a densidade do aço e do grão de arroz e compare com o seu resultado.
2) Como a densidade varia com a temperatura? Discuta e mostre graficamente.
3) Como funciona um densímetro? É possível usar o mesmo densímentro para qualquer líquido?
4) Quem é mais densa: a água pura ou a água salgada? Por quê?
5) Como funciona um picnômetro e para que serve?
6) Como varia a densidade dos diferentes tipos de leite?
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Química Geral e dos Alimentos - Laboratório - Nutrição - Profs. Fernando/Kirlene/M.Alice

PRÁTICA Nº 03: INTERAÇÕES INTERMOLECULARES E SEUS EFEITOS NA SOLUBILIDADE


ENTRE AS SUBSTÂNCIAS

1. OBJETIVO
Verificar o efeito da estrutura molecular e da polaridade/Forças intermoleculares no
comportamento da solubilização (miscibilização) das substâncias.

2. INTRODUÇÃO
A solubilidade (ou miscibilidade) entre duas substâncias é, geralmente, determinada pelas
interações (forças) intermoleculares. A frase “semelhante dissolve semelhante” revela a ideia geral
da solubilidade, onde substâncias polares possuem interações intermoleculares diferentes das
substâncias apolares, não se misturando, portanto. Esse tipo de propriedade irá também
influenciar as propriedades como ponto de fusão, ponto de ebulição e, em parte, a densidade.

Estas interações são classificadas como ligação (ou ponte) de hidrogênio (mais forte - moléculas
polares), dipolo-dipolo e dispersão de London (mais fraca - moléculas apolares), conforme a
natureza dos átomos responsáveis pela formação dos pólos.

3. PARTE EXPERIMENTAL
Realize os testes em tubos de ensaio numerados.
a) Numere dois tubos de ensaio (1 e 2) e adicione aos tubos uma ponta de espátula de
cloreto de sódio (NaCl). Em seguida, adicione ao tubo 1 2 mL de água e ao tubo 2 2 mL de
etanol. Agite e observe. Anote a solubilidade do NaCl em ambos os solventes.
b) Numere dois tubos de ensaio (3 e 4) e adicione 2 mL de éter etílico em cada um. Em
seguida, ao tubo 3 adicione 1 mL de água e ao tubo 4 1 mL de hexano. Agite e observe.
Anote a miscibilidade das substâncias e discuta as interações intermoleculares e a
densidade.
c) Numere dois tubos de ensaio (5 e 6) e adicione 2 mL de benzeno em cada um. Em
seguida, adicione ao tubo 5 1 mL de água e ao tubo 6 2 mL de hexano. Agite e observe.
Anote a miscibilidade das substâncias e discuta as interações intermoleculares e a
densidade.
d) Numere três tubos de ensaio (7, 8 e 9) e adicione em cada tubo 1 mL de água. Em
seguida, adicione ao tubo 7 2 mL de etanol, ao tubo 8 2 mL de butanol e ao tubo 9 2 mL de
álcool isoamílico. Agite e observe. Anote a miscibilidade das substâncias e discuta as
interações intermoleculares e a densidade.
e) Numere dois tubos de ensaio (10 e 11) e adicione em cada tubo 3 mL de água. Em
seguida, adicione ao tubo 10 1 mL de ácido acético e ao tubo 11 1 mL de ácido oleico. Agite
e observe. Anote a miscibilidade e discuta as interações intermoleculares e a densidade.
f) Ao tubo 11 adicione 2 mL de detergente. Agite e observe. Anote a miscibilidade. Interprete
os resultados.
g) Numere um tubo de ensaio (12) e adicione 2 mL de água. Em seguida, adicione 2 mL de
clorofórmio. Agite e observe. Anote a miscibilidade das substâncias e discuta as interações
intermoleculares e a densidade.
h) Ao tubo 12 adicione um pequeno pedaço (“bolinha”) de iodo sólido. Agite e observe. Anote
a solubilidade do iodo e interprete os resultados.
i) Numere um tubo de ensaio (13) e adicione 2 mL de água. Em seguida, adicione 3 mL de
acetona. Agite e observe. Anote a miscibilidade das substâncias.
j) Ao tubo 13 adicione uma espátula de cloreto de sódio. Agite e observe. Anote a
solubilidade do NaCl e interprete os resultados.
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4. ESTRUTURA E DENSIDADE DAS MOLÉCULAS UTILIZADAS NO EXPERIMENTO

O OH
H H ETANOL O
ÁGUA (Álcool etílico) ÉTER ETÍLICO HEXANO
(d = 1,0 g/mL) (d = 0,79 g/mL) (d = 0,71 g/mL) (d = 0,65 g/mL)

OH
ACETONA BUTANOL OH
(Propanona) BENZENO (Álcool butílico) ÁLCOOL ISOAMÍLICO
(d = 0,78 g/mL) (d = 0,88 g/mL) (d = 0,81 g/mL) (d = 0,81 g/mL)
1 OH
H 9
O
O
Cl Cl 10
Cl I I OH 18
CLOROFÓRMIO IODO ÁCIDO ACÉTICO ÁCIDO OLEICO
(d = 1,49 g/mL) (sólido) (d = 1,0 g/mL) (d = 0,90 g/mL)

12 - +
SO3 Na
1

DETERGENTE
(Dodecil benzeno sulfonato de sódio - “DBS”)

Obs. 1: O cloreto de sódio (tubos 1 e 2) é um composto iônico e, deste modo, não apresenta
fórmula estrutural e sim fórmula iônica ([Na+] [Cl-]).
Obs. 2: A interação que ocorre entre um composto iônico e a água é chamada de interação “íon-
dipolo”. É uma interação forte (mais forte que a ligação de Hidrogênio), mas não é considerada
uma “força intermolecular”, pois envolve composto iônico.

5. QUESTIONAMENTOS
1) Escreva todas as interações intermoleculares que ocorreram em cada tubo de ensaio,
justificando os resultados observados.
2) Para os líquidos imiscíveis entre si, discuta as densidades.
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Química Geral e dos Alimentos - Laboratório - Nutrição - Profs. Fernando/Kirlene/M.Alice

PRÁTICA Nº 04: ESTUDO DO pH E DOS INDICADORES

1. OBJETIVO
Reconhecer substâncias com caráter ácido e básico, diferenciar o comportamento de ácidos e
bases fortes quando comparados a ácidos e bases fracas; medir e observar o valor do pH de
substâncias; comparar as soluções e verificar a cor característica do meio com diversos tipos de
indicadores.

2. INTRODUÇÃO
Os ácidos e as bases são duas funções químicas consideradas opostas, pois suas propriedades
costumam ser inversas. Por exemplo, se considerarmos alimentos presentes em nosso cotidiano,
que são ácidos, veremos que o gosto deles, no geral, é azedo, como ocorre com o limão. Porém,
alimentos que são básicos possuem gosto adstringente (que “amarra” a boca), como o de uma
banana verde.

A definição mais tradicional dos ácidos e bases foi dada pelo cientista sueco Svante Arrhenius,
que estabeleceu os ácidos como substâncias que, em solução aquosa, liberam H+, enquanto as
bases (ou hidróxidos), também em solução aquosa, liberam OH-.

É possível medir a concentração de hidrogênio iônico (H +) em uma solução aquosa a partir de


uma escala logarítmica inversa, que recebeu o nome de potencial hidrogeniônico, ou
simplesmente, escala de pH. Esta escala vai de zero a 14, sendo o pH 7 considerado neutro. Os
valores menores que sete classificam a solução como ácida e os maiores que sete como alcalinos
(bases).

O aparelho usado para medição de pH é o pHmetro ou medidor de pH. É constituído basicamente


por um eletrodo e um circuito potenciômetro. Ele mede as diferenças de potencial elétrico
produzidas pelas concentrações de hidrogênio e indica o resultado dentro da escala de 0 a 14.

Para se ter uma ideia do pH de uma solução aquosa, usam-se substâncias indicadoras, os
chamados indicadores, como a fenolftaleína, que são substâncias que, por suas propriedades
físico-químicas, apresentam a capacidade de mudar de cor na presença de um ácido ou de uma
base. Estes indicadores servem apenas para indicar se as soluções se encontram nessas faixas
de pH, e não para identificar exatamente o pH da solução.

TABELA 1 - Indicadores ácido-base e intervalos de pH nos quais ocorre variação de cor (“viragem”)
INTERVALO DE pH PARA A MUDANÇA DE COR
INDICADOR
MUDANÇA DE COR (“Viragem”) CORRESPONDENTE
1,2 - 2,8 Vermelho - Amarelo
Azul de timol
8,0 - 9,6 Amarelo - Azul
Azul de bromofenol 3,0 - 4,6 Amarelo - Violeta
Verde de bromocresol 4,0 - 5,6 Amarelo - Azul
Fenolftaleína 8,0 Incolor - Rosa

3. PARTE EXPERIMENTAL
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3.1 Ácidos, Bases e Indicadores


3.1.1 Comparação entre pH de um ácido forte com um ácido fraco (na mesma
concentração)
A) Teste para ácido clorídrico (HCl):
a) Numerar 4 tubos de ensaio.
b) Adicionar 2 mL do ácido clorídrico em cada tubo.
c) Seguindo a tabela abaixo adicionar 3 gotas de indicador em cada tubo, agitar e anotar a cor
observada:
Nº do Tubo HCl 0,1 mol/L e o indicador Cor observada
01 Azul de timol
02 Azul de bromofenol
03 Verde de bromocresol
04 Fenolftaleína

B) Teste para ácido acético (H3CCOOH):


a) Numerar 4 tubos de ensaio.
b) Adicionar 2 mL do ácido acético em cada tubo.
c) Seguindo a tabela abaixo adicionar 3 gotas de indicador em cada tubo, agite e anotar a cor
observada:
Nº do Tubo H3CCOOH 0,1 mol/L e o indicador Cor observada
05 Azul de timol
06 Azul de bromofenol
07 Verde de bromocresol
08 Fenolftaleína

3.1.2 Comparação entre pH de uma base forte com uma base fraca (na mesma
concentração)
A) Teste para o hidróxido de sódio (NaOH):
a) Numerar 4 tubos de ensaio.
b) Adicionar 2 mL de hidróxido de sódio em cada tubo.
c) Seguindo a tabela abaixo adicione de 3 gotas de indicador em cada tubo, agite e anote
a cor observada:
Nº. do Tubo NaOH 0,1 mol/L e o indicador Cor observada
09 Azul de timol
10 Azul de bromofenol
11 Verde de bromocresol
12 Fenolftaleína

B) Teste para o hidróxido de amônio (NH4OH):


a) Numerar 4 tubos de ensaio.
b) Adicionar 2 mL de hidróxido de amônio em cada tubo.
c) Seguindo a tabela abaixo adicionar de 3 gotas de indicador em cada tubo, agitar e anotar a
cor observada:
Nº do Tubo NH4OH 0,1 mol/L e o indicador Cor observada
13 Azul de timol
14 Azul de bromofenol
15 Verde de bromocresol
16 Fenolftaleína

3.2 Uso do pHmetro e escala de pH


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3.2.1 Medidas de pH de diferentes materiais


Inserir, aproximadamente, 25 mL de cada material em um béquer de 50 mL e medir o pH.
Lavar o eletrodo e repetir o procedimento para os diferentes materiais.

Nº Material pH medido
1 Água
2 Ácido clorídrico
3 Ácido acético
4 Hidróxido de sódio
5 Hidróxido de amônio
6 Coca-cola
7 Guaraná
8 Vinho
9 Vinagre
10 Suco de limão concentrado
11 Café
12 Leite
13 Vitamina C (efervescente)
14 Sal de frutas (sol. saturada)
15 Sal de frutas (sol. diluída)

4. QUESTIONAMENTOS
1) Escreva, na forma de tabelas, todos os resultados encontrados nos experimentos.
2) A partir dos indicadores utilizados, é possível determinar com exatidão o pH das soluções
estudadas? Justifique a sua resposta.
3) Qual a limitação do uso dos indicadores?
4) Discuta os 15 valores de pH dos diferentes materiais. Por que deram abaixo de sete ou próximo
a sete ou acima de sete.
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Química Geral e dos Alimentos - Laboratório - Nutrição - Profs. Fernando/Kirlene/M.Alice

PRÁTICA Nº 05: PREPARO DE SOLUÇÕES

1. OBJETIVO
Compreender a natureza e a importância das soluções e preparar diferentes soluções para uso
em outras práticas.

2. INTRODUÇÃO
Solução é uma mistura homogênea constituída por duas ou mais substâncias numa só fase. As
soluções são formadas por um solvente (geralmente o componente em maior quantidade) e um
ou mais solutos (geralmente componente em menor quantidade).

As substâncias químicas presentes nos organismos de animais e vegetais estão dissolvidas em


água constituindo soluções. No cotidiano a maioria das soluções é líquida.

As propriedades físicas e químicas de uma mesma solução são constantes em toda sua extensão,
todavia dependem da composição, que pode variar de solução para solução.

3. PARTE EXPERIMENTAL
3.1 Preparo de 100 mL de solução 0,05 mol/L de Sulfato de cobre II pentaidratado
(CuSO4.5H2O)
a) Calcular a quantidade de massa de CuSO4.5H2O necessária para preparar 100 mL de uma
solução 0,05 mol/L.
b) Pesar a massa calculada em um béquer de 50 mL.
c) Anotar exatamente o peso observado na balança.
d) Solubilizar o CuSO4.5H2O ainda no béquer e transferir, com o auxílio de funil de vidro e bastão
de vidro, a solução para o balão volumétrico de 100 mL.
e) Lavar várias vezes o béquer com água deionizada (transferência quantitativa), inserindo essa
água no balão volumétrico.
f) Completar, cuidadosamente, o volume do balão volumétrico para 100 mL, adicionando água
até o traço de aferição. Feche o balão e o agite para homogeneizar a solução.

3.2 Preparo de 250 mL de solução 0,1 mol/L de Hidróxido de sódio (NaOH)


a) Calcular a quantidade de massa de NaOH necessária para preparar 250 mL de uma solução
0,1 mol/L.
b) Pesar, rapidamente, a massa calculada em um béquer de 50 mL.
c) Anotar exatamente a massa observado na balança.
d) Solubilizar o NaOH ainda no béquer e transferir, com o auxílio de funil de vidro e bastão de
vidro, a solução para o balão volumétrico de 250 mL.
e) Lavar várias vezes o béquer com água deionizada (transferência quantitativa) e inserir essa
água no balão volumétrico de 250 mL.
f) Completar, cuidadosamente, o volume para 250 mL com água deionizada até o traço de
aferição. Feche o balão e agite para homogeneizar a solução.
g) Armazenar essa solução em um frasco de plástico e rotular (Substância, concentração
da solução e nome do grupo), pois esta solução será usada nas próximas aulas.

3.3 Preparo de 100 mL de solução 0,01 mol/L de Sulfato de cobre II pentaidratado - A partir
da solução 0,05 mol/L (Cálculo de diluição de solução)
a) Calcular o volume da solução de sulfato de cobre II pentaidratado necessário para preparar
100 mL de uma solução 0,01 mol/L.
b) Com o auxílio de uma pipeta volumétrica, transferir o volume calculado para um balão
volumétrico de 100 mL.
c) Completar, cuidadosamente, o volume para 100 mL utilizando água deionizada até o traço de
aferição. Feche o balão e agite para homogeneizar a solução.
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4. QUESTIONAMENTOS
1) Escreva todos os cálculos envolvidos no preparo das soluções dos tópicos 3.1, 3.2 e 3.3.
2) Acidentalmente, durante a preparação de uma solução, a quantidade de água inserida no balão
volumétrico ultrapassa a marca de aferição. O que deve ser feito? Justifique.
3) Qual é a função da vidraria balão volumétrico?
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PRÁTICA Nº 06: ANÁLISE VOLUMÉTRICA - DETERMINAÇÃO DA ACIDEZ

1. OBJETIVO
Mostrar que, por intermédio de uma solução de base forte, de concentração conhecida, é possível
determinar a concentração de uma solução do ácido forte, ou vice-versa;
Mostrar como se reconhece o ponto final de uma reação de neutralização ácido-base por meio de
um indicador;
Determinar o teor de ácido acético em uma amostra de vinagre.

2. INTRODUÇÃO
A reação entre um ácido forte e uma base forte pode ser representada pela equação a seguir:
HaX + M(OH)b MaXb + H2O
Conhecendo a concentração da base, pode-se determinar a concentração do ácido, ou vice-versa.
Isto é feito adicionando uma das soluções à outra por intermédio de uma bureta, bastando, então,
determinar, por meio de um indicador ácido-base conveniente, o ponto final da reação que,
teoricamente, é aquele em que a solução se torna neutra, isto é, pH = 7, a 25 C.

Na realidade, não é necessário usar um indicador que mude de cor exatamente em pH = 7, já que
uma das características da neutralização de um ácido forte por uma base forte, ou vice-versa, é
que o pH muda abruptamente, quando faltam apenas gotas para atingir o ponto estequiométrico
teórico. Isto quer dizer que se pode usar uma gama de indicadores que mudam de cor, nos
intervalos de pH = 4 a pH = 10, sem se cometer um erro significativo.

O ponto de viragem da cor é denominado “ponto final da titulação” (P.F.T.), que não coincide
exatamente com o ponto final teórico ou ponto estequiométrico, mas, como já se mencionou, o
erro será insignificante.

A técnica utilizada hoje serve para a determinação da acidez do leite e de produtos lácteos, além
da daterminação da acidez em azeite demais óleos vegetais.

3. PARTE EXPERIMENTAL
Serão realizadas titulações de uma solução de HCl e de vinagre, de concentrações
desconhecidas, por intermédio de uma solução 0,1 mol/L de NaOH, previamente preparada,
usando azul de bromotimol e fenolftaleína como indicadores. Os indicadores apresentam as
seguintes características:
AZUL DE BROMOTIMOL FENOLFTALEÍNA
Faixa de viragem: pH = 6,2 - 7,6 Faixa de viragem: pH = 8,0 - 10,0
Em meio ácido: Cor amarela Em meio ácido: Incolor
Em meio neutro: Cor verde Em meio neutro: Incolor
Em meio básico: Cor azul Em meio básico: Cor rosa a carmim

Para começar, não se esqueça: Prepare a bureta (“fazer ambiente”, “encher”, “retirar o ar” e
“zerar”).

3.1 Determinação da concentração da solução de Ácido Clorídrico (HCl)


a) Pipetar 10,0 mL da solução de HCl, de concentração desconhecida, transferindo para um
erlenmeyer de 250 mL.
b) Adicionar 2 gotas de solução indicadora de azul de bromotimol.
c) Titular com a solução padronizada de NaOH 0,1 mol/L (agitando vigorosamente o erlenmeyer
durante a titulação) até a mudança de cor do indicador (amarelo para verde/azul).
d) Anotar o volume consumido de NaOH.
e) Repetir a titulação.
f) Calcular a concentração da solução do ácido.
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- CÁLCULOS:
M1.V1 = M2.V2 , no qual:
M1 = Molaridade do NaOH (Conc. Real);
V1 = Volume de NaOH gasto - bureta (litros);
M2 = Molaridade da solução de HCl;
V2 = Volume da solução de de HCl (em litros) (pipeta volumétrica - 10 mL).

3.2 Determinação do teor de ácido acético (H3CCOOH) no vinagre comercial


a) Pipetar 10,0 mL da solução de vinagre transferindo para um erlenmeyer de 250 mL.
(Esta solução foi preparada utilizando 25,0 mL de vinagre comercial para um volume de 500 mL
de solução).
b) Adicionar 2 gotas de solução indicadora de fenolftaleína.
c) Titular com a solução padronizada de NaOH 0,1 mol/L (agitando vigorosamente o erlenmeyer
durante a titulação) até a mudança de cor do indicador (incolor para rósea).
d) Anotar o volume consumido de NaOH.
e) Repetir a titulação.
f) Calcular o teor (% m/v) de ácido acético no vinagre.

- CÁLCULOS:
A) Cálculo da massa de ácido acético na alíquota
M1.V1 = m/MM , no qual:
M1 = Molaridade do NaOH (Conc. Real);
V1 = Volume de NaOH gasto - bureta (litros);
m = massa de ácido acético a ser determinada;
MM = Massa Molar do ácido acético (H3CCOOH - MM = 60 g/mol).

B) Cálculo da determinação do teor de ácido acético no vinagre (%m/v)

m (gramas) _______ 10 mL (alíquota)


x _______ 500 mL (volume do balão)
x = “y” gramas (massa de ácido acético no balão)

Mas foram usados 25 mL de vinagre. Logo, para achar o teor percentual (% m/v):

“y” (gramas) _______ 25 mL


teor _______ 100 mL
teor = “xx” g/100 mL = “xx”% (m/v)

4. QUESTIONAMENTOS
1) O que é titulação?
2) Qual é a concentração, em mol/L, da solução de HCl analisada na aula prática? Escreva todos
os cálculos utilizados (Nos Resultados).
3) Qual o teor de ácido acético (%m/v) do vinagre, encontrado na aula prática? Escreva todos os
cálculos utilizados (Nos Resultados). Este valor está de acordo com o rótulo? (Na Discussão)
4) Quais são os principais erros que podem acontecer em uma técnica de titulação?
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BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

BROWN, THEODORE L. et al. Química: a ciência central. 9. ed. São Paulo: Pearson, 2012. 972 p.
(e edições anteriores).

BRADY, J. E.; SENESE, F. Química: a matéria e suas transformações. Volume 1. 5. ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2011. 569 p. (e edições anteriores).

KOTZ, J.C.; TREIC HEL, P. Química Geral e Reações Químicas. Volume 1. 6. ed. São Paulo:
Cengage Learning, 2010. (e edições anteriores).

BARBOSA, LUIZ C LAUDIO DE ALMEIDA. Química Orgânica: uma introdução para as ciências
agrárias e biológicas. Viçosa: UFV, 2000 354 p.

DAMODARAN, Srinivasan; PARKIN, Kirk L.; FENNEMA, Owen R. (Org.). Química de alimentos de
Fennema. 4. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2010. 900 p.

ENGEL, Randall G. et al. Química Orgânica Experimental: técnicas de escala pequena. 3. ed. São
Paulo, SP: Cengage Learning, 2013. xxiii, 1010. (e outras edições).

RUSSELL, JOHN B. Química geral. Volume 2. 2.ed. São Paulo: Pearson Makron Books, 2010. (e
edições anteriores).

SAC KHEIM, GEORGE I.; LEHMAN, DENNIS D. Química e Bioquímica para Ciências Biomédicas.
8. ed. Barueri, SP: Manole, 2001. 644 p.

UCKO, DAVID A. Química para as Ciências da Saúde: uma introdução à química geral orgânica e
biológica. 2 ed. São Paulo, SP. Manole, 1992. 646 p.

MOTHEO, Artur de Jesus et al. Experimentos de química geral. São Carlos, SP: IQSC/USP, 2006.
99 p.

TRINDADE, Diamantino Fernandes. Química básica experimental. 2. ed. São Paulo: Ícone, 2003.

SITES PARA PESQUISA

- www.brasilescola.com/quimica
- www.iq.ufrgs.br/ead/quimicageral
- Laboratório Virtual USP
- AllChemy - USP
- quimica.ufsc.br
- CHEMFINDER
- NAEQ - Núcleo de Apoio ao Ensino de Química
- ChemKeys Português

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