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Aeroportos, portos

Orientação de Pista
e vias navegáveis
Aeródromo

Prof. PAULO JULIO DE FREITAS


Orientação de Pista Aeródromo

Os aviões deveria pousar e decolar contra o vento:

- Não sofreria efeito do vento través (Componente


transversal do vento), que dificulta a trajetória do
avião;

- Contaria com o vento como parcela da sua


velocidade aerodinâmica facilitando pouso e
decolagem.
Pousos e Decolagens
AEROPORTOS ANTIGOS

- Aviões pequenos
- Poucos metros para a decolagem
- Velocidades baixas

Sensíveis aos ventos cruzados (ou de través)


Pousos e Decolagens
AEROPORTOS ATUAIS

- Velocidades altas:
Menos sensíveis aos ventos cruzados

- Aumento do peso e da carga alar:


Pistas mais longas
Piso mais resistente
DO CAMPO DE AVIAÇÃO AO AEROPORTO
DO CAMPO DE AVIAÇÃO AO AEROPORTO

Evolução do aeroporto de Genebra(Suíça)


DO CAMPO DE AVIAÇÃO AO AEROPORTO
DO CAMPO DE AVIAÇÃO AO AEROPORTO
Pista limita operação
ESCOLHA DA CABECEIRA

- Layout do aeródromo
- Obstáculos
- Instrumentação
- Ruído
- Tráfego de outros aeródromos
- Declividade
- Vento
+ Vento Perpendicular
Orientação de Pista Aeródromo
- A orientação depende das condições de vento, do relevo, das
aeronaves, da demanda e da geometria da área disponível, entre
outros.

- Por recomendação da OACI, a orientação das pistas é tal que o


coeficiente de utilização do aeródromo não seja inferior a 95%
para as aeronaves às quais o aeródromo é construído, em função
do regime de ventos.

- Caso não seja possível identificar uma direção em que


contemple esse nível de operacionalidade, deverão ser
implantadas pistas em diferentes direções e alinhadas com
osventos predominantes.
Orientação de Pista Aeródromo

ANEMOGRAMA

- Gráfico que
fornece as
direções,
intensidades e
frequências dos
ventos de
superfície
α máximo (prática) = 10 graus

sen 10 graus = 0,17

Máxima velocidade transversal vento


=
0,17 x velocidade aerodinâmica do
avião
Orientação de Pista
As pistas devem ser orientadas de modo que as aeronaves
possam pousar pelo menos 95% do tempo com componente
de vento de través menor ou igual a:

- 20 nós (37 km/h): para aeronaves cujo comprimento de


pista de referência seja superior ou igual a 1.500 m;

- 13 nós (24 km/h): para aeronaves cujo comprimento de


pista de referência esteja entre 1.200 m e 1.500 m;

- 10 nós (19 km/h): para comprimentos inferiores a 1.200 m


(aeronaves mais leves).
ESCALA BEAUFORT (Sir Francis Beaufort (1774-1857)
ESCALA BEAUFORT (Sir Francis Beaufort (1774-1857)
Determinação Gráfica da Orientação da Pista

1. Obter os dados de vento (de pelo menos 5 anos);

2. Analisar e agrupar os dados por direção e velocidade;

3. Marcar as porcentagens de vento no setor apropriado na


Rosa dos Ventos;

4. Traçar numa tira transparente 3 retas paralelas equidistantes,


na mesma escala da Rosa de Ventos(com largura em escala = 2
x vento través(T) = (T+T);
Determinação Gráfica da Orientação da Pista

5. Colocar a tira transparente sobre a Rosa dos Ventos de


forma que a linha paralela mediana passe pelo seu centro;

6. Observar, girando a tira transparente, a direção para a qual a


soma das
porcentagens fora das linhas externas corresponda a um
mínimo;

7. Ler a orientação da pista, na escala externa da Rosa dos


Ventos, indicada pela linha central da tira transparente;
Determinação Gráfica da Orientação da Pista

8. Ajustar a orientação à declinação magnética, a fim de obter o


rumo correto da pista;

9. Se a porcentagem obtida no “passo n° 6” for maior que 5%,


determinar a orientação da pista para vento de través (pista
secundária) do mesmo modo, com exceção de que deverá ser
observada nesse caso a soma das porcentagens de vento que
ficarem fora das paralelas que definiram a 1ª orientação e das
que definirem a 2ª orientação da pista.
ANEMOGRAMA
ANEMOGRAMA
Tem duas escalas
Escala Radial

Escala Ângular
Dados:

Componente transversal admissível: 13 nós

Resultado: Direção escolhida: 35° - 215°, N.V.

Coeficiente de utilização: ≃ 97,5%


Numeração das Cabeceiras
- As cabeceiras das pistas são designadas através de um
número de dois dígitos e em pistas paralelas,
suplementadas por letras: L para esquerda (Left) e R para
direita (Right).

- O número é escrito para ser visto do prolongamento do


eixo da pista, ou seja, da posição de quem faz uma
aproximação para pouso. É o inteiro (se menor que 10,
precedido de zero) que indica, em dezenas o azimute
Norte.
Quantidade de Pistas de Pouso e
Decolagem
A capacidade horária de uma dada configuração de pista é definida de
acordo com as condições de operação do tráfego aéreo no local,
podendo ser:

• VISUAL: Visual Flight Rule (VFR) (Regras de Voo Visual)


é o conjunto de procedimentos e regras utilizados na operação de
aeronaves quando as condições atmosféricas permitem ao piloto
controlar visualmente a altitude do aparelho

• POR INSTRUMENTOS: Instrument Flight Rule (IFR) (Regras


de Voo por Instrumentos)
são o conjunto de regras das quais o piloto se utiliza para conduzir
uma aeronave orientando-se pelos instrumentos de bordo, ao invés de
se orientar por referências visuais exteriores a essa aeronave.
Capacidades Horárias Estimadas
Comparação
•  Configurações com apenas uma orientação (pistas
paralelas) são as melhores em termos de capacidade e
eficiência de controle de
tráfego.

•  Se a incidência de vento de través indica a necessidade de


orientar as pistas em mais de uma direção, uma
configuração em “V” aberto é mais conveniente que uma
configuração com pistas interceptantes. E, nesse caso,
devem ser adotadas operações divergentes, sempre que
possível.
Configuração das Pistas
Configuração das Pistas
Configuração das Pistas
A – PISTA ÚNICA

- É uma pista melhor posicionada para os ventos


predominantes, o ruído, o uso do solo e para outros fatores
determinantes. Durante as condições de VFR (Visual Flight
Rules), esta pista deve acomodar até 99 operações de
aeronaves por hora.

-  Sob condições IFR (Instrument Flight Rules), acomodam


entre 42 a 53 operações por hora, dependendo da combinação
de tráfego e de auxílio à navegação disponíveis.
Configuração das Pistas
A – PISTA ÚNICA
Configuração das Pistas
B – PISTAS EM V ABERTAS

São duas pistas que divergem em diferentes


direções, mas NÃO se interceptam formando
uma configuração que parece com um “V
aberto". Esta configuração é útil quando há pouco
ou nenhum vento, uma vez que permite a ambas
as pistas serem usadas ao mesmo tempo. Quando
os ventos fortes se formam em uma direção, só
uma pista será utilizada. Quando as decolagens e
desembarques são feitos longe dos dois extremos,
o número de operações por hora aumenta
significativamente. Quando as decolagens e
desembarques são feitos próximos aos dois
extremos, o número de operações por hora pode
ser reduzida em 50%.
Configuração das Pistas
B – PISTAS EM V ABERTAS
Configuração das Pistas
C – PISTAS CRUZADAS

Duas ou mais pistas que se interceptam. Este tipo de configuração é


utilizada quando há ventos fortes predominantes em mais de uma
direção ao longo do ano.
Quando os ventos em uma direção são considerados fortes as
operações serão limitadas a apenas uma pista. Com ventos moderados,
ambas as pistas podem ser utilizadas simultaneamente.
Configuração das Pistas
- A maior capacidade de operações
é realizado quando a intersecção
é perto do final.

- A capacidade e o número de
operações varia muito com esta
configuração de pista e depende
da localização da interseção e da
maneira como as pistas são
operados (IFR, VFR).
Configuração das Pistas
C – PISTAS CRUZADAS
Configuração das Pistas

C – PISTAS CRUZADAS
Configuração das Pistas
D – PISTAS PARALELAS

Há 4 tipos de pistas paralelas. São designadas de acordo com o


espaçamento entre os seus eixos. O número de operações por
hora irá variar de acordo com o número total de pistas e o mix de
aeronaves.
Em condições de IFR e tráfego predominantemente de aeronaves
menores, o número de operações varia entre 64 a 128 por hora.
Configuração das Pistas

D – PISTAS PARALELAS
Configuração das Pistas
D – PISTAS PARALELAS

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