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REPÚBLICA DE ANGOLA

MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

EMEAP
ESTUDO SOBRE
A MACRO-ESTRUTURA
DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA ANGOLANA

2000 - 2017
EMEAP
ESTUDO SOBRE
A MACRO-ESTRUTURA
DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA ANGOLANA
2000 - 2017
FICHA TÉCNICA

Titulo:
ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA
2000 - 2017

Propriedade:
MAPTSS - Ministério de Administração Pública, Trabalho e Segurança Social

Coordenação Técnica:
Direcção Nacional de Administração Pública

Compilação de textos, Montagem Global, Correcção, Edição e Distribuição:


Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do MAPTSS
Rua 1º Congresso do MPLA, nº 5, Ingombota, Luanda

Execução Gráfica:
EAL - Edições de Angola, Lda.
Rua Vereador dos Prazeres, nº 41-43, São Paulo
Luanda - República de Angola
www.edicoesdeangola.com

Tiragem:
2000 Exemplares

Luanda - Angola
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

SUMÁRIO

1. ENQUADRAMENTO DO ESTUDO..................................................................................... 09
1.1. Introdução .............................................................................................................................................. 09
1.2. Objectivos................................................................................................................................................ 09
1.3. Objecto ..................................................................................................................................................... 09
1.4. Delimitação temporal....................................................................................................................... 10
1.5. Metodologia........................................................................................................................................... 10
1.6. Aprovação do Estudo....................................................................................................................... 11
1.7. Estrutura do Estudo........................................................................................................................... 11

2. BALANÇO DAS RECOMENDAÇÕES DO


ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA ANGOLANA – 2000 - 2017.............................................................................. 15
2.1. No domínio da macro-estrutura da Administração
Pública (Ministérios).......................................................................................................................... 15
2.2. No domínio dos serviços integrados
(serviços executivos e de apoio) da Administração Pública.................................... 15
2.3. No domínio dos organismos autónomos, em
especial institutos públicos ......................................................................................................... 16

3. ACTUALIZAÇÃO DO ESTUDO DA MACRO-ESTRUTURA ANGOLANA................. 21

4. NO DOMÍNIO DA ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA..................... 21


4.1. A nível da Macro-Estrutura da Administração Pública ................................................ 21
4.2. A nível das estruturas internas da Administração Pública ........................................ 21
4.3. A nível dos serviços autónomos ............................................................................................... 23
4.4. Avaliação do peso institucional da Administração Pública:
uma perspectiva quantitativa .................................................................................................... 24
4.5. Avaliação do peso institucional da Administração Pública Central ................... 24
4.6. Análise do grau de conformação das estruturas internas da
Administração Pública ao modelo organizacional legalmente
definido (Decreto-Lei nº 13/94, de 1 de Julho, e o Decreto
Legislativo Presidencial nº 3/13, de 23 de Agosto) ....................................................... 26
4.7. Avaliação do peso institucional da Administração Pública
a nível dos Institutos Públicos (Serviços Personalizados,
Estabelecimentos Públicos, Fundos Públicos, Agências, Instituições
Públicas de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico)............. 32
4.8. Identificação dos espaços de sobreposição ou duplicação
de funções entre os organismos da Administração Pública .................................. 34

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EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

5. NO DOMÍNIO DA GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS DA


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .............................................................................................. 43
5.1. Evolução do pessoal da Administração Pública:
uma perspectiva quantitativa (2000-2017) ....................................................................... 43
5.2. Caracterização da política remuneratória da Administração Pública ............... 46
5.3. Caracterização do regime de carreiras da Administração
Pública, ingresso e acesso ............................................................................................................ 52
5.4. Caracterização geral da política integrada de gestão dos
recursos humanos da Administração Pública ................................................................. 52
5.5. Caracterização da política de recrutamento, constituição da relação
jurídica, mobilidade e desvinculação da Administração Pública ........................ 53
5.6. Caracterização do sistema de avaliação de desempenho, do
regime disciplinar e do regime de férias, faltas e licenças
da Administração Pública ............................................................................................................ 54

6. NO DOMÍNIO DA POLÍTICA TECNOLÓGICA DA


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .............................................................................................. 61
6.1. Considerações dos resultados alcançados ........................................................................ 62

7. RECOMENDAÇÕES .............................................................................................................. 65
1. No domínio da organização da Administração Pública ................................................ 65
2. No domínio da gestão dos recursos humanos da
Administração Pública ........................................................................................................................ 67
3. No domínio da política tecnológica da Administração Pública ............................... 69

8. PROPOSTA DOS 10 (DEZ) DOMÍNIOS PARA O PROGRAMA


DE REFORMA ADMINISTRATIVA ...................................................................................... 73

ANEXOS ................................................................................................................................... 79

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ENQUADRAMENTO DO ESTUDO
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

1. ENQUADRAMENTO DO ESTUDO

1.1. Introdução
O presente estudo é resultado da necessidade de actualização do Estudo so-
bre a Macro-Estrutura da Administração Pública Angolana aprovado na 3ª sessão
ordinária do Conselho de Ministros, de 29 de Setembro de 2000.
Com efeito, e após aprovação e implementação das recomendações formu-
ladas no Estudo acima referido, verificou-se a necessidade, volvidos cerca de (17)
dezassete anos, de se efectuar o balanço das recomendações então aprovadas,
bem como a avaliação do desenvolvimento da Administração Pública Angolana
para a formulação de novas recomendações adequadas ao contexto actual, dan-
do-se sequência à contínua aplicação das premissas constantes do Programa de
Reforma e Modernização Administrativa (PREA).
Para o alcance dos objectivos preconizados, foi criada uma comissão intermi-
nisterial de acompanhamento dos trabalhos do presente Estudo, suportada por
um Grupo Técnico, a quem competiu efectuar os trabalhos que se apresentam.

1.2. Objectivos
O presente Estudo tem os seguintes objectivos:
a) Actualizar o Estudo sobre a Macro-Estrutura da Administração Pública
Angolana no âmbito dos domínios da organização, do funcionamento,
da legislação, da estrutura de carreiras, de remunerações e da gestão
dos recursos humanos;
b) Apresentar as recomendações pertinentes.

1.3. Objecto
O Estudo tem por objecto a avaliação institucional da Administração Pública
a nível central, enquanto órgão de execução das políticas governamentais. Por
consequência, para o presente Estudo, não foram considerados os aspectos da
estrutura dos órgãos e serviços da Administração Pública a nível local, que pode-
rá ser realizado em Estudo autónomo. No entanto, a análise da evolução (carac-
terização) do efectivo da Função Pública abrange, também, os dados a nível da
Administração Pública Local.
No presente Estudo, em relação ao pessoal, não foram analisados os cargos
da função executiva (cargos políticos), legislativa (deputados), judicial (magistra-
dos judiciais e do Ministério Público), bem como do pessoal das Forças Armadas
Angolanas e dos órgãos de segurança e da ordem interna.

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EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

1.4. Delimitação temporal


O presente Estudo compreende o período de 2000 a 2017.

1.5. Metodologia
Para o alcance dos resultados pretendidos, o Estudo foi desenvolvido com base
numa abordagem participativa, que assegurou o envolvimento dos responsáveis
de várias estruturas não só no processo de recolha de dados, como ainda na ob-
tenção de consensos quanto à análise e recomendações apresentadas.
Para efeitos de análise, procedeu-se à distribuição dos Ministérios pelos sec-
tores abaixo designados, na sequência do método aplicado do Estudo anterior,
que se apresenta actual para os objectivos do presente Estudo, nomeadamente:

1. Defesa e Soberania
1.1. Ministério da Defesa Nacional;
1.2. Ministério do Interior;
1.3. Ministério das Relações Exteriores.

2. Político-Institucional
2.1. Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos;
2.2. Ministério da Economia e Planeamento;
2.3. Ministério das Finanças;
2.4. Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado;
2.5. Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social;
2.6. Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação;
2.7. Ministério da Comunicação Social;
2.8. Ministério do Ordenamento do Território e Habitação.

3. Económico
3.1. Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos;
3.2. Ministério do Ambiente;
3.3. Ministério da Indústria;
3.4. Ministério da Agricultura e Florestas;
3.5. Ministério do Comércio;
3.6. Ministério do Turismo;
3.7. Ministério das Pescas e do Mar.

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MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

4. Social
4.1. Ministério da Saúde;
4.2. Ministério da Educação;
4.3. Ministério da Cultura;
4.4. Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher;
4.5. Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria;
4.6. Ministério da Juventude e Desportos.

5. Infra-estruturas
5.1. Ministério dos Transportes;
5.2. Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação;
5.3. Ministério da Construção e Obras Públicas;
5.4. Ministério da Energia e Águas.

1.6. Aprovação do Estudo


O presente Estudo foi aprovado na 1ª Sessão da Comissão Interministerial
para a Reforma do Estado, realizada no dia 5 de Dezembro de 2018, criada pelo
Decreto Presidencial n.º 15/18, de 19 de Fevereiro.
Foram pontualmente actualizadas as informações constantes nos dados for-
necidos nos anexos e relacionados com os organismos superintendidos.

1.7. Estrutura do Estudo


A estrutura do presente Estudo compreende:
a) Enquadramento geral;
b) Balanço das recomendações do Estudo sobre a Macro-Estrutura da Ad-
ministração Pública Angolana aprovado em 2000;
c) Actualização do Estudo sobre a Macro-Estrutura da Administração Pú-
blica Angolana;
d) Recomendações.

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BALANÇO DAS RECOMENDAÇÕES DO
ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
ANGOLANA – 2000 - 2017
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

2. BALANÇO DAS RECOMENDAÇÕES DO ESTUDO SOBRE A MACRO-


ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA – 2000
- 2017

2.1. No domínio da macro-estrutura da Administração Pública (Ministérios)


• Procedeu-se à implementação da institucionalização, em cada organismo pú-
blico (Ministérios, Institutos Públicos, Fundos e Organismos Autónomos), das
estruturas de gestão orçamental e financeira com dupla subordinação – do Mi-
nistério das Finanças, nas questões de orientação e execução metodológica e
técnica, acompanhamento e aplicação dos recursos orçamentados em relação
aos objectivos e metas legalmente aprovados, e do organismo onde organica-
mente se insere a referida estrutura para as matérias funcionais;
• Verifica-se que nos diplomas que reestruturam a orgânica do governo
central a inclusão de disposições legais que clarificam a transição de
estruturas orgânicas;
• Procedeu-se à implementação da redefinição e clarificação de funções
nos domínios da coordenação e gestão das ajudas externas e coopera-
ção (entre o MIREX e o Ministério do Planeamento); da assistência social
(entre o MINARS e o Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos
de Guerra); indústria (entre o Ministério da Indústria e o Ministério das
Obras Públicas e Urbanismo); da energia (entre o Ministério da Agricul-
tura e Desenvolvimento Rural e o Ministério da Energia e Águas); da
ciência e tecnologia (entre o Ministério da Educação e Cultura e o Minis-
tério da Ciência e Tecnologia); da política de desenvolvimento regional
(entre o Ministério da Administração do Território e o Ministério do Pla-
neamento); e da estratégia de endividamento externo do País (entre o
Ministério do Planeamento e o Ministério das Finanças);
• Verificou-se a extinção das “Comissões Nacionais” a nível dos Ministérios;
• Mantém-se a falta de acompanhamento e fiscalização mais eficaz do
processo de instalação das estruturas criadas, no âmbito das novas or-
gânicas governamentais, com a consequência do esforço de racionali-
zação continuar a não atingir os objectivos preconizados.

2.2. No domínio dos serviços integrados (serviços executivos e de apoio) da


Administração Pública
• Verificou-se a redução dos serviços de apoio técnico e instrumental,
através da definição de parâmetros de densidade (n.º máximo de servi-
ços de apoio técnico e instrumental);

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EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

• Foram extintos os Centros de Documentação e Informação, mas a sua


integração não foi feita nas Secretárias Gerais, tendo sido elevados a
Gabinetes de Comunicação Institucional e Imprensa. Tal opção resultou
de uma nova política do governo quanto à necessidade de assegurar a
comunicação a nível dos departamentos ministeriais;
• Foi feita a integração, nas Secretarias Gerais, dos serviços comuns nos do-
mínios do orçamento, do património e das relações públicas. Quanto aos
recursos humanos, foram elevados a Gabinetes de Recursos Humanos,
em face da maior relevância atribuída à gestão dos recursos humanos.
Relativamente à informática foram elevados a Gabinetes de Tecnologias
de Informação, em face, também, da relevância atribuída à política do go-
verno quanto às tecnologias de informação e comunicação;
• Foi extinta a Direcção Nacional das Telecomunicações Administrativas;
• Foram extintas as representações comerciais no exterior do Ministério
do Comércio e Escritórios de Promoção Turística no Exterior do Ministé-
rio da Hotelaria e Turismo e integradas as respectivas funções nos servi-
ços das Missões Diplomáticas;
• A terceirização dos serviços de apoio tem sido aplicada em função da
capacidade de receitas dos serviços, estando ainda a Administração Pú-
blica a integrar nos seus quadros de pessoal funcionários para os diver-
sos serviços de apoio;
• A gestão por terceiros vem ganhando espaço, embora não se tenha tor-
nado num mecanismo regra;
• Foram feitas as correcções e aperfeiçoamentos a nível do OGE, no que
diz respeito às inscrições e referências que não correspondiam a estru-
turas ou unidades orgânicas efectivamente existentes nas rubricas ou
índices do OGE;
• Não foi implementada a extinção dos Gabinetes de Intercâmbio Inter-
nacional e a sua integração nos Gabinetes de Estudos, Planeamento e
Estatística (GEPE).

2.3. No domínio dos organismos autónomos, em especial institutos públicos


• Foram estabelecidas regras de redimensionamento e estruturação dos
Institutos Públicos no domínio do financiamento e da desconcentração
territorial dos mesmos, nos sucessivos diplomas que estabeleceram as
regras de criação, estruturação e funcionamento dos Institutos Públicos;
• Foram estabelecidos parâmetros para a estruturação dos Institutos
Públicos;

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MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• Foram adoptados mecanismos de redução das estruturas internas dos


institutos públicos;
• Foram elaboradas pelo Ministério das Finanças normas e instrumentos
necessários à actividade orçamental dos organismos dotados de auto-
nomia administrativa e financeira;
• Houve reforço da necessidade da existência dos Conselhos Fiscais, que hoje
são órgãos obrigatórios nas estruturas orgânicas dos Institutos Públicos;
• Foram criadas normas de responsabilização dos institutos públicos pe-
rante terceiros por actos ou omissões dos respectivos órgãos de gestão;
• Encontra-se subordinada a actividade dos Institutos Públicos ao Progra-
ma do Executivo, com programa anual de actividades e orçamento anual,
embora tais mecanismos dependam da gestão interna dos sectores;
• Foi implementada a prestação de contas ao Executivo ( superinten-
dência), através de relatórios semestrais e anuais de actividades, conta
anual de gerência e balancetes trimestrais.

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ACTUALIZAÇÃO DO ESTUDO DA
MACRO-ESTRUTURA ANGOLANA

NO DOMÍNIO DA ORGANIZAÇÃO DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

3. ACTUALIZAÇÃO DO ESTUDO DA MACRO-ESTRUTURA


ANGOLANA
A análise do desenvolvimento institucional verificada no período do presente Es-
tudo (2000-2017), permite-nos observar as seguintes tendências na Administração
Pública:

4. NO DOMÍNIO DA ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO


PÚBLICA

4.1. A nível da Macro-Estrutura da Administração Pública


• Estabilidade absoluta a nível dos departamentos ministeriais que inte-
gram os sectores da defesa e soberania;
• Acentuada estabilidade a nível dos Ministérios que integram o sector
político-institucional;
• Tendencialmente, o crescimento da estrutura do Executivo decorreu
da criação de Secretários de Estado como decorrência da aprovação da
Constituição da República de Angola. No Governo de 2017, foram no-
meados 49 (quarenta e nove) Secretários de Estado, e ao contrário dos
Governos anteriores, a figura dos Vice-Ministros não foi instituída (1);
• No período de 2010-2012, os sectores das águas, desenvolvimento rural
e ensino superior, antes organizados em Secretarias de Estado, foram
elevados a Ministérios;
• Os cargos de Vice-Ministros foram suprimidos da estrutura do Executi-
vo, e substituídos pelos Secretários de Estado (2).

4.2. A nível das estruturas internas da Administração Pública


• A Administração Pública Central Directa, quanto aos lugares criados,
para os cargos de direcção e chefia, nos estatutos orgânicos, compor-
ta 342 (trezentas e quarenta e duas) Direcções Nacionais e estruturas
equiparadas, 966 (novecentos e sessenta e seis) Departamentos, 201
(duzentas e uma) Repartições, e 1194 (mil cento e noventa e quatro)
1
Há que notar que a nomeação de Vice-Ministros ou de Secretários de Estado não é
constitucionalmente obrigatória, dependendo do modo como o Titular do Poder Executivo preten-
de definir a orgânica do Executivo e modelar a sua equipa (Crf. o nº 3 do artigo 108.º da Constituição
da República de Angola).
2
Não são considerados os Secretários de Estados não afectos ao Executivo e equiparados.

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EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

Secções, o que perfaz um total de 2703 (dois mil e setecentos e três)


estruturas orgânicas internas;
• A Administração Pública comporta 31.583 titulares de cargos de Direc-
ção e Chefia (3);
• Este número não comporta os Serviços Executivos Externos do Minis-
tério das Relações Exteriores, nomeadamente Missões Diplomáticas,
Missões Permanentes, Missões Temporárias, Postos Consulares e Con-
sulados Honorários;
• O número de serviços de apoio técnico perfaz um total de 222 (duzen-
tos e vinte e dois), e o número de serviços executivos um total de 120
(cento e vinte), o que de certo modo releva um maior esforço para o
apoio técnico do que para os serviços de natureza executiva;
• Os Centros de Documentação e Informação foram convertidos em Gabinetes
de Comunicação Institucional e Imprensa, como já apontado anteriormente;
• Os Departamentos de Recursos Humanos dos departamentos minis-
teriais evoluíram para Direcções Nacionais (Gabinetes de Recursos Hu-
manos), ocupando-se as Secretarias Gerais das funções de orçamento,
património e relações públicas, deixando de ter competências a nível da
gestão dos recursos humanos;
• De um modo geral, o número de pessoal previsto nos quadros de pes-
soal fica aquém do efectivamente existente nos serviços públicos, sen-
do evidente o empolamento dos quadros de pessoal face às necessida-
des reais dos serviços. Há, entretanto, situações em que o número do
pessoal existente ultrapassa o número previsto nos quadros de pessoal,
o que continua a representar uma anormalidade;
• A elaboração dos quadros de pessoal passou a contar com a indicação
das formações necessárias para as carreiras, sem que com isso se consi-
gam tirar conclusões sobre o seu impacto em termos de eficiência dos
serviços, provavelmente devido, ainda, à necessidade de uma política
global de gestão dos recursos humanos da Administração Pública com
a reactivação, conforme proposto nas recomendações do presente Es-
tudo, do Sistema Nacional de Gestão dos Recursos Humanos (SINGERH),
até ao momento não implementado.

3
Importa referir que existem na Administração Pública funcionários nomeados mas ainda não inse-
ridos no SIGFE.

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MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

4.3. A nível dos serviços autónomos


• A Administração Pública Central Indirecta integra 157 (cento e cinquen-
ta e sete) organismos superintendidos;
• Os Ministérios do sector económico têm o maior número de organis-
mos superintendidos, com 57 (cinquenta e sete), seguindo-se os Minis-
térios dos sectores político-institucional, com 39 (trinta e nove), social,
com 30 (trinta), defesa e soberania, com 18 (dezoito) e infra-estruturas
com 17 (dezassete);
• Esta situação continua a ser agravada pela circunstância da grande
maioria dos Institutos Públicos ter como única fonte de financiamento
as “transferências” do Orçamento Geral do Estado;
• A maioria dos organismos superintendidos dependem exclusivamente
do Orçamento Geral do Estado;
• A classificação feita não deixa de ser relevante por os Institutos Públicos
serem qualificados como do sector económico ou produtivo ou do sec-
tor administrativo ou social;
• A excessiva dependência do Orçamento Geral do Estado, associada à
baixa execução financeira, faz com que, com frequência, os organismos
autónomos fiquem presos ao desenvolvimento de actividades de roti-
na, com altos custos para o Orçamento Geral do Estado. Esta tendência
mantém-se apesar das sucessivas alterações aos paradigmas de criação,
estruturação, organização e funcionamento dos Institutos Públicos;
• A falta de condições iniciais de arranque e instalação dificulta a capaci-
dade de arrecadação de receitas próprias dos Institutos Públicos;
• De forma geral, a autonomia financeira concedida aos organismos autó-
nomos continua a não ter sentido útil, uma vez que onde existe incapa-
cidade de gerar receitas, falece o fundamento da autonomia financeira
e, em consequência, do próprio instituto público;
• Os Institutos Públicos dispõem de Conselho Fiscal, conforme estabele-
cido no paradigma sobre a criação, estruturação e funcionamento dos
Institutos Públicos;
• O Ministério da Agricultura e Florestas é o que tem mais organismos supe-
rintendidos por natureza, com 16 (dezasseis), seguindo-se o Ministério dos
Recursos Minerais e Petróleos, com 11 (onze), e o da Cultura com 10 (dez);
• Os fundos autónomos não dispõem de quadros orgânicos de pessoal,
nem critérios organizacionais racionalmente ajustados à sua natureza e
ao seu funcionamento “como serviços de especialidade”.

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EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

4.4. Avaliação do peso institucional da Administração Pública: uma


perspectiva quantitativa

4.4.1. Desenvolvimento institucional da Macro-Estrutura da Administração


Pública no período de 2000-2017
• A institucionalização dos Ministros de Estado, extinta em 1991, foi
retomada em 2010, passando a existir o Ministro de Estado e da
Coordenação Económica;
• A aprovação da Constituição da República de Angola de 2010 pro-
vocou grande impacto no desenvolvimento institucional da Admi-
nistração Pública. O Presidente da República passou a ser o Titular
do Poder Executivo, deixou de existir a figura de Primeiro-Ministro,
e o Conselho de Ministros passou a ser um órgão auxiliar do Presi-
dente da República;
• Actualmente, existem 3 (três) Ministros de Estado: Ministro de Esta-
do e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, o Ministro de
Estado e do Desenvolvimento Económico e Social, e o Ministro de
Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República;
• Na legislatura de 2017-2022 nota-se uma maior racionalização da
estrutura do Executivo, com a redução do número de departamen-
tos ministeriais.

4.5. Avaliação do peso institucional da Administração Pública Central


• No período que vai de 2008 a 2017, a estrutura do Executivo angolano
sofreu várias alterações, sobretudo, com a entrada em vigor da nova
Constituição da República de Angola de 2010, que alterou o sistema
de governo de semi-presidencialista para um sistema presidencialista;
• A distribuição dos Ministérios por sectores governamentais era a seguinte:

Quadro – Distribuição dos Ministérios pelos sectores governamentais


Defesa e Político
Económico Social Infraestruturas Total
Soberania Institucional
3 8 8 7 5 31

• No ano de 2010, com a aprovação e entrada em vigor da nova Consti-


tuição, a arquitectura da Administração Central Angolana foi alterada.
Houve a necessidade de reformular a estrutura da Administração Públi-
ca ao novo cenário constitucional;

24
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• A nova Constituição conferiu o Poder Executivo ao Presidente da Re-


pública, no quadro dos seus poderes constitucionais (Cfr. as alíneas b)
e d) do art. 120.º), auxiliado por um Vice-Presidente, Ministros de Esta-
do e Ministros. Neste contexto, não havendo um Governo como órgão
constitucional autónomo, o regime administrativo e governativo actual
confere, por via constitucional, as funções administrativas e executivas
ao Presidente da República;
• Diante deste novo quadro constitucional, foi aprovado, em 2010, o Decreto
Legislativo Presidencial nº 1/10, de 5 de Março, que estabeleceu a organi-
zação e funcionamento dos órgãos auxiliares do Presidente da República;
• Neste período, a orgânica do Governo comportava 30 (trinta) Ministérios
e uma Secretaria de Estado. Integravam ainda a estrutura deste Governo
39 (trinta e nove) Vice-Ministros e 14 (quatorze) Secretários de Estado;
• Importa realçar a criação do Ministério da Economia, que apenas foi
criado mais tarde, através do Decreto Presidencial nº 7/10, de 5 de Ou-
tubro, o que fez que o número de departamentos ministeriais saísse de
29 (vinte e nove) para 30 (trinta);
• Neste mesmo período foi criado o Ministério dos Assuntos Parlamenta-
res e a Secretaria de Estado para o Direitos Humanos (4). Os sectores das
Águas, Desenvolvimento Rural e Ensino Superior, antes com estatuto de
Secretarias de Estado, foram agregados, sendo que o primeiro no sector
da Energia, o segundo no sector da Agricultura e o terceiro no sector
da Ciência e Tecnologia. Houve também a fusão entre os Ministérios do
Urbanismo e Habitação e o Ministério das Obras Públicas (que deu lugar
ao Ministério do Urbanismo e da Construção), bem como entre o Minis-
tério da Geologia e Minas e o Ministério da Indústria (que deu lugar ao
Ministério da Geologia e Minas e da Indústria);
• A distribuição dos departamentos ministeriais pelos sectores governa-
mentais era a seguinte:

Quadro – Distribuição dos Ministérios pelos sectores governamentais


Defesa e Político
Económico Social Infraestruturas Total
Soberania Institucional
3 11 5 7 4 30

A Secretaria de Estado dos Direitos Humanos surge da evolução institucional partindo duma base
4

político-legal, ao abrigo da Resolução da Assembleia Nacional nº 27-A/06, de 16 de Agosto, que


aprovou o Memorando de Entendimento para a Paz e Reconciliação na Província de Cabinda, e
Institucionalizou o cargo do Ministro sem pasta, que tinha a missão de assegurar a observância e
respeito pelos Direitos Humanos em todo o território nacional, e acompanhar a materialização da
aplicação do Estatuto Especial para a Província de Cabinda.

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EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

• No ano de 2012, a constituição do Executivo aprovado pelo Decreto Le-


gislativo Presidencial nº 5/12, de 15 de Outubro, comportava 33 (trinta
e três) Ministérios e sem qualquer Secretaria de Estado. Faziam ainda
parte deste Governo 51 (cinquenta e um) Secretários de Estado;
• O Executivo do período de 2017-2022, aprovado pelo Decreto Legisla-
tivo Presidencial nº 3/17, de 13 de Outubro, comporta 28 (vinte e oito)
departamentos ministeriais, e apresenta-se com uma maior racionaliza-
ção, ou seja, temos, actualmente, uma estrutura menor em relação ao
Executivo anterior (2012-2017), registando-se uma redução na ordem
dos 15%, decorrente da extinção do Ministério dos Assuntos Parlamen-
tares, da fusão entre os Ministérios da Geologia e Minas e o dos Petró-
leos, dos Ministérios da Economia e o do Planeamento e Desenvolvi-
mento Territorial e dos Ministérios da Família e Promoção da Mulher e
da Assistência e Reinserção Social;
• A distribuição dos departamentos ministeriais pelos sectores governa-
mentais apresenta-se da seguinte maneira:

Quadro – Distribuição dos Ministérios pelos sectores governamentais


Defesa e Político
Económico Social Infraestruturas Total
Soberania Institucional
3 8 7 6 4 28

4.6. Análise do grau de conformação das estruturas internas da


Administração Pública ao modelo organizacional legalmente definido
(Decreto-Lei nº 13/94, de 1 de Julho, e o Decreto Legislativo Presidencial
nº 3/13, de 23 de Agosto)

• A orgânica dos serviços Centrais e Locais do Estado no período de 2008-


2012, foi definida pelo Decreto-Lei nº 13/94, de 1 de Julho. Resulta deste
diploma que os Ministérios e as Secretarias de Estado devem integrar os
serviços de apoio consultivo, os serviços de apoio técnico, os serviços
de apoio instrumental, os serviços executivos centrais e os serviços exe-
cutivos locais, conforme tabela a seguir:

26
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

Quadro - Grau de conformação das estruturas internas ao modelo legalmente definido –


Decreto-Lei n.º 13/94, de 1 de Julho
Natureza dos Serviços Tipo de Serviços
• Conselho Superior ou Conselho Consul-
Serviços de Apoio Consultivo tivo;
• Conselho de Direcção
• Gabinete Jurídico;
• Secretaria Geral;
Serviços de Apoio Técnico • Gabinete de Estudos Planeamento e Es-
tatísticas;
• Inspecção Geral ou Gabinete de Inspecção
• Gabinete do Ministro ou do Secretário
de Estado;
Serviços de Apoio Instrumental • Gabinete do Vice-Ministro;
• Gabinete de Intercâmbio Internacional;
• Centro de Documento e Informação
Serviços Executivos Centrais • Direcção Nacional
Serviços Executivos Locais • Delegações Provinciais

• No que se refere à segmentação vertical dos serviços executivos, dis-


punha o art. 13.º daquele diploma, que esses serviços deviam ter dois
níveis hierárquicos, podendo, caso a complexidade e as exigências fun-
cionais o justifiquem, integrar três níveis hierárquicos, quer a nível cen-
tral, local e municipal, conforme tabela a seguir:

Quadro – Segmentação vertical dos serviços executivos


A Nível Central A Nível Local A Nível Municipal
- Direcção Nacional;
- Departamento; - Departamento;
- Secção.
- Repartição; - Secção.
- Secção.

• Com o propósito de consolidar o processo de reforma administrativa,


foi aprovado o Decreto Legislativo Presidencial nº 3/13, de 23 de Agos-
to, que deu um novo figurino às estruturas orgânicas dos Serviços Cen-
trais do Estado, bem como das suas unidades internas.
• Este diploma surgiu da necessidade de adequar as estruturas internas dos
Ministérios aos imperativos da política da reforma administrativa em cur-
so, conforme expressamente proclama o preâmbulo do diploma: “ Con-
siderando a necessidade de se ajustar o modo de criação, estruturação
e extinção dos órgão e serviços da Administração Central do Estado ao

27
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

actual contexto económico e social do País e a observância dos princí-


pios que conformam a Administração Pública, estabelecidos pela Lei n.º
17/90, de 20 de Outubro, e na Constituição da República de Angola...;
• Faz ainda o diploma referência que: “...Havendo ainda a necessidade de
dar cumprimento às recomendações do Estudo sobre a Macro-Estrutu-
ra da Administração Pública e da Resolução n.º 93/06, de 29 de Novem-
bro, que aprova as Medidas de Revitalização do Programa de Reforma
Administrativa do Governo de Angola...”;
• A nova estrutura dos Serviços Centrais do Estado, nos termos do diplo-
ma citado, passou a ser a seguinte:

Quadro - Grau de conformação das estruturas internas ao modelo legalmente definido –


Decreto Legislativo Presidencial nº 3/13, de 23 de Agosto
Natureza dos Serviços Tipos de Serviços
• Conselho Consultivo;
Órgãos de Apoio Consultivo
• Conselho de Direcção

• Secretaria Geral;
• Gabinete de Recursos Humanos;
• Gabinete de Estudos, Planeamento e
Estatísticas;
Serviços de Apoio Técnico
• Gabinete de Inspecção;
• Gabinete Jurídico;
• Gabinete de Intercâmbio;
• Gabinete de Tecnologias de Informação

• Gabinete do Ministro;
Serviços de Apoio Instrumental • Gabinete do Secretário de Estado ou de
Vice- Ministro
Serviços Executivos Directos • Direcção Nacional ou Gabinete Técnico

• No que se refere à segmentação vertical dos serviços, estes devem apre-


sentar a seguinte estrutura interna, conforme quadro abaixo

28
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

Quadro - Segmentação vertical dos serviços


Natureza do
Tipo de Serviço Unidades Interna
Serviço
Órgãos de Apoio • Conselho Consultivo;
Consultivo • Conselho de Direcção
• Departamento de Gestão do
• Secretaria Geral
Orçamento e Administração
• Departamento de Relações
Públicas e Expediente
• Departamento de Gestão
por Competências e
• Gabinete de Recursos Desenvolvimento de Carreiras;
Humanos • Departamento de Formação e
Avaliação de Desenvolvimento
de Desempenho
• Gabinete de Arquivo, Registo e
Gestão de Dados
Serviços de
Apoio Técnico • Departamento de Estudos e
• Gabinete de Estudos, Estatísticas;
Planeamento e • Departamento de Planeamento
Estatísticas • Departamento de
Monitoramento e Controlo
• Departamento de Inspecção
• Gabinete de Inspecção • Departamento de Estudos,
Programação e Análise
• Gabinete Jurídico (5)
• Gabinete de Intercâmbio
• Gabinete de Tecnologias
de Informação
• Gabinete do Ministro
Serviços de Apoio • Gabinete do Secretário
Instrumental de Estado ou de Vice-
Ministro
Serviços Executivos • Direcção Nacional ou
Directos Gabinete Técnico

5
Os Serviços de Apoio Técnico quando não dispõem de unidades ou estruturas internas, são apenas
constituídas pelos respectivos Directores e do quadro de pessoal das carreiras técnicas correspondentes
às funções acometidas aos respectivos serviços – art. 21.º do Decreto Presidencial 3/13, de 23 de Agosto.
6
Os serviços de apoio directo quando revestem a natureza de direcção nacional podem dispor na
sua estrutura interna de até 3 (três) departamentos. Excepcionalmente, os departamentos ministe-
riais que atendem os sectores da educação, saúde, finanças públicas, segurança e ordem interna,
defesa nacional, administração do território podem dispor cada um de até 3 (três) secções por cada
departamento – art. 24.º n.ºs 1 e 2.

29
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

Quadro - Comparação dos órgãos e serviços de apoio


Decreto-Lei n.º 13/94, Decreto Legislativo Presidencial
de 1 de Julho n.º 3/13, de 23 de Agosto
Serviços de Apoio Consultivo Serviços de Apoio Consultivo
• Conselho Superior ou Conselho
• Conselho Consultivo;
Consultivo;
• Conselho de Direcção.
• Conselho de Direcção.
Estrutura
Serviços de Serviços de Apoio Estrutura
(Unidades
Apoio Técnico Técnico (Unidades Internas)
Internas)
• Departamento de Gestão e
• Gabinete Criação das Orçamento;
unidades internas • Secretaria Geral
Jurídico; • Departamento de Relações
dependente da Públicas e Expediente;
aprovação dos
• Departamento de Gestão
Estatutos Orgânicos
por Competências e
dos Departamentos
• Gabinete Desenvolvimento de Carreiras;
• Secretaria Ministeriais,
de Recursos • Departamento de Formação e
Geral; ao contrário
Humanos Avaliação de Desempenho
do paradigma
• Departamento de Arquivo,
aprovado pelo
Registo e Gestão de Dados.
Decreto Legislativo
Presidencial nº • Departamento de Estudos e
Gabinete • Gabinete
3/13, que define o Estatísticas;
de Estudos, de Estudos,
tipo das unidades • Departamento de Planeamento;
Planeamento e Planeamento e
internas. • Departamento de
Estatísticas; Estatísticas
Monitoramento e Controlo.
• Inspecção
• Departamento de Inspecção;
Geral ou • Gabinete de
• Departamento de Estudos,
Gabinete de Inspecção
Programação e Planeamento
Inspecção.
• Gabinete
Jurídico
• Gabinete de Intercâmbio • Gabinete de
• Gabinete de Tecnologias de Intercâmbio
Informação • Gabinete de Não dispõem de unidades internas
• Gabinete de Comunicação Tecnologias de
Institucional e Imprensa Informação
• Gabinete de
Comunicação
Serviços de Apoio Instrumental Serviços de Apoio Instrumental
• Gabinete do Ministro ou do
Secretário de Estado;
• Gabinete do Vice-Ministro;
• Gabinete do Ministro;
• Gabinete de Intercâmbio
• Gabinete do Secretário de Estado ou do Vice-Ministro.
Internacional;
• Centro de Documentação e
Informação.
Serviços Estrutura
Serviços Executivos Estrutura
Executivos (Unidades
Directos (Unidades Internas)
Centrais Internas)

30
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• Direcção • Departamento; • Direcção Nacional ou • Departamento;


Nacional • Secção. Gabinete Técnico • Secção.

• Partindo deste quadro comparativo, entre os dois diplomas legais,


podem-se constatar algumas diferenças no modo de constituição
dos serviços;
• No modelo adoptado pelo Decreto-Lei n.º 13/94, de 1 de Julho, os Ser-
viços de Apoio Instrumental integravam mais duas Unidades Internas
em comparação ao apresentado pelo Decreto Legislativo Presidencial nº
3/13, de 23 de Agosto, ou seja, antes comportavam 4 (quatro) Unidades
Internas e actualmente apresentam-se com apenas 2 (duas) Unidades.
Alterações semelhantes verificaram-se também nos Serviços de Apoio
Técnico, onde a actual composição é mais numerosa do que a anterior,
passando de 4 (quatro) para 7 (sete) Unidades;
• Em face deste cenário, as funções de gestão de pessoal e informática,
antes desempenhadas pela Secretaria Geral (art. 18.º do Decreto-Lei n.º
13/94), passam agora a ser desempenhadas por unidades internas au-
tónomas, designadamente, pelo Gabinete de Recursos Humanos e pelo
Gabinete de Tecnologias de Informação (Crf. artigos 15.º e 19.º do Decre-
to Legislativo Presidencial 3/13, de 23 de Agosto);
• As funções de documentação e informação antes integradas nos Ser-
viços de Apoio Instrumental (art. 11.º n.º 3 alínea c) do Decreto-Lei n.º
13/94), foram deslocadas, passando inicialmente tais funções a serem
desempenhadas pela Secretaria Geral (art. 14.º n.º 3 alínea c) do Decreto
Legislativo Presidencial 3/13), ou seja, o centro de documentação e in-
formação passou a fazer parte da estrutura interna da Secretaria Geral;
• Entretanto, pelo Decreto Presidencial nº 230/15, de 29 de Dezembro, fo-
ram criados os Gabinetes de Comunicação Institucional e Imprensa dos
Departamentos Ministeriais, Governos Provinciais e demais Serviços da
Administração Pública, cuja estrutura foi aprovada pelo Decreto Presi-
dencial nº 3/18, de 11 de Janeiro, enquanto serviço de apoio técnico;
• Outras novidades trazidas por este novo diploma e que importa desta-
car, é a natureza e o conteúdo dos Serviços Executivos Directos (ou Cen-
trais), bem como da sua estrutura orgânica;
• Neste passo, os Serviços Executivos Directos podem revestir a forma de
Direcção Nacional ou de Gabinete Técnico. Revestem a forma de Direc-
ção Nacional quando têm sob sua responsabilidade a execução directa
de medidas e tarefas relacionadas com o cumprimento das atribuições
e competências do departamento ministerial em que se integram. Por
outra, revestem a forma de Gabinete Técnico quando desenvolvem, pre-

31
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

dominantemente, funções de concepção, coordenação e acompanha-


mento de políticas, planos e programas, bem como orientações técnicas
e metodológicas a outros sectores da Administração Local do Estado
(Cfr. nºs 2 e 3 do art. 23.º);
• Cada departamento ministerial pode dispor na sua estrutura orgânica
de até 5 (cinco) serviços executivos directos entre Direcções Nacionais e
Gabinetes Técnicos. Excepcionalmente, nos departamentos ministeriais
que atendem os sectores da educação, saúde, finanças públicas, segu-
rança e ordem interna, defesa nacional, administração do território e re-
lações exteriores o número de gabinetes técnicos pode ser até 6 (seis)
unidades (Cfr. nºs 5 e 6 do art. 23.º);
• Relativamente à estrutura interna dos serviços executivos directos, dis-
põe o artigo 24.º do Decreto Legislativo Presidencial nº 3/13, que quan-
do estes revestem a forma de Direcção Nacional podem dispor na sua
estrutura interna de até 3 (três) departamentos. Excepcionalmente, os
departamentos ministeriais que atendem os sectores da educação, saú-
de, finanças públicas, segurança e ordem interna, defesa nacional, admi-
nistração do território e relações exteriores podem dispor cada um de
até 3 (três) secções por cada departamento;
• Quando os serviços executivos directos revestem a natureza de gabine-
te técnico não têm unidades de estruturas internas sendo constituídos
apenas pelos respectivos directores e quadro de pessoal das carreiras
técnicas correspondentes às funções que lhe sejam acometidas – Cfr. nº
3 do art. 24.º;
• É importante ressaltar que, considerando a natureza e a especificidade,
os sectores da Defesa e Soberania não acompanharam as reformas que
foram sendo implementadas no âmbito desta reforma.

4.7. Avaliação do peso institucional da Administração Pública a nível dos


Institutos Públicos (Serviços Personalizados, Estabelecimentos Públi-
cos, Fundos Públicos, Agências, Instituições Públicas de Investigação
Científica e Desenvolvimento Tecnológico)

• Importa, antes de mais, recordar os elementos ou características essen-


ciais dos institutos públicos criados pelo Estado:
• Natureza: pessoa colectiva dotada de personalidade jurídica de di-
reito público, que integram a administração indirecta do Estado e
assumem a forma de serviços personalizados, estabelecimentos pú-
blicos, agências e fundações públicas – art. 3.º.

32
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• Finalidade: prossecução de funções administrativas específicas que


primariamente são confiadas ao Estado. Desempenham funções de
carácter não empresarial (não lucrativo).
• Origem: acto legislativo ou mediante acto do poder público previsto
em lei: Decreto Presidencial do Titular do Poder Executivo – art. 16.º.
• Regime: Direito público – art. 3.º.

• Princípios orientadores:

• Princípio da especialidade: prosseguem os fins específicos que justifi-


caram a sua criação;
• Princípio da personalidade: traduzido na existência de órgãos próprios
de gestão, e de reconhecimento de autonomia administrativa, financeira
e patrimonial, nomeadamente:
• Autonomia administrativa: faculdade de praticar actos adminis-
trativos definitivos e executórios sujeitos à fiscalização jurisdicional
e à tutela revogatória;
• Autonomia financeira: faculdade de dispor de receitas próprias pro-
venientes de rendimentos do seu património ou de contraprestações
pagas pelos respectivos órgãos segundo um orçamento próprio;
• Autonomia patrimonial: poder de dispor de património próprio que
responde pelas dívidas legalmente imputáveis aos serviços públicos;
• Princípio da intervenção orientadora ou controlo do Estado,
concretizado através da tutela e da superintendência.

• No período considerado no presente Estudo, o regime jurídico dos Institu-


tos Públicos sofreu várias alterações. O primeiro regime de especialidade foi
consagrado pelo Decreto-Lei nº 2/96, de 12 de Janeiro, que aprovou as re-
gras de organização e estruturação dos Institutos Públicos, posteriormente
revogado pelo Decreto-Lei nº 1/01, de 24 de Maio, que aprovou as regras
de organização, estruturação e funcionamento dos institutos públicos, tam-
bém revogado pelo Decreto-Lei nº 9/03, de 28 de Outubro, com o mesmo
objecto, que também foi revogado pelo Decreto Legislativo Presidencial nº
2/13, de 25 de Junho;
• No período de 2000 a 2017, assistiu-se, portanto, à vigência de 3 (três) diplo-
mas específicos sobre a organização, a estruturação e funcionamento dos
Institutos Públicos, sendo que, no último diploma citado, a grande novidade

33
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

foi a classificação dos institutos públicos em Institutos Públicos do Sector


Económico ou Produtivo, quando pela natureza da sua actividade são sus-
ceptíveis de gerar receitas próprias correspondentes, no mínimo, a um terço
das despesas totais, e em Institutos Públicos do Sector Administrativo ou
Social, quando em razão do seu objecto de actividade dependem exclusiva-
mente dos recursos financeiros provenientes do Orçamento Geral do Estado.

4.8. Identificação dos espaços de sobreposição ou duplicação de funções


entre os organismos da Administração Pública (7)

4.8.1. Contextualização

A abordagem que se faz neste ponto não é conclusiva, pois uma abordagem
conclusiva desta problemática pressupõe uma análise minuciosa e profunda das
funções dos órgãos e serviços públicos que, pela natureza preliminar deste, não
fazerem parte do seu objecto.
Tendo como fonte os estatutos orgânicos, recolheram-se dados a partir dos
quais foi possível identificar, primeiro, os espaços de sobreposição, duplicação e/
ou concorrência de atribuições entre os diferentes entes públicos e, segundo, os
principais motivos/razões, que conduzem a estas situações, a saber:

4.8.2. Os principais motivos/razões de sobreposição, duplicação e/ou


concorrência de funções entre os organismos:

• Redução ou delimitação do âmbito de actuação ou jurisdição dos organis-


mos por critérios estanques (território, ramo de actividade) mesmo quan-
do prossigam o mesmo interesse público, por exemplo:
• Critério territorial: órgãos/serviços centrais e locais: da aná-
lise feita aos respectivos estatutos orgânicos verifica-se por
exemplo, entre: ENAD / IFAL; INOTU / IPGUL; INFOTUR / Ga-
binetes de Gestão Polo Turístico Cabo Ledo, Mussulo e Fu-
tungo, Okavango e Kalandula, etc.;

7
A observância do princípio da não duplicação, sobreposição e/ou concorrência de funções entre os
órgãos e serviços do sector público administrativo ou do sector empresarial público, assim como
a racionalidade de estrutura e de pessoal pelos entes públicos vêm estabelecidos nos Decretos
Legislativos Presidenciais nº 2/13 e 3/13, de 25 de Junho e 23 de Agosto, respectivamente, sobre a
criação, organização e funcionamento dos institutos públicos e dos serviços centrais da Adminis-
tração do Estado.

34
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• Critério de ramo de actividade: em função das atribuições


incidirem sobre a Gestão de RH, Finanças ou Património –
constata-se nos Estatutos Orgânicos do: IGAE / IGF (MIN-
FIN); INADEC (MINCO) / IANORQ (MIND); etc.;

• Separação de órgãos e serviços pela natureza da actividade/função sem


ter-se em conta a finalidade destes. O critério tem sido em função de se
tratar de serviços de apoio técnico, serviços de concepção ou serviços de
execução;

Esta constatação fica clara na avaliação das competências contidas nos estatutos
orgânicos. Por exemplo:

• Nos Serviços de Apoio Técnico: Gabinete Jurídico e os Gabi-


netes de Intercâmbio;
• Serviços Concepção vs Execução: Direcção Nacional de Desen-
volvimento Turístico/Fundo de Fomento Turístico /Instituto de
Fomento Turístico (MINTUR); Direcção Nacional da Juventude/
Fundo de Apoio à Juventude/ Instituto Nacional da Juventude
(MINJUD); Serviço Nacional de Veterinária/ Instituto Nacional
de Veterinária; Instituto de Desenvolvimento Agrário/Instituto
de Investigação Agronómica (MINAGRI); etc.;

• Criação de serviços focados, sobretudo, no órgão de superintendência


ou dependência funcional e/ou especialidade, sem ter em conta siste-
mas/serviços públicos já criados. Feita a análise dos estatutos orgânicos
constata-se claramente entre: SIAC (MAPTSS) / BUE’s e GUE (MINJUDH);
INAPEM (MINECON) / IFE (MINFIN); CENFOC-INEFOP (MAPTSS) /CEFOC
(MINCOP); DNAP (MAPTSS) /DNRHAL (MAT) / DNOE (MINFIN); etc.

4.8.3. Os espaços de sobreposição, duplicação e/ou concorrência de atri-


buições entre os organismos públicos:

a) No domínio dos Preços, Regulação e Concorrência entre os operadores


económicos – no que à harmonia de regras e procedimentos diz respei-
to (Ministério do Comércio, Finanças, Indústria, Policia Nacional): falta
clarificação sobre as atribuições e o papel dos serviços intervenientes

35
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

neste domínio, o que gera a sobreposição e concorrência de funções,


por exemplo, entre o Gabinete de Inspecção Geral do Comércio e os Ser-
viços de Investigação Criminal (na vertente da Inspecção e Investigação
das Actividades Económicas); o Instituto de Defesa do Consumidor e o
Instituto de Normalização e Qualidade, assim como com o Gabinete de
Inspecção/MINTUR, quando se trate de unidades hoteleiras e similares.

• Pontos Críticos: Não há uma clara diferenciação de atribuições e


competências, limites e critérios de actuação entres os diferentes
organismos, e suas actividades incidem sobre os mesmos objec-
tos e destinatários, de forma repetida e não articulada causando
constrangimentos aos operadores econômicos;

b) No domínio das Finanças, do Fomento Empresarial, Apoio às Empresas


e do Investimento Privado. – no que tange ao apoio ao investimento,
empresas públicas e privadas (Ministérios do Planeamento, Economia,
Finanças)até Agosto de 2017, havia, compulsado os Estatutos Orgâni-
cos uma notória sobreposição de funções entre o Instituto Nacional de
Apoio as Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e o Instituto de
Fomento Empresarial(IFE); Direcção Nacional do Orçamento do Estado,
Direcção Nacional do Orçamento Local e a Direcção Nacional do Inves-
timento Público.

• Casos de Sucesso: Fusão dos serviços Fiscais e Aduaneiros (SNA,D-


NI e PERT), resultando na criação da Administração Geral Tributá-
ria (AGT), com funcionários integrados numa estrutura de coman-
do único, igual regime de carreiras, avaliação de desempenho e
sistema remuneratório uniforme;
• Extinção da UTAIP, APIEX e as Unidades de Investimentos Secto-
riais (nos Departamentos Ministeriais), e a sua consequente fusão
numa única instituição: AIPEX;
• O processo de fusão entre o INAPEM e o IFE;
• A fusão entre Direcções Nacionais do Orçamento Local e Central,
numa única direcção;
• A transferência legal de competências ao Ministério das Finanças
sobre as matérias ligadas ao Investimento Público, juntando as-
sim o Orçamento e o Investimento num comando único.

36
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

c) No domínio dos Transportes – no que tange à planificação, execução e


controlo das políticas públicas de transportes (Ministério dos Transpor-
tes): feita a análise comparativa dos estatutos deste Ministério e dos seus
Institutos e Empresas, há sobreposição e concorrência de funções entre
os diferentes entes superintendidos pelo mesmo órgão. Acontece, por
exemplo, com as Empresas dos Caminhos de Ferro de Luanda, Lobito e
Moçâmedes e o Instituto dos Caminhos de Ferro de Angola, INCFA; o Insti-
tuto Marítimo e Portuário, IMPA, com as Empresas Portuárias de Cabinda,
Soyo, Luanda, Lobito e Namibe (uma vez que todas são concessionárias);
d) No domínio da Energia e Águas – no que tange a a existência de diferen-
tes órgãos e serviços com as mesmas atribuições (Ministério da Energia e
Aguas): Sector da Energia e Águas (Direcção Nacional das Águas e as Em-
presas Públicas de Águas – EPAL, Benguela, Huambo; Gabinete de Apro-
veitamento do Médio Kwanza, GAMEK, e Gabinete de Aproveitamento da
Bacia Hidrográfica do Rio Cunene, GABHIC. Igualmente, a Direcção Nacio-
nal de Eletrificação Rural e Local, Direcção Nacional de Energia, Direcção
de Energias Renováveis, Instituto Regulador do Sector Elétrico, Empresas
Públicas de Electricidade – ENDE, ENCEL, PRODEL, RNT). Vide os arts. 3.º e
17.º e sgts. do Decreto Presidencial n.º 24/18, de 31 de Janeiro.

N.B.: nos sectores supracitados nas alíneas b) e c) transportes, energia e águas,


respectivamente, e outros como comunicação social, recursos minerais e petróleo,
etc. a existência de Direcções Nacionais e/ou Institutos Públicos, quando existem Em-
presas Públicas, concessionárias e não só, tem dado lugar à sobreposição/duplicação
de funções e aos conflitos negativos e positivos de competências. E, por isso, se reve-
lando inoportunas e inconvenientes. Ora vejamos:
• Nas atribuições: as E.P´s. detém posições estratégicas nas políticas públicas, e
com ou sem a intervenção de outos entes, directamente podem conceber e
executá-las, ao contrário das Direcções Nacionais que são entes administrati-
vos na dependência directa do Ministro que superintende o sector;
• Na nomeação: Os Conselhos de Administração destas E.P.´s são nomeados di-
rectamente pelo Presidente da República, enquanto que as Direcções e Insti-
tutos pelo Ministro que superintende o sector;
• No funcionamento: as E.P.´s possuem autonomia administrativa, patrimonial
e financeira que as torna operacionalmente mais eficazes, com estruturas e
quadros mais competentes, com receitas próprias e por isso mais funcionais.
• Pontos Críticos: A existência de vários entes públicos a exercerem funções so-
brepostas e/ou concorrentes, aumenta a burocracia e dificulta os processos de
tomada de decisão. Não acresce valor à Administração Pública;

37
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

• Caso de Sucesso: a transformação da EDEL-E.P. para ENDE-E.P. e a extensão da


sua actuação em todo território nacional, e consequentemente, a extinção das
Direcções de Energia e Águas nas estruturas dos Governos Provinciais pela Lei
nº 15/16, de 12 de Setembro - Lei da Administração Local do Estado.

e) No domínio da Ciência, Tecnologias, Telecomunicações e Inovação e In-


dústria – quanto as entidades que promovem e angariam fundos (Minis-
térios da Ciência, Tecnologias e Inovação, Telecomunicação e Tecnologias
de Informação): situação igual de duplicação de funções ocorre entre a
Direcção Nacional de Licenciamento Industrial e Apoio Técnico, o Institu-
to Angolano de Propriedade Industrial (IAPI), Instituto Angolano de Acre-
ditação (IAC) e o Instituto Nacional de Inovação e Tecnologias Industriais
(INITI) todos do Ministério da Indústria e o Instituto Nacional Regulador
de Acreditação e de Transferência de Tecnologias, Centro Tecnológico Na-
cional, e o Centro Nacional de Investigação Científica, Fundo de Desenvol-
vimento Tecnológico todos do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tec-
nologia e Inovação, assim como o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento
das Comunicações e o Instituto de Fomento da Sociedade de Informação,
ambos do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação;
f ) No domínio do Turismo, Hotelaria e Comércio – relativamente ao Fo-
mento do Turismo e a criação de Infraestruturas Turísticas: assiste-se
uma clara sobreposição e duplicação de funções entre entes do mesmo
pelouro, a saber: Direcção Nacional de Ordenamento Turístico, Fundo
de Fomento Turístico e Instituto de Fomento Turístico e os Gabinetes
de Gestão dos Polos de Desenvolvimento Turístico de Cabo Ledo, Oka-
vango e Kalandula. Vide o Estatuto orgânico do MINTUR, aprovado pelo
Decreto Presidencial nº 41/18, de 12 de Fevereiro.
g) No domínio da Formação Profissional – no que tange a gestão de Cen-
tros de Formação Especializados: há uma clara concorrência de funções
entre o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social,
órgão que gere o Sistema Nacional de Formação Profissional e os outros
órgãos públicos nos seus domínios de actividade, criando duplicidade e
concorrência de funções, sendo que muitos cursos leccionados nestes
centros já estão comtemplados nos Programas de Formação e/ou em
Centros igualmente especializados em Construção /Electricidade/
Comércio, etc.., tal como ocorre com o CEFCOC (MINCOP), CFHH (MINEA)
CEFOPESCAS (MINPESCAS), IFAL(MAT) e ENCO (MINCO); etc.

• Pontos Críticos: ambiguidades nos critérios de organização, or-


çamento e funcionamento de estruturas que prosseguem fins

38
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

semelhantes. Exemplo: ENAD - empresa pública, com dotações


financeiras do ISEP; IFAL – instituto público, com financiamento
dependente do OGE;
• Casos de Sucesso: Processo de fusão em curso entre ENAD, IFAL e
INFORFIP que certamente resultará numa instituição mais firme,
integrados numa estrutura de comando único, igual regime de
carreiras, avaliação de desempenho e sistema remuneratório.
h) No domínio da Inspecção, Fiscalização e controlo da Gestão dos Ór-
gãos e Serviços Públicos: é notável na apreciação dos seus estatutos
orgânicos a sobreposição e duplicação de funções, por exemplo, entre
estes entes públicos, tanto nos destinatários – Ministérios, Institutos e
Governos Provinciais, etc.– quanto no objecto da actividade inspecti-
va ou fiscalizadora – Gestão Administrativa, Financeira, Patrimonial e
de Recursos Humanos – independentemente do âmbito ou sector de
actividade. Estes serviços são: a Inspecção Geral da Administração do
Estado (IGAE); a Inspecção Geral de Finanças. Situação igual, ocorre nas
actividades económicas com a Inspecção Geral do Comércio, o Gabi-
nete de Inspecção/MINTUR, quando se trate de unidades hoteleiras, a
Inspecção Geral da Indústria/MIND e os Serviços de Investigação Crimi-
nal, SIC – que no domínio das actividades económicas, inspecciona os
operadores económicos mesmo quando não haja denuncia/queixa ou
indícios de infrações criminais:
• Pontos Críticos: Actos de inspecção, fiscalização ou auditoria,
sobre os mesmos objectos e destinatários, repetidos e não arti-
culados entre os diferentes intervenientes públicos, causando
constrangimentos aos operadores econômicos e dando um
tratamento criminal, em certos casos, em assuntos que consti-
tuem meramente infracções económicas/administrativas pas-
síveis de multa;
• Casos de Sucessos: Realização de Inspecções Integradas entre
o IGAE, MAPTSS e a Inspecção das Finanças aos organismos pú-
blicos que tem revelado mais eficaz e menos oneroso.
Em conclusão, do estudo dos estatutos orgânicos ficou evidente que é neces-
sário reforçar a integração e racionalização dos meios ou recursos na estruturação
e funcionamento dos órgãos e serviços públicos. Razão pela qual, uma aprecia-
ção funcional e não estanque dos entes públicos (muitos até mesmo transversais)
poderão melhorar os serviços prestados aos cidadãos, aos operadores económi-
cos e ao Estado.

39
Quadro de análise de sobreposição, duplicação e/ou concorrência de funções entre organismos da Administração Pública

ESTRUTURA DO EXECUTIVO ( ver Legenda)


Domínio de Funções

MINDEN
MININT
MIREX
MINJDH
MEP
MINFIN
MAT
MAPTSS
MIREMPT
MINAGRIF
MINPESMAR
MASFAMU
MACVP
MINTUR
MINCOP
MINOTH
MINEA
MESCTI
MTTI
MCS
MINJUD
MINSA
MED
MINCULT
MINAMB
MINTRANS
MIND
MINCO
IGAE

Economia, Planeamento e
        ⍟ ⍟                                              
Finanças
Comércio e Indústria         ⍟ ⍟       ⍟ ⍟     ⍟                         ⍟ ⍟  
Preços, Regulação e
Concorrência entre os                           ⍟                         ⍟ ⍟  

40
operadores económicos
Transportes                                                   ⍟      
Energia e Águas                               ⍟                        
Ciência, Tecnologias,
Telecomunicações e                                   ⍟ ⍟                    
Inovação e Indústria
Turismo, Hotelaria e
                          ⍟                           ⍟  
Comércio
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

Formação Profissional             ⍟ ⍟     ⍟       ⍟   ⍟     ⍟               ⍟  
Inspecção, Fiscalização e
Controlo da Gestão dos           ⍟   ⍟           ⍟                         ⍟   ⍟
Órgãos e Serviços Públicos
*Legenda: ⍟ - Sobreposições mais críticas | ⍟ - Sobreposições menos críticas
* Fonte: Estatutos Orgânicos
NO DOMÍNIO DA GESTÃO DOS
RECURSOS HUMANOS DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

5. NO DOMÍNIO DA GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS DA


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

5.1. Evolução do pessoal da Administração Pública: uma perspectiva


quantitativa (2000-2017)

• Os funcionários e agentes civis dos Ministérios da Defesa Nacional, do Inte-


rior, bem como os da Assembleia Nacional não fazem parte do universo de
trabalhadores apurados nos dados dos efectivos da Administração Pública
no ano de 2017;
• O apuramento de dados da Administração Pública aponta para o seguinte
número de efectivos:

Quadro – Evolução dos efectivos da Administração Pública – 2002 - 2017


2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
200.421  229.647 233.033 256.613 261.544 291.997 297.571 319.003
ANO
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
339. 242 373. 008 375 .273 379. 720 375. 889 371. 658 360. 382 385.423

• Em relação à Administração Central e Local do Estado, o quadro abaixo


demonstra a distribuição existente:

Quadro - Administração Central (Directa e Indirecta) e Local - 2017


ADMINISTRAÇÃO Nº DE FUNCIONÁRIOS %
CENTRAL 47.021 12
LOCAL 338.402 88
TOTAL 385.423 100

• Em relação ao número de funcionários e agentes e titulares de cargos de


direcção e chefia, o quadro abaixo demonstra o número de efectivos da Ad-
ministração Pública:

Quadro - Total de funcionários e agentes – Ano de 2017


DESIGNAÇÃO Nº DE FUNCIONÁRIOS/AGENTES %
FUNCIONÁRIOS/AGENTES 353.840 92
DIRECÇÃO / CHEFIA 31.583 8
TOTAL 385.423 100

43
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

• Em 2017 registou-se um acréscimo 25.042 funcionários públicos/agentes


administrativos, representando 6,5% comparativamente ao valor observado
no período homologo. À semelhança dos dados registados nos anos ante-
riores, Luanda é a província que continua a ter o maior número de funcioná-
rios/agentes administrativos, com 96.355, correspondendo a 25%;
• É, no entanto, imprescindível ter em atenção que o apuramento actual de
dados alargou o âmbito de inquirição e rectifica lacunas observadas na sín-
tese estatística do ano transacto;
• Os sectores que detêm o maior número de funcionários/agentes são a Edu-
cação (169.280) e a Saúde (88.264), logo seguidos pela Justiça (9.607), con-
forme quadro a seguir:

Quadro - Número de funcionários por sector - 2017


SECTORES TÉCNICO % N/TÉCNICO % TOTAL %
Ensino de Base e
165.672 99 1.454 1 167.126 43
Médio
Ensino Superior 2.074 96 80 4 2.154 0,56
Total da Educação 167.746 99 1.534 1 169.280 44
Saúde 78.742 89 9522 11 88.264 23
Justiça 8.726 91 881 9 9.607 2
Outros 22.118 26 63,719 74 86.689 22
Total S,J e O 109.586 60 74.122 40 184.560 48
Direcção/Chefia /////// ///// ////// //// 31.583 8
TOTAL GERAL ////// //// ////// //// 385.423 100

• O género representa 42% do total de funcionários. Nas províncias do Cune-


ne e do Namibe as mulheres estão representadas em maior número (52%),
sendo que em Benguela e no Huambo a diferença comparativamente aos
homens é de apenas 2%, conforme quadro a seguir:

Quadro - Distribuição por género - 2017


GÉNERO Nº DE FUNCIONÁRIOS %
Homens 223.774 58
Mulheres 161.649 42
TOTAL 385.423 100

44
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

Quadro - Distribuição por Género – Ano de 2017


HOMEM MULHER TOTAL
PROVÍNCIA VALOR VALOR VALOR
% % %
ABSOLUTO ABSOLUTO ABSOLUTO
1 BENGO 5.342 63 3.137 37 8.479 2,2
2 BENGUELA 20.836 51 20.018 49 40.854 10,6
3 BIÉ 15.008 59 10.429 41 25.437 6,6
4 CABINDA 7.558 53 6.702 47 14.260 3,7
5 CUANDO CUBANGO 5.920 64 3,330 36 9.250 2,4
6 CUANZA NORTE 5.735 62 3.515 38 9.250 2,4
7 CUANZA SUL 13.297 69 5.974 31 19.271 5,0
8 CUNENE 5.550 48 6.012 52 11.562 3,0
9 HUAMBO 15.939 51 14.353 49 29.292 7,6
10 HUÍLA 17.691 54 15.069 46 32.760 8,5
11 LUANDA 26.654 52 23.680 48 49.334 12,8
ESTRUTURA CENTRAL 24.922 53 22.099 47 47.021 12,2
12 LUNDA NORTE 10.522 78 2.967 22 13.489 3,5
13 LUNDA SUL 5.342 66 2.751 34 8.093 2,1
14 MALANJE 7.289 61 4.659 39 11.948 3,1
15 MOXICO 8.387 64 4.717 36 13.104 3,4
16 NAMIBE 5.365 48 5.812 52 11.177 2,9
17 UÍGE 16.404 76 5.179 24 21.583 5,6
18 ZAIRE 6.013 65 3.237 35 9.250 2,4
TOTAL 223.774 58 161.649 42 385.423 100

• Geograficamente, as províncias que detêm o maior número de funcionários


e, consequentemente, concedem maior número de emprego público são
Luanda (12,8% e 12,2% para a Província e órgão central, respectivamente),
Benguela (10,6%), Huíla (8,5%) e Huambo (7,6%);
• Em termos de carreira, predominam as carreiras de docentes não universi-
tários, seguidos da carreira de enfermagem com, respectivamente, 165.672
e 23.761 funcionários/agentes;
• Os cargos de Direcção e Chefia representam, no total de efectivos, 31.583
funcionários/agentes.

45
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

5.2. Caracterização da política remuneratória da Administração Pública

• O Sistema Retributivo da Função Pública foi aprovado pela Lei n.º 21-
A/94, de 16 de Dezembro;
• Até 2002 vigorou um sistema remuneratório que provocou a proliferação
de tabelas e de subsídios que não se fundamentaram na natureza, com-
plexidade ou conteúdos funcionais das carreiras da Função Pública, tendo
conduzido à existência de um total de 208 posições salariais diferentes;
• Neste sentido, em 2003 foi aprovada uma nova tabela indiciária e restrutura-
do o sistema remuneratório, através do Decreto-Lei n.º 1/03, de 21 de Janeiro;
• O Decreto-Lei n.º1/03 aprovou não só a nova tabela indiciária, mas tam-
bém os subsídios e respectivos limites e determinou, de igual modo,
que o salário de base das categorias com o mesmo perfil de exigências
deve ser o mesmo, independentemente da pertença ao regime geral
ou especial;
• A estrutura indiciária aprovada pelo Decreto-Lei nº 01/03, paulatinamen-
te foi se tornando bastante desajustada, resultante das remunerações
acessórias (remuneração suplementar) que são praticadas em vários or-
ganismos da Administração Pública;
• De uma maneira geral, os sucessivos Programas do Governo aprovados
para os últimos anos estabeleceram o princípio do ajustamento salarial
na base da inflação anual esperada;
• A partir de 2006, para além da inflação esperada e com base em um
acordo estabelecido ao nível da concertação social ao incremento já de-
finido, passou a crescer o diferencial entre a inflação esperada num ano
e a observada no ano anterior;
• Nos últimos cinco anos (2013-2017), o critério da disponibilidade orça-
mental foi aplicado para os ajustamentos salariais da Função Pública,
atendendo a situação económica e financeira do País;

Quadro comparativo de posições salariais da remuneração de base em 2003 e 2017


Posições Salariais
2003 2017
Grupo de Pessoal (tabelas salariais (tabelas salariais Diferença
publicadas no D.R. publicadas no
nº 77, de 30/Setem- D.R. nº 91, de 08/
bro/03) Junho/17)

46
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

Carreiras Técnicas 21 24 +3
Carreiras Não Técnicas 12 10 -2
Cargos de Direcção e Chefias 7 12 +5
Total 40 46 +6

• Observa-se que durante o período de 2001 a 2017, o salário base nomi-


nal mais baixo da Função Pública, pertencente à categoria de Auxiliar
de Limpeza de 2ª Classe, passou de Kz. 1.096,08 para Kz. 21.380,78, e o
mais alto, dos Técnicos Superiores, pertencente à categoria do Profes-
sor Titular da Universidade, passou de Kz. 49.245,29 para Kz. 405.265,65.
Em termos percentuais registou-se uma evolução na ordem de 1951%
e 823%, respectivamente;
• Considerando a evolução do salario base nominal mais baixo da Fun-
ção Pública na ordem de 1951%, mesmo assim, o montante actual
(Kz. 21.380,78) comparado ao custo da Cesta Básica Alimentar Urbana,
de acordo com os preços dos produtos recolhidos no mês de Dezem-
bro/17, em diferentes superfícies comerciais mais concorridos pela po-
pulação, apenas cobre aproximadamente 1/3, o que permite concluir
que verifica-se uma perda acentuada do poder de compra.
• O gráfico abaixo demonstra as variações salariais mais altas e baixas da
Função Pública:

Gráfico demonstrativo das posições salariais em 2003 e 2017

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Carreiras técnicas carreiras não técnicas Cargos de direcção e chefia

2017 24 10 12
2003 21 12 7
2003 2017

47
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

Evolução do salário base nominal da Função Pública

450,000.00

400,000.00

350,000.00

300,000.00
Valor em Kz

250,000.00

200,000.00

150,000.00

100,000.00

50,000.00

0.00
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

Ano

Salário Base mais Baixo Salário Médio Salário Base mais Alto

• É de salientar que nos anos de 2015 e 2016 não houve ajustamentos


salariais, conforme se pode verificar no quadro abaixo:

Quadro demonstrativo das taxas de inflação e de ajustamentos salariais na Função


Pública, no período de 2002 a 2017
INFLAÇÃO ACUMULADA PERCENTAGENS DE
ANO
ANUAL REAJUSTES SALARIAIS
2002 105,59 52,64
2003 76,56 50,64
2004 31,02 10,00
2005 18,53 7,60
2006 12,20 7,08
2007 11,78 5,93
2008 13,18 8,01
2009 13,99 1,50
2010 15,31 5,40
2011 ( ) 9
11,38 5,00 e 27,18
2012 9,02 10,00
8
Com vista à melhoria dos salários das carreiras não técnicas, considerando também a disponibi-
lidade financeira, foi aplicado o princípio da diferenciação positiva no reajustamento dos salários
nos anos de 2011 e 2017.

48
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

2013 7,69 8,00


2014 6,13 8,00
2015 14,27 0,00
2016 41,95 0,00
2017 23,67 3,00, 5,00, 8,00 e 13,00

Foi definida uma tabela dos suplementos remuneratórios que contempla 18 tipos
de subsídios com variação de 3% a 10%, fixando o montante global de subsídios a
auferir o limite de 30% do vencimento base;

• Por outro lado, em alguns órgãos do poder Executivo praticam-se paga-


mentos em termos de remunerações que não se enquadram no actual
sistema retributivo da Função Pública. É consensual que a actividade
realizada por aqueles órgãos, dada a sua especificidade, deve ter remu-
neração diferenciada dos demais, todavia, a diferença deve ser na base
dos princípios definidos na política salarial;
• O estabelecimento da remuneração suplementar por parte dos órgãos
da função pública assente no princípio da disponibilidade de receitas
próprias (Decreto Legislativo Presidencial nº 2/13, 25 de Junho), permi-
tiu o aumento das assimetrias salariais na função pública entre grupos
de pessoal com categorias equiparadas;
• A prática de remuneração total que é o somatório do vencimento base,
subsídios específicos e remuneração suplementar, praticadas nalguns
organismos da Administração Pública sem a observância dos princípios
da política salarial tem vindo a tornar o sistema remuneratório total-
mente desajustado em termos de correspondência remuneratória das
carreiras com idêntico perfil técnico profissional;
• Se compararmos a remuneração total auferida actualmente por cada
cargo e categoria da Administração Pública, claramente chega-se a con-
clusão de que estamos perante a mesma situação observada no ano de
2002 e corrigida em 2003, com assimetrias salariais mais acentuadas;

49
SÍNTESE DOS SUBSÍDIOS PRATICADOS NA FUNÇÃO PÚBLICA POR CARREIRAS
SUBSÍDIOS

N/O CARREIRAS

Risco

Turno
Falhas

Atavio
Exame
Campo

Regência

Nocturno

Biológicos
Biologicos
gratificação
Diplomática

Inspecção e

Investigação
Diuturnidade

Exclusividade
Renda de casa

Representação
Orientação Tese

Exposição D. Ag.
Horas acrescidas

Exposição Ind. Ag.


(serviços de banco)

1 Docente Universitária   10% 7% 5%               5%   5% 5% 5% 5%    


2 Investigação Cientifica         5%               5%     5%      
3 Médica     7%                             TH  
4 Diplomática                                      
Inspecçao e Fiscalização do
5 20%       5% 5%             5%            
Estado
Docentes do Ensino Primário

50
6         5%               5%            
e Secundário
7 Enfermagem     7%             5% 7%                
Técnicos de Diagnóstico e
8     7%             5% 7%                
Terapêutico
9 Apoio Hospitalar       5%                              
Formador Sistema Nacional
10         5%               5%            
de Formação Profissional
11 Aviação Civil     7%   5% 5% 10%           5%            
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

12 Desminagem     7% 5%                 5%            
13 Telecomunicações                                      
14 Estatística       5%                           5%
15 Oficiais de Justiça 5%         10%       7%         TM        
16 Trabalhador Social         5%               5%            
17 Regime Geral                                      
Obs: TH - tarifa horária para carreira médica; TM - Valor mensal de Kz 80,000,00 e Kz 120.000,00 para os oficiais de justiça.
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• O leque salarial indica quantas vezes o salário máximo é superior ao sa-


lário mínimo. Permite também tirar conclusões acerca da disparidade
dos salários;
• O gráfico abaixo mostra que no ano de 2001, o leque salarial da Função
Pública relativamente ao vencimento base entre o Auxiliar de Limpeza
de 2ª Classe e o Professor Titular da Universidade era de 45, maior do
que o ano de 2003, que por sua vez foi o ano em que se fez a correcção
das assimetrias salariais. De igual modo, o leque salarial do ano de 2003
é maior do que o do ano de 2017, que é de 19, registando-se, para os
mesmos, uma redução de 48% e 17% respectivamente.

Leque salarial da Função Pública em 2001, 2003 e 2017


50

45

40

35

30

25

20

15

10

0
2001 2003 2017
LEQUE SALARIAL 45 23 19

• Verifica-se, no período, a manutenção da valorização da remuneração


dos funcionários/agentes em função da carreira mais alta, conforme ta-
bela abaixo:

Quadro – Vencimentos anuais máximos e mínimos por Grupo de Pessoal


(sem os suplementos remuneratórios)
REMUNERAÇÃO BASE ANUAL
GRUPO DE
MONTANTE MÍNIMO MONTANTE MÁXIMO
PESSOAL
Em 2002 Em 2017 Em 2002 Em 2017
Técnico Superior 340.200,00 2.336.237,26 963.200,00 5.673.719,10
Técnico 198.450,00 1.279.368,02 340.200,00 2.336.237,26
Técnico Médio 94.500,00 686.567,70 189.000,00 1.258.707,38
Administrativo 63.000,00 470.377,04 100.800,00 684.184,90
Auxiliar 31.500,00 299.330,92 75.600,00 598.661,70
Operário 44.100,00 342.092,38 75.600,00 555.900,24

51
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

5.3. Caracterização do regime de carreiras da Administração Pública,


ingresso e acesso

• O regime de carreiras da Administração Pública foi aprovado pelo Decre-


to nº 24/91, de 29 de Junho. O regime em questão encontra-se em vigor
há mais de 26 anos;
• Com a introdução do regime de carreiras foi iniciado o processo de re-
conversão de carreiras, cujo término oficial deu-se em 1997;
• O exercício de funções na Administração Pública é assegurado pelo re-
gime de carreiras ou pelo regime de emprego, sendo as necessidades
permanentes e próprias dos serviços asseguradas por pessoal em regi-
me de carreiras;
• Foi instituído o fundo salarial para a abertura dos concursos públicos, ao
contrário do sistema vigente até abertura de concurso por quotas.

5.4. Caracterização geral da política integrada de gestão dos recursos


humanos da Administração Pública

• Foram elevados a Gabinetes de Recursos Humanos (direcções nacionais) dos


departamentos ministeriais os então departamentos dos recursos humanos;
• Constata-se que esta medida criou mais valor à função de gestão dos re-
cursos humanos e a uma melhor qualidade do serviço interno prestado
por essa função;
• Foi criado, através do Decreto Presidencial nº 114/13, de 3 de Julho, o
perfil do gestor de recursos humanos da Administração Pública, com o
objectivo do aperfeiçoamento nos domínios do perfil dos responsáveis
e técnicos de recursos humanos, sobre a necessidade de adopção de
regras uniformes de planeamento e gestão da formação, bem como re-
comendações sobre medidas de organização interna, aplicável aos servi-
ços da Administração Directa Central do Estado e respectivos órgãos su-
perintendidos ou dependentes, nomeadamente os institutos públicos;
• Ainda assim, verifica-se que os Gabinetes dos Recursos Humanos devem
agregar mais competências às instituições, criando mecanismos que
melhor garantam a gestão do capital humano existente, sob pena de se
tornarem serviços meramente administrativos, sem perspectiva estraté-
gica quanto à gestão do capital humano;

52
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• Verifica-se o não funcionamento e aproveitamento estratégico do siste-


ma integrado de gestão dos recursos humanos, criado pelo Decreto nº
1/02, de 24 de Janeiro, que cria o Sistema Nacional de Gestão dos Recur-
sos Humanos (SINGERH), que continua a não ser aplicado;
• A falta de aplicação de tal sistema permite que hoje não se possa fazer
uma gestão estratégica do pessoal existente na Administração Pública,
ocupando-os em função das necessidades dos vários programas exis-
tentes ou em atenção ao perfil dos funcionários;
• Além da plataforma do SIGFE, vocacionada para o processamento do pa-
gamento das remunerações, continua a Administração Pública sem um
recurso dedicado à análise estratégica da gestão do seu pessoal, dando-
-se mais ênfase à função financeira e ao custo associado.

5.5. Caracterização da política de recrutamento, constituição da relação


jurídica, mobilidade e desvinculação da Administração Pública

• O recrutamento na Administração Pública segue a via do concurso pú-


blico, permitindo-se em certas situações, por mecanismos mais expedi-
tos, a contratação directa através do contrato individual de trabalho;
• O vínculo de emprego público constitui-se por nomeação ou por contrato;
• O procedimento administrativo a observar na mobilidade do pessoal
vinculado ao sector público administrativo (destacamento, transferência
e permuta) foi aprovado pelo Decreto Presidencial nº 113/13, de 3 de Ju-
lho, que revogou as normas sobre a matéria do Decreto nº 25/91, de 29
de Junho, sobre a constituição da relação jurídica de emprego público;
• No entanto, nos termos do artigo 2º Decreto Presidencial nº 113/13, a
mobilidade é permitida, apenas, aos funcionários públicos, estes enten-
didos como o pessoal do quadro com provimento definitivo, restrição
que tem grande impacto a nível da gestão do pessoal, impedindo a mo-
bilidade dos agentes administrativos e do pessoal contratado em regime
de contrato de trabalho que não sejam do mesmo organismo;
• A extinção da relação de emprego público ocorre por vários motivos,
dentre eles a morte, a aplicação de medida de demissão, por aposenta-
ção, por mútuo acordo, e por exoneração. A nível do pessoal contratado,
a relação pode ainda extinguir-se por realização do seu objecto, por de-
núncia e por rescisão de qualquer das partes.

53
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

5.6. Caracterização do sistema de avaliação de desempenho, do regime


disciplinar e do regime de férias, faltas e licenças da Administração Pública

5.6.1. Regime da avaliação de desempenho (classificação de serviço)


• O regime da classificação de serviço dos funcionários públicos e agen-
tes administrativos foi aprovado pelo Decreto nº 25/94, de 1 de Julho;
• O diploma encontra-se em vigor há mais de 23 anos e carece de revisão;
• A classificação de serviço é aplicável a todos os funcionários com
categoria igual ou inferior a assessor;
• Os titulares de cargos de direcção e chefia não são avaliados pelo
seu desempenho anual;
• A Administração Pública contrata trabalhadores nos termos da Lei
Geral do Trabalho, mas não existe norma sobre a aplicação do regi-
me da avaliação de desempenho a esses trabalhadores;
• O sistema de avaliação é focado na avaliação de conhecimentos,
qualidades e na valorização individual do funcionário, não havendo
qualquer referência à avaliação por objectivos ou por resultados;
• As fichas de classificação têm uma grande preponderância para a
avaliação de competências comportamentais, acentuado-se uma
forte propensão para uma avaliação subjectiva do avaliador;
• Não estão definidos e descritos os níveis de proficiência da escala
utilizada (de 1 a 10), no sentido de tornar mais objectiva a avaliação;
• O modelo é de natureza anual, não havendo durante o ano os inpu-
ts necessários para a avaliação de objectivos e competências que
permitam ao funcionário, durante o ano civil, obter o retorno do
seu desempenho através da avaliação intercalar de desempenho;
• O modelo de avaliação é assente na relação superior vs. subordina-
do, em que compete aos superiores hierárquicos efectuar a avalia-
ção, sem a participação do avaliado, podendo, no entanto, em caso
de discordância recorrer da decisão do superior hierárquico;
• Não existem acordos de compromisso no início do ano entre o or-
ganismo (superior hierárquico) e o funcionário sobre os objectivos
que o mesmo deve alcançar, e sobre as competências que deve ad-
quirir para melhor alcançar os resultados propostos;
• Não existe a previsão de planos de desenvolvimento individual re-
lacionados com os resultados da avaliação para efeitos da prepa-
ração dos programas de formação. Os programas de formação são

54
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

livremente elaborados pelos organismos sem atenção a requisitos


pré-determinados relacionados com o alcance dos objectivos vs.
competências necessárias;
• Resulta de difícil aplicação a fórmula legal considerada para efeitos
de avaliação final, entrando no seu cálculo factores ligados ao de-
sempenho de outros funcionários que podem afectar a avaliação
individual de cada funcionário;
• Podem ser utilizados outros sistemas de classificação de serviço
quando estejam em causa funções específicas, mas o diploma não
determina que modelo de avaliação deve ser adoptado, ficando a
adopção dos modelos sob o critério do serviço proponente e do
parecer do responsável pelo sector da Administração Pública.

5.6.2. Regime disciplinar


• O regime disciplinar dos funcionários públicos e agentes adminis-
trativos foi aprovado pelo Decreto nº 33/91, de 26 de Julho;
• O diploma encontra-se em vigor há mais de 26 anos e carece de revisão.
• É o regime disciplinar geral dos funcionários e agentes administrati-
vos dos órgãos da Administração Central e Local do Estado, estando
em vigor, em simultâneo, regimes disciplinares para determinadas
carreiras especiais;
• O diploma prevê o registo das penas disciplinares. Entretanto, o
mesmo não se encontra harmonizado com o Decreto Presidencial
nº 115/13, de 3 de Julho, que aprova o regime do Serviço de Registo
Disciplinar na Função Pública, que prevê o registo disciplinar de ac-
tos que o regime disciplinar em questão não prevê;
• Para a aplicação de determinada pena das previstas no diploma em em
referência são indicados os factos a que se subsumem as penas a aplicar,
não se dando a liberdade ao instrutor de efectuar livremente a sua gra-
duação, vigorando um sistema de aplicação vinculada da pena a aplicar;
• Sempre que num processo disciplinar seja aplicada uma das ate-
nuantes previstas, poderá ser aplicada ao infractor a pena imediata-
mente inferior, o que em termos de graduação poder-se-á colocar a
hipótese de a pena não ser justa, principalmente nas situações em
que a medida de atenuação possa corresponder a uma pena ime-
diatamente inferior à pena decorrente da aplicação da atenuação;
• A pena de demissão, em particular, tem como efeito acessório o
desconto de um ano na antiguidade para fixação da pensão de

55
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

aposentação, ainda que o regime da protecção social obrigatória


assente na logica contributiva;
• São atribuídos poderes de aplicação das penas disciplinares, em função
da sua gravidade, a determinados funcionários com cargos de direcção
e chefia, sem dependência da submissão do processo ao responsável
máximo ou imediato do organismo para homologação da decisão;
• Não há norma que determine que aos trabalhadores vinculados em
regime de contrato individual de trabalho se aplique o regime disci-
plinar dos funcionários públicos e agentes administrativos;
• Para a instauração do processo de abandono de lugar, é necessário
a verificação de falta do serviço, sem justificação, por um período de
30 dias úteis seguidos, o que se apresenta excessivo;
• Do diploma do regime disciplinar consta a regulamentação dos pro-
cessos de inquérito e de sindicância, aos quais aplicam-se as regras do
processo disciplinar comum, embora os processos disciplinares e os
processos de inquérito e sindicância prossigam objectivos diferentes;
• Não há qualquer previsão de instauração de inquérito prévio para
apuramento da infracção disciplinar.

5.6.3. Regime de férias, faltas e licenças


O regime de férias, faltas e licenças dos funcionários públicos e agentes adminis-
trativos foi aprovado pelo Decreto-Lei nº 10/94, de 24 de Junho. O diploma encontra-
-se em vigência há mais de 23 anos e carece de revisão.
5.6.3.1. Férias
• O período de férias é de 30 (trinta) dias de calendário, contando
para o efeito os feriados e os dias de descanso semanal. Há que
ponderar se a opção do cálculo das férias deverá continuar a ser por
dias de calendário ou por dias úteis;
• Não existe norma que determine que o regime deve ser aplicado
aos trabalhadores vinculados por contrato individual de trabalho;
• As férias podem ser gozadas seguidas ou interpoladamente, não
podendo, neste caso, cada um dos períodos ser inferior a metade
dos dias de férias a que o funcionário tenha direito.
5.6.3.2. Faltas
• As faltas podem ser justificadas ou injustificadas, de acordo com a clas-
sificação legal;

56
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• Os funcionários podem incorrer em 2 (duas) faltas por mês, desde


que a justificação seja aceite pelo respectivo chefe, e em 3 (três) fal-
tas seguidas mensalmente por motivo de doença comprovada por
justificativo médico;
• As faltas são descontadas nas férias, desde que adicionadas às licenças
gozadas no ano não excedam o limite de 30 (trinta) dias. A parte esta
situação, as faltas são descontadas nas férias.

5.6.3.3. Licenças
• Existem 7 (sete) tipos de licenças: licença por doença, de parto, por nas-
cimento de filho, de casamento, bodas de prata e de ouro, por luto,
registada e ilimitada;
• Determina o regime em apreço que as licenças por doença, exce-
dido determinado prazo, ao funcionário caberá o direito às pres-
tações da segurança social, pese embora não deveria ser nesse
diploma feita a regulamentação de matérias relacionadas com a
protecção social obrigatória;
• Está previsto no Decreto-Lei nº 10/94, de 24 de Junho o regime espe-
cial de assistência, que inclui a dispensa total dos serviços e o paga-
mento, pelo Estado, das despesas de deslocação dentro do País para
local diferente da residência do funcionário para efeitos de tratamento
e internamento, quando indicado pela Junta de Saúde, bem como a
manutenção dos direitos inerentes à categoria;
• O regime especial por acidente em missão de serviço determina, em
caso de morte, independentemente das prestações da segurança
social, que as despesas com o funeral correm por conta do Estado, a
quem compete, também, o pagamento do subsídio por morte;
• As licenças de parto têm o prazo de 90 dias, no caso da trabalhadora;
• Encontra-se consagrada a licença de bodas de prata ou de ouro, que é
de três (3) dias de calendário cada uma;
• A concessão da licença registada não abre vaga no quadro, mas impli-
ca a perda total das remunerações e o desconto na antiguidade para
efeitos de carreira e de reforma;
• A licença ilimitada não pode ser inferior a 1 ano e nem exceder 10
anos, seguidos ou interpolados, e implica a perda total da remune-
ração e o desconto na antiguidade para efeitos de carreira, diutur-
nidade e reforma.

57
NO DOMÍNIO DA POLÍTICA
TECNOLÓGICA DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

6. NO DOMÍNIO DA POLÍTICA TECNOLÓGICA DA


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

• De 2000 a 2010, foram aprovados os diplomas legais e criadas estruturas


para o lançamento da sociedade de informação e dos pilares que sustentam
a governação electrónica, sobretudo, no domínio da Administração Pública,
com particular realce para:

• A Lei de Bases das Telecomunicações (Lei nº08/01 de 11 de Maio);


• O Livro Branco das Telecomunicações;
• A Criação da Comissão Nacional de Tecnologias de Informação -
CNTI, posteriormente transformada em Centro Nacional equipara-
do a Instituto Público;
• O Plano de Acção para a Sociedade de Informação - PASI;
• O Plano de Acção para a Governação Electrónica - PAGE.

• De 2011 a 2017, os principais marcos a nível de política tecnológica na Admi-


nistração Pública foram:
• A publicação do Livro Branco das TICs (Decreto Presidencial n.º
71/11, de 12 de Setembro);
• A publicação do Regulamento das Tecnologias e dos Serviços da
Sociedade de Informação (Decreto Presidencial n.º 202/11, de 15 de
Agosto);
• A aprovação do Plano Nacional da Sociedade de Informação - PNSI;
• A Aprovação do Plano Estratégico para a Governação Electrónica -
PEGE;
• A criação do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Infor-
mação, INFOSI (mediante fusão do CNTI com o INATEL, Decreto Pre-
sidencial n.º 86/16, de 20 de Abril);
• A aprovação em Conselho de Ministros do Plano Nacional de Arqui-
tectura Global para a Interoperabilidade na Administração Central e
Local do Estado - PNAGIA.

61
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

6.1. Considerações dos resultados alcançados

• Foi observado, no período em análise, um grande investimento em infra-es-


truturas de tecnologias informação e comunicação e, sobretudo, a aprova-
ção de legislação, regulamentos e planos de acção para o fomento e gestão
da governação electrónica na Administração Pública e na sociedade de In-
formação;
• No tocante ao uso da TICs na Administração Pública, houve um esforço por
parte de cada um dos departamentos ministeriais em se criar infra-estrutu-
ras para o suporte das suas actividades, com a implementação de portais
institucionais, sistemas de gestão e serviços tecnológicos. Entretanto, cons-
tatou-se que os esforços empreendidos isoladamente por cada um dos de-
partamentos ministeriais poderiam ter sido melhor aproveitados caso hou-
vesse interoperabilidade entre as respectivas infra-estruturas tecnológicas;
• Paralelamente às iniciativas tecnológicas, os diplomas legais e planos de
acção implementados, constatou-se a necessidade de melhoria no diálogo
interministerial e multissectorial, a nível do uso das plataformas disponibi-
lizadas centralmente e a nível das plataformas que cada um dos departa-
mentos ministeriais detinha em suas dependências. Esta escassez ocorreu,
sobretudo, na definição e articulação das bases fundamentais para que haja
interoperabilidade tecnológica, nomeadamente a interoperabilidade orga-
nizacional e a semântica;
• Outra constatação do período em análise prende-se com o investimento na
dimensão capital humano e na articulação com as outras variáveis da Admi-
nistração Pública, consubstanciadas no trinómio: pessoas, processos e tec-
nologias. O Estudo verificou nesta dimensão que a sustentabilidade das so-
luções tecnológicas implementadas, em termos de suporte e continuidade,
careceu de melhor acompanhamento, facto que terá originado o abandono
de vários sistemas tecnológicos públicos e na aquisição duplicada de outros.

62
RECOMENDAÇÕES
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

7. RECOMENDAÇÕES

1. No domínio da organização da Administração Pública

1.1. No domínio da macro-estrutura da Administração Pública (Ministé-


rios e equiparados)
a) Repensar e adequar os paradigmas em vigor dos Serviços Centrais da
Administração do Estado e dos Institutos Públicos;
b) Preparar legislação que regule os Fundos, na medida em que não existe
um modelo orgânico funcional para os mesmos;
c) Reformular as funções dos Gabinetes de Inspecção, integrando, tam-
bém, as funções de auditoria interna;
d) Reavaliação da utilidade e funcionalidade das “Comissões Nacionais”,
“Conselhos Nacionais” e “Comissões Interministeriais” presentes em
quase todos os departamentos ministeriais e a transferência dos efec-
tivos e as respectivas funções para os serviços ou órgãos colegiais com-
petentes dos Ministérios;
e) Inclusão nos diplomas que reestruturam a orgânica dos Departamentos Mi-
nisteriais, normas e procedimentos que facilitem acordos interministeriais e
flexibilizem a transição de funções ou competências entre entes públicos;
f ) Redefinição e clarificação de atribuições e/ou competências (incluindo
revisão dos Estatutos Orgânicos) bem como, a coordenação metodoló-
gica nos domínios da:
• Coordenação das Politicas Económicas – entre os Ministérios do
Planeamento e Economia, Finanças, Comércio e Indústria;
• Inspecção, Fiscalização e Controlo da Gestão dos Órgãos e Serviços
Públicos – entre o IGAE, MAPTSS, MINFIN, para os serviços adminis-
trativos, assim como um único Serviço de Inspecção Integrado para
a fiscalização das actividades económicas;
• Ciência, Investigação e Tecnologias – entre os Ministérios do Ensino
Superior, Ciência, Tecnologias e Inovação, Indústria e o das Teleco-
municações e Tecnologias de Informação;
• Transportes, Hotelaria e Turismo – entre os respectivos Ministérios;
• Energia e Águas – entre os diferentes entes do respectivo Ministérios.

65
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

1.2. No domínio dos serviços integrados (serviços executivos e de apoio


técnico) da Administração Pública

a) Redução dos serviços de apoio técnico, através da aglutinação de tare-


fas e funções dos Gabinetes de Intercâmbio aos Gabinetes Jurídicos dos
Ministérios.
b) Passagem a Gabinetes Técnicos dos Serviços Executivos de concepção/
planificação (Direcções Nacionais e Gabinetes Técnicos) quanto aos ser-
viços executores/operacionais sob sua égide, supervisão ou acompanha-
mento metodológico, no mesmo departamento ministerial ou sector de
actividade. Ex: Direcção Nacional de Desenvolvimento Turístico, Fundo de
Fomento Turístico e Instituto de Fomento Turístico; Direcção Nacional da
Juventude, Fundo de Apoio à Juventude e Instituto Nacional da Juven-
tude; Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos /
Instituto Nacional de Aviação Civil; Direcção Nacional de Geologia e Ins-
tituto Geológico de Angola; Direcção Nacional do Ambiente, Fundo do
Ambiente e Instituto Nacional de Gestão Ambiental; etc;
c) Estabelecimento de critérios de racionalização dos departamentos, ten-
do em conta a natureza dos serviços;
d) Maior racionalização, a título de exemplo, dos órgãos e serviços ligados
ao sector económico e produtivo.

1.3. No domínio dos organismos autónomos, em especial institutos públicos;

a) Redução, através da fusão e/ou aglutinação de tarefas e funções dos


Institutos Públicos (Estabelecimentos Públicos, Serviços Personalizados,
Agências e Fundos) e Serviços Equiparados (Gabinetes Técnico, Centros
e Unidades Técnicas), em todos os sectores, desde que exerçam acti-
vidades semelhantes ou tenham similitudes ou afinidades de funções,
mesmo quando não estejam no mesmo departamento ministerial ou
sector de actividade;
b) Garantir o acompanhamento e fiscalização mais eficaz do processo de
instalação das estruturas criadas, no âmbito das novas orgânicas gover-
namentais, sob pena do esforço de racionalização continuar a não atin-
gir os objectivos preconizados, com especial realce para os organismos
autónomos;
c) A criação de estruturas internas de auditoria interna, visando uma me-
lhoria na definição e processos internos de trabalho;

66
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

d) Implementação de mecanismos de gestão por projectos, com prazos e


objectivos bem determinados;
e) A revisão do diploma sobre os institutos públicos, visando assegurar
uma orgânica diferente para os institutos qualificados pelo sector social
ou económico, visando garantir a redução e ajustamento de custos em
função da dependência do instituto ao Orçamento Geral do Estado;
f) Avaliar os institutos cujos serviços públicos possam ser prestados por
outros institutos públicos, em função da natureza do serviço a prestar,
reduzindo-se assim os custos imputados ao Orçamento Geral do Estado;
g) A criação de um grupo de trabalho específico para a elaboração de es-
tudos de viabilidade, conforme determina a lei, como forma de avalia-
ção dos institutos públicos que devam continuar a existir, e proporem-
-se as recomendações pertinentes a respeito de que estruturas poderão
absorver as suas funções;
h) Que no momento da criação dos institutos públicos sejam apresenta-
das as condições iniciais de arranque e instalação e a projecção de cus-
tos anuais com funcionamento;
i) Ajustar as competências dos Conselhos Fiscais, garantindo-se que os mes-
mos avaliem periodicamente a viabilidade da existência do instituto público;
j) Aplicação da medida de extinção dos Institutos Públicos cujo resultado
da actividade não corresponda aos indicadores de desempenho reque-
ridos, conforme o art.19.º do Decreto Legislativo Presidencial nº 2/13,
de 25 de Junho.

2. No domínio da gestão dos recursos humanos da Administração Pública

2.1. No domínio da política de recrutamento, constituição da relação jurí-


dica, mobilidade e desvinculação da Administração Pública

Extinguir a figura do contrato individual de trabalho e consagrar, na modalidade


contratual, apenas a figura do contrato administrativo de provimento, o qual poderá
servir quer para o ingresso na carreira, como actualmente se verifica após o regime
probatório, mas também para as contratações que decorram por razões devidamen-
te justificadas e que sejam a termo certo;

67
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

2.2. No domínio das carreiras da Administração Pública


a) Implementação de planos de carreiras que englobem um conjunto de
acções programadas visando o desenvolvimento pessoal e profissional,
de modo a que o funcionário consiga, a médio prazo, atingir o potencial
que lhe foi detectado;
b) Adopção de critérios de estabilidade ou indicação dos titulares de car-
gos de chefia;
c) Em casos excepcionais, flexibilizar o enquadramento nas carreiras da Ad-
ministração Pública para os trabalhadores dos sectores empresarial pú-
blico e privado com comprovada experiência e perfil técnico profissional;
d) Estabelecer critérios para o número de categorias por cada carreira;
e) Flexibilizar a mobilidade entre os diferentes regimes de carreiras, levan-
do em consideração o princípio da identidade ou afinidade de funções
e idênticas habilitações.

2.3. No domínio da política integrada de gestão dos recursos humanos da


Administração Pública

a) Implementação do Sistema Nacional de Gestão dos Recursos Humanos


(SINGERH), garantindo a sua interoperabilidade com o Sistema Integra-
do de Gestão Financeira do Estado (SIGFE), visando uma melhor gestão
dos funcionários públicos, de forma integrada;
b) Criação da base de dados de gestão do serviço disciplinar da Adminis-
tração Pública, para garantia da execução do Decreto Presidencial nº
115/13, de 3 de Julho, no âmbito do Sistema Nacional de Gestão dos
Recursos Humanos (SINGERH);
c) Revisão dos mecanismos de financiamento da formação dos Funcioná-
rios Públicos.

2.4. No domínio da política remuneratória da Administração Pública

Revisão do Sistema Retributivo da Função Pública aprovado pela Lei n.º 21-A/94,
de 16 de Dezembro.

68
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

2.5. No domínio do sistema de avaliação de desempenho, do regime dis-


ciplinar e do regime de férias, faltas e licenças

2.5.1. Quanto ao regime de avaliação de desempenho (classifica-


ção de serviço):

• Efectuar a revisão do sistema de avaliação de desempenho, no


sentido alargar o seu âmbito de aplicação, introduzir um mo-
delo de avaliação de desempenho que considere os objecti-
vos e a introdução do mecanismo da gestão por resultados na
Administração Pública, e a avaliação dos titulares de cargos de
direcção e chefia.

2.5.2. Quanto ao regime disciplinar:

• Efectuar a revisão do diploma em vigor, no sentido de alargar


o seu âmbito de aplicação, rever as medidas disciplinares e os
seus efeitos acessórios, a revisão das atenuantes e agravante,
bem como o exercício do poder disciplinar.

2.5.3. Quanto ao regime de férias, faltas e licenças:

• Efectuar a revisão do diploma legal, no sentido de reajustar a


sua aplicação ao actual momento, revendo-se os efeitos das
faltas, bem como as licenças concedidas e os seus efeitos.

3. No domínio da política tecnológica da Administração Pública

a) O Estudo recomenda a implementação de uma iniciativa nacional, apoiada


por um plano de acção para a redefinição e reengenharia dos processos de
tecnologias de informação aplicados à Administração Pública, com particular
realce para inclusão de processos inovadores e procedimentos unificados;
b) Como medida da redefinição da estratégia de Governação Electrónica na
Administração Pública, recomenda-se a continuidade da implementação de
infraestruturas tecnológicas que possibilitem sistemas compostos orienta-

69
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

dos aos eventos da vida, uma vez que são estes que criam necessidades de
serviços públicos cujo atendimento envolve na sua maior parte vários orga-
nismos e níveis do Governo (9). Possibilitando:

• Melhoraria do relacionamento entre os cidadãos/empresas e a Ad-


ministração Pública, através de disponibilização de portais e ser-
viços públicos combinados. Cuja operacionalização pode ser feita
através de “One-Stop-Shops - OSS” (Lojas de paragem única) e de
Unidades Orgânicas Multi-Canais (10).

• Implementar soluções de m-Administração (Administração Pública Mó-


vel), com recurso a sistemas mobile (móveis). Tornando os serviços pú-
blicos acessíveis em qualquer lugar e a qualquer hora. Transversalmente
promover transferência de conhecimento aos funcionários públicos em
matéria de processos, procedimentos e novas tecnologias em uso pela
Administração Pública.

9
Os principais eventos de vida dos cidadãos são: nascimento; ser atendido nos hospitais; ingresso
em estabelecimentos escolares públicos; procura de emprego; pagamento de impostos e contri-
buições à Segurança Social; casamento ou divórcio; aquisição ou arrendamento de imóveis, etc. Em
qualquer um destes eventos são exigidos vários documentos que são tratados em locais diferentes
e na sua maior parte por entidades diferentes. Com o recurso aos serviços compostos, somente
seria necessário uma única interação com um serviço público, este por sua vez, disponibilizaria a
respectiva documentação e demais documentos dependentes, através da plataforma de interope-
rabilidade tecnológica, organizacional e semântica.
10
Aqui podem ser feitas experiências pilotos com organismos já existentes como o SIAC e o GUE.

70
PROPOSTA DOS 10 (DEZ) DOMÍNIOS
PARA O PROGRAMA DE REFORMA
ADMINISTRATIVA
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

8. PROPOSTA DOS 10 (DEZ) DOMÍNIOS PARA O PROGRAMA DE


REFORMA ADMINISTRATIVA

Com o resultado da conclusão do Estudo da Macro-Estrutura da Administração


Pública, e tão logo seja o mesmo aprovado pelas autoridades competentes, mostra-
-se necessário actualizar o seu instrumento de programação das actividades, nomea-
damente o Programa de Reforma Administrativa (PREA), integrando o conjunto de
atribuições que concretizam as propostas do presente Estudo.
Assim sendo, propõe-se que o PREA assente em cinco (5) eixos fundamentais,
nomeadamente da organização administrativa, ética, capital humano, garantia dos
particulares e investigação científica, contemplando, para o efeito, 10 (dez) domínios
de intervenção:

1. Domínio da Organização Administrativa, com os seguintes objectivos


gerais:

a. Proceder ao ajustamento dos princípios da Administração Pública;


b. Definir novos paradigmas dos Serviços Centrais, dos Fundos, dos Ins-
titutos Públicos e dos Serviços Locais da Administração do Estado;
c. Reduzir a sobreposição ou duplicação de funções entre os organis-
mos da Administração Pública;
d. Realizar estudos com vista a privatização da gestão dos serviços
públicos.

2. Domínio da Ética e Valorização do Serviço Público, com os seguintes ob-


jectivos gerais:

a. Adoptar novos princípios na Pauta Deontológica do Serviço Público;


b. Definir e promover a missão, visão e valores do serviço público;
c. Implementar uma cultura organizacional;
d. Desenvolver a capacidade institucional da Administração Pública;
e. Melhorar o desempenho dos funcionários e dos serviços prestados
à comunidade.

73
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

3. Domínio da Gestão do Capital Humano, com os seguintes objectivos gerais:

a. Adoptar o SINGERH como plataforma de gestão dos recursos hu-


manos da Administração Pública, permitindo-se uma gestão mais
racional dos recursos disponíveis perante os desafios do Estado a
curto, médio e longo prazos;
b. Rever as regras de ingresso na função pública;
c. Ajustar o sistema de gestão de carreiras;
d. Proceder à mobilização do pessoal excendentário, bem como
adoptar e implementar planos sectoriais de reconversão profissio-
nal para as funções que no actual contexto se mostram desajusta-
das à Administração Pública.

4. Domínio da Política Remuneratória, com os seguintes objectivos gerais:

a. Definir um novo modelo de regime remuneratório da Administra-


ção Pública;
b. Adoptar regras remuneratórias flexíveis.

5. Domínio da Formação de Quadros da Administração Pública, com os se-


guintes objectivos gerais:

a. Desenvolver um sistema de formação de base inicial e de acesso ao


funcionalismo público;
b. Estabelecer requisitos e perfis adequados para o exercício de car-
gos de direcção e chefia, incluindo a frequência obrigatória de cur-
sos especializados;
c. Promover a formação contínua como condição necessária para o
melhoramento da qualidade do serviço prestado;
d. Definir um regime de financiamento de formação e reestruturar as
instituições de formação da Administração Pública.

6. Domínio da Relação de Emprego Público, com os seguintes objectivos gerais:

a. Definir um novo modelo de relação de emprego público que abranja


a constituição da relação de emprego público, a mobilidade do pes-
soal, as férias, faltas e licenças e a disciplina na Administração Pública;

74
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

b. Adoptar regras e condições de exercício de cargos de direcção e


chefia;
c. Adoptar um novo modelo de avaliação de desempenho na Admi-
nistração Pública, introduzindo-se as componentes de avaliação
por resultados e avaliação por competências.

7. Domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação, com os seguin-


tes objectivos gerais:

a. Articular a política tecnológica para a Administração Pública de for-


ma concertada e uniforme;
b. Definir modelos de serviços públicos orientados a eventos de vida
dos cidadãos e das empresas;
c. Promover a adopção de plataformas de interoperabilidade a nível
dos Serviços Públicos;
d. Promover uma cultura de informação contínua e oportuna, com re-
curso aos meios tecnológicos disponíveis.

8. Domínio da Desburocratização e Simplificação Administrativa, com os


seguintes objectivos gerais:

a. Simplificar os procedimentos e encurtar os circuitos burocráticos e


de decisão administrativa;
b. Proceder a revisão das normas sobre o procedimento e da activida-
de administrativa num diploma central e robusto de todos os pro-
cedimentos administrativos gerais;
c. Introduzir soluções informáticas que permitam o tratamento de
processos on-line;
d. Reforçar e expandir os Serviços Integrados de Atendimento ao Ci-
dadão;
e. Proceder o pagamento dos serviços públicos através de meios elec-
trónicos, eliminando-se gradualmente o pagamento em cash.

9. Domínio da Investigação Científica, com os seguintes objectivos gerais:

a. Reforçar a colaboração científica entre os centros universitários de


investigação científica e a Administração Pública;

75
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

b. Promover a realização de estudos que contribuam para o aperfei-


çoamento da organização e funcionamento da Administração Pú-
blica.

10. Domínio da Responsabilização do Serviço Público, com os seguintes ob-


jectivos gerais:

a. Definir um regime expedito de controlo e responsabilização admi-


nistrativa do serviço público;
b. Rever as matérias sobre a impugnação administrativa, suspensão
do acto administrativo e do processo administrativo.

A. Modelo de Implementação

Considerando que ao abrigo do Decreto Presidencial n.º 15/18, de 19 de Feverei-


ro, foi criada a Comissão Interministerial para a Reforma do Estado, coordenada pelo
Presidente da República, a quem incumbe monitorar a execução dos programas sec-
toriais da Reforma do Estado da responsabilidade dos diversos departamentos mi-
nisteriais, sendo uma delas o programa de reforma da Administração Pública e Local
do Estado, compete à Comissão Interministerial monitorar toda a execução do PREA.
Entretanto, propõe-se que a implementação do PREA, a nível do sector da Admi-
nistração Pública, seja executada por uma Unidade Técnica.

76
ANEXOS
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

ANEXOS
Quadro – Governo de 2017 – Estrutura orgânica dos Departamentos Ministeriais
Estrutura Interna
Nº Ministérios
SED SAT DPTO REP SEC OS
1 MINDEN 8 6 39 - 97 4
2 MININT 5 14 102 - 424 1
3 MIREX 6 8 33 - 9 3
4 MINFIN 5 8 32 - 34 10
5 MEP 3 7 16 - - 1
6 MAT 5 8 25 - 6 1
7 MINJDH 7 8 88 201 465 5
8 MAPTSS 5 7 18 - 4 6
9 MIND 1 8 15 - 6 5
10 MIREMPT 5 8 23 - 4 11
11 MINCO 2 8 171 - 4 3
12 MINTUR 4 8 21 - - 7
13 MINCOP 4 9 24 - - 5
14 MINOTH 4 8 28 - 4 5
15 MINEA ( )12
4 8 25 - 4 -
16 MINTRANS - 9 15 - 10 7
17 MINAMB 5 8 26 - 4 8
18 MINPESMAR 5 8 26 - 6 7
19 MINAGRIF (13) 5 8 17 - - 16
20 MTTI 3 7 23 - 4 5
21 MESCTI 4 8 26 - 4 7
22 MCS 4 7 19 4 8
23 MINSA 4 9 32 - 78 5
24 MED 6 9 31 - 7 3
25 MINCULT 5 6 24 - 4 10
26 MASFAMU 4 8 22 - 4 5
27 MINJUD 3 8 22 - 4 7
28 MACVP 4 4 23 - 4 -
Total 120 222 966 201 1194 154

O Estatuto Orgânico do MINEA não aponta para a existência de organismos superintendidos.


11

O Estatuto do MINAGRIP prevê nos organismos superintendidos as “empresas do sector”, que não
12

79
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

Fonte: Estatutos Orgânicos dos Departamentos Ministeriais e dos organismos


superintendidos.

Legenda:
• SED (serviços executivos directos);
• SAT (serviços de apoio técnico);
• DPTO (Departamento);
• REP (Repartições);
• SEC (Secções);
• OS (Organismos superintendidos).

RELAÇÃO DOS SERVIÇOS SUPERINTENDIDOS

• Ministério do Turismo – Decreto Presidencial n.º 41/18, de 30 de 12 de


Fevereiro
• Instituto de Fomento de Turístico;
• Pólo Turístico de Cabo Ledo;
• Pólo Turístico de Calandula;
• Unidade Técnica de Gestão da Componente Angolana da Área Trans-
fronteiriça de Conservação Kavango – Zambeze – CA-ATFC KAZA;
• Fundo de Fomento Turístico;
• Instituto de Formação Hoteleira e Turística.

se encontram definidas no respectivo Estatuto. Por este facto, para efeitos desta contagem, não
são consideradas o número de empresas mas apenas a natureza do organismo superintendido.
Incluem-se também aqui os Ministérios da Defesa Nacional (Empresas Públicas de Defesa Nacional),
o Ministério das Pescas e do Mar (Escolas de Pesca e de Aquicultura), o Ministério da Construção e
Obras Públicas (Centros de Formação Profissional), e o Ministério da Comunicação Social (Serviços
de Imprensa nas Missões Diplomáticas).

80
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• Ministério da Economia e Planeamento– Decreto Presidencial n.º 43/18,


de 12 de Fevereiro
• Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas.

• Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação – Decreto


Presidencial n.º 26/18, de 1 de Fevereiro
• Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo;
• Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estu-
do do Ensino Superior;
• Centro Tecnológico Nacional;
• Centro Nacional de Investigação Científica;
• Fundo nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

• Ministério da Saúde – Decreto Presidencial n.º 21/18, de 30 de Janeiro


• Central de Compras e Aprovisionamento de Medicamentos e Meios Médicos;
• Escola Nacional de Saúde Pública;
• Hospitais Nacionais, Regionais e Institutos Assistenciais Especializados;
• Instituto Nacional de Investigação da Saúde;
• Conselho Nacional de Especialização Pós-Graduada em Ciências da Saúde.

• Ministério da Indústria – Decreto Presidencial n.º 42/18, de 12 de Fevereiro


• Instituto Angolano de Propriedade Industrial;
• Instituto Angolano de Acreditação;
• Instituto Angolano de Normalização e Qualidade;
• Instituto Nacional de Inovação e Tecnologias Industriais;
• Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola.

• Ministério da Cultura – Decreto Presidencial n.º 35/18, de 8 de Fevereiro


• Instituto Angolano do Cinema e Audiovisual;
• Instituto Nacional das Industriais Culturais e Criativas;
• Arquivo Nacional de Angola;

81
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

• Instituto de Línguas Nacionais;


• Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos;
• Instituto Nacional do Património Cultural;
• Bibliotecas Públicas e Equiparadas;
• Museus Públicos e Equiparados;
• Centros Culturais e Casas de Cultura.

• Ministério da Juventude e Desposto – Decreto Presidencial n.º 39/18, de 9


de Fevereiro
• Casa da Juventude;
• Complexo da Cidadela Desportiva;
• Complexo de Piscinas do Alvalade;
• Galeria dos Desportos;
• Centro Nacional de Medicina do Desporto;
• Fundo de Apoio a Estádios e Pavilhões Desportivos Nacionais;
• Instituto Angolano da Juventude.

• Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado – Decreto


Presidencial n.º 55/18, de 20 de Fevereiro
• Fundo de Apoio Social.

• Ministério dos Recursos Naturais e Petróleos – Decreto Presidencial n.º


12/18, de 15 de Janeiro
• Instituto Geológico de Angola;
• Instituto Superior de Petróleos;
• Instituto Nacional dos Petróleos;
• Instituto Regulador dos Derivados de Petróleos;
• Comissão do Processo de Kimberly;
• Agência Nacional dos Recursos Minerais;
• Agência Nacional de Petróleos, Gás e Biocombustíveis;
• Endiama – E.P.;

82
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• Ferrango – E.P.;
• Sodiam – E.P.;
• Sonangol – E.P.

• Ministério dos Transportes – Decreto Presidencial n.º 25/18, de 25 de Janeiro


• Instituto Nacional da Aviação Civil;
• Instituto Nacional dos Caminhos de Ferro de Angola;
• Instituto de Hidrografia e Sinalização Marítima de Angola;
• Conselho Nacional de Carregadores;
• Gabinete do Corredor do Lobito;
• Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários;
• Instituto Marítimo e Portuário de Angola.

• Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação – Decreto


Presidencial n.º 16/18, de 25 de Julho
• Instituto Angolano das Comunicações;
• Agência Angolana de Protecção de Dados;
• Instituto de Telecomunicações;
• Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Comunicações;
• Instituto Nacional de Fomento para a Sociedade da Informação.

• Ministério da Agricultura e Florestas – Decreto Presidencial n.º 15/18,


de 25 de Janeiro
• Instituto de Desenvolvimento Agrário;
• Instituto de Desenvolvimento Florestal;
• Instituto de Investigação Agronómica;
• Instituto de Investigação Veterinária;
• Instituto Nacional do Café;
• Instituto Nacional de Cereais;
• Instituto dos Serviços de Veterinária;

83
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

• Serviço Nacional de Sementes;


• Fundo de Desenvolvimento de Café Angola;
• Centros de Formação;
• Empresas do Sector;
• Instituto Nacional de Hidráulica Agrícola e Engenharia Rural;
• Serviço Nacional de Protecção de Plantas;
• Serviço Nacional de Controlo da Qualidade dos Alimentos;
• Gabinetes Desenvolvimento Agrário;
• Secretária Executivo do CODEX – ANGOLA.

• Ministério da Ambiente – Decreto Presidencial n.º 45/18, de 14 de


Fevereiro
• Instituto Nacional de Gestão Ambiental;
• Instituto Politécnico do Ambiente 31 de Janeiro;
• Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação;
• Agência Nacional de Resíduos;
• Centro de Ecologia Tropical e Alterações Climáticas;
• Centro de Análises de Poluição e Controlo Ambiental;
• Fundo Nacional do Ambiente;
• Unidade de Apoio à Monitoria Ambiental, Auditoria Industrial e Gestão
de Derrames.

• Ministério da Energia e Águas – Decreto Presidencial n.º 24/18, de 31


de Janeiro13
• Institutos Nacional de Recursos Hídricos;
• Gabinete para Administração das Bacias Hidrográficas do Cunene,
Cubango e Cuvelai;
• Autoridade Reguladora da Energia Atómica.


13
O diploma não faz menção dos organismos sobre sua tutela ou superintendência.

84
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• Ministério da Justiça e Direitos Humanos – Decreto Presidencial n.º


77/18, de 15 de Março
• Cofre Geral de Justiça;
• Instituto Nacional de Estudos Judiciários;
• Guiché Único da Empresa;
• Balcão Único do Empreendedor;
• Guiché do Imóvel.

• Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social –


Decreto Presidencial n.º 33/18, de 8 de Fevereiro
• Inspecção Geral do Trabalho;
• Centro de Segurança de Saúde no Trabalho;
• Instituto Nacional de Segurança Social;
• Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional;
• Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas;
• Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão;

• Ministério das Finanças – Decreto Presidencial n.º 31/18, de 7 de


Fevereiro
• Unidade de Gestão da Dívida Pública;
• Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado;
• Administração Geral Tributária;
• Instituto de Preços e Concorrência;
• Serviço Nacional de Contratação Pública;
• Agência Angola de Regulação e Supervisão de Seguros;
• Instituto de Supervisão de Jogos;
• Comissão do Mercado de Capitais;
• Serviço de Tecnologias de Informação e Comunicação de Finanças Públicas;
• Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos com Financiamento
Externo.

85
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

• Ministério das Relações Exteriores – Decreto Presidencial n.º 171/13, de


29 de Outubro14
• Instituto das Comunidades Angolanas no Exterior;
• Instituto Superior de Relações Internacionais.

• Ministério do Interior – Decreto Presidencial n.º 32/18, de 7 de Fevereiro


• Caixa de Protecção Social do Ministério do Interior.

• Ministério da Defesa Nacional – Decreto Presidencial n.º 17/18, de 6 de


Fevereiro
• Instituto de Defesa Nacional;
• Instituto de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas;
• Centro Nacional de Coordenação Marítima;
• Empresas Públicas de Defesa Nacional.

• Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria – Decreto


Presidencial n.º 34/18, de 8 de Fevereiro

• Ministério das Pescas – Decreto Presidencial n.º 23/18, de 31de Janeiro


• Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha;
• Instituto de Desenvolvimento da Pesca Artesanal e da Aquicultura;
• Instituto Nacional de Apoio às Indústrias de Pesca e Investigação Tecno-
lógica;
• Serviço Nacional de Fiscalização de Pescas e da Aquicultura;
• Fundo da Apoio ao Desenvolvimento da Indústria Pesqueira e da Aqui-
cultura;
• Escolas de Pescas e da Aquicultura;
• Academia de Pescas e Ciências do Namibe.


14
Não foram incluídos os serviços consulares

86
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

• Ministério do Comércio – Decreto Presidencial n.º 38/18, de 9 de


Fevereiro
• Instituto Nacional de Defesa do Consumidor;
• Escola Nacional do Comércio;
• Laboratório Nacional de Controlo de Qualidade.

• Ministério da Construção e Obras Públicas – Decreto Presidencial n.º


37/18, de 9 de Fevereiro
• Laboratório de Engenharia de Angola;
• Instituto de Estradas de Angola;
• Instituto Nacional de Obras Públicas;
• Instituto Regulador da Construção Civil e Obras Públicas;
• Centros de Formação Profissional.

• Ministério da Educação – Decreto Presidencial n.º 17/18, de 25 de


Janeiro
• Instituto Nacional e Desenvolvimento da Educação;
• Instituto Nacional de Formação de Quadros da Educação;
• Instituto Nacional de Educação Especial.

• Ministério da Comunicação Social – Decreto Presidencial n.º 67/18, de


5 de Março
• Serviços de Imprensa nas Missões Diplomáticas;
• RNA – E.P.;
• TPA – E.P.;
• ANGOP – E.P.;
• Edições Novembro – E.P.;
• Gráfica Popular;
• Centro de Imprensa Anibal de Melo;
• Centro de Formação de Jornalistas.

87
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

• Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher – Decreto


Presidencial n.º 19/18, de 29 de Janeiro
• Instituto Nacional da Criança;
• Instituto Nacional de Desminagem;
• Instituto de Promoção e Coordenação da Ajuda às Comunidades;
• Escola Nacional de Formação de Técnicos do Serviço Social;
• Instituto de Reintegração Socio-profissional dos Ex-Militares.

• Ministério do Ordenamento do Território e Habitação – Decreto


Presidencial n.º 22/18, de 30 de Janeiro
• Instituto Nacional do Ordenamento do Território e Desenvolvimento
Urbano;
• Instituto Geográfico e Cadastral de Angola;
• Instituto Nacional de Habitação;
• Fundo de Fomento Habitacional;
• Cartório Notarial Privativo.

88
QUADRO - EVOLUÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DO PESSOAL – 2002 - 2005

2002 2003 2004 2005


PROVÍNCIA
Total H % M % Total % H % M % Total % H % M % Total %

CABINDA 9 076 5 215 65 2 761 35 7 976 3,48 5 472 65 2 900 35 8 372 3,6 5 731 63 3 307 37 9 038 3,5

ZAIRE 3 848 3 140 79 840 21 3 980 1,74 2 913 78 806 22 3 719 1,6 3 634 82 798 18 4 432 1,7

UÍGE 10 143 11 192 84 2 132 16 13 324 5,82 10 405 84 2 014 16 12 419 5,3 11 594 85 2 069 15 13 663 5,3

LUANDA 57 601 33 852 58 24 608 42 58 460 25,52 41 063 61 26 567 39 67 630 29,0 42 109 61 26 980 39 69 089 26,9

CUANZA NORTE 5 091 4 754 78 1 365 22 6 119 2,67 4 273 77 1 275 23 5 548 2,4 4 839 77 1 473 23 6 312 2,5

CUANZA SUL 9 715 8 583 68 3 987 32 12 570 5,49 8 411 68 3 943 32 12 354 5,3 9 462 66 4 798 34 14 260 5,6

MALANGE 5 786 5 764 73 2 122 27 7 886 3,44 5 384 72 2 061 28 7 445 3,2 6 104 69 2 793 31 8 897 3,5

LUNDA NORTE 4 075 3 890 90 446 10 4 336 1,89 3 684 89 434 11 4 118 1,8 4 563 92 412 8 4 975 1,9

89
LUNDA SUL 3 633 2 786 79 761 21 3 547 1,55 2 885 77 846 23 3 731 1,6 3 303 81 759 19 4 062 1,6

BENGUELA 24 140 16 818 57 12 474 43 29 292 12,79 16 380 57 12 397 43 28 777 12,3 16 826 57 12 925 43 29 751 11,6

HUAMBO 14 173 12 651 64 7 266 36 19 917 8,69 11 493 63 6 832 37 18 325 7,9 12 434 62 7 663 38 20 097 7,8

BIÉ 10 109 9 638 66 4 546 34 14 184 6,19 9 588 67 4 691 33 14 279 6,1 11 597 72 4 587 28 16 184 6,3

MOXICO 6 511 5 250 72 2 088 28 7 338 3,20 4 945 70 2 118 30 7 063 3,0 5 927 69 2 614 31 8 541 3,3

C. CUBANGO 4 179 3 081 67 1 497 33 4 578 2,00 3 224 67 1 579 33 4 803 2,1 3 641 69 1 627 31 5 268 2,1

NAMIBE 5 942 2 896 53 2 539 47 5 435 2,37 2 649 52 2 450 48 5 099 2,2 4 232 64 2 389 36 6 621 2,6

HUÍLA 18 905 13 434 63 7 944 37 21 378 9,33 12 813 62 7 965 38 20 778 8,9 14 886 61 9 336 39 24 222 9,4

CUNENE 3 999 2 650 51 2 577 49 5 227 2,28 2 529 49 2 596 51 5 125 2,2 3 190 51 3 008 49 6 198 2,4

BENGO 3 495 3 382 82 718 18 4 100 1,79 2 822 82 626 18 3 448 1,5 4 067 81 936 19 5 003 1,9

EST. CENTRAL           0 0,00           0,0         0 0,0


MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

TOTAL 200 421 148 976 65 80 671 35 229 647 100 150 933 65 82 100   233 033 100 168 139 66 88 474   256 613 100,0
 QUADRO - EVOLUÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DO PESSOAL – 2006 - 2008

2006 2007 2008


PROVÍNCIA
H % M % Total % H % M % Total % H % M % Total %

CABINDA 5 731 63 3 305 37 9 036 3,5 6 415 65 3 385 35 9 800 3,4 6 462 65 3 405 35 9 867 3,3

ZAIRE 4 204 82 942 18 5 146 2,0 4 360 81 1 029 19 5 389 1,8 4 630 79 1 202 21 5 832 2,0

UÍGE 11 635 58 2 086 15 13 721 5,2 13 817 87 2 089 13 15 906 5,4 14 435 86 2 264 14 16 699 5,6

LUANDA 43 854 62 27 279 38 71 124 27,2 46 334 63 27 574 37 73 908 25,3 45 956 63 27 535 37 73 491 24,7

CUANZA NORTE 4 740 77 1 454 23 6 194 2,4 5 154 76 1 659 24 6 813 2,3 5 531 74 1 956 26 7 487 2,5

CUANZA SUL 9 448 66 4 801 34 14 249 5,4 10 448 66 5 737 34 15 821 5,4 11121 65 60.94 35 17 215 5,8

MALANGE 6 296 68 2 959 32 9 255 3,5 7 135 67 3 472 33 10 607 3,6 7230 67 3 585 33 10 815 3,6

LUNDA NORTE 4 964 92 435 8 5 399 2,1 5 737 93 443 7 6 180 2,1 6467 94 439 64 6 906 2,3

90
LUNDA SUL 3 281 81 759 19 4 040 1,5 3 744 83 772 17 4 516 1,5 4225 85 775 16 5 000 1,7

BENGUELA 16 845 57 12 874 43 29 719 11,4 19 048 56 14 926 44 33 974 11,6 17971 57 13 792 43 31 763 10,7

HUAMBO 12 693 62 7 745 38 20 438 7,8 14 331 59 9 811 41 24 142 8,3 14232 59 9 825 41 24 057 8,1

BIÉ 12 570 73 4 606 27 17 176 6,6 15 207 77 4 608 23 19 815 6,8 15750 77 4 612 23 20 362 6,8

MOXICO 5 805 69 2 596 31 8 401 3,2 6 488 69 2 866 31 9 354 3,2 6807 70 2 917 30 9 724 3,3

C. CUBANGO 3 650 69 1 637 31 5 287 2,0 4 217 69 1 858 31 6 075 2,1 4871 72 1 859 28 6 730 2,3
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

NAMIBE 4 155 63 2 400 37 6 555 2,5 5 949 71 2 474 29 8 423 2,9 5782 70 2 464 30 8 246 2,8

HUÍLA 14 969 61 9 620 39 24 589 9,4 17 177 62 10 435 38 27 612 9,5 17613 62 10 735 38 28 348 9,5

CUNENE 3 225 52 3 027 48 6 252 2,4 4 218 52 3 900 48 8 118 2,8 4534 52 4 193 48 8 727 2,9

BENGO 4 019 81 944 19 4 963 1,9 4 403 79 1 141 21 5 544 1,9 4839 77 1 463 23 6 302 2,1

EST. CENTRAL           0,0           0,0           0,0

TOTAL 172 084   89 469   261 544 100 194 182   98 179   291 997 100 198 456 67 93 021 33 297 571 100
QUADRO - EVOLUÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DO PESSOAL – 2009 - 2011
2009 2010 2011
PROVÍNCIA
H % M % Total % H % M % Total % H % M % Total %

CABINDA 6 650 64 3 781 36 10 431 3,3 8 004 65 4 310 35 12 314 3,6 8 450 65 4 486 35 12 936 3,5

ZAIRE 4 738 82 1 068 18 5 806 1,8 5 538 79 1 472 21 7 010 2,1 7 944 83 1 603 17 9 547 2,6

UÍGE 15 546 87 2 350 13 17 896 5,6 17 820 86 2 900 14 20 720 6,1 17 374 85 3 028 15 20 402 5,5

LUANDA 50 370 62 30 754 38 81 124 25,4 25 130 55 20 561 45 45 691 13,5 26 451 55 21 641 45 48 092 12,9

CUANZA NORTE 5 772 76 1 852 24 7 624 2,4 5 543 74 1 948 26 7 491 2,2 6 738 76 2 132 24 8 870 2,4

CUANZA SUL 11 620 66 5 925 34 17 545 5,5 11 503 65 6 194 35 17 697 5,2 13 420 65 7 226 35 20 646 5,5

MALANGE 8 025 67 3 906 33 11 931 3,7 7 828 67 3 855 33 11 683 3,4 8 982 68 4 249 32 13 231 3,6

LUNDA NORTE 6 081 93 490 7 6 571 2,1 6 575 89 813 11 7 388 2,2 7 886 90 907   8 793 2,4

91
LUNDA SUL 4 206 83 866 17 5 072 1,6 5 608 85 990 15 6 598 1,9 5 784 86 905 14 6 689 1,8

BENGUELA 21 228 56 16 510 44 37 738 11,8 21 898 57 16 519 46 38 417 11,3 22 761 59 16 111 41 38 872 10,4

HUAMBO 14 927 61 9 668 39 24 595 7,7 14 338 59 9 963 41 24 301 7,2 20 595 62 12 528 38 33 123 8,9

BIÉ 17 058 77 5 176 23 22 234 7,0 18 971 77 5 667 23 24 638 7,3 16 712 72 6 521 28 23 233 6,2

MOXICO 7 301 69 3 226 31 10 527 3,3 6 931 70 2 971 30 9 902 2,9 9 595 69 4 367 31 13 962 3,7

C. CUBANGO 4 738 69 2 089 31 6 827 2,1 5 591 72 2 174 28 7 765 2,3 5 998 64 3 313 36 9 311 2,5

NAMIBE 5 210 66 2 702 34 7 912 2,5 6 906 70 2 960 30 9 866 2,9 6 987 73 2 529 27 9 516 2,6

HUÍLA 19 177 62 11 734 38 30 911 9,7 19 536 62 11 974 38 31 510 9,3 20 458 63 12 228 37 32 686 8,8

CUNENE 4 220 53 3 786 47 8 006 2,5 4 825 52 4 453 48 9 278 2,7 5 888 53 5 319 47 11 207 3,0

BENGO 4 972 80 1 281 20 6 253 2,0 5 742 77 1 715 23 7 457 2,2 5 986 71 2 451 29 8 437 2,3

EST. CENTRAL           0,0 22 129 56 17 387 44 39 516 11,6 24 334 56 19 121 44 43 455 11,7
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

TOTAL 211 839 66 107 164 34 319 003 100 220 416   118 826   339 242 100 242 343   130 665   373 008 100
QUADRO - EVOLUÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DO PESSOAL – 2012 - 2014

2012 2013 2014


PROVÍNCIA
H % M % Total % H % M % Total % H % M % Total %

CABINDA 8 458 65 4 515 35 12 973 3,5 8 477 65 4 525 34,8023381 13 002 3,42 7 181 61 4 642 39 11 823 3,2

ZAIRE 7 937 83 1 621 17 9 558 2,6 7 958 83 1 687 17,49092794 9 645 2,54 6 522 78 1 806 22 8 328 2,2

UÍGE 17 377 85 3 092 15 20 469 5,5 17 367 84 3 234 15,69826707 20 601 5,43 15 278 76 4 896 24 20 174 5,4

LUANDA 26 510 55 21 697 45 48 207 12,9 26 577 55 21 789 45,05024191 48 366 12,74 25 305 53 22 377 47 47 682 12,7

CUANZA NORTE 6 749 76 2 153 24 8 902 2,4 6 755 76 2 190 24,48295137 8 945 2,36 6 023 68 2 898 32 8 921 2,4

CUANZA SUL 13 432 65 7 342 35 20 774 5,5 13 464 65 7 362 35,35004322 20 826 5,48 12 202 59 8 433 41 20 635 5,5

MALANGE 9 007 68 4 259 32 13 266 3,5 9 027 67 4 389 32,71466905 13 416 3,53 8 899 66 4 552 34 13 451 3,6

LUNDA NORTE 7 856 89 987   8 843 2,4 7 832 84 1 462 15,73057887 9 294 2,45 6 102 68 2 898 32 9 000 2,4

92
LUNDA SUL 5 777 86 925 14 6 702 1,8 5 785 79 1 497 20,55753914 7 282 1,92 5 145 72 1 985 28 7 130 1,9

BENGUELA 22 789 58 16 456 42 39 245 10,5 22 877 57 17 274 43,02258972 40 151 10,57 21 078 53 18 677 47 39 755 10,6

HUAMBO 20 615 62 12 867 38 33 482 8,9 20 767 60 13 724 39,79009017 34 491 9,08 19 865 57 14 983 43 34 848 9,3

BIÉ 16 715 72 6 532 28 23 247 6,2 16 720 72 6 560 28,17869416 23 280 6,13 14 234 61 8 986 39 23 220 6,2

MOXICO 9 587 68 4 594 32 14 181 3,8 9 572 67 4 613 32,52026789 14 185 3,74 9 345 68 4 436 32 13 781 3,7

C. CUBANGO 6 007 64 3 345 36 9 352 2,5 6 042 64 3 387 35,9210945 9 429 2,48 5 877 58 4 234 42 10 111 2,7

NAMIBE 6 977 72 2 685 28 9 662 2,6 6 932 71 2 777 28,60232774 9 709 2,56 6 245 63 3 687 37 9 932 2,6
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

HUÍLA 20 464 63 12 244 37 32 708 8,7 20 487 62 12 384 37,67454595 32 871 8,66 18 580 56 14 767 44 33 347 8,9

CUNENE 5 877 52 5 327 48 11 204 3,0 5 897 52 5 376 47,68916881 11 273 2,97 5 805 52 5 412 48 11 217 3,0

BENGO 5 973 71 2 463 29 8 436 2,3 6 083 70 2 589 29,8547048 8 672 2,28 5 703 65 3 095 35 8 798 2,3

EST. CENTRAL 24 674 56 19 388 44 44 062 11,7 24 513 55 19 769 44,64342171 44 282 11,66 23 603 54 20 133 46 43 736 11,6

TOTAL 242 781   132 492   375 273 100 243 132   136 588 36 379 720 100 222 992 59 152 897 41 375 889 100
QUADRO - EVOLUÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DO PESSOAL – 2015-2016

2015 2016
PROVÍNCIA
H % M % Total % H % M % Total %
CABINDA 7 328 53 6 498 47 13 826 3,7 7 104 53 6 300 47 13 404 3,7
ZAIRE 5 774 65 3 109 35 8 883 2,4 5 606 65 3 019 35 8 625 2,4
UÍGE 15 677 76 4 950 24 20 627 5,6 15 201 76 4 800 24 20 002 5,6
LUANDA 24 757 52 22 853 48 47 610 12,8 24 006 52 22 159 48 46 165 12,8
CUANZA NORTE 5 415 62 3 319 38 8 734 2,4 5 253 62 3 219 38 8 472 2,4
CUANZA SUL 12 771 69 5 738 31 18 509 5,0 12 343 69 5 546 31 17 889 5
MALANGE 7 119 61 4 551 39 11 670 3,1 6 911 61 4 418 39 11 329 3,1
LUNDA NORTE 10 059 78 2 837 22 12 896 3,5 9 754 78 2 751 22 12 506 3,5

93
LUNDA SUL 5 176 66 2 666 34 7 842 2,1 5 013 66 2 583 34 7 596 2,1
BENGUELA 19 997 51 19 213 49 39 210 10,6 19 391 51 18 631 49 38 022 10,6
HUAMBO 14 462 51 13 895 49 28 357 7,6 14 016 51 13 466 49 27 482 7,6
BIÉ 14 472 59 10 057 41 24 529 6,6 14 042 59 9 758 41 23 800 6,6
MOXICO 8 159 64 4 589 36 12 748 3,4 7 921 64 4 455 36 12 376 3,4
C. CUBANGO 5 685 64 3 198 36 8 883 2,4 5 509 64 3 099 36 8 608 2,4
NAMIBE 5 191 48 5 624 52 10 815 2,9 5 033 48 5 452 52 10 485 2,9
HUÍLA 17 139 54 14 600 46 31 739 8,5 16 629 54 14 165 46 30 794 8,5
CUNENE 5 441 48 5 894 52 11 335 3,1 5 275 48 5 714 52 10 989 3
BENGO 5 058 63 2 970 37 8 028 2,2 4 908 63 2 883 37 7 791 2,2
EST. CENTRAL 24 071 53 21 346 47 45 417 12,2 23 345 53 20 702 47 44 047 12,2
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

TOTAL 213 751 58 157 907 42 371 658 100 207 260   153 120   360 382 100


QUADRO – EVOLUÇÃO DOS EFECTIVOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – 2002 - 2017
ANO 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
PROVÍNCIA Total Total Total Total Total Total Total Total Total Total Total Total Total Total Total Total
CABINDA 9 076 7 976 8 372 9 038 9 036 9 800 9 867 10 431 12 314 12 936 12 973 13 002 11 823 13 826 13 404 14 260
ZAÍRE 3 848 3 980 3 719 4 432 5 146 5 389 5 832 5 806 7 010 9 547 9 558 9 645 8 328 8 883 8 625 9 250
ÚIGE 10 143 13 324 12 419 13 663 13 721 15 906 16 699 17 896 20 720 20 402 20 469 20 601 20 174 20 627 20 002 21 583
LUANDA 57 601 58 460 67 630 69 089 71 124 73 908 73 491 81 124 45 691 48 092 48 207 48 366 47 682 47 610 46 165 49 334
K. NORTE 5 091 6 119 5 548 6 312 6 194 6 813 7 487 7 624 7 491 8 870 8 902 8 945 8 921 8 734 8 472 9 250
K. SUL 9 715 12 570 12 354 14 260 14 249 15 821 17 215 17 545 17 697 20 646 20 774 20 826 20 635 18 509 17 889 19 271
MALANJE 5 786 7 886 7 445 8 897 9 255 10 607 10 815 11 931 11 683 13 231 13 266 13 416 13 451 11 670 11 329 11 948
L. Norte 4 075 4 336 4 118 4 975 5 399 6 180 6 906 6 571 7 388 8 793 8 843 9 294 9 000 12 896 12 506 13 489
L. SUL 3 633 3 547 3 731 4 062 4 040 4 516 5 000 5 072 6 598 6 689 6 702 7 282 7 130 7 842 7 596 8 093

94
BENGUELA 24 140 29 292 28 777 29 751 29 719 33 974 31 763 37 738 38 417 38 872 39 245 40 151 39 755 39 210 38 022 40 854
HUAMBO 14 173 19 917 18 325 20 097 20 438 24 142 24 057 24 595 24 301 33 123 33 482 34 491 34 848 28 357 27 482 29 292
BIÉ 10 109 14 184 14 279 16 184 17 176 19 815 20 362 22 234 24 638 23 233 23 247 23 280 23 220 24 529 23 800 25 437
MOXICO 6 511 7 338 7 063 8 541 8 401 9 354 9 724 10 527 9 902 13 962 14 181 14 185 13 781 12 748 12 376 13 104
K.KUBANGO 4 179 4 578 4 803 5 268 5 287 6 075 6 730 6 827 7 765 9 311 9 352 9 429 10 111 8 883 8 608 9 250
NAMIBE 5 942 5 435 5 099 6 621 6 555 8 423 8 246 7 912 9 866 9 516 9 662 9 709 9 932 10 815 10 485 11 177
HUÍLA 18 905 21 378 20 778 24 222 24 589 27 612 28 348 30 911 31 510 32 686 32 708 32 871 33 347 31 739 30 794 32 760
EMEAP ESTUDO SOBRE A MACRO-ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA - 2000 - 2017

CUNENE 3 999 5 227 5 125 6 198 6 252 8 118 8 727 8 006 9 278 11 207 11 204 11 273 11 217 11 335 10 989 11 562
BENGO 3 495 4 100 3 448 5 003 4 963 5 544 6 302 6 253 7 457 8 437 8 436 8 672 8 798 8 028 7 791 8 479
EST. CENTRAL 0 0 0 0 0 0 0 0 39 516 43 455 44 062 44 282 43 736 45 417 44 047 47 021
TOTAL 200.421  229.647 233.033 256.613 261.544 291.997 297.571 319.003 339. 242 373. 008 375 .273 379. 720 375. 889 371. 658 360. 382 385.423
13% 9,19% 10,43% 6,72% 9,1% 1,18% -1,01% 6,43%
VARIAÇÃO
1,4% 1,89% 1,88% 5,97% 0,61% -1,01% -3,12%
MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL

NOTAS:

1 Os Serviços de Apoio Técnico quando não dispõem de unidades ou estru-


turas internas, são apenas constituídas pelos respectivos Directores e do
quadro de pessoal das carreiras técnicas correspondentes às funções aco-
metidas aos respectivos serviços – art. 21.º do Decreto Presidencial 3/13, de
23 de Agosto.
2 Os serviços de apoio directo quando revestem a natureza de direcção na-
cional podem dispor na sua estrutura interna de até 3 (três) departamentos.
Excepcionalmente, os departamentos ministeriais que atendem os sectores
da educação, saúde, finanças públicas, segurança e ordem interna, defesa
nacional, administração do território podem dispor cada um de até 3 (três)
secções por cada departamento – art. 24.º n.ºs 1 e 2.
3 Com vista à melhoria dos salários das carreiras não técnicas, considerando
também a disponibilidade financeira, foi aplicado o princípio da diferencia-
ção positiva no reajustamento dos salários nos anos de 2011 e 2017.
4 O Estatuto Orgânico do MINEA não aponta para a existência de organismos
superintendidos.
5 O Estatuto do MINAGRIP prevê nos organismos superintendidos as “empre-
sas do sector”, que não se encontram definidas no respectivo Estatuto. Por
este facto, para efeitos desta contagem, não são consideradas o número de
empresas mas apenas a natureza do organismo superintendido. Incluem-se
também aqui os Ministérios da Defesa Nacional (Empresas Públicas de De-
fesa Nacional), o Ministério das Pescas e do Mar (Escolas de Pesca e de Aqui-
cultura), o Ministério da Construção e Obras Públicas (Centros de Formação
Profissional), e o Ministério da Comunicação Social (Serviços de Imprensa
nas Missões Diplomáticas).

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“COMPETÊNCIA, RIGOR E EFICIÊNCIA, PARA UMA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE”