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Conceitos-chaves

Poupança é uma parte do dinheiro que não e gasto no período em que é recebido, que é
guardado para ser usado num momento futuro.

Poupar significa guardar dinheiro ou produto de lado, pouco a pouco, de uma forma segura
até obter a quantidade fixada para um uso futuro, hoje pode-se ter mais do que se precisa e
amanha ter-se menos.

Renda familiar é o somatório da renda individual dos moradores do mesmo domicílio.

Consumo Planejando o consumo Na sociedade do consumo, estamos permanentemente


sendo impulsionados a comprar, muitas vezes, em busca de prazer e satisfação. Daí é criado
um grande dilema entre o que desejamos adquirir e o que os nossos recursos permitem. 39
Entre o sonho de ter e a possibilidade de comprar é possível planejar o consumo. Esse é
chamado de consumo consciente ou consumo planejado.

Crédito é uma fonte adicional de recursos que não são seus, mas obtidos de terceiros
(bancos, finança iras, cooperativas de crédito e outros), que possibilita a antecipação do
consumo para a aquisição de bens ou contratação de serviços. Existem várias modalidades
de crédito. Por exemplo: limite do cheque especial, cartão de crédito, empréstimos,
financiamentos imobiliários ou de veículos, compra a prazo em lojas comerciais etc. É
muito importante para sua vida financeira saber escolher a modalidade de crédito mais
adequada para cada situação. Com a devida compreensão dos custos envolvidos nas
operações de crédito, é mais fácil o uso do crédito de forma consciente.

Orçamento pode ser visto como uma ferramenta de planeamento financeiro pessoal que
contribui para a realização de sonhos e projectos.

Orçamento pessoal ou familiar O orçamento permite o panejamento de como gastar o seu


dinheiro e mesmo economizar e investir. Após listar detalhadamente todas as receitas e
despesas, é preciso fazer o balanço do mês, para saber quanto sobra, quanto falta ou se há
equilíbrio entre ganhos e gastos. O orçamento possibilita o panejamento financeiro, ou seja,
escolher em que e como vai gastar a partir da definição de suas prioridades, além de ajudar
a administrar os imprevistos e reduzir o consumo desnecessário e indesejado

Orçamento familiar

Para que se tenha um bom planeamento, é necessário saber aonde se quer chegar; é
necessário internalizar a visão de futuro trazida pela perspectiva de realização do projecto e
estabelecer metas claras e objectivas, as quais geralmente precisam de recursos financeiros
para que sejam alcançadas ou para que ajudem a atingir objectivos maiores.
Qualquer que seja o tamanho do seu plano ou sonho, e necessário ter um controle efectivo
das receitas e das despesas bem como se organizar e definir o que tem de ser feito de modo
a alcançar os objectivos em menos tempo e ao menor custo possível.
O orçamento mensal da família e um instrumento complexo. Numa primeira fase pode – se
solicitar a participação dos mais novos na elaboração de um orçamento mais simples, como
de uma viagem ou de um fim-de-semana em família. Mais tarde a participação dos mais
novos poderá ser alargada em orçamento mais complexo.
Para que as famílias consigam acumular riquezas é fundamental seguirem alguns passos
simples: é necessário identificar e calcular o total das receitas e das despesas, iniciando
pelas receitas uma vez que as despesas só podem ser cobertas mediante existência das
mesmas.
Se iniciar pelas despesas automaticamente estará a endividar-se.
As receitas têm duas origens: Trabalho e posse de capital ou investimento por exemplo:
remuneração ou juros obtidos num depósito bancário.
As despesas devem ser entendidas como um gasto essencial. Todos os gastos devem ser
considerados supérfluos ou mesmo desperdício podendo ser eliminado totalmente ou
parcialmente (FERREIRA, 2013:56).

Importância do orçamento familiar


O orçamento e uma importante ferramenta para conhecer, administrar e equilibrar as
receitas e despesas familiares e, com isso, poder planear e alcançar os sonhos.

O orçamento financeiro familiar oferece uma oportunidade para avaliar vida financeira e
definir prioridades que impactam na vida familiar. O orçamento vai ajudá-lo a:
• conhecer a realidade financeira da família;
• escolher os projectos;
• fazer o planeamento financeiro;
• definir suas prioridades;
• identificar e entender hábitos de consumo;
• organizar a vida financeira e patrimonial;
• administrar imprevistos;
• consumir de forma contínua (não travar o consumo).

Benefícios de orçamento familiar

 Estimula a gastar com cautela

 Facilita decidir quanto gastar e quanto poupar,

 Estimula a poupar com disciplina

 Se for seguido ajuda a alcançar as suas metas financeiras

 Ajuda a assumir o controle do seu dinheiro.

Consumo e Poupança

Cada indivíduo ou família decide, em cada momento, como dividir o seu rendimento
disponível entre consumo e poupança. Designamos por consumo a despesa em bens e
serviços com vista à satisfação de necessidades e desejos. Estas podem ser necessidades
básicas, como alimentação, vestuário e habitação; ou desejos associados ao consumo de
bens de luxo, como férias num país exótico. A poupança é a diferença entre o rendimento
disponível e a despesa em bens de consumo, sendo igual à variação da riqueza do indivíduo
ou família. A decisão entre consumo e poupança é, em última análise, uma decisão entre
consumo no presente e consumo no futuro. Conhecer as necessidades das pessoas ajuda-nos
a compreender o seu comportamento em termos do consumo de bens e serviços. Abraham
Maslow (1943) propôs uma teoria hierárquica com cinco níveis de necessidades:
fisiológicas, de segurança, sociais, de autoestima, e de realização pessoal. Quando uma
pessoa satisfaz as suas necessidades de um nível básico, passa a procurar satisfazer as suas
necessidades do nível imediatamente superior. O consumo permite satisfazer necessidades
básicas, influencia as relações sociais, e chega a definir, em certa medida, a imagem e a
própria identidade da pessoa.

Tipos de Consumo

Consumo essencial e supérfluo

Tendo em conta a natureza das necessidades satisfeitas, os consumos podem classificar-se


em essenciais e supérfluos. Os consumos essenciais referem-se à satisfação das
necessidades primárias, ou à compra e utilização de bens indispensáveis à nossa
sobrevivência, como os alimentos, o vestuário e a educação. Pelo contrário, o consumo
supérfluo ou de luxo assenta na satisfação de necessidades secundárias ou terciárias, ou à
aquisição e utilização de bens dispensáveis à nossa vida, como os cosméticos

Consumo individual e colectivo

Outra forma de distinguir os vários tipos de consumo prende-se com o beneficiário do


consumo. Um consumo que é efectuado individualmente, como por exemplo a compra de
uma camisola ou a ingestão de alimentos por parte de um indivíduo, é considerado
consumo individual, pois o consumo irá apenas satisfazer a necessidade de um indivíduo.
É, pelo contrário, considerado um consumo colectivo, um consumo que é efectuado
simultaneamente por vários indivíduos, e que irão satisfazer necessidades Colectivas. O
consumo de serviços públicos, como os serviços de saúde, de educação ou de justiça,
constituem exemplos deste tipo de consumo.

Consumo privado e público

Há ainda classificações do consumo que têm como base o autor do ato de consumir. Neste
caso, são duas: o consumo privado e o consumo público. Enquanto que o consumo privado
é efectuado por particulares famílias e empresas o consumo público é efectuado
pelas Administrações Públicas, como por exemplo o Estado.

Consumo final e intermédio

Quanto a esta classificação, que se refere à finalidade do próprio consumo, podemos


distinguir entre consumo final e consumo intermediário. No que toca ao consumo final, este
prende-se com o facto do consumo ter como intuito a satisfação directa das necessidades
dos agentes em questão, e cujos bens não sofrerão qualquer transformação. Este ato é
normalmente efectuado pelas famílias. O consumo intermédio é, contrariamente, feito
normalmente pelas empresas, e refere-se à utilização de bens que sofrerão transformações,
e que serão incorporados nos bens finais—bens de consumo final. A compra de alimentos
por parte de famílias e a compra de matérias-primas para fazer bolos por parte de empresas,
por exemplo, são respetivamente consumos finais e intermédios.

Consumo sustentável

O consumo sustentável ou responsável diz respeito ao consumo de bens respeitadores


do ambiente. Incluem-se nesta classificação não só o consumo de produtos reciclados, mas
também a rejeição de produtos baseados em recursos não renováveis e a rejeição de bens
nocivos, se bem que estes dois últimos não se enquadram perfeitamente no conceito de
"consumo", sendo actos assentes na responsabilidade do consumidor.

Poupança
A poupança e fonte de riqueza para qualquer pessoa, família, empresa ou país, é a parte do
rendimento que não foi gasto no consumo. Uma maneira de construir património, o que
geralmente envolve mudança de hábitos, pois requer uma redução nos gastos pessoais e
familiares.

Além disso, poupar exige a avaliação objectiva das despesas, afixação de metas, muita
persistência, a fim de manter-se poupando pelo tempo necessário até que sejam alcançados
os objectivos que motivaram a poupança. Qualquer pessoa a qualquer momento pode
poupar, desde que tenha rendimento e algum valor remanescente que não o queira utilizar
para fazer face as despesas fixas e queira atingir um objectivo.

No geral, a idade não constitui um limite para quem quer fazer popança, existem algumas
instituições que exigem que uma pessoa tenha no mínimo 18 anos de idade para fazer
poupança.

Importância da poupança

 Fazer face ás necessidades futura (eventos esperados e inesperados);

 Ajuda as pessoas e as famílias a administrar o risco e enfrentarem emergências em


período de baixa renda;

 É uma maneira de construir património;


 Ajuda a alcançar metas finceiras que podem ser de curto, médio ou longo prazo;

Tipos/fomas de poupança

1. Poupança Informal

Vantagens

 Fácil acesso

Desvantagens

 Não rende Juros

 Falta de segurança

 Fácil de desgastar em situação não importante

 O valor não cresce com o tempo

2. Poupança semi formal

Vantagens

 É possível poupar em pequenas quantidades de dinheiro

 O valor pode aumentar ao longo do tempo

Desvantagens

 Pagamento de taxas de juros

 Exigência de valor minino para o deposito

 Possibilidade de estabilidade dentro do grupo

 Segurança dependendo do grupo

 Necessidade de ser um membro


3. Poupança formal

Vantagens

 É uma opção mais segura

 Ganha-se juros

 Facilita a gestão de dinheiro

 As transacções são controladas através de extractos bancários.

Desvantagens

 Taxas de juros baixas

 Pagamento de taxas de juros e de serviço( manutenção da conta)

 Exige-se um depósito mínimo.

Credito ao consumo e endividamento das famílias

O crédito é responsável por empréstimos e financiamentos concedido a todos os agentes e


sectores na economia.

Tipos de credito

Empréstimo consignado Tipo de empréstimo feito por funcionários de órgãos públicos,


aposentados pensionistas e empresas privadas que consiste em descontar as parcelas do
empréstimo diretamente na folha de pagamento do tomador. As taxas de juros são muito
baixas quando comparadas

Empréstimo com Cheque especial Neste caso, é um tipo de empréstimo em que o banco
disponibiliza ao cliente que tem conta corrente, um crédito pré-aprovado com um limite de
recurso em dinheiro estabelecido de acordo com o perfil do correntista, que pode usá-lo
como empréstimo quando
quiser. A única facilidade é não ter que pedir o dinheiro emprestado na hora de ter que
equilibrar o orçamento ou em alguma emergência.
O ponto negativo são os juros altos cobrados quase que de forma abusiva, e o fato de achar
que esse dinheiro já faz parte de sua renda.

Empréstimo Rotativo Neste tipo de empréstimo seria como pegar um dinheiro emprestado
e pagar somente uma parte dele, neste caso o valor mínimo da fatura. Aqui as taxas e
encargos cobrados pelo crédito rotativo são altíssimos. É interessante utilizá-lo nessa
condição somente em situações de emergência e tomar cuidado para não se acostumar e
virar escravo do empréstimo rotativo, ficando sempre na mão do financiamento da fatura do
cartão.

Empréstimo com Penhor Com esse tipo empréstimo a pessoa tem acesso a um crédito
rápido, se livra de análise de cadastro de crédito e não tem que apresentar nenhum avalista.
Além disso o consumidor pode estar com o nome sujo (inscrito em cadastros do SPC,
Serasa ou CCF), ou seja, pode estar inadimplente que ainda assim pode penhorar qualquer
coisa sem problema.
Apesar das facilidades do empréstimo com penhora, tome cuidado com os custos do
penhor, como qualquer financiamento, os deste caso os juros e tarifas também são altos.
Outro fato é que se não resgatar o bem penhorado, ai o prejuízo fica maior ainda, uma vez
que o valor total avaliado no final e sempre superior ao valor do bem.

Empréstimo Pessoal Os bancos costumam oferecer linhas de crédito para seus correntistas
e, especialmente, para quem tem conta salário. As regras variam muito de um banco para
outro. Sabendo que existe essa modalidade de crédito, você pode procurar o banco por onde
você recebe o seu salário.
Exemplo: alguns bancos exigem que o tomador do empréstimo tenha conta salário na
própria instituição e carteira de trabalho assinada há, no mínimo, 12 meses.Os recursos vão,
de imediato, para a conta corrente do cliente.

Crédito Direto ao Consumidor


O Crédito Direto ao Consumidor permite que você obtenha o crédito no momento em que
está adquirindo um bem (como eletrodoméstico, móvel, automóvel etc.) ou um serviço
(cursos, pacote de viagens etc.). Na prática, a obtenção deste tipo de crédito é bastante
simples. Em geral, a loja faz um
cadastro rápido, com base no contracheque, exigindo apenas comprovante de residência.Só
em alguns casos, para financiamentos de valores maiores, exige-se uma entrada e/ou um
avalista. Com a ficha aprovada, o crédito sai na hora. Tudo isso é feito na própria loja, o
que facilita a compra, mas se você tiver tempo, também pode conferir as taxas oferecidas
pelo seu banco.

Cartão de crédito
É uma forma de pagar as compras. É muito popular hoje no Brasil. Com base em sua renda
ou em seu perfil de consumo, as empresas oferecem cartões com determinados limites de
crédito. Você escolhe um dia do mês para pagamento da fatura e chega a ter até 40 dias de
prazo se utilizar o cartão em data boa (nove dias antes do vencimento da fatura, por
exemplo).

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