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PANORAMA DA ECONOMIA DO AUDIOVISUAL E DA POLÍTICA

CULTURAL NA REGIÃO SUL DA BAHIA

Fernando José Reis de Oliveira 1


Laiane de C. Vilas Boas do Nascimento 2
Ana Carolina Santos Pessoa 3
RESUMO
Este artigo tem por finalidade refletir sobre a dinâmica da eco nomia do audiovisual na
Região Sul da Bahia e o panorama da produção cultural contemporânea, a partir da
análise descritiva de três produções culturais no campo audiovisual, que contaram com
o apoio da política cultural baiana para disseminar as produções audiovisuais,
investindo na formação de platéias e na capacitação profissional. O foco de nossa
pesquisa dirige-se para a reflexão teórica e o estudo da produção cultural do audiovisual
no âmbito das cidades de Ilhéus, Itabuna e Itacaré, a partir da análise do Festival de
Cinema Baiano – FECIBA, da Mostra Universitária Sulamericana de Audiovisual -
MUSA e da Mostra de Cinema Multicultural de Itacaré – CINEMULTI.
Palavras-chave: política cultural, economia da cultura, economia do audiovisual e
produção cultural.

APRESENTAÇÃO

O século XXI vê emergir um novo entendimento do papel da cultura e de seu


estatuto teórico na sociedade contemporânea, que ultrapassa de longe as velhas
definições clássicas, marcadas pelo longo debate entre correntes antropológicas e
sociológicas, sinalizando para uma interpretação mais pragmática da ideia de cultura,
cuja noção foi sintetizada na definição amplamente difundida pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO. É na perspectiva
desse novo olhar para a cultura e para as relações abertas pelas novas tecnologias da
informação e da comunicação, que floresce o debate sobre a natureza da economia da
cultura e das economias criativas, e que trazemos aqui para analisar o desenvolvimento
da produção cultural no audiovisual, na região sul da Bahia. Vamos analisar ainda o
papel que a interiorização da Política Cultural através dos editais, exerce na produção
cultural e na difusão dos produtos culturais e simbólicos na esfera do audiovisual.
Segundo a UNESCO (1982) a cultura contemporânea define-se pelo conjunto
de características distintivas espirituais, materiais, intelectuais e afetivas, que

1
Mestre em Economia pela UFBA e Dr. em Comunicação pela PUC-SP. Professor Adjunto da
Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC. E-mail fjrdeoliveira@gmail.com
2
Graduanda em Comunicação Social - Rádio e TV da UESC. E-mail vilasboas.laiane@gmail.com
3
Graduanda em Comunicação Social – Rádio e TV da UESC. E-mail annacarolina_pessoa@hotmail.com
caracterizam uma sociedade ou um grupo social. Envolve além das artes e das letras, os
modos de vida, os sistemas de valores, as tradições e as crenças. Nessa perspectiva a
cultura vem sendo apresentada como um recurso estratégico para o desenvolvimento
sustentável, um repositório de conhecimentos, significados e valores materiais,
espirituais e afetivos, permeando todos os aspectos da vida humana. Ela também tenta
abarcar a diversidade de formas e a amplitude dos processos culturais, o modo como
vivem, interagem e se relacionam as culturas no âmbito local, regional e global, como é
possível observar no relatório da UNESCO (2010), The Power of Culture for
Development. Essa é, sem dúvida, uma marca do espírito do nosso tempo, conforme
assinala Geroge Yúdice (2004), caracterizado por uma cultura de globalização
acelerada, vista e tratada como um recurso e não mais experimentada, compreendida e
vivida como instância transcendente:
(A cultura) (...) passa a ser dirigida como um recurso para a
melhoria sócio-política e econômica, ou seja, para aumentar sua
participação nessa era do envolvimento político decadente, de
conflitos acerca da cidadania (Young, 2008) e do surgimento
daquilo que Jeremy Rifkin (2000) chamou de capitalismo
cultural. (YUDICE, George, 2004, p.25).

Para Yúdice (2004) o “recurso da cultura” aparece como o primeiro motor das
indústrias que dependem da propriedade intelectual. A noção de cultura como recurso
absorve e elimina distinções antes prevalecentes na polarização existente entre a
chamada alta cultura e a definição de cultura de massa, envolvendo tanto setores da
alta cultura como aqueles característicos da cultura popular - os rituais, manifestações
estéticas cotidianas, a exemplo das canções e contos populares, culinária, costumes,
dentre outros usos simbólicos da cultura, etc, - transformam-se em recurso potencial das
indústrias que exportam o patrimônio cultural. Por outro lado as indústrias culturais
massivas – sobretudo as do mercado de entretenimento - tratam de absorver o conjunto
das práticas materiais e simbólicas que integram o patrimônio cultural tangível e
intangível, para produzir bens simbólicos e distribuí- los em escala global.

ECONOMIA DA CULTURA E ECONOMIA DO AUDIOVISUAL

A Economia da Cultura trata de refletir sobre a economia das artes e da cultura e


seu papel nos processo de criação, produção e distribuição de bens e serviços culturais,
sem com isto nivelar as criações simbólicas do ser humano aos bens e produtos criados
pela atividade industrial seriada. Segundo a economista francesa Françoise Benhamou
(2007) nos estudos da Economia da Cultura predomina ainda hoje uma espécie de
relutância institucionalizada em reconhecer status de interesse econômico e valor para
as atividades e as práticas culturais e simbólicas, assim como para a produção e
consumo de bens culturais e artísticos. Segundo Benhamou:

[...] a economia da cultura ignorou as indústrias culturais, por considerar


que essas fariam parte da economia industrial. No entanto, os vínculos
entre as indústrias culturais e as artes ao vivo ou as belas-artes são mais
fortes do que se acredita. O papel da vitrine promocional que o
espetáculo ao vivo representa para a música gravada, os produtos
derivados de todos os gêneros de nossos museus, a importância da
criação na origem dos produtos industriais, tudo isso milita em favor de
colocar as indústrias culturais, o cinema, a edição de livros e a gravação
de discos no campo da economia da cultura. (BENHAMOU, 2007, p.18).

As indústrias culturais contemporâneas são melhores representadas pela figura


dos majores, grandes empresas transnacionais, cuja principal atividade econômica
desenvolve-se no ramo da produção e distribuição de bens culturais e artísticos com fins
lucrativos. A cadeia de distribuição da economia do audiovisual é dominada pelas
majors dos EUA (Sony Pictures, Warner, Fox, Disney, Paramount, etc.) e pelas
atividades das chamadas franjas, compostas pelas produtoras e distribuidoras
independentes:

Na UNESCO, por exemplo, as indústrias culturais são consideradas


como as indústrias que "combinam a criação, produção e comercialização
de conteúdos que são intangíveis e culturais na natureza. Estes conteúdos
são normalmente protegidos por direitos autorais e podem assumir a
forma de bens ou serviços". Um aspecto importante das indústrias
culturais, de acordo com a UNESCO, é que elas são "centrais na
promoção e manutenção da diversidade cultural e na garantia de acesso
democrático à cultura". Esta natureza dupla - combinando o cultural e o
econômico - dá às indústrias culturais um perfil distinto (UNCTAD,
2010, p.35, tradução nossa).

A produção audiovisual vem sendo reconhecida como atividade complexa e


sistêmica, porque nela atuam conjuntamente, produtores, autores, técnicos, artistas,
agentes produtivos, estudiosos dos meios audiovisuais e artesãos, dentre outros. O
reconhecimento de seu potencial produtivo como recurso para a democratização da
informação e o melhoramento das práticas habituais do cinema e da televisão, tem
estimulado a criação de editais para apoiar a produção cultural audiovisual, suscitando
também o aparecimento de novas pesquisas e estudos. Por sua relevância para o
desenvolvimento da economia da cultura, o tema tem provocado discussões no âmbito
da UNESCO e dos organismos multilaterais, a exemplo da Organização Mundial do
Comércio (OMC), da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI),
conforme destaca MIGUEZ & LOIOLA (2010). O estudo da economia do audiovisual
pode ser levado adiante tanto pela análise da organização de sua rede interinstitucional
ou pelas entidades que atuam na elaboração da política cultural do audiovisual, bem
como pelo estudo das entidades representativas do setor cinematográfico e televisivo, a
ação dos produtores independentes, pelo estudo da rede tecnológica e seus aparatos
técnicos, inclusive o uso dos equipamentos culturais, e das políticas culturais para o
setor. Pode-se ainda analisar o audiovisual pelo estudo das linguagens e das redes de
signos e símbolos mobilizados nos processos de criação, produção e difusão de bens
culturais e simbólicos pela economia do audiovisual, ou ainda pela análise dos discursos
midiáticos que circulam nas cadeiras ou redes do audiovisual.
Inspirado nas proposições de Albino Rubim (2009) para o estudo da política
cultural, podemos optar também por examinar a economia do audiovisual a partir dos
seguintes recortes metodológicos e suas etapas: a) Etapa de criação, inovação e
invenção; b) a etapa de difusão, divulgação e transmissão; c) a circulação, cooperação,
intercâmbios e trocas culturais; d) pela análise crítica da linguagem e do fluxo de
produção simbólica (bens culturais) produzidos no âmbito da produção cultural do
audiovisual; e) pelo campo da fruição e consumo de bens culturais e seus diversos
públicos consumidores; g) pela análise das condições de conservação e preservação do
patrimônio cultural tangível e intangível do audiovisual; e por fim h) pelo estudo da
organização, gestão, legislação, regulamentos e da política de editais que alavancam a
produção cultural no campo do audiovisual.
As etapas que correspondem à produção, distribuição e exibição, possuem uma
relação interdependente, pois, para que um bem cultural – seja ele tangível ou intangível
– explore todo seu potencial, é preciso que o ciclo de produção/distribuição/consumo se
concretize completamente. A produção corresponde à fase inicial da cadeia produtiva do
audiovisual e necessita de maior aporte de investimento financeiro, constituindo-se em
uma etapa de alto risco. Além disso, conta ainda com duas outras fases, de grande
relevância para completar o ciclo e oferecer o produto cultural ou artístico ao mercado
consumidor. O segundo setor, o da distribuição, está intimamente relacionado ao
terceiro, o da exibição. Pois, não basta ser produzido, o bem cultural precisa ser
consumido, do contrário, o processo fica incompleto e a produção encerra-se em si
mesma. Não é distribuída, não circula, não chega aos outros, diz Ana Carla Fonseca
Reis (2009). Do ponto de vista da cultura isso é devastador.
No caso da indústria audiovisual brasileira, há pouca circulação e exibição da
produção nacional, formando uma espécie de “funil” ou “gargalo” na cadeia produtiva.
Isso ocorre, porque os filmes brasileiros apresentam uma baixa participação tanto nas
salas de cinema quanto nos canais abertos e fechados de televisão existentes no Brasil, a
maior parte dos filmes exibidos é fruto de produções estrangeiras. Segundo a autora não
é viável nem sustentável fomentar a produção de filmes sem considerar os canais de
distribuição para esses produtos culturais. Vejamos nesse sentido a opinião de Sérgio Sá
Leitão:
(...)são poucas as programadoras nacionais e os canais
dedicados ao produto nacional; apesar da produção
cinematográfica e audiovisual brasileira movimentar grandes
somas para sua realização e atingir resultados importantes no
mercado, não há mecanismo de retro-alimentação da produção,
tornando-a dependente de recursos públicos e editais onde às
vezes impera a subjetividade, e não o histórico de resultados ou
o reconhecimento de mercado ou critérios objetivos de seleção.
(SÁ LEITÃO, 2009, p 354).

Para que os filmes cheguem às salas de exibição e alcance um grande número de


expectadores, há um planejamento estratégico de divulgação e marketing. O número de
cópias e o gasto com divulgação é determinado por uma estimativa de receita. Isso é
válido tanto para os filmes nacionais, quanto para os internacionais. Vejamos o modelo
de distribuição de filmes proposto por Hadija Chalupe (2010) 4 para o mercado
audiovisual e cinematográfico brasileiro, com base em princípios e critérios
relacionados com a classificação e a categoria dos filmes. A autora propõe-se a
classificar a produção fílmica nacional em quatro categorias, a saber: filme para grande
escala; filme médio; filme de nicho e filme para exportação. Segundo ela, os critérios
necessários para a construção dessas categorias são: o número de cópias por
lançamento; as estratégias de divulgação que sustentam o lançamento de cada filme
(estratégias de propaganda e marketing) e o montante de recursos a ser investido na
campanha de lançamento do filme; as parcerias estabelecidas (co-produções nacionais e
internacionais, patrocínios, apoios); e os elementos de prestígio de cada filme
(notoriedade dos autores, da equipe técnica e do tema, dentre outros).
A primeira categoria, filme para grande escala, diz respeito aos filmes brasileiros
coproduzidos e distribuídos pelas majors. Esse modelo se assemelha ao modo de
distribuição do blockbuster norte-americano, no qual o filme é lançado com grande

4
Doutorando do Programa de Pós -graduação da UFF(RJ) onde pesquisou sobre A Distribuição do Filme
Brasileiro (2009).
número de cópias e forte campanha publicitária, visando recuperar o investimento
financeiro realizado pelas majors, no menor espaço de tempo possível. Também se
baseiam no star system, no qual, o conhecimento que o público tem dos atores ou
diretores do filme, está diretamente ligado ao valor agregado da produção. Esta é
categoria de filme que o espectador está mais acostumado a consumir. A segunda
categoria é o cinema de nicho, que também pode ser chamado de miúra. Trata-se de um
tipo de filme que tem dificuldade de inserção no mercado cultural, pois atende a um
segmento restrito de público. Esse modelo se baseia na lógica do long tail (cauda
longa), no qual se produz uma reduzida quantidade de cópias, mas disponibiliza-se o
produto por mais tempo no mercado, privilegiando a durabilidade da circulação e
direcionando sua campanha publicitária para um público específico. Mesmo não sendo
alvo das ações tradicionais de marketing ou de grandes campanhas publicitárias esse
tipo de filme pode vir a se tornar sucesso de público. Outra característica deste modelo é
que, apesar de inverter a lógica tradicional de lançamento, reduzindo ao máximo o
número de cópias no mercado (mínimo de uma e máximo dez em película), esses filmes
são exibidos em circuitos alternativos, como festivais e mostras, antes de seu
lançamento no circuito comercial. Isso faz com que os filmes obtenham notoriedade e
agreguem valor ao receber prêmios e obter reconhecimento da crítica. Neste tipo de
filme são recorrentes o uso de inovações na estética da linguagem ou da narrativa e a
estréia de diretores e/ou atores. A terceira categoria proposta pela autora é o chamado
cinema médio. Este tipo de filme mistura características de lançamento das outras
categorias já citadas e encontra muita dificuldade de inserção no mercado,
principalmente, porque não conta com uma forte campanha de lançamento, além de ser
lançado com baixo número de cópias disponíveis para exibição (15 a 100 cópias). Esse
tipo de filme, na maioria dos casos, não consegue proporcionar o retorno do
investimento feito ao longo de sua produção. A quarta e última categoria é a
modalidade de cinema para exportação. Segundo Hadija Chalupe (2010) trata-se de
filmes feitos em co-produção com produtoras de outros países. Esses filmes geralmente
são lançados nas principais mostras e festivais do mundo, a saber: Festival de Cannes,
Festival de Berlim, Festival de Veneza, Festival do Rio, Mostra Internacional de
Cinema de São Paulo, Festival de Mar del Plata e Sundance, dentre outros. E tentam,
antes de trilhar uma carreira nacional, alcançar excelência nesses circuitos de exibição
internacionais.
Com base na análise acima fica evidenciada que a produção audiovisual
regional/local - seja de longa ou de curtas metragens – que se encaixa na chamada
categoria de filme de nicho, caso da maioria das produções dirigidas para um público
específico (regional/local) dificilmente consegue chegar às salas comerciais de cinema,
esbarrando no problema da distribuição e exibição. Segundo Angerami (2010), é
necessário facilitar o acesso à essas produções e estimular a formação de público no
Brasil, pois, mesmo que num primeiro momento não haja grande demanda da
sociedade, com uma política educacional bem estruturada, pode-se garantir uma
demanda futura. Por isso, segundo o autor, “nesse processo cumpre resgatar, valorizar e
apoiar o trabalho de cineclubes, cinematecas e associações culturais” (ANGERAMI,
2010, p. 79), além de contribuir com iniciativas independentes. Esses projetos
estimulam a participação do sujeito na experiência cinematográfica, além de fazer um
trabalho de resistência, alternativo ao modelo comercial predominante.

PANORAMA DA PRODUÇÃO CULTURAL DO AUDIOVISUAL NA REGIÃO


SUL DA BAHIA

A pesquisa sobre o desenvolvimento da economia do audiovisual na região Sul da


Bahia, aponta para o florescimento de novas iniciativas da produção cultural do
audiovisual no circuito Itabuna-Ilhéus-Itacaré, com impacto significativo sobre a cadeia
produtiva do audiovisual na região. Verifica-se que a distribuição e a difusão de filmes
originários de produções regionais e locais ocorrem, sobretudo, no espaço das mostras
direcionadas para a formação de novos públicos, onde ocorre a disseminação da sétima
arte na região. Observa-se também os primeiros indícios de um movimento de
internacionalização da produção cultural do audiovisual no sul da Bahia, com a
ampliação da Mostra Universitária Sulamericana de Audiovisual-MUSA em sua última
edição, para abrigar a produções de outros países, conforme veremos.
Nos últimos dois anos, quatro projetos culturais vêm contribuindo para dinamizar
a economia do audiovisual na região Sul e para estimular a iniciativa de novas
produções de curtas e longas metragens e a difusão de produtos audiovisuais criados no
circuito regional/local, a saber: o Festival de Cinema Baiano (FECIBA), a Mostra
Universitária Sulamericana de Audiovisual (MUSA), a Mostra de Cinema Multicultural
de Itacaré (CINEMULTI) e do PIXELANDO On-Line. Apresentamos a seguir um
breve relato dos três primeiros projetos, destacando os aspectos mais relevantes das
edições e os impactos induzidos por eles no desenvolvimento da economia do
audiovisual na região Sul da Bahia, e na dinâmica da produção cultural do audiovisual
nos municípios de Ilhéus, Itabuna e Itacaré, onde foram realizados os eventos: FECIBA
(Ilhéus-Ba), MUSA (Ilhéus-Ba) e CINEMULTI (Itacaré-Ba).

FESTIVAL DE CINEMA BAIANO – FECIBA

O Festival de Cinema Baiano (FECIBA) é um evento que visa aproximar o


grande público das produções audiovisuais baianas e principalmente regionais/locais,
desde filmes do início da produção cinematográfica da Bahia até as produções recentes.
O evento, em sua segunda edição, foi realizado no Teatro Municipal e na Fundação
Cultural de Ilhéus, entre os dias 02 e 07 de abril de 2012, com a realização de várias
mostras de curtas e a exibição de filmes de longa metragem, acompanhada de debates
abertos para o público, além de oficinas e exposição de equipamentos audiovisuais. Na
visão da produtora Cristiane Santana (2012) “Temos um território litoral sul com 26
municípios e apenas duas salas de exibição de cinema aqui em Ilhéus, então está sendo
também um trabalho de formação de platéias para o cinema, principalmente para o
cinema baiano.” Na segunda edição do FECIBA foram registradas em média 500
pessoas por dia, assistindo a programação cultural do evento. O festival foi realizado
durante dois anos consecutivos (2011 e 2012) e tem sua terceira edição programada para
o mês de junho de 2013. Segundo os organizadores do FECIBA 2012, em comparação
ao ano de 2011, houve maior participação de cineastas e do público. Também
aumentou o número de curtas e filmes exibidos, incluindo filmes inéditos como ”O
NÓ”, produzido por Dilson Araújo e “Memórias do Rio Cachoeira”, dirigido por Vitor
Aziz, ambos produzidos na região Sul da Bahia. As produções dos novos cineastas
foram exibidas ao lado de filmes de renomados cineastas baianos como Edgar Navarro,
Póla Ribeiro, Solange Lima, Cecília Amado, João Rodrigo Matos e Roque Araújo. A
mostra de curta metragem foi dividida em três linhas temáticas, a saber: mostra
atualidade, que visou mostrar o que se tem produzido atualmente no Estado; a mostra
retrospectiva, na qual foram exibidos clássicos do cinema baiano; a mostra sexualidade,
na qual se discutiu a sexualidade através do cinema, além da mostra competitiva de
curtas metragens, na qual os filmes concorreram a prêmios; e por fim a mostra
paralela, na qual foram exibidos os curtas não selecionados para a competição. Foram
oferecidas três oficinas inéditas na região, ministradas por profissionais ativos na área, a
saber: Oficina de Assistente de Direção, com o roteirista e diretor Adler Paz,
Maquiagem Artística, com a maquiadora francesa Marie Thauront, e a Oficina de
Interpretação para cinema e vídeo, com o ator Fábio Vidal. O evento também abriu
espaço para a exposição “Museu Roque Araújo, Cem Anos de Cinema na Bahia”,
instalada no Teatro Municipal de Ilhéus. Segundo Roque Araújo, dono do acervo, o
objetivo da exposição foi colocar proporcionar para os novos cineastas e o público em
geral, o contato com equipamentos antigos que fizeram parte da história do cinema
nacional e baiano. O FECIBA foi produzido em suas duas edições pelo Núcleo de
Produções Artísticas – NÚPROART e pela Panorâmica Produções. O evento foi
realizado com recursos captados através do Edital de Demanda Espontânea patrocinados
pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, contando ainda com o apoio institucional
da Universidade Estadual de Santa Cruz - TVe Rádio UESC - da Fundação Cultural de
Ilhéus, da TV Santa Cruz, da TVE – TV Educativa da Bahia e do coletivo ALUMIAR.

MOSTRA UNIVERSITÁRIA SULAMERICANA DE AUDIOVISUAL-MUSA

Inicialmente chamada de Mostra Universitária Salobrinho de Audiovisual, a


MUSA teve como objetivo principal estabelecer um espaço de exibições e debates sobre
a produção audiovisual universitária do Estado. A iniciativa partiu da necessidade de
criação de um espaço de discussão e reflexão sobre o que vem sendo produzido no
campo do audiovisual por iniciativa de estudantes universitários e reside nessa
característica o principal diferencial desse projeto se comparado ao FECIBA. A MUSA
também foi iniciativa do Núcleo de Produções Artísticas –NÚPROART e da
Panorâmica Produções, que vem se destacando como agente cultural impulsionador da
economia do audiovisual na Região Sul do Estado. O projeto foi selecionado
pelo Calendário de Apoio a Projetos Culturais em 2010, da Fundação Cultural do
Estado da Bahia – FUNCEB, unidade da Secretaria de Cultura do Estado – SECULT-
BA, além de apoios locais da Fundação Cultural de Ilhéus e da Universidade Estadual
de Santa Cruz – UESC, através do Curso de Comunicação Social – Rádio e TV, cujos
alunos constituem-se em público potencial da MUSA. Nessa mostra os estudantes
universitários têm a oportunidade de exibirem suas produções audiovisuais após
submeterem seus produtos audiovisuais a avaliação da curadoria do evento. A escolha
dos vencedores foi feita pelo público, que elegeu os três melhores trabalhos para
recebimento do troféu MUSA, confeccionado especialmente para a premiação dessa
mostra pelo artesão Souza. Os vencedores também recebem livros da EDITUS, editora
da Universidade Estadual de Santa Cruz. Além disso, os vídeos que não são
selecionados para a mostra competitiva são exibidos na mostra paralela.
Vale ressaltar que esse projeto constitui um espaço de troca de experiências com
bate-papos e discussões entre diretores, atores, produtores, não somente dos filmes
exibidos, mas de todo panorama audiovisual baiano. Durante o evento também são
oferecidas oficinas na área da produção audiovisual, além de exposições de artes
plásticas e apresentação de grupos de música. As oficinas oferecidas ao público foram
de: Introdução ao Roteiro e Produção em Audiovisual.
A primeira edição da Mostra Universitária Salobrinho de Audiovisual-MUSA
aconteceu na quadra poliesportiva da Universidade Estadual Santa Cruz – Salobrinho,
na Rodovia Jorge Amado, em Ilhéus-Ba, entre os dias 20 e 21 de agosto de 2010, com
acesso gratuito para o público. A primeira homenageada da MUSA foi a atriz Valderez
Teixeira, moradora do bairro do Salobrinho e premiada no 38° Festival de Brasília do
Cinema Brasileiro, por sua primeira atuação no filme “Eu me Lembro”, de Edgard
Navarro, também presente no evento. A mostra contou ainda com a exposição de obras
filisminográficas do artista plástico Ayam U'Brais, que já expôs em outros lugares no
Brasil e no exterior. Durante o evento foram exibidos dois longas: "Estranhos", de Paulo
Alcântara e "Eu me lembro", de Edgard Navarro. A primeira edição da MUSA foi
encerrada com o show da Banda Manzuá, de Itabuna. Além disso, vale ressaltar que
entre os dias 27 e 28 de agosto a MUSA fez sua primeira itinerância, a convite da ONG
Ação Pela Cidadania e da equipe da TV Itamarajú, que possui um projeto de
profissionalização de jovens no mercado de audiovisual e televisão, que conta com o
apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza-SEDES, do
Governo do Estado da Bahia. Na oportunidade, a MUSA foi apresentada para os jovens
iniciantes no mercado do audiovisual, com a exibição de curtas que fizeram parte da
mostra competitiva e da mostra paralela da primeira edição.
A segunda edição da Mostra Universitária Salobrinho de Audiovisual -MUSA
foi realizada no Centro de Arte e Cultura da Universidade Estadual de Santa Cruz, na
cidade de Ilhéus-Ba, no período de 25 a 27 de outubro de 2011. Em sua segunda edição,
a MUSA sofreu algumas mudanças em seu objetivo inicial, passando a promover e a
incentivar a difusão da produção audiovisual nacional, a fim de exibir não somente as
produções realizadas no Estado. Outro fator significativo foi a mudança da identidade
visual da MUSA, desenvolvida pela designer Kaúla Coudier. A progra mação da
segunda edição da MUSA foi composta por exposição de fotografia, artes plásticas e de
equipamentos cinematográficos do cineasta Roque Araújo; oficina de Sonoplastia com
Napoleão Cunha e de Direção de Fotografia com Antônio Luiz Mendes; a exibição do
longa metragem “Trampolim do Forte”, do diretor João Rodrigo Mattos; a incorporação
da discussão sobre a Economia do Audiovisual, com a Diretora da DIMAS, Sofia
Federico e o então Presidente da Fundação Cultural de Ilhéus, Maurício Corso; a
realização de sessões infantis e a apresentação de trabalhos acadêmicos sobre o
audiovisual; a realização da Mostra Pixelando para vídeos realizados por alunos das
redes públicas e estaduais, cineclubes, comunidades, pontos de cultura, coletivos; e a
realização de oficina de vídeo para alunos da rede pública do bairro Salobrinho. O
evento foi encerrado com o show do cantor baiano Zéu Britto, com as bandas Manzuá,
O Quadro e o DJ Danley. Em sua terceira edição a MUSA passa por um processo de
internacionalização da produção e da abrangência de público do evento, com o
intercambio de produções audiovisuais, oriundas das Universidades da América do Sul,
passando a se chamar Mostra Universitária Sulamericana de Audiovisual. O evento foi
realizado entre os dias 15 a 18 de outubro de 2012, no campus da Universidade
Estadual de Santa Cruz, com o apoio do Curso de Comunicação Social – Rádio e TV. A
mostra atingiu um público de aproximadamente 100 estudantes,oriundo de diversas
universidades brasileiras, a saber: de Universidades da Bahia, do Ceará, de Goiás, do
Maranhão, de Minas Gerais, da Paraíba, do Paraná, de Pernambuco, do Rio de Janeiro,
do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Também participaram estudantes argentinos,
chilenos e uruguaios, das Universidades do Estado de Santiago, no Chile, e de
Montevidéu, da Argentina. Foram selecionados ao todo 33 curtas para compor as quatro
categorias da mostra competitiva: ficção, documentário, animação e vídeo minuto.
Nesta edição, além do troféu MUSA, dado pelo júri técnico e o prêmio da Associação
Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV) para o melhor curta metragem baiano, os
vencedores receberam um prêmio em dinheiro. Na categoria video minuto, animação,
documentário e ficção os vencedores foram premiados com R$500,00 cada, e o
vencedor do melhor curta metragem foi premiado com R$1,500,00. A programação do
evento foi formada por 4 mesas redondas, a saber: “Os Processos de Produção – Entre
Mostras, Eventos e Audiovisualidades”, com Cristiane Santana (Núproart), Edson
Bastos (Panorâmica Produções) e Tatiana Azevedo (S7 Comunicação – Rio de Janeiro);
“Mídia e Videoativismo” com Alan Schvarsberg (Coletivo Muruá - Brasília); “A
Transversalidade do Audiovisual: Novas Configurações Experimentais” com Felipe
Calazans (UFBA- Salvador), Fernando Krum (UFBA - Salvador) e Antônio Figueiredo
(UESC - Ilhéus); e o “O Ensino do Audiovisual: Diálogos e Intersecções”, com
Guilherme Sarmiento (UFRB - Cachoeira), Carolina Ruiz (UNEB – Conceição do
Coité) e Marcelo Pires (UESC - Ilhéus). As oficinas oferecidas foram: Gestão em Rede,
Roteiro para Documentário e Projetos Audiovisuais. Ao longo do evento foram
exibidos um total de 45 curtas, tanto nas mostras competitivas das categorias vídeo
minuto, animação, documentário e ficção, quanto nas mostras paralelas. Na Mostra
Pixelando foram exibidos 3 curtas e 1 longa, com bate papo com os diretores. Na
Mostra infanto-juvenil foram exibidos 4 curtas. Na Mostra longa foram exibidos 3
longas, 2 deles com bate papo com o diretor. No evento ainda teve a apresentação
musical “Cinema Incidental” com Elielton Cabeça e um show da banda Manzuá.

MOSTRA DE CINEMA MULTICULTURAL DE ITACARÉ – CINEMULTI

A primeira edição da Mostra de Cinema Multicultural de Itacaré ocorreu durante


os fins de semana de abril e maio de 2011, em 5 bairros diferentes da cidade, sob a
coordenação da produtora cultural Juliana Machado. A mostra foi apresentada nos
seguintes bairros: Passagem; Porto de Trás; Pituba; Santo Antônio; e no distrito de
Taboquinhas. Durante o evento, foram exibidos 13 curtas infantis, 10 curtas voltados
para o público jovem e adulto e 10 longas metragens, todos brasileiros. Essa mostra tem
a singularidade de proporcionar exibições de filmes ao ar livre, em praças públicas e
campos de futebol, levando o cinema para fora dos espaços convencionais de exibição,
o que conceitualmente os organizadores classificam como cinema fora do cinema. Essa
iniciativa teve como principal objetivo aproximar a comunidade do cinema e contribuir
para a formação de platéia. Na mostra foram exibidos renomados filmes e curtas
nacionais como “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado e “Quincas Berro D’agua” de Sérgio
Machado. Estiveram presentes os cineastas, Paulo Alcântara (Estranhos) e Edgard
Navarro(Eu Me Lembro); os diretores Anna Muylaert (É Proibido Fumar, O Ano em
que Meus Pais Saíram de Férias) e Lírio Ferreira (O Homem que Engarrafava Nuvens e
Árido Movie); o editor Daniel Nobre (Mestre Bimba – Capoeira Iluminada) e o ator
Vladimir Brichta (Quincas Berro d’Água). Os espectadores puderam participar de bate-
papos, que ocorreram após as exibições dos filmes e neles puderam dar sua opinião e
tirar dúvidas sobre a produção cinematográfica brasileira. A mostra CINEMULTI
ofereceu ainda 80 vagas em cinco oficinas de capacitação em audiovisual, com metade
delas reservadas para moradores de Itacaré. As oficinas foram: Introdução ao Roteiro,
ministrada por Juliana Machado e Daniel Nobre; Produção em Audiovisual, por Letícia
Santos; Operação de Câmera, por Cezar Elias; Edição de Imagens, por Cecí Alves; e
Elaboração de Projetos Audiovisuais, por Rafael Salazar. A mostra envolveu na equipe
técnica, três jovens itacareenses, que participaram ativamente de todos os processos da
mostra, desde a pré-produção até a pós-produção, como jovens aprendizes, e receberam
uma bolsa de R$ 300,00 cada. A Mostra contou ainda com um concurso para eleger a
sua logomarca ampliando a aderência do público jovem. O projeto foi financiado pelo
Fundo de Cultura do Estado da Bahia através do edital 08/2010 de Apoio a Mostras e
Festivais de Audiovisual; pelo Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia- IRDEB;
por patrocínios e permutas locais, e por doações de pessoas físicas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A noção de economia da cultura emerge co mo uma tentativa de resolver


questões ligadas aos efeitos econômicos da atividade cultural, no entanto, às vezes, não
chegando a abranger outros elementos associados à criatividade e a inovação, que a
dimensão da economia criativa procurou incorporar e abarcar. A noção de economia
criativa passou a dar maior ênfase naquelas atividades inovadoras que elegeram a
criatividade como mola propulsora do desenvolvimento. A criatividade aqui reside na
capacidade dos indivíduos de criar novas formas significativas de valor, diz Florida
(2010).
Para o pesquisador mexicano Eduardo N. Bolán a política cultural tem papel
crucial no desenvolvimento da sociedade contemporânea:
Na atualidade a política cultural tornou-se algo mais que a
simples soma das políticas setoriais relacionadas com a arte e a
educação artística, supondo um esforço de articulação de todos os
agentes que intervêm no campo cultural (...). É a partir desses
elementos que considero que a institucionalização da cultura seja
uma das características básicas do período em que vivemos.
(Bolán, Eduardo N. 2006, p.54).

Os estudos da economia da cultura e da criatividade precisam ter clareza sobre as


regras básicas de funcionamento da produção, distribuição e consumo dos bens culturais
e simbólicos, para estabelecer os mecanismos de uma política cultural setorial, capaz de
estimular o desenvolvimento da cadeia produtiva do audiovisual. Em outras palavras, é
preciso reconhecer que o campo audiovisual é um recurso potencial para o
desenvolvimento cultural daquelas comunidades que ficam marginalizadas no processo
de criação, produção e distribuição de produtos audiovisuais, que circulam no cenário
cultural baiano e nacional.
É nesse contexto que observamos como a política cultural exerce um papel crucial
na dinâmica do audiovisual, ao viabilizar o acesso à cultura e ao consumo do produto
audiovisual - filmes de longa, curtas e do vídeo experimental produzidos no âmbito
nacional, regional e local - para comunidades de baixa renda. Esse papel da política
cultural ficou evidente quando analisamos a produção cultural dos três projetos
desenvolvidos no âmbito da economia do audiovisual na região sul da Bahia. Eles
transformam-se ainda em oportunidades privilegiadas para o contato das comunidades
com as potencialidades criativas do audiovisual, revelando a importância da capacitação
como condição para o uso da cultura como recurso estratégico, quando se almeja uma
inserção participava e cidadã na sociedade. A análise das produções culturais do
FECIBA, da MUSA e do CINEMULTI demonstrou a importância dos mecanismos de
financiamentos e apoios culturais, do âmbito da política cultural do Estado da Bahia,
seja com os recursos do Fundo de Cultura e os editais da Secretaria de Cultura do
Estado da Bahia-SECULT, ou com o apoio dos recursos oriundos de editais da
Fundação Cultural do Estado da Bahia-FUNCEB. O CINEMULTI foi viabilizado com
os recursos do Fundo de Cultural do Estado da Bahia, através do edital 08/210, de
Apoio a Mostras e Festivais de Audiovisual, enquanto o FECIBA contou com os
recursos do Edital de Demanda Espontânea da SECULT, e o projeto da MUSA recebeu
os recursos da FUNCEB, através do Calendário de Apoio a Projetos Culturais em 2010.
Essa análise panorâmica da política cultural à luz da dinâmica da produção
audiovisual no Sul da Bahia, além de confirmar o papel da política cultural no
desenvolvimento da economia do audiovisual, também evidencia como a produção
cultural setorializada pode contribuir para a formação de novos públicos, despertando o
interesse do público jovem para a capacitação profissional através de oficinas – e a
experimentação com as linguagens do audiovisual para a produção de vídeoarte, vídeo
instalação, documentários, ficção e clips voltada para concorrer nesses festivais e
mostras, etc. - bem como pela interação entre produtores culturais, diretores, artistas,
técnicos, estudantes. Podemos concluir que a continuidade dessas produções culturais
além de garantir o acesso das comunidades às produções audiovisuais nacionais,
também se constituem em canais próprios de exibição da produção baiana e regional,
criadas na linguagem da sétima arte.
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