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Capa

Universidade Católica de Moçambique

Faculdade de Educação e Comunicação

Avaliação Formativa

Elementos do 5° grupo

Arlete – Psicopedagogia

Emua Estefânia Julião - G.A.E.

Jemima Joaquim Carmona - Psicopedagogia

Docente: Hermenegilda Pedro Correia, PhD.

Nampula, aos 19 de Agosto de 2019.


Índice
Introdução

Este presente trabalho de carácter avaliativo da cadeira de Didáctica Geral tem como tema “Avaliação Formativa”, que constitui um
instrumento fundamental para a cadeira de Didáctica Geral.

No que tange aos aspectos deste trabalho, iremos debruçar sobre alguns aspectos imprescindíveis e fulcrais para melhorar a compreensão
deste tema tema, como tais: conceito de avaliação formativa, importância e técnicas de avaliação formativa.

Objectivos

Geral

Conhecer as variáveis técnicas de avaliação formativa e o seu contexto de aplicação.

Específico

Explicar cada tipo de técnica de avaliação formativa e o contexto em que é aplicado no processo de ensino-aprendizagem.

O presente trabalho é constituído por:

 Capa, introdução;
 Desenvolvimento onde encontrar-se-á conteúdos referentes ao tema.
 Conclusão onde é abordado o resumo ou a síntese no que se refere a avaliação formativa;
 Referências bibliográficas onde está contido as obras usadas na elaboração do trabalho.
Avaliação Formativa ̵ conceito
Segundo Figueiredo (1994), a avaliação formativa pretende determinar a posição do aluno ao longo de uma unidade de ensino, no
sentido de identificar dificuldades e de lhes dar solução. Este tipo de avaliação formativa, apresentada no novo sistema de avaliação do
Ensino Básico como a principal modalidade de avaliação, consiste no acompanhamento permanente da natureza e qualidade da
aprendizagem de cada aluno, orientando a intervenção do professor de modo a dar-lhe a possibilidade de tomar as decisões adequadas
as capacidades e necessidades dos alunos (P. 36).

Alem disso, fornece aos alunos elementos que reforçam, corrigem e incentivam a aprendizagem, aumentando-lhe a eficácia, pois
pretende ̵se que quem aprenda tome parte activa no seu processo de aprendizagem.

Sant'Anna (1995), avaliação formativa é realizada com o propósito de informar o professor e o aluno sobre o resultado da aprendizagem,
durante o desenvolvimento das actividades escolares. Localiza deficiências na organização do ensino̵ aprendizagem, de modo a
possibilitar reformulações no mesmo e assegurar o alcance dos objectivos (P. 34).

Ferraz, Carvalho, Dantas, Cavaco, Barbosa, Tourais, & Neves (1994), a avaliação é formativa se assegura que os processos de formação
se vão adequando as características dos alunos, permitindo a adaptação do ensino as diferenças individuais (P. 14).

Esta avaliação, ainda que considere os resultados da aprendizagem, incide preferencialmente sobre os processos desenvolvidos pelos
alunos face às tarefas propostas.

Mas a avaliação só é verdadeiramente formativa quando é compreendida pelo aluno nas suas diferentes dimensões e lhe permite regular
a sua aprendizagem, o que supõe a escuta dos pares e o confronto de pareceres facilitadores da auto-avaliação e do auto-controle.

Para Lopes & Silva (2012), a avaliação formativa, por outro lado, fornece informações durante o percurso do processo de ensino.

Avaliação sumativa
Importância de avaliação formativa no processo de ensino̵ aprendizagem

Técnicas de avaliação formativa


Minitestes constitutivos (formativos)

Os minitestes construtivos periódicos são, normalmente, a TAF mais usada para avaliação formativa e são uma óptima maneira de
avaliar a aprendizagem dos alunos durante o processo de ensino-aprendizagem. Consistem num teste com um pequeno número de
questões de correção rápida (múltipla escolha, verdadeiro-falso, associação), que devem focar-se nos conceitos principais do conteúdo
em avaliação.

Como funciona

Para fornecer feedback imediato sobre os resultados dos minitestes pode envolver os alunos na sua correção. Para evitar a preocupação
de que alterem as suas respostas pode usar o seguinte procedimento:

 Peça aos alunos que dobrem uma folha do seu caderno ao meio na vertical e para escreverem os números das questões do
mimiteste ao longo da margem esquerda da folha e no meio;
 Na metade esquerda do papel escrevem as suas respostas, copiam-nas para a metade direita e rasgam as metades, antes de
entregarem o seu teste para ser classificado;
 Depois de todos os testes serem recolhidos, o professor pode passar em revista as respostas ao teste. Em seguida disponibiliza
uma folha com as respostas corretas e os alunos podem facilmente corrigir os seus próprios erros.

Desta forma, os alunos podem ver o que assinalaram no teste, bem como contribuir para uma discussão sobre as razões por que as
respostas estavam certas ou erradas. Os alunos podem também trocar entre si os testes e corrigi-los.

Finalidades
Verificar a compressão dos alunos após os conteúdos terem sido abordados e fornecer lhes um feedback imediato sobre a sua
aprendizagem.

Como informa o ensino

Os minitestes construtivos fornecem um feedback aos professores sobre a aprendizagem realizada pelos seus alunos.

Como informa a aprendizagem

Possibilita que os alunos autoavaliem a sua aprendizagem.

Dedos para cima

Descrição

O professor coloca uma questão e os alunos usam os seus dedos em número adequado para sinalizar a resposta.

Como funciona

O professor coloca um problema ou pergunta que pode ser de múltipla escolha, com cada resposta numerada ou ainda ter um número
como resposta.

Finalidades

 A utilização dos dedos para cima permite o professor ter um controlo rápido da compreensão da turma no seu conjunto, bem
como verificar a compreensão individual de cada aluno. Este pequeno movimento dos dedos também estimula o cérebro,
aumentando a circulação de modo a que o cérebro obtenha mais oxigênio.

Como informa o ensino


A utilização desta TAF dá oportunidade para diagnosticar concepções alternativas e conhecimentos prévios da aprendizagem, ou as que
possam ainda permanecer durante e após a mesma. Mostra como os alunos progridem em direção às metas de aprendizagem e permite
ao professor planificar, de uma forma informada, aulas que possinitem a reestruturação dos conceitos alternativos e/ou colmatar a sua
falta de conhecimentos.

Questionamento/Fazer perguntas na aula

Descrição

Dado que o ensino se tem tornado mais centrado no aluno em resposta à orientação cognitiva da aprendizagem, em geral, e ao
construtivismo, em especial, o questionamento contribui um aspecto fundamental do processo de ensino-aprendizagem, adquirindo uma
função formativa. As perguntas feitas pelos professores devem ser entendidas como sinais ou estímulos que transmitem aos alunos os
elementos do conteúdo a ser aprendido, mas também como indicações importantes sobre o que estão a fazer e como devem faze-lo. Ou
seja, as questões do professor, como TAF, devem: desenvolver o interesse e motivar os alunos a envolverem-se activamente no processo
de aprendizagem; avaliar a preparação dos alunos para iniciarem novas experiências de aprendizagem; estimular a compreensã;
desenvolver competências de pensamento crítico e analisar as atitudes; avaliar o cumprimento dos objectivos de aprendizagem e
estimular os alunos a procurarem conhecimentos de forma autónoma.

Como funciona

São numerosos os procedimentos que possibilitam o uso eficaz do questionamento e que o professor deve ter em mente para assegurar
todas as suas potencialidades como técnica de avaliação formativa. Destacamos os seguintes:

 Convidar os alunos a fazer perguntas sobre um assunto, antes ou depois de ter sido ensinado. Quando o questionamento é
utilizado antes da abordagem dos conteúdos, promove uma sensação de investigação, ao motivar os alunos para aprendizagem;
 Dar notas para boas perguntas em vez de unicamente para boas respostas;
 Incentivar a elaboração de perguntas com base em pesquisas feitas na internet;
 Incentivar os alunos a elaborar sobre o trabalho que outros colegas estão a desenvolver.

Como informa a aprendizagem

Envolver os alunos na resposta a questões e na elaboração de perguntas orais e/ou escritas, que respondem entre si, permite-lhes articular
ideias e conhecimentos, o que lhes possibilita realizar compreensões mais profundas pela organização ou reorganização do seu
conhecimento individual.

Finalidades

 Envolver os alunos na elaboração de questões;


 Desenvolver competências de comunicação;
 Estimular o pensamento reflexivo.

Envolver os alunos no questionamento estimula-os a refletir sobre a sua aprendizagem, actividade metacognitiva com amplos
benefícios na melhoria do seu rendimento escolar.

Como informa o ensino

As respostas que os alunos dão às questões do professor fornecem-lhes feedback sobre a aprendizagem, e ajudam-no a avaliar a
eficácia das actividades de aprendizagem em que estiverem envolvidos, assim como planificação de actividades futuras.

O professor faz a pergunta para toda turma, espera cerca de 3 segundos no caso de perguntas de respostas sim, ou não ou factuais, e
cerca de 10 segundos no caso das que exigem uma resposta mais elaborada, e só depois indica quem responder.

Em poucas palavras ou o mais resumidamente possível


Descrição

Na TAF em poucas segundo Greenstein (2010, cit. em Lopes & Silva, 2012), os alunos escrevem, desenham ou resumem oralmente
a sua aprendizagem para que captem o ponto principal ou a essência do conteúdo que estão a aprender.

Como funciona

Na TAF em poucas palavras o professor pede aos alunos para refletirem sobre a sua aprendizagem e para fazerem um breve resumo
que evidencie que aprenderam de mais importante. Para isso, os alunos tem de selecionar analiticamente as ideias principais e
organizar a aprendizagem numa sinopse coesa, que os ajude a ver o conjunto.

Finalidades

Esta TAF de verificação da compreensão pode ser usada durante e depois das aulas (lições), quando os alunos tiveram já a
oportunidade de aprender conceitos importantes. Utilizar em poucas palavras para verificar a compreensão é mais produtivo para a
aprendizagem do que apenas pedir aos alunos, de forma lacónica, para resumirem o aprendido, uma vez que os alunos têm de
organizar de uma forma coerente e consistente as ideias apresentadas.

Como informa o ensino

Em poucas palavras poderá revelar ao professor a fase da aprendizagem em que se encontra cada aluno, a partir da compreensão
que revelam do conteúdo em avaliação. Esta verificação da compreensão poderá ajudar o professor a planear feedback eficaz e o
futuro ensino.

Como informa a aprendizagem

Em poucas palavras oferece oportunidades aos alunos para refletirem sobre a sua aprendizagem e, consequentemente, para
realizarem a sua autoavaliação.
Pingue-pongue ou lançar a bola

Descrição

O pingue-pongue é uma técnica de perguntas e respostas orais. Há a necessidade de o professor ser sensível e cauteloso na sua utilização
porque expõe de uma forma muito visível os alunos perante a turma e o professor. Põe à prova, até certo ponto, a aprendizagem realizada
pelos alunos, podendo causar-lhes algum embaraço.

Como funciona

O professor seleciona uma série de questões sobre o conteúdo, de acordo com as várias categorias da taxanomia de Bloom.

Para iniciar a actividade, o professor retira de um saco (caixa ou recipiente) o nome de um aluno, atira a bola ao aluno e faz-lhe uma das
perguntas que selecionou.

Finalidades

Esta TAF permite verificar a compreensão e pode ser usada durante ou após a aula (lição), quando os alunos aprenderam já conceitos
importantes sobre um conteúdo.

Como informa o ensino

Esta forma de verificar a compreensão vai ajudar o professor a planificar um feedback eficaz e o futuro ensino, á medida que a
compreensão do aluno é conhecida por meio das respostas e explicações às perguntas. Como informa também os professores do nível
das perguntas a que os alunos são capazes de responder, permite-lhes ainda estruturar as situações da aprendizagem, com vista à
aquisição e/ou desenvolvimento das competências em que os alunos revelam dificuldades.

Como informa a aprendizagem


Pingue-pongue permite que os alunos respondam e ouçam explicações sobre questões de revisão. Isto possibilita-lhes avaliar a sua
própria aprendizagem, bem como a dos seus colegas e, com base nos resultados, repensarem e melhorarem as suas estratégias de
aprendizagem. Como a TAF pingue-pongue ajuda o professor a perceber o nível de complexidade de raciocínio dos alunos, ou seja, que
diferentes categorias da taxanomia de Bloom os seus alunos dominam, pode modelar o raciocínio exigido na resposta e perguntas de
diferentes categorias e, assim, proporcionar que os alunos adquiram competências que os habilitem a responder a perguntas de nível
superior.

Duas estrelas e um desejo

Descrição

Esta TAF destina-se a promover a avaliação construtiva, por pares ou grupos mais numerosos de alunos, de trabalhos realizados
anteriormente. Permite que os alunos contactem com diferentes abordagens ou formas de resolver uma tarefa ou trabalho, com o
objectivo de produzirem melhores trabalhos no futuro.

Como funciona

1. Antes de iniciar esta actividade, os alunos podem rever o seu próprio trabalho , utilizando as duas estrelas e um desejo.
2. Em pequenos grupos ou em grupos de pares, reveem o seu próprio trabalho, utilizando a técnica Duas estrelas e um desejo. Isto,
é para cada parte do trabalho que analisam, os alunos escrevem duas coisas de que gostam –“estrelas”- e expressam um “desejo”,
ou seja, algo que acham que melhoraria o seu trabalho. As “duas estrelas” devem referir-se a dois aspectos do trabalho que
satisfaçam os critérios de sucesso (estabelecidos para o trabalho), e os “desejos” devem referir-se aos aspectos do trabalho que
precisam de ser melhorados, de acordo com os mesmos critérios.
3. Uma vez concluído o trabalho de revisão, os alunos deslocam-de pelos diferentes grupos para analisarem o trabalho em questão.
4. Os alunos levam consigo o maço de post-its, e para cada parte do trabalho que analisam, escrevem duas coisas de que gostam e
expressam um desejo que acham que melhoraria o trabalho em questão.
5. Os alunos, em seguida, regressam ao seu trabalho para lerem e discutem o que os colegas registaram nos seus post-its.
6. Fazem, então, uma lista de “estrelas” e “desejo” sobre o seu trabalho e indicam, numa certa avaliação escrita, cujo pretendem
melhorá-lo. Uma discussão após a actividade pode servir para analisar as questões sobre as quais houve consenso e as questões
que dividiram a turma.

Finalidades

Esta TAF desenvolve a capacidade dos alunos para avaliarem e melhorarem os seus próprios trabalhos e os dos seus colegas. Possibilita
o desenvolvimento de competências de pensamento, autocontrolo, tomada de decisões e de trabalho em cooperação.

Como informa o ensino

A análise dos trabalhos dos alunos proporciona feedback ao professor sobre a aprendizagem realizada, e possibilita-lhes ajustar as
actividades de aprendizagem para a aquisição de conhecimentos e/ou desenvolvimento de competências em falha, tendo como referência
as metas de aprendizagem e os critérios de sucesso.

Como informa a aprendizagem

As inúmeras oportunidades de auto e de heteroavaliação que esta TAF proporciona aos alunos permitem-lhes um feedback constante
sobre a sua aprendizagem. Este feedback é reforçado pela informação retroativa que lhes é fornecido pelo seu professor

Diário de bordo do aluno

Descrição

A realização da TAF diário de bordo do aluno possibilita que os alunos registem actividades que desenvolvem, as reflexões que realizam
sobre as mesmas e seus comentários sobre o modo como o trabalho, que desenvolvem em grupo ou individualmente, se processa. É uma
forma privilegiada de o seu autor descrever os problemas de aprendizagem que lhe vão surgindo, os obstáculos que decorrem do
desenvolvimento do seu trabalho e de reflectir sobre eles e sobre a forma de os superar.

Como funciona

A TAFde diário de bordo do aluno geralmente contempla a realização de quatro actividades principais de base: anotar factos ou
observações; fazer perguntas; formular hipóteses para responder a perguntas que possam surgir e estabelecer ligações.

Pode ser usado no contexto das diversas actividades de aprendizagem desenvolvidas em todas as matérias e disciplinas, como, por
exemplo, no decurso de experiências; projectos, visitas de estudo, etc.

Finalidades

A técnica diário de bordo do aluno implica a utilização de processos metacognitivos que desempenham um papel fundamental no sucesso
escolar. A sua realização permite que os alunos tomem consciência do seu processo de aprendizagem, entendam a maneira como
aprendem e melhorem a sua capacidade para se autoavaliarem.

Como informa o ensino

O professor obtém feedback sobre como cada aluno aprende, sobre as dificuldades que os alunos sentem e sobre as competências dos
alunos para de aitoavaliarem, podendo, com base nessas informações, ajustar a sua intervenção e mesmo individualizar o ensino.

Como informa a aprendizagem

A realização da técnica diário de bordo do aluno permite que os alunos desempenham um papel activo na construção do seu
conhecimento e que desenvolvam estratégias metacognitivas, que lhes possibilitam uma análise crítica do seu trabalho e o
estabelecimento de estratégias de melhoria. Em suma, desenvolver competências que lhes permitam assumir responsabilidade pela sua
aprendizagem.
Dia da limpeza – Lavandaria ou Barrela

Descrição

Dia da limpeza é uma TAF em que os alunos avaliam a sua própria aprendizagem para preparação de um teste sobre um capítulo ou
unidade.

Como funciona

Uns dias antes de um teste final sobre uma unidade de ensino, o professor utiliza a TAF dia limpeza durante a qual os alunos se preparam
para “limpar” tudo o que ainda não conseguem compreender da matéria que sai no teste.

Agrupam-se na aula à volta de quatro tipos diferentes de produtos de limpeza: “lixívia, detergente, sabão, sabonete”. Cada produto
representa um nível diferente da preparação dos alunos para o teste.

 Lixívia: os alunos escolhem um canto se acreditam que estão com muitas dificuldades.
 Detergente: os alunos escolhem este produto de limpeza se entendem os fundamentos dos conceitos ensinados, mas consideram
que precisam de estabelecer apenas alguns detalhes mais finos.
 Sabão: os alunos escolhem este produto se estão bastante confiantes de que irão ter boa nota no teste, mas ainda têm algumas
perguntas “incômodas”.
 Sabonete: a escolha deste canto envolve a realização de actividades de enriquecimento para ampliar e aperfeiçoar a
aprendizagem. Os alunos de grupo “sabonete” ficam muitas vezes neste canto para orientar e encontrar maneiras criativas de
representar a informação para que os seus colegas a possam entender.

Finalidades
Rever conteúdos previamente aprendidos; envolver os alunos em processos metacognitivos sobre a sua aprendizagem; desenvolver
competências de autoavaliação e análise.

Como informa o ensino

A utilização desta TAF permite ao professor oferecer ajuda diferenciada de acordo com as dificuldades de aprendizagem mostradas
pelos alunos.

Como informa a aprendizagem

Os alunos têm oportunidade de aitoavaliar a sua aprendizagem e de colmatar as dificuldades diagnosticadas, com a ajuda do professor
e de colegas , para aumentar as suas probabilidades de sucesso.

Cartões Semáforo

Cartões Semáforo são uma variação da TAF “semáforo”, criada em 2003 por Black e colegas. As cores dos sinais dos semáforos são:
vermelho, amarelo e verde são utilizadas para representar os níveis de compreensão do aluno. Os alunos levantam, para isso, o cartão
que melhor se adequa á sua compreensão:

Verde: eu compreendo isso muito bem;

Amarelo: eu compreendo a maior parte, mas gostaria de receber alguma ajuda;

Vermelho: eu não entendo, preciso de muito de ajuda.

Como funciona

Fazer cartões de cartonila de cor verde, amarela e vermelha. Dar a cada aluno um conjunto de cartões que este colocará na carteira,
dentro do caderno diário. Quando o professor pretende que os cartões semáforo sejam usados na aula, informa os alunos para os
colocarem na carteira. Quando o professor decide o momento certo para obter feedback sobre a compreensão dos alunos, indica-lhes
que levantem o cartão que se identifica com a forma como pensam estar a entender o que estão a fazer ou a aprender até aquele momento.

Finalidades

Verificar o nível de compreensão dos alunos sobre assuntos que estão a ser aprendidos na aula, e envolver os alunos na autoavaliação
da sua aprendizagem.

Como informa o ensino

Cartões Semáforo são uma TAF de monitorização que pode ser usada a qualquer momento durante a aula para ajudar os professores a
avaliarem o alcance da compreensão do aluno, o que, por sua vez, informa o ritmo de ensino. Quando os levantam o cartão que melhor
representa o seu entendimento actual, o professor pode obter feedback rápido da compreensão de toda a turma, bem como o nível de
compreensão de cada aluno. Se a maioria dos alunos levantam o cartão vermelho, está é uma indicação clara para o professor de que o
ensino precisa ser modificado para acomodar as necessidades da turma. Por outro lado, se a maioria levanta o cartão verde, isso indica
que a generalidade da turma esta pronta para seguir em frente.

Como informa a aprendizagem

A TAF cartões semáforo promove a metacognitlção e ajuda os alunos a desenvolver competências de autoavaliação (Black et al…,
2004). Permitem uma ajuda diferenciada aos alunos de acordo com as suas necessidades, prestada pelo professor ou pelos colegas.

3-2-1

Descrição

O objectivo da TAF 3-2-1 é dar aos alunos uma oportunidade de sintetizar algumas ideias chaves, repensá-las, para que identifiquem
aquelas em que sentem insegurança e, em seguida, façam uma pergunta que permita revelar onde a sua compreensão é ainda incerta.
Como funciona

A TAF 3-2-1 é uma boa alternativa às habituais perguntas que os professores fazem numa ficha para que os alunos respondam no final
da aprendizagem de um conteúdo oh conceito. O professor distribui uma ficha 3-2-1 a cada aluno para que lhe respondam. O conteúdo
das fichas 3-2-1 pode ser modificado dependendo das características do conteúdo que o professor está a ensinar.

Findo o tempo disponibilizado pelo professor para que os alunos preencham a sua ficha 3-2-1, o professor recolhe-as para analisar. Com
base nas respostas dos alunos organiza as próximas actividades de aprendizagem.

Finalidades

Identificar as dificuldades na compreensão de conteúdos ou conceitos. Identificação de interesses dos alunos para aprofundamento de
determinados conteúdos, desenvolvimento de competências metacognitivas.

Como informa o ensino

A TAF de 3-2-1 disponibiliza dados ao professor sofre os interesses e/ou dificuldade de aprendizagem dos alunos, o que possibilita
adequar o ensino às necessidades reais da aprendizagem.

Como informa a aprendizagem

O envolvimento dos alunos na realização de fichas 3-2-1 permite-lhes desenvolver competências metacognitivas e de autoavaliação, as
quais se constituem como fundamentais para o sucesso na sua aprendizagem.

Conclusão
Após a realização deste trabalho referente ao tema imprescindível e fulcral “Avaliação Formativa”, o grupo chegou de constatar as
seguintes conclusões:

Num cômputo geral, a avaliação formativa é a componente indispensável e indissociável da prática pedagógica, suas
múltiplas funções se consubstanciam na orientação e regulação do processo ensino-aprendizagem no âmbito da
aprendizagem significativa. Para o aluno, a função dessa concepção de avaliação é fornecer subsídios para que ele
compreenda o seu próprio processo de aprendizagem e o funcionamento de suas capacidade scognitivas subjacentes na
resolução de problemas.

Também constatamos que, a avaliação formativa realiza se ao longo das aulas, também tem uma função formativa, uma
vez que dá a conhecer ao professor e ao aluno se os objectivos estão a ser alcançados, identifica os obstáculos que
estão a comprometer a aprendizagem, estabelecendo estratégias que ajudem os alunos e os professores a ultrapassar
as dificuldades detectadas. Esta actividade vai revelar problemas de aprendizagem colectivos ou individuais.

Finalmente, para o professor, a avaliação formativa orienta e regula a prática pedagógica, uma vez que se propõe analisar
e identificar a adequação de ensino com o verdadeiro aprendizado dos alunos.

Salientamos também que, este trabalho é inacabado, pois poderão surgir outras individualidades que poderão acrescer
alguns aspectos imprescindíveis para abordagem deste tema, com vista a contribuir para a avaliação formativa.
Referencias Bibliográficas