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o É trabalho pioneiro.

Prestação de serviços com tradição de confiabilidade.


anglo Construtivo, procura colaborar com as Bancas Examinado-
resolve ras em sua tarefa de não cometer injustiças.
Didático, mais do que um simples gabarito, auxilia o es-
tudante no processo de aprendizagem, graças a seu for-
mato: reprodução de cada questão, seguida da resolução
elaborada pelos professores do Anglo.
No final, um comentário sobre as disciplinas.

as provas O vestibular do Insper (antigo Ibmec) é realizado num úni-


co dia, com provas assim constituídas:
do Insper • Análise Verbal em Língua Portuguesa (AVLP): 26 ques-
(ex-Ibmec) tões objetivas.
novembro • Análise Quantitativa e Lógica (AQL): 34 questões obje-
tivas.
de 2010 • Comunicação Escrita — Redação (dissertação).
É desclassificado o candidato que tem desempenho inferior
a 40% na prova de Redação (isto é, que obtém menos de
6 pontos, do total de 15 que vale essa prova).
A média final (MF) é calculada pela seguinte fórmula:
MF = 0,35AVPL + 0,65AQL
A classificação final é feita por curso, separadamente.
Obs.: Na correção das questões objetivas, o INSPER utiliza
a TRI (Teoria da Resposta ao Item), que, além de apurar o
número de respostas corretas, considera também para cada
questão (acertado ou não):
• o grau de dificuldade;
• a probabilidade de acerto casual;
• o nível de discriminação.
RE DAÇ ÃO
INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO:
a. A redação deve ser uma dissertação em prosa, com no máximo 30 linhas.
b. Não é necessário escrever um título para a redação, o título é dado juntamente com a proposta-tema.
c. Fuga do tema implica nota zero.
d. Redações com menos de 10 linhas serão desconsideradas.
e. A redação pode ser feita a lápis.
f. Anotações na folha identificada como “Rascunho da Redação” não serão consideradas.
g. Somente será considerado o que estiver escrito na folha pautada e com linhas numeradas para a redação.
h. Escreva sua redação com letra legível.
i. Não é permitido destacar a folha de rascunho da redação.

ATENÇÃO:
Você deve finalizar o seu texto e passá-lo para a folha de redação até o horário limite de provas
(indicado no quadro na frente da sala).
Lembre-se de que você somente poderá retirar a folha para transcrever sua redação quando
entregar o Cartão de Respostas preenchido.

Considere os textos a seguir.


TEXTO I
O artigo sexto da Constituição Federal declara que “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o
trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a
assistência aos desamparados”.
O Movimento Mais Feliz (www.maisfeliz.org) promove uma emenda constitucional pela qual o artigo seria
modificado da seguinte forma: “São direitos sociais, essenciais à busca da felicidade, a educação, a saúde etc.”
(segue inalterado até o fim).
É claro que, se eu dispuser de casa, emprego, assistência médica, segurança, terei mais tempo e energia para
buscar minha felicidade. No entanto o respeito a esses direitos sociais básicos não garante a felicidade de
ninguém; como se diz, ter comida e roupa lavada é bom e ajuda, mas não é condição suficiente nem absolu-
tamente necessária para a busca da felicidade.
(Folha de S. Paulo, 10/07/2010)
TEXTO II

http://depositodocalvin.blogspot.com/

Reflita sobre as ideias apresentadas nos textos e desenvolva uma dissertação em prosa.
Conforme indicado nas folhas de rascunho e de redação, utilize o próprio tema como título de sua dissertação.
Tema/Título: A busca da felicidade

INSPER/2011 3 ANGLO VESTIBULARES


Análise da Proposta
Como em exames anteriores, o Insper (antigo Ibmec) exigiu do candidato uma dissertação em prosa a
partir de um tema explícito, “A busca da felicidade”, que também deveria servir de título à redação. A
proposta instrui o candidato a refletir acerca das ideias presentes na coletânea, composta pelo trecho de um
artigo de opinião de Contardo Calligaris publicado na Folha de S.Paulo e uma tira em quadrinhos de Bill
Watterson.
O tema do TEXTO I é a relação entre felicidade e necessidades básicas. Ele apresenta o projeto do
“Movimento Mais Feliz” de incluir na Constituição Federal a noção de que os direitos sociais por ela
garantidos (sobretudo relativos a condições materiais de bem-estar) são essenciais à busca da felicidade. O
enunciador argumenta que “casa, emprego, assistência médica, segurança” podem auxiliar na busca indi-
vidual pela felicidade, mas não representam condições suficientes nem mesmo necessárias para alcançá-la.
No TEXTO II, o personagem Calvin pergunta se o segredo da felicidade é o dinheiro, a fama ou o poder.
Para ele, o dinheiro é o mais eficaz, pois lhe permitiria “comprar” fama e poder e, assim, tornar-se famoso e
entregar-se a todo tipo de excessos — até ao de “esmagar pessoas” que cruzassem seu caminho. Haroldo, o
tigre de pelúcia do garoto, mostra-se perplexo com a concepção de felicidade apresentada e pondera que
haveria outras maneiras de defini-la.
O tema/título é bastante abrangente, permitindo que o candidato não se restringisse à coletânea para
elaborar o encadeamento temático do seu texto.

Encaminhamentos Possíveis
O candidato poderia, estabelecendo um diálogo entre seu repertório e os dois textos da coletânea, desen-
volver e relacionar os seguintes pontos, entre outros:
— defender que o mero acesso a direitos sociais básicos, como alimentação, saúde e educação, não garante a
felicidade, concordando assim com o TEXTO I. Afinal, ao contrário do que prega o senso comum, o homem,
como ser complexo, é constituído também de carências existenciais, estéticas, espirituais, intelectuais, emo-
cionais, sexuais, etc;
— ainda aproveitando a posição explicitada no TEXTO I, observar que, embora não seja essa a visão de mundo
dominante na nossa sociedade, é possível ser feliz apesar da privação de condições materiais consideradas
mínimas. Nesse sentido, podem-se mencionar correntes filosóficas, como o estoicismo e o cinismo, ou
crenças religiosas, como tendências do cristianismo e do hinduísmo, segundo as quais o desapego de todos
os bens materiais é condição para atingir a virtude e a felicidade;
— tomar o discurso do personagem Calvin (TEXTO II) como exemplo de uma concepção de felicidade bastante
presente na sociedade atual, calcada na busca pelo poder, pela fama e pelo dinheiro. Pode-se mostrar
como, apesar de esses valores se encontrarem disseminados nos meios de comunicação, na educação e nos
ambientes profissionais, a sua realização não resulta em ganhos em termos de felicidade, como ilustra o
aumento dos casos de depressão e outros distúrbios;
— considerando especialmente a última fala de Calvin, explorar as implicações morais de sua concepção de
felicidade, salientando que a valorização excessiva do dinheiro, da fama e do poder terminam por restringir
ou impossibilitar a felicidade do outro. A isso, pode-se contrapor a visão de que, para ser feliz, o homem
deve buscar um comportamento ético que tenha sempre em vista também o estabelecimento de relações
mais solidárias;
— defender que não é possível definir o que é essencial para a busca da felicidade, pois diferentes sujeitos
podem procurar a felicidade de diferentes formas de acordo com seus projetos individuais. Pode-se ser feliz
na abundância ou na abstinência, por exemplo;
— discutir a própria concepção de felicidade como um estado permanente, partindo do pressuposto de que o
homem é um ser movido pela insatisfação e, portanto, deve deixar de tomar a felicidade plena como um
ideal a ser buscado.

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A NÁLISE VER BAL
Utilize o texto abaixo para responder aos testes 1 a 3.
O que as câmeras ainda não mostram
Os bisbilhoteiros virtuais se refestelaram na semana passada, quando chegou ao Brasil o Google Street
View, serviço que coloca na tela do computador fotos em 360 graus das ruas de, por enquanto, 51 municípios
brasileiros. Em sua maioria, as primeiras pesquisas feitas por brasileiros se concentraram na busca do próprio
endereço, da sede do trabalho, da casa da namorada. E houve também muita gente que passou horas procu-
rando imagens bizarras ou engraçadas captadas pelo programa. Passada essa primeira onda de voyeurismo,
comum em todos os países que já contam com o serviço, começam a aparecer outras utilidades. Num futuro
não muito distante, o internauta brasileiro vai poder planejar suas férias, adquirir um imóvel ou visitar um
museu por meio da ferramenta.
O Street View faz parte de outro produto da empresa, o Google Maps. Bem mais detalhista que seu
irmão maior, permite ao usuário navegar pelas ruas, com uma visão de todos os pontos cardeais, do chão e do
céu. É como se você andasse até a porta de um prédio, admirasse sua fachada, comparasse com a dos vizinhos
etc., num passeio em que o mouse cumpre a função das pernas. Lançada em maio de 2007, a ferramenta origi-
nalmente cobria cinco grandes cidades nos EUA e seus arredores. Hoje, se estende a todo território americano,
assim como à maior parte do Canadá, Japão, Austrália e vários países europeus. No Brasil, até agora apenas
São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e cidades vizinhas dessas capitais foram fotografadas pelos carros
do Google. (...)
Muitos varejistas se animaram com a possibilidade de ter seus estabelecimentos fotografados pelas
poderosas câmeras do produto. Seria a chance de, num primeiro momento, o cliente fazer um passeio virtual
para depois fechar uma compra real e feita de forma presencial. Atualmente isso esbarra em dois problemas.
O primeiro é que o programa não é ao vivo. As imagens são coletadas em média um ano antes de irem ao ar.
Ou seja, quando o visitante entrasse na loja, as prateleiras estariam desatualizadas. O outro problema é o fato
de que, segundo a empresa, a produção de fotos de estabelecimentos comerciais não passa de mero boato.
Bem mais acessível aos lojistas, pelo menos por enquanto, é a oferta de espaços publicitários nas ruas
flagradas pelo Google. A empresa aposta tanto nisso que patenteou um sistema que automaticamente apaga
as mensagens publicitárias estampadas em outdoors e cartazes. No lugar delas seriam colocados anúncios
pagos. “As empresas americanas ainda não adotaram essa estratégia. Não tem nada de anúncio ali”, diz Pedro
Sorrentino, professor da São Paulo Digital School e autor do vídeo “Obama Digital”. Em muitas áreas, o Street
View ainda é uma ferramenta em busca de uma utilidade.
(IstoÉ, edição 2135, 08/10/2010)

Questão 1
O texto O que as câmeras ainda não mostram apresenta como principal finalidade
a) noticiar objetiva e imparcialmente um fato: a implantação de um serviço da web, inédito no Brasil.
b) analisar, do ponto de vista de diferentes grupos, o impacto produzido pela implantação do Google View no
Brasil e no mundo.
c) persuadir os internautas a usarem a ferramenta e os empresários a explorarem o potencial comercial do
produto.
d) expor, tecnicamente, o conteúdo de uma ferramenta da Internet e revelar um julgamento a respeito dela.
e) tratar de fatos do cotidiano (a implantação de um novo serviço da web) de forma bem-humorada.

Resolução
Há no texto pistas para ratificar o que se diz na alternativa b:
• há análise, pois o articulista focaliza um produto sob vários aspectos;
• há enfoque sob o ponto de vista de diferentes grupos: os bisbilhoteiros, os caçadores de imagens bi-
zarras, o internauta interessado em antever o local de férias, os varejistas, etc.;
• há também alusão ao impacto produzido pela implantação do Google Street View no Brasil e no mun-
do: o grande prazer de ver os objetos mostrados (“se refestelaram”), a “onda de voyeurismo”, “a em-
presa (...) patenteou um sistema que automaticamente apaga as mensagens”.

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Há, no entanto, uma ressalva importante a essa alternativa: não se encontram no texto indicadores para
comprovar com rigor que seja essa a principal finalidade dele.
Como agravante, a alternativa d poderia ser defensável, mas fica prejudicada pela falta de precisão
terminológica: “... expor tecnicamente” é uma expressão imprecisa; não é uma nomenclatura especializada,
nem é transparente na linguagem corrente.
Resposta: b

Questão 2
O termo “refestelar-se”, empregado no primeiro período, sugere que, em relação à novidade, os “bisbi-
lhoteiros virtuais” sentiram-se
a) irritados. d) inquietos.
b) enaltecidos. e) satisfeitos.
c) temerosos.

Resolução
Considerando que o verbo “refestelar-se” significa “atirar-se a algo prazeroso, comprazer-se, deleitar-se”,
o primeiro período do texto manifesta que os “bisbilhoteiros virtuais” sentiram-se satisfeitos com o Google
Street View. No contexto, isso se confirma pelo relato de uma acolhida francamente positiva por parte dos
usuários, que procuraram o “próprio endereço”, a “sede do trabalho”, a “casa da namorada” e “imagens
bizarras ou engraçadas”.
Resposta: e

Questão 3
O pronome demonstrativo “o”, presente no título, remete a
a) cenas degradantes. d) detalhes arquitetônicos.
b) visitas virtuais. e) informações geográficas.
c) propagandas patrocinadas.

Resolução
No título: “O que as câmeras ainda não mostram”, o pronome demonstrativo “o” refere-se àquilo que,
embora não seja mostrado no presente, pode ser mostrado no futuro. Essa possibilidade está pressuposta pelo
uso do advérbio “ainda”. Dentre as alternativas, a mais evidente é a c: propagandas patrocinadas não são
mostradas, o que se justifica pela citação de Pedro Sorrentino: “Não tem nada de anúncio ali”.
Resposta: c

Utilize o texto abaixo para responder aos testes 4 a 6.


A volta do caderno rabugento
Não sei se vocês se lembram de quando lhes falei, acho que no ano passado, num caderninho rabugen-
to que eu mantenho. Aliás, é um caderninho para anotações diversas, mas as únicas que consigo entender
algum tempo depois são as rabugentas, pois as outras se convertem em hieróglifos indecifráveis (...), assim que
fecho o caderno. Claro, é o reacionarismo próprio da idade, pois, afinal, as línguas são vivas e, se não mudas-
sem, ainda estaríamos falando latim. Mas, por outro lado, se alguém não resistir, a confusão acaba por insta-
lar-se e, tenho certeza, a língua se empobrece, perde recursos expressivos, torna- se cada vez menos precisa.
Quer dizer, isso acho eu, que não sou filólogo nem nada e vivo estudando nas gramáticas, para não pas-
sar vexame. Não se trata de impor a norma culta a qualquer custo, até porque, na minha opinião, está corre-
to o enunciado que, observadas as circunstâncias do discurso, comunica com eficácia. Não é necessário seguir
receituários abstrusos sobre colocação de pronomes e fazer ginásticas verbais para empregar regras semica-
balísticas, que só têm como efeito emperrar o discurso. Mas há regras que nem precisam ser formuladas ou
lembradas, porque são parte das exigências de clareza e precisão — e essas deviam ser observadas. Não anoto,
nem tenho qualificações para isto, com a finalidade de apontar o “erro de português”, mas a má ou inadequa-
da linguagem.

INSPER/2011 6 ANGLO VESTIBULARES


E devo confessar que fico com medo de que certas práticas deixem de ser modismo e virem novas regras,
bem ao gosto dos decorebas. É o que acontece com o, com perdão da má palavra, anacolutismo que grassa
entre os falantes brasileiros do português. Vejam bem, nada contra o anacoluto, que tem nome de origem
grega e tudo, e pode ser uma figura de sintaxe de uso legítimo. O anacoluto ocorre, se não me trai mais uma
vez a vil memória, quando um elemento da oração fica meio pendurado, sem função sintática. Há um anacolu-
to, por exemplo, na frase “A democracia, ela é a nossa opção”. Para que é esse “ela” aí?
Está certo que, para dar ênfase ou ritmo à fala, isso seja feito uma vez ou outra, mas como prática univer-
sal é meio enervante. De alguns anos para cá, só se fala assim, basta assistir aos noticiários e programas de en-
trevistas. Quase nenhum entrevistado consegue enunciar uma frase direta, na terceira pessoa — sujeito, predi-
cado, objeto — sem dobrar esse sujeito anacoluticamente (perdão outra vez). Só se diz “o policiamento, ele
tem como objetivo”, “a prevenção da dengue, ela deve começar”, “a criança, ela não pode” e assim por
diante. O escritor, ele teme seriamente que daqui a pouco isso, ele vire regra. (...)
Finalmente, para não perder o costume, faço mais um réquiem para o finado “cujo”. Tenho a certeza de
que, entre os muito jovens, a palavra é desconhecida e não deverá ter mais uso, dentro de talvez uma déca-
da. A gente até se acostuma a ouvir falar em espécies em extinção, mas, não sei por que, palavras em extinção
me comovem mais, vai ver que é porque vivo delas. E não é consolo imaginar que o cujo e eu vamos nos de-
funtabilizar juntos.
(João Ubaldo Ribeiro, O Estado de S. Paulo, 18/07/2010)

Questão 4
Considere as seguintes afirmações:
I. O autor defende a ideia de que as variantes linguísticas representam um fenômeno que empobrece o
idioma.
II. Embora não seja especialista da linguagem, o cronista propõe um receituário para a eficácia na comunicação.
III. Mesmo sendo avesso à caça aos erros de português, o autor se incomoda com certas construções linguísticas.
De acordo com o texto, é(são) correta(s) apenas
a) I. d) I e II.
b) II. e) II e III.
c) III.

Resolução
Ao afirmar que “as línguas são vivas e, se não mudassem, ainda estaríamos falando latim” e, no parágrafo
seguinte, que “não se trata de impor a norma culta a qualquer custo, até porque, na minha opinião, está cor-
reto o enunciado que, observadas as circunstâncias do discurso, comunica com eficácia”, o autor deixa claro
ter consciência da importância e da validade das variedades da linguagem como recurso de expressão. A afir-
mação I, portanto, está incorreta.
A afirmação II, além de contradizer explicitamente uma passagem (“Não é necessário seguir receituários
abstrusos...”), não reflete a tese defendida no texto. O narrador manifesta seu temor ao modismo do emprego
sistemático do que ele chama de anacoluto e ao desuso do pronome relativo cujo, mas não assume atitude
prescritiva de quem propõe receitas.
A afirmação III, ao contrário das anteriores, está correta. O período final do segundo parágrafo (“Não
anoto, nem tenho qualificações para isso, com a finalidade de apontar o ‘erro de português’, mas a má ou ina-
dequada linguagem”) explicita uma postura que não privilegia a caça de erros, mas a clareza e a expressivi-
dade. Por isso mesmo, o narrador manifesta seu incômodo com modismos que possam empobrecer e tornar
menos precisa a comunicação.
Resposta: c

Questão 5
Ao mencionar o anacoluto, João Ubaldo Ribeiro reconhece que essa figura de sintaxe pode ter “uso legítimo”.
Identifique a alternativa em que o anacoluto foi empregado como recurso expressivo.
a) “E a menina, para não passar a noite só, era melhor que fosse dormir na casa de uns vizinhos.” (Rachel de
Queiroz)
b) “Eu canto um canto matinal” (Guilherme de Almeida)

INSPER/2011 7 ANGLO VESTIBULARES


c) “Da lua os claros raios rutilavam.” (Camões)
d) “Deixa lá, que ainda havemos de ser felizes os dois, com a nossa casinha e as nossas coisas.” (Almada Ne-
greiros)
e) “A tarde talvez fosse azul, / não houvesse tantos desejos.” (Carlos Drummond de Andrade)

Resolução
Na frase de Rachel de Queiroz há clara ruptura sintática entre o termo inicial “a menina” e a sequência
do enunciado, formado por uma oração principal (“era melhor”) e uma oração subordinada substantiva
subjetiva (“que fosse dormir na casa de uns vizinhos”). Com isso, o termo inicial fica sem função sintática.
Resposta: a

Questão 6
No processo de formação das palavras, os sufixos desempenham importante papel na produção dos efeitos de
sentido. Identifique, dentre as palavras extraídas do texto, aquela em que o sufixo não tem sentido pejorativo.
a) reacionarismo d) anacolutismo
b) modismo e) defuntabilizar
c) decorebas

Resolução
O único sufixo sem conotação pejorativa é o que consta no neologismo defuntabilizar. O sufixo forma
um verbo que pode ser tomado como sinônimo de morrer, sugerindo um efeito de humor e de irreverência
perante a morte, sem projetar avaliação negativa a respeito desse processo.
Resposta: e

Questão 7
Na edição 2177, de 11/08/2010, a revista Veja publicou a reportagem Falar e escrever bem: rumo à vitória,
com dicas para não “tropeçar” no idioma durante uma entrevista de emprego.

(Veja, adaptado)

INSPER/2011 8 ANGLO VESTIBULARES


Identifique a alternativa que apresenta uma explicação INADEQUADA para a correção feita.
a) Houve algumas dificuldades: o verbo “haver”, no sentido de “existir” é impessoal e não admite flexão.
b) O chefe bloqueou meu último pagamento: deve-se empregar um sinônimo, pois o verbo “reter” é defectivo.
c) Seguem anexos dois trabalhos: é preciso estar atento à concordância verbal e nominal.
d) Já faz cinco anos: quando indica tempo decorrido, o verbo “fazer” deve permanecer no singular.
e) Se eu dispuser de uma boa equipe: o verbo “dispor” deve seguir a conjugação do verbo “pôr”.

Resolução
É falso afirmar que o verbo “reter” seja defectivo. Trata-se de um verbo derivado de “ter” (pela anexação
do prefixo re-) e que se conjuga, portanto, pelo modelo do primitivo. Ora, o verbo “ter” é conjugado em todas
as formas, valendo o mesmo para os seus derivados. Não se corrige a forma “reteu” substituindo-a por
“bloqueou”, mas flexionando corretamente o verbo reter: O chefe reteve meu último pagamento.
Resposta: b

Utilize o texto a seguir para responder aos testes 8 a 10.


A incapacidade de ser verdadeiro
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da
independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio um pedaço
de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só
ficou sem a sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá
Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médi-
co. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
— Não há o que fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.
(Andrade, Carlos Drummond de. O sorvete e outras histórias. São Paulo: Ática, 1993)

Questão 8
O período “Desta vez Paulo não só ficou sem a sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze
dias” foi corretamente parafraseado em
a) Desta vez Paulo ficou sem a sobremesa porque foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
b) Desta vez Paulo não ficou sem a sobremesa, contudo foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
c) Desta vez Paulo não ficou sem a sobremesa, portanto foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
d) Desta vez Paulo ficou sem a sobremesa e foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
e) Desta vez Paulo ficou sem a sobremesa, quando foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.

Resolução
O par correlativo “não só… como” ou “não só… (mas) também” estabelece uma relação de adição por
meio da qual se diz que Paulo “ficou sem a sobremesa” e “foi proibido de jogar futebol” por quinze dias.
Resposta: d

Questão 9
No texto ocorre o discurso direto. Transposto adequadamente para o discurso indireto, teríamos
a) Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça e disse a Dona Coló que não havia o que fazer, pois
aquele menino era mesmo um caso de poesia.
b) Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça dizendo que Dona Coló não há o que fazer, sendo o
menino um caso mesmo de poesia.
c) Como não haveria o que fazer, após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça olhando para Dona Coló.
Esse menino é mesmo um caso de poesia.
d) Disse o Dr. Epaminondas, após o exame, que Dona Coló não há o que fazer e que este menino é mesmo um
caso de poesia.
e) Após o exame, o Dr. Epaminondas lamentou que o menino fosse mesmo um caso de poesia. Dona Coló nada
poderia fazer.

INSPER/2011 9 ANGLO VESTIBULARES


Resolução
No discurso indireto, a fala do narrador passa a ser o ponto de referência do discurso. Assim, na frase do
Dr. Epaminondas, a forma verbal “há” deve ser substituída por “havia”, o pronome “este” por “aquele”, a
forma verbal “é” por “era”. A única alternativa que traz essas substituições é a a.
Resposta: a

Questão 10
De acordo com a frase do doutor Epaminondas, o termo que melhor caracteriza o menino é
a) alienado. d) mentiroso.
b) imaginativo. e) dispersivo.
c) curioso.

Resolução
Embora Paulo tivesse “fama de mentiroso”, o Dr. Epaminondas, ao considerar o garoto um “caso de
poesia”, sugere que ele tem uma grande capacidade de inventar histórias (o que é comum no universo
literário). Assim, Paulo seria “imaginativo”, e não “mentiroso”.
Resposta: b

Utilize o texto abaixo para responder aos testes 11 a 13.


Filme-enigma de Christopher Nolan gera discussões sobre significado e citações
ocultas ou óbvias em sua trama onírica
Divulgação

Cena do longa de ficção científica “A Origem”

Certa vez o sábio taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta. Ao acordar, entretanto, ele não
sabia mais se era um homem que sonhara ser uma borboleta ou uma borboleta que agora sonhava ser um
homem.
Será que Dom Cobb está sonhando? Será que a vida real é esta mesma ou somos nós que sonhamos?
Alguns podem ir ao cinema para assistir “A Origem”, de Christopher Nolan (“Batman — O Cavaleiro das
Trevas”) e achar tão chato que vão sonhar de verdade, dormindo na fase de sono REM.
Mas outros estão sonhando acordados. Em blogs, sites e grupos de discussão, os já fanáticos pelo filme
de Nolan apontam referências (de mitologia grega), veem citações (de “Lost”), tecem teorias malucas e
conspiratórias (o sonho dentro do sonho).
Alguns acusam o diretor de copiar filmes os mais variados, de “Blade Runner” (1982) a “eXistenZ” (1999),
de se inspirar em “2001 — Uma Odisseia no Espaço” (1968) e até de roubar a ideia de um quadrinho do Tio
Patinhas de 2002.
O fato é que Nolan acertou o alvo. E ele sabia do potencial “nerdístico” de seu filme. Tanto é que cogi-
tou mudar a canção que toca no filme todo, “Non, Je Ne Regrette Rien”, com Edith Piaf, porque uma das
atrizes escaladas, Marion Cotillard, havia vivido a cantora francesa em um filme de 2007.

INSPER/2011 10 ANGLO VESTIBULARES


(...)
Além da música, uma boa diversão de “A Origem” é identificar os objetos impossíveis deixados por Nolan
ao longo do filme. A escada de Penrose, criada pelo psiquiatra britânico Lionel Penrose, aparece diversas vezes
na tela — e também inspirou o quadro que tenta explicar facetas do longa.
Melhor ir ver o filme e não pensar em escadas… No que você está pensando agora?
(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1908201010.htm)

Questão 11
O texto permite afirmar que o potencial “nerdístico” do filme
a) está associado às marcas de metalinguagem.
b) advém da trama onírica que induz ideias subliminares.
c) resulta das fortes referências intertextuais.
d) origina-se da mistura entre realidade e ficção.
e) decorre da associação entre o sonho e a escada de Penrose.

Resolução
O “potencial ‘nerdístico’” do filme estaria nas diversas referências intertextuais presumidas pelos especta-
dores, que iriam da “mitologia grega” e da série de televisão “Lost” à “escada de Penrose” e a outros filmes,
como Blade Runner, eXistenZ e 2001 — Uma odisseia no espaço.
Resposta: c

Questão 12
Releia o primeiro parágrafo:
Certa vez o sábio taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta. Ao acordar, entretanto, ele não
sabia mais se era um homem que sonhara ser uma borboleta ou uma borboleta que agora sonhava ser um
homem.
As formas verbais em negrito indicam, respectivamente
a) ação concluída, ação simultânea e ação hipotética.
b) ação durativa, ação concluída e ação não concluída.
c) ação pontual, ação contínua e ação fictícia.
d) ação concluída, ação posterior e ação anterior.
e) ação concluída, ação anterior e ação contínua.

Resolução
A forma sonhou está no pretérito perfeito do indicativo e como tal indica uma ação concluída no
passado. A forma sonhara, mais-que-perfeito do indicativo, indica uma ação realizada num passado anterior
a outro passado: “Ao acordar (= quando acordou) não sabia mais se era o homem que sonhara (= tinha
sonhado)”. O imperfeito do indicativo em “agora sonhava (= agora estava sonhando)” indica uma ação
contínua num passado.
Resposta: e

Questão 13
Em “O fato é que Nolan acertou o alvo”, o “que” exerce a função de
a) conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva.
b) pronome relativo, pois introduz uma oração subordinada adjetiva.
c) partícula expletiva, pois, tendo apenas o objetivo de realçar uma ideia, não exerce função sintática.
d) advérbio de intensidade, pois atribui uma circunstância ao verbo “acertar”.
e) preposição, pois relaciona o verbo “ser” à oração subordinada substantiva.

INSPER/2011 11 ANGLO VESTIBULARES


Resolução
A oração “que Nolan acertou o alvo” é uma subordinada substantiva predicativa. O que por meio do qual
se liga à principal não exerce nenhuma função sintática no interior da oração que introduz. Trata-se, pois, de
conjunção integrante.
Resposta: a

Utilize a tirinha a seguir para responder ao teste 14.

(http://blogdoorlandeli.zip.net/arch2009-01-11_2009-01-17.html)

Questão 14
Levando em conta as informações do primeiro quadrinho, identifique a alternativa que apresenta a palavra
que também sofreu alterações na acentuação gráfica devido à regra mencionada.
a) plateia
b) heroico
c) gratuito
d) baiuca
e) caiu

Resolução
A palavra baiuca é paroxítona. O “u” tônico é precedido do ditongo “ai”: bai-u-ca. Portanto, levando-se
em conta as afirmações do primeiro quadrinho, essa palavra sofreu alteração na acentuação. Não existe mais
o acento que antes se colocava nesse “u” tônico.
Resposta: d

INSPER/2011 12 ANGLO VESTIBULARES


Utilize o excerto a seguir para responder ao teste 15.

No rush, carro está tão veloz quanto galinha


Velocidade média no pico da tarde em SP passou de 18 km/h para 15 km/h em um ano, segundo relatório da
CET concluído em fevereiro.
No pico da manhã, velocidade também caiu; principal explicação é a expansão da frota — em 2009, SP ganhou
mais de 335 mil veículos.
(Folha de S.Paulo, 05/03/2010)

Questão 15
A respeito do título “No rush, carro está tão veloz quanto galinha”, é correto afirmar que ele
a) cria, por meio da polissemia da palavra “rush”, o pressuposto de que a lentidão do tráfego paulistano é algo
premeditado.
b) apresenta uma variante coloquial de linguagem, incompatível com a seriedade exigida por esse gênero textual.
c) recorre ao grau superlativo analítico com o intuito de produzir um efeito de realce a um grave problema
da capital paulista.
d) emprega o grau comparativo de igualdade como recurso irônico, já que, em geral, o adjetivo “veloz” não
se aplica a “galinha”.
e) utiliza a comparação para criticar o aumento da frota paulistana, principal agente poluidor da cidade.

Resolução
A expressão “tão veloz quanto” empregada no título estabelece uma comparação que põe em evidência
a igualdade entre a velocidade dos veículos no pico do trânsito vespertino e a velocidade de uma galinha. A
escolha do adjetivo veloz em lugar de lento é um exemplo de ironia, pois o termo, dentro do contexto, deve
ser interpretado em sentido oposto ao seu sentido literal.
Resposta: d

INSPER/2011 13 ANGLO VESTIBULARES


Utilize o texto a seguir para responder aos testes 16 a 18.
Ismália
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…
E como um anjo pendeu
As asas para voar…
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…
(Alphonsus de Guimaraens)

Questão 16
Coloque V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações que seguem.
( ) Os temas centrais desse poema, bem marcados nas duas primeiras estrofes, são o amor e a saudade.
( ) Um dos mais significativos poemas simbolistas, Ismália aborda a dualidade entre corpo e alma.
( ) A partir de um jogo intertextual, o poema de Alphonsus de Guimaraens parodia o drama de Narciso
diante do espelho.
A sequência correta é:
a) F, V, F.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, V.
e) V, F, V.

Resolução
“Ismália”, de Alphonsus de Guimaraens, é um dos mais importantes poemas do Simbolismo brasileiro, por
evidenciar a dualidade entre corpo e alma. Como afirma a segunda asserção, a única correta, este é o principal
tema abordado pelo poeta. Não há referências a amor e a saudades, como colocado na primeira afirmativa;
no mito de Narciso (abordado na terceira asserção), o personagem se atira nas águas por estar apaixonado
por sua própria imagem, diferentemente do que ocorreu com Ismália, que se atirou no mar na esperança vã
de alcançar a lua.
Resposta: a

Questão 17
No primeiro verso do poema, o conector expressa circunstância de
a) condição d) causa
b) tempo e) efeito
c) concessão

INSPER/2011 14 ANGLO VESTIBULARES


Resolução
No primeiro verso do poema, o conector (quando) expressa circunstância de tempo e inicia uma oração
subordinada adverbial temporal, que exprime o momento em que se deu o evento expresso na oração prin-
cipal: o momento em que Ismália “Pôs-se na torre a sonhar…”
Resposta: b

Questão 18
Relacione o poema Ismália a estes versos de Carlos Drummond de Andrade:
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas
É correto afirmar que
a) ambos colocam em destaque o tema da loucura.
b) apenas os versos de Drummond apresentam a ideia do esvaziamento do “eu”.
c) os poemas se opõem, já que Drummond propõe uma poesia ligada à realidade.
d) ambos retratam a angústia dos seres incompreendidos pelos seus companheiros.
e) apenas em Ismália é possível identificar o desejo de um futuro melhor.

Resolução
Ao contrário do que ocorre no poema “Ismália”, marcado por uma atmosfera de sonho e mistério, em
“Mãos dadas”, Carlos Drummond de Andrade coloca claramente a necessidade de a poesia vincular-se à
realidade, assumindo diante dela um tom de engajamento, de compromisso social. Isso evidencia a oposição
temática entre os dois textos.
Resposta: c

Utilize o quadrinho abaixo para responder aos testes 19 a 21.

(http://www2.uol.com.br/laerte/tiras/index-overman.html)

Questão 19
A função de linguagem predominante no quadrinho aparece em:
a) “Sentia um medo horrível e ao mesmo tempo desejava que um grito me anunciasse qualquer aconteci-
mento extraordinário. Aquele silêncio, aqueles rumores comuns, espantavam-me.” (Graciliano Ramos)
b) “a luta branca sobre o papel que o poeta evita, luta branca onde corre o sangue de suas veias de água sal-
gada.” (João Cabral de Melo Neto)
c) “Olá, como vai? / Eu vou indo e você, tudo bem? / Tudo bem, eu vou indo pegar um lugar no futuro e você?”
(Paulinho da Viola)

INSPER/2011 15 ANGLO VESTIBULARES


d) “Se um dia você for embora / Ria se teu coração pedir / Chore se teu coração mandar.” (Danilo Caymmi &
Ana Terra)
e) “Alô, alô continuas a não responder /E o telefone cada vez chamando mais” (André Filho, com O Grupo do
Canhoto)

Resolução
A afirmação contida no terceiro quadrinho da tira de Laerte, ao pôr em evidência o caráter ficcional desse
gênero textual, suscita uma reflexão a respeito dos limites da linguagem e da representação, focalizando o
próprio código empregado pelo artista. Esse procedimento, típico dos textos de função metalinguística,
também ocorre no fragmento de João Cabral de Melo Neto, em que o eu lírico tematiza a angústia diante da
folha branca de papel.
Resposta: b

Questão 20
Sobre o uso do gerúndio considere as seguintes afirmações:
I. A forma verbal “morrendo” (presente no segundo quadrinho) poderia ser substituída, sem prejuízo de sen-
tido, por “quando morria”.
II. Os gerúndios “pulsando”e “morrendo” exercem a mesma função sintática nos períodos em que se inserem.
III. O gerúndio “pulsando” (presente no primeiro quadrinho) poderia ser substituído por uma oração de valor
temporal.
Está(ão) correta(s) apenas
a) I. d) I e II.
b) II. e) II e III.
c) III.

Resolução
No segundo quadrinho, pode-se aceitar que a forma verbal ”morrendo” funciona como uma oração tem-
poral reduzida, indicando simultaneidade entre as ações de ver e morrer, de maneira que o desdobramento
“quando morria” seria admissível. Portanto a proposição I está correta.
No primeiro quadrinho, a forma “pulsando” faz parte de uma locução verbal com verbo auxiliar implícito:
“e (estou) pulsando como uma sanguessuga”. Nas locuções verbais, é o primeiro verbo que se flexiona e indica
o tempo verbal. Assim temos um presente contínuo, e não uma oração reduzida, o que torna as proposições
II e III equivocadas.
Resposta: a

Questão 21
“… Não se deve acreditar em tudo que vê nos quadrinhos, madame!”. A vírgula foi empregada para respal-
dar a mesma função sintática em:
a) O filme, disse ele, é fantástico.
b) Intrépidos, os policiais avançavam pela área de risco.
c) O palácio, o palácio está destruído.
d) O sargento Martins, policial astuto, prendeu os criminosos sem alarde.
e) Livrai-nos, senhor, de todo o mal!

Resolução
Na frase: “… Não [se] deve acreditar em tudo que vê nos quadrinhos, madame!”, a vírgula foi empregada
para isolar o vocativo “madame”. Considerando que o vocativo é palavra ou expressão usada para interpelar
o ouvinte, a vírgula foi empregada com a mesma função na alternativa: “Livrai-nos, senhor, de todo o mal”.
Resposta: e

INSPER/2011 16 ANGLO VESTIBULARES


Utilize o texto abaixo para responder ao teste 22.

Questão 22
Sobre os efeitos de sentido decorrentes da associação entre a imagem e a frase “Amor eterno a partir de
R$1,00”, considere as seguintes afirmações:
I. A imagem aponta para a futilidade dos cerimoniais de casamento e o valor exorbitante de que se necessi-
ta para financiá-los.
II. Há um paralelismo explícito entre o desnível de beleza e idade dos parceiros e dos valores do bilhete e do
prêmio.
III. O anúncio associa o preconceito que norteia as opiniões sobre alguns relacionamentos amorosos ao preço
ínfimo do bilhete de loteria e à possibilidade de se ganhar um prêmio de alto valor.
Está(ão) correta(s) apenas
a) I. d) I e II.
b) II. e) II e III.
c) III.

Resolução
De acordo com a afirmação III, o anúncio publicitário fictício explora o preconceito social que considera o
relacionamento entre uma mulher jovem e um senhor idoso como resultado de puro interesse financeiro,
mostrando que, pelo valor ínfimo de uma aposta (R$1,00), um homem idoso pode ganhar um prêmio tão
vultoso, que seria suficiente para que ele fosse cortejado por lindas jovens interessadas em desfrutar do estilo
de vida de um milionário. Além disso, conforme se afirma em II, estabelece-se um paralelo entre, de um lado,
a desproporção entre o baixo valor da aposta e a grandiosidade do prêmio; de outro, a grande disparidade
entre a idade e a beleza dos noivos.
Resposta: e

Utilize o texto abaixo para responder aos testes 23 a 26.


Dois anúncios
Rondó de Efeito — para todas as combinações possíveis
Olhei para ela com toda a força,
Disse que ela era boa,
Que ela era gostosa,
Que ela era bonita pra burro:
Não fez efeito.

INSPER/2011 17 ANGLO VESTIBULARES


Virei pirata:
Dei em cima de todas as maneiras,
Utilizei o bonde, o automóvel, o passeio a pé,
Falei de macumba, ofereci pó…
À toa: não fez efeito.
Então banquei o sentimental:
Fiquei com olheiras,
Ajoelhei,
Chorei,
Me rasguei todo,
Fiz versinhos,
Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nozinho.
Escrevi cartinhas e pra acertar a mão, li Elvira a Morta Virgem
(Romance primoroso e por tal forma comovente que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas…)
Perdi meu tempo: não fez efeito.
Meu Deus que mulher durinha!
Foi um buraco na minha vida.
Mas eu mato ela na cabeça:
Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas,
Pastilhas purgativas:
É impossível que não faça efeito.
(Bandeira, Manuel. Estrela da vida inteira. São Paulo: Nova Fronteira, 2007)

Questão 23
Sobre a primeira e segunda estrofes, só não é correto afirmar que
a) o grau de coloquialidade é demonstrado pelo emprego de expressões como “gostosa”, “bonita pra burro”
e “dei em cima”.
b) os esforços do “eu poético” para conquistar a jovem são marcados pelas expressões “Utilizei o bonde, o
automóvel, o passeio a pé”.
c) os termos “macumba” e “pó” denotam alguns dos recursos de que o “eu poético” se utilizou em vão para
angariar o afeto da amada.
d) a expressão “não fez efeito”, proveniente do vocabulário médico, é de uso exclusivo da linguagem técnica.
e) o “eu poético” recorre a qualificativos de ordem ética (“boa”), sexual (“gostosa”) e física (“bonita”) para
atrair o interesse da jovem.

Resolução
A expressão “não fez efeito” não é, absolutamente, de uso exclusivo da linguagem técnica. Ela pode estar pre-
sente tanto numa situação de comunicação coloquial como até mesmo num poema, que é o caso do texto de Ma-
nuel Bandeira, em que afirma que as medidas amorosas junto à mulher amada não surtiram o efeito desejado.
Resposta: d

Questão 24
Sobre a terceira estrofe, não é correto afirmar que
a) ao declarar “Então banquei o sentimental”, o “eu poético” mostra que o percurso de suas investidas vai da
concretude para a abstração.
b) o emprego de diminutivos como “versinhos”, “modinhas”, “cartinhas” remete a um comportamento infan-
tilizado por parte do “eu poético”.
c) há um rol de características e comportamentos que podem ser forjados por aqueles que pretendem se
mostrar apaixonados.
d) o sofrimento intenso e as atitudes dramáticas e exageradas são lugares comuns próprios de mulheres e
homens apaixonados.
e) o caráter dramático de suas afirmações permite presumir que, para o poeta, a paixão não correspondida foi
realmente dolorosa.

INSPER/2011 18 ANGLO VESTIBULARES


Resolução
Não se pode aceitar a conclusão expressa na alternativa como de “caráter dramático” e muito menos pre-
sumir que, para o poeta, a paixão não correspondida foi realmente dolorosa”. Diante da situação que se con-
figura, o poeta se autoironiza, tratando o pungente sentimento de frustração afetiva de forma brincalhona e
irreverente. Assim, o eu lírico dessacraliza as emoções-clichê próprias dos apaixonados e lhes confere mesmo
uma certa dose de grotesco.
Resposta: e

Questão 25
Sobre a última estrofe, considere as seguintes inferências:
I. Os versos evidenciam a última atitude tomada pelo poeta objetivando conquistar a moça.
II. A forma “mato ela”, embora condenada pela norma culta, não deve ser considerada errada, pois é legiti-
mada pelo registro coloquial predominante no texto.
III. O humor reside no emprego do termo “efeito”, que agora não se refere apenas à indiferença da jovem.
É(são) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas I e II.
c) apenas II e III.
d) I, II e III.
e) apenas III.

Resolução
Somente as inferências contidas nas asserções II e III podem ser consideradas corretas: em II, a expressão
“mato ela”, de registro prosaico, incorpora-se naturalmente ao contexto do poema; em III, o termo “efeito”
refere-se literalmente às consequências produzidas pelas “pastilhas purgativas”.
Resposta: c

Questão 26
Considere os seguintes versos:
“Escrevi cartinhas e pra acertar a mão, li Elvira a Morta Virgem/ (Romance primoroso e por tal forma como-
vente que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas…)”
Se pontuados de acordo com as convenções da gramática normativa, os versos deveriam ficar
a) Escrevi cartinhas, e pra acertar a mão, li Elvira, a Morta Virgem/ (Romance primoroso e por tal forma, como-
vente, que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas…).
b) Escrevi cartinhas e pra acertar a mão li Elvira, a Morta Virgem/ (Romance primoroso e, por tal forma, como-
vente que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas…).
c) Escrevi cartinhas e pra acertar a mão li Elvira, a Morta Virgem/ (Romance primoroso e por tal forma como-
vente que ninguém, pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas…).
d) Escrevi cartinhas e, pra acertar a mão, li Elvira, a Morta Virgem/ (Romance primoroso e por tal forma como-
vente que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas…).
e) Escrevi cartinhas, e pra acertar a mão li Elvira, a Morta Virgem/ (Romance primoroso e por tal forma como-
vente, que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas…).

Resolução
A oração “pra acertar a mão” deve ficar entre vírgulas, já que está intercalada. Deixando de lado a vírgula
que separa o aposto “a Morta Virgem”, não há mais nenhum lugar da frase em que a vírgula seja obrigatória.
Resposta: d

INSPER/2011 19 ANGLO VESTIBULARES


A NÁLISE QUA NTI TAT IVA
E L ÓGI CA

Questão 27
No Brasil, o 2o turno das eleições presidenciais é disputado por apenas dois candidatos. O ganhador é aquele
que conquistar mais da metade dos votos válidos, isto é, mais de 50% do total de votos excluindo-se votos
brancos e nulos. De acordo com esse critério, um candidato ganhará o 2o turno de uma eleição presidencial
obtendo somente 30% do total de votos se, e somente se, os votos brancos e nulos dados nessa etapa da elei-
ção representarem
a) menos de 70% do total dos votos.
b) mais de 70% do total dos votos.
c) 50% do total dos votos.
d) menos de 40% do total dos votos.
e) mais de 40% do total dos votos.

Resolução
p
Seja T o total de votos e seja ⋅ T a quantidade de votos brancos e nulos (p% de T). Portanto o número de
100

votos válidos é 100 – p ⋅ T.


100
Temos:

0,30T ⬎ 0,50 100 – p ⋅ T


100
3 100 – p

5 100
60 ⬎ 100 – p
p ⬎ 100 – 60 ∴ p ⬎ 40
Logo, vencerá se os votos brancos e nulos representarem mais de 40% do total dos votos.
Resposta: e

Questão 28
Dois faraós do antigo Egito mandaram construir seus túmulos, ambos na forma de pirâmides quadrangulares
regulares, num mesmo terreno plano, com os centros de suas bases distando 120 m. As duas pirâmides têm o
mesmo volume, mas a área da base de uma delas é o dobro da área da base da outra. Se a pirâmide mais alta
tem 100 m de altura, então a distância entre os vértices das duas pirâmides, em metros, é igual a
a) 100.
b) 120.
c) 130.
d) 150.
e) 160.

Resolução
Sejam P1 a pirâmide mais alta, de área da base S, e P2 a outra pirâmide, de altura H. Como os volumes de P1
e P2 são iguais, temos:
1
⋅ S ⋅ 100 = 1 ⋅ 2S ⋅ H ∴ H = 50 m
3 3

INSPER/2011 20 ANGLO VESTIBULARES


Assim, temos a figura, cotada em metros:
V2

V1
50
120

50 C2
P

P2

50
120

C1

P1

No triângulo retângulo PV1V2, temos:


(V1V2)2 = 502 + 1202 ∴ V1V2 = 130 m
Assim, a distância entre os vértices é 130 m.
Resposta: c

Utilize as informações a seguir para os testes 29 e 30.


No plano cartesiano, considere o triângulo ABC, sendo A = (0, 0), B = (3公僓僓
3 , 3) e C = (0, 6).

Questão 29
Uma equação da circunferência circunscrita ao triângulo ABC é
a) (x – 公僓僓
3 )2 + (y – 3)2 = 12.
公僓僓
b) (x – 3 )2 + (y – 3)2 = 9.
⎞ 公僓僓 ⎞ 2
c) x – 3 3 + (y – 3)2 = 27 .
⎠ 2 ⎠ 4
2 公僓僓 2
d) (x – 3) + (y – 3 ) = 9.
⎞ 公僓僓 ⎞ 2
e) (x – 3)2 + y – 3 3 = 27 .
⎠ 2 ⎠ 4

Resolução
Do enunciado, temos a figura, em que ABC é triângulo y
equilátero de lado 6 e P é centro da circunferência 6 C
circunscrita a esse triângulo.

No triângulo retângulo APM, temos: M P


3 B
PM 公僓3僓 PM
tg30º = ∴ = ∴ PM = 公僓3僓 30º
30º
AM 3 3
x
AM 公僓3僓 3
A 3 3
cos30º = ∴ = ∴ PA = 2公僓3僓
PA 2 PA
Assim, a circunferência circunscrita ao triângulo tem centro P(公僓僓 3 , 3) e raio 2公僓僓
3 . Uma equação dessa
circunferência é (x – 公僓僓
3 )2 + (y – 3)2 = (2公僓僓
3 )2, ou seja, (x – 公僓僓
3 )2 + (y – 3)2 = 12.
Resposta: a

INSPER/2011 21 ANGLO VESTIBULARES



Questão 30
——
A reta r passa pelo ponto (0, 2) e intercepta o segmento BC , dividindo o triângulo ABC em dois polígonos de
áreas iguais. Nessas condições, o coeficiente angular da reta r é igual a
公僓3僓 公僓僓
a) . d) 5 3 .
3 27
公僓3僓 公僓僓
b) . e) 7 3 .
9 27
公僓僓
c) 5 3 .
9

Resolução
Do enunciado, temos a figura, em que P(x, y) é o ponto y


onde a reta r intercepta o lado BC. C
A área do triângulo PCE é metade da área do triângulo 6–y 60º r
D P
ABC. Assim, x
4
4 ⋅ x = 1 ⋅ 62公僓3


公僓僓
x= 9 3
B
2 2 4 4 y E
2
No triângulo retângulo PCD, temos:
x
9公僓3
僓 A

tg60º = PD ∴ 公僓僓
3 = 4 ∴ y = 15
CD 6–y 4
⎞ 公僓僓 ⎞
Logo, P = 9 3 , 15 . Como r passa pelos pontos P e E, seu coeficiente angular m é tal que:
⎠ 4 4⎠
15 – 2
7公僓3

m= 4 ∴ m=
9公僓3僓 27
–0
4
Resposta: e

Utilize as informações a seguir para os testes 31 e 32.


Um país possui 1.000.000 de eleitores, divididos igualmente entre 10 estados. A tabela a seguir mostra o resul-
tado final da votação para a escolha do novo presidente, quando todos os eleitores votaram.
Candidato Percentual dos eleitores
X 52%
Y 25%
Z 20%
Votos brancos e nulos 3%

Questão 31
Durante a votação, uma pessoa entrevistou 10 eleitores, escolhidos aleatoriamente, para tentar prever o resul-
tado da eleição. A probabilidade de que o percentual de eleitores dessa amostra que votaram no candidato
Z seja igual ao percentual de votos obtidos por esse candidato na eleição é aproximadamente igual a
a) (0,2)2 ⋅ (0,8)8 (ou seja, aproximadamente 1%).
b) (0,2)2 + (0,8)8 (ou seja, aproximadamente 20%).
c) 45 ⋅ (0,2)2 ⋅ (0,8)8 (ou seja, aproximadamente 30%).
d) 90 ⋅ (0,2)2 ⋅ (0,8)8 (ou seja, aproximadamente 60%).

e) 2 ⋅ (0,2) + 8 ⋅ (0,8) (ou seja, aproximadamente 68%).


10

INSPER/2011 22 ANGLO VESTIBULARES


Resolução
Do enunciado devemos ter, dentre os 10 eleitores, 2 que votaram em Z e 8 que não votaram em Z.
A probabilidade de que isso ocorra é dada por
⎞ 10 ⎞
⎟ ⎟ ⋅ (0,2)2 ⋅ (1 – 0,2)8 =
⎠2 ⎠
10!
⋅ 0,22 ⋅ 0,88 = 45 ⋅ 0,22 ⋅ 0,88
2! ⋅ 8!
(ou seja, aproximadamente 30%)
Resposta: c

Questão 32
Analisando o percentual de votos recebidos pelo candidato X na eleição, é correto afirmar que
a) os votos recebidos por ele foram dados em pelo menos 6 estados diferentes.
b) ele foi necessariamente o mais votado em todos os estados do país.
c) ele necessariamente recebeu votos em todos os estados do país.
d) é possível que ele não tenha sido primeiro colocado em nenhum dos 10 estados.
e) é possível que ele não tenha recebido votos em 5 estados diferentes.

Resolução
O número de votos de x foi
0,52 ⋅ 1000 000 = 520 000.
Como cada estado tem 100 000 eleitores, mesmo que ele tenha recebido todos os votos de 5 estados, ainda
faltariam 20 000 para receber.
Consequentemente ele recebeu votos de pelo menos 6 estados diferentes.
Resposta: a

Utilize as informações a seguir para os testes 33 e 34.


O mosaico da figura é formado por losangos congruentes entre si e por pentágonos regulares.

A razão entre as áreas de um pentágono e um losango, nessa ordem, é igual a R.

INSPER/2011 23 ANGLO VESTIBULARES



Questão 33
A razão entre a área da região clara e a área da região escura da figura, nessa ordem, é aproximadamente
igual a
a) 3R.
b) 2R.
c) R.
R
d) .
2
R
e) .
3

Resolução
A figura a seguir representa uma aproximação do mosaico:

Note-se que, para se construir a figura, foi utilizado diversas vezes o padrão:

Assim, a partir do padrão, podemos afirmar que, a cada n losangos, existem 2n pentágonos. Sendo S1 a área
S
do losango e S2 a área do pentágono, temos, do enunciado, que 2 = R.
S1
Então, a razão r pedida é dada por:

r = 2n ⋅ S2 ∴ r = 2R
n ⋅ S1

Resposta: b

INSPER/2011 24 ANGLO VESTIBULARES



Questão 34
O perímetro de cada pentágono regular da figura é 5 cm. Assim, sendo sen72º = x, a área de cada pentágono
regular, em cm2, é igual a
a) 2Rx公僓僓僓僓
1 –僓僓僓僓
x2 .
2
b) 2Rx .
c) Rx公僓僓僓僓
1 –僓僓僓僓
x2 .
d) Rx2.
2
e) Rx .
2

Resolução
Sendo α e β as medidas, em graus, de dois ângulos consecutivos de um losango do mosaico, temos a figura:

108º
β
108º α
108º 108º

108º

α + 3 ⋅ 108º = 360º ∴ α = 36º


β + 2 ⋅ 108º = 360º ∴ β = 144º
Os lados de um pentágono regular medem 1cm. Logo, cada lado de um losango mede 1cm.
Assim, temos a figura:
A

1 cm
144º

D B

1 cm

C
A área S1, em cm2, do losango ABCD é o dobro da área do triângulo ABC. Assim,
S1 = 2 ⋅ 1 ⋅ 1 ⋅ 1 ⋅ sen144º
2
S1 = sen144º = sen(2 ⋅ 72º)
S1 = 2 ⋅ sen72º ⋅ cos72º (I)
Da relação fundamental,
sen272º + cos272º = 1
x2 + cos272º = 1
cos72º = 公僓僓僓
1 –僓僓僓
x2 (II)
De (I) e (II), segue que S1 = 2x公僓僓僓
1 –僓僓僓
x2
Sendo S2 a área, em cm2, de um pentágono regular, temos:
S2
=R ∴ S2 = R ⋅ S1
S1
S2 = 2Rx公僓僓僓
1 –僓僓僓
x2
Resposta: a

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Utilize as informações a seguir para os testes 35 e 36.
Escalas logarítmicas são usadas para facilitar a representação e a compreensão de grandezas que apresentam
intervalos de variação excessivamente grandes. O pH, por exemplo, mede a acidez de uma solução numa
escala que vai de 0 a 14; caso fosse utilizada diretamente a concentração do íon H+ para fazer essa medida,
teríamos uma escala bem pouco prática, variando de 0,00000000000001 a 1.
Suponha que um economista, pensando nisso, tenha criado uma medida da renda dos habitantes de um país
chamada Renda Comparativa (RC), definida por

RC = log ⎞ R ⎞ ,
⎠ R0 ⎠
em que R é a renda, em dólares, de um habitante desse país e R0 é o salário-mínimo, em dólares, praticado
no país. (Considere que a notação log indica logaritmo na base 10.)

Questão 35
Dentre os gráficos abaixo, aquele que melhor representa a Renda Comparativa de um habitante desse país em
função de sua renda, em dólares, é
a) RC d) RC

R0 R
R0 R

b) RC e) RC

R0

R0

R0 R R

c) RC

R0 R
1

Resolução
Temos que:

RC = log10 ⎞
R⎞
⎠ R0 ⎠ `
R
Portanto um gráfico de RC em função da renda R é da forma log10α onde α = . Sendo o único ponto
R0

conhecido o de R = R0, teremos: y = log10 ⎞


R0 ⎞
= log101 = 0
⎠ R0 ⎠
Assim, para x = R0, a curva intercepta o eixo das abscissas.
Resposta: d

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Questão 36
As rendas, em dólares, de Paulo e Rafael, dois habitantes desse país, são respectivamente iguais a R1 e R2. Se
R
a Renda Comparativa de Paulo supera a de Rafael em 0,5, então a razão 1 vale aproximadamente
R2
a) 5,0. d) 1,0.
b) 3,2. e) 0,5.
c) 2,4.

Resolução
RC1 ⇒ Renda Comparativa de Paulo
RC2 ⇒ Renda Comparativa de Rafael
Do enunciado:

I) RC1 = log10 ⎞
R1 ⎞
⎠ R0 ⎠
II) RC2 = log10 ⎞
R2 ⎞
⎠ R0 ⎠
III) RC1 – RC2 = 0,5
Aplicando I e II em III, temos:

log10 ⎞ 1 ⎞ – log10 ⎞ 2 ⎞ = 0,5


R R
⎠ R0 ⎠ ⎠ R0 ⎠
0,5 = log10 ⎞
R1/R0 ⎞
⇒ 0,5 = log10 ⎞ 1 ⎞
R
⎠ R2/R0 ⎠ ⎠ R2 ⎠
R1
∴ = 100,5 ≅ 3,2
R2

Resposta: b

Questão 37
Uma função do 2o grau f é tal que, para todo x ∈ IR, tem-se
f(x) = f(1 – x).
Assim, o gráfico de f é uma parábola cujo vértice é um ponto de abscissa
1
a) . d) 2.
4
1
b) . e) 4.
2
c) 1.

Resolução
eixo
De f(x) = f(1 – x), para todo x ∈ IR, podemos concluir que
os pontos A e B de abscissas x e 1 – x são simétricos em
relação ao eixo da parábola. A B
Logo, a abscissa xv do vértice é a média aritmética de x e
1 – x.
x + (1 – x)
Portanto xv = , ou seja,
2
1 xA xv xB x
xv = .
2
Resposta: b

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Questão 38
Na figura, em que as retas r e s são paralelas, A é um ponto que dista 1 de r e 2 de s. Dada uma medida α, em
graus, tal que 0 ⬍ α ⬍ 90, tomam-se os pontos B e P sobre r e C e Q sobre s tais que m(AB̂P) = m(AĈQ) = α.
P B
r
α

α
s
Q C

Nessas condições, a área do triângulo ABC é igual a


a) tgα.
b) 2tgα.
c) tgα ⋅ cotgα.
d) cotgα.
e) 2cotgα.

Resolução
P D B
r
Se A dista 1 de r e 2 de s, temos a figura: α
1
t // r A
α
α
No ΔABD: 1 = senα ∴ AB = 1
AB senα
2
No ΔACE: 2 = senα ∴ AC = 2
AC senα α
s
A área A do triângulo ABC é dada por Q E C

— — —
A = 1 ⋅ AB ⋅ AC ⋅ sen2α ∴
2

A = 1 ⋅ 1 ⋅ 2 ⋅ sen2α
2 senα senα

A = 1 ⋅ 1 ⋅ 2 ⋅ 2senα ⋅ cosα
2 senα senα

A = 2 ⋅ cosα
senα
A = 2cotgα
Resposta: e

Questão 39
A quantidade de números inteiros existentes entre os primeiros 2011 termos da sequência
⎞ 1 1 1 1 1 ⎞
⎠ log21, log2 2 , log2 3 , log2 4 , log2 5 , …, log2 n , … ⎠
é igual a
a) 10.
b) 11.
c) 12.
d) 13.
e) 14.

INSPER/2011 28 ANGLO VESTIBULARES


Resolução

Sendo an = log2 1 , com n ∈ {1, 2, 3, 4, …}, temos an = –log2n e, portanto, an é um número inteiro se, e somente
n
se, n é uma potência natural de 2. Com n ⭐ 2011, devemos ter n ∈ {20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 210}.
Nas condições dadas, há exatamente 11 valores possíveis para n e, portanto, há 11 números inteiros entre os
primeiros 2011 termos da sequência.
Resposta: b

Questão 40
Dado um número inteiro e positivo n, considere a matriz A, de tamanho 2 × n, definida por
⎤1 2 3 … n⎤
A= ⎥ ⎥.
⎦1 1 1 … 1⎦
⎤1 2 3⎤
Por exemplo, para n = 3, temos que A = ⎥ ⎥.
⎦1 1 1⎦

Dada a identidade 12 + 22 + 32 + … + n2 = n(n + 1)(2n + 1) e representando por AT a matriz transposta de A,


6
o determinante da matriz A ⋅ AT é
n2 – n n2 – n
a) . d) .
6 12
n4 – n2 n4 – n2
b) . e) .
12 6
n4 + n2 – 2
c) .
18

Resolução
⎤ 1 1 ⎤
⎥ ⎥
⎤1 ⎥ 2 1 ⎥
2 3 … n⎤ ⎥ ⎥
A ⋅ At = ⎥ ⎥ ⋅
⎥ 3 1 ⎥
⎦1 1 1 … 1⎦

. . ⎥
. .
⎥ . . ⎥
⎥ n 1 ⎥
⎦ ⎦
⎤ 12 + 22 + … + n2 1 + 2 + … + n ⎤⎥
A ⋅ At = ⎥
⎦ 1+2+…+n 11+ 1 + … +3
44244 1 ⎦
n parcelas
⎤ n(n + 1)(2n + 1) n(n + 1) ⎤
⎥ ⎥
6 2
A ⋅ At = ⎥⎥ ⎥⎥
⎥ n(n + 1) n ⎥
⎥ ⎥
⎦ 2 ⎦

det(A ⋅ At) =
n2(n + 1)(2n + 1) n2(n + 1)2


= n2(n + 1) ⋅ 2n + 1 – n + 1

6 4 ⎠ 6 4 ⎠
n2(n + 1)(n – 1) n2(n2 – 1)
= =
12 12
n4 – n2
det(A ⋅ At) =
12
Resposta: b

INSPER/2011 29 ANGLO VESTIBULARES


Utilize as informações a seguir para os testes 41 e 42.
Uma rodovia que liga duas cidades X e Y possui telefones de emergência localizados de 4 em 4 quilômetros.
Indo de X até Y por essa rodovia, Júlio passou por quatro postos de gasolina, nesta ordem: P1, P2, P3 e P4. Júlio
observou ainda que os quatro postos estavam localizados a 2 km de distância de um telefone de emergência.
Sabe-se que:
• para ir de P1 até P4 passa-se por 15 telefones de emergência;
• para ir de P1 até P3 passa-se por 11 telefones de emergência;
• para ir de P2 até P4 passa-se por 7 telefones de emergência.

Questão 41
A distância, em quilômetros, entre os pontos P2 e P3 é igual a
a) 20.
b) 18.
c) 16.
d) 12.
e) 8.

Resolução
Das informações do enunciado temos:
• distância de P1 até P4
P1P4 = 2 + 14 ⋅ 4 + 2 = 60 km.
• distância de P1 até P3
P1P3 = 2 + 10 ⋅ 4 + 2 = 44 km.
• distância de P2 até P4
P2P4 = 2 + 6 ⋅ 4 + 2 = 28 km.
A distância de P2 até P3 será dada por:
P1P3 + P2P4 – P1P4 =
44 + 28 – 60 = 12 km
Resposta: d

Questão 42
Um funcionário da companhia responsável pela manutenção dos telefones de emergência viajará do posto P2
até o posto P4. Nesse trajeto, ele irá escolher dois telefones para fazer manutenção preventiva. Na volta, indo
de P4 até P2, ele escolherá outros dois telefones para fazer manutenção preventiva. O número de maneiras
distintas que esse funcionário tem para escolher como fará essa inspeção é igual a
a) 35.
b) 105.
c) 210.
d) 420.
e) 840.

Resolução
No trajeto de P2 até P4, o número de maneiras para escolher 2 dentre os 7 telefones, é dada por
7!
C7,2 = = 21
2!5!
Na volta, ele deve escolher 2 dentre os 5 telefones não escolhidos na ida. O número de maneiras para que isso
aconteça é:
5!
C5,2 = = 10
3!2!
Assim, o total de maneiras de fazer a manutenção é: 21 ⋅ 10 = 210
Resposta: c

INSPER/2011 30 ANGLO VESTIBULARES


Utilize as informações a seguir para os testes 43 e 44.
Os sólidos de revolução são gerados pela rotação completa de uma figura plana em torno de um eixo. Por
exemplo, rotacionando um quadrado em torno de um eixo que passa por um de seus lados obtemos um cilin-
dro circular reto, como mostra a figura.

Questão 43
Considere o sólido gerado pela rotação completa do triângulo acutân-
——
gulo ABC, de área S, em torno de um eixo que passa pelo lado BC , que
B
tem comprimento l.
O volume desse sólido é igual a
A
4π S2
d) 2π Sl .
S
a) . l
3l 3
2π S2
b) . e) π Sl .
3l 3 C

c) 4π Sl .
3

Resolução


Sendo r a medida da altura do triângulo ABC, relativa ao lado BC, considere a figura que representa o sólido
gerado pela rotação:

l
y

O volume V pedido é dado pela soma dos volumes dos cones, cujos raios da base medem r e cujas alturas
medem x e y, com x + y = l.
Logo:
V=
π ⋅ r2 ⋅ x + π ⋅ r2 ⋅ y ∴ V=
πr2 ⋅ (x + y) ∴ V = πr ⋅ l (I)
2
3 3 3 3

Ainda, temos r ⋅ l = S ∴ r=
2S
(II)
2 l

INSPER/2011 31 ANGLO VESTIBULARES


Substituindo (II) em (I), temos:
π ⋅ (2S/l)2 ⋅ l 4π ⋅ S2
V= ∴ V=
3 3l
Resposta: a

Questão 44
Um quadrado de lados medindo 1cm sofre uma rotação completa em torno de um eixo paralelo a um de seus
lados. A distância desse eixo a um dos vértices do quadrado é x cm, como mostra a figura.

O gráfico que melhor representa a área total S do sólido gerado por essa rotação, em cm2, em função de x,
para x ⭓ 0, é
a) S d) S

4π 4π

x x
0 1 0 1

b) S e) S

12π

4π 4π

x x
0 1 0 1

c) S

12π

x
0 2

INSPER/2011 32 ANGLO VESTIBULARES


Resolução
O sólido gerado é mostrado na figura:

x 1

A área S pedida, em cm2, é dada pela soma das áreas das superfícies laterais de cilindros circulares retos de
altura 1cm e raios medindo x cm e (x + 1) cm. Assim:
S = 2 ⋅ π ⋅ (x + 1) ⋅ 1 + 2 ⋅ π ⋅ x ⋅ 1 + 2 ⋅ π ⋅ [(x + 1)2 – x2]
∴ S = 2πx + 2π + 2πx + 2π ⋅ [2x + 1]
∴ S = 8π ⋅ x + 4π
O gráfico que melhor representa a área S em função de x aparece na alternativa e.
Resposta: e

Questão 45
No plano cartesiano, A, B, C, D, E e F são vértices consecutivos de um hexágono regular de lados medindo 2.


O lado BC está contido

⎯→
no eixo das abscissas e o vértice A pertence ao eixo das ordenadas. Sendo P e Q os pon-
tos onde a reta DE intercepta o eixo das abscissas e o eixo das ordenadas, respectivamente, a distância entre
P e Q é igual a
a) 4.
b) 4公僓僓3
公僓僓
c) 6 3 .
d) 10.
e) 10公僓僓3.

Resolução
Do enunciado, temos uma possível figura: y
No triângulo retângulo OAB, temos:

cos60º = OB 1 = OB F E
∴ ∴ OB = 1
AB 2 2
Assim, temos P(5, 0).
Sendo r a reta que passa pelos pontos P e Q, temos que r é

⎯→
paralela à reta AB, e seu coeficiente angular m é dado por m = A D
tg120º = –公僓僓3. 60º
2 2
Assim, uma equação de r é dada por:
y – 0 = –公僓僓 y = –公僓僓
3 x + 5公僓僓
120º
3 ⋅ (x – 5) ∴ 3 60º 2 60º 60º
x
O B C 2 P
O ponto Q, pertencente a r, é da forma Q(0, q).
r
Assim:
q = –公僓僓
3 ⋅ 0 + 5公僓僓
3 ∴ q = 5公僓僓
3
Logo, a distância d entre os pontos P(5, 0) e Q(0, 5公僓僓
3 ) é dada por:
d2 = (5 – 0)2 + (0 – 5公僓僓
3 )2 ∴ d = 10
Resposta: d

INSPER/2011 33 ANGLO VESTIBULARES


Utilize as informações a seguir para os testes 46 e 47.
O gráfico a seguir representa as funções f(x) = 2x e g(x) = log2x.
y

x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4 5 6 7 8 9
–1

–2

–3

–4

Questão 46
Seja A um número inteiro tal que:
f(A) + g(A) ⬍ 10
123

g(f(A) + g(A)) ⬎ 3
Então, g(g(A)) é aproximadamente igual a
a) 0,6.
b) 1,2.
c) 1,8.
d) 2,4.
e) 3,0.

Resolução
Do gráfico dado podemos concluir que:
I. Se f(A) + g(A) ⬍ 10, então A ⬍ 4
II. Se g(f(A) + g(A)) ⬎ 3, então f(A) + g(A) ⬎ 8
III. Se f(A) + g(A) ⬎ 8, então A ⬎ 2
De I e III, temos que 2 ⬍ A ⬍ 4
Logo,
1 ⬍ g(A) ⬍ 2
0 ⬍ g(g(A)) ⬍ 1
Resposta: a

INSPER/2011 34 ANGLO VESTIBULARES



Questão 47
O gráfico que melhor representa a função y = f(g(x)) é
a) y d) y

x x

b) y e) y

x x

c) y

Resolução
y = f(g(x))
y = 2g(x)
y = 2log2x e x ⬎ 0
y = x e x⬎0
Resposta: c

Utilize as informações a seguir para os testes 48 e 49.


Os dois triângulos da figura são congruentes, ambos isósceles com base e altura medindo 1.

A A A A

O triângulo da esquerda foi dividido em três partes de áreas iguais por duas retas paralelas à sua base e o da
direita foi dividido em três partes de áreas iguais por duas retas perpendiculares à sua base.

INSPER/2011 35 ANGLO VESTIBULARES



Questão 48
A distância entre as duas retas paralelas tracejadas no triângulo da esquerda é igual a
公僓3僓 – 1 公僓6僓 – 公僓3僓
a) . d) .
3 3
公僓3僓 – 公僓2僓 公僓6僓 – 3
b) . e) .
公僓僓
3 公僓僓 3
公僓6僓 – 1
c) .
3

Resolução

x
A
D E
1
A d
F G

B C

Seja x a medida da altura do triângulo ADE, relativa à base, e d a distância pedida.


Sendo k1 uma razão de semelhança entre os triângulos ADE e ABC, nessa ordem, temos:
x A ⎞ x ⎞2 1 公僓3僓
k1 = e (k1)2 = ∴ ∴
1 3A ⎠1⎠ = 3 x=
3
.

Sendo k2 uma razão de semelhança entre os triângulos ADE e AFG, nessa ordem, temos:
x A
k2 = e (k2)2 =
x+d 2A
⎞ ⎠2
⎟ 公僓3 僓 ⎟
⎟ ⎟
∴ ⎟ 公僓僓
3 ⎟ = 1
2
⎟ 3 +d⎟
⎠ 3 ⎞

公僓6僓 – 公僓3僓
∴ d=
3
Resposta: d

Questão 49
A distância entre as duas retas perpendiculares à base no triângulo da direita é igual a

3 – 公僓2
僓 6 – 公僓6

a) . d) .
6 公僓僓
6
3 – 公僓2
僓 公僓僓
b) . e) 3 – 6 .
公僓僓
6 3
3 – 公僓3

c) .
3

INSPER/2011 36 ANGLO VESTIBULARES


Resolução
C

D
A 1
2

A
A
E B
x d
2
1 d
2

1


Seja x a medida de AE e d a distância pedida.
Sendo k uma razão de semelhança entre os triângulos AED e ABC, temos:
x A ⎞ x ⎞2 2
k= e k2 = ∴ ⎟ ⎟ =
x+ d 3A ⎟x+ d⎟ 3
2 2 ⎠ 2⎠
d 1
Note que x + = . Logo:
2 2
⎞ x ⎞2 2 公僓6僓 d 1 公僓6僓 3 – 公僓6

⎟ ⎟ = ∴ x= e = – ∴ d= .
⎟1⎟ 3 6 2 2 6 3
⎠2⎠
Resposta: e

Utilize as informações a seguir para os testes 50 e 51.


A tabela a seguir mostra as quantidades de alunos que acertaram e que erraram as 5 questões de uma prova
aplicada em duas turmas. Cada questão valia dois pontos.
Questão Acertos Turma A Erros Turma A Acertos Turma B Erros Turma B
1 32 8 42 18
2 28 12 48 12
3 36 4 48 12
4 16 24 24 36
5 20 20 30 30

Questão 50
O gráfico que melhor representa o percentual de acerto por questão de todos os alunos é
a) (%)
100

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 (Questão)

INSPER/2011 37 ANGLO VESTIBULARES


b) (%)
100

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 (Questão)
c) (%)
100

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 (Questão)
d) (%)
100

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 (Questão)
e) (%)
100

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 (Questão)

Resolução

Questão Total de acertos Porcentagem de acertos


Como o total de alunos das turmas A e B
1 74 74%
é 100, temos, do enunciado
2 76 76%
3 84 84%
4 40 40%
5 50 50%

INSPER/2011 38 ANGLO VESTIBULARES


Assim, dos gráficos, aquele que melhor representa o acerto percentual de todos os alunos é
(%)
100

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 (Questão)

Resposta: e

Questão 51
A média dos alunos da turma A e a média dos alunos da turma B nesta prova foram, respectivamente,
a) 6,80 e 6,20.
b) 6,60 e 6,40.
c) 6,40 e 6,60.
d) 6,20 e 6,80.
e) 6,00 e 7,00.

Resolução
Como cada questão vale 2 pontos, podemos calcular a média determinando a porcentagem de acertos de cada
turma e multiplicando esse valor pelo total de pontos (10).
• porcentagem de acertos da turma A.
32 28 36 16 20
+ + + +
40 40 40 40 40
= 0,66 = 66%
5
Assim, a média da turma A é
0,66 ⋅ 10 = 6,60
• porcentagem de acertos da turma B
42 48 48 24 30
+ + + +
60 60 60 60 60
= 0,64 = 64%
5
Assim, a média da turma B é
0,64 ⋅ 10 = 6,40
Resposta: b

Utilize as informações a seguir para os testes 52 e 53.

Numa pesquisa sobre uma determinada doença, os médicos identificaram relações entre a presença de três
substâncias no sangue de uma pessoa e a pessoa estar com a doença.
As conclusões dos estudos foram as seguintes:
• Toda pessoa com a substância A no sangue está com a doença.
• Se a pessoa está com a doença, então a substância B está em seu sangue.
• A substância C está presente no sangue de 90% das pessoas que estão com a doença e no sangue de 10%
das pessoas que não estão.

INSPER/2011 39 ANGLO VESTIBULARES



Questão 52
Uma pessoa certamente não está com a doença se
a) a substância A não estiver em seu sangue.
b) a substância B não estiver em seu sangue.
c) a substância C não estiver em seu sangue.
d) a substância C estiver em seu sangue e a substância B também.
e) a substância C não estiver em seu sangue e a substância A estiver.

Resolução
Consideremos os conjuntos
α: das pessoas com a substância A no sangue,
β: das pessoas com a substância B no sangue,
γ: das pessoas com a substância C no sangue e
σ: das pessoas com a doença em questão.
Do enunciado, temos:
• α⊂σ
• σ⊂β

σ β
α

Podemos afirmar que: se x ∈ β então x ∈ σ. Logo, se a substância B não estiver presente no sangue da pessoa,
então certamente ela não está com a doença.
Resposta: b

Questão 53
Um laboratório farmacêutico deseja criar um teste para ser feito em larga escala para diagnosticar essa doen-
ça, mas a identificação de cada uma das substâncias A, B e C no sangue da pessoa tem custo. O laboratório
deseja criar um teste que nunca dê falso positivo* e que seja feito identificando-se o mínimo de substâncias.
Os estudos feitos permitem concluir que a criação deste teste (*Um teste resulta num falso positivo quando
indica que a pessoa tem a doença, sendo que não tem.)
a) não será possível ao laboratório, mesmo que o teste identifique a presença as três substâncias.
b) será possível, mas a presença das três substâncias precisará ser identificada.
c) será possível identificando a presença de apenas duas substâncias quaisquer.
d) será possível identificando a presença de apenas uma substância qualquer.
e) será possível identificando a presença de apenas uma substância específica.

Resolução
Do enunciado podemos depreender que:
• é possível que haja pessoas com a substância B no sangue que não têm a doença;
• toda pessoa com a substância A no sangue tem a doença.
Portanto pode-se concluir que a criação do teste será possível identificando-se a presença de apenas uma
substância específica: a substância A.
Resposta: e

INSPER/2011 40 ANGLO VESTIBULARES


Utilize as informações a seguir para os testes 54 e 55.
Num torneio de calouros, cada cantor se apresenta para três jurados, que o avaliam de forma independente,
cada jurado indicando apenas se o candidato está aprovado ou reprovado. A tabela a seguir mostra as proba-
bilidades de cada jurado aprovar ou não um candidato, conforme a opinião do público geral:
Público Geral Primeiro Jurado Segundo Jurado Terceiro Jurado
Aprova o candidato 50% 75% 80%
Não aprova o candidato 50% 40% 25%
Um candidato é aprovado para a fase final se obtiver aprovação de pelo menos dois jurados.

Questão 54
A diferença entre a probabilidade de um candidato ser aprovado caso o público geral o aprove e caso o públi-
co geral não o aprove é igual a
a) 25%.
b) 30%.
c) 35%.
d) 40%.
e) 45%.

Resolução
A probabilidade de ser aprovado, caso o público geral o aprove é dada por:
0,5 ⋅ 0,75 ⋅ 0,8 + 0,5 ⋅ 0,75 ⋅ 0,2 + 0,5 ⋅ 0,25 ⋅ 0,8 + 0,5 ⋅ 0,75 ⋅ 0,8 =
1 3 4
= ⋅ ⋅ + 1 ⋅ 3 ⋅ 1 + 1 ⋅ 1 ⋅ 4 + 1 ⋅ 3 ⋅ 4 = 31
2 4 5 2 4 5 2 4 5 2 4 5 40
A probabilidade de ser aprovado caso o público geral o reprove é dada por:
0,5 ⋅ 0,4 ⋅ 0,25 + 0,5 ⋅ 0,4 ⋅ 0,75 + 0,5 ⋅ 0,6 ⋅ 0,25 + 0,5 ⋅ 0,4 ⋅ 0,25 =
1 2 1
= ⋅ ⋅ + 1 ⋅ 2 ⋅ 3 + 1 ⋅ 3 ⋅ 1 + 1 ⋅ 2 ⋅ 1 = 13
2 5 4 2 5 4 2 5 4 2 5 4 40
Assim, a diferença pedida é:
31 13 18 ,
– =
40 40 40
ou seja 45%.
Resposta: e

Questão 55
Na fase final, um candidato terá sua música gravada somente se for aprovado pelos três jurados e for aprova-
do pelo público geral. Para que um candidato não tenha sua música gravada na fase final,
a) é suficiente que nenhum jurado aprove o candidato.
b) é necessário que um jurado não aprove o candidato.
c) é suficiente que o público geral aprove o candidato.
d) é necessário que os três jurados não aprovem o candidato.
e) é necessário que o público geral não aprove o candidato.

Resolução
Do enunciado temos que:
Se um candidato for reprovado por algum jurado ou for reprovado pelo público geral, então ele não terá sua
música gravada.
Assim, nenhum jurado aprovar o candidato é uma condição suficiente (não necessária) para que o candidato
não tenha sua música gravada.
Resposta: a

INSPER/2011 41 ANGLO VESTIBULARES


Utilize as informações a seguir para os testes 56 e 57.
O gráfico a seguir representa uma função polinomial do quarto grau p(x), tal que p(0) = 1.
y

x
–4 –3 –2 –1 1 2 3

–1

–2

–3

Questão 56
Dos pares de funções abaixo, aquele em que g(x) tem exatamente duas raízes reais distintas e h(x) não admite
raízes reais é
a) g(x) = p(x) – 1 e h(x) = p(x) – 3.
b) g(x) = p(x) – 2 e h(x) = p(x) + 2.
c) g(x) = p(x) + 1 e h(x) = p(x) + 3.
d) g(x) = p(x) + 2 e h(x) = p(x) – 2.
e) g(x) = p(x) – 1 e h(x) = p(x) + 3.

Resolução
Tomando h(x) = p(x) + 3 e g(x) = p(x) + 1 temos o seguinte gráfico:
y

h(x)

2
g(x)
1

x
–4 –3 –2 –1 1 2 3

–1

–2

–3

Onde vemos que h(x) não possui raízes reais e que g(x) possui exatamente duas raízes reais e distintas.
Resposta: c

INSPER/2011 42 ANGLO VESTIBULARES



Questão 57
Dos gráficos abaixo, aquele que melhor representa o gráfico de f(x) = xp(x) é
a) y d) y

4 2

3 1

2
x
–4 –3 –2 –1 1 2 3
1 –1

x –2
–4 –3 –2 –1 1 2 3 x
–1 –3

–2 –4

–3 –5
b) y e) y

2 4

1 3

2
x
–4 –3 –2 –1 1 2 3
–1 1

–2 x
x
–4 –3 –2 –1 1 2 3
–3 –1

–4 –2

–5 –3

c) y

x
–4 –3 –2 –1 1 2 3
–1

–2

–3

Resolução
f(x) = 0 ∴ x ⋅ p(x) = 0. Logo, x = 0 ou p(x) = 0. Portanto as raízes de f(x) = 0 são –3, –1, 0, 1 e 2.
Para valores nos quais x ⬍ 0, p(x) e f(x) têm sinais opostos, e para x ⬎ 0, p(x) e f(x) possuem o mesmo sinal.
Logo, dos gráficos, aquele que melhor representa o gráfico de f(x) = x ⋅ p(x) está na alternativa a.
Resposta: a

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Questão 58
No aniversário de 20 anos de uma escola, seu fundador fez a seguinte declaração:
“Nesses 20 anos, formamos 25 alunos que hoje são professores desta casa e 30 alunos que hoje são médicos.
Entretanto, em nenhum ano formamos mais do que dois desses médicos e nem mais do que três desses pro-
fessores.”
É correto afirmar que, certamente,
a) em todos os anos formou-se pelo menos um dos professores.
b) em todos os anos formou-se pelo menos um dos médicos.
c) em pelo menos um ano não se formou nenhum médico e nenhum professor.
d) em pelo menos um ano formou-se pelo menos um médico e pelo menos um professor.
e) em pelo menos um ano formou-se pelo menos um médico e nenhum professor.

Resolução
Como foram formados 25 professores e nunca mais do que 3 por ano, houve pelo menos 9 anos em que foram
formados professores.
Além disso, foram formados 30 médicos, sendo no máximo 2 por ano, portanto em pelo menos 15 anos foram
formados médicos.
Caso nunca se formassem no mesmo ano um médico e um professor, deveriam ter se passado ao menos 24
anos. Como só se passaram 20 anos, em algum ano se formaram ao menos 1 professor e 1 médico.
Resposta: d

Questão 59
Ao serem investigados, dois suspeitos de um crime fizeram as seguintes declarações:
Suspeito A: Se eu estiver mentindo, então não sou culpado.
Suspeito B: Se o suspeito A disse a verdade ou eu estiver mentindo, então não sou culpado.
Se o suspeito B é culpado e disse a verdade, então
a) o suspeito A é inocente, mas mentiu.
b) o suspeito A é inocente e disse a verdade.
c) o suspeito A é culpado, mas disse a verdade.
d) o suspeito A é culpado e mentiu.
e) o suspeito A é culpado, mas pode ter dito a verdade ou mentido.

Resolução
B diz: Se A diz a verdade ou eu estou mentindo,
1444444442444444443
p
então não sou culpado.
144424443
q
Como B disse a verdade e é culpado temos:
Se B é culpado, então A mentiu e B disse verdade
14243 1444442444443
∼q ∼p
Concluímos assim que A mentiu.
Logo a afirmação
Se A estiver mentindo, então A é inocente
144424443 1442443
r → s
é falsa.
Isto é, r é verdadeira e s é falsa, ou seja, A mentiu e é culpado.
Resposta: d

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Questão 60
Duas companhias aéreas A e B realizam voos entre duas cidades X e Y. Sabe-se que:
• a quantidade de voos realizados semanalmente pelas duas companhias é igual;
• a companhia A tem uma taxa de ocupação média de 70% nesses voos;
• a companhia B tem uma taxa de ocupação média de 40% nesses voos.
A companhia B colocou nos jornais uma propaganda com os seguintes dizeres:
“Somos a companhia que mais transporta passageiros entre as cidades X e Y.”
A companhia A foi para a justiça, alegando que a afirmação era falsa e, portanto, enganava os consumidores.
Dentre os argumentos a seguir, aquele que representa a melhor defesa para a companhia B é
a) “nossos aviões atrasam, em média, metade das vezes que atrasam os aviões da companhia A”.
b) “nossos aviões têm, em média, a metade da capacidade dos aviões da companhia A”.
c) “nosso maior avião tem o dobro da capacidade do maior avião da companhia A”.
d) “nossos aviões têm, em média, o dobro da capacidade dos aviões da companhia A”.
e) “nossos aviões voam com o dobro da velocidade dos aviões da companhia A”.

Resolução
O número de pessoas transportado semanalmente será:
N⋅C⋅p=T
Onde:
T → Número de pessoas transportadas por semana
N → Número de voos semanais
C → Capacidade média dos aviões da companhia
p → Porcentagem de ocupação média dos aviões
Como B diz transportar mais passageiros que A, devemos ter:
TB ⬎ TA ⇒ N ⋅ CB ⋅ 40 ⬎ N ⋅ CA ⋅ 70
CB 7
∴ C ⬎ 4
A

Resposta: d

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CO MENTÁRI OS
Análise Verbal
Nesta prova de Análise Verbal, predominaram questões de interpretação de textos, principalmente as de
apreensão de sentido (poucas de efeitos de sentido), baseadas em textos bem escolhidos, de gêneros variados
— notícia jornalística, crônica literária, charge, gráfico.
As questões de Gramática focalizaram itens relativos à norma padrão, à descrição gramatical e à produção
de efeitos de sentido. Algumas imprecisões de caráter terminológico interferiram na compreensão da real
exigência de certos enunciados; a questão 1 é exemplo disso (ver comentário).
As questões concernentes à Literatura contemplaram textos de poetas do Simbolismo e do Modernismo
brasileiros. A de número 18 exigiu que o candidato realizasse não apenas uma reflexão, mas também uma
comparação entre os poemas de Alphonsus de Guimaraens e Carlos Drummond de Andrade. Nas últimas
questões, relativas ao poema de Manuel Bandeira, certamente teve mais facilidade o candidato afeito ao
estilo coloquial do poeta.

Análise Quantitativa e Lógica


Uma prova difícil, bem elaborada e podemos considerá-la abrangente para a área a que se destina. Deve-
-se ressaltar que, de fato, trata-se de uma prova de Análise Quantitativa e Lógica.

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