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02/09/2019 TILS - Tradutor Intérprete de Língua de Sinais (40 horas)

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Tradutor / Intérprete de Língua de Sinais

TILS - Tradutor / Intérprete de Língua de Sinais


Quando se fala em práticas de educação inclusiva em relação à surdez, os profissionais
previstos para AEE são aqueles que necessitam ter conhecimento específico no ensino
de LIBRAS, da Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua e
tradutores-intérpretes de língua de sinais - TILS.

Assim como existem alguns mitos em relação aos surdos e a língua de sinais, é
importante desmistificar alguns conceitos equivocados em relação ao TILS. Arriens
(2006) apresenta três principais mitos construídos pelas pessoas em relação ao TILS. O
primeiro mito é que os ouvintes que sabem língua de sinais são bons tradutores. O
segundo é que professores de surdos, que utilizam a língua de sinais são bons
tradutores. O terceiro é que filhos de pais surdos são bons tradutores.

O TILS existem e atuam há vários anos nas comunidades surdas, eles foram se
constituindo na informalidade das relações sociais em que os próprios surdos se viam
em situações que precisam de mediadores na comunicação com aqueles que não
dominam a língua de sinais. É muito comum observar relatos de TILS quanto ao início de
sua atuação nas décadas de 1980 e 1990 como tradutores/intérpretes mencionar que a
prática de interpretação ocorreu em espaços religiosos ou por terem ligação familiar
com surdos, amigos ou afinidade pela língua de sinais. Nesse contexto que vários TILS
foram ampliando seu repertório em língua de sinais e organizando-se dentro da
comunidade surda como TILS.

Quadros e Karnopp (2004) apresentam uma breve trajetória de formação do TILS no fim
da década de 80 até o reconhecimento da profissão em 2010, veja:

Em 1988 a Federação Nacional de Educação e Instrução dos Surdos - FENEIS realizou o I


Encontro Nacional de Intérpretes da Língua de Sinais com o objetivo de promover o
intercâmbio entre TILS do Brasil e realizar avaliação sobre a ética do profissional
intérprete.

Com intuito de ampliar o conhecimento e a fluência em LIBRAS, na década de 90 a


FENEIS começou a realizar cursos de curta duração para formação, sendo ministrados
por professores ouvintes e, algumas vezes, por instrutores surdos.

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Também organizado pela FENEIS, em 1992 ocorreu o II Encontro Nacional de Intérpretes


de Língua de Sinais, neste além de promover o intercâmbio entre os TILS, também houve
discussões e votação do regimento interno do Departamento Nacional de Intérpretes.
Sendo também na década de 90 estabelecidas unidades de intérpretes de língua de
sinais ligadas aos escritórios da FENEIS.

Em 2000 a página <www.interpretesls.hpg.com.br


(http://www.interpretesls.hpg.com.br)> foi disponibilizada com espaço aberto através de
uma lista de discussão via e-mail.

Em 2002, a FENEIS sedia escritórios em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Teófilo
Otoni, Brasília e Recife, além da matriz no Rio.

Em 2002 foi homologada a Lei nº 10.436 (BRASIL, 2002), em 24 de abril, que reconhece a
língua brasileira de sinais como língua natural das comunidades surdas, favorecendo a
classe de TILS para o reconhecimento e a formação do profissional tradutor/intérprete
de Língua de sinais.

A publicação do Decreto nº 5.626/2005 (BRASIL, 2005) tornou obrigatória a presença


deste profissional nos espaços educacionais que recebem alunos surdos.

Somente em 1º de setembro de 2010 pela Lei nº 12.319 (BRASIL, 2010) que foi
reconhecida a profissão de Tradutor e Intérprete de LIBRAS.

Confira, na íntegra a Lei 12.319/2010 que regulamenta o exercício da profissão do TILS


<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12319.htm
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12319.htm)>

Lodi (2009) salienta que a partir de 2005, em função do aumenta da demanda pelo
profissional TILS, principalmente na educação, sendo de forma significativa após a
promulgação do Decreto Federal nº 5.626/2005 (BRASIL, 2005), o TILS indicava a
necessidade de formação profissional. O decreto também promoveu progressos
inegáveis ao que tange a educação de surdos, fortalecendo a proposta educacional
bilíngue. A inclusão de alunos surdos na educação básica e ensino superior, em todos os
níveis, etapas e modalidades de ensino, fez necessária cada vez mais a presença do TILS
para atuar em salas de aula, mediando o acesso desses alunos ao conhecimento e
conteúdos curriculares.

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Embora o Decreto nº 5.626 (BRASIL, 2005) prevê a formação do TILS, não é de forma
detalhada e específica as   diretrizes da formação profissional, a indicação e orientação
do documento para a atuação profissional de nível médio e superior exige competência
e fluência em LIBRAS, desde a aprovação em Exame Nacional de Proficiência em LIBRAS
promovido pelo ministério da Educação - PROLIBRAS, o mesmo Exame Nacional -
PROLIBRAS também avalia e certifica surdos e ouvintes para o Ensino de LIBRAS,
segundo o  Decreto nº 5.626/05 o PROLIBRAS será oferecido até dezembro/2015, sendo
um exame prático que exige fluência e conhecimento teórico da LIBRAS.

Recomendo a leitura atenciosa na íntegra sobre o Capítulo V do Decreto nº 5.626/2005,


que trata sobre a formação do TILS: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-
2006/2005/decreto/d5626.htm (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-
2006/2005/decreto/d5626.htm)>

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