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CEBB Introdução à Meditação Silenciosa

Curso: Introdução à

Meditação Silenciosa

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CEBB Introdução à Meditação Silenciosa

Roteiro do Curso

Módulo I

O que é Meditação

Objetivo da Meditação

Aspectos preliminares que possibilitam a prática – Quatro Nobres


Verdades e Nobre Caminho Óctuplo

Conhecendo as seis emoções perturbadoras

Instruções para os níveis corpo, energia e mente

Módulo II

Meditação silenciosa pacificadora – shamata impura

Meditação silenciosa em meio ao mundo – shamata pura

Meditação do amor universal – Metabhavana

Conhecendo as cinco sabedorias

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Introdução à Meditação Silenciosa

“A busca da estabilidade na natureza básica da mente é o caminho direto da meditação, aquele no qual se
busca praticar a mente liberta, a condição de libertação”. Lama Padma Samten

1) Contexto, teoria e prática da meditação:

O que é meditação? Muitas respostas são possíveis, pois a palavra “meditação” é usada
amplamente em diversas tradições religiosas, filosóficas e, mais modernamente,
científicas. Cada tradição irá determinar o seu significado e contexto de uso. A meditação
não é encontrada apenas no budismo, as práticas meditativas/contemplativas são
utilizadas nas tradições hinduístas, nos diversos ramos da yoga, no cristianismo, no
islamismo, no judaísmo, no sikismo, nas correntes New Age, no taoísmo, etc. No ocidente
houve uma grande popularização da meditação nas décadas de 1960 e 1970, especialmente
com o Zen budismo, a Meditação Transcendental e a yoga. Atualmente a meditação é
objeto de diversos estudos científicos, sendo seus efeitos pesquisados em diversas
aplicações, como alterações no sistema imunológico, recuperação de doenças, capacidade
de concentração, etc.

Etimologia: a palavra meditação vem do latim, meditare, significando ponderar, refletir;


também significa voltar-se para o centro, no sentido de desligar-se do mundo exterior e
voltar a atenção para dentro de si.

Iremos abordar a meditação no contexto budista. Mesmo no budismo existem inúmeras


formas de meditação, com objetivos e técnicas diferentes. Em nosso caso, a meditação é o
método que permitirá as transformações mentais, emocionais e físicas sugeridas no
caminho ensinado pelo Buda. As diferentes instruções irão trabalhar diferentes qualidades
necessárias ao longo do caminho espiritual.

Alguns mestres apontam a meditação como um processo de “familiarização” com alguns


aspectos de corpo, energia, mente e também aspectos mais sutis, cuja atuação nem sempre
reconhecemos.

No início, é necessário entender qual a motivação que nos leva a meditar. Este é um ponto
crucial para obter os melhores resultados das práticas. No budismo Mahayana (que é o
que praticamos no CEBB) a motivação será a busca da iluminação (liberação do sofrimento
e realização da sabedoria primordial) e o desenvolvimento da capacidade de ajudar todos
os seres.

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Ainda que esse encontro aconteça a partir de práticas budistas, a meditação silenciosa
pode ser uma prática contemplativa despida de qualquer caráter religioso ou filosófico.
Ela pode ser uma experiência direta de melhoria da qualidade de vida. A meditação
silenciosa trará um maior equilíbrio do corpo, da energia e da mente, levando a uma
sensação de bem-estar e paz.

As técnicas meditativas serão descritas mais adiante, havendo instruções para o corpo,
para a energia (fala) e para a mente. Seguindo as instruções e repetindo as técnicas muitas
vezes, obteremos uma série de resultados que estão entre os objetivos do caminho
espiritual.

O objetivo da meditação silenciosa é manter a mente estável frente às situações do


cotidiano, ou seja, buscamos não seguir os impulsos que surgem. A prática da meditação
desenvolve a capacidade de parar diante das coisas e situações e nos tira a obrigação de
reagir a tudo.

Através dela desenvolvemos também a lucidez, independente das circunstâncias externas,


permitindo que encontremos novos rumos para nossas ações na vida, no trabalho, nos
relacionamentos, em todos os níveis.

Aprendemos que diante das coisas a primeira coisa sensata a fazer é parar. Se reagimos às
coisas de imediato já estamos presos. Quando temos esta capacidade de parar e não reagir
testamos uma possível liberdade. Quando dispomos desta liberdade da não-ação podemos
direcionar nossa energia para ações mais lúcidas.

Através da prática regular da meditação silenciosa, as aflições que surgem como emoções
perturbadoras (orgulho, inveja, ciúme, competitividade, desejo/apego, preguiça, carência,
raiva/medo) diminuirão naturalmente, melhorando as relações consigo mesmo, com os
outros, com a sociedade e com a biosfera. As respostas automáticas diante dos
acontecimentos serão refreadas, e teremos maior capacidade de reagir de uma forma mais
construtiva e positiva. Os diversos níveis de sabedoria poderão ser alcançados, ampliando
a capacidade de enxergar a realidade como ela é e de ajudar os outros seres. Amor,
compaixão, alegria, equanimidade, generosidade, moralidade, paciência, perseverança,
concentração e sabedoria se manifestarão de forma mais natural e com menos obstáculos
em nossas vidas.

Através do treinamento da mente na prática da meditação a dispersão mental diminuirá,


tornando possível a mente repousar sobre um objeto por um tempo maior. Essa dispersão
muitas vezes surgirá como sonolência ou agitação.

Os resultados da meditação não surgem, de modo geral, em um curto prazo. Os hábitos


mentais e emocionais que cultivamos há muito tempo não são transformados da noite
para o dia. A prática regular, sem grandes expectativas, dedicada e paciente trará os
melhores resultados.

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O bom é que podemos começar exatamente do ponto onde estamos. Se silenciamos nosso
corpo e nossa fala por alguns minutos a cada dia, certamente nossa qualidade de vida irá
se transformar, nossa mente irá se pacificar, de um modo natural.
Podemos escolher um canto especial em nossa casa, ou algum lugar ao livre. Sentar e
respirar. De modo simples e profundo. Buscar em nós mesmos uma dimensão de silêncio
que não se altera diante das adversidades ou alegrias fugazes. Não precisamos buscar
nada muito místico, Podemos apenas relembrar que estamos vivos, respirando, e nos
convidar a viver o mundo de modo mais livre e desimpedido. É simples. Basta começar.
Sem pressa, sem pressão, apenas com interesse e ternura pelo processo.

Lançando mão de métodos artificiais, iremos reconhecer nossa condição natural de paz,
contentamento e lucidez. A meditação silenciosa pode ser compreendida e vivida como
um processo que visa gerar autonomia, e não como mais um processo de
condicionamento. Iremos treinar nossa liberdade frente aos impulsos e automatismos,
recuperando uma autonomia de corpo, energia e mente.

Segundo Lama Samten, as etapas descritas a seguir são um método de realização simples
e eficiente, dirigido à prática de equilíbrio e pacificação no contexto de nossas relações
cotidianas.

2) Aspectos preliminares que possibilitam a prática

2.1 – As Quatro Nobres Verdades

As Quatro Nobres Verdades estão no cerne da vida. Explicam todos os estados de consci-
ência existentes no universo e ensinam como se libertar de todas as formas de ilusão.

É necessário sabedoria para compreender as Quatro Nobres Verdades. A primeira verdade


diz que a vida é cheia de sofrimento. A segunda, que o sofrimento é causado por nosso
apego à ilusão. A terceira verdade diz que a iluminação, ou a total libertação do sofrimen-
to, é possível. A última diz como alcançar a iluminação.

• A Primeira Nobre Verdade


A Primeira Nobre Verdade é a verdade do sofrimento. O Buda viu com perfeita clareza
algo que as pessoas vislumbram ocasionalmente: não é possível ao ser humano conquistar
total satisfação neste mundo. O sofrimento é descrito de muitas formas diferentes nos su-
tras budistas.

• A Segunda Nobre Verdade

A Segunda Nobre Verdade é a verdade da origem do sofrimento, que está na cobiça, na


raiva e na ignorância. Os seres sencientes acorrentam-se ao penoso e ilusivo mundo dos
fenômenos, por causa de seu forte apego a essas fontes de ilusão, também conhecidas co-
mo os Três Venenos.

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• A Terceira Nobre Verdade

A Terceira Nobre Verdade é a verdade da cessação do sofrimento. “Cessação do sofri-


mento” é o mesmo que nirvana, um estado que não pode ser descrito por meio de pala-
vras. É algo que está além de cobiça, raiva, ignorância e sofrimento; além da dualidade
e das distinções entre certo e errado, você e os outros, bem e mal, vida e morte.

• A Quarta Nobre Verdade

A Quarta Nobre Verdade é a verdade do caminho que leva à cessação do sofrimento,


aquele que nos mostra como superar as causas do sofrimento. É o caminho rumo ao
nirvana. A forma mais simples de superar as causas do sofrimento é seguir o Nobre
Caminho Óctuplo

FONTE http://www.templozulai.org.br/as-quatro-nobres-verdades1376830707.html

2.2 - O Nobre Caminho de Oito Passos

Vale ressaltar que no caminho budista a meditação silenciosa não é considerada uma
prática inicial. Para conseguirmos sentar imóveis e em silêncio precisamos ter cumprido
algumas etapas anteriores.

Se sentamos em silêncio e nos sentimos muito perturbados, vamos localizar algumas


possíveis causas para essa perturbação. Talvez nossas ações de corpo, fala e mente tenham
gerado sofrimento para nós mesmos e para os outros, trazendo algum nível de
perturbação ao silêncio que nos propomos.

No Nobre Caminho de Oito Passos apontado pelo budismo, vamos localizar algumas
fontes de sofrimento. Vamos observar no nível do corpo, ações como matar, roubar e gerar
sofrimento através do sexo. No nível da fala, ações como mentir, falar agressivamente,
falar inutilmente e difamar outras pessoas. No nível da mente, a avareza, a má vontade e
as visões errôneas. Tais ações são fontes de sofrimento para nós e para os outros.

Vamos observar também que ao cultivar amor, compaixão, alegria, equanimidade,


generosidade, moralidade, paciência, perseverança, concentração e sabedoria, geramos
felicidade para nós e para os outros.

Estas recomendações do Buda não partem de uma moralidade dogmática, mas sim do
puro bom senso que surge da análise dos efeitos das ações, que podem ser constatados
através da experiência direta. Estas etapas pertencem ao Nobre Caminho de Oito Passos
descrito pelo Buda, sendo que a meditação silenciosa é ensinada no sexto passo.

É claro que não precisamos levar à perfeição cada uma destas etapas anteriores para
iniciarmos a meditação, o método é circular, avançaremos em todas as etapas ao mesmo
tempo.

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1º Passo - Compreensão correta – conhecer as 4 nobres verdades e gerar a motivação de se


livrar do sofrimento

2º Passo - Pensamento correto - Não Praticar Ações Danosas com a Mente: má vontade,
avareza, heresia (no sentido de aceitar ou defender teorias de mundo e doutrinas que
produzem sofrimento).

3º Passo - Fala correta - Não praticar ações danosas com a Fala: mentir, falar inutilmente,
agredir com palavras, difamar.

4º Passo - Ação correta – Não praticar ações danosas com o Corpo: matar, roubar, sexo
impróprio.

5º Passo - Meio de vida correto - Esse passo é muito importante porque ele é o primeiro
ponto em que somos convidados, de modo prático, a esquecer a prioridade de nós
mesmos e olharmos a todos com amor, compaixão, alegria e equanimidade, que são as
quatro qualidades incomensuráveis, e na prática do dia-a-dia, praticar os seis paramitas da
generosidade, ética, paz, esforço, concentração e sabedoria.

Sexto, Sétimo e Oitavo Passos: As Várias Etapas de Meditação

6º Passo - Esforço correto. – Diana (meditação) Praticar para obter a estabilidade e


atenção da mente – Este será o foco em nosso curso!

7º Passo - Atenção correta - onde nós aprendemos a reconhecer a vacuidade e


luminosidade presente em todas as experiências - Prajnaparamita

8º Passo - Concentração correta - Sabedoria - E o terceiro aspecto da meditação é


justamente quando nós, através da meditação, localizamos aquilo que verdadeiramente
está presente e não envelhece (oitavo passo). Presenciamos aquilo que está vivo, além de
espaço e tempo, nome e forma, vida e morte. N o oitavo passo, nós aprendemos a
contemplar isso em todas as direções. O próprio Buda os praticou na noite da sua
iluminação - a mente imperturbável que é capaz de penetrar a verdadeira natureza da
realidade.

Outras compreensões preliminares que potencializam a prática da meditação são: a vida


humana preciosa, a impermanência, o sofrimento e o carma, conhecidos como os Quatro
Pensamentos que Transformam a Mente. A elas adicionamos a compreensão da dimensão
protetora e o refúgio na lucidez absoluta como fonte de felicidade genuína. (vide Anexos
no final da apostila)

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3) Conhecendo as seis emoções perturbadoras

1. raiva ou medo
2. aflição por carência
3. obtusidade mental ou cansaço
4. desejo/apego
5. inveja/competitividade
6. orgulho

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4) Instruções para os níveis de corpo, energia e mente: posição de corpo, respiração,


pensamentos

Posição de corpo:

Todas as instruções devem ser seguidas de acordo com a sua possibilidade, ninguém
começa com perfeição em todos os pontos. A meditação pode funcionar muito bem
mesmo que algumas destas instruções não sejam seguidas à risca.

Como sentar? Existem várias opções de acordo com as possibilidades de cada um.

A postura do lótus completa é vista como a postura ideal para longos períodos de
meditação, desde que seja facilmente realizada. Ou seja, é preciso desenvolver o
alongamento e a familiarização necessários ao longo do tempo. Não deve ser forçada, pois
é muito fácil se lesionar.

Felizmente para nós, uma postura sentada aperfeiçoada para o estado de alerta e
relaxamento máximos já foi desenvolvida ao longo de milhares de anos durante os quais
as pessoas meditam. Essa postura tradicional às vezes é chamada de postura meditativa
dos sete pontos de Vairocana. Em resumo, estes sete pontos são:

1) Coluna ereta, sem excesso de tensão. Podemos encontrar a melhor posição balan-
çando o corpo para frente e para trás, para a direita e para a esquerda
2) Pernas cruzadas em “posição de lótus”.
3) Ombros relaxados, voltados para cima e para trás, “como um abutre”.
4) Queixo ‘encaixado’
5) Olhos fechados ou fixos no espaço, ou direcionando a visão num ângulo de 45º em
relação ao chão. Quando a concentração aumenta, a necessidade de piscar os olhos
diminui. Também é possível meditar com os olhos fechados, mas como no budismo
estamos buscando estabilidade para agirmos melhor em meio ao mundo, é mais re-
comendável treinar diante dos próprios objetos.
6) A língua apoiada no palato superior, o que diminui um pouco a salivação
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7) Lábios ligeiramente abertos, com a mandíbula relaxada.

As mãos sobre os joelhos, ou no mudra (gesto) da meditação: mão direita sobre a mão
esquerda aberta, com os polegares levemente se tocando, as mãos repousam sobre o colo.

Quanto tempo meditar? A duração da sessão deve ser aumentada lentamente. Começamos
com curtos períodos de 5, 10 ou 15 minutos. Mais importante do que a duração da sessão é
o nível de concentração na prática. A regularidade no dia a dia também é muito
importante, abrir espaço no cotidiano para que a prática de meditação seja um item
importante da rotina. Com o tempo vamos sentindo vontade de fazer sessões mais longas
ou retiros.

Segundo orientações do prof. Alan Wallace, 24 minutos (equivale a 1 Gatika) na tradição


budista é um tempo para iniciantes nem tão longo, nem tão curto.

No Zen, as sessões são de 40 minutos.

No CEBB fazemos usualmente sessões de 15 minutos.

Você pode meditar em qualquer postura que quiser. O budismo tradicional, por
exemplo, define quatro posturas meditativas: sentado, em pé, andando e deitado.

Ao escolher uma postura de meditação, você precisa se lembrar de apenas uma coisa: a
melhor postura meditativa é a que o ajuda a se manter alerta e relaxado ao mesmo tempo
e por mais tempo quanto for possível.

A posição deve ser sustentada, mas não deve gerar muita tensão, é preciso buscar o
relaxamento na posição.

Durante a sessão de meditação procuramos manter a imobilidade do corpo. Procuramos


não responder aos impulsos de coçar, ‘ajeitar-se’, de mudar de posição, etc. Se sentirmos
dor, avaliaremos se é uma pequena dor e podemos continuar, ou se estamos nos
machucando; nesse caso é melhor parar.

Para que o corpo fique bem na posição de meditação é sempre muito benéfico trabalhar o
alongamento da musculatura envolvida e soltar as diversas articulações: tornozelos,
joelhos, coxo-femural, coluna vertebral, pescoço, ombros, cotovelos, pulsos, dedos. O
alongamento será conquistado lentamente, não deve ser forçado. Técnicas como yoga,
pilates, etc, podem oferecer grande auxílio, mas a persistência e a regularidade na prática é
que trarão a pacificação do corpo.

Outras observações e instruções:

Um item importante para a meditação é a almofada adequada. Existem vários modelos:


com enchimento de espuma, palha de arroz, alpiste, mais altas, mais baixas, redondas
(zafu), retangulares, etc. Pode-se usar também o banquinho de meditação, alternando ou
não com a almofada. Para saber qual a melhor opção para você é preciso testar.
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As roupas devem ser leves e facilitar os movimentos.

A alimentação também influencia a meditação. Alimentos mais leves e em menor


quantidade facilitam a posição e nos ajudam a permanecer atentos.

O ambiente deve ser agradável e permitir o isolamento. Se houver muitas fontes de


distração por perto, ou se não nos sentirmos bem naquele local será difícil praticar no
início. Podemos arrumar o local com objetos que nos inspirem, imagens, flores, queimar
incenso (algumas pessoas podem ter alergia ou sentir vontade de tossir), etc. Os retiros
procuram facilitar o isolamento, com o tempo sentiremos vontade de aplicar mais tempo
para aprofundar as práticas. Mais adiante seremos capazes de manter a concentração
mesmo em lugares agitados, ou que sejam perturbadores, como praças, ônibus, cemitérios,
praias, etc.

No início, a prática em grupo facilita o treinamento. Percebemos que no grupo nos


sentimos mais fortes e menos distraídos. Para isso existem os templos e salas de
meditação. A prática em casa, isolados, também é necessária, mas é mais fácil adquirir
regularidade se começarmos com um grupo.

Posição de fala (energia):

A posição de fala deve ser o silêncio. A energia será pacificada por meio da respiração.
Permitimos que a respiração siga o seu ritmo natural, sem controle e sem interferência.

Posição de mente:

A mente deve seguir as instruções da prática específica que estiver sendo realizada. Por
exemplo, se é uma prática de concentração unifocada, procuraremos manter nossa atenção
100% no objeto de meditação, sem dar sequência aos pensamentos. O movimento dos
pensamentos não deve ser visto como um inimigo. Lutar contra a própria mente não gera
resultados. A mente deve estar concentrada, mas relaxada. Pensamentos sobre o passado
ou o futuro, aceitação ou rejeição, passam pela mente como nuvens no céu. Não os
reprimimos, mas também não os seguiremos.

Em resumo, durante a meditação vamos procurar ficar relaxados, imóveis, atentos e


abertos.

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5) Principais obstáculos encontrados nos diversos níveis:

Existem muitos obstáculos que surgem durante as práticas meditativas, mas no início eles
estão divididos principalmente em dois grupos: a excitação ou agitação mental e o torpor
ou sonolência. A mente deve possuir uma qualidade de vivacidade durante a meditação,
mas sem agitação. A posição do olhar ajuda a lidar com estes dois fatores, quando
estivermos mais agitados devemos olhar para baixo. Quando estivermos com sono
devemos olhar para cima. Inspirar e segurar o ar por alguns instantes também irá ajudar a
diminuir o sono. É comum as pessoas acharem que “pioram” quando começam a meditar,
pois a sua consciência de si mesmas aumenta, e assim elas percebem melhor a agitação em
que suas mentes se encontram.

A dor física irá diminuir com o tempo de prática, com o alongamento e com o relaxamento
muscular. Devemos encontrar uma posição em que nos sintamos à vontade. Isto pode
levar algum tempo, portanto é recomendável trocar de posição a cada período.

Podemos ter diversas “experiências” durante a meditação: ver luzes coloridas, imagens
que se movem na parede, fortes sensações de calor ou frio, histórias que surgem na mente,
seres estranhos próximos a nós, etc. Todos estes efeitos não devem ser reprimidos, mas
também não devemos lhes dar grande importância, pois eles nada mais são do que
manifestações da própria mente. Seguimos em frente focando a técnica que estivermos
praticando.

Paciência e perseverança são duas qualidades essenciais para sustentar a prática. Sem elas,
logo que os obstáculos surgirem poderemos pensar que não levamos jeito para a coisa, que
é muito difícil, que os resultados vão demorar muito, que nesta vida não dará mais tempo,
etc.

6) Meditação Shamata Impura*


*shamata (permanência serena)
Impura – porque elegemos um foco para manter a estabilidade

É a meditação que busca desenvolver a capacidade de dirigir a própria mente. Deixaremos


a dispersão mental habitual de lado e procuraremos nos concentrar num foco único de
meditação, gerando a capacidade de nos isolarmos das condições externas. Neste
processo, estaremos “domando” as nossas mentes, que são comparadas a cavalos
selvagens pelos tibetanos ou a macacos descontrolados pelos indianos. Mas não devemos
tomar estas metáforas como batalhas, pois lutar contra a mente não é possível. Devemos
ser hábeis como um bom domador, que não deixa o cavalo solto para fazer o que quiser,
mas também não o pressiona demais ou bate no cavalo, pois sabe que isto não trará bons
resultados.

O corpo deve estar imóvel, com os olhos abertos, a respiração tranquila, a mente deve
seguir a técnica escolhida.

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Existem diversas técnicas para o foco mental nesta meditação:

a) Colocar uma imagem à frente (no chão com ângulo de 45º em relação ao seu olhar, ou
diretamente à frente), mantendo os olhos fixos na imagem. Não construímos nenhuma
“história” sobre a imagem. Simplesmente a observamos durante a sessão de meditação.
Manter uma distância adequada da imagem para não forçar demais os olhos.
b) Focar um ponto à sua frente (na parede, no chão, etc).
c) Acompanhar a energia que flui pelo corpo com a respiração. Sentimos a energia a cada
respiração e relaxamos. Meditação com foco na energia dos cinco elementos.
d) Contar as respirações. A cada inspiração contamos em uma sequência de 7, 21, 108
respirações, por exemplo.
e) Visualizar uma esfera de luz no centro do coração. Etc.

A prática de shamata trará como resultados uma sensação de bem-estar, clareza mental e
diminuição do fluxo de pensamentos. A partir da estabilização de corpo, energia e mente a
saúde também tende a melhorar. A responsividade diante dos acontecimentos diários
diminui, teremos maior liberdade para lidar melhor com as situações. Esta prática não leva
à liberação completa da ignorância e do sofrimento, mas gera uma capacidade necessária
para desenvolver outras meditações mais avançadas.

A prática de shamata também pode gerar alguns problemas: isolamento exagerado,


evitando o contato com outros seres para não sair da condição de paz e tranquilidade;
frieza diante dos problemas dos outros; desconexão com as atividades diárias, etc. O
desenvolvimento de amor e a compaixão pelos outros equilibrará esta prática.

7) Meditação silenciosa em meio ao mundo – Shamata pura – foco aberto

Shamata pura passamos de um foco fechado para um foco aberto. Entretanto, não damos
seguimento aos impulsos que surjam de olhos, ouvidos, nariz, língua, tato e mente
(pensamentos discursivos), mas mantemos o foco em permanecermos estáveis na energia
estabilizada em Shamata Impura. Ainda que distrações possam surgir de nossa conexão
com os sentidos, recuamos para o refúgio no equilíbrio de energia. O equilíbrio da energia
se torna o pano de fundo para onde sempre retornamos ao nos distrairmos. Esta
meditação trabalha a capacidade de não responder automaticamente aos estímulos,
mesmo em meio ao mundo.

A essência da prática de shamata Impura e Pura é não responder. As duas formas de


shamata, impura e pura, geram uma proteção que impede que as seis emoções
perturbadoras invadam nossas mentes e nos levem a realizar ações negativas. Assim, por
exemplo, quando alguém falar agressivamente conosco, teremos um momento de
serenidade adicional para direcionarmos nossa reação.

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8) Meditação do amor universal – Metabhavana


(Meta: amor universal Bhavana: meditação em Páli)

Se quisermos realmente aproveitar os conteúdos que surgem em nossa prática do silêncio,


podemos observar o que ocupa nossa mente enquanto praticamos meditação. Vamos nos
dar conta que o que nos invade e prende nossa atenção durante as sessões de meditação
são aspectos de nossas vidas que não estão bem resolvidos, relações que localizamos em
algum nível de conflito e tensão. Porque conseguimos parar por alguns instantes em
silêncio e localizamos essas regiões conflituosas, elas serão a partir de agora o eixo da
meditação de Metabhavana.

Esta prática é extremamente poderosa e capaz de alterar nossos padrões de relação, não
apenas conosco mesmo, mas também com os outros seres, com a sociedade organizada e
com a biosfera.

Metabhavana permite reconhecermos a vacuidade e plasticidade das relações, pois vemos


que é perfeitamente possível construir as relações a partir da compaixão. O que vemos nos
seres não é o que está ali, propriamente, mas sim as marcas da nossa mente.

Você pode fazer uma lista de pessoas, tanto vivas como mortas, que tenham um nível de
impacto em sua vida, positiva ou negativamente. É importante fazer a prática para si
mesmo também, pois estaremos mudando não só nossa visão sobre os outros como sobre
nós mesmos.

Metabhavana altera nossa capacidade de olhar para o mundo ao redor, ela nos coloca
positivos mesmo quando o outro está negativo. Não se trata de analisar se o que o outro
está fazendo é negativo ou não, simplesmente aspiramos à liberação dele. Não basta
apenas meditarmos, ainda que tenhamos a habilidade de shamata, quando saímos e
andamos pelo mundo, as coisas vêm até nós, e nós então aspiramos à felicidade e à
liberação de todos os seres.

Trazemos à mente uma pessoa próxima ou não, com a qual a relação seja boa ou não, que
esteja em dificuldades ou não. Montamos nossa “lista” de pessoas e então visualizamos,
uma a uma, e seguimos as oito recomendações a seguir:

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Foque uma pessoa (...), que pode ser você mesmo, então repita:

1. Que o “ser” seja feliz


2. Que ele ultrapasse o sofrimento
3. Que ele encontre as causas da felicidade
4. Que ele ultrapasse as causas do sofrimento
5. Que ele atinja a liberação de todo o carma, negatividade e ignorância
6. Que ele veja tudo com lucidez instantânea
7. Que ele verdadeiramente desenvolva a capacidade de trazer benefícios aos
seres
8. E que encontre nisso as causas da sua energia e felicidade

Reconhecemos em cada afirmação feita que isso é mesmo possível de ocorrer!

Meditar nestas oito frases tem o poder de reconstruir as relações, pelo simples fato de que
as coisas não são tão sólidas quanto parecem, e muito menos as relações. Podemos
começar com nós mesmos, depois com as pessoas mais fáceis, depois as mais difíceis.

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9) Conhecendo as cinco sabedorias

Segundo a literatura budista, a origem do ensinamento sobre as cinco sabedorias é


posterior ao surgimento do príncipe Sidarta o Buda histórico, ele manifestava essas
sabedorias de modo natural. Se observarmos com cuidado, manifestamos estas sabedorias
intuitivamente em nossas vidas.

Sabedoria do Espelho: reconhecer o outro no mundo dele, sem julgamentos pré-


estabelecidos, estabelecendo um contato positivo.

Sabedoria da Igualdade: interesse genuíno pelo outro, promovendo suas qualidades e


alegrando-se com a alegria e o crescimento do outro.

Sabedoria Discriminativa: tem por base a lucidez e a serenidade. Eixo de compreensão


que nos permite diagnosticar obstáculos, orientar e prescrever métodos.

Sabedoria da Causalidade: relaciona causas e consequências. Promove ações que tragam


benefícios e reduz ações que tragam malefícios.

Sabedoria da Liberação: dimensão livre e criativa diante das situações. Olhar aberto e
inovador, através do acesso à região de lucidez e estabilidade, interna em cada um.

Se quisermos visualizar bênçãos para alguém, visualizamos a pessoa sendo capaz de


manifestar as cinco sabedorias.

A prática dos cinco Diani Budas irá nos conduzir para um renascimento melhor.
Renascemos o tempo todo, precisamos treinar este olhar.

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10) Dedicação de Méritos

No fim de uma sessão de meditação e antes de retomar o curso de nossas atividades, é


importante fazer uma ponte entre nossa prática e a vida cotidiana para que os frutos dessa
prática se perpetuem e continuem a alimentar a nossa transformação interior.

Para tal, formulemos este desejo:

“Que a energia positiva nascida não somente dessa meditação mas de todos os meus
atos, palavras e bons pensamentos, passados, presentes e futuros, possa contribuir para
aliviar os sofrimentos dos seres, a curto e longo prazo”

Que essa dedicação seja um selo indispensável a toda prática espiritual e permita que a
energia construtiva proveniente de nossa meditação e de todos os nossos atos positivos se
perpetue. (Matthieu Ricard)

11) Conclusão

Neste curso aprendemos algumas técnicas de meditação e agora pode surgir a pergunta:
“O que fazer com isto tudo?” Todos aqueles que procuram praticar a meditação deparam
com o obstáculo básico de encontrar tempo em suas rotinas agitadas e ocupadas para
introduzir a meditação silenciosa. A abordagem apenas através da disciplina dificilmente
funcionará, ela se sustenta por algum tempo, mas diante da menor desatenção ou
problema mais grave não conseguimos seguir com regularidade. Assim, melhor é
encontrar bem-estar e alegria na meditação e ver seus efeitos em nossas vidas, aí nos
sentiremos motivados a praticar mais. Melhor ainda é avaliar nossa motivação ao
sentarmos para meditar, se nossa motivação for autocentrada encontraremos maiores
problemas, se conseguirmos abrir nossas mentes para a necessidade de nos capacitarmos
para ajudar os outros seres, então o combustível para a meditação durará um tempo
maior.

Para estabelecer uma rotina será necessário se esforçar um pouco, abrir mão de certas
vontades e saber dizer não, às vezes, aos convites que recebemos. Porém, sem exageros,
sem dureza excessiva, que não trazem resultados mais rápidos. Se conseguirmos meditar
15, 20, 30 minutos ou mais todos os dias, logo sentiremos os efeitos benéficos. A meditação
é um método que vem sendo testado há milênios, provavelmente é o único método que
pode nos ajudar a alcançar a paz mental e emocional que buscamos. Problemas,
dificuldades, doenças continuarão surgindo em nossas vidas, mas seremos capazes de
lidar com eles de uma forma mais lúcida e leve. Vale a pena experimentar!

Boa prática para todos! Que muitos possam ser beneficiados!

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Anexos

Os Quatro Pensamentos que transformam a mente

Primeiro Pensamento: Vida Humana Preciosa


Nós temos um corpo humano, temos saúde, e não estamos em condições não auspiciosas;
estamos em lugares aonde os ensinamentos do Buda existem, e estão preservados.

Segundo Pensamento: A Impermanência


A impermanência significa que aquilo que hoje está presente e é favorável pode
desaparecer. Do mesmo modo, nossa saúde, nossa condição de aproveitar os
ensinamentos também é algo transitório, é triste pensarmos nisso, mas naturalmente essa é
a realidade. Nós precisaríamos entender que a impermanência pode se exercer sobre esses
fatores, hoje positivos e que deveríamos usá-los do melhor modo.

Terceiro Pensamento: O Carma


São estruturas de respostas automáticas que geram as ações não virtuosas correspondentes
a estas marcas, nós temos essa fragilidade. Isso nos ajuda a compreender a importância de
usar os ensinamentos o quanto antes.

Quarto Pensamento: O Sofrimento


Se entendemos que as ações não virtuosas, junto com o carma, propiciam sofrimento para
nós, então sabemos que se nós estamos bem agora, pode ser que daqui a pouco não
estejamos mais; pode ser que estejamos imersos em sofrimentos devido às nossas próprias
ações, devido às nossas próprias estruturas cármicas que constroem essas conexões.

A eles adicionamos mais 2 pensamentos:

Homenagem a linhagem
A compreensão da dimensão protetora. Homenagem ao lama absoluto, homenagem ao
Buda e também à linhagem toda. Nos alegramos pelo fato de que há muitos seres que, hoje
mesmo, em diferentes linhagens, em diferentes formas e diferentes tradições religiosas,
dedicam-se inteiramente, integralmente, ao beneficio dos outros seres. Nós estamos dentro
de uma conspiração positiva, há muitos seres articulados aspirando nosso beneficio. A
linhagem dos seres que estão aqui e dos seres que já passaram.

E o refúgio
Nós tomamos o Buda como nosso referencial, nós tomamos os ensinamentos do Buda e
dos mestres das linhagens, os ensinamentos mais elevados, o Darma, e tomamos a energia
do nosso encontro, a energia da Sanga como a própria essência.
Tomamos assim refúgio na lucidez absoluta como fonte de felicidade genuína.

Trecho transcrito Retiro Inverno 2008 – Lama Padma Samten Viamão/RS

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- Um pouco de história do budismo

Em 563 a.C, nasce Sidarta Gautama, na região de Lumbini – norte da Índia, hoje Nepal.

Sinais que provocaram a busca da iluminação: velhice, doença, morte e monge


Primeiros passos: ascetismo
Caminho do Meio
Meditação e iluminação sob a árvore “bodhi”

O Primeiro Concílio Budista teria tido lugar em Rajagrha (hoje Rajgir, no estado do Bihar,
na Índia), no próprio ano da morte de Buda. O concílio foi presidido por Mahakasyapa,
um dos mais importantes discípulos do Buda. Durante o evento Upali e Ananda, também
discípulos do Buda, recitaram, respectivamente, as leis monásticas e os ensinamentos reli-
giosos do Buda.

Por volta de 383 a.C – houve o Segundo Concílio – cisma:


• Hinayana ou Theravada
• Mahayana

O budismo Theravada consolidou-se no sul e sudeste da Ásia (Sri Lanka, Birmânia,


Tailândia, Laos, Camboja).
O budismo Mahayana difundiu-se no Tibete, Mongólia, Vietnã, Coréia, China e Japão)

Entre os séculos V e VII d.C o budismo mahayana segue para a China, Coréia e Japão,
mesclando-se às religiões e tradições locais.

Nos séculos VI ou VII d.C o budismo chegou ao Tibete, onde se tornou religião oficial.

O budismo tibetano tem origem no tantrismo e é conhecido como Vajrayana ou “veículo


de diamante” e possuiu quatro principais escolas — Nyingma, Kagyü, Sakya e Gelug

A partir de 1959 intensifica-se a expansão do budismo tibetano, especialmente para a Índia


e EUA – Tenzin Gyatso, atual líder espiritual tibetano: o 14º Dalai Lama

Zen Budismo (Japão) e Ch´na (China): Escolas Rinzai (1191 – mestre Eisei) e Soto (1227 –
mestre Dogen)

Fonte: Colegiado Buddhista Brasileiro www.cbb.bodhimandala.com

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Leituras sugeridas:

- Lama Padma Samten – Meditando a Vida, Jóia dos Desejos, Nascendo no Lótus, Mandala
do Lótus, A Roda da Vida como caminho para a lucidez e diversas transcrições de retiros e
palestras www.cebb.org.br
- S.S. Dalai Lama – Como Praticar, Simple Path, O Sentido da Vida e outros.
- Chagdud Tulku Rinpoche – Portões da Prática Budista
- Shunryu Suzuki - Mente ZEN, mente de principiante
- A arte de Meditar – Matthieu Ricard
- Meditação com foco nos 5 lungs – Lama Padma Samten – Youtube
http://www.youtube.com/watch?v=xlo_BdzQBqA (a partir de 58 minutos)

Denise Barranco é formada em Administração de Empresas e pós graduada em


Qualidade Total pela UniSantana/SP, facilitadora do CEBB - Centro de Estudos Budistas
Bodisatva e tutora do Programa de Formação para Facilitadores para Cultura de Paz
idealizado e coordenado por Lama Padma Samten. Tem experiência na área de meditação
desde maio/2003 através da participação em retiros e palestras de meditação com vários
mestres budistas entre eles, Sua Santidade o XIV Dalai Lama, Lama Padma Samten,
Sogyal Rinpoche, Dzongsar Kyentse Rinpoche e prof Alan Wallace e ministrando cursos
de Introdução a Meditação.

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