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Disciplina de Teoria Construtal

Programa de Pós-graduação em Modelagem Computacional


Programa de Pós-graduação em Engenharia Oceânica
Escola de Engenharia – Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

ANÁLISE NUMÉRICA DE UM DOMÍNIO COM GERAÇÃO DE CALOR E


CAMINHO CONDUTIVO EM FORMA DE SETA EMPREGANDO O
CONSTRUCTAL DESIGN
Ricardo Gabriel Hübner
Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Av. Itália, km 8, s/n, CEP 96203-900, Rio Grande, RS, Brasil.
rikhubner@gmail.com

Resumo. Este trabalho mostra uma análise numérica da otimização de distribuição de temperaturas e minimização da
máxima temperatura em um domínio bidimensional com geração de calor. Um segundo material com formato de seta e
com alta condutividade térmica foi inserido no domínio a fim de minimizar a temperatura do sistema. Para a análise
numérica deste trabaho, foi utilizado o software MATLAB junto com a ferramenta PDE toolbox. O problema possui três
graus de liberdade, no entanto, foi variado apenas um grau de liberdade (H0/L0) e a área do material de alta
condutividade. Assim, mantendo a área do domínio fixa e variando a área do condutor e o grau de liberdade H0/L0 foi
possível concluir que quanto maior a área do material de alta condutividade melhor a distribuição de temperatura e que
o comportamento do campo de temperaturas em função de H0/L0 muda de acordo com a razão de área, ou seja, em
algum caso as temperaturas máximas crescem com o incremento do grau de liberdade e para outros as temperaturas
máximas decrescem com o incremento do grau de liberdade.

Palavras-chave: Constructal Design, Condução de calor, Caminho Condutivo, Refriamento de Eletrônicos.

1. INTRODUÇÃO

A função do sistema de controle térmico dos componentes eletrônicos é manter a temperature dos componentes
eletrônicos igual ou inferior a temperature especificada por seus fabricantes, sob o risco de diminuir a confiabilidade e a
eficiência de certos sistemas quando a temperature ultrapassa a especificada. (PETERSON; ORTEGA, 1990) Uma
pesquisa das forças aéreas dos Estados Unidos indica que mais do que 55% das falhas em componentes eletrônicos estão
relacionadas com a temperature. (YEH, 1996)
Em um circuito eletrônico comum, o calor gerado por um componente eletrônico individual é transportado para as
paredes externas por condução, convecção e radiação e dali é dissipado para a vizinhança. (SMITH, 1991) Porém, em
equipamentos eletrônicos portáveis como notebooks, tablets e smartphones possuem características únicas e complexas
que impedem o uso dos métodos tradicionais de controle de temperatura. Isso ocorre pois cada vez mais os usuários
desejam equipamentos leves, compactos e sempre mais eficientes. Por serem portáteis estes equipamentos também
necessitam ser versáteis para que possam ser utilizados em condições atmosféricas diversas. Aberturas para ventilação
natural podem danificar os componetes devido às impurezas presents no ar, ventiladores para ventilação forçada
geralmente ocupam muito espaço, produzem ruídos indesejados e consomem demasiada energia. Convecção natural
sozinha tem se mostrado muito ineficiente no controle de temperature destes equipamentos. Estas complexidades e
casualidades justificam todos os esforços na compreensão dos detalhes da transferência de calor destes componetes afim
de encontrar meios e designs alternativos e eficazes de controle de temperatura nestes tipos de dispositivos. (ALAWADHI
& AMON, 2003)
Segundo Bejan 1997 o caminho para realizer o controle de temperature de eletrônicos pequenos e portáteis é a
condução. Assim, é importante que seja avaliado e determinado a geometria ótima pra o sistema de condução de calor.
No presente estudo será utilizado o constructal design aliado à simulação numérica como método de otimização
geómetrica de um volume finito com a finalidade de se obter a geometria que minimize a temperature máxima obtida no
domínio analisado.
O constructal design é o método utilizado para aplicação da lei construtal, a qual diz que: “Para um sistema de
fluxo/escoamento de dimensões finitas persistir no tempo sua configuração deve evoluir de forma a facilitar o acesso das
correntes que fluem através deste” (BEJAN & ZANE, 2013).
Alguns autores tem realizado pesquisas com relação a utilização do Design Construtal para a avaliação numérica da
configuração de geometrias que facilitem a transferência de calor em sólidos e/ou cavidades em sistemas de tamanhos
finitos. Lorenzini et al. (2016) aplicaram o método Design Construtal em um estudo numérico para avaliar a tranferência
de calor em uma via condutora em forma de “I” com alta condutividade térmica posicionada em um meio volumétrico
gerador de calor com baixa condutividade térmica. Um terceiro material colocado entre a via condutora e o meio gerador
de calor atuou como uma resistência ao contato térmico. A ideia era reduzir os pontos de maior temperatura em um
sistema com geração uniforme de calor, considerando ou não a resistênca ao contato térmico. O estudo foi realizado
utilizando o software MatLab junto da ferramenta PDE toolbox considerando um domínio bidimensional. Mais tarde,
Lorenzini et al., (2017) proporam o mesmo estudo, no entanto considerando como “T” a forma do caminho de alta
condutividade. Tanto no caso com formato em “I” como no caso com formato em “T”, os resultados mostraram que a
distribuição de temperaturas seguem uma mesma tendência (para o caso com e sem resistencia ao contato térmico), no
Ricardo Gabriel Hübner
Análise numérica de um domínio com geração de calor e caminho condutivo em forma de seta empregando o constructal design

entanto, quando a presença de resistencia térmica é considerada, uma região menor é submetida a temperaturas mais
baixas. Além disso, a presença de resistência térmica de contato também pode afetar o efeito de uma relação de geometria
sobre o desempenho térmico. Desta forma, a resistência ao contato térmico se torna um componente chave no aumento
da temperatura adimensional do sistema.
Beckel et al 2016 utilizou o Constructal Design para reduzir os pontos quentes de um sistema com geração de calor
uniforme por unidade de volume através da transferência de calor por condução. O objetivo foi facilitar o acesso do fluxo
de calor através de uma via em forma “T” empregando condutividades térmicas não uniformes para a base e topo do “T”.
Para este caso a otimização de um grau de Liberdade reduziu em 18% o excesso de temperature da melhor configuração
quando ela foi comparada com a pior configuração.
Como já mencionado, o presente trabalho também utiliza o método Design Construtal para avaliar numericamente a
distribuição de temperaturas em um volume com geração de calor feito com material de baixa condutividade. Um segundo
material de alta condutividade (k=100 W/m.K) foi inserido no volume com geração de calor para facilitar o acesso e
minimizer o excesso de temperaturas no sistema. O problema proposto foi desenvolvido considerando, por simplicidade
um domínio bidimensional. A otimização do caminho de alta condutividade em forma de seta foi buscada a partir da
análise da melhor razão H0/L0 (área do corpo da seta) que faz com que a maior temperature do sistema seja minimizada.

2. MODELAGEM MATEMÁTICA E NUMÉRICA

A Figura 1 mostra o domínio bidimensional utilizado para a análise numérica deste problema. A área “A” possui
geração de calor e condutividade térmica constante K (W/m.K) e as áreas “A0” e “A1”, que formam o caminho de alta
condutividade térmica, não possuem geração de calor e possuem condutividade térmica maior do que “A”. O domínio
está completamente isolado, exceto no início do ramo simples, onde é imposta uma temperatura inferior à temperatura da
placa (Tmin).

Figura 1: Domínio bidimensional do problema analisado

O caminho em forma de seta tem o objetivo de minimizar os pontos quentes na área “A” de modo que a razão H0/L0
varia mantendo as áreas A, A0 e A1 constantes. Desta forma, no âmbito do Design Construtal o presente problema está
sujeito a 3 restrições de área, apresentadas pelas equações 1, 2 e 3.

𝐴 = 𝐻. 𝐿 (1)

𝐴0 = 𝐻0 𝐿0 (2)

𝐴1 = 𝐻1 𝐿1 (3)

As equações 2 e 3 podem ser reescritas como fração de áreas:


𝐴0
∅0 = (4)
𝐴
Trabalho de Fenômenos de Transportes - FT
Escola de Engenharia, Rio Grande, RS, Brasil

𝐴1
∅1 = (5)
𝐴

No estudo deste problema também são consideradas mais duas restrições geométricas: a primeira é que H0 ≤ H1 e (L0
+ L1) ≤ L. Além disto, o problema possui três graus de liberdade, sendo que toda a geometria do problema pode ser obtida
em função deles, são eles: H/L, H0/L0 e H1/L1. Porém, o presente estudo avalia apenas a variação de H0/L0 para quatro
valores de ∅0 diferentes e sua influência na temperatura máxima do sistema, a geometria considera ótima é aquela que
possui a razão que resulta na menor temperatura máxima em A.
Para auxiliar no estudo do problema foi utilizado o método de adimensionalização das variáveis, para tal as variáveis
lineares foram divididas por √𝐴, conforme apresenta a Equação 6:
𝑥,𝑦,𝐿,𝐻,𝐿0 ,𝐻0 ,𝐿1 ,𝐻1
̃ 𝐿̃, 𝐻,
𝑥̃, 𝑦, ̃𝐿 ̃0 , 𝐻
̃0 , 𝐿
̃1 , 𝐻
̃1 = (6)
√𝐴

As equações abaixo descrevem toda a geometria do problema em função dos graus de liberdade já mencionados.
∅0 1/2
̃0 = (
𝐿 ) (7)
𝐻0 /𝐿0

̃0 = (𝐻0) . 𝐿
𝐻 ̃0 (8)
𝐿0

∅1 1/2
̃
𝐿1 = ( ) (9)
𝐻1 /𝐿1

̃1 = (𝐻1) . 𝐿
𝐻 ̃1 (10)
𝐿1

É importante destacar que para o caso analisado os valores de L1 e H1 são mantidos constantes e iguais a 0,05 m e
0,40 m, respectivamente. Os valores de L e H também são mantidos constantes e ambos iguais a 1,00 m. Por consequência,
o valor de ∅1 também permanece constante.
Conforme já informado, o grau de liberdade avaliado neste trabalho é H0/L0 em conjunto com a fração de área ∅0 .
Para realização do estudo foram obtidos os valores extremos (máximos e mínimos) do grau de liberdade avaliado para
cada fração de área estudada, conforme apresenta a Tabela 1. E para cada ∅0 foram avaliados 10 valores de H0/L0
distribuídos por incrementos iguais entre seus respectivos extremos.

Tabela 1: Valores extremos de H0/L0 para cada razão de área avaliada


∅𝟎 (H0/L0)min (H0/L0)máx
0,005 0,0060 32,0
0,010 0,0111 16,0
0,050 0,0554 3,2
0,100 0,1108 1,6

Considerando então a transferência de calor por condução em regime permanente num domínio bidimensional, a
solução da equação do calor na área com geração de calor é apresentada na Equação 11.

𝜕²𝑇 𝜕²𝑇 𝑞′′′


+ + =0 (11)
𝜕𝑥² 𝜕𝑦² 𝐾

Os seguintes grupos adimensionais, além daquele apresentado na Equação 6, podem ser utilizados para
adimensionalizar a Equação 11:
𝑇− 𝑇𝑚𝑖𝑛
𝑇̃𝑚á𝑥 = (12)
𝑞′′′(𝐴/𝐾)

𝐾0
𝐾𝑝 = (13)
𝐾

A análise numérica para encontrar a melhor geometria do caminho em forma de seta consiste na solução de um
algoritmo implementado no software MATLAB ®, onde foi utilizada também a ferramenta PDE toolbox para a geração
da geometria e da malha. O algoritmo é capaz de variar a geometria em função do grau de liberdade especificado e da
razão entre as áreas, obedecendo às restrições descritas.
Ricardo Gabriel Hübner
Análise numérica de um domínio com geração de calor e caminho condutivo em forma de seta empregando o constructal design

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Nesta sessão serão apresentados os resultados obtidos no presente trabalho. Primeiramente serão apresentados os
extremos da geometria e de seus respectivos campos de temperaturas para o maior e para o menor ∅0 analisados (0,005 e
0,1).
A Figura 2 apresenta os dois extremos da geometria estudada para ∅0 = 0,005 e a Figura 3 apresenta o campo de
temperatura para cada um dos dois casos.
Em todos os campos de temperaturas a cor azul escura representa o 0,0º e a vermelha escura representa a Temperatura
máxima.

Figura 2.a – Geometria e malha para ∅0 = 0,005 e H0/L0 = 0,006. 2.b - Geometria e malha para ∅0 = 0,005 e H0/L0 =
32

Figura 3.a – Distribuição do campo de temperaturas para ∅0 = 0,005 e H0/L0 = 0,006. 3.b – Distribuição Do campo
de temperaturas para ∅0 = 0,005 e H0/L0 = 32

Através das imagens apresentadas acima é possível verificar que para a razão máxima de H0/L0 as regiões mais frias
são maiores do que para o caso oposto, o que permite avaliar que a maior razão do grau de liberdade avaliado distribui
melhor a de temperatura do que a menor razão para este caso.
A Figura 5 apresenta os dois extremos da geometria estudada para ∅0 = 0,1 e a Figura 6 apresenta o campo de
temperatura para cada um dos dois casos.
Trabalho de Fenômenos de Transportes - FT
Escola de Engenharia, Rio Grande, RS, Brasil

Figura 5.a – Geometria e malha para ∅0 = 0,1 e H0/L0 = 0,1108. 5.b - Geometria e malha para ∅0 = 0,1 e H0/L0 = 1,6

Como pode-se observar na Figura 5, devido ao ∅0 ser maior do que aquele apresentado anteriormente (Fig. 3 e 4), a
área do caminho de alta condutividade também é maior. Portanto, como era esperado e pode-se observar na Figura 6 esta
configuração possibilita uma melhor distribuição do campo de temperaturas. Pode-se observar ainda, na Figura 6, que
para a razão H0/L0 mínima ocorre uma divisão no centro da região com geração de calor fazendo com que para este caso
o máximo de temperatura se concentre nas extremidades superiores e inferiores do lado esquerdo. Já para o H0/L0 máximo
o extremo de temperatura ocorre em toda a lateral esquerda.
Até o momento pode-se concluir que quanto maior a razão entre as áreas e, consequentemente, maior a área do
caminho condutivo melhor a distribuição do campo de temperaturas.

Figura 6.a – Distribuição do campo de temperaturas para ∅0 = 0,1 e H0/L0 = 0,1108. 3.b – Distribuição Do campo de
temperaturas para ∅0 = 0,1 e H0/L0 = 1,6

A Figura 7 apresenta o gráfico da variação da temperatura máxima em função de H0/L0 para todos os valores de ∅0
analisados, com o objetivo de detectar qual a geometria ótima do sistema, a que resulta na menor temperatura máxima.

Temperatura máxima
0,6
Temperatura máxima (ºC)

0,5
0,4
0,005
0,3
0,01
0,2
0,05
0,1
0,1
0
0 10 20 30 40
Razão Ho/Lo

Figura 7 – Gráfico da temperatura máxima em função da H0/L0 para ∅0 = 0,005; 0,01; 0,05 e 0,1.

Avaliando a Figura 7 pode-se perceber que a menor temperatura máxima é a obtida para ∅0 =0,1, como já era o
esperado, pelo fato de que neste caso o caminho condutivo possuir a maior área de todas as analisadas. A razão em que a
temperatura máxima é minimizada é H0/L0 = 0,2770. Pode-se analisar ainda que para as razões de áreas iguais a 0,005 e
0,01 a temperatura máxima sempre diminui com o incremento da razão H0/L0 e para as razões de áreas iguais a 0,05 e 0,1
o comportamento muda, pois ela inicialmente cai e depois volta a subir.

4. CONCLUSÕES

Este trabalho avaliou a minimização do campo de temperaturas em um sistema com geração de calor e um caminho
de alta condutividade (k = 100 W/m.K) em forma de seta, este último sem geração de calor. Foi utilizado o software
MATLAB e a ferramenta Toolbox para análise numérica do problema. A área total do ambiente com geração de calor, a
área da extremidade da seta (A1), e os graus de liberdade, com exceção de H0/L0, foram mantidos constantes. Foi avaliada
a influencia do grau de liberdade H0/L0 e a razão de área ∅0 .
Ricardo Gabriel Hübner
Análise numérica de um domínio com geração de calor e caminho condutivo em forma de seta empregando o constructal design

Foi possível detectar que quanto maior a área do caminho de alta condutividade, menor a temperatura máxima do
sistema. Também pode-se concluir que o comportamento das temperaturas máximas é diferente dependendo da razão
entre as áreas e a geometria ótima do sistema aconteceu para ∅0 = 0,1 e H0/L0 = 0,2770.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALAWADHI, E. M.; AMON, C. H. PCM Thermal Control Unit For Portable Eletronic Devices: Experimental And
Numerical Studies; In: IEEE Transactions On Components and Packaging Technologies, Vol. 26, No. 1, Março, 2003;

BECKEL, C. C.; ISOLDI, L. A.; SANTOS, E. D., ROCHA, L. O., Constructal Design de Caminhos Condutivos Não
Uniformes Em Forma de “T” Para a Refrigeração de Corpos Geradores de Calor. In: Vetor, Rio Grande, v. 26, n. 2, p. 2-
13, 2016;

BEJAN, A. Constructal-Theory Network of Conducting Paths for Cooling a Heat Generating Volume. International
Journal of Heat and Mass Transfer, v. 40, n. 4, p. 799–816, mar. 1997;

BEJAN, A.; ZANE, J. P. Design in nature: how the constructal law governs evolution in biology, physics, technology,
and social organization. New York: Random House, 2013;

LORENZINI, G.; BARRETO, E. X.; BECKEL, C. C.; SCHNEIDER, P. S.; ISOLDI, L. A.; DOS SANTOS, E. D.;
ROCHA, L. A. O. Constructal Design of I-Shaped High Conductive Pathway for Cooling a Heat- Generating Medium
Considering the Thermal Contact Resistance. International Journal of Heat and Mass Transfer, v. 93, p. 770–777, fev.
2016;

LORENZINI, G.; BARRETO, E. X.; BECKEL, C. C.; SCHNEIDER, P. S.; ISOLDI, L. A.; DOS SANTOS, E. D.;
ROCHA, L. A. O. Geometrical Evaluation of T-Shaped High Conductive Pathway with Thermal Contact Resistance for
Cooling of Heat-Generating Medium. International Journal of Heat and Mass Transfer, v.108, p. 1884–1893, maio 2017;

PETERSON, G. P.; ORTEGA, A. Thermal Control of Electronic Equipment and Devices. In: Advances in Heat Transfer.
[s.l.] Elsevier, 1990. 20p. 181–314;

SMITH, T. F.; BECKERMAN, C.; WEBER, S. W. Combined Condution, Natural Convection, and Radiation Heat
Transfer in an Electronic Chassi. In: Journal os Eletronic Packaging. December 1991;

YEH, L. Review of heat transfer technologies in electronic equipment, J. Electron. Packag., vol. 117, pp. 333–339, 1996.

6. AVISO DE RESPONSABILIDADE

O autor(es) é (são) os únicos responsáveis pelo material impresso incluído neste paper.

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