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Linhas de

Transmissão

Unidade 3
Linhas de transmissão
 O que foi visto anteriormente
◦ Propagação de ondas em meios ilimitados, meios de extensão
infinita (ondas não guiadas)

 O que veremos agora?


◦ Estrutura guiadas
 Linhas de transmissão
 Transmitir potência (baixa frequência)
 Transmitir informação (telecomunicações)

 Guias de ondas
Linhas de transmissão
 São circuitos elétricos cujo comprimento físico
não pode ser desprezado em presença do
comprimento de onda da frequência de
excitação (10% )
◦ Linhas de 60 Hz

◦ Linhas telefônicas

◦ Cabos de TV
Linhas de transmissão
 Uma linhas de transmissão consiste basicamente
de dois ou mais condutores em paralelo usados
para conectar um fonte a carga:
◦ Fonte
 Gerador hidrelétrico, transmissor, oscilador.

◦ Carga
 Fábrica/residência, osciloscópio, antena.
Exemplo 1

 Considere uma antena dipolo de um receptor

de rádio difusão em FM e a linha de

transmissão que liga a antena ao receptor:

f = 100 MHz; Va = Vosen(wt+);  = 0; w = 2f.


Exemplo 2
 Um tensão senoidal é aplicada sobre uma
resistência. A fonte e a resistência estão
conectadas por um condutor ideal
(comprimento desprezível) e isto mostra que as
tensões estão em fase .
 Um linha de transmissão de um quarto de
comprimento de onda é adicionada entre a
fonte e a resistência e a tensão no resistor está
defasada de 90º fora da fase com a tensão da
fonte
 A figura acima é uma visualização instantânea da onda de campo
elétrico existente entre dois fios paralelos, nos quais a fonte senoidal
gera uma perturbação também senoidal na distribuição de cargas.

 Aparece uma onda eletromagnética transversal (TEM) que se


propaga ao longo da linha, onde a energia é transportada.
Seção reta de um Cabo coaxial Seção reta de uma linha paralela

Distribuição da onda eletromagnética


Exemplo de linhas de transmissão junto
com suas seções retas
Parâmetros das linhas de transmissão
 Representação através de parâmetros
distribuídos:
◦ R : resistência por unidade de comprimento;
◦ L : indutância por unidade de comprimento;
◦ G : condutância por unidade de comprimento
(G  1/R), os valores de R, L, C e G são tabelados;
◦ C : capacitância por unidade de comprimento.
Parâmetros das linhas de transmissão
Equações para determinação dos
parâmetros distribuídos
Equações para determinação dos
parâmetros distribuídos

 Os condutores são caracterizados por c,


c, c = 0 e o dielétrico por ,  e 
L é a indutância externa (Lext) (em altas
frequências Lint é desprezível)
 Para cada linha: LC =  e G/C = /
Objetivo da Unidade 3
 Investigar o fenômeno de ondas em linhas de
transmissão
1. Aprender a tratar as linhas de transmissão como
elemento de circuito que possuem impedâncias
complexas, que são função do comprimento da linha
e da frequência;
2. Entender a propagação de ondas em linhas de
transmissão, incluindo os casos que podem haver
perdas;
3. Aprender métodos para combinar linhas de
transmissão diferentes para se alcançar o objetivo
desejado;
4. Entender o fenômeno de transiente em linhas de
transmissão.
Equações das linhas de transmissão
 Temos duas abordagem possível para análise de
linhas de transmissão:
1. Podemos resolver as equações de Maxwell
sujeitas as configurações da linha para obter os
campos e com estes encontrar as expressões
genéricas para a potência, a velocidade e
outros parâmetros de interesse;
2. Encontrar as tensões e correntes utilizando um
modelo de circuito apropriado. A teoria de
campo é aplicada somente no calculo inicia.
Equações das linhas de transmissão
 Uma linha de transmissão a dois condutores
suporta uma onda TEM, E e H são transversais a
direção de propagação;
 E e H são univocamente relacionados com
V e I;

𝑉 = − න 𝐸 ∙ 𝑑𝑙 𝐼 = ර 𝐻 ∙ 𝑑𝑙

 O modelo de circuito é mais simples e mais


eficiente
Circuito equivalente
1. Vamos examinar uma porção incremental
(Z) de uma linha de transmissão de dois
condutores;

2. Vamos encontrar um circuito equivalente e


obter a equação de linha.
• Aplicando a lei de Kirchhoff na malha externa:

I z, t 
V z, t   RzI z, t   Lz  V z  z, t 
t

V z  z, t   V z, t  I z, t 


  RI z, t   L
z t
No limite quando z  0:

V z, t  I z, t 
  RI  z, t   L
z t
• Aplicando a lei de Kirchhoff no nó principal:

I  z , t   I  z  z , t   I

V z  z, t 
I z, t   I z  z, t   GzV z  z, t   Cz
t

I z  z, t   I z, t  V z  z, t 


  GV z  z, t   C
z t
No limite quando z  0:
I z , t  V  z, t 
  GV z , t   C
z t
Considerando a dependência temporal harmônica

V z, t   ReV z e 
s
j t

I z, t   ReI z e 
s
j t

 R  jL I s
dVs

dz

 G  jC Vs
dI s

dz
Separando as variáveis V e I:
d 2Vs
2
 R  jL G  jC Vs
dz
d 2Vs
2
  Vs  0
2

dz

    j  R  jLG  jC 
d 2Is
2
  Is  0
2

dz

  2  u     f
As soluções são:

Vs z   V e
0
 z  z
V e
0

I s z   I e
 z
0 I e z
0

 
V z, t   Re Vs z e j t  V0ez cost  z   V0ez cost  z 
A impedância característica da linha (Z0) é dada por:

V
V R  jL


Z0  0
  0


I
0 I 
0  G  jC

R  jL 1 R0 não deve ser confundido


Z0   R0  jX 0 
G  jC Y0 com R, pois R0 () e R (/m)

O reciproco de Z0 é a
    j admitância característica Y0

Y0  G0  jB0
Linhas sem perdas (R = 0 = G)

 c  ;  0

  0;   j  j LC
 1
u   f
 LC
L
X 0 Z 0  R0 
C
Linha sem distorções
 R/L = G/C
1. A velocidade de fase é independente da
frequência porque a constante de fase 
depende linearmente da frequência.
2. u e Z0 permanecem os mesmos das linhas sem
perdas.
3. Uma lina sem perdas é também uma linha
sem distorção, mas uma linha sem distorção
não é necessariamente sem perdas.
Exemplo 3
 Um fio de cobre de 1,0 mm de diâmetro é
envolvido por uma camada de Teflon de 1,0 mm
de espessura que, por sua vez, é envolvida por
cobre. Assumindo que este cabo coaxial seja sem
perdas, queremos encontrar a velocidade de
propagação up e a impedância característica Zo
(Teflon, εr =2,1).
Exemplo 4

 Que raio externo de Teflon é requerido no

Exemplo 3 para termos uma linha de 50 Ω de

impedância característica?
Exemplo 5

 Uma linha de transmissão operando na

frequência de 500 MHz, tem Z0 = 80,  = 0,04

Np/m,  = 1,5 rad/m. Encontre o parâmetros R,

L, G e C.
LINHAS DE TRANSMISSÃO
TERMINADAS
A maioria dos problemas práticos
envolvendo linhas de transmissão
relata o que acontece quando a
linha está terminada.
Impedância de entrada

Z ent
V0  Vg
Z ent  Z g
Vg
I0 
Zent  Z g
Vs z   V e
0
 z
V e 0
 z
Obtendo a impedância de entrada:

  
Vs z  Z 0 V0  V0 
I s z  
V z V z  
e  Z ent
I s z 
0 0
e
Z0 Z0 V0  V0
Como
Condições de contorno (na entrada da linha)

el  e l
V0  V z  0 I 0  I z  0  coshl
2
V  V0  Z 0 I 0 
1 el  e l
0  senhl
2 2

V  V0  Z 0 I 0 
1
senhl el  e l
0
2 tghl   l  l
coshl e  e
 Z C  Z 0tghl 
Z ent  Z0   (com perdas – geral em toda a linha)

 Z 0  Z C tghl 

Para a linha sem perdas:

  j  tghjl  jtgl e Z0  R0

 Z C  jZ 0tgl 
Z ent  Z0  
 Z 0  jZ C tgl 
l é o comprimento elétrico da linha (graus ou radianos)
Coeficiente de reflexão de tensão C (na carga)

 l
V e
C  0
  l
V e0

ZC  Z0
C 
ZC  Z0
Em um ponto qualquer de linha:

V0ez V0 2z


z    z   e
V0 e V0

Como z = l – l’
V0 2l  2l 
 z    e e  C e 2l 
V0
O coeficiente de reflexão de corrente é o simétrico do de tensão

Vmax I max 1  C
s   (taxa de onda estacionária)
Vmin I min 1  C

Vmax Vmin
I max  e I min 
Z0 Z0
Zent tem máximos e mínimos ao
longo da linha

Vmax
Z ent max   sZ 0
I min

Vmin Z 0
Z ent min  
I max s

Consideremos uma LT sem perdas,


com Z0 = 50 , ZC = 100  e VC = 100 V

Pm ed  Re Vs l I s* l 
1
2

Na linha sem perdas:
Pt  Pi  Pr
(potência transmitida)
1   j l  *

Pmed  ReV0 e  e
2 

 jl  V
 
e jl   *e jl  
Z0 

V 2 
1  0
 Re
2  Z0
1    e
2
 2 jl  * 2 jl 
 e 

 
 2

Pm ed 
V0

2Z 0
1   2 O primeiro termo é a potência
incidente e o segundo a refletida
A. Linha em curto (ZC = 0)

Z cc  Z ent Z 0
jZ 0tgl 
C

C  1

s
B. Linha em aberto (ZC = )

Z0
Z ca  lim Z ent    jZ 0 cot gl
Z C  jtgl
C  1
s
Observe que

Z cc Z ca  Z 02

C. Linha casada (ZC = Z0)

Zent  Z0
C  0 s 1
Exemplo 6
 Encontre a tensão na carga de 100 Ω para a
linha de T da figura abaixo.
Exemplo 7
Exemplo 8
 Os parâmetros de uma certa linha de
transmissão operando em 6x108 rad/s são
L = 0,4 H/m, C = 40 pF/m, G = 80 S/m e
R = 20 /m.
a) Calcule , , ,  e Z0
b) Se a onda de tensão viaja 20 m pela linha e, qual a
percentagem da amplitude da onda original
permanece e de quantos grau sua fase desloca.
Exemplo 9
 Uma linha de 60  no ar, operando em 20 MHz,
tem 10 m de comprimento. Se a impedância
de entrada é 90 + j 50 , calcule Zc, , s.
CARTA DE SMITH
Carta de Smith

 Muito usado em prática de Engenharia para


evitar cálculos tediosos de dimensionamento
de parâmetros.

 É um gráfico polar do coeficiente de reflexão


complexo e a impedância normalizada da
carga.
Circulo unitário na qual a carta é construída
Carta de smith
 Rearranjando os termos temos a equação da
circunferência(de resistência e reatância):
Exemplo 10
 Uma linha-T de Zo = 50 Ω e 0,334λ de
comprimento está terminada numa carga
ZL = 100 − j100 Ω. Use a Carta de Smith para
encontrar (a) ΓL, (b) s, (c) Zent, e (d) a distância da
carga ao primeiro mínimo de tensão.

 (Resposta: (a) 0,61−j30°, (b) 4,3 (c) Zent = 22,5 + j45 Ω


e (d) 0,208λ)
Exemplo 11
A impedância de entrada para uma
linha-T sem perdas de 100 Ω com 30 cm
de comprimento operando em 2,0 GHz
é Zent = 92,3 − j67,5 Ω. A velocidade de
propagação é 0,70c. Determine a
impedância de carga.
Exemplo 12
Linhas de transmissão - aplicações
Casamento de impedância
◦ Quando Zo ≠ Zc
Carga descasada (existe uma onda refletida na
linha)
Como fazer o casamento de impedância?
Transformador de quarto de onda
(casamento)

Vejamos as seguintes situações


◦ Linha cujo comprimento seja λ
◦ Linha cujo comprimento seja λ/2
◦ Linha cujo comprimento seja λ/4
Exemplo 13
Calcule com base na figura apresentada, a
impedância característica (Z’0) de um transformador de
λ/4 que transforme a carga Zc igual a 400 Ω, de modo a
casar essa carga com uma linha de 900 Ω.
Exemplo 14
Dois Transformadores de 𝜆/4 são usados em cascata, para
conectar uma linha de 50 a uma carga de 75, conforme
figura abaixo. Determine a impedância característica
𝑍01 se 𝑍02 = 30Ω e se não houver onda refletida à esquerda de A.

Z0 = 50 Z01 Z02 75

 
Sintonizador com toco simples ou estube
(casamento)
 Quando a carga de uma linha não é casada, é
usual buscar o casamento, na faixa de frequência
de micro-ondas, com a conexão em paralelo com
a linha, de um pequeno pedaço da própria linha,
chamado de estube. A ligação é feita em
paralelo por sua melhor exequibilidade mecânica.
Dessa forma torna-se conveniente trabalhar com
a admitância característica Yo e a admitância da
carga Yc, ambas obtidas pelo inverso das
respectivas impedâncias
Exemplo 15

 A carga de uma linha de 100  vale


Zc = 200 + j200 . Localizar e calcular um
estube para o casamento. A frequência é
de 300 MHz.
Exemplo 16

 Emuma linha de 50  a admitância de


carga vale Yc = 1/50 - j1/50. A frequência
de 300 MHz. Calcule e localize um estube
em paralelo com a carga para obter o
casamento.
Exemplo 17

Acarga de uma linha de transmissão de


50  é resistiva e vale 200 . Localizar l e
o comprimento do estube (d) para obter
o casamento. A frequência é de 600 Hz.
Linha fendida (medida de impedância)
 As medidas de corrente e tensão em altas frequências
são muito difíceis de serem realizadas porque os dispositivos
de medidas adquirem dimensões apreciáveis e todo o
circuito torna-se uma linha de transmissão.
A linha fendida é um dispositivo simples, utilizado na
determinação da impedância de uma carga
desconhecida em altas frequências, operando até a região
do giga-hertz.
 Ela consiste de uma seção de linha de transmissão que
usa o ar como dielétrico (sem perdas), com uma fenda
como condutor externo.
Linha fendida (medida de impedância)
 A linha tem uma ponta de prova paralela com o
campo E, que capta uma mostra do campo E e,
consequentemente, mede a diferença de potencial
entre a ponta de prova e o condutor externo.

 A linha fendida é usada, principalmente em conjunto


com a carta de Smith para determinar a relação de
onda estacionária s (a razão entre a tensão máxima e
mínima) e a impedância da carga Zc.
Linha fendida (medida de impedância)
Linha fendida (medida de impedância)
 O valor de s pode ser lido diretamente no medidor do
detector quando a carga está conectada.

 Para determinar Zc substituímos, inicialmente, a carga por


um curto-circuito e anotamos as posições dos mínimos de
tensão na escala calibrada.

 Como os valores de impedância se repetem a cada


meio comprimento de onda, quaisquer mínimo podem
ser selecionados como ponto de referência da carga.
Linha fendida (medida de impedância)
 Determinamos, agora, a distância do ponto de
referência selecionado até a carga, substituindo o
curto-circuito pela carga e anotando as novas
posições dos mínimos de tensão.

 A distância l (distância de Vmin até a carga), expressa


em torno de 𝜆, é usada para localizar a posição da
carga no circulo s da carta de Smith.
Exemplo 18
 A figura seguinte foi gerada para um cabo
coaxial de ar de 50 Ω terminado num curto-
circuito e, então, numa carga desconhecida.
Determine (a) a frequência de medição, (b) a
taxa de onda estacionária quando a carga
está conectada e (c) a impedância de carga.
Exemplo 19
 A abaixo foi gerada para um cabo coaxial de
ar de 50 Ω terminado num curto-circuito e,
então, numa carga desconhecida. Determine
(a) a frequência de medição, (b) a taxa de
onda estacionária quando a carga está
conectada e (c) a impedância de carga.
Exemplo 20

 Uma linha sem perdas de 60 Ω,


terminada por uma carga Zc, tem
uma onda de tenção conforme
figura a seguir. Encontre s, Γ, e Zc.
Transiente
 Mudança súbita na tensão e na corrente é
introduzida num dos terminais de uma linha de
transmissão.
 Propagação de sinais ao longo das interconexões
entre circuitos digitais
 A informação é transportada como uns e zeros,
correspondendo tipicamente a níveis de tensão
de 6 e 0 V. O chaveamento de 0 para 6 V, por
exemplo, envolve uma mudança tipo degrau na
tensão que se propaga ao longo da
interconexão.
Transiente

Modelamento de uma função tipo degrau


A corrente em t = 0 e z = 0 é:

   I 0  Z g  Z0
I 0,0  Vg

A tensão em t = 0 e z = 0 é:

 
V 0,0 
 V0  I 0 Z 0 
Z0
Z g  Z0
Vg

As ondas I+ = I0 e V+ = V0 propagam-se em direção à carga com velocidade

1
u
LC
A onda refletida pelo gerador propaga-se em direção à carga e o
processo continua até que a energia do pulso tenha sido absorvida por Z0
e ZG (diagrama de reflexões)
Exemplo 21
Para a LT da figura abaixo calcule e trace:
(a) A tensão na carga e no gerador para 0 < t < 6 s;
(b) A corrente na carga e no gerador para 0 < t < 6 s.
Na extremidade do gerador
Na extremidade da carga
Quando t  , as tensões aproximam-se do valor assintótico
Os circuitos equivalentes para t = 0 e t =  são
Na extremidade do gerador
Na extremidade da carga
Linha de microfita
 Circuitos de alta frequência são geralmente
construídos sobre pequenas placas planas usando
interconexões com linhas-T de microfita.
Linha de microfita
 O dielétrico não-homogêneo significa que ondas não
se propagam no modo TEM puro; existe alguma
componente do campo na direção de propagação.
Entretanto, a maioria das componentes do campo é
TEM e é comum modelar a microfita como uma linha
de sinal encravada num dielétrico contínuo de
permissividade relativa efetiva εef
Linhas de campo onde o ar e o dielétrico
foram substituídos por um meio homogêneo
de permissividade relativa efetiva
c   ef
up  
 ef c

O comprimento físico de um comprimento de onda numa


frequência particular ao longo da linha-T é chamado
comprimento de onda do guia.

up o
g  
f  ef
Uma solução exata para a microfita é extremamente difícil e
equações semi-empíricas foram desenvolvidas. A permissividade
relativa efetiva pode ser escrita como

 ef 
 r  1

 r  1
2 h
2 1  12
w

 60  8h w  w
 ln  , para 1
  ef  w h h
Z0   1 120 w
 , para 1
  ef  w w  h
  h  1,393  0,667 ln h  1,444 
  
Este modelo particular de microfita não leva em consideração a
espessura t da camada metálica, nem considera a dependência
da frequência na propagação.

A frequência máxima de operação de uma microfita está limitada


pela perda, dispersão e excitação de modos propagantes não-
TEM.

Para w < 2h, uma aproximação útil para o limite máximo de


frequência numa microfita é

c
f máx 
4h  r
Exemplo 22

Suponha um substrato de microondas típico, alumina


(Al2O3), que tenha 40 mils de espessura, com εr = 9,90. O
cobre forma o plano de terra e uma linha de sinal de 8
mils de espessura. Determine: a) a impedância e a
velocidade de propagação para esta microfita; b)a
máxima frequência de operação.

Nota: 1mil = 25,4 m


Exemplo 23

Suponha que um substrato de alumina de 20 mils de


espessura seja usado e a linha de sinal continua com 8,0 mils
de espessura. Recalcule up e Zo. Qual é a frequência de
operação máxima para esta microfita?

(Resposta: up = 1,20 × 108 m/s; Zo = 72 Ω; fmáx = 47 GHz)


Em vez de analisar a placa para encontrar Zo, é mais frequente o
caso em que uma Zo particular seja desejada numa microfita de
substrato dielétrico conhecido. Então, é necessário escolher que
espessura da linha de sinal corresponde a este Zo particular. As
equações de projeto são como se segue, divididas em dois
conjuntos baseados na razão w/h:

 8e A w
 , para 2
w  e  2
2 A h

h  2   r 1  0,61  
   B  1  ln 2 B  1  2 ln B  1  0,39    ,
w
para 2
  r  r   h

Z0  r 1  r 1  0,11  60 2
A   0,23   B
60 2  r 1  r  Z0  r
Exemplo 24

Projete uma linha de microfita de 50 Ω de impedância


em um substrato de alumina de 40 mils de espessura.

(Resposta: w = 38,6 mils)


Atenuação
 A atenuação de um sinal propagando-se numa
microfita pode ser obtida pelas perdas nos
condutores, perda no dielétrico e perdas por
irradiação. Perdas por irradiação não-intencionais
podem ser minimizadas evitando-se ângulos muito
agudos ou descontinuidades na linha de microfita. A
maior atenuação, entretanto, vem das perdas nos
condutores e no dielétrico e a atenuação total tot é
a soma.
 tot   c   d
onde w deve estar em metros e Rsup é
a resistência de efeito pelicular do
condutor.
Exemplo 25

Calcule as atenuações nos condutores e no dielétrico


(ambos em dB/m) para a microfita do Exemplo 24 em
1,0 GHz se for usado condutor de cobre de 6,0 μm de
espessura.

(Resposta: αc = 1,6 dB/m, αd = 0,022 dB/m)

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