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DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

1. A natureza jurídica da Declaração Universal dos Direitos Humanos é de resolução, e não


há teor vinculante- como num tratado. Pois bem, atribui-se tanta importância a esse
documento porque ele foi uma resposta à 2ª guerra mundial, sendo elaborado em 1948 pela
Assembleia Geral da ONU. Isto é, foi uma formulação que almejou concretizar- e definir- os
direitos humanos universais, já que antes havia uma relativização. Vale ressaltar que essa
concretização dos direitos universais, observou as peculiaridades de cada povo. Destarte, a
Declaração Universal dos Direitos Humanos fora uma marca histórica na proteção dos
Direitos Humanos.
2. Os tratados gerais de proteção dos direitos humanos são os que versam sobre direitos
aplicáveis a todos os indivíduos -sem diferenciação-, sendo eles: Pacto Internacional dos
Direitos Civis e Políticos (PIDCP), e Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e
Culturais (PIDEC). A diferença deles para os tratados específicos é que estes são criados
para determinados assuntos, e restritos a determinados grupos.

3. Embora a Comissão de Direitos Humanos, o Conselho de Direitos Humanos e o Comitê


de Direitos Humanos não tenham as mesmas origens e características, abordam
semelhante temática. Pois bem, a ​Comissão de Direitos Humanos​ fora um órgão
subordinado ao ECOSOC, criado em 1947 e extinto em 2006, e ela não tinha um
mecanismo convencional; já o​ Conselho de Direitos Humanos​ é um órgão subordinado à
AGNU, e fora criado em 2006 para substituir a Comissão de Direitos Humanos; por fim, o
Comitê de Direitos Humanos​ é um mecanismo convencional de monitoramento, sendo ele
criado por tratado (Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos),só tem competência
entre os que ratificaram o tratado, e não é um órgão jurisdicional, e o ​monitoramento é feito
por meio de relatórios (periódicos, elaborados pelos Estados), comunicações interestatais
(os próprios Estados podem denunciar que um signatário da convenção não está cumprindo
com as obrigações contraídas), petições individuais (elaboradas por indivíduos);
possuía
4. as fontes do direito internacional estão prevista no art. 38 da Corte Internacional de
Justiça (anexo à carta das Nações Unidas), e esse artigo reconhece como fontes:
convenções, os tratados e os princípios gerais do direito- como fontes principais; e a
doutrina e a jurisprudência- como as fontes auxiliares.

5. O sistema não-convencional de direitos humanos é aquele utilizado pela ONU, bem como
vincula todos os Estados-membros. A ONU não conta com um órgão jurisdicional, pois ela
não aplica lei em casos concretos, como também não tem força- isto é, um exército- para
concretizar uma decisão. Sendo assim, há apenas recomendações, porque se assim não o
fosse, os Estados não aceitariam abrir mão de sua soberania.

6. Os indivíduos adquirem personalidade jurídica internacional a partir de 1946, num


contexto pós-2ª Guerra Mundial, pois teve-se a percepção de que apenas os Estados não
conseguiam cuidar sempre dos direitos de seus cidadãos, sendo, assim, havia a
necessidade dos cidadãos, que tivessem um direito fundamental violado- e o seu Estado
sendo omisso a isso-, recorrecem (como sujeitos ativos) a uma Corte Internacional. Porém,
podendo também esses cidadãos serem acusados numa Corte Internacional, ou seja, como
sujeitos passivos.

7. a explicação do por que os direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais não
estarem previsto em um mesmo tratado, é que o contexto era da Guerra Fria (EUA vs União
Soviética), ou seja, tinha-se uma bipolarização de ideologia: EUA visavam mais a questão
da liberdade; União Soviética visava mais a questão igualitária (social). Com isso, para que
as duas potências participassem das relações internacionais, houve a necessidade de
criar-se dois tratados: os defensores do socialismo (União Soviética) assinou o tratado dos
direitos econômicos, sociais e culturais; por sua vez, os defensores do capitalismo (EUA)
assinaram o tratado sobre os direitos civis e políticos.