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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Código: LIT816 - Turma: U - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Seminário de literatura comparada (Edições Comparadas)
Professor(es): Ana Carina Utsch Terra

Ementa:
Ao confrontar diferentes edições de textos literários, em diferentes períodos históricos, pretendemos desenvolver estudos
a respeito dos efeitos do processo editorial sobre os estados materiais dos textos e seus distintos espaços e temporalidades
de circulação e recepção. Será realizada uma seleção de textos literários, em edições diversas (levando em conta, também,
os temas de pesquisa dos estudantes), incitando a reflexão sobre: edição e reedição; tradução interlingual e tradução
intersemiótica; modos de produção e circulação do livro.

Programa:
- Edição e reedição
- Estados materiais e instabilidade dos textos
- Modos de produção e circulação do livro
- Tradução interlingual e intersemiótica (com a colaboração da Profa. Sônia Queiroz)
- Transcriação: a tradução como procedimento de reescritura, criação poética e semiótica (com a colaboração da Profa.
Sônia Queiroz)

Bibliografia:
ALENCAR, José de. Bênção paterna. In:_____. Ficção completa e outros escritos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1965,
v.1.
ALENCAR, José de. Como e por que sou romancista. In: _____. Obras completas. Rio de Janeiro: Aguilar, 1959, v.1.
BARTHES, Roland. O efeito do real. In: _______. O Rumor da língua. São Paulo: Martins Fontes, 2004. p. 181-190.
CAMPOS, Haroldo de. Transcriação. Organização de Marcelo Tápia e Thelma Médici Nóbrega. São Paulo: Perspectiva,
2015. (Estudos, 315)
CHARTIER, Roger. A mão do autor e a mente do editor. São Paulo: UNESP, 2014.
CHARTIER, Roger. A Ordem dos Livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII.
Brasília: Editora UNB, 1994.
CHARTIER, Roger. Do palco à página: publicar teatro e ler romances na época moderna (séculos XVI-XVIII). Rio de
Janeiro: Casa da Palavra, 2002.
CHARTIER, Roger. Inscrever e apagar: cultura escrita e literatura (séculos XI - XVIII). São Paulo: UNESP, 2007.
DARNTON, Robert. Censores em ação: como os estados influenciaram a literatura. São Paulo: Companhia das Letras,
2016.
GUÉGO, Christine Rivalan; NICOLI, Miriam (Org.). La colección: auge y consolidación de un objeto editorial (Europa-
Américas, siglos XVIII-XXI). Bogotá: Universidad de los Andes/Universidad Nacional de Colombia, 2017.
HALLEWELL, L. O livro no Brasil, sua história. São Paulo: Edusp, 2005.
JAKOBSON, Roman. En torno a los aspectos lingüísticos de la traducción. In: _____. Ensayos de Lingüística General.
Barcelon: Seix Barral, 1975. p. 56-64.
MARTINS, Plinio. Manual de editoração e estilo. São Paulo: Edusp, 2018.
MCKENZIE, Donald Francis. The book as an expressive form. In: _____. Bibliography and the sociology of texts.
Cambridge: Cambridge University Press, 1999, p.9-30. (Tradução espanhola de Fernando Bouza: MCKENZIE, Donald
Francis. Bibliografía y sociología de los textos. Madrid: Ediciones Akal, 2011.)
MUNIZ JÚNIOR, José de Souza. Tinha um editor no meio do caminho: questões contemporâneas de edição, preparação
e revisão textual. Rio de Janeiro: Artigo A, 2018.
RANCIÈRE, Jaques. De la représentation à l'expression. In: _____. La parole muette: essai sur les contradictions de la
littérature. Paris: Hachette, 1998, p. 17-30. (Tradução argentina de Cecilia Gonzáles: RANCIÈRE, Jacques. La Palavra
Muda: ensaio sobre las contradicciones de la literatura. Buenos Aires: Eterna Cadencia, 2009).
RANCIÈRE, Jaques. O efeito de realidade e a política da ficção. Novos estudos - CEBRAP, São Paulo, n.86, p. 75-90,
2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/nec/n86/n86a04.pdf. Acesso em: 29 abr. 2017.
RICOEUR, Paul. Sobre a tradução. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
SCHAPOCHNIK, Nelson. "Malditos Tipógrafos". I Seminário Brasileiro sobre Livro e História Editorial. Rio de Janeiro,
2004. Disponível em: http://ww.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/nelsonschapochnik.pdf.

Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários


Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

SCHWARZ, Roberto. A importação do romance e suas contradições em Alencar. In: _____. Ao vencedor as batatas. São
Paulo: Duas Cidades, 1977, p. 29-60.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
APPELBAUM, Nancy P. Dibujar la nación: la Comisión Corográfica en la Colombia del siglo XIX. Bogotá: Fondo de
Cultura Económica, 2017.
BOSI, Alfredo. Um mito sacrificial: o indianismo de Alencar. In: _____. A Dialética da Colonização. São Paulo:
Companhia das Letras, 1992, p. 176-193.
DE LA TORRE, Laura Suárez. Estantes para los impresos: espacios para los lectores, siglo XIX. México: Instituto Mora,
2017.
DE LUCA, Tania. A Ilustração (1884-1892). Circulação de textos e imagens entre Paris e Rio de Janeiro. São Paulo:
Editora UNESP, 2018.
GARONE, Marina Gravier. El Arte de Ymprenta de don Alejandro Valdés (1819). Estudio y paleografía de un tratado de
tipografía inédito. México: Fondo editorial Estado de México, 2016.
MARTINS, Bruno Guimarães. Corpo sem cabeça: o editor Francisco de Paula Brito, o impresso e o literário no Brasil
(1831-1861). Belo Horizonte: Editora UFMG, 2017.
PIGLIA, Ricardo. Anos De Formação: os diários de Emilio Renzi. São Paulo: Editora Todavia, 2017.

Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários


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Código: LIT836 - Turma: U - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Seminário de literatura brasileira (Olhares contemporâneos sobre Guimarães Rosa)
Professor(es): Cláudia Campos Soares

Ementa:
A disciplina propõe uma revisita à obra do escritor mineiro a partir de olhares contemporâneos. Para isso discutirá
trabalhos que enfoquem, nos textos de Guimarães Rosa, temas e ou questões que apresentem inovações reflexivas, novas
perspectivas em relação aos estudos consagrados sobre o autor.

Programa:
A crítica tradicional de Guimarães Rosa: mito, história e linguagem.
A crítica da indeterminação do sentido
O retorno do autor: arquivo e testemunho
A questão do livro
Guimarães Rosa e a noção de comunidade
Sobre tradução de Guimarães Rosa.
A "Genealogia da ferocidade"

Bibliografia:
Textos Literários:
ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. Ficção completa - vol II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Ficção completa - vol II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
ROSA, João Guimarães. O recado do morro. Ficção completa - vol I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
ROSA, João Guimarães. Campo geral. Ficção completa - vol I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
Textos críticos:
BAPTISTA, Abel Barros. Não ir a lado nenhum - Exercício de releitura de A terceira margem do rio. Revista Terceira
margem, 34. Ano XX. Jun-Dez 2016, p.173-190. (https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/14383/9619)
CAMPOS, Augusto de. Um lance de 'dês' do Grande sertão. In: COUTINHO, Eduardo (org.). Guimarães Rosa. Rio de
Janeiro, INL/Civilização Brasileira, 1983. p. 321-349. [Coleção Fortuna Crítica 6].
CANDIDO. Antonio. "O homem dos avessos". In: COUTINHO, Eduardo (org.). Guimarães Rosa. Coleção Fortuna
Crítica 6, Rio de Janeiro, INL/Civilização Brasileira, 1983. p. 294-299.
GINZBURG, Jaime. Guimarães Rosa e o terror total. CORNELSON, Élcio; BURNS, Tom. Literatura e guerra. Belo
Horizonte: Editora da UFMG, 2010
GINZBURG, Jaime. Notas sobre o "Diário de guerra de João Guimarães Rosa". Aletria, n.2, v.20, 2010.
(http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/1533/1629)
HANSEN, João Adolfo. Forma, indeterminação e funcionalidade das imagens de Guimarães Rosa. In: SECCHIN,
Antonio Carlos et al. (Orgs.). Veredas no sertão rosiano. Rio de Janeiro: 7Letras, 2007. p. 29-49.
HANSEN, João Adolfo. Forma literária e crítica da lógica racionalista em Guimarães Rosa. Letras de Hoje, Porto Alegre,
v. 47, n. 2, p. 120-130, abr. / jun. 2012.
(http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/viewFile/11308/7713)
HANSEN, João Adolfo. O o: ficção da literatura em Grande sertão: veredas. São Paulo: Hedra, 2000.
GALINDO, Caetano. Pode o intraduzível traduzir-se. Deve. O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, v. 27, n.3,
2018.
MULINACCI, Roberto. Traductor in fabula: a cooperação linguística nas traduções italianas de Guimarães Rosa. In:
CHIAPPINI, Lígia; VEJMELKA, Marcel. Espaços e caminhos de João Guimarães Rosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
2009, p. 62-71
NASCIMENTO, Evando. Guimarães Rosa em correspondência - Através d'"O espelho". In: Ângulos: Literatura e Outras
Artes. Juiz de Fora: Editora UFJF; Chapecó (SC): Argos. 2002.
NODARI, Alexandre. A (outra) gente: multiplicidade e interlocução no Grande sertão: veredas. O Eixo e a Roda: Revista
de Literatura Brasileira, v. 27, n.3, 2018.
OTTE, Georg. Entre Goethe e Hitler - O Diário de Guerra de João Guimarães Rosa. O Eixo e a Roda: Revista de
Literatura Brasileira, v. 27, n.3, 2018.
PÉCORA, Alcir. Aspectos da revelação em Grande sertão: veredas. Remate de males: v. 7 (1987)

Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários


Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

PÉCORA, Alcir. Uma tese idiota: Uma releitura de Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, e do segredo de
Diadorim. Revista Cult 13, (http://revistacult.uol.com.br/home/2013/09/uma-tese-idiota/).
PROENÇA, Manuel Cavalcanti. "Trilhas no Grande sertão", in Augusto dos Anjos e outros ensaios. Rio de Janeiro, José
Olympio, 1976.
RANCIÈRE, Jacques. O desmedido momento. Serrote 28, março 2018.76-97.
ROWLAND, Clara. A forma do meio: livro e narração na obra de João Guimarães Rosa. Campinas: Editora da
UNICAMP; São Paulo: EDUSP, 2011.
ROWLAND, Clara. Aqui eu podia pôr ponto: figuração da releitura em Grande sertão: veredas. In: CHIAPPINI, Lígia;
VEJMELKA, Marcel. Espaços e caminhos de João Guimarães Rosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, p.247-262.
SANTIAGO, Silviano. Genealogia da ferocidade. Recife: Cepe, 2017.
SELIGMANN-SILVA, Márcio. Grande sertão: veredas como gesto testemunhal. Alea. Vol.2, n.1, 2009, p.130-147.
VECCHI, Roberto. A comunidade sem obra e a comunhão possível da escrita em "O recado do morro" de Corpo de baile.
Plural Pluriel Revue des cultures de langue portugaise, n. 4-5, 2009.

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Código: LIT838 - Turma: U - Nível: M/D - 15 horas - 1 Créditos


Disciplina: Seminário de literatura brasileira (Poetas na Belo Horizonte de Ontem (1980-2000))
Professor(es): Kaio Carvalho Carmona

Ementa:
Estudo de textos e características da poesia produzida na cidade de Belo Horizonte no final do século XX, dos anos 1980
aos anos 2000, e sua relação com os movimentos de vanguarda do século (Modernismo e Concretismo). De modo
abrangente e por meio da leitura de ensaios críticos, realizamos uma reflexão sobre a poesia do século e, a partir de um
olhar em profundidade, a análise dos textos poéticos produzidos no período recortado para a compreensão de seus
elementos estéticos, linguísticos, políticos e culturais; sua recepção crítica; sua relação com a tradição literária brasileira.

Programa:
1 - A poesia brasileira no fim do século XX: Um debate crítico sobre o pós-1980
2 - Belo Horizonte em outros tempos: o legado de Drummond e Affonso Ávila
3 - As forças da poesia belo-horizontina nas décadas de 1980 e 1990.

Bibliografia:
AGAMBEN, Giorgio. O que é contemporâneo?; e outros ensaios. Chapecó, SC: Argos, 2009.
ANDRADE, Luciana Teixeira de. A Belo Horizonte dos modernistas: representações ambivalentes da cidade moderna.
Belo Horizonte: PUC Minas, 2004.
BARROS, José Américo de Miranda. Poesia e polêmica no nascimento da cidade. Boletim do Centro de Estudos
Portugueses (CESP), v. 15, n.19, p. 97-109, 1995, Jan./Dez. 1995.
BUENO, Antônio Sérgio (Org.). O modernismo em Belo Horizonte: década de vinte. Belo Horizonte: PROED. Imprensa
- UFMG, 1982.
BUENO, Antônio Sérgio. Affonso Ávila. Belo Horizonte: Centro de Estudos Literários/UFMG, 1993.
CASANOVA, Pascale. A república Mundial das Letras. Trad. Marina Appenzeller. São Paulo: Estação Liberdade, 2002.
CURY, Maria Zilda Ferreira. Horizontes modernistas: o jovem Drummond e seu grupo em papel jornal. Belo Horizonte:
Autêntica, 1998.
MARQUES, Fabrício (Org.). Dez conversas: diálogos com poetas contemporâneos. Belo Horizonte: Gutenberg, 2004.
MIRANDA, Wander Melo. Belo Horizonte: a cidade escrita. Belo Horizonte: Editora UFMG; Assembleia Legislativa do
Estado de Minas Gerais, 1996.
PEDROSA, Célia; CAMARGO, Maria Lúcia de Barros (Orgs.). Poesia e contemporaneidade: leituras do presente.
Chapecó: Argos, 2001.
PEDROSA, Célia. Considerações anacrônicas: lirismo, subjetividade, resistência. In: PEDROSA, Célia; CAMARGO,
Maria Lúcia de Barros (Orgs.). Poesia e contemporaneidade: leituras do presente. Chapecó: Argos, 2001. p. 7-23.
PUCHEU, Alberto. "Apoesia contemporânea". In: EYBEN, Pietro (Org.). Pensamento intruso: Jean-Luc Nancy &
Jacques Derrida. Vinhedo: Editora Horizonte, 2014.
SALGUEIRO, Wilberth Clayton Ferreira. Forças & formas: aspectos da poesia brasileira contemporânea (dos anos 70 aos
90). Vitória: EDUFES, Centro de Ciências Humanas e Naturais, 2002.
SÜSSEKIND, Flora. Altas literaturas: escolha e valor na obra crítica de escritores modernos. São Paulo: Companhia das
letras, 1998.
______. Literatura e vida literária: polêmicas, diários & retratos. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2004.

Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários


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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Código: LIT870 - Turma: U - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Literatura comparada e tradição cultural (Exemplos do precário, formas do provisório: literatura e
cultura no Brasil contemporâneo.)
Professor(es): Sabrina Sedlmayer Pinto

Ementa:
A proposta do curso é investigar obras literárias, exemplos da cultura brasileira, como também trabalhos oriundos de
diversos gêneros da imagem com o intuito de refletir acerca da invenção diante da escassez de recursos, sejam eles
econômicos, políticos, climáticos ou sociais. Mais do que "quebra-galhos" da sobrevivência, pretende-se explorar o gesto
da criação em procedimentos que subvertem o mercado e o consumo no tempo presente.

Programa:
" O que é uma gambiarra?
" Jacubas ou poéticas da fome
" Troços, trecos e geringonças: subversões no mercado global
" Índios, negros e pobres: invenções, inversões hierárquicas

Bibliografia:
AGAMBEN, Giorgio. Profanações. Tradução: Selvino José Assmann. São Paulo: Boitempo, 2007 a.
AGAMBEN, Giorgio. Estâncias. A palavra e o fantasma na cultura ocidental. Tradução: Selvino José Assmann. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2007 b.
ANDRADE, Mário de. O banquete. São Paulo: Duas Cidades, 1977.
ANJOS, Moacir dos. "Contraditório". Panorama da Arte Brasileira 2007. Curadoria de Moacir dos Anjos. São Paulo:
Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2007.
BENJAMIN, Walter. Passagens. Edição alemã: Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira: Wille Bolle;
colaboração na organização da edição brasileira: Olgária Chaim Féres Matos; tradução do alemão: Irene Aron; tradução
do francês: Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica: Patrícia de Freitas Camargo; posfácio: Wille Bolle e Olgária
Chaim Féres Matos. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006.
CÉRTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. Artes do fazer. Tradução: Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis: Vozes,
2008.
CUNHA, Euclides da. Os sertões. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1933.
DIAS, A. Gonçalves. Dicionário da Língua Tupy chamada Língua Geral dos Indígenas do Brazil. Lipsia: F. A.
Brockhaus. Livreiro de S. M. O Imperador do Brazil. 1858. Nota: conserva-se a ortografia do autor. p. 417 a 548. In
BUENO, Francisco da Silveira. Vocabulário Tupi-guarani Português. São Paulo: Éfeta, 1998.
FARIAS, Agnaldo. "O Grivo ou música como ranger sussurrar, zunir, murmurar". www.ogrivo.com. Último acesso em:
20 mar 2017.
Folha de S.Paulo, B2, 5 de agosto de 2016.
GAMBIOLOGIA. http://www.gambiologia.net/blog . Último acesso em: 20 mar 2017.
GUIMARÃES, Cao. Gambiarras. Série fotográfica (work in progress). 127 fotografias. Dimensões variadas.
HOUAISS, Antônio e VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva,
2001.
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo. Diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2016.
KOPENAWA, Davi e ALBERT, Bruce. Palavras de um xamã Yanomami. Trad. Beatriz Massaud-Moisés. Cia das Letras:
São Paulo, 2017.
LAGNADO, Lisette. O malabarista e a gambiarra.
http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/1693,1.shl. Último acesso em: 20 mar 2017.
NEUENSCHWANDER, Rivane. Um dia como qualquer outro. Rio de Janeiro: Cobogó, 2010.
NEUENSCHWANDER, Rivane. Mal-entendidos. Curadoria Adriano Pedrosa. São Paulo: Museu de Arte Moderna de
São Paulo, 2014.
NODARI, Alexandre. Os mil nomes de Gaia: do Antropoceno à Idade da Terra.
https://osmilnomesdegaia.files.wordpress.com/2014/11/alexandre-nodari.pdf.
Último acesso em: 20 mar 2017.

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

O GRIVO. Artefatos de som. Catálogo exposição na Oi Futuro. Textos: Maurício Meireles. Belo Horizonte, Governo de
Minas, 2013.
PEDROSA, Adriano. Rivane Neuenschwander: mal-entendidos. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2014.
ROSA, Guimarães. Sagarana. Ficção Completa em dois volumes. Vol.1. Rio de Janeiro: Nova Aguillar, 1994.
ROSA, Guimarães. Grande sertão: veredas. Ficção Completa em dois volumes. vol. II. Rio de Janeiro: Nova Aguillar,
1994.
SAINT-HILAIRE, Auguste. Viagem pelas Províncias do Rio de Janeiro e Minhas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000.
SAINT-HILAIRE, Auguste. Viagens às nascentes do Rio São Francisco. Belo Horizonte: Itatiaia, 1975.
SEDLMAYER, Sabrina. Jacuba é gambiarra. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.
SEDLMAYER, Sabrina; GOMES, Ana. "A diversidade é nosso maior patrimônio". DOMINGUES, Ivan; VECCHI,
Roberto. Léxico Conceitual Brasil-Europa. Vol. 1. Memória e Patrimônio. Belo Horizonte: Fino Traço, 2018.
TIBIRIÇÁ, Luiz Caldas. Dicionário Tupi-Português: com esboço de gramática de Tupi Antigo. São Paulo: Traço, 1984.
XICO SÁ. http://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/05/opinion/1470401549_749577.html
Último acesso em: 20 mar 2017.
ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. Tradução: Jerusa Pires Ferreira e Suely Fenerich. São Paulo: Cosac
Naify, 2007.

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Código: LIT944 - Turma: U - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Literatura Brasileira e outras Literaturas (Autoimagem do Poeta)
Professor(es): Sérgio Alcides Pereira do Amaral

Ementa:
Estudo das representações sociais da poesia, com ênfase na virada histórica em que a autoimagem do poeta se torna
relevante para a própria poética. O mito do artista, inerente à tradição ocidental, e a "dupla imagem" do poeta, oscilando
entre a admiração e a desconfiança, a idolatria e a maldição. Individualismo e "gênio" no contexto das Luzes. A
reviravolta romântica, quando o conflito é internalizado pelo poeta. Aprofundamento do problema com o movimento
simbolista e as poéticas pós-simbolistas, vistas em âmbito global. Self-fashioning. Refrações na periferia: o poeta
cosmopolita do "modernismo" hispano-americano e a "vida-em-criação" dos modernistas russos. Verificação da
problemática em poetas brasileiros tais como Álvares de Azevedo, João da Cruz e Sousa, Manuel Bandeira, Cecília
Meireles, Vinicius de Moraes, João Cabral de Melo Neto, Torquato Neto e Ana Cristina Cesar - ou outros, conforme os
interesses dos alunos.

Programa:
0. A "dupla imagem" e a autoimagem.
Erlich, "The Double Image", 1964.
1. Ora exaltado, ora expulso
Platão (Íon, Fedro, A república) e Plotino (Enéadas).
2. O funcionário primevo
Bloomfield & Dunn, "The Poetic Function" e "The Primal Situation", 1989.
3. O "eu" moldável: Renascimento
Th. Greene, "The Flexibility of the Self in Renaissance Literature", 1968.
4. O Gênio: um 'estranho dentro de si'
Dorothea von Mücke, "Where Nature Gives the Rule to Art", 2015.
5. O "eu" moldável: Romantismo
Wellbery, "Hermeneutics and the Origin of Humanity", 1996.
Nichols, "Silencing the (Other) Self" e "The Politics of Self-Presentation", 1998.
6. Fazedores, videntes, viajantes
Erlich, "The Maker and the Seer", 1964.
Jusdanis, "Poet", 1987.
Ángel Rama, prólogo a Poesía de Rubén Darío, 1977.
7. Jiznetvortchestvo: "vida-em-criação"
Irina Paperno, introdução a Creating Life, 1994.
Wachtel, "Ivanov: From Aesthetic Theory to Biographical Practice", 1994.
8. Poetas-críticos
Lipking, "Poet-critics", 2000.

Bibliografia:
Abrams, M. H. [1953]. O espelho e a lâmpada. Teoria romântica e tradição crítica. Trad. de Alzira Vieira Allegro. São
Paulo: Unesp, 2010.
Bloomfield, Morton W. & Charles W. Dunn [1989]. The Role of the Poet in Early Societies. Cambridge MA: Brewer.
Boym, Svetlana [1991]. Death in Quotation Marks. Cultural Myths of the Modern Poet. Cambridge MA, Londres:
Harvard UP.
Comfort, Kelly [2011]. European Aestheticism and Spanish American 'Modernismo'. Artists Protagonists and the
Philosophy of Art for Art's Sake. Nova York: Palgrave Macmillan.
Costa Lima, Luiz [2012]. A ficção e o poema. São Paulo: Companhia das Letras.
Erlich, Victor [1964]. The Double Image. Concepts of the Poet in Slavic Literatures. Baltimore MD: Johns Hopkins
Press.
Greenblatt, Stephen [1980]. Renaissance Self-Fashioning. From More to Shakespeare. Chicago: Chicago UP, 2005.
Greene, Thomas M. [1968]. "The Flexibility of the Self in Renaissance Literature". In: Demetz, Greene & Lowry (orgs.).
The Discipline of Criticism. New Haven CT: Yale UP, pp. 241-64.

Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários


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__________ [1982]. The Light in Troy. Imitation and Discovery in Renaissance Poetry. New Haven CT: Yale UP.
Jusdanis, Gregory [1987]. The Poetics of Cavafy. Textuality, Eroticism, History. Princeton NJ: Princeton UP.
Lipking, Lawrence [1984]. The Life of the Poet. Beginning and Ending Poetic Careers. Chicago: University of Chicago
Press.
__________ [2000]. "Poet-critics". In: Litz, Menand & Rainey (orgs.). The Cambridge History of Literary Criticism, vol.
7: "Modernism and the New Criticism". Cambridge: Cambridge UP, pp. 439-67.
__________ [2012]. "Poet". In: R. Greene, S. Cushman, C. Cavanagh, J. Ramazani & P. Rouzer (orgs.). The Princeton
Encyclopedia of Poetry and Poetics. Princeton NJ: Princeton UP, pp. 1048-51.
Mücke, Dorothea von [2015]. The Practices of Enlightenment. Aesthetics, Authorship, and the Public. Nova York:
Columbia UP.
Nichols, Ashton [1998]. The Revolutionary 'I'. Wordsworth and the Politics of Self-Presentation. Nova York: St. Martin's
Press.
Paperno, Irina [1994]. "Introduction". In: I. Paperno & J. D. Grossman. Creating Life. The Aesthetic Utopia of Russian
Modernism. Stanford CA: Stanford UP, pp. 1-11.
Rama, Ángel [1977]. "Prólogo". In: R. Darío. Poesía. Caracas: Biblioteca Ayacucho, pp. ix-lii.
Ramazani, Jahan [2009]. A Transnational Poetics. Chicago: Chicago UP.
Wachtel, Michael [1994]. "Viacheslav Ivanov: From Aesthetic Theory to Biographical Practice". In: I. Paperno & J. D.
Grossman. Creating Life. The Aesthetic Utopia of Russian Modernism. Stanford CA: Stanford UP, pp. 151-66.
Wellbery, David [1996]. The Specular Moment. Goethe's Early Lyric and the Beginnings of Romanticism. Stanford:
Stanford UP.

Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários


Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
Av. Antônio Carlos, 6.627 - Campus Pampulha - 31270-901 - Belo Horizonte, MG
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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Código: LIT947 - Turma: U - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Teoria da Literatura: Tendências Críticas (Matrizes da crítica literária brasileira moderna: Luiz Costa
Lima, Roberto Schwarz e Silviano Santiago.)
Professor(es): Roberto Alexandre do Carmo Said

Ementa:
A disciplina visa a empreender um estudo comparado das obras críticas de Luiz Costa Lima, Roberto Schwarz e Silviano
Santiago - obras que cumprem papel decisivo na constituição do pensamento estético e social brasileiro, no curso dos
últimos cinquenta anos. Trata-se de identificar as tensões e as convergências teóricas e metodológicas postuladas no
trabalho desses críticos tanto no âmbito literário quanto nos debates sociais e políticos constitutivos da modernidade
cultural brasileira. A proposta seria cotejar os fundamentos que balizam o pensamento dos três pensadores e analisar os
dispositivos analíticos que eles engendram para lidar com questões e conceitos seminais para o campo de estudos
literários - tradição literária, nação, formação da literatura brasileira, o modernismo, vanguardas artísticas, dependência
cultural, contemporaneidade - mas igualmente importantes para a interpretação do Brasil moderno.

Programa:
Matrizes da critica literária brasileira: Luiz Costa Lima, Roberto Schwarz e Silviano Santiago
1. Linhagens da crítica literária brasileira: mestre, discípulos, antagonismos e clivagens.
2. Modos de ler: fundamentos estéticos e políticos
3. Exercícios críticos: leituras do cânone
4. Exercícios críticos: leituras contemporâneas

Bibliografia:
COSTA LIMA, Luiz. Dispersa demanda. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1981.
1989.
COSTA LIMA, Luiz. Mimesis e modernidade: formas das sombras. RJ: Graal, 2005.
COSTA LIMA, Luiz. Trilogia do controle. O controle do imaginário, Sociedade e discurso ficcional, O fingidor e o
censor. Rio de Janeiro: Topbooks, 2007.
COSTA LIMA, Luiz. A aguarrás do tempo. Rio de Janeiro: Rocco, 1989.
COSTA LIMA, Luiz. Pensando nos trópicos. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.
SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos tro?picos: ensaios sobre depende?ncia cultural. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
SANTIAGO, Silviano. Vale quanto pesa: ensaios sobre questo?es poli?tico-culturais. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
SANTIAGO, Silviano. Ora (direis) puxar conversa! Ensaios literários. BH: Ed. UFMG, 2006.
SANTIAGO, Silviano. Nas malhas da letra: ensaios. Rio de Janeiro: Rocco, 2002. 275 p.
SANTIAGO, Silviano. O cosmopolitismo do pobre: cri?tica litera?ria e cri?tica cultural. Belo Horizonte: UFMG, 2004.
SCHWARZ, Roberto. Que horas sa?o? Sa?o Paulo: Companhia das Letras, 1987. 184 p.
SCHWARZ, Roberto. Ao vencedor as batatas. Forma literária e processo social nos inícios do romance brasileiro. SP:
Duas Cidades/Editora 34, 2000.
SCHWARZ, Roberto. Um mestre na periferia do capitalismo. Machado de Assis. SP: Ed. 34, 2000.
SCHWARZ, Roberto. O pai de família e outros estudos. SP: Cia. das Letras, 2008.
SCHWARZ, Roberto. Sequências brasileiras. SP: Cia. das Letras, 1999.

Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários


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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Código: LIT948 - Turma: U - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Teoria da Literatura, outras Artes e Mídias (Imagens da natureza na literatura e nas artes)
Professor(es): Elisa Maria Amorim Vieira

Ementa:
O curso tem como objetivo refletir sobre as concepções de natureza presentes em obras literárias e visuais, considerando
tanto a imaginação utópica que a ela se refere quanto a noção de natureza como paisagem dilapidada ou espaço de
violência e trauma. Tendo em vista que a natureza enquanto ruína remete não só ao imaginário romântico, mas também às
ruínas ecológicas da modernidade, se discutirá como a literatura e as artes visuais expõem e problematizam o
desaparecimento e a dilapidação da paisagem natural ao mesmo tempo em que desencadeiam processos de rememoração
em torno do espaço perdido. Nesse sentido, também serão tratadas categorias relacionadas à memória - tais como arquivo,
lugar de memória, memória coletiva, individual e cultural -, assim como os conceitos de esquecimento e apagamento.
Desde uma abordagem transdisciplinar que irá conjugar os Estudos Literários e os Visuais com outras áreas do
conhecimento - em especial com a Antropologia, a Geografia e a Filosofia -, as reflexões buscarão se concentrar nas
implicações da dilapidação do meio ambiente para a literatura, as artes e o pensamento crítico no Brasil e na América
Latina.

Programa:
- Concepções de natureza: uma abordagem teórico-filosófica
- A imaginação utópica em torno da natureza
- A natureza nos relatos de viajantes: entre imaginação utópica e aproximação ao real
- A floresta como espaço violentado ou espaço de violência
- Memória e esquecimento na literatura e nas artes: conceitos
- Imagens da natureza como ruína: distopias
- Memórias e imagens da natureza perdida (reflexão teórica e trabalho de campo)

Bibliografia:
ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Trad.: Paulo Soethe.
Campinas: Ed. Unicamp, 2011. [Número de chamada: 809 A848e.Ps 2011 (LETRAS)]
BACON, Francis. Novo Organon [Instauratio Magna] São Paulo: Editora Edipro. 2014.
CASTRO, Eduardo Viveiros de. A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de antropologia. São Paulo: Ubu,
2017. [Número de chamada: 306 C355i 2002 (LETRAS)]
COLLOT, Michel. Poética e filosofia da paisagem. Organização da tradução: Ida Alves. Rio de Janeiro: Oficina Raquel,
2013.
CUNHA, Manuela Carneiro da; CESARINO, Pedro de Niemeyer (Orgs.). Políticas culturais e povos indígenas. São
Paulo: Ed. Unesp, 2016. [Número de chamada: 980.41 P769 2014 (FAFICH)]
DIDI-HUBERMAN, Georges. Remontagens do tempo sofrido: O olho da história, II. Trad. Vera Casa Nova e Márcia
Arbex. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2018. [Número de chamada: 700.1 D556r.Pa 2018 (FAFICH)]
HUYSSEN, Andreas. Culturas do passado-presente: modernismos, artes visuais, políticas da memória. Trad.: Vera
Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014. [Número de chamada: 306.47 H988c.Pr 2014 (FAFICH)]
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. Trad. Beatriz Perrone-Moisés.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010. [Número de chamada: 980.41 K83c.Pp (FAFICH)]
WEINRICH, Harald. Lete: arte e crítica do esquecimento. Trad.: Lya Luft. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
[Número de chamada: 830.9 W424l.Pl 2000 (LETRAS)]
WILSON, Edward O. Diversidade da vida. Trad.: Carlos Afonso Malferrari. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
[Número de chamada: 574.5 W747d.Pm (COLTEC)]

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Código: LIT953 - Turma: C - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Seminário de Teoria da Literatura (Literatura e Economia na Primeira Década Republicana)
Professor(es): Marcus Vinicius de Freitas

Ementa:
O Curso "Literatura e Economia na Primeira Década Republicana" visa a uma análise do lugar da economia no âmbito da
cultura e da sociedade brasileiras da década de 1890, através do modo pelo qual a literatura representou os problemas
econômicos que afetaram a sociedade naquele momento. Em especial, o curso enfocará o tema do Encilhamento, a bolha
especulativa ocorrida nos anos iniciais da República, tal como visto em várias obras de Machado de Assis - no romance,
no conto e na crônica -, além de romances de Júlia Lopes de Almeida, Valentim Magalhães, Visconde de Taunay, e ainda
no teatro de Artur Azevedo. Ao lado da literatura brasileira, o curso procurará situar a representação dos temas
econômicos em outras tradições textuais, através de obras de Goethe, Zola, Balzac e Julian Martel. Ao lado dessa
perspectiva crítica, o curso visa ainda a uma investigação de cunho teórico sobre as relações entre moeda fiduciária e
ficção. Por último, o curso abordará o lugar da economia na tradição crítica brasileira, através em especial de uma análise
crítica do objeto em Antonio Candido e Roberto Schwarz. Alguns conceitos-chave do curso são: Literatura e Economia;
Moeda e Imaginação; Bolsa de Valores, Lucro e Moralidade; Anti-capitalismo e Crítica Literária.

Programa:
1) Literatura e Economia: Introdução
WIDDIG, Bernd. "Introduction" to Culture and Inflation in Weimar Germany.
2) Moeda e Literatura
BINSWANGER, Hans C. Dinheiro e Magia.
FRANCO, Gustavo. "Uma Introdução à economia do Fausto".
SHELL, Marc. "The Golden Fleece and The Voice of The Shuttle".
SHELL, Marc. "Language and Property".
3) O Encilhamento
CARVALHO, José Murilo de. "O Rio de Janeiro e a República"
FRANCO, Gustavo. "Prefácio" a BARBOSA, Rui. O Papel e a baixa do câmbio.
AZEVEDO, Artur. O Tribofe.
4) Ética protestante e capitalismo na República
FREITAS, Marcus. "José Carlos Rodrigues, Rui Barbosa e a ética protestante".
5) A Economia na Tradição Literária I
ZOLA, Émile. O Dinheiro.
GOUX, Jean-Joseph. 'Um coup de bourse jamais n'abolira..."
BALZAC, Honoré de. A Casa Nucigen.
MORTIMER, Armine Kotin. La Maison Nucingen, a financial narrative.
6) A Economia na Tradição Literária II
MARTEL, Julián. La Bolsa.
7) Taunay e o Encilhamento: antissemitismo e anticapitalismo
TAUNAY, Visconde de. O Encilhamento.
FREITAS, Marcus. "O Panamá é aqui".
8) Economia na crônica de Machado de Assis
FRANCO, Gustavo. A economia em Machado de Assis:
GLEDSON, John. Por um novo Machado de Assis.
9) Economia no conto de Machado de Assis
ASSIS, Machado de. "O Empréstimo"; "Anedota Pecuniária"; "Jogo do Bicho"; "A Carteira".
10) A economia no romance de Machado de Assis: Esaú e Jacó
ASSIS, Machado. Esaú e Jacó.
FAORO, Raymundo. "O Homem se mostra nas carruagens".
FAORO, Raymundo. "Uma camada social que se apaga".
FREITAS, Marcus. "O estado como Eldorado".
11) Economia e moralidade em Júlia Lopes de Almeida
ALMEIDA, Júlia Lopes de. A Falência.

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12) Especulação, jogo e moralidade em Valentim Magalhães


MAGALHÃES, Valentim. Flor de Sangue.
13) Economia e Crítica Literária I: Antonio Candido e a propriedade como roubo
14) Economia e Crítica Literária II: Roberto Schwarz e a Teoria da Dependência
15) Conclusão

Bibliografia:
ABREU, Alzira Alves de (Coordenadora). Dicionário da Elite Política Republicana (1889-1930). Rio de Janeiro:
CPDOC/FGV, 2015. http://cpdoc.fgv.br/dicionario-primeira-republica
ABREU, Marcelo de Paiva (org.). A ordem do Progresso. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.
ALMEIDA, Júlia Lopes de. A falência. 2 ed. São Paulo; HUCITEC, 1978.
ALMEIDA, Júlia Lopes de. A viúva Simões. 2 ed. Florianópolis; Editora Mulheres, 1999.
ARENDT, Hannah. As origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
ASSIS, Machado de. Correspondência de _______, Tomo II, 1870-1889, e III, 1890-1900. Coordenação e Orientação de
Sérgio Paulo Rouanet; reunida, organizada e comentada por Irene Moutinho e Sílvia Eleutério. Rio de Janeiro: ABL,
2009.
ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó (Obras Completas, vol. 8). Rio de Janeiro: Livro do Mês, 1962.
ASSIS, Machado de. Anedota Pecuniária. In: Histórias sem data (Obras Completas, vol. 13). Rio de Janeiro: Livro do
Mês, 1962, p. 181-198.
ASSIS, Machado de. O empréstimo. In: Papéis avulsos (Obras Completas, vol. 12). Rio de Janeiro: Livro do Mês, 1962,
p. 225-238.
ASSIS, Machado de. Jogo do Bicho. In: Relíquias de Casa Velha (Obras Completas, vol. 16). Rio de Janeiro: Livro do
Mês, 1962, p. 169-183.
ASSIS, Machado de. A Carteira. In: Contos Fluminenses (Obras Completas, vol. 21). Rio de Janeiro: Livro do Mês,
1962, p. 355-361.
AZEVEDO, Artur. O Tribofe. Rio de Janeiro, 1891. Disponível em:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=7423
BALZAC, Honoré de. A Casa Nucigen (A Comédia Humana, volume VIII) Trad. Paulo Rónai. Porto Alegre: Globo,
1954.
BARBOSA, Rui. "Discurso pronunciado pelo Sr. Dr. Ruy Barbosa, no banquete que, a 30 de novembro de 1895, lhe foi
oferecido pelo Diretor do Jornal do Comércio". In: _______. Obras Completas. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e
Saúde, 1952, vol. XXII, 1895, tomo I, p. 165-187. Originalmente publicado como opúsculo pela Tipografia do Jornal do
Comércio, 1895.
BARBOSA, Rui. O papel e a baixa do câmbio. Organização, Prefácio e Notas de Gustavo H. B. Franco. Rio de Janeiro:
Reler, 2007.
BERRIEL, Carlos Eduardo Ornelas. "Vida literária no período Prudente de Moraes (1894-1898): Eduardo Prado,
pensamento oligárquico e restauração monárquica", in Fernando Teixeira da Silva et alli. República, Liberalismo,
Cidadania. Piracicaba, UNIMEP, 2003, pp. 83-105.
BINSWANGER, Hans Christoph. Dinheiro e magia. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Prefácio e posfácio de Gustavo
H. B. Franco. Rio de Janeiro; Zahar, 2011.
BOEHRER, George. José Carlos Rodrigues and O Novo Mundo, 1870-1879. Journal of Interamerican Studies, IX(1),
1967, p. 128-144.
BOUVIER, Jean. Les Rothschilds. Bruxelles: Editions Complexe, 1983.
CALÓGERAS, João Pandiá. A política monetária no Brasil. Trad. Thomaz Newlands Neto. Rio de Janeiro: Companhia
Editora Nacional, 1960.
CAMPOS, Augusto de e CAMPOS, Haroldo de. ReVisão de Sousândrade. 2 ed. Rio de Janeiro; Nova Fronteira, 1982.
CANDIDO, Antonio. "De cortiço a cortiço". In: O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1993, p. 123-132.
CARVALHO, José Murilo de. "O Rio de Janeiro e a República". In: Os bestializados. 3 ed. São Paulo: Companhia das
Letras, 1997.
CORDEIRO, Joaquim António da Silva. A crise em seus aspectos morais. 2 ed. Estudo introdutório, organização e notas
de Sérgio Campos Matos. Lisboa: Centro Histórico da Universidade de Lisboa - Editora Cosmos, 1999 (primeira edição
1896).

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

DANTAS, Francisco Clementino San Tiago. "Rui Barbosa e a renovação da sociedade". In: MAGALHÃES, Rejane de
Almeida e SENNA, Marta de (org.). Rui Barbosa em Perspectiva. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2007,
p. 201-2014.
DUMONT, Edouard. "Une Entreprise au XIXe Siècle". In: La Dernière Bataille. Paris: E. Dentu, 1890.
FAORO, Raymundo. "A modernização nacional". In: Existe um pensamento político brasileiro? São Paulo, Ática, 1994.
FAORO, Raymundo. Machado de Assis: a pirâmide e o trapézio. 4 ed. São Paulo: Globo, 2001, cap. I.5: "O Homem se
mostra nas carruagens", p. 53-68; cap. IV.1: "Uma camada social que se apaga", p. 383-390.
FAORO, Raymundo. Os donos do poder. 3 ed. São Paulo: Globo, 2001.
FERGUSON, Niall. The House of Rothschild: The World's Banker, 1849-1999. New York: Viking Penguin, 1999.
FILOMENO, Felipe Amin. A crise Baring e a crise do Encilhamento nos quadros da economia-mundo capitalista.
Economia e sociedade. Campinas, 19(1), abril de 2010. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-
06182010000100006
FRANCO, Gustavo H. B. "Prefácio" a BARBOSA, Rui. O papel e a baixa do câmbio. Organização, Prefácio e Notas de
_______. Rio de Janeiro: Reler, 2007, p. 9-33.
FRANCO, Gustavo. H. B. (Organização, Introdução e Comentários). A Economia em Machado de Assis: o olhar oblíquo
do acionista. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
FRANCO. "Uma Introdução à Economia do Fausto de Goethe". In: BINSWANGER, Hans Christoph. Dinheiro e magia.
Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Prefácio e posfácio de Gustavo H. B. Franco. Rio de Janeiro; Zahar, 2011, p. 9-50.
FRANCO, Gustavo. A primeira década republicana. In: ABREU, Marcelo de Paiva (org.). A ordem do Progresso. 2 ed.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2014, p. 29-44.
FREITAS, Marcus Vinicius de. Contradições da Modernidade: o jornal Aurora Brasileira, 1873-1875. Campinas,
UNICAMP, 2011.
FREITAS, Marcus Vinicius de. "José Carlos Rodrigues, Rui Barbosa e a ética protestante". Inédito.
FREITAS, Marcus Vinicius de. "O Panamá é aqui". Inédito.
FREITAS, Marcus Vinicius de. "O estado como Eldorado". Inédito.
FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. 34 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. Cap. 29: "A
decentralização republicana e a formação de novos grupos de pressão", p. 242-248.
Gazeta de Notícias. Disponível em http://bndigital.bn.br/acervo-digital/gazeta-noticias/103730.
GLEDSON, John. Por um novo Machado de Assis: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
GONÇALVES, João Felipe. Rui Barbosa: pondo as ideias no lugar. Rio de Janeiro; Fundação Getúlio Vargas, 2000.
GOUX, Jean-Joseph. 'Um coup de bourse jamais n'abolira..." In: Frivolité de La Valeur: essais sur l'imaginaire du
capitalisme. Paris: Blusson, s/d.
LAINS, Pedro. "A crise financeira de 1891 em seus aspectos políticos". In: MATOS, Sérgio Campos (org.). Crises em
Portugal nos séculos XIX e XX. Centro de História da Universidade de Lisboa, 2002, p. 57-79.
LAMOUNIER, Bolívar. Rui Barbosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
LENS, Maria Heloísa. Crescimento econômico e crise na Argentina de 1870 a 1930: a belle époque. Porto Alegre:
Editora da UFRGS, 2004.
LEVY, Maria Bárbara. História da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: IBMEC, 1977.
LIMA, Luiz Costa. "O campo visual de uma experiência antecipadora". In: CAMPOS, Augusto de e CAMPOS, Haroldo
de. ReVisão de Sousândrade. 2 ed. Rio de Janeiro; Nova Fronteira, 1982, p. 395-434.
LOUZADA, Wilson (org.) Correspondência passiva de José Carlos Rodrigues. Rio de Janeiro: Anais da Biblioteca
Nacional, v. 90, 1970.
MAGALHÃES, Rejane de Almeida e SENNA, Marta de (org.). Rui Barbosa em Perspectiva. Rio de Janeiro: Fundação
Casa de Rui Barbosa, 2007.
MAGALHÃES, Valentim. Flor de Sangue. 2 ed. São Paulo: Editora Três, 1974.
MARTEL, Julián. La bolsa. Buenos Aires, 1890. Disponível na Biblioteca Virtual Universal:
http://biblioteca.org.ar/libros/70710.pdf
MISES, Ludwig von. A mentalidade anticapitalista. Trad. Carlos dos Santos Abreu. Instituto Liberal, 2013.
MOOG, Vianna. Bandeirantes e pioneiros. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.
MORTIMER, Armine Kotin. "La Maison Nucingen, a financial narrative". In: For Love or for Money; Balzac's
Rethorical Realism. Columbus (OH): Ohio State University Press, 2011, p. 94-108.
QUENTAL, Antero de. Causas da decadência dos povos peninsulares. 7a ed. Lisboa: Ulmeiro, 1996.

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REFFAIT, Christophe. La Bourse dans le Roman du Second 19e Siècle -Discours Romanesque et Imaginaire Social de la
Speculation. Paris: Honoré Champion, 2008.
RODRIGUES, José Carlos. The Panama Canal: its History, its Politcal Aspects, and its Financial Difficulties. London:
Sampson Low, Marston, Searle and Rivington, 1885.
SANTOS, Vitor Cei. A voluptuosidade do nada: niilismo e galhofa em Machado de Assis. São Paulo: Annablume, 2016.
SCHULZ, John. A crise financeira da Abolição. São Paulo, EDUSP, 1996.
SCHWARZ, Roberto. Um mestre na periferia do capitalismo. 4 ed. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2000.
SHELL, Marc. Money, Language, and Thought. UC Berkeley, 1982, cap. 4: "Language and Property", p. 84-130.
SHELL, Marc. The Economy of Literature. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1978, cap. 3: "The Golden Fleece
and The Voice of The Shuttle", p. 89-112.
SILVA, Hélio. Nasce a República:1888-1894. São Paulo: Três, 1975.
SILVA, Sérgio S. e SZMERECSÁNYI, Tamás (orgs.). História econômica da Primeira República. São Paulo:
HUCITEC/ABPHE/EDUSP, 1996.
TAUNAY, Visconde de. O Encilhamento. 4 ed. São Paulo: Melhoramentos, s/d.
VERNON, JOHN. Money and Fiction. Cornell University Press, 1985.
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. Trad. José Marcos M. de Macedo. São Paulo: Companhia
das Letras, 2004.
WIDDIG, Bernd. Culture and Inflation in Weimar Germany. Berkeley: University of California Press, 2001.
"Introduction", p. 3-32.
WOODMANSEE, Martha & OSTEEN, Mark (Editors). The New Economic Criticism. Routledge, 1999.
ZOLA, Émile. O dinheiro. Lisboa: Guimarães & Cia., 1911.

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Disciplina: Seminário de Teoria da Literatura (Cenas da escrita, cenas da leitura)
Professor(es): Myriam Corrêa de Araújo Ávila

Ementa:
O curso pretende examinar os conceitos de "cena da escrita" (Derrida) e "cena de leitura" (Molloy), passando pela história
da escrita e da leitura. Na segunda parte do curso, procuraremos delimitar a especificidade dessas cenas na literatura
brasileira. A hipótese é que teríamos em nosso país uma concepção própria de literatura como "livro por vir", expressão
de um desejo de autofundação. Essa concepção coincidirá de maneira instigante com a questão filosófica que a escrita
coloca a uma metafísica da presença que o objeto livro e outros "objetos falantes" procuram, ao modo de simulacros,
preservar.

Programa:
" Conceitos de escrita e leitura.
" Delimitação, por analogia e contraste ao conceito de "cena de leitura" de Sylvia Molloy, em que consistiria uma
"cena da escrita" em textos autobiográficos de autores brasileiros ativos nas primeiras seis décadas do século XX.
" Uso discursivo dos "objetos biográficos" (Morin) do escritor na construção de uma imagem para o público.
" Construção e montagem espacial dos acervos de escritores brasileiros do período proposto, como se compõe uma
"cena da escrita".

Bibliografia:
ÁVILA, Myriam. A cena da leitura nas memórias de infância. Revista do Centro de
Estudos Portugueses. v.26, n.35 (2006). p.29-37.
BLANCHOT, Maurice. O espaço literário. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco,
1987.
BONNET, Jean-Claude. Le fantasme de l'écrivain. Poetique, n. 63, 1985. (Le
biographique). p.259-278.
BOURDIEU, Pierre. As regras da arte. Trad. Maria Lucia Machado.São Paulo: Companhia
das Letras, 1996.
BROCA, Brito. A vida literária no Brasil: 1900. Rio de Janeiro: José Olympio, 1960.
CAVALLO, G. e CHARTIER, R. (orgs.). História da leitura no mundo ocidental. São
Paulo: Ática, 1998.
CHARTIER, Roger. O homem de letras. In: VOVELLE, Michel. O homem do iluminismo.
Lisboa: Presença, 1997.
CHIODETTO, Eder. O lugar do escritor. São Paulo: Cosac & Naify. 2003.
DEBAENE, Vincent; JEANNELLE, Jean-Louis; MACE, M. e MURAT, Michel (orgs).
L'histoire littéraire des écrivains. Paris: PUPS, 2013.
DERRIDA, Jacques. A escritura e a diferença. Trad. M. B. M. Nizza da Silva. São Paulo:
Perspectiva, 2002.
________________. Mal de arquivo: uma impressão freudiana. Trad. Claudia de Moraes
Rego. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001.
DIDI-HUBERMAN, Georges. O que vemos, o que nos olha. Trad. Paulo Neves. Rio de
Janeiro: Ed. 34, 2010.
FRIEIRO, Eduardo. O club dos graphomanos. Belo Horizonte: Pindorama (Imprensa Oficial), 1927.
_____________. A ilusão literária. Belo Horizonte: Paulo Bluhm, 1941.
_____________. Encontros com escritores. Belo Horizonte: Itatiaia, 1983.
_____________. Novo diário. Belo Horizonte: Itatiaia, 1986.
GOMES, Angela de Castro. Nas malhas do feitiço: o historiador e os encantos dos
arquivos privados. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v.11, n.21, 1998, p.121-127.
GREGORI, Ilina. La biographie à l'épreuve: paidoyer pour l'experimentarion. In:
Dacoromania Litteraria. Vol.I, 2014, n.1.
HAY, Louis. A literatura dos escritores: questões de crítica genética. Trad. Cleonice Paes

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

B. Mourão. Belo Horizonte : Ed. UFMG, 2007.


HEINICH, Nathalie. Être ecrivain. Création et identité. Paris, Éditions La Découverte,
2000.
LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. Trad. Carlos
Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1994.
LIMA, Rachel Esteves. A máquina da memória em movimento. In: SOUZA, E.M.;
LAGUARDIA, A. e MARTINS, A.B.(orgs). Figurações do íntimo. Belo Horizonte:
Autêntica, 2013. p.31-44.
LYSARDO-DIAS, Dylia. A morte da máquina de escrever. In: SOUZA, E.M. et al. Corpo,
arte e tecnologia. Belo Horizonte: Ed.UFMG, 2015.
MAIAKOVSKI, Vladimir. Poética. Como fazer versos. Trad. A. Landeira e M. M.
Ferreira. São Paulo: Global, 1991.
MOLLOY, Sylvia. Vale o escrito - a escrita autobiográfica na América hispânica. Trad.
Antonio Carlos Santos. Belo Horizonte : Ed. UFMG, 2004.
MORIN, Violette. L'objet biographique. Communications, Paris, n.13. p.131-139. (1969).
PAMUK, Orhan. A maleta do meu pai. Trad. Sérgio Flaksman. São Paulo: Companhia das
Letras, 2007.
ROUDINESCO, Elisabeth. A análise e o arquivo. Trad. André Telles. Rio de Janeiro:
Zahar, 2006.
SÁ, Sérgio de. A reinvenção do escritor: literatura e mass media. Belo Horizonte: Ed.
UFMG, 2010.
SÁBATO, Ernesto. O escritor e seus fantasmas. Trad. Pedro Maia Soares. São Paulo:
Companhia das Letras, 2003.
SANCHES NETO, Miguel. Autobiografia material. In: MIRANDA, W.M. e SOUZA,
E.M.(orgs.). Crítica e coleção. Belo Horizonte: Ed.UFMG, p.64-75.
SANTIAGO, Silviano. A república das letras. De Gonçalves Dias a Ana Cristina César:
Cartas de escritores brasileiros, 1865-1995. Rio de Janeiro: XI Bienal Internacional do
Livro, 2003.
SMITH, Patty. M train. Londres/New York: Bloomsbury, 2015.
SOUZA, Eneida Maria de. Crítica cult. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.
SUSSEKIND, Flora. Cinematógrafo de letras. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
SVENBRO, Jesper. A invenção da leitura silenciosa. Trad. G. M. Machado. In: CAVALLO, G. e CHARTIER, R.
(orgs.). História da leitura no mundo ocidental. São
Paulo: Ática, 1998. p.41-70.

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Código: LIT953 - Turma: B - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Seminário de Teoria da Literatura (Biografia e Crítica Biográfica)
Professor(es): Marcelino Rodrigues da Silva

Ementa:
Os objetivos da disciplina são estudar a biografia e as diferentes modalidades de escrita biográfica (obituário, biografia
intelectual, biografema, autobiografia, autoficção, ficção biográfica etc), buscando compreender suas características e seu
funcionamento discursivo, e refletir sobre as relações das biografias de escritores e artistas com a crítica e a interpretação
de suas obras. Estarão em foco, desse modo, tanto as dimensões ficcional e referencial/histórica da escrita biográfica
como sua possível utilização como objeto e/ou fonte pelos estudos literários, contrapondo-se a perspectiva tradicional do
biografismo às abordagens contemporâneas da crítica biográfica.

Programa:
1. Fato e ficção na biografia;
2. Modalidades de escrita biográfica;
3. Biografia e História;
4. Biografismo;
5. A morte do autor;
6. Crítica biográfica contemporânea.

Bibliografia:
AGAMBEN, Giorgio. O autor como gesto. In: In:_______. Profanações. Trad. Selvino J. Assmann. São Paulo:
Boitempo, 2007, p. 55-63.
ARFUCH, Leonor. O espaço biográfico: dilemas da subjetividade contemporânea. Trad. Paloma Vidal. Rio de Janeiro:
EdUERJ, 2010.
BARTHES, Roland. A morte do autor. In: In:_______. O rumor da língua. Trad. Mario Laranjeira. São Paulo: Editora
Brasiliense, 1988, p. 65-70.
BOURDIEU, Pierre. A ilusão biográfica. In: AMADO, Janaína e FERREIRA, Marieta de Moraes (Coord.). Usos e
abusos da história oral. 8 ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006, p. 183-191.
COMBE, Dominique. A referência dobrada: o sujeito lírico entre a ficção e a autobiografia. Trad. Iside Mesquita e
Vagner Camilo. In: Revista USP. n. 84. Dez.-fev. 2009-2010, p. 112-128.
DE MAN, Paul. A autobiografia como des-figuração. Trad. J. Wolff. Sopro 71. Desterro, maio 2012.
DOSSE, François. O desafio biográfico: escrever uma vida. Trad. Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Editora da
USP, 2009.
FOUCAULT, Michel. O que é um autor? In:_______. Ditos e escritos III - Estética: literatura e pintura; música e cinema.
Trad. Inês Autran Dourado Barbosa. 3 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2013, p. 268-302.
ISER, Wolfgang. Atos de fingir. In:_______. O fictício e o imaginário: perspectivas de uma antropologia literária. Trad.
Johannes Kretschmer. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 1996, p. 13-37.
LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à Internet. Trad. Jovita Maria Gerheim Noronha e Maria Inês
Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.
LEVI, Giovanni. Usos da biografia. In: AMADO, Janaína e FERREIRA, Marieta de Moraes. Usos e abusos da história
oral. 8 ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.
LORIGA, Sabina. A biografia como problema. In: REVEL, Jacques (Org.). Jogos de escalas: a experiência da
microanálise. Trad. Dora Rocha. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getulio Vargas, 1998, p. 225-249.
MARQUES, Reinaldo. Arquivos literários: teorias, histórias, desafios. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015.
MONLUÇON, Anne-Marie e SALHA, Agathe. Introduction. Fictions biographiques XIXe-XXIe siècles: un jeu sérieux?
In:_______ (Orgs.). Fictions biographiques: XIXe-XXIe siècles. Toulouse: Presses Universitaires du Mirail, 2007, p. 7-
32.
NORONHA, Jovita Maria Gerheim (Org.). Ensaios sobre a autoficção. Trad. Jovita Maria Gerheim Noronha e Maria Inês
Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.
SCHNEIDER, Michel. Mortes imaginárias. Trad. Fernando Santos. São Paulo: Girafa Editora, 2005.
SOUZA, Eneida Maria de. Janelas indiscretas: ensaios de crítica biográfica. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
SCHWOB, Marcel. Vidas imaginárias. Tradução de Duda Machado. São Paulo: Editora 34, 1997.

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

WERNECK, Maria Helena. O homem encadernado: a escrita das biografias de Machado de Assis. Rio de Janeiro:
EdUERJ, 1996.
WHITE, Hayden. O texto histórico como artefato literário. In:_______. Trópicos do discurso: ensaios sobre a crítica da
cultura. Trad. Alípio Correia de Franca Neto. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1994, p. 97-116.

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Código: LIT955 - Turma: U - Nível: M/D - 15 horas - 1 Créditos


Disciplina: Seminário de Teoria da Literatura (Entre la tecla y la mano: literatura y máquina de escribir en
América Latina)
Professor(es): Rômulo Monte Alto; Juan Kristóbal Castro

Ementa:
El siguiente seminario busca pensar el nuevo régimen de escritura que generó el uso de la máquina de escribir a
comienzos del siglo XX por varios escritores latinoamericanos. Interesa saber cómo la usaron, cómo la vieron, cómo
advirtieron sus cambios e incomodidades, pensando también en la misma mano no sólo como extensión de su cuerpo,
sino como producto de una relación diferente con la labor intelectual y escrita. Se tratará de explorar, en la medida de las
posibilidades, esta presencia desde tres líneas y horizontes críticos. El primero tiene que ver con los cambios de las
relaciones con el cuerpo, especialmente en el (des)vínculo entre el ojo y la mano y el nuevo rol de los dedos bajo otra
forma de atención y régimen de visión. El segundo tiene que ver con las nuevas condiciones laborales muy propias de una
sociedad disciplinaria, influenciada por las demandas de aceleración y productividad de un capitalismo que sigue modelos
fordistas y taylorista de trabajo. Y el tercero tiene que ver con las redes de conexión técnica y discursiva que se fueron
abriendo gracias a estos productos y prácticas, tratando de historiar y reconstruir los recorridos de cada aparato que
usaron los escritores mencionados y entender así sus posicionamientos y las circunstancias desde donde trabajaron y
escribieron.

OUTRAS EXIGÊNCIAS: O seminário será ministrado em Espanhol

Programa:
El seminario se concentrará en algunas obras en específico. El corpus se detendrá en un conjunto de textos de poesía de
vanguardia. Pienso especialmente en el poema de Mário de Andrade "Machina de escrever", publicado en su libro
Losango Cáqui (1922), en los trabajos de Luis Vidales "Música de mañana" o "El cerebro" de su poemario Suenan
timbres (1926), o en Carlos Oquendo de Amat con el texto "Reclam" del libro Cinco Metros de Poemas (1927). También
incluiré otros escritos donde se menciona, e incluso se reflexiona, sobre este aparato, como el tercer Manifiesto
Estridentista de Manuel Maples Arce, "La perfecta dactilógrafa" de Alfonsina Storni o "Mi amiga la credulidad" de
Martín Luis Guzmán, sin obviar algunos trabajos de la portorriqueña Clara Lair. Me interesa a su vez contrastarlos con
algunas reflexiones en las cartas de estos escritores sobre dicho instrumento y con algunas anécdotas de sus vidas diarias
que arrojen información sobre el uso que les daban, sin obviar los manuales de instrucción que se publicaron en la época
para instrumentar y reglamentar sus formas de empleo. De igual modo trataré de reconstruir las relaciones que hubo con
esta máquina bien sea de forma directa, o bien sea a través de una secretaria a quien le dictaban o le pasaban algunos
manuscritos escritos a mano; pienso en el uso que le da Borges a través de secretarias o familiares, o en algunas
reflexiones de Macedonio Fernández o Roberto Arlt, quienes la menciona en algunas de sus obras.

Bibliografia:
Andrade, Mário de. "Machina de escrever", Losango Cáqui. Rio de JanerioNova frontera, 2013.
Vidales, Luis. Suenan timbres. Bogotá: Universidad Nacional de Colombia, 2004.
Maples Arce, Manuel. Manifiesto Estridentista
Oquendo de Amat, Carlos. 5 Metros de poemas. Lima: Minerva, 1927.
Storni, Alfonsina. "La perfecta dactilógrafa". En Diario La Nación. Buenos Aires: 9 de mayo de 1920.
Guzmán, Martín Luis. "Mi amiga la credulidad". Obras completas. México: Fondo de Cultura Económica, 1
Indirecta
Agamben, Giorgio. El uso de los cuerpos. Buenos Aires: Adriana Hidalgo, 2017.
Blanchot, Maurice. El espacio literario. Madrid: Editorial Nacional, 2002
Chartier, Roger. La mano del autor el espíritu del editor. Buenos Aires: Katz Editores, 2017.
De los Ríos, Valeria. Espectro de la luz. Santiago de Chile: Cuarto Propio, 2011.
Flusser, Vilém. The Shape of Things: A philosophy of Design. "Why Do Typewriters Go 'Click '. London: Reaktion
Books, 1999.Pp 62-66.
---.Into the Universe of Thechnical Images. "To Touch" pp23-32. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1985.
---.Does Writing have a Future? Minneapolis: University of Minnesota Press, 2011.

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Gallo, Rubén Mexican Modernity: The Avant-Garde and the Technological Revolution. Cambridge: MIT University
Press, (2012) .
Gitelman, Lisa. Scripts, Grooves, and Writing Machines. Standford University Press, 1992.
Kittler, Friedrich . Gramophone, Film, Typewriter. Standord: Stanford University Press, 1999.
---. Discourse Network 1800/1900. Stanford: Stanford University Press, 1992.
Kracauer. Siegfried. Los empleados. Barcelona: Gedisa, 2008.
Queirolo, Graciela Amalia. "Dactilógrafas y secretarias perfectas: el proceso de feminización de los empleos
administrativos (Buenos Aires, 1910-1950)", en Historia Crítica, Número 57, Bogotá, 2015. Pp.118-137.
Sennet , Richard. El artesano. Barcelona: Anagrama, 2009.
Süssekind, Flora. Cinematograph of Words: Literature, Technique, and Modernization in Brazil. Stanford: Standford
University Press,1997.
Tichi, Cecilia. Technology, literature, culture in modernist America. Chapel Hill: The University of North Carolina
Press, 1987.
Wells, Sarah. "Pounding away at the Typewriter: Authorship and Propioception", en Media laboratories: late modernist
autorship in South America. Evanston: Northwestern University Press, 2017.

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Código: LIT955 - Turma: U1 - Nível: M/D - 15 horas - 1 Créditos


Disciplina: Seminário de Teoria da Literatura (Mulheres e escritas do corpo na literatura Portuguesa
contemporânea)
Professor(es): -----

Ementa:
A partir de três vozes da literatura portuguesa contemporânea - Maria Judite de Carvalho, Maria Ondina Braga e Dulce
Maria Cardoso - propõe-se uma abordagem da mulher enquanto sujeito da escrita e de um discurso em que aborda temas
proeminentes da sua época, empreendendo simultaneamente uma busca de identidade numa sociedade patriarcal
fortemente enraizada na tradição, tocando de perto questões de género, corpo e sexualidade."

Programa:
dia 10/ 06: Maria Judite de Carvalho
dia 11/06: Maria Ondina Braga
dia 12/06: Dulce Maria Cardoso

Bibliografia:
Maria Judite de Carvalho, Tanta Gente, Mariana (1959), Mem Martins, Pub. Europa-América, 1988.
Maria Ondina Braga, Estação Morta, Lisboa, Ed. Vega, 1980.
Dulce Maria Cardoso, Os Meus Sentimentos (2005), Lisboa, Tinta da China, 2018.

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Código: LIT965 - Turma: A - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Seminário de Literaturas Clássicas e Medievais (Banhos e vestes na Odisseia (com o foco em Odisseu e
seus disfarces))
Professor(es): Teodoro Rennó Assunção

Ementa:
A partir da noção de "cena típica" (W. Arend) ou "tema" (A. Lord), será estudada - ou seja: lida em tradução (o grego
homérico apenas para o mais essencial), comentada e interpretada - a cena do banho (em conexão com a do banquete e a
cena maior de recepção de um hóspede) na Odisseia, destacando um de seus elementos: a troca de vestes, e com o foco na
personagem de Odisseu e seus disfarces, na medida em que as vestes constituem um elemento importante de identificação
social na Odisseia e que a questão do reconhecimento da identidade de Odisseu é decisiva especialmente para a segunda
metade do poema (que não chegou a ser bem estudada no último curso de Pós que dei sobre este tema que é também o do
meu atual projeto de pesquisa). Serão, assim, privilegiados os banhos de Odisseu (estruturais para este tema no conjunto
da Odisseia) e particularmente aqueles que não podem ser considerados propriamente como uma cena típica, tais como o
banho de rio no canto VI, o da lavagem dos pés no canto XIX, e o banho final no canto XXIII, que precede não um
banquete, mas sim a ida para a cama com Penélope.

OUTRAS EXIGÊNCIAS: É recomendável a capacidade de leitura de comentadores em inglês e francês, e, se possível,


também do texto grego homérico.

Programa:
1. A cena típica do banho e a questão das vestes na Odisseia.
2. Os banhos de Telêmaco em Pilos (canto III) e em Esparta (canto IV).
3. O banho de Odisseu-mendigo e o seu reconhecimento por Helena em Troia (canto IV).
4. O banho de Penélope no palácio de Ítaca (canto IV) e o banho de Nausícaa e as 2 servas no rio na Feácia (canto VI).
5. O banho de Odisseu sem vestes no rio na Feácia e o empréstimo destas por Nausícaa (canto VI).
6. O banho de Odisseu no palácio de Alcínoo (canto VIII) e o gosto dos Feácios pelos banhos. A menção retrospectiva
aos banhos de Odisseu por Calipso (e o banho deste no canto V).
7. O banho (retrospectivo) de Odisseu e de seus companheiros por Circe (canto X).
8. O banho de Telêmaco e Teoclímeno no palácio de Ítaca (canto XVII).
9. A lavagem dos pés de Odisseu-mendigo e o seu reconhecimento por Euricleia (canto XIX)
10. O banho de Telêmaco, Eumeu e Filécio após a matança dos pretendentes e o banho final de Odisseu antes do
reconhecimento por Penélope e a ida com ela para a cama (canto XXIII).
12. O banho de Laertes antes do confronto com os parentes dos pretendentes mortos (canto XXIV).

Bibliografia:
Texto grego
HOMERI Odyssea, Van Thiel, H. (ed.). Hildesheim: Olms, 1991.
HOMERI Opera tomi III et IV, Allen, T. W. (ed.). Oxford: Oxford University Press, 1987, 15th and 14th impression
(First edition: 1908).

Traduções para o português


HOMERO. Odisseia (trad. Carlos Alberto Nunes). Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.
HOMERO. Odisseia (trad. Frederico Lourenço). Lisboa: Cotovia, 2003.
HOMERO. Odisseia (trad. Christian Werner). São Paulo: Cosac & Naify, 2014.

Comentários textuais
DE JONG, Irene. A Narratological Commentary on the Odyssey. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.
HEUBECK, A., WEST, S. and HAINSWORTH, J. A Commentary on Homer's Odyssey I-VIII. Oxford: Oxford
University Press, 1988.
HEUBECK, A. and HAINSWORTH, J. A Commentary on Homer's Odyssey IX-XVI. Oxford: Oxford University Press,
1989.

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

FERNANDEZ-GALIANO, M., HEUBECK, A. and RUSSO, J. A Commentary on Homer's Odyssey XVII-XXIV.


Oxford: Oxford University Press, 1992.
STANFORD, W. B. "Commentary" in The Odyssey of Homer. London: Macmillan, 1988 (First edition: 1948).

Artigos e capítulos de livros


AREND, Walter. "10. Bad" in Die typischen Scenen bei Homer. Berlin: Weidmann, 1933, p. 124-126.
AUSTIN, Norman. Archery at the Dark of the Moon: Poetic Problems in Homer's Odyssey. Berkeley and Los Angeles:
University of California Press, 1975.
BLOCK, Elizabeth. "Clothing Makes the Man: A Pattern in the Odyssey", Transactions of the American Philological
Association vol. 115, 1985, p. 1-11.
DÉLÉBECQUE, Édouard. Construction de l'Odyssée. Paris: Les Belles Lettres, 1980.
DICKIE, Matthew. "Phaecian Athletes", Papers of the Liverpool Latin Seminar, Fourth Volume, 1983, p. 237-276.
DOUGLAS, Mary. Purity and danger - An analysis of the concepts of pollution and taboo. London: Routledge, 1966.
DUÉ, Casey and EBBOT, Mary. Iliad 10 and the Poetics of Ambush. Cambridge Mass.: Center for Hellenic Studies/
Harvard University Press, 2010.
FOLEY, John Miles. "The Bath" in "7. Thematic Structure in the Odyssey" in Traditional Oral Epic. Berkeley: University
of California Press, 1990, p. 240-271, p. 248-257.
GINOUVÈS, René. Balaneutiké - Recherches sur le bain dans l'Antiquité grecque. Paris: Éditions E. de Boccard, 1962.
GUTGLUECK, John. "A detestable encounter in Odyssey VI", The Classical Journal, vol. 83, nº 2 (1988), p. 97-102.
GRETHLEIN, Jonas. "The Poetics of Bath in the Iliad", Harvard Studies in Classical Philology, vol. 103 (2007), p. 25-
49.
HAFT, Adele. "Odysseus, Idomeneus and Meriones: The Cretan Lies of Odyssey 13-19", The Classical Journal, vol. 79,
n. 4, 1984 (Apr. - May), p. 289-306.
JEANMAIRE, Henri. Compte-rendu de Le pur et l'impur dans la pensée et la sensibilité des Grecs jusqu'à la fin du
quatrième siècle avant J.-C. de Louis Moulinier, Revue de l'histoire des religions 145, 1954, p. 99-104.
JONES, P. V. "Odyssey 6, 209-223: The instructions to bathe", Mnemosyne vol. 52, 1989, p. 349-364.
LEVANIOUK, Olga. Eve of the Festival: Making Myth in Odyssey 19. Washington: Center for Hellenic Studies, 2011.
LLEWELLYN-JONES, Lloyd (ed.). Women's Dress in the Ancient Greek World. London: Duckworth, 2002.
LORD, Albert. "4. The Theme" in The Singer of Tales. Cambridge, Mass.: Harvard University Press, 2000 (1ª edição:
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LOUDEN, Bruce. The Odyssey: Structure, Narration and Meaning. Baltimore: The Johns Hopkins University Press,
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LUCORE, Sandra K. and TRÜMPER, Monika (eds.). Greek Baths and Bathing Culture. Leuven: Peeters, 2013.
MURNAGHAN, Sheila. Disguise and Recognition in the Odyssey. Princeton: Princeton University Press, 1987.
OLSON, S. Douglas. Blood & Iron: Stories & Storytelling in Homer's Odyssey. Leiden: Brill, 1995.
REECE, Steve. The Stranger's Welcome : Oral Theory and the Aesthetics of the Homeric Hospitality Scene. Ann Arbor:
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"The Homeric asáminthos: stirring the waters of the Mycenaean bath", Mnemosyne vol. 55, 2002, p.
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RUDHARDT, Jean. " Chapitre II, 2ème partie : Les purifications " in Notions fondamentales de la pensée religieuse et
actes constitutifs du culte dans la Grèce Classique. Paris: Picard, 1992, p. 163-175.
SEGAL, Charles P. "The Bath" in "Transition and Ritual in Odysseus' Return" in Singers, Heroes and Gods in the
Odyssey. Ithaca, New York: Cornell University Press, 1994, p. 65-84, p. 72-76.
SHAPIRO, H. A. "Coming of age in Phaiakia: the meeting of Odysseus and Nausikaa" in COHEN, Beth (org.). The
distaff side - Representing the female in Homer's Odyssey. Oxford: Oxford University Press, 1995, p. 155-164.
SUTTON JR., Robert F. "Female bathers and the emergence of the female nude in the Greek art" in COSSO, Cynthia;
SCOTT, Anne (org.). The Nature and Function of Water, Baths, Bathing, and Hygiene from Antiquity through the
Renaissance. Leiden: Brill, 2009, p. 61-86.
VERNANT, Jean-Pierre. "Le pur et l'impur" in Mythe et société en Grèce ancienne. Paris: François Maspero, 1974, p.
121-140.

Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários


Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
Av. Antônio Carlos, 6.627 - Campus Pampulha - 31270-901 - Belo Horizonte, MG
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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Código: LIT965 - Turma: C - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Seminário de Literaturas Clássicas e Medievais (O Homo Viator: peregrinações e relatos de milagres
medievais.)
Professor(es): Viviane Cunha

Ementa:
Serão estudados textos literários ibéricos, dos séculos XII e XIII, com ênfase na figura do peregrino enquanto actante dos
relatos de milagres e sua posição no contexto histórico e social, a partir de uma abordagem comparativa e intertextual.

Programa:
1. Viagens e deslocamentos:
1.1.A peregrinação na Baixa Idade Média

2. Hagiografias e peregrinações
2.1. O Codex Calixtinus,
2.2. A legenda áurea

3. A figura do peregrino nos relatos de milagres marianos dos séculos XII e XIII
3.1. As Cantigas de Santa Maria - Afonso X
3.2.Milagros de Nuestra Señora - Gonzalo de Berceo

4. A peregrinação nas artes visuais


4.1. O tema da peregrinação no Cinema

Bibliografia:
AFONSO X. Cantigas de Santa Maria. Ed. de W. Mettmann. Coimbra: Acta Universitatis Conimbrigensis, 1959-1972, 4
tomos.
AUERBACH, Eric. Introdução aos estudos literários. São Paulo: Cultrix, 1974.
BIAGGINI, Olivier. "Todos somos romeos que camino pasamos" homo viator dans le mester de clerecia", CEHM, n° 30,
2007, p. 25-54.
BREA, Mercedes, "Milagros prodigiosos y hechos maravillosos en las Cantigas de Santa Maria", Revista de Literatura
Medieval, V, 1993, p. 47-61.
BREA, Mercedes, "Tradiciones que confluyen en las Cantigas de Santa Maria", Alcanate, IV [2004 - 2005], p. 269-289.
BREA, Mercedes, "Demonios travestidos de santos: el caso del peregrino engañado por Satanás", In: De lo humano y lo
divino en la literatura medieval: santos, ángeles y demonios/Juan Paredes (Ed.). Granada: Editorial Universidad de
Granada, 2012, p. 109-122.
DIAZ y DIAZ, M. C. "Las peregrinaciones y la peregrinación a Santiago de Compostela", Actas V Congreso de
Arqueologia Medieval Española. Junta de Castilla y León, 2000, p. 417- 422.
DIAZ y DIAZ, M. C. "Las tres grandes peregrinaciones vistas desde Santiago", In: Santiago, Roma, Jerusalén. Actas del
III Congreso Internacional de Estudios Jacobeos. Edición de Paolo Caucci Von Saucken. Santiago de Compostela: Xunta
de Galicia.
DIAZ y DIAZ, M. C. " Interprétations du pèlerinage jacobéen ", In : Les traces du pèlerinage à Saint-Jacques-de-
Compostelle dans la culture européenne. Colloque organisé par le centre italien d'études compostellanes et par l'université
de Tuscia, Viterbe en collaboration avec le Conseil d'Europe, Viterbe (Italie) 28/09 - 01/10/1989. Patrimoine Culturel, n°
20, p. 3-7 ; Les Editions du Conseil de l'Europe, 1992, 151 pages.
DIAZ y DIAZ, M. C. "Caminos y Caminantes a Compostela - Una evocación", Actas Congreso sobre O CAMIÑO
XACOBEO EM OURENSE. Ourense, 29/09 a 02/10/1993. Xunta de Galicia, 1995, p. 145-163.
DIAZ y DIAZ, M. C. De Santiago y de los Caminos de Santiago. Colección de inéditos y dispersos reunida y preparada
por Manuela Domínguez García. Santiago de Compostela: Xunta de Galicia, 1997.
FIDALGO, Elvira. "Peregrinos en las Cantigas de Santa Maria", Identidad europea e intercambios culturales en el
Camino de Santiago (Siglos XI-XV). Edición a cargo de Santiago López Martinez-Morás, Marina Meléndez Cabo,
Gerardo Pérez Barcala. Santiago de Compostela: Universidade de Santiago de Compostela, 2013, p. 207-223.

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FRANCO JÚNIOR, Hilário. Peregrinos, monges e guerreiros. Feudo, clericalismo e religiosidade em Castela medieval.
São Paulo: HUCITEC, 1989.
GARCIA de CORTÁZAR, J. Ángel."El hombre medieval como "Homo viator": Peregrinos y Viajeros", IV Semana de
Estudios Medievales, Logroño, 1993.
LEÃO, Ângela Vaz. Cantigas de Santa Maria de Afonso X, o Sábio: aspectos culturais e literários. São Paulo: Belo
Horizonte: Veredas e Cenários, 2007.
RUCQUOI, Adeline. "O Caminho de Santiago: a criação de um itinerário", Signum, 9, 2007, p. 95-120.
RUCQUOI, Adeline. "Santiago de Compostela y Europa: Intercambios ? Identidad? ", Identidad europea e intercambios
culturales en el Camino de Santiago (Siglos XI-XV). Edición a cargo de Santiago López Martinez-Morás, Marina
Meléndez Cabo, Gerardo Pérez Barcala. Santiago de Compostela: Universidade de Santiago de Compostela, 2013, p. 27-
49.
RUIZ-NAVARRO PEREZ, Julian, "La Batalla de Clavijo. Primera Aparición de Santiago contra los moros". Biblioteca
Gonzalo de Berceo. On line.

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Código: LIT965 - Turma: B - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Seminário de Literaturas Clássicas e Medievais (Augusto e Júlio César na obra de Virgílio)
Professor(es): Matheus Trevizam

Ementa:
Estudo das imagens associadas a Júlio César e, sobretudo, a Augusto ao longo da tríade virgiliana (Bucólicas, Geórgicas e
Eneida). Para isso, serão escolhidos poemas - ou trechos - específicos para comentários, embasados na leitura direta dos
originais latinos e nas palavras dos críticos.

PRÉ-REQUISITO(S): Língua latina III.

OUTRAS EXIGÊNCIAS: habilidade de leitura em latim, inglês, francês, italiano e espanhol.

Programa:
a. introdução histórico-cultural a respeito da importância de Augusto e de Júlio César para a Roma coeva a Virgílio; b. a
representação de Augusto, César e temas afins nas Bucólicas I, V e IX; c. figurações de César e, sobretudo, Augusto ao
longo das quatro Geórgicas; d. cotejo de leituras críticas que procurem explicar o modo de inserção dessas personagens
na trama da Eneida, com desdobramentos vinculados ao sentido histórico do poderio romano.

Bibliografia:
ADLER, E. Vergil's Empire: Political Thought in the "Aeneid". Lanham: Rowman & Littlefield Publishers, 2003.
BARDON, H. Bucolique et politique. Rheinisches Museum, vol. 115, p. 1-13, 1972.
BOYLE, A. J. In Medio Caesar: Paradox and Politics in Virgil's "Georgics". Ramus, vol. 8, p. 65-86, 1979.
D'ELIA, S. Virgilio e Augusto (funzione e rilievo della figura del principe nell'Eneide). In: GIGANTE, M. (org.). Virgilio
e gli Augustei. Napoli: Giannini Editore, 1990, p. 23 53.
DOMINIK, W. J. (org.). Writing Politics In Imperial Rome. Leiden/New York: Brill, 2009.
DREW, D. L. A. Defence of the Julius Caesar-Daphnis Theory. The Classical Quarterly, vol. 16, n. 2, p. 57-64, Apr.,
1922.
FANTUZZI, M.; PAPANGHELIS, T. Brill's Companion to Greek and Roman Pastoral. Leiden/Boston: Brill, 2006.
FORMICOLA, C. Il poeta e il politico: Virgilio e il potere. Giornale Italiano di Filologia, vol. 60, issue 1-2, p. 161-80,
2008.
GALE M. Virgil on the nature of things: the "Georgics", Lucretius and the Didactic tradition. Cambridge: Cambridge
University Press, 2000.
GRIMAL, P. Virgílio, ou o segundo nascimento de Roma. Trad. I. C. Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
HARDIE, P. Virgil's "Aeneid": Cosmos and Imperium. Oxford: Clarendon Press, 1989.
HARRISON, S. J. (org.). Oxford readings in Vergil's "Aeneid". Oxford/New York: Oxford University Press, 1990.
LEE, M. O. Virgil as Orpheus: A Study of the "Georgics". Albany: State University of New York Press, 1996.
LYNE, R. O. A. M. Further voices in Vergil's "Aeneid". Oxford: Clarendon Press, 2004.
MARTINDALE, C. Descent into Hell: Reading Ambiguity, or Virgil and the Critics. Proceedings of the Virgil Society,
vol. 21, p. 111-150, 1993.
MARTINDALE C. Green Politics: The "Eclogues". In: MARTINDALE, C. (org.). The Cambridge Companion to Virgil.
Cambridge: Cambridge University Press, 1997, p. 107-124.
MORGAN, L. Patterns of redemption in Virgil's "Georgics". Cambridge: Cambridge University Press, 1999.
NAPPA, C. Reading after Actium: Vergil's "Georgics", Octavian and Rome. Ann Arbor: The University of Michigan
Press, 2005.
PARRY, A. The two voices in Virgil's "Aeneid". Arion, vol. 2, n. 4, Winter 1963.
PERKELL, C. Reading Vergils' "Aeneid": An Interpretive Guide. Norman: University of Oklahoma Press, 1999.
PÖSCHL, V. Image and symbol in the "Aeneid". Translated by Gerda Seligson. Westport: Greenwood Publishers, 1986.
POWELL, A. Roman Poetry and Propaganda in the Age of Augustus. London: Bristol Classical Press, 1997.
PUTNAM, M. Virgil's "Aeneid": interpretation and influence. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 1995.
QUINN, S. Why Vergil? A collection of interpretations. Wauconda: Bolchazy-Carducci Publishers, 2000.

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

QUINT, D. Epic and empire: politics and generic form from Virgil to Milton. Princeton: Princeton University Press,
1993.
ROSS, D. O. Virgil's "Aeneid": A Reader's Guide. Malden, MA/Oxford/Carlton: Blackwell Publishing, 2007.
ROSS, D. O. Virgil's Elements: Physics and Poetry in the "Georgics". Princeton, N.J.: Princeton University Press, 1987.
SETAIOLI, A. Le doute chez Virgile. Cuadernos de filología clásica: estudios latinos, vol. 25, n. 1, p. 27-47, 2005.
STAHL, H.-P. Poetry Underpinning Power - Vergil's "Aeneid": the Epic for Emperor Augustus. Swansea: The Classical
Press of Wales, 2016.
STAHL, H.-P. Vergil's "Aeneid": Augustan Epic and Political Context. Swansea: The Classical Press of Wales, 2016.
THOMAS, R. F. Virgil and the Augustan Reception. Cambridge: Cambridge University Press, 2004.
TREVIZAM, M. Crises e transformações nas "Geórgicas" de Virgílio. Caderno de Letras da UFF, vol. 28, n. 56, p. 235-
251, 1º. sem. de 2018.
TREVIZAM, M. Mal e violência nas "Geórgicas" de Virgílio. In: OLIVEIRA, F.; SILVA, M. F.; BARBOSA, T. V. R.
(org.). Violência e transgressão: uma trajetória da humanidade. Coimbra/São Paulo: Imprensa da Universidade de
Coimbra/Annablume, 2014, p. 189-230.
VEYNE, P. L'histoire agraire et la biographie de Virgile dans les " Bucoliques "
I et IX. In: VEYNE, P. La société romaine. Paris: Seuil, 2001, p. 216 246.
WEEDA, L. Vergil's political commentary in the "Eclogues", "Georgics" and "Aeneid". Berlin/New York: De Gruyter,
2015.
WILKINSON, L. P. The "Georgics" of Virgil: A Critical Survey. Norman:
University of Oklahoma Press, 1997.

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Código: LIT968 - Turma: U - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Teorias Críticas das Literaturas de Língua Inglesa ((Estudo das principais correntes críticas do séc. 20
e 21))
Professor(es): Luiz Fernando Ferreira Sá

Ementa:
Estudo das mais representativas teorias críticas das literaturas de língua inglesa, com ênfase nas tendências
contemporâneas.

Programa:
a) Literary criticism: definitions, history, contexts, main debates.
b) New Criticism - The Intentional Fallacy and the Affective Fallacy
c) Structuralism, Formalism, and Literary History
c) Deconstruction, Essentialism, and Identity
d) Psychoanalytic Criticism - From the Interpretation of Dreams to the Interpretation of Literature
e) Feminist criticism and Queer Studies
f) Marxism - Culture, Ideology, Agency
g) Historicism, Cultural Studies, and Literature
h) Postcolonial and Race Studies
i) Reader Response - Aesthetic Judgment, Interpretive Communities, and Resisting Readers
j) Recent and Emerging Developments - Ecocriticism, Disability Studies, Post-humanism. A Future for Critical Theory

Bibliografia:
Adams, Hazard, ed. Critical Theory since Plato. New York: Harcourt, 1992.
---, and Leroy Searle, eds. Critical Theory since 1965. Tallahassee: UP of Florida, 1986.
Culler, Jonathan. Literary Theory: A Very Short Introduction. Oxford: Oxford UP, 1997.
Eagleton, Terry. Figures of Dissent: Critical Essays on Fish, Spivak, Zizek, and Others. Verso, 2003.
Leitch, Vincent, ed. The Norton Anthology of Theory and Criticism. New York: Norton, 2001.
Lentricchia, Frank, and Thomas McLaughlin, eds. Critical Terms for Literary Study. Chicago: U of Chicago P, 1995.
Rivkin, Julie, and Michael Ryan. Literary Theory: An Anthology. Malden: Blackwell, 2001.
Selden, Raman. Practicing Theory and Reading Literature: An Introduction. Lexington: The UP of Kentucky, 1989.
Tyson, Lois. Critical Theory Today: A User-Friendly Guide. New York: Garland, 1999.
Wolfreys, Julian. Critical Keywords in Literary and Cultural Theory. New York: Palgrave Macmillan, 2004.

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Código: LIT971 - Turma: U - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: A Prosa de Ficção nas Literaturas de Língua Inglesa ( A ficção contemporânea norte-americana)
Professor(es): Thomas LaBorie Burns

Ementa:
A leitura de alguns romances americanos e contos dos últimos anos, incluindo discussões em aula e pequenos trabalhos
seminais, mid-term e trabalho final.

Programa:
Introdução / aulas semanais (normalmente uma obra cada), com leitura de papers e análise das obras; obras a serem lidas
segue na bibliografia

Bibliografia:
Chabon, Michael. The Amazing Adventures of Kavalier and Clay. NY: Picador, 2000.
Cheever, John. Selected Stories
DeLillo, Don. Mao II. NY: Penguin, 1991.
Doer, Anthony. All the Light We Cannot See. NT: Scribners, 2014.
Lawton, John. Sweet Sunday. London: Phoenix, 2003.
Robinson, Marilynne. Gilead. NY: Picador, 2004.
McCarthy, Cormac. No Country for Old Men. NY: Vintage, 2006.
O´Brien, Tim. The Things They Carried. NY: Brooklyn, 1990.
Scalzi, John.

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Código: LIT976 - Turma: B - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Literaturas Modernas, Contemporâneas e outras Artes e Mídias (Sobrevivências da imagem na escrita)
Professor(es): Márcia Maria Valle Arbex

Ementa:
A proposta do seminário é discutir os modos de sobrevivência da imagem na escrita, a partir do exame da bibliografia
teórica pertinente e da leitura de textos de ficção, em paralelo com trabalhos de artistas visuais. Revisão da noção de
imagem em sua relação com a literatura. Introdução aos conceitos de "pensamento da tela", "iconicidade da escrita",
"tipografia como língua escrita". Perspectiva histórica do paralelo das artes: do ut pictura poesis ao estudos da
intermidialidade. Estudos de casos na literatura e nas artes visuais de diálogos transartísticos ou intermidiáticos.

PRÉ-REQUISITO(S): leitura em francês e inglês

Programa:
1. Breve (revisão) da história da escrita: espaço, letra, suportes.
2. Perspectivas teóricas: do ut pictura poesis ao estudos da intermidialidade.
3. Visualidade e espacialidade na literatura: de Mallarmé e Proust a Quignard e Modiano.

Bibliografia:
ARBEX, Márcia. Alain Robbe-Grillet e a pintura: jogos especulares. B.H.: Editora UFMG, 2013.
ARBEX, Márcia (org.) Poéticas do Visível: ensaios sobre a escrita e a imagem. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da
UFMG, Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários, 2006.
BARTHES, R. O espírito da letra. O óbvio e o obtuso. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990. p.93-96.
BARTHES, Roland. Variações sobre a escrita. In: _____ Inéditos I. São Paulo: Martins Fontes, 2004, p. 174-255.
BUTOR, Michel. O livro como objeto. Repertório. Trad. e org. Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Perspectiva, 1974.
BUTOR, Michel. Les mots dans la peinture. Skira, 1969.
CASA NOVA, V., ARBEX, M., BARBOSA, M. (org.). Interartes. B.H.: Editora UFMG, 2010.
CHRISTIN, Anne-Marie. A imagem enformada pela escrita. ARBEX, Márcia (org.) Poéticas do Visível: ensaios sobre a
escrita e a imagem. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos
Literários, 2006.
CHRISTIN, Anne-Marie. Da imagem à escrita. Trad. Julio Castañon Guimarães. In SUSSEKIND, Flora, DIAS, Tania. A
historiografia literária e as técnicas de escrita. Ed. Viera e Lent/Casa Rui Barbosa : 2004.
CHARTIER, Roger. Inscrever e apagar: cultura escrita e literatura. São Paulo: Unesp, 2007.
CLÜVER, Claus. Intermidialidade. Pós: Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da
UFMG.Vol 1, n, n2, Nov 2008, p.8-23.
DINIZ, Thaïs F. N. Intermidialidade e estudos interartes: desafios da arte contemporânea. Belo Horizonte: Editora da
UFMG, 2012..
DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante do tempo. Tradução Márcia Arbex e Vera Casa Nova. Belo Horizonte: Ed. UFMG,
2015.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Atlas, ou, O gaio saber inquieto. Tradução Márcia Arbex e Vera Casa Nova. Belo
Horizonte : Editora UFMG, 2018.
LICHTENSTEIN, Jacqueline. O paralelo das artes. Pintura: Textos essenciais: o paralelo das artes. vol. 7. Editora 34,
2005.
MOSER, Walter. As relações entre as artes: por uma arqueologia da intermidialidade. ALETRIA: Revista de Estudos da
Literatura. Belo Horizonte: Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários, v.14, jul.-dez. 2006.
VOUILLOUX, Bernard. Tableaux d´auteurs : après l´Ut pictura poesis. Paris : Presses Universitaires de Vincennes, 2004.
LOUVEL, Liliane. Le tiers pictural. Pour une critique intermédiale. Presses Universitaires de Rennes, 2010. (The
Pictorial Third: An Essay Into Intermedial Criticism. CRC Press, 2018.)
CASA NOVA, Vera, VAZ, P. (org.). Estação Imagem : desafios. Belo Horizonte : Editora UFMG, 2002.
MELLO, Celina M. M. de. A Literatura Francesa e a pintura: ensaios críticos. Rio de Janeiro: 7Letras, 2004.

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Código: LIT976 - Turma: A - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Literaturas Modernas, Contemporâneas e outras Artes e Mídias (O drama brasileiro moderno e
contemporâneo: formulações estético-teóricas)
Professor(es): Elen de Medeiros

Ementa:
Investigação crítica, teórica e comparativa das formas modernas e contemporâneas do drama brasileiro, modulando
conceitos-chave fundamentais da forma dramática, de acordo com o processo histórico-teatral, a fim de reformular o
referencial teórico do drama segundo as questões marcadas pelo teatro nacional. Estudo das formas elaboradas no século
XX e século XXI a partir dos questionamentos a que se propunham os principais dramaturgos e identificação de
propostas comuns às épocas e às insurgências, compreendendo as maneiras de hibridização presentes desde a gênese do
que se entende por moderno teatro brasileiro até a contemporaneidade.

Programa:
a) Noções teóricas de drama moderno e contemporâneo;
b) O drama moderno nacional: autores, correntes, propostas;
c) O épico, o rapsódico, o lírico: fim do "belo animal";
d) Emancipação da cena: o contemporâneo e o repensar do drama;
e) Documental, performático e o retorno ao dramático: elaborações contemporâneas.

Bibliografia:
ABIRACHED, Robert. La crise du personnage dans le théâtre moderne. Paris, Gallimard, 1994.
ANDRADE, Oswald. O homem e o cavalo. São Paulo, Globo, 2001.
ANDRADE, Oswald. O rei da vela. São Paulo, Globo/Secretaria do Estado da Cultura, 1991.
BILAC, Jô. Alguém acaba de morrer lá fora. Rio de Janeiro, Cobogó, 2012.
BILAC, Jô. Conselho de classe. Rio de Janeiro, Cobogó, 2016.
BILAC, Jô. Os mamutes. Rio de Janeiro, Cobogó, 2015.
BORNHEIM, Gerd A. O sentido e a máscara. 3. ed. São Paulo, Perspectiva, 1992.
COSTA, Marta Morais da. Em cena, pequenas sombras frágeis. In: GOMES, Roberto. Teatro de Roberto Gomes. Rio de
Janeiro, INACEN, 1983.
CALDERONI, Vinícius. Ãrrã. Rio de Janeiro, Cobogó, 2017a.
CALDERONI, Vinícius. Chorume. Rio de Janeiro, Cobogó, 2017b.
CALDERONI, Vinícius. Não nem nada. Rio de Janeiro, Cobogó, 2017c.
DAL FARRA, Alexandre. Trilogia da abnegação. Belo Horizonte, Javali, 2017.
DANAN, Joseph. Entre théâtre et performance: la question du texte. Paris. Actes Sud-Papiers, 2013.
DORIA, Gustavo. Moderno teatro brasileiro. Rio de Janeiro, SNT/ MEC, 1975.
DORT, Bernard. La répresentation émancipée. Paris, Actes Sud, 1988.
EAGLETON, Terry. Doce violência: a ideia do trágico. Trad. de Alzira Vieira Allegro. São Paulo, Unesp, 2013.
MACHADO, Antônio Alcântara. Palcos em foco: crítica de espetáculos, ensaios sobre teatro, tentativas no campo da
dramaturgia. Org. Cecília de Lara. São Paulo, Edusp, 2009.
GOMES, Roberto. Teatro de Roberto Gomes. Rio de Janeiro, INACEN, 1983.
FIX, Florence et TOUDOIRE-SURLAPIERRE, Frédérique (org.) La didascalie dans le théâtre du XXè siècle : regarder
l'impossible. Dijon, Éditions Universitaires de Dijon, 2007.
GUINSBURG, Jacó et al. (coordenação). Dicionário de teatro brasileiro: temas, formas e conceitos. São Paulo,
Perspectiva/ SESC SP, 2006.
GUINSBURG, Jacó. Da cena em cena. São Paulo, Perspectiva, 2001.
LEVIN, Orna Messer. Pequena tabuada do teatro oswaldiano. Tese de doutorado, IEL/UNICAMP, 1995.
MORENO, Newton. Agreste. Cópia mimeo. s.d.
MORENO, Newton. Body Art. Cópia mimeo. s.d.
PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. 2. ed. São Paulo, Perspectiva, 2003.
PASSÔ, Grace. Amores surdos. Rio de Janeiro, Cobogó, 2012a.
PASSÔ, Grace. Mata teu pai. Rio de Janeiro, Cobogó, 2018.

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Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

PASSÔ, Grace. Por Elise. Rio de Janeiro, Cobogó, 2012b.


PEREIRA, Silvero. BR-Trans. Rio de Janeiro, Cobogó, 2016.
PRADO, Décio de Almeida. Apresentação do teatro brasileiro moderno. São Paulo, Perspectiva, 2001a.
PRADO, Décio de Almeida. História concisa do teatro brasileiro. São Paulo, Edusp, 1999.
PRADO, Décio de Almeida. O teatro brasileiro moderno. 2. ed. São Paulo, Perspectiva, 2001b.
PRADO, Décio de Almeida. Peças, pessoas, personagens. São Paulo, Companhia das Letras, 1993.
RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Trad. Alain François. Campinas, Ed. Unicamp, 2007.
RICOEUR, Paul. O si mesmo como outro. Trad. Ivone C. Benedetti. São Paulo, WMF Martins Fontes, 2014.
RODRIGUES, Nelson. Teatro completo. 4. vols. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2004.
ROSENFELD, Anatol. O mito e o herói no moderno teatro brasileiro. 2. ed. São Paulo, Perspectiva, 1996.
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WILLIAMS, Raymond. Tragédia moderna. Trad. de Betina Bischof. São Paulo, Cosac Naify, 2002.

Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários


Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
Av. Antônio Carlos, 6.627 - Campus Pampulha - 31270-901 - Belo Horizonte, MG
Telefone (31) 3409-5112 - www.poslit.letras.ufmg.br - e-mail: poslit@letras.ufmg.br
Disciplinas oferecidas no 1º semestre de 2019

Código: LIT980 - Turma: U - Nível: M/D - 60 horas - 4 Créditos


Disciplina: Poéticas da Tradução nas Literaturas Modernas e Contemporâneas (Discurso e oralidade nas obras de
Dario Fo.)
Professor(es): Anna Palma

Ementa:
Revisão bibliográfica sobre tradução de teatro a partir dos conceitos de discurso e oralidade nos estudos da tradução, e
análises de uma seleção de obras de Dario Fo com o objetivo de uma descrição de suas poéticas, na tentativa de definir as
dominantes que possam auxiliar nas traduções dos textos desse autor para outras línguas/culturas.

OUTRAS EXIGÊNCIAS: Proficiência em Língua Italiana.

Programa:
1. Leitura e análise dos textos teóricos selecionados sobre tradução literária e tradução teatral: conceitos de poética,
discurso e oralidade.
2. Leituras de uma seleção de obras de Dario Fo que ele escreveu ao longo da sua vida.
3. Análise das mesmas obras, para a definição da(s) poética(s) a partir da individuação de suas dominantes.

Bibliografia:
Archivio Dario Fo e Franca Rame: Galleria Pubblicazioni. Disponível em:
http://www.archivio.francarame.it/GalleriaPubblicazioni.aspx.
BEHAN, T. Dario Fo: Revolutionary Theatre. London - Sterling, Virgínia: Pluto Press, 2000.
BERMAN, A. A Tradução e a Letra, ou o albergue do longínquo. Tradução de: Marie-Hélène Catherine Torres; Mauri
Furlan; Andréia Guerini. Rio de Janeiro: 7Letras/PGET, 2007.
FO, D. Johan Padan a la descoverta de le Americhe. Firenze: Giunti, 1997.
_____. Le commedie di Dario Fo V: Mistero Buffo. Ci ragiono e canto. Torino: Einaudi, 1977.
_____. Lu santo Jullàre Françesco. Torino: Einaudi, 1999.
_____. Storia proibita dell'America. Milano: Guanda Editore, 2015.
_____. Teatro. A cura di Franca Rame. Torino: Einaudi, 2000.
FO, D.: MANIN, G. Dario e Dio. Milano: Guanda Editore, 2016.
HIRST, D.L. Dario Fo e Franca Rame. Houndmills, Basingstoke, Hampshire RG21 2XS and London: MACMILLAN
PUBLISHERS LTD, 1989.
MESCHONNIC, H. Poética do traduzir. Tradução de Jerusa Pires Ferreira e Suely Fenerich. São Paulo: Perspectivas,
2010.
PAVIS, P. O Teatro no Cruzamento de Culturas. São Paulo: Perspectiva, 2008.
TOROP, P. La traduzione totale. A cura di Bruno Osimo. Milano: Hoepli, 2010.

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