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Demonstre como eram tratadas as questões penais nas ordenações

Filipinas.
As questões penais nas Ordenações Filipinas eram bastante severas
destacando-se o perdimento e o confisco de bens, o desterro, o banimento, os
açoites, morte atroz (esquartejamento) e morte natural (forca). Porem eram
penas muito injustas já que a alta pirâmide social não recebia o mesmo
tratamento, que os demais nas sociedades ou seja, a lei só se aplicava aos
povos de classe social baixa, excluindo desse processo de condenações
pessoas do alto escalão os fidalgos, cavaleiros, médicos, doutores em cânones
ou leis, juízes e os vereadores, pois os mesmos não poderiam ter sua
reputação e honra atingidas. As mulheres eram as que mais sofriam pois eram
vítimas de uma sociedade que tinha uma cultura meramente machista. Quando
era relatado um crime de adultério, a mulher era sentenciada a pagar uma
pena de 2 mil réis além de serem afastadas do meio de convívio social fora dos
limites da cidade onde o crime ocorrera, se reincidissem pagariam novamente
mais 2 mil réis, além disso a acusada seria açoitada em praça pública. Uma
segunda reincidência a mulher teria degredo perpétuo para o Brasil. Se algum
clérigo fosse encontrado na companhia mulheres, eles seriam entregues para
seus superiores, mas não poderiam serem presos em hipótese alguma. É
notório que a lei aplicada recaíam somente sobre as mulheres e não com
aqueles que se relacionavam com elas.
As ordenações Filipinas foram base do direito no Brasil Colonial, alguns textos
passaram a ser revogados a partir da constituição de 1822, mesmo assim era
substituído por textos que de certa forma tinham reflexos do passado.
Estabeleça quais foram as alterações jurídicas feitas pela Constituição de
1824.
A constituição de 1824 foi a primeira em solo brasileiro, eram inspiradas em
ideias francesas e inglesas mas com influencia da Constituição portuguesa.
Conhecida como a constituição da mandioca, o partido brasileiro era
representado pela elite latifundiária e escravista, que limitava o poder imperial
antiabsolutista e discriminava os portugueses antilusitano, ela estava inserida
no contexto de pós independência do Brasil e para constituí-la correu grandes
conflitos entre as principais forças políticas da época. Por existir esse conflito
de interesses Dom Pedro I com medo de perder o poder, dissolve a
Assembleia Constituinte Brasileira assim sendo o ponto de partida de formação
da nossa constituição. O governo passou a ser uma Monarquia hereditária,
aplicando quatro poderes, executivo, legislativo, judiciário e o moderador que
era exercido pelo imperador Dom Pedro.O nome do país passou a ser Império
do Brasil; escravos, indígenas e pobres não eram considerados cidadãos
sendo assim excludentes do direito ao voto. O Estado era unitário não havia
divisão territorial de poder político, era um Estado confeccional ligado à igreja,
sendo o catolicismo a religião oficial.
Em 1830 surgiu o primeiro código criminal que segundo historiadores após a
carta de 1824 seria o segundo monumento legislativo derivados das câmeras
império. O código foi aprovado por uma comissão especial mista, composta
por deputados e senadores, tinha como objetivo a regulamentação e ordem
social. A justiça dirigia-se a sociedade como um todo, tanto os escravos quanto
a população livre. Assim o código estabeleceria as relações do conjunto da
sociedade, cuidando dos proprietários dos escravos, da classe baixa e dos
cativos. Mesmo com Código criminal sancionado em 16 de dezembro de 1830,
ainda se discutia formas polêmicas que incorporariam no código como a pena
de morte e a de galés, com intuito de assegurar a ordem social no país as
novas propostas foram incluídas no texto final, e vigorou por 60 anos, tratava
de crimes e os delitos e, consequentemente, das penas a serem aplicadas.
Era estabelecido três tipos de crimes:
• Os públicos, que se subentendia aqueles contra ordem política instituída,
o império e o imperador, dependendo da abrangência seriam chamados de
revoltas, rebeliões ou insurreições;
• Os crimes particulares, praticados contra a propriedade ou contra o
indivíduo .
• Os policiais, contra a civilidade e os bons costumes. Estes últimos
incluíam-se os vadios, os capoeiras, as sociedades secretas e a prostituição. O
crime de imprensa era também considerado policial.Em todos esses casos, o
Governo imperial poderia agir aplicando as penas que constavam no Código -
como prisão perpétua ou temporária, com ou sem trabalhos forçados,
banimento ou condenação à morte.

Identifique qual foi a alteração jurídica instituída com o advento do


Código Criminal de 1830 e do Código de Processo Criminal de 1832.
O código Penal de Primeira Instância foi promulgado pela lei de 29 de
novembro de 1832, que tratou da organização judiciária e da parte processual
complementar ao código Penal de 1830, alterando inteiramente as formas do
procedimento penal então vigentes, herdadas da codificação portuguesa. O
projeto do código de processo criminal para intervir nos juízos de primeira
instância, a primeira parte do Código de Processo Criminal tratou da nova
organização judiciária, que manteve nas províncias do Império as divisões em
distritos de paz, termos e comarcas. Os códigos Criminal do Império e do
Processo Criminal representaram juntos uma mudança em relação à
codificação portuguesa absolutista, introduzindo uma série de procedimentos e
instituições que tornaram a aplicação da justiça mais racional. No que se refere
especificamente ao Código de 1832, seu texto proporcionou muitas garantias
de defesa dos acusados com a adoção da ordem do habeas corpus, do direito
concedido ao cidadão de promover a ação penal popular, mesmo não sendo
vítima, quando os crimes fossem públicos, da instituição dos jurados e dos
cargos eletivos de juiz de paz. Cabe notar que a justiça eletiva em nível local
fortaleceu o município, mas, sendo o cargo alvo de disputas entre os grupos
políticos locais que controlavam os processos eleitorais, sua independência
ficou bastante comprometida. O Código de Processo Criminal foi considerado
um documento extremamente liberal, ampliando os direitos civis e políticos,
com a valorização do cargo de juiz de paz e a participação dos cidadãos no
Poder Judiciário por meio da instituição dos jurados. Estes últimos seriam
escolhidos entre as pessoas bem conceituadas dos quarteirões, sendo seus
nomes propostos pelos juízes de paz e nomeados pela câmara municipal. Só
podiam ser jurados os cidadãos que podiam ser eleitos (Código de Processo
Criminal (1832), arts. 23 e 24). Nos crimes mais graves, fora da jurisdição do
juiz de paz, o julgamento final cabia ao conselho de jurados, presidido pelos
juízes de direito. Posteriormente, a lei n. 261, de 3 de dezembro de 1841, que
reformou o Código do Processo, alterou o critério de participação dos cidadãos
exigindo que fossem alfabetizados. Apesar dessa restrição, na década de
1870, cerca de 80 mil pessoas haviam participado da instituição do júri.
Descreva os direitos de primeira e segunda geração.
1º geração : Surge no final do século XVIII, com ela nasce os direitos CIVIS e
POLÍTICOS, marcando passagem de um Estado Autoritário para um Estado de
Direito. Os direitos fundamentais de 1º geração, são chamados de Liberdades
negativas, que é entendida a não interferência do Estado sobre as ações do
individuo. O Estado deixa de controlar, regular a vida do indivíduo, tem
relações diretas com o direito á Liberdade.
2º geração: Tem inspiração na revolução europeia do sec. XIX, e nasce no séc.
XX com a fixação do Estado social, assim surgiram os direitos sociais, culturais
e econômicos. Os Direitos sociais de 2º geração São chamas de Liberdades
Positivas. Positivas porque gera ai Estado um dever de fazer ou agir, e tem
relação direta ao direito á igualdade.
Defina as características do liberalismo.
O liberalismo está pautado no livre mercado, não intervenção do Estado na
economia, direito a propriedade privada, a lei da oferta e da procura, livre
concorrência, Liberdade individual máxima para fazer escolhas de consumo,
através do capitalismo.
Neoliberalismo

Na política, neoliberalismo é um conjunto de ideias políticas e


econômicas capitalistas que defende a não participação do estado na
economia, onde deve haver total liberdade de comércio, para garantir
o crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país. Os
autores neoliberalistas afirmam que o estado é o principal responsável
por anomalias no funcionamento do mercado livre, porque o seu
grande tamanho e atividade constrangem os agentes econômicos
privados. O neoliberalismo defende a pouca intervenção do governo
no mercado de trabalho, a política de privatização de empresas
estatais, a livre circulação de capitais internacionais e ênfase na
globalização, a abertura da economia para a entrada de
multinacionais, a adoção de medidas contra o protecionismo
econômico, a diminuição dos impostos e tributos excessivos etc.

REFORMA POMBALINA

Durante o reinado de Dom José I, um novo ministro inspirado por


doutrinas de tendência iluminista empreendeu diversas
mudanças na administração portuguesa. Entre 1750 e 1777,
Sebastião José de Carvalho, o Marquês de Pombal, estabeleceu
uma série de reformas modernizantes com o objetivo de melhorar
a administração do Império português e aumentar as rendas
obtidas através da exploração colonial. Esse tipo de experiência
condizia com uma tendência vivida em várias monarquias
européias.
Obs: uma das alterações jurídicas ocorridas no Brasil com a
reforma pombalina foi a CRIAÇÃO DO TRIBUNIAL DA
RELAÇÃO.