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Livro Eletrônico

Aula 01

Ética no Serviço Público p/ INSS 2017/2018 (Técnico do Seguro Social)

Professor: Paulo Guimarães

04921490384 - Victória Vieira Lima e Silva


ƒTICA NO SERVI‚O PòBLICO Ð INSS
1 Teoria e Quest›es
Aula 01 Ð Prof. Paulo Guimar‹es

AULA 01
DECRETO N¼ 1.171/1994: CîDIGO DE ƒTICA
PROFISSIONAL DO SERVIDOR PòBLICO CIVIL DO
PODER EXECUTIVO FEDERAL.

Sum‡rio
Sum‡rio ................................................................................................. 1!
1 - Considera•›es Iniciais ......................................................................... 2!
2 - Decreto n. 1.171/1994: C—digo De ƒtica Profissional Do Servidor Pœblico Civil
Do Poder Executivo Federal....................................................................... 2!
3 - Quest›es ..........................................................................................15!
3.1 - Quest›es sem Coment‡rios ...........................................................15!
3.2 Ð Gabarito .....................................................................................26!
3.3 - Quest›es Comentadas ..................................................................27!
4 - Considera•›es Finais ..........................................................................51!

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AULA 01 - DECRETO N. 1.171/1994: CîDIGO


DE ƒTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR
PòBLICO CIVIL DO PODER EXECUTIVO FEDERAL.
1 - Considera•›es Iniciais
Ol‡ amigo concurseiro!
Fico feliz por saber que voc• optou por preparar-se conosco para o concurso do
INSS. A escolha do material e dos professores Ž decisiva na sua jornada rumo ˆ
aprova•‹o. Obrigado pela oportunidade de contribuir na sua busca pelo sucesso.
Hoje daremos continuidade ao nosso estudo da ƒtica, e trataremos do C—digo de
ƒtica Profissional do Servidor Pœblico Civil do Poder Executivo Federal, institu’do
por meio do Decreto n¼ 1.171, de 22 de junho de 1994.
Vamos l‡!?

2 - Decreto n. 1.171/1994: C—digo De ƒtica


Profissional Do Servidor Pœblico Civil Do Poder
Executivo Federal.

O C—digo de ƒtica foi elaborado na forma de incisos (I, II, III, etc.), e foi dividido
em cap’tulos e se•›es:

Se•‹o I - Das Regras Deontol—gicas


Se•‹o II - Dos Principais Deveres do Servidor Pœblico
CAPêTULO I
Se•‹o III - Das Veda•›es ao Servidor Pœblico

CAPêTULO II Das Comiss›es de ƒtica

A Se•‹o Regras Deontol—gicas reœne uma sŽrie de princ’pios e regras de


conduta a que est‹o sujeitos os servidores e empregados das Administra•›es
Direta e Indireta do Poder Executivo Federal.
Veremos agora os 13 (treze) incisos da Se•‹o, um por um, acrescidos dos
coment‡rios pertinentes:

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a efic‡cia e a consci•ncia dos princ’pios morais s‹o


primados maiores que devem nortear o servidor pœblico, seja no exerc’cio do cargo ou
fun•‹o, ou fora dele, j‡ que refletir‡ o exerc’cio da voca•‹o do pr—prio poder estatal. Seus

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atos, comportamentos e atitudes ser‹o direcionados para a preserva•‹o da honra e da


tradi•‹o dos servi•os pœblicos.

O inciso I deixa clara a necessidade de que seus princ’pios devem ser observadas
no exerc’cio do cargo ou fun•‹o ou fora dele. Desse modo, caso alguma
quest‹o sugira algo como Òconforme o C—digo de ƒtica, suas regras devem ser
observadas exclusivamente no exerc’cio da fun•‹o (...)Ó ela estar‡ errada.

II - O servidor pœblico n‹o poder‡ jamais desprezar o elemento Žtico de sua conduta.
Assim, n‹o ter‡ que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o
conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o
honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e ¤ 4¡, da
Constitui•‹o Federal.

Este inciso faz remiss‹o ao art. 37 da Constitui•‹o Federal de 1988, que inicia o
Cap’tulo VII Ð Da Administra•‹o Pœblica.
Vamos dar uma lida no caput e no ¤4¼ do art. 37 da CF para relembrarmos:

Art. 37. A administra•‹o pœblica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni‹o, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Munic’pios obedecer‡ aos princ’pios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e efici•ncia e, tambŽm, ao seguinte (...)
¤4¼ Os atos de improbidade administrativa importar‹o a suspens‹o dos direitos pol’ticos,
a perda da fun•‹o pœblica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao er‡rio, na
forma e grada•‹o previstas em lei, sem preju’zo da a•‹o penal cab’vel.

N‹o confunda as consequ•ncias dos atos de improbidade: os direitos pol’ticos


poder‹o ser suspensos, e a fun•‹o pœblica perdida. Para n‹o esquecer disso
recomendo que voc• lembre do caso do impeachment de um antigo Presidente
da nossa querida Repœblica Federativa do Brasil.
A pena aplicada na Žpoca, alŽm da perda do cargo de Presidente, foi a
suspens‹o dos direitos pol’ticos pelo per’odo oito anos, findos os quais o
cidad‹o candidatou-se novamente a cargos eletivos, ocupando atualmente um
assento no Senado Federal.
Quanto ˆ repercuss‹o do ato de improbidade, nada obsta que o servidor ou
empregado perca a fun•‹o por meio de procedimento na esfera administrativa,
por exemplo, e tambŽm se sujeite a a•‹o penal (por isso o par‡grafo fala Òsem
preju’zo da a•‹o penal cab’velÓ).

III - A moralidade da Administra•‹o Pœblica n‹o se limita ˆ distin•‹o entre o bem e o mal,
devendo ser acrescida da ideia de que o fim Ž sempre o bem comum. O equil’brio entre a
legalidade e a finalidade, na conduta do servidor pœblico, Ž que poder‡ consolidar a
moralidade do ato administrativo.

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Neste inciso percebemos o destaque ao princ’pio da moralidade. Novamente nos


lembraremos do art. 37 da Constitui•‹o Federal, que traz expressamente a
moralidade como um dos princ’pios da Administra•‹o Pœblica.
Ao agente pœblico n‹o basta observar apenas o princ’pio da legalidade, pois a
moralidade tambŽm Ž um requisito de validade do ato administrativo, e pode
ser traduzido no equil’brio entre a legalidade e a finalidade do ato.

IV - A remunera•‹o do servidor pœblico Ž custeada pelos tributos pagos direta ou


indiretamente por todos, atŽ por ele pr—prio, e por isso se exige, como contrapartida, que
a moralidade administrativa se integre no Direito, como elemento indissoci‡vel de sua
aplica•‹o e de sua finalidade, erigindo-se, como consequ•ncia, em fator de legalidade.

Como comentei anteriormente, a observ‰ncia da moralidade Ž um requisito de


validade do ato administrativo. Dessa maneira, o ato praticado contra a
moralidade administrativa pode ser tido como ilegal.
Considero interessante essa rela•‹o que o inciso IV faz entre a fonte
remunerat—ria do servidor pœblico e a obriga•‹o de observar a moralidade
administrativa. Ora, se todos pagam o seu sal‡rio (pagar‹o num futuro pr—ximo,
n‹o Ž mesmo?), Ž sua obriga•‹o agir de forma a beneficiar a coletividade, com
honestidade, zelo e moralidade.

V - O trabalho desenvolvido pelo servidor pœblico perante a comunidade deve ser entendido
como acrŽscimo ao seu pr—prio bem-estar, j‡ que, como cidad‹o, integrante da
sociedade, o •xito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrim™nio.

Nesse inciso podemos destacar que a atua•‹o do servidor pœblico deve estar
relacionada com o resultado de seu trabalho, pois, mesmo antes de ser servidor
pœblico, ele Ž parte da sociedade, e tambŽm ser‡ beneficiado, mesmo que
indiretamente, quando apresentar um trabalho de qualidade.
Nessa linha poder’amos tambŽm invocar o princ’pio da efici•ncia, segundo o
qual deve-se esperar o melhor resultado poss’vel na atua•‹o dos servidores
pœblicos.

VI - A fun•‹o pœblica deve ser tida como exerc’cio profissional e, portanto, se integra na
vida particular de cada servidor pœblico. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do
dia-a-dia em sua vida privada poder‹o acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida
funcional.

Nos coment‡rios ao inciso I j‡ hav’amos visto um pouco do destaque quanto ˆ


necessidade de que as regras do C—digo de ƒtica sejam observadas no exerc’cio
do cargo ou fun•‹o, ou fora dele.

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Aqui novamente o C—digo de ƒtica faz men•‹o aos fatos e atos verificados na
conduta do dia a dia da vida privada do servidor pœblico, que ser‹o considerados
para o seu conceito na vida funcional.
Engana-se quem acha que sua conduta em momentos de entretenimento e lazer
n‹o influencia em nada a vida profissional, n‹o Ž mesmo?

VII - Salvo os casos de seguran•a nacional, investiga•›es policiais ou interesse superior do


Estado e da Administra•‹o Pœblica, a serem preservados em processo previamente
declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo
constitui requisito de efic‡cia e moralidade, ensejando sua omiss‹o comprometimento
Žtico contra o bem comum, imput‡vel a quem a negar.

Neste inciso destaca-se o princ’pio da publicidade, tambŽm expresso no art.


37 da Constitui•‹o Federal de 1988, segundo o qual a publica•‹o do ato
administrativo Ž requisito de efic‡cia, alŽm de garantir que a atua•‹o da
Administra•‹o Pœblica seja transparente.
Interessante destacar que o C—digo cita casos em que haver‡ restri•‹o ˆ
publicidade de atos administrativos, e que em tais casos os processos ser‹o
previamente declarados sigilosos.
O sigilo Ž um tema que tem sido bastante discutido, especialmente a partir da
entrada em vigor da Lei n¡ 12.527/2011, conhecida como Lei de Acesso ˆ
Informa•‹o. Essa lei trata das hip—teses em que um ato ou documento pode ser
classificado como sigiloso, mas n‹o se preocupe, pois isto n‹o est‡ no programa
da nossa matŽria ok? J

A restri•‹o ˆ publicidade, conforme disposto no C—digo de


ƒtica, somente pode ocorrer em processo previamente
declarado sigiloso, nos termos da lei.

VIII - Toda pessoa tem direito ˆ verdade. O servidor n‹o pode omiti-la ou false‡-la, ainda
que contr‡ria aos interesses da pr—pria pessoa interessada ou da Administra•‹o
Pœblica. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do h‡bito
do erro, da opress‹o ou da mentira, que sempre aniquilam atŽ mesmo a dignidade humana
quanto mais a de uma Na•‹o.

O inciso VIII traz uma regra bastante importante: mesmo que uma informa•‹o
seja contr‡ria ao interesse da pr—pria Administra•‹o Pœblica, o servidor n‹o
pode omiti-la ou false‡-la.
Assim, mesmo que a informa•‹o a ser prestada ao cidad‹o possa implicar em
despesa ou preju’zo para a Administra•‹o, o servidor deve dizer a verdade, pois
esta Ž considerada um direito do cidad‹o.

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O servidor deve prestar as informa•›es corretas ˆs pessoas que as solicitarem,


mesmo que tais informa•›es sejam contr‡rias aos interesses da pr—pria
Administra•‹o Pœblica.
Nesse sentido o artigo 116, V, da Lei n¡ 8.112/1990:

Art. 116. S‹o deveres do servidor:


(...)
V - atender com presteza:
a) ao pœblico em geral, prestando as informa•›es requeridas, ressalvadas as protegidas
por sigilo;
b) ˆ expedi•‹o de certid›es requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de
situa•›es de interesse pessoal;

IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao servi•o pœblico


caracterizam o esfor•o pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta
ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer
bem pertencente ao patrim™nio pœblico, deteriorando-o, por descuido ou m‡ vontade, n‹o
constitui apenas uma ofensa ao equipamento e ˆs instala•›es ou ao Estado, mas a todos os
homens de boa vontade que dedicaram sua intelig•ncia, seu tempo, suas esperan•as e seus
esfor•os para constru’-los.

Hav’amos visto anteriormente que o C—digo destaca o que n‹o pode ser negado:
a m‡quina pœblica Ž mantida pelos recursos da sociedade, e por isso todas as
pessoas t•m o direito de ser tratadas de maneira digna e adequada.
Mais uma vez vamos ver a Lei n¡ 8.112/1990, que trata em alguns de seus
dispositivos sobre os deveres do servidor pœblico que est‹o estritamente
relacionados a este item do C—digo de ƒtica:

Art. 116. S‹o deveres do servidor:


I - exercer com zelo e dedica•‹o as atribui•›es do cargo;
(...)
VII - zelar pela economia do material e a conserva•‹o do patrim™nio pœblico;
(...)
XI - tratar com urbanidade as pessoas;

X - Deixar o servidor pœblico qualquer pessoa ˆ espera de solu•‹o que compete ao setor
em que exer•a suas fun•›es, permitindo a forma•‹o de longas filas, ou qualquer outra
espŽcie de atraso na presta•‹o do servi•o, n‹o caracteriza apenas atitude contra a Žtica
ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usu‡rios dos servi•os
pœblicos.

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Mais uma vez o C—digo cita o dano moral que pode ser causado pela atua•‹o
antiŽtica do servidor pœblico.
Voc• j‡ deve, pelo menos uma vez na vida, ter esperado em longas filas em —rg‹o
pœblicos. ƒ certo que em alguns casos as filas s‹o geradas por problemas que
n‹o podem ser resolvidos pelos servidores (excesso de demanda pelo servi•o,
falta de pessoal na reparti•‹o, etc.), mas Ž evidente que em alguns casos o
problema Ž agravado pela conduta de pessoas que chegam atrasadas, faltam ao
servi•o, agem com des’dia, etc.
Tais atrasos injustificados conflitam com o princ’pio da efici•ncia e ferem o
C—digo de ƒtica.

XI - O servidor deve prestar toda a sua aten•‹o ˆs ordens legais de seus superiores, velando
atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos
erros, o descaso e o acœmulo de desvios tornam-se, ˆs vezes, dif’ceis de corrigir e
caracterizam atŽ mesmo imprud•ncia no desempenho da fun•‹o pœblica.

Os —rg‹os pœblicos s‹o dotados de estruturas hier‡rquicas (diretorias,


coordena•›es, ger•ncias, setores, etc.) com seus respectivos chefes, cujas
ordens devem ser respeitadas para o bom andamento do servi•o pœblico.
O cumprimento das ordens das chefias Ž impositivo para o regular funcionamento
da reparti•‹o, excetuando apenas as ordens manifestamente ilegais, nos
termos da pr—pria Lei n¡ 8.112/1990:

Art. 116. S‹o deveres do servidor:


(...)
IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
XII - Toda aus•ncia injustificada do servidor de seu local de trabalho Ž fator de
desmoraliza•‹o do servi•o pœblico, o que quase sempre conduz ˆ desordem nas rela•›es
humanas.

Falta de cumprimento de hor‡rios Ž um problema de que tratamos nos


coment‡rios do inciso X. Inassiduidade e impontualidade devem ser evitados, e
a preocupa•‹o com hor‡rios tambŽm est‡ mais uma vez presente art. 116 da Lei
n¡ 8.112/1990:

Art. 116. S‹o deveres do servidor:


(...)
X - ser ass’duo e pontual ao servi•o;

XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando


seus colegas e cada concidad‹o, colabora e de todos pode receber colabora•‹o, pois sua

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atividade pœblica Ž a grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da


Na•‹o.

Finalizando a se•‹o que trata das Regras Deontol—gicas, o inciso XII destaca a
import‰ncia de uma Administra•‹o Pœblica eficaz para a na•‹o como um todo,
pois, de forma direta ou indireta, todas as atividades desenvolvidas no pa’s
dependem de um setor pœblico que preste servi•os de qualidade.
Passemos agora ˆ Se•‹o II - Dos Principais Deveres do Servidor Pœblico
O pr—prio t’tulo da Se•‹o indica que a enumera•‹o de deveres n‹o Ž taxativa,
pois fala em principais deveres. Passemos ˆ leitura e coment‡rios das al’neas do
inciso XIV:

XIV - S‹o deveres fundamentais do servidor pœblico:


a) desempenhar, a tempo, as atribui•›es do cargo, fun•‹o ou emprego pœblico de que seja
titular;

Esta al’nea refor•a o que comentamos no in’cio da aula: no caso do C—digo de


ƒtica, pode-se concluir que a express‹o servidor pœblico Ž utilizada em sentido
amplo, ou seja, as disposi•›es aplicam-se aos servidores pœblicos estatut‡rios e
empregados pœblicos celetistas do Poder Executivo Federal.

b) exercer suas atribui•›es com rapidez, perfei•‹o e rendimento, pondo fim ou procurando
prioritariamente resolver situa•›es procrastinat—rias, principalmente diante de filas ou de
qualquer outra espŽcie de atraso na presta•‹o dos servi•os pelo setor em que exer•a
suas atribui•›es, com o fim de evitar dano moral ao usu‡rio;

Mais uma vez o texto do C—digo de ƒtica relaciona o atraso na presta•‹o do


servi•o pœblico ao dano moral sofrido pelo cidad‹o.

c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu car‡ter,
escolhendo sempre, quando estiver diante de duas op•›es, a melhor e a mais vantajosa
para o bem comum;
d) jamais retardar qualquer presta•‹o de contas, condi•‹o essencial da gest‹o dos bens,
direitos e servi•os da coletividade a seu cargo;

A al’nea refor•a que Ž dever do servidor prestar contas dos bens e valores a
seu cargo, como, por exemplo, prestar contas de valores recebidos a t’tulo de
di‡rias para viagens e suprimentos de fundos. Essa obriga•‹o de apresentar
presta•‹o de contas tambŽm est‡ relacionada com a integridade que se espera
do servidor pœblico, atributo de car‡ter.

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e) tratar cuidadosamente os usu‡rios dos servi•os aperfei•oando o processo de


comunica•‹o e contato com o pœblico;
f) ter consci•ncia de que seu trabalho Ž regido por princ’pios Žticos que se materializam
na adequada presta•‹o dos servi•os pœblicos;
g) ser cort•s, ter urbanidade, disponibilidade e aten•‹o, respeitando a capacidade e as
limita•›es individuais de todos os usu‡rios do servi•o pœblico, sem qualquer espŽcie de
preconceito ou distin•‹o de ra•a, sexo, nacionalidade, cor, idade, religi‹o, cunho pol’tico
e posi•‹o social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral;
h) ter respeito ˆ hierarquia, porŽm sem nenhum temor de representar contra qualquer
comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal;

O respeito ˆ hierarquia n‹o significa ser omisso, e nos casos em que haja atua•‹o
indevida de superiores, o servidor deve representar contra ilegalidade, omiss‹o
ou abuso de poder, nos termos da Lei n¡ 8.112/1990, mais uma vez transcrita
aqui.

Art. 116. S‹o deveres do servidor:


(...)
XII - representar contra ilegalidade, omiss‹o ou abuso de poder.
Par‡grafo œnico. A representa•‹o de que trata o inciso XII ser‡ encaminhada pela via
hier‡rquica e apreciada pela autoridade superior ˆquela contra a qual Ž formulada,
assegurando-se ao representando ampla defesa.

i) resistir a todas as press›es de superiores hier‡rquicos, de contratantes, interessados e


outros que visem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevidas em decorr•ncia
de a•›es imorais, ilegais ou aŽticas e denunci‡-las;

Um ÒagradoÓ pra ÒagilizarÓ o processo, uma ÒajudaÓ pra Òfurar a fila e analisar o
pedido com mais rapidezÓ, s‹o situa•›es que n‹o podem ser admitidas no servi•o
pœblico.
H‡ de se notar tambŽm que a al’nea fala em resistir a todas as press›es e
denunci‡-las.

j) zelar, no exerc’cio do direito de greve, pelas exig•ncias espec’ficas da defesa da vida e


da seguran•a coletiva;
l) ser ass’duo e frequente ao servi•o, na certeza de que sua aus•ncia provoca danos ao
trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema;
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contr‡rio ao
interesse pœblico, exigindo as provid•ncias cab’veis;
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os mŽtodos mais
adequados ˆ sua organiza•‹o e distribui•‹o;
o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exerc’cio de
suas fun•›es, tendo por escopo a realiza•‹o do bem comum;
p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exerc’cio da fun•‹o;

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q) manter-se atualizado com as instru•›es, as normas de servi•o e a legisla•‹o


pertinentes ao —rg‹o onde exerce suas fun•›es;

Todos devem acompanhar as mudan•as frequentes na legisla•‹o, como a edi•‹o


e altera•‹o de leis, decretos, portarias, instru•›es normativas, circulares, notas
tŽcnicas e uma sŽrie de outras publica•›es que devem ser de conhecimentos dos
servidores para adequado desempenho funcional.

r) cumprir, de acordo com as normas do servi•o e as instru•›es superiores, as tarefas de


seu cargo ou fun•‹o, tanto quanto poss’vel, com critŽrio, seguran•a e rapidez, mantendo
tudo sempre em boa ordem.
s) facilitar a fiscaliza•‹o de todos atos ou servi•os por quem de direito;
t) exercer com estrita modera•‹o as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribu’das,
abstendo-se de faz•-lo contrariamente aos leg’timos interesses dos usu‡rios do servi•o
pœblico e dos jurisdicionados administrativos;
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua fun•‹o, poder ou autoridade com
finalidade estranha ao interesse pœblico, mesmo que observando as formalidades
legais e n‹o cometendo qualquer viola•‹o expressa ˆ lei;
v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a exist•ncia deste C—digo
de ƒtica, estimulando o seu integral cumprimento.

Passaremos agora a estudar a Se•‹o III - Das Veda•›es ao Servidor Pœblico.


Novamente iremos relembrar algumas passagens da Lei n¡ 8.112/1990 que est‹o
relacionadas com os dispositivos do C—digo de ƒtica:.

XV - ƒ vedado ao servidor pœblico:


a) o uso do cargo ou fun•‹o, facilidades, amizades, tempo, posi•‹o e influ•ncias, para obter
qualquer favorecimento, para si ou para outrem;

O favorecimento obtido por meio do exerc’cio do cargo, emprego ou fun•‹o


geralmente Ž considerado crime, e tambŽm Ž vedado pela Lei n¡ 8.112/1990.

Art. 117. Ao servidor Ž proibido:


(...)
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da
dignidade da fun•‹o pœblica;

b) prejudicar deliberadamente a reputa•‹o de outros servidores ou de cidad‹os que deles


dependam;

Perceba que aqui estamos diante de uma conduta que Ž vedada tanto quanto
prejudicar outros servidores quanto quando arranha a imagem de cidad‹o que

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dependa de servidor. ƒ o caso, por exemplo, do servidor que difama a esposa ou


o marido de um colega.
A conduta tambŽm pode ser relacionada com uma veda•‹o trazida pela Lei n¡
8.112/1990: a manifesta•‹o de apre•o ou desapre•o.

Art. 117. Ao servidor Ž proibido:


(...)
V - promover manifesta•‹o de apre•o ou desapre•o no recinto da reparti•‹o;

c) ser, em fun•‹o de seu esp’rito de solidariedade, conivente com erro ou infra•‹o a


este C—digo de ƒtica ou ao C—digo de ƒtica de sua profiss‹o;
d) usar de artif’cios para procrastinar ou dificultar o exerc’cio regular de direito por
qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;

O servidor n‹o pode ser conivente com erro ou infra•‹o cometidos por colega,
ainda que a obriga•‹o de denunciar seja tida como desagrad‡vel ou anti-
solid‡ria.
Da mesma forma, n‹o Ž permitido que o servidor dificulte de forma alguma o
exerc’cio leg’timo de um direito por parte de um cidad‹o. Este tipo de conduta
tambŽm Ž causadora de dano moral ou material. AlŽm disso, esta proibi•‹o
tambŽm est‡ prevista na Lei n¡ 8.112/1990.

Art. 117. Ao servidor Ž proibido:


(...)
IV - opor resist•ncia injustificada ao andamento de documento e processo ou execu•‹o de
servi•o;
e) deixar de utilizar os avan•os tŽcnicos e cient’ficos ao seu alcance ou do seu
conhecimento para atendimento do seu mister;
f) permitir que persegui•›es, simpatias, antipatias, caprichos, paix›es ou interesses de
ordem pessoal interfiram no trato com o pœblico, com os jurisdicionados administrativos
ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores;
g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira,
gratifica•‹o, pr•mio, comiss‹o, doa•‹o ou vantagem de qualquer espŽcie, para si,
familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua miss‹o ou para influenciar outro
servidor para o mesmo fim;

Acho bastante interessante o C—digo de ƒtica determinar que cabe ao servidor


atualizar-se em termos de novas tecnologias que podem ser aplicadas ao seu
trabalho. Pensando bem, isto faz bastante sentido, e assim o servidor estar‡
cumprindo mais plenamente o princ’pio da efici•ncia.
Na al’nea g estamos diante da mesma situa•‹o que vimos anteriormente, em
que o servidor recebe ÒagradosÓ para cumprir seu servi•o. Esta conduta tambŽm
Ž proibida pela lei n¡ 8.112/1990.

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Art. 117. Ao servidor Ž proibido:


(...)
XII - receber propina, comiss‹o, presente ou vantagem de qualquer espŽcie, em raz‹o de
suas atribui•›es;

h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para provid•ncias;


i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em servi•os
pœblicos;
j) desviar servidor pœblico para atendimento a interesse particular;

O servidor que altera ou deturpa o teor de documentos tambŽm comete crime de


falsidade, previsto na legisla•‹o penal.
Aquele que engana o cidad‹o que procura o servi•o pœblico atenta diretamente
contra a moralidade da Administra•‹o Pœblica. J‡ falamos bastante sobre esse
princ’pio da aula de hoje, n‹o Ž verdade?
A utiliza•‹o dos servi•os de outro servidor pœblico para atender a interesse
particular tambŽm Ž proibida pela Lei n¡ 8.112/1990.

Art. 117. Ao servidor Ž proibido:


(...)
XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da reparti•‹o em servi•os ou atividades
particulares;

l) retirar da reparti•‹o pœblica, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro
ou bem pertencente ao patrim™nio pœblico;

Esta obriga•‹o protege a Administra•‹o Pœblica do extravio de documentos, alŽm


da possibilidade de sua utiliza•‹o para finalidades que n‹o as legais. Essa
proibi•‹o tambŽm consta da Lei n¡ 8.112/1990.

Art. 117. Ao servidor Ž proibido:


(...)
II - retirar, sem prŽvia anu•ncia da autoridade competente, qualquer documento ou
objeto da reparti•‹o;

m) fazer uso de informa•›es privilegiadas obtidas no ‰mbito interno de seu servi•o, em


benef’cio pr—prio, de parentes, de amigos ou de terceiros;

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Eu j‡ fui servidor do Banco Central do Brasil. Numa determinada Žpoca, eu tinha


acesso a informa•›es que poderiam ter algum valor no mercado financeiro, pois
relacionavam-se a decis›es tomadas por —rg‹os do Banco Central que ainda n‹o
haviam sido publicadas.
Nesta situa•‹o, eu jamais poderia utilizar essas informa•›es em meu pr—prio
benef’cio e nem em benef’cio de terceiros, pois tive acesso a elas apenas porque
era necess‡rio para o desempenho de minhas fun•›es. A Lei n¡ 8.112/1990
tambŽm trata do assunto.

Art. 117. Ao servidor Ž proibido:


(...)
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da
dignidade da fun•‹o pœblica;

n) apresentar-se embriagado no servi•o ou fora dele habitualmente;


o) dar o seu concurso a qualquer institui•‹o que atente contra a moral, a honestidade ou a
dignidade da pessoa humana;
p) exercer atividade profissional aŽtica ou ligar o seu nome a empreendimentos de
cunho duvidoso.

Perceba que a embriaguez n‹o Ž vedada apenas no servi•o. O servidor pœblico


que se apresenta embriagado com frequ•ncia tambŽm incorre em deslize Žtico.
Aqui o C—digo tambŽm trata de outras atividades desempenhadas pelo servidor
fora do ambiente de trabalho. Ele n‹o deve aliar-se a institui•›es que atentem
contra a moralidade, a honestidade e a dignidade da pessoa humana, e nem
exercer atividade profissional aŽtica.

Para finalizar nosso estudo do C—digo de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico


Civil do Poder Executivo Federal, passemos ao Cap’tulo II - DAS COMISSÍES
DE ƒTICA.
Veremos apenas os incisos XVI, XVIII, XXII e XXIV, pois os demais foram
revogados em 2007.

XVI - Em todos os —rg‹os e entidades da Administra•‹o Pœblica Federal direta, indireta


aut‡rquica e fundacional, ou em qualquer —rg‹o ou entidade que exer•a atribui•›es
delegadas pelo poder pœblico, dever‡ ser criada uma Comiss‹o de ƒtica, encarregada de
orientar e aconselhar sobre a Žtica profissional do servidor, no tratamento com as pessoas
e com o patrim™nio pœblico, competindo-lhe conhecer concretamente de imputa•‹o ou de
procedimento suscept’vel de censura.

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O concurseiro experiente sempre acende a luz de alerta quando l• as palavras


ÒsempreÓ, ÒnuncaÓ, ÒnenhumÓ, ÒtodoÓ, em uma quest‹o de prova. Geralmente
elas trazem alguma armadilha, pois generalizam algo que possui exce•›es.
No caso do inciso acima, entretanto, percebam que o C—digo fala em Òtodo —rg‹o
e entidadeÓ, n‹o comportando exce•›es.
A obrigatoriedade de cria•‹o de uma Comiss‹o de ƒtica n‹o se aplica apenas a
—rg‹o e entidades pœblicos, mas tambŽm a —rg‹o ou entidade que exer•a
atribui•›es delegadas pelo poder pœblico.

XVIII - Ë Comiss‹o de ƒtica incumbe fornecer, aos organismos encarregados da execu•‹o


do quadro de carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta Žtica, para o efeito
de instruir e fundamentar promo•›es e para todos os demais procedimentos pr—prios da
carreira do servidor pœblico.

Este inciso procura valorizar a atua•‹o das Comiss›es, de modo que o resultado
de seus trabalhos apurat—rios seja considerado para fins de promo•‹o (e outros
procedimentos) dos servidores que tenham praticado e sido penalizados por
condutas antiŽticas.
Voc• entender‡ melhor essa necessidade de valorizar o trabalho das Comiss›es
quando virmos mais adiante a penalidade aplic‡vel no caso de ado•‹o de conduta
aŽtica por parte de servidor.

XXII - A pena aplic‡vel ao servidor pœblico pela Comiss‹o de ƒtica Ž a de censura e sua
fundamenta•‹o constar‡ do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes,
com ci•ncia do faltoso.

O inciso XXII define o resultado que pode advir da atua•‹o das Comiss›es de
ƒtica: a censura. Muita aten•‹o aqui! Esta Ž campe‹ de prova!

As Comiss›es de ƒtica n‹o aplicam advert•ncia, suspens‹o,


demiss‹o e muito menos multa; elas aplicam a pena de
censura.

XXIV - Para fins de apura•‹o do comprometimento Žtico, entende-se por servidor pœblico
todo aquele que, por for•a de lei, contrato ou de qualquer ato jur’dico, preste servi•os de
natureza permanente, tempor‡ria ou excepcional, ainda que sem retribui•‹o financeira,
desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer —rg‹o do poder estatal, como as
autarquias, as funda•›es pœblicas, as entidades paraestatais, as empresas pœblicas e as
sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde prevale•a o interesse do Estado.

Para fins de apura•‹o da conduta Žtica, a express‹o servidor pœblico Ž utilizada


pelo C—digo de ƒtica de forma bastante ampla, alcan•ando inclusive quem n‹o
tenha v’nculo direto com a Administra•‹o Pœblica, como Ž o caso dos
colaboradores terceirizados e dos estagi‡rios.

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Perceba tambŽm que o enquadramento da pessoa como servidora n‹o depende


do recebimento de remunera•‹o.

3 - Quest›es
3.1 - Quest›es sem Coment‡rios
QUESTÌO 1. Depen Ð Especialista Ð 2015 Ð Cespe.
No que se refere a Žtica e moral, julgue o item subsecutivo.
As decis›es tomadas por um servidor com base no c—digo de Žtica
profissional do servidor pœblico devem ser pautadas na legalidade,
moralidade, conveni•ncia e oportunidade, ao passo que aspectos subjetivos
da personalidade dos indiv’duos, como honestidade e desonestidade e o bem
e o mal, n‹o s‹o pass’veis de aprecia•‹o.

QUESTÌO 2. Depen Ð Especialista Ð 2015 Ð Cespe.


No que se refere a Žtica e moral, julgue o item subsecutivo.
De acordo com o Decreto n.¼ 1.171/1994, a moralidade da administra•‹o
pœblica fundamenta-se na distin•‹o entre o bem e o mal e na ideia de que o
fim Ž sempre o bem comum, devendo a conduta do servidor pœblico ater-se
ˆ busca do equil’brio entre legalidade e finalidade.

QUESTÌO 3. Depen Ð Especialista Ð 2015 Ð Cespe.


No que se refere a Žtica e moral, julgue o item subsecutivo.
SITUA‚ÌO HIPOTƒTICA: Bruno, servidor pœblico federal, teve de cumprir
suas atividades di‡rias ap—s o hor‡rio do expediente devido ao fato de ter
se prontificado, durante o dia, a auxiliar um colega de outro setor em uma
atividade de car‡ter emergencial.
ASSERTIVA: Nessa situa•‹o, Bruno agiu em conson‰ncia com a conduta
Žtica que se espera do servidor pœblico, j‡ que, ao ter auxiliado o colega e
ainda ter finalizado suas atividades di‡rias depois do expediente, ele fez mais
do que sua fun•‹o lhe exigia.

QUESTÌO 4. MPU Ð Analista Ð 2015 Ð Cespe.


Considerando as disposi•›es do Decreto n.¼ 1.171/1994 e as resolu•›es da
Comiss‹o de ƒtica Pœblica da Presid•ncia da Repœblica (CEP), julgue o item
a seguir.
ƒ vedado ao servidor pœblico, conforme o Decreto n.¼ 1.171/1994, retirar da
reparti•‹o pœblica qualquer documento pertencente ao patrim™nio pœblico,
salvo se estiver legalmente autorizado a faz•-lo.

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QUESTÌO 5. MPU Ð Analista Ð 2015 Ð Cespe.


Considerando as disposi•›es do Decreto n.¼ 1.171/1994 e as resolu•›es da
Comiss‹o de ƒtica Pœblica da Presid•ncia da Repœblica (CEP), julgue o item
a seguir.
N‹o atentar‡ contra os deveres fundamentais do servidor pœblico, previstos
no Decreto n.¼ 1.171/1994, o servidor pœblico federal que, mesmo
exercendo a sua fun•‹o com finalidade estranha ao interesse pœblico, atue
em conformidade com as formalidades legais e n‹o viole expressamente
disposi•›es de lei.

QUESTÌO 6. MPU Ð TŽcnico Ð 2015 Ð Cespe.


Acerca de Žtica e fun•‹o pœblica, julgue os item que se segue.
Para que a conduta do servidor pœblico seja considerada irrepreens’vel Ž
suficiente que ele observe as leis e as regras imperativas.

QUESTÌO 7. TRE-GO Ð TŽcnico Judici‡rio Ð 2015 Ð Cespe.


Acerca da Žtica no servi•o pœblico, cada um dos itens que se seguem
apresenta uma situa•‹o hipotŽtica, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Rodrigo, servidor pœblico, tem o h‡bito de consumir bebida alco—lica em
excesso em bares e restaurantes da cidade duas ou tr•s vezes por semana
ap—s seu hor‡rio de trabalho, ocasi›es em que fica bastante embriagado.
Nessa situa•‹o, ainda que a embriaguez habitual ocorra fora do ambiente do
trabalho, a conduta de Rodrigo fere dispositivo do C—digo de ƒtica dos
Servidores Pœblicos.

QUESTÌO 8. TRE-GO Ð TŽcnico Judici‡rio Ð 2015 Ð Cespe.


No que se refere ˆ Žtica no servi•o pœblico, julgue o item a seguir.
Considere que um servidor pœblico tenha deixado, sem justo motivo, muitas
pessoas ˆ espera de solu•‹o que compete ao setor em que exer•a suas
fun•›es, o que resultou na forma•‹o de longas filas e atraso na presta•‹o
do servi•o. Nessa situa•‹o, a atitude do servidor, alŽm de ter sido contra a
Žtica, pode ser caracterizada como de grave dano moral aos usu‡rios do
servi•o pœblico.

QUESTÌO 9. TRE-GO Ð TŽcnico Judici‡rio Ð 2015 Ð Cespe.


Acerca da Žtica no servi•o pœblico, cada item que se segue apresenta uma
situa•‹o hipotŽtica, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Mirtes, que Ž servidora pœblica com mais de vinte anos de of’cio em um TRE,
acostumou-se com a forma tradicional de realizar suas tarefas e, por isso,
se recusa a utilizar os sistemas eletr™nicos institucionais que foram
instalados em seu departamento. Nessa situa•‹o, a chefia imediata de Mirtes
deve adaptar a rotina de trabalho para que ela possa continuar a trabalhar

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da forma que lhe Ž mais conveniente em respeito a sua longa carreira no


tribunal.

QUESTÌO 10. TCE-RN Ð Cargos 2 e 3 Ð 2015 Ð Cespe.


A comiss‹o de Žtica Ž encarregada de orientar e aconselhar o servidor acerca
das regras de conduta Žtico-profissional concernentes ao tratamento com as
pessoas e com o patrim™nio pœblico. AlŽm disso, cabe ˆ referida comiss‹o
compet•ncia para exonerar o servidor que desrespeitar essas normas.

QUESTÌO 11. TCE-RN Ð Cargos 2 e 3 Ð 2015 Ð Cespe.


O servidor pœblico deve privar-se do cumprimento de fun•‹o, poder ou
autoridade que apresente finalidade estranha ao interesse pœblico, salvo se
observar as formalidades legais.

QUESTÌO 12. Antaq Ð Especialista Ð 2014 Ð Cespe.


A fun•‹o pœblica representa exerc’cio profissional do servidor, n‹o devendo
integrar-se ˆ vida particular do servidor pœblico.

QUESTÌO 13. Antaq Ð Especialista Ð 2014 Ð Cespe.


ƒ vedado ao servidor pœblico desviar outros servidores para atender a seus
interesses particulares, exceto em casos que envolvam risco da imagem do
servidor ou da organiza•‹o.

QUESTÌO 14. Antaq Ð Especialista Ð 2014 Ð Cespe.


Ser ass’duo e frequente ao servi•o n‹o Ž um dos principais deveres do
servidor pœblico, caso este desempenhe bem e a tempo as atribui•›es do
cargo, fun•‹o ou emprego pœblico de que seja titular.

QUESTÌO 15. Antaq Ð Especialista Ð 2014 Ð Cespe.


A comiss‹o de Žtica poder‡ aplicar ao servidor pœblico que descumprir dever
Žtico pena de advert•ncia e, no caso de reincid•ncia, censura Žtica, sendo
necess‡rio parecer assinado pelo presidente da comiss‹o.

QUESTÌO 16. Antaq Ð Especialista Ð 2014 Ð Cespe.


ƒ dever do servidor pœblico respeitar a hierarquia, n‹o podendo representar
em hip—tese alguma, contra qualquer comprometimento indevido da
estrutura em que se funda o poder estatal.

QUESTÌO 17. Anatel Ð Analista Administrativo Ð 2014 Ð Cespe.


Com rela•‹o ao comportamento profissional do servidor previsto no C—digo
de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico Civil do Poder Executivo Federal,
julgue o item subsequente.

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Toda aus•ncia injustificada do servidor de seu local de trabalho Ž fator de


desmoraliza•‹o do servi•o pœblico, podendo conduzir ˆ desordem nas
rela•›es humanas.

QUESTÌO 18. Anatel Ð Analista Administrativo Ð 2014 Ð Cespe.


Com rela•‹o ao comportamento profissional do servidor previsto no C—digo
de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico Civil do Poder Executivo Federal,
julgue o item subsequente.
ƒ vedado ao servidor pœblico manter-se habitualmente embriagado, ainda
que fora do servi•o.

QUESTÌO 19. TCDF Ð TŽcnico de Administra•‹o Pœblica Ð 2014


Ð Cespe.
Ao servidor pœblico que ocupa cargo de chefia Ž permitido, em situa•›es
especiais, determinar que servidor a ele subordinado seja desviado de
funQ•‹o para atender a interesse particular daquele, caso o ato n‹o implique
preju’zo do desempenho das atividades do servi•o pœblico.

QUESTÌO 20. ICMBio Ð TŽcnico Ð 2014 Ð Cespe.


Considere um servidor que cumpre com aten•‹o e cuidado suas atividades
no ambiente de trabalho, mas que, fora dele, mantŽm seu nome vinculado
a empreendimentos de cunho duvidoso. Nesse caso, Ž correto afirmar que a
conduta desse servidor fere a Žtica do servi•o pœblico.

QUESTÌO 21. ICMBio Ð TŽcnico Ð 2014 Ð Cespe.


Procurar manter uma boa comunica•‹o com os usu‡rios da reparti•‹o
constitui caracter’stica de conduta Žtica.

QUESTÌO 22. ICMBio Ð TŽcnico Ð 2014 Ð Cespe.


Caso um servidor, preocupado com o bem estar dos usu‡rios os quais
atende, opte por ocultar uma decis‹o oficial que contraria os interesses de
determinado usu‡rio, ele ser‡ considerado um servidor compromissado
eticamente com seu servi•o e com sua rela•‹o com o pœblico.

QUESTÌO 23. ICMBio Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


Exerce seu dever de cidadania, em conformidade com os padr›es Žticos
aceitos, o servidor pœblico que n‹o se deixa corromper e denuncia todos os
atos de corrup•‹o de que toma conhecimento.

QUESTÌO 24. ICMBio Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


O servidor que, para algumas situa•›es de trabalho, avalia com cuidado qual
a melhor maneira de agir para alcan•ar os resultados esperados e se orienta
por princ’pios de justi•a, est‡ em concord‰ncia com a Žtica.

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QUESTÌO 25. ICMBio Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


O servidor que Ž visto habitualmente embriagado fora de seu hor‡rio de
expediente, mas cumpre suas atividades com esmero durante seu hor‡rio
de trabalho n‹o fere a Žtica do servi•o pœblico.

QUESTÌO 26. ICMBio Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


Considere que um servidor, ao atender um usu‡rio, tenha-o deixado
esperando por muito tempo, fato que resultou na forma•‹o de uma longa
fila em seu setor. Nesse caso, como o servidor se prestou a buscar
informa•›es benŽficas para o usu‡rio, primando pela precis‹o de seu
trabalho, acima da celeridade, ele n‹o feriu o C—digo de ƒtica do Servidor
Pœblico do Poder Executivo Federal.

QUESTÌO 27. TCDF Ð Analista3Ð 2014 Ð Cespe.


Servidor pœblico que n‹o participa de atividades de atualiza•‹o de seus
conhecimentos, para o exerc’cio de suas atribui•›es, infringe os deveres do
servidor.

QUESTÌO 28. TCDF Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


A conduta de uma servidora pœblica que aja sempre com efic‡cia, zelo,
dignidade, decoro e consci•ncia dos princ’pios morais contribui para a
preserva•‹o da honra e da tradi•‹o dos servi•os pœblicos.

QUESTÌO 29. TCDF Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


A Žtica no servi•o pœblico exige que seus servidores tratem o servi•o como
parte de sua carreira profissional, separando-o, portanto, de sua vida
privada, e que abdiquem de seus interesses pessoais em fun•‹o dos
interesses pœblicos, sempre que necess‡rio.

QUESTÌO 30. TCDF Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


Caso um servidor pœblico, levando em conta os interesses da administra•‹o
pœblica, omita um fato a um usu‡rio da institui•‹o em que trabalha, essa
conduta n‹o infringir‡ a Žtica do servi•o pœblico, que prima pelos interesses
pœblicos em vez dos particulares.

QUESTÌO 31. Suframa Ð Administrador Ð 2008 Ð Funrio.


A Administra•‹o Pœblica de qualquer dos Poderes Nacionais obedecer‡ aos
princ’pios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
efici•ncia. O C—digo de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico considera
consolidada a moralidade quando h‡
a) cortesia, boa vontade, cuidado e tempo dedicado pelo agente pœblico ao
servi•o pœblico.
b) equil’brio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do agente pœblico.

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c) assiduidade e pontualidade do servidor ao seu local de trabalho.


d) rapidez, perfei•‹o e rendimento no exerc’cio de suas atribui•›es.
e) obedi•ncia aos prazos de presta•‹o de contas, condi•‹o essencial na
gest‹o da coisa pœblica.

QUESTÌO 32. MDIC Ð Analista TŽcnico Administrativo Ð 2009


Ð Funrio.
O servidor pœblico n‹o poder‡ jamais desprezar o elemento Žtico de sua
conduta. Assim ter‡ que decidir principalmente entre
a) o oportuno e o inoportuno.
b) o conveniente e o inconveniente.
c) o justo e o injusto.
3
d) o ilegal e o legal.
e) o honesto e o desonesto.

QUESTÌO 33. MDIC Ð Analista TŽcnico Administrativo Ð 2009


Ð Funrio.
A publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de efic‡cia e
moralidade impondo sua omiss‹o comprometimento Žtico contra o bem
comum, imput‡vel a quem a negar, salvo somente nos casos de
a) seguran•a nacional e investiga•›es policiais, a serem preservados em
processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei.
b) seguran•a nacional ou interesse do Estado ou da Administra•‹o Pœblica,
a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos
termos da lei.
c) investiga•›es policiais ou interesse do Estado ou da Administra•‹o Pœblica,
a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos
termos da lei.
d) seguran•a nacional, investiga•›es policiais ou interesse do Estado ou da
Administra•‹o Pœblica, a serem preservados em processo previamente
declarado sigiloso, nos termos da lei.
e) epidemia, seguran•a nacional ou interesse do Estado ou da Administra•‹o
Pœblica, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso,
nos termos da lei.

QUESTÌO 34. MDIC Ð Analista TŽcnico Administrativo Ð 2009


Ð Funrio.
Ë Comiss‹o de ƒtica, criada nos termos do Decreto no. 1171, de 22/11/94,
compete conhecer concretamente de imputa•‹o ou de procedimento
suscept’vel de

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a) suspens‹o.
b) demiss‹o.
c) censura.
d) censura e suspens‹o.
e) demiss‹o e suspens‹o.

QUESTÌO 35. Anvisa Ð TŽcnico Administrativo Ð 2007 Ð Cespe.


Por meio do exerc’cio dos princ’pios e valores morais no trabalho, como ser
probo, reto, leal e justo, entre outros, o servidor, alŽm de desenvolver suas
capacidades, habilidades e compet•ncias, projeta tambŽm seus valores
Žticos.

QUESTÌO 36. Anvisa Ð TŽcnico5 Administrativo Ð 2007 Ð Cespe.


O servidor pœblico jamais pode desprezar o elemento Žtico de sua conduta,
embora, em algumas situa•›es, tenha de decidir entre o que Ž legal e ilegal.

QUESTÌO 37. FBN Ð Assistente Administrativo Ð 2013 Ð Cespe.


No exerc’cio da fun•‹o pœblica, segundo o C—digo de ƒtica do Servidor
Pœblico Federal, Ž vedado:
a) liberar a presta•‹o de contas, condi•‹o essencial da gest‹o dos bens,
direitos e servi•os da coletividade a seu cargo.
b) denunciar press›es de superiores hier‡rquicos interessados em obter
vantagens indevidas em decorr•ncia de a•›es ilegais ou aŽticas.
c) ser frequente ao servi•o, mesmo adoentado, para que n‹o provoque
danos ao trabalho ordenado, o que se reflete em todo o sistema.
d) ser conivente, em raz‹o do seu esp’rito de solidariedade, com infra•›es
aos preceitos deontol—gicos.

QUESTÌO 38. Ibama Ð TŽcnico Administrativo Ð 2012 Ð Cespe.


Uma psic—loga, funcion‡ria concursada e contratada em um —rg‹o pœblico,
que, ap—s atender uma servidora do —rg‹o, sugerir que essa servidora fa•a
acompanhamento terap•utico em seu consult—rio particular, por achar que
atender nas depend•ncias do —rg‹o Ž impr—prio, estar‡ agindo de maneira
Žtica, j‡ que se prontifica a ajudar a servidora.

QUESTÌO 39. Finep Ð TŽcnico Ð 2011 Ð Cesgranrio.


Dentre as regras deontol—gicas do C—digo de ƒtica Profissional do Servidor
Pœblico Civil do Poder Executivo Federal, destaca-se o(a)
a) dever de garantir a publicidade de todo e qualquer ato administrativo,
ensejando sua omiss‹o comprometimento Žtico contra o bem comum.

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b) dever de exercer suas fun•›es com cortesia e boa vontade, sob pena de
causar dano moral ao cidad‹o maltratado.
c) dever de exercer sua fun•‹o pœblica com zelo e dignidade, sendo sua vida
privada independente do seu bom conceito na vida funcional.
d) obriga•‹o de decidir n‹o apenas entre o legal e o ilegal, mas entre o
honesto e o desonesto, consoante os valores Žticos que cada indiv’duo
possui.
e) obriga•‹o de dizer a verdade, salvo quando contr‡ria aos interesses da
pessoa interessada ou da Administra•‹o Pœblica.

QUESTÌO 40. Finep Ð TŽcnico Ð 2011 Ð Cesgranrio.


Pedro Ž contratado temporariamente por uma Sociedade de Economia Mista
para fazer a manuten•‹o das m‡quinas copiadoras. Pedro Ž respons‡vel pela
c Frequentemente, Pedro substitui pe•as
troca de pe•as e consertos em geral.
com defeito por pe•as usadas em boas condi•›es e as fatura pelo pre•o de
pe•as novas. Para fins de apura•‹o do comprometimento Žtico, a conduta
de Pedro Ž
a) indiferente, visto que o C—digo de ƒtica do Servidor Pœblico aplica-se
apenas ˆqueles devidamente contratados que prestem servi•o de natureza
permanente a qualquer —rg‹o do poder estatal.
b) indiferente, porque a Sociedade de Economia Mista prev• contratos sem
comprova•‹o de valor.
c) indiferente, porque o contrato entre Pedro e a Sociedade de Economia
Mista n‹o veda esse tipo de comportamento.
d) aŽtica, visto que Pedro Ž equiparado a um servidor pœblico para fins de
apura•‹o do comprometimento Žtico.
e) aŽtica, mas n‹o pass’vel de apura•‹o, visto que Pedro presta servi•os
tempor‡rios a uma Sociedade de Economia Mista, onde n‹o se aplica o
C—digo de ƒtica do servidor pœblico.

QUESTÌO 41. Finep Ð TŽcnico Ð 2011 Ð Cesgranrio.


S‹o deveres fundamentais do Servidor Pœblico Civil do Poder Executivo
Federal, EXCETO
a) ser probo, reto, leal e justo, sempre escolhendo a op•‹o mais vantajosa
para o bem comum.
b) zelar, no exerc’cio do direito de greve, pelas exig•ncias espec’ficas da
defesa da vida e da seguran•a coletiva.
c) resistir a todas as press›es de superiores hier‡rquicos que visem a obter
favores ou vantagens indevidas, mesmo quando parecerem mais vantajosas
para o bem comum.
d) utilizar o seu bom-senso para comunicar a seus superiores os casos de
condutas aŽticas ou contr‡rias ao interesse pœblico.

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e) desempenhar, a tempo, as atribui•›es do cargo, fun•‹o ou emprego


pœblico de que seja titular.

QUESTÌO 42. UFAL Ð Assistente em Administra•‹o Ð 2011 Ð


Copeve.
Segundo as normas do C—digo de ƒtica dos Servidores Pœblicos Civis
Federais, indique a op•‹o que n‹o representa uma veda•‹o expressa aos
referidos agentes pœblicos.
a) Usar de artif’cios para procrastinar ou dificultar o exerc’cio regular de
direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material.
b) Deixar de utilizar os avan•os tŽcnicos e cient’ficos ao seu alcance ou do
seu conhecimento para atendimento do seu mister.
c) Exercer atividade profissional aŽtica ou ligar o seu nome a
3
empreendimentos de cunho duvidoso.
d) Resistir a todas as press›es de superiores hier‡rquicos, de contratantes,
interessados e outros que visem obter quaisquer favores, benesses ou
vantagens indevidas em decorr•ncia de a•›es morais, ilegais ou aŽticas e
denunci‡-las.
e) Prejudicar deliberadamente a reputa•‹o de outros servidores ou de
cidad‹os que deles dependam.

QUESTÌO 43. UFBA Ð Agente Administrativo Ð 2006 Ð UFBA.


O C—digo de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico estabelece a dignidade, o
decoro, o zelo, a efic‡cia, a consci•ncia dos princ’pios morais e o dever de
honestidade como primados maiores que devem nortear o servidor pœblico.

QUESTÌO 44. MS Ð TŽcnico em Contabilidade Ð 2006 Ð Cespe.


A pena aplic‡vel ao servidor pœblico pela comiss‹o de Žtica Ž a de censura e
sua fundamenta•‹o constar‡ do respectivo parecer, assinado por todos os
seus integrantes, com ci•ncia do faltoso.

QUESTÌO 45. ABIN Ð Agente de Intelig•ncia Ð 2008 Ð Cespe.


Os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia do servidor em sua vida
privada poder‹o acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional,
podendo caracterizar, inclusive, viola•‹o ao C—digo de ƒtica, o que ser‡
pass’vel de censura.

QUESTÌO 46. AL-SP Ð Agente Legislativo Ð 2010 Ð FCC.


ƒtica Ž o conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um
indiv’duo, de um grupo social ou de uma sociedade. A respeito da Žtica,
considere:
I Ð A dignidade, o decoro, o zelo, a efic‡cia e a consci•ncia dos princ’pios
morais s‹o primados maiores que devem nortear o servi•o pœblico.

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II Ð O equil’brio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor


pœblico, Ž que poder‡ consolidar a moralidade do ato administrativo.
III Ð A moralidade na Administra•‹o Pœblica se limita ˆ distin•‹o entre o bem
e o mal, n‹o devendo ser acrescida da ideia de que o fim Ž sempre o bem
comum.
IV Ð A fun•‹o pœblica deve ser tida como exerc’cio profissional e, portanto,
se integra na vida particular de cada servidor pœblico.
V Ð O trabalho desenvolvido pelo servidor pœblico perante a comunidade n‹o
deve ser entendido como acrŽscimo ao seu pr—prio bem-estar, embora,
como cidad‹o, seja parte integrante da sociedade.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em:
a) I, II e IV.
b) I, III e IV.
c) II, III e IV.
d) II, IV e V.
e) III, IV e V.

QUESTÌO 47. DNOCS Ð Agente Administrativo Ð 2010 Ð FCC.


Com rela•‹o ˆs Comiss›es de ƒtica dispostas no C—digo de ƒtica Profissional
do Servidor Pœblico Civil do Poder Executivo Federal, considere:
I. Em todos os —rg‹os e entidades da Administra•‹o Pœblica Federal direta,
indireta aut‡rquica e fundacional, ou em qualquer —rg‹o ou entidade que
exer•a atribui•›es delegadas pelo poder pœblico, dever‡ ser criada uma
Comiss‹o de ƒtica.
II. Incumbe ao servidor fornecer seu registro da sua conduta Žtica para a
Comiss‹o de ƒtica, encarregada da execu•‹o do quadro de carreira dos
servidores, para o efeito de instruir e fundamentar promo•›es e para todos
os demais procedimentos pr—prios da carreira do servidor pœblico.
III. A pena aplic‡vel ao servidor pœblico pela Comiss‹o de ƒtica Ž a de
censura e sua fundamenta•‹o constar‡ do respectivo parecer, assinado por
todos os seus integrantes, com ci•ncia do faltoso.
IV. Para fins de apura•‹o do comprometimento Žtico, entende-se por
servidor pœblico, exclusivamente, a pessoa que, por for•a de lei, preste
servi•os de natureza permanente condicionada ao recebimento de sal‡rio e
esteja ligado direta ou indiretamente a qualquer —rg‹o do poder estatal,
como as autarquias e as funda•›es pœblicas.
Est‡ correto o que consta APENAS em
a) I e III.
b) I e II.
c) II e III.

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d) II e IV.
e) III e IV.

QUESTÌO 48. INSS Ð TŽcnico do Seguro Social Ð 2016 Ð Cespe.


Bruno, servidor contratado temporariamente para prestar servi•os a
determinado —rg‹o pœblico federal, praticou conduta vedada aos servidores
pœblicos pelo C—digo de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico Civil do Poder
Executivo Federal.
A partir dessa situa•‹o hipotŽtica, julgue os itens a seguir ˆ luz do disposto
nos Decretos n.¼ 1.171/1994 e n.¼ 6.029/2007.
Se, para a infra•‹o praticada por Bruno, estiverem previstas as penalidades
de advert•ncia ou suspens‹o, a comiss‹o de Žtica ser‡ competente para,
ap—s o regular procedimento, aplicar diretamente a penalidade.

QUESTÌO 49. INSS Ð TŽcnico do Seguro Social Ð 2016 Ð Cespe.


Bruno, servidor contratado temporariamente para prestar servi•os a
determinado —rg‹o pœblico federal, praticou conduta vedada aos servidores
pœblicos pelo C—digo de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico Civil do Poder
Executivo Federal.
A partir dessa situa•‹o hipotŽtica, julgue os itens a seguir ˆ luz do disposto
nos Decretos n.¼ 1.171/1994 e n.¼ 6.029/2007.
Mesmo prestando servi•o de natureza tempor‡ria, Bruno est‡ sujeito ˆs
disposi•›es contidas no Decreto n.¼ 1.171/1994.

QUESTÌO 50. INSS Ð TŽcnico do Seguro Social Ð 2016 Ð Cespe.


Embora deva respeitar a hierarquia, o servidor pœblico est‡ obrigado a
representar contra a•›es manifestamente ilegais de seus superiores
hier‡rquicos.

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3.2 Ð Gabarito
C 18. C 35. C
1.

C 19. E 36. C
2.

C 20. C 37. D
3.

C 21. C 38. E
4.

E 22. E 39. B
5.

E 23. C 40. D
6.

C 24. E 41. D
7.

C 25. E 42. D
8.

E 26. E 43. C
9.

E 27. C 44. C
10.

E 28. C 45. C
11.

E 29. E 46. A
12.

E 30. E 47. A
13.

E 31. B 48. E
14.

E 32. E 49. C
15.

E 33. D 50. C
16.

C 34. C
17.

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3.3 - Quest›es Comentadas


QUESTÌO 1. Depen Ð Especialista Ð 2015 Ð Cespe.
No que se refere a Žtica e moral, julgue o item subsecutivo.
As decis›es tomadas por um servidor com base no c—digo de Žtica
profissional do servidor pœblico devem ser pautadas na legalidade,
moralidade, conveni•ncia e oportunidade, ao passo que aspectos subjetivos
da personalidade dos indiv’duos, como honestidade e desonestidade e o bem
e o mal, n‹o s‹o pass’veis de aprecia•‹o.

Coment‡rios
J‡ come•amos com uma quest‹o pol•mica! Veja bem, os princ’pios mencionados
pela assertiva (legalidade, moralidade, conveni•ncia e oportunidade) certamente
devem orientar a atua•‹o do servidor pœblico. Vejamos o que diz o inciso II do
C—digo de ƒtica.
II - O servidor pœblico n‹o poder‡ jamais desprezar o elemento Žtico de sua conduta. Assim,
n‹o ter‡ que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente
e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o
desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e ¤ 4¡, da Constitui•‹o Federal.

A banca fez, na minha opini‹o, uma lamban•a quando passou a mencionar os


aspectos subjetivos da personalidade dos indiv’duos. Esses aspectos subjetivos
s‹o importantes para avaliar a conduta do servidor, mas n‹o a do cidad‹o que
busca o servi•o pœblico. Do jeito que a assertiva foi escrita, isso n‹o ficou muito
claro, e por isso quem tem familiaridade com o C—digo de ƒtica e sabe que ele
fala em honestidade e desonestidade, por exemplo, poderia terminar errando a
quest‹o. Apesar de ter sido mal formulada, essa quest‹o n‹o foi anulada pela
banca examinadora, e o gabarito Ž certo.
GABARITO: C

QUESTÌO 2. Depen Ð Especialista Ð 2015 Ð Cespe.


No que se refere a Žtica e moral, julgue o item subsecutivo.
De acordo com o Decreto n.¼ 1.171/1994, a moralidade da administra•‹o
pœblica fundamenta-se na distin•‹o entre o bem e o mal e na ideia de que o
fim Ž sempre o bem comum, devendo a conduta do servidor pœblico ater-se
ˆ busca do equil’brio entre legalidade e finalidade.

Coment‡rios
Esta quest‹o cobra o conhecimento do inciso III do C—digo de ƒtica, e exige que
o candidato saiba interpretar bem o texto.
III - A moralidade da Administra•‹o Pœblica n‹o se limita ˆ distin•‹o entre o bem e o mal,
devendo ser acrescida da idŽia de que o fim Ž sempre o bem comum. O equil’brio entre a
legalidade e a finalidade, na conduta do servidor pœblico, Ž que poder‡ consolidar a
moralidade do ato administrativo

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A quest‹o diz que a moralidade se fundamenta na distin•‹o entre o bem e o mal,


e isso Ž correto, apesar de sabermos que a no•‹o de moralidade na Administra•‹o
Pœblica deve ir alŽm disso, pautando-se pelo bem comum.
GABARITO: C

QUESTÌO 3. Depen Ð Especialista Ð 2015 Ð Cespe.


No que se refere a Žtica e moral, julgue o item subsecutivo.
SITUA‚ÌO HIPOTƒTICA: Bruno, servidor pœblico federal, teve de cumprir
suas atividades di‡rias ap—s o hor‡rio do expediente devido ao fato de ter
se prontificado, durante o dia, a auxiliar um colega de outro setor em uma
atividade de car‡ter emergencial.
ASSERTIVA: Nessa situa•‹o, Bruno agiu em conson‰ncia com a conduta
Žtica que se espera do servidor pœblico, j‡ que, ao ter auxiliado o colega e
ainda ter finalizado suas atividades di‡rias depois do expediente, ele fez mais
do que sua fun•‹o lhe exigia.

Coment‡rios
Se voc• responder essa quest‹o apenas com base no ÒfeelingÓ, provavelmente
vai acertar. A conduta de auxiliar o colega que est‡ precisando de ajuda em
car‡ter emergencial Ž desej‡vel, e por isso Bruno agiu eticamente. O C—digo de
ƒtica n‹o traz dispositivos expressos no sentido de que se espera do servidor que
permane•a no servi•o nessas situa•›es, mas veja, por exemplo, que diz o inciso
V.
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor pœblico perante a comunidade deve ser entendido
como acrŽscimo ao seu pr—prio bem-estar, j‡ que, como cidad‹o, integrante da sociedade,
o •xito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrim™nio.

GABARITO: C

QUESTÌO 4. MPU Ð Analista Ð 2015 Ð Cespe.


Considerando as disposi•›es do Decreto n.¼ 1.171/1994 e as resolu•›es da
Comiss‹o de ƒtica Pœblica da Presid•ncia da Repœblica (CEP), julgue o item
a seguir.
ƒ vedado ao servidor pœblico, conforme o Decreto n.¼ 1.171/1994, retirar da
reparti•‹o pœblica qualquer documento pertencente ao patrim™nio pœblico,
salvo se estiver legalmente autorizado a faz•-lo.

Coment‡rios
O C—digo de ƒtica traz uma sŽrie de proibi•›es aplic‡veis ao servidor pœblico,
entre elas a descrita pela quest‹o.
XV - E vedado ao servidor pœblico;
[...]
l) retirar da reparti•‹o pœblica, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro
ou bem pertencente ao patrim™nio pœblico;

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GABARITO: C

QUESTÌO 5. MPU Ð Analista Ð 2015 Ð Cespe.


Considerando as disposi•›es do Decreto n.¼ 1.171/1994 e as resolu•›es da
Comiss‹o de ƒtica Pœblica da Presid•ncia da Repœblica (CEP), julgue o item
a seguir.
N‹o atentar‡ contra os deveres fundamentais do servidor pœblico, previstos
no Decreto n.¼ 1.171/1994, o servidor pœblico federal que, mesmo
exercendo a sua fun•‹o com finalidade estranha ao interesse pœblico, atue
em conformidade com as formalidades legais e n‹o viole expressamente
disposi•›es de lei.

Coment‡rios
Um dos deveres fundamentais do servidor pœblico Ž abster-se de exercer sua
==335c3==

fun•‹o, poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse pœblico.


Vejamos o que diz o inciso XIV, ÒuÓ.
XIV - S‹o deveres fundamentais do servidor pœblico:
[...]
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua fun•‹o, poder ou autoridade com finalidade
estranha ao interesse pœblico, mesmo que observando as formalidades legais e n‹o
cometendo qualquer viola•‹o expressa ˆ lei;

Se o servidor agir com finalidade estranha ao servi•o pœblico, portanto, estar‡


incorrendo em proibi•‹o imposta pelo C—digo de ƒtica, e por isso estar‡ atentando
contra os deveres funcionais.
GABARITO: E

QUESTÌO 6. MPU Ð TŽcnico Ð 2015 Ð Cespe.


Acerca de Žtica e fun•‹o pœblica, julgue os item que se segue.
Para que a conduta do servidor pœblico seja considerada irrepreens’vel Ž
suficiente que ele observe as leis e as regras imperativas.

Coment‡rios
Veja bem, o C—digo de ƒtica estabelece para o servidor pœblico valores que v‹o
muito alŽm da legalidade. Vamos relembrar o que diz o inciso II.
II - O servidor pœblico n‹o poder‡ jamais desprezar o elemento Žtico de sua conduta. Assim,
n‹o ter‡ que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o
inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o
desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e ¤ 4¡, da Constitui•‹o Federal.

Para ser considerada irrepreens’vel, portanto, a conduta do servidor dever‡ ir


muito alŽm da legalidade, pautando-se tambŽm pela conveni•ncia, oportunidade
e honestidade.
GABARITO: E

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QUESTÌO 7. TRE-GO Ð TŽcnico Judici‡rio Ð 2015 Ð Cespe.


Acerca da Žtica no servi•o pœblico, cada um dos itens que se seguem
apresenta uma situa•‹o hipotŽtica, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Rodrigo, servidor pœblico, tem o h‡bito de consumir bebida alco—lica em
excesso em bares e restaurantes da cidade duas ou tr•s vezes por semana
ap—s seu hor‡rio de trabalho, ocasi›es em que fica bastante embriagado.
Nessa situa•‹o, ainda que a embriaguez habitual ocorra fora do ambiente do
trabalho, a conduta de Rodrigo fere dispositivo do C—digo de ƒtica dos
Servidores Pœblicos.

Coment‡rios
Aqui Ž œtil relembrarmos o inciso I do C—digo de ƒtica.
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a efic‡cia e a consci•ncia dos princ’pios morais s‹o
primados maiores que devem nortear o servidor pœblico, seja no exerc’cio do cargo ou
fun•‹o, ou fora dele, j‡ que refletir‡ o exerc’cio da voca•‹o do pr—prio poder estatal. Seus
atos, comportamentos e atitudes ser‹o direcionados para a preserva•‹o da honra e da
tradi•‹o dos servi•os pœblicos.

Perceba que h‡ conceitos abertos aqui, como dignidade e decoro, que devem
nortear a conduta do servidor pœblico, mesmo fora do ambiente de trabalho.
A resposta definitiva para a nossa quest‹o, porŽm, est‡ nas proibi•›es impostas
pelo C—digo de ƒtica ao servidor pœblico, que se encontram no inciso XV.
XV - E vedado ao servidor pœblico:
n) apresentar-se embriagado no servi•o ou fora dele habitualmente;

A proibi•‹o de apresentar-se embriagado habitualmente se estende tambŽm a


ambientes externos ao servi•o, e por isso Rodrigo incorre em proibi•‹o ao C—digo
de ƒtica.
GABARITO: C

QUESTÌO 8. TRE-GO Ð TŽcnico Judici‡rio Ð 2015 Ð Cespe.


No que se refere ˆ Žtica no servi•o pœblico, julgue o item a seguir.
Considere que um servidor pœblico tenha deixado, sem justo motivo, muitas
pessoas ˆ espera de solu•‹o que compete ao setor em que exer•a suas
fun•›es, o que resultou na forma•‹o de longas filas e atraso na presta•‹o
do servi•o. Nessa situa•‹o, a atitude do servidor, alŽm de ter sido contra a
Žtica, pode ser caracterizada como de grave dano moral aos usu‡rios do
servi•o pœblico.

Coment‡rios
Deixar pessoas aguardando provid•ncias sem justificativa Ž uma conduta grave,
causadora de dano moral, especificamente prevista no C—digo de ƒtica.
X - Deixar o servidor pœblico qualquer pessoa ˆ espera de solu•‹o que compete ao setor
em que exer•a suas fun•›es, permitindo a forma•‹o de longas filas, ou qualquer outra
espŽcie de atraso na presta•‹o do servi•o, n‹o caracteriza apenas atitude contra a Žtica ou

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ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usu‡rios dos servi•os
pœblicos.

GABARITO: C

QUESTÌO 9. TRE-GO Ð TŽcnico Judici‡rio Ð 2015 Ð Cespe.


Acerca da Žtica no servi•o pœblico, cada item que se segue apresenta uma
situa•‹o hipotŽtica, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Mirtes, que Ž servidora pœblica com mais de vinte anos de of’cio em um TRE,
acostumou-se com a forma tradicional de realizar suas tarefas e, por isso,
se recusa a utilizar os sistemas eletr™nicos institucionais que foram
instalados em seu departamento. Nessa situa•‹o, a chefia imediata de Mirtes
deve adaptar a rotina de trabalho para que ela possa continuar a trabalhar
da forma que lhe Ž mais conveniente em respeito a sua longa carreira no
tribunal.

Coment‡rios
Isso n‹o tem o menor cabimento, n‹o Ž mesmo!? Um servidor n‹o pode
simplesmente recusar-se a acompanhar a evolu•‹o da tecnologia no trabalho.
Essa servidora incorre claramente numa das proibi•›es previstas no C—digo de
ƒtica.
XV - E vedado ao servidor pœblico:
[...]
e) deixar de utilizar os avan•os tŽcnicos e cient’ficos ao seu alcance ou do seu conhecimento
para atendimento do seu mister;

GABARITO: E

QUESTÌO 10. TCE-RN Ð Cargos 2 e 3 Ð 2015 Ð Cespe.


A comiss‹o de Žtica Ž encarregada de orientar e aconselhar o servidor acerca
das regras de conduta Žtico-profissional concernentes ao tratamento com as
pessoas e com o patrim™nio pœblico. AlŽm disso, cabe ˆ referida comiss‹o
compet•ncia para exonerar o servidor que desrespeitar essas normas.

Coment‡rios
A Comiss‹o de ƒtica deve, nos termos do Decreto n¼ 1.171/1994, Òorientar e
aconselhar sobre a Žtica profissional do servidor, no tratamento com as pessoas
e com o patrim™nio pœblico, competindo-lhe conhecer concretamente de
imputa•‹o ou de procedimento suscept’vel de censuraÓ.
N‹o cabe de forma alguma ˆ Comiss‹o de ƒtica, porŽm, exonerar o servidor. A
œnica penalidade aplicada por este —rg‹o Ž a censura Žtica.
GABARITO: E

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QUESTÌO 11. TCE-RN Ð Cargos 2 e 3 Ð 2015 Ð Cespe.


O servidor pœblico deve privar-se do cumprimento de fun•‹o, poder ou
autoridade que apresente finalidade estranha ao interesse pœblico, salvo se
observar as formalidades legais.

Coment‡rios
Mais uma vez surge aqui a necessidade de observar a finalidade do servi•o
pœblico, que nada mais Ž do que o pr—prio interesse pœblico. Se o servidor
estiver agindo com outra finalidade, de nada adianta estar cumprindo todos os
preceitos legais.
XIV - S‹o deveres fundamentais do servidor pœblico:
[...]
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua fun•‹o, poder ou autoridade com finalidade
estranha ao interesse pœblico, mesmo que observando as formalidades legais e n‹o
cometendo qualquer viola•‹o expressa ˆ lei;

GABARITO: E

QUESTÌO 12. Antaq Ð Especialista Ð 2014 Ð Cespe.


A fun•‹o pœblica representa exerc’cio profissional do servidor, n‹o devendo
integrar-se ˆ vida particular do servidor pœblico.

Coment‡rios
Quando o C—digo de ƒtica define a fun•‹o pœblica, faz rela•‹o com o exerc’cio
profissional, integrando-a ˆ vida privada do servidor. Vejamos o que diz o
inciso VI do C—digo de ƒtica.
VI - A fun•‹o pœblica deve ser tida como exerc’cio profissional e, portanto, se integra na
vida particular de cada servidor pœblico. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do
dia-a-dia em sua vida privada poder‹o acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida
funcional.

GABARITO: E

QUESTÌO 13. Antaq Ð Especialista Ð 2014 Ð Cespe.


ƒ vedado ao servidor pœblico desviar outros servidores para atender a seus
interesses particulares, exceto em casos que envolvam risco da imagem do
servidor ou da organiza•‹o.

Coment‡rios
Se voc• j‡ tem alguma experi•ncia e concursos pœblicos, deve ter achado essa
exce•‹o meio estranha, n‹o Ž mesmo!? Na realidade o C—digo de ƒtica pro’be
que o servidor pœblico desvie outro servidor para atender interesse particular,
n‹o estabelecendo qualquer exce•‹o.
XV - E vedado ao servidor pœblico:
[...]

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j) desviar servidor pœblico para atendimento a interesse particular;

GABARITO: E

QUESTÌO 14. Antaq Ð Especialista Ð 2014 Ð Cespe.


Ser ass’duo e frequente ao servi•o n‹o Ž um dos principais deveres do
servidor pœblico, caso este desempenhe bem e a tempo as atribui•›es do
cargo, fun•‹o ou emprego pœblico de que seja titular.

Coment‡rios
Ser ass’duo e frequente ao servi•o Ž um dos deveres do servidor pœblico
previstos no inciso XIV do Decreto n¼ 1.171/1994.
XIV - S‹o deveres fundamentais do servidor pœblico:
[...]
l) ser ass’duo e frequente ao servi•o, na certeza de que sua aus•ncia provoca danos ao
trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema;

AlŽm de desempenhar bem as atribui•›es do cargo, portanto, o servidor


precisa ser ass’duo e frequente.
GABARITO: E

QUESTÌO 15. Antaq Ð Especialista Ð 2014 Ð Cespe.


A comiss‹o de Žtica poder‡ aplicar ao servidor pœblico que descumprir dever
Žtico pena de advert•ncia e, no caso de reincid•ncia, censura Žtica, sendo
necess‡rio parecer assinado pelo presidente da comiss‹o.

Coment‡rios
A Comiss‹o de ƒtica s— aplica uma penalidade, que Ž a censura Žtica, nos
termos do inciso XVI do C—digo de ƒtica.
XVI - Em todos os —rg‹os e entidades da Administra•‹o Pœblica Federal direta, indireta
aut‡rquica e fundacional, ou em qualquer —rg‹o ou entidade que exer•a atribui•›es
delegadas pelo poder pœblico, dever‡ ser criada uma Comiss‹o de ƒtica, encarregada de
orientar e aconselhar sobre a Žtica profissional do servidor, no tratamento com as pessoas
e com o patrim™nio pœblico, competindo-lhe conhecer concretamente de imputa•‹o ou de
procedimento suscept’vel de censura.

Vemos, portanto, que n‹o h‡ advert•ncia, o que j‡ torna a assertiva errada. A


quest‹o do parecer, por sua vez, Ž esclarecida pelo inciso XXII.
XXII - A pena aplic‡vel ao servidor pœblico pela Comiss‹o de ƒtica Ž a de censura e sua
fundamenta•‹o constar‡ do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes,
com ci•ncia do faltoso.

Como o parecer Ž assinado por todos os integrantes da Comiss‹o, est‡ a’ mais


um erro da quest‹o.
GABARITO: E

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1 Teoria e Quest›es
Aula 01 Ð Prof. Paulo Guimar‹es

QUESTÌO 16. Antaq Ð Especialista Ð 2014 Ð Cespe.


ƒ dever do servidor pœblico respeitar a hierarquia, n‹o podendo representar
em hip—tese alguma, contra qualquer comprometimento indevido da
estrutura em que se funda o poder estatal.

Coment‡rios
O respeito ˆ hierarquia certamente Ž um importante dever do servidor pœblico,
mas tal dever encontra limites justamente diante das situa•›es de
comprometimento indevido da estrutura.
XIV - S‹o deveres fundamentais do servidor pœblico:
[...]
h) ter respeito ˆ hierarquia, porŽm sem nenhum temor de representar contra qualquer
comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal;

GABARITO: E

QUESTÌO 17. Anatel Ð Analista Administrativo Ð 2014 Ð Cespe.


Com rela•‹o ao comportamento profissional do servidor previsto no C—digo de
ƒtica Profissional do Servidor Pœblico Civil do Poder Executivo Federal, julgue
o item subsequente.
Toda aus•ncia injustificada do servidor de seu local de trabalho Ž fator de
desmoraliza•‹o do servi•o pœblico, podendo conduzir ˆ desordem nas rela•›es
humanas.

COMENTçRIOS
Esta quest‹o reproduz quase literalmente o conteœdo do inciso XII do Decreto
n¼ 1.171/1994.
XII - Toda aus•ncia injustificada do servidor de seu local de trabalho Ž fator de
desmoraliza•‹o do servi•o pœblico, o que quase sempre conduz ˆ desordem nas rela•›es
humanas.

GABARITO: C

QUESTÌO 18. Anatel Ð Analista Administrativo Ð 2014 Ð Cespe.


Com rela•‹o ao comportamento profissional do servidor previsto no C—digo
de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico Civil do Poder Executivo Federal,
julgue o item subsequente.
ƒ vedado ao servidor pœblico manter-se habitualmente embriagado, ainda
que fora do servi•o.

Coment‡rios
Aqui Ž œtil relembrarmos o inciso I do C—digo de ƒtica.
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a efic‡cia e a consci•ncia dos princ’pios morais s‹o
primados maiores que devem nortear o servidor pœblico, seja no exerc’cio do cargo ou
fun•‹o, ou fora dele, j‡ que refletir‡ o exerc’cio da voca•‹o do pr—prio poder estatal. Seus

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atos, comportamentos e atitudes ser‹o direcionados para a preserva•‹o da honra e da


tradi•‹o dos servi•os pœblicos.

Perceba que h‡ conceitos abertos aqui, como dignidade e decoro, que devem
nortear a conduta do servidor pœblico, mesmo fora do ambiente de trabalho.
A resposta definitiva para a nossa quest‹o, porŽm, est‡ nas proibi•›es impostas
pelo C—digo de ƒtica ao servidor pœblico, que se encontram no inciso XV.
XV - E vedado ao servidor pœblico:
n) apresentar-se embriagado no servi•o ou fora dele habitualmente;

A proibi•‹o de apresentar-se embriagado habitualmente se estende tambŽm a


ambientes externos ao servi•o, e por isso a assertiva est‡ certa.
GABARITO: C

QUESTÌO 19. TCDF Ð TŽcnico de Administra•‹o Pœblica Ð 2014


Ð Cespe.
Ao servidor pœblico que ocupa cargo de chefia Ž permitido, em situa•›es
especiais, determinar que servidor a ele subordinado seja desviado de
funQ•‹o para atender a interesse particular daquele, caso o ato n‹o implique
preju’zo do desempenho das atividades do servi•o pœblico.

Coment‡rios
Mais uma vez aparece aqui essa exce•‹o esquisita, n‹o Ž!? Na realidade o
C—digo de ƒtica pro’be que o servidor pœblico desvie outro servidor para
atender interesse particular, n‹o estabelecendo qualquer exce•‹o.
XV - E vedado ao servidor pœblico:
[...]
j) desviar servidor pœblico para atendimento a interesse particular;

GABARITO: E

QUESTÌO 20. ICMBio Ð TŽcnico Ð 2014 Ð Cespe.


Considere um servidor que cumpre com aten•‹o e cuidado suas atividades
no ambiente de trabalho, mas que, fora dele, mantŽm seu nome vinculado
a empreendimentos de cunho duvidoso. Nesse caso, Ž correto afirmar que a
conduta desse servidor fere a Žtica do servi•o pœblico.

Coment‡rios
Exercer atividade profissional aŽtica ou ligar o seu nome a empreendimentos de
cunho duvidoso Ž uma das condutas proibidas pelo C—digo de ƒtica.
XV - E vedado ao servidor pœblico:
[...]
p) exercer atividade profissional aŽtica ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho
duvidoso.

GABARITO: C

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Aula 01 Ð Prof. Paulo Guimar‹es

QUESTÌO 21. ICMBio Ð TŽcnico Ð 2014 Ð Cespe.


Procurar manter uma boa comunica•‹o com os usu‡rios da reparti•‹o
constitui caracter’stica de conduta Žtica.

Coment‡rios
Um dos deveres fundamentais descritos no inciso XIV do C—digo de ƒtica diz
respeito ˆ comunica•‹o com os usu‡rios do servi•o pœblico.
XIV - S‹o deveres fundamentais do servidor pœblico:
e) tratar cuidadosamente os usu‡rios dos servi•os aperfei•oando o processo de
comunica•‹o e contato com o pœblico;

GABARITO: C

QUESTÌO 22. ICMBio Ð TŽcnico Ð 2014 Ð Cespe.


Caso um servidor, preocupado com o bem estar dos usu‡rios os quais
atende, opte por ocultar uma decis‹o oficial que contraria os interesses de
determinado usu‡rio, ele ser‡ considerado um servidor compromissado
eticamente com seu servi•o e com sua rela•‹o com o pœblico.

Coment‡rios
Isso n‹o faria o menor sentido, n‹o Ž mesmo!? O servidor n‹o deve ocultar a
verdade, ainda que ela seja contr‡ria aos interesses do interessado. Vejamos
o que diz o inciso VIII do C—digo de ƒtica.
VIII - Toda pessoa tem direito ˆ verdade. O servidor n‹o pode omiti-la ou false‡-la, ainda
que contr‡ria aos interesses da pr—pria pessoa interessada ou da Administra•‹o Pœblica.
Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do h‡bito do erro,
da opress‹o ou da mentira, que sempre aniquilam atŽ mesmo a dignidade humana quanto
mais a de uma Na•‹o.

GABARITO: E

QUESTÌO 23. ICMBio Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


Exerce seu dever de cidadania, em conformidade com os padr›es Žticos
aceitos, o servidor pœblico que n‹o se deixa corromper e denuncia todos os
atos de corrup•‹o de que toma conhecimento.

Coment‡rios
Perfeito! O C—digo de ƒtica define como dever do servidor a resist•ncia a todas
press›es, nos termos do inciso XVI, ÒiÓ. AlŽm disso, o servidor deve sempre
denunciar essas press›es.
XIV - S‹o deveres fundamentais do servidor pœblico:
i) resistir a todas as press›es de superiores hier‡rquicos, de contratantes, interessados e
outros que visem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevidas em decorr•ncia
de a•›es imorais, ilegais ou aŽticas e denunci‡-las;

GABARITO: C

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QUESTÌO 24. ICMBio Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


O servidor que, para algumas situa•›es de trabalho, avalia com cuidado qual
a melhor maneira de agir para alcan•ar os resultados esperados e se orienta
por princ’pios de justi•a, est‡ em concord‰ncia com a Žtica.

Coment‡rios
Se voc• leu essa assertiva rapidamente, provavelmente errou a resposta. Veja
bem, a assertiva diz que o servidor deve avaliar com cuidado qual a melhor
maneira de agir para alcan•ar os resultados esperados e se orientar por
princ’pios de justi•a. îtimo, n‹o Ž mesmo!? S— que a assertiva diz que isso
deve ocorrer em apenas algumas situa•›es, e a’ Ž que est‡ o pulo do gato,
pois o servidor deve se orientar por esses princ’pios sempre!
GABARITO: E

QUESTÌO 25. ICMBio Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


O servidor que Ž visto habitualmente embriagado fora de seu hor‡rio de
expediente, mas cumpre suas atividades com esmero durante seu hor‡rio
de trabalho n‹o fere a Žtica do servi•o pœblico.

Coment‡rios
A essa altura voc• j‡ deve estar cansado de saber que a embriaguez habitual
mesmo fora do servi•o Ž uma conduta proibida pelo C—digo de ƒtica, n‹o Ž
mesmo!?
XV - E vedado ao servidor pœblico:
n) apresentar-se embriagado no servi•o ou fora dele habitualmente;

GABARITO: E

QUESTÌO 26. ICMBio Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


Considere que um servidor, ao atender um usu‡rio, tenha-o deixado
esperando por muito tempo, fato que resultou na forma•‹o de uma longa
fila em seu setor. Nesse caso, como o servidor se prestou a buscar
informa•›es benŽficas para o usu‡rio, primando pela precis‹o de seu
trabalho, acima da celeridade, ele n‹o feriu o C—digo de ƒtica do Servidor
Pœblico do Poder Executivo Federal.

Coment‡rios
Esta quest‹o gerou alguma pol•mica, pois relata uma situa•‹o em que o
servidor, na inten•‹o de atender bem ao usu‡rio do servi•o pœblico, terminou
demorando muito. Pois bem, o zelo no atendimento prestado Ž um princ’pio
que deve ser observado, e est‡ no inciso I do C—digo de ƒtica.
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a efic‡cia e a consci•ncia dos princ’pios morais s‹o
primados maiores que devem nortear o servidor pœblico, seja no exerc’cio do cargo ou
fun•‹o, ou fora dele, j‡ que refletir‡ o exerc’cio da voca•‹o do pr—prio poder estatal. Seus

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atos, comportamentos e atitudes ser‹o direcionados para a preserva•‹o da honra e da


tradi•‹o dos servi•os pœblicos.

Acontece que a celeridade tambŽm deve ser observada, e por isso o servidor n‹o
pode colocar um dever sobre o outro, e por isso a assertiva terminou sendo dada
como errada.
X - Deixar o servidor pœblico qualquer pessoa ˆ espera de solu•‹o que compete ao setor
em que exer•a suas fun•›es, permitindo a forma•‹o de longas filas, ou qualquer outra
espŽcie de atraso na presta•‹o do servi•o, n‹o caracteriza apenas atitude contra a Žtica ou
ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usu‡rios dos servi•os
pœblicos.

Apesar de algumas reclama•›es, n‹o houve mudan•a de gabarito por parte da


banca.
GABARITO: E

QUESTÌO 27. TCDF Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


Servidor pœblico que n‹o participa de atividades de atualiza•‹o de seus
conhecimentos, para o exerc’cio de suas atribui•›es, infringe os deveres do
servidor.

Coment‡rios
A atualiza•‹o do servidor Ž um dos deveres previstos no C—digo de ƒtica.
XIV - S‹o deveres fundamentais do servidor pœblico:
[...]
q) manter-se atualizado com as instru•›es, as normas de servi•o e a legisla•‹o pertinentes
ao —rg‹o onde exerce suas fun•›es;

A assertiva, portanto, Ž certa.


GABARITO: C

QUESTÌO 28. TCDF Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


A conduta de uma servidora pœblica que aja sempre com efic‡cia, zelo,
dignidade, decoro e consci•ncia dos princ’pios morais contribui para a
preserva•‹o da honra e da tradi•‹o dos servi•os pœblicos.

Coment‡rios
Essa assertiva foi escrita reproduzindo o conteœdo do inciso I do C—digo de
ƒtica. Numa leitura atenta voc• j‡ saberia com tranquilidade que ela est‡
correta, pois faz todo sentido.
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a efic‡cia e a consci•ncia dos princ’pios morais s‹o
primados maiores que devem nortear o servidor pœblico, seja no exerc’cio do cargo ou
fun•‹o, ou fora dele, j‡ que refletir‡ o exerc’cio da voca•‹o do pr—prio poder estatal. Seus
atos, comportamentos e atitudes ser‹o direcionados para a preserva•‹o da honra e da
tradi•‹o dos servi•os pœblicos.

GABARITO: C

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QUESTÌO 29. TCDF Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


A Žtica no servi•o pœblico exige que seus servidores tratem o servi•o como
parte de sua carreira profissional, separando-o, portanto, de sua vida privada,
e que abdiquem de seus interesses pessoais em fun•‹o dos interesses pœblicos,
sempre que necess‡rio.

Coment‡rios
A conduta do servidor no servi•o pœblico se integra ˆ sua vida privada, nos
termos do inciso VI do C—digo de ƒtica.
VI - A fun•‹o pœblica deve ser tida como exerc’cio profissional e, portanto, se integra na
vida particular de cada servidor pœblico. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do
dia-a-dia em sua vida privada poder‹o acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida
funcional.

A assertiva, portanto, est‡ errada.


GABARITO: E

QUESTÌO 30. TCDF Ð Analista Ð 2014 Ð Cespe.


Caso um servidor pœblico, levando em conta os interesses da administra•‹o
pœblica, omita um fato a um usu‡rio da institui•‹o em que trabalha, essa
conduta n‹o infringir‡ a Žtica do servi•o pœblico, que prima pelos interesses
pœblicos em vez dos particulares.

Coment‡rios
A omiss‹o de informa•›es ao usu‡rio Ž totalmente contr‡ria aos preceitos do
C—digo de ƒtica.
VIII - Toda pessoa tem direito ˆ verdade. O servidor n‹o pode omiti-la ou false‡-la, ainda
que contr‡ria aos interesses da pr—pria pessoa interessada ou da Administra•‹o Pœblica.
Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do h‡bito do erro,
da opress‹o ou da mentira, que sempre aniquilam atŽ mesmo a dignidade humana quanto
mais a de uma Na•‹o.

Perceba que o C—digo de ƒtica Ž claro no sentido de que o usu‡rio deve receber
as informa•›es necess‡rias, ainda que elas contrariem os interesses da pr—pria
Administra•‹o Pœblica. A assertiva, portanto, est‡ errada.
GABARITO: E

QUESTÌO 31. Suframa Ð Administrador Ð 2008 Ð Funrio.


A Administra•‹o Pœblica de qualquer dos Poderes Nacionais obedecer‡ aos
princ’pios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
efici•ncia. O C—digo de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico considera
consolidada a moralidade quando h‡
a) cortesia, boa vontade, cuidado e tempo dedicado pelo agente pœblico ao
servi•o pœblico.
b) equil’brio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do agente pœblico.

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c) assiduidade e pontualidade do servidor ao seu local de trabalho.


d) rapidez, perfei•‹o e rendimento no exerc’cio de suas atribui•›es.
e) obedi•ncia aos prazos de presta•‹o de contas, condi•‹o essencial na
gest‹o da coisa pœblica.

Coment‡rios
A ideia da consolida•‹o da moralidade aparece no texto do inciso III, na Se•‹o
Regras Deontol—gicas.
III - A moralidade da Administra•‹o Pœblica n‹o se limita ˆ distin•‹o entre o bem e o mal,
devendo ser acrescida da ideia de que o fim Ž sempre o bem comum. O equil’brio entre a
legalidade e a finalidade, na conduta do servidor pœblico, Ž que poder‡ consolidar a
moralidade do ato administrativo.

GABARITO: B

QUESTÌO 32. MDIC Ð Analista TŽcnico Administrativo Ð 2009


Ð Funrio.
O servidor pœblico n‹o poder‡ jamais desprezar o elemento Žtico de sua
conduta. Assim ter‡ que decidir principalmente entre
a) o oportuno e o inoportuno.
b) o conveniente e o inconveniente.
c) o justo e o injusto.
d) o ilegal e o legal.
e) o honesto e o desonesto.

Coment‡rios
Esse tema j‡ foi cobrado em diversos concursos anteriores. A resposta para a
nossa quest‹o Ž dada pelo texto do inciso II das regras deontol—gicas.
II - O servidor pœblico n‹o poder‡ jamais desprezar o elemento Žtico de sua conduta. Assim,
n‹o ter‡ que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o
inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o
desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e ¤ 4¡, da Constitui•‹o Federal.

GABARITO: E

QUESTÌO 33. MDIC Ð Analista TŽcnico Administrativo Ð 2009


Ð Funrio.
A publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de efic‡cia e
moralidade impondo sua omiss‹o comprometimento Žtico contra o bem
comum, imput‡vel a quem a negar, salvo somente nos casos de
a) seguran•a nacional e investiga•›es policiais, a serem preservados em
processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei.

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b) seguran•a nacional ou interesse do Estado ou da Administra•‹o Pœblica,


a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos
termos da lei.
c) investiga•›es policiais ou interesse do Estado ou da Administra•‹o Pœblica,
a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos
termos da lei.
d) seguran•a nacional, investiga•›es policiais ou interesse do Estado ou da
Administra•‹o Pœblica, a serem preservados em processo previamente
declarado sigiloso, nos termos da lei.
e) epidemia, seguran•a nacional ou interesse do Estado ou da Administra•‹o
Pœblica, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso,
nos termos da lei.

Coment‡rios
A publicidade Ž a regra. O sigilo Ž a exce•‹o. A quest‹o nos exige o conhecimento
do teor do inciso VII das regras deontol—gicas.
VII - Salvo os casos de seguran•a nacional, investiga•›es policiais ou interesse superior do
Estado e da Administra•‹o Pœblica, a serem preservados em processo previamente
declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui
requisito de efic‡cia e moralidade, ensejando sua omiss‹o comprometimento Žtico contra o
bem comum, imput‡vel a quem a negar.

GABARITO: D

QUESTÌO 34. MDIC Ð Analista TŽcnico Administrativo Ð 2009


Ð Funrio.
Ë Comiss‹o de ƒtica, criada nos termos do Decreto no. 1171, de 22/11/94,
compete conhecer concretamente de imputa•‹o ou de procedimento
suscept’vel de
a) suspens‹o.
b) demiss‹o.
c) censura.
d) censura e suspens‹o.
e) demiss‹o e suspens‹o.

Coment‡rios
A Comiss‹o de ƒtica n‹o Ž corregedoria. Ela n‹o conduz Processo Administrativo
Disciplinar, e nem aplica as penalidades previstas na Lei n¼ 8.112/1990. Pelo
contr‡rio, a pena aplic‡vel pela comiss‹o de Žtica Ž a censura.
GABARITO: C

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QUESTÌO 35. Anvisa Ð TŽcnico Administrativo Ð 2007 Ð Cespe.


Por meio do exerc’cio dos princ’pios e valores morais no trabalho, como ser
probo, reto, leal e justo, entre outros, o servidor, alŽm de desenvolver suas
capacidades, habilidades e compet•ncias, projeta tambŽm seus valores
Žticos.

Coment‡rios
Um dos deveres fundamentais do servidor pœblico do Poder Executivo Federal Ž
ser probo, reto, leal e justo, escolhendo sempre a op•‹o que seja melhor para o
bem comum, conforme o inciso XIV, al’nea c, do C—digo de ƒtica.
GABARITO: C

QUESTÌO 36. Anvisa Ð TŽcnico Administrativo Ð 2007 Ð Cespe.


O servidor pœblico jamais pode desprezar o elemento Žtico de sua conduta,
embora, em algumas situa•›es, tenha de decidir entre o que Ž legal e ilegal.

Coment‡rios
Logo no in’cio do C—digo de ƒtica, na se•‹o Regras Deontol—gicas, voc• pode
observar no inciso II a import‰ncia que Ž dada ao elemento Žtico da conduta do
servidor pœblico. AlŽm de decidir sobre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o
conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, caber‡ ao servidor
decidir principalmente entre o honesto e o desonesto, conforme as regras que
vimos no art. 37, ¤4¼ da Constitui•‹o Federal.
GABARITO: C

QUESTÌO 37. FBN Ð Assistente Administrativo Ð 2013 Ð Cespe.


No exerc’cio da fun•‹o pœblica, segundo o C—digo de ƒtica do Servidor
Pœblico Federal, Ž vedado:
a) liberar a presta•‹o de contas, condi•‹o essencial da gest‹o dos bens,
direitos e servi•os da coletividade a seu cargo.
b) denunciar press›es de superiores hier‡rquicos interessados em obter
vantagens indevidas em decorr•ncia de a•›es ilegais ou aŽticas.
c) ser frequente ao servi•o, mesmo adoentado, para que n‹o provoque
danos ao trabalho ordenado, o que se reflete em todo o sistema.
d) ser conivente, em raz‹o do seu esp’rito de solidariedade, com infra•›es
aos preceitos deontol—gicos.

Coment‡rios
A œnica alternativa que trata diretamente de uma das veda•›es constantes no
inciso XV Ž a que menciona a coniv•ncia com infra•›es ao C—digo de ƒtica.
Perceba que o fato de alternativa mencionar os preceitos deontol—gicos n‹o a

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torna errada, pois todo o C—digo de ƒtica deve ser observado pelos servidores
pœblicos.
GABARITO: D

QUESTÌO 38. Ibama Ð TŽcnico Administrativo Ð 2012 Ð Cespe.


Uma psic—loga, funcion‡ria concursada e contratada em um —rg‹o pœblico,
que, ap—s atender uma servidora do —rg‹o, sugerir que essa servidora fa•a
acompanhamento terap•utico em seu consult—rio particular, por achar que
atender nas depend•ncias do —rg‹o Ž impr—prio, estar‡ agindo de maneira
Žtica, j‡ que se prontifica a ajudar a servidora.

Coment‡rios
Achei esta quest‹o bem interessante. Para mim fica bem claro que a conduta da
servidora n‹o est‡ de acordo com a Žtica do servi•o pœblico. AlŽm disso, acredito
que a conduta pode ser enquadrada na proibi•‹o prevista no inciso XV, al’nea g,
pois ela est‡ utilizando sua posi•‹o como servidora para obter vantagem pessoal.
GABARITO: E

QUESTÌO 39. Finep Ð TŽcnico Ð 2011 Ð Cesgranrio.


Dentre as regras deontol—gicas do C—digo de ƒtica Profissional do Servidor
Pœblico Civil do Poder Executivo Federal, destaca-se o(a)
a) dever de garantir a publicidade de todo e qualquer ato administrativo,
ensejando sua omiss‹o comprometimento Žtico contra o bem comum.
b) dever de exercer suas fun•›es com cortesia e boa vontade, sob pena de
causar dano moral ao cidad‹o maltratado.
c) dever de exercer sua fun•‹o pœblica com zelo e dignidade, sendo sua vida
privada independente do seu bom conceito na vida funcional.
d) obriga•‹o de decidir n‹o apenas entre o legal e o ilegal, mas entre o
honesto e o desonesto, consoante os valores Žticos que cada indiv’duo
possui.
e) obriga•‹o de dizer a verdade, salvo quando contr‡ria aos interesses da
pessoa interessada ou da Administra•‹o Pœblica.

Coment‡rios
Aqui est‡ o exemplo de uma quest‹o bem elaborada sobre o C—digo de ƒtica.
De acordo com a alternativa A, o servidor seria obrigado a dar publicidade a todo
e qualquer ato administrativo, mas voc• sabe que existem atos e documentos
classificados como sigilosos, e existem leis espec’ficas que tratam das hip—teses
em que a publicidade pode ser restringida.
A alternativa B Ž a nossa resposta. O cidad‹o deve ser sempre tratado com
cortesia, e em diversas passagens o C—digo de ƒtica trata da possibilidade de o
cidad‹o que Ž mal atendido sofrer dano moral.

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1 Teoria e Quest›es
Aula 01 Ð Prof. Paulo Guimar‹es

O erro da alternativa C est‡ na separa•‹o estrita entre a vida privada e o conceito


do servidor pœblico em sua vida funcional. Vimos que o C—digo de ƒtica diz que a
vida privada e a vida funcional caminham juntas, sendo poss’vel que a conduta
privada do servidor influencie em seu conceito profissional.
Na alternativa D menciona-se a exist•ncia de valores Žticos individuais. Esses
valores existem, mas a conduta do servidor pœblico deve ser pautada pelo C—digo
de ƒtica e pelo bem comum, e n‹o apenas por seus pr—prios valores.
O erro na alternativa E est‡ em dizer que o servidor pode falsear a verdade,
quando esta for contr‡ria aos interesses da Administra•‹o Pœblica ou da pessoa
interessada. Na realidade o servidor deve sempre falar a verdade, Òdoa a quem
doerÓ.
GABARITO: B

QUESTÌO 40. Finep Ð TŽcnico Ð 2011 Ð Cesgranrio.


Pedro Ž contratado temporariamente por uma Sociedade de Economia Mista
para fazer a manuten•‹o das m‡quinas copiadoras. Pedro Ž respons‡vel pela
troca de pe•as e consertos em geral. Frequentemente, Pedro substitui pe•as
com defeito por pe•as usadas em boas condi•›es e as fatura pelo pre•o de
pe•as novas. Para fins de apura•‹o do comprometimento Žtico, a conduta
de Pedro Ž
a) indiferente, visto que o C—digo de ƒtica do Servidor Pœblico aplica-se
apenas ˆqueles devidamente contratados que prestem servi•o de natureza
permanente a qualquer —rg‹o do poder estatal.
b) indiferente, porque a Sociedade de Economia Mista prev• contratos sem
comprova•‹o de valor.
c) indiferente, porque o contrato entre Pedro e a Sociedade de Economia
Mista n‹o veda esse tipo de comportamento.
d) aŽtica, visto que Pedro Ž equiparado a um servidor pœblico para fins de
apura•‹o do comprometimento Žtico.
e) aŽtica, mas n‹o pass’vel de apura•‹o, visto que Pedro presta servi•os
tempor‡rios a uma Sociedade de Economia Mista, onde n‹o se aplica o
C—digo de ƒtica do servidor pœblico.

Coment‡rios
O C—digo de ƒtica, em seu inciso XXIV, determina que, para fins de apura•‹o do
comprometimento Žtico, o conceito de servidor pœblico deve ser considerado na
acep•‹o mais ampla poss’vel. Recomendo que voc• releia este inciso algumas
vezes, e por isso resolvi reproduzi-lo aqui.
XXIV - Para fins de apura•‹o do comprometimento Žtico, entende-se por servidor pœblico
todo aquele que, por for•a de lei, contrato ou de qualquer ato jur’dico, preste servi•os de
natureza permanente, tempor‡ria ou excepcional, ainda que sem retribui•‹o financeira,
desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer —rg‹o do poder estatal, como as
autarquias, as funda•›es pœblicas, as entidades paraestatais, as empresas pœblicas e as
sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde prevale•a o interesse do Estado.

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1 Teoria e Quest›es
Aula 01 Ð Prof. Paulo Guimar‹es

Perceba que a situa•‹o trazida pela quest‹o envolve uma pessoa que presta
servi•os temporariamente a uma entidade estatal (sociedade de economia
mista). Para fins de aplica•‹o do C—digo de ƒtica, portanto, esta pessoa Ž
considerada servidor pœblico.
GABARITO: D

QUESTÌO 41. Finep Ð TŽcnico Ð 2011 Ð Cesgranrio.


S‹o deveres fundamentais do Servidor Pœblico Civil do Poder Executivo
Federal, EXCETO
a) ser probo, reto, leal e justo, sempre escolhendo a op•‹o mais vantajosa
para o bem comum.
b) zelar, no exerc’cio do direito de greve, pelas exig•ncias espec’ficas da
defesa da vida e da seguran•a coletiva.
c) resistir a todas as press›es de superiores hier‡rquicos que visem a obter
favores ou vantagens indevidas, mesmo quando parecerem mais vantajosas
para o bem comum.
d) utilizar o seu bom-senso para comunicar a seus superiores os casos de
condutas aŽticas ou contr‡rias ao interesse pœblico.
e) desempenhar, a tempo, as atribui•›es do cargo, fun•‹o ou emprego
pœblico de que seja titular.

Coment‡rios
Entre as condutas apresentadas nas alternativas como deveres do servidor
pœblico, a œnica que soa um pouco estranha Ž a utiliza•‹o do bom-senso para
denunciar a pr‡tica de condutas aŽticas ou contr‡rias ao interesse pœblico, n‹o Ž
mesmo? Digo que soa estranho porque a forma como a alternativa foi escrita
sugere que o servidor tem algum grau de liberdade para decidir se denunciar‡
ou n‹o a conduta inadequada, e isto n‹o Ž verdade.
GABARITO: D

QUESTÌO 42. UFAL Ð Assistente em Administra•‹o Ð 2011 Ð


Copeve.
Segundo as normas do C—digo de ƒtica dos Servidores Pœblicos Civis
Federais, indique a op•‹o que n‹o representa uma veda•‹o expressa aos
referidos agentes pœblicos.
a) Usar de artif’cios para procrastinar ou dificultar o exerc’cio regular de
direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material.
b) Deixar de utilizar os avan•os tŽcnicos e cient’ficos ao seu alcance ou do
seu conhecimento para atendimento do seu mister.
c) Exercer atividade profissional aŽtica ou ligar o seu nome a
empreendimentos de cunho duvidoso.

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d) Resistir a todas as press›es de superiores hier‡rquicos, de contratantes,


interessados e outros que visem obter quaisquer favores, benesses ou
vantagens indevidas em decorr•ncia de a•›es morais, ilegais ou aŽticas e
denunci‡-las.
e) Prejudicar deliberadamente a reputa•‹o de outros servidores ou de
cidad‹os que deles dependam.

Coment‡rios
Recomendo que voc• leia novamente as alternativas. Perceba que o que torna a
alternativa D incorreta Ž apenas a falta da letra ÒiÓ, que fez com que as a•›es
imorais se tornassem a•›es morais. Eu sei que n‹o Ž o tipo de quest‹o ideal, mas
preste bastante aten•‹o, pois as quest›es da sua prova pode vir desse jeito.
GABARITO: D

QUESTÌO 43. UFBA Ð Agente Administrativo Ð 2006 Ð UFBA.


O C—digo de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico estabelece a dignidade, o
decoro, o zelo, a efic‡cia, a consci•ncia dos princ’pios morais e o dever de
honestidade como primados maiores que devem nortear o servidor pœblico.

Coment‡rios
ƒ verdade. Perceba que alguns desses princ’pios s‹o trazidos apenas pelo C—digo
de ƒtica, enquanto outros est‹o expressos tambŽm no art. 37 da Constitui•‹o
Federal.
GABARITO: C

QUESTÌO 44. MS Ð TŽcnico em Contabilidade Ð 2006 Ð Cespe.


A pena aplic‡vel ao servidor pœblico pela comiss‹o de Žtica Ž a de censura e
sua fundamenta•‹o constar‡ do respectivo parecer, assinado por todos os
seus integrantes, com ci•ncia do faltoso.

Coment‡rios
Algo que precisa ficar muito claro para voc• Ž que a comiss‹o de Žtica n‹o aplica
penalidades de advert•ncia, suspens‹o, demiss‹o e nem de multa. A penalidade
aplic‡vel Ž a censura Žtica, que fica registrada nos assentamentos funcionais do
servidor e pode servir de subs’dio para decis›es futuras em procedimentos
administrativos, como por exemplo a promo•‹o.
GABARITO: C

QUESTÌO 45. ABIN Ð Agente de Intelig•ncia Ð 2008 Ð Cespe.


Os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia do servidor em sua vida
privada poder‹o acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional,
podendo caracterizar, inclusive, viola•‹o ao C—digo de ƒtica, o que ser‡
pass’vel de censura.

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Coment‡rios
Aqui tratamos de dois dispositivos distintos do C—digo de ƒtica, e que talvez sejam
os mais cobrados em prova. Primeiramente, voc• j‡ sabe que a conduta adotada
pelo servidor em sua vida privada influencia o seu conceito na vida profissional,
n‹o sendo poss’vel dissociar completamente a vida profissional da privada. Por
œltimo, voc• tambŽm j‡ sabe que a censura Ž a penalidade que pode ser aplicada
em raz‹o da viola•‹o do C—digo de ƒtica.
GABARITO: C

QUESTÌO 46. AL-SP Ð Agente Legislativo Ð 2010 Ð FCC.


ƒtica Ž o conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um
indiv’duo, de um grupo social ou de uma sociedade. A respeito da Žtica,
considere:
I Ð A dignidade, o decoro, o zelo, a efic‡cia e a consci•ncia dos princ’pios
morais s‹o primados maiores que devem nortear o servi•o pœblico.
II Ð O equil’brio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor
pœblico, Ž que poder‡ consolidar a moralidade do ato administrativo.
III Ð A moralidade na Administra•‹o Pœblica se limita ˆ distin•‹o entre o bem
e o mal, n‹o devendo ser acrescida da ideia de que o fim Ž sempre o bem
comum.
IV Ð A fun•‹o pœblica deve ser tida como exerc’cio profissional e, portanto,
se integra na vida particular de cada servidor pœblico.
V Ð O trabalho desenvolvido pelo servidor pœblico perante a comunidade n‹o
deve ser entendido como acrŽscimo ao seu pr—prio bem-estar, embora,
como cidad‹o, seja parte integrante da sociedade.

Est‡ correto o que se afirma APENAS em:


a) I, II e IV.
b) I, III e IV.
c) II, III e IV.
d) II, IV e V.
e) III, IV e V.

Coment‡rios
Na assertiva III o erro est‡ em limitar a moralidade ˆ distin•‹o entre bem e mal.
Vimos na aula de hoje que essa distin•‹o vai muito alŽm disso, chegando atŽ ˆ
distin•‹o entre o honesto e o desonesto. AlŽm disso, a conduta do servidor
pœblico deve ser sempre orientada para o bem comum. O outro erro est‡ na
assertiva V, que diz que o trabalho do servidor n‹o deve ser entendido como
acrŽscimo ao seu pr—prio bem estar. Isso n‹o faz muito sentido, j‡ que o servido

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trabalha para o bem da sociedade, da qual ele mesmo tambŽm faz parte. As
demais assertivas est‹o corretas.
GABARITO: A

QUESTÌO 47. DNOCS Ð Agente Administrativo Ð 2010 Ð FCC.


Com rela•‹o ˆs Comiss›es de ƒtica dispostas no C—digo de ƒtica Profissional
do Servidor Pœblico Civil do Poder Executivo Federal, considere:
I. Em todos os —rg‹os e entidades da Administra•‹o Pœblica Federal direta,
indireta aut‡rquica e fundacional, ou em qualquer —rg‹o ou entidade que
exer•a atribui•›es delegadas pelo poder pœblico, dever‡ ser criada uma
Comiss‹o de ƒtica.
II. Incumbe ao servidor fornecer seu registro da sua conduta Žtica para a
Comiss‹o de ƒtica, encarregada da execu•‹o do quadro de carreira dos
servidores, para o efeito de instruir e fundamentar promo•›es e para todos
os demais procedimentos pr—prios da carreira do servidor pœblico.
III. A pena aplic‡vel ao servidor pœblico pela Comiss‹o de ƒtica Ž a de
censura e sua fundamenta•‹o constar‡ do respectivo parecer, assinado por
todos os seus integrantes, com ci•ncia do faltoso.
IV. Para fins de apura•‹o do comprometimento Žtico, entende-se por
servidor pœblico, exclusivamente, a pessoa que, por for•a de lei, preste
servi•os de natureza permanente condicionada ao recebimento de sal‡rio e
esteja ligado direta ou indiretamente a qualquer —rg‹o do poder estatal,
como as autarquias e as funda•›es pœblicas.
Est‡ correto o que consta APENAS em
a) I e III.
b) I e II.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

Coment‡rios
Temos aqui mais uma quest‹o que aborda diversos aspectos do C—digo de ƒtica.
A assertiva I est‡ correta, pois todos os —rg‹os e entidades da Administra•‹o
Pœblica Federal (com exce•‹o das empresas pœblicas e sociedades de economia
mista), bem como —rg‹os e entidades que exer•a atribui•›es delegadas do Poder
Pœblico, devem criar comiss›es de Žtica, nos termos do C—digo.
A assertiva II faz uma confus‹o, pois na realidade a comiss‹o de Žtica Ž que tem
a obriga•‹o de fornecer os registros sobre a conduta Žtica de cada servidor aos
—rg‹os respons‡veis pela execu•‹o do quadro de carreira dos servidores.
A assertiva III est‡ estritamente de acordo com o inciso XXII do C—digo de ƒtica.

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A assertiva IV restringe o conceito de servidor pœblico trazido pelo C—digo de


ƒtica. Para fins de aplica•‹o do C—digo, considera-se como servidor pœblico Òtodo
aquele que, por for•a de lei, contrato ou de qualquer ato jur’dico, preste
servi•os de natureza permanente, tempor‡ria ou excepcional, ainda que sem
retribui•‹o financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer
—rg‹o do poder estatal, como as autarquias e as funda•›es pœblicas, as
entidades paraestatais, as empresas pœblicas e as sociedades de
economia mista, ou em qualquer setor onde prevale•a o interesse do
EstadoÓ.
GABARITO: A

QUESTÌO 48. INSS Ð TŽcnico do Seguro Social Ð 2016 Ð Cespe.


Bruno, servidor contratado temporariamente para prestar servi•os a
determinado —rg‹o pœblico federal, praticou conduta vedada aos servidores
pœblicos pelo C—digo de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico Civil do Poder
Executivo Federal.
A partir dessa situa•‹o hipotŽtica, julgue os itens a seguir ˆ luz do disposto
nos Decretos n.¼ 1.171/1994 e n.¼ 6.029/2007.
Se, para a infra•‹o praticada por Bruno, estiverem previstas as penalidades
de advert•ncia ou suspens‹o, a comiss‹o de Žtica ser‡ competente para,
ap—s o regular procedimento, aplicar diretamente a penalidade.

Coment‡rios
Voc• Ž aluno do EstratŽgia e sabe do fundo do seu cora•‹o que as comiss›es de
Žtica apenas s‹o competentes para aplicar uma puni•‹o, que Ž a censura Žtica.
Puni•›es de natureza disciplinar, como a advert•ncia e suspens‹o, somente
podem ser aplicadas por meio de sindic‰ncias ou processos administrativos
disciplinares, que s‹o conduzidos por outras comiss›es.
GABARITO: E

QUESTÌO 49. INSS Ð TŽcnico do Seguro Social Ð 2016 Ð Cespe.


Bruno, servidor contratado temporariamente para prestar servi•os a
determinado —rg‹o pœblico federal, praticou conduta vedada aos servidores
pœblicos pelo C—digo de ƒtica Profissional do Servidor Pœblico Civil do Poder
Executivo Federal.
A partir dessa situa•‹o hipotŽtica, julgue os itens a seguir ˆ luz do disposto
nos Decretos n.¼ 1.171/1994 e n.¼ 6.029/2007.
Mesmo prestando servi•o de natureza tempor‡ria, Bruno est‡ sujeito ˆs
disposi•›es contidas no Decreto n.¼ 1.171/1994.

Coment‡rios
O Decreto n¼ 1.171/1994, que instituiu o C—digo de ƒtica do Servidor Pœblico Civil
do Poder Executivo Federal Ž aplic‡vel a Òtodo aquele que, por for•a de lei,

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contrato ou de qualquer ato jur’dico, preste servi•os de natureza permanente,


tempor‡ria ou excepcional, ainda que sem retribui•‹o financeira, desde que
ligado direta ou indiretamente a qualquer —rg‹o do poder estatal, como as
autarquias, as funda•›es pœblicas, as entidades paraestatais, as empresas
pœblicas e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde
prevale•a o interesse do EstadoÓ. Podemos concluir, portanto, que o fato de
Bruno ser servidor tempor‡rio n‹o o exclui da aplica•‹o do C—digo de ƒtica.
GABARITO: C

QUESTÌO 50. INSS Ð TŽcnico do Seguro Social Ð 2016 Ð Cespe.


Embora deva respeitar a hierarquia, o servidor pœblico est‡ obrigado a
representar contra a•›es manifestamente ilegais de seus superiores
hier‡rquicos.

Coment‡rios
O dever de respeito ˆ hierarquia encontra limita•›es, relacionadas justamente ˆ
possibilidade do cometimento de ilegalidades pelos superiores. Nesse caso o
servidor tem o dever representar, conforme inciso XIV, ÒhÓ do C—digo de ƒtica.
GABARITO: C

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4 - Considera•›es Finais
Caro amigo, chegamos ao final de mais uma aula! Se tiver ficado alguma dœvida
por favor me procure no f—rum. Estou tambŽm dispon’vel no e-mail e nas redes
sociais.
Grande abra•o!

Paulo Guimar‹es

professorpauloguimaraes@gmail.com

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