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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ - UNIOESTE

CAMPUS FOZ DO IGUAÇU


CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE BOLSISTAS DE INICIAÇÃO
CIENTÍFICA

INICIAÇÃO CIENTÍFICA - ATIVIDADES


DE CAPACITAÇÃO EM CONCEITOS DE ANÁLISE DE
SISTEMAS DE ENERGIA ELÉTRICA

Foz do Iguaçu
2013
Centro de Engenharias e Ciências Exatas
Curso de Engenharia Elétrica

Conceitos fundamentais

1) Circuitos de corrente alternada em Alternative Transients Program (ATP)

2) Circuitos trifásicos de corrente alternada em ATP

3) Modelo de linhas de transmissão em ATP.

4) Transformadores e geradores em ATP.

5) Fluxo de Potência em Anarede.


"Uma Abordagem Completa para Estudos de Acesso de Geradores Síncronos a Sistemas
de Distribuição Considerando Condições Trifásicas Desbalanceadas"
1 Justificativa
Tendo em vista a necessidade de diversificação da matriz energética nacional, há um cenário
favorável para que seja feita a partir de energia limpa e renovável, o que inclui a energia
produzida por cogeração, por geração convencional a partir de PCHs e por geração assíncrona. É
importante destacar que as duas primeiras alternativas envolvem geradores síncronos
diretamente conectados a sistemas de distribuição ou subtransmissão, o que evidencia o
potencial de aplicação do conjunto de metodologias a ser desenvolvido ao longo deste projeto.
Além disso, é de interesse neste projeto estimular a continuidade do Grupo de Pesquisa em
Geração Distribuída/Simulação do SEP, iniciado em 2010 e que estes estejam em processo
contínuo de desenvolvimento e atualização profissional.
2 Objetivo
Desenvolver um conjunto de metodologias de avaliação dos diversos aspectos técnicos
necessários para a liberação, por parte das concessionárias de distribuição, do acesso de
autoprodutores de energia elétrica a sua rede básica. Este conjunto de metodologias teria como
inovação principal a consideração da operação em condições trifásicas desbalanceadas, e o
desenvolvimento das mesmas pretende gerar um conjunto de competências, entre os integrantes
do projeto, com potencial de capacita-los a integrarem futuras equipes de projetos na mesma
linha que sejam eventualmente de interesse do LASSE.
3 Entregas
As entregas ao longo do projetos seriam:
· Consolidação de um pacote de aplicativos (Metodologia GD-AP) capaz de realizar a análise do
desempenho dinâmico de geradores síncronos distribuídos, considerando a operação trifásica
desbalanceada da rede;
· Equipe capacitada para a pesquisa na área de geração distribuída;
· Formação de recursos humanos em nível de graduação (iniciação científica) e pós-graduação
(doutorado),
· Realização de um evento, nas dependências do PTI, para divulgação dos resultados do projeto;
· Divulgação dos resultados (e também do nome do LASSE e da Itaipu Binacional) em
conferências nacionais e internacionais;
4 Equipe de Projeto - Inicialmente este projeto conta com a seguinte equipe alocada:
· Rodrigo Andrade Ramos: coordenador de pesquisa (USP/São Carlos);
· Jonas Roberto Pesente: facilitador e pesquisador (Itaipu Binacional/Unioeste);
· Rodrigo Bueno Otto: gerente do projeto (FPTI-BR);
· Artur Bohnen Piardi: pesquisador e aluno de doutorado (USP/São Carlos);
· Jhonatan Andrade dos Santos: pesquisador e aluno de doutorado (USP/São Carlos);
· Fabrício Mourinho: pesquisador e aluno de iniciação científica (Unioeste).
· Rodrigo Frigola: pesquisador e aluno de iniciação científica (Unioeste).
· Mateus G. Cruz: suporte no Ambiente de Compartilhamento (FPTI-BR).
· Carlos A. Baez: suporte Administrativo (FPTI-BR).
5 Premissas
· A partir de hoje toda e qualquer comunicação, referente ao projeto, deverá ser feita via Ambiente
de Compartilhamento (Confluence), evitando o uso de e-mail. Seguindo instruções enviadas por
e-mail pelo Analista de Sistemas Mateus G. Cruz.
· Os alunos de Doutorado deverão cumprir as disciplinas regulares em São Carlos-SP e após isso
retornar ao PTI para conclusão do Projeto.
· Deverá ser comunicada a FPTI toda e qualquer publicação ao longo do projeto, e estas deverão
mencionar o apoio da UCI/ITAIPU, LASSE/FPTI-BR.
· Deverá ser elaborado pelo Coordenador de Pesquisa (até dia 5 de cada mês) um Relatório
Mensal de acompanhamento do projeto, conforme o padrão FPTI-BR.
· Toda e qualquer mudança de escopo, identificada no decorrer do projeto, deverá ser
comunicada e justificada para a elaboração de um Controle de Mudanças pela FPTI.
· Toda e qualquer viagem realizada no âmbito do projeto, deverá seguir/respeitar a Norma de
Viagens da Fundação Parque Tecnológico Itaipu - Brasil.
6 Restrições – Limites de Prazo e Custo
Este projeto tem duração total de 26 meses e Recurso alocado no valor de R$ 384.440,00.
Conceitos básicos de circuitos elétricos
Os elementos básicos dos circuitos elétricos são as fontes e os elementos
passivos resistor (R), capacitor (C) e indutor (L). As fontes representam máquinas
elétricas e os elementos passivos as características elétricas de outros
componentes, como linhas de transmissão, transformadores, etc.
As fontes é que são responsáveis pela existência de eletricidade no circuito
elétrico. Na solução clássica de circuitos elas são imutáveis (possuem valores
constantes sob qualquer situação).
Os elementos passivos respeitam a lei de Ohm. No resistor:
  . 
O indutor e o capacitor possuem características dinâmicas (suas grandezas
tensão e corrente variam com o tempo). A mesma relação no Indutor:

 


E no capacitor

 

Os circuitos elétricos são regidos (respeitam) as lei de Kirchoff. Para esclarecer
esses conceitos, resolva os seguintes exercícios:
1) Lei das malhas (ou das tensões):

Solução  i = 1,8[A], e4 = 0[V]


2) Lei dos nós (ou das correntes):

Solução  i0 = -3[A]
Tutorial em Alternative Transients Program (ATP).

Os Sistemas de Energia Elétrica (SEE) são representados por circuitos elétricos


e têm técnicas de análise específicas. O ATP será utilizado para solucionar os
circuitos que reprentam os SEEs, logo não é necessário mais a solução explícita
(analítica) desses circuitos, somente a simulada.

a) Verificar o workspace do ATP

b) Verificar os elementos da biblioteca do ATP:


c) Montar e configurar parâmetros de simulação para um CA:

O aterramento é realizado clicando com o botão direito sobre o nó e assinalando


“ground”.

O circuito é executado clicando-se “F2” e a solução é visualizada clicando-se


“ctrl+alt+0”.

Os parâmetros da simulação (tempo máximo, passo de integração, XOpt e COpt


são modificados em na aba ATP  Settings).
Potência em Corrente Alternada e Circuitos monofásicos em ATP

a) Verificar:
“A defasagem entre tensão e corrente, é a diferença de tempo tIfase - tVfase”
“O ângulo θv-θi = (tIfase - tVfase)*ω é uma representação desse tempo no movimento
circular”
b) Implementar o Models
s(t) = v(t)*i(t)
A potência em circuitos senoidal é uma grandeza senoidal de frequência duas
vezes maior que a da fonte.
Matematicamente pode ser decomposta em duas parcelas:
1
    ∗  −  + 2
 +   −  + )*2
! +  )*
  −  ,
!
2
"#$%&# ( "#$%&# +

“A parcela ativa (P) é igual a média da parcela proporcional ao coseno do ângulo


entre tensão e corrente”;
“A parcela reativa (Q) é igual ao máximo da parcela proporcional ao seno do
ângulo entre tensão e corrente”.
c) Definir fasor: módulo igual ao valor RMS da senóide (não possui média) e
ângulo igual à defasagem com relação à referência.
“Definido fasor, todas as grandezas senoidais valem seus RMSs”.
d) Verificar o resultado do MODELS RMS implementado e relacionar Vpico e
VRMS.
e) Resolver o circuito utilizando o conceito de fasores:
“As tensões, correntes e potências P, Q e S podem ser calculadas utilizando o
conceito de fasores, muito mais simples para análise de circuitos de corrente
alternada”.

f) Verificar o resultado do MODELS P, Q, S implementado.


Potência em circuitos trifásicos.

O circuito trifásico abaixo pode ser obtido replicando 3 circuitos monofásicos igual
ao implementado.

a) Definem-se as grandezas “trifásicas”:


Vlinha;
θ = θv-θi = (tIfase - tVfase)*ω;
Ifase;
S3φ = Sφa + Sφb + Sφc;
P3φ = Pφa + Pφb + Pφc;
Q3φ = Qφa + Qφb + Qφc;
Fator de potência fp = P3φ/S3φ; e

-.∅  √3. 22 . 34 5
b) Representar o circuito trifásico por um unifilar. Obter Vf, VL, Iramo, Sf, SL, Pf, PL,
e Qf, QL.
“Utilizando o conceito de fasores e definindo grandezas trifásicas (tensão de linha
e corrente de fase), é possível obter a solução do circuito representando apenas
uma fase (representação unifilar)”.
c) Através do MODELS fornecido, analise as formas de onda de s3φ(t), p3φ(t) e
q3φ(t).
“As potências monofásicas variam com o tempo, as trifásicas não”.
Modelo de linha de transmissão.
a) Implementar a linha abaixo usando o modelo de Line/Cable Constants:

Parâmetros:
Não transposta (JMarti, Bergeron e Semylen permitem), condutores auto-
agregados, efeito pelicular, matriz de transformação.
Modelo Tensão Rho [ohm.m] Freq. Inic. [Hz] Comprimento
π 765kV 50 60 25,94km
Condutores Pára-raios
Rin [cm] Rout [cm] ResisDC [Ω/km] Flecha [m] Rin [cm] Rout [cm] ResisDC [Ω] Flecha [m]
0,3265 1,4805 0,0075 14,1 0 0,62 0,682947 24

b) Energizar com 765kV e alimentar uma carga em delta de 100Ω para


verificar a diferença entre tensões no terminal de carga causadas pela não
transposição.
c) Utilizar três trechos iguais e realizar a transposição da linha, verificando as
tensões no terminal de carga.
d) Completar a tabela abaixo extraindo os parâmetros da linha de
transmissão modelada no arquivo .lis da linha (lt1.lis /
C:\Users\pesente\Documents\ATPdata\work / ToolsOptionsFiles&Folders)
multiplicando a magnitude por 3 se for usado os 3 segmentos de linha.
Sequencia Zero Positiva
Magnitude (Ohm)
Impedância de surto
Angulo (graus)
Atenuação db/km
Velocidade km/seg
Comprimento de onda km
Resistência ohm/km
Reatância ohm/km
Susceptância mho/km
e) Definir o SIL.

f) Conhecendo o modelo unifilar da linha, implemente seu modelo em ATP


usando o modelo RLC pi-equivalent 3 phase e 3 ph. seq. (Line/cables 
Lumped).

g) Definir as grandezas em por unidade.

h) Obtenha o modelo unifilar da linha de transmissão, chamado π-nominal.


Resolva este circuito considerando o modelo unifilar. Represente o modelo
π-nominal em p.u. considerando Sbase = 100MVA e Vbase = 765kV.
Modelo de transformadores.
a) Implemente um transformador com as seguintes características:

Snominal 6450 [MVA]


Vprimário ∆ 18 [kV]
Vsecundário Yaterrado 765 [kV]
Reatância de dispersão 10 [%]
Resistência de perdas 1 [%]
Defasagem alta-baixa 30 [graus]
Perdas na magnetização 0,1 [%]

b) Verifique a correspondência do modelo energizando-o à tensão nominal,


curto-circuitando e comparando a corrente medida com a esperada
(calculada).

c) Insira a seguinte característica de saturação magnética e verifique seu


efeito sobre a energização do transformador:

IPRIM-RMS [A] VPRIM-RMS [V] VPRIM-pu [V]


31 9360 0,52
62 18720 1,04
116 19800 1,1
1937 20160 1,12
d) Obtenha o modelo unifilar do transformador e indique seu modelo em por
unidade de Sbase = 100MVA, Vbase = 765kV.
Introdução ao fluxo de potência.

a) Implementar o circuitro trifásico abaixo em ATP pelos seus modelos


unifilares, e configure a impedância de carga que atenda a potência
representada. Esse processo é iterativo (depende de várias modificações
de carga)? Ou é direto?

“A não linearidade do problema é devido à formulação baseada na potência da


carga.”

“A carga não pode ser aproximada por uma impedância porque a reprodução dos
casos de fluxo é baseada no consumo de potência do sistema e a solução do
fluxo demanda precisão elevada já que corresponde à condição de
funcionamento contínuo dos elementos do sistema.”
Tutorial Anarede e Fluxo de Potência.
a) Verificar o Workspace e a biblioteca de elementos do Anarede

b) Configurar o seguinte sistema para análise (caso base)


Barra Nome Geração Carga [MW + jMvar] Tensão [p.u.] Linha Z [p.u.] B [Mvar]
Foz do 0,0001 +
60 6300 0 1,05 1-3 198
Iguaçu j0,005
0,0025 +
59 Ivaiporã Folga 0 1,03 1-3 0
j0,05
Tijuco 0,001 +
86 6500 + j1000 PQ 2-3 250
Preto j0,015

Este sistema corresponde a um sistema brasileiro equivalente simplificado para


fins acadêmicos, baseado no método de Ward Estendido (redução da matriz
admitância relativa às barras externas, retidas e de fronteira). Os equipamentos
não modelados e que podem ser configurados são:
Reator em derivação Banco de Capacitor em derivação Compensador Síncrono
Barra Nome
[Mvar] [Mvar] [Mvar]
Tijuco
86 3 x 300 12 x 200 3 x -330/+220
Preto
Deve-se considerar ainda, que os limites dos equipamentos são:
Barra Tensão [p.u.] Linha Fluxo [MVA] Gerador Geração [MW]
60 0,95 a 1,05 60-86 10500 60 7000
86 0,95 a 1,05 60-59 6450
59 0,95 a 1,05 59-86 3800
E que a tensão em Tijuco Preto (86) deve ser sempre 1p.u. (barra de fronteira).

c) Ajustar os seguintes casos de fluxo de potência:

Carga baixa no SIN e Itaipu 60Hz em N-3 (com 5 unidades geradoras)

Barra Nome Geração Carga [MW + jMvar] Tensão [p.u.]


60 Foz do Iguaçu 2000 0 ?
59 Ivaiporã Folga 0 ?
86 Tijuco Preto 2500 + j500 1,00

Carga alta no SIN e Itaipu 60Hz com 10 unidades geradoras

Barra Nome Geração Carga [MW + jMvar] Tensão [p.u.]


60 Foz do Iguaçu 7000 0 ?
59 Ivaiporã Folga 0 ?
86 Tijuco Preto 9500 + j2600 1,00
Implementação de controles em ATP – Curso complementar
Conceitos que devem ficar claros:
Programação de funções de transferência em MODELS e configuração das
conexões correspondentes da máquina síncrona.
Forma de inicialização dos controles.

O modelo de gerador utilizado nesse estudo para Itaipu é o equivalente de 9


unidades geradoras considerando a representação de máquina síncrona
(Machines  SM59  8 control). Os parâmetros correspondentes são:
Snom Vnom Ifd(vazio) Xl [pu] Xd [pu] Xq [pu] Xd' [pu] Xq' [pu] J[kg-m2.106]
737 [MVA] 18 [kV] 1715 [A] 0,12 0,949 0,678 0,317 0,68 17
Xd'' [pu] Xq'' [pu] Td' [s] Tq' [s] Td'' [s] Tq'' [s] Rn [pu] Xn [pu] Polos
0,252 0,269 8,5 0 0,09 0,19 910 3640 2

Condição inicial do caso.


P Q V [V]
6000 MW 233,9 [Mvar] 18000
Modelo do Transformador Elevador.
Conexão Yd1 Relação Derivação Snom [MVA]
∆-Y 18:500 1:1,024 737 Ztotal [p.u.]
Venrolamento primário Zenrolamento_primário [Ω] Venrolamento secundário Zenrolamento_secundário [Ω] 0,000807 + j*0,0328
18 0,000532 + j*0,216 295,53 [kV] 0,1369 + j*5.5631

O regulador de tensão é ilustrado na Figura abaixo. O MODELS correspondente


é:
MODEL RT
INPUT Vt
Vr
OUTPUT Vcam
VAR k, kpt, krt, Vref, Vref2, erro, Vts, Vrt, Vpt, Vcam,
INIT
k:=-640.53/-850.45
Vcam:=1
Vpt:=Vcam/k
kpt:=0.95
Vrt:=Vpt/kpt
krt:=91.32
erro:=Vrt/krt
Vref:=Vcam + erro
ENDINIT
HISTORY
Vts {dflt:1}
Vcam {dflt:1}
Vpt {dflt:Vcam/k}
Vrt {dflt:Vpt/kpt}
EXEC
Laplace(Vts/Vt):=(1|s0)/(1|s0 + 0.015|s1)
erro:=(Vref-Vts+Vr)
Laplace(Vrt/erro):=(91.32|s0 + 142.7788|s1 + 7.3773|s2)/(1|s0 + 1.53|s1 + 0.045|s2)
Laplace(Vpt/Vrt):=(0.95|s0)/(1|s0 + 0.05|s1)
Vcam:=k*Vpt
ENDEXEC
ENDMODEL
Esse modelo necessita ser inicializado adequadamente, e têm seu diagrama
funcional ilustrado na Figura 2.

O valor inicial da saída de cada bloco é que deve ser inicializado, e depende dos
ganhos de regime permanente dos blocos de controle e da forma como o modelo
da máquina síncrona trata as informações. Na Figura, os ganhos de regime estão
evidenciados em vermelho.
A primeira consideração é que há erro de regime permanente – ∆erro(0).
A segunda é que o modelo da máquina síncrona no ATP tem p.u. como unidade
de entrada de tensão de campo, normalizada pela tensão de campo da máquina
à vazio – Efd0, que considera-se para todas as simulações igual a 1 p.u. Os
passos de inicialização se dão como segue, para uma tensão de campo igual a -
850,45V para o carregamento da simulação e -640,50V para a máquina a vazio:
1) A inicialização se dá do valor inicial de saída da malha - Efd(0) = 1p.u.
A transformação de Efd(0) para p.u. da máquina define o valor da saída da

1 850,45
ponte de tiristores – Gponte(0).
678% 0  
:4;< 640,50
:4;=
2) Uma vez que o PSS tem um bloco de WashOut, sua saída em regime é
sempre nula. Assim, o ganho da ponte define o valor de regime do

1
regulador de tensão – GRT(0).
6C 0  . 6E*) 0
0,95

3) Analogamente, o erro de regime – erro(0), é determinado pelo ganho de


regime do regulador de tensão:
1
)FF0  . 6 0
91,32 GH
4) Por fim, o erro de regime – erro(0), é mantido pela diferença entre Vt. e a
Ref, que deve ser fixada como tal para atender o equilíbrio da malha de
controle:
)I  8 G.". + )FF 0
Transdutor de tensão
O transdutor instantâneo de tensão utilizado em ATP para emular a tensão de
sequência positiva utiliza somente a tensão de uma fase, pois todas as
simulações realizadas consideram casos equilibrados:

1 H +
GJK   L M 3#  5 . 
C =

Regulador de velocidade

Analogamente ao regulador de tensão, o de velocidade é ilustrado na Figura


abaixo. O modelo correspondente é:
MODEL RV
DATA Dem, P, Snom, Fs, R, T1, Tw, Tw2
INPUT W, DW
OUTPUT Pmech
VAR erro1, bloco1, bloco2, Pmech, Wpu, k, Ref
INIT
k := P/Snom
Ref := Dem+1/((1/k)*(1/R))
bloco1 := k
bloco2 := k
Pmech := k
ENDINIT
HISTORY
bloco1 {dflt:k}
bloco2 {dflt:k}
EXEC
Wpu := W/(2*3.14159265359*Fs)
erro1 := (Ref-Wpu+DW)
Laplace(bloco1/erro1) {dmin:0.1,dmax:1.1} := ((1/R)|s0)/(1|s0 + T1|s1)
Laplace(bloco2/bloco1) := (1|s0-Tw|s1)/(1|s0+Tw2|s1)
Pmech := (bloco2)/k
ENDEXEC
ENDMODEL

Tal modelo necessita ser inicializado adequadamente. A primeira inicialização é à


saída de velocidade angular da máquina, uma vez que o ATP essa grandeza
como nula e somente atualiza seu valor a 377 rad/s após o primeiro passo de
integração. Esta inicialização pode ser feita a partir do bloco “init” da TACS
correspondente.
A inicialização das grandezas se dá de maneira análoga às do regulador de
tensão, e têm as dinâmicas ilustradas na Figura acima, com os ganhos de regime
permanente evidenciados em vermelho.
Novamente, a primeira consideração é que há erro de regime permanente –
erro(0).
A segunda é que o modelo da máquina síncrona no ATP tem MW como unidade
de entrada de potência mecânica – Pmec(t), enquanto a malha de controle possui
todas as grandezas em p.u. Os passos de inicialização se dão como segue, para
um fornecimento inicial de potência igual a 6.000MW:
1) A inicialização se dá do valor inicial de saída da malha - Pmec(0), igual à
potência da máquina síncrona no regime pré-simulação. A transformação
de Pmec(0) para p.u. define o valor da saída da turbina – bloco2(0).
NO+ 0 =
1 6000
=
-7< 6633
P<% 0
2) Tanto a turbina quanto a dinâmica do regulador possuem ganho de regime
igual a 1, logo bloco1(0) = bloco2(0).
3) O erro de regime – erro(0), é ponderado pelo ganho de regime do
regulador de velocidade – estatismo.
1 1 6000
)FF 0 = . NO( 0 = .
1 20 6633

4) Por fim, o erro de regime – erro(0), é mantido pela diferença entre ωp.u. e a
Ref, que deve ser fixada como tal para atender o equilíbrio da malha de
controle:
)I = G."..Q. + )FF0

A priori, o PSS é implementado com o regulador de tensão e não precisa ser


inicializado.
Consideração sobre a redação de textos técnicos.

Utilização de pronomes demonstrativos (este, isto, aquele, etc.): devem ser


evitados.
Correção/Alternativa: recitar o sujeito (A proteção... Esta proteção... A proteção...
Tal tipo de proteção...).

Prestar atenção à concordância de gênero.

Adjetivos qualitativos (muito, pouco, bastante, etc.): nunca devem ser usados.
Correção/Alternativa: adjetivos quantitativos (foi verificada uma grande variação
de corrente... foi verificada uma variação de 32% com relação à corrente base).

Gerúndio (sendo, fazendo, realizando, etc.): nunca deve ser usado.


Correção/Alternativa: conjugar noutro tempo verbal (Tal proteção atua neste
caso, sendo mais eficiente... Tal proteção atua neste caso e é mais eficiente...)

Texto em primeira pessoa (este trabalho realiza): o relatório não tem capacidade
de realizar ações.
Correção/Alternativa: utilizar a terceira pessoa (Está relatado neste trabalho...).

Primeira pessoa (nós percebemos): nunca utilizar.


Correção alternativa: utilizar a terceira pessoa (Foi percebido).

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