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MÉTODOS QUA TITATIVOS

Rui Mendes
Rui_Mendes@iscet.pt
Métodos Quantitativos

Índice

Capítulo I: Funções Reais


1. Operações com úmeros Relativos .................................................................................. 4
1.1. Adição ......................................................................................................................................4
1.2. Subtracção ................................................................................................................................5
1.3. Multiplicação ............................................................................................................................5
1.4. Divisão......................................................................................................................................6
1.5. Potenciação ...............................................................................................................................6
1.6. Radiciação ................................................................................................................................7
2. Produto e Divisão de Potências de Mesma Base ............................................................. 8
2.1. Expoente Nulo ..........................................................................................................................8
2.2. Expoente Negativo ...................................................................................................................9
2.3. Expoente Fracionário ...............................................................................................................9
2.4. Utilização de Potências de Dez para simplificar a representação de certos Números ...........10
3. Operações com fracções .................................................................................................. 10
3.1. Multiplicação de fracções .......................................................................................................12
4. Equações ........................................................................................................................... 14
4.1. Equação do 1º Grau com uma Incógnita ................................................................................14
4.2. Equação do 2º Grau com uma Incógnita ................................................................................15
5. Sistemas de Equações Lineares ...................................................................................... 19
5.1. Sistemas de equações lineares Possivel Determinado ............................................................21
5.2. Sistema de equações lineares Possivel Indeterminado ...........................................................22
5.3. Sistema de equações lineares Impossivel ...............................................................................23
5.4. Sistemas de equações lineares Possiveis a 3 incógnitas .........................................................23
6. Representação Gráfica .................................................................................................... 26
6.1. Coordenadas Cartesianas no Plano.........................................................................................26
6.2. Gráfico de uma equação .........................................................................................................27
6.4. Equação Reduzida da Recta ...................................................................................................32
7. oções de Matemática Financeira ................................................................................ 37
7.1. Juros Simples..........................................................................................................................39
7.2. Juros Compostos.....................................................................................................................43
7.3. Aumentos e descontos sucessivos ..........................................................................................47
7.4. Taxas nominais e efectivas .....................................................................................................48
8. Rendas.............................................................................................................................. 51
8.1. Rendas Postecipadas...............................................................................................................51
8.2. Rendas Antecipadas ...............................................................................................................53
9. Quadros de amortização de dívidas .............................................................................. 55
10. Análise de projectos de investimento .......................................................................... 59
10.1. Valor Actual Líquido (VAL) .................................................................................................60
10.2. Prazo de Recuperação/Pay-Back ..........................................................................................61
10.3. Índice de rentabilidade .........................................................................................................63
11. A atureza da Estatística............................................................................................. 66
11.1. Definições básicas da estatística...........................................................................................66
11.2. Tabelas de frequências .........................................................................................................67

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11.2.1. Tabelas com dados não agrupados ................................................................................67


11.2.2. Tabelas com dados agrupados .......................................................................................69
11.3. Representação Gráfica ..........................................................................................................70
12. Medidas de Localização ............................................................................................... 76
12.1. Média ....................................................................................................................................77
12.2. Moda (Mo) ...........................................................................................................................80
12.3. Mediana (Md) .......................................................................................................................82
13. Medidas de Dispersão .................................................................................................... 86
13.1. Amplitude Total ....................................................................................................................87
13.2. Variância ...............................................................................................................................88
13.3. Desvio-padrão .......................................................................................................................90
13.4. Coeficiente de Variação de Pearson ......................................................................................91
14. Coeficiente de Correlação ............................................................................................. 95

Exames e Minitestes

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1. Operações com úmeros Relativos

1.1. Adição
Quando os números têm o mesmo sinal basta conservá-lo e adicionar os números; quando os sinais
são contrários subtraímos o menor do maior, e o sinal que prevalece é o deste último. É bom
lembrar também que o sinal mais (+) antes de um parêntese não vai alterar o sinal do número que
está entre parênteses, ocorrendo o oposto quando o sinal antes do parêntese for o de (–). Se não
houver nenhum sinal antes do parêntese estará implícito que o sinal será o de mais (+).

Exemplos:
i. 10 + (+2) = 10 + 2 = 12

ii. 10 + (−2) = 10 − 2 = 8

iii. − 10 + (+2) = −10 + 2 = −8

iv. − 10 + (−2) = −10 − 2 = −12

Quando devemos somar mais de dois números relativos o resultado é obtido somando o
primeiro com o segundo, o resultado obtido com o terceiro, e assim por diante até a última
parcela.

Exemplo:

5 + (−3) + (−7) + 3 + 4 =

= 2 + (−7) + 3 + 4 =

= (−5) + 3 + 4 =

= (−2) + 4 = 2

Podemos também adicionar separadamente todas as parcelas positivas e todas as negativas e,


em seguida, somar os dois números de sinais contrários obtidos.

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Efetuando a soma do exemplo anterior, temos:

— soma das parcelas positivas:

(+5) + (+3) + (+4) = +12

— soma das parcelas negativas:

(−3) + (−7) = −10

— soma de ambos os resultados:

12 + (−10) = 2

1.2. Subtracção

Cumpre observar que o sinal de menos (–) antes de um parêntese troca o sinal do número que
está entre parênteses e, no mais, procedemos como na operação anterior.

Exemplos:

i. 10 − (+2) = 10 − 2 = 8

ii. 10 − (−2) = 10 + 2 = 12

iii. (−10) − (+2) = −10 − 2 = −12

iv. (−10) − (−2) = −10 + 2 = −8

1.3. Multiplicação
Exemplos:
i. 10 × 2 = 20

ii. 10 × ( −2) = −20

iii. ( −10) × 2 = −20

iv. (−10) × ( −2) = 20

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1.4. Divisão
Exemplos:
10
i. =5
2

10
ii. = −5
−2

− 10
iii. = −5
2

− 10
iv. =5
−2

1.5. Potenciação
Quando, em uma multiplicação, os factores são todos iguais, em módulo e em sinal, esta operação
recebe o nome de potenciação. Assim sendo, a potência de um número é o produto de factores
iguais a este número, sendo representada por:

→ expoente (n.º de repetições dos fatores iguais)


a p→ base (é o número ou fator em questão)

Conforme veremos a seguir, toda potência de expoente par é positiva, qualquer


que seja o sinal da base, porém, toda potência de expoente ímpar tem o sinal de
base.

Exemplos:
i. (+ 2)4 = (+ 2 ) × (+ 2) × (+2) × (+ 2) = 16
ii. (−2) 4 = (− 2 ) × (− 2 ) × (− 2 ) × (− 2 ) = 16

iii. (+ 2)3 = (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) = 8
iv. (−2)3 = (− 2 ) × (− 2 ) × (− 2 ) = −8

A esta altura é interessante notar a diferença entre a potenciação seqüencial e a

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potenciação escalonada, que serão analisadas logo a seguir.

a) Potenciação Seqüencial:

[(2) ] = [4] = 64 , que também pode ser efetuada diretamente mantendo-se a base
2 3 3

e multiplicando-se os expoentes:

2 2×3 = 2 6 = 64

b) Potenciação Escalonada:

3
2
3
2 2 que pode ser entendida como 2 , ou seja:
3
2 2 = 28 = 256

1.6. Radiciação
a) Raiz n-ésima de um número:
Dizemos que um número “b” é a raiz n-ésima exata de um número “a” quando

a = bn
e ela é representada por
n
a =b
Denomina-se radiciação a operação pela qual se obtém a raiz n-ésima de um número. Nas
operações exatas, a radiciação é a operação inversa da potenciação.

O sinal é o radical

Temos então: O número " a" é o radicando
O número " n" é o índice do radical

Assim sendo

9 = 3 porque 32 = 9

3
8 = 2 porque 23 = 8

No caso de n = 2 a raiz diz-se quadrada.

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No caso de n = 3 a raiz se diz cúbica.

Exemplos:

 (+ 8)2 = 64
 64 = ±8 pois 
(− 8) = 64
2

1.º caso 
4 625 = ±5 pois (+ 5) = 625
4


(− 5) = 625
 4

 − 4 = ±2i e, é considerado um imaginário puro
2.º caso 
tal assunto não será abordado nesta disciplina

Observação: pelo que foi exposto, se alguém lhe perguntar qual é o valor de 9 , a resposta e
simplesmente 3. Agora se for pedido o valor algébrico do 9 teremos então ± 3.

2. Produto e Divisão de Potências de Mesma Base


a) Para multiplicar potências de mesma base, repetimos a base e somamos os expoentes.
b) Para dividir potências de mesma base, repetimos a base e subtraímos o expoente do
denominador do expoente do numerador.

• Ilustração 2.1
1 1 3
3+ 2 − 4 +
−4
a ×a ×a ×a = a
3 2 2 2
=a 2

b8
5
= b8−5 = b 3
b
x2
= x 2 −5 = x −3
x5
I3
−4
= I 3 − ( −4 ) = I 7
I

2.1. Expoente ulo


Toda potência de expoente nulo é igual à unidade.

a 0 = 1 , para qualquer a .

Observação:

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São exceções 0 0 e ∞ 0 , que não têm qualquer significado numérico, sendo símbolos de
indeterminação.

2.2. Expoente egativo


Toda potência de expoente negativo equivale a uma fracção cujo numerador é a unidade e o
−n 1
denominador é a potência com o expoente positivo ou seja: a = n . (1)
a

Exemplos:
1 1
i. 2− 4 = 4
=
2 16

1 1
ii. 3− 2 = =
32 9

Observações:

1ª) Em conseqüência do exposto anteriormente temos:

1
an = (2)
a−n

2ª) Agora podemos obter o mesmo resultado do item (d) da ilustração 11 por outro caminho:

I3
= I3 × I4 = I7
I −4

2.3. Expoente Fracionário


Toda potência de expoente fracionário equivale a uma raiz cujo índice é o denominador da
fracção e cujo radicando é a base elevada a um expoente igual ao numerador, ou seja:

p
q (3)
a = ap
q

Exemplos:

Determinar os valores algébricos das seguintes operações:


2
i. 8 = 3 82 = 3 64 = 4
3

1
ii. 16 2 = 16 = ±4

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1
− 1 1 1
iii. 4 2
= 1
= =±
2
4 2
4

2.4. Utilização de Potências de Dez para simplificar a representação de certos


úmeros
Exemplos:
2000 = 2 × 10 3
4000000 = 4 × 10 6
0,0003 = 3 × 10 −4
0,025 = 25 × 10 −3

(*) Antigamente representava-se 2 e 4 milhões, respectivamente por 2.000 e 4.000.000. Já há alguns anos aboliram-se
os pontos separatrizes de classes, mantendo-se agora um espaço entre as mesmas.

3. Operações com fracções


A adição e a subtracção fracções homogéneas (que têm denominadores iguais) são efectuadas,
repetindo-se os denominadores e efectuando-se as devidas operações com os numeradores. Veja:

3 2 3+ 2 5
+ = =
6 6 6 6

5 3 5−3 2
− = =
8 8 8 8

As propriedades da adição de números naturais também são válidas para a adição de números
fracionários.

Propriedade comutativa: a ordem das parcelas não altera a soma

2 1 1 2 3
+ = + =
5 5 5 5 5

Propriedade associativa: podemos associar duas ou mais parcelas, de maneiras diferentes, sem que
o resultado (soma) seja alterado.

3 1 5 3 1 5 9
 + + = + +  =
8 8 8 8 8 8 8

Lembre-se que uma fracção do tipo 9/8, que tem o numerador maior que o denominador, é maior
que a unidade (8/8).

9 8 1 1
= + = 1+
8 8 8 8

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No caso de efectuarmos a adição e a subtracção com fracções heterogéneas (que têm


denominadores diferentes), é preciso transformá-las em fracções equivalentes às que tenham
denominadores iguais.

Para obtermos fracções equivalentes, é preciso multiplicar ou dividir o numerador e o denominador


de uma fracção por um mesmo número natural, diferente de zero.

Exemplos:

i. Ao determinarmos as fracções equivalentes a 2/3, temos:

ii. Vamos efectuar a seguinte adição:

1 1 3 2 3+ 2 5
+ = + = =
2 3 6 6 6 6

iii. Vamos efectuar a seguinte subtracção:

5 1 15 4 15 − 4 11
− = − = =
8 6 24 24 24 24

Sempre que efectuamos qualquer operação com fracções, devemos encontrar o resultado mais
simples possível, ou seja, uma fracção equivalente com numerador e denominador menores.

O processo usado para simplificar uma fracção é a aplicação da mesma propriedade usada para
encontrar fracções equivalentes, ou seja:

64
Na simplificação da fracção , temos:
60

16 64
Portanto, é a forma simplificada da fracção .
15 60

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Exemplos:

5 7 3 20 14 9 6 9 15 5
i. − + = − + = + = =
6 12 8 24 24 24 24 24 24 8

1 2 20 14 9 6 9 15 5
ii. 1− − = − + = + = =
10 5 24 24 24 24 24 24 8

 3 1  1   15 4  1   11 1   33 10 
iii. 2 −  −  −  = 2 −  −  −  = 2 −  −  = 2 −  −  =
 4 5  6   20 20  6   20 6   60 60 

23 120 23 97 60 37 37
= 2− = − = = + = 1+
60 60 60 60 60 60 60

3.1. Multiplicação de fracções


Para multiplicar fracções, devemos multiplicar os numeradores e os denominadores entre si.

Quando fazemos uma multiplicação de fracções, podemos simplificar a operação usando o processo
de cancelamento. Veja:

7 4 7 4 7 1 7
. = . = . =
8 5 4.2 5 2 5 10

Para multiplicar uma fracção por um número inteiro, devemos multiplicar esse número pelo
numerador da fracção e repetir o denominador. Por exemplo:

3 6
2. =
7 7

Nas expressões numéricas com fracções, devemos lembrar que a ordem em que as orações devem
ser efetuadas é:

1. Potenciação e radiciação;

2. Multiplicação e divisão;

3. Adição e subtracção.

Exemplos:

i. Resolver a expressão :

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  2 3  4   10 9  4    1  4  2 4
4 − 2. −  −  = 4 − 2. −  −  = 4 − 2.  −  = 4 −  −  =
  3 5  5   15 15  5    15  5  15 5 

 2 12   10  10
= 4 −  −  = 4 − −  = 4 +
15 15   15  15

6 1 3
ii. Uma lojista vendeu 3 partes de uma peça de tecido: m , m e m . Quantos
8 2 4
metros vendeu ao todo.

6 1 3 6 4 6 16
+ + = + + = = 2m
8 2 4 8 8 8 8

2 1
iii. João ao receber o seu vencimento, gastou com renda da casa e do que sobrou
5 2
em custos com a alimentação. Que fracção do salário ainda restou?

2 3
1- = (valor que sobrou do vencimento após ter pago a renda da casa)
5 5

1 3 3
. = (valor que gastou com a alimentação)
2 5 10

3 3 10 6 3 1
1− − = − − = (fracção que sobrou ao João do seu salário)
5 10 10 10 10 10

Exercicios:

5 1 3
i. − + =
4 2 10

1 1  3
ii.  +  − 1 −  =
 8 3   10 

2 1 1
iii. 5 − .  =
3 7 4

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4. Equações

4.1. Equação do 1º Grau com uma Incógnita


Toda equação do 1º grau com uma incógnita (x) pode ser reduzida a forma:

ax + b = 0 (1)

em que a e b são constantes e a ≠ 0 .

Sua solução é:

b
ax + b = 0 ⇒ ax = −b ⇒ x = − (2)
a

Exemplos:

Resolva as seguintes equações do 1º grau:

i. 3z + 1 = 7 z − 3 ;

3z + 1 = 7 z − 3 ⇔

3 z − 7 z = −1 − 3 ⇔

− 4 z = −4 ⇔

−4
z= ⇒ z =1
−4

5 15
ii. = ;
2 x 12

5 15
= ⇔
2 x 12

(2 x )15 = 5 ×12 ⇔
30 x = 60 ⇔

60
x= ⇒x=2
30

3 6
iii. = ;
y−2 4

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6( y − 2 ) = 3 × 4 ⇔

6 y − 12 = 12 ⇔

6 y = 24 ⇔

24
y= ⇒ y=4
6

4.2. Equação do 2º Grau com uma Incógnita

A forma geral da equação do 2º grau com uma incógnita é:

ax 2 + bx + c = 0

onde a ≠ 0 .

Para resolver esta equação utilizamos a seguinte fórmula:

− b ± b 2 − 4ac − b ± ∆
x= =
2a 2a

que é a conhecida fórmula da Bhaskara, onde

∆ = b 2 − 4ac .....

é o discriminante da equação, e três casos podem ocorrer:

1º) ∆ > 0 ⇒ teremos duas raízes reais e diferentes.


2º) ∆ = 0 ⇒ teremos duas raízes reais e iguais.
3º) ∆ < 0 ⇒ não teremos raízes no conjunto dos números reais, logo impossivel.

Exemplos:
Resolva as seguintes equações do 2º grau:

i. 2x 2 + 5x − 3 = 0 ;

a = 2

2 x + 5 x − 3 = 0 ⇒ b = 5
2

c = −3

∆ = b 2 − 4ac = 5 2 − 4 × 2 × (− 3) = 49 > 0

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− b ± ∆ − 5 ± 49 − 5 ± 7
x= = = ⇔
2a 2× 2 4
−5+7 2 1
x1 = = =
4 4 2
− 5 − 7 − 12
x2 = = = −3
4 4

ii. 4 z 2 − 4 z + 1 = 0 ;

a = 4

4 z − 4 z + 1 = 0 ⇒ b = −4
2

c = 1

∆ = b 2 − 4ac = (− 4 ) − 4 × 4 × 1 = 0
2

− b ± ∆ − (− 4 ) ± 0 4 ± 0
z= = = ⇔
2a 2×4 8

4+0 1
z1 = = 
8 2
 raiz dupla
4 − 0 1
z2 = =
8 2 

iii. z 2 + 4 z + 13 = 0 ;

a = 1

z + 4 z + 13 = 0 ⇒ b = 4
2

c = 13

∆ = b 2 − 4ac = (4 ) − 4 × 1 × 13 = 16 − 52 = −36 < 0


2

esta equação não admite raízes reais, logo impossivel.

iv. Dois pacotes juntos pesam 22 kg. Quanto pesa cada um deles, se o maior tem 6 kg a mais que o
menor?

pacote menor = x

pacote maior = x + 6

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Onde x representa o peso do pacote menor.

Então, teremos a seguinte equação:

x + (x + 6) = 22

x + (x + 6) = 22 (Eliminar os parênteses)

x + x + 6 = 22 (Somar os termos semelhantes)

2x + 6 = 22

2x = 22 - 6 (Juntar os termos semelhantes, passando o 6 para o segundo membro)

2x = 16

x=8

Desse modo, o peso do pacote menor é de 8 kg e do pacote maior é de 8 + 6 = 14 kg.

v. Sabendo que o quádruplo de um número somado com 9 é igual ao número somado com 6,
descubra qual é esse número.

Um número: x

Quádruplo do número: 4x

Equação correspondente: 4x + 9 = x + 6

4x + 9 = x + 6

4x - x = 6 - 9 (Juntar os termos semelhantes passar (+ 9) para o segundo membro (fica-9) e (+ x)


para o primeiro membro (fica - x)

3x = - 3 (isolando a variável, como 3 está a multiplicar por x passando para o outro membro fica a
dividir)

x=-1

Portanto, o número procurado é -1.

Exercícios Propostos:

i. Resolva as seguintes equações do 1.º grau:


x
a) =5
2

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b) 5( z − 3) − 4( z + 2 ) = 3(1 − 2 z ) + 2

2y − 5
c) 6 − =y
5
y 2y + 3
d) − =2
2 5

ii. Resolva as seguintes equações do 2.º grau:

a) z 2 − 8 z + 15 = 0
z ( z − 1)
b) =6
7

c) z 2 − 4 z + 4 = 0
1
d) z 2 + z + =0
3

iii. Uma estante custa três vezes o preço de uma cadeira. Qual o preço da estante, se as duas
mercadorias juntas custam 104 euros?

x
iv. Verifique se - 7 é raiz da equação: 2(x + 5) - = x – 3;
3
v. No parque de estacionamento do ISCET estão só estacionados carros e motas. O João contou 20
rodas no total.
a) Descobre uma solução possível para o número de carros e de motas estacionados no parque.
b) Escreva uma equação que traduza o problema.
c) Comente a afirmação: “O problema não tem uma infinidade de soluções.”

vi. Uma indústria produziu este ano 600.000 unidades de um certo produto. Essa produção
representou um aumento de 20%, em relação ao ano anterior. Qual a produção do ano anterior?

Solução dos Exercícios Propostos:


i. a) x = 10 ; b) z = 4 ; c) y = 5 d) y = 26

ii. a) z1 = 3 ; z 2 = 5

b) y1 = 7 ; y 2 = −6

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c) z = 2
d) Não admite raízes reais, logo impossivel.
iii. A estante custa 26 euros.
Não, porque substituindo na expressão o valor (-7) a soma de todos os termos é diferente
iv.
de zero.
vi. 500.000 Unidades.

5. Sistemas de Equações Lineares

1º Exemplo de aplicação:

O Pedro e o André ao saírem do trabalho, passaram por uma livraria onde havia vários artigos em
promoção. Pedro comprou 2 cadernos e 3 livros e pagou 34,80 €, no total. André gastou 22,40 € na
compra de 2 livros e 1 caderno. Os dois ficaram satisfeitos e foram para casa. No dia seguinte,
quiseram contar a um terceiro colega sobre suas compras, mas não se lembravam do preço unitário
dos livros. Sabiam apenas que todos os livros, assim como todos os cadernos, tinham o mesmo
preço. E agora... Será que existe algum modo de descobrir o preço de cada livro ou caderno com as
informações que temos?

Uma etapa importante na solução de um problema é a tradução dos dados em linguagem


matemática. Para essa etapa, vamos usar as variáveis x e y em vez de caderno e livro. Organizamos
os dados assim:

Pedro: 3 livros + 2 cadernos = 34,80 € 3x + 2y = 34,80

André: 2 livros + 1 caderno = 22,40 € 2x + y = 22,40

Temos, assim, o sistema:

 3 x + 2 y = 34 , 8

 2 x + y = 22 , 4
Estabelecendo o valor de y em função de x na 2ª equação, temos:

 3 x + 2 y = 34 , 8

 y = 22 , 4 − 2 x
Substituindo esse valor na 1ª equação:

 3 x + 2 ( 22 , 4 − 2 x ) = 34 , 8

 y = 22 , 4 − 2 x

Temos uma equação do 1º grau, com apenas uma incógnita. Resolvendo essa equação:

 3 x + 44 , 8 − 4 x = 34 , 8  3 x − 4 x = 34 , 8 − 44 , 8  − x = − 10
Rui Mendes   19
 __________ ____  __________ ____  __________ ____
Métodos Quantitativos

⇔ ⇔ ⇔

 x = 10

 ______
Substituindo x=10 na outra equação fica,

 x = 10 ⇔  x = 10 ⇔  x = 10
  
 y = 22 , 4 − 2 (10 )  y = 22 , 4 − 20  y = 2,4
Portanto, cada livro custou 10 € e cada caderno, 2,4 €.

2º Exemplo de aplicação:

Num dos jogos do Mundial de 2006 na Alemanha, entre a Selecção Nacional e a Selecção Inglesa, o
número de golos do encontro foi de 4.

Como é que podemos traduzir este enunciado por uma equação?

Representando por x o número de golos marcados por Portugal e por y o número de golos marcados
pela Inglaterra temos,

x+y=4

As soluções possíveis são:

x y
4 0
3 1
2 2
1 3
0 4
Pela tabela podemos constatar que temos vários resultados/soluções possíveis, logo para chegarmos
ao resultamos temos de ter mais informações.

Temos a informação adicional que Portugal marcou o triplo dos golos da Inglaterra, logo podemos
representar esta informação através da seguinte equação:

x = 3y

Com estas duas equações e como são constituídas por duas variáveis podemos, através de um
sistema de equações chegar á solução.

Rui Mendes 20
Métodos Quantitativos

x+y=4 3y + y = 4 4y = 4 y=1 y=1


⇔ ⇔ ⇔ ⇔
x = 3y _______ _______ x = 3.1 x=3

Logo o par ordenado (3,1) é a solução deste sistema de duas equações com duas incógnitas, x e y.

Se, num sistema de equações lineares, resolvermos uma delas em ordem a uma das incógnitas e
substituirmos, nas outras equações, essa incógnita pela expressão obtida, resulta num sistema
equivalente ao primeiro.

Tal como as equações, os sistemas classificam-se em possiveis e impossiveis e os possiveis em


determinados ou indeterminados.

Sistema de Equações Lineares

Impossível Possível

Sem Determinado Indeterminado


Solução (solução única) (infinitas soluções)

Vamos estudar um exemplo de cada um destes sistemas e posteriormente resolvê-los graficamente.

5.1. Sistemas de equações lineares Possivel Determinado

Exemplo:
A diferença entre dois números é 1 e a soma do triplo do maior com o menor é 7. Quais são os
números?

Representemos por x o maior dos números e por y o menor. Temos:

Rui Mendes 21
Métodos Quantitativos

x − y = 1 x = y +1  __________ _  ________ ________


 ⇔ 3 x + ⇔  3 ( y + 1) + ⇔ 3 y + 3 + ⇔ 4y = 4
3 x + y = 7  y = 7  y = 7  y = 7 

x = 1+1 ⇔ x = 2
⇔  
y =1 y =1

O sistema tem a solução (2,1).

• x − 4x + 4 = 8 − 3x = 8 − 4
x + 2y = 8 x + 2y = 8 x + 2(−2x + 2) = 8 
   
________ ________
x − y + 2 = 3x − 2x + 2 = y __________

 4

x = − 3  4 4
x = − 3  4
 x = − 3 x = − 3
− 2(− 4) + 2 = y   
 8 + 2 = y 8 + 6 = y y = 14
3 3 3 3  3
O sistema é possível e determinado porque tem uma só solução.

5.2. Sistema de equações lineares Possivel Indeterminado

Exemplos:
x + y = 6 ⇔  x + y = 6 ⇔  x = 6 − y ⇔  x = 6 − y

2 x + 2 y = 12 x + y = 6 (6 − y ) + y = 6 6 = 6

Um tipo de enunciado para este sistema era por exemplo: A soma de dois numeros é 6 e a soma dos
dobros desses números é 12. Quais são os números?

1 1 x+2 1 1
 2 x + 1 = 3 y
x 2 x
 x +1 =  x +1 = +  x − = 1 −1 0 = 0
 ⇔  2 2 ⇔  2 2 2 ⇔  2 2 ⇔ _________
3 y = x + 2  _________  _________  _________ 
 2

Um sistema é possivel indeterminado porque tem infinitas soluções.

Rui Mendes 22
Métodos Quantitativos

5.3. Sistema de equações lineares Impossivel

Exemplo:

x + y = 7 x = 7 − y  _______________  _______________
 ⇔ 2 x − 16 = −2 y ⇔ 2(7 − y ) − 16 = −2 y ⇔ 17 − 2 y − 16 = −2 y
2 x − 16 = −2 y   

 __________  _____
⇔  ⇔ 1 = 0
1 = −2 y + 2 y 

5.4. Sistemas de equações lineares Possiveis a 3 incógnitas

Exemplo:

2 x + y − 2 z = 10

3 x + 2 y + 2 z = 1
5 x + 4 y + 3 z = 4

Resolvendo a primeira equação em ordem a y, obtém-se um sistema equivalente.


Significa que vamos tentar descobrir, em primeiro lugar, o valor de y.

 y = −2 x + 2 z + 10

3 x + 2 y + 2 z = 1
5 x + 4 y + 3 z = 4

Substituindo na segunda e terceira equações y pela sua expressão, resulta:

 y = −2 x + 2 z + 10  y = −2 x + 2 z + 10  y = −2 x + 2 z + 10
  
3 x + 2(−2 x + 2 z + 10) + 2 z = 1 ⇔ 3 x − 4 x + 4 z + 20 + 2 z = 1 ⇔ − x + 6 z = −19
5 x + 4(−2 x + 2 z + 10) + 3 z = 4 5 x − 8 x + 8 z + 40 + 3 z = 4 − 3 x + 11z = −36
  

Considerando agora o sistema constiutuído pelas duas últimas equações, determina-se x e z através
do seguinte cálculo:
 _____________  _____________  _____________
  
− x + 6 z = −19 ⇔  x = 6 z + 19 ⇔  _____________ ⇔
− 3 x + 11z = −36 − 3(6 z + 19) + 11z = −36 − 18 z − 57 + 11z = −36
  

 _____________  __________ __  ____________  y = 10 − 2.(1) + 2.(−3)
   
⇔  _____________ ⇔  __________ __ ⇔  x = 6.(−3) + 19 ⇔  x = 1 ⇔
− 7 z = −36 + 57   z = −3  z = −3
 z = −
21  
 7

Rui Mendes 23
Métodos Quantitativos

y = 2

⇔ x = 1
 z = −3

Exercícios Propostos:

i. Classifique cada um dos seguintes sistemas:

x + y = 1 0 y = 0 0 x = 0
a)  b)  c) 
0 x = 7 2 x − y = 1 0 y = 5

ii. Determine a de modo que o sistemas:

x + 3 y = a

2 x + 6 y = 14

a) seja indeterminado;
b) seja impossível;
c) seja possível e determinado

iii. Resolva e classifique os seguintes sistemas:

y = 6 − x
a)
y = x

 y = 7 − 3x
b) 
 y = −1 − 3 x

 3
 x + 2 y = 4
c) x 1 8
 − ( − y) = 0
 3 2 3

x + y − z = 6

d)3 x − 4 y + 2 z = −2
2 x + 5 y + z = 0

Rui Mendes 24
Métodos Quantitativos

 x − 2 y + 3z = 2

e)2 x + 3 y − 2 z = 5
4 x − y + 4 z = 1

 x +1
 = 6 − 2y
f) 3
2 x − y − 4 = 11
 2

iv. A soma de dois números é 6 e a soma do dobro de cada um deles é 10.


Determine esses números.

v. Num cesto de fruta temos maçãs e laranjas num total de 9 kg.


As maçãs custaram 75 centimos/kg e as laranjas 1 euro/kg.
Gastamos 7 euros e 25 centimos no total da fruta.

Quantos Kg de maçãs compramos?

Soluções dos Exercícios Propostos:


i. a) Impossivel b) Indeterminado c) Impossivel
ii. a) a = 7
b) a = 5 (por exemplo)
c) Não á nenhum número
iii. a) (3,3) b) Impossivel c)Possivel Indeterminado d) (2,0,-4)
e) Impossivel f) (5,2)
iv. Impossivel não existem números nessas condições
v. 7 kg

Rui Mendes 25
Métodos Quantitativos

6. Representação Gráfica

6.1. Coordenadas Cartesianas no Plano

Nesta disciplina iremos apenas utilizar coordenadas cartesianas planas (duas dimensões) e
ortogonais, e isto leva-nos a um sistema de eixos x e y, perpendiculares, que têm a mesma origem
comum, conforme ilustrado a seguir:

2º quadrante y 1º quadrante
(+ )

P( x, y )
y x

y
0
(−)
x (+ ) x

3º quadrante (−) 4º quadrante

A localização de um ponto P qualquer no plano, fica então perfeitamente determinada através de


suas coordenadas x (abscissa) e y (ordenada), e a representação genérica é P( x, y ) . No caso
presente o ponto genérico foi representado no 1º quadrante, onde x > 0 e y > 0 mas, de um modo
geral temos:

 x > 0 e y > 0 ⇒ 1º quadrante


 x < 0 e y > 0 ⇒ 2º quadrante

 Temos também que se
 x < 0 e y < 0 ⇒ 3º quadrante
 x > 0 e y < 0 ⇒ 4º quadrante

i) x = 0 ⇒ ponto situado no eixo y

ii) y = 0 ⇒ ponto situado no eixo x

iii) x = y = 0 ⇒ ponto situado origem

Rui Mendes 26
Métodos Quantitativos

Exemplo:
Marcar em um diagrama cartesiano as localizações dos pontos a seguir:

P1 (4,3) ; P2 (− 2,5) ; P3 (− 3,−4 ) ; P4 (2,−6 ) ; P5 (5,0 ) ; P6 (0,4)

Solução:
y
P2 (− 2, 5)
5

4 P6 (0, 4 )

3 P1 (4, 3)

1
0 P5 (5, 0 )

−3 −2 −1 1 2 3 4 5 x
−1

−2

−3
−4
P3 (− 3, − 4 )
−5

−6 P4 (2, − 6 )

6.2. Gráfico de uma equação

Os gráficos são cada vez mais usados na comunicação. Podemos encontrá-los em vários tipos de
publicações, expressando os mais diversos dados e situações, como por exemplo em:

• Relatórios de empresas

• Análises de dados

• Relatórios de pesquisas

• Balanços financeiros

Por isso é tão importante saber interpretar um gráfico.

Nas aulas anteriores aprendeu o que é uma equação e como resolvê-la.

Rui Mendes 27
Métodos Quantitativos

Agora vai aprender a resolver graficamente uma equação do 1º grau, ou seja, a representá-la no
plano cartesiano.
Vamos começar com um exemplo simples.

Exemplo:
A soma de dois números é igual a 5. Quais são esses números?

Equacionando o problema:

dois números : x e y
equação correspondente : x + y = 5

Existem muitos números que satisfazem essa equação. Esses números são representados pelas
variáveis (x e y). Vamos criar uma tabela com alguns valores das variáveis e os respectivos pares
ordenados.

Como a cada par ordenado obtido corresponde um ponto no gráfico, vamos marcar alguns pontos
no plano cartesiano.

Observe que todos os pontos do gráfico estão alinhados, portanto, ligando esses pontos, temos uma
recta.

Essa recta é a representação gráfica da equação x + y = 5.


Como a recta é uma figura geométrica formada por infinitos pontos, podemos concluir que existem
infinitos valores que satisfazem a equação x + y = 5.

Rui Mendes 28
Métodos Quantitativos

Quantos pontos determinam uma recta?

Imagine um plano e um ponto, como mostra a figura:

Quantas rectas passam por esse ponto? Experimente desenhar!


É isso mesmo! Se você quiser traçar todas as rectas, nunca mais vai terminar... No plano, existem
infinitas rectas que passam por um ponto.

Agora, se desenharmos mais um ponto nesse plano, quantas rectas se conseguirá desenhar?
Experimente!

Apenas conseguirá desenhar uma recta!


Apenas existe uma recta que passa, ao mesmo tempo, por dois pontos. Por esse motivo, podemos
dizer que dois pontos determinam uma recta.

Vamos representar graficamente a equação x + 2y = 8. Para isso, precisamos de construir uma


tabela com os valores das variáveis e os respectivos pares ordenados.
(Agora já sabe que: bastam dois pontos, e a recta fica determinada.)

Marcando esses pontos no plano cartesiano, temos:

Rui Mendes 29
Métodos Quantitativos

A recta que aparece é a recta da equação x + 2y = 8.

Veja algumas considerações sobre esse gráfico:


• a recta corta o eixo dos x no ponto (8; 0);
• à medida que os valores de x aumentam (crescem), os valores de y diminuem (decrescem);
• utilizando o gráfico, podemos determinar outros pontos que pertencem à recta, como por
exemplo (2; 3), (4; 2), (6; 1), (10; -1) etc.

Exercícios resolvidos:
Represente graficamente as seguintes rectas:
a) R1 : y = 2 x + 1

x
b) R2 : y = − + 1
2

c) R3 : y = 2 x

d) R4 : y = 4

e) R5 : x = 5

Solução:
R R
As representações das rectas R4 e 5 são imediatas. Entretanto, para as rectas R1 , R2 e 3 vamos
construir as tabelas a seguir onde os valores assumidos para x, ao serem substituídos nas equações
conduzem aos valores de y correspondentes. Bastaria um par de pontos para determinar cada recta,
uma vez que, por dois pontos do plano passa tão somente uma reta ou, em outras palavras: dois
pontos determinam uma recta. No entanto, a fim de que possa verificar, na prática, que uma
equação do 1.º grau em x e y representa uma recta, optou-se por eleger três pontos para cada uma
delas, e concluir que, em cada caso, os três pontos estão alinhados ao longo de uma mesma direção,
ou seja, pertencem à mesma recta.

Rui Mendes 30
Métodos Quantitativos

R1 : R2 : R3 :

x y x y x y

0 1 0 1 0 0

1 3 1 1 1 2
2
2 5 2 0 2 4

y R1 R
3

5
4 R4
3
R5
2

1
1
2

0 1 2 3 4 5 x

R2

Exercícios Propostos:

i. Construa os respectivos gráficos das equações seguintes.


(Sugestão: use uma folha quadriculada.)

a) x + y = 1 b) 2x + 2y = 4

c) y + 2x = 5 d) 3x - y = 0

2 5 7
e) y + x=5 f) x- y=0
3 2 6

ii. Represente num mesmo gráfico as equações:

A: x + y = 0 B: x - y = 0

Rui Mendes 31
Métodos Quantitativos

iii. Observando o gráfico abaixo, responda:

a) Quais as coordenadas dos pontos A, B, C e D?


b) No instante em que a recta corta o eixo dos x, qual a abscissa do ponto?
c) O que acontece com os valores de y à medida que os valores de x aumentam?

iv. Analisando os gráficos abaixo, o que podemos afirmar sobre os valores de y à medida que os
valores de x aumentam?

6.4. Equação Reduzida da Recta

Todos os pontos de uma recta são definidos por uma equação da forma:
y = mx + b ,
Sendo o coeficiente m o declive ou coeficiente angular e b a ordenada na origem, ou seja onde
cruza o eixo dos y y.
A esta equação dá-se o nome de equação reduzida da recta.

Para determinar a equação reduzida da recta, basta termos dois pontos da recta, por exemplo,
A=(X0,Y0) e B=(X1,Y1).

Desta forma o declive da recta,

Rui Mendes 32
Métodos Quantitativos

Y1 − Y0
m= ,
X1 − X 0
O valor de m está relacionado com a inclinação da recta em relação ao eixo horizontal, logo é de
salientar que rectas que admitem o mesmo m, ou seja, com declives iguais são rectas paralelas.
O valor de b é determinado substituindo qualquer um dos pontos na expressão.

Exemplo:

i. Determine a equação reduzida da recta que passa pelos pontos, P1(0,2) e pelo ponto P2(1,4).

Sabemos que a equação reduzida da recta é dada pela expressão, y = mx + b , em que m é dado por:

4−2 2
m= = = 2 , logo resulta que y = 2 x + b .
1− 0 1
Para determinarmos o valor de b basta-nos substituir qualquer um dos pontos na equação.
Substiuindo por exemplo o ponto P1 fica,
2 = 2 .0 + b
⇔b=2
Logo a equação reduzida da recta que passa pelos pontos P1 e P2 é dada por:

y = 2x + 2

ii. Determine a equação reduzida da recta que passa pelos pontos, P1(-2,5) e pelo ponto P2(3,4).

Determinando o declive fica,


4−5 −1 1
m= = =−
3 − ( − 2) 5 5
Substiuindo por exemplo o ponto P1 na equação,
1
5 = − .(−2) + b
5
2
5= +b
5
2
5− =b
5

Rui Mendes 33
Métodos Quantitativos

25 2 23
b= − =
5 5 5

Como já temos m e b a equação é dada pela seguinte expressão:


1 23
y =− x+
5 5
Exercícios Propostos:
i. Escreve as equações reduzidas das rectas t, s, r e u:

ii. Considera os pontos A(2,5) e B(4,8)


a) Desenha a recta AB num referencial.
b) Determina, analiticamente, a equação reduzida da recta AB.

iii. Os pontos nos quais a reta t encontra os eixos coordenados são A(- 4,0) e B(0,5).
a) Qual a equação geral da recta?
b) Esta reta passa pelo ponto C( - 6, - 3)

iv. Escreva a equação de cada uma das retas representadas nos gráficos abaixo:

Rui Mendes 34
Métodos Quantitativos

v. No gráfico abaixo determine as coordenadas do ponto P.

a)

vi. Determine os pontos em que a recta de equação x + 2y – 4 = 0 intercepta os eixos


coordenados.

vii. Determine k de modo que a reta de equação 3x – 5y + k = 0 passe pelo ponto (1;-1).

viii. Obtenha o ponto de intersecção das retas r e s. Faça o gráfico.

(r) 2x + y + 2 = 0
(s) 3x – y – 17 = 0.

ix. Ache a equação da reta que passa pela origem e pelo ponto (8,2).

x. Achar a equação da reta que passa pelo ponto (-3,1) tendo coeficiente angular 2.

xi. Sejam as retas r, s, t e v dadas, respectivamente, pelas equações:

( r ) 2x – y + 1 = 0; ( s ) 3x + y – 6 = 0

Rui Mendes 35
Métodos Quantitativos

(t) x–y+2=0 ( v ) x + y – 4 = 0.

Diga se é verdadeiro ou falso as afirmações e justifique:

a) r, s, t e v formam um conjunto de rectas paralelas.


b) r e s passam pela origem.
c) r, s , t e v passam todas no ponto (1, 3).

Soluções dos Exercícios Propostos:


1
i. t) y = 2x+4 u) y = 2 v) y = − x + 2,5 r) x = -6
2
3
ii. b) y = − x + 2
2
5
iii. a) y = − x + 5 b) Não.
4

3 3 1
iv. a) y = 7 b) x=4 c) y = x d) y = - x+3 e) y = x+2
2 2 3
 12 75 
v. a) P  , 
 19 19 
vi. P1(4,0) e P2(0,2)
vii. K=-8
viii. P(3;-8)
ix. x – 4y = 0
x. 2x – y + 7 = 0

a) Coeficientes angulares das retas: r


m = 2, m s = −3, m t = 1 e m V = −1
xi.
Falso, pois os coeficientes angulares são diferentes.

b) Falso. (0,0) não pertence a r e s.


c)Verdadeiro. (1, 3) pertence a todas as rectas.

Rui Mendes 36