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Tecelagem Manual

TEAR DE PEDAL - NIVEL I I

Engº Áquila Klippel


Fone (048) 232 6131

http://www.tecelagemanual.com.br
e-mail:aklippel@tecelagemanual.com.Br
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CURSO BÁSICO DE TECELAGEM

1.-INTRODUÇÃO:

Este manual contém parte de assuntos já apresentados no manual do video Nível I. Servem
como uma revisão, inclusive de algumas técnicas básicas ( não apresentadas neste vídeo ).
Incluída também uma revisão da leitura e edição dos esquemas de enfiação da urdidura nos liços e da
seqüência de pedalagem.
São apresentados os esquemas desenvolvidos no vídeo e no final deste manual , incluí mais alguns
como exercício.
Estou ainda elaborando uma coletânea de esquemas, pesquisados em diversos livros ( todos
estrangeiros ) . Quando a mesma estiver pronta você será comunicado.

2.- O PROCESSO TEAR-PÊUTICO

A concentração em si, o desligar-se do externo, a busca incansável de um estado centrado, de


harmonia, paz, quietude e luz, podemos alcançar utilizando um instrumento simples, de uso milenar,
que vem acompanhando o ser humano desde os primórdios de sua conscientização como ser
pensante, autônomo e capaz de adaptar-se ao meio, com o uso de sua mente e também de suas mãos!
O Tear, uma simples máquina, que possibilita ao homem o trançar de diferentes materiais.
Ontem, fibras de lãs naturais, hoje, com o desenvolvimento tecnológico, a possibilidade de emprego
dos mais variados tipos de materiais, muitos sintéticos, bem como ainda a interação entre os naturais e
os sintéticos, harmonizando-se com a expressão individual de cada ser, refletindo seu interior, quer seja
um estado de calma, quer seja um estado de transformação, quer seja um estado caótico!
As mãos, com o auxílio do tear, refletem a mente! Para os estados já tranquilos, reitera a
harmonia existente, prolongando-a e embelezando o exterior. Para os processos em transformação, um
veículo acelerador dos mesmos, sem perder a harmonia e a calma, quiçá já conquistadas. Para os
estados caóticos, a possibilidade de uma ordenação, uma orientação, uma ordem, a saída da sombra
para a luz, a busca do centrar-se.
A possibilidade de expressão da harmonia e da beleza, existentes em todas as formas e cores
da Criação, torna-se uma realidade palpável, concreta, visível.
A mente, a antena receptora e emissora; as mãos em comunhão com o tear, a máquina; o
trabalho resultante, a expressão real, viva do abstrato, de nosso interior, característica inquestionável
de cada ser!
No início, a montagem dos fios no tear, a urdidura, nosso plano de trabalho assumido em outro
nível, a realizar-se aqui na Terra, o destino!
A trama, o tecer, a escolha dos fios, pontos, cores e formas, nosso livre arbítrio!
Como percorrer o caminho já delineado é opção unicamente nossa. Como integrar destino e
livre arbítrio, fatores inseparáveis de nosso processo evolutivo, é também opção unicamente nossa!
Possamos ter em mente a lição simples e profunda que o levantar e abaixar dos fios do tear
manual nos mostram!
Façamos, aqui e agora, força para que cada vez mais estejamos integrados, centrados e no
fluxo da espiral evolutiva que nos conduz da Sombra à Luz, da Inconsciência à Consciência, da
Criação ao Criador!

3.-O TEAR DE PEDAL

O Tear de Pedal amplia o universo de possibilidades de padrões a serem confeccionados na


Tecelagem Manual. Todos os pontos e padrões do Tear Pente Liço são perfeitamente executados,
sòmente que com maior produtividade, devido a facilidade e rapidez de trabalho.

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A existência de pedais, facilita a troca da cala, pelo simples acionamento dos mesmos. O mais
simples Tear de pedal que existe é o de dois pedais, que trabalha exatamente da mesma maneira que
o Tear Pente Liço, mas as mãos são utilizadas somente para passar a navete ou lançadeira de um lado
para outro entre os fios da urdidura, enquanto os pés, acionando os pedais, trocam os fios da cala.

Dois fatores devem ser considerados inicialmente no Tear de Pedal: o número de pedais e o
número de quadros.
Os quadros são normalmente armações de madeira, com vários “arames” que possuem uma
abertura circular no centro. Tais “arames” são denominados de liços e a abertura central é o lugar por
onde deve-se passar o fio da urdidura. Os liços podem correr pelo quadro, transversalmente de um lado
para outro, mas acompanham o movimento vertical que o quadro possui, quando o mesmo é acionado
por um pedal.
Se o pedal acionado faz o quadro baixar, os liços também baixam, e os fios da urdidura
corresponderão à urdidura inferior do Tear Pente Liço. Caso o quadro suba, o inverso ocorrerá.
No caso do tear de Pedal de dois quadros , os fios da urdidura são passados pelos liços
alternadamente nos dois quadros. Se enumerarmos os quadros de 1 e 2, ( o quadro 1 normalmente é o
que esta conectado ao pedal 1, ou esquerdo ), a ordem de colocação dos fios mais simples, e que nos
dá o ponto tela, é aquela em que a urdidura é passada alternadamente nos liços dos quadros 1 e 2, na
ordem 1,2,1,2,1,2........

O processo de passagem da urdidura pelos liços, denomina-se enfiação e existem várias


possibilidades. São desenhados esquemas, conforme a seqüência em que os fios passam pelos
quadros. Estes esquemas serão explicados adiante.
Durante o urdimento do tear, o maior cuidado é manter a ordem de enfiação escolhida, sem
deixar de colocar uma urdidura pelas fendas do pente e também manter nos liços, a sequência
escolhida, pois senão aparecerá na peça tecida, um defeito naquele lugar.

Ao trabalhar com o Tear de Pedal, outro fator a ser considerado é a pedalagem, que consiste
na sequência de acionamento dos pedais. No caso do tear de dois quadros, o acionamento é
alternado, pedal 1, pedal 2 , pedal 1, pedal 2 , e assim sucessivamente.
A pedalagem também possui seus esquemas, principalmente nos teares com mais de dois
quadros ( ou pedais ), pois para um número de quadros maior que dois, pode-se acionar um, dois, três
ou mais pedais simultaneamente.

Resumindo, o tecer em Tear de Pedal é uma combinação de dois movimentos. Os pés


acionam os pedais que determinarão a cala e, as mãos passam a navete de um lado para outro.

O fio da trama é batido com o auxilio de uma peça denominada pente , que é diferente do pente
do tear pente liço, pois não possui furos e fendas, mas apenas fendas. Na realidade aqui o pente
funciona como um batedor.
O pente tem apenas a função de manter os fios da urdidura separados. Quem vai levanta-los ou
abaixa-los são os liços dos quadros acionados pelos pedais.
Diferenciamos um pente fino de um pente médio ou grosso, no tear de pedal, pelo que chamo
de fator do pente. ( também denominado densidade do pente ). O fator do pente é um número que nos
indica a quantidade de fios de urdidura que preenchem um centimetro de largura. Assim:
Se o pente tem um fator 30:10 , isto quer dizer que são necessários 30 fios para completarem
10 centímetros de largura. Em outras palavras 3 fios por cm.
No caso do tear de pente liço, o pente fino que precisa de 4 fios para preencher 1 centímetro,
teria um fator 40:10, e o pente médio um fator 20:10, ( 2 fios por cm. )
Existem pentes para o tear de pedal com fator até 100:10 ou 10:1. Nestes casos os fios
utilizados na urdidura devem ser muito finos e utiliza-se um passador de metal, para passá-los através
do pente.

Com esta introdução ao Tear de Pedal, temos conhecimentos para entender os esquemas de
enfiação e pedalagem, mas antes vamos verificar quais os tipos de teares e acessórios existentes e
como se calcula a urdidura necessária para a execução de um determinado trabalho.

A figura abaixo mostra um tear de pedal com seus principais componentes:

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1.- pedais; 2.- estrutura lateral do tear; 3.- rolo do tecido; 4.- travessa anterior; 5.- freio do rolo do
tecido; 6.- liços; 7. – pente ( batedor ); 8. – quadro de liços; 9.- apoio do pente; 10.- lateral do tear; 11.-
travessa posterior; 12.- rolo urdidor; 13.- freio do rolo urdidor; 14.- manivela que regula a tensão da
urdidura.

ESQUEMAS DE ENFIAÇÃO E PEDALAGEM

Antes de colocarmos a urdidura no tear, devemos planejar a ordem de colocação dos fios pelos
liços e, a seqüência de pedalagem dos pedais para a obtenção do padrão que desejamos. Para isto,
desenhamos três esquemas, um referente à enfiação da urdidura nos liços, outro referente a seqüência
de acionamento dos pedais e um terceiro que nos indica a ligação dos pedais com os quadros de liços.

ENFIAÇÃO

O primeiro fator a se considerar é a ordem ou seqüência de enfiação, ( também denominado de


“Repassos”), da urdidura pelos quadros de liços. Vamos exemplificar supondo um Tear de Pedal de
quatro pedais e quatro quadros.

Neste caso, o esquema consiste de 4 linhas horizontais, sendo que cada linha corresponde a
um determinado quadro. No tear usado no vídeo o quadro mais próximo ao tecelão, é considerado o
quadro número 1 e o mais distante, o número 4.
Cada uma destas linhas horizontais, esta dividida em quadrados, que correspondem aos liços
deste quadro. Quando o quadrado esta preenchido, significa que a urdidura esta passando neste lugar
e neste quadro. O esquema abaixo mostra o que explicamos:

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Quadro 4
Quadro 3
Quadro 2
Quadro 1

Se passarmos os fios pelos liços, da direita para a esquerda, interpreta-se o esquema acima, da
seguinte maneira:

Primeiro fio ( da direita ) colocado no liço do Quadro 4


Segundo fio colocado no liço do Quadro 3
Terceiro fio colocado no liço do Quadro 2
Quarto fio colocado no liço do Quadro 1

Repete-se a sequência nesta ordem : 4,3,2,1 ; 4,3,2,1 ; 4,3,2,1 ... e assim por diante.
Esta é a enfiação mais simples para um Tear de Pedal de quatro quadros , sendo a utilizada
para demonstração no vídeo. No vídeo Nível II sobre o Tear de Pedal, são apresentados outras
enfiações, que resultam em centenas de padrões e desenhos diferentes.

PEDALAGEM E AMARRAÇÃO DOS PEDAIS

Assim como para a enfiação da urdidura nos liços, temos também um esquema para a
pedalagem, que nos indica qual ou quais os pedais que devem ser acionados e a seqüência com que
os mesmos são acionados, para se obter uma determinada padronagem.
O esquema da pedalagem é desenhado no sentido vertical, sendo no caso do Tear de Pedal de
quatro quadros, composto de 4 colunas, por vezes 6 colunas (quando se pretende mostrar a pedalagem
do ponto tela, caso em que dois pedais são acionados simultaneamente ). Estas duas colunas extras
podem ser utilizadas nos esquemas de teares de 6 pedais e com quatro quadros de liços.
Este esquema é mostrado na página 6. A da direita representa o pedal 4, ( quadrado escuro –
quadro 4 ). Em direção à esquerda tem-se na sequência, o pedal 3, pedal 2 e pedal 1. As duas
colunas remanescentes da esquerda, correspondem a pedalagem para o ponto tela. ( Pedais 2 e 4 –
coluna 5 - e 1 e 3 – coluna 6 -, Estes pedais são acionados juntos, ( 2 de cada vez), numa seqüência
alternada.
O esquema de pedalagem ( coluna vertical ), é lido de baixo para cima. Acompanhando as
colunas no sentido vertical, tem-se o esquema de amarração dos pedais, ( quadrado superior
esquerdo). Cada linha representa um quadro de liços e cada coluna, um pedal
Quando um quadrado esta preenchido no esquema de pedalagem ( coluna vertical ) , deve-se
verificar, na mesma coluna, qual o quadrado que esta indicado no esquema de amarração. Saberemos
então qual o pedal que deve ser acionado. ( Se no esuqema de amarração houver mais de um
quadrado assinalado, isto quer dizer que deveremos acionar juntos os pedais indicados.
No desenho seguinte é apresentado um esquema para o Ponto Tela, num tear de quatro
quadros, cuja enfiação da urdidura, nos liços, seguiu a seqüência 4,3,2,1....
A coluna da esquerda, representa os pedais 1 e 3 e a segunda coluna ( lida da esquerda para a
direita ), representa os pedais 2 e 4 .
Interpreta-se o esquema da seguinte maneira: Iniciar a tecer, acionando junto os pedais 1 e 3 j
e depois ( juntos ), os pedais 2 e 4. Esta seqüência é alternada, uma vez que a indicação no esquema
de pedalagem, marca apenas aquelas duas colunas

No desenho, o esquema de pedalagem ( coluna vertical ), apresenta 6 opções, mas utilizamos somente
duas: aquelas referentes aos pedais 2 /4 e 1/3.
No esquema de amarração ( quadrado superior esquerdo ), as demais colunas, estão indicados apenas
um pedal de cada vez, a saber da direita para a esquerda, pedal 4, pedal 3, pedal 2 e pedal 1.

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Se no esquema de pedalagem ( coluna vertical ), estiver marcado, por exemplo , a segunda coluna ( da
direita para a esquerda ), isto deve ser interpretado como sendo necessário acionar apenas o pedal 2,
que por sua vez movimentará o quadro de liços 2.
Dependendo da padronagem, podem ser acionados um, dois ou três pedais simultaneamente. Em cada
caso, deve-se analisar o esquema de amarração ( quadrado superior esquerdo ), para verificar quais os
pedais que devem ser acionados, nunca esquecendo que a linha superior representa o pedal 4 ( e
quadro 4) e a linha inferior o pedal 1 ( e quadro 1).

ENFIAÇÃO

P
E
D
A
L
A
G
E
M

Analisando o projeto acima: a enfiação da urdidura inicia no Quadro 4, da direita para a esquerda,
seguindo a sequência 4,3,2,1, repetindo-se até terminar a urdidura. A pedalagem indicada, para o
ponto tela, mostra a seguinte seqüência de pedalagem: pedais 1 e 3 juntos , e depois, pedais 2 e 4.
OBSERVAÇÃO: As colunas para o ponto tela podem ser indicadas no lado direito da coluna, ao invés
do lado esquerdo.
Juntando-se todos estes esquemas, podemos mostrar a padronagem final resultante, como no
desenho abaixo::

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COLOCAÇÃO DA URDIDURA NO TEAR

1. Colocar duas ripas, uma de cada lado da cruz, apoiando-se as mesmas nas laterais do tear.
2. Cortar os fios que prendem a urdidura na cruz e nas extremidades.
3. Cortar os fios da urdidura ( aos pares ) na sequência determinada pela cruz, sempre da esquerda
para a direita.
4. Iniciar a passagem dos fios pelo pente, da esquerda para a direita. Cuidar para não pular nenhuma
fenda, pois isto causará um defeito no tecido final.
5. Passar os fios pelos liços dos quadros, de acordo com a enfiação previamente escolhida. No caso
do Ponto Tela, costuma-se ( destros ), iniciar da direita para a esquerda, passando o 1º fio, no
quadro 4 ( posterior); o 2º fio no quadro 3; o 3º fio no quadro 2 e o 4º fio no quadro 1. Repetir esta
seqüência.
6. Prender a urdidura no rolo de trás do tear (rolo urdidor).
7. Enrolar a urdidura no rolo urdidor, mantendo a tensão dos fios constante. Usar ripas ou um papel
entre cada volta..
8. Prender a urdidura no rolo da frente (rolo do tecido)

9. Tecer e bom trabalho !!!!

PARTE II
T É C N I C A S B Á S I C A S DO TEAR DE PEDAL

A maneira de se estudar as técnicas e os pontos em um tear de pedal, é feita através dos esquemas
de enfiação, pedalagem e conexão dos pedais com os quadros ( conhecido como “repassos” )
A leitura destes esquemas, uma vez compreendida, torna fácil a elaboração de novas padronagens e
possibilita a execução de centenas de padronagens diferentes.
Neste manual estamos apresentando algumas sugestões. No entanto, usando sua criatividade, a
quantidade de repassos possíveis de se elaborar no tear de pedal, não tem fim.
Inicialmente, uma pequena revisão doS pontos básicos, apresentados no vídeo Nivel I.

1.- PONTO TELA ( REVISÃO)

No tear de 4 pedais, para se obter o ponto tela, devem ser acionados simultânea e
alternadamente os pedais 1/3 e 2/4.( colunas da direita )
O esquema de pedalagem é lido de baixo para cima.

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1.1. OUTROS PONTOS BÁSICOS ( REVISÃO )

Os pontos que se seguem são idênticos ao ponto tela. A única alteração feita é, que trabalha-se
com duas navetes ( uma de cada cor ), alternando-se estas cores em uma seqüência
determinada.

Estas combinações são detalhadas no vídeo Tear Pente Liço – Nível I.

A - ) DUITE

Aqui trabalha-se com duas navetes. Uma de cada cor ( cores A e B ). O ponto é idêntico ao ponto
tela, apenas que ao tecer a trama, executa-se 2 carreiras da cor A e duas carreiras da cor B,
alternadamente.

B - ) MEXICANO

Esquema idêntico ao ponto tela. Trabalha-se também com duas cores ( A e B ). Iniciar com uma
navete de cada lado e tecer uma carreira apenas de cada cor, alternadamente.
Neste ponto, sempre que necessário, ao observarmos que o fio duplo da extremidade fica solto,
fazer um envolvimento com a trama antes de passar a navete pela cala.

C - ) GREGAS

Aqui tecemos diversas combinações dos pontos anteriores, obtendo-se desenhos denominados
de “Gregas “. Muito utilizados em jogos americanos, em que o trabalho todo é feito em ponto
tela, mas nas duas extremidades do tecido, desenha-se uma Grega.

Esquemas do Vídeo “Tear de Pedal -Nivel II”

( Em edição )

Na seqüência , os esquemas apresentados no vídeo II. Se tiver alguma dúvida, em sua


interpretação, revise os ensinamentos anteriores sobre estes esquemas.

Esquema nº 1

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ENFIAÇÃO: 12343234321 (M ) – 43212321234 ( W ) – 12343234321 ( M ) .

Repetir ao longo da urdidura. Procurar terminar no lado esquerdo da urdidura, com o mesmo
desenho que iniciou no lado direito. Se o desenho estiver incompleto adicionar ou tirar alguns fios das
urdidura, de maneira que, em ambas as extremidades, a urdidura dupla esteja colocada no liço
correspondente ao quadro (1).

PEDALAGEM: 12/ 23 /34 /14 Repetidamente.


Para fazermos alguma modificaç!ao no desenho resultante, basta inverter o sentido da
pedalagem. Para: 14 / 34 / 23 / 12 .
Observação : No momento da inversão, ( pedais 12 ou 14 ), pisar apenas uma vez nestes pedais,
conforme o esquema :

Esquema nº 2

Mantendo-se a mesma enfiação ds urdidura nos liços, podemos obter efeitos diferentes,
modificando a pedalagem utilizada. Se executarmos a pedalagem na mesma sequência da enfiação
dos liços na urdidura, obteremos desenhos mais complexos, conhecidos pela denominação de
Repassos.

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Esquema nº 3

Se utilizarmos 2 fios por dente e um fio por liço, aumentaremos a densidade dos fios no pente
para : 8 fios / cm , caso estejamos utilizando o pente 4:1 .
Neste caso, teremos o duplo de fios na urdidura, para uma mesma largura de tecido. Costuma-se
utilizar na navete um fio mais fino, ficando desta maneira o desenho mais delicado:

Esquema nº 4

Podemos efetuar ainda outra alteração.


Na enfiação utilizada nas amostras anteriores, verifica-se que os fios da urdidura passam
alternadamente por quadros ímpares e pares.
Isto nos possibilita obtermos o Ponto Tela, alterando a pedalagem para 13 / 24 alternadamente.
O esquema a seguir apresenta as duas opções de pedalagem.
Nas colunas esquerda, esta indicada a pedalagem para o ponto tela.

Esquema nº 5

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Pode-se então criar várias combinações, mantendo-se constante a enfiação nos liços e ,
alternando-se a pedalagem com o ponto tela:

Esquema nº 6

ENFIAÇÃO: Neste esquema, vamos considerar dois grupos de enfiação da urdidura nos liços:.
Grupo 1 e Grupo 2 . A urdidura no Grupo 1, será passada preferencialmente nos quadros 1 e 2,
enquanto que as do Grupo 2, nos quadros 3 e 4.
A cada tres fios de urdidura , é passada a urdidura de um grupo para um liço do outro grupo. Isto,
para que a textura final de nosso trabalho, se apresente bem tramada, evitando-se longas tramas
soltas.
Este fio ( cada quarto fio ), é denominado “fio de ligação”, pois “liga “um conjunto ao outro.
A seqüência de enfiação utilizada foi a seguinte:

GRUPO 1 – GRUPO 2 – GRUPO 1

A enfiação de cada grupo é a seguinte:

Grupo 1

1,2,1,4 ( quadro 1, quadro2, quadro 1, quadro4 ) - repetir 5 vezes


4,3,4,1 ( quadro 4, quadro 3, quadro 4, quadro 1) – repetir 2 vezes
1,2,1,4 ( quadro 1, quadro2, quadro 1, quadro,4 ) - repetir 5 vezes

Observação : Os fios em negrito são os fios de ligação deste grupo.

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Grupo 2

4,3,4,1 - repetir 4 vezes


1,2,1,4 – repetir 2 vezes
4,3,4,1 – repetir 4 vezes

Os fios em negrito , são os fios de ligação deste grupo.

A repetição utilizada, pode ser a mais variada possível. Estamos apresentando a mais simples,
para uma boa compreensão da técnica.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Quando se altera a enfiação de um grupo para outro, o fio de


ligação NÃO é repetido. Um mesmo fio faz parte de ambas os grupos.

PEDALAGEM : A pedalagem utilizada é a seguinte :


Pedais 12 simultâneamente várias vezes ( de acordo com a criatividade ), alternada para a
pedalagem 34.

Para evitar que as tramas fiquem soltas, utiliza-se uma Segunda navete com um fio idêntico ao
da urdidura ( normalmente um fio fino ) e, com este fio executa-se um ponto tela, entre cada pedalagem
de nosso esquema.
A sequência de pedalagem ao utilizarmos os pedais ( 12 ) fica: 12, 13, 12, 24, 12, 13, 12, 24,
repetidamente. Os pedais indicados em negrito, referem-se ao ponto Tela.
Na seqüência de pedalagem para os pedais ( 34 ), fica: 34, 13, 34, 24, 34, 13, 34, 24
No esquema abaixo, não está indicado a pedalagem correspondente ao ponto Tela, somente a
correspondente aos pedais 12 e 34.

Esquema nº 7

Vamos considerar uma enfiação qualquer, onde inclusive podemos ter duas urdiduras vizinhas,
passadas pelo mesmo quadro de liços . Isto resultará no trabalho resultante, em uma alça formada
pela trama, que será tanto maior, quanto maior for o número de liços repetidos. No esquema abaixo,
temos repetidos em determinados pontos da enfiação, os liços nos quadros 1 e 4. A unidade de
enfiação , que repetiremos várias vezes, é a seguinte :

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Vamos considerar a pedalagem idêntica à seqüência de enfiação. A unidade de enfiação é


constituída de 26 urdiduras ( inicia no quadro 1 à direita e termina no quadro 4 à esquerda – ver
esquema anterior - , que repetidas em seqüência, resultará no seguinte esquema:

Esquema Enfiação Espelhada

Muitas vezes, pretende-se tecer uma peça com uma determinada largura e um esquema
previamente escolhido. Para manter a harmonia, deve-se executar a peça de maneira que os desenhos
das extremidades sejam idênticos, isto é, a peça final seja simétrica em relação ao centro.

Vamos supor que pretendemos usar o esquema anterior e manter a simetria na peça final. Como
fazer?
Importante: A urdidura deve ter um número ímpares de fios, desta maneira, sempre existirá um
fio central, que definirá a simetria. Este fio deve ser marcado com uma caneta.
Inicia-se a passagem da urdidura pelos liços, da direita para à esquerda ( destros ), repetindo-se
o esquema quantas vezes forem necessários até alcançarmos o fio central.
Após o fio central, continua-se a enfiação da urdidura pelos liços, seguindo-se o mesmo esquema
mas, lendo-se o mesmo agora da esquerda para a direita, até chegarmos no último fio de urdidura
(extrema esquerda da urdidura ), cuja enfiação deverá estar no mesmo quadro que o primeiro fio da

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extrema direita. Desta maneira a enfiação, e o desenho resultante, ficam simétricos em relação ao fio
central da urdidura. O desenho no centro do trabalho é diferente dos demais.

No esquema abaixo, utilizamos a enfiação anterior e a pedalagem utilizada foi a seguinte:

PEDALAGEM: 12,23,34,14 ( Repetir 3 vezes ) / 14, 34, 23, 12 ( Repetir 3 vezes )

Ao se modificar o sentido, ( pedais 12 ou 14 na terceira vez ), a pedalagem 12 ou 14 não é


repetida.
O seta mostra o efeito resultante na parte central do trabalho. O fio central está no quadro 4.

Esquema n º 8

Pedalagem 23 (2), 34 (2), 14 / 12, 23, 34, 23, 12, 14, 34 (2), 23 (2), 12 (3)

O nº entre parenteses indica repetição da pedalagem.

Outra pedalagem para o mesmo esquema:

Pedalagem: 14, 34, 23, 34, 14 / 12, 23, 34 / 14 (2), 12 (4), 14 (2) / 34, 23, 13....
Modificando-se a pedalagem, o padrão final fica bem diferente.

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Outra pedalagem para a mesma enfiação: ( 12, 23, 34, 14 ) 3 vezes e depois ( 14, 34, 23, 12 ) 3
vezes. Não repetir as pedalagens 12 e 14 na terceira vez.

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Introdução aos Repassos Mineiros

O termo “Repassos” normalmente identifica a tipo de padronagens utilizado pelas tecedeiras de


Minas Gerais. Constituem centenas de esquemas diferentes que são passados a gerações de mãe
para filha.
O tear de uso comum em Minas Gerais é o tear de quatro quadros, em cada quadro aciona um
determinado pedal. Normalmente o pedal da esquerda corresponde ao quadro 1, que é o quadro de
liços mais próximo da tecedeira.
O sistema repasso serve para codificar as informações necessárias à execução de uma técnica
específica da tecelagem em que a mesma seqüência utilizada para a enfiação da urdidura nos quadros
de liços é a mesma seguida na pedalagem.
Um código único contém as informações necessárias para urdir e tramar. O código, constitui-se
de quatro linhas horizontais, cada uma indicando um quadro de liços e seu pedal correspondente, ou
seja:
Quadro e pedal nº 4
Quadro e pedal nº 3
Quadro e pedal nº 2
Quadro e pedal nº 1

O quadro 1 é o que fica mais próximo da tecedeira. Os tracinhos marcados em cada linha, os
quadros em que se deve passar o fio do urdume ( ou urdidura ).
Como normalmente a passagem do urdume nos liços se faz da direita para a esquerda, vamos
considerar o seguinte “repasso exemplo”.

O primeiro fio no quadro 4


O segundo fio no quadro 1
O terceiro fio no quadro 4
O quarto fio no quadro 1
O quinto fio no quadro 4
O sexto fio no folha 1
O sétimo fio no folha 3
O oitavo fio no folha 1
O nono fio no folha 3
O décimo fio no quadro 1
O décimo primeiro fio no quadro 3
O décimo segundo fio no quadro 2
O décimo terceiro fio no quadro 3
O décimo quarto no quadro 2

Quadro e pedal nº 4
Quadro e pedal nº 3
Quadro e pedal nº 2
Quadro e pedal nº 1

Ou

Quadro e pedal nº 4
Quadro e pedal nº 3
Quadro e pedal nº 2
Quadro e pedal nº 1

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A disposição vertical dos tracinhos no código repasso justifica-se pelo fato de que nessa
técnica pisam-se sempre dois pedais ao mesmo tempo.
A variação entre as centenas de padrões repassos resulta das inúmeras possibilidades de
combinação e repetição de apenas quatro passagens de trama ( 1/3, 1/4, 2/3, 2/4 ), e mais duas
pedalagens restantes ( 1 /2 e 3/ 4 ) são utilizadas unicamente para a execução do ponto tela, que vai
firmar a trama dos repassos no tecido. Resumindo:

No sistema repassos usa-se apenas quatro pedalagens (1 /3, 1 /4,


2/3, e 2 /4 ), sendo que o ponto tela é obtido com a pedalagem 1 /2 e 3 /4
alternadamente.

Observação Importante: No sistema repassos, utiliza-se teares c/


quatro pedais e quatro quadros. Cada pedal esta associado a apenas UM
quadro. Assim, o pedal 1, aciona o quadro “1”; o pedal 2 aciona o
quadro “2”,.......
No sistema repassos , são acionados DOIS pedais simultaneamente.

Na hora de tramar, costuma-se ler o código repasso, pisando-se ao mesmo tempo nos dois
pedais, representados por cada par de tracinhos ( na vertical ). No caso do mesmo par de tracinhos se
repetir várias vezes, pisa-se o mesmo número de vezes naqueles dois pedais.
No caso do nosso “repasso-exemplo”, tem-se:

Tres vezes os pedais 1 e 4


Duas vezes os pedais 1 e 3
Duas vezes os pedais 2 e 3

Esta repetição nas pedalagens origina “blocos”de efeitos que cosntituirão os diferentes efeitos
conhecidos nos repassos. A combinação simétrica resulta, visualmente, em padrões geométricos,
podendo-se Ter composições relativamente simples de blocos semelhantes, como o efeito de um
tabuleiro de xadrez, até outros desenhos mais complexos, que dão a ilusão de profundidade, quando se
usa graduação diferente para cada bloco como no desenho apresentado abaixo:

Importante: Neste esquema não considerar a amarração dos pedais. No código-repassos, a


pedalagem é idêntica à sequencia de enfiação da urdidura nos liços.....
No desenho abaixo, a enfiação e pedalagem utilizadas foram:

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Enfiaçao : Feita em Blocos - Bloco A Pedais 23 - Bloco B Pedais 14, na seqüência:

9(23), 9(14), 9(13), 9(14), 9(23), 8(14), 8(23), 6(14), 6(23), 4(14), 4(23), 2(13), 2(23), 2(14), 2(23),
2(14), 3(23), 3(14), 3(23), 6(14), 6(23), 8(14), 8(23), 8(14)

Pedalagem : tem a mesma seqüência que a enfiação :

9(23), 9(14), 9(13), 9(14), 9(23), 8(14), 8(23), 6(14), 6(23), 4(14), 4(23), 2(13), 2(23), 2(14), 2(23),
2(14), 3(23), 3(14), 3(23), 6(14), 6(23), 8(14), 8(23), 8(14)

Importante
Para que os desenhos obtidos com os “blocos”não fiquem soltos, após cada carreira do repasso,
deve-se tecer um ponto tela, obtido com a pedalagem 12, 34 . O ponto tela tramado, alternadamente ao
repasso, vai constituir o “fundo” do tecido, servindo de “amarração” aos desenhos obtidos com a técnica
repassos. Para o ponto tela, utiliza-se um fio mais fino do que o da trama .:
.

Repasso D. Iraci - representado parcialmente

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OBSERVAÇÕES FINAIS

TODAS AS TÉCNICAS ENSINADAS NOS QUATRO VÍDEOS DA SÉRIE , DESTINADOS AO


TEAR PENTE LIÇO , INCLUSIVE DESENHOS EM KILIM E PADRONAGENS DE TECIDOS,
SÃO EXECUTÁVEIS NO TEAR DE PEDAL DE QUATRO QUADROS, UTILIZANDO-SE OS
ESQUEMAS PARA O PONTO TELA ( PEDALAGEM 1,3 / 2,4 ALTERNADAMENTE, E A
ENFIAÇÃO 4, 3, 2, 1.)

EXISTEM CENTENAS DE PADRONAGENS PARA O TEAR DE PEDAL, DEPENDENDO DA


COMBINAÇÃO, ENTRE A ENFIAÇÃO E A PEDALAGEM.

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