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Focando nas sensações corporais. Percepção do sentir. ..........................

Compreender que nenhuma sensação ou emoção é boa ou ruim. ..........5

Honestidade com você mesmo. Aceitação e acolhimento........................7

Reconhecer quais são seus limites e necessidades, 



e arriscar a colocá-los em prática. ............................................................ 9
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Focando nas sensações corporais. Percepção do


sentir.

Um processo de diminuir a atividade mental exacerbada e voltar-se para


o momento presente. É o primeiro passo para começar a ressignificar as
situações que acontecem no dia a dia, e validá-las a partir do corpo e
não da mente. É voltar a confiar na sabedoria do nosso corpo, nossa
âncora no aqui e agora, e nas mensagens que ele nos dá a todo
momento.

E o que acontece quando iniciamos este processo?

Abre-se a possibilidade de reconhecer com mais clareza quais


pensamentos, em outras palavras, aquelas vozes que sempre ouvimos
no plano de fundo, ou lembranças de experiências passadas que
reforçam situações de dor, sofrimento, ou hábitos que nos impedem de
estar emocionalmente mais maduros.

É o início de um treinamento de confiar novamente no que é real e


interferir menos nas experiências que surgem na nossa vida,
desenvolvendo ou reconectando com nossa capacidade de ouvir as
mensagens que indicam o caminho de mais integração e felicidade.

O corpo é o nosso livro, nele estão guardadas todas as memórias da


nossa história. Nele estão registradas as memórias de contração e de
expansão da vida. E a todo momento, como adultos, ele nos dá a
possibilidade de integrar alguma situação difícil do passado, onde não
pudemos responder e completar a história, ou foi simplesmente demais
e naquele momento não tínhamos como lidar com o que aconteceu
porque não estávamos preparados.

E sim, é difícil agradecer quando temos a possibilidade de ressignificar


essas experiências. Porque o que a gente conhece é que essas emoções
de dor ou tristeza precisam passar logo para a gente estar bem. E aí, a
gente confunde o ‘ passar logo’ com receber a mensagem e o
aprendizado que está vindo com ela. Acredite, é uma sabedoria tão
grande, divina, que nós só recebemos as mensagens que estamos
prontos para receber no momento.

O presente é processo de um constante ajuste, e o nosso corpo é a


âncora para estar nele. E é uma sabedoria tão grande que nós só
recebemos as mensagens que estamos prontos para receber.

Então, dedique um tempo para seu corpo todos os dias.

Conecte-se, silencie, ouça sua respiração e converse com ele com suas
próprias palavras, agradecendo por tudo que ele faz por você no dia, é
com ele que você caminha, é com ele que você manifesta a vida, e é
através dessa conexão que você fica presente, no presente.

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Compreender que nenhuma sensação ou emoção é


boa ou ruim.

Devido a crenças, condicionamentos e padrões adquiridos ao longo da


vida, a maioria das pessoas estão habituadas a escolher as experiências
que querem ter. E claro, as escolhas são sempre aquelas que trazem
alegria e expansão. Mas neste processo, deixamos de lado as
experiências que trazem para superfície, ou seja, para nossa consciência.
Emoções como dor, raiva, medo, angústia ou sensações corporais não
confortáveis, como aperto, dor no estômago, mãos suadas e etc. E com
essa escolha, existe a condenação de uma parte de nós; e negando essas
experiências, é impossível nos aceitar por inteiro.

Ao longo dos anos vamos desenvolvendo muitos mecanismos para que a


gente não sinta aquela sensação desconfortável novamente e/ou aquela
voz lá dentro aparece cada vez mais forte classificando que é ruim sentir
isso ou aquilo. Mas, são nessas experiências desconfortáveis que nós
encontramos as portas para ter uma vida mais plena e feliz.

E por que eu digo isso?

Porque essas situações nos mostram o que dentro da gente nos impede
de estar totalmente relaxados, entregues e confiantes na vida. Então,
essas são as mensagens mais valiosas para o caminho da integração.

Honre cada uma dessas sensações e emoções. Sua mente provavelmente


vai questionar se você deve ou não sentir.... Mas lembre-se, negar
qualquer coisa que acontece dentro de você é negar-se a si mesmo. E
esse é o caminho inverso da aceitação.

Esteja aberto para receber os mensageiros, sem negar nenhum deles.


Nós só ficamos mentalmente conscientes dos detalhes de nossas
memórias e do presente que elas carregam para nossa vida, se
quisermos ganhar a sabedoria que vem delas.

Observe os pensamentos que existem dentro de você, que condenam ou


julgam qualquer parte de você, talvez uma emoção, uma sensação, um
comportamento ou talvez até mesmo outro pensamento.

Apenas observe.

Talvez não exista a possibilidade de você tirar essas vozes de


condenação e negação. Mas a partir do momento que você começar a
perceber que elas existem, você se torna consciente, você pode escolher
não agir mais de mãos dadas com elas, e então, você se abre para novas
possibilidades de estar na vida.

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Honestidade com você mesmo. Aceitação e


acolhimento.

A partir do momento que você aceita o que acontece, é possível acolher


e honrar todas as situações do dia a dia. Você acolhe o passado que
existiu, que te pertence, as emoções não sentidas e muitas vezes não
expressadas, e tem em suas mãos a possibilidade de fazer diferente.

Desde o primeiro momento que chegamos no mundo, estamos


vulneráveis a qualquer tipo de situação: as expansivas, relaxadas e
também aquelas que ninguém nos ensinou como lidar ou atravessar, e
que foram demais naquele momento. E na maioria das vezes, também
não é concebido o espaço de sentir e também expressar o que a gente
realmente sente.

Ser humano, sabe?

A maioria de nós não recebemos aulas de como amadurecer


emocionalmente, ou confiar naquilo que nós sentimos, na nossa
verdade.... Basicamente, nós passamos por fases do nosso
desenvolvimento, nascimento, infância, adolescência e vida adulta
tentando ser quem a gente não é, por necessidade de se encaixar em
determinado grupo, ou por querer agradar um ou outro... no fundo no
fundo, para receber amor. Enfim, são tantas as histórias, que a gente vai
perdendo o contato com o que nós somos realmente, e vamos numa luta
sem fim, para ser amado.
Mas o que acontece é que em vez de nos aceitarmos e sermos amados
por quem a gente realmente é e honrar nosso direito divino de Ser
Amor, simplesmente por ser um Ser existencial, a gente começa a tentar
ser quem a gente não é, com todas as nossas forças e esforços para
alcançar esse resultado.

E então, aprendemos direitinho como ser desonestos, desonestos com


nós mesmos. Com as nossas necessidades, com os nossos limites, com
os nossos desejos, propósitos. E aí passa 1 ano, 5 anos, 10, 20, 40, 50
anos ou mais... e ainda temos aquela sensação lá dentro de insatisfação,
que algo está faltando.

Você reconhece isso? Às vezes você ainda acredita que não nasceu para
receber amor? Ou que não vai encontrá-lo?

Pois é.. Depois que você tem essa compreensão, você tem uma
possibilidade real de começar a ser honesto com você. De honrar tudo
que aconteceu no seu passado, usar as chaves para estar mais presente
no presente. E hoje, como adulto, você pode usar dessas mesmas
situações que ainda te ativam para integrar essa camada de feridas,
traumas, dor e receber o presente de integrar questões e amadurecer
emocionalmente, sair da vítima da vida e dar passos em direção ao seu
caminho verdadeiro com Amor.

Ser honesto. Permitir sua vulnerabilidade. Conhecer esse espaço íntimo


é um presente muito valioso que você pode dar a você mesmo. Aliás, só
você pode se dar. E mesmo que alguém faça isso por você, algo ainda vai
estar faltando dentro.

Essa é uma das chaves essenciais para a verdadeira libertação.



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Reconhecer quais são seus limites e necessidades, 



e arriscar a colocá-los em prática.

Quando começamos a nos conhecer melhor e ter mais espaço para olhar
mais profundamente para os desafios da vida, fica mais fácil reconhecer
nossos limites e necessidades. Por exemplo: Necessidade de se ouvido,
de sair com os amigos, caminhar, de ficar sozinho um tempo, e/ou
colocar o limite do não quando simplesmente ficou demais para você,
respeitando seu momento, seu corpo, seu humor... São várias as
situações parecidas com essas que sabemos que acontecem na nossa
vida.

É uma bagunça só, não é mesmo? Não é tão simples fazer isso. Primeiro
reconhecer minhas necessidades e limites, e ainda imagina expressá-
los?

Essa é uma tarefa contínua! Ela fica na linha tênue entre ser honesto e
nos empoderar de nós mesmos e expressar a partir de uma comunicação
não violenta, e não saber como comunicar porque no exato momento
chegam as sensações de insegurança, de achar que posso ser rejeitado,
ou posso machucar...

O mais fácil mesmo é colocar a responsabilidade de não receber o que


queremos ou de ser invadido no outro. Conhece isso?

A boa notícia é.. Você pode começar a fazer diferente já!


É quando começamos a reconhecer nossos próprios limites e
necessidades, que temos a possibilidade de sair do papel de vítima das
situações externas ou vítima das vozes que nos visitam e ganhamos mais
espaços para reencontrar nossa verdade.

E lembre-se, existem as outras chaves que vão te ajudar a chegar até


aqui e fazer isso ser possível!

Arriscar expressar nossos limites é comunicar conscientemente a


verdade do nosso momento, honrando nossas necessidades. Para isso, a
melhor sugestão é a comunicação não violenta. Falando na primeira
pessoa, e sobre você de forma mais honesta possível, vulnerável, com as
palavras do coração.

Essa é uma jornada para vida e você não está sozinho!

Aproveite a oportunidade de trazer essas chaves para muitos momentos


e situações que você enfrenta, com um único propósito: querer ser livre
de verdade, alcançar sua liberdade interior e ser feliz!

É um trabalho contínuo, seja paciente com você mesmo e desfrute do


voo!
“ Este ser Humano é uma casa de hóspedes.

Toda manhã, uma nova chegada

Uma alegria, uma depressão, uma maldade,

alguma consciência momentânea

vem como um visitante inesperado.

Dê boas-vindas e entretenha todos eles:

Mesmo que seja uma multidão de tristezas 



que varrem violentamente sua casa

e leve seus móveis.

Ainda assim, trate cada hóspede respeitosamente.

Ele pode limpar você completamente para que uma nova alegria surja!

O pensamento obscuro, a vergonha, até a malícia,

Encontre-os na porta sorrindo e convide-os para entrar.

Seja grato a quem vier,

Porque cada um foi enviado como um guia do além.”

RUMI

(Poema a Casa de Hóspedes – The Guesthouse)

Com amor,

Gayana.