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06/10/2016 Karst 

­ (1) Lealdade ao novo Rei

Karst
Autor(es): Thay Zaro

Sinopse
A Guerra teve seu fim com a rendição do Reino de Lahr. A pedido de seu Rei, Arhen o melhor
guerreiro de todo o seu reino, junto com seus melhores homens se entregaram ao Rei do grande
Reino de Karst, jurando­lhe lealdade para que a guerra tenha fim. 
Mas Ahren, apesar de ter sido criado como homem, é uma mulher e em Karst, ela encontra alguém
que o faz pensar se vale a pena continuar a carregar aquele fardo sozinha, enquanto luta contra o
medo de uma nova guerra estourar, a segurança de sua amada e a reação dela ao seu segredo, Ahren
tem estranhos sonhos sobre seu passado e o motivos que fizeram seu pai criá­la como guerreiro.

Notas da história
Personagens e história original minha. História Yuri.

(Cap. 1) Lealdade ao novo Rei

Notas do capítulo
Booom, estou escrevendo essa história tem alguns meses e a tenho até o capitulo 4, Resolvi postar
pra saber se vocês a acham interessante e se vale mesmo a pena terminá­la. 

Bom, ficaria feliz com comentários e opiniões. Não escrevo a sério tem muitos anos. XD

enfim, boa leitura

– A partir de agora deve jurar lealdade ao Rei de Karst. Conto com vocês para conseguir
findar essa guerra que já matou tanta gente, antes que nosso reino seja completamente dizimado –
ouviu novamente em sua cabeça o seu Rei dizer antes de sair naquela sua, digamos, última missão
como herói das terras do Norte, Lahr, enquanto esperava na sala junto com alguns dos melhores
guerreiros que tinha no seu antigo Reino. Sim antigo, pois o Reino de Lahr pediu rendição após a
grande guerra, entregando terras, presentes, mulheres e alguns de seus melhores guerreiros para
servir ao Reino de Karst, então o antigo General das terras do Sul, Ahren estava parado na ante sala
do castelo, esperando pra entrar e jurar lealdade ao grande Rei Bertrwin, mostrando­se sério e frio
por dentro enquanto sentia o estomago revirar. Não se abalava, afinal seus homens ainda dependiam
de si para manter a compostura, mesmo ele se sentindo um traidor por estar prestes a jurar lealdade
ao reino que tirou a vida de tantos dos seus.

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06/10/2016 Karst ­ (1) Lealdade ao novo Rei

Um homem baixo, a quem não deu nenhuma atenção surgiu na sala, os chamando para a
cerimônia, o que tirou Ahren de seu grande estupor, e foi vestindo a sua melhor máscara de
seriedade e bravura que entrou no grande salão. Foi sendo seguido por seus homens, desarmados,
porém pomposos e pôs­se de frente ao Rei, um homem de cerca de 50 anos com aparência severa
que os olhava. Ahren ajoelhou­se diante do trono, tendo o gesto repetido por todos os seus homens.

– Grande Rei Bertrwin de Karst, conquistador das terras do Sul, eu sou Ahren de Sionn e
estou aqui em nome de meu Rei, Ludwik de Lahr, junto com 10 dos guerreiros mais poderosos de
meu reino como oferta de rendição de Lahr, com o propósito de não derramar mais sangue inocente
de nossos aldeões. Trazemos também ouro e algumas das mais formosas damas da corte do Rei
Ludwik, de Lahr. ­ disse de forma polida e respeitosa, aguardando o veredito daquela investida, sua
face fria e polida escondendo o temor que sentia em seus ossos. Era muito melhor em batalha do que
em palavras, mas iria se empenhar se precisasse convencer o homem a sua frente a aceitar a oferta e
cessar a batalha

O Rei observou­os durante algum tempo, vendo a fibra dos rapazes, que curvados
demonstravam muita bravura se postando diante do 'inimigo', enquanto estavam desarmados.

– Você é Ahren de Sionn, o guerreiro prodígio do Reino de Lahr? Devo considerar uma
grande honra ter o homem que acabou com um pelotão inteiro dos meus homens com aquelas alguns
companheiros. – O rei disse, levantando­se do trono e andando em direção ao jovem, que não
aparentava nem 25 anos, os cabelos negros soltos até um pouco abaixo dos ombros e nenhum pelo
no rosto, mas os olhos verdes duros e baixos, em sinal de respeito ao soberano. ­ Olhe pra mim –
ordenou, o que fez o antigo General encará­lo como ordenado. ­ Você será um grande acréscimo em
meus batalhões. Como já disse para seu Rei, aceito a oferta de rendição e mandarei retirar meus
homens dos campos de batalha oficialmente.

Com um gesto, chamou um de seus guardas, ordenando coisas baixas demais para que o
jovem Ahren pudesse ouvir e em seguida dispensando o homem, que seguiu para cumprir as ordens
dadas, enquanto o soberano voltava­se aos homens, que não haviam movido um músculo de suas
posições originais.

– Vocês serão encaminhados ao local onde os soldados novos ficam e terão de provar o valor
de vocês para conquistar minha confiança. Devo dizer que não será fácil. Mandarei organizar uma
cerimônia em que vocês jurarão lealdade perante a mim e perante Karst diante de todo o meu reino e
diante dos nossos Deuses.

O jovem fez uma reverencia diante do soberano, sendo repetido por todos os seus
companheiros e antigos comandados.

– Ótimo. Johan levará vocês para seus novos aposentos até que a cerimônia seja realizada. E
levará novas roupas, com escudos do meu reino para que vistam de agora em diante.

***

Ahren suspirou pesadamente quando se viu sozinho em um dos banheiros do local, era
pequeno, mas pelo menos não era um local para prisioneiros. Por ainda ter muita moral e respeito
entre seus companheiros, eles haviam o deixado sozinho para que pensasse, refletisse como gostava
de fazer antes que um nó formasse em sua cabeça. Não sabia como a sua vida seria de agora em
diante. Em Lahr era tudo mais fácil, todos o respeitavam. Respeito esse que conseguiu com muito
esforço. Crescera em campos de batalha e vivera apenas para isso desde que realmente se lembrava.
Aqui teria que lutar por esse respeito, do mesmo jeito que lutara da primeira vez. Iria mostrar seu
valor e fazê­los cair aos seus pés sem nunca revelar seu segredo. Se nem seus homens de mais
confiança sabiam, não deixaria o ainda inimigo, como ainda considerava todo aquele Reino
estrangeiro no intimo do seu ser, saber.

Suspirou, pensando em todas as mudanças que ocorreriam. Seus soldados não seriam mais
seus subordinados. Provavelmente o Rei os separaria, diminuindo assim uma possível chance de

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06/10/2016 Karst ­ (1) Lealdade ao novo Rei

revolta. Só teria que se acostumar, pois agora eles não eram mais 'seus homens' e que agora ele
deveria responder a outro superior. Em seu Reino natal, o único que lhe era superior era seu Rei.

Retirou as vestes com o símbolo e as cores de sua terra natal, acariciando o brasão do reino
enquanto orava aos deuses para que o abençoasse e perdoassem sua 'traição' à bandeira que jurara
nunca abanar, mas como disse seu Rei, era pelo bem de seu povo e assim faria.

Terminou de se despir, olhando­se no espelho, vendo seu maior segredo se revelar diante de
seus olhos, tão evidentemente. As faixas presas fortemente em seu tronco denunciavam algo que
ninguém mais sabia, nem mesmo seu antigo Rei, que ele era na verdade uma mulher, criada como
homem e guerreiro. Nascera nos campos de soldados, vivera a infância dos garotos destinados a
serem guerreiros e se tornou o melhor deles, mesmo não sendo um garoto. Era o destino que seus
Deuses reservaram pra si, era o que seu pai sempre lhe dizia.

Não ficou muito tempo se encarando, rapidamente vestiu as novas vestes com as cores do
Reino, verdes, destacando o rosto pálido e os cabelos negros como a noite. Levaria aquele segredo
para o túmulo junto consigo, já que a única pessoa que a conhecia, seu pai, falecera em batalha. Não
sabia por que o homem havia feito isso, mas apenas havia lhe contado quando tivera sua primeira
menstruação e correra assustado para o homem. Desde aquele dia, se esforçava ainda mais para ser o
que seu pai sempre sonhou pra si, tendo sorte dos seus seios serem quase nulos.

Parou de pensar, saindo daquele pequeno cômodo, se reunindo aos seus antigos
subordinados, vendo­os já devidamente vestidos com as vestes daquele reino, um guarda real ali
aguardava o momento de os levarem ao salão. Realmente o Rei quisera fazer a cerimônia o mais
rápido possível, para que aqueles guerreiros incrivelmente talentosos pudessem fazer o juramento de
lealdade ao Reino e ao Rei. Suspirou, espantando os pensamentos saudosistas de sua mente. Dali a
pouco tempo seria um guerreiro de Karst, de corpo e alma, e se esforçaria pra ser o melhor.

***

Saíram em direção a praça, onde seria realizada a cerimônia, claro, o Rei faria disso uma
cerimônia pública, todos os cidadãos deveriam ver os gloriosos guerreiros de Lahr se humilhando,
jogando suas identidades fora e jurando lealdade ao novo reino, o qual um dia juraram destruir.
Ahren fechou o rosto e encarou Lewy, o seu antigo braço direito, um homem bruto, loiro e barbudo,
que o lançou um olhar de força. Estavam nisso juntos, todos eles.

Havia um homem, um sacerdote no meio da praça, em um tablado, atrás fora montado o
trono majestoso do Rei, e mais um pouco atrás, um trono menor, provavelmente a Princesa, uma
linda moça de cabelos cor de ouro e o vestido maravilhosamente detalhado, suas damas em pé a sua
volta. Ahren não prestou atenção em nenhuma delas, seu olhar estava fixado no sacerdote, enquanto
subiam o tablado, seus homens atrás de si, e logo atrás as donzelas, ricamente vestidas, que vieram
com eles nessa missão de paz. Todo o povo a volta olhava curioso para a comissão de pessoas que
nunca viram antes pelo reino, cochichando entre si, até que foram interrompidas pela voz do Rei.

– Meus caros súditos, estes homens e mulheres aqui presentes estão em nome do Rei de Lahr
como presente de rendição, eles irão integrar nossos exércitos e o Reino de Lahr será oficialmente
integrado aos nossos domínios. ­ o homem disse e sentou­se novamente.

Quem tomou a palavra logo em seguida foi o sacerdote, indo a frente deles.

– Hoje, deverão jurar lealdade ao Reino de Karst e ao nosso Rei, Bertrwin. ­ disse, dando
inicio a longa e massante cerimônia, apresentando os objetos sagrados que deveriam reverenciar e
após isso tudo, curvaram­se aos pés do soberano.

Um a um repetiram as palavras ditas pelo sacerdote, citando seus nomes e jurando lealdade.
Ahren foi o primeiro, a voz firme e alta o suficiente para que todos pudessem ouvir.

– Eu, Ahren de Sionn, antigo General das Terras de Lahr, juro lealdade a Karst e ao Grande
Rei Bertrwin, o Conquistador das terras do Sul.
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06/10/2016 Karst ­ (1) Lealdade ao novo Rei

Foi seguido por cada um dos seus homens ali e ao fim da última declaração, o sacerdote
pegou o cálice e entregou nas mãos do soberano, que deu um gole e em seguida cada um tomou um
gole do cálice.

– Agora todos vocês fazem parte do meu Reino e devem obediência e lealdade a mim e a
Karst. Serão encaminhados para seus novos aposentos, amanha iniciam seus treinamentos. – disse
por fim, virando­se, dando por terminada aquela cerimônia e dando inicio a uma nova vida.

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