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23/03/2019 Disciplina Portal

Estrutura de Madeira

Aula 5 - Análise e Dimensionamento de Peças


Tracionadas
INTRODUÇÃO

A “tesoura” de telhado ou cobertura, muitas vezes, é construída com peças de madeira. A preferência pelo material
pode ser explicada pelo seu peso e pela resistência axial das peças de madeira, tanto à tração quanto à compressão.

As ações de tração em peças de madeira de treliças e outras estruturas são muito comuns. Por isso, é necessário o
conhecimento do cálculo, dimensionamento e veri cação da capacidade resistente das peças de madeira estrutural
tracionadas longitudinalmente.

OBJETIVOS

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Compreender os procedimentos e a teoria utilizada para calcular peças de madeira tracionadas longitudinalmente.

Identi car os principais pontos da norma relativos ao cálculo de peças tracionadas axialmente.

Calcular peças de madeira tracionadas axialmente segundo a Norma NBR 7190/1997.

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PREMISSA
Os projetistas, muitas vezes, preferem usar peças de madeira, que têm resistência à tração superior a do concreto, sem
precisarem recorrer ao concreto, mais resistente e caro.

O cálculo de peças de madeira à tração paralela às bras é realizado segundo as leis da Mecânica dos sólidos e visa
obter as dimensões que uma peça de madeira deve possuir para resistir ao carregamento que lhe é imposto (o que é
chamando de “dimensionamento”) ou veri car a estabilidade da peça ou estrutura de madeira existente quando
submetida a um carregamento especí co (por exemplo: o apoio de um equipamento no pendural de uma tesoura de
cobertura).

Para isso, são necessários conhecimentos prévios de resistência dos materiais.

Fonte: donatas1205 / Shutterstock

RESISTÊNCIAS USUAIS DE CÁLCULO


A norma NBR 7190/1997 de ne resistências de cálculo para as peças de madeira, conforme o seu item 7.2.7, em
tabelas (nº 12, 13 e 14) que devem ser observadas:

Tabela 1: Valores usuais para carregamentos de longa duração.

Situações duradouras de projeto para carregamentos de longa duração (kmod,1 = 0,70)

Madeira serrada (segunda categoria: kmod,3 = 0,80)

Classes de umidade (1) e (2) kmod = 0,70 x 1,0 x 0,80 = 0,56

Classes de umidade (3) e (4) kmod = 0,70 x 0,80 x 0,80 = 0,45

γwc = 1,4 fwN,k,12 = 0,70fwN,m,12

γwt = 1,8 fwV,k,12 = 0,54fwV,m,12

γwv = 1,8

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ft0,d = fc0,d

fc90,d = 0,25fc0,d.αn

fe0,d = fc0,d

fe90,d = 0,25fc0,d.αe

Coníferas: fv0,d = 0,12fc0,d

Dicotiledôneas: fv0,d = 0,10fc0,d

Fonte: Reprodução da NBR 7197/97, Tabela 12.

Os coe cientes αn são de nidos na Tabela 2:

Tabela 2: Valores de αn.

Extensão da carga normal às bras, αn


medida paralelamente a estas (em cm)

1 2,00

2 1,70

3 1.55

4 1,40

5 1,30

7,5 1,15

10 1,10

15 1,00

Fonte: Reprodução da NBR 7197/97, Tabela 13.

A norma NBR 7190/97 ainda estabelece que:

1
O coe ciente αn indicado na Tabela 1 será igual a 1, no caso da extensão de aplicação da carga ser
maior ou igual a 15cm, medida na direção das bras da madeira (Tabela 2).
2
Se a extensão da aplicação da carga na direção das bras for inferior a 15cm e a carga estiver
afastada pelo menos 7,5cm da extremidade da peça, será utilizada a Tabela 2 (Tabela 13 da NBR
7190/97).
3

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Esse coe ciente deve ser aplicado no caso de arruelas, tomando-se como extensão de carga o seu
diâmetro ou lado.

A Tabela 3 apresenta os valores de αe relativos às resistências ao embutimento, consideradas para o caso desses
critérios simpli cados de caracterização da madeira, variando em função do diâmetro do pino embutido:

Tabela 3: Valores de αe.

Diâmetro do pino (em cm) ≤ 0,62 0,95 1,25 1,60 1,90 2,20

Coe ciente αe 2.50 1,95 1,68 1,52 1,41 1,33

Diâmetro do pino (em cm) 2.50 3,10 3,80 4,40 5,00 ≥ 7,50

Coe ciente αe 1,27 1,19 1,14 1,10 1,07 1,00

Fonte: Reprodução da NBR 7197/97, Tabela 14.

CÁLCULO DE PEÇAS TRACIONADAS


O cálculo das peças de madeira à tração é relativamente simples e consiste em satisfazer a equação:

Porém:

Logo:

Onde:

σt0,d é a tensão solicitante de cálculo decorrente do esforço de tração.

ft0,d é a resistência de cálculo à tração da madeira.

ft0,k é a resistência nominal à tração da madeira.

An é a área líquida (ou útil) da seção, descontados os entalhes e demais detalhes que reduzam a área resistente da
seção.

Nd é o esforço axial de tração solicitante de cálculo.

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γwt = 1,8 é o coe ciente de ponderação para tração paralela às bras.

Exemplo

Considerando um carregamento axial dimensionante à tração de 200kN em uma peça de madeira serrada com 2,0m de
comprimento, dimensionar conforme a NBR 7190/1997:

Madeira dicotiledônea classe C-30 em ambiente com 85% de umidade, de segunda categoria, com carregamento de
média duração.

PASSO 1

De nição do Kmod da seguinte forma:

Kmod,1 = 0,80 (para a madeira serrada e carregamento de longa duração).


Kmod,2 = 0,80 (para a madeira serrada e classe de umidade 3 ou 4 = 85% de Uamb).
Kmod,3 = 0,80 (para a madeira de segunda categoria).

Obtém-se:

Kmod = Kmod,1 x Kmod,2 x Kmod,3 = 0,80 x 0,80 x 0,80 = 0,512

PASSO 2

Obtenção da resistência de cálculo (ft0,d):

Onde:

PASSO 3

Veri cação da área mínima:

Como foi de nida a carga na qual a peça está submetida (200kN), teremos:

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Atenção: é conservador arredondarmos as áreas


resistentes “para cima”.

As peças de madeira carregadas à tração axial não devem possuir um comprimento


superior a 50 vezes a menor largura da sua seção transversal para reduzir o efeito de
instabilidade lateral. Neste caso:

15cm x 50 = 750cm → Como 200cm < 750cm

OK, PASSA!

O efeito da inclinação das bras em relação ao eixo longitudinal da peça pode ser desprezado desde que o ângulo de
inclinação seja igual ou inferior a seis graus (θ ≤ 6º, o que signi ca arctg(θ) = 0,10). Caso contrário, a resistência de
cálculo à tração deve ser reduzida de acordo com a expressão de Hankinson (θ > 6º → ftd = ft0,d):

Recomenda-se que a altura do entalhe (e) não seja maior que ¼ da altura da seção da peça entalhada (h). Caso seja
necessária uma altura de entalhe maior, devem ser utilizados dois dentes (1).

Figura 1: Exemplo de ligação entalhada


Fonte: Calil et al (2003).

Vamos exempli car a situação de cálculo de peças tracionadas inclinadas em relação ao eixo longitudinal das bras.

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Exemplo

Uma dada treliça de madeira apresenta uma ligação entalhada conforme a Figura 1, onde ft0,d = 30MPa e ft90,d =
3MPa e θ = 30°. A altura “h” mede 15cm e o entalhe “e” feito alcança 3cm dentro da peça. Calcule a resistência da peça
entalhada conforme a equação de Hankinson:

PASSO 1

Segundo as disposições construtivas, o entalhe simples não deve ultrapassar ¼ da altura da


peça entalhada, assim:

e = 3,0cm e ¼ h = 15,0 * (¼) cm = 3,75cm > 3,0cm

OK, PASSA!

PASSO 2

Basta conhecer as resistências ft0,d e ft90,d da madeira e considerar o ângulo de inclinação


da carga, aplicando a equação de Hankinson:

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DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS
É incomum encontrar peças de madeira maiores que 6,0m sem defeitos como empenamentos, arqueamentos e
abaulamentos. Para isso, o fornecedor das peças de madeira deve ser idôneo e apresentar peças de qualidade. A NBR
7190/97 estabelece dimensões mínimas para as seções das peças de madeira serrada, conforme apresentado na
Tabela 4:

Tabela 4: Dimensões mínimas para as peças estruturais de madeira serrada.

Uso Dimensões Mínimas

Peças principais isoladas Área ≥ 50 cm2


Espessura ≥ 5,0 cm

2
Peças secundárias isoladas Área ≥ 18 cm
Espessura ≥ 2,5 cm

2
Peças principais múltiplas Área ≥ 35 cm (cada uma)
Espessura ≥ 2,5 cm (cada uma)

Peças secundárias múltiplas Área ≥ 18 cm2 (cada uma)


Espessura ≥ 1,8 cm (cada uma)

Fonte: NBR 7190/1997, item 10.2.1.

O item 10.3 da NBR 7190/1997 não permite que sejam empregadas peças tracionadas de seção retangular cheia ou
peças tracionadas múltiplas nas quais o seu comprimento teórico de referência “L0” (de nido conforme o item 7.5.1 da
NBR 7190/97) exceda 50 vezes a dimensão transversal correspondente. O L0 é de nido segundo ligações e graus de
liberdade das extremidades das suas barras, de forma idêntica ao de nido para a carga crítica de Euler.

Exemplo

Considere a Figura 2 para dimensionarmos a peça de madeira tracionada (entre os nós 3 e 4), conforme a Figura 3.

galeria/aula5/img/13a.jpg
Figura 2: Treliça de madeira suportando um equipamento de 100kN.
galeria/aula5/img/13b.jpg
Figura 3: Esforços axiais nas peças de madeira. Os valores positivos signi cam esforços de tração e
os negativos indicam esforços de compressão.

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Considere que na sua obra será necessário suspender um equipamento de 100kN para a passagem de outro
equipamento e para isso, foi projetada uma treliça conforme a Figura 2. As peças serradas de madeira dicotiledôneas
de segunda categoria existentes no local possuem dimensões de 6”x3” e de 6”x6”, submetidas a um ambiente com
umidade relativa do ar de 90%.

Assim, vamos dimensionar a peça de madeira necessária para suportar os esforços aos quais ela está submetida:

PASSO 1

Veri car as disposições construtivas:

De acordo com a Tabela 4 - Dimensões mínimas para as peças estruturais de madeira


serrada. (Fonte: NBR 7190/1997, item 10.2.1), devemos veri car se as peças existentes
atendem os requisitos mínimos construtivos, conforme a norma NBR 7190/97.

Assim:
2 2
An = 7,50 × 15 = 112,5cm > 50cm (para peças principais isoladas)
espessura = 7,50cm > 5,0cm

OK! A PEÇA PASSA NAS DIMENSÕES!

Em seguida, é preciso fazer a veri cação em relação ao perigo de ambagem. Neste caso, a
norma recomenda que o comprimento da peça não exceda 50 vezes a menor dimensão da
seção transversal. Logo:

Menor dimensão = 3” = 7,50 cm. Logo:


7,50cm × 50 = 375cm ou 3,75m

Neste caso, como o comprimento da barra tracionada é 4,0m > 3,75, a peça não deve ser
utilizada, por perigo de ambagem. Deve-se, então, veri car a outra seção:

2 2
Assim: An = 15 × 15 = 225cm > 50cm (para peças principais isoladas)
espessura = 15cm > 5,0cm

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OK! A PEÇA PASSA NAS DIMENSÕES!

Por m, segue a veri cação quanto à possibilidade de ambagem:


15cm × 50 = 750cm ou 7,50m > 4,0m

OK, A PEÇA ATENDE A TODAS AS DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS!

PASSO 2

Veri cação da tensão máxima:

Como foi de nida a carga na qual a peça está submetida (≈ 200kN), teremos:

Assim, o ft0,d deve ser superior a esse valor para que a peça apresente segurança, segundo
a NBR 7190/97.

PASSO 3

De nição do Kmod:

Os Kmod’s são de nidos segundo as determinações do item 7 da norma NBR 7190/97:

Considerando a madeira existente como uma madeira serrada de segunda categoria, com
classe de umidade 4, tem-se, segundo as tabelas 7, 10 e 11 da NBR 7190/97:

Kmod,1 = 0,90 (para a madeira serrada e carregamento de curta duração)


Kmod,2 = 0,80 (para a madeira serrada e classe de umidade 4 = 90% de Uamb)
Kmod,3 = 0,80 (para a madeira dicotiledônea de segunda categoria)

Desse modo, obtém-se:

Kmod = Kmod,1 x Kmod,2 x Kmod,3 = 0,90 x 0,80 x 0,80 = 0,576

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PASSO 4

Obtenção da resistência característica (ft0,k):

Onde:

Assim:

A resistência característica à tração axial para essa peça é, no mínimo, 27,78MPa. Para
tanto, por ser uma madeira dicotiledônea, escolheremos, conforme a NBR 7190/97, uma
madeira que satisfaça a Classe C-30, por ser a classe imediatamente superior à resistência
característica.

Na prática, para tentarmos maximizar os esforços, seria interessante veri car se a peça
menor (6”x3”) não obteria resultados mais econômicos. Para isso, poderia ser considerado
um novo projeto, com uma barra que a dividisse ao meio, conforme a Figura 4:

Figura 4: Proposta para ajuste e novo dimensionamento das peças de madeira


com seção transversal de 6”x3”.

EXERCÍCIOS
Questão 1: Uma perna de uma tesoura de cobertura chega em um tirante em um ângulo de 22º. Sabendo que esta
perna será embutida no tirante (ou linha) e que este é um pranchão com 10 x 25cm (base x altura), assinale a opção
correta:

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a) O tirante não deve ser submetido a entalhes, pois a sua reduzida largura (10cm) torna-o frágil para resistir aos esforços
gerados.
b) Com um ângulo de 22º, a ligação entre a perna e a linha pode ter sua força desprezada estruturalmente.
c) O entalhe no tirante é permitido em qualquer circunstância e sob qualquer detalhe.
d) Para o dimensionamento do tirante, basta aplicar a fórmula de Hankinson para obter a resistência ponderada da madeira
quando submetida a esforços inclinados em relação às bras.
e) Independentemente do uso da fórmula de Hankinson e das demais considerações de seção e distância das extremidades do
tirante, o entalhe máximo da perna na linha não deverá ultrapassar 6,25cm.

Justi cativa

Questão 2: Segundo as tabelas 12, 13 e 14 da Norma NBR 7190/97, para uma madeira dicotiledônea com ft0,k =
90MPa, assinale a opção correta:

a) Neste caso, teremos ft0,d = 175MPa.


b) fc90,d = 9,60MPa, considerando kmod = 0,192, γwt = 1,8 e extensão da aplicação normal da carga igual a 20cm.
c) O valor de αn considera a tração normal às bras longitudinais, não importando a extensão de aplicação da carga normal.
d) Segundo a Tabela 12 da NBR 7190/97, a resistência de cálculo à compressão longitudinal é diferente da resistência de
cálculo à tração longitudinal.
e) O embutimento nas peças de madeira pode ser considerado sem preocupação para o diâmetro do pino embutido.

Justi cativa

Questão 3: Para uma madeira conífera serrada de segunda categoria, classe C-30, submetida a um esforço de tração
axial permanente de 500kN em um ambiente seco (U% = 40%), assinale a opção correta:

a) Segundo a NBR 7190/97, um pranchão de 6”x10” é su ciente para resistir aos esforços de tração aplicados.
b) A resistência de cálculo (ft0,d) para estas condições é igual a 31,10MPa.
c) O Kmod para esta situação é igual 0,65.
d) O coe ciente de minoração das resistências características é igual a 1,40.
e) Para esta situação, Kmod,1 = 0,8; Kmod,2 = 1,0 e Kmod,3 = 0,80.

Justi cativa

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Glossário

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